{"subject_id":"3a3cc48d0099810b90a5c19e0ce87d74","topico":"Argumentação: validade × verdade; dedução, indução, analogia","stems":["P: “Se eu falar palavras difíceis, corro o risco de não ser compreendido.” Q: “Se eu falar palavras com duplo sentido, corro o risco de não ser compreendido.” R: “Falo palavras difíceis, mas não com duplo sentido.” Considerando as proposições P, Q e R precedentes, julgue os itens seguintes.","RACIOCÍNIO LÓGICO, PROBABILIDADE E Um astronauta, após sofrer um acidente e acabar sozinho em um planeta distante, apresentou para si o seguinte argumento: P1: Eu não tenho meios para contatar socorro. P2: Mesmo que tivesse, levaria 4 anos para o socorro conseguir chegar aqui. P3: Se o oxigenador estragar antes de chegar o socorro, eu sufoco. P4: Se o reciclador de água estragar antes de chegar o socorro, eu morro de sede. P5: Se o habitador artificial se romper antes de chegar o socorro, eu implodo. P6: Se nada disso acontecer, a comida acabará. C: Morrerei aqui. Com base na situação hipotética apresentada, considerando que P1, P2, ..., P6 sejam premissas e C, conclusão, julgue os itens seguintes.","Considerando as características do raciocínio analítico e a estrutura da argumentação, julgue os itens que se seguem.","Em uma reunião na qual se discutia a distribuição de recursos financeiros para diferentes setores de um tribunal, João propôs que o setor jurídico deveria receber a maior parte dos recursos, argumentando o seguinte: — O setor jurídico é o mais importante do tribunal, pois lida diretamente com as decisões judiciais. Sem recursos adequados, não poderemos garantir a eficiência e a qualidade dessas decisões. Logo, é essencial priorizar esse setor em detrimento dos demais. Maria, porém, contra-argumentou: — Mas João, priorizar o setor jurídico sem considerar as demandas operacionais dos outros setores pode prejudicar o funcionamento do tribunal como um todo. Precisamos de dados e de critérios objetivos para tomar essa decisão. Considerando o diálogo hipotético precedente, julgue os seguintes itens, relativos a raciocínio analítico e argumentação.","Durante uma reunião em determinado tribunal, discutia-se a alocação de servidores para atender ao aumento de demandas em varas específicas. A diretora da vara A, Sandra, argumentou: — Precisamos realocar servidores para as varas que apresentam maior número de processos em atraso. Esse é o critério mais lógico e eficiente para atender à necessidade do tribunal. Mas Vera, diretora da vara B, se contrapôs: — Concordo que a redução do atraso seja importante, mas precisamos considerar o impacto dessa realocação nos setores que perderão servidores. Sem uma análise mais ampla, podemos comprometer o funcionamento global do tribunal. Tendo a situação hipotética precedente como referência, julgue os itens seguintes, relativos a raciocínio analítico e argumentação.","Julgue os itens que se seguem, referentes ao raciocínio analítico e à estrutura da argumentação.","Durante uma análise de desempenho, um diretor de secretaria de uma vara judiciária apresentou os seguintes dados em seu relatório de gestão: I o número de processos finalizados no último trimestre aumentou 30%. II o índice de satisfação dos servidores diminuiu 15% no mesmo período. Nesse relatório, o diretor concluiu: “O aumento da produtividade demonstra que nosso planejamento foi eficiente. Não há necessidade de ajustes operacionais.” Ao ler essa conclusão, o juiz responsável pela vara em questão ponderou o seguinte: “Embora a produtividade tenha aumentado, a queda na satisfação dos servidores pode indicar problemas no ambiente de trabalho. Precisamos investigar essa relação antes de considerarmos o planejamento eficiente.” A partir da situação hipotética apresentada, julgue os itens a seguir.","Considerando o argumento “Todos os professores da rede de ensino público de Sergipe moram em Itabaiana, pois os professores da rede de ensino público de Sergipe são considerados heróis; todas as pessoas que visitam países da Europa moram em Itabaiana; e aqueles considerados heróis sempre visitam países da Europa.”, julgue os itens seguintes.","Dois servidores estavam discutindo acerca do uso de tecnologia para acelerar o julgamento de processos do tribunal onde trabalham. Um deles, Pedro, disse: — Se adotarmos inteligência artificial em todos os processos judiciais, o tribunal será muito mais eficiente. A automação é o futuro e, portanto, a única solução viável. Mas Tiago, seu colega, ponderou: — Embora a automação seja promissora, não podemos ignorar os riscos associados, como decisões automatizadas incorretas e a falta de supervisão humana. Precisamos implementar a inteligência artificial de forma gradual e controlada. Considerando a situação hipotética apresentada e os argumentos propostos por Pedro e Tiago, julgue os itens a seguir.","Em uma reunião da equipe de gestão de uma instituição em que se discute a implementação de uma nova política de trabalho remoto, um dos gestores apresenta o seguinte argumento: Gestor 1: “Se adotarmos a política de trabalho remoto, os custos operacionais da empresa serão reduzidos significativamente. Além disso, as empresas concorrentes que já adotaram o trabalho remoto têm reportado aumento na satisfação dos funcionários, o que também deve ocorrer conosco. Assim, podemos concluir que o trabalho remoto será benéfico para a empresa em todos os aspectos.” Outro gestor, porém, intervém e critica o argumento, da seguinte forma: Gestor 2: “Acho que essa conclusão é exagerada e que o foco dessa análise deve ser mais detalhado. Sugiro que consideremos fatores adicionais, como o impacto na produtividade e a necessidade de adaptações tecnológicas, para que a decisão seja baseada em uma argumentação mais sólida.” Em seguida, um terceiro gestor, em tom conciliador, apresenta a seguinte ponderação: Gestor 3: “Apesar de reconhecermos os benefícios relatados por outras empresas, precisamos considerar o contexto específico da nossa organização, incluindo os desafios logísticos e culturais. Além disso, mesmo que o trabalho remoto seja adotado, nem todos os funcionários terão acesso às mesmas condições de trabalho em casa, o que pode criar desigualdades internas.” Considerando essa situação hipotética e os argumentos apresentados pelos gestores 1, 2 e 3, julgue os seguintes itens.","P1: “Se houver resistência de populares ou depredação de patrimônio, a polícia agirá.” P2: “Se a polícia agir, a ambulância será necessária.” P3: “Não houve depredação de patrimônio, mas a ambulância foi necessária.” C: “Houve resistência de populares.” Tomando por referência as proposições precedentes, julgue os itens seguintes.","P1: Não há uma prova com o nome do aluno nos arquivos do professor. P2: Se não há uma prova com o nome do aluno nos arquivos do professor, então o aluno esqueceu-se de colocar seu nome na prova, não a fez ou, se a fez, o professor perdeu a prova dele. P3: Não há prova sem nome nos arquivos do professor. P4: Se não há prova sem nome nos arquivos do professor, então o aluno não se esqueceu de colocar seu nome na prova. P5: A assinatura do aluno não consta da lista de presença do dia da prova. P6: Se a assinatura do aluno não consta da lista de presença do dia da prova, então o aluno não fez a prova. Tendo como referência as proposições P1 a P6, anteriormente apresentadas, julgue os itens a seguir.","Considere as seguintes proposições. P: “Se eu sou convidado para a festa do chefe e me recuso a ir, eu sou taxado de antissocial.” Q: “Se eu sou convidado para a festa do chefe e vou, eu sou taxado de puxa-saco.” R: “Se eu sou taxado de antissocial ou de puxa-saco, eu fico constrangido.” C: “Se eu sou convidado para a festa do chefe, eu fico constrangido.” Acerca dessas proposições, julgue os itens a seguir.","Considere as proposições P1, P2 e P3 a seguir e a conclusão C subsequente. P1: “Se o fiador toma uma decisão que prejudica as finanças do devedor, este fica sem condições de pagar a dívida.” P2: “Se o devedor fica sem condições de pagar a dívida, o fiador é chamado a quitar o débito.” P3: “Se o fiador é chamado a quitar o débito, suas finanças ficam prejudicadas.” C: “Se o fiador toma uma decisão que prejudica as finanças do devedor, as finanças do fiador ficam prejudicadas.” Tendo como referência essas proposições e a referida conclusão, julgue os itens a seguir, à luz da lógica sentencial.","No que se refere a raciocínio analítico e argumentação, julgue os itens a seguir.","Julgue os itens seguintes, relativos à lógica proposicional e de argumentação.","Considerando os símbolos normalmente usados para representar os conectivos lógicos, julgue os itens seguintes, relativos a lógica proposicional e à lógica de argumentação. Nesse sentido, considere, ainda, que as proposições lógicas simples sejam representadas por letras maiúsculas."],"questions":[{"id":"ee8c6bf3c302","number":16,"stem":0,"statement":"É válido o argumento que tem por premissas as proposições P, Q e R e por conclusão a proposição “Corro risco de não ser compreendido.”.","answer":"C","source":{"slug":"TELEBRAS_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"R afirma categoricamente a primeira parte: falo palavras difíceis. Com P, que é uma condicional cujo antecedente é exatamente isso, aplica-se modus ponens e chega-se ao risco de não ser compreendido. A segunda parte de R, não falo com duplo sentido, apenas torna Q inaplicável e não interfere na conclusão já obtida.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Modus ponens com premissa categórica composta","citation":null,"trap_note":"Quando duas condicionais diferentes levam ao mesmo consequente, basta que uma delas tenha o antecedente confirmado. A negação do antecedente da outra é ruído: não derruba o consequente já obtido."}},{"id":"18ea4326055a","number":11,"stem":1,"statement":"O argumento apresentado pelo astronauta é válido.","answer":"E","source":{"slug":"ANA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Todas as premissas do astronauta são condicionais e nenhuma afirma que algum antecedente ocorreu, de modo que nenhuma consequência de morte chega a ser destacada. Pior: o ramo residual, P6, conclui apenas que a comida acabará, e de comida acabar não se segue logicamente morrer. Há, portanto, cenário com premissas verdadeiras e conclusão falsa.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"é válido","corrected_statement":"O argumento apresentado pelo astronauta não é válido.","concept":"Conclusão além do que as premissas garantem","citation":null,"trap_note":"Em argumento por casos, teste o último caso, o do se nada disso acontecer. Basta que um ramo não desemboque na conclusão para o argumento cair, por mais dramáticos que sejam os outros ramos."}},{"id":"6744f9473cfe","number":23,"stem":2,"statement":"No seguinte diálogo, a fala de B é, do ponto de vista argumentativo, desfavorável a Felipe. “A: — Nossa, essa caixa com as coisas da mudança está muito pesada. Vou pedir ajuda ao meu amigo Paulo. O que você acha? Será que ele consegue levar essa caixa até o carro de mudança? B: — Felipe é mais forte que Paulo. Mas tudo bem. É você quem vai pedir a ajuda mesmo.”","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A questão em discussão é se Paulo dá conta da caixa. Ao responder que Felipe é mais forte que Paulo, B levanta dúvida sobre Paulo e valoriza Felipe. A fala é desfavorável a Paulo; a Felipe ela é favorável.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"desfavorável a Felipe","corrected_statement":"No seguinte diálogo, a fala de B é, do ponto de vista argumentativo, desfavorável a Paulo. “A: — Nossa, essa caixa com as coisas da mudança está muito pesada. Vou pedir ajuda ao meu amigo Paulo. O que você acha? Será que ele consegue levar essa caixa até o carro de mudança? B: — Felipe é mais forte que Paulo. Mas tudo bem. É você quem vai pedir a ajuda mesmo.”","concept":"Comparação favorece o termo superior","citation":null,"trap_note":"Em item de comparação, pergunte a quem a fala prejudica no ponto em discussão. Dizer que A é mais forte que B, quando se avalia a força de B, é objeção contra B e elogio a A — a banca troca os dois nomes."}},{"id":"4d471dc7c9ca","number":23,"stem":3,"statement":"Maria sugere a João que a comunicação eficiente seja aplicada mediante a apresentação de dados e de critérios objetivos.","answer":"C","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Maria não rejeita a proposta: exige que a decisão se apoie em dados e critérios objetivos, isto é, em informação verificável e compartilhável. Substituir juízo de importância por critério explícito é justamente o que caracteriza a comunicação eficiente na tomada de decisão.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Comunicação eficiente apoia-se em critério objetivo","citation":null,"trap_note":"Dados e critérios objetivos são as palavras-chave que a banca associa a comunicação eficiente e a senso crítico. Quando aparecem na fala de uma personagem, o item que a elogia costuma ser Certo."}},{"id":"8a084c5b7e58","number":23,"stem":4,"statement":"O argumento de Vera pode ser considerado apelativo, pois sugere uma análise mais ampla, considerando o impacto da realocação nos setores proposta por Sandra.","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Argumentação apelativa recorre a emoção, compaixão, medo ou autoridade no lugar de razões. Vera oferece justamente uma razão: a realocação retira servidores de setores que continuarão funcionando, e o efeito disso precisa ser medido. Pedir análise mais ampla é senso crítico, o contrário de apelo.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"pode ser considerado apelativo","corrected_statement":"O argumento de Vera pode ser considerado crítico, pois sugere uma análise mais ampla, considerando o impacto da realocação nos setores proposta por Sandra.","concept":"Apelativo × crítico","citation":null,"trap_note":"A banca rotula de apelativa justamente a fala mais racional do diálogo. Identifique quem pede evidência e quem conclui demais: acusar de falácia quem pede evidência é o erro plantado."}},{"id":"16a33ec64645","number":23,"stem":5,"statement":"A argumentação apresentada no raciocínio a seguir é apelativa. “Prezados colegas, esperamos que os colegas aprovem o relatório apresentado, pois, nas últimas semanas, a comissão trabalhou com muito afinco na escrita desse documento.”","answer":"C","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A razão oferecida para aprovar o relatório não é nenhuma qualidade do relatório, e sim o esforço de quem o escreveu. Pedir adesão pelo empenho da comissão mobiliza simpatia no lugar de mérito: é argumentação apelativa.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Apelo à piedade ou ao esforço","citation":null,"trap_note":"Separe a tese do apoio. Se o apoio fala do autor — trabalhou muito, é dedicado, precisa disso — e não do objeto avaliado, a argumentação é apelativa."}},{"id":"8ee63afb3e94","number":24,"stem":5,"statement":"No texto a seguir, a conclusão é estabelecida com base em um raciocínio de natureza abdutiva. “João e Maria são casados. João tem cabelo preto. Maria tem cabelo preto. Logo, os filhos deles também terão cabelo preto.”","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A conclusão é uma previsão sobre casos futuros extraída de características observadas nos pais: parte de particulares e projeta o que ainda não se observou. Isso é indução. Abdução seria o contrário, partir de um fato dado e propor a causa que o explicaria, e aqui não há fato a explicar.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"de natureza abdutiva","corrected_statement":"No texto a seguir, a conclusão é estabelecida com base em um raciocínio de natureza indutiva. “João e Maria são casados. João tem cabelo preto. Maria tem cabelo preto. Logo, os filhos deles também terão cabelo preto.”","concept":"Indução projeta; abdução explica","citation":null,"trap_note":"Olhe a direção no tempo e na lógica. Conclusão que prevê ou generaliza a partir de casos observados é indutiva; conclusão que retrocede de um efeito para a sua causa provável é abdutiva."}},{"id":"2766212b020e","number":24,"stem":3,"statement":"A conclusão de João é válida, pois enfatiza a importância do setor jurídico para o funcionamento do tribunal.","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Ser o setor mais importante não implica logicamente ter de receber a maior parte dos recursos: falta a premissa que ligue importância a prioridade orçamentária, e as demandas dos outros setores sequer foram consideradas. Além disso, ênfase na importância é razão de conteúdo e nada diz sobre validade formal.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"é válida, pois enfatiza a importância do setor jurídico","corrected_statement":"A conclusão de João não é válida, pois da importância do setor jurídico não decorre que ele deva receber a maior parte dos recursos.","concept":"Importância não implica prioridade de recursos","citation":null,"trap_note":"Repita a estrutura em voz alta: X é o mais importante, logo X deve receber mais. Falta sempre a premissa intermediária. Todo item que chama de válida uma conclusão sustentada por ênfase, e não por premissa, é Errado."}},{"id":"5efa75454809","number":24,"stem":2,"statement":"Se a proposição “Maria é uma tenista brasileira.” for verdadeira, então a proposição “Maria é uma tenista.” necessariamente será verdadeira.","answer":"C","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Tenista brasileira é uma subclasse de tenista: o adjetivo restringe o conjunto, não o altera. Toda tenista brasileira é tenista, então a verdade da primeira proposição obriga a verdade da segunda. É inferência imediata por subordinação de classes.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjetivo restritivo preserva a classe maior","citation":null,"trap_note":"Nem todo adjetivo funciona assim. Restritivos como brasileira, jovem, alta preservam o núcleo; modificadores como suposta, falsa, ex- não preservam — uma suposta tenista pode não ser tenista. Teste o adjetivo antes de aceitar a inferência."}},{"id":"036a5bc1b9ad","number":25,"stem":3,"statement":"A fala de João é um exemplo de falácia de apelo à consequência.","answer":"C","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"João apoia a conclusão na consequência indesejável de não adotá-la: sem recursos adequados não se garantirá a eficiência e a qualidade das decisões, logo é essencial priorizar o setor. Aceitar uma tese pelo que aconteceria caso fosse recusada é a falácia do apelo à consequência, exatamente o rótulo do item.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Apelo à consequência","citation":null,"trap_note":"Apelo à consequência se reconhece pelo par se não fizermos X, acontecerá algo ruim, logo X. A consequência ruim pode ser real; ela ainda assim não prova a tese, apenas a torna desejável."}},{"id":"f06a9e9dc594","number":25,"stem":2,"statement":"O argumento a seguir é válido, apesar de fraco. “Todos os funcionários do nosso setor vão vir de branco na última semana do mês de junho. João não é funcionário do nosso setor. Logo, João não vai vir de branco na última semana do mês de junho.”","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Todos os funcionários do setor virão de branco não impede que alguém de fora também venha de branco: a premissa diz quem virá, não quem não virá. Negar o sujeito e concluir a negação do predicado é forma inválida. E os dois rótulos são incompatíveis: forte e fraco qualificam argumento indutivo, não argumento válido.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"é válido, apesar de fraco","corrected_statement":"O argumento a seguir é inválido. “Todos os funcionários do nosso setor vão vir de branco na última semana do mês de junho. João não é funcionário do nosso setor. Logo, João não vai vir de branco na última semana do mês de junho.”","concept":"Todo A é B não é somente A é B","citation":null,"trap_note":"Todo A é B autoriza concluir de A para B, nunca de não A para não B. E válido é rótulo dedutivo, forte e fraco são rótulos indutivos: um argumento válido apesar de fraco é contradição de categoria."}},{"id":"9d2212dd19f2","number":25,"stem":4,"statement":"Por ser mais objetiva, a comunicação eficiente proposta por Sandra se traduz em uma proposta que considera a redução dos atrasos processuais para atender à necessidade do tribunal como um todo.","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O critério de Sandra olha apenas para as varas com maior atraso e nada diz sobre os setores que perderão servidores. É precisamente a lacuna que Vera aponta. Atender às varas atrasadas não equivale a atender ao tribunal como um todo, e o item estende o alcance da proposta além do que ela sustenta.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"para atender à necessidade do tribunal como um todo","corrected_statement":"Por ser mais objetiva, a comunicação eficiente proposta por Sandra se traduz em uma proposta que considera a redução dos atrasos processuais nas varas com maior número de processos em atraso.","concept":"Parte do tribunal × tribunal como um todo","citation":null,"trap_note":"Quando o diálogo tem um crítico, a objeção dele indica onde está o erro do outro item. Se Vera diz que falta visão global, nenhum item pode afirmar que a proposta de Sandra já contempla o todo."}},{"id":"7c26e8112522","number":25,"stem":5,"statement":"No diálogo a seguir, em que A, B e C correspondem a personagens, é falaciosa a afirmação de B. “A: — Você sabia que C vai trocar de departamento mais uma vez? Apesar de já ter passado por vários departamentos aqui da nossa empresa, C não fica muito tempo em nenhum deles, infelizmente... B: — Olha, em todos esses departamentos, as pessoas são unânimes em dizer que C é uma pessoa muito incompetente. Não é uma pessoa, nem são duas. São muitas! Na minha opinião, se muitas pessoas dizem isso, deve ser verdade, e C é uma pessoa incompetente mesmo.”","answer":"C","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"B apoia a conclusão exclusivamente no número de pessoas que repetem a acusação — se muitas pessoas dizem isso, deve ser verdade. Quantidade de adesão não é evidência da tese: é o apelo ao povo, e por isso a afirmação de B é falaciosa.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Apelo ao povo (argumentum ad populum)","citation":null,"trap_note":"Todo mundo diz, é unânime, são muitos, ninguém discorda: consenso é medida de popularidade, nunca de verdade. Quando a única premissa é o número de quem concorda, há falácia."}},{"id":"4a5ceefa3e09","number":26,"stem":4,"statement":"Vera utiliza o senso crítico ao sugerir uma análise mais ampla antes de tomar a decisão de realocar servidores.","answer":"C","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Vera não nega a relevância de reduzir o atraso; acrescenta uma variável ignorada e condiciona a decisão a uma avaliação mais completa. Reconhecer o que é válido no argumento alheio e ainda assim exigir evidência adicional é o próprio exercício do senso crítico.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Senso crítico é suspender o juízo por falta de evidência","citation":null,"trap_note":"Senso crítico, nessa banca, aparece sempre com o mesmo desenho: concordo em parte, mas precisamos considerar ou precisamos de dados. Item que atribui senso crítico a essa fala tende a ser Certo."}},{"id":"6aa967627743","number":26,"stem":5,"statement":"O argumento a seguir é dedutivamente válido. “A maioria dos funcionários que trabalha bem nesta empresa deve receber uma bonificação financeira pelo bom serviço prestado. Ivete é uma funcionária que trabalhou bem nesta empresa. Logo, Ivete deve receber uma bonificação financeira pelo bom serviço prestado.”","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A premissa maior é quantificada por a maioria, e não por todos. Ivete pode estar na parte que trabalha bem e ainda assim fora da maioria contemplada, de modo que as premissas podem ser verdadeiras e a conclusão falsa. O argumento é, no máximo, forte, mas não dedutivamente válido.","distortion_type":"generalizacao","distorted_span":"é dedutivamente válido","corrected_statement":"O argumento a seguir não é dedutivamente válido. “A maioria dos funcionários que trabalha bem nesta empresa deve receber uma bonificação financeira pelo bom serviço prestado. Ivete é uma funcionária que trabalhou bem nesta empresa. Logo, Ivete deve receber uma bonificação financeira pelo bom serviço prestado.”","concept":"A maioria não fecha silogismo dedutivo","citation":null,"trap_note":"Leia o quantificador da premissa maior. Todo e nenhum sustentam conclusão dedutiva sobre o caso particular; a maioria, muitos, geralmente e quase todos só sustentam probabilidade. Trocar todos por a maioria é como a banca derruba um silogismo aparentemente correto."}},{"id":"2e9ebb8543aa","number":26,"stem":2,"statement":"Suponha que uma pessoa procure um livro em sua estante, não o ache e, diante disso, chegue à seguinte conclusão: “Alguma pessoa mexeu na minha estante e pegou o livro que procuro.”. Nesse caso, tal conclusão foi elaborada com base no raciocínio indutivo.","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A pessoa parte de um fato observado — o livro não está na estante — e formula a hipótese que melhor o explicaria: alguém pegou o livro. Ir do efeito à causa mais provável é raciocínio abdutivo. Indução iria de casos particulares repetidos a uma regra geral, o que não ocorre aqui, pois há um único fato e nenhuma generalização.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"com base no raciocínio indutivo","corrected_statement":"Suponha que uma pessoa procure um livro em sua estante, não o ache e, diante disso, chegue à seguinte conclusão: “Alguma pessoa mexeu na minha estante e pegou o livro que procuro.”. Nesse caso, tal conclusão foi elaborada com base no raciocínio abdutivo.","concept":"Abdução × indução","citation":null,"trap_note":"Três perguntas separam os três: dedução vai do geral ao particular com garantia; indução acumula casos particulares e projeta uma regra; abdução parte de um fato isolado e inventa a explicação mais plausível. Fato isolado mais explicação é sempre abdução."}},{"id":"1c71c49f8a97","number":26,"stem":3,"statement":"Maria utiliza o senso crítico ao sugerir a inclusão de critérios objetivos na tomada de decisão.","answer":"C","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Maria identifica que a decisão estava sendo tomada por juízo de valor sobre a importância dos setores e propõe substituí-lo por critérios objetivos, submetendo a proposta ao teste da evidência. Essa é a operação que a banca chama de senso crítico.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Critério objetivo como exercício do senso crítico","citation":null,"trap_note":"Nos diálogos de tribunal, quem propõe critérios objetivos exerce senso crítico e quem conclui por importância ou urgência comete falácia. Os itens repetem esse par nas duas direções."}},{"id":"10413a59abc8","number":27,"stem":6,"statement":"Ao sugerir uma investigação sobre a relação entre produtividade e satisfação dos servidores, o juiz efetua uma argumentação apelativa.","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O juiz não mobiliza emoção nem autoridade: aponta um dado do próprio relatório que foi ignorado — a queda de 15% na satisfação — e propõe investigar a relação entre os dois indicadores antes de concluir. Isso é raciocínio analítico, não argumentação apelativa.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"efetua uma argumentação apelativa","corrected_statement":"Ao sugerir uma investigação sobre a relação entre produtividade e satisfação dos servidores, o juiz efetua uma argumentação crítica.","concept":"Argumentação apelativa × analítica","citation":null,"trap_note":"Apelativo exige apelo a algo fora da razão. Se a fala se apoia em um dado do próprio texto, o rótulo apelativo está errado, por mais que a fala seja uma objeção."}},{"id":"d4543feb435e","number":27,"stem":5,"statement":"Na pergunta “Ela continua saindo do trabalho às 16 horas?”, há um conteúdo implícito.","answer":"C","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O verbo continuar carrega pressuposição: só continua quem já vinha fazendo. A pergunta, portanto, dá como assentado que ela saía do trabalho às 16 horas, conteúdo que não é perguntado e que seria mantido mesmo em resposta negativa.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Pressuposição lexical do verbo continuar","citation":null,"trap_note":"Pressuposto sobrevive à negação e à pergunta; posto, não. Teste negando a frase: se o conteúdo permanece de pé, ele é implícito e o item que aponta conteúdo implícito está certo. Gatilhos: continuar, deixar de, voltar a, ainda, já."}},{"id":"0f90ebe40a0d","number":27,"stem":7,"statement":"É válido o argumento em questão.","answer":"C","source":{"slug":"SEMED_ARACAJU_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O pois marca o início das premissas, e a conclusão é a primeira sentença. Encadeando: professores são heróis; heróis sempre visitam países da Europa; quem visita países da Europa mora em Itabaiana. Daí segue que os professores moram em Itabaiana. O encadeamento é correto, e a implausibilidade do conteúdo não afeta a validade.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Validade não depende da verdade das premissas","citation":null,"trap_note":"Conteúdo absurdo é isca. Reduza o argumento à forma — todo A é B, todo B é C, todo C é D, logo todo A é D — e julgue só a forma. Se a cadeia fecha, é válido, ainda que nenhuma premissa seja verdadeira no mundo."}},{"id":"bbf2602974ab","number":27,"stem":8,"statement":"O argumento de Pedro é válido, pois enfatiza a necessidade de modernização tecnológica para melhorar a eficiência do tribunal.","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Validade é propriedade da forma do raciocínio, e não do mérito do que se defende: enfatizar a necessidade de modernização não torna nenhum argumento válido. Além disso, o argumento de Pedro é falacioso, porque salta de a automação é o futuro para a única solução viável, reduzindo a portanto, a única solução viável um leque de alternativas.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"é válido, pois enfatiza a necessidade de modernização tecnológica","corrected_statement":"O argumento de Pedro é falacioso, pois trata a automação completa como a única solução viável para melhorar a eficiência do tribunal.","concept":"Validade não se justifica pelo mérito da tese","citation":null,"trap_note":"O item que afirma validade e a justifica com pois seguido de uma razão de conteúdo — enfatiza, demonstra importância, baseia-se em resultados — está trocando forma por mérito. Nesta disciplina, esse formato é quase sempre Errado."}},{"id":"b8e39b76bee5","number":27,"stem":2,"statement":"Do ponto de vista argumentativo, no texto a seguir, a pergunta formulada tem o papel de provocar o ‘Sr. Deputado’ e fazê-lo acatar a ordem expressa inicialmente. “Sr. Deputado, lute contra a corrupção! Ou, por acaso, o senhor não é digno do cargo para o qual foi eleito?”","answer":"C","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A pergunta não busca informação: ela oferece ao interlocutor apenas duas saídas, acatar a ordem ou aceitar que não é digno do cargo. É pergunta retórica usada como pressão, e seu efeito argumentativo é constranger o destinatário a obedecer ao que foi ordenado antes.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Pergunta retórica como recurso de pressão","citation":null,"trap_note":"Pergunta em texto argumentativo raramente pede resposta. Verifique que alternativa ela deixa ao interlocutor: se a única alternativa à obediência é se autodesqualificar, a pergunta é instrumento de coação, não de consulta."}},{"id":"4b60c8037b05","number":28,"stem":2,"statement":"No diálogo a seguir, a fala de B se constrói com base em um raciocínio apelativo. “A: — Todo mundo está tomando esse remédio. Será que, se eu tomá-lo, ele vai me fazer mal? B: — Não existe nada dizendo que esse remédio faz mal às pessoas, traz efeitos colaterais ou indesejados e outras coisas. Nunca ouvi ninguém comentando que passou mal depois de usar esse medicamento. Nem existem estudos que mostrem que ele pode fazer mal. Sendo assim, esse medicamento faz bem à saúde. Sabe aquele ditado popular? O que não mata, engorda! É esse remédio. Tome sem medo!”","answer":"C","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"B não apresenta evidência de que o remédio faz bem: conclui isso da ausência de evidência em contrário, e fecha com um ditado popular. Concluir a partir do que não foi provado, somando adesão ao senso comum, é raciocínio apelativo, não demonstrativo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Apelo à ignorância e ao senso comum","citation":null,"trap_note":"Ausência de prova não é prova de ausência. Sempre que a conclusão positiva se apoia em não existe nada dizendo que, nunca ouvi, não há estudos, há apelo à ignorância."}},{"id":"b15046bf89bd","number":28,"stem":7,"statement":"A sentença “aqueles considerados heróis sempre visitam países da Europa” é a conclusão desse argumento.","answer":"E","source":{"slug":"SEMED_ARACAJU_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O conectivo pois introduz razão, não resultado: tudo o que vem depois dele são as premissas. A conclusão é a sentença anterior ao pois, ou seja, Todos os professores da rede de ensino público de Sergipe moram em Itabaiana. A sentença indicada no item é uma das premissas.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"é a conclusão desse argumento","corrected_statement":"A sentença “aqueles considerados heróis sempre visitam países da Europa” é uma das premissas desse argumento.","concept":"Pois, porque e já que introduzem premissa","citation":null,"trap_note":"Dois grupos de marcadores: logo, portanto, assim, conclui-se apontam para a conclusão; pois, porque, já que, uma vez que apontam para a premissa. A conclusão pode vir em primeiro lugar na frase, e é o que a banca explora."}},{"id":"83f14d415a9f","number":28,"stem":5,"statement":"O argumento a seguir é um exemplo de argumento válido, uma vez que a verdade da conclusão está embutida na verdade das premissas. “Quando chove na minha rua, ela fica alagada. Minha rua está alagada. Logo, choveu na minha rua.”","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A premissa diz que a chuva alaga a rua, não que só a chuva a alaga. Da rua alagada não se volta para a chuva: cano rompido ou maré alta produziriam o mesmo efeito, dando premissas verdadeiras com conclusão falsa. Trata-se da afirmação do consequente, e a verdade da conclusão justamente não está contida na das premissas.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"é um exemplo de argumento válido","corrected_statement":"O argumento a seguir é um exemplo de argumento inválido, uma vez que a verdade da conclusão não está embutida na verdade das premissas. “Quando chove na minha rua, ela fica alagada. Minha rua está alagada. Logo, choveu na minha rua.”","concept":"Afirmação do consequente","citation":null,"trap_note":"Condicional não é bicondicional. Se A então B autoriza de A concluir B e de não B concluir não A, e mais nada. Confirmar B e concluir A é a falácia mais repetida desta disciplina."}},{"id":"74022aa05f76","number":29,"stem":5,"statement":"Na língua portuguesa, duas frases compostas dos mesmos constituintes podem descrever diferentes situações, caso varie a ordem dos constituintes nelas empregados, como se observa no seguinte par de frases. “Maria leu seus emails, bebeu uma xícara de café e abriu a janela da sala.” “Maria bebeu uma xícara de café, abriu a janela da sala e leu seus emails.”","answer":"C","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A coordenação de orações com e, em sequência narrativa, é interpretada como ordem cronológica dos eventos. Trocar a posição dos constituintes troca a ordem em que as ações ocorreram: no primeiro par ela lê antes de tomar café, no segundo depois. Os constituintes são os mesmos, e as situações descritas não são.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Ordem dos constituintes e iconicidade temporal","citation":null,"trap_note":"Em sequências ligadas por e, a ordem de menção é lida como ordem de acontecimento. É por isso que duas frases com as mesmas palavras podem ser logicamente distintas, ainda que a conjunção seja comutativa no cálculo proposicional."}},{"id":"5b11549d387f","number":29,"stem":2,"statement":"No raciocínio apresentado a seguir, identifica-se uma falácia denominada generalização apressada. “Eu tive várias crises de asma durante o primeiro semestre do ano passado, tomei vários remédios e não fiquei curado. Quando tomei um xarope que minha avó fez, fiquei curado das crises de asma. Sendo assim, o xarope que a minha avó faz cura asma.”","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A falha do raciocínio é causal, não quantitativa: da simples sucessão entre tomar o xarope e ficar curado conclui-se que o xarope curou, ignorando que as crises poderiam ter cessado por si. Isso é falsa causa. Generalização apressada seria concluir uma regra geral a partir de poucos casos de uma classe, e não é o movimento feito aqui.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"uma falácia denominada generalização apressada","corrected_statement":"No raciocínio apresentado a seguir, identifica-se uma falácia denominada falsa causa. “Eu tive várias crises de asma durante o primeiro semestre do ano passado, tomei vários remédios e não fiquei curado. Quando tomei um xarope que minha avó fez, fiquei curado das crises de asma. Sendo assim, o xarope que a minha avó faz cura asma.”","concept":"Falsa causa × generalização apressada","citation":null,"trap_note":"Pergunte o que foi concluído. Se foi uma relação de causa a partir de uma sucessão no tempo, é falsa causa. Se foi uma regra sobre todos a partir de poucos exemplos, é generalização apressada. A banca troca um rótulo pelo outro."}},{"id":"c45e142c200e","number":29,"stem":8,"statement":"O argumento de Pedro é falacioso porque apresenta uma falsa dicotomia, sugerindo que a automação completa é a única solução viável.","answer":"C","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Falsa dicotomia é apresentar como exaustivo um par de alternativas que não esgota o campo. Pedro faz exatamente isso ao declarar a automação a única solução viável, sem considerar implementação gradual, supervisão humana ou soluções mistas — que Tiago em seguida enumera. O rótulo do item descreve corretamente o defeito.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Falsa dicotomia: alternativas não exaustivas","citation":null,"trap_note":"Procure as expressões a única solução, ou isso ou aquilo, não há alternativa. Se for possível citar uma terceira via, e normalmente o próprio texto a cita pela boca do interlocutor, há falsa dicotomia."}},{"id":"2b971d0beca0","number":30,"stem":2,"statement":"Considere que uma pessoa, com dúvidas em relação ao seu futuro profissional, tenha feito um teste vocacional e que, ao final do teste, o resultado tenha sido o seguinte. “Você é uma pessoa muito criativa, muito curiosa e muito interessada em tendências mundiais, logo, vai se dar bem em profissões voltadas para as áreas de marketing, propaganda, publicidade, design.” Com base nessa situação, é correto afirmar que o resultado do teste vocacional se baseia em um raciocínio que apresenta uma informação implícita.","answer":"C","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O resultado enuncia traços — criatividade, curiosidade, interesse por tendências — e salta para áreas profissionais sem dizer o que liga uma coisa à outra. A premissa de que essas áreas exigem justamente esses traços fica subentendida. Argumento com premissa não expressa é entimema, e é essa informação implícita que o item aponta.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Entimema: premissa subentendida","citation":null,"trap_note":"Onde houver um logo ligando duas coisas sem ponte explícita, há premissa implícita. Tente escrever a frase que faltou: se o argumento só fecha com ela, a informação implícita existe e o item que a afirma é Certo."}},{"id":"f7bdf314577b","number":30,"stem":6,"statement":"A conclusão do diretor de secretaria é válida, pois se baseia no aumento da produtividade como indicador da eficiência do planejamento.","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O relatório traz dois dados e o diretor usa só um. Do aumento de 30% nos processos finalizados não decorre que o planejamento foi eficiente nem que nenhum ajuste é necessário, sobretudo com a satisfação dos servidores caindo 15% no mesmo período. A conclusão vai além das premissas e ainda descarta o dado que a contraria.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"é válida, pois se baseia no aumento da produtividade como indicador da eficiência do planejamento","corrected_statement":"A conclusão do diretor de secretaria não é válida, pois ignora a queda no índice de satisfação dos servidores registrada no mesmo período.","concept":"Indicador isolado não sustenta conclusão global","citation":null,"trap_note":"Quando o enunciado lista dois dados numerados e a conclusão só cita um, o item que chama essa conclusão de válida está errado. A banca coloca o dado desfavorável no relatório exatamente para ser ignorado."}},{"id":"252e31e85324","number":32,"stem":9,"statement":"O argumento do gestor 1 é falacioso porque generaliza o benefício do trabalho remoto sem considerar premissas que suportem a conclusão de ele seria positivo ‘em todos os aspectos’.","answer":"C","source":{"slug":"FUNPRESP_24_EXE","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O gestor 1 sustenta duas coisas pontuais — redução de custos e aumento de satisfação relatado por concorrentes — e conclui benefício em todos os aspectos. A conclusão é mais ampla que as premissas: nada no que ele disse cobre produtividade, tecnologia, cultura ou qualquer outro aspecto. É a generalização indevida, e é exatamente o que o item afirma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Conclusão mais ampla que as premissas","citation":null,"trap_note":"Expressões totalizantes na conclusão — em todos os aspectos, sempre, a única solução, integralmente — são o gatilho. Compare a extensão da conclusão com a extensão do que as premissas de fato cobrem; se a conclusão vai além, o argumento é falacioso e o item que diz isso está certo."}},{"id":"faa740929845","number":33,"stem":9,"statement":"A intervenção do gestor 2 utiliza o senso crítico ao sugerir que se realize uma análise detalhada, que inclua fatores adicionais, antes de se tomar uma decisão.","answer":"C","source":{"slug":"FUNPRESP_24_EXE","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O gestor 2 não nega a conclusão nem apela a emoção: aponta que a base é insuficiente e pede fatores adicionais (produtividade, adaptações tecnológicas) antes da decisão. Suspender o juízo e exigir mais evidência é a definição operacional de senso crítico na argumentação.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Senso crítico é exigir evidência antes da conclusão","citation":null,"trap_note":"Nesses diálogos de reunião, a personagem que pede dados, critérios objetivos ou análise mais ampla é sempre tratada pela banca como exemplo de senso crítico. O item que a elogia costuma ser Certo; o que a acusa de falácia, Errado."}},{"id":"b7831d49594f","number":35,"stem":9,"statement":"O argumento do gestor 3 incorre em uma falácia de apelo à emoção ao mencionar desigualdades internas como um possível resultado negativo da adoção do trabalho remoto.","answer":"E","source":{"slug":"FUNPRESP_24_EXE","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Apelo à emoção é substituir razões por sentimento, tentando obter adesão pelo impacto afetivo. O gestor 3 faz o oposto: aponta um fato verificável e pertinente — nem todos os funcionários têm as mesmas condições em casa — como consequência possível da política discutida. É contribuição analítica sobre o contexto, não comoção.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"incorre em uma falácia de apelo à emoção","corrected_statement":"O argumento do gestor 3 aponta uma consequência relevante ao mencionar desigualdades internas como um possível resultado negativo da adoção do trabalho remoto.","concept":"Apelo à emoção × consideração de consequência real","citation":null,"trap_note":"Mencionar um efeito negativo não é apelar à emoção. A falácia exige que o sentimento ocupe o lugar da razão. Se o que foi dito pode ser verificado ou refutado por fatos, o rótulo apelativo está errado."}},{"id":"09afa5bc7ab4","number":36,"stem":9,"statement":"A intervenção do gestor 3 reforça a argumentação crítica ao trazer elementos contextuais que podem afetar os resultados esperados pelo trabalho remoto.","answer":"C","source":{"slug":"FUNPRESP_24_EXE","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O gestor 3 acrescenta elementos que as premissas do gestor 1 ignoravam: contexto organizacional, desafios logísticos e culturais, desigualdade de condições de trabalho em casa. Esses elementos afetam diretamente os resultados esperados e, por isso, fortalecem a crítica ao argumento inicial.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Contextualização como reforço da crítica","citation":null,"trap_note":"Trazer variáveis que as premissas originais deixaram de fora é o movimento típico da argumentação crítica. Nos itens de diálogo, quem contextualiza está do lado certo da avaliação da banca."}},{"id":"6e3789507c23","number":31,"stem":10,"statement":"O argumento que tem por premissas as proposições P1, P2 e P3, e, por conclusão, a proposição C, é válido.","answer":"E","source":{"slug":"DATAPREV_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"P3 afirma o consequente da cadeia, não o antecedente. Da ambulância ser necessária não se volta para a polícia ter agido, e disso não se volta para a resistência de populares. Basta imaginar a ambulância necessária por outro motivo, sem resistência e sem depredação: premissas verdadeiras, conclusão falsa.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"é válido","corrected_statement":"O argumento que tem por premissas as proposições P1, P2 e P3, e, por conclusão, a proposição C, não é válido.","concept":"Falácia da afirmação do consequente","citation":null,"trap_note":"Condicional só corre para a frente. Antecedente verdadeiro entrega o consequente (modus ponens); consequente verdadeiro não entrega nada. Ao ver a premissa final confirmando o fim da cadeia, desconfie imediatamente."}},{"id":"ac85be5f35d1","number":40,"stem":11,"statement":"É válido o argumento que toma por premissas as proposições P1 a P6 e, por conclusão, a proposição “Se o aluno fez a prova, então o professor perdeu a prova dele”.","answer":"C","source":{"slug":"SERPRO_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"De P5 e P6 sai que o aluno não fez a prova. Uma condicional com antecedente falso é verdadeira: como o aluno não fez a prova, Se o aluno fez a prova, então o professor perdeu a prova dele é verdadeira por vacuidade. Logo, não há como as premissas serem todas verdadeiras e a conclusão falsa, que é a definição de argumento válido.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Condicional de antecedente falso é verdadeira","citation":null,"trap_note":"Quando a conclusão é uma condicional e as premissas permitem negar o antecedente dela, o argumento é válido sem esforço. Procure primeiro a negação do antecedente antes de tentar derivar o consequente."}},{"id":"83dfa08e1160","number":43,"stem":11,"statement":"É válido o argumento que toma por premissas as proposições P1 a P6 e, por conclusão, a proposição “esqueceu-se de colocar seu nome na prova”.","answer":"E","source":{"slug":"SERPRO_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"P3 e P4 estabelecem justamente o contrário: não há prova sem nome nos arquivos, logo o aluno não se esqueceu de colocar seu nome. A conclusão proposta é a negação do que as premissas permitem derivar, de modo que existem premissas verdadeiras com conclusão falsa — o argumento é inválido.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"É válido o argumento","corrected_statement":"Não é válido o argumento que toma por premissas as proposições P1 a P6 e, por conclusão, a proposição “esqueceu-se de colocar seu nome na prova”.","concept":"Conclusão contrária ao que as premissas derivam","citation":null,"trap_note":"Em blocos com P1 a P6, derive tudo o que as premissas categóricas permitem antes de olhar a conclusão oferecida. A banca costuma apresentar, como conclusão, exatamente a proposição que as premissas negam."}},{"id":"f6dd1d294929","number":23,"stem":12,"statement":"O argumento cujas premissas são as proposições P, Q e R e que tem por conclusão a proposição C é válido.\n\n35 31\n30 27\n25 21\n20 17","answer":"C","source":{"slug":"PREF_SAO_CRISTOVAO_SE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Convidado, só há duas alternativas: recusar ou ir. Por P, recusar leva a ser taxado de antissocial; por Q, ir leva a ser taxado de puxa-saco. Em qualquer dos dois ramos vale a disjunção antecedente de R, e R conclui o constrangimento. Como os casos esgotam as possibilidades, C se segue: é prova por casos.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Prova por casos com alternativas exaustivas","citation":null,"trap_note":"Quando duas condicionais partem de alternativas que esgotam o cenário e desembocam na mesma consequência, o argumento é válido. O ponto a conferir é se as alternativas realmente esgotam o cenário — é aí que outras versões do item falham."}},{"id":"e53add161dee","number":25,"stem":13,"statement":"O argumento formado pelas proposições P1, P2 e P3, como premissas, e C, como conclusão, é válido.","answer":"C","source":{"slug":"MPC_SC_22_SERVIDOR","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"As três premissas encadeiam condicionais: A implica B, B implica C, C implica D. A conclusão é exatamente A implica D. É o silogismo hipotético, e o encadeamento é válido qualquer que seja a verdade das proposições simples envolvidas.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Silogismo hipotético encadeia condicionais","citation":null,"trap_note":"Quando as premissas são condicionais em cadeia e a conclusão liga a primeira ponta à última, o argumento é válido sem precisar de tabela-verdade. Monte a cadeia A implica B, B implica C, C implica D e confira se a conclusão é A implica D."}},{"id":"15c00e4355e7","number":30,"stem":13,"statement":"Se o argumento formado pelas proposições P1, P2 e P3, como premissas, e C, como conclusão, for válido, então é correto concluir que é verdadeira a proposição “As finanças do fiador ficam prejudicadas.”.","answer":"E","source":{"slug":"MPC_SC_22_SERVIDOR","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Validade é propriedade da forma: garante apenas que, se as premissas forem verdadeiras, a conclusão também será. A conclusão aqui é uma condicional, e uma condicional pode ser verdadeira com o consequente falso. De um argumento válido não se extrai a verdade de As finanças do fiador ficam prejudicadas, porque nada afirma que o fiador tomou a decisão que dispara a cadeia.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"então é correto concluir que é verdadeira a proposição","corrected_statement":"Se o argumento formado pelas proposições P1, P2 e P3, como premissas, e C, como conclusão, for válido, então é correto concluir que é verdadeira a proposição “Se o fiador toma uma decisão que prejudica as finanças do devedor, as finanças do fiador ficam prejudicadas.”.","concept":"Validade × verdade da conclusão","citation":null,"trap_note":"Validade nunca entrega proposição verdadeira, entrega preservação de verdade. Todo item que passa de o argumento é válido para logo a conclusão é verdadeira está errado, a menos que as premissas tenham sido dadas como verdadeiras."}},{"id":"43b012f29b11","number":47,"stem":14,"statement":"Para justificar sua crença na existência de vida fora da Terra, o autor do trecho a seguir se vale de duas falácias: o argumento contra o homem e o apelo à ignorância. “Carl Sagan, famoso astrônomo e divulgador da ciência, acreditava haver vida em outros lugares do universo. Eu também acredito nessa ideia, mas não por causa do Carl Sagan. Eu acredito que há vida além da Terra porque, com a vastidão do universo, ninguém nunca vai conseguir provar o contrário.”","answer":"E","source":{"slug":"FUNPRESP_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O autor comete uma só falácia: o apelo à ignorância, ao concluir que há vida extraterrestre porque ninguém conseguirá provar o contrário. O argumento contra o homem não aparece — o autor não desqualifica Carl Sagan, apenas registra que não se apoia nele. Como o item atribui duas falácias ao trecho, está errado.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"duas falácias: o argumento contra o homem e o apelo à ignorância","corrected_statement":"Para justificar sua crença na existência de vida fora da Terra, o autor do trecho a seguir se vale de uma falácia: o apelo à ignorância. “Carl Sagan, famoso astrônomo e divulgador da ciência, acreditava haver vida em outros lugares do universo. Eu também acredito nessa ideia, mas não por causa do Carl Sagan. Eu acredito que há vida além da Terra porque, com a vastidão do universo, ninguém nunca vai conseguir provar o contrário.”","concept":"Apelo à ignorância × argumento contra o homem","citation":null,"trap_note":"Quando o item nomeia duas falácias, confira as duas: basta uma não se sustentar para o item cair. Citar uma autoridade e logo em seguida dizer que não se apoia nela cancela tanto o apelo à autoridade quanto o ataque à pessoa."}},{"id":"2e9820e6c6dd","number":48,"stem":15,"statement":"O seguinte argumento constitui um argumento válido: “O Porto de Itaqui está no Sudeste brasileiro, pois o Porto de Itaqui está localizado na Ilha de Marajó e a Ilha de Marajó está localizada em São Paulo.”","answer":"C","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"O pois introduz as premissas: Itaqui fica na Ilha de Marajó e Marajó fica em São Paulo. Estar localizado em é transitivo, então, admitidas as premissas, Itaqui estaria em São Paulo e, portanto, no Sudeste. A conclusão não pode ser falsa com as premissas verdadeiras, e isso basta para a validade — que as premissas sejam geograficamente falsas é irrelevante.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Validade é da forma, não do conteúdo","citation":null,"trap_note":"Premissa falsa e conclusão falsa não tornam o argumento inválido: apenas o tornam não sólido. Argumento inválido é aquele em que se consegue imaginar todas as premissas verdadeiras e a conclusão falsa. Quando o conteúdo é notoriamente errado, a banca está testando essa distinção."}},{"id":"5a247a435043","number":36,"stem":16,"statement":"A sentença As consequências de nossos atos são florestas devastadas, descongelamento das calotas polares, extinção de dezenas de espécies animais, poluição dos rios e diminuição drástica das reservas de água potável apresenta um argumento válido.","answer":"E","source":{"slug":"ANVISA_16","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"Argumento é um conjunto de proposições em que umas (premissas) são oferecidas como razão para aceitar outra (conclusão). A sentença apresentada é uma única proposição que enumera consequências: não há inferência, não há termo de ligação do tipo logo, portanto ou pois, não há nada a concluir. Onde não existe argumento, não faz sentido falar em argumento válido.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"apresenta um argumento válido","corrected_statement":"A sentença As consequências de nossos atos são florestas devastadas, descongelamento das calotas polares, extinção de dezenas de espécies animais, poluição dos rios e diminuição drástica das reservas de água potável não apresenta um argumento.","concept":"Proposição isolada não é argumento","citation":null,"trap_note":"Antes de julgar se um argumento é válido, verifique se há argumento: procure duas coisas, pelo menos uma premissa e uma conclusão ligadas por logo, portanto, pois, assim, então. Enumeração, descrição, pergunta e ordem não são argumentos, e o item que as chama de argumento válido já está errado por isso."}}]}