{"subject_id":"3a3cc48d009981198b77d0ac5a0fe0ec","topico":"Sinonímia, antonímia, polissemia, ambiguidade","stems":["Texto CB2A1 Existem muitas formas de fazer ciência — na sala de aula, na universidade, em grupos de pesquisa, institutos públicos, em centros privados. Também é possível partir da própria ciência para incentivar outras pessoas na trajetória científica, difundir o conhecimento de pesquisadores, revelar seus achados e descobertas. E pode-se fazer tudo isso junto. Mônica Santos Dahmouche é um bom exemplo disso, como física, professora, divulgadora científica, coordenadora da implantação do Museu Ciência e Vida, incentivadora de feiras, olimpíadas e hackathons de ciência e várias outras frentes, com um olhar especial para a visibilidade feminina nas ciências. “Eu imaginava que faria concurso para uma universidade, teria meu grupo de pesquisa, orientaria alunos. Faço isso hoje, mas de diferentes formas. Jamais tinha pensado em trabalhar em um museu de ciências. Tem sido uma jornada maravilhosa”, conta a professora. Nos últimos anos, Mônica mergulhou em projetos voltados a futuras meninas cientistas e à atuação diversa de mulheres na área. “Desde 2018 me emociona e mobiliza poder mostrar a elas a beleza de fazer ciência, especialmente ciências exatas, mais desiguais em termos de equidade de gênero”, afirma. A iniciativa já se transformou em exposições temáticas no próprio Museu Ciência e Vida e na criação, com amigas também cientistas, de uma rede de mulheres das áreas de ciências, tecnologias, engenharias e matemática (STEM). O grupo já gestou até um livro, Exatas é com elas: tecendo redes no estado do Rio de Janeiro. Seu motivo de orgulho mais recente é o podcast Mulheres da Hora, idealizado por ela e produzido pelo Museu Ciência e Vida e pela Fundação CECIERJ. A produção abrange histórias de mulheres que se destacam em áreas como ciências exatas, engenharia e computação. “O objetivo é mostrar o que se pode fazer em uma carreira de ciência e tecnologia, para além da docência na universidade ou da pesquisa”, afirma. Seja qual for o caminho escolhido, ressalta Mônica, uma formação de excelência é a base para voar. Em relação ao texto CB2A1, aos seus sentidos e às ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir.","“A liberdade medieval”, disse o historiador Lord Acton, “difere da moderna nisto: a primeira depende de propriedade”. Mas a diferença é certamente uma diferença apenas em grau, não em espécie. O dinheiro pode ter menos influência num tribunal moderno do que num tribunal medieval. Mas e fora do tribunal? Fora, é verdade, estou legalmente livre para trabalhar ou não trabalhar, como eu bem escolher, porque não sou um servo. Estou legalmente livre para viver aqui em vez de lá, porque não estou preso à terra. Eu sou livre, dentro de limites razoáveis, para me divertir como eu bem quiser. Estou legalmente livre para casar-me com qualquer pessoa; nenhum lorde me obriga a casar-me com uma garota ou viúva da mansão senhorial. A lista de todas as minhas liberdades legais ocuparia páginas e mais páginas datilografadas. Ninguém, em toda a história, foi tão livre quanto eu sou agora. Mas vejamos o que acontece se eu tento fazer uso da minha liberdade legal. Não sendo um servo, eu resolvo parar de trabalhar; como resultado, começo a passar fome na próxima segunda-feira. Não sendo ligado à terra, eu opto por viver em Grosvenor Square e Taormina; infelizmente, o aluguel da minha casa em Londres equivale ao quíntuplo da minha renda anual. Não sendo submetido às perseguições de intrometidos eclesiásticos, eu decido que seria agradável levar uma jovem ao hotel Savoy para desfrutarmos de um jantar; mas não tenho roupas adequadas, e acabo gastando mais no entretenimento da minha noite do que consigo ganhar em uma semana. Todas as minhas liberdades legais acabam sendo, na prática, tão estreitamente dependentes de propriedade como eram as liberdades dos meus antepassados medievais. Os ricos podem comprar vastas quantidades de liberdade; os pobres precisam se virar sem ela, muito embora, por lei e teoricamente, eles tenham tanto direito à mesma quantidade de liberdade quanto têm os ricos. Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1 Em um mundo que corre contra o relógio para descarbonizar a economia e conter o avanço das mudanças climáticas, medir e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) das atividades diretas dos negócios está longe de ser suficiente. Na maioria dos setores, é na cadeia de valor que acontece a maior parte das emissões, ou seja, fora do “muro” das fábricas, dos escritórios e de outros negócios. Isso inclui as operações dos fornecedores, até mesmo os pequenos, e o modo como os clientes usam um produto ou serviço. Fazer o diagnóstico da pegada de carbono de toda a cadeia e agir para reduzi-la está na ordem do dia. Não só porque é a coisa certa a se fazer, mas porque o mundo caminha para exigir das empresas que se responsabilizem pelo que acontece em sua cadeia de valor. O Acordo de Paris e outras iniciativas internacionais reforçaram o compromisso de países e empresas de reduzirem suas emissões para limitar o aquecimento global a uma temperatura de 1,5 °C a 2 °C acima dos níveis pré-industriais até 2100. Além disso, muitos países estão introduzindo regulamentações e padrões de sustentabilidade que exigem uma abordagem mais abrangente para medir emissões de carbono. A União Europeia (UE), por exemplo, estabeleceu uma série de metas e compromissos de redução de emissões para seus Estados-membros. Um dos objetivos é a redução das suas emissões de GEE em pelo menos 40% até 2030, em comparação com os níveis de 1990. Além disso, o impacto ambiental das marcas é cada vez mais considerado pelos consumidores ao redor do mundo. A pesquisa Future Consumer Index, da consultoria Ernest&Young, realizada com 21.000 entrevistados de 27 países, evidencia essa percepção. Entre os brasileiros, por exemplo, 73% se declararam profundamente preocupados com a fragilidade do planeta. A falta de informação, transparência e padronização, no entanto, também continua sendo um desafio mencionado pelos consumidores, que ainda não enxergam o impacto das escolhas que fazem para o meio ambiente quando compram um produto. Dessa forma, a pegada de carbono de um produto torna-se um fator relevante de atenção da indústria. Além da preocupação ambiental e regulatória, esse tema se tornou uma questão de mercado. Entender como as emissões de GEE ganharam destaque na mesa de discussões de presidentes e diretores-executivos é importante para compreender como o tema foi ganhando força nas últimas décadas. De acordo com as ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1 e do vocabulário nele empregado, julgue os próximos itens.","Por quase dois séculos, apesar da controvérsia provocada pela Revolução Francesa, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão encarnou a promessa de direitos humanos universais. Em 1948, quando as Nações Unidas adotaram a Declaração Universal dos Direitos Humanos, seu artigo 1.º dizia: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”. Em 1789, o artigo 1.º da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão já havia proclamado: “Os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos”. As origens dos documentos não nos dizem necessariamente nada de significativo sobre as suas consequências. Importa realmente que o esboço tosco de Jefferson tenha passado por 86 alterações feitas por ele mesmo, pelo Comitê dos Cinco ou pelo Congresso? A Declaração da Independência dos Estados Unidos da América (EUA) não tinha natureza constitucional. Declarava simplesmente intenções, e passaram-se quinze anos antes que os estados finalmente ratificassem uma Bill of Rights, muito diferente, em 1791. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão afirmava salvaguardar as liberdades individuais, mas não impediu o surgimento de um governo francês que reprimiu os direitos, e futuras constituições francesas — houve muitas delas — formularam declarações diferentes ou passaram sem nenhuma declaração. Ainda mais perturbador é que aqueles que, com tanta confiança, declaravam, no final do século XVIII, que os direitos eram universais vieram a demonstrar que tinham algo muito menos inclusivo em mente. As pessoas não ficaram surpresas por eles considerarem que as crianças, os insanos, os prisioneiros ou os estrangeiros eram incapazes ou indignos de plena participação no processo político, pois pensavam da mesma maneira. Mas eles também excluíam aqueles sem propriedade, os escravos, os negros livres, em alguns casos as minorias religiosas e, sempre e por toda parte, as mulheres. Em anos recentes, essas limitações a “todos os homens” provocaram muitos comentários, e alguns estudiosos até questionaram se as declarações tinham um verdadeiro significado de emancipação. Os fundadores, os que estruturaram e os que redigiram as declarações, têm sido julgados elitistas, racistas e misóginos por sua incapacidade de considerar todos verdadeiramente iguais em direitos. Como é que esses homens, vivendo em sociedades construídas sobre a escravidão, a subordinação e a subserviência aparentemente natural, chegaram a imaginar homens nada parecidos com eles, e, em alguns casos, também mulheres, como iguais? Se pudéssemos compreender como isso veio a acontecer, compreenderíamos melhor o que os direitos humanos significam para nós hoje em dia. A respeito de aspectos linguísticos do texto precedente bem como das ideias nele veiculadas, julgue os próximos itens.","Texto CG3A1 A crise durou minutos. Fiquei encolhido, trêmulo, com a testa gelada, o corpo retesado, os músculos das costas contraídos e a boca cerrada para não bater os dentes, à espera do calor que as cobertas não traziam. O termômetro marcou 40,2 graus. Os calafrios eram o prenúncio de uma doença que por pouco não me levou desta para outra melhor, como diria minha avó. Tomei um comprimido de dipirona e dormi novamente. Às sete, levantei indisposto, com o corpo moído e as pernas combalidas, para ir a uma reunião na faculdade de medicina. Foi uma luta para não pegar no sono no meio da discussão. No jardim da faculdade, a caminho da rua, achei prudente voltar para casa. Um pouco de repouso me deixaria em condições de ir à penitenciária do estado depois do almoço, para o atendimento aos presos, atividade iniciada nesse presídio após a implosão do Carandiru. Apesar da intenção, não consegui sair. Passei a tarde qual cachorro decrépito, caindo em cima do computador enquanto tentava escrever minha coluna de jornal. Afora a falta de energia, no entanto, nenhum sintoma de gripe, resfriado ou outra enfermidade. À noitinha a febre retornou alta, acompanhada dos mesmos calafrios e de dor nas costas. Tentei fazer o que muitas vezes aconselhei a meus pacientes nessas crises: respirar fundo e relaxar. Não sei onde aprendi recomendação tão inútil para quem não é monge budista nem vive nas montanhas do Tibete. Relaxar, com o corpo tremendo feito vara verde? Na febre alta, as toxinas cravam as garras nos músculos e entorpecem o cérebro. O pensamento fica fragmentado, fugidio, em estado de introspecção. A astenia deixa o corpo avesso aos mínimos esforços. Com base nas ideias veiculadas no texto CG3A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nJulgue os itens subsequentes, acerca da significação de palavras empregadas no texto CG3A1.","A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha-de-flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dois para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí ficavam dois pecados extintos, e a sobriedade e a honestidade certas. Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras. O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente, e com pouco era pego. Há meio século, os escravos fugiam com frequência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escravidão. Quem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a quem lho levasse. Punha anúncios nas folhas públicas, com os sinais do fugido, o nome, a roupa, o defeito físico, se o tinha, o bairro por onde andava e a quantia de gratificação. Quando não vinha a quantia, vinha promessa: “gratificar-se-á generosamente”, ou “receberá uma boa gratificação”. Muita vez o anúncio trazia em cima ou ao lado uma vinheta, figura de preto, descalço, correndo, vara ao ombro, e na ponta uma trouxa. Protestava-se com todo o rigor da lei contra quem o açoitasse. Ora, pegar escravos fugidios era um ofício do tempo. Não seria nobre, mas, por ser instrumento da força com que se mantêm a lei e a propriedade, trazia esta outra nobreza implícita das ações reivindicadoras. Ninguém se metia em tal ofício por desfastio ou estudo; a pobreza, a necessidade de uma achega, a inaptidão para outros trabalhos, o acaso, e alguma vez o gosto de servir, também, ainda que por outra via, davam o impulso ao homem que se sentia bastante rijo para pôr ordem à desordem. Machado de Assis inicia o conto Pai contra Mãe — escrito em 1906 e publicado na coletânea Relíquias da casa velha —, mencionando “ofícios e aparelhos” da escravidão no Brasil. O conto aborda a história de Cândido Neves, personagem que trabalhava na captura de escravos fugidios. Considerando o fragmento desse conto apresentado anteriormente, julgue os itens a seguir.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Em um mundo cada vez mais acelerado e hiperconectado, que recompensa o imediatismo, a cultura da urgência obscurece a linha entre o que é realmente importante e o que não é. No trabalho, a cultura da urgência pode envolver lidar com solicitações frequentes de última hora, prazos ou carga de trabalho irrealistas e estimular a expectativa de que se esteja disponível mesmo depois do expediente. Na vida pessoal, as manifestações da cultura da urgência incluem estender-se demais nos relacionamentos, verificar com frequência as atualizações das mídias sociais, por medo de perder alguma coisa, e responder imediatamente a chamadas e mensagens de texto, mesmo quando isso for inconveniente. Fazer parte da cultura do “sempre ligado” muitas vezes exige a realização de várias tarefas. No entanto, pesquisas mostram que o cérebro humano não tem a arquitetura neurocognitiva para realizar duas ou mais tarefas simultaneamente. Portanto, toda vez que realizamos uma multitarefa, o cérebro fica mais lento e sua produtividade pode ser reduzida em até 40%. Além disso, “a atração pela distração que impulsiona a maioria das multitarefas pode ser difícil de ser desligada”, afirma a neurocientista Friederike Fabritius. “Como resultado, você pode achar difícil se concentrar mesmo quando não está realizando multitarefas”, ela diz. Enquanto isso, a superestimulação constante — um contribuinte significativo para a cultura da urgência — dessensibiliza o sistema de dopamina. Em resumo, “quanto mais superestimulada uma pessoa estiver, menos alegria poderá sentir”, diz Fabritius. A superestimulação constante também impede o pensamento reflexivo. Quando o cérebro está sobrecarregado pela necessidade constante de processar informações e tomar decisões rapidamente, ele geralmente recorre ao pensamento superficial. Isso compromete sua capacidade de se envolver em um trabalho profundo que exija longos períodos de concentração sem distrações. Por fim, a cultura da urgência, com o passar do tempo, também pode ser prejudicial à saúde física, contribuindo para hipertensão, privação do sono, colesterol alto e distúrbios inflamatórios. A respeito das ideias veiculadas no texto apresentado e de seus aspectos linguísticos, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1 O Comentário Geral n.º 15 do Comitê de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (CDESC) da ONU é claro ao apontar para a necessidade de proteger os ecossistemas, em especial o aquático, contra a poluição, pois ter acesso a uma água poluída não representa, de fato, o gozo do direito humano à água. Nessas condições, há risco de comprometimento imediato da saúde individual e coletiva, o que afeta outros direitos humanos, como o direito à saúde e ao bem-estar. Antes disso, a Agenda 21, aprovada na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), em 1992, recomendou que se preservem as funções hidrológicas, biológicas e químicas dos ecossistemas, para que se assegure água com qualidade. Em uma perspectiva menos antropocêntrica e mais ecocêntrica, em 2000, a Declaração da 4.ª Cúpula do P7, composto dos sete países mais pobres do mundo, em seu primeiro princípio, trouxe a ideia de que a água é uma fonte de vida não substituível, a que todos os seres vivos têm direito, e sua conservação seria uma responsabilidade coletiva fundamental. A mesma declaração complementa o raciocínio, defendendo a necessidade de as culturas que defendem a água como um bem comum serem protegidas e reinventadas. E, nesse ponto, a Declaração da 4.ª Cúpula do P7 e o Comentário Geral n.º 15 do CDESC convergem entre si, pois este último se refere à preocupação com o respeito à cultura e o acesso à água, nas formas tradicionais de uso por comunidades antigas e originárias, o que valoriza o componente da independência no conceito de segurança hídrica. O que aqui se chama simplisticamente de independência corresponde na verdade à minimização de uma relação de dependência e sujeição, por meio de mecanismos formais de cooperação, tanto interbacias como intrabacias hidrográficas. O quarto princípio da Declaração da 4.ª Cúpula do P7 afirma que “a água deve contribuir para a solidariedade entre comunidades, países, sociedades, gerações e sexos”. Ao mesmo tempo reconhece que a água doce é distribuída de forma desigual em torno da Terra, e afirma que isso não deve ser utilizado como fator de exercício de poder. Com base nas ideias veiculadas no texto CB1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os próximos itens, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1.","Texto CB1A1 O racismo estrutural é uma realidade cotidiana no Brasil, e as denúncias de atitudes racistas estão se tornando mais visíveis. Porém, o racismo institucional, que acontece dentro de organizações públicas e privadas em diversos setores, ainda é um conceito pouco familiar para muitas pessoas. Mesmo afetando diretamente milhões de brasileiros, esse tipo de racismo é menos conhecido. O racismo institucional vai além das atitudes individuais e ações isoladas. Ele está enraizado nas políticas, nos procedimentos e nas práticas das organizações. Isso significa que não se trata apenas de como as pessoas se comportam, mas também de como as estruturas e normas podem favorecer ou prejudicar grupos raciais específicos. Essas manifestações de racismo dentro das instituições podem ser observadas em várias áreas, desde a maneira como o pessoal é selecionado e promovido até a distribuição de recursos. Isso pode resultar em desigualdades sistêmicas que afetam grupos pertencentes a minorias raciais, limitando suas oportunidades e o reconhecimento de suas contribuições. Essa dimensão do racismo é frequentemente menos reconhecida do que as formas mais óbvias de preconceito racial, mas seu impacto é duradouro e pode contribuir significativamente para a manutenção de desigualdades com base na raça. O racismo institucional é um conceito-chave para compreender como as estruturas e práticas das organizações podem perpetuar a discriminação racial, mesmo que não haja intenções individuais de discriminar. É um problema complexo que requer atenção, portanto, reconhecer e abordar as maneiras como se manifesta o racismo institucional é fundamental para promover a igualdade racial nos espaços de trabalho. Julgue os itens que se seguem, relativos às ideias veiculadas no texto CB1A1.\n\n\n\nCom relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os itens seguintes.","A cibersegurança, embora seja um tema há muito discutido em âmbito global, é um campo relativamente novo no Brasil. No entanto, tem ganhado destaque por conta da intensa migração de dados para ambientes em nuvem e da interconexão praticamente global de dispositivos na Internet. A proliferação de dispositivos conectados à Internet, desde eletrodomésticos até equipamentos industriais, aumentou consideravelmente a superfície de ataque, transformando o cenário de riscos. O que antes parecia ficção científica, como geladeiras ou medidores de pressão de gasodutos conectados à rede de computadores, agora é uma realidade tangível. Entretanto, a adoção apressada de tecnologias conectadas à Internet muitas vezes ocorre sem a devida atenção à segurança. Essa falta de consideração em relação à cibersegurança pode expor empresas a riscos substanciais, pois a falta de preparação e avaliação da superfície de ataque pode permitir que brechas sejam exploradas por agentes maliciosos. Uma das principais questões, quando se fala em cibersegurança, é a de que não existe uma “bala de prata”, ou seja, uma solução única para todas as falhas que podem ocorrer. Cada organização possui características, riscos e necessidades distintos, o que exige a criação de soluções personalizadas para mitigar ameaças específicas. Nesse sentido, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) desempenhou um papel significativo no cenário de cibersegurança ao estabelecer diretrizes para a prevenção de vazamentos e a proteção de dados. Empresas são agora obrigadas a adotar medidas proativas para evitar incidentes de segurança e garantir a privacidade dos dados. O investimento em cibersegurança deve ser entendido como um seguro de carro: deve-se investir na prevenção para minimizar os danos de um eventual incidente. Julgue os itens que se seguem, com base nas ideias, no vocabulário e na estruturação linguística do texto precedente.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Texto CB1A1-I A emergência de uma grande variedade de plataformas digitais, desde o final da década de 1990, provocou uma mudança econômica radical e uma reorganização de mercados e arranjos de trabalho. A economia de plataforma não está apenas mudando a forma como o trabalho é realizado e remunerado. Os mercados de trabalho também estão se transformando drasticamente, levando a uma situação em que o “emprego padrão” é cada vez mais suplementado ou substituído por trabalho temporário “fora do padrão”, mediado por plataformas. Em um contexto de crescente instabilidade macroeconômica, de desregulamentação das relações de trabalho — em função do impacto disruptivo de tecnologias digitais na intermediação dessas relações —, verifica-se a emergência de novas formas de emprego “fora do padrão”, que reforçam diversos tipos de “flexibilidade” — temporal, espacial, gerencial e funcional, entre outras. Grande parte dessas novas formas de emprego está vinculada à mediação de plataformas digitais, que conectam ofertantes e demandantes de trabalho. As plataformas digitais facilitam a articulação entre ofertantes e demandantes de trabalho que, de outra forma, poderiam ter dificuldades para interagir entre si, tornando a realização de transações mais eficiente do que seria possível em relacionamentos bilaterais entre as partes, fornecendo infraestrutura e regras para sua realização. No âmbito dessas plataformas, a correspondência (matching) entre ofertantes e demandantes de trabalho pode ser feita de forma eficaz, por exemplo, por meio de algoritmos que diminuem a quantidade de tempo utilizado para encontrar trabalhadores adequados para tarefas específicas, além de oferecer a base para o controle e gerenciamento dessas tarefas. No entanto, a força de trabalho torna-se mais vulnerável, pois as leis trabalhistas ainda se baseiam em um antigo sistema “binário”, segundo o qual quem é empregado recebe direitos — por exemplo, aviso de demissão ou férias pagas —, mas para quem é contratado o acesso a esses direitos tende a ser restringido. Assim, se o modelo de plataformas de trabalho com a interveniência de uma gestão algorítmica oferece vantagens no que se refere à flexibilidade sobre formas convencionais de organização e gestão do trabalho, esse mesmo modelo suscita questões relevantes como a distribuição desigual de oportunidades, benefícios e riscos entre os agentes envolvidos, bem como os possíveis custos sociais advindos de uma eventual precarização das relações de trabalho. Acerca dos sentidos veiculados no texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1-II Há 70 anos, em 3 de outubro de 1953, era criada a PETROBRÁS, uma empresa estatal que detinha o monopólio da prospecção e exploração do petróleo no território brasileiro. A criação da empresa foi fruto da campanha “O petróleo é nosso”, iniciada após a eleição de Getúlio Vargas para seu segundo período na Presidência. Sete décadas após sua criação, ficaram para trás o acento agudo e o foco exclusivo no território brasileiro. A PETROBRAS do século XXI opera em 14 países, prioritariamente nas áreas de exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo, gás natural e seus derivados, e ganhou reputação internacional no desenvolvimento de tecnologia avançada para a exploração petrolífera em águas profundas e ultraprofundas. Ficou para trás também o caráter 100% estatal. Atualmente, a PETROBRAS está organizada como sociedade de economia mista, submete-se às regras gerais da administração pública e não mais detém o monopólio da exploração do petróleo em território nacional. Seu papel, no entanto, vai além da obtenção de lucro e envolve aspectos como geração de emprego e renda, além da promoção do desenvolvimento local nos lugares onde instala suas unidades e empreendimentos. Estes, muitas vezes, se situam em regiões remotas, que não despertam o apetite de companhias privadas. Permanece, assim, uma empresa estratégica para diversos aspectos do desenvolvimento econômico do país. A respeito dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nConsiderando ainda os aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens seguintes.","Texto CB3A1 Em 2007, o Brasil recebeu a exposição de anatomia intitulada Bodies revealed: fascinating + real, traduzida como Corpo humano: real e fascinante. Cerca de 670 mil pessoas de diversas cidades brasileiras puderam visitar a exposição na qual os objetos expostos eram nada menos do que 16 cadáveres e 225 órgãos humanos. Adentrar em um salão repleto de cadáveres estripados e mutilados deveria suscitar a mesma sensação de uma câmara dos horrores, já que os mortos são notoriamente objetos de tabu, fontes de mana, considerados impuros, perigosos e, não raramente, repugnantes. Entretanto, os corpos dissecados da exposição, apresentados esfolados ou fatiados, inteiros ou em partes, eviscerados ou não, e tematicamente organizados em sistemas — esquelético, muscular, nervoso, respiratório, digestório, excretor, reprodutor, circulatório — eram tratados como objetos de “arte”. Ao contrário daqueles grandes vidros de formol que distorcem a imagem do seu conteúdo desbotado, largamente usados em laboratórios e museus para conservar restos biológicos, Bodies revealed é um espetáculo cadavérico no qual corpos dissecados e partes corporais — reduzidos a formas, cores e texturas — são espetacularmente exibidos em pedestais, displays e caixas transparentes, distribuídos meticulosamente em espaços organizados e iluminados para realçar suas formas e cores. Há um evidente sensacionalismo mórbido nas exposições de corpos humanos, visto que não haveria o mesmo impacto se os corpos expostos fossem sintéticos ou de animais. Isto evidencia o fato de que a relação que se estabelece entre nós, espectadores, e os cadáveres expostos tem uma dimensão social, distinta da que teríamos se fossem apenas modelos de plástico ou cera, ainda que reproduções perfeitas, ou de um cadáver animal, qualquer que seja a técnica de conservação. As exposições de corpos humanos até podem oferecer motivações mais nobres do que o simples entretenimento mórbido, mas sem abrirem mão da morbidez como peça fundamental do espetáculo. Com efeito, o tom geral daqueles que defendem essas exposições apela para a utilidade educativa de se usarem corpos humanos reais, dissecados e modelados, em posições didáticas, pois essa técnica possibilita o acesso a “espécimes” cuja riqueza de detalhes e de informações era antes acessível apenas aos anatomistas. No que se refere aos sentidos do texto CB3A1, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1-II A palavra “corrupção” tem origem nas palavras latinas corruptio e corrumpere, que indicam algo que foi corrompido, deturpado. Por ela ser um termo polissêmico, entendemos que a sua história conceitual é incerta. É usual o tratamento da corrupção sob uma perspectiva moralista, como algo resultante da falta de caráter dos indivíduos. Contudo, tal abordagem não apresenta validade científica, já que moral é um atributo individual, dotado de subjetividade e culturalmente circunscrito. A manifestação de práticas corruptas pode-se dar em ambientes públicos ou privados, a partir de numerosos tipos de ação e em variada magnitude. Em todos os casos, a corrupção sempre se materializa a partir de trocas entre os agentes. Em relação a quem participa da troca corrupta, em situações nas quais há participação de agentes públicos, distinguem-se três tipos de corrupção: a grande corrupção, a corrupção burocrática (a pequena corrupção) e a corrupção legislativa. A primeira normalmente se refere a atos da elite política que cria políticas econômicas que a beneficiem. A segunda tem a ver com atos da burocracia em relação aos superiores hierárquicos ou ao público. A terceira se relaciona à compra de votos dos legisladores. Nas três formas, encontramos algum tipo de pagamento. Isso nos leva a concluir que a corrupção tem uma natureza essencialmente econômica: ela é uma troca socialmente indesejada. Com isso, queremos dizer que, apesar de não se configurar necessariamente como ilegal em todos os seus tipos, ela se configura como um jogo de soma zero entre a sociedade e os participantes do ato corrupto. Com base nas ideias do texto CB1A1-II, julgue os itens a seguir.","Aprimorar a saúde mental e física, prevenir doenças, ajudar a suportar o estresse, lidar com sentimentos de impotência e racionalizar fracassos de modo mais positivo e produtivo: são essas as promessas de um amplo leque de técnicas que, baseadas na ciência, podem adequar-se a necessidades ou circunstâncias de qualquer um. Algumas visam alterar estilos cognitivos e emocionais — ou seja, como racionalizar as causas de sucessos e fracassos —, outras se concentram em repetir chavões de autoafirmação. Há ainda técnicas voltadas para treinar a esperança — pensamento orientado por objetivos em que as pessoas percebem que podem produzir itinerários para metas desejadas e a motivação necessária para segui-los —, praticar a gratidão e o perdão ou cultivar o otimismo — uma diferença individual variável que reflete em que medida as pessoas mantêm expectativas favoráveis sobre o futuro. Em síntese, todos esses métodos compartilham alguns atributos. De um lado, são feitos sob medida para um consumo rápido; de outro lado, dizem proporcionar retornos rápidos e mensuráveis em troca de pouco investimento e esforço. Considerando as ideias e as propriedades linguísticas do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1-I Em 721, um concílio romano presidido pelo papa Gregório II proibiu o casamento com uma commater, isto é, a madrinha de um filho, ou a mãe de um filho de quem se fosse padrinho. Isso levou o papado a se alinhar com a legislação promulgada, algumas décadas antes, em Bizâncio. A adoção marcadamente rápida desses princípios sugere que o clero franco já sustentava concepções similares. Isso é ilustrado por um caso curioso contado por um clérigo franco anônimo, em 727. Ele censurava a maneira traiçoeira pela qual a infame concubina Fredegunda havia conseguido se tornar a esposa legal do rei Quilpérico. Durante uma longa ausência do rei, ela persuadira sua rival, a rainha Audovera, a tornar-se madrinha da própria filha recém-nascida. Assim, a ingênua Audovera foi subitamente transformada na commater de seu próprio marido, impossibilitando qualquer relação conjugal posterior e deixando o caminho livre para Fredegunda. Essa artimanha mostra que, poucos anos após o concílio romano de 721, o autor anônimo e seu público estavam bem familiarizados com os impedimentos derivados do parentesco espiritual. Não fosse o caso, seria impossível acusar Fredegunda de seu ardiloso truque. As cartas do missionário Bonifácio conferem testemunho adicional a esse fato. Em 735, ele perguntou ao bispo escocês Pethlem se era permitido que alguém se casasse com uma viúva que era mãe de seu afilhado. “Todos os padres da Gália e na terra dos francos afirmavam que isso era um pecado grave”, escreveu ele. Soava-lhe estranho, já que ele nunca ouvira falar nisso antes. A questão devia preocupá-lo porque, no mesmo ano, escreveu a respeito para dois outros clérigos anglo-saxões. Evidentemente, o missionário até então não estava familiarizado com esse impedimento ao casamento, embora o clero continental, a quem ele se dirigia, considerasse a questão muito grave. Considerando os sentidos e as ideias do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nA correção gramatical, a coerência e os sentidos originais do texto CG1A1-I seriam preservados caso,","Considerando a imagem precedente, julgue os itens a seguir.",", será igual a: 1,00 ponto, caso a resposta do candidato esteja em 1,00 ponto negativo, caso a resposta do candidato esteja em","portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de “alerteza”. E de amor. escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo. complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la — como gostava de estar montada às vezes a galope. Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança de língua já feita. do pensamento alguma coisa que lhe dê vida. Essas dificuldades nós as temos. Mas não falei aprofundada. O que recebi de herança não me chega. Julgue os itens a seguir, relativos às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente.","Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1AAA cultura. Quais são as condições de preservação, de apropriação da cultura, e de reflexão crítica sobre ela? Mesmo um para mostrar a precariedade dessas condições. O ritmo do tempo histórico é marcado pelo círculo produção e consumo, culturais”. Os fatores de desagregação cultural incluem o imediatismo e o caráter efêmero e disperso dos interesses que distorção da informação, a mercantilização extremada dos meios de comunicação. intensamente submetidos a mecanismos industriais, sem que se assuma qualquer medida no sentido de garantir acesso instância em que se pode resistir, de alguma maneira e por algum tempo, a esse processo, sendo a instituição em que a sem os critérios de utilidade e oportunidade socialmente introjetados a partir da mídia. determinações pragmáticas e economicistas, é necessário um espaço público de preservação, de apropriação e de reflexão. a critérios da expectativa de retorno de investimento. Por isso, a universidade, como instituição pública, pode assumir a princípio, se revestem os bens de cultura historicamente legados ao presente. relação intrínseca com a cultura, que permite que o acesso não seja filtrado por mecanismos de outras instâncias da vida na instituição pública pode-se articular em algum grau — que garante o conhecimento, a apropriação intelectual, a reflexão, De acordo com as ideias do texto CB1A1AAA,\n\n\n\nJulgue os próximos itens, referentes a aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA e à sua tipologia.","Julgue os itens que se seguem, referentes aos sentidos e a aspectos gramaticais do texto.","Tendo como referência os aspectos gramaticais do texto, julgue os próximos itens."],"questions":[{"id":"f844fef6a88c","number":5,"stem":0,"statement":"Sem prejuízo da coerência do texto, o vocábulo ‘equidade’ (último período do terceiro parágrafo) poderia ser substituído por paridade.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"No trecho, ciências exatas são ditas mais desiguais em termos de equidade de gênero: o que está em jogo é a distribuição entre homens e mulheres na área. Paridade nomeia essa mesma igualdade de proporção entre os dois grupos e sustenta a frase sem alterar o argumento do parágrafo, que trata da visibilidade feminina nas ciências. O enunciado ainda pede apenas que não haja prejuízo da coerência, e não identidade conceitual entre equidade e paridade.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Equidade de gênero e paridade: igualdade de proporção","citation":null,"trap_note":"Sem prejuízo da coerência é promessa fraca de propósito. Ela não exige que as duas palavras coincidam em toda a extensão, só que a frase reconstruída continue dizendo o que o parágrafo defende."}},{"id":"ea11ad96854c","number":7,"stem":1,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos originais do texto, o vocábulo ‘difere’ (primeiro período do texto) poderia ser substituído por diferencia-se.","answer":"C","source":{"slug":"PF_25_ADM","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Diferir, em a liberdade medieval difere da moderna, é ser distinto de, e rege a preposição de. Diferenciar-se ocupa a mesma vaga com a mesma regência — diferencia-se da moderna —, mantendo sujeito, complemento e valor. A forma pronominal não introduz agente nem reflexividade estranha ao período: o verbo continua dizendo que uma liberdade não é igual à outra.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Diferir de = diferenciar-se de (mesma regência)","citation":null,"trap_note":"Neste tópico a regência quase nunca derruba um item: ela serve para confirmar o que o teste de sentido já aprovou. Duas formas que regem a mesma preposição e aceitam o mesmo complemento costumam ser intercambiáveis."}},{"id":"b80a4a008f89","number":14,"stem":2,"statement":"No último período do quinto parágrafo, a substituição da palavra “impacto” por efeito não comprometeria a coerência das ideias do texto.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_RS_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"No trecho, os consumidores não enxergam o impacto das escolhas que fazem para o meio ambiente: impacto vale por consequência, resultado daquilo que se faz. Efeito nomeia a mesma relação de causa e consequência, sem trocar o eixo — continua sendo aquilo que decorre da escolha. O enunciado ainda pede apenas que a coerência não seja comprometida, exigência menor que identidade de sentido.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Impacto como consequência, não como choque","citation":null,"trap_note":"Impacto tem um valor físico (choque) e um valor abstrato (consequência). O complemento decide: impacto de uma escolha é consequência; impacto de um corpo é choque."}},{"id":"9e204a3b392c","number":3,"stem":3,"statement":"Dada a polissemia do vocábulo homem, seria possível interpretar que os direitos previstos no artigo 1.º da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão abrangeriam um grupo restrito de pessoas.","answer":"C","source":{"slug":"STJ_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Homem tem no português duas acepções correntes: ser humano em geral e indivíduo do sexo masculino. O texto explora precisamente essa duplicidade ao mostrar que quem proclamava direitos universais excluía as mulheres, os escravos, os sem propriedade — as limitações a todos os homens. Se a palavra pode ser lida na acepção restrita, a interpretação de que os direitos alcançavam um grupo restrito é uma leitura possível, que é tudo o que o item afirma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Polissemia de homem: espécie × sexo masculino","citation":null,"trap_note":"Item de polissemia que promete apenas uma leitura possível (seria possível interpretar) é muito mais fácil de sustentar do que item que promete a leitura. Basta que uma das acepções caiba."}},{"id":"c328f519c963","number":5,"stem":4,"statement":"No texto, o vocábulo “cerrada” (último período do primeiro parágrafo) é sinônimo de cortada.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Cerrar é fechar com firmeza, e o texto usa o particípio para descrever quem aperta a boca para não bater os dentes durante o calafrio — o gesto só faz sentido se a boca está fechada. Cortada diz seccionada, ferida por corte, e transformaria o sintoma da febre em lesão. As duas palavras nem sequer pertencem ao mesmo campo: uma é de fechamento, outra é de secção.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"é sinônimo de cortada","corrected_statement":"No texto, o vocábulo “cerrada” (último período do primeiro parágrafo) é sinônimo de fechada.","concept":"Cerrar (fechar) × cortar (seccionar)","citation":null,"trap_note":"Antes de julgar a glosa, leia a finalidade que o próprio período atribui ao gesto. Para não bater os dentes só se sustenta com boca fechada, e a leitura fica decidida sem consulta ao dicionário."}},{"id":"20d9c5eec4e9","number":6,"stem":5,"statement":"Em “a sobriedade e a honestidade certas” (sexto período do primeiro parágrafo), a substituição de “certas” por corretas manteria a coerência das ideias do texto, visto que tais palavras têm o mesmo significado.","answer":"E","source":{"slug":"STJ_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em e aí ficavam dois pecados extintos, e a sobriedade e a honestidade certas, o adjetivo posposto vale por garantidas, asseguradas: com a máscara, o senhor tinha a sobriedade e a honestidade do escravo como resultado seguro. Corretas avaliaria a qualidade das próprias virtudes, e honestidade correta não diz nada no período, porque honestidade não se divide em correta e incorreta. O item ainda anexa a justificativa de que as duas palavras têm o mesmo significado, o que reintroduz a exigência de identidade que a menção à coerência parecia atenuar.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"por corretas manteria a coerência das ideias do texto","corrected_statement":"Em “a sobriedade e a honestidade certas” (sexto período do primeiro parágrafo), a substituição de “certas” por garantidas manteria a coerência das ideias do texto, visto que tais palavras têm o mesmo significado.","concept":"Certo posposto: garantido, assegurado","citation":null,"trap_note":"Certo muda de valor conforme a posição e o contexto: anteposto é indefinido (certa tarde), posposto pode ser acertado ou garantido. Aqui o que decide é o verbo ficar, que anuncia resultado, não avaliação."}},{"id":"7b6a5c304eb6","number":7,"stem":6,"statement":"Seria coerente com as ideias do texto a substituição da palavra ‘ligado’ (primeiro período do segundo parágrafo) pela expressão a postos.","answer":"C","source":{"slug":"TRT10_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A cultura do sempre ligado é descrita no texto como a exigência de estar disponível mesmo depois do expediente e de responder de imediato a tudo — isto é, de permanecer de prontidão. A postos significa exatamente pronto para agir, em posição de atender, e é o valor que ligado assume ali. O enunciado ainda atenua a exigência: pede apenas coerência com as ideias do texto, não identidade de dicionário.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Sempre ligado: disponibilidade permanente, logo a postos","citation":null,"trap_note":"Enunciado que pede só coerência com as ideias do texto aceita paráfrase aproximada. Repare na força do verbo do enunciado antes de exigir sinonímia perfeita."}},{"id":"ff58fb5c8b5f","number":9,"stem":7,"statement":"Seriam preservadas as ideias do texto caso a forma verbal “representa” (primeiro período do primeiro parágrafo) fosse substituída por significa.","answer":"C","source":{"slug":"ANA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em ter acesso a uma água poluída não representa o gozo do direito humano à água, representar vale por equivaler a, constituir. Significar ocupa a mesma vaga: verbo transitivo direto com o mesmo complemento, o gozo do direito, e o mesmo valor de identificação entre uma situação e um conceito. Nem a construção nem a tese do parágrafo mudam.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Representar = significar quando vale por equivaler a","citation":null,"trap_note":"Antes de aceitar a troca de um verbo, confira se o complemento do texto continua cabendo nele. Mesma transitividade e mesmo objeto é o sinal mais barato de que a substituição sobrevive."}},{"id":"2c04723ccd0f","number":14,"stem":8,"statement":"No texto, o sentido do verbo “perpetuar” (segundo período do quarto parágrafo) é o mesmo de potencializar.","answer":"E","source":{"slug":"CODEVASF_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Perpetuar é fazer durar, manter no tempo aquilo que já existe — o texto diz que as estruturas e práticas das organizações podem perpetuar a discriminação racial mesmo sem intenção individual de discriminar, isto é, a mantêm em funcionamento. Potencializar mede intensidade: seria aumentar a força da discriminação, afirmação que o texto não faz. O eixo muda de duração para grau, e com ele muda a tese do parágrafo.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"é o mesmo de potencializar","corrected_statement":"No texto, o sentido do verbo “perpetuar” (segundo período do quarto parágrafo) é o mesmo de manter.","concept":"Perpetuar (duração) × potencializar (intensidade)","citation":null,"trap_note":"Nomeie o eixo antes e depois da troca: duração, intensidade, quantidade, moral, origem. Perpetuar e potencializar são ambos verbos de efeito prolongado e medem grandezas diferentes."}},{"id":"29d94aca7fce","number":5,"stem":9,"statement":"O termo “proliferação” (terceiro período do primeiro parágrafo) é sinônimo da expressão grande quantidade.","answer":"E","source":{"slug":"DATAPREV_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Proliferação nomeia um processo — a multiplicação rápida e desordenada de algo ao longo do tempo —, e é por ser processo que a frase pode concluir que ela aumentou consideravelmente a superfície de ataque. Grande quantidade nomeia um estado, um volume observado num ponto; não diz que houve crescimento nem de onde ele veio. Trocado o processo pelo resultado estático, some a causa que o período apresenta.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"é sinônimo da expressão grande quantidade","corrected_statement":"O termo “proliferação” (terceiro período do primeiro parágrafo) é sinônimo da expressão multiplicação acelerada.","concept":"Processo (proliferação) × estado (grande quantidade)","citation":null,"trap_note":"Nome de processo e nome de quantidade não se trocam. Se o período conclui algo do tipo aumentou, cresceu, reduziu, a palavra em jogo está nomeando a mudança, não o total."}},{"id":"24e88f0bdfca","number":5,"stem":10,"statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, o emprego do vocábulo “ou” entre os vocábulos “suplementado” e “substituído” indica que são sinônimos no texto.","answer":"E","source":{"slug":"BCB_24","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Suplementar é acrescentar algo ao que continua existindo; substituir é pôr no lugar, eliminando o que estava lá. O ou coordena duas alternativas que o texto apresenta em gradação — o emprego padrão ora é complementado por trabalho fora do padrão, ora é trocado por ele —, e alternativa pressupõe justamente que os termos não sejam o mesmo. Coordenação por ou não é declaração de sinonímia.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"indica que são sinônimos no texto","corrected_statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, o emprego do vocábulo “ou” entre os vocábulos “suplementado” e “substituído” indica que designam processos distintos no texto.","concept":"Ou alternativo não iguala os termos coordenados","citation":null,"trap_note":"Quando o item afirma que dois vocábulos do próprio texto são sinônimos, desconfie: o conectivo que os une quase sempre está ali para distingui-los ou graduá-los, não para igualá-los."}},{"id":"ccf1c894f32b","number":18,"stem":11,"statement":"A palavra “fruto” (segundo período do primeiro parágrafo) poderia ser substituída por idéia, sem prejuízo da coerência e da correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NTJ","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Fruto, no texto, vale por resultado: a criação da PETROBRÁS decorreu da campanha O petróleo é nosso. Idéia inverteria a direção da relação, fazendo da empresa um projeto concebido pela campanha, e não aquilo que ela produziu. Além disso, a forma oferecida traz acento agudo em ditongo aberto de paroxítona, grafia abolida pelo Acordo Ortográfico, de modo que a correção gramatical prometida também não se sustenta.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"por idéia, sem prejuízo da coerência e da correção gramatical do texto","corrected_statement":"A palavra “fruto” (segundo período do primeiro parágrafo) poderia ser substituída por resultado, sem prejuízo da coerência e da correção gramatical do texto.","concept":"Fruto: resultado de um processo, não projeto concebido","citation":null,"trap_note":"Quando a palavra oferecida vem grafada na própria assertiva, leia-a como texto de prova: um acento indevido na sugestão já derruba a promessa de correção gramatical, antes de qualquer discussão de sentido."}},{"id":"0122d751084c","number":3,"stem":12,"statement":"As expressões “objetos de tabu”, “fontes de mana” e “impuros, perigosos e (...) repugnantes” (terceiro período do primeiro parágrafo) são empregadas no texto como sinônimas.","answer":"E","source":{"slug":"POLC_AL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O período enumera propriedades diferentes atribuídas aos mortos: ser objeto de tabu é estar sob interdição ritual; ser fonte de mana é concentrar poder sobrenatural; ser impuro, perigoso e repugnante são qualidades que deles decorrem. A coordenação lista atributos que se somam, e somar atributos distintos é o contrário de repetir o mesmo por outras palavras. Fosse sinonímia, a enumeração seria redundante e o autor não teria por que encadear as três.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"são empregadas no texto como sinônimas","corrected_statement":"As expressões “objetos de tabu”, “fontes de mana” e “impuros, perigosos e (...) repugnantes” (terceiro período do primeiro parágrafo) são empregadas no texto como atributos distintos e cumulativos.","concept":"Enumeração de atributos × cadeia de sinônimos","citation":null,"trap_note":"Termos coordenados numa enumeração estão somando informação, não repetindo. Se fossem sinônimos, o período perderia conteúdo ao apagar dois deles — faça esse teste e veja o que se perde."}},{"id":"f87d7a4a6bf2","number":5,"stem":12,"statement":"Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto caso o termo “eviscerados” (quarto período do primeiro parágrafo) fosse substituído pela expressão com as vísceras expostas.","answer":"E","source":{"slug":"POLC_AL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Eviscerar é retirar as vísceras, e o texto opõe eviscerados ou não numa série de estados em que os corpos foram expostos — esfolados ou fatiados, inteiros ou em partes. Com as vísceras expostas descreve o estado contrário: as vísceras continuam no corpo e apenas ficaram à vista. A troca inverte o que foi feito ao cadáver, e a construção do par ou não fica sem o segundo termo coerente.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"pela expressão com as vísceras expostas","corrected_statement":"Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto caso o termo “eviscerados” (quarto período do primeiro parágrafo) fosse substituído pela expressão sem as vísceras.","concept":"Eviscerado: sem vísceras, não com vísceras à mostra","citation":null,"trap_note":"Prefixo de privação (e-, des-, in-) indica retirada. A banca costuma oferecer a paráfrase que mantém o objeto no lugar e apenas o exibe — é o contrário do que o prefixo diz."}},{"id":"8112b8670aee","number":6,"stem":13,"statement":"A incerteza da história conceitual da palavra ‘corrupção’ e a polissemia dessa palavra são associadas às mesmas causas no texto.","answer":"E","source":{"slug":"MPC_SC_22_SERVIDOR","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O texto não põe os dois fatos lado a lado como efeitos de uma causa comum: ele encadeia um no outro — por ela ser um termo polissêmico, entendemos que a sua história conceitual é incerta. A polissemia é a causa e a incerteza da história conceitual é a consequência. Afirmar causas comuns desfaz a subordinação que o próprio período construiu.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"são associadas às mesmas causas no texto","corrected_statement":"A incerteza da história conceitual da palavra ‘corrupção’ é apresentada no texto como decorrência da polissemia dessa palavra.","concept":"Causa e consequência não são dois efeitos da mesma causa","citation":null,"trap_note":"Quando o item afirma que dois fatos do texto têm as mesmas causas, procure o conectivo que os liga. Por, já que, visto que e pois indicam que um é causa do outro, não que ambos venham de um terceiro."}},{"id":"c3d062a67577","number":9,"stem":14,"statement":"O verbo “Aprimorar” (primeiro período) poderia ser substituído por Aperfeiçoar, sem alteração da correção gramatical e dos sentidos do texto.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Aprimorar e aperfeiçoar nomeiam a mesma operação: tornar melhor aquilo que já existe. No período, o objeto é a saúde mental e física, que ambos os verbos aceitam como transitivos diretos, e a série em que o verbo se insere — prevenir doenças, ajudar a suportar o estresse — confirma o valor de melhora progressiva. Mantêm-se classe, regência, objeto e valor.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Aprimorar = aperfeiçoar: tornar melhor o que já existe","citation":null,"trap_note":"Quando a substituição preserva classe, transitividade e objeto, e o verbo oferecido cabe na mesma série coordenada, o item costuma ser certo. Só então vale conferir a regência, para confirmar."}},{"id":"b475a51164ae","number":14,"stem":15,"statement":"no último período do texto, se substituísse a expressão “esse impedimento” por essa interdição.","answer":"E","source":{"slug":"PGE_RJ_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Impedimento é termo técnico do direito canônico que o texto vinha repetindo — os impedimentos derivados do parentesco espiritual — e esse impedimento fecha essa cadeia coesiva. Interdição nomeia outro instituto, o da proibição judicial imposta a uma pessoa, e não retoma nada do que o texto disse. Trocado o termo, perde-se a remissão ao parágrafo anterior e introduz-se um conceito que o texto nunca tratou.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"por essa interdição","corrected_statement":"no último período do texto, se substituísse a expressão “esse impedimento” por esse obstáculo.","concept":"Impedimento matrimonial × interdição (instituto diverso)","citation":null,"trap_note":"Termo técnico repetido no texto forma cadeia coesiva. Antes de aceitar a troca, procure a ocorrência anterior da palavra: se ela existe, a substituta precisa retomá-la, e não apenas soar parecida."}},{"id":"0c2ecc09ae35","number":19,"stem":16,"statement":"No trecho “Livre de complicações, cheio de vantagens”, embora os adjetivos “Livre” e “cheio”, assim como os substantivos “complicações” e “vantagens”, tenham sentidos opostos entre si, a ideia expressa por “cheio de vantagens” é adicional, e não contrária, à afirmação “Livre de complicações”.","answer":"C","source":{"slug":"BANRISUL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Livre e cheio são opostos quanto à presença de conteúdo, e complicações e vantagens são opostos quanto à avaliação — mas as duas expressões inteiras apontam para o mesmo lado: ausência do ruim e abundância do bom são, ambas, elogio. A antonímia está nas peças, não no resultado da soma, e por isso a segunda oração acrescenta um atrativo em vez de contrariar o primeiro.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Antonímia dos termos não produz oposição entre os enunciados","citation":null,"trap_note":"Duas negações de sinal trocado podem somar em vez de se anular. Julgue a relação entre os enunciados, não entre as palavras isoladas: livre de X e cheio de Y, com X ruim e Y bom, é adição."}},{"id":"8e6dc0c6354d","number":4,"stem":17,"statement":"No segundo parágrafo, os termos “economia” (primeiro período) e “indústria” (segundo período) são empregados no texto como sinônimos.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_RJ_21_TECNICO","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"No segundo parágrafo, economia criativa nomeia o campo econômico que foi objeto do mapeamento inglês, e indústria criativa nomeia as atividades produtivas cujo conceito o mapeamento tornou polêmico. O período seguinte define indústria criativa como aquelas atividades que têm origem na criatividade, definição que não se aplica a economia. Se os termos fossem o mesmo, não haveria por que mapear um e discutir a conceituação do outro.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"são empregados no texto como sinônimos","corrected_statement":"No segundo parágrafo, os termos “economia” (primeiro período) e “indústria” (segundo período) são empregados no texto com referências distintas.","concept":"Economia criativa (campo) × indústria criativa (atividades)","citation":null,"trap_note":"Dois termos que dividem o mesmo adjetivo não são por isso equivalentes. Veja qual deles o texto define: o definido é o específico, e o outro nomeia o conjunto em que ele se insere."}},{"id":"839eefa7fb8e","number":5,"stem":18,"statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, há uma ambiguidade que poderia ser corretamente eliminada com a substituição da preposição a, presente na contração “ao” (R.15), pela preposição em — no —, sem alteração dos sentidos originais do texto.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"Em eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos, ao máximo é locução adverbial de intensidade: ao ponto mais alto que ela puder alcançar. No máximo é locução de limite e significa quando muito, no melhor dos casos — dizer que a língua chegasse no máximo nas minhas mãos passaria a impor um teto ao desejo, em vez de exprimi-lo em grau pleno. A troca não preserva o sentido original, seja qual for a ambiguidade que se queira desfazer.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"pela preposição em — no —, sem alteração dos sentidos originais do texto","corrected_statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, há uma ambiguidade que não poderia ser eliminada com a substituição da preposição a, presente na contração “ao” (R.15), pela preposição em — no —, sem alteração dos sentidos originais do texto.","concept":"Ao máximo (intensidade) × no máximo (limite)","citation":null,"trap_note":"Trocar a preposição de uma locução cristalizada muda a locução inteira. Ao máximo intensifica, no máximo limita; a princípio é no começo, em princípio é teoricamente. Nunca trate a preposição como detalhe."}},{"id":"d51ed9c4e6fd","number":17,"stem":19,"statement":"A palavra “tripartite” (R.10) poderia ser substituída por tripartida, sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"O texto usa tripartite para anunciar uma estrutura que ele mesmo desdobra em três partes: a cidade murada, o subúrbio extramuros e o porto fluvial. Tripartida é o particípio adjetivado de tripartir e nomeia exatamente essa divisão em três. A troca mantém a classe (adjetivo por adjetivo), a posição (predicativo de era) e o valor.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Tripartite = tripartida: dividida em três partes","citation":null,"trap_note":"Quando a glosa vem do mesmo radical da palavra do texto, o risco de armadilha é baixo. Confirme apenas se a classe gramatical se mantém e se o próprio período enumera o que a palavra anuncia."}},{"id":"3321e6f0fb01","number":20,"stem":20,"statement":"Haveria prejuízo para o sentido original do texto se o termo “desinteressada” (R.34) fosse substituído por negligente.","answer":"C","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"O texto constrói desinteressada ao longo de dois parágrafos: a cultura pode ser considerada sem as regras do mercado, sem os critérios de utilidade, sem se subordinar à expectativa de retorno de investimento. Desinteressada é, ali, o que não se move por interesse pragmático ou econômico. Negligente diz descuidada, omissa — defeito de quem deveria zelar e não zela —, e transformaria o elogio do autor em crítica. Haveria, portanto, prejuízo, e o item afirma que haveria.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Desinteressado: sem interesse utilitário, não descuidado","citation":null,"trap_note":"Item que afirma prejuízo também precisa ser conferido, mas por um caminho mais curto: basta que a troca contrarie a tese do parágrafo para o prejuízo existir e o item ser certo."}},{"id":"3cb14ae6c8b7","number":20,"stem":21,"statement":"A forma verbal “denota” (R.1) poderia ser corretamente substituída, no texto, pelo seu sinônimo manifesta.","answer":"C","source":{"slug":"TCU_15_TFCE","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"Em a dimensão ético-filosófica do liberalismo denota afirmação de valores e direitos básicos, denotar vale por indicar, revelar, dar mostras de — a dimensão exibe esses valores. Manifestar ocupa a mesma vaga com a mesma transitividade e o mesmo objeto, e diz igualmente que algo se torna visível por meio de outra coisa. Não há mudança de eixo: em ambos, a dimensão é o que mostra, e a afirmação de valores é o que se mostra.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Denotar = manifestar, dar mostras de","citation":null,"trap_note":"Denotar tem um uso técnico em semântica (denotação × conotação) que não é o desta frase. Quando o sujeito é uma coisa e o objeto é uma propriedade, denotar é simplesmente revelar."}},{"id":"69de3fc96238","number":21,"stem":22,"statement":"A substituição da palavra “energia”, em “novas fontes de energia sustentáveis” (R. 4 e 5) por energias prejudicaria a clareza do texto, por resultar em ambiguidade em relação ao termo que a palavra “sustentáveis” modifica.","answer":"C","source":{"slug":"TJDFT_15_SERVIDOR","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"Em novas fontes de energia sustentáveis, o adjetivo está no plural e energia, no singular: a concordância só pode ser com fontes, e não há dúvida sobre o que é sustentável. Trocando energia por energias, os dois substantivos passam a ser plurais e sustentáveis pode concordar com qualquer um dos dois — a ambiguidade nasce da coincidência de número. É caso clássico de ambiguidade estrutural, criada pela concordância, e não pelo léxico.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Ambiguidade por concordância: adjetivo com dois núcleos possíveis","citation":null,"trap_note":"Ambiguidade em prova raramente é de significado da palavra: é de ligação. Pergunte a que termo o modificador se prende e verifique se número e gênero deixam mais de uma resposta possível."}}]}