{"subject_id":"3a3cc48d00998103b517fa7fdc34acc1","topico":"Tipos textuais: narrativo, descritivo, dissertativo, expositivo, injuntivo","stems":["menos que seja explicitamente informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração-equipamentos mencionados. Texto CG1A1 O transporte responde por 53,3% das emissões do setor de energia no Brasil, segundo dados do Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) de 2023. O transporte rodoviário por carros, caminhões e ônibus é responsável por mais de 90% dessas emissões de carbono. Quando o assunto é transição energética justa no setor de transportes, é fundamental começar pela principal forma de deslocamento da população brasileira: os sistemas de transporte coletivo por ônibus. No centro da discussão, está a eletrificação da frota de ônibus, uma das estratégias mais eficazes para reduzir emissões de gases de efeito estufa e melhorar a qualidade do ar nas cidades. De acordo com um estudo desenvolvido no Brasil, os ônibus movidos a diesel produzem, em média, 3 a 4 vezes mais emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida do que os ônibus elétricos, incluída a produção das baterias. Nesse contexto, as cidades brasileiras já apresentaram avanços importantes na transformação de seus sistemas de transporte, ainda que sigam atrás dos esforços de outros países. Na China, por exemplo, ônibus elétricos correspondem a 98% das vendas, enquanto na Europa são a tecnologia mais vendida desde 2024. A América Latina, por sua vez, conta atualmente com mais de 7.000 ônibus elétricos, segundo dados da E-bus Radar, plataforma que monitora frotas de ônibus elétricos e divulga dados para ajudar governos a atingirem suas metas climáticas. Desse total, 1.143 estão no Brasil, e a cidade de São Paulo concentra a maior parte, com 841 veículos. O desenvolvimento de políticas públicas com metas nacionais de eletrificação e mobilização de investimentos do setor privado é central para impulsionar a eletrificação das frotas de ônibus, garantindo não somente benefícios ambientais, mas também de saúde e qualidade de vida para toda a população. No âmbito federal, cabe ao governo estruturar mecanismos de financiamento estáveis, com linhas de crédito contínuas e garantias que ofereçam previsibilidade e segurança aos investimentos, especialmente para municípios com orçamentos menores. Já os governos locais devem avançar na modernização dos marcos regulatórios do transporte público por meio de processos de licitação, contratos e modelos de remuneração que incentivem a qualidade na prestação dos serviços. Segundo um estudo lançado recentemente, o Brasil tem potencial para substituir, nos próximos cinco anos, mais de 14 mil ônibus a diesel por modelos elétricos nas 21 maiores regiões metropolitanas, priorizando a troca dos veículos mais antigos e poluentes. Essa transição reduziria em 24,6% as emissões do transporte coletivo nessas cidades e poderia gerar uma economia de até R$ 62 milhões por ano em custos de saúde pública. Apesar desses avanços, o Brasil ainda precisa percorrer um caminho longo para que seu setor de transportes esteja alinhado à meta de neutralidade climática até 2050. A eletrificação das frotas de ônibus tem papel essencial para uma transição energética inclusiva que considere os impactos ao meio ambiente, à economia e às pessoas, mas cabe lembrar: ela é apenas a primeira etapa de um esforço mais amplo. Ao priorizar a eletrificação dos ônibus, o país pode não só reduzir emissões e melhorar a qualidade de vida urbana, mas também sinalizar ao mundo que é capaz de liderar pelo exemplo. Em relação ao texto CG1A1 e às ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir.","Texto CB2A1 Existem muitas formas de fazer ciência — na sala de aula, na universidade, em grupos de pesquisa, institutos públicos, em centros privados. Também é possível partir da própria ciência para incentivar outras pessoas na trajetória científica, difundir o conhecimento de pesquisadores, revelar seus achados e descobertas. E pode-se fazer tudo isso junto. Mônica Santos Dahmouche é um bom exemplo disso, como física, professora, divulgadora científica, coordenadora da implantação do Museu Ciência e Vida, incentivadora de feiras, olimpíadas e hackathons de ciência e várias outras frentes, com um olhar especial para a visibilidade feminina nas ciências. “Eu imaginava que faria concurso para uma universidade, teria meu grupo de pesquisa, orientaria alunos. Faço isso hoje, mas de diferentes formas. Jamais tinha pensado em trabalhar em um museu de ciências. Tem sido uma jornada maravilhosa”, conta a professora. Nos últimos anos, Mônica mergulhou em projetos voltados a futuras meninas cientistas e à atuação diversa de mulheres na área. “Desde 2018 me emociona e mobiliza poder mostrar a elas a beleza de fazer ciência, especialmente ciências exatas, mais desiguais em termos de equidade de gênero”, afirma. A iniciativa já se transformou em exposições temáticas no próprio Museu Ciência e Vida e na criação, com amigas também cientistas, de uma rede de mulheres das áreas de ciências, tecnologias, engenharias e matemática (STEM). O grupo já gestou até um livro, Exatas é com elas: tecendo redes no estado do Rio de Janeiro. Seu motivo de orgulho mais recente é o podcast Mulheres da Hora, idealizado por ela e produzido pelo Museu Ciência e Vida e pela Fundação CECIERJ. A produção abrange histórias de mulheres que se destacam em áreas como ciências exatas, engenharia e computação. “O objetivo é mostrar o que se pode fazer em uma carreira de ciência e tecnologia, para além da docência na universidade ou da pesquisa”, afirma. Seja qual for o caminho escolhido, ressalta Mônica, uma formação de excelência é a base para voar. Em relação ao texto CB2A1, aos seus sentidos e às ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir.","A maior planície alagável do mundo está secando e ficando mais quente a um ritmo acelerado. Em quatro décadas, o pantanal, o menor bioma brasileiro, foi o que mais aqueceu e teve a maior redução na quantidade de chuvas. Essa dupla tendência, de mais calor e de menos pluviosidade, é visível em todos os ecossistemas nacionais — da amazônia, no Norte, que engloba quase metade da área do país, ao pampa, no Rio Grande do Sul, ainda que nesse bioma de forma bem menos perceptível. Entre 1985 e 2024, a temperatura média no bioma subiu 0,47 °C por década. Em quatro décadas, o aumento acumulado no pantanal chega a quase 1,9 °C. O ritmo de crescimento do aquecimento no pantanal é 60% superior ao calculado no mesmo período para o Brasil como um todo e para os biomas amazônia e cerrado, que abrangem quase três quartos da área nacional. A velocidade de subida dos termômetros no pantanal é ainda cerca do dobro da apresentada na caatinga e na mata atlântica e mais que o triplo da do pampa nos 40 anos analisados. Julgue os próximos itens, referentes ao texto precedente.","A inteligência artificial (IA) é um tópico frequente de discussão desde o aumento da popularidade de ferramentas como o ChatGPT. Uma análise do Fundo Monetário Internacional (FMI) abrangendo diferentes países avaliou que, no Brasil, 41% dos empregos têm alta exposição à IA. Esse critério do estudo — exposição de empregos à IA — engloba tanto trabalhos que vão se beneficiar da tecnologia como aqueles que estarão ameaçados por ela no futuro. Para avaliar se o impacto da IA será bom ou ruim no mercado de trabalho, o relatório do FMI criou outra categoria: a complementaridade. Empregos com alta complementaridade são aqueles que se beneficiarão com a IA, mas não serão extintos por ela. Por exemplo, profissionais como administradores ou advogados terão grandes ganhos de produtividade com a IA. Suas atividades não estarão ameaçadas, pois a execução delas sempre dependerá de um grande componente humano. Já os empregos de baixa complementaridade são os mais ameaçados pela IA, uma vez que podem ser totalmente substituídos pelas novas tecnologias, dada a pouca necessidade de um componente humano. É o caso de operadores de telemarketing. É nesse ponto que a IA pode fazer crescer a desigualdade social. Conforme o FMI, trabalhadores com mais educação e mais jovens têm melhores condições de encontrar empregos de alta complementaridade (beneficiados pela IA); os com menos escolaridade e mais velhos estarão mais sujeitos a empregos de baixa complementaridade (ameaçados pela IA). Segundo o FMI, para aproveitar plenamente o potencial da IA, cada país deve estabelecer suas prioridades de acordo com seu nível atual de desenvolvimento. As economias de mercado emergentes avançadas e mais desenvolvidas devem investir na inovação e integração da IA ao mesmo tempo em que promovem quadros regulamentares adequados para otimizar os benefícios do aumento de sua utilização. Para as economias de mercados emergentes e em desenvolvimento menos preparadas, a criação de infraestruturas e a construção de uma força de trabalho digitalmente qualificada são fundamentais. Para todas as economias, as redes de segurança social e a reciclagem dos trabalhadores ameaçados pela IA são cruciais para garantir a inclusão. A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. O Poder Judiciário brasileiro tem em torno de 80 milhões de processos judiciais. Esse número é estarrecedor quando comparado com a população do país, cuja estimativa é de 203 milhões de brasileiros. Sendo assim, para pouco mais de dois brasileiros, há um processo judicial, o que representa uma situação praticamente insustentável sob o aspecto econômico, gerencial e jurídico. Já houve redução no tempo e no custo do processo judicial com a implantação do processo eletrônico, mas há muito o que fazer quando se depara com o tempo de resolutividade e os gastos para a manutenção do serviço de prestação jurisdicional: estima-se que, no ano de 2022, tenham sido gastos, só na justiça federal, R$ 12.369.100.765. Em relação ao custo processual, no ano de 2015, por exemplo, cada brasileiro desembolsou R$ 387,00 para manter o Poder Judiciário, o que equivalia a 1,3% do PIB. Se avaliarmos de 2009 a 2015, o crescimento foi de 31%. Em 2020, os gastos foram de R$ 479,16 por habitante. Em relação às ideias e propriedades linguísticas do texto precedente, julgue os itens a seguir.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Texto CB2A1 Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante, me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um locaute, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que, obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido, conseguirão não sei bem o que do governo. Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E, enquanto tomo café, vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento, ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: — Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo? “Então você não é ninguém?” Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina — e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno. Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque, no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou um artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!” E assobiava pelas escadas. Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto CB2A1, julgue os itens que se seguem.","diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Texto CG2AI Presumivelmente, o processo de criatividade, seja ele qual for, é essencialmente o mesmo em todos os seus ramos, de modo que a evolução de uma nova forma artística, um novo mecanismo ou um novo princípio científico envolve fatores comuns. Uma maneira de investigar o problema é considerar as grandes ideias do passado e ver como elas foram geradas. Infelizmente, o método de geração não é claro nem mesmo para os próprios “geradores”. Mas e se a mesma ideia revolucionária ocorrer a dois homens, simultânea e independentemente? Talvez os fatores comuns envolvidos sejam esclarecedores. Considere a teoria da evolução pela seleção natural, criada independentemente tanto por Charles Darwin quanto por Alfred Wallace. Nesse caso, existem muitos pontos em comum. Ambos viajaram para lugares distantes, tendo observado espécies estranhas de animais e plantas e a maneira como variavam de lugar para lugar. Ambos estavam profundamente interessados em encontrar uma explicação para isso e falharam até cada um deles ler o Ensaio sobre o princípio da população, de Malthus. Ambos, então, viram como a noção de superpopulação e esgotamento (que Malthus havia aplicado aos seres humanos) se encaixaria na doutrina da evolução pela seleção natural (se aplicada às espécies em geral). Obviamente, portanto, o que é necessário não são apenas pessoas com uma boa formação em uma área específica, mas também pessoas capazes de estabelecer uma conexão entre itens que podem não parecer usualmente conectados. Sem dúvida, na primeira metade do século XIX, muitos naturalistas estudaram a maneira pela qual as espécies se diferenciavam entre si. Muitas pessoas leram Malthus. Talvez algumas tenham estudado as espécies e lido Malthus. Mas o que era preciso era alguém que estudasse espécies, lesse Malthus e tivesse a capacidade de fazer uma conexão cruzada. O ponto crucial é a rara característica que deve ser encontrada. Uma vez que a conexão cruzada é feita, ela se torna óbvia. Thomas H. Huxley teria exclamado depois de ler A Origem das Espécies: “Que estúpido da minha parte não ter pensado nisso!”. considere que todos os programas mencionados estão em Mas por que ele não pensou nisso? A história do pensamento humano poderia fazer parecer que há dificuldade em pensar em uma ideia, mesmo quando todos os fatos estão sobre a mesa. Fazer a conexão cruzada requer certa ousadia — porque qualquer conexão cruzada realizada de uma só vez por muitos se desenvolve não como uma nova ideia, mas como um mero corolário de uma velha ideia. É somente mais tarde que uma nova ideia parece razoável. De início, ela normalmente parece sem sentido. Parecia a máxima insensatez supor que a Terra se movia em vez do Sol, ou que os objetos exigiam uma força para detê-los quando em movimento, em vez de uma força para mantê-los em movimento, e assim por diante. Uma pessoa disposta a seguir em frente enfrentando a razão, a autoridade e o bom senso deve ser uma pessoa de considerável autoconfiança. Como ela aparece apenas raramente, deve parecer excêntrica (pelo menos nesse aspecto) para o resto de nós. Uma pessoa excêntrica em um aspecto frequentemente o é em outros. Consequentemente, a pessoa com maior probabilidade de obter novas ideias é uma pessoa de boa formação na área de interesse e alguém que não é convencional em seus hábitos. No que se refere ao texto CG2A1 e às ideias nele veiculadas, julgue os itens que se seguem.","diretórios, recursos e equipamentos mencionados. São dois pinheiros altos, e atrás deles o mar. Na linha do horizonte, as linhas parecem estar boiando, nessa luz indecisa da manhã de inverno. O homem lança um olhar apressado à paisagem cheia de vento e de sol, e se volta para o interior do apartamento; precisa providenciar as instalações elétricas; um amigo lhe disse uma coisa horrendamente prosaica, a saber: convém trocar o ralo do chuveiro por um desses que se pode fechar, porque assim é evitado o ingresso de baratas. É preciso pensar nisso; e também onde colocar o telefone; e em providenciar o telefone para ser colocado. (...) O colchão não veio? Mas ficaram de mandar trazer no sábado, sem falta. Ali está a cama nua; ali, homem, em breve tu dormirás, amarás, sonharás, morrerás talvez, quem sabe? Assim, dentro do apartamento, só existem problemas; entediado, o homem se volta para a varanda, para o mar. Em alguns minutos, houve um movimento de nuvens e de luz; há manchas verdes, três ou quatro, perto das ilhas que estão mais nítidas; parece que se ergueram um pouco no horizonte. Que planura terrena, que montanha imponente, que paisagem no mundo vale o mar? Não o mar do alto-mar, mas esse mar de costa e ilhas, sempre investindo sobre as pedras e sobre as terras, esse que leva homens e coisas dos homens, que recebe plantas que descem os rios boiando, esse mar humano e vivo, e entretanto batendo aos nossos pés a canção do eterno, chamando para o desconhecido, anunciando ao nosso mundo que este mundo não tem fim. Chega o porteiro, diz algumas coisas sobre calafates e ladrilhos, água e contrato. O homem desce lentamente, vai andando, encontra um amigo na esquina, o amigo pergunta se é verdade que ele agora vai morar ali no bairro, em que apartamento. Ele responde qualquer coisa, diz que é um apartamento pequeno, que ainda está arrumando, que não tem habite-se, mas dentro dele, consigo mesmo, ele pensa apenas: são dois pinheiros grandes e, atrás deles, o mar. considere que todos os programas mencionados estão em Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens seguintes.","A ideia de que a mente pertence a um domínio separado, distinto do corpo, foi teorizada bem cedo, em grandes textos como o Fédon, de Platão (IV a.C.) e a Suma teológica, de Tomás de Aquino (1265-1274), um texto fundador da concepção cristã da alma. Mas foi o filósofo francês René Descartes (1596-1650) quem estabeleceu aquilo que é hoje conhecido como dualismo: a tese de que a mente dotada de consciência é feita de uma substância imaterial que não está sujeita às leis da física. Ridicularizar Descartes tornou-se moda em neurociência. Depois da publicação, em 1994, de O erro de Descartes, o best-seller de Antonio Damasio, muitos manuais contemporâneos que tratam de consciência passaram a criticar Descartes, alegando que ele teria atrasado a pesquisa em neurociência. A verdade, porém, é que Descartes foi um cientista pioneiro, fundamentalmente um reducionista, cuja análise mecânica da mente humana, muito à frente de seu tempo, foi o primeiro exercício de biologia sintética e de modelagem teórica. O dualismo de Descartes não foi um capricho de momento — fundamentava-se em um argumento lógico que afirmava a impossibilidade, para qualquer máquina, de imitar a liberdade da mente consciente. Em relação às ideias e estruturas linguísticas do texto apresentado, julgue os itens que se seguem.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Abre-se uma janela do Centro Operário. Será a aula de Dona Palmira em 1920 ou há reunião para discutir os estatutos? Durante toda a minha infância, eles discutiram os estatutos. Eu não podia entender nada, mas havia pontos terrivelmente sérios. Era “Centro Operário de Proteção Mútua” ou “Centro Operário E de Proteção Mútua”? Pela noite afora, ano após ano, um mulato meio velho e magro, de óculos, o dedo em riste, a voz rascante, atacava com extraordinária ferocidade aquele E. Não conseguiu derrubá-lo; os operários talvez se sentissem fracos, sozinhos, precisavam daquele E que os conjugava com outras camadas sociais. Ficou o E, meu pai foi diretor e, quando morreu, teve auxílio no enterro, tudo sem ser operário, tudo graças àquele E. Sem o E eu talvez não tivesse estudado ali, não me sentaria no comprido banco, onde o último da esquerda era o preto Bernardino, e à direita, o rosto lindo de Lélia, com seus cabelos doces e uma covinha quando sorria. Quando não estavam discutindo os estatutos, ou providenciando um enterro de sócio, com a bandeira do Centro em cima do caixão, os operários E todos que queriam proteção mútua estavam dançando; sons de pistom atravessam meu sono infantil; eu achava estranho e ao mesmo tempo alegre e feliz haver baile na mesma sala onde eu tinha aulas. Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","considere que todos os programas mencionados estão em O senso comum é acumulado ao longo da vida de cada um de nós e acaba sendo transmitido de geração em geração. É um tipo de conhecimento não científico, formado pelas nossas impressões subjetivas sobre o mundo, fruto das nossas experiências pessoais. Embora esse seja um tipo de conhecimento popular e prático que nos orienta no dia a dia, por não ser testado, verificado ou analisado por uma metodologia científica, permanece um alto grau de incerteza sobre a sua validade, ou seja, é um conhecimento tradicionalmente bem aceito, que pode ou não estar correto ou em consonância com a realidade. Trata-se, contudo, apenas de um mito, assim como muitos outros ensinados e perpetuados pela força da tradição e da crença, tal qual afirma Tolstói em sua obra Uma confissão: “Sei que a maior parte dos homens raramente são capazes de aceitar as verdades mais simples e óbvias se essas os obrigarem a admitir a falsidade das conclusões que eles, orgulhosamente, ensinaram aos outros, e que teceram, fio por fio, trançando-as no tecido da própria vida.”. É claro que a maioria das pessoas reconhece também que a ciência é importante e necessária, mas, ainda assim, temos dificuldade em abrir mão das nossas crenças e do nosso senso comum, mesmo quando necessário. Tendemos a nos manter fiéis àquilo que “testemunhamos com nossos próprios olhos”. Confiar nos “nossos olhos” — na nossa percepção pessoal — é um processo natural e compreensível, uma vez que essa é a ferramenta com que somos equipados “de fábrica” e que nos ajudou a sobreviver até aqui ao longo da nossa evolução. Julgue os itens subsequentes, referentes às características textuais e aos aspectos linguísticos do texto precedente, bem como às ideias nele veiculadas.","Recordou-se do que lhe sucedera anos atrás, antes da seca, longe. Num dia de apuro recorrera ao porco magro que não queria engordar no chiqueiro e estava reservado às despesas do Natal: matara-o antes do tempo e fora vendê-lo na cidade. Mas o cobrador da prefeitura chegara com o recibo e atrapalhara-o. Fabiano fingira-se desentendido: não compreendia nada, era bruto. Como o outro lhe explicasse que, para vender o porco, devia pagar imposto, tentara convencê-lo de que ali não havia porco, havia quartos de porco, pedaços de carne. O agente se aborrecera, insultara-o, e Fabiano se encolhera. Bem, bem, Deus o livrasse de história com o governo. Julgava que podia dispor de seus troços. Não entendia de imposto. — Um bruto, está percebendo? Supunha que o cevado era dele. Agora se a prefeitura tinha uma parte, estava acabado. Pois ia voltar para casa e comer a carne. Podia comer a carne? Podia ou não podia? O funcionário batera o pé agastado e Fabiano se desculpara, o chapéu de couro na mão, o espinhaço curvo: — Quem foi que disse que eu ia brigar? O melhor é a gente acabar com isso. Despedira-se, metera a carne no saco e fora vendê-la noutra rua, escondido. Mas, atracado pelo cobrador, gemera no imposto e na multa. Daquele dia em diante não criara mais porcos. Era perigoso criá-los. A respeito dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os seguintes itens.","Um cientista empenhado em pesquisa — no campo da física, por exemplo — pode atacar diretamente o problema que enfrenta. Pode penetrar, de imediato, no cerne da questão, isto é, no cerne de uma estrutura organizada. Com efeito, conta sempre com a existência de uma estrutura de doutrinas científicas já existentes e com uma situação-problema que é reconhecida como problema nessa estrutura. Essa é a razão por que pode entregar a outros a tarefa de adequar ao quadro geral do conhecimento científico a sua contribuição. O filósofo vê-se em posição diversa. Ele não se coloca diante de uma estrutura organizada, mas, antes, em face de algo que semelha um amontoado de ruínas (embora, talvez, haja tesouros ocultos). Não lhe é dado apoiar-se no fato de existir uma situação-problema, geralmente reconhecida como tal, pois não existir algo semelhante é possivelmente o fato geralmente reconhecido. Com efeito, tornou-se agora questão frequente, nos círculos filosóficos, saber se a filosofia chegará a colocar um problema genuíno. Apesar de tudo, há quem acredite que a filosofia possa colocar problemas genuínos acerca das coisas e quem, portanto, ainda tenha a esperança de ver esses problemas discutidos, e afastados aqueles monólogos desalentadores que hoje passam por discussão filosófica. Se, por acaso, se julgam incapazes de aceitar qualquer das orientações existentes, tudo o que lhes resta fazer é começar de novo, desde o princípio. Em relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens subsequentes.","Notícias falsas costumam ser definidas como notícias, estórias, boatos, fofocas ou rumores que são deliberadamente criados para ludibriar ou fornecer informações enganadoras. Elas visam influenciar as crenças das pessoas, manipulá-las politicamente ou causar confusões em prol de interesses escusos. Muitos comentadores têm chamado a atenção para o fato de que a falsidade das notícias não é um fenômeno inteiramente novo, pois já existia no tempo dos gregos, e, mais recentemente, desde que o tema entrou em pauta, não têm faltado artigos sobre o histórico das notícias falsas ao longo do tempo. De fato, se a expressão significar a criação de informação falsa movida pelo propósito de enganar, o conceito está longe de ser novo. Basta pensar na longa história dos tabloides, das fofocas acerca da vida das celebridades, das táticas de estilo das revistas para fisgar seu público. Sabe-se também como as estratégias de sedução e persuasão das revistas sempre funcionaram. Em quaisquer dos casos, são mensagens de forte apelo visual cujas chamadas são tão inacreditáveis que se tornam irresistíveis. Considerando os sentidos do texto precedente e seus aspectos linguísticos, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1-III Aprendemos desde cedo que a linguagem verbal serve para comunicar e frequentemente dizemos que o importante é a comunicação. Quando se fala em comunicação, muitas vezes, pensamos que se está falando na transmissão de informações. Comunicar não se limita, entretanto, a transmitir informações. Realmente, há momentos em que desejamos apenas fornecer uma informação, mas, muito frequentemente, temos outros objetivos, como: dar uma ordem, expressar um sentimento, fazer um pedido, exercer algum tipo de influência, fazer o outro mudar de opinião... O ser humano vive em sociedade, isto é, fazemos parte de grupos sociais e agimos em conjunto com nossos semelhantes; interagimos. Na verdade, é para interagir que nos comunicamos, falamos e escrevemos. Por isso, não podemos nos esquecer de que a comunicação, ou a interação, envolve mais do que simplesmente informação; envolve, sobretudo, alguma forma de ação sobre o outro. Considerando os aspectos textuais e linguísticos do texto CB1A1-III, bem como as ideias nele veiculadas, julgue os itens seguintes.","Retardei o passo. A tarde estava brilhante, mas o calor era o do inferno, os transeuntes a desfilarem pela fornalha com uma expressão de condenados, os rostos lustrosos, o olhar pesado. Um homem de terno branco esbarrou em mim. Caiu-lhe a pasta. Resmungou enquanto se inclinava para apanhá-la. A culpa fora minha e por isso pensei em voltar-me para pedir-lhe desculpas, mas prossegui preguiçosamente pela rua afora. Para que desculpas? Fazia calor e era cansativo ser amável num calor assim. A vontade queria o ócio. O corpo queria nudez. Voltei a cara para o céu ardente. Havia poucas nuvens, mas a tempestade já conspirava no ar. Melhor escolher um outro dia, não? Afinal, tio Samuel não me esperava mesmo, talvez fosse até aborrecê-lo com a minha presença, os loucos estranham às vezes a invasão nos seus mundos. Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens subsecutivos.","Texto CB1A1-I A PETROBRAS demonstra compromisso com a sustentabilidade por meio do desenvolvimento de estratégias para acelerar a descarbonização e atuar sempre de forma ética e transparente, com operações seguras, respeito às pessoas e ao meio ambiente e com foco na geração de valor. Seis dos dez compromissos de sustentabilidade estabelecidos pela empresa estão associados a carbono. Os outros quatro compromissos referem-se a segurança hídrica, conservação da biodiversidade, gestão de resíduos e responsabilidade social, e esse último inclui investimentos em projetos socioambientais, programas em direitos humanos, relacionamento comunitário e contribuição para a solução de problemas sociais e ambientais, envolvendo oportunidades de atuação junto aos públicos de interesse e clientes de produtos da PETROBRAS. No que diz respeito aos desafios da transição energética, a PETROBRAS contribui para a mitigação da mudança climática por meio do investimento de recursos e tecnologias na produção de petróleo de baixo carbono no Brasil, gerando energia, divisas e riquezas relevantes para o financiamento de uma transição energética responsável, bem como para a capacidade de ofertar gás e energia despachável para viabilizar a elevada participação de energias renováveis na matriz elétrica brasileira. Além disso, investe em novas possibilidades de produtos e negócios de menor intensidade de carbono, promove pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias e soluções de baixo carbono e investe em projetos socioambientais para a recuperação e conservação de florestas. Julgue os seguintes itens, relativos às ideias do texto CB1A1-I e à sua tipologia.","Texto CB1A1-I À medida que o homem cria, recria e decide, vão se formando as épocas históricas. E é também criando, recriando e decidindo como deve participar nessas épocas. É por isso que obtém melhor resultado toda vez que, integrando-se no espírito delas, se apropria de seus temas e reconhece suas tarefas concretas. Ponha-se ênfase, desde já, na necessidade permanente de uma atitude crítica, a única com a qual o homem poderá apreender os temas e tarefas de sua época para ir se integrando nela. Uma época, por outro lado, realiza-se na proporção em que seus temas forem captados e suas tarefas, resolvidas. E se supera na medida em que os temas e as tarefas não correspondem a novas ansiedades emergentes. Uma época da história apresentará uma série de aspirações, de desejos, de valores, em busca de sua realização. Formas de ser, de comportar-se, atitudes mais ou menos generalizadas, das quais somente os visionários que se antecipam têm dúvidas e frente às quais sugerem novas fórmulas. A passagem de uma época para outra caracteriza-se por fortes contradições que se aprofundam, dia a dia, entre valores emergentes em busca de afirmações, de realizações, e valores do ontem em busca de preservação. Quando isso ocorre, verifica-se o que chamamos transição. Observa-se um aspecto fortemente dramático que vai atingir as mudanças de que se nutre a sociedade. Porque é dramático, é fortemente desafiador. E a transição se torna então um tempo de opções. Nutrindo-se de mudanças, a transição é mais que as mudanças. Implica realmente a marcha que faz a sociedade na procura de novos temas, de novas tarefas ou, mais precisamente, de sua objetivação. As mudanças se produzem numa mesma unidade de tempo, sem afetá-la profundamente. É que se verificam dentro do jogo normal, resultante da própria busca de plenitude que fazem estes temas. Quando, por fim, estes temas começam a esvaziar e a perder sua significação, emergindo novos temas, a sociedade começa a passar para outra época. Nestas fases, mais do que nunca, se faz indispensável a integração. Mais do que nunca se faz indispensável o desenvolvimento de uma mente crítica, com a qual o homem possa se defender dos perigos dos irracionalismos, encaminhamentos distorcidos da emoção, característica dessas fases de transição. Com relação às ideias e à tipologia do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1-I O Estado moderno exerce um papel importante na moldagem da distribuição de renda e do bem-estar entre seus cidadãos, moderando as desigualdades geradas pela economia de mercado. Ele busca esses objetivos por intermédio de várias políticas públicas, como o estabelecimento do arcabouço legal do ambiente de negócios, a regulação da concorrência econômica, a provisão de bens e serviços públicos, a promoção de transferências monetárias às famílias de baixa renda e a arrecadação dos tributos necessários a seu financiamento. Entre as principais funções do Estado, sob a ótica das finanças públicas, está a função redistributiva. Essa função está basicamente associada a ajustamentos no perfil da distribuição de renda, uma vez que as alocações de mercado podem levar a uma situação de desigualdade não apoiada pelos anseios gerais da população. Nesse caso, o equilíbrio de mercado pode passar a gerar conflitos e a interferir no funcionamento da própria sociedade. Um importante instrumento à disposição do Estado para exercer sua função distributiva é, naturalmente, o sistema tributário. Por meio dele, o governo pode ajustar a renda dos cidadãos, taxando mais algumas rendas e menos outras, de forma a atingir uma distribuição final mais equitativa. Um sistema tributário progressivo é aquele no qual os impostos aumentam mais que proporcionalmente com o aumento da renda dos contribuintes. O sistema regressivo ocorre quando o pagamento dos impostos aumenta menos que proporcionalmente com a renda dos contribuintes e proporcional (ou neutro) quando os impostos aumentam proporcionalmente com a renda. O sistema de impostos progressivo tende a reduzir a desigualdade de renda entre os cidadãos. No contexto do sistema tributário de qualquer país, o tributo que melhor possibilita a aplicação do princípio da progressividade é o imposto de renda da pessoa física (IRPF). O IRPF brasileiro apresenta elevada progressividade em termos de desvio da proporcionalidade e moderada capacidade redistributiva, em função da baixa representatividade da arrecadação frente à renda bruta total do país. A progressividade do tributo brasileiro advém essencialmente da estrutura de alíquotas, sendo que a estrutura das deduções do rendimento bruto é proporcional e, portanto, neutra em termos de progressividade. Considerando os sentidos do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-I Em uma de suas últimas entrevistas, o antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997) relatou que havia fugido do hospital onde se submetia a tratamento contra um câncer, para terminar o livro que considerava o coroamento de sua obra: O povo brasileiro, publicado em 1995. Na mesma entrevista, reconhecia ser um homem de “muitas peles”: foi etnólogo indigenista, antropólogo, educador, gestor público, político militante e romancista. Entretanto, dizia ter fracassado em sua missão de tornar o Brasil aquilo que “poderia ser”. “Darcy Ribeiro é uma figura fascinante e um dos autores latino-americanos que projetaram mais futuros. Em alguns dos textos, ele parece comentar em voz alta as alternativas, utópicas e distópicas, para o Brasil e a América Latina”, observa o sociólogo Fabrício Pereira da Silva. “Este é um momento excelente para reexaminar suas ideias, suas utopias e seus projetos.” Sua carreira de educador teve início na Escola Brasileira de Administração Pública, da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, onde, durante dois anos, ensinou etnologia brasileira. Na mesma época, participou da fundação do Museu do Índio, em 1953, e, dois anos mais tarde, da criação do primeiro curso de pós-graduação em antropologia cultural no Brasil. Ao deixar o Serviço de Proteção aos Índios, lecionou na Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nesse período, desenvolveu trabalhos com o pedagogo Anísio Teixeira (1900-1971), uma das principais referências em educação no Brasil e defensor do ensino básico integral. Sua influência perduraria por toda a trajetória de Darcy Ribeiro e se concretizaria no projeto dos centros integrados de educação pública (CIEP), escolas de tempo integral criadas no Rio de Janeiro nos anos 80 do século passado. A crítica ao colonialismo, a análise dos povos latino-americanos e a valorização do ponto de vista indígena fazem da obra de Darcy Ribeiro uma fonte de inspiração para pesquisadores do campo de estudos pós-coloniais e decoloniais, de acordo com Pereira da Silva. “São releituras e apropriações, porque, quando ele publicou, esses termos não eram usados. A tendência ao evolucionismo e ao eurocentrismo de seus primeiros anos deu lugar, no exílio, a uma visão mais diversificada, em que a América Latina aparece como um polo civilizacional”, afirma. Apesar de ter sido reitor, fundador e reformador de universidades, Darcy viveu a maior parte de sua carreira fora de instituições universitárias brasileiras. Entretanto, jamais deixou de refletir sobre seu projeto para o ensino superior. Publicou livros como A universidade necessária e La universidad latinoamericana, em que expôs seu projeto baseado em interdisciplinaridade, investimento em pesquisa científica avançada, compromisso social e participação do corpo discente na tomada de decisões. A respeito das ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB3A1-I Ao final do período de revoluções e guerras que caracterizaram a virada do século XVIII para o XIX, os recém-emancipados países da América e os antigos Estados europeus se viram diante da necessidade de criar estruturas de governo, marcando a transição do Antigo Regime ao constitucionalismo e do colonialismo à independência. Os arquitetos da nova ordem se inspiraram em fontes antigas e modernas: de Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.) e Políbio (c.200 a.C. – c.118 a.C.) a John Locke (1632 – 1704) e Montesquieu (1689 – 1755). Um dos principais problemas com os quais lideranças e pensadores políticos se confrontaram estava materializado em uma passagem do poeta satírico romano Juvenal (c.55 – c.127), em que se lê: “Quis custodiet ipsos custodes?”, traduzida como “Quem vigia os vigias?” ou “Quem controla os controladores?”. “Uma coisa é teorizar sobre a separação em três poderes, como lemos em Montesquieu. Outra coisa é colocar em prática”, observa a historiadora Monica Duarte Dantas, do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo. “Aí surgem os problemas, porque um poder pode tentar assumir as atribuições de outro. Não era possível antever todas as questões que iriam aparecer, até porque havia assuntos que diziam respeito a mais de um poder. Na prática, era preciso definir a quem competia o quê. Essas questões emergiram rapidamente nos séculos XVIII e XIX, quando se tentou colocar em prática a separação de poderes.” Alguém que acompanhasse os trabalhos de elaboração de textos constitucionais no início do século XIX não necessariamente apostaria que, ao final desse período, estaria consolidado um modelo de organização do Estado em que o poder se desdobraria em três partes: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, conforme apresentado pelo filósofo francês Montesquieu em O espírito das leis (1748). Havia projetos com quatro, cinco ou até mais poderes. Na França, o filósofo político franco-suíço Benjamin Constant (1767 – 1830) imaginou meia dezena: o Judiciário, o Executivo, dois poderes representativos, correspondentes ao Legislativo — o da opinião (Câmara Baixa) e o da tradição (Câmara Alta) —, e um poder “neutro”, exercido pelo monarca. O revolucionário venezuelano Simon Bolívar (1783 – 1830) chegou a formular a ideia, em 1819, de um “poder moral” que deveria cuidar, sobretudo, de educação. As mesmas preocupações estavam na cabeça dos deputados na primeira Assembleia Constituinte do Brasil, em 1823. Até que, em novembro, o conflito de poderes se concretizou: tropas enviadas pelo imperador Dom Pedro I (1789 – 1834) dissolveram a assembleia. Em março do ano seguinte, quando o imperador outorgou a primeira Constituição brasileira, ela se afastava pouco do projeto elaborado em 1823, mas continha uma diferença crucial: os poderes eram quatro e incluíam um Moderador. Entretanto, só em dois países esse quarto poder chegou a ser formalmente inscrito no texto constitucional, como uma instituição em separado. O Brasil, com o título 5.º da Constituição de 1824, e Portugal, em 1826, com a Carta Constitucional outorgada também por Dom Pedro — em Portugal, IV, e não I —, no breve período de seis dias em que acumulou a coroa de ambos os países. As funções do Poder Moderador, tanto na doutrina de Constant quanto na Constituição brasileira, guardam semelhanças com algumas das funções que hoje cabem às cortes supremas — no Brasil, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de garantir que a atuação dos poderes, seja na formulação de leis, seja na administração pública ou no julgamento de casos, não se choque com as normas constitucionais. Considerando os sentidos e a organização do texto CB3A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos e à estruturação do texto CB3A1-I, julgue os itens subsequentes.","A vida em sociedade trouxe para os seres humanos um aprendizado extremamente importante: não se poderiam resolver todas as questões pela força, era preciso usar a palavra para persuadir os outros a fazer alguma coisa. Por isso, o aparecimento da argumentação está ligado à vida em sociedade e, principalmente, ao surgimento das primeiras democracias. Todo discurso tem uma dimensão argumentativa. Alguns se apresentam como explicitamente argumentativos (por exemplo, o discurso político, o discurso publicitário), enquanto outros não se apresentam como tal (por exemplo, o discurso didático, o discurso romanesco, o discurso lírico). No entanto, todos são argumentativos: de um lado, porque o modo de funcionamento real do discurso é o dialogismo; de outro, porque sempre o enunciador pretende que suas posições sejam acolhidas, que ele mesmo seja aceito, que o enunciatário faça dele uma boa imagem. Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","A iniciativa Mãe Servidora, inserida no contexto do programa Pró-Equidade de Gênero, reflete um esforço significativo da ANTT para promover o equilíbrio entre a vida profissional e familiar de suas colaboradoras. Essa ação é direcionada especialmente para mães servidoras, no regime de trabalho presencial, com filhos menores de sete anos de idade, oferecendo a elas a oportunidade de reduzir a jornada de trabalho semanal em quatro horas em um dia específico. O objetivo principal é fortalecer a interação entre mãe e filho durante os anos cruciais de formação da criança, beneficiando-se tanto o bem-estar da servidora quanto o da família como um todo. Em caso de dúvidas, fale com a Coordenação de Projetos Especiais de Gestão de Pessoas (COPEP), pelo email <copep@antt.gov.br>. A respeito de aspectos linguísticos desse texto, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1 A governabilidade refere-se à capacidade política de governar, que deriva da relação de legitimidade do Estado e do seu governo com a sociedade. Está presente quando a população legitima o exercício do poder pelo Estado. A legitimidade, nesse contexto, deve ser entendida como a aceitação do poder do governo ou do Estado pela sociedade. Nesse sentido, os cidadãos e a cidadania organizada são a fonte ou a origem principal da governabilidade, ou seja, é a partir deles (e de sua capacidade de articulação em partidos, associações e demais instituições representativas) que surgem e se desenvolvem as condições para a governabilidade plena. Vinculada à dimensão estatal, governabilidade diz respeito às condições sistêmicas e institucionais sob as quais se dá o exercício do poder, tais como as características do sistema político, a forma de governo, as relações entre os poderes, o sistema de intermediação de interesses. Representa, assim, um conjunto de atributos essenciais ao exercício do governo, sem os quais nenhum poder pode ser exercido. Há três dimensões inerentes ao conceito de governabilidade: capacidade do governo de identificar problemas críticos e de formular políticas adequadas ao enfrentamento desses problemas, capacidade de mobilizar meios e recursos necessários à execução e à implantação das políticas públicas e capacidade de liderança do Estado, sem a qual as decisões se tornam ineficientes. A governabilidade, então, significa que o governo deve tomar decisões amparadas em um processo que inclua a participação dos diversos setores da sociedade, dos poderes constituídos, das instituições públicas e privadas e dos segmentos representativos da sociedade, para garantir que as escolhas atendam aos anseios da sociedade e contem com seu apoio na implementação de programas e projetos e na fiscalização dos serviços públicos. Sob esse enfoque, significa a participação dos diversos setores da sociedade nos processos decisórios que dizem respeito às ações do poder público, uma vez que incorpora a articulação do aparelho estatal ao sistema político de uma sociedade, ampliando o leque possível e indispensável à legitimidade e ao suporte das ações governamentais em busca de sua eficácia. Em resumo, governabilidade refere-se às condições do ambiente político em que se efetivam ou se devem efetivar as ações da administração, à base de legitimidade dos governos, à credibilidade e à imagem públicas da burocracia. Desse modo, o desafio da governabilidade consiste em conciliar os muitos interesses desses atores (na maioria, divergentes) e reuni-los em um objetivo comum (ou em vários objetivos comuns) a ser perseguido por todos. Assim, a capacidade de articular-se em alianças políticas e pactos sociais constitui-se em fator crítico para a viabilização dos objetivos do Estado. Essa tentativa de articulação que a governabilidade procura é uma forma de intermediação de interesses. Acerca das ideias do texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.","Texto CB2A1-I Ser mais humano em meio a um mundo cada vez mais digital — esse é o grande desafio das organizações para o ano de 2022 no Brasil e em todo o mundo. O equilíbrio entre home office e escritório, em um modelo híbrido de trabalho, deve ser a tendência para os próximos anos. E, no contexto da vida pós-pandemia, há desafios que os departamentos de recursos humanos (RH) vão enfrentar para manter uma relação saudável e positiva entre empresas e colaboradores e garantir, ainda, a produtividade do negócio. E no meio de tudo isso, a tecnologia mais uma vez surge como a viabilizadora de bons resultados. O primeiro desafio do RH é demonstrar segurança em um mundo de incertezas. É fundamental que toda a comunicação da companhia com seus colaboradores seja feita de maneira clara, precisa e sem hesitação, para evitar dúvidas e ansiedades, transmitindo-se segurança às equipes de trabalho. Nesse sentido, uma plataforma digital workplace, a famosa intranet, é uma ferramenta indispensável para sustentar uma comunicação de fato eficiente. Não há mais espaço para um modelo de trabalho independente e não colaborativo nas organizações, depois de quase dois anos de mudanças profundas nas relações de trabalho. Se o RH não dá as respostas certas no tempo certo, os gestores tendem a agir sozinhos em busca de soluções para seus desafios de atração e retenção de talentos. O resultado é uma desvalorização da área de recursos humanos, que é um dos pilares para a produtividade e sustentabilidade de qualquer empresa. O suporte da tecnologia ganha um papel cada vez mais estratégico para apoiar a tomada de decisão, que precisa ser cada vez mais humanizada. Não se trata de usar a tecnologia para automatizar e otimizar processos em uma estrutura “robotizada”, mas de ampliar o uso de ferramentas que humanizem as relações a partir de dados mais ricos e informações mais completas e valiosas, para buscar o melhor tanto para os colaboradores quanto para a própria empresa. Em 2022, o foco deve ser encontrar soluções que possam resolver os desafios da gestão de capital humano das organizações. Mesmo com toda a tecnologia existente, a ideia não é substituir pessoas, mas conferir-lhes poder para que suas tomadas de decisões sejam ainda melhores. É a tecnologia viabilizando relações mais humanas, precisas, por meio de dados reais, confiáveis. Esse é o caminho para o futuro. Considerando as ideias do texto CB2A1-I e sua tipologia, julgue os itens a seguir.","É notável que todo o percurso filosófico desenvolvido por Karl Popper trouxe grandes contribuições para a epistemologia da primeira metade do século XX, bem como críticas ao positivismo lógico, pensamento que era considerado na época como imperioso. Nas páginas das obras do filósofo austríaco, constata-se não só seu incômodo perante os problemas da indução e do verificacionismo, mas também a preocupação epistemológica, ética, social e política, isto é, formas de verificar e observar — empirismo — os objetos na natureza de modo racional. Essas questões pressupõem não somente seu modo de compreender e tentar solucionar problemas filosóficos, mas também o que foi enfatizado diversas vezes em seus escritos, que é esta a proposta da busca de um mundo melhor: a defesa de uma sociedade aberta, crítica e libertária. De início, vale considerar a análise da tolerância como fundamento do método falseacionista, do racionalismo crítico e da prática política no pensamento de Karl Popper. No que se refere às ideias e a aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1 Cresce, no mundo todo, o número de pessoas que demandam serviços de cuidado. De acordo com o último relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), esse universo deverá ser de 2,3 bilhões de pessoas em 2030 — há cinco anos, eram 2,1 bilhões. O envelhecimento da população e as novas configurações familiares, com mulheres mais presentes no mercado de trabalho e menos disponíveis para assumir encargos com parentes sem autonomia, têm levado os países a repensar seus sistemas de atenção a populações vulneráveis. Partindo desse panorama, as sociólogas Nadya Guimarães, da Universidade de São Paulo (USP), e Helena Hirata, do Centro de Pesquisas Sociológicas e Políticas de Paris, na França, identificaram, em estudo, o surgimento, nos últimos vinte anos, de arranjos que visam amparar indivíduos com distintos níveis de dependência, como crianças, idosos e pessoas com deficiência. Enquanto, em algumas nações, o papel do Estado é preponderante, em outras, a atuação de instituições privadas se sobressai. Na América Latina, o protagonismo das famílias representa o aspecto mais marcante. Conforme definição da OIT, o trabalho de cuidado, que pode ou não ser remunerado, envolve dois tipos de atividades: as diretas, como alimentar um bebê ou cuidar de um doente, e as indiretas, como cozinhar ou limpar. “É um trabalho que tem uma forte dimensão emocional, se desenvolve na intimidade e, com frequência, envolve a manipulação do corpo do outro”, diz Guimarães. Ela relata que o conceito de cuidado surgiu como categoria relevante para as ciências sociais há cerca de trinta anos e, desde então, tem sido crescente a sua presença em linhas de investigação em áreas como economia, antropologia, psicologia e filosofia política. “Com isso, a discussão sobre essa concepção ganhou corpo. Os estudos iniciais do cuidado limitavam-se à ideia de que ele era uma necessidade nas situações de dependência, mas tal entendimento se ampliou. Hoje, ele é visto como um trabalho fundamental para assegurar o bem-estar de todos, na medida em que qualquer pessoa pode se fragilizar e se tornar dependente em algum momento da vida”, explica a socióloga. Os avanços da pesquisa levaram à constatação de que a oferta de cuidados é distribuída de forma desigual na sociedade, recaindo, de forma mais intensa, sobre as mulheres. Ao refletir sobre esse desequilíbrio, a socióloga Heidi Gottfried, da Universidade Estadual Wayne, nos Estados Unidos da América, explica que persiste, nas sociedades, a noção arraigada de que o trabalho de cuidado seria uma manifestação de amor e, por essa razão, deveria ser prestado gratuitamente. Conforme Gottfried, a ideia decorre, entre outros aspectos, de construção cultural a respeito da maternidade e de que cuidar seria um talento feminino. Por outro lado, Guimarães lembra que, a partir de 1970, as mulheres aumentaram sua participação no mercado de trabalho brasileiro. Em cinco décadas, a presença feminina saltou de 18% para 50%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. “Consideradas provedoras naturais dos serviços de cuidado, as mulheres passaram a trabalhar mais intensamente fora de casa. Esse fato, aliado ao envelhecimento da população, gerou o que tem sido analisado como uma crise no provimento de cuidados que, em países do hemisfério norte, tem se resolvido com uma mercantilização desses serviços, além de uma maior atuação do Estado, por meio da criação de instituições públicas de acolhimento, expansão de políticas de financiamento, formação e regulação do trabalho de cuidadores”, conta a socióloga. Na América Latina, entretanto, o fornecimento de cuidados é tradicionalmente feito pelas famílias, nas quais mulheres desempenham gratuitamente papel central como cuidadoras de crianças, idosos e pessoas com deficiência. Para a minoria que pode pagar, o mercado oferece serviços de cuidado que compensam a escassa presença do Estado. Em relação a aspectos estruturais do texto CB1A1 e às informações por ele veiculadas, julgue os itens subsequentes.","Texto CG1A1-I A linguagem usada para descrever os alimentos que comemos pode ter um grande efeito em como os percebemos: orgânicos, artesanais, caseiros e selecionados soam um pouco mais tentadores que os prosaicos enlatados ou reidratados. Outro adjetivo que pode abrir nosso apetite é natural, enquanto tendemos a associar processado a produtos com uma longa lista de ingredientes impronunciáveis. Mas, no que diz respeito à nossa saúde, será que o natural é sempre melhor do que o processado? Na verdade, o fato de um alimento estar in natura não significa automaticamente que ele é saudável. Alimentos naturais podem conter toxinas, e um processamento mínimo pode torná-los mais seguros. O feijão, por exemplo, contém lectinas, que podem causar vômitos e diarreia. Elas são eliminadas quando os grãos ficam de molho durante horas e depois são cozidos na água fervente. O processamento também torna seguro o consumo de leite de vaca. O leite é pasteurizado desde o fim do século 19, para matar bactérias nocivas à saúde humana. Antes disso, era distribuído localmente, porque não havia uma boa refrigeração nas casas. As vacas eram ordenhadas todos os dias, e as pessoas levavam leite para vender nos bairros, mas as cidades ficaram maiores, o leite ficou mais distante e demorou mais para chegar ao consumidor, o que favorecia a multiplicação dos patógenos. As evidências crescentes de que alguns organismos presentes no leite pudessem ser prejudiciais à saúde levaram ao desenvolvimento de dispositivos para aquecimento do líquido e à invenção da pasteurização, que logo foi adotada na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos da América. O processamento também pode ajudar a preservar os alimentos e torná-los mais acessíveis. A fermentação faz com que o queijo se mantenha estável por mais tempo e, em alguns casos, reduz a quantidade de lactose, tornando-o mais digerível para quem tem uma intolerância leve à presença desse tipo de açúcar. No passado, o processamento dos alimentos era feito principalmente para aumentar sua vida útil. Por muito tempo, conservar os alimentos com a adição de ingredientes como açúcar ou sal foi essencial para as pessoas sobreviverem ao inverno. O processamento nos permitiu estar onde estamos hoje, pois evitou que passássemos fome. Muitos alimentos devem ser processados para ser consumidos, como o pão. Não poderíamos sobreviver apenas com grãos. O processamento permite que vitaminas e minerais, como vitamina D, cálcio e ácido fólico, sejam adicionados a certos alimentos processados, incluindo-se pães e cereais. Iniciativas como essas ajudaram a reduzir várias deficiências de nutrientes entre a população em geral — mas não tornaram necessariamente a comida nutricionalmente equilibrada. É preciso observar que alguns alimentos ultraprocessados podem estar associados a consequências indesejadas para a saúde, mas nem todos os alimentos processados são ruins. Os legumes e verduras congelados, o leite pasteurizado e a batata cozida, por exemplo, podem ser melhores para nós do que seus equivalentes não processados. Mas aqui está o segredo: todos esses alimentos também se parecem muito com sua forma natural, e é isso que precisamos ter em mente. Sempre que formos capazes de reconhecer que um alimento processado está próximo da sua forma natural, incluí-lo em nossa dieta pode até ser benéfico para nós. Em relação ao texto CG1A1-I e aos sentidos nele expressos, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1-I Com altos índices de evasão escolar, baixo engajamento e conteúdos pouco conectados à realidade dos alunos, o ensino médio já era, antes da pandemia de covid-19, a etapa mais desafiadora da educação básica. Com o fechamento das escolas e o distanciamento dos estudantes do convívio educacional, os últimos anos escolares passaram a trazer ainda mais dificuldades a serem enfrentadas — reforçadas pelas desigualdades raciais, socioeconômicas e de acesso à Internet. Nenhuma avaliação diagnóstica precisou os prejuízos totais da pandemia para a aprendizagem dos alunos, mas há alguns estudos que ajudam a entender melhor o cenário. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) apontou que houve piora em todas as séries avaliadas. Segundo a pesquisa amostral, em matemática, o desempenho alcançado no 3.º ano do ensino médio foi de 255,3 pontos na escala de proficiência, inferior aos 261,7 obtidos pelos estudantes ao final do 9.º ano do ensino fundamental no Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) de 2019. Em língua portuguesa, os estudantes do 9.º ano apresentaram uma queda de 12 pontos, e os do 3.º ano do ensino médio, de 11 pontos. Após o retorno presencial, estados e municípios ainda têm muito trabalho para identificar os reais prejuízos, dimensioná-los e encontrar caminhos e soluções para que professores e estudantes possam retomar a aprendizagem. Para Suelaine Carneiro, coordenadora de educação na Geledés, organização da sociedade civil que se posiciona em defesa de mulheres e homens negros, “há um consenso de que não foi possível atender todos os alunos” na educação pública. “Os dados indicam um baixo número de participação dos estudantes, somado à impossibilidade de os familiares acompanharem a resolução das tarefas”, afirma. Mas não fica apenas nisso. “Em termos de aprendizagem, os dados também mostram dificuldades no que diz respeito à compreensão e à resolução das tarefas.” De acordo com ela, a situação de alunos negros requer ainda mais atenção. “É preciso prestar atenção nessa condição: a pessoa já estava vulnerável socialmente, sem a possibilidade de realizar um isolamento dentro de casa, pois vive em uma casa pequena ou onde não há cômodos suficientes”, contextualiza Suelaine. Agravada pela pandemia, que engrossou o número de trabalhadores desempregados, a questão econômica foi um dos grandes fatores que impactou a vida dos estudantes do ensino médio. “Temos alunos que estão trabalhando no horário de aula, dizendo que precisam ajudar a família, e aos fins de semana assistem às atividades”, relata a professora Lucenir Ferreira, da Escola Estadual Mário Davi Andreazza, em Boa Vista (RR). Lucenir conta que muitos alunos chegam a falar que não conseguem aprender nada e desabafam por sentir que a aprendizagem foi prejudicada, principalmente os que estão em processo de preparação para o vestibular. Apesar dos desafios, Suelaine acredita que os impactos não são irreversíveis, como outros especialistas têm apontado. “Você pode recuperar dois anos se houver políticas públicas, compromisso público com a educação, de forma a desenvolver diferentes ações”, diz ela. FimDoTexto Considerando as informações veiculadas no texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nA respeito dos sentidos e dos aspectos tipológicos e coesivos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Uma das maiores festividades do Brasil! Essa é a Festa Nacional da Uva, o mais dinâmico símbolo de Caxias do Sul e da Serra Gaúcha. O evento comunitário é uma celebração da cultura dos imigrantes italianos, que fizeram da região sua morada. Em cada edição, milhares de pessoas ficam imersas na cultura, gastronomia, diversidade e alegria. No ano de 2022, não foi diferente. Mais de 350 mil pessoas visitaram a festa e se encantaram com as inúmeras atrações que valorizaram a gente e a cultura do lugar, como a vila dos distritos, a praça das cidades, a exposição de uvas, o pavilhão da agroindústria e os mais de 150 artistas regionais. Em termos de gastronomia, além dos restaurantes já existentes nos pavilhões, a vila dos distritos, a praça de alimentação e a praça das doceiras convidavam os visitantes a se deliciarem com opções que iam da típica polenta brustolada até o crepe, bem como com inúmeras opções de doces. A feira multissetorial contou com a presença de mais de 250 expositores de diversos segmentos. O centro de eventos recebeu expositores de vinícolas tradicionais da Serra Gaúcha, além de cervejarias, que também expuseram seus produtos no inédito bier garden, no mirante da festa. Além disso, o centro de eventos recebeu a praça das cidades, atração que reuniu 20 cidades vizinhas para mostrarem um pouco de sua cultura, sua arte, sua história e seus encantos. A tradicional exposição de uvas também aconteceu e foi um sucesso! Mais de 200 expositores apresentaram exemplares de diversas variedades da estrela da festa: a uva. A inovação e a tecnologia estiveram presentes no solo de inovação, atração inédita que trouxe diversas palestras, workshops, desafios e muitas oportunidades de colocar a mão na massa e vislumbrar uma infinidade de possibilidades para o futuro. Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens seguintes.","Texto CG1A1-II Muito se tem pesquisado sobre os impactos positivos da educação, que valeram inclusive um prêmio Nobel de economia a James Heckman, em 2000, por ele ter evidenciado, em um estudo longitudinal, as inegáveis vantagens de pré-escolas de qualidade para a obtenção futura de emprego e salários e para a redução de encarceramento. Mas uma nova pesquisa, feita aqui no Brasil, sobre uma política pública de visível efeito na aprendizagem, o ensino médio integral, um programa realizado por Pernambuco ao longo de 16 anos, trouxe evidências que também transcendem a educação. O estudo, feito por pesquisadores da USP e do INSPER, mostrou que, com o aumento da carga horária e um currículo que incorpora ideias de Antonio Carlos Gomes da Costa, que concebeu a proposta para a escola piloto, o Ginásio Pernambucano, no qual há tempo para se trabalhar o projeto de vida do aluno e o protagonismo juvenil, reduz-se em 50% a taxa de homicídio de homens jovens. Não se trata do primeiro estudo sobre os efeitos da escola em tempo integral. Outros analisaram salários dos formados e empregabilidade de mulheres, mas a melhora nos índices de criminalidade foi capturada apenas nessa interessante pesquisa. Visitei muitas escolas de ensino médio em Pernambuco, em áreas de grande vulnerabilidade. O resultado de uma política que se construiu ao longo de anos, tendo passado por diferentes governos e se fortalecido, é visível não só pelas melhores condições de trabalho dos professores, com dedicação exclusiva a uma única escola, como também pelo clima escolar. Não é por acaso que tantos estados, com governadores de partidos diferentes, têm-se inspirado no exemplo pernambucano, como Paraíba, Ceará, Maranhão e Goiás. O país pode aprender com nações com bons sistemas educacionais, nenhum deles com quatro horas de aula por dia, e, ainda, com o que dá certo por aqui. Considerando os sentidos e as propriedades linguísticas do texto CG1A1-II, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1-II Com a dor, o silêncio. Denso, ácido. Estagnado. Um silêncio de caco de vidro moído esfolando o corpo por dentro. Um desesperar, nada por vir. Dalva parou de falar com Venâncio. Não olhou mais para ele, considerou que ele não estava mais vivo, ignorou sua presença. Nenhuma reação. Nem quando ele chorou, quando ficou sem comer, quando parou de se lavar, nem quando ameaçou morrer, nem quando mandou valente, cuspiu na cara dela, sugigou prometendo uma nova surra, jurando morte, morrendo esmagado pelo que não podia ser desfeito. Nada. Ele suplicou sincero, desamparado, e ela, nem um olhar, nenhum perdão possível. Nas primeiras semanas, Dalva não comia, não bebia, não acendia a luz, morria um pouco a cada dia. Levantou-se depois de uma longa visita de luto da mãe, saiu de casa sem deixar pistas e, para desespero de Venâncio, só voltou ao entardecer do dia seguinte. Desse dia em diante, passou a sair todas as manhãs. Caminhava lenta, magra, ombros fechados de quem desistiu. Ninguém sabe ao certo aonde ia. Na hora mais triste das tardes, quando a saudade parece apertar o coração do mundo, Dalva voltava para casa. Dizem que a tristeza dessa hora está nas entranhas da gente, infiltrada nas nossas menores porções há milênios. Nasceu do pavor infinito do anoitecer, hora em que as mulheres não sabiam se seus homens voltariam vivos da caça. Muitas vezes não voltaram. Hora em que os homens, ao voltar da caça, não sabiam se encontrariam suas mulheres mortas. Muitas vezes encontraram. Perder amores é escurecer por dentro, uma memória do corpo que o entardecer evoca quando tinge o céu de vermelho. Para quem está sozinho depois de ter amado, o fim do dia é muito triste. Era nessa hora que ela voltava. Em relação ao texto CG1A1-II e a suas propriedades linguísticas, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1-II A crescente adoção do conceito de tecnologias sociais ocorre concomitantemente com o avanço de dois conceitos que lhe são complementares: economia solidária e capital social. As graves consequências do capitalismo e da globalização, refletidas em altos índices de desemprego, aumento de índices de violência e criminalidade, aprofundamento da pobreza e da degradação ambiental, não podem ser abordadas por projetos paternalistas e compensatórios. Ao contrário, requerem estudos aprofundados sobre um novo tipo de desenvolvimento. O professor Henrique Rattner pontua que, entre os cientistas sociais que se debruçam sobre os fracassos do desenvolvimento e suas causas, em todos os debates travados nos últimos anos, o conceito de capital social tem ocupado espaço crescente. O capital social, segundo Rattner, procura trabalhar com a necessidade gregária, o espírito de cooperação e os valores de apoio mútuo e solidariedade, com base na “eficiência social coletiva”. Capital social, segundo o estudioso John Durston, é o conjunto de normas, instituições e organizações que promovem a confiança, a ajuda recíproca e a cooperação e que incorporam benefícios como redução dos custos de transação, produção de bens públicos e facilitação da constituição de organizações de gestão de bases efetivas, de atores sociais e de sociedades civis saudáveis. Sua importância está na busca de estratégias de superação da pobreza e de integração de setores sociais excluídos. No Brasil, nas últimas décadas, tem havido uma multiplicação de experiências baseadas no conceito de economia solidária. Diferentemente de iniciativas meramente paliativas, como respostas emergenciais a situações de pobreza e miséria, há agora uma interpretação de que essas experiências devam ser uma base para a reconstrução do tecido social. Como diz o pesquisador Luis Inácio Gaiger, elas “constituiriam uma ação geradora de embriões de novas formas de produção e estimuladora de alternativas de vida econômica e social”. No que diz respeito aos sentidos e à estrutura do texto CG1A1-II, julgue os seguintes itens.","Aprimorar a saúde mental e física, prevenir doenças, ajudar a suportar o estresse, lidar com sentimentos de impotência e racionalizar fracassos de modo mais positivo e produtivo: são essas as promessas de um amplo leque de técnicas que, baseadas na ciência, podem adequar-se a necessidades ou circunstâncias de qualquer um. Algumas visam alterar estilos cognitivos e emocionais — ou seja, como racionalizar as causas de sucessos e fracassos —, outras se concentram em repetir chavões de autoafirmação. Há ainda técnicas voltadas para treinar a esperança — pensamento orientado por objetivos em que as pessoas percebem que podem produzir itinerários para metas desejadas e a motivação necessária para segui-los —, praticar a gratidão e o perdão ou cultivar o otimismo — uma diferença individual variável que reflete em que medida as pessoas mantêm expectativas favoráveis sobre o futuro. Em síntese, todos esses métodos compartilham alguns atributos. De um lado, são feitos sob medida para um consumo rápido; de outro lado, dizem proporcionar retornos rápidos e mensuráveis em troca de pouco investimento e esforço. Considerando as ideias e as propriedades linguísticas do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração padrão e que não há restrições de Texto CB4A1-I A comunicação tem-se transformado em um setor estratégico da economia, da política e da cultura. Da guerra, ela sempre o foi. A inclusão da informação e da comunicação nas estratégias bélicas tem aumentado no correr de milênios. No século VII a.C., o chinês Sun Tzu, em A arte da guerra, dizia que “toda guerra é embasada em dissimulação”, referindo-se à distribuição de informações falsas. Contudo, quem mais desenvolveu esse conceito foi o general prussiano Carl von Clausewitz, em seu amplo tratado Da guerra (Vom Kriege), publicado em 1832. No capítulo VI, Clausewitz afirma: “Grande parte das notícias recebidas na guerra é contraditória, uma parte ainda maior é falsa e a maior parte de todas é incerta. Em suma, a maioria das notícias é falsa, e o medo do ser humano reforça a mentira e a inverdade. As pessoas conscientes que seguem as insinuações alheias tendem a permanecer indecisas no lugar; acreditam ter encontrado as circunstâncias distintas do que imaginavam. Na guerra, tudo é incerto, e os cálculos devem ser feitos com meras grandezas variáveis. Eles direcionam a observação apenas para magnitudes materiais, enquanto todo o ato de guerra está imbuído de forças e efeitos espirituais”. Trata-se de desinformar, e não de informar. A desinformação é a informação falsa, incompleta, desorientadora. É propagada para enganar um público determinado. Seu fim último é o isolamento do inimigo em um conflito concreto, é o de mantê-lo em um cerco informativo. Os nazistas levaram essa estratégia do engano quase à perfeição. Atualmente, pratica-se tanto o cerco econômico, militar e diplomático quanto o informativo. Já não se trata apenas de isolar o inimigo. As novas tecnologias permitem aos militares intervir nos conflitos bélicos a distância, direcionando até mesmo os foguetes com a ajuda de GPS, a partir de um satélite. A telecomunicação militar apoiada em satélites e a eletrônica determinarão as guerras do futuro imediato. Fala-se já de bombas eletrônicas (E) que podem paralisar estabelecimentos neurais da sociedade moderna, como hospitais, centrais elétricas, oleodutos etc., destruindo os seus circuitos eletrônicos. Parece que hoje já se pode fazer a guerra sem bombas atômicas. As bombas E do tipo FCG (flux compression generator — gerador de compressão de fluxo), cujo emprego não está limitado às grandes potências bélicas, têm o mesmo efeito e fazem parte dos arsenais de alguns exércitos, e consistem em comprimir, mediante uma explosão, um campo eletromagnético, como um raio, sem os custos, os efeitos colaterais ou o enorme alcance de um dispositivo de pulso eletromagnético nuclear. Com relação às ideias do texto CB4A1-I, julgue os itens que se seguem.","Nossas cidades estão perdendo suas árvores rapidamente, mas até nisso somos um país desigual. Os bairros mais nobres do Rio de Janeiro e de São Paulo seguem maravilhosamente arborizados, alguns cada vez mais, frequentemente com árvores das mesmas espécies das que foram cortadas na frente da sua casa ou do seu trabalho por serem supostamente inadequadas, para não causarem danos à infraestrutura. As castanholas, também conhecidas como sete-copas, são uma espécie extremamente abundante no Rio de Janeiro, mas demonizadas em outras regiões menos urbanizadas, como no Pará, por exemplo, sob o argumento de que “A raiz dela cresce demais” ou de que “Vai quebrar a calçada”. Árvores com raízes robustas e que crescem por grandes distâncias são acusadas de destruir a pavimentação, ao passo que aquelas de raízes reduzidas caem com facilidade. As espécies de crescimento rápido são as que mais assustam os técnicos responsáveis pela arborização exageradamente tementes à infraestrutura. Todavia, as outras demoram uma eternidade para crescer, a vida passa ligeiramente e todos querem ver a tão sonhada arborização avançada. Não podem ficar muito altas, especificam os técnicos, nem derrubar muitas folhas. Se derrubarem frutos grandes, como mangas, por exemplo, nem pensar! Podem amassar a lataria de um carro! Flores e pequenos frutos podem manchar a pintura! Há também aquelas árvores que atraem morcegos. Melhor não! Espinhos estão fora de questão. E se alguém se machuca? Na autobiografia de Woody Allen, ele afirma algo interessante: mais do que os outros, o inferno é o gosto dos outros. A expectativa é que, nas próximas décadas, a temperatura das cidades suba consideravelmente devido às mudanças climáticas globais. Nesse contexto, é muito bem-vinda qualquer sombra que venha a reduzir a temperatura do asfalto, da calçada ou de uma parede. O canto dos pássaros e dos insetos e o colorido das flores também têm importante papel na qualidade de vida dos cidadãos, comprovadamente reduzindo o estresse e o risco de depressão. Esses são outros benefícios da arborização que, geralmente, não são incluídos no contexto técnico, mas que devem ser mais bem pesados na equação dos riscos e benefícios da arborização. A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os próximos itens.","Muito tem sido escrito e debatido sobre a afirmativa de que a “Internet é terra de ninguém”. Tal afirmativa não é de hoje, mas ainda alimenta uma sensação de impunidade ou de falsa responsabilidade do que é postado ou compartilhado na Internet e pelas redes sociais. A expressão fakes news, em particular, representa um estrangeirismo que mascara diversos crimes cometidos contra a honra, como injúria, calúnia e difamação. Sob um olhar semântico, dizer “compartilhei fake news de alguém” não carrega qualquer sentimento de culpa, ou se carrega, ela é mínima. Agora, dizer “cometi um crime contra honra” já traz outras implicações, não só de ordem jurídica, mas também de grande responsabilidade pessoal. No que se refere às ideias, aos sentidos e às construções linguísticas do texto precedente, assim como a sua tipologia, julgue os itens a seguir.","No mundo de hoje, as telecomunicações representam muito mais do que um serviço básico; são um meio de promover o desenvolvimento, melhorar a sociedade e salvar vidas. Isso será ainda mais verdade no mundo de amanhã. A importância das telecomunicações ficou evidente nos dias que se seguiram ao terremoto que devastou o Haiti, em janeiro de 2010. As tecnologias da comunicação foram utilizadas para coordenar a ajuda, otimizar os recursos e fornecer informações sobre as vítimas, das quais se precisava desesperadamente. A União Internacional das Telecomunicações (UIT) e os seus parceiros comerciais forneceram inúmeros terminais satélites e colaboraram no fornecimento de sistemas de comunicação sem fio, facilitando as operações de socorro e limpeza. Saúdo essas iniciativas e, de um modo geral, o trabalho da UIT e de outras entidades que promoveram o acesso à banda larga em zonas rurais e remotas de todo o mundo. Um maior acesso pode significar mais progressos no domínio da realização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. A Internet impulsiona a atividade econômica, o comércio e até a educação. A telemedicina está melhorando os cuidados com a saúde, os satélites de observação terrestre são usados para combater as alterações climáticas e as tecnologias ecológicas contribuem para a existência de cidades mais limpas. Ao passo que essas inovações se tornam mais importantes, a necessidade de atenuar o fosso tecnológico é mais urgente. Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","As tecnologias de contar e escrever histórias não seguiram um caminho linear. A própria escrita foi inventada pelo menos duas vezes, primeiro na Mesopotâmia e depois nas Américas. Os sacerdotes indianos se recusavam a escrever as histórias sagradas por medo de perder o controle sobre elas. Professores carismáticos (como Sócrates) se recusaram a escrever. Algumas invenções posteriores foram adotadas somente de forma seletiva, como quando os eruditos árabes usaram o papel chinês, mas não demonstraram nenhum interesse por outra invenção chinesa, a impressão. As invenções relacionadas à escrita tinham muitas vezes efeitos colaterais inesperados. Preservar textos antigos significava manter vivas artificialmente as línguas. Desde então, passou-se a estudar línguas mortas e alguns textos acabaram sendo declarados sagrados. Julgue os itens seguintes, relativos à tipologia, aos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente.","Texto CB1A1 bem definidas em várias áreas, como mercado de trabalho, opções de lazer e transporte. Mas o que um novo estudo influência nas suas habilidades de localização — e esse efeito varia de país para país. jogo de celular para aferir a habilidade de navegação espacial das pessoas. No game, os jogadores controlam um barco e têm marcados. Eles então têm que seguir o caminho guiados apenas pela memória, passando pelos objetivos invisíveis antes de mil pessoas de 38 países. Além da jogatina, os pesquisadores também aplicaram idade, gênero, nível educacional e local de origem. Os resultados mostraram que pessoas que haviam crescido em áreas rurais ou vilarejos tinha uma taxa de acerto maior. E isso se manteve independentemente de correções de outros fatores, mostraram que há correlação entre as habilidades de navegação das pessoas no jogo e na vida real — como se localizar em uma A diferença entre moradores urbanos e rurais foi maior nos Estados Unidos da América, onde as cidades perpendiculares). Já na Europa, onde as cidades são mais irregulares, a diferença entre pessoas oriundas de zonas O estudo não estabeleceu os motivos por trás do resultado, mas dá para teorizar. Embora as cidades possam as tranquilas zonas rurais, elas estão cheias de elementos e recursos de localização (placas, nomes de ruas, normas de ônibus ou metrô, em que você não precisa memorizar o caminho — somente os pontos inicial e final. Talvez tudo isso, capacidade de se orientar. Já em áreas rurais ou vilarejos, sem essas ajudas, o jeito é aprender na marra mesmo. Com relação às ideias e à tipologia do texto CB1A1, julgue os itens a seguir.","Espinosa atravessou lentamente a rua, olhar no chão, mãos nos bolsos, em direção à praça. O sol ainda brilhava forte na tarde de primavera. Procurou um banco vazio, de frente para o porto, tendo às costas o velho prédio do jornal A Noite. À sombra de um grande fícus, deixou as ideias surgirem anarquicamente. Poucas pessoas considerariam a praça Mauá um lugar adequado à reflexão, exceto ele e os mendigos. No começo era visto com desconfiança, mas aos poucos eles foram se acostumando a sua presença. Nunca frequentou a praça à noite, respeitava a metamorfose produzida pelos frequentadores do Scandinavia Night Club ou da Boite Florida. Enquanto prestava minuciosa atenção ao movimento dos guindastes no porto, deixou o pensamento emaranhar-se livremente em sua própria trama. Formara, havia tempos, a ideia de que momentos de solidão eram propícios à reflexão. Sentado naquele banco, acabara por concluir que isso não se aplicava a si próprio. A forma mais comum como transcorria sua vida mental era a de um fluxo semienlouquecido de imagens acompanhado de diálogos inteiramente fantásticos. Não se julgava capaz de uma reflexão puramente racional, o que, para um policial, era no mínimo embaraçoso. No que concerne aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens que se seguem.","Julgue os seguintes itens, considerando os aspectos textuais e gramaticais do cartaz precedente veiculado pelo Ministério Público Federal, no âmbito do projeto Amazônia Protege.","vida de Geraldo Viramundo: sua troca de correspondência com os estudantes, julgando estar a se corresponder com sua amada. é impossível dar a exata medida do grau de maluquice que inspiraram tais cartas: infelizmente se perderam e de nenhuma esforços em rebuscar coleções, arquivos e alfarrábios em minha terra. Sou forçado, pois, a limitar-me aos elementos de que Viramundo em Ouro Preto, e dando viço às suas peregrinações. Com referência aos sentidos do texto precedente e às estruturas linguísticas nele empregadas, julgue os itens a seguir.","Com relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto antecedente, julgue os itens seguintes.","Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os próximos itens.","Julgue os itens a seguir, relativos aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado.","Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto apresentado, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1AAA número de cursos frequentados, a qualificação dos professores seria extraordinária. Se a qualidade das escolas pudesse ser frequentadas pelos seus professores, aconteceria uma revolução em cada escola. Os professores fazem cursos, acumulam aos desafios que encaram na sala de aula. Esta preocupante realidade brasileira não difere de continuada de professores, decorrente da institucionalização de um subsistema de formação e do investimento de milhões de ou nada se alterou na atitude dos professores, pouco ou nada terá mudado nas suas práticas. porque se tenha insistido na crença da transferibilidade linear de saberes pretensamente adquiridos. Talvez porque se tenha como o professor ensina. Que o modelo predominante da formação universitária é, por vezes, a negação do que se porque se descurasse a necessidade de criar dispositivos de autoformação cooperativa, que rompessem com a cultura do escolas. Talvez... Não será difícil caracterizar os programas de formação primordial é o de adaptar os professores a “novas” técnicas ou processos. esta prática de formação não tenha servido ao que se propôs. E não se poderá imputar a responsabilidade à incipiente programas ou ao tradicional individualismo dos professores. Estes programas mantêm grande número de professores como Acredito que a formação acontece quando um professor se decifra através de um diálogo entre o eu que age efetivo projeto, identifica as suas fragilidades e compreende que é obra imperfeita de imperfeitos professores. Considerando as ideias expressas no texto CB1A1AAA e a sua tipologia, julgue os itens a seguir.","Texto CB3A1BBB haver-se com senhoras. Felizmente, lembrou-se da promessa que a si mesmo fizera de ser forte e implacável. Foi jantar. em casa, muito melhor que no trem de ferro. Lá vestia a capa, embora tivesse os olhos descobertos; cá trazia à vista os olhos mostrando as mãos, que eram bonitas, e um princípio de braço. Demais, aqui era a dona da casa, falava mais, desfazia-se em No que se refere à tipologia e a aspectos linguísticos do texto CB3A1BBB — um fragmento de obra de Machado de Assis —, julgue os itens seguintes.","Texto CB2A6AAA prosperidade que, apegando-se a certas soluções onde, na melhor hipótese, se abrigam verdades parciais, progresso. É bem característico, para citar um exemplo, o que ocorre com a miragem da alfabetização. Quanta inútil nossos males ficariam resolvidos de um momento para o outro se estivessem amplamente difundidas as escolas A muitos desses pregoeiros do progresso seria difícil convencer de que a alfabetização em massa não é e capitalista que admiram. Desacompanhada de outros elementos fundamentais da educação, que a completem, nas mãos de um cego. No que se refere às ideias e aos sentidos do texto CB2A6AAA e à sua classificação quanto ao tipo e ao gênero textual, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1AAA cultura. Quais são as condições de preservação, de apropriação da cultura, e de reflexão crítica sobre ela? Mesmo um para mostrar a precariedade dessas condições. O ritmo do tempo histórico é marcado pelo círculo produção e consumo, culturais”. Os fatores de desagregação cultural incluem o imediatismo e o caráter efêmero e disperso dos interesses que distorção da informação, a mercantilização extremada dos meios de comunicação. intensamente submetidos a mecanismos industriais, sem que se assuma qualquer medida no sentido de garantir acesso instância em que se pode resistir, de alguma maneira e por algum tempo, a esse processo, sendo a instituição em que a sem os critérios de utilidade e oportunidade socialmente introjetados a partir da mídia. determinações pragmáticas e economicistas, é necessário um espaço público de preservação, de apropriação e de reflexão. a critérios da expectativa de retorno de investimento. Por isso, a universidade, como instituição pública, pode assumir a princípio, se revestem os bens de cultura historicamente legados ao presente. relação intrínseca com a cultura, que permite que o acesso não seja filtrado por mecanismos de outras instâncias da vida na instituição pública pode-se articular em algum grau — que garante o conhecimento, a apropriação intelectual, a reflexão, De acordo com as ideias do texto CB1A1AAA,\n\n\n\nJulgue os próximos itens, referentes a aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA e à sua tipologia.","Texto para os itens de 13 a 21 Ouro em FIOS como o ouro e o cobre — condutor de ENERGIA ELÉTRICA. O ouro já é escasso. A energia elétrica caminha para energia sustentáveis, faça sua parte aqui no TJDFT: — Desligue as luzes nos ambientes onde é possível — Feche as janelas ao ligar o ar-condicionado. — Sempre desligue os aparelhos elétricos ao sair do — Utilize o computador no modo espera. Fique ligado! Evite desperdícios. Energia elétrica. A natureza cobra o preço do desperdício. Considerando as ideias expressas no texto, bem como seus aspectos tipológicos e linguísticos, julgue os itens subsequentes.","No que se refere aos aspectos linguísticos do texto, julgue os próximos itens."],"questions":[{"id":"8ee4f890d77a","number":1,"stem":0,"statement":"Além de prestar informações, o texto também apresenta trechos com viés argumentativo.","answer":"C","source":{"slug":"INFRASA_26_ANALISTA","ano":2026},"explanation":{"verdict_reason":"O texto informa com dados de fontes nomeadas (SEEG, E-bus Radar, percentuais e frotas) e, ao lado disso, toma posição: é fundamental começar pelos ônibus, cabe ao governo estruturar mecanismos de financiamento, os governos locais devem avançar, o Brasil ainda precisa percorrer um caminho longo. Modalidade deôntica e avaliação são marcas argumentativas convivendo com a exposição.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Informação e viés argumentativo no mesmo texto","citation":null,"trap_note":"Cabe a, deve, é fundamental, é preciso e é essencial marcam o que o autor quer que aconteça, não o que ele constatou. Um texto cheio de dados continua sendo informativo, mas a presença dessas formas confirma o trecho argumentativo que o item costuma alegar."}},{"id":"84444b9aa11f","number":1,"stem":1,"statement":"O texto é predominantemente argumentativo: nele a autora defende a ideia de que é possível produzir e divulgar conhecimento científico de diferentes formas.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Depois da abertura sobre as muitas formas de fazer ciência, o texto se dedica inteiramente a apresentar Mônica Santos Dahmouche: sua trajetória, o museu, os projetos com meninas, a rede STEM, o livro e o podcast, entremeados de falas dela entre aspas. É um perfil de divulgação, que expõe e exemplifica. A frase inicial funciona como moldura do perfil, não como tese disputada ao longo do texto.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"predominantemente argumentativo","corrected_statement":"O texto é predominantemente expositivo: nele a autora apresenta a trajetória de uma cientista que produz e divulga conhecimento científico de diferentes formas.","concept":"Frase-moldura de abertura × tese defendida","citation":null,"trap_note":"Uma afirmação geral na abertura não transforma o texto em argumentativo se o restante apenas a ilustra com um caso. Tese pede sustentação com provas e, em geral, retorno no fecho; moldura pede apenas um exemplo que a preencha."}},{"id":"063ca6e63b45","number":12,"stem":2,"statement":"Predomina, no segundo parágrafo do texto, a tipologia descritiva.","answer":"E","source":{"slug":"CD_25_NS","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O segundo parágrafo é feito só de medidas e comparações: 0,47 °C por década entre 1985 e 2024, quase 1,9 °C acumulados, ritmo 60% superior ao do Brasil e dos biomas amazônia e cerrado, cerca do dobro da caatinga e da mata atlântica, mais que o triplo do pampa. Quantificar e comparar é exposição; descrever seria atribuir traços perceptíveis ao bioma, e nenhum aparece ali.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"a tipologia descritiva","corrected_statement":"Predomina, no segundo parágrafo do texto, a tipologia expositiva.","concept":"Parágrafo de números e comparações é expositivo","citation":null,"trap_note":"Parágrafo integralmente numérico nunca é descritivo. A descrição pede qualidades sensíveis — seco, quente, alagado, vasto —, não grandezas medidas. Quando o parágrafo se resume a séries e percentuais, o tipo é o expositivo, sem exceção prática nesta banca."}},{"id":"c840657e19c1","number":2,"stem":3,"statement":"O texto é predominantemente injuntivo, o que se evidencia pelo fato de estar centrado na defesa de uma ideia.","answer":"E","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A justificativa desmente o tipo alegado. Estar centrado na defesa de uma ideia é característica do texto argumentativo; o injuntivo é o que instrui o leitor a fazer algo, com verbos no imperativo ou no infinitivo de comando, e no texto não há um só. Além disso, o texto tampouco defende uma tese: ele expõe o que o relatório do FMI mediu sobre exposição e complementaridade dos empregos à IA.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"predominantemente injuntivo","corrected_statement":"O texto é predominantemente expositivo, o que se evidencia pelo fato de estar centrado na apresentação dos dados e das categorias de um relatório.","concept":"Injuntivo leva a fazer; argumentativo leva a pensar","citation":null,"trap_note":"Quando o item dá tipo e justificativa, confira se um confirma o outro antes de ir ao texto. Injuntivo justificado por defesa de ideia, descritivo justificado por dados, narrativo justificado por exposição de conceitos: a justificativa entrega o erro sem que seja preciso reler o texto."}},{"id":"9c403005684c","number":2,"stem":4,"statement":"Para atingir seu propósito comunicativo, o autor constrói o texto com base nas tipologias textuais expositiva e argumentativa.","answer":"C","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O autor apresenta números verificáveis — 80 milhões de processos, 203 milhões de brasileiros, R$ 12,3 bilhões gastos na justiça federal, R$ 479,16 por habitante em 2020 — e, sobre eles, emite juízo: o número é estarrecedor, a situação é praticamente insustentável, há muito o que fazer. Os dados sustentam a avaliação, de modo que exposição e argumentação se combinam para o propósito do texto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Dado exposto como base de avaliação argumentativa","citation":null,"trap_note":"Adjetivos avaliativos colados ao dado (estarrecedor, insustentável, alarmante) são a costura entre a exposição e a argumentação. Sua presença confirma a segunda sem eliminar a primeira, e itens que afirmam a combinação das duas tipologias costumam ser Certo nesse arranjo."}},{"id":"9962fd2fc2a9","number":3,"stem":5,"statement":"O texto, que é predominantemente narrativo e desenvolvido com base em um fato do cotidiano do narrador, caracteriza-se como uma crônica.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O narrador parte de um fato miúdo e datado do próprio cotidiano — o pão que não veio por causa do locaute — e dele puxa a lembrança do padeiro que se anunciava como ninguém, fechando com a lição de humildade. Fato corriqueiro, narrador em primeira pessoa, tom coloquial, extensão curta e desfecho reflexivo são os traços com que se define a crônica, e o texto avança por fatos em sucessão.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Crônica: gênero narrativo ancorado no cotidiano","citation":null,"trap_note":"Tipo e gênero são perguntas diferentes e a banca costuma cobrá-las juntas. Crônica, conto, romance e fábula são gêneros que se apoiam no tipo narrativo; editorial e artigo de opinião, no argumentativo; verbete e manual, no expositivo e no injuntivo. Confirme os dois separadamente."}},{"id":"018c0dd560b1","number":3,"stem":6,"statement":"O texto é constituído de diferentes tipos textuais, havendo trecho injuntivo no terceiro parágrafo e predomínio da tipologia narrativa no quarto e no quinto parágrafos.","answer":"C","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O terceiro parágrafo fecha com um imperativo dirigido ao leitor: Considere a teoria da evolução pela seleção natural. É sequência injuntiva dentro de um texto dissertativo. Os dois parágrafos seguintes contam, em sucessão e no passado, o que Darwin e Wallace fizeram: ambos viajaram, observaram, falharam até lerem Malthus e então viram como a noção se encaixaria. As três localizações que o item dá conferem uma a uma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Sequências injuntiva e narrativa hospedadas em texto dissertativo","citation":null,"trap_note":"Item longo que localiza tipos parágrafo a parágrafo só se resolve verificando cada localização. Não julgue pelo tipo dominante do texto: a pergunta é sobre trechos, e um único imperativo basta para haver injunção, assim como uma cadeia de verbos no perfeito com sujeitos agentes basta para haver narração."}},{"id":"98f4f0019677","number":4,"stem":7,"statement":"No texto, que se caracteriza como uma crônica, predominam sequências tipológicas narrativas.","answer":"C","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A crônica tem descrições fortes do mar e dos pinheiros, mas o texto avança por fatos: o homem lança um olhar à paisagem, volta-se para o interior do apartamento, entedia-se, volta à varanda; chega o porteiro, o homem desce, encontra um amigo na esquina, responde qualquer coisa. São essas ações sucessivas que sustentam o texto e levam ao fecho, e a paisagem é o que se vê no percurso.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Crônica narrativa com blocos descritivos inseridos","citation":null,"trap_note":"Descrição vistosa engana: conte os verbos que fazem o tempo avançar. Se, retirados os trechos descritivos, ainda sobra uma sequência de acontecimentos, a predominância é narrativa. Se sobra apenas um quadro parado, é descritiva."}},{"id":"5a33a0077290","number":4,"stem":8,"statement":"O último período do texto é construído com base na tipologia argumentativa.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_AC_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O último período é O dualismo de Descartes não foi um capricho de momento — fundamentava-se em um argumento lógico que afirmava a impossibilidade, para qualquer máquina, de imitar a liberdade da mente consciente. Ele refuta uma avaliação desqualificadora e apresenta a razão que a desmente. Negar uma tese alheia e sustentar a própria com uma justificativa é operação argumentativa.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Refutação mais justificativa em um só período","citation":null,"trap_note":"A estrutura não é X — é Y, ou não foi X, fundamentava-se em Y, é argumentativa por natureza: pressupõe uma leitura adversária e a corrige. Reconheça-a mesmo quando ocupa um único período dentro de um texto expositivo."}},{"id":"1f75bf4173f5","number":6,"stem":9,"statement":"O texto consiste em uma narração contada na primeira pessoa do singular, com o uso de formas verbais predominantemente no passado, de maneira que evocam memórias pessoais.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O narrador está em primeira pessoa do singular e diz de si: Durante toda a minha infância, Eu não podia entender nada, meu pai foi diretor, eu talvez não tivesse estudado ali, eu achava estranho. Os verbos estão predominantemente no passado — discutiram, atacava, conseguiu, ficou, morreu, estavam dançando — e o que se conta são cenas lembradas do Centro Operário. Narração memorialística em primeira pessoa, exatamente como o item descreve.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Narrativa memorialística em primeira pessoa","citation":null,"trap_note":"O presente inicial de Abre-se uma janela não desfaz a predominância do passado: é presente de rememoração, que traz a cena para diante do leitor. Conte os verbos do corpo do texto, não os do primeiro período, antes de julgar predominância de tempo verbal."}},{"id":"20588a90987f","number":9,"stem":10,"statement":"O primeiro parágrafo do texto é predominantemente expositivo, no que se refere à tipologia textual.","answer":"C","source":{"slug":"CNJ_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O primeiro parágrafo apenas define e explica: o senso comum é acumulado ao longo da vida, é transmitido de geração em geração, é um tipo de conhecimento não científico formado por impressões subjetivas. Não há avaliação do autor, não há contraposição e não há fato narrado. A crítica e a tomada de posição só aparecem a partir do segundo parágrafo, com Trata-se, contudo, apenas de um mito.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Parágrafo de definição em abertura de texto argumentativo","citation":null,"trap_note":"Texto argumentativo costuma abrir por um parágrafo expositivo que define o objeto antes de atacá-lo. Item sobre a tipologia de um parágrafo isolado se julga só por aquele parágrafo — o tipo dominante do texto inteiro é irrelevante para essa pergunta."}},{"id":"4fad64c839f8","number":12,"stem":11,"statement":"Predomina no texto o tipo textual narrativo.","answer":"C","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho conta um episódio fechado, com personagens (Fabiano, o cobrador, o funcionário), lugar, tempo anterior à seca e uma cadeia de fatos que se sucedem: matara o porco, fora vendê-lo, o cobrador chegara, Fabiano fingira-se desentendido, despedira-se, gemera no imposto e na multa. O mais-que-perfeito organiza a lembrança como sucessão de acontecimentos, que é o tipo narrativo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Fatos em sucessão com personagens: narração","citation":null,"trap_note":"O diálogo inserido e os trechos de discurso indireto livre não descaracterizam a narração: são recursos dela. O que define é a cadeia de fatos que avança. Se você consegue resumir o trecho como primeiro, depois, então, o texto narra."}},{"id":"51c428d8a4f4","number":13,"stem":12,"statement":"Há no texto trechos argumentativos, como se observa, por exemplo, no terceiro parágrafo, em que o autor defende a posição de que a filosofia é capaz de apresentar problemas genuínos.","answer":"E","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O terceiro parágrafo começa por Apesar de tudo, há quem acredite que a filosofia possa colocar problemas genuínos. A posição existe no texto, mas atribuída a terceiros não identificados, e o autor não a assume: ele relata que ainda há quem creia nisso e que esses é que teriam de recomeçar do princípio. Trecho argumentativo o texto tem; o que não há é o autor defendendo essa posição ali.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"o autor defende a posição de que a filosofia é capaz de apresentar problemas genuínos","corrected_statement":"Há no texto trechos argumentativos, como se observa, por exemplo, no terceiro parágrafo, em que o autor registra que há quem acredite que a filosofia é capaz de apresentar problemas genuínos.","concept":"Posição relatada × posição assumida pelo autor","citation":null,"trap_note":"Há quem acredite, alguns sustentam, costuma-se dizer, para muitos são fórmulas de atribuição a terceiros. O conteúdo está no texto e é verdadeiro que alguém o defende, mas não é o autor. Localize sempre quem é o sujeito do verbo de opinião antes de aceitar que o autor defende algo."}},{"id":"ac4e1daa4d17","number":13,"stem":13,"statement":"No texto predomina o tipo textual expositivo.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O texto define notícias falsas, enuncia sua finalidade, registra que o fenômeno não é novo e ilustra com tabloides, fofocas de celebridades e táticas de revistas. Definir, explicar e exemplificar são operações expositivas. O autor não defende posição contra um oponente nem instrui o leitor a fazer algo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Definição mais exemplificação: marca do expositivo","citation":null,"trap_note":"A sequência definição, explicação, exemplo é o esqueleto do texto expositivo. Um exemplo introduzido por basta pensar em ou como no caso de é ilustração do conceito, não prova de tese. É a presença de um contraditório, e não a de exemplos, que faria o texto virar argumentativo."}},{"id":"475d18ea619a","number":27,"stem":14,"statement":"Para atingir o seu propósito comunicativo, a autora constrói seu texto combinando as tipologias expositiva e narrativa.","answer":"E","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O texto expõe o que é comunicar e, a partir de Comunicar não se limita, entretanto, a transmitir informações, contesta uma crença corrente e sustenta que a linguagem envolve sobretudo ação sobre o outro, fechando com Por isso, não podemos nos esquecer de que. Há exposição e argumentação. O que não há é narração: nenhum fato é contado, nenhum personagem age, nenhuma sucessão temporal se estabelece.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"as tipologias expositiva e narrativa","corrected_statement":"Para atingir o seu propósito comunicativo, a autora constrói seu texto combinando as tipologias expositiva e argumentativa.","concept":"Refutação de crença corrente é argumentação, não narração","citation":null,"trap_note":"Em item que combina duas tipologias, verifique cada uma isoladamente: é comum que a primeira esteja certa e sirva para fazer a segunda passar. Para a narração, exija fato, agente e sucessão; sem os três, a alegação cai."}},{"id":"81aa946b18e8","number":36,"stem":15,"statement":"O texto, que se classifica como narrativo, relata episódio em que a personagem segue pelas ruas da cidade, sob forte calor, cuja intensidade afeta o comportamento das pessoas e da personagem, particularmente na decisão sobre a visita que faria ao tio.","answer":"C","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O texto é narrado em primeira pessoa e avança por fatos: retardei o passo, um homem esbarrou em mim, caiu-lhe a pasta, prossegui pela rua, voltei a cara para o céu. As passagens sobre o calor e os transeuntes descrevem, mas estão a serviço desse percurso, e o calor motiva tanto a falta de cortesia quanto a desistência da visita ao tio Samuel. A síntese do item confere em cada elo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Descrição inserida a serviço da narração","citation":null,"trap_note":"Item de tipologia que vem acompanhado de resumo longo se decide em duas etapas: primeiro o tipo, depois cada afirmação do resumo. Aqui o resumo prende o calor à decisão sobre a visita, e essa ligação está no texto (Melhor escolher um outro dia). Se um elo do resumo não estivesse no texto, o item cairia mesmo com o tipo certo."}},{"id":"36626b898aca","number":1,"stem":16,"statement":"Quanto à tipologia, o texto se classifica como dissertativo e tem como objetivo principal a defesa da sustentabilidade socioambiental.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NM","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O texto é institucional e apresenta o que a própria empresa faz: quantos dos dez compromissos se ligam a carbono, quais são os outros quatro, em que investe e como contribui para a transição energética. É exposição das ações da PETROBRAS, com finalidade informativa e de divulgação da imagem da empresa. Não há tese sobre a sustentabilidade sendo sustentada contra posição contrária, nem argumento que a prove.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"tem como objetivo principal a defesa da sustentabilidade socioambiental","corrected_statement":"Quanto à tipologia, o texto se classifica como expositivo e tem como objetivo principal a apresentação dos compromissos socioambientais da empresa.","concept":"Divulgar as próprias ações × defender uma tese","citation":null,"trap_note":"Texto institucional fala bem de si mesmo, e isso não é o mesmo que argumentar. Pergunte contra o que a suposta tese se defende: se não há posição contrária no horizonte e todos os enunciados são relatos de iniciativas próprias, a tipologia é expositiva."}},{"id":"adafedcad7a7","number":3,"stem":17,"statement":"Embora o texto seja predominantemente dissertativo, verificam-se nele traços do tipo narrativo.","answer":"E","source":{"slug":"MEC_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O texto é dissertativo do começo ao fim: define época histórica, transição e mudança, e defende a necessidade de atitude crítica. Falar de passagem de uma época para outra é tratar do tempo como assunto, não narrar: não há personagem, não há fato datado, não há acontecimento que se suceda a outro. O traço de outro tipo que existe ali é injuntivo, em Ponha-se ênfase, desde já, na necessidade permanente de uma atitude crítica.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"traços do tipo narrativo","corrected_statement":"Embora o texto seja predominantemente dissertativo, verificam-se nele traços do tipo injuntivo.","concept":"Tempo como assunto × tempo como estrutura narrativa","citation":null,"trap_note":"É a armadilha central do tópico: texto que fala de mudança, processo, evolução ou transição parece narrativo e não é. Narrar exige fatos particulares em sucessão, com agentes. Vocabulário temporal abstrato (época, fase, transição) é assunto, não estrutura."}},{"id":"d2a66de12d0d","number":6,"stem":18,"statement":"No texto, predomina a tipologia descritiva, o que se confirma pela exposição de dados empíricos.","answer":"E","source":{"slug":"SEFIN_FORTALEZA_CE_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O texto define e explica: o que faz o Estado moderno, o que é a função redistributiva, o que são sistemas tributários progressivo, regressivo e proporcional, e como se comporta o IRPF brasileiro. É exposição conceitual. Além disso, dados empíricos praticamente não aparecem, e ainda que aparecessem eles não seriam marca de descrição, mas de exposição.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"predomina a tipologia descritiva","corrected_statement":"No texto, predomina a tipologia expositiva, o que se confirma pela definição e pela explicação de conceitos de finanças públicas.","concept":"Exposição conceitual apresentada como descrição","citation":null,"trap_note":"Texto que define termos técnicos e classifica espécies (progressivo, regressivo, proporcional) é expositivo. A palavra descrever atrai o candidato porque no uso corrente ela cobre qualquer apresentação de conteúdo; na tipologia, ela só vale para traços perceptíveis de seres, objetos e ambientes."}},{"id":"fed9e65a56c2","number":7,"stem":19,"statement":"O texto é essencialmente narrativo, pois relata fatos da vida de um personagem principal.","answer":"E","source":{"slug":"SEDUC_RECIFE_23_PROFESSOR","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O texto é uma reportagem de divulgação sobre Darcy Ribeiro: expõe sua trajetória, cita a avaliação de um sociólogo entre aspas, apresenta obras e o projeto de universidade que ele defendia. Há trechos que relatam fatos, mas eles servem à exposição de quem foi e do que pensou o antropólogo, não a um enredo. Darcy não é personagem de uma história; é o assunto de um perfil.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"essencialmente narrativo","corrected_statement":"O texto é essencialmente expositivo, pois apresenta a trajetória e as ideias de um autor.","concept":"Assunto biográfico não faz do texto uma narrativa","citation":null,"trap_note":"Falar de uma vida não é narrar uma vida. A narrativa precisa de fatos encadeados que se sucedam e se transformem; o perfil jornalístico organiza a matéria por temas (carreira, influências, obra) e intercala citações. Pergunte se, retirados os fatos, sobra um enredo ou sobra um assunto."}},{"id":"edc8c31cc639","number":10,"stem":20,"statement":"Predomina no texto a tipologia textual argumentativa.","answer":"E","source":{"slug":"CNMP_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"A reportagem apresenta o problema da separação de poderes no início do século XIX, cita a historiadora Monica Dantas, arrola os projetos de Constant e de Bolívar e conta o que ocorreu no Brasil de 1823 e 1824, fechando com a comparação entre o Poder Moderador e as cortes supremas. Divulga conhecimento histórico; não sustenta tese própria contra posição adversária.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"a tipologia textual argumentativa","corrected_statement":"Predomina no texto a tipologia textual expositiva.","concept":"Divulgação histórica é expositiva","citation":null,"trap_note":"Citar especialistas não é argumentar: em reportagem, a citação de autoridade é fonte de informação. Só há argumentação quando o próprio texto toma posição e usa as fontes como prova a favor dela. Pergunte qual é a tese; se não houver resposta em uma frase, o texto expõe."}},{"id":"84a2b69ea949","number":10,"stem":21,"statement":"O texto se caracteriza como predominantemente dissertativo-expositivo.","answer":"C","source":{"slug":"CAPES_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O texto explica a origem social da argumentação e sustenta uma tese geral: todo discurso tem dimensão argumentativa. Desenvolve isso por definição, exemplificação em duas séries e justificativa dupla introduzida por de um lado e de outro. Não há enredo, não há descrição de traços, não há instrução: o que há é exposição organizada de um conteúdo conceitual.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Dissertação expositiva: conceito, exemplos e justificativa","citation":null,"trap_note":"Dissertativo-expositivo e dissertativo-argumentativo diferem pelo adversário: o expositivo explica um conteúdo, o argumentativo combate uma posição contrária. Aqui o texto ensina uma tese teórica sem polemizar com ninguém, e a CEBRASPE trata esse arranjo como expositivo."}},{"id":"9ae11ebf37e1","number":14,"stem":22,"statement":"O último parágrafo do texto caracteriza-se como injuntivo.","answer":"C","source":{"slug":"ANTT_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Os três primeiros períodos do texto expõem a iniciativa: a que programa pertence, a quem se dirige, qual o objetivo. O último parágrafo muda de função e passa a dirigir-se ao leitor com verbo no imperativo: Em caso de dúvidas, fale com a Coordenação de Projetos Especiais de Gestão de Pessoas. Instruir o leitor sobre o que fazer é a definição da sequência injuntiva.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Parágrafo de orientação ao leitor em texto institucional","citation":null,"trap_note":"Em texto institucional o injuntivo quase sempre aparece no fecho, em uma única frase de contato ou de procedimento. Não julgue o parágrafo pelo tipo do texto: leia o verbo. Imperativo dirigido ao leitor é injunção mesmo quando tudo o que veio antes é exposição."}},{"id":"a6590cc2d53a","number":1,"stem":23,"statement":"O texto é uma descrição dos aspectos relacionados à capacidade política de governar o Estado com mão forte.","answer":"E","source":{"slug":"SEPLAN_RR_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O texto conceitua governabilidade: define, delimita, enumera três dimensões e conclui em Em resumo. Mais decisivo, a governabilidade que ele define nasce da legitimidade, da aceitação do poder pela sociedade, da participação dos diversos setores e da articulação em alianças e pactos. Mão forte é o contrário do que o texto sustenta, e não há no texto expressão que a autorize.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"uma descrição dos aspectos relacionados à capacidade política de governar o Estado com mão forte","corrected_statement":"O texto é uma exposição dos aspectos relacionados à capacidade política de governar o Estado com legitimidade e apoio da sociedade.","concept":"Exposição conceitual e base da governabilidade na legitimidade","citation":null,"trap_note":"Quando o item nomeia o tipo e ainda resume o conteúdo, o resumo costuma trazer o segundo erro. Aqui uma expressão inteira (mão forte) entra sem lastro no texto e inverte o conceito definido. Cheque tipo e resumo separadamente: cada um derruba o item sozinho."}},{"id":"4d9c8bb3059c","number":2,"stem":24,"statement":"No texto, que se caracteriza como dissertativo-argumentativo, defende-se uma gestão de recursos humanos voltada para a valorização do potencial humano nas organizações, em face dos avanços da tecnologia.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O texto sustenta uma posição sobre como as organizações devem agir: é fundamental que a comunicação seja clara, não há mais espaço para o modelo independente, a tomada de decisão precisa ser cada vez mais humanizada, a ideia não é substituir pessoas mas conferir-lhes poder. O fecho, Esse é o caminho para o futuro, é adesão explícita. Tese sobre valorização do humano diante da tecnologia, defendida ao longo do texto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Tese sobre gestão defendida com modalidade deôntica","citation":null,"trap_note":"Item de tipologia que traz junto o resumo da tese exige confirmar as duas coisas. Verifique se a tese resumida é mesmo a do texto e não a de um parágrafo: aqui ela reaparece na abertura, no meio e no fecho, o que é o sinal mais seguro de tese."}},{"id":"9a45b7208bbf","number":2,"stem":25,"statement":"O texto é predominantemente argumentativo, pois se dedica a defender a perspectiva filosófica de Karl Popper.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O texto apresenta o percurso de Popper e anuncia o que será examinado, fechando com De início, vale considerar a análise da tolerância, fórmula de abertura de trabalho acadêmico. Ele expõe o que o filósofo pensou e propôs; não disputa com uma posição adversária nem constrói provas em favor do falseacionismo. Reconhecer contribuições não é defendê-las.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"se dedica a defender a perspectiva filosófica de Karl Popper","corrected_statement":"O texto é predominantemente expositivo, pois se dedica a apresentar a perspectiva filosófica de Karl Popper.","concept":"Apresentar o pensamento de um autor × defendê-lo","citation":null,"trap_note":"Apresentar, expor, sistematizar e comentar são operações expositivas ainda que o autor tenha evidente simpatia pelo objeto. A defesa exige contraditório: alguém a ser refutado e razões oferecidas contra ele. Sem adversário, não há argumentação dominante."}},{"id":"5f68b537e789","number":3,"stem":26,"statement":"Por mencionar dados, articular depoimentos e expor argumentos, o texto configura-se como predominantemente descritivo.","answer":"E","source":{"slug":"INSS_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"As três operações que o item enumera — mencionar dados, articular depoimentos e expor argumentos — são justamente as do texto expositivo-argumentativo. Descrever é atribuir traços a um ser, objeto ou ambiente, e não é o que a reportagem faz ao apresentar o relatório da OIT, as falas das sociólogas e a desigualdade na oferta de cuidados. A justificativa contradiz o tipo alegado.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"predominantemente descritivo","corrected_statement":"Por mencionar dados, articular depoimentos e expor argumentos, o texto configura-se como predominantemente expositivo.","concept":"Dados e depoimentos são exposição, não descrição","citation":null,"trap_note":"Quando o item lista as operações do texto e depois nomeia o tipo, use a lista contra o nome. Dados, depoimentos e argumentos nunca dão descrição; cor, forma, dimensão, cheiro, disposição no espaço, sim."}},{"id":"8ef3c39d4769","number":4,"stem":27,"statement":"No texto, que se caracteriza como dissertativo-informativo, o uso de formas verbais flexionadas na 1ª pessoa do plural constitui estratégia para a aproximação do público leitor.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_SAO_CRISTOVAO_SE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O texto explica como o processamento age sobre os alimentos, define, exemplifica com o feijão, o leite e o queijo e conclui com uma recomendação de leitura do mundo, sem defender posição contra adversário. A primeira pessoa do plural atravessa o texto — os alimentos que comemos, como os percebemos, nossa saúde, precisamos ter em mente — e inclui o leitor no mesmo grupo do autor, estratégia de aproximação.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Nós inclusivo como estratégia de aproximação em texto expositivo","citation":null,"trap_note":"A primeira pessoa do plural em divulgação não marca opinião pessoal: ela cria um nós que engloba autor e leitor e torna o conteúdo compartilhado. Não confunda com a primeira pessoa do singular, que sim costuma marcar tomada de posição."}},{"id":"15c8619a4bc7","number":8,"stem":28,"statement":"O texto é predominantemente descritivo, pois descreve dados e opiniões recolhidos de especialistas e bases de informação.","answer":"E","source":{"slug":"SEE_PE_22_ESPECIAL_MUSICA","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"A reportagem expõe: relata o quadro do ensino médio, apresenta os resultados numéricos da pesquisa da UFJF e articula falas de especialistas entre aspas. Recolher dados e opiniões é exposição; descrição é a atribuição de traços a um ser, objeto ou ambiente. A própria justificativa do item, ao dizer que o texto descreve dados e opiniões, usa descrever no sentido corrente e não no sentido tipológico.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"predominantemente descritivo","corrected_statement":"O texto é predominantemente expositivo, pois apresenta dados e opiniões recolhidos de especialistas e bases de informação.","concept":"Descrever no sentido corrente × sequência descritiva","citation":null,"trap_note":"A banca explora sistematicamente a ambiguidade do verbo descrever. Traduza o item antes de julgar: se ele quer dizer apresentar, expor ou relatar, o tipo é o expositivo. Sequência descritiva exige traços perceptíveis e verbos de estado, não percentuais e aspas."}},{"id":"6b0575637d67","number":9,"stem":29,"statement":"A predominância de verbos no passado justifica-se em função do propósito comunicativo do texto, que é narrar fatos de um evento já acontecido.","answer":"C","source":{"slug":"BANRISUL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Depois de apresentar a festa, o texto se volta para a edição de 2022 e relata o que ali aconteceu, com os verbos no pretérito: visitaram, se encantaram, valorizaram, convidavam, contou, recebeu, reuniu, aconteceu, apresentaram, estiveram, trouxe. O evento já ocorreu, e é essa anterioridade que justifica a escolha do tempo verbal, como afirma o item.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Tempo verbal escolhido em função do propósito comunicativo","citation":null,"trap_note":"Itens que ligam tempo verbal a propósito comunicativo se resolvem verificando duas coisas: se o tempo predomina mesmo e se o fato é anterior ao momento da escrita. Aqui a data de 2022 no próprio texto fecha a segunda; a lista de perfeitos fecha a primeira."}},{"id":"461dafa71f67","number":13,"stem":30,"statement":"O texto é constituído de elementos referenciais que o caracterizam como predominantemente informativo, não se observando, por exemplo, a presença de trechos opinativos ou argumentativos.","answer":"E","source":{"slug":"SEE_PE_22_EDUCACAO_BASICA","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O texto opina em vários pontos: o autor entra em cena na primeira pessoa com Visitei muitas escolas de ensino médio em Pernambuco, avalia o resultado como visível, qualifica a pesquisa como interessante e conclui com Não é por acaso que tantos estados têm-se inspirado no exemplo pernambucano. A parte referencial existe, mas a negativa absoluta do item é desmentida por esses trechos.","distortion_type":"generalizacao","distorted_span":"não se observando, por exemplo, a presença de trechos opinativos ou argumentativos","corrected_statement":"O texto é constituído de elementos referenciais que o caracterizam como predominantemente informativo, observando-se, porém, a presença de trechos opinativos e argumentativos.","concept":"Negação absoluta de presença de outra tipologia","citation":null,"trap_note":"Item de tipologia que nega a presença de outro tipo é mais frágil do que item que afirma predominância: basta um trecho para derrubá-lo. Varra o texto atrás de primeira pessoa, adjetivo avaliativo e fecho conclusivo antes de aceitar qualquer não se observa."}},{"id":"73149e026975","number":14,"stem":31,"statement":"O texto apresenta características dos tipos textuais narrativo e descritivo.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_SAO_CRISTOVAO_SE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"A abertura descreve um estado, não um fato: o silêncio é denso, ácido, estagnado, um silêncio de caco de vidro moído. Em seguida o texto narra uma sucessão de acontecimentos: Dalva parou de falar, levantou-se, saiu de casa, voltou ao entardecer, passou a sair todas as manhãs. Descrição e narração convivem, que é o que o item afirma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Alternância entre descrever estados e narrar fatos","citation":null,"trap_note":"Na prosa literária os dois tipos se alternam por blocos. Frases sem verbo ou com verbo de ligação e cadeia de adjetivos descrevem; verbos de ação no perfeito narram. Item que apenas afirma a presença de ambos é confirmado por uma passagem de cada."}},{"id":"5d07ea9e9769","number":15,"stem":32,"statement":"Em relação à tipologia textual, o texto é predominantemente narrativo, uma vez que os autores organizam os fatos segundo critérios cronológicos.","answer":"E","source":{"slug":"BANCO_DO_NORDESTE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O texto apresenta e explica conceitos — tecnologias sociais, capital social, economia solidária —, apoiando-se em definições de Rattner, Durston e Gaiger. Não há fatos em sucessão, não há personagens e nada está organizado por cronologia: a única marca temporal, nas últimas décadas, situa um fenômeno, não ordena acontecimentos. A justificativa do item é tão inexistente no texto quanto o tipo que ela pretende provar.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"predominantemente narrativo, uma vez que os autores organizam os fatos segundo critérios cronológicos","corrected_statement":"Em relação à tipologia textual, o texto é predominantemente expositivo, uma vez que os autores apresentam e explicam conceitos com apoio em definições de estudiosos.","concept":"Texto conceitual com citação de autoridade não é narrativa","citation":null,"trap_note":"Organização cronológica significa que a ordem dos parágrafos reproduz a ordem dos fatos. Se os parágrafos estão organizados por conceito — este autor define assim, aquele define assado —, a organização é temática e o texto é expositivo, por mais datas que ele contenha."}},{"id":"8c0110743802","number":15,"stem":33,"statement":"O texto é exclusivamente descritivo.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O texto enuncia as promessas de um conjunto de técnicas, classifica-as em grupos — as que alteram estilos cognitivos, as de autoafirmação, as de treinar a esperança, gratidão, perdão e otimismo — e define cada uma entre travessões, fechando com uma síntese dos atributos comuns. Classificar, definir e sintetizar é exposição; e o advérbio exclusivamente não sobrevive nem à presença dessas operações.","distortion_type":"generalizacao","distorted_span":"exclusivamente descritivo","corrected_statement":"O texto é predominantemente expositivo.","concept":"Exclusividade tipológica afirmada onde há exposição e classificação","citation":null,"trap_note":"Exclusivamente, unicamente e apenas são quase sempre indefensáveis em tipologia, porque um texto raramente é de um tipo só. Antes mesmo de discutir qual é o tipo, o quantificador absoluto já entrega o item."}},{"id":"5e42a25c5c90","number":1,"stem":34,"statement":"O texto tem o propósito de fornecer instruções sobre como usar a comunicação nos conflitos bélicos da contemporaneidade.","answer":"E","source":{"slug":"TELEBRAS_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O texto expõe como a informação e a comunicação foram incorporadas às estratégias bélicas, de Sun Tzu a Clausewitz, define desinformação, registra o uso nazista e explica o que são as bombas eletrônicas. Não há um só verbo dirigido ao leitor, nem passo a passo, nem recomendação: nada ali ensina alguém a usar a comunicação em conflito. O propósito é dar a conhecer, não instruir.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"fornecer instruções sobre como usar a comunicação","corrected_statement":"O texto tem o propósito de expor como a comunicação tem sido empregada nos conflitos bélicos da contemporaneidade.","concept":"Propósito de informar × propósito de instruir","citation":null,"trap_note":"Texto sobre um procedimento não é texto injuntivo. Manual, receita e bula instruem o leitor a executar; um ensaio que analisa como algo é feito continua expositivo. O teste é o destinatário do verbo: se ninguém é mandado fazer nada, não há injunção."}},{"id":"2f8398c595ee","number":2,"stem":35,"statement":"Predomina no texto a descrição dos tipos de malefícios que as árvores podem causar à infraestrutura das cidades.","answer":"E","source":{"slug":"ICMBIO_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Os malefícios atribuídos às árvores aparecem no texto, mas como discurso alheio que o autor combate: são os argumentos dos técnicos exageradamente tementes à infraestrutura, reproduzidos com ironia e entre aspas. O movimento dominante é a defesa da arborização urbana e a crítica a esse temor, fechada na cobrança de que outros benefícios sejam pesados na equação. O que o item chama de predominante é justamente a objeção que o texto existe para refutar.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"Predomina no texto a descrição dos tipos de malefícios","corrected_statement":"Predomina no texto a defesa da arborização urbana diante dos argumentos que atribuem às árvores malefícios à infraestrutura das cidades.","concept":"Argumento citado para ser refutado apresentado como conteúdo dominante","citation":null,"trap_note":"Antes de aceitar que certo conteúdo predomina, pergunte de que lado o autor está em relação a ele. Ironia, aspas de distanciamento e exclamações reproduzindo a fala alheia (nem pensar, melhor não) marcam conteúdo citado para ser combatido, nunca conteúdo sustentado."}},{"id":"cc94e1d378f2","number":9,"stem":36,"statement":"No texto, predomina o tipo textual dissertativo-argumentativo.","answer":"C","source":{"slug":"PETROBRAS_21_NS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O autor sustenta uma tese e a defende: a expressão fake news é um estrangeirismo que mascara crimes contra a honra. Argumenta pelo contraste entre duas formulações — compartilhei fake news de alguém e cometi um crime contra a honra — para mostrar a diferença de responsabilização que cada uma produz. Há posição, há adversário implícito (a sensação de impunidade) e há prova.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Tese sobre efeito das palavras defendida por contraste","citation":null,"trap_note":"Dissertativo-argumentativo se reconhece pelo par tese mais prova, não pelo assunto. Quando o texto constrói um contraste entre duas formulações para provar o que uma delas esconde, ele está argumentando, ainda que seja curto."}},{"id":"9e129e83a094","number":11,"stem":37,"statement":"Quanto à tipologia, o texto é essencialmente expositivo.","answer":"E","source":{"slug":"TELEBRAS_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O texto é uma mensagem institucional que sustenta uma tese desde a primeira linha: as telecomunicações representam muito mais do que um serviço básico. Os fatos sobre o Haiti, a UIT e a banda larga não estão ali para informar, e sim para sustentar essa tese, que se fecha na urgência de atenuar o fosso tecnológico. A primeira pessoa avaliativa em Saúdo essas iniciativas confirma o enunciador que toma posição, marca do texto argumentativo e não do expositivo.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"essencialmente expositivo","corrected_statement":"Quanto à tipologia, o texto é essencialmente argumentativo.","concept":"Expor × defender: fatos a serviço de tese fazem texto argumentativo","citation":null,"trap_note":"Texto expositivo e texto argumentativo trazem os mesmos fatos; o que os separa é o destino deles. Pergunte se os dados estão ali para serem conhecidos ou para sustentar uma afirmação do autor. Verbo em primeira pessoa com carga avaliativa (saúdo, lamento, defendo) e fecho em é urgente ou é preciso denunciam argumentação."}},{"id":"b857605cf9fc","number":27,"stem":38,"statement":"O texto é predominantemente informativo.","answer":"C","source":{"slug":"PETROBRAS_21_NS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O texto reúne fatos sobre a história da escrita: ela foi inventada pelo menos duas vezes, sacerdotes indianos e Sócrates se recusaram a escrever, eruditos árabes adotaram o papel e não a impressão, preservar textos manteve línguas artificialmente vivas. Apresenta-os para dar a conhecer, sem defender tese contra adversário e sem enredo com personagens. A função dominante é informar.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Fatos históricos arrolados como informação, não como enredo","citation":null,"trap_note":"Fatos do passado arrolados como exemplos de uma afirmação geral (as tecnologias não seguiram um caminho linear) são exposição; fatos do passado encadeados por um agente que atravessa a história são narração. Pergunte se há um fio de acontecimentos ou uma lista de casos."}},{"id":"f4f11c20667f","number":4,"stem":39,"statement":"Sendo uma reportagem de divulgação científica, o texto apresenta uma estrutura tipológica essencialmente argumentativa.","answer":"E","source":{"slug":"TC_DF_20_ACE","ano":2020},"explanation":{"verdict_reason":"A reportagem relata o que um estudo descobriu, descreve o método do jogo, informa o tamanho da amostra, compara resultados entre Estados Unidos e Europa e, no fim, apresenta hipóteses explicativas que ela própria atribui ao terreno do talvez. Divulgar achados e aventar explicações é exposição. Não há tese do autor disputando com uma posição contrária.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"essencialmente argumentativa","corrected_statement":"Sendo uma reportagem de divulgação científica, o texto apresenta uma estrutura tipológica essencialmente expositiva.","concept":"Divulgação científica é expositiva, não argumentativa","citation":null,"trap_note":"Hipótese não é tese. Quando o próprio texto avisa que está teorizando (dá para teorizar, talvez, é possível que), ele expõe possibilidades, não defende posição. A moldura reportagem de divulgação científica, citada pelo próprio item, já aponta para o expositivo."}},{"id":"6b51195c52e2","number":11,"stem":40,"statement":"O texto poderia ser classificado corretamente como descritivo ou narrativo, não sendo possível afirmar qual desses tipos textuais nele predomina.","answer":"E","source":{"slug":"DPDF_20_ANALISTA","ano":2020},"explanation":{"verdict_reason":"O texto avança por fatos encadeados atribuídos a um personagem: Espinosa atravessou a rua, procurou um banco vazio, deixou as ideias surgirem, prestava atenção ao movimento dos guindastes, acabara por concluir. As passagens descritivas — o sol forte, a sombra do fícus, o velho prédio do jornal — situam a cena e não constituem o eixo. Há predominância, e ela é narrativa.","distortion_type":"generalizacao","distorted_span":"não sendo possível afirmar qual desses tipos textuais nele predomina","corrected_statement":"O texto poderia ser classificado corretamente como descritivo ou narrativo, predominando nele, contudo, o tipo narrativo.","concept":"Todo texto tem um tipo dominante, ainda que hospede outros","citation":null,"trap_note":"Item que declara impossível determinar a predominância está quase sempre errado: o pressuposto do tópico é que a tipologia se define pela sequência dominante. Aplique o teste do resumo — se o resumo do texto é uma sequência de fatos, predomina a narração, mesmo com muita descrição pelo caminho."}},{"id":"6ad7b3ce58e9","number":19,"stem":41,"statement":"No texto, observam-se trechos expositivo e injuntivo.","answer":"C","source":{"slug":"PGM_RR_19_PROCURADOR","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"O cartaz do projeto Amazônia Protege combina duas funções. Uma parte apresenta o projeto e seu objeto, em sequência expositiva; a outra convoca o leitor a agir, com os imperativos Acesse, conheça e consulte, todos na mesma flexão de modo e pessoa. Exposição e instrução coexistem, que é o que o item afirma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Cartaz de campanha: informar e convocar no mesmo suporte","citation":null,"trap_note":"O gênero cartaz institucional é quase sempre expositivo mais injuntivo: primeiro a informação que justifica, depois o chamado à ação. Nesses textos a peça decisiva são os verbos no imperativo afirmativo; localizados eles, a parte injuntiva está provada."}},{"id":"ea1a0e5d3417","number":4,"stem":42,"statement":"A presença de um narrador é um dos elementos textuais que permitem classificar o texto como narrativo.","answer":"C","source":{"slug":"MP_PI_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"O fragmento tem um narrador em primeira pessoa que se mostra dentro do próprio relato: passo pela rama nesta fase de meu relato, encontrei paradeiro, Sou forçado, limitar-me. Esse narrador organiza uma sucessão de fatos da vida de Geraldo Viramundo em um tempo passado. Voz que narra mais fatos encadeados é o que define o tipo narrativo, e o item cita corretamente um desses elementos.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Narrador como elemento constitutivo da narrativa","citation":null,"trap_note":"A narração exige narrador, personagens, fatos em sucessão e tempo. O item que cita apenas um desses elementos como um dos que permitem classificar o texto é modesto de propósito e costuma ser Certo; desconfie do item que apresenta um único elemento como se fosse suficiente por si só."}},{"id":"57097617a722","number":8,"stem":43,"statement":"Predomina no texto a tipologia narrativa, a qual é adequada ao propósito comunicativo de apresentar ao leitor um relato linear e objetivo da história do DAGV desde o seu surgimento até os dias atuais.","answer":"E","source":{"slug":"PC_SE_18_DELEGADO","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"O texto informa o que é o DAGV e o que ele faz, com verbos no presente de valor habitual: atende, têm recebido, ganha força, realizam, centralizam, abrem, fazem. A única forma no passado é surgiu como delegacia especializada em setembro de 2004, um dado isolado de fundação. Um dado de origem não constitui relato linear da história do órgão, e não há sucessão de fatos que caracterize predominância narrativa.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"Predomina no texto a tipologia narrativa","corrected_statement":"Predomina no texto a tipologia expositiva, a qual é adequada ao propósito comunicativo de apresentar ao leitor o funcionamento e as atribuições do DAGV.","concept":"Um verbo no passado não instaura narrativa","citation":null,"trap_note":"Presente habitual (atende, realiza, funciona) é a marca do texto que descreve funcionamento; pretérito perfeito em cadeia é a marca da narração. Uma única data de fundação no meio de um texto todo no presente não muda o tipo dominante, e é exatamente esse detalhe que a banca usa para vender a narrativa."}},{"id":"1cbed3268abf","number":9,"stem":44,"statement":"O texto apresenta elementos textuais característicos das tipologias expositiva e argumentativa.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"O texto informa o que diz o relatório — 99% das traduções feitas com auxílio de máquinas, mais de 250 bilhões de palavras por dia em 2016 — e, ao lado disso, avalia e contesta: É um cenário devastador para os tradutores profissionais, É curioso que o tal relatório venha nos contar hiperbolicamente as vantagens do computador com base nessa falsa medida de eficiência. Exposição e argumentação coexistem, como o item afirma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Dados expostos e contestados no mesmo texto","citation":null,"trap_note":"O artigo de divulgação com assinatura costuma alternar os dois: expõe o dado e em seguida o avalia. Expressões como o tal relatório, falsa medida, é curioso que marcam a entrada da voz que julga, e bastam para confirmar a presença de trecho argumentativo."}},{"id":"0a3a7f92f3fb","number":10,"stem":45,"statement":"O texto é predominantemente descritivo, na medida em que apresenta detalhadamente as características dos portos na Antiguidade.","answer":"E","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"O detalhamento existe, mas é da estrutura tripartite das primeiras cidades da Mesopotâmia, em um único parágrafo, e não das características dos portos. E esse parágrafo serve a uma tese que o texto enuncia logo depois: Não se trata, portanto, de uma criação aleatória apenas vinculada à atividade comercial. O porto aparece como elemento de uma mudança civilizacional maior, e é essa afirmação que organiza o texto.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"predominantemente descritivo","corrected_statement":"O texto é predominantemente expositivo-argumentativo, na medida em que sustenta que o porto integra uma ampla mudança civilizacional.","concept":"Parágrafo descritivo a serviço de tese não torna o texto descritivo","citation":null,"trap_note":"Um texto não é do tipo do seu parágrafo mais chamativo. Quando encontrar um trecho detalhado, pergunte para que ele está ali: se a conclusão do texto o retoma com portanto, o detalhe é argumento e a tipologia dominante é outra."}},{"id":"207b35268621","number":12,"stem":46,"statement":"O texto é essencialmente informativo.","answer":"C","source":{"slug":"MP_PI_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"A nota de revista apenas dá notícia de um livro: quem são os autores, o que a lista reúne, quantos locais são e um exemplo com data e fonte. Não há tese defendida, não há narração de acontecimentos encadeados, não há instrução ao leitor. O que resta é a função de informar, que é o que o item afirma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Nota jornalística: função informativa dominante","citation":null,"trap_note":"Informativo e expositivo caminham juntos nos enunciados da CEBRASPE. Para confirmar, faça o teste da ausência: se não há tese, não há enredo e não há comando, o texto está informando. Adjetivos avaliativos do autor seriam o único sinal que mudaria o diagnóstico."}},{"id":"4c4e292dad94","number":15,"stem":47,"statement":"O primeiro parágrafo do texto apresenta uma definição.","answer":"C","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"O primeiro parágrafo tem a forma canônica da definição: o termo, o verbo de ligação e o gênero próximo seguido das diferenças específicas. O VTS é um sistema eletrônico de auxílio à navegação, com capacidade de monitorar ativamente o tráfego aquaviário, nas áreas em que haja intensa movimentação ou risco de acidente. Nomeia a classe e delimita o que distingue o objeto dentro dela.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Definição: termo, gênero próximo e diferença específica","citation":null,"trap_note":"Reconheça a definição pela fórmula X é um Y que Z, e distinga-a da mera caracterização: a definição delimita a classe a que o objeto pertence, a descrição só lhe atribui traços. Parágrafo de abertura de texto técnico quase sempre define."}},{"id":"85e966ed8549","number":6,"stem":48,"statement":"O texto classifica-se como argumentativo, haja vista a defesa de uma tese relativa à formação de professores mediante a utilização de recursos textuais de convencimento.","answer":"C","source":{"slug":"SEDUC_AL_17","ano":2017},"explanation":{"verdict_reason":"O autor sustenta a tese de que os programas de formação continuada falharam e explicita o que considera formação verdadeira em Acredito que a formação acontece quando um professor se decifra. Para convencer, usa período hipotético irônico na abertura, pergunta retórica, a série anafórica Talvez porque, o exemplo português e a antecipação de objeções em não se poderá imputar a responsabilidade à escassez de recursos. São recursos de convencimento a serviço de uma tese.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Tese mais recursos de convencimento: texto argumentativo","citation":null,"trap_note":"Pergunta retórica, ironia, repetição anafórica e refutação antecipada de objeções são marcas de argumentação, não de exposição. Quando o autor se dá ao trabalho de afastar explicações alternativas, ele está defendendo a sua: é argumentativo."}},{"id":"b9672d5f302b","number":10,"stem":49,"statement":"O trecho “Sofia (...) em obséquios” (R. 4 a 10) é predominantemente narrativo, o que se comprova pelas formas verbais flexionadas no pretérito imperfeito, empregadas pelo narrador para apresentar ações rotineiras de Sofia.","answer":"E","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"No trecho indicado nada acontece: Sofia era melhor em casa que no trem, trazia à vista os olhos e o corpo, mostrava as mãos que eram bonitas, era a dona da casa, falava mais, desfazia-se em obséquios. São traços e estados que caracterizam a personagem, ou seja, descrição. E o pretérito imperfeito que o item invoca como prova é justamente o tempo típico da descrição e do estado durativo, não o da ação que faz a história avançar.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"predominantemente narrativo","corrected_statement":"O trecho “Sofia (...) em obséquios” (R. 4 a 10) é predominantemente descritivo, o que se comprova pelas formas verbais flexionadas no pretérito imperfeito, empregadas pelo narrador para apresentar características e ações rotineiras de Sofia.","concept":"Pretérito imperfeito é tempo da descrição, não da progressão narrativa","citation":null,"trap_note":"Dentro de uma narrativa, o que narra é o pretérito perfeito, que faz o tempo avançar; o imperfeito suspende o avanço para caracterizar cenário, personagem e hábito. Item que usa o imperfeito como prova de narração inverte a função do tempo verbal, e essa é a armadilha mais rentável da banca em fragmento literário."}},{"id":"76b593cce420","number":16,"stem":50,"statement":"O texto classifica-se como injuntivo, já que visa instruir o leitor a pensar de forma diversa da que pensam “os pedagogos da prosperidade” (R. 1 e 2).","answer":"E","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"A justificativa do item descreve argumentação, não injunção. Levar o leitor a pensar de modo diverso é persuadir; o texto injuntivo leva o leitor a fazer, por meio de imperativos, infinitivos de comando ou instruções, e no texto não há nenhum. Sérgio Buarque critica os pedagogos da prosperidade e sustenta que a alfabetização em massa, desacompanhada, é comparável a uma arma de fogo nas mãos de um cego: é tese defendida com imagem e ironia.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"classifica-se como injuntivo","corrected_statement":"O texto classifica-se como argumentativo, já que visa convencer o leitor a pensar de forma diversa da que pensam “os pedagogos da prosperidade” (R. 1 e 2).","concept":"Injuntivo age sobre a conduta; argumentativo, sobre a adesão","citation":null,"trap_note":"Guarde a fronteira em uma frase: o injuntivo quer que você faça, o argumentativo quer que você concorde. Toda vez que a justificativa do item falar em convencer, persuadir, defender ou mudar a opinião, o tipo correto é o argumentativo, ainda que o item tenha escrito injuntivo."}},{"id":"473293c5110e","number":17,"stem":51,"statement":"O texto em apreço é predominantemente narrativo, uma vez que apresenta um histórico da relação entre a cultura e a universidade pública.","answer":"E","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"O texto sustenta uma tese sobre o presente: as condições de preservação e de apropriação da cultura são precárias e a universidade pública é a instância em que se pode resistir a esse processo. Usa pergunta retórica, diagnóstico, enumeração de fatores e a modalidade do dever em é necessário um espaço público. Não há fatos em sucessão, não há personagens e não há histórico algum: não se narra nada.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"predominantemente narrativo","corrected_statement":"O texto em apreço é predominantemente dissertativo-argumentativo, uma vez que defende o papel da universidade pública na preservação da cultura.","concept":"Diagnóstico do presente × histórico narrado","citation":null,"trap_note":"Tratar de um processo (desagregação, mercantilização, transição) não é narrá-lo. Para haver histórico é preciso haver marcos temporais sucessivos e fatos datados. Sem eles, o texto que fala de mudança continua dissertativo."}},{"id":"86c7afea693f","number":14,"stem":52,"statement":"Há no texto elementos característicos das tipologias expositiva e injuntiva.","answer":"C","source":{"slug":"TJDFT_15_SERVIDOR","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"O cartaz tem dois blocos de natureza diferente. O primeiro expõe: a natureza produz materiais preciosos como o ouro e o cobre, o ouro já é escasso. O segundo instrui, com verbos no imperativo dirigidos ao leitor: faça sua parte, Desligue, Feche, Utilize, Fique ligado, Evite desperdícios. Expor e mandar fazer convivem no mesmo texto, que é exatamente o que o item afirma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Coexistência de sequências expositiva e injuntiva em um mesmo texto","citation":null,"trap_note":"Nenhum texto é de um tipo só: ele tem um tipo dominante e hospeda outros. Itens que afirmam a mera presença de duas tipologias (há no texto elementos de) são muito mais fáceis de confirmar do que itens de predominância, porque basta localizar uma sequência de cada. Procure os imperativos: eles resolvem a parte injuntiva em um segundo."}},{"id":"d9fa3dbefd67","number":18,"stem":53,"statement":"No primeiro parágrafo do texto, utiliza-se trecho de natureza descritiva para fundamentar a argumentação, pois o parágrafo se inicia com uma ideia que é corroborada pela descrição de uma série de fatos relevantes.","answer":"E","source":{"slug":"TJDFT_15_SERVIDOR","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"O primeiro parágrafo abre com Os dados revelam realidade alarmante e prossegue com percentuais do IPEA, o diagnóstico das Nações Unidas sobre tortura e o crescimento de 67% da população carcerária. Isso é apresentação de dados e de fatos, sequência expositiva. Descrever é atribuir traços, qualidades e aparências a um ser, objeto ou ambiente, e não é o que o parágrafo faz.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"trecho de natureza descritiva","corrected_statement":"No primeiro parágrafo do texto, utiliza-se trecho de natureza expositiva para fundamentar a argumentação, pois o parágrafo se inicia com uma ideia que é corroborada pela exposição de uma série de fatos relevantes.","concept":"Descrição × exposição de dados","citation":null,"trap_note":"Números, percentuais, fontes e institutos não fazem descrição: fazem exposição. A descrição responde como é, com traços sensoriais e qualificadores; a exposição responde o que se sabe, com dados e explicações. Essa troca é a mais barata do tópico porque a palavra descrever, no uso comum, cobre as duas coisas."}}]}