{"subject_id":"3a3cc48d00998100974ae19dcefc0a42","topico":"Crase — regra geral e casos proibidos","stems":["Acerca dos sentidos e de aspectos gramaticais do texto CG1A1, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1 Em pleno momento de grandes transformações político-sociais, na segunda metade da década de 1970, quando já havia inclinações para a volta da democracia, o cantor e compositor Belchior anunciava que “o passado é uma roupa que não nos serve mais”. Os padrões de hoje já nos estabelecem estilos e modelos diversos daqueles que um dia adotamos como referência. Definitivamente, aquele que envergou a vestimenta outrora usada já não é mais a mesma pessoa e qualquer tipo de tentativa de reutilizá-la passará, necessariamente, pela realização de ajustes que se amoldem ao instante presente. Velhos hábitos incorporados à nossa rotina devem, periodicamente, ser revisitados, a fim de que se tornem compatíveis com a realidade e a concretude do presente. Se, antes, a vasta cabeleira podia ser repartida ao meio, dando a quem a ostentava ares despojados e joviais, no tempo atual, para muitos, a escassez capilar obriga a adaptar o penteado. Nada adianta ficar de mal com a superfície que a imagem reflete. De qualquer forma, nada ou ninguém passa incólume pela ação do tempo, sem experimentar transformações de todas as naturezas. Mudar é verbo que se conjuga em perfeita sintonia com viver e, essencialmente, compõe rima exata com adaptar. Ao descrever a teoria da evolução, Charles Darwin assentou que a sobrevivência não é assegurada pelo emprego da força, mas depende de mudanças adaptativas dos seres expostos às transformações constantes (paulatinas ou abruptas) do ambiente que os cerca. O contexto estampado veicula um paradoxo. Se, por um lado, a marcha da mudança é via que não admite retorno, permitindo apenas momentos de variações rítmicas dos passos, mas sem nunca ser contida, por outro, ela aterroriza, chegando quase a paralisar o paciente da mutação. No entanto, não é o medo do escuro que vai impedir que a Terra gire, tampouco fará que a luz solar tome o lugar da noite pouco iluminada. Com base nas ideias do texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens a seguir, referentes a aspectos linguísticos e ao vocabulário do texto CB1A1.","mencionados. Creio que, em geral, deixando de lado a opinião dos especialistas, damos demasiada importância à opinião dos outros, tanto em assuntos cruciais quanto em assuntos de pequena monta. A regra básica é que uma pessoa deve respeitar a opinião pública apenas o suficiente para não morrer de fome nem ir para a cadeia. Tudo o que passar desse ponto significa submeter-se voluntariamente a uma tirania desnecessária, e, possivelmente, isso é o que acaba interferindo na própria felicidade. Examinemos, por exemplo, a questão de como as pessoas gastam seu dinheiro. Elas o gastam naquilo que não satisfaz seus gostos pessoais, simplesmente porque acreditam que o respeito dos vizinhos depende de terem carro ou de abrirem suas residências para jantares. Na verdade, uma pessoa que possa claramente comprar um carro, mas que prefira gastar o dinheiro em viagens ou numa boa biblioteca, acabará sendo muito mais respeitada do que se houvesse feito exatamente como todas as outras. Não há sentido em zombar deliberadamente da opinião pública; isso é admitir seu domínio, ainda que às avessas. Mas ser autenticamente indiferente a ela é uma força e uma fonte de felicidade. E uma sociedade de homens e mulheres que não se submetem demasiadamente aos convencionalismos é mais interessante do que uma sociedade em que todos se comportam da mesma maneira. A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","A maior planície alagável do mundo está secando e ficando mais quente a um ritmo acelerado. Em quatro décadas, o pantanal, o menor bioma brasileiro, foi o que mais aqueceu e teve a maior redução na quantidade de chuvas. Essa dupla tendência, de mais calor e de menos pluviosidade, é visível em todos os ecossistemas nacionais — da amazônia, no Norte, que engloba quase metade da área do país, ao pampa, no Rio Grande do Sul, ainda que nesse bioma de forma bem menos perceptível. Entre 1985 e 2024, a temperatura média no bioma subiu 0,47 °C por década. Em quatro décadas, o aumento acumulado no pantanal chega a quase 1,9 °C. O ritmo de crescimento do aquecimento no pantanal é 60% superior ao calculado no mesmo período para o Brasil como um todo e para os biomas amazônia e cerrado, que abrangem quase três quartos da área nacional. A velocidade de subida dos termômetros no pantanal é ainda cerca do dobro da apresentada na caatinga e na mata atlântica e mais que o triplo da do pampa nos 40 anos analisados. Julgue os próximos itens, referentes ao texto precedente.","Texto CG2A1 O termo “soluções baseadas na natureza” foi cunhado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A ideia é ele ser um conceito guarda-chuva: um único termo que consegue abranger uma grande gama de estratégias, técnicas, ações e atividades que envolvem a natureza para resolver problemas sociais, econômicos e ambientais do mundo atual. Quando falamos especificamente de acesso à água, as florestas aparecem como uma das principais soluções baseadas na natureza para dar segurança aos nossos sistemas de abastecimento. Elas podem trazer benefícios para a sociedade ao mesmo tempo que se apresentam como investimentos economicamente viáveis, a ponto de uma série de pesquisas começar a abordar a vegetação nativa como uma forma de infraestrutura — a infraestrutura natural. Chamamos de “Infraestrutura natural” investimentos e intervenções em conservação, manejo e restauração da vegetação nativa e de florestas. Essas ações não substituem investimentos em infraestrutura convencional, mas se complementam, aumentando os benefícios e gerando maior resiliência onde são implantadas. Atualmente, a maior parte dos investimentos em infraestruturas para o abastecimento de água das cidades é feita em infraestruturas convencionais, como reservatórios, represas e estações de tratamento. Essas obras podem ganhar muito se forem planejadas em sintonia com a infraestrutura natural. Em uma paisagem degradada, ou com solo que sofre processos severos de erosão, uma grande carga de sedimentos — terra e sujeira, por exemplo — acaba indo para os rios e reservatórios, o que aumenta os custos de dragagem e acarreta maior uso de produtos químicos no tratamento da água, além de diminuir a vida útil dos reservatórios. Com a restauração de florestas em paisagens degradadas e em áreas prioritárias para o abastecimento de água, como no entorno de reservatórios, as árvores evitam que grande parte dos sedimentos chegue aos cursos d’água, funcionando como barreiras naturais e gerando economia no uso de produtos químicos e nos custos de energia das estações de tratamento. Isso sem contar os benefícios mais amplos, como recuperação do solo, captura de gases de efeito estufa, que ajuda a mitigar as mudanças climáticas, formação de corredores ecológicos para espécies ameaçadas e aumento da resiliência a impactos de eventos climáticos extremos, como secas ou inundações. Dessa forma, a infraestrutura natural é um investimento inteligente do ponto de vista socioeconômico, que traz retornos no longo prazo e produz bons resultados para toda a sociedade. As empresas de saneamento no país todo só têm a ganhar ao investir na restauração florestal. Com base nas ideias veiculadas no texto CG2A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nConsiderando a estruturação linguística do texto CG2A1, julgue os itens subsecutivos.","Texto CB2A1 Existem muitas formas de fazer ciência — na sala de aula, na universidade, em grupos de pesquisa, institutos públicos, em centros privados. Também é possível partir da própria ciência para incentivar outras pessoas na trajetória científica, difundir o conhecimento de pesquisadores, revelar seus achados e descobertas. E pode-se fazer tudo isso junto. Mônica Santos Dahmouche é um bom exemplo disso, como física, professora, divulgadora científica, coordenadora da implantação do Museu Ciência e Vida, incentivadora de feiras, olimpíadas e hackathons de ciência e várias outras frentes, com um olhar especial para a visibilidade feminina nas ciências. “Eu imaginava que faria concurso para uma universidade, teria meu grupo de pesquisa, orientaria alunos. Faço isso hoje, mas de diferentes formas. Jamais tinha pensado em trabalhar em um museu de ciências. Tem sido uma jornada maravilhosa”, conta a professora. Nos últimos anos, Mônica mergulhou em projetos voltados a futuras meninas cientistas e à atuação diversa de mulheres na área. “Desde 2018 me emociona e mobiliza poder mostrar a elas a beleza de fazer ciência, especialmente ciências exatas, mais desiguais em termos de equidade de gênero”, afirma. A iniciativa já se transformou em exposições temáticas no próprio Museu Ciência e Vida e na criação, com amigas também cientistas, de uma rede de mulheres das áreas de ciências, tecnologias, engenharias e matemática (STEM). O grupo já gestou até um livro, Exatas é com elas: tecendo redes no estado do Rio de Janeiro. Seu motivo de orgulho mais recente é o podcast Mulheres da Hora, idealizado por ela e produzido pelo Museu Ciência e Vida e pela Fundação CECIERJ. A produção abrange histórias de mulheres que se destacam em áreas como ciências exatas, engenharia e computação. “O objetivo é mostrar o que se pode fazer em uma carreira de ciência e tecnologia, para além da docência na universidade ou da pesquisa”, afirma. Seja qual for o caminho escolhido, ressalta Mônica, uma formação de excelência é a base para voar. Em relação ao texto CB2A1, aos seus sentidos e às ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, referentes a aspectos linguísticos do texto CB2A1.","Julgue os itens que se seguem, referentes ao vocabulário e à estrutura linguística do texto CG4A1.","Texto CB1A1 Falar de acesso à Internet no Brasil é, ainda, falar de desigualdade. Embora a digitalização tenha avançado em diversos segmentos — da educação à economia —, cerca de 20% da população brasileira permanece desconectada ou sem condições de usufruir dos recursos digitais. A democratização da Internet é, portanto, um imperativo de inclusão social, desenvolvimento econômico e cidadania. Apesar de o Brasil ter ultrapassado a marca de 80% da população com algum tipo de acesso à Internet, o país ainda apresenta um cenário de profundas desigualdades regionais e sociais no que se refere à qualidade, velocidade e estabilidade da conexão. Os dados da pesquisa TIC Domicílios 2023, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, revelam que 88% da população urbana está conectada, mas esse índice cai para 60% nas áreas rurais. As regiões Norte e Nordeste apresentam baixos indicadores de infraestrutura de conectividade, sendo ainda dependentes de redes móveis instáveis, enquanto o Sudeste concentra a maior parte dos investimentos em fibra óptica e banda larga de alta velocidade. A disparidade segue a lógica de expansão do setor de telecomunicações no país — fortemente orientada pela rentabilidade —, que privilegia centros urbanos e regiões com maior poder aquisitivo. Segundo dados do IBGE de 2022, enquanto quase 90% dos domicílios localizados no Sudeste têm acesso à Internet, os números caem para cerca de 70% no Norte e no Nordeste, com situação mais grave nas áreas rurais. O Brasil enfrenta também um déficit preocupante de letramento digital. Segundo levantamento feito pela ANATEL em 2024, apenas 30% da população brasileira possui habilidades digitais básicas, e menos de 20% atinge um nível intermediário de proficiência em letramento digital. A carência tecnológica forma uma barreira à inserção dessa população no mercado de trabalho e no sistema educacional, além de reforçar a exclusão social. Um ponto preocupante também é que a falta de letramento digital aumenta a vulnerabilidade à desinformação e a fraudes. Em um país marcado por desigualdades históricas, a exclusão digital se soma a outras formas de marginalização. Com base nas ideias veiculadas no texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens seguintes, relativos ao vocabulário e a outros aspectos linguísticos do texto CB1A1.","Novos dados da União Interparlamentar (UIP) e da ONU Mulheres revelam um progresso limitado no alcance da igualdade de gênero na liderança política. A edição de 2025 do mapa Mulheres na política mostra que os homens continuam a superar as mulheres em mais de três vezes nas posições executivas e legislativas em todo o mundo. Globalmente, a presença feminina nos parlamentos subiu apenas 0,3%, alcançando 27,2% em relação ao ano anterior. Já nos ministérios, houve queda de 0,4%. Segundo Sima Bahous, diretora executiva da ONU Mulheres, o progresso não só é lento como há retrocesso em várias partes do mundo. “Trinta anos após a Declaração de Pequim, a promessa de igualdade de gênero na liderança política permanece não cumprida. Não podemos aceitar um mundo onde metade da população seja sistematicamente excluída da tomada de decisões”, frisou. Bahous também lembrou que cotas, reformas eleitorais e vontade política são soluções para desmantelar barreiras sistêmicas. “O tempo das medidas paliativas acabou. É hora de os governos agirem para assegurar que as mulheres tenham um assento igual em todas as mesas onde o poder é exercido”, destacou. A presidente da UIP, Tulia Ackson, classificou o ritmo de avanço como “glacial” e ressaltou a urgência de medidas concretas para garantir representação igualitária. O secretário-geral da UIP, Martin Chungong, defendeu o engajamento ativo de homens como parte da solução. Ainda, o mapa de 2025 mostra que, enquanto as mulheres lideram importantes pastas ligadas a direitos humanos, igualdade de gênero e proteção social, os homens dominam áreas como relações exteriores, orçamento e defesa. Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os seguintes itens.","Texto CG1A1 Em um mundo que corre contra o relógio para descarbonizar a economia e conter o avanço das mudanças climáticas, medir e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) das atividades diretas dos negócios está longe de ser suficiente. Na maioria dos setores, é na cadeia de valor que acontece a maior parte das emissões, ou seja, fora do “muro” das fábricas, dos escritórios e de outros negócios. Isso inclui as operações dos fornecedores, até mesmo os pequenos, e o modo como os clientes usam um produto ou serviço. Fazer o diagnóstico da pegada de carbono de toda a cadeia e agir para reduzi-la está na ordem do dia. Não só porque é a coisa certa a se fazer, mas porque o mundo caminha para exigir das empresas que se responsabilizem pelo que acontece em sua cadeia de valor. O Acordo de Paris e outras iniciativas internacionais reforçaram o compromisso de países e empresas de reduzirem suas emissões para limitar o aquecimento global a uma temperatura de 1,5 °C a 2 °C acima dos níveis pré-industriais até 2100. Além disso, muitos países estão introduzindo regulamentações e padrões de sustentabilidade que exigem uma abordagem mais abrangente para medir emissões de carbono. A União Europeia (UE), por exemplo, estabeleceu uma série de metas e compromissos de redução de emissões para seus Estados-membros. Um dos objetivos é a redução das suas emissões de GEE em pelo menos 40% até 2030, em comparação com os níveis de 1990. Além disso, o impacto ambiental das marcas é cada vez mais considerado pelos consumidores ao redor do mundo. A pesquisa Future Consumer Index, da consultoria Ernest&Young, realizada com 21.000 entrevistados de 27 países, evidencia essa percepção. Entre os brasileiros, por exemplo, 73% se declararam profundamente preocupados com a fragilidade do planeta. A falta de informação, transparência e padronização, no entanto, também continua sendo um desafio mencionado pelos consumidores, que ainda não enxergam o impacto das escolhas que fazem para o meio ambiente quando compram um produto. Dessa forma, a pegada de carbono de um produto torna-se um fator relevante de atenção da indústria. Além da preocupação ambiental e regulatória, esse tema se tornou uma questão de mercado. Entender como as emissões de GEE ganharam destaque na mesa de discussões de presidentes e diretores-executivos é importante para compreender como o tema foi ganhando força nas últimas décadas. De acordo com as ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1 e do vocabulário nele empregado, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1 Em 2015, o professor Robert Waldinger participou de uma conferência apresentando uma palestra chamada “O que torna uma vida boa? Lições sobre o mais longo estudo sobre felicidade”. O tema se tornou, anos depois, um livro do palestrante sobre o assunto, que entrou na lista dos mais vendidos, segundo o jornal The New York Times. Professor de psiquiatria em Harvard, Waldinger é o quarto pesquisador a dirigir o Estudo sobre Desenvolvimento Adulto, que existe na universidade desde 1938 e está em andamento até hoje. O trabalho é o maior já realizado sobre o tema e monitora questões relativas a bem-estar, desenvolvimento e felicidade. Atualmente, a pesquisa está na segunda geração e dela participam os filhos dos primeiros participantes. O principal achado da pesquisa chama a atenção: a chave para uma vida mais feliz e saudável são os relacionamentos que cultivamos. Boas relações ajudam a reduzir os níveis de estresse e também influenciam a maneira como lidamos com dificuldades e situações desafiadoras. Waldinger afirma que cultivar relacionamentos recíprocos, que contam com apoio mútuo e espaço para crescimento, é o que traz mais felicidade. Por outro lado, passar muito tempo no trabalho é um constante arrependimento dos participantes do estudo. Além desses, há outros fatores que interferem na saúde mental e na sensação de felicidade — e um deles pode ser dinheiro. O pesquisador ressalta que ter muito dinheiro ou fama não tem relação direta com a felicidade. Contudo, a pobreza impacta a satisfação com a vida. Waldinger aponta que, enquanto não se tem as necessidades básicas garantidas, sentir-se feliz e pleno é uma tarefa difícil. Por outro lado, a partir do momento em que necessidades como alimentação, moradia e educação estão garantidas, ganhar mais dinheiro não significa sentir felicidade. É aí que está a importância de cultivar bons relacionamentos. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nEm relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto CG1A1, julgue os itens a seguir.","Devemos salientar mais uma vez o caráter essencial dos sentimentos negativos. Manifestações populares e mudança social advêm do acúmulo de muitos cidadãos irritados e ofendidos. Ocultar sentimentos negativos sob o tapete do pensamento positivo significa estigmatizar e tornar vexaminosa a estrutura emocional do mal-estar social e da instabilidade. Alguns dirão que optamos por privar trabalhadores dos benefícios da ciência do bem-estar em troca do aceno de uma ideia vaga de consciência coletiva. A felicidade, como alguns empiristas ferrenhos afirmarão, é o único bem tangível em que podemos pôr as mãos aqui e agora. Nossa resposta e nossa objeção final podem ser encontradas na famosa refutação do utilitarismo do filósofo Robert Nozick. Em 1974, ele pediu a seus leitores que participassem de um experimento mental que consistia em imaginar que estamos conectados a uma máquina que nos proporciona qualquer experiência prazerosa. Nossos cérebros seriam estimulados a acreditar que estaríamos vivendo a vida que desejamos. A pergunta de Nozick, então, era: dada a possibilidade de escolha, você preferiria a máquina prazerosa à vida real (e presumivelmente mais infeliz)? Uma resposta a essa questão parece hoje ainda mais relevante do que antes, sobretudo agora que a ciência da felicidade e as tecnologias virtuais se tornam tão predominantes. Nossa resposta, assim como a de Nozick, é a de que o prazer e a busca da felicidade não podem superar a realidade e a busca por conhecimento — o pensamento crítico sobre nós mesmos e sobre o mundo que nos rodeia. Uma “máquina da experiência” do tipo que Nozick imaginou tem hoje seu equivalente em uma indústria da felicidade que pretende nos controlar: ela não apenas borra e confunde a capacidade de conhecer as condições que moldam nossa existência, mas também faz que essas condições em si sejam irrelevantes. Conhecimento e justiça, e não felicidade, continuam a ser o propósito moral revolucionário da vida. Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens a seguir.","O setor público enfrenta o desafio particular de oferecer serviços públicos cada vez melhores a uma população gradualmente mais bem informada, mais consciente de seus direitos e com expectativas crescentes quanto ao papel do Estado. Devido aos recursos limitados, desenvolver serviços públicos inovadores tem sido visto crescentemente como fator fundamental para sustentar um alto nível de serviços para cidadãos e negócios, bem como para enfrentar desafios sociais e aprimorar o bem-estar social da população. Diante desse cenário, o discurso científico sobre inovação em compras públicas ganhou maior atenção nas últimas décadas. A União Europeia reconheceu as compras públicas como instrumento de inovação e de provimento de mercados pioneiros para novos produtos, definindo-as como compras de bens e serviços que ainda não existem, que precisam ser aperfeiçoados ou que requerem pesquisa e inovação para atender às necessidades especificadas pelos usuários. As compras públicas representam grande parte da execução da despesa pública. Entre países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a média de gastos públicos representa 12% do GDP (equivalente ao PIB) por ano. No Brasil, anualmente o governo federal gasta, em média, 5% do PIB em compras apenas de bens e serviços. Quando se incluem nos cálculos as despesas efetuadas por estados, municípios e estatais, o percentual chega próximo a 15% do PIB, ou R$ 900 bilhões. Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens que se seguem.","A ideia de que a mente pertence a um domínio separado, distinto do corpo, foi teorizada bem cedo, em grandes textos como o Fédon, de Platão (IV a.C.) e a Suma teológica, de Tomás de Aquino (1265-1274), um texto fundador da concepção cristã da alma. Mas foi o filósofo francês René Descartes (1596-1650) quem estabeleceu aquilo que é hoje conhecido como dualismo: a tese de que a mente dotada de consciência é feita de uma substância imaterial que não está sujeita às leis da física. Ridicularizar Descartes tornou-se moda em neurociência. Depois da publicação, em 1994, de O erro de Descartes, o best-seller de Antonio Damasio, muitos manuais contemporâneos que tratam de consciência passaram a criticar Descartes, alegando que ele teria atrasado a pesquisa em neurociência. A verdade, porém, é que Descartes foi um cientista pioneiro, fundamentalmente um reducionista, cuja análise mecânica da mente humana, muito à frente de seu tempo, foi o primeiro exercício de biologia sintética e de modelagem teórica. O dualismo de Descartes não foi um capricho de momento — fundamentava-se em um argumento lógico que afirmava a impossibilidade, para qualquer máquina, de imitar a liberdade da mente consciente. Em relação às ideias e estruturas linguísticas do texto apresentado, julgue os itens que se seguem.","Texto CG2A1 O desenvolvimento da educação sanitária, a partir dos Estados Unidos da América, esteve associado à saúde pública, tendo sido instrumento das ações de prevenção das doenças, e caracterizou-se pela transmissão de conhecimento. No entanto, mesmo que realizada de forma massiva, como no caso das campanhas sanitárias no Brasil, a perspectiva não contemplava a dimensão histórico-social do processo saúde-doença. Com o movimento pela reforma sanitária no Brasil, as críticas mais contundentes relacionavam-se ao fato de que o social não era considerado na prática da saúde pública, senão em perspectiva restrita, de modo que a educação passou a ser uma atividade paralela, cuja finalidade seria a de auxiliar a efetivação dos objetivos eminentemente técnicos dos programas de saúde pública. Entretanto, em uma perspectiva crítica, a educação parte da análise das realidades sociais, buscando revelar as suas características e as relações que as condicionam e as determinam. Essa perspectiva pode ater-se à explicação das finalidades reprodutivistas dos processos educativos ou trabalhar no âmbito de suas contradições, buscando transformar essas finalidades, estabelecendo como meta a construção de sujeitos e de projetos societários transformadores. Da mesma forma, no campo da saúde, a compreensão do processo saúde-doença como expressão das condições objetivas de vida, isto é, como resultante das condições de habitação, alimentação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços de saúde, descortina a saúde e a doença como produções sociais, passíveis de ação e transformação, e aponta também para um plano coletivo, e não somente individual, de intervenção. Essa maneira de conceber a saúde tem sido caracterizada como um conceito ampliado, pois não reduz a saúde à ausência de doença, promovendo a ideia de que uma situação de vida saudável não se resolve somente com a garantia do acesso aos serviços de saúde, mas depende, sobretudo, da garantia de condições de vida dignas que, em conjunto, podem proporcionar a situação de saúde. Nesse sentido, são indissociáveis o conceito de saúde e a noção de direito social. FimDoTexto A partir das ideias suscitadas pelo texto CG2A1, julgue os itens seguintes.\n\n\n\nA respeito das estruturas linguísticas do texto CG2A1, julgue os próximos itens.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Abre-se uma janela do Centro Operário. Será a aula de Dona Palmira em 1920 ou há reunião para discutir os estatutos? Durante toda a minha infância, eles discutiram os estatutos. Eu não podia entender nada, mas havia pontos terrivelmente sérios. Era “Centro Operário de Proteção Mútua” ou “Centro Operário E de Proteção Mútua”? Pela noite afora, ano após ano, um mulato meio velho e magro, de óculos, o dedo em riste, a voz rascante, atacava com extraordinária ferocidade aquele E. Não conseguiu derrubá-lo; os operários talvez se sentissem fracos, sozinhos, precisavam daquele E que os conjugava com outras camadas sociais. Ficou o E, meu pai foi diretor e, quando morreu, teve auxílio no enterro, tudo sem ser operário, tudo graças àquele E. Sem o E eu talvez não tivesse estudado ali, não me sentaria no comprido banco, onde o último da esquerda era o preto Bernardino, e à direita, o rosto lindo de Lélia, com seus cabelos doces e uma covinha quando sorria. Quando não estavam discutindo os estatutos, ou providenciando um enterro de sócio, com a bandeira do Centro em cima do caixão, os operários E todos que queriam proteção mútua estavam dançando; sons de pistom atravessam meu sono infantil; eu achava estranho e ao mesmo tempo alegre e feliz haver baile na mesma sala onde eu tinha aulas. Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Dinheiro traz felicidade? Engana-se quem pensa que esta é só uma pergunta filosófica de boteco. Muito pelo contrário: quem se debruça para valer sobre a questão são vencedores do Nobel de Economia, o psicólogo israelense Daniel Kahneman e o economista americano Argus Deaton. Kahneman é considerado um dos fundadores da economia comportamental, uma área que se apoia na psicologia para entender quais fatores afetam as decisões financeiras de alguém. Foi por integrar conhecimentos da psicologia à economia que ele recebeu o prêmio da Academia Real de Ciências da Suécia, em 2002. Oito anos depois, Kahneman se juntou a Argus — que receberia o Nobel de Economia em 2015 por seus trabalhos sobre consumo, pobreza e bem-estar social — para tentar responder à grande questão. Eles publicaram um estudo que correlaciona o nível de renda de mil americanos com seu grau de satisfação pessoal e bem-estar emocional, segundo respostas fornecidas em um questionário entre 2008 e 2009. Eles chegaram à seguinte conclusão: quanto mais dinheiro alguém ganha, mais feliz e satisfeita essa pessoa se sente. Só que essa correlação não é tão evidente na faixa de pessoas que ganham entre 60 e 90 mil dólares por ano (entre R$ 5 e 7,5 mil mensais). E, entre aqueles que recebiam valores maiores que estes, mais dinheiro já não significava mais felicidade. O estudo foi amplamente divulgado na época. Mas ele também foi rebatido por Matthew Killingsworth, um pesquisador da Universidade da Pensilvânia que coleta dados sobre felicidade. Ele publicou uma pesquisa, em 2021, sugerindo que a felicidade média aumenta consistentemente com a renda. E então, qual seria a conclusão correta? Para resolver o impasse, Kahneman juntou-se a Killingsworth e Barbara Mellers, também da Universidade da Pensilvânia. Os pesquisadores reanalisaram os dados coletados nos Estados Unidos da América em 2010 e 2021 para entender onde cada estudo deixou a desejar. E assim chegaram a uma conclusão mais sutil: de que pessoas felizes se sentem ainda melhores conforme ganham mais dinheiro; por outro lado, entre pessoas infelizes, o bem-estar para de aumentar quando certo nível de renda é alcançado. No que se refere às características discursivas e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, bem como às ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir.","Quando falamos em direito, estamos falando inicialmente de um enorme conjunto de regras obrigatórias, o chamado direito positivo. Mas o vocábulo direito é usado também para os estudos, o curso de direito, a assim chamada “ciência do direito”. Numa terceira acepção, a palavra designa os direitos de cada um de nós, chamados de direitos subjetivos, pois somos os sujeitos, os titulares, desses direitos. Ninguém ignora que paira sobre nossas cabeças uma gigantesca teia de normas, que atinge praticamente todas as nossas atividades. Muitos pensadores têm destacado que o direito atual parece ter invadido tudo: há direito em toda parte, para todos, para tudo. A contrapartida é que, assim como temos de seguir as normas, os outros também têm de obedecer a elas e, desse modo, respeitar os direitos de cada um de nós, os ditos direitos subjetivos. Vivemos num tempo em que as questões legais se tornaram corriqueiras. Apesar dessa popularização, ainda existe uma enorme dificuldade de acesso às coisas do direito. Ao mesmo tempo, os mecanismos da justiça são cada vez mais acionados, até para resolver quem fica com o cachorro depois da separação, ou se o condomínio pode impedir seus moradores de ter animais. A sobrecarga dos tribunais, e sua lentidão, é parcialmente consequência desse excesso de litigiosidade e da incapacidade das pessoas de resolver com bom senso, compreensão e respeito as questões de convivência em sociedade. Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","diretórios, recursos e equipamentos mencionados. São dois pinheiros altos, e atrás deles o mar. Na linha do horizonte, as linhas parecem estar boiando, nessa luz indecisa da manhã de inverno. O homem lança um olhar apressado à paisagem cheia de vento e de sol, e se volta para o interior do apartamento; precisa providenciar as instalações elétricas; um amigo lhe disse uma coisa horrendamente prosaica, a saber: convém trocar o ralo do chuveiro por um desses que se pode fechar, porque assim é evitado o ingresso de baratas. É preciso pensar nisso; e também onde colocar o telefone; e em providenciar o telefone para ser colocado. (...) O colchão não veio? Mas ficaram de mandar trazer no sábado, sem falta. Ali está a cama nua; ali, homem, em breve tu dormirás, amarás, sonharás, morrerás talvez, quem sabe? Assim, dentro do apartamento, só existem problemas; entediado, o homem se volta para a varanda, para o mar. Em alguns minutos, houve um movimento de nuvens e de luz; há manchas verdes, três ou quatro, perto das ilhas que estão mais nítidas; parece que se ergueram um pouco no horizonte. Que planura terrena, que montanha imponente, que paisagem no mundo vale o mar? Não o mar do alto-mar, mas esse mar de costa e ilhas, sempre investindo sobre as pedras e sobre as terras, esse que leva homens e coisas dos homens, que recebe plantas que descem os rios boiando, esse mar humano e vivo, e entretanto batendo aos nossos pés a canção do eterno, chamando para o desconhecido, anunciando ao nosso mundo que este mundo não tem fim. Chega o porteiro, diz algumas coisas sobre calafates e ladrilhos, água e contrato. O homem desce lentamente, vai andando, encontra um amigo na esquina, o amigo pergunta se é verdade que ele agora vai morar ali no bairro, em que apartamento. Ele responde qualquer coisa, diz que é um apartamento pequeno, que ainda está arrumando, que não tem habite-se, mas dentro dele, consigo mesmo, ele pensa apenas: são dois pinheiros grandes e, atrás deles, o mar. considere que todos os programas mencionados estão em Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens seguintes.","Texto CG1A1 Observando os mineiros trabalharem, você percebe, por um breve instante, como são diferentes os universos habitados por diferentes pessoas. Os subterrâneos onde se escava o carvão são uma espécie de mundo à parte, e é fácil viver toda uma vida sem jamais ouvir falar dele. É provável que a maioria das pessoas até prefira não ouvir falar dele. E, contudo, esse mundo é a contraparte indispensável do nosso mundo da superfície. Praticamente tudo que fazemos, desde tomar um sorvete até atravessar o Atlântico, desde assar um filão de pão até escrever um romance, envolve usar carvão, direta ou indiretamente. Para todas as artes da paz, o carvão é necessário; e, se a guerra irrompe, é ainda mais necessário. Em épocas de revolução, o mineiro precisa continuar trabalhando, do contrário a revolução tem que parar, pois o carvão é essencial tanto para a revolta como para a reação. Seja lá o que for que aconteça na superfície, as pás e picaretas têm que continuar escavando sem trégua — ou fazendo uma pausa de algumas semanas, no máximo. Porém, de modo geral, não temos consciência disso; todos sabemos que “precisamos de carvão”, mas raramente, ou nunca, nos lembramos de tudo o que está envolvido no processo para se obter carvão. Aqui estou eu escrevendo, sentado diante da minha confortável lareira a carvão. De quinze em quinze dias, a carroça de carvão para na porta e uns homens de blusão de couro trazem o carvão para dentro de casa em sacos robustos, cheirando a piche, e o despejam no depósito de carvão embaixo da escada. É só muito raramente, quando faço um esforço mental bem definido, que estabeleço a conexão entre esse carvão e o penoso trabalho realizado lá longe, nas minas. É apenas “carvão”, algo que eu preciso ter, uma coisa escura que chega misteriosamente, vinda de nenhum lugar em especial, como o maná, só que devemos pagar por ele. Seria fácil atravessar de carro todo o norte da Inglaterra sem lembrar, nem uma só vez, que, dezenas de metros abaixo da estrada, os mineiros estão atacando o carvão com suas picaretas. E, contudo, são eles que estão fazendo seu carro andar. O mundo deles lá embaixo, iluminado por suas lâmpadas, é tão necessário para o mundo da superfície, da luz do dia, como a raiz é necessária para a flor. Em relação às ideias do texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens subsequentes, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1.","Considerando os aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1 Um projeto de lei que determina critérios mínimos de qualidade para escolas públicas de educação básica foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, em abril deste ano. Conforme estabelece o projeto de lei, o poder público deverá equipar todas as unidades do ensino básico com bibliotecas, laboratórios de ciências e informática, acesso à Internet, quadras poliesportivas cobertas, instalações com condições adequadas de acessibilidade, energia elétrica, abastecimento de água potável, esgoto sanitário e manejo de resíduos sólidos. “As condições listadas não constituem luxo ou privilégio, mas requisitos necessários ao estabelecimento de um padrão mínimo de qualidade nas escolas brasileiras e garantia do exercício digno do direito público subjetivo à educação básica”, justifica o autor da proposta. “O que há no projeto é o mínimo para que uma escola funcione, atendendo os estudantes e os profissionais da educação com dignidade. A ausência de laboratórios, de Internet, de bibliotecas e de uma estrutura física adequada é algo que impacta diretamente na qualidade da educação oferecida aos estudantes, uma vez que a educação não é uma transmissão de conhecimento, mas sim a construção deste”, considera a secretária de assuntos educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Guelda Andrade. “Um ar-condicionado, por exemplo, em algumas regiões do país, não é questão de luxo. É uma condição que faz parte dessa estrutura mínima e digna para que a educação aconteça... A falta disso traz prejuízos drásticos tanto no aprendizado dos estudantes quanto no cotidiano dos profissionais da educação”, reforça Guelda Andrade. Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os próximos itens, a respeito dos sentidos e aspectos linguísticos do texto CB1A1.","Texto CB1A1-I A forma peculiar como se processou a independência da América portuguesa teve consequências fundamentais no seu subsequente desenvolvimento. Tendo-se transferido o governo português para o Brasil sob a proteção inglesa e tendo-se operado a independência da colônia sem descontinuidade na chefia do governo, os privilégios econômicos de que se beneficiava a Inglaterra em Portugal passaram automaticamente para o Brasil independente. Com efeito, se bem haja conseguido separar-se de Portugal em 1822, o Brasil necessitou de vários decênios mais para eliminar a tutela que, graças a sólidos acordos internacionais, mantinha sobre ele a Inglaterra. Esses acordos foram firmados em momentos difíceis e constituíam, na tradição das relações luso-inglesas, pagamentos em privilégios econômicos de importantes favores políticos. Os acordos de 1810 foram firmados contra a garantia da Inglaterra de que nenhum governo imposto por Napoleão em Portugal seria reconhecido. Por eles se transferiam para o Brasil todos os privilégios de que gozavam os ingleses em Portugal — inclusive os de extraterritorialidade — e se lhes reconhecia demais uma tarifa preferencial. Tudo indica que, negociando esses acordos, o governo português tinha estritamente em vista a continuidade da casa reinante em Portugal, enquanto os ingleses se preocupavam em firmar-se definitivamente na colônia, cujas perspectivas comerciais eram bem mais promissoras que as de Portugal. Considerando as ideias veiculadas no texto CB1A1-I e as relações de coesão nele estabelecidas, julgue os próximos itens.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.","Uma curiosa característica da historiografia geral, política e social foi a relativamente pequena atenção dada à história da justiça ou, se quisermos ser mais limitados, à história do Poder Judiciário. Pode-se levantar uma hipótese: a justiça foi percebida como um poder alheio àquilo que se chamou comumente política a partir do século XIX, ou seja, a luta e a disputa para ocupar posições de governo, de mando em geral e de decisão em lugar dos outros. Uma segunda hipótese: os historiadores não se sentem à vontade com um campo muito específico, como são o direito e o dos juristas. O direito se constitui em esfera especial e profissional à qual se tem acesso apenas por meio de um curso universitário, enquanto a política permite acesso aos lugares de poder por meio de eleições e não exige, pois, nenhum preparo intelectual determinado. Qualquer um do povo pode ser político, mas nem todos podem ser juristas ou juízes profissionais. Julgue os itens que se seguem, relativos ao conteúdo do texto precedente e a aspectos linguísticos a ele pertinentes.","Texto CB1A1 O racismo estrutural é uma realidade cotidiana no Brasil, e as denúncias de atitudes racistas estão se tornando mais visíveis. Porém, o racismo institucional, que acontece dentro de organizações públicas e privadas em diversos setores, ainda é um conceito pouco familiar para muitas pessoas. Mesmo afetando diretamente milhões de brasileiros, esse tipo de racismo é menos conhecido. O racismo institucional vai além das atitudes individuais e ações isoladas. Ele está enraizado nas políticas, nos procedimentos e nas práticas das organizações. Isso significa que não se trata apenas de como as pessoas se comportam, mas também de como as estruturas e normas podem favorecer ou prejudicar grupos raciais específicos. Essas manifestações de racismo dentro das instituições podem ser observadas em várias áreas, desde a maneira como o pessoal é selecionado e promovido até a distribuição de recursos. Isso pode resultar em desigualdades sistêmicas que afetam grupos pertencentes a minorias raciais, limitando suas oportunidades e o reconhecimento de suas contribuições. Essa dimensão do racismo é frequentemente menos reconhecida do que as formas mais óbvias de preconceito racial, mas seu impacto é duradouro e pode contribuir significativamente para a manutenção de desigualdades com base na raça. O racismo institucional é um conceito-chave para compreender como as estruturas e práticas das organizações podem perpetuar a discriminação racial, mesmo que não haja intenções individuais de discriminar. É um problema complexo que requer atenção, portanto, reconhecer e abordar as maneiras como se manifesta o racismo institucional é fundamental para promover a igualdade racial nos espaços de trabalho. Julgue os itens que se seguem, relativos às ideias veiculadas no texto CB1A1.\n\n\n\nCom relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os itens seguintes.","Julgue os itens subsequentes, em relação a estruturas linguísticas do texto CB2A1.","considere que todos os programas mencionados estão em O senso comum é acumulado ao longo da vida de cada um de nós e acaba sendo transmitido de geração em geração. É um tipo de conhecimento não científico, formado pelas nossas impressões subjetivas sobre o mundo, fruto das nossas experiências pessoais. Embora esse seja um tipo de conhecimento popular e prático que nos orienta no dia a dia, por não ser testado, verificado ou analisado por uma metodologia científica, permanece um alto grau de incerteza sobre a sua validade, ou seja, é um conhecimento tradicionalmente bem aceito, que pode ou não estar correto ou em consonância com a realidade. Trata-se, contudo, apenas de um mito, assim como muitos outros ensinados e perpetuados pela força da tradição e da crença, tal qual afirma Tolstói em sua obra Uma confissão: “Sei que a maior parte dos homens raramente são capazes de aceitar as verdades mais simples e óbvias se essas os obrigarem a admitir a falsidade das conclusões que eles, orgulhosamente, ensinaram aos outros, e que teceram, fio por fio, trançando-as no tecido da própria vida.”. É claro que a maioria das pessoas reconhece também que a ciência é importante e necessária, mas, ainda assim, temos dificuldade em abrir mão das nossas crenças e do nosso senso comum, mesmo quando necessário. Tendemos a nos manter fiéis àquilo que “testemunhamos com nossos próprios olhos”. Confiar nos “nossos olhos” — na nossa percepção pessoal — é um processo natural e compreensível, uma vez que essa é a ferramenta com que somos equipados “de fábrica” e que nos ajudou a sobreviver até aqui ao longo da nossa evolução. Julgue os itens subsequentes, referentes às características textuais e aos aspectos linguísticos do texto precedente, bem como às ideias nele veiculadas.","De acordo com o Plano das Nações Unidas sobre Discursos de Ódio, a prática do discurso de ódio se caracteriza como um tipo de comunicação falada, escrita ou comportamental que ataca ou utiliza linguagem pejorativa ou discriminatória em referência a uma pessoa ou grupo, com base em fatores de identidade, como religião, etnia, gênero, entre outros. Diferentemente da desinformação (prática não intencional de compartilhamento de informações imprecisas), ou da distribuição intencional de informações falsas com o intuito de provocar dano, o discurso de ódio se expressa de forma violenta contra grupos delimitados. O discurso de ódio online pode ser reproduzido em diferentes formatos, mas geralmente contém características típicas do meio digital, como o anonimato do(a) autor(a), o alcance expandido do ataque, a instantaneidade da mensagem e a formação de comunidades em torno do discurso. Considerando aspectos linguísticos do texto precedente e as ideias nele veiculadas, julgue os itens que se seguem.","Julgue os itens que se seguem, referentes a aspectos linguísticos do texto CG1A1.","Texto CB1A2 A expressão racismo ambiental foi criada na década de 80 do século passado pelo Dr. Benjamin Franklin Chavis Jr., em meio a protestos contra o depósito de resíduos tóxicos no condado de Warren, no estado da Carolina do Norte (EUA), onde a maioria da população era negra. De acordo com a pensadora negra brasileira Tania Pacheco, o racismo ambiental é constituído por injustiças sociais e ambientais que recaem de forma implacável sobre etnias e populações mais vulneráveis. Não se configura apenas por meio de ações que tenham uma intenção racista, mas, igualmente, por meio de ações que tenham impacto “racial”, não obstante a intenção que lhes tenha dado origem. No Brasil, nas cidades e nos centros urbanos, o racismo ambiental tem um impacto significativo na população que vive em favelas e periferias, onde historicamente a maioria da população é negra. A falta de acesso a serviços básicos, como água potável e saneamento, de estrutura urbana e de condições de moradia digna afeta a saúde e a qualidade de vida dos moradores e agrava ainda mais os impactos das mudanças climáticas, ocasionando enchentes e deslizamentos. Algumas medidas que podem ser tomadas para diminuir o racismo ambiental incluem a criação de políticas públicas que levem em conta as desigualdades sociais e econômicas, a garantia do direito à participação das comunidades afetadas na tomada de decisão, a promoção da educação ambiental e a valorização do conhecimento tradicional das comunidades. Em relação às ideias veiculadas no texto CB1A2, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CB1A2, julgue os próximos itens.","Pesquisadores da Universidade Raboud, na Holanda, analisando cerca de 5.000 participantes de 358 tarefas cognitivas, chegaram à conclusão de que pensar dói. Não ria. A análise foi feita com o auxílio de um programa especial da NASA. Pelo que entendi, certas atividades cerebrais, como fazer cálculos matemáticos, ler Gertrude Stein ou tomar decisões que envolvam um sim ou não de vida ou morte, provocam sensações orgânicas que podem ser classificadas como dolorosas. Segundo o estudo, quanto maior o esforço mental, maior o desconforto físico. Não é preciso pensar muito para se chegar a este óbvio, por definição, ululante. A pesquisa não considera a hipótese de todo esforço mental ser relativo — para muitos, calcular uma reles raiz quadrada será uma tarefa intransponível, enquanto, para outros, discutir a conjectura de Poincaré com Alfred North Whitehead pode ser tão simples como falar de futebol no botequim. O que me espanta é que a conclusão de que pensar dói tenha vindo de uma instituição da Holanda, país admirado por produzir pensadores em tantos ramos. Eram holandeses Erasmo de Roterdão (1466-1536) e Spinoza (1632-1677), dois pilares da filosofia, atividade cuja única ferramenta é o pensamento. E não há registro de que os filósofos sofressem de lombalgia ou dor de dentes por pensar. Os holandeses inventaram também a fita cassete, o CD e o DVD, e temos de lhes ser gratos por isso. Mas depois os desinventaram — e pensar nisso, sim, dói. Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1-I Os pais pediram que o menino fosse dormir cedo para que pudesse acordar à hora da passagem do ano. A julgar pela insistência da recomendação, o ano não passaria se ele não se deitasse. O que seria, francamente, um problemão — e para o mundo todo. Se o ano não virasse, tudo o que estava para acontecer a partir da meia-noite bruscamente ficaria retido nas malas, nos pacotes, na escuridão. Por respeito à humanidade, o garoto acatou. Quer dizer, mais ou menos — ficaria na cama de olhos fechados, igual quando brincava de morto, mas dormir mesmo não dormiria. Só estando acordado seria possível devassar de vez o mistério da passagem do ano. Os adultos mentem muito, sabia. Até mesmo sua mãe, que lhe pede não mentir nunca, inventava histórias quando ele perguntava “como era a cara do ano velho e do ano novo”. Sempre lhe respondiam, com sorrisos enigmáticos que não esclarecem nada, que tudo dependia da sua maneira de olhar. Mas olhar o quê? O ano velho indo embora tal qual um balão, “subindo, perdendo gás, perdendo gás, até acabar muito chocho”? Ou a chegada do novo, que descia de paraquedas na praça General Osório, trazendo uma mochila munida de “talco, escova de dentes e pombas”, para soltar em sinal de paz e alegria? Pouca coisa fazia sentido naquela cabeça de menino. Confinado em seu quarto, correu para a janela depois do beijo materno de boa noite e ali ficou, vigia do réveillon. Era preciso guardar o céu, pois com certeza “o ano passa no ar”. Mas o que faria, então, tanta gente na rua, tanto carro buzinando, sem ninguém olhando para cima? Já estavam, decerto, acostumados. “É ruim, ficar acostumado: não se vê mais nada, as coisas vão se apagando”, concluiu a criança da crônica de Drummond. Ninguém ia perceber a passagem do ano. Desiludido, o menino pegou no sono e acordou no chão, apavorado com o estrondo da virada. Foi correndo para a sala, onde os adultos, falando um pouco arrastado, tinham perdido o jeito comum, o jeito diurno. “Ele passou?”, quis saber. Carinhosa, a mãe levou-o de volta para o quarto, encostou o rosto em seu rosto e rogou-lhe que dormisse outra vez. O ano passara sem que ele o visse. Bem que sua mãe tinha alertado: só dependia da maneira de olhar... e ele não acertara com a maneira. Julgue os itens que se seguem, a respeito das ideias e estruturas linguísticas do texto CB1A1-I.","A cibersegurança, embora seja um tema há muito discutido em âmbito global, é um campo relativamente novo no Brasil. No entanto, tem ganhado destaque por conta da intensa migração de dados para ambientes em nuvem e da interconexão praticamente global de dispositivos na Internet. A proliferação de dispositivos conectados à Internet, desde eletrodomésticos até equipamentos industriais, aumentou consideravelmente a superfície de ataque, transformando o cenário de riscos. O que antes parecia ficção científica, como geladeiras ou medidores de pressão de gasodutos conectados à rede de computadores, agora é uma realidade tangível. Entretanto, a adoção apressada de tecnologias conectadas à Internet muitas vezes ocorre sem a devida atenção à segurança. Essa falta de consideração em relação à cibersegurança pode expor empresas a riscos substanciais, pois a falta de preparação e avaliação da superfície de ataque pode permitir que brechas sejam exploradas por agentes maliciosos. Uma das principais questões, quando se fala em cibersegurança, é a de que não existe uma “bala de prata”, ou seja, uma solução única para todas as falhas que podem ocorrer. Cada organização possui características, riscos e necessidades distintos, o que exige a criação de soluções personalizadas para mitigar ameaças específicas. Nesse sentido, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) desempenhou um papel significativo no cenário de cibersegurança ao estabelecer diretrizes para a prevenção de vazamentos e a proteção de dados. Empresas são agora obrigadas a adotar medidas proativas para evitar incidentes de segurança e garantir a privacidade dos dados. O investimento em cibersegurança deve ser entendido como um seguro de carro: deve-se investir na prevenção para minimizar os danos de um eventual incidente. Julgue os itens que se seguem, com base nas ideias, no vocabulário e na estruturação linguística do texto precedente.","O eucalipto é cortado, e dele se faz o papel. Processo quase alquímico. O inflexível se dobra, o marrom se torna branco, onde cabiam folhas verdes agora cabem ideias maduras. Chegada a obra-prima, alguém trabalha o preenchê-la. E era isso que fascinava tanto o jornalista Pinheiro Júnior — fosse jovem fosse experiente. — Por que arquitetura? Por que arquitetura quando o senhor já havia contribuído tanto com esse talento, com esse dom? — Uma das coisas que mais me atraiu na Última Hora foi a diagramação da UH, a paginação da UH. Enquanto os outros jornais eram jornais duros, feios, a UH era um jornal bonito, era um jornal, inclusive, a cores. Os outros jornais não eram. Arquitetura, em jornalismo, é exatamente a diagramação dos jornais. Com base na leitura e nos sentidos do texto anterior, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1 Hoje, a crise hídrica é política — o que significa dizer não inevitável ou necessária, nem além da nossa capacidade de consertá-la — e, logo, opcional, na prática. Esse é um dos motivos para ser, não obstante, terrível como parábola climática: um recurso abundante torna-se escasso pela falta de infraestrutura, pela poluição e pela urbanização e desenvolvimento descuidados. A crise de abastecimento de água não é inevitável, mas presenciamos uma, de um modo ou de outro, e não estamos fazendo muita coisa para resolvê-la. Algumas cidades perdem mais água por vazamentos do que a que é entregue nas casas: mesmo nos Estados Unidos da América (EUA), vazamentos e roubos respondem por uma perda estimada de 16% da água doce; no Brasil, a estimativa é de 40%. Em ambos os casos, assim como por toda parte, a escassez se desenrola tão patentemente sobre o pano de fundo das desigualdades entre pobres e ricos que o drama resultante da competição pelo recurso dificilmente pode ser chamado, de fato, de competição; o jogo está tão arranjado que a escassez de água mais parece um instrumento para aprofundar a desigualdade. O resultado global é que pelo menos 2,1 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso a água potável segura, e 4,5 bilhões não dispõem de saneamento. Com base nas ideias veiculadas no texto CB1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os próximos itens.","Julgue os itens a seguir, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","Texto CB3A1-I A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que institui a Política Nacional de Linguagem Simples nos órgãos e nas entidades da administração pública direta e indireta. Os objetivos da política incluem possibilitar que as pessoas consigam encontrar, entender e usar facilmente as informações publicadas por órgãos e entidades, reduzir os custos administrativos e o tempo gasto com atividades de atendimento ao cidadão, e facilitar a participação e o controle da gestão pública pela população. O texto aprovado é substitutivo ao Projeto de Lei n.º 6.256/2019. A proposta conceitua linguagem simples como o conjunto de técnicas para transmitir informações de maneira clara e objetiva, como redigir as frases em ordem direta, preferencialmente em voz ativa, usar frases curtas, evitar redundâncias e palavras desnecessárias e estrangeiras, entre outras. Essas técnicas deverão ser observadas na redação de textos destinados ao cidadão. “Em nosso substitutivo, sugerimos mudanças no texto original para que constassem todas as técnicas, e não apenas algumas, referentes à redação em linguagem simples”, explicou o relator. “Também deixamos clara a intenção de que a linguagem simples seja adotada especificamente nas comunicações para o cidadão, por intermédio de sites, jornais impressos, aplicativos e publicidade, não atingindo, portanto, todos os atos da administração pública, como pretendia o projeto original”, completou. Em relação ao texto CB3A1-I e seus sentidos, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1-I, julgue os itens que se seguem.","Texto CG2A1-I Até você terminar de ler este parágrafo, mais um acidente de trabalho será notificado no Brasil. Em menos de quatro horas, mais uma pessoa morrerá em decorrência de um desses acidentes. Segundo dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab), que consideram apenas registros envolvendo pessoas com carteira assinada, os acidentes e as mortes, no Brasil, cresceram nos últimos dois anos. Em 2020, foram 446.881 acidentes de trabalho notificados; em 2021, o número subiu 37%, alcançando 612.920 notificações. Em 2020, 1.866 pessoas morreram nessas ocorrências; no ano passado, foram 2.538 mortes, um aumento de 36%. Na avaliação do ministro Alberto Balazeiro, as situações de precarização do trabalho tendem a gerar mais acidentes, e estudos mostram que trabalhadores terceirizados estão mais suscetíveis a condições de risco e à falta de políticas adequadas de prevenção. “Além disso, situações de crise levam empregadores a, inadvertidamente, esquecer ou não investir em medidas de proteção coletiva e eliminação de riscos”, assinala. Por ano, os acidentes de trabalho representam perdas financeiras na média de R$ 13 bilhões. O montante considera valores pagos pelo INSS em benefícios de natureza acidentária. Além disso, mais de 46 mil dias de trabalho são perdidos, contabilizando-se todos aqueles em que as pessoas não trabalharam em razão de afastamentos previdenciários acidentários. Em relação às ideias do texto CG2A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CG2A1-I, julgue os próximos itens.","Julgue os próximos itens, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.","Texto CB1A1-I À medida que o homem cria, recria e decide, vão se formando as épocas históricas. E é também criando, recriando e decidindo como deve participar nessas épocas. É por isso que obtém melhor resultado toda vez que, integrando-se no espírito delas, se apropria de seus temas e reconhece suas tarefas concretas. Ponha-se ênfase, desde já, na necessidade permanente de uma atitude crítica, a única com a qual o homem poderá apreender os temas e tarefas de sua época para ir se integrando nela. Uma época, por outro lado, realiza-se na proporção em que seus temas forem captados e suas tarefas, resolvidas. E se supera na medida em que os temas e as tarefas não correspondem a novas ansiedades emergentes. Uma época da história apresentará uma série de aspirações, de desejos, de valores, em busca de sua realização. Formas de ser, de comportar-se, atitudes mais ou menos generalizadas, das quais somente os visionários que se antecipam têm dúvidas e frente às quais sugerem novas fórmulas. A passagem de uma época para outra caracteriza-se por fortes contradições que se aprofundam, dia a dia, entre valores emergentes em busca de afirmações, de realizações, e valores do ontem em busca de preservação. Quando isso ocorre, verifica-se o que chamamos transição. Observa-se um aspecto fortemente dramático que vai atingir as mudanças de que se nutre a sociedade. Porque é dramático, é fortemente desafiador. E a transição se torna então um tempo de opções. Nutrindo-se de mudanças, a transição é mais que as mudanças. Implica realmente a marcha que faz a sociedade na procura de novos temas, de novas tarefas ou, mais precisamente, de sua objetivação. As mudanças se produzem numa mesma unidade de tempo, sem afetá-la profundamente. É que se verificam dentro do jogo normal, resultante da própria busca de plenitude que fazem estes temas. Quando, por fim, estes temas começam a esvaziar e a perder sua significação, emergindo novos temas, a sociedade começa a passar para outra época. Nestas fases, mais do que nunca, se faz indispensável a integração. Mais do que nunca se faz indispensável o desenvolvimento de uma mente crítica, com a qual o homem possa se defender dos perigos dos irracionalismos, encaminhamentos distorcidos da emoção, característica dessas fases de transição. Com relação às ideias e à tipologia do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","A vida em sociedade trouxe para os seres humanos um aprendizado extremamente importante: não se poderiam resolver todas as questões pela força, era preciso usar a palavra para persuadir os outros a fazer alguma coisa. Por isso, o aparecimento da argumentação está ligado à vida em sociedade e, principalmente, ao surgimento das primeiras democracias. Todo discurso tem uma dimensão argumentativa. Alguns se apresentam como explicitamente argumentativos (por exemplo, o discurso político, o discurso publicitário), enquanto outros não se apresentam como tal (por exemplo, o discurso didático, o discurso romanesco, o discurso lírico). No entanto, todos são argumentativos: de um lado, porque o modo de funcionamento real do discurso é o dialogismo; de outro, porque sempre o enunciador pretende que suas posições sejam acolhidas, que ele mesmo seja aceito, que o enunciatário faça dele uma boa imagem. Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1-I A apropriação colonial das terras indígenas muitas vezes se iniciava com alguma alegação genérica de que os povos forrageadores viviam em um estado de natureza — o que significava que eram considerados parte da terra, mas sem nenhum direito a sua propriedade. A base para o desalojamento, por sua vez, tinha como premissa a ideia de que os habitantes daquelas terras não trabalhavam. Esse argumento remonta ao Segundo tratado sobre o governo (1690), de John Locke, em que o autor defendia que os direitos de propriedade decorrem necessariamente do trabalho. Ao trabalhar a terra, o indivíduo “mistura seu trabalho” a ela; nesse sentido, a terra se torna, de certo modo, uma extensão do indivíduo. Os nativos preguiçosos, segundo os discípulos de Locke, não faziam isso. Não eram, segundo os lockianos, “proprietários de terras que faziam melhorias”; apenas as usavam para atender às suas necessidades básicas com o mínimo de esforço. James Tully, uma autoridade em direitos indígenas, aponta as implicações históricas desse pensamento: considera-se vaga a terra usada para a caça e a coleta e, “se os povos aborígenes tentam submeter os europeus a suas leis e costumes ou defender os territórios que durante milhares de anos tinham erroneamente pensado serem seus, então são eles que violam o direito natural e podem ser punidos ou ‘destruídos’ como animais selvagens”. Da mesma forma, o estereótipo do nativo indolente e despreocupado, levando uma vida sem ambições materiais, foi utilizado por milhares de conquistadores, administradores de latifúndios e funcionários coloniais europeus na Ásia, na África, na América Latina e na Oceania como pretexto para obrigar os povos nativos ao trabalho, com meios que iam desde a escravização pura e simples ao pagamento de taxas punitivas, corveias e servidão por dívida. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nConsiderando as estruturas morfossintáticas e os aspectos semânticos do texto CG1A1-I, julgue os seguintes itens.","Texto CB1A1-II Há 70 anos, em 3 de outubro de 1953, era criada a PETROBRÁS, uma empresa estatal que detinha o monopólio da prospecção e exploração do petróleo no território brasileiro. A criação da empresa foi fruto da campanha “O petróleo é nosso”, iniciada após a eleição de Getúlio Vargas para seu segundo período na Presidência. Sete décadas após sua criação, ficaram para trás o acento agudo e o foco exclusivo no território brasileiro. A PETROBRAS do século XXI opera em 14 países, prioritariamente nas áreas de exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo, gás natural e seus derivados, e ganhou reputação internacional no desenvolvimento de tecnologia avançada para a exploração petrolífera em águas profundas e ultraprofundas. Ficou para trás também o caráter 100% estatal. Atualmente, a PETROBRAS está organizada como sociedade de economia mista, submete-se às regras gerais da administração pública e não mais detém o monopólio da exploração do petróleo em território nacional. Seu papel, no entanto, vai além da obtenção de lucro e envolve aspectos como geração de emprego e renda, além da promoção do desenvolvimento local nos lugares onde instala suas unidades e empreendimentos. Estes, muitas vezes, se situam em regiões remotas, que não despertam o apetite de companhias privadas. Permanece, assim, uma empresa estratégica para diversos aspectos do desenvolvimento econômico do país. A respeito dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nConsiderando ainda os aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens seguintes.","Texto CG2A1-II Estima-se que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente por causa da depressão e da ansiedade, custando à economia mundial quase 1 trilhão de dólares. Os dados são do relatório Diretrizes sobre Saúde Mental no Trabalho, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em setembro de 2022, e confirmam a necessidade de se trazer o debate ainda mais à tona. Na mesma época, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicou uma nota conjunta com a OMS, na qual as novas diretrizes são explicadas por meio de estratégias práticas para governos, empregadores, trabalhadores e suas organizações, nos setores públicos e privados. “De acordo com as diretrizes globais, 60% da população mundial trabalha e esse trabalho pode impactar a saúde mental tanto de forma positiva quando negativa. As diretrizes também apontam questões importantes referentes à inserção e à permanência de pessoas com problemas de saúde mental no mercado de trabalho. Além do estigma e das barreiras que essas pessoas vivenciam para ingressar no mercado de trabalho, a ausência de estruturas de suporte afeta a sustentação das atividades laborais”, explica a consultora nacional de saúde mental da OMS, Cláudia Braga. De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em 2022, 209.124 mil pessoas foram afastadas do trabalho por transtornos mentais, entre depressão, distúrbios emocionais e Alzheimer, enquanto, em 2021, foram registrados 200.244 afastamentos. “Esse cenário nos mostra a importância de discutirmos essas questões e esperamos que essas diretrizes possam nortear os debates sobre as responsabilidades dos diferentes atores, de modo a mobilizarmos esforços para prevenir os impactos negativos do trabalho na saúde mental, promover e proteger a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores e trabalhadoras, assim como dar suporte às pessoas com problemas de saúde mental para que tenham seus direitos garantidos”, afirma a consultora da OMS. Julgue os itens que se seguem, considerando as ideias e estruturas linguísticas do texto CG2A1-II.\n\n\n\nNo que se refere a aspectos linguísticos do texto CG2A1-II, julgue os seguintes itens.","Texto CB1A1-III Toda língua satisfaz à necessidade humana de comunicação. Embora muitas pessoas do mundo de hoje sejam tentadas a gastar mais tempo em mídias sociais do que talvez deveriam, é o impulso das trocas linguísticas que as está levando a essa situação. Não importa o quão ocupadas algumas pessoas estejam, é difícil não participarem de alguma conversa na tela à sua frente, para opinar sobre assuntos dos quais elas sabem pouco e se importam menos ainda. Seja por meio de conversas informais, da absorção de informações vindas da televisão, da discussão de jogos ou da leitura/escrita de romances, falar e escrever conecta os humanos, de modo ainda mais íntimo, em uma comunidade. Julgue os itens a seguir, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1-III.","Faz parte da natureza humana a incansável busca por relacionamentos ideais. Em se tratando de carreira ou de relações românticas, a tendência é sempre a mesma: apego à falível ideia de que há alguém ou algo perfeito — seja qual for o objeto de desejo. Perfeição significa ausência de falhas ou defeitos em relação a um padrão ideal, no entanto isso não existe, pois ninguém nem lugar nenhum são infalíveis. A perfeição é irreal e inalcançável. O componente das organizações são as pessoas, que trazem em suas bagagens as falhas. Portanto, não haveria a possibilidade de existir uma empresa perfeita. Embora algumas companhias já comecem a expor suas imperfeições um pouco mais nas redes sociais, reconhecendo seus erros, e estimulem seus líderes a demonstrar vulnerabilidade, ainda há o discurso estereotipado de que aquele trabalho é o melhor do mundo ou de que aquela empresa é a melhor de todas. Apesar de ser louvável a busca por construir um excelente ambiente de trabalho, disseminar a ilusão de perfeição pode ser altamente prejudicial para as empresas e para seus funcionários, que podem acabar frustrados diante da realidade, muitas vezes mais dura do que o ideal prometido. No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Texto CG2A1-I Apesar da existência de uma legislação própria para o tema, o volume de crimes cibernéticos no Brasil vem crescendo, sobretudo em tempos de pandemia, com o consequente desenvolvimento de uma maior dependência dos sistemas conectados. Em 2020, foram registradas 156.692 denúncias, um número bastante superior ao apresentado no ano de 2019, quando 75.428 casos foram contabilizados. Delitos relacionados à pornografia infantil caracterizam 98.244 denúncias, sendo este o crime mais cometido. Infrações relacionadas a racismo e discriminação estão no segundo lugar dos casos registrados, de acordo com a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, uma parceria da ONG Safernet e com o Ministério Público Federal. Os crimes cibernéticos de natureza financeira — como invasão de computadores, roubo de senhas e dados bancários, além de golpes gerais de extorsão — também aumentaram, e grande parte das ações tiram proveito da pandemia. Em 2020, houve registros do aumento em 41.000% de sites com termos relacionados a “coronavírus” e a “covid” em seu domínio. Golpes recentes praticados no Brasil utilizam fundos de garantia e informações sobre calendário de vacinação para chamar a atenção das vítimas: em junho de 2021, criminosos usaram o FGTS para roubar dinheiro pela Internet; em maio de 2021, hackers usaram a procura pela vacina contra o coronavírus para interceptar dados bancários. Crimes cibernéticos podem assumir várias formas, mas há dois tipos mais praticados: crimes que visam o ataque a computadores — seja para obter dados, seja para extorquir as vítimas, seja para causar prejuízos a terceiros — e crimes que usam computadores para realizar outras atividades ilegais — nesses casos, dispositivos e redes servem como ferramentas para o criminoso. Julgue os itens que se seguem, relativos às ideias veiculadas no texto CG2A1-I.\n\n\n\nAcerca das estruturas linguísticas do texto CG2A1-I, julgue os itens a seguir.","Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque — a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras — e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos. No que se refere às ideias e a aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","Texto 1A1 A obrigatoriedade do fornecimento do DNA e a submissão daqueles ainda não condenados e em liberdade condicional à entrega de seu material genético foram assuntos bastante discutidos no cenário estadunidense. A grande abrangência dos crimes que autorizam a extração do DNA assim como a permanência da informação por tempo indeterminado no índice também são questões controversas. O foco é a privacidade e a intimidade do indivíduo. Prevê a Constituição estadunidense direito à inviolabilidade da intimidade e da privacidade da pessoa, de modo a obstar buscas e apreensões desarrazoadas e sem mandados pelo Estado. O propósito básico da quarta emenda constitucional estadunidense é proteger a privacidade e a segurança dos indivíduos contra invasões arbitrárias de autoridades governamentais. Assim, para surtir efeito, um mandado de busca e apreensão deve ser motivado por uma causa provável (suspeita individualizada da prática de um delito) e deferido, antes da execução, por um juiz imparcial. A coleta de sangue ou outro material biológico deve atender aos ditames da quarta emenda (procedida mediante mandado/decisão motivada), sob pena de ilegalidade. Ocorre que, para a inclusão do DNA no banco de dados nacional, nem sempre há suspeita individualizada da prática de crime: a coleta ocorre quando o sujeito já foi condenado, está detido ou está sendo processado por algum crime, mas o material será armazenado em banco de dados para esclarecer crimes futuros e não será necessariamente utilizado para o esclarecimento do crime atual — diferentemente, por exemplo, de um mandado de busca e apreensão com o fim de apreender drogas, em que há suspeita individualizada da existência de entorpecentes e de que o sujeito pratica mercancia, ocasião em que se expede mandado. Então, para a coleta de sangue ou outro material biológico pelo Estado não representar uma ofensa a esse direito constitucional — que proíbe buscas e apreensões desarrazoadas —, é necessária a existência de uma necessidade especial ou um interesse do Estado predominante ao interesse do jurisdicionado. Essas são as exceções reconhecidas pela Corte Suprema estadunidense para que haja busca e apreensão sem mandado: quando houver uma razão especial, além da normal necessidade da aplicação da lei, ou quando os interesses do Estado superarem os do particular. Em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto 1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem com base em aspectos linguísticos do texto 1A1.","Texto CG1A1-I A teoria das causas cerebrais dos transtornos mentais passou gradualmente a ironizar tudo o que se relacionava com a forma de vida do sujeito, compreendida como unidade entre linguagem, desejo e trabalho. As narrativas de sofrimento da comunidade ou dos familiares com quem se vive, a própria versão do paciente, o seu “lugar de fala” diante do transtorno, tornaram-se epifenômenos, acidentes que não alteram a rota do que devemos fazer: correção educacional de pensamentos distorcidos e medicação exata. Quarenta anos depois, acordamos em meio a uma crise global de saúde mental, com elevação de índices de suicídio, medicalização massiva receitada por não psiquiatras e insuficiência de recursos para enfrentar o problema. Esse é o custo de desprezar a cultura como instância geradora de mediações de linguagem necessárias para que enfrentemos o sofrimento antes que ele evolua para a formação de sintomas. Esse é o desserviço dos que imaginam que teatro, literatura, cinema e dança são apenas entretenimento acessório — como se a ampliação e a diversidade de nossa experiência cultural não fossem essenciais para desenvolver capacidade de escuta e habilidades protetivas em saúde mental. Como se eles não nos ensinassem como sofrer e, reciprocamente, como tratar o sofrimento no contexto coletivo e individual do cuidado de si. Acerca das ideias do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os próximos itens, relativos aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","Ora, graças a Deus, lá se foi mais um. Um ano, quero dizer. Menos um na conta, mais uma prestação paga. E tem quem fique melancólico. Tem quem deteste ver à porta a cara do mascate em cada primeiro do mês, cobrando o vencido. Quando compram fiado, têm a sensação de que o homem deu de presente, e se esquecem das prestações, que serão, cada uma, uma facada. Nem se lembram dessa outra prestação que se paga a toda hora, tabela Price insaciável comendo juros de vida, todo dia um pouquinho mais; um cabelo que fica branco, mais um milímetro de pele que enruga, uma camada infinitesimal acrescentada à artéria que endurece, um pouco mais de fadiga no coração, que também é carne e se cansa com aquele bater sem folga. E o olho que enxerga menos, e o dente que caria e trata de abrir lugar primeiro para o pivô, depois para a dentadura completa. O engraçado é que muito poucos reconhecem isso. Convencem-se de que a morte chega de repente, que não houve desgaste preparatório, e nos apanha em plena flor da juventude, ou em plena frutificação da maturidade; se imaginam uma rosa que foi colhida em plena beleza desabrochada. Mas a rosa, se a não apanha o jardineiro, que será ela no dia seguinte, após o mormaço do sol e a friagem do sereno? A hora da colheita não interessa ― de qualquer modo, o destino dela era murchar, perder as pétalas, secar, sumir-se. A gente, porém, não pode pensar muito nessas coisas. Tem que pensar em alegrias, sugestionar-se, sugestionar os outros. Vamos dar festas, vamos aguardar o ano novo com esperanças e risadas e beijos congratulatórios. Desejar uns aos outros saúde, riqueza e venturas. Fazer de conta que não se sabe; sim, como se a gente nem desconfiasse. Tudo que nos espera: dentro do corpo o que vai sangrar, doer, inflamar, envelhecer. As cólicas de fígado, as dores de cabeça, as azias, os reumatismos, as gripes com febre, quem sabe o tifo, o atropelamento. Tudo escondido, esperando. Sem falar nos que vão ficar tuberculosos, nas mulheres que vão fazer cesariana. Os que vão perder o emprego, os que se verão doidos com as dívidas, os que hão de esperar nas filas ― que seremos quase todos. E os que, não morrendo, hão de ver a morte lhes entrando de casa adentro, carregando o filho, pai, amor, amizade. As missas de sétimo dia, as cartas de rompimento, os bilhetes de despedida. E até guerra, quem sabe? Desgostos, desgostos de toda espécie. Qual de nós passa um dia, dois dias, sem um desgosto? Quanto mais um ano! Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Texto CB3A1 Em 2007, o Brasil recebeu a exposição de anatomia intitulada Bodies revealed: fascinating + real, traduzida como Corpo humano: real e fascinante. Cerca de 670 mil pessoas de diversas cidades brasileiras puderam visitar a exposição na qual os objetos expostos eram nada menos do que 16 cadáveres e 225 órgãos humanos. Adentrar em um salão repleto de cadáveres estripados e mutilados deveria suscitar a mesma sensação de uma câmara dos horrores, já que os mortos são notoriamente objetos de tabu, fontes de mana, considerados impuros, perigosos e, não raramente, repugnantes. Entretanto, os corpos dissecados da exposição, apresentados esfolados ou fatiados, inteiros ou em partes, eviscerados ou não, e tematicamente organizados em sistemas — esquelético, muscular, nervoso, respiratório, digestório, excretor, reprodutor, circulatório — eram tratados como objetos de “arte”. Ao contrário daqueles grandes vidros de formol que distorcem a imagem do seu conteúdo desbotado, largamente usados em laboratórios e museus para conservar restos biológicos, Bodies revealed é um espetáculo cadavérico no qual corpos dissecados e partes corporais — reduzidos a formas, cores e texturas — são espetacularmente exibidos em pedestais, displays e caixas transparentes, distribuídos meticulosamente em espaços organizados e iluminados para realçar suas formas e cores. Há um evidente sensacionalismo mórbido nas exposições de corpos humanos, visto que não haveria o mesmo impacto se os corpos expostos fossem sintéticos ou de animais. Isto evidencia o fato de que a relação que se estabelece entre nós, espectadores, e os cadáveres expostos tem uma dimensão social, distinta da que teríamos se fossem apenas modelos de plástico ou cera, ainda que reproduções perfeitas, ou de um cadáver animal, qualquer que seja a técnica de conservação. As exposições de corpos humanos até podem oferecer motivações mais nobres do que o simples entretenimento mórbido, mas sem abrirem mão da morbidez como peça fundamental do espetáculo. Com efeito, o tom geral daqueles que defendem essas exposições apela para a utilidade educativa de se usarem corpos humanos reais, dissecados e modelados, em posições didáticas, pois essa técnica possibilita o acesso a “espécimes” cuja riqueza de detalhes e de informações era antes acessível apenas aos anatomistas. No que se refere aos sentidos do texto CB3A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1-I Um dos principais motores do avanço da ciência é a curiosidade humana, descompromissada de resultados concretos e livre de qualquer tipo de tutela ou orientação. A produção científica movida simplesmente por essa curiosidade tem sido capaz de abrir novas fronteiras do conhecimento e de, no longo prazo, gerar valor e mais qualidade de vida para o ser humano. O empreendimento científico e tecnológico é, sem dúvida alguma, o principal responsável por tudo que a humanidade construiu ao longo de sua história. Suas realizações estão presentes desde o domínio do fogo até as imensas potencialidades da moderna ciência da informação, passando pela domesticação dos animais, pelo surgimento da agricultura e indústria modernas e, é claro, pela espetacular melhora da qualidade de vida de toda a humanidade no último século. Além da curiosidade humana, outro motor importantíssimo do avanço científico é a necessidade de solução dos problemas que afligem a humanidade. Viver mais tempo e com mais saúde, trabalhar menos e ter mais tempo disponível para o lazer, reduzir as distâncias que separam os seres humanos — por meio de mais canais de comunicação ou de melhores meios de transporte — são alguns dos desafios e aspirações humanas para cuja solução, durante séculos, a ciência e a tecnologia têm contribuído. Apesar dos feitos extraordinários da ciência e dos investimentos públicos em ciência e tecnologia, verifica-se uma espécie de movimento de deslegitimação social do conhecimento científico no mundo todo. Recentemente, Tim Nichols, um reconhecido pesquisador norte-americano, chegou a anunciar a “morte da expertise”, título de seu livro sobre o conhecimento na sociedade atual, no qual ele descreve o sentimento de descrença do cidadão comum no conhecimento técnico e científico e, mais que isso, um certo orgulho da própria ignorância sobre vários temas complexos, especialmente sobre qualquer coisa relativa às políticas públicas. Vários fenômenos sociais recentes, como o movimento antivacina ou mesmo a desconfiança sobre a fatalidade do aquecimento global, apesar de todas as evidências científicas, parecem corroborar a análise de Nichols. A despeito da qualidade de vida ter melhorado nos últimos séculos, em grande medida graças ao avanço científico e tecnológico, a desigualdade vem aumentando no período mais recente. Thomas Piketty evidenciou um crescimento da desigualdade de renda nas últimas décadas em todo o mundo, além de mostrar que, no início deste século, éramos tão desiguais quanto no início do século passado. Esse é um problema mundial, mas é mais agudo em países em desenvolvimento, como o Brasil, onde ainda abundam problemas crônicos do subdesenvolvimento, que vão desde o acesso à saúde e à educação de qualidade até questões ambientais e urbanas. É, portanto, nesta sociedade desigual, repleta de problemas e onde boa parte da população não compreende o que é um átomo, que a atividade científica e tecnológica precisa se desenvolver e se legitimar. Também é esta sociedade que decidirá, por meio dos seus representantes, o quanto de recursos públicos deverá ser alocado para a empreitada científica e tecnológica. Em relação às ideias do texto CG1A1-I e à sua tipologia, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1-I A linguagem usada para descrever os alimentos que comemos pode ter um grande efeito em como os percebemos: orgânicos, artesanais, caseiros e selecionados soam um pouco mais tentadores que os prosaicos enlatados ou reidratados. Outro adjetivo que pode abrir nosso apetite é natural, enquanto tendemos a associar processado a produtos com uma longa lista de ingredientes impronunciáveis. Mas, no que diz respeito à nossa saúde, será que o natural é sempre melhor do que o processado? Na verdade, o fato de um alimento estar in natura não significa automaticamente que ele é saudável. Alimentos naturais podem conter toxinas, e um processamento mínimo pode torná-los mais seguros. O feijão, por exemplo, contém lectinas, que podem causar vômitos e diarreia. Elas são eliminadas quando os grãos ficam de molho durante horas e depois são cozidos na água fervente. O processamento também torna seguro o consumo de leite de vaca. O leite é pasteurizado desde o fim do século 19, para matar bactérias nocivas à saúde humana. Antes disso, era distribuído localmente, porque não havia uma boa refrigeração nas casas. As vacas eram ordenhadas todos os dias, e as pessoas levavam leite para vender nos bairros, mas as cidades ficaram maiores, o leite ficou mais distante e demorou mais para chegar ao consumidor, o que favorecia a multiplicação dos patógenos. As evidências crescentes de que alguns organismos presentes no leite pudessem ser prejudiciais à saúde levaram ao desenvolvimento de dispositivos para aquecimento do líquido e à invenção da pasteurização, que logo foi adotada na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos da América. O processamento também pode ajudar a preservar os alimentos e torná-los mais acessíveis. A fermentação faz com que o queijo se mantenha estável por mais tempo e, em alguns casos, reduz a quantidade de lactose, tornando-o mais digerível para quem tem uma intolerância leve à presença desse tipo de açúcar. No passado, o processamento dos alimentos era feito principalmente para aumentar sua vida útil. Por muito tempo, conservar os alimentos com a adição de ingredientes como açúcar ou sal foi essencial para as pessoas sobreviverem ao inverno. O processamento nos permitiu estar onde estamos hoje, pois evitou que passássemos fome. Muitos alimentos devem ser processados para ser consumidos, como o pão. Não poderíamos sobreviver apenas com grãos. O processamento permite que vitaminas e minerais, como vitamina D, cálcio e ácido fólico, sejam adicionados a certos alimentos processados, incluindo-se pães e cereais. Iniciativas como essas ajudaram a reduzir várias deficiências de nutrientes entre a população em geral — mas não tornaram necessariamente a comida nutricionalmente equilibrada. É preciso observar que alguns alimentos ultraprocessados podem estar associados a consequências indesejadas para a saúde, mas nem todos os alimentos processados são ruins. Os legumes e verduras congelados, o leite pasteurizado e a batata cozida, por exemplo, podem ser melhores para nós do que seus equivalentes não processados. Mas aqui está o segredo: todos esses alimentos também se parecem muito com sua forma natural, e é isso que precisamos ter em mente. Sempre que formos capazes de reconhecer que um alimento processado está próximo da sua forma natural, incluí-lo em nossa dieta pode até ser benéfico para nós. Em relação ao texto CG1A1-I e aos sentidos nele expressos, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, a respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","Texto CB1A1-I Com altos índices de evasão escolar, baixo engajamento e conteúdos pouco conectados à realidade dos alunos, o ensino médio já era, antes da pandemia de covid-19, a etapa mais desafiadora da educação básica. Com o fechamento das escolas e o distanciamento dos estudantes do convívio educacional, os últimos anos escolares passaram a trazer ainda mais dificuldades a serem enfrentadas — reforçadas pelas desigualdades raciais, socioeconômicas e de acesso à Internet. Nenhuma avaliação diagnóstica precisou os prejuízos totais da pandemia para a aprendizagem dos alunos, mas há alguns estudos que ajudam a entender melhor o cenário. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) apontou que houve piora em todas as séries avaliadas. Segundo a pesquisa amostral, em matemática, o desempenho alcançado no 3.º ano do ensino médio foi de 255,3 pontos na escala de proficiência, inferior aos 261,7 obtidos pelos estudantes ao final do 9.º ano do ensino fundamental no Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) de 2019. Em língua portuguesa, os estudantes do 9.º ano apresentaram uma queda de 12 pontos, e os do 3.º ano do ensino médio, de 11 pontos. Após o retorno presencial, estados e municípios ainda têm muito trabalho para identificar os reais prejuízos, dimensioná-los e encontrar caminhos e soluções para que professores e estudantes possam retomar a aprendizagem. Para Suelaine Carneiro, coordenadora de educação na Geledés, organização da sociedade civil que se posiciona em defesa de mulheres e homens negros, “há um consenso de que não foi possível atender todos os alunos” na educação pública. “Os dados indicam um baixo número de participação dos estudantes, somado à impossibilidade de os familiares acompanharem a resolução das tarefas”, afirma. Mas não fica apenas nisso. “Em termos de aprendizagem, os dados também mostram dificuldades no que diz respeito à compreensão e à resolução das tarefas.” De acordo com ela, a situação de alunos negros requer ainda mais atenção. “É preciso prestar atenção nessa condição: a pessoa já estava vulnerável socialmente, sem a possibilidade de realizar um isolamento dentro de casa, pois vive em uma casa pequena ou onde não há cômodos suficientes”, contextualiza Suelaine. Agravada pela pandemia, que engrossou o número de trabalhadores desempregados, a questão econômica foi um dos grandes fatores que impactou a vida dos estudantes do ensino médio. “Temos alunos que estão trabalhando no horário de aula, dizendo que precisam ajudar a família, e aos fins de semana assistem às atividades”, relata a professora Lucenir Ferreira, da Escola Estadual Mário Davi Andreazza, em Boa Vista (RR). Lucenir conta que muitos alunos chegam a falar que não conseguem aprender nada e desabafam por sentir que a aprendizagem foi prejudicada, principalmente os que estão em processo de preparação para o vestibular. Apesar dos desafios, Suelaine acredita que os impactos não são irreversíveis, como outros especialistas têm apontado. “Você pode recuperar dois anos se houver políticas públicas, compromisso público com a educação, de forma a desenvolver diferentes ações”, diz ela. FimDoTexto Considerando as informações veiculadas no texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação aos aspectos gramaticais do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.","Texto CG1A1-II O ordenamento jurídico pátrio, embasado pela Constituição Federal de 1988, apresenta capítulo próprio para a defesa do meio ambiente — algo que nunca havia ocorrido antes na história das constituições brasileiras. O artigo 225 da Carta Magna transmite a ideia da imprescindibilidade de um meio ambiente ecologicamente equilibrado, criando o dever, tanto para o poder público quanto para a coletividade, de sua preservação. Esse comando é subjacente a todas as relações da República, sejam elas travadas sob a ordem econômico-financeira, sejam elas derivadas da gestão de direitos e garantias individuais e coletivos. Ou seja, tudo deverá passar pelo crivo do meio ambiente sadio e equilibrado para a presente e as futuras gerações. O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, aduziu a interpretação de que o meio ambiente ecologicamente equilibrado inscrito na Carta Cidadã faz parte do rol de cláusulas pétreas, mas, por não estar contido no parágrafo 4.º do artigo 60, é tido como uma cláusula pétrea heterotópica, pela sua posição topográfica em outro capítulo. Diante disso, consagra-se que toda atividade passível de gerar impacto no meio ambiente deverá ser bem discutida, de modo a evitar quaisquer interferências negativas ao equilíbrio ambiental. Além disso, inúmeros princípios foram pulverizados nas legislações esparsas que dão supedâneo ao compromisso inarredável de um meio ambiente livre e contínuo em sua função. Mais recentemente, o legislador ordinário, na esteira da campanha internacional para com os cuidados do meio ambiente e dos animais, acrescentou novos parágrafos ao art. 32 da Lei n.º 9.605/1998 (que dispõe sobre penalidades às ações lesivas ao meio ambiente), por meio da Lei n.º 14.064/2020. Com isso, trouxe o aumento de pena para os atos de maus-tratos, ferimentos, mutilações, entre outros, contra cães e gatos. Uma inovação na matéria, pois confere proteção específica, de forma exclusiva e precisa, a dois animais domesticáveis que fazem parte da convivência de uma grande parcela do povo brasileiro. Primeiramente, é imprescindível analisar tal sanção no que se refere aos animais silvestres, domésticos ou domesticados (da nossa fauna ou de outros países, mas que aqui se encontrem), sem a especificação de nenhuma espécie, nenhum epíteto. Ora, a pena é de detenção, de três meses a um ano, e multa. No entanto, com o parágrafo 1.º-A, há uma rotação inevitável de aumento de pena para tais condutas quando estas forem desferidas contra cães e gatos, e uma sanção de reclusão, de dois anos a cinco anos, multa e proibição da guarda. Certamente, trata-se de situação peculiar e que traz implicâncias de várias searas ao ordenamento jurídico. Com base nas ideias do texto CG1A1-II, julgue os itens seguintes.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, que se referem a aspectos linguísticos do texto CG1A1-II.","“Cada língua indígena é um reservatório único de conhecimento medicinal”. Assim escrevem os pesquisadores Rodrigo Cámara-Leret e Jordi Bascompte em um recente estudo que faz um alerta: o perigo do desaparecimento de antigos conhecimentos de plantas medicinais a partir da extinção das línguas indígenas. Em geral, quando se fala em plantas com propriedades medicinais, as discussões giram em torno da extinção da biodiversidade. Nessa pesquisa, contudo, os cientistas focaram no que costuma ser esquecido: o impacto da extinção das línguas para a perda desse conhecimento, tradicionalmente transmitido oralmente. Antes de tudo, a equipe do estudo precisava entender em que medida acontecia a perda de conhecimento linguisticamente único. No caso das plantas medicinais, era preciso entender em que grau o conhecimento delas estava atrelado a apenas uma língua indígena. Dessa forma, seria possível compreender quais saberes seriam perdidos no caso de extinção de determinado idioma. Para isso, os pesquisadores analisaram três conjuntos de dados etnobotânicos (a ciência que estuda a relação entre humanos e plantas). Eles contavam com cerca de 3,6 mil plantas medicinais, 236 línguas indígenas e 12,5 mil “serviços de plantas medicinais” — combinações entre espécies de plantas e a subcategoria medicinal para a qual elas eram indicadas, como “figueira-brava (Ficus insipida) + sistema digestivo”. Os dados são referentes a três regiões com grande diversidade linguística e biológica: América do Norte, noroeste da Amazônia e Nova Guiné. Depois de analisarem os dados, os cientistas apontaram que o conhecimento indígena sobre as plantas medicinais está, de fato, apoiado na singularidade linguística. No noroeste da Amazônia, 91% do conhecimento medicinal não é compartilhado entre línguas — e se concentra em apenas um idioma. Em Nova Guiné, essa taxa é de 84%; na América do Norte, 73%. Além disso, eles observaram a porcentagem desse conhecimento que se concentra, especificamente, em línguas ameaçadas de extinção. Na América do Norte, 86% do conhecimento medicinal único ocorre, justamente, em idiomas em risco. No noroeste da Amazônia, 100%. Para os cientistas, uma das hipóteses é a alta rotatividade cultural. Isso significa que, para uma mesma planta, os povos indígenas possuem diversos conhecimentos e aplicações exclusivos. Sem uma Wikipédia para reunir informações, cada cultura acumulou, ao longo do tempo, as próprias descobertas sobre cada espécie. O estudo ajuda a mostrar que cada língua (e cultura) indígena tem percepções únicas que, inclusive, podem vir a oferecer seus conhecimentos medicinais também a outras sociedades. FimDoTexto Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração padrão e que não há restrições de No fim do século XVIII e começo do XIX, a despeito de algumas grandes fogueiras, a melancólica festa de punição vai-se extinguindo. Nessa transformação, misturaram-se dois processos. Não tiveram nem a mesma cronologia, nem as mesmas razões de ser. De um lado, a supressão do espetáculo punitivo. O cerimonial da pena vai sendo obliterado e passa a ser apenas um novo ato de procedimento ou de administração. A punição pouco a pouco deixou de ser uma cena. E tudo o que pudesse implicar de espetáculo desde então terá um cunho negativo; e como as funções da cerimônia penal deixavam pouco a pouco de ser compreendidas, ficou a suspeita de que tal rito que dava um “fecho” ao crime mantinha com ele afinidades espúrias: igualando-o, ou mesmo ultrapassando-o em selvageria, acostumando os espectadores a uma ferocidade de que todos queriam vê-los afastados, mostrando-lhes a frequência dos crimes, fazendo o carrasco se parecer com criminoso, os juízes com os assassinos, invertendo no último momento os papéis, fazendo do supliciado um objeto de piedade e de admiração. A execução pública é vista então como uma fornalha em que se acende a violência. A punição vai-se tornando, pois, a parte mais velada do processo penal, provocando várias consequências: deixa o campo da percepção quase diária e entra no da consciência abstrata; sua eficácia é atribuída à sua fatalidade, não à sua intensidade visível; a certeza de ser punido é que deve desviar o homem do crime e não mais o abominável teatro; a mecânica exemplar da punição muda as engrenagens. Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","Já dizia Machado de Assis que “De médico e louco todo mundo tem um pouco”. O ditado ficou famoso pelo livro O Alienista, de 1882, que faz um debate sobre a loucura. Uma frase parecida é da nordestina Nise da Silveira, grande admiradora do autor brasileiro: “Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas muito ajuizadas”. Nise Magalhães da Silveira ajudou a escrever e revolucionar a história da psiquiatria no Brasil e no mundo. Nascida no ano de 1905 em Maceió – AL, ela ficou conhecida por humanizar o tratamento psiquiátrico e era contrária às formas de tratamento agressivas usadas em sua época, como o eletrochoque. Inspirada em Carl Jung, um dos pais da psiquiatria, Nise foi uma das primeiras mulheres a se formar em medicina no Brasil. Em meados de 1940, ela foi pioneira na terapia ocupacional, método que utiliza atividades recreativas no tratamento de distúrbios psíquicos. A alagoana se destacou por usar a arte como uma forma de expressão e de dar voz aos conflitos internos vivenciados principalmente pelos esquizofrênicos. Em 1956, Nise fundou a Casa das Palmeiras, um passo na direção da luta contra os hospícios, que chegaria a seu ápice com a Lei Antimanicomial, de 2001. A partir do esforço da psiquiatra e de seus pacientes, foi criado o Museu do Inconsciente, aberto até hoje no Rio de Janeiro junto ao Instituto Municipal Nise da Silveira, atual nome do Centro Psiquiátrico de Engenho de Dentro, onde a médica construiu seu projeto. Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens subsequentes.","A palavra stalking, em inglês, significa perseguição, e é o termo utilizado pelo legislador na tipificação de um crime que engloba condutas que atentem contra a liberdade, a intimidade e a dignidade. Entende-se o stalking, ou o crime de perseguição, como um delito que exige uma perseguição reiterada pelo autor, não consentida pela vítima, que lhe cause medo, angústia e sentimentos afins, além de repercutir diretamente na sua vida de maneiras diversas. Embora, em tese, qualquer pessoa possa figurar como vítima desse crime, sabe-se que a mulher é o principal alvo nessa espécie delitiva — não é à toa que a criminalização da referida conduta era, havia tempos, uma das prioridades da bancada feminina da Câmara dos Deputados. Tanto é assim que são utilizadas como exemplo do que seria o stalking as situações em que a mulher é perseguida por um ex-companheiro que não se conforma com o término da relação ou em que alguém possui um sentimento de posse em relação à mulher e não desiste de persegui-la. Tal conduta abrange desde a violência psicológica, que pode causar danos imensuráveis à saúde da vítima, além de problemas no seu próprio cotidiano, no trabalho, na convivência profissional e familiar, até outras formas de violência, que podem culminar em resultados nefastos e irreparáveis. A tipificação do stalking, portanto, é um avanço significativo no combate à violência contra a mulher. No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1-I Não é preciso temer as máquinas, à maneira do Exterminador do futuro, para se preocupar com a sobrevivência da democracia em um mundo dominado pela inteligência artificial (IA). No fim das contas, a democracia sempre teve como alicerces os pressupostos de que nosso conhecimento do mundo é imperfeito e incompleto; de que não há resposta definitiva para grande parte das questões políticas; e de que é sobretudo por meio da deliberação e do debate que expressamos nossa aprovação e nosso descontentamento. Em certo sentido, o sistema democrático tem se mostrado capaz de aproveitar nossas imperfeições da melhor maneira: uma vez que de fato não sabemos tudo, e tampouco podemos testar empiricamente todas as nossas suposições teóricas, estabelecemos certa margem de manobra democrática, uma folga política, em nossas instituições, a fim de evitar sermos arrastados pelos vínculos do fanatismo e do perfeccionismo. Agora, novas melhorias na IA, viabilizadas por operações massivas de coleta de dados, aperfeiçoadas ao máximo por grupos digitais, contribuíram para a retomada de uma velha corrente positivista do pensamento político. Extremamente tecnocrata em seu âmago, essa corrente sustenta que a democracia talvez tenha tido sua época, mas que hoje, com tantos dados à nossa disposição, afinal estamos prestes a automatizar e simplificar muitas daquelas imperfeições que teriam sido — deliberadamente — incorporadas ao sistema político. Dessa forma, podemos delegar cada vez mais tarefas a algoritmos que, avaliando os resultados de tarefas anteriores e quaisquer alterações nas predileções individuais e nas curvas de indiferença, se reajustariam e revisariam suas regras de funcionamento. Alguns intelectuais proeminentes do Vale do Silício até exaltam o surgimento de uma “regulação algorítmica”, celebrando-a como uma alternativa poderosa à aparentemente ineficaz regulação normal. Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nCom relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.",", será igual a: 1,00 ponto, caso a resposta do candidato esteja em 1,00 ponto negativo, caso a resposta do candidato esteja em","Texto CG1A1-II As plantas, os animais domésticos e os produtos deles obtidos (frutas, ervas, carnes, ovos, queijos etc.) pertencem aos mais antigos produtos comercializáveis. A palavra latina para dinheiro, pecunia, deriva da relação com o gado (pecus). Esse comércio é provavelmente tão antigo quanto a divisão do trabalho entre agricultores e criadores de gado. Embora inicialmente o comércio e a distribuição econômica de produtos de colheita fossem geograficamente bem delimitados, eles conduziram a uma difusão cada vez mais ampla das sementes, desenvolvendo-se, então, um número cada vez maior de variações. Sem milênios de constantes contatos entre os povos e sem o trânsito intercontinental, o nosso cardápio teria uma aparência bastante pobre. Das aproximadamente trinta plantas que constituem os recursos de nossa alimentação básica, quase todas têm sua origem fora da Europa e provêm, predominantemente, de regiões que hoje enumeramos entre os países em desenvolvimento. Já que hoje as plantas nutritivas domésticas são cultivadas em praticamente todas as regiões habitadas, a humanidade também poderia alimentar-se, se o comércio de produtos agrários se limitasse a áreas menores, de proporção regional. O transporte de gêneros alimentícios por distâncias maiores se justifica, em primeiro lugar, para prevenir e combater epidemias de fome. Há, sem dúvida, uma série de razões ulteriores em favor do comércio mundial de gêneros alimentícios: a falta de arroz, chá, café, cacau e muitos temperos em nossos supermercados levaria a um significativo empobrecimento da culinária, coisa que não se poderia exigir de ninguém. O comércio internacional com produtos agrícolas aporta, além disso, às nações exportadoras a entrada de divisas, facilitando o pagamento de dívida. E, em muitos lugares, os próprios trabalhadores rurais e pequenos agricultores tiram proveito da venda de seus produtos a nações de alta renda, sobretudo quando ela ocorre segundo os critérios do comércio equitativo. Considerando as ideias e propriedades linguísticas do texto CG1A1-II, julgue os próximos itens.\n\n\n\nAcerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CG1A1-II, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1-II Amado nos levou com um grupo para descansarmos na fazenda de um amigo. Esta confirmava as descrições que eu lera no livro de Freyre: embaixo, as habitações de trabalhadores, a moenda, onde se mói a cana, uma capela ao longe; na colina, uma casa. O amigo de Amado e sua família estavam ausentes; tive uma primeira amostra da hospitalidade brasileira: todo mundo achava normal instalar-se na varanda e pedir que servissem bebidas. Amado encheu meu copo de suco de caju amarelo-pálido: ele pensava, como eu, que se conhece um país em grande parte pela boca. A seu pedido, amigos nos convidaram para comer o prato mais típico do Nordeste: a feijoada. Eu lera no livro de Freyre que as moças do Nordeste casavam-se outrora aos treze anos. Um professor me apresentou sua filha, muito bonita, muito pintada, olhos de brasa: quatorze anos. Nunca encontrei adolescentes: eram crianças ou mulheres feitas. Estas, no entanto, fanavam-se com menos rapidez do que suas antepassadas; aos vinte e seis e vinte e quatro anos, respectivamente, Lucia e Cristina irradiavam juventude. A despeito dos costumes patriarcais do Nordeste, elas tinham liberdades; Lucia lecionava, e Cristina, desde a morte do pai, dirigia, nos arredores de Recife, um hotel de luxo pertencente à família; ambas faziam um pouco de jornalismo, e viajavam. Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CG1A1-II, julgue os seguintes itens.","As tecnologias de contar e escrever histórias não seguiram um caminho linear. A própria escrita foi inventada pelo menos duas vezes, primeiro na Mesopotâmia e depois nas Américas. Os sacerdotes indianos se recusavam a escrever as histórias sagradas por medo de perder o controle sobre elas. Professores carismáticos (como Sócrates) se recusaram a escrever. Algumas invenções posteriores foram adotadas somente de forma seletiva, como quando os eruditos árabes usaram o papel chinês, mas não demonstraram nenhum interesse por outra invenção chinesa, a impressão. As invenções relacionadas à escrita tinham muitas vezes efeitos colaterais inesperados. Preservar textos antigos significava manter vivas artificialmente as línguas. Desde então, passou-se a estudar línguas mortas e alguns textos acabaram sendo declarados sagrados. Julgue os itens seguintes, relativos à tipologia, aos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente.","As forças da natureza são obviamente indiferentes a modos de produção, tempo e espaço. Mas são as estruturas sociais que determinam as consequências, o grau de sofrimento e quem morre mais. Em 1989, o terremoto de São Francisco, de intensidade 7,1 na escala Richter, causou a morte de 63 pessoas e deixou cerca de 3.700 feridos. Em 2010, o terremoto em Porto Príncipe, no Haiti, de magnitude 7,0 na escala Richter, matou mais de 300 mil pessoas e deixou 300 mil feridos. Dez meses depois, uma epidemia de cólera matou 9 mil pessoas. Quando a natureza atinge a existência humana, o impulso primário é buscar o culpado mais à mão no imaginário. Pode ser Deus, a cruel natureza ou o enigmático ente a que se denomina destino. Mas muito frequentemente destino é uma expressão que encobre com um véu de irracionalidade o que é apenas obra humana. O vírus atinge o planeta. O vírus ameaça a humanidade. Planeta ou humanidade designam tanto os habitantes de Manhattan, da Avenue Foch, em Paris, do Leblon, no Rio de Janeiro, ou dos Jardins, em São Paulo, como também designam os 800 milhões de pessoas que passam fome no mundo, segundo dados da Organização das Nações Unidas (2017). No planeta vive o 1% das pessoas que detém renda maior que os restantes 99% da população mundial. Vivem 42 pessoas cuja riqueza é igual à de 3,7 bilhões dos mais pobres que lutam para sobreviver, para suprir necessidades básicas. Vivem os que têm renda para ficar em casa e fazer suas compras de alimentos pela Internet, os que não vão comer hoje por causa da pandemia e os que já não comiam antes da pandemia. Vivem os que podem se isolar e os que moram em aglomerados miseráveis, em um cômodo apenas, para os quais as palavras “confinamento”, “isolamento” ou “quarentena” são piadas de mau gosto. Vivem 4,5 bilhões de pessoas que não têm saneamento nem água encanada, desprovidas das condições mínimas de higiene. No que se refere às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A2 população do planeta, e os processos de urbanização espalham globalmente, mas de forma desigual, tanto os benefícios quanto planejamento urbano e a gestão das cidades e áreas metropolitanas vêm sendo inseridos em discussões na busca de urbano, a fim de mitigar os impactos nocivos e adaptar o ordenamento territorial e a distribuição socioespacial das O movimento de (re)pensar o planejamento das cidades para que se obtenha um modelo em que o desenvolvimento urbano ser essencial daqui a alguns anos, considerando-se tanto as desigualdades que esses processos carregam em si quanto os Por um lado, uma parcela da população urbana usufrui dos avanços técnico-científicos, da infraestrutura e do conforto por outro lado, grande parte do mundo sofre com as consequências socioeconômicas das políticas econômicas e de e vulnerabilidade no mercado de trabalho e na gestão e no planejamento urbanos. As cidades, sejam elas grandes enquanto aglomerações urbanas, são permeadas, em diversos níveis, por questões de desigualdade socioeconômica e melhorar as condições ambientais, como propostas de consumo consciente e saneamento básico: o meio urbano e o padrão do promover mudanças nos padrões insustentáveis de consumo. Considerando as ideias do texto CB1A2, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nCom relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto CB1A2, julgue os próximos itens.","Em 1978, recebi o título de doutor honoris causa da Sorbonne. Dei, então, um testemunho pessoal, aproveitando a oportunidade única de autoapreciação que a velha Universidade me abria. Sendo quem sou, jamais a perderia. “Senhoras e senhores: Obrigado. Muito obrigado pelo honroso título que me conferem. Eu me pergunto se o mereci. Talvez sim, não, certamente, por qualquer feito, ou qualidade minha. Sim, como consolidação de meus muitos fracassos. Fracassei como antropólogo no propósito mais generoso que me propus: salvar os índios do Brasil. Sim, simplesmente salvá-los. Isto foi o que quis. Isto é o que tento há trinta anos. Sem êxito. Fracassei também na minha principal meta como Ministro da Educação: a de pôr em marcha um programa educacional que permitisse escolarizar todas as crianças brasileiras. Elas não foram escolarizadas. Menos da metade das nossas crianças completam quatro séries de estudos primários. Fracassei, por igual, nos dois objetivos maiores que me propus como político e como homem do governo: o de realizar a reforma agrária e de pôr sob o controle do Estado o capital estrangeiro de caráter mais aventureiro e voraz. Outro fracasso meu, nosso, que me dói especialmente rememorar neste augusto recinto da Sorbonne foi o de reitor da Universidade de Brasília. Tentamos lá, com o melhor da intelectualidade brasileira, e tentamos em vão, dar à nova capital do Brasil a universidade necessária ao desenvolvimento nacional autônomo. Ousamos ali — e esta foi a maior façanha da minha geração — repensar radicalmente a universidade, como instituição central da civilização, com o objetivo de refazê-la desde as bases. Refazê-la para que, em vez de ser universidade-fruto, reflexo do desenvolvimento social e cultural prévio da sociedade que mantém, fosse uma universidade-semente, destinada a cumprir a função inversa, de promover o desenvolvimento. Nosso propósito era plantar na cidade-capital a sede da consciência crítica brasileira que para lá convocasse todo o saber humano e todo élan revolucionário, para a única missão que realmente importa ao intelectual dos povos que fracassaram na história: a de expressar suas potencialidades por uma civilização própria. O que pedíamos à Universidade de Brasília é que se organizasse para atuar como um acelerador da história, que nos ajudasse a superar o círculo vicioso do subdesenvolvimento, o qual, quanto mais progride, mais gera dependência e subdesenvolvimento. Desses fracassos da minha vida inteira, que são os únicos orgulhos que eu tenho dela, eu me sinto compensado pelo título que a Universidade de Paris VII me confere aqui, agora. Compensado e estimulado a retomar minha luta contra o genocídio e o etnocídio das populações indígenas; e contra todos que querem manter o povo brasileiro atado ao atraso e à dependência. Obrigado. Muito obrigado.” A respeito das ideias, dos aspectos linguísticos e da classificação tipológica do texto anterior, julgue os itens seguintes.","O papel fundante da memória dos mortos para o desenvolvimento da cultura teve algo de acidental, pois o mecanismo poderoso de propagação dos hábitos, das ideias e dos comportamentos dos ancestrais foi o afeto. A lembrança de quem partiu, bem visível nos chimpanzés, que se enlutam quando perdem um ente querido, tornou-se uma marca indelével de nossa espécie. Isso não aconteceu sem contradições, é claro. Com o amor pelos mortos surgiu também o medo deles. Do Egito a Papua-Nova Guiné, em distintos momentos e lugares, floresceram rituais para neutralizar, apaziguar e satisfazer aos espíritos desencarnados. Na Inglaterra medieval, temiam-se tanto os mortos que cadáveres eram mutilados e queimados para se garantir sua permanência nas covas. Entre os Yanomami, a queima dos pertences é uma parte essencial dos rituais fúnebres. A Igreja Católica até hoje considera que os restos mortais dos santos são valiosas relíquias religiosas. A propagação dos memes de entidades espirituais foi, portanto, impulsionada pelos afetos positivos e negativos em relação aos mortos. Foi a memória das técnicas e dos conhecimentos carregados pelos avós e pais falecidos que transformou esse processo em algo adaptativo, um verdadeiro círculo virtuoso simbólico. Não é exagero dizer que o motor essencial da nossa explosão cultural foi a saudade dos mortos. A crença na autoridade divina para orientar decisões humanas levou a um acúmulo acelerado de conhecimentos empíricos sobre o mundo, sob a forma de preceitos, mitos, dogmas, rituais e práticas. Ainda que apoiada em coincidências e superstições de todo tipo, essa crença foi o embrião de nossa racionalidade. Causas e efeitos foram sendo aprendidos pela corroboração ou não da eficácia dos símbolos religiosos. A respeito das ideias, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Texto CB2A1AAA como forma única de conhecimento são muitas e espalham-se em diversas frentes. Embora não possamos desconsiderar o as revoluções consideráveis no campo da medicina, da física, da química e das próprias ciências sociais e humanas —, essa dar conta de resolver o problema que ela própria ajudou a construir. capacidade dessa ciência, criada pelos interesses do desenvolvimento e da exploração da natureza, de oferecer Pensar a crise socioambiental no contexto da razão moderna é pensar que essa crise é o resultado do triunfo do só de uma crise ecológica, mas também de uma crise civilizatória de amplas dimensões, do funcionamento de um sobrevivência, sustentado pela separação homem/natureza, com repercussões para toda a vida social. Considerando as ideias e estruturas linguísticas do texto CB2A1AAA, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1BBB própria criança é pedir-lhe nada menos que fazer uma revolução, se é verdade que até agora o centro de gravidade foi do movimento da educação nova — que Claparède compara à que Copérnico realizou na astronomia, e que ele define, com programas que gravitam em torno da criança e não mais a criança que gira em torno de um programa decidido fora dela. o educador”. Com relação às ideias do texto CB1A1BBB e aos seus aspectos linguísticos, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1AAA cultura. Quais são as condições de preservação, de apropriação da cultura, e de reflexão crítica sobre ela? Mesmo um para mostrar a precariedade dessas condições. O ritmo do tempo histórico é marcado pelo círculo produção e consumo, culturais”. Os fatores de desagregação cultural incluem o imediatismo e o caráter efêmero e disperso dos interesses que distorção da informação, a mercantilização extremada dos meios de comunicação. intensamente submetidos a mecanismos industriais, sem que se assuma qualquer medida no sentido de garantir acesso instância em que se pode resistir, de alguma maneira e por algum tempo, a esse processo, sendo a instituição em que a sem os critérios de utilidade e oportunidade socialmente introjetados a partir da mídia. determinações pragmáticas e economicistas, é necessário um espaço público de preservação, de apropriação e de reflexão. a critérios da expectativa de retorno de investimento. Por isso, a universidade, como instituição pública, pode assumir a princípio, se revestem os bens de cultura historicamente legados ao presente. relação intrínseca com a cultura, que permite que o acesso não seja filtrado por mecanismos de outras instâncias da vida na instituição pública pode-se articular em algum grau — que garante o conhecimento, a apropriação intelectual, a reflexão, De acordo com as ideias do texto CB1A1AAA,\n\n\n\nJulgue os próximos itens, referentes a aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA e à sua tipologia.","Com relação a aspectos linguísticos do texto, julgue os próximos itens."],"questions":[{"id":"a63fd848cf5e","number":18,"stem":0,"statement":"No trecho \"correspondem a 98% das vendas\" (segundo período do quarto parágrafo), o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo \"a\" seria gramaticalmente correto devido à presença do numeral cardinal.","answer":"E","source":{"slug":"INFRASA_26_ANALISTA","ano":2026},"explanation":{"verdict_reason":"Numeral cardinal e percentual não admitem artigo definido, de modo que a presença do numeral, longe de autorizar o acento, é justamente o que o impede. Em “correspondem a 98% das vendas” há somente a preposição exigida por “corresponder a”. Faltando a segunda condição, o acento é incorreto.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"seria gramaticalmente correto devido à presença do numeral cardinal","corrected_statement":"No trecho \"correspondem a 98% das vendas\" (segundo período do quarto parágrafo), o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo \"a\" seria gramaticalmente incorreto devido à ausência de artigo definido diante do numeral cardinal.","concept":"Numeral não aceita artigo, logo bloqueia a crase","citation":null,"trap_note":"A única exceção dos numerais é a hora determinada: às três horas, às dez. Fora de indicação de horas, numeral cardinal nunca produz crase."}},{"id":"273956425c14","number":6,"stem":1,"statement":"A correção gramatical do texto seria mantida caso o termo “às”, em “às transformações constantes” (segundo período do terceiro parágrafo), fosse substituído por a.","answer":"C","source":{"slug":"TCU_25_TEFC","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Expostos” rege preposição “a”, que se mantém de qualquer modo. O artigo definido em “às transformações constantes” é dispensável, pois o substantivo pode ser lido genericamente, e a supressão apenas apaga a determinação, sem ferir a sintaxe. Por isso “a transformações constantes” continua correto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Artigo dispensável diante de plural genérico","citation":null,"trap_note":"Plural é o terreno em que o artigo mais facilmente cai. “Referiu-se a normas” e “referiu-se às normas” são ambos corretos; muda a determinação, não a gramática."}},{"id":"a43fb4418706","number":7,"stem":2,"statement":"Prejudicaria a correção gramatical do texto a inserção do sinal indicativo de crase no vocábulo “a”, em “submeter-se voluntariamente a uma tirania desnecessária” (último período do primeiro parágrafo).","answer":"C","source":{"slug":"SUSEP_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Submeter-se” rege preposição “a”, mas o termo seguinte traz o artigo indefinido “uma”. O indefinido ocupa o lugar do artigo definido, e sem definido não há fusão a marcar. O acento tornaria o período incorreto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Crase proibida diante de artigo indefinido","citation":null,"trap_note":"Verbo com preposição obrigatória seguido de “uma” é armadilha frequente: a regência convida ao acento, o indefinido o proíbe."}},{"id":"2237e88d45ad","number":11,"stem":3,"statement":"O trecho “superior ao calculado no mesmo período” (terceiro período do segundo parágrafo) poderia ser corretamente reescrito como superior aquele calculado em idêntico período.","answer":"E","source":{"slug":"CD_25_NS","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Superior” rege preposição “a”, como mostra a contração “ao” do original. Trocando o termo por “aquele”, a preposição continua exigida e a contração é obrigatória, resultando em “àquele calculado”. A forma “aquele” sem acento deixa o adjetivo sem a preposição que ele pede.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"superior aquele calculado em idêntico período","corrected_statement":"O trecho “superior ao calculado no mesmo período” (terceiro período do segundo parágrafo) poderia ser corretamente reescrito como superior àquele calculado em idêntico período.","concept":"Contração obrigatória de a com aquele","citation":null,"trap_note":"Troque “ao” por “aquele” e o acento tem de reaparecer sobre o “a” inicial: ao que → àquele que. Escrever “aquele” sem acento apaga a preposição."}},{"id":"2e29223751c2","number":13,"stem":4,"statement":"No segmento “acesso à água” (primeiro período do segundo parágrafo), o emprego do sinal indicativo de crase é facultativo.","answer":"C","source":{"slug":"CAU_MG_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O substantivo “acesso” rege preposição “a”, então a preposição é certa. “Água” está em sentido genérico, e nesse emprego o artigo definido pode ser usado ou omitido sem prejuízo. Como só o artigo oscila, as duas grafias são corretas e o acento é de fato opcional.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Artigo omissível diante de substantivo genérico torna a crase facultativa","citation":null,"trap_note":"Compare “acesso a água” com “acesso à água do reservatório”. Acrescentado o especificador, o artigo deixa de ser dispensável e o acento passa a obrigatório."}},{"id":"9d95b13f1675","number":14,"stem":5,"statement":"No segmento “projetos voltados a futuras meninas cientistas e à atuação diversa de mulheres na área” (primeiro período do terceiro parágrafo), o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” em “a futuras” não acarretaria prejuízo à correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Voltados” rege preposição “a”, mas em “a futuras meninas cientistas” o substantivo está no plural e sem artigo, enquanto o vocábulo “a” é singular. Acentuar o singular diante de plural produz “à futuras meninas”, forma agramatical; a alternativa com artigo seria “às futuras meninas”. O paralelo com “à atuação” não se aplica, pois ali o núcleo é singular e determinado.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"não acarretaria prejuízo à correção gramatical do texto","corrected_statement":"No segmento “projetos voltados a futuras meninas cientistas e à atuação diversa de mulheres na área” (primeiro período do terceiro parágrafo), o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” em “a futuras” acarretaria prejuízo à correção gramatical do texto.","concept":"Concordância de número entre o “a” e o termo seguinte","citation":null,"trap_note":"A coordenação “a X e à Y” dentro do mesmo período é montagem clássica: a banca sugere paralelismo, mas um núcleo está no plural sem artigo e o outro no singular determinado."}},{"id":"a3c69fae1df2","number":15,"stem":6,"statement":"A substituição do trecho “com idade entre 14 e 29 anos” (primeiro período do quarto parágrafo) por na faixa etária de 14 à 29 anos prejudicaria sua correção gramatical.","answer":"C","source":{"slug":"STM_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Em “de 14 a 29 anos” o “a” fecha a correlação aberta por “de” e é preposição pura, sem artigo: numerais não admitem artigo definido feminino, e “anos” é masculino. A forma “à 29 anos” reúne, portanto, dois impedimentos. A substituição proposta tornaria o período incorreto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Numeral e palavra masculina bloqueiam a crase","citation":null,"trap_note":"Faixas numéricas (de 14 a 29, de 8 a 18) nunca levam acento. O acento com numeral só aparece na indicação de horas."}},{"id":"8a15b46fd4a2","number":15,"stem":7,"statement":"É facultativo o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” em “a outras formas de marginalização” (último período do texto).","answer":"E","source":{"slug":"FUB_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Somar-se” rege preposição “a”, mas o termo seguinte começa pelo pronome indefinido “outras”, empregado sem artigo, com referência não especificada. Sem artigo definido não há fusão, e o acento seria erro, não alternativa. O teste do masculino confirma: soma-se a outros processos, nunca aos outros processos nesse contexto.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"É facultativo o emprego do sinal indicativo de crase","corrected_statement":"É proibido o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” em “a outras formas de marginalização” (último período do texto).","concept":"Indefinido “outras” sem artigo bloqueia a crase","citation":null,"trap_note":"“a outras”, “a certas”, “a quaisquer”, “a cada”: pronomes indefinidos ocupam o lugar do artigo. Sem artigo, nada a fundir."}},{"id":"932435d36343","number":16,"stem":8,"statement":"É facultativo o emprego do acento indicativo de crase no vocábulo “as” em “superar as mulheres” (segundo período do primeiro parágrafo).","answer":"E","source":{"slug":"CD_25_NS","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Em “continuam a superar as mulheres”, o vocábulo “as” é artigo definido que encabeça o objeto direto de “superar”, verbo transitivo direto. Não há nenhum termo exigindo a preposição “a” diante desse objeto. Faltando a primeira condição, o acento não é opcional: é impossível.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"É facultativo o emprego do acento indicativo de crase","corrected_statement":"É proibido o emprego do acento indicativo de crase no vocábulo “as” em “superar as mulheres” (segundo período do primeiro parágrafo).","concept":"Objeto direto não admite preposição, logo não há crase","citation":null,"trap_note":"Antes de qualquer regra, identifique a função do trecho. Objeto direto e sujeito nunca vêm preposicionados, e sem preposição não existe crase a discutir."}},{"id":"71e131cd2c76","number":17,"stem":9,"statement":"A alteração do trecho “de 1,5 °C a 2 °C” (primeiro período do terceiro parágrafo) para à até 2 °C prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_RS_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Em “de 1,5 °C a 2 °C” o “a” é preposição pura, integrando a correlação “de… a…”, e diante de numeral não há artigo feminino a fundir. Além disso, a forma proposta reúne o acento a “até”, o que desfaz a correlação iniciada por “de”. A substituição tornaria o período incorreto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Numeral não aceita artigo; correlação de… a… não leva acento","citation":null,"trap_note":"“De segunda a sexta”, “de 10 a 20”, “de 1,5 °C a 2 °C”: quando o “a” fecha uma correlação aberta por “de” sem artigo, ele fica sem acento."}},{"id":"bf457dbad80f","number":17,"stem":10,"statement":"É facultativo o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” em “a partir do momento” (primeiro período do último parágrafo).","answer":"E","source":{"slug":"MP_CE_25_SERVIDOR","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“A partir de” é locução prepositiva cujo primeiro elemento é a própria preposição “a”; não há artigo feminino envolvido, e “momento” é masculino. Faltando por completo a segunda condição, o acento é impossível e não há escolha a fazer.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"É facultativo o emprego do sinal indicativo de crase","corrected_statement":"É proibido o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” em “a partir do momento” (primeiro período do último parágrafo).","concept":"Locução prepositiva “a partir de” não admite acento","citation":null,"trap_note":"Não confunda locução prepositiva iniciada por “a” (a partir de, a respeito de, a fim de) com locução adverbial feminina (à noite, às pressas). Só a segunda é acentuada."}},{"id":"b1d4dc04c2f3","number":1,"stem":11,"statement":"Em “você preferiria a máquina prazerosa à vida real” (nono período), o emprego do acento indicativo de crase no vocábulo “à” justifica-se pela regência do termo “prazerosa” somada ao fato de a palavra “vida” ser do gênero feminino e estar empregada com sentido específico no texto, determinado pelo termo “real”.","answer":"E","source":{"slug":"ANVISA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A preposição vem da regência do verbo “preferir”, que se constrói como preferir uma coisa a outra. “Prazerosa” é adjunto de “máquina” e não rege nada. A observação sobre o gênero e a determinação de “vida” está correta, mas a fonte da preposição foi atribuída ao termo errado.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"pela regência do termo “prazerosa”","corrected_statement":"Em “você preferiria a máquina prazerosa à vida real” (nono período), o emprego do acento indicativo de crase no vocábulo “à” justifica-se pela regência do verbo “preferir” somada ao fato de a palavra “vida” ser do gênero feminino e estar empregada com sentido específico no texto, determinado pelo termo “real”.","concept":"Preferir algo a algo: a preposição é do verbo","citation":null,"trap_note":"Em item de justificativa, o adjetivo mais próximo do “à” é a isca preferida da banca. Pergunte quem completa o sentido, não quem está ao lado."}},{"id":"b53cf994ceee","number":2,"stem":12,"statement":"O emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” presente no primeiro período do texto prejudicaria a sua correção gramatical.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_AC_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"No primeiro período, “oferecer serviços públicos cada vez melhores a uma população” traz preposição exigida por “oferecer algo a alguém”, mas o termo seguinte vem com artigo indefinido “uma”. Falta o artigo definido feminino, e sem ele a fusão é impossível. Acentuar produziria “à uma população”, forma incorreta.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Crase proibida diante de artigo indefinido","citation":null,"trap_note":"Ter a preposição garantida não resolve o item: é preciso checar a segunda condição. Diante de “uma”, a segunda condição está ocupada pelo indefinido."}},{"id":"18e0e284138f","number":6,"stem":13,"statement":"A supressão do acento indicativo de crase em “às leis da física” (segundo período do primeiro parágrafo) prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_AC_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Sujeita” rege preposição “a”, e “leis da física” vem determinada pelo especificador, o que exige o artigo definido plural. Reunidas as duas condições, a fusão é obrigatória e a supressão do acento deixaria a preposição sem marca. O teste do masculino confirma: não está sujeita aos princípios da física.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjetivo “sujeito a” mais substantivo determinado","citation":null,"trap_note":"Adjetivo com regência preposicionada e núcleo determinado é a combinação que mais produz crase obrigatória nas provas."}},{"id":"8b9f5123e8d8","number":6,"stem":14,"statement":"No segundo período do terceiro parágrafo, o emprego do acento indicativo de crase em “à explicação” deve-se à regência de “ater-se” — forma pronominal do verbo ‘ater’— e à presença de artigo definido feminino anteposto ao termo “explicação”.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Ater-se” rege preposição “a”, o que satisfaz a primeira condição, e “explicação” vem determinada pelo especificador “das finalidades reprodutivistas”, o que impõe o artigo definido feminino. O item nomeia corretamente as duas condições e a origem de cada uma. É exatamente a soma que o acento grave registra.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Regência pronominal de ater-se mais artigo definido","citation":null,"trap_note":"Verbos pronominais — ater-se, referir-se, dirigir-se, opor-se, submeter-se — quase todos regem “a”. Identificado o pronominal, sobra só a segunda pergunta."}},{"id":"59f99423948d","number":7,"stem":15,"statement":"Em “à direita, o rosto lindo de Lélia” (penúltimo período), o emprego do sinal indicativo de crase é obrigatório.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“À direita” é locução adverbial de lugar formada com palavra feminina, e nessas locuções o acento é obrigatório, inclusive para distinguir do adjetivo ou do substantivo sem determinação. Sem o sinal, o período perderia a leitura adverbial exigida pelo paralelo com “o último da esquerda”.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Locução adverbial de lugar feminina","citation":null,"trap_note":"À direita, à esquerda, à frente, à distância, à mão: a marca é adverbial, não de tonicidade. Elas caem sempre, e sempre acentuadas."}},{"id":"beea775069a2","number":7,"stem":16,"statement":"Mantendo-se a correção gramatical do texto, poderia ser inserido o sinal indicativo de crase no vocábulo “a” presente no segmento “a uma conclusão” (terceiro período do último parágrafo), a exemplo do que ocorre em “à seguinte conclusão” (primeiro período do quarto parágrafo).","answer":"E","source":{"slug":"BDMG_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em “chegaram a uma conclusão mais sutil” o artigo indefinido “uma” ocupa o lugar do definido, e sem artigo definido não há fusão possível. O paralelo com “à seguinte conclusão” não se sustenta justamente porque ali o determinante “seguinte” acompanha o artigo definido. Mesma regência, determinantes diferentes.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"poderia ser inserido o sinal indicativo de crase","corrected_statement":"Mantendo-se a correção gramatical do texto, não poderia ser inserido o sinal indicativo de crase no vocábulo “a” presente no segmento “a uma conclusão” (terceiro período do último parágrafo), diferentemente do que ocorre em “à seguinte conclusão” (primeiro período do quarto parágrafo).","concept":"Mesmo verbo, artigo definido em um caso e indefinido no outro","citation":null,"trap_note":"Quando o item compara dois trechos do mesmo texto, a regência costuma ser idêntica de propósito. O que muda, e decide, é o determinante do substantivo."}},{"id":"a74aef51dfe6","number":8,"stem":17,"statement":"No segundo período do terceiro parágrafo, o emprego do sinal indicativo de crase no trecho “ainda existe uma enorme dificuldade de acesso às coisas do direito” é obrigatório.","answer":"C","source":{"slug":"MP_TO_24_SERVIDOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Acesso” rege preposição “a”, e “coisas do direito” aparece como referência definida, determinada pelo especificador “do direito”, o que exige o artigo plural “as”. A fusão resulta em “às”, de marcação obrigatória. O teste do masculino confirma: dificuldade de acesso aos assuntos do direito.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Preposição exigida por “acesso” mais artigo definido plural","citation":null,"trap_note":"O mesmo “acesso” aparece com e sem acento conforme o núcleo seguinte esteja determinado: acesso a água × acesso às coisas do direito."}},{"id":"a4f485ce3b84","number":8,"stem":18,"statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, o emprego do acento indicativo de crase em “à paisagem” justifica-se pela regência do termo “apressado” e pela presença de artigo definido antes de “paisagem”.","answer":"E","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A preposição vem da construção “lançar um olhar a alguma coisa”, isto é, da regência do substantivo “olhar” na estrutura verbal, e não do adjetivo “apressado”, que apenas qualifica esse olhar. A presença do artigo definido diante de “paisagem”, determinada por “cheia de vento e de sol”, está corretamente observada. O erro está na atribuição da regência.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"pela regência do termo “apressado”","corrected_statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, o emprego do acento indicativo de crase em “à paisagem” justifica-se pela regência de “lançar um olhar a” e pela presença de artigo definido antes de “paisagem”.","concept":"O adjetivo qualificador não rege a preposição","citation":null,"trap_note":"Adjetivo intercalado entre o núcleo e o “à” é chamariz: apressado, prazerosa, subjetivo, leve. Pergunte sempre qual palavra pede complemento com “a”."}},{"id":"6acefe4cf66d","number":8,"stem":19,"statement":"No segmento “cheirando a piche” (segundo período do segundo parágrafo), o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” é opcional.","answer":"E","source":{"slug":"ANM_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em “cheirando a piche” o “a” é preposição exigida por “cheirar a”, mas “piche” é palavra masculina. Palavra masculina não aceita o artigo feminino, e sem artigo não há fusão a registrar. O acento não é opcional: é proibido.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” é opcional","corrected_statement":"No segmento “cheirando a piche” (segundo período do segundo parágrafo), o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” é proibido.","concept":"Palavra masculina impede a crase","citation":null,"trap_note":"Cheirar a, saber a, andar a, pagar a: com complemento masculino, o “a” é preposição solta. A única brecha é a elipse de “à moda de”, que não cabe aqui."}},{"id":"99e31171dd36","number":8,"stem":20,"statement":"Prejudicaria a correção gramatical do texto a substituição do trecho “a marcas e a lojas” (segundo período do primeiro parágrafo) por à marcas e à lojas.","answer":"C","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em “a marcas e a lojas” os substantivos estão no plural e sem artigo, com referência genérica, enquanto o vocábulo “a” é singular. Um “a” singular acentuado diante de plural é agramatical; com artigo, a forma teria de ser “às marcas e às lojas”. A substituição proposta produz erro em ambas as ocorrências.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“à” singular diante de substantivo plural é agramatical","citation":null,"trap_note":"Este é o erro mais fácil de flagrar do assunto: basta contar o número. “à normas”, “à lojas”, “à condições” não existem em português."}},{"id":"11b92334aa17","number":10,"stem":21,"statement":"Em ‘garantia do exercício digno do direito público subjetivo à educação básica’ (segundo parágrafo), o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo ‘à’ justifica-se pela regência do termo ‘subjetivo’ combinada à presença do artigo definido feminino antecedente ao vocábulo ‘educação’.","answer":"E","source":{"slug":"FNDE_24_PSS","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Quem pede a preposição “a” não é o adjetivo “subjetivo”, e sim o substantivo “direito”, que se constrói como direito a alguma coisa. “Subjetivo” apenas qualifica “direito” e não tem regência própria. A presença do artigo está corretamente apontada, mas a origem da preposição foi atribuída ao termo errado.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"pela regência do termo ‘subjetivo’","corrected_statement":"Em ‘garantia do exercício digno do direito público subjetivo à educação básica’ (segundo parágrafo), o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo ‘à’ justifica-se pela regência do termo ‘direito’ combinada à presença do artigo definido feminino antecedente ao vocábulo ‘educação’.","concept":"A preposição vem do nome regente, não do adjetivo vizinho","citation":null,"trap_note":"Quando o item explica a crase, pergunte de quem é a regência. A banca costuma apontar o adjetivo ou o particípio mais próximo, quando quem exige a preposição é o substantivo núcleo."}},{"id":"faff31fb2c21","number":11,"stem":22,"statement":"O segmento “contra a” (antepenúltimo período) poderia ser substituído por à despeito da, sem prejuízo do sentido e da correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A locução prepositiva é “a despeito de”, formada com o substantivo masculino “despeito”, que não admite artigo feminino e, portanto, nunca recebe acento grave. Além disso, “a despeito de” exprime concessão, e não oposição, o que alteraria o sentido de “contra a garantia”. A reescrita proposta é incorreta em ambas as frentes.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"à despeito da","corrected_statement":"O segmento “contra a” (antepenúltimo período) não poderia ser substituído por à despeito da, sob pena de prejuízo do sentido e da correção gramatical do texto.","concept":"“a despeito de” tem núcleo masculino e nunca leva acento","citation":null,"trap_note":"Locuções iniciadas por “a” com núcleo masculino — a despeito de, a respeito de, a partir de, a fim de — jamais recebem acento. Só o núcleo feminino acentua."}},{"id":"692cc111939d","number":12,"stem":23,"statement":"A supressão do acento indicativo de crase empregado no vocábulo “à”, em “à qual” (segundo período do terceiro parágrafo), manteria a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A locução verbal “ter acesso a” exige a preposição, e o pronome relativo “a qual” traz o artigo que retoma “esfera especial e profissional”. Preposição mais pronome relativo feminino resultam em “à qual”, e o teste do masculino confirma: o campo ao qual se tem acesso. Sem o acento, a preposição exigida ficaria sem marca.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"manteria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"A supressão do acento indicativo de crase empregado no vocábulo “à”, em “à qual” (segundo período do terceiro parágrafo), prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"Crase diante de a qual quando o termo anterior rege preposição","citation":null,"trap_note":"Com “a qual” e “as quais”, use o masculino: se sai “ao qual”, o feminino leva acento. É o teste mais rápido do assunto."}},{"id":"41c099b672ad","number":12,"stem":24,"statement":"Em “a minorias raciais” (segundo período do terceiro parágrafo), é facultativo o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a”.","answer":"E","source":{"slug":"CODEVASF_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Pertencentes” rege preposição “a”, mas “minorias raciais” está no plural sem artigo, em referência genérica, e o vocábulo “a” é singular. Um “a” singular não recebe acento diante de plural; a forma com artigo seria “às minorias raciais”. Logo, não há duas grafias à escolha.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"é facultativo o emprego do sinal indicativo de crase","corrected_statement":"Em “a minorias raciais” (segundo período do terceiro parágrafo), é proibido o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a”.","concept":"Plural sem artigo com “a” no singular","citation":null,"trap_note":"Repare no número das duas palavras antes de qualquer regra: “a” singular diante de substantivo plural só admite acento virando “às”, o que já é outra frase."}},{"id":"545c858af4ac","number":13,"stem":25,"statement":"O emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “à”, em “à porta do apartamento” (quarto período do segundo parágrafo), é obrigatório.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O acento impresso mostra que preposição e artigo já estão ambos presentes. “Porta” é substantivo comum feminino determinado pelo especificador “do apartamento”, de modo que o artigo definido não pode ser suprimido, e a construção funciona como adjunto adverbial de lugar introduzido por preposição. Restando as duas condições inevitáveis, o emprego é obrigatório.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjunto de lugar feminino determinado: crase obrigatória","citation":null,"trap_note":"Facultatividade só existe onde o artigo pode cair. Com especificador “do/da”, ele não cai — e o item de “obrigatório × facultativo” se resolve por aí."}},{"id":"36f6107b016d","number":13,"stem":26,"statement":"O emprego do sinal indicativo de crase em “àquilo” (segundo período do terceiro parágrafo) é facultativo.","answer":"E","source":{"slug":"CNJ_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Fiéis” rege preposição “a”, e o termo seguinte é o demonstrativo “aquilo”, que se contrai obrigatoriamente com essa preposição, resultando em “àquilo”. A contração não é ornamento nem opção: sem o acento, a preposição exigida pelo adjetivo desapareceria. Não há duas grafias possíveis.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"é facultativo","corrected_statement":"O emprego do sinal indicativo de crase em “àquilo” (segundo período do terceiro parágrafo) é obrigatório.","concept":"Contração obrigatória de a com aquele, aquela e aquilo","citation":null,"trap_note":"Diante de aquele, aquela, aquilo o acento marca a preposição, não um artigo. Se o termo anterior rege “a”, a contração é obrigatória — e nunca facultativa."}},{"id":"2d1def2fe46a","number":13,"stem":27,"statement":"No trecho “em referência a” (primeiro período do texto), a inserção do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” seria gramaticalmente incorreta.","answer":"C","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A locução “em referência a” exige a preposição, o que satisfaz a primeira condição, mas o termo seguinte é “uma pessoa ou grupo”, encabeçado por artigo indefinido. Sem artigo definido feminino não há fusão a marcar, e a coordenação com o masculino “grupo” reforça a leitura indeterminada. O acento seria incorreto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Artigo indefinido bloqueia a crase","citation":null,"trap_note":"Não julgue o “a” isolado: leia o que vem imediatamente depois. É o determinante seguinte, e não a locução anterior, que decide o acento."}},{"id":"8024655ee910","number":15,"stem":28,"statement":"É facultativo o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a”, no trecho “acesso a elas” (terceiro período do segundo parágrafo).","answer":"E","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em “acesso a elas” o “a” é preposição exigida por “acesso”, mas o termo seguinte é pronome pessoal. Pronome pessoal não admite artigo, e sem artigo não há o que fundir. Não se trata de escolha entre duas grafias: o acento é proibido.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"É facultativo o emprego do sinal indicativo de crase","corrected_statement":"É proibido o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a”, no trecho “acesso a elas” (terceiro período do segundo parágrafo).","concept":"Pronome pessoal não aceita artigo","citation":null,"trap_note":"“a ela”, “a elas”, “a ele”, “a Vossa Senhoria”: pronomes pessoais e de tratamento dispensam artigo, e por isso jamais recebem o acento grave."}},{"id":"78ce8f67d2f9","number":20,"stem":29,"statement":"No trecho “a promoção da educação ambiental e a valorização do conhecimento tradicional das comunidades” (final do último parágrafo), é facultativo o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a”, em ambas as suas ocorrências.","answer":"E","source":{"slug":"FNDE_24_PSS","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em “a promoção da educação ambiental e a valorização do conhecimento tradicional”, os dois vocábulos “a” são artigos definidos que encabeçam núcleos coordenados do objeto de “incluem”. Não há qualquer termo exigindo preposição antes deles. Faltando a preposição, a crase não é facultativa: é impossível.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"é facultativo o emprego do sinal indicativo de crase","corrected_statement":"No trecho “a promoção da educação ambiental e a valorização do conhecimento tradicional das comunidades” (final do último parágrafo), é proibido o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a”, em ambas as suas ocorrências.","concept":"Artigo sem preposição não gera crase","citation":null,"trap_note":"Antes de discutir acento, localize o verbo ou nome que rege o trecho. Se o “a” encabeça sujeito ou objeto direto, a discussão acabou: não há preposição."}},{"id":"04eb7d8c1c66","number":21,"stem":30,"statement":"O trecho “e temos de lhes ser gratos” (primeiro período do último parágrafo) poderia se reescrito corretamente da seguinte forma: e temos de ser gratos à eles.","answer":"E","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Grato” rege preposição “a”, de modo que a reescrita com “eles” exige apenas “a eles”. Pronome pessoal não admite artigo, e sem artigo não há fusão a marcar. “À eles” é forma inexistente na língua.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"à eles","corrected_statement":"O trecho “e temos de lhes ser gratos” (primeiro período do último parágrafo) poderia se reescrito corretamente da seguinte forma: e temos de ser gratos a eles.","concept":"Pronome pessoal não aceita artigo, logo não há crase","citation":null,"trap_note":"Sempre que a banca troca um pronome oblíquo átono (lhe, lhes) por “a ele(s)”/“a ela(s)”, o teste é único: pronome pessoal não recebe artigo, então o “a” fica sem acento."}},{"id":"14266cc9e11d","number":4,"stem":31,"statement":"O emprego do sinal indicativo de crase em “à hora da passagem do ano” (primeiro período do primeiro parágrafo) é facultativo, ou seja, a sua retirada não prejudicaria a correção gramatical nem o sentido original do texto.","answer":"E","source":{"slug":"SERPRO_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“À hora da passagem do ano” é adjunto adverbial de tempo introduzido por preposição, e “hora” vem determinada pelo especificador “da passagem do ano”, o que torna o artigo definido indispensável. Retirado o acento, o leitor passaria a ler “hora” como complemento direto de “acordar”, o que desfaz a construção. Preposição e artigo estão ambos presentes e nenhum deles é dispensável.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"é facultativo, ou seja, a sua retirada não prejudicaria a correção gramatical","corrected_statement":"O emprego do sinal indicativo de crase em “à hora da passagem do ano” (primeiro período do primeiro parágrafo) é obrigatório, ou seja, a sua retirada prejudicaria a correção gramatical e o sentido original do texto.","concept":"Substantivo determinado por especificador exige o artigo","citation":null,"trap_note":"O complemento “de + especificador” é o melhor sinal de que o artigo não pode cair: à hora da virada, à saúde da vítima, à presença do açúcar, às regras da administração."}},{"id":"f61dbe6e8eed","number":7,"stem":32,"statement":"É facultativo o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” presente no trecho “pode expor empresas a riscos substanciais” (segundo período do segundo parágrafo).","answer":"E","source":{"slug":"DATAPREV_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em “expor empresas a riscos substanciais” o “a” é preposição exigida por “expor a”, mas o termo seguinte é masculino plural. Palavra masculina não admite o artigo feminino, e sem artigo não existe fusão. A crase não é facultativa: é impossível.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"É facultativo o emprego do sinal indicativo de crase","corrected_statement":"É proibido o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” presente no trecho “pode expor empresas a riscos substanciais” (segundo período do segundo parágrafo).","concept":"Palavra masculina não aceita o artigo feminino","citation":null,"trap_note":"Confirmada a preposição, olhe o gênero antes de qualquer outra coisa. Masculino encerra o item, por mais que o verbo regente pareça pedir “à”."}},{"id":"a026abfe6b9b","number":8,"stem":33,"statement":"Em “Chegada a obra-prima” (quarto período do primeiro parágrafo), o emprego do sinal indicativo de crase é facultativo, de modo que seu emprego manteria os sentidos originais do texto.","answer":"E","source":{"slug":"CAU_BR_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Chegada a obra-prima” há oração reduzida de particípio, e “a obra-prima” funciona como sujeito de “chegada”, não como complemento preposicionado. Nenhum termo exige a preposição “a”, de modo que o vocábulo é apenas artigo definido. Faltando a primeira condição, o acento é impossível.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"o emprego do sinal indicativo de crase é facultativo","corrected_statement":"Em “Chegada a obra-prima” (quarto período do primeiro parágrafo), o emprego do sinal indicativo de crase é proibido, uma vez que o termo funciona como sujeito da oração reduzida.","concept":"Sujeito não vem preposicionado, logo não há crase","citation":null,"trap_note":"Particípio inicial seguido de substantivo feminino (“Terminada a reunião”, “Chegada a hora”) é oração reduzida com sujeito posposto. Sujeito não aceita preposição."}},{"id":"2acaecde24b6","number":8,"stem":34,"statement":"O acréscimo do sinal indicativo de crase no segmento “a água potável segura” (último período) prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"MMA_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Ter acesso” rege preposição “a”, de modo que a primeira condição está garantida. “Água potável segura” aparece em sentido genérico, e por isso o artigo definido pode estar presente ou ausente: tanto “acesso a água potável segura” quanto “acesso à água potável segura” são corretos. Acrescentar o acento, portanto, não fere a correção.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"prejudicaria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"O acréscimo do sinal indicativo de crase no segmento “a água potável segura” (último período) não prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"Preposição garantida e artigo dispensável: as duas grafias valem","citation":null,"trap_note":"Com preposição obrigatória e substantivo em sentido genérico, a crase é de fato facultativa. É o único caso, fora dos três clássicos, em que “tanto faz” é resposta certa."}},{"id":"9746de420bd5","number":9,"stem":35,"statement":"É facultativo o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” em “perante a sociedade” (segundo período do segundo parágrafo).","answer":"E","source":{"slug":"CGE_RJ_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Perante” já é uma preposição e não se combina com outra: o vocábulo “a” que a segue é simples artigo definido determinando “sociedade”. Falta, portanto, a preposição “a” que formaria a fusão. Sem a primeira condição, o acento é impossível, e não há alternativa de grafia.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"É facultativo o emprego do sinal indicativo de crase","corrected_statement":"É proibido o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” em “perante a sociedade” (segundo período do segundo parágrafo).","concept":"Depois de outra preposição, o “a” é só artigo","citation":null,"trap_note":"Perante, durante, mediante, contra, sobre e para já são preposições: o “a” que vem depois delas é artigo puro e nunca leva acento."}},{"id":"524d267962cd","number":9,"stem":36,"statement":"Na expressão “destinados ao cidadão” (final do quarto parágrafo), a correção gramatical seria mantida se o termo “ao cidadão” fosse substituído por à população.","answer":"C","source":{"slug":"TBG_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Destinados” rege preposição “a”, o que se vê na contração “ao” do original. Trocando o núcleo masculino por um feminino determinado, a mesma preposição se funde com o artigo “a” e o resultado tem de ser “à população”. É exatamente o teste do masculino aplicado ao contrário, e ele confirma a correção da forma proposta.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“ao” masculino corresponde a “à” feminino","citation":null,"trap_note":"Quando o texto já traz “ao” diante de palavra masculina, a versão feminina equivalente leva acento obrigatoriamente. É o teste do masculino usado como prova, não como suspeita."}},{"id":"a3c17b148c18","number":9,"stem":37,"statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, o emprego de acento indicativo de crase no “a”, em “a condições”, manteria a correção gramatical do texto e garantiria o paralelismo sintático do período em face do segmento “à falta de políticas adequadas de prevenção”.","answer":"E","source":{"slug":"DATAPREV_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em “suscetíveis a condições de risco” o substantivo está no plural e sem artigo, mas o vocábulo “a” é singular: acentuá-lo produziria “à condições”, forma agramatical. O paralelismo invocado não se sustenta, pois em “à falta de políticas adequadas” o núcleo é singular e determinado pelo especificador. Mesma preposição, determinantes e números diferentes.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"manteria a correção gramatical do texto e garantiria o paralelismo sintático","corrected_statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, o emprego de acento indicativo de crase no “a”, em “a condições”, prejudicaria a correção gramatical do texto, em face do segmento “à falta de políticas adequadas de prevenção”.","concept":"Paralelismo não impõe artigo onde ele não existe","citation":null,"trap_note":"Coordenar dois complementos não obriga os dois a terem artigo. A banca usa o argumento do paralelismo justamente onde o número ou a determinação diferem."}},{"id":"f6969536f8c9","number":10,"stem":38,"statement":"Estaria mantida a correção gramatical do texto caso fosse empregado o acento indicativo de crase no vocábulo “a” em “a distribuição desigual de oportunidades” (último período do texto), visto que seu emprego é facultativo nesse caso.","answer":"E","source":{"slug":"BCB_24","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em “a distribuição desigual de oportunidades” o artigo feminino já está escrito: é o próprio vocábulo “a”. Restaria saber se há preposição, e o período original está correto sem acento — logo não há termo anterior que exija “a”. Acrescentar o acento seria marcar a fusão de uma preposição inexistente. Facultatividade, além disso, pressuporia que o artigo pudesse ser dispensado, o que não é o caso diante de substantivo comum determinado.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"seu emprego é facultativo nesse caso","corrected_statement":"Não estaria mantida a correção gramatical do texto caso fosse empregado o acento indicativo de crase no vocábulo “a” em “a distribuição desigual de oportunidades” (último período do texto), visto que seu emprego é proibido nesse caso.","concept":"Crase exige preposição e artigo; só o artigo não basta","citation":null,"trap_note":"Crase facultativa existe em três terrenos apenas: nome próprio feminino, pronome possessivo feminino e depois de “até”. Diante de substantivo comum, a resposta é obrigatória ou proibida — nunca opcional."}},{"id":"d655a50a6343","number":10,"stem":39,"statement":"No trecho “correspondem a novas ansiedades emergentes” (final do segundo parágrafo), seria gramaticalmente correta a inserção do acento indicativo de crase no vocábulo “a”, haja vista a regência do verbo corresponder e a flexão da palavra “novas” no feminino.","answer":"E","source":{"slug":"MEC_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"A regência de “corresponder a” está corretamente apontada, mas gênero feminino não produz artigo: em “a novas ansiedades emergentes” o substantivo está no plural e sem artigo, precedido do modificador “novas”. Um “a” singular não pode ser acentuado diante de plural; a forma com artigo seria “às novas ansiedades”. A justificativa pelo gênero é falsa.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"a flexão da palavra “novas” no feminino","corrected_statement":"No trecho “correspondem a novas ansiedades emergentes” (final do segundo parágrafo), seria gramaticalmente incorreta a inserção do acento indicativo de crase no vocábulo “a”, haja vista a ausência de artigo definido diante do plural “novas ansiedades emergentes”.","concept":"Gênero feminino não é causa de crase; artigo é","citation":null,"trap_note":"Ser palavra feminina é condição necessária, nunca suficiente. Quando o item justifica o acento “porque a palavra é feminina”, a justificativa já está errada."}},{"id":"12beaa85a8b6","number":13,"stem":40,"statement":"Em “à vida” (segundo período do primeiro parágrafo), é facultativo o emprego do acento indicativo de crase no vocábulo “à”.","answer":"E","source":{"slug":"CAPES_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Ligado” rege preposição “a”, e “vida” vem determinada por “em sociedade”, referindo um objeto específico já tematizado no período anterior. Com preposição exigida e artigo indispensável, a fusão ocorre e tem de ser marcada. Retirar o acento produziria erro, não uma segunda grafia possível.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"é facultativo o emprego do acento indicativo de crase","corrected_statement":"Em “à vida” (segundo período do primeiro parágrafo), é obrigatório o emprego do acento indicativo de crase no vocábulo “à”.","concept":"Regência de “ligado a” somada a substantivo determinado","citation":null,"trap_note":"Particípios como ligado, relacionado, associado, submetido, exposto e destinado carregam a preposição. Resolvido esse lado, o item se decide só pela determinação do substantivo."}},{"id":"3e70c7328e69","number":14,"stem":41,"statement":"No trecho ‘os povos aborígenes tentam submeter os europeus a suas leis’ (segundo parágrafo), a inserção do sinal indicativo de crase no vocábulo ‘a’ resultaria em incorreção gramatical no texto.","answer":"C","source":{"slug":"TJ_ES_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em “submeter os europeus a suas leis” o “a” está no singular e o termo seguinte, “suas leis”, está no plural. Ainda que diante de possessivo feminino o artigo seja facultativo, a forma acentuada teria de ser “às suas leis”; “à suas leis” é agramatical por falta de concordância. Inserir o sinal sobre o “a” singular produz incorreção.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“a” singular não pode receber acento diante de plural","citation":null,"trap_note":"Antes de discutir facultatividade diante de possessivo, confira o número. Se o item manda acentuar um “a” singular diante de substantivo plural, a resposta é erro, e o assunto morre aí."}},{"id":"c9a15269c74e","number":20,"stem":42,"statement":"É obrigatório o emprego do acento indicativo de crase no vocábulo “às” em “às regras gerais da administração pública” (quarto período do último parágrafo).","answer":"C","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NTJ","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Submeter-se” rege preposição “a”, e “regras gerais da administração pública” vem determinado pelo especificador, o que impõe o artigo definido plural “as”. Preposição mais artigo resultam em “às”, fusão de marcação obrigatória. O teste do masculino confirma: submete-se aos procedimentos gerais.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Regência de submeter-se somada a substantivo determinado","citation":null,"trap_note":"O teste do masculino resolve o plural do mesmo jeito que o singular: se o equivalente masculino pede “aos”, o feminino pede “às”."}},{"id":"2a99e781be1d","number":20,"stem":43,"statement":"De acordo com as normas gramaticais, é facultativo o emprego do sinal indicativo de crase na expressão “à tona” (segundo período do primeiro parágrafo).","answer":"E","source":{"slug":"DATAPREV_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“À tona” é locução adverbial feminina, expressão fixa em que o acento é imposto por convenção, independentemente de discussão sobre artigo. “Tona” sequer ocorre isoladamente na língua corrente. A supressão do sinal desfaria a locução e tornaria o período incorreto.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"é facultativo o emprego do sinal indicativo de crase na expressão “à tona”","corrected_statement":"De acordo com as normas gramaticais, é obrigatório o emprego do sinal indicativo de crase na expressão “à tona” (segundo período do primeiro parágrafo).","concept":"Locução adverbial feminina fixa","citation":null,"trap_note":"Nas locuções femininas cristalizadas — à tona, à toa, à beça, às pressas, à revelia — não se pergunta se há artigo. Elas já vêm acentuadas."}},{"id":"75c0d362c440","number":33,"stem":44,"statement":"No segmento “a essa situação” (segundo período), poderia ser corretamente inserido o acento indicativo de crase no vocábulo “a”, em razão da presença do pronome “essa”.","answer":"E","source":{"slug":"INPI_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Os demonstrativos “essa”, “esta” e “aquela” não admitem artigo definido antes de si, de modo que a presença de “essa” não autoriza nada: ao contrário, é o que impede a fusão. Só os demonstrativos da série “aquele”, “aquela”, “aquilo” se contraem com a preposição, gerando “àquele”, “àquela”, “àquilo”. Em “a essa situação” há apenas a preposição regida por “levar”.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"em razão da presença do pronome “essa”","corrected_statement":"No segmento “a essa situação” (segundo período), não poderia ser inserido o acento indicativo de crase no vocábulo “a”, em razão da presença do pronome “essa”, que não admite artigo definido.","concept":"Só aquele, aquela e aquilo se contraem com a preposição a","citation":null,"trap_note":"Guarde a fronteira: a esse, a essa, a este, a esta — sem acento; àquele, àquela, àquilo — com acento. O item costuma inverter justamente essa linha."}},{"id":"39ee48ebd6b8","number":2,"stem":45,"statement":"O emprego do sinal indicativo de crase em “à falível ideia” (segundo período do primeiro parágrafo) é facultativo, logo a sua retirada não prejudicaria a correção gramatical nem o sentido original do texto.","answer":"E","source":{"slug":"BANRISUL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Apego” rege preposição “a”, e “ideia” vem duplamente determinada, pelo adjetivo “falível” e pela oração “de que há alguém ou algo perfeito”. Com o artigo definido indispensável, a fusão é obrigatória e sua retirada produziria erro. O teste do masculino confirma: apego ao falível conceito.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"é facultativo, logo a sua retirada não prejudicaria a correção gramatical","corrected_statement":"O emprego do sinal indicativo de crase em “à falível ideia” (segundo período do primeiro parágrafo) é obrigatório, logo a sua retirada prejudicaria a correção gramatical e o sentido original do texto.","concept":"Substantivo determinado por adjetivo e por oração completiva","citation":null,"trap_note":"Determinação não vem só de “do/da”: adjetivo anteposto e oração explicativa também fixam o referente e tornam o artigo indispensável."}},{"id":"413b9939faa3","number":4,"stem":46,"statement":"No segundo período do segundo parágrafo, o emprego do sinal indicativo de crase no “a” que antecede “racismo” prejudicaria a correção do texto.","answer":"C","source":{"slug":"PGE_RJ_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Infrações relacionadas a racismo e discriminação”, o “a” é preposição exigida por “relacionadas”, mas a palavra seguinte, “racismo”, é masculina. Palavra masculina não admite o artigo feminino “a”, e sem ele não há fusão. O acento tornaria o período incorreto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Crase proibida diante de palavra masculina","citation":null,"trap_note":"A exceção do masculino é a elipse de “à moda de” (bife à milanesa). Fora dela, palavra masculina fecha a porta — e a banca gosta de colocar uma feminina logo depois, como “discriminação”, para embaralhar a leitura."}},{"id":"643065d86183","number":5,"stem":47,"statement":"Na oração “eles respiravam de antemão o ar que estava à frente” (primeiro período do primeiro parágrafo), é obrigatório o emprego do acento indicativo de crase no vocábulo “à”.","answer":"C","source":{"slug":"SECONT_ES_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“À frente” é locução adverbial de lugar formada com palavra feminina, e nesse caso o acento é obrigatório por convenção, independentemente de o artigo ser ou não dispensável. A supressão do sinal desfaria a locução e deixaria “frente” como núcleo nominal, o que não cabe no período. Não há margem de escolha.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Locução adverbial feminina exige acento grave","citation":null,"trap_note":"À frente, à noite, à vista, às pressas, à toa, à direita, à mão, à tona: locuções femininas vêm prontas e sempre acentuadas. Não passe por elas aplicando o teste do masculino."}},{"id":"f63197479dc8","number":6,"stem":48,"statement":"No primeiro período do primeiro parágrafo, o emprego do sinal indicativo de crase em “à entrega” deve-se à regência do nome “submissão” e à determinação do vocábulo “entrega” por artigo definido.","answer":"C","source":{"slug":"POLC_AL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Submissão” herda a regência de “submeter-se a” e exige a preposição, o que satisfaz a primeira condição. “Entrega” vem determinada por “de seu material genético”, o que impõe o artigo definido feminino. Reunidas as duas, a fusão existe e o acento é obrigatório, exatamente como o item descreve.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Regência do nome mais determinação por artigo definido","citation":null,"trap_note":"Quando o item acerta a dupla explicação (regência do termo anterior + artigo no termo seguinte), ele costuma estar certo. O erro típico é trocar o termo regente por um vizinho."}},{"id":"daf96d8c1123","number":7,"stem":49,"statement":"Caso fosse inserido o sinal indicativo de crase no vocábulo “a”, no trecho “em meio a uma crise” (primeiro período do segundo parágrafo), a correção gramatical do texto seria prejudicada.","answer":"C","source":{"slug":"SEDUC_AL_21","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Em meio a” é locução prepositiva que fornece a preposição, mas o termo seguinte traz o artigo indefinido “uma”. O indefinido ocupa o lugar do artigo definido, e sem definido não há fusão a marcar. O acento tornaria o período incorreto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Locução prepositiva com artigo indefinido depois","citation":null,"trap_note":"Locução que termina em “a” — em meio a, quanto a, devido a, graças a — garante só a preposição. O acento depende do que vem depois, e “uma” o proíbe."}},{"id":"f79d9421c9b1","number":9,"stem":50,"statement":"No quinto período do primeiro parágrafo, o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “à”, em “à porta”, justifica-se pela combinação de dois fatores: a regência do verbo “ver” e o gênero feminino da palavra “porta”.","answer":"E","source":{"slug":"INSS_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Ver” é transitivo direto e não rege preposição alguma: o objeto direto do período é “a cara do mascate”. O acento em “à porta” pertence ao adjunto adverbial de lugar, locução feminina determinada, e não ao complemento do verbo. Gênero feminino, além disso, nunca é por si causa de crase.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"a regência do verbo “ver”","corrected_statement":"No quinto período do primeiro parágrafo, o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “à”, em “à porta”, justifica-se pela locução adverbial de lugar formada com palavra feminina determinada, e não pela regência do verbo “ver”.","concept":"Adjunto adverbial de lugar × objeto direto do verbo","citation":null,"trap_note":"Verbos transitivos diretos (ver, conhecer, fazer, buscar) nunca fornecem a preposição. Se há acento perto deles, ele vem de um adjunto, não da regência."}},{"id":"bfd35e5f7c91","number":9,"stem":51,"statement":"Estaria mantida a correção gramatical do quinto período do primeiro parágrafo caso fosse empregado o sinal indicativo de crase no “a” que antecede o nome “formas”.","answer":"E","source":{"slug":"POLC_AL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"No quinto período, “reduzidos a formas, cores e texturas” traz a preposição regida por “reduzidos”, mas o substantivo está no plural e sem artigo, em enumeração genérica. Um “a” singular não pode receber acento diante de plural; a forma com artigo seria “às formas”, que alteraria a leitura enumerativa. O emprego proposto é incorreto.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Estaria mantida a correção gramatical","corrected_statement":"Não estaria mantida a correção gramatical do quinto período do primeiro parágrafo caso fosse empregado o sinal indicativo de crase no “a” que antecede o nome “formas”.","concept":"“a” singular não recebe acento diante de plural sem artigo","citation":null,"trap_note":"Enumerações genéricas (“reduzidos a formas, cores e texturas”) dispensam artigo por natureza. Se o item manda acentuar o “a” singular ali, a resposta é erro."}},{"id":"a8c4d139e6d7","number":10,"stem":52,"statement":"Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto caso o segmento “às políticas públicas” (segundo período do quarto parágrafo) fosse substituído por a políticas públicas.","answer":"C","source":{"slug":"MCOM_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Relativa” rege preposição “a”, que se mantém em qualquer das duas grafias. O artigo definido em “às políticas públicas” é dispensável, pois o plural pode ser lido genericamente, e sua supressão não afeta a sintaxe nem a coerência do período. Por isso “a políticas públicas” continua correto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Plural genérico admite artigo ou sua ausência","citation":null,"trap_note":"Substituir “às” por “a” diante de plural costuma ser possível. Só não é quando um especificador determina o núcleo — às políticas públicas do governo exigiria o artigo."}},{"id":"174c1a3035a8","number":10,"stem":53,"statement":"Em “uma intolerância leve à presença desse tipo de açúcar” (final do quarto parágrafo), é facultativo o uso do sinal indicativo de crase no vocábulo “à”.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_SAO_CRISTOVAO_SE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Intolerância a” rege preposição, e “presença” vem determinada pelo especificador “desse tipo de açúcar”, o que impõe o artigo definido. Estando as duas condições presentes e nenhuma delas dispensável, a fusão é obrigatória. Retirar o acento seria erro.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"é facultativo o uso do sinal indicativo de crase","corrected_statement":"Em “uma intolerância leve à presença desse tipo de açúcar” (final do quarto parágrafo), é obrigatório o uso do sinal indicativo de crase no vocábulo “à”.","concept":"Substantivo abstrato regente mais núcleo determinado","citation":null,"trap_note":"Substantivos que herdam a regência do verbo — intolerância, submissão, referência, acesso, obediência — pedem “a”. Resolvido isso, tudo depende da determinação do núcleo seguinte."}},{"id":"ad67ce1687fb","number":15,"stem":54,"statement":"No trecho ‘à compreensão e à resolução das tarefas’ (final do quarto parágrafo), a supressão do sinal indicativo de crase no vocábulo ‘à’, em suas duas ocorrências, resultaria em incorreção gramatical no texto.","answer":"C","source":{"slug":"SEE_PE_22_ESPECIAL_MUSICA","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"A locução “no que diz respeito a” exige a preposição, e tanto “compreensão” quanto “resolução” vêm determinadas pelo especificador “das tarefas”, o que impõe o artigo definido em cada núcleo. Suprimir os acentos apagaria a preposição exigida pela locução. Por isso as duas ocorrências são obrigatórias.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Locução prepositiva regente mais núcleos determinados","citation":null,"trap_note":"Em enumeração de complementos, cada núcleo repete a preposição e o artigo. Se o primeiro leva acento, o segundo leva pelo mesmo motivo."}},{"id":"4496841482bc","number":18,"stem":55,"statement":"Caso a expressão “a todas” fosse suprimida do terceiro período do primeiro parágrafo, o sinal indicativo de crase deveria ser necessariamente empregado no vocábulo “as” que precede “relações”, para que a correção gramatical do texto fosse mantida.","answer":"C","source":{"slug":"PC_AL_22_DELEGADO","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Subjacente” rege preposição “a”, e em “subjacente a todas as relações” o artigo definido aparece depois de “todas”, razão por que o “a” inicial fica sem acento. Suprimido “a todas”, preposição e artigo passam a ficar lado a lado diante de “relações”, termo determinado por “da República”. As duas condições se encontram, e a fusão tem de ser marcada: “às relações”.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Pronome “todas” separa preposição e artigo; suprimido, eles se fundem","citation":null,"trap_note":"“a todas as”, “a cada uma das”, “a esta mesma” escondem o artigo depois do quantificador. Retire o intercalado e veja se preposição e artigo passam a se tocar — aí a crase volta."}},{"id":"1ff835bc9f19","number":3,"stem":56,"statement":"A inclusão do sinal indicativo de crase no vocábulo “a”, em “atrelado a apenas uma língua indígena” (quarto parágrafo), manteria a correção gramatical do texto, pois, nesse caso, o emprego do acento é facultativo.","answer":"E","source":{"slug":"ICMBIO_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Atrelado” rege preposição “a”, mas o termo seguinte traz o artigo indefinido “uma”, precedido ainda de “apenas”. O artigo indefinido ocupa o lugar do definido, e sem artigo definido não há fusão a marcar. O acento produziria “à apenas uma língua”, forma incorreta.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"pois, nesse caso, o emprego do acento é facultativo","corrected_statement":"A inclusão do sinal indicativo de crase no vocábulo “a”, em “atrelado a apenas uma língua indígena” (quarto parágrafo), prejudicaria a correção gramatical do texto, pois, nesse caso, o emprego do acento é proibido.","concept":"Artigo indefinido impede a crase","citation":null,"trap_note":"Advérbios intercalados (apenas, somente, mesmo) não mudam nada: olhe o determinante que vem logo depois. Sendo “uma”, o acento está proibido."}},{"id":"2f1336ef5cb8","number":3,"stem":57,"statement":"Em “sua eficácia é atribuída à sua fatalidade, não à sua intensidade visível” (segundo parágrafo), o emprego do acento indicativo de crase é facultativo em ambas as ocorrências.","answer":"C","source":{"slug":"SERIS_AL_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Atribuída a” garante a preposição em ambas as ocorrências, de modo que a primeira condição está satisfeita. O que segue é o pronome possessivo feminino “sua”, diante do qual o artigo definido pode ser usado ou omitido. Como apenas o artigo oscila, as duas grafias são corretas e o acento é de fato facultativo nos dois casos.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Artigo facultativo diante de possessivo feminino","citation":null,"trap_note":"Possessivo feminino no singular é um dos três terrenos de facultatividade, ao lado de nome próprio feminino e de “até”. No plural, a escolha continua, mas entre “a suas” e “às suas”."}},{"id":"5e409eaa0668","number":6,"stem":58,"statement":"É obrigatório o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “às” em “era contrária às formas agressivas usadas em sua época” (segundo parágrafo).","answer":"C","source":{"slug":"SESAU_AL_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Contrária” rege preposição “a”, e o termo seguinte vem determinado pela especificação “usadas em sua época”, o que exige o artigo definido plural. Trocando por um equivalente masculino, o resultado natural é “contrária aos métodos usados em sua época”. As duas condições estão presentes e o acento não é dispensável.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjetivo regente mais substantivo determinado","citation":null,"trap_note":"Adjetivos como contrário, favorável, fiel, sujeito, relativo, referente e alheio trazem a preposição embutida. Com eles, o item se decide na segunda pergunta."}},{"id":"f85ccc29c5c0","number":9,"stem":59,"statement":"O emprego do acento indicativo de crase no trecho “pode causar danos imensuráveis à saúde da vítima” (primeiro período do último parágrafo) é facultativo.","answer":"E","source":{"slug":"PC_SE_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Causar danos a” rege preposição, e “saúde” vem determinada pelo especificador “da vítima”, o que torna o artigo definido indispensável. Com preposição exigida e artigo obrigatório, a fusão existe e precisa ser marcada. O teste do masculino confirma: causar danos ao organismo da vítima.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"é facultativo","corrected_statement":"O emprego do acento indicativo de crase no trecho “pode causar danos imensuráveis à saúde da vítima” (primeiro período do último parágrafo) é obrigatório.","concept":"Substantivo com especificador não dispensa o artigo","citation":null,"trap_note":"“à saúde da vítima”, “à presença do açúcar”, “à hora da virada”: o complemento com “de” determina o núcleo e fecha a porta da facultatividade."}},{"id":"4d4e127cea75","number":10,"stem":60,"statement":"No primeiro período do primeiro parágrafo, o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “à” é facultativo.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_RJ_21_ANALISTA","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“À maneira do Exterminador do futuro” é locução prepositiva formada com palavra feminina, e locuções desse tipo trazem o acento por convenção, independentemente de o artigo ser discutível. A retirada do sinal desfaria a locução e o sentido de “ao modo de”. Não há duas grafias possíveis.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “à” é facultativo","corrected_statement":"No primeiro período do primeiro parágrafo, o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “à” é obrigatório.","concept":"Locução prepositiva feminina exige acento grave","citation":null,"trap_note":"À maneira de, à moda de, à custa de, à espera de, à procura de: locuções femininas vêm acentuadas de fábrica, e é justamente nelas que a banca pergunta se o acento é opcional."}},{"id":"f0dde62a041a","number":10,"stem":61,"statement":"A inserção do sinal indicativo de crase no vocábulo “a”, em “ligados a tecnologia” (terceiro período do último parágrafo), prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_RJ_21_TECNICO","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Ligados” rege preposição “a”, de modo que a primeira condição já está satisfeita. “Tecnologia” aparece em sentido genérico, e nesse uso o artigo definido é dispensável: valem “ligados a tecnologia” e “ligados à tecnologia”. Como só o artigo oscila, a inserção do acento não fere a correção.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"prejudicaria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"A inserção do sinal indicativo de crase no vocábulo “a”, em “ligados a tecnologia” (terceiro período do último parágrafo), não prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"Preposição certa e artigo opcional: duas grafias corretas","citation":null,"trap_note":"Substantivos abstratos sem especificador — tecnologia, água, saúde, educação — costumam admitir artigo ou não. Aí a banca pergunta se acentuar é erro: não é."}},{"id":"1c94b650278a","number":17,"stem":62,"statement":"É facultativo o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “às” em “às nações exportadoras” (quarto período do segundo parágrafo).","answer":"E","source":{"slug":"PREF_PIRESRIO_GO_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Aportar algo a alguém” rege preposição, e “nações exportadoras” é referência definida, retomando as nações de que o parágrafo trata, o que exige o artigo definido plural. Reunidas as duas condições, a fusão resulta em “às” e sua marcação é obrigatória. O teste do masculino confirma: aporta aos países exportadores.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"É facultativo o emprego do sinal indicativo de crase","corrected_statement":"É obrigatório o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “às” em “às nações exportadoras” (quarto período do segundo parágrafo).","concept":"Objeto indireto definido exige artigo e acento","citation":null,"trap_note":"Plural nem sempre é genérico. Quando o grupo já foi delimitado no texto, o artigo é obrigatório e o “às” também."}},{"id":"fc69586a4d7c","number":20,"stem":63,"statement":"Do emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “à”, em “à família” (final do segundo parágrafo), depreende-se que se trata de uma família específica.","answer":"C","source":{"slug":"MJSP_21_PSS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O acento em “pertencente à família” só existe porque, além da preposição exigida por “pertencente”, há o artigo definido “a”. Artigo definido individualiza o referente. Sem ele o texto diria “pertencente a família”, de leitura genérica; com ele, trata-se da família de que o texto fala.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"O artigo que gera a crase é o mesmo que determina o substantivo","citation":null,"trap_note":"Quando o item pergunta o que o acento significa, e não se ele cabe, a resposta quase sempre é a determinação: o artigo definido aponta um referente específico."}},{"id":"68dffbaa28ea","number":30,"stem":64,"statement":"No trecho “As invenções relacionadas à escrita tinham muitas vezes efeitos colaterais inesperados”, o emprego do sinal indicativo de crase justifica-se pela fusão de preposição e artigo feminino em uma locução adverbial de modo.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_21_NS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Em “relacionadas à escrita” não há locução adverbial: o acento resulta da preposição regida pelo particípio “relacionadas” somada ao artigo definido que determina “escrita”, tema já referido no texto. Locução adverbial de modo é construção fixa do tipo “às pressas”, “à vontade”, o que não é o caso. A justificativa aponta um mecanismo inexistente no trecho.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"em uma locução adverbial de modo","corrected_statement":"No trecho “As invenções relacionadas à escrita tinham muitas vezes efeitos colaterais inesperados”, o emprego do sinal indicativo de crase justifica-se pela fusão da preposição exigida por “relacionadas” com o artigo definido feminino que determina “escrita”.","concept":"Regência de particípio × locução adverbial fixa","citation":null,"trap_note":"Distinga as duas origens do acento: fusão de preposição regida com artigo, ou locução feminina pronta. Se a expressão não é fixa, a explicação por locução é falsa."}},{"id":"c6e596369563","number":6,"stem":65,"statement":"A supressão do sinal indicativo de crase na expressão “à mão” (primeiro período do segundo parágrafo) alteraria o sentido do texto e prejudicaria sua coerência.","answer":"C","source":{"slug":"DPDF_20_ANALISTA","ano":2020},"explanation":{"verdict_reason":"“À mão” é locução adverbial feminina e significa ali, ao alcance, sentido exigido pelo contexto de buscar o culpado mais acessível. Sem o acento, “a mão” passa a ser artigo mais substantivo, designando a parte do corpo. A supressão, portanto, destrói a locução e a coerência do período.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Locução adverbial feminina distinguida pelo acento","citation":null,"trap_note":"Alguns pares só se distinguem pelo acento: à mão × a mão, à noite × a noite, à vista × a vista. Nesses casos o sinal carrega sentido, não apenas correção."}},{"id":"d11572f9a92b","number":15,"stem":66,"statement":"A correção gramatical do texto seria mantida caso se inserisse o acento indicativo de crase no vocábulo “a” presente no trecho “daqui a alguns anos” (R.14), visto que o emprego desse sinal é optativo nesse caso.","answer":"E","source":{"slug":"TC_DF_20_ACE","ano":2020},"explanation":{"verdict_reason":"Em “daqui a alguns anos” o “a” é preposição pura que marca distância temporal futura, e o termo seguinte é masculino plural, precedido do indefinido “alguns”. Não existe artigo feminino no trecho. Sem a segunda condição, o acento é impossível, e não há grafia alternativa a escolher.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"visto que o emprego desse sinal é optativo nesse caso","corrected_statement":"A correção gramatical do texto não seria mantida caso se inserisse o acento indicativo de crase no vocábulo “a” presente no trecho “daqui a alguns anos” (R.14), visto que o emprego desse sinal é proibido nesse caso.","concept":"“daqui a” é preposição de tempo, sem artigo","citation":null,"trap_note":"Tempo futuro não leva acento: daqui a pouco, daqui a três dias. Tempo passado usa “há”. O acento grave só aparece em hora determinada: às três horas, à meia-noite."}},{"id":"403f2a821df8","number":12,"stem":67,"statement":"Seriam mantidos o sentido e a correção gramatical do texto se, no trecho ‘e contra todos que querem manter o povo brasileiro atado ao atraso e à dependência’ (penúltimo parágrafo), as formas ‘ao’ e ‘à’ fossem substituídas por a, da seguinte forma: e contra todos que querem manter o povo brasileiro atado a atraso e dependência.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"Em “atado ao atraso e à dependência” as contrações trazem o artigo definido, que aponta o atraso e a dependência de que o texto vinha tratando. Substituir por “a atraso e dependência” elimina os artigos e generaliza os dois substantivos, desfazendo a referência construída no parágrafo. A regra de que o artigo pode cair diante de nome genérico não alcança este caso, em que os nomes são determinados.","distortion_type":"excecao_omitida","distorted_span":"Seriam mantidos o sentido e a correção gramatical do texto","corrected_statement":"Não seriam mantidos o sentido e a correção gramatical do texto se, no trecho ‘e contra todos que querem manter o povo brasileiro atado ao atraso e à dependência’ (penúltimo parágrafo), as formas ‘ao’ e ‘à’ fossem substituídas por a, da seguinte forma: e contra todos que querem manter o povo brasileiro atado a atraso e dependência.","concept":"O artigo definido carrega a determinação do referente","citation":null,"trap_note":"Quando o item propõe tirar o acento e o artigo junto, teste o sentido, não só a sintaxe: o que se perde é a especificidade do referente."}},{"id":"f2e01ac8bdd8","number":15,"stem":68,"statement":"A correção gramatical do texto seria mantida caso fosse inserido o sinal indicativo de crase no vocábulo “a” empregado no trecho “levou a um acúmulo” (antepenúltimo período do segundo parágrafo).","answer":"E","source":{"slug":"FUB_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"Em “levou a um acúmulo” o “a” é preposição pura exigida por “levar”, e o que vem depois é o artigo indefinido “um” diante de palavra masculina. Sem artigo definido feminino não há o que fundir. Inserir o acento criaria crase onde falta metade da soma.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"seria mantida caso fosse inserido o sinal indicativo de crase","corrected_statement":"A correção gramatical do texto seria prejudicada caso fosse inserido o sinal indicativo de crase no vocábulo “a” empregado no trecho “levou a um acúmulo” (antepenúltimo período do segundo parágrafo).","concept":"Artigo indefinido e palavra masculina bloqueiam a crase","citation":null,"trap_note":"“a um”, “a uma”, “a uns” nunca levam acento: o artigo indefinido ocupa o lugar do definido, e é o definido que se funde com a preposição."}},{"id":"d547f1bcaf7f","number":5,"stem":69,"statement":"O emprego do sinal indicativo de crase em “à capacidade dessa ciência” (R. 10 e 11) é facultativo.","answer":"E","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"O acento impresso mostra que preposição e artigo estão ambos presentes no trecho. “Capacidade” vem determinada pelo especificador “dessa ciência”, de modo que o artigo definido não pode ser suprimido. Com a preposição exigida pelo termo anterior e o artigo indispensável, a fusão é obrigatória.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"é facultativo","corrected_statement":"O emprego do sinal indicativo de crase em “à capacidade dessa ciência” (R. 10 e 11) é obrigatório.","concept":"Núcleo determinado por especificador não dispensa artigo","citation":null,"trap_note":"Para responder “obrigatório ou facultativo”, teste apenas se o artigo pode cair. Havendo “desse/dessa/do/da” logo depois do núcleo, ele não cai."}},{"id":"7f0c8a299714","number":7,"stem":70,"statement":"A supressão do acento grave, indicativo de crase, no trecho “que Claparède compara à que Copérnico realizou na astronomia” (R. 5 e 6), prejudicaria a correção gramatical do texto, dada a impossibilidade de omissão do artigo definido no contexto.","answer":"C","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"“Comparar” rege preposição “a”, e o vocábulo seguinte é o demonstrativo “a” equivalente a “aquela”, retomando “revolução”. Esse demonstrativo não pode ser suprimido sem que a oração relativa fique sem antecedente. Preposição e demonstrativo se fundem, e o acento marca essa fusão.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Crase diante do “a” demonstrativo equivalente a aquela","citation":null,"trap_note":"“à que”, “às que” valem “àquela que”, “àquelas que”. Sempre que o “a” for seguido de “que” e puder ser trocado por “aquela”, o acento é obrigatório."}},{"id":"82210597f2f5","number":15,"stem":71,"statement":"A correção gramatical do texto seria prejudicada caso se empregasse o sinal grave indicativo de crase no “a” em “fuja a determinações” (R. 22 e 23).","answer":"C","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"Em “fuja a determinações” o “a” é preposição exigida por “fugir a”, e o substantivo seguinte está no plural sem artigo, em sentido genérico. Um “a” singular não pode receber o acento diante de plural, e a forma correta com artigo seria “às determinações”, que alteraria a leitura. Acentuar o singular produz incorreção.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“a” singular diante de plural nunca recebe acento","citation":null,"trap_note":"Guarde o par: “referiu-se a normas” (sem acento) × “referiu-se às normas” (com acento). O que decide é a presença do artigo, e o artigo, se existir, obriga o plural “às”."}},{"id":"302a5fb6ce09","number":6,"stem":72,"statement":"O emprego do sinal indicativo de crase no trecho “somadas à compilação de costumes tradicionais” (R. 23 e 24) é facultativo, razão por que sua supressão não acarretaria prejuízo para o sentido nem para a correção do período.","answer":"E","source":{"slug":"TCU_15_TFCE","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"“Somadas” rege preposição “a”, e “compilação” vem determinada pelo especificador “de costumes tradicionais”, o que torna o artigo definido indispensável. Presentes as duas condições e nenhuma delas dispensável, a fusão é obrigatória. Suprimir o acento produziria erro gramatical, não uma segunda grafia possível.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"é facultativo, razão por que sua supressão não acarretaria prejuízo","corrected_statement":"O emprego do sinal indicativo de crase no trecho “somadas à compilação de costumes tradicionais” (R. 23 e 24) é obrigatório, razão por que sua supressão acarretaria prejuízo para a correção do período.","concept":"Particípio regente mais substantivo determinado","citation":null,"trap_note":"Some-se algo a algo: o particípio “somadas” pede preposição. Com especificador “de” no núcleo seguinte, o artigo não cai e a facultatividade desaparece."}},{"id":"8062dc227040","number":6,"stem":72,"statement":"No período “A invenção e a difusão da técnica da escritura, somadas à compilação de costumes tradicionais, proporcionaram os primeiros códigos da Antiguidade, como o de Hamurábi, o de Manu, o de Sólon e a Lei das XII Tábuas.”, o emprego do sinal indicativo de crase em “somadas à compilação de costumes tradicionais” é facultativo, razão por que sua supressão não acarretaria prejuízo para o sentido nem para a correção do período.","answer":"E","source":{"slug":"TCU_15_TFCE","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"“Somadas” rege preposição “a”, e “compilação” está determinada pelo especificador “de costumes tradicionais”, o que torna o artigo definido indispensável. Com preposição exigida e artigo obrigatório, a fusão tem de ser marcada. A supressão do acento tornaria o período incorreto e desfaria a ligação entre a escritura e a compilação.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"é facultativo, razão por que sua supressão não acarretaria prejuízo","corrected_statement":"No período “A invenção e a difusão da técnica da escritura, somadas à compilação de costumes tradicionais, proporcionaram os primeiros códigos da Antiguidade, como o de Hamurábi, o de Manu, o de Sólon e a Lei das XII Tábuas.”, o emprego do sinal indicativo de crase em “somadas à compilação de costumes tradicionais” é obrigatório, razão por que sua supressão acarretaria prejuízo para a correção do período.","concept":"Particípio regente mais substantivo determinado","citation":null,"trap_note":"Some-se a, junte-se a, alie-se a: o particípio traz a preposição. Determinado o núcleo seguinte, o acento deixa de ser negociável."}},{"id":"afb32d16c170","number":6,"stem":72,"statement":"O emprego do sinal indicativo de crase no trecho “somadas à compilação de costumes tradicionais” (R.24) é facultativo, razão por que sua supressão não acarretaria prejuízo para o sentido nem para a correção do período.","answer":"E","source":{"slug":"TCU_15_TFCE","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"“Somadas” rege preposição “a”, e “compilação” vem determinada pelo especificador “de costumes tradicionais”, o que torna o artigo definido indispensável. Com as duas condições presentes e nenhuma delas dispensável, a fusão é obrigatória. A supressão do acento deixaria a preposição sem marca e tornaria o período incorreto.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"é facultativo, razão por que sua supressão não acarretaria prejuízo","corrected_statement":"O emprego do sinal indicativo de crase no trecho “somadas à compilação de costumes tradicionais” (R.24) é obrigatório, razão por que sua supressão acarretaria prejuízo para a correção do período.","concept":"Particípio regente mais núcleo determinado","citation":null,"trap_note":"Quando o núcleo seguinte traz complemento com “de”, ele está determinado e o artigo não cai. A facultatividade só sobrevive com núcleo genérico."}}]}