{"subject_id":"3a3cc48d009981298dbad87d0c089a0b","topico":"Funções do 'que' e do 'se'; pronomes relativos (que, o qual, cujo, onde)","stems":["Texto CG1A1 Em um mundo que corre contra o relógio para descarbonizar a economia e conter o avanço das mudanças climáticas, medir e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) das atividades diretas dos negócios está longe de ser suficiente. Na maioria dos setores, é na cadeia de valor que acontece a maior parte das emissões, ou seja, fora do “muro” das fábricas, dos escritórios e de outros negócios. Isso inclui as operações dos fornecedores, até mesmo os pequenos, e o modo como os clientes usam um produto ou serviço. Fazer o diagnóstico da pegada de carbono de toda a cadeia e agir para reduzi-la está na ordem do dia. Não só porque é a coisa certa a se fazer, mas porque o mundo caminha para exigir das empresas que se responsabilizem pelo que acontece em sua cadeia de valor. O Acordo de Paris e outras iniciativas internacionais reforçaram o compromisso de países e empresas de reduzirem suas emissões para limitar o aquecimento global a uma temperatura de 1,5 °C a 2 °C acima dos níveis pré-industriais até 2100. Além disso, muitos países estão introduzindo regulamentações e padrões de sustentabilidade que exigem uma abordagem mais abrangente para medir emissões de carbono. A União Europeia (UE), por exemplo, estabeleceu uma série de metas e compromissos de redução de emissões para seus Estados-membros. Um dos objetivos é a redução das suas emissões de GEE em pelo menos 40% até 2030, em comparação com os níveis de 1990. Além disso, o impacto ambiental das marcas é cada vez mais considerado pelos consumidores ao redor do mundo. A pesquisa Future Consumer Index, da consultoria Ernest&Young, realizada com 21.000 entrevistados de 27 países, evidencia essa percepção. Entre os brasileiros, por exemplo, 73% se declararam profundamente preocupados com a fragilidade do planeta. A falta de informação, transparência e padronização, no entanto, também continua sendo um desafio mencionado pelos consumidores, que ainda não enxergam o impacto das escolhas que fazem para o meio ambiente quando compram um produto. Dessa forma, a pegada de carbono de um produto torna-se um fator relevante de atenção da indústria. Além da preocupação ambiental e regulatória, esse tema se tornou uma questão de mercado. Entender como as emissões de GEE ganharam destaque na mesa de discussões de presidentes e diretores-executivos é importante para compreender como o tema foi ganhando força nas últimas décadas. De acordo com as ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1 e do vocabulário nele empregado, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1 Em 2015, o professor Robert Waldinger participou de uma conferência apresentando uma palestra chamada “O que torna uma vida boa? Lições sobre o mais longo estudo sobre felicidade”. O tema se tornou, anos depois, um livro do palestrante sobre o assunto, que entrou na lista dos mais vendidos, segundo o jornal The New York Times. Professor de psiquiatria em Harvard, Waldinger é o quarto pesquisador a dirigir o Estudo sobre Desenvolvimento Adulto, que existe na universidade desde 1938 e está em andamento até hoje. O trabalho é o maior já realizado sobre o tema e monitora questões relativas a bem-estar, desenvolvimento e felicidade. Atualmente, a pesquisa está na segunda geração e dela participam os filhos dos primeiros participantes. O principal achado da pesquisa chama a atenção: a chave para uma vida mais feliz e saudável são os relacionamentos que cultivamos. Boas relações ajudam a reduzir os níveis de estresse e também influenciam a maneira como lidamos com dificuldades e situações desafiadoras. Waldinger afirma que cultivar relacionamentos recíprocos, que contam com apoio mútuo e espaço para crescimento, é o que traz mais felicidade. Por outro lado, passar muito tempo no trabalho é um constante arrependimento dos participantes do estudo. Além desses, há outros fatores que interferem na saúde mental e na sensação de felicidade — e um deles pode ser dinheiro. O pesquisador ressalta que ter muito dinheiro ou fama não tem relação direta com a felicidade. Contudo, a pobreza impacta a satisfação com a vida. Waldinger aponta que, enquanto não se tem as necessidades básicas garantidas, sentir-se feliz e pleno é uma tarefa difícil. Por outro lado, a partir do momento em que necessidades como alimentação, moradia e educação estão garantidas, ganhar mais dinheiro não significa sentir felicidade. É aí que está a importância de cultivar bons relacionamentos. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nEm relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto CG1A1, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1 Entre as décadas de 1890 e 1930, período caracterizado pelo processo de modernização das grandes cidades, observou-se uma das maiores transformações técnicas nas habitações: a sua articulação aos sistemas de infraestrutura urbana. Com a chegada dos serviços de abastecimento de energia e saneamento no interior da moradia, surgiu a necessidade de espaços e práticas específicas para o funcionamento da nova aparelhagem, o que implicava a reorganização dos ambientes e da vida doméstica. Um dos grandes feitos da tecnologia das canalizações foi concentrar e organizar os fluxos de água pura e servida, antes dispersos pelo espaço da cidade, e estabelecer, assim, maior controle sobre a captação e o descarte da água. Simultaneamente à oferta da infraestrutura sanitária, existia uma série de ações deliberadas para a extinção do uso compartilhado e gratuito da água, como a destruição dos chafarizes, para forçar a conexão das residências às redes urbanas, e a proibição do uso dos rios e córregos para banho, lavagem de roupa ou despejo de dejetos. Além dos riscos que ofereciam à saúde pública, essas práticas, comuns até então, passaram a ser consideradas como expressão do atraso civilizacional das grandes cidades do país, obstáculos em seu processo de modernização. Nesse sentido, o cerceamento de determinadas práticas no espaço público respondia ao enquadramento de ordem do sistema de higiene, pelo qual se promovia a casa como lugar privilegiado do domínio sobre o consumo da água e de eliminação dos dejetos. Trata-se do processo que François Béguin, engenheiro de materiais e ex-líder do Grupo de Energia e Meio Ambiente, na França, denomina de “domesticação da circulação dos fluidos”, em referência ao pioneiro sistema urbano de redes nas cidades industriais inglesas do século XIX. Béguin mostra que, embora não tenham sido desenvolvidos para as habitações residenciais, o aparelhamento técnico e as atividades de captação de água, lavagem de roupa, banhos, despejo de água servida etc. passaram a ter lugar nos espaços domésticos. A configuração arquitetônica foi transformada com a instalação de dispositivos e equipamentos, bem como com a formulação de ambientes especiais, como os banheiros. Julgue os itens seguintes, relativos às ideias do texto CG1A1.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, com base na estruturação linguística do texto CG1A1 e no vocabulário nele empregado.","Texto CB1A1 Falar de acesso à Internet no Brasil é, ainda, falar de desigualdade. Embora a digitalização tenha avançado em diversos segmentos — da educação à economia —, cerca de 20% da população brasileira permanece desconectada ou sem condições de usufruir dos recursos digitais. A democratização da Internet é, portanto, um imperativo de inclusão social, desenvolvimento econômico e cidadania. Apesar de o Brasil ter ultrapassado a marca de 80% da população com algum tipo de acesso à Internet, o país ainda apresenta um cenário de profundas desigualdades regionais e sociais no que se refere à qualidade, velocidade e estabilidade da conexão. Os dados da pesquisa TIC Domicílios 2023, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, revelam que 88% da população urbana está conectada, mas esse índice cai para 60% nas áreas rurais. As regiões Norte e Nordeste apresentam baixos indicadores de infraestrutura de conectividade, sendo ainda dependentes de redes móveis instáveis, enquanto o Sudeste concentra a maior parte dos investimentos em fibra óptica e banda larga de alta velocidade. A disparidade segue a lógica de expansão do setor de telecomunicações no país — fortemente orientada pela rentabilidade —, que privilegia centros urbanos e regiões com maior poder aquisitivo. Segundo dados do IBGE de 2022, enquanto quase 90% dos domicílios localizados no Sudeste têm acesso à Internet, os números caem para cerca de 70% no Norte e no Nordeste, com situação mais grave nas áreas rurais. O Brasil enfrenta também um déficit preocupante de letramento digital. Segundo levantamento feito pela ANATEL em 2024, apenas 30% da população brasileira possui habilidades digitais básicas, e menos de 20% atinge um nível intermediário de proficiência em letramento digital. A carência tecnológica forma uma barreira à inserção dessa população no mercado de trabalho e no sistema educacional, além de reforçar a exclusão social. Um ponto preocupante também é que a falta de letramento digital aumenta a vulnerabilidade à desinformação e a fraudes. Em um país marcado por desigualdades históricas, a exclusão digital se soma a outras formas de marginalização. Com base nas ideias veiculadas no texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens seguintes, relativos ao vocabulário e a outros aspectos linguísticos do texto CB1A1.","Para o príncipe não é coisa somenos a escolha de seus ministros, que são bons ou não, conforme a prudência daquele. E o primeiro juízo que se faz da mente de um príncipe é observar os homens que ele tem a seu lado. Quando eles são capazes e fiéis, podemos considerá-lo sábio, porque soube reconhecê-los suficientemente e mantê-los fiéis; quando, porém, não forem assim, pode-se fazer mau juízo dele, pois o primeiro erro que comete é o desta escolha. Considerando os sentidos e aspectos sintáticos do texto precedente, julgue os seguintes itens.","considere que todos os programas mencionados estão em No Brasil, pode dizer-se que só excepcionalmente tivemos um sistema administrativo e um corpo de funcionários puramente dedicados a interesses objetivos e fundados nesses interesses. Ao contrário, é possível acompanhar, ao longo de nossa história, o predomínio constante das vontades particulares que encontram seu ambiente próprio em círculos fechados e pouco acessíveis a uma ordenação impessoal. Dentre esses círculos, foi sem dúvida o da família aquele que se exprimiu com mais força e desenvoltura em nossa sociedade. E um dos efeitos decisivos da supremacia incontestável, absorvente, do núcleo familiar — a esfera, por excelência, dos chamados “contatos primários”, dos laços de sangue e de coração — está em que as relações que se criam na vida doméstica sempre forneceram o modelo obrigatório de qualquer composição social entre nós. Isso ocorre mesmo onde as instituições democráticas, fundadas em princípios neutros e abstratos, pretendem assentar a sociedade em normas antiparticularistas. Em relação às propriedades linguísticas e semânticas do texto precedente, julgue os itens seguintes.","A inteligência artificial (IA) é um tópico frequente de discussão desde o aumento da popularidade de ferramentas como o ChatGPT. Uma análise do Fundo Monetário Internacional (FMI) abrangendo diferentes países avaliou que, no Brasil, 41% dos empregos têm alta exposição à IA. Esse critério do estudo — exposição de empregos à IA — engloba tanto trabalhos que vão se beneficiar da tecnologia como aqueles que estarão ameaçados por ela no futuro. Para avaliar se o impacto da IA será bom ou ruim no mercado de trabalho, o relatório do FMI criou outra categoria: a complementaridade. Empregos com alta complementaridade são aqueles que se beneficiarão com a IA, mas não serão extintos por ela. Por exemplo, profissionais como administradores ou advogados terão grandes ganhos de produtividade com a IA. Suas atividades não estarão ameaçadas, pois a execução delas sempre dependerá de um grande componente humano. Já os empregos de baixa complementaridade são os mais ameaçados pela IA, uma vez que podem ser totalmente substituídos pelas novas tecnologias, dada a pouca necessidade de um componente humano. É o caso de operadores de telemarketing. É nesse ponto que a IA pode fazer crescer a desigualdade social. Conforme o FMI, trabalhadores com mais educação e mais jovens têm melhores condições de encontrar empregos de alta complementaridade (beneficiados pela IA); os com menos escolaridade e mais velhos estarão mais sujeitos a empregos de baixa complementaridade (ameaçados pela IA). Segundo o FMI, para aproveitar plenamente o potencial da IA, cada país deve estabelecer suas prioridades de acordo com seu nível atual de desenvolvimento. As economias de mercado emergentes avançadas e mais desenvolvidas devem investir na inovação e integração da IA ao mesmo tempo em que promovem quadros regulamentares adequados para otimizar os benefícios do aumento de sua utilização. Para as economias de mercados emergentes e em desenvolvimento menos preparadas, a criação de infraestruturas e a construção de uma força de trabalho digitalmente qualificada são fundamentais. Para todas as economias, as redes de segurança social e a reciclagem dos trabalhadores ameaçados pela IA são cruciais para garantir a inclusão. A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","Quando se fala que o surgimento da escrita não foi apenas a aquisição de mais um modo de expressão, mas também uma revolução, é porque ela mudou toda uma forma de organizar os pensamentos. Na cultura oral, a memória é que determina o conhecimento, portanto só sabemos o que podemos recordar, como pontuou o filósofo e historiador cultural Walter Ong. Dessa forma, o pensamento foi moldado a partir da repetição oral, dos padrões rítmicos ou de alguma forma mnemônica, e de um ritmo mais lento na evolução dos acontecimentos. Quando o suporte sai do corpo da pessoa e vai para a argila, a cerâmica, a pedra, mais tarde para o pergaminho e o papel — suportes que criam a possibilidade de a pessoa retomar a leitura para relembrar ou refletir sobre um acontecimento —, a própria elaboração do pensamento e a transmissão do conhecimento são afetadas. Para além disso, sendo a leitura em suporte escrito uma atividade individualizada, solitária na maioria das vezes, ela modifica a relação de comunicação que se tinha antes na cultura oral, na qual há unidade entre quem fala e quem ouve. O resultado disso teria sido tão impactante que Ong classifica a escrita como uma tecnologia ainda mais extrema que a impressão e os computadores, por exemplo. “A escrita, a impressão e os computadores são todos meios de tecnologizar a palavra. A escrita é, de certo modo, a mais drástica das três tecnologias. Ela iniciou o que a impressão e os computadores apenas continuam, a redução do som dinâmico a um espaço mudo, o afastamento da palavra em relação ao presente vivo, único lugar em que as palavras faladas podem existir. Ao contrário da linguagem natural, oral, a escrita é inteiramente artificial”, escreveu ele. Julgue os itens seguintes, relativos aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto precedente.","Embora haja relação entre os conceitos, racismo difere de preconceito racial e de discriminação racial. O preconceito racial é o juízo que se baseia em estereótipos acerca de indivíduos que pertençam a determinado grupo racializado e que pode ou não resultar em práticas discriminatórias. As ideias de que negros são violentos e inconfiáveis, de que judeus são avarentos ou de que orientais são “naturalmente” preparados para as ciências exatas são exemplos de preconceitos. A discriminação racial, por sua vez, é a atribuição de tratamento diferenciado a membros de grupos racialmente identificados. Portanto, a discriminação tem como requisito fundamental o poder, ou seja, a possibilidade efetiva do uso da força, sem o qual não é possível atribuir vantagens ou desvantagens por conta da raça. Assim, a discriminação pode ser direta ou indireta. A discriminação direta é o repúdio ostensivo a indivíduos ou grupos, motivado pela condição racial, exemplo do que ocorre em países que proíbem a entrada de negros, judeus, muçulmanos, pessoas de origem árabe ou persa, ou ainda em lojas que se recusem a atender clientes de determinada raça. Adilson José Moreira afirma que o conceito de discriminação direta “pressupõe que as pessoas são discriminadas a partir de um único vetor e também que a imposição de um tratamento desvantajoso requer a existência da intenção de discriminar”. Por isso, conclui Moreira, o conceito de discriminação direta é “incompleto” para lidar com a complexidade do fenômeno da discriminação. Já a discriminação indireta é um processo em que a situação específica de grupos minoritários é ignorada — discriminação de fato —, ou sobre ela são impostas regras de “neutralidade racial”, sem que se leve em conta a existência de diferenças sociais significativas — discriminação pelo direito ou discriminação por impacto adverso. A discriminação indireta é “marcada pela ausência de intencionalidade explícita de discriminar pessoas. Isso pode acontecer porque a norma ou prática não leva em consideração ou não pode prever de forma concreta as consequências da norma.”, segundo Moreira. A consequência de práticas de discriminação direta e indireta ao longo do tempo leva à estratificação social, um fenômeno intergeracional em que o percurso de vida de todos os membros de um grupo social — o que inclui as chances de ascensão social, de reconhecimento e de sustento material — é afetado. Considerando as ideias veiculadas no texto apresentado e seus aspectos linguísticos, julgue os seguintes itens.","Texto CG5A1 Tudo está interconectado. Na Amazônia, que abrange uma área comparável à dos 48 estados contíguos aos Estados Unidos da América, nenhum detalhe é por acaso. Portanto, não se trata da necessidade de focar uma área específica ou certas espécies. Os ciclos naturais alterados causam a oscilação de um delicado equilíbrio, que afeta os níveis local, regional e até global e que se aproxima cada vez mais de um ponto de não retorno. No cenário atual, isso significa menos de 20 anos. A floresta amazônica produz pelo menos metade de sua própria chuva. Quando chove, as raízes das árvores e demais plantas absorvem a água, que satura a superfície das folhas. Depois, há o processo de evapotranspiração: as árvores transpiram umidade, ou seja, a água que caiu como chuva retorna à atmosfera. Até que chove novamente, e todo o ciclo se reinicia. Esse “rio gigante no céu” fornece água (em forma de chuva) para os países andinos e também ao Uruguai, ao Paraguai, ao centro e ao sul do Brasil e ao norte da Argentina. Em suma, influencia uma região que gera 70% do PIB da América do Sul, de acordo com a The Nature Conservancy, organização não governamental que trabalha em escala global para a conservação do meio ambiente. No entanto, esses padrões de chuva estão ameaçados, tanto na América do Sul quanto na América do Norte. Da mesma forma, flora e fauna estão em perigo. É importante lembrar que a Amazônia é o lar de 10% da biodiversidade mundial. E aqui também temos um ciclo: quando as árvores são cortadas, muitos predadores desaparecem, e o comportamento de pássaros e insetos polinizadores é alterado. Assim, há menos plantas, menos chuva, mais emissões de carbono, mais secas, menos água, desequilíbrio e ameaças à nossa saúde e qualidade de vida. Tudo está conectado. Para toda ação há uma reação. De acordo com as ideias veiculadas no texto CG5A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, relativos ao vocabulário e à estrutura linguística do texto CG5A1.","Julgue os itens que se seguem, referentes a aspectos linguísticos do texto CG1A1.","Texto CG2A1 O desenvolvimento da educação sanitária, a partir dos Estados Unidos da América, esteve associado à saúde pública, tendo sido instrumento das ações de prevenção das doenças, e caracterizou-se pela transmissão de conhecimento. No entanto, mesmo que realizada de forma massiva, como no caso das campanhas sanitárias no Brasil, a perspectiva não contemplava a dimensão histórico-social do processo saúde-doença. Com o movimento pela reforma sanitária no Brasil, as críticas mais contundentes relacionavam-se ao fato de que o social não era considerado na prática da saúde pública, senão em perspectiva restrita, de modo que a educação passou a ser uma atividade paralela, cuja finalidade seria a de auxiliar a efetivação dos objetivos eminentemente técnicos dos programas de saúde pública. Entretanto, em uma perspectiva crítica, a educação parte da análise das realidades sociais, buscando revelar as suas características e as relações que as condicionam e as determinam. Essa perspectiva pode ater-se à explicação das finalidades reprodutivistas dos processos educativos ou trabalhar no âmbito de suas contradições, buscando transformar essas finalidades, estabelecendo como meta a construção de sujeitos e de projetos societários transformadores. Da mesma forma, no campo da saúde, a compreensão do processo saúde-doença como expressão das condições objetivas de vida, isto é, como resultante das condições de habitação, alimentação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços de saúde, descortina a saúde e a doença como produções sociais, passíveis de ação e transformação, e aponta também para um plano coletivo, e não somente individual, de intervenção. Essa maneira de conceber a saúde tem sido caracterizada como um conceito ampliado, pois não reduz a saúde à ausência de doença, promovendo a ideia de que uma situação de vida saudável não se resolve somente com a garantia do acesso aos serviços de saúde, mas depende, sobretudo, da garantia de condições de vida dignas que, em conjunto, podem proporcionar a situação de saúde. Nesse sentido, são indissociáveis o conceito de saúde e a noção de direito social. FimDoTexto A partir das ideias suscitadas pelo texto CG2A1, julgue os itens seguintes.\n\n\n\nA respeito das estruturas linguísticas do texto CG2A1, julgue os próximos itens.","Julgue os itens subsequentes, em relação a estruturas linguísticas do texto CB2A1.","Notícias falsas costumam ser definidas como notícias, estórias, boatos, fofocas ou rumores que são deliberadamente criados para ludibriar ou fornecer informações enganadoras. Elas visam influenciar as crenças das pessoas, manipulá-las politicamente ou causar confusões em prol de interesses escusos. Muitos comentadores têm chamado a atenção para o fato de que a falsidade das notícias não é um fenômeno inteiramente novo, pois já existia no tempo dos gregos, e, mais recentemente, desde que o tema entrou em pauta, não têm faltado artigos sobre o histórico das notícias falsas ao longo do tempo. De fato, se a expressão significar a criação de informação falsa movida pelo propósito de enganar, o conceito está longe de ser novo. Basta pensar na longa história dos tabloides, das fofocas acerca da vida das celebridades, das táticas de estilo das revistas para fisgar seu público. Sabe-se também como as estratégias de sedução e persuasão das revistas sempre funcionaram. Em quaisquer dos casos, são mensagens de forte apelo visual cujas chamadas são tão inacreditáveis que se tornam irresistíveis. Considerando os sentidos do texto precedente e seus aspectos linguísticos, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A2 A expressão racismo ambiental foi criada na década de 80 do século passado pelo Dr. Benjamin Franklin Chavis Jr., em meio a protestos contra o depósito de resíduos tóxicos no condado de Warren, no estado da Carolina do Norte (EUA), onde a maioria da população era negra. De acordo com a pensadora negra brasileira Tania Pacheco, o racismo ambiental é constituído por injustiças sociais e ambientais que recaem de forma implacável sobre etnias e populações mais vulneráveis. Não se configura apenas por meio de ações que tenham uma intenção racista, mas, igualmente, por meio de ações que tenham impacto “racial”, não obstante a intenção que lhes tenha dado origem. No Brasil, nas cidades e nos centros urbanos, o racismo ambiental tem um impacto significativo na população que vive em favelas e periferias, onde historicamente a maioria da população é negra. A falta de acesso a serviços básicos, como água potável e saneamento, de estrutura urbana e de condições de moradia digna afeta a saúde e a qualidade de vida dos moradores e agrava ainda mais os impactos das mudanças climáticas, ocasionando enchentes e deslizamentos. Algumas medidas que podem ser tomadas para diminuir o racismo ambiental incluem a criação de políticas públicas que levem em conta as desigualdades sociais e econômicas, a garantia do direito à participação das comunidades afetadas na tomada de decisão, a promoção da educação ambiental e a valorização do conhecimento tradicional das comunidades. Em relação às ideias veiculadas no texto CB1A2, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CB1A2, julgue os próximos itens.","Texto CB1A2-II O poder manifesta-se em relações de uso do território, materializado ou virtualizado pelas formas de atuação dos atores sociais locais. Sendo assim, poder é uma relação estabelecida entre interesses divergentes com fins específicos de utilização do território. Os conflitos gerados pelo uso do território também são formas de poder, embora muitas vezes o poder esteja em risco. O poder é a objetivação política do território utilizado para se atingir determinado objetivo, e um de seus recursos é o convencimento do outro. Quais são os atores sociais que mais partilham o poder e que interesses estão em jogo? Em que esfera social ou política o poder se torna mais ativo? Estamos numa diferenciação entre o poder formal, institucional, e o poder informal advindo dos movimentos sociais. O formal seria aquele da instituição política, vinculada à ideia da esfera municipal, estadual e federal; e o poder informal é o da sociedade civil organizada, incorporado no papel dos movimentos sociais diversos e de seus representantes junto às três esferas que mencionamos. Não estamos querendo dizer que entre essas escalas não acontecem associações; o que queremos, para fim de análise, é diferenciar seu campo de negociação. Sabemos que, entre essas escalas, ocorrem interferências, seja no poder formal, seja no poder informal, e que, entre esses poderes, há uma dialética na definição das formas de desenvolvimento e de uso no território. Julgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A2-II e às ideias nele apresentadas.","Texto CB1A1-III Aprendemos desde cedo que a linguagem verbal serve para comunicar e frequentemente dizemos que o importante é a comunicação. Quando se fala em comunicação, muitas vezes, pensamos que se está falando na transmissão de informações. Comunicar não se limita, entretanto, a transmitir informações. Realmente, há momentos em que desejamos apenas fornecer uma informação, mas, muito frequentemente, temos outros objetivos, como: dar uma ordem, expressar um sentimento, fazer um pedido, exercer algum tipo de influência, fazer o outro mudar de opinião... O ser humano vive em sociedade, isto é, fazemos parte de grupos sociais e agimos em conjunto com nossos semelhantes; interagimos. Na verdade, é para interagir que nos comunicamos, falamos e escrevemos. Por isso, não podemos nos esquecer de que a comunicação, ou a interação, envolve mais do que simplesmente informação; envolve, sobretudo, alguma forma de ação sobre o outro. Considerando os aspectos textuais e linguísticos do texto CB1A1-III, bem como as ideias nele veiculadas, julgue os itens seguintes.","Em relação às funções da administração, a estrutura e comportamento organizacional e gerenciamento de conflitos, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1-I A apropriação colonial das terras indígenas muitas vezes se iniciava com alguma alegação genérica de que os povos forrageadores viviam em um estado de natureza — o que significava que eram considerados parte da terra, mas sem nenhum direito a sua propriedade. A base para o desalojamento, por sua vez, tinha como premissa a ideia de que os habitantes daquelas terras não trabalhavam. Esse argumento remonta ao Segundo tratado sobre o governo (1690), de John Locke, em que o autor defendia que os direitos de propriedade decorrem necessariamente do trabalho. Ao trabalhar a terra, o indivíduo “mistura seu trabalho” a ela; nesse sentido, a terra se torna, de certo modo, uma extensão do indivíduo. Os nativos preguiçosos, segundo os discípulos de Locke, não faziam isso. Não eram, segundo os lockianos, “proprietários de terras que faziam melhorias”; apenas as usavam para atender às suas necessidades básicas com o mínimo de esforço. James Tully, uma autoridade em direitos indígenas, aponta as implicações históricas desse pensamento: considera-se vaga a terra usada para a caça e a coleta e, “se os povos aborígenes tentam submeter os europeus a suas leis e costumes ou defender os territórios que durante milhares de anos tinham erroneamente pensado serem seus, então são eles que violam o direito natural e podem ser punidos ou ‘destruídos’ como animais selvagens”. Da mesma forma, o estereótipo do nativo indolente e despreocupado, levando uma vida sem ambições materiais, foi utilizado por milhares de conquistadores, administradores de latifúndios e funcionários coloniais europeus na Ásia, na África, na América Latina e na Oceania como pretexto para obrigar os povos nativos ao trabalho, com meios que iam desde a escravização pura e simples ao pagamento de taxas punitivas, corveias e servidão por dívida. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAcerca dos sentidos e dos mecanismos de coesão empregados no texto CG1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-II Em 23/3/2023, o presidente da PETROBRAS, Jean Paul Prates, afirmou à imprensa que a companhia não deve praticar o preço de paridade internacional (PPI). “Se lá fora o preço do petróleo diminuiu, entendo que diminuiu também em termos de insumos para as refinarias, logo isso tem de refletir no preço para o consumidor final. Não é necessário que o preço do combustível esteja amarrado ao preço do importador, que é o nosso principal concorrente. Ao contrário. Paridade de importação não é preço que a companhia deve praticar.” Prates disse que, em sua gestão como presidente da estatal, não haverá o “dogma do preço de paridade internacional (PPI)”, abrindo espaço para a negociação de preços que levem em consideração o cenário econômico nacional. Instituída em 2016, a política do PPI prevê que a PETROBRAS alinhe os valores que cobra das distribuidoras pelo combustível ao que é cobrado pelas importadoras que trazem o petróleo refinado em forma de diesel e gasolina para o Brasil. Questionado se haverá redução no preço da gasolina, Jean Paul Prates disse que as equipes estão avaliando o mercado sobre possíveis oscilações no preço do combustível. “A gente está avaliando a referência internacional e o mercado brasileiro. Essa é a nossa política agora. O mercado nacional é composto pelo que é produzido aqui com o produto importado. Sempre que a gente puder ter o preço mais barato para vender para o nosso cliente, para o nosso consumidor brasileiro, a gente vai fazer isso”, concluiu. O presidente da companhia também garantiu que a venda dos ativos do Polo Bahia Terra, em negociação entre a PETROBRAS e um consórcio formado por PetroReconcavo e Eneva, está sendo reavaliada sob uma nova ótica e que nada está decidido. Segundo ele, “o que está assinado será cumprido; o que não está assinado será revisto”. Em relação às ideias do texto CB1A1-II, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1 Enquanto Singapura e Dublin lançaram suas réplicas digitais usando aprendizado de máquina para prever eventos e tendências futuras, países inteiros ainda não garantiram água potável e eletricidade para seus habitantes. Como a arquitetura reflete as sociedades, a acentuada desigualdade social em que vivemos continuará sendo refletida na arquitetura que construímos: algumas obras totalmente projetadas por inteligência artificial (IA), outras criadas manualmente e com modelos físicos em um escritório de arquitetura boutique, e a grande maioria sendo feita no local com papel e lápis, sem a intervenção direta de arquitetos. Talvez todos esses cenários coexistam na mesma cidade. O escritor Benjamin Labatut declarou: “se a inteligência artificial fosse capaz de pensar, teria pontos cegos; se conseguisse ser criativa, teria limites, pois limites são frutíferos; se fosse capaz de imitar nossa capacidade de raciocínio, talvez precisasse do (ou desenvolvesse o) nosso talento para a loucura. E se lhe faltasse compreensão, se não se importasse com a beleza e o horror que pode criar, então seria imprudente nos colocarmos em suas mãos.”. O futuro da arquitetura está na interseção entre inovação tecnológica e intenção humana. Em última instância, a agência humana — sociedade civil, políticos e partes interessadas — exerce uma influência significativa. O curso da história não está escrito em pedra, mas é moldado pelas decisões tomadas hoje, especialmente se a IA afeta nossos bolsos. A arquitetura, então, torna-se o resultado de decisões coletivas, em que os avanços da IA se cruzam com as aspirações e os valores da sociedade. É dentro desse jogo de interações que a evolução e o impacto da arquitetura encontram sua ressonância e seu significado. Com base nos sentidos e nas ideias expressos no texto CB1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação aos aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os próximos itens.","Texto CB3A1-I Ao final do período de revoluções e guerras que caracterizaram a virada do século XVIII para o XIX, os recém-emancipados países da América e os antigos Estados europeus se viram diante da necessidade de criar estruturas de governo, marcando a transição do Antigo Regime ao constitucionalismo e do colonialismo à independência. Os arquitetos da nova ordem se inspiraram em fontes antigas e modernas: de Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.) e Políbio (c.200 a.C. – c.118 a.C.) a John Locke (1632 – 1704) e Montesquieu (1689 – 1755). Um dos principais problemas com os quais lideranças e pensadores políticos se confrontaram estava materializado em uma passagem do poeta satírico romano Juvenal (c.55 – c.127), em que se lê: “Quis custodiet ipsos custodes?”, traduzida como “Quem vigia os vigias?” ou “Quem controla os controladores?”. “Uma coisa é teorizar sobre a separação em três poderes, como lemos em Montesquieu. Outra coisa é colocar em prática”, observa a historiadora Monica Duarte Dantas, do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo. “Aí surgem os problemas, porque um poder pode tentar assumir as atribuições de outro. Não era possível antever todas as questões que iriam aparecer, até porque havia assuntos que diziam respeito a mais de um poder. Na prática, era preciso definir a quem competia o quê. Essas questões emergiram rapidamente nos séculos XVIII e XIX, quando se tentou colocar em prática a separação de poderes.” Alguém que acompanhasse os trabalhos de elaboração de textos constitucionais no início do século XIX não necessariamente apostaria que, ao final desse período, estaria consolidado um modelo de organização do Estado em que o poder se desdobraria em três partes: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, conforme apresentado pelo filósofo francês Montesquieu em O espírito das leis (1748). Havia projetos com quatro, cinco ou até mais poderes. Na França, o filósofo político franco-suíço Benjamin Constant (1767 – 1830) imaginou meia dezena: o Judiciário, o Executivo, dois poderes representativos, correspondentes ao Legislativo — o da opinião (Câmara Baixa) e o da tradição (Câmara Alta) —, e um poder “neutro”, exercido pelo monarca. O revolucionário venezuelano Simon Bolívar (1783 – 1830) chegou a formular a ideia, em 1819, de um “poder moral” que deveria cuidar, sobretudo, de educação. As mesmas preocupações estavam na cabeça dos deputados na primeira Assembleia Constituinte do Brasil, em 1823. Até que, em novembro, o conflito de poderes se concretizou: tropas enviadas pelo imperador Dom Pedro I (1789 – 1834) dissolveram a assembleia. Em março do ano seguinte, quando o imperador outorgou a primeira Constituição brasileira, ela se afastava pouco do projeto elaborado em 1823, mas continha uma diferença crucial: os poderes eram quatro e incluíam um Moderador. Entretanto, só em dois países esse quarto poder chegou a ser formalmente inscrito no texto constitucional, como uma instituição em separado. O Brasil, com o título 5.º da Constituição de 1824, e Portugal, em 1826, com a Carta Constitucional outorgada também por Dom Pedro — em Portugal, IV, e não I —, no breve período de seis dias em que acumulou a coroa de ambos os países. As funções do Poder Moderador, tanto na doutrina de Constant quanto na Constituição brasileira, guardam semelhanças com algumas das funções que hoje cabem às cortes supremas — no Brasil, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de garantir que a atuação dos poderes, seja na formulação de leis, seja na administração pública ou no julgamento de casos, não se choque com as normas constitucionais. Considerando os sentidos e a organização do texto CB3A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos e à estruturação do texto CB3A1-I, julgue os itens subsequentes.","As regiões metropolitanas e as grandes cidades brasileiras concentram hoje a atenção das autoridades de gestão territorial em nível local, regional e nacional. O conhecimento da complexa realidade dessas áreas em suas múltiplas dimensões e de modo dinâmico torna-se imprescindível para geri-las de forma eficiente. Não se trata apenas do levantamento de dados brutos, mas da proficiente manipulação e interpretação desses dados a partir de processamentos quantitativos (matemáticos e lógicos) sobre uma base espacial, de forma a revelar características e processos intrínsecos aos fenômenos em análise. Dito de outra forma, não basta somente a confecção de mapas digitais coloridos ilustrando, por exemplo, a exclusão social de uma determinada cidade por quantis, mas é fundamental que, com o auxílio de técnicas apropriadas de análise espacial, se possam extrair tendências do padrão de manifestação da exclusão social de forma contínua no espaço. Ou ainda, não é suficiente apenas mapear a ocorrência de crimes em um sistema georreferenciado, mas sim estudá-los de forma dinâmica, entendendo a sua proliferação no espaço e no tempo em articulação com inúmeras variáveis socioeconômicas e biofísicas, e como as estradas podem atuar como vetores de expansão da criminalidade. Nessa linha de pensamento, elaborar mapas estáticos de uso do solo urbano não mais atende às necessidades atuais dos gestores locais, mas é necessário que se permitam simulações de diferentes cenários futuros de expansão urbana e dinâmica de uso do solo em ambiente computacional. Aí reside o desafio da geoinformação em gestão urbana e regional, que pode ser entendida como um paradigma emergente na pesquisa multi e interdisciplinar que se dedica a explorar a extrema complexidade de problemas socioambientais em um ambiente de Sistemas de Informações Geográficas (SIG). Openshaw (2000) argumenta que a geoinformação não se reduz ao uso de técnicas computacionais para solucionar problemas espaciais, mas se refere, ao contrário, a uma forma totalmente nova de se fazer ciência em um contexto geográfico. Em relação aos aspectos linguísticos do texto apresentado anteriormente, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-II Em 1898, Nikola Tesla impressionou quem assistiu à sua apresentação na Feira Electrical Exhibition, que aconteceu no (então recém-inaugurado) Madison Square Garden, em Nova York. Em uma piscina, o cientista colocou um barco em miniatura — que, de repente, começou a se mover sozinho. A plateia, boquiaberta, logo o indagou sobre o feito. Tesla disse que havia equipado o barco com um “sistema inteligente”, capaz de responder, inclusive, a comandos de direção. As pessoas, então, gritaram para que a miniatura navegasse para frente, para o lado, para trás… E o barquinho obedeceu, como se estivesse “ouvindo” as ordens. Mentira. Tesla estava comandando tudo à distância. Cortesia de sua invenção: o primeiro sistema de controle remoto via ondas de rádio. Hoje, claro, ninguém cairia no truque do barquinho. Mas, naquela época, quase ninguém conhecia as propriedades da radiotransmissão — a primeira transmissão transatlântica, feita pelo italiano Guglielmo Marconi, havia acontecido apenas um ano antes, em 1897. Tesla, assim como Marconi, foi um dos precursores desse campo de estudo, que revolucionou o modo como nos comunicamos. Com base nas ideias do texto CB1A1-II, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, em relação a estruturas linguísticas do texto CB1A1-II.","Texto CB1A1 Cresce, no mundo todo, o número de pessoas que demandam serviços de cuidado. De acordo com o último relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), esse universo deverá ser de 2,3 bilhões de pessoas em 2030 — há cinco anos, eram 2,1 bilhões. O envelhecimento da população e as novas configurações familiares, com mulheres mais presentes no mercado de trabalho e menos disponíveis para assumir encargos com parentes sem autonomia, têm levado os países a repensar seus sistemas de atenção a populações vulneráveis. Partindo desse panorama, as sociólogas Nadya Guimarães, da Universidade de São Paulo (USP), e Helena Hirata, do Centro de Pesquisas Sociológicas e Políticas de Paris, na França, identificaram, em estudo, o surgimento, nos últimos vinte anos, de arranjos que visam amparar indivíduos com distintos níveis de dependência, como crianças, idosos e pessoas com deficiência. Enquanto, em algumas nações, o papel do Estado é preponderante, em outras, a atuação de instituições privadas se sobressai. Na América Latina, o protagonismo das famílias representa o aspecto mais marcante. Conforme definição da OIT, o trabalho de cuidado, que pode ou não ser remunerado, envolve dois tipos de atividades: as diretas, como alimentar um bebê ou cuidar de um doente, e as indiretas, como cozinhar ou limpar. “É um trabalho que tem uma forte dimensão emocional, se desenvolve na intimidade e, com frequência, envolve a manipulação do corpo do outro”, diz Guimarães. Ela relata que o conceito de cuidado surgiu como categoria relevante para as ciências sociais há cerca de trinta anos e, desde então, tem sido crescente a sua presença em linhas de investigação em áreas como economia, antropologia, psicologia e filosofia política. “Com isso, a discussão sobre essa concepção ganhou corpo. Os estudos iniciais do cuidado limitavam-se à ideia de que ele era uma necessidade nas situações de dependência, mas tal entendimento se ampliou. Hoje, ele é visto como um trabalho fundamental para assegurar o bem-estar de todos, na medida em que qualquer pessoa pode se fragilizar e se tornar dependente em algum momento da vida”, explica a socióloga. Os avanços da pesquisa levaram à constatação de que a oferta de cuidados é distribuída de forma desigual na sociedade, recaindo, de forma mais intensa, sobre as mulheres. Ao refletir sobre esse desequilíbrio, a socióloga Heidi Gottfried, da Universidade Estadual Wayne, nos Estados Unidos da América, explica que persiste, nas sociedades, a noção arraigada de que o trabalho de cuidado seria uma manifestação de amor e, por essa razão, deveria ser prestado gratuitamente. Conforme Gottfried, a ideia decorre, entre outros aspectos, de construção cultural a respeito da maternidade e de que cuidar seria um talento feminino. Por outro lado, Guimarães lembra que, a partir de 1970, as mulheres aumentaram sua participação no mercado de trabalho brasileiro. Em cinco décadas, a presença feminina saltou de 18% para 50%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. “Consideradas provedoras naturais dos serviços de cuidado, as mulheres passaram a trabalhar mais intensamente fora de casa. Esse fato, aliado ao envelhecimento da população, gerou o que tem sido analisado como uma crise no provimento de cuidados que, em países do hemisfério norte, tem se resolvido com uma mercantilização desses serviços, além de uma maior atuação do Estado, por meio da criação de instituições públicas de acolhimento, expansão de políticas de financiamento, formação e regulação do trabalho de cuidadores”, conta a socióloga. Na América Latina, entretanto, o fornecimento de cuidados é tradicionalmente feito pelas famílias, nas quais mulheres desempenham gratuitamente papel central como cuidadoras de crianças, idosos e pessoas com deficiência. Para a minoria que pode pagar, o mercado oferece serviços de cuidado que compensam a escassa presença do Estado. Em relação a aspectos estruturais do texto CB1A1 e às informações por ele veiculadas, julgue os itens subsequentes.\n\n\n\nAcerca de aspectos semânticos e sintáticos do texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.","Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque — a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras — e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos. No que se refere às ideias e a aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","Texto 1A1 A obrigatoriedade do fornecimento do DNA e a submissão daqueles ainda não condenados e em liberdade condicional à entrega de seu material genético foram assuntos bastante discutidos no cenário estadunidense. A grande abrangência dos crimes que autorizam a extração do DNA assim como a permanência da informação por tempo indeterminado no índice também são questões controversas. O foco é a privacidade e a intimidade do indivíduo. Prevê a Constituição estadunidense direito à inviolabilidade da intimidade e da privacidade da pessoa, de modo a obstar buscas e apreensões desarrazoadas e sem mandados pelo Estado. O propósito básico da quarta emenda constitucional estadunidense é proteger a privacidade e a segurança dos indivíduos contra invasões arbitrárias de autoridades governamentais. Assim, para surtir efeito, um mandado de busca e apreensão deve ser motivado por uma causa provável (suspeita individualizada da prática de um delito) e deferido, antes da execução, por um juiz imparcial. A coleta de sangue ou outro material biológico deve atender aos ditames da quarta emenda (procedida mediante mandado/decisão motivada), sob pena de ilegalidade. Ocorre que, para a inclusão do DNA no banco de dados nacional, nem sempre há suspeita individualizada da prática de crime: a coleta ocorre quando o sujeito já foi condenado, está detido ou está sendo processado por algum crime, mas o material será armazenado em banco de dados para esclarecer crimes futuros e não será necessariamente utilizado para o esclarecimento do crime atual — diferentemente, por exemplo, de um mandado de busca e apreensão com o fim de apreender drogas, em que há suspeita individualizada da existência de entorpecentes e de que o sujeito pratica mercancia, ocasião em que se expede mandado. Então, para a coleta de sangue ou outro material biológico pelo Estado não representar uma ofensa a esse direito constitucional — que proíbe buscas e apreensões desarrazoadas —, é necessária a existência de uma necessidade especial ou um interesse do Estado predominante ao interesse do jurisdicionado. Essas são as exceções reconhecidas pela Corte Suprema estadunidense para que haja busca e apreensão sem mandado: quando houver uma razão especial, além da normal necessidade da aplicação da lei, ou quando os interesses do Estado superarem os do particular. Em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto 1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem com base em aspectos linguísticos do texto 1A1.","Texto CG2A1-I Apesar da existência de uma legislação própria para o tema, o volume de crimes cibernéticos no Brasil vem crescendo, sobretudo em tempos de pandemia, com o consequente desenvolvimento de uma maior dependência dos sistemas conectados. Em 2020, foram registradas 156.692 denúncias, um número bastante superior ao apresentado no ano de 2019, quando 75.428 casos foram contabilizados. Delitos relacionados à pornografia infantil caracterizam 98.244 denúncias, sendo este o crime mais cometido. Infrações relacionadas a racismo e discriminação estão no segundo lugar dos casos registrados, de acordo com a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, uma parceria da ONG Safernet e com o Ministério Público Federal. Os crimes cibernéticos de natureza financeira — como invasão de computadores, roubo de senhas e dados bancários, além de golpes gerais de extorsão — também aumentaram, e grande parte das ações tiram proveito da pandemia. Em 2020, houve registros do aumento em 41.000% de sites com termos relacionados a “coronavírus” e a “covid” em seu domínio. Golpes recentes praticados no Brasil utilizam fundos de garantia e informações sobre calendário de vacinação para chamar a atenção das vítimas: em junho de 2021, criminosos usaram o FGTS para roubar dinheiro pela Internet; em maio de 2021, hackers usaram a procura pela vacina contra o coronavírus para interceptar dados bancários. Crimes cibernéticos podem assumir várias formas, mas há dois tipos mais praticados: crimes que visam o ataque a computadores — seja para obter dados, seja para extorquir as vítimas, seja para causar prejuízos a terceiros — e crimes que usam computadores para realizar outras atividades ilegais — nesses casos, dispositivos e redes servem como ferramentas para o criminoso. Julgue os itens que se seguem, relativos às ideias veiculadas no texto CG2A1-I.\n\n\n\nAcerca das estruturas linguísticas do texto CG2A1-I, julgue os itens a seguir.","Texto CB2A1-I A astrônoma Jocelyn Bell Burnell disse sobre Ron Drever: “Ele realmente curtia ser tão engenhoso”. Ela tinha ido da Irlanda do Norte para Glasgow para estudar física e Drever foi arbitrariamente designado para ser seu supervisor. Ele contava ao grupo de seus poucos orientandos as ideias mais interessantes que surgiam em sua mente, inclusive as que levaram ao experimento de Hughes-Drever (embora ela não tivesse se dado conta de que ele o realizara no quintal da propriedade rural de sua família), mas nenhuma que os ajudasse a passar nos exames. Após a frustração inicial, ao ver que ele não ia ajudá-la em seu dever de casa de física de estado sólido, ela acabou admirando seu profundo entendimento de física fundamental e seu notável talento como pesquisador. Drever, por sua vez, seria influenciado pelas iminentes e vitais descobertas de sua ex-aluna de graduação. A respeito de Bell Burnell, disse: “Ela também era obviamente melhor do que a maioria deles… então cheguei a conhecê-la muito bem”. Drever escreveu uma carta de recomendação para apoiar o pedido de emprego dela à principal instalação de radioastronomia na Inglaterra, em meados da década de 60, Jodrell Bank. Mas, ele continua, “não a admitiram, e a história conta que foi porque era mulher. Mas isso não é oficial, você sabe. Ela ficou muito desapontada”. Drever acrescenta, esperando que se reconheça a obviedade daquele absurdo: “Sua segunda opção era ir para Cambridge. Vê como são as coisas?”. Ele considerou isso uma reviravolta muito feliz. “Então ela foi para Cambridge e descobriu pulsares. Vê como são as coisas?”, ele diz, rindo. De acordo com os sentidos veiculados no texto CB2A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1-I Com altos índices de evasão escolar, baixo engajamento e conteúdos pouco conectados à realidade dos alunos, o ensino médio já era, antes da pandemia de covid-19, a etapa mais desafiadora da educação básica. Com o fechamento das escolas e o distanciamento dos estudantes do convívio educacional, os últimos anos escolares passaram a trazer ainda mais dificuldades a serem enfrentadas — reforçadas pelas desigualdades raciais, socioeconômicas e de acesso à Internet. Nenhuma avaliação diagnóstica precisou os prejuízos totais da pandemia para a aprendizagem dos alunos, mas há alguns estudos que ajudam a entender melhor o cenário. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) apontou que houve piora em todas as séries avaliadas. Segundo a pesquisa amostral, em matemática, o desempenho alcançado no 3.º ano do ensino médio foi de 255,3 pontos na escala de proficiência, inferior aos 261,7 obtidos pelos estudantes ao final do 9.º ano do ensino fundamental no Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) de 2019. Em língua portuguesa, os estudantes do 9.º ano apresentaram uma queda de 12 pontos, e os do 3.º ano do ensino médio, de 11 pontos. Após o retorno presencial, estados e municípios ainda têm muito trabalho para identificar os reais prejuízos, dimensioná-los e encontrar caminhos e soluções para que professores e estudantes possam retomar a aprendizagem. Para Suelaine Carneiro, coordenadora de educação na Geledés, organização da sociedade civil que se posiciona em defesa de mulheres e homens negros, “há um consenso de que não foi possível atender todos os alunos” na educação pública. “Os dados indicam um baixo número de participação dos estudantes, somado à impossibilidade de os familiares acompanharem a resolução das tarefas”, afirma. Mas não fica apenas nisso. “Em termos de aprendizagem, os dados também mostram dificuldades no que diz respeito à compreensão e à resolução das tarefas.” De acordo com ela, a situação de alunos negros requer ainda mais atenção. “É preciso prestar atenção nessa condição: a pessoa já estava vulnerável socialmente, sem a possibilidade de realizar um isolamento dentro de casa, pois vive em uma casa pequena ou onde não há cômodos suficientes”, contextualiza Suelaine. Agravada pela pandemia, que engrossou o número de trabalhadores desempregados, a questão econômica foi um dos grandes fatores que impactou a vida dos estudantes do ensino médio. “Temos alunos que estão trabalhando no horário de aula, dizendo que precisam ajudar a família, e aos fins de semana assistem às atividades”, relata a professora Lucenir Ferreira, da Escola Estadual Mário Davi Andreazza, em Boa Vista (RR). Lucenir conta que muitos alunos chegam a falar que não conseguem aprender nada e desabafam por sentir que a aprendizagem foi prejudicada, principalmente os que estão em processo de preparação para o vestibular. Apesar dos desafios, Suelaine acredita que os impactos não são irreversíveis, como outros especialistas têm apontado. “Você pode recuperar dois anos se houver políticas públicas, compromisso público com a educação, de forma a desenvolver diferentes ações”, diz ela. FimDoTexto Considerando as informações veiculadas no texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação aos aspectos gramaticais do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.","informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração padrão e que não há restrições de No fim do século XVIII e começo do XIX, a despeito de algumas grandes fogueiras, a melancólica festa de punição vai-se extinguindo. Nessa transformação, misturaram-se dois processos. Não tiveram nem a mesma cronologia, nem as mesmas razões de ser. De um lado, a supressão do espetáculo punitivo. O cerimonial da pena vai sendo obliterado e passa a ser apenas um novo ato de procedimento ou de administração. A punição pouco a pouco deixou de ser uma cena. E tudo o que pudesse implicar de espetáculo desde então terá um cunho negativo; e como as funções da cerimônia penal deixavam pouco a pouco de ser compreendidas, ficou a suspeita de que tal rito que dava um “fecho” ao crime mantinha com ele afinidades espúrias: igualando-o, ou mesmo ultrapassando-o em selvageria, acostumando os espectadores a uma ferocidade de que todos queriam vê-los afastados, mostrando-lhes a frequência dos crimes, fazendo o carrasco se parecer com criminoso, os juízes com os assassinos, invertendo no último momento os papéis, fazendo do supliciado um objeto de piedade e de admiração. A execução pública é vista então como uma fornalha em que se acende a violência. A punição vai-se tornando, pois, a parte mais velada do processo penal, provocando várias consequências: deixa o campo da percepção quase diária e entra no da consciência abstrata; sua eficácia é atribuída à sua fatalidade, não à sua intensidade visível; a certeza de ser punido é que deve desviar o homem do crime e não mais o abominável teatro; a mecânica exemplar da punição muda as engrenagens. Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","Texto CB2A1-I Assim como cidadania e cultura formam um par integrado de significações, cultura e territorialidade são, de certo modo, sinônimos. A cultura, forma de comunicação do indivíduo e do grupo com o universo, é herança, mas também um reaprendizado das relações profundas entre o ser humano e o seu meio, um resultado obtido por intermédio do próprio processo de viver. Incluindo o processo produtivo e as práticas sociais, a cultura é o que nos dá a consciência de pertencer a um grupo, do qual é o cimento. É por isso que as migrações agridem o indivíduo, roubando-lhe parte do ser, obrigando-o a uma nova e dura adaptação em seu novo lugar. Desterritorialização é frequentemente outra palavra para significar alienação, estranhamento, que são, também, desculturização. Esse processo é, também, o que comanda as migrações, que são, por si sós, processos de desterritorialização e, paralelamente, processos de desculturização. O novo ambiente opera como uma espécie de denotador. Sua relação com o novo morador se manifesta dialeticamente como territorialidade nova e cultura nova, que interferem reciprocamente, mudando paralelamente territorialidade e cultura, e mudando o ser humano. Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue os seguintes itens.","Texto CG1A1-I Enquanto apenas 30% da população mundial vivia em ambiente urbano no ano de 1950, em 2018 esse índice já representava 55%, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU). A projeção de longo prazo da ONU indica a intensificação dessa tendência, com a população urbana mundial representando 68% do total em 2050. No Brasil, 36% da população era urbana em 1950, valor bastante próximo da média mundial até então. Nas décadas subsequentes, o país experimentou um rápido processo de urbanização, evidenciado pelo fato de que, no ano de 2018, expressivos 87% da população brasileira residia em ambientes urbanos. As projeções de mais longo prazo indicam que essa tendência deve se estabilizar em patamar próximo a 90%. As cidades representam o mais importante lócus de consumo de energia e emissões relacionadas. Estimativas da IEA (International Energy Agency), em 2016, indicavam que as cidades respondiam por 64% do uso global de energia primária e 70% das emissões globais de dióxido de carbono. Tal fato evidencia o papel central que as cidades têm e terão na determinação do padrão de uso de energia e de emissões de carbono dos países e do mundo. Em particular, a própria transição energética terá seu ritmo bastante afetado pelas mudanças que ocorrerem nas cidades. O mesmo vale para o uso eficiente de recursos (inclusive não energéticos), segurança energética e desenvolvimento sustentável. Para os estudos de planejamento energético, é importante identificar as mudanças estruturais que impactarão o uso de energia nas cidades no longo prazo. Do ponto de vista tecnológico, no momento em que, simultaneamente, emergem e convergem novas tecnologias de informação, novas tecnologias e modelos de negócios de geração de energia e novas formas de mobilidade, é possível vislumbrar revoluções em diferentes nichos que utilizarão a inteligência artificial, o uso massivo de dados (big data) e a Internet das Coisas como plataformas tecnológicas de propósito geral. Nesse pano de fundo, emergem fenômenos como cidades inteligentes e indústria 4.0, importantes evoluções no sentido de cidades sustentáveis. A implementação desses conceitos é acompanhada de um número crescente dos mais variados sensores nas mais diferentes situações, o que gera aumento exponencial de dados, que são utilizados para comunicação via Internet, em última instância, de forma a subsidiar tomadas de decisão mais eficientes. Para tornar essa revolução possível, é necessário significativo investimento em infraestrutura, que será a base da economia no futuro próximo. No entanto, deve-se reconhecer que uma cidade inteligente é um passo necessário, mas não suficiente, e que é preciso abranger mais do que a aplicação inteligente de tecnologia nas áreas urbanas. A adoção de tecnologia deve tornar as cidades mais sustentáveis, melhorando a qualidade de vida de sua população e sua relação com o meio ambiente. Assim, em relação ao uso de energia, é importante que as discussões sobre cidades inteligentes sejam feitas levando-se em consideração tópicos importantes no contexto de transição energética, como uso do espaço urbano e impactos sobre o bem-estar coletivo, mudanças climáticas, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e a economia circular. Com base nas ideias do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os itens subsequentes, relativos a propriedades linguísticas do texto CG1A1-I.","Texto CB1A1-I Em 2015, pesquisadores argentinos anunciaram a descoberta dos fósseis da maior criatura da Terra. Eles estimaram que o dinossauro tivesse 40 metros de comprimento e 20 metros de altura (quando esticava o pescoço). Com 77 toneladas, teria sido tão pesado quanto 14 elefantes africanos e teria tido sete toneladas a mais do que o recordista anterior, o argentinossauro, também localizado na Patagônia. Um mês após o anúncio dos argentinos, paleontólogos brasileiros apresentaram um fóssil resgatado em Presidente Prudente (SP), que afirmaram ser do maior dinossauro do país. O Austroposeidon magnificus, como o chamaram, tinha 25 metros de comprimento e viveu há 70 milhões de anos, segundo os estudiosos. E o Planalto Central abrigou gigantes como esses? Embora escavações nunca tenham sido feitas no Distrito Federal e no Entorno até então, especialistas detectaram indícios de esqueletos de animais extintos e de instrumentos usados por homens das cavernas na região. O ser humano não conviveu com os dinossauros em nenhuma parte do mundo. Os dinossauros foram extintos há milhões de anos, antes do surgimento da humanidade. Mas o primeiro registro da presença humana no Planalto Central coincide com a fase de extinção dos primeiros animais que habitaram a região, bichos grandes e ferozes, como o tigre-dentes-de-sabre. Os homens da caverna também tinham a companhia de outros animais enormes, como o megatério, uma espécie de preguiça, e o gliptodonte, um tatu gigante de até um metro de altura. Por uma faixa de terra onde hoje é a América Central, animais do norte chegaram ao sul. Entre eles, o mastodonte, os cães-urso e os ancestrais dos cavalos, todos antigos moradores do cerrado. Apesar da longa coexistência, não há nenhuma evidência confiável de que o homem tenha caçado os animais gigantes de forma sistemática no território nacional ou mesmo na América do Sul, ao contrário do que ocorreu na América do Norte, onde mamutes e mastodontes eram presas constantes das populações humanas. O desaparecimento da megafauna no território nacional provavelmente não teve relação direta com a chegada do ser humano, como algumas hipóteses para essa extinção sugerem. Os pesquisadores Mark Hubbe e Alex Hubbe acreditam que a extinção dos animais tenha sido desencadeada por uma mudança climática. Na teoria deles, as espécies da megafauna teriam se extinguido gradualmente a partir da última grande glaciação, no fim do período chamado Pleistoceno (há aproximadamente 12 mil anos). Os maiores não teriam vivido além de dez mil anos atrás, e os menores teriam avançado um pouco além da nova era, até quatro mil anos atrás. Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nCom relação aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens que se seguem.",", será igual a: 1,00 ponto, caso a resposta do candidato esteja em 1,00 ponto negativo, caso a resposta do candidato esteja em","Já dizia Machado de Assis que “De médico e louco todo mundo tem um pouco”. O ditado ficou famoso pelo livro O Alienista, de 1882, que faz um debate sobre a loucura. Uma frase parecida é da nordestina Nise da Silveira, grande admiradora do autor brasileiro: “Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas muito ajuizadas”. Nise Magalhães da Silveira ajudou a escrever e revolucionar a história da psiquiatria no Brasil e no mundo. Nascida no ano de 1905 em Maceió – AL, ela ficou conhecida por humanizar o tratamento psiquiátrico e era contrária às formas de tratamento agressivas usadas em sua época, como o eletrochoque. Inspirada em Carl Jung, um dos pais da psiquiatria, Nise foi uma das primeiras mulheres a se formar em medicina no Brasil. Em meados de 1940, ela foi pioneira na terapia ocupacional, método que utiliza atividades recreativas no tratamento de distúrbios psíquicos. A alagoana se destacou por usar a arte como uma forma de expressão e de dar voz aos conflitos internos vivenciados principalmente pelos esquizofrênicos. Em 1956, Nise fundou a Casa das Palmeiras, um passo na direção da luta contra os hospícios, que chegaria a seu ápice com a Lei Antimanicomial, de 2001. A partir do esforço da psiquiatra e de seus pacientes, foi criado o Museu do Inconsciente, aberto até hoje no Rio de Janeiro junto ao Instituto Municipal Nise da Silveira, atual nome do Centro Psiquiátrico de Engenho de Dentro, onde a médica construiu seu projeto. Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens subsequentes.","A atividade política, para os antigos, estava associada à prática das virtudes e à busca por uma ordem moral duradoura. A corrupção, por sua vez, era identificada com vícios como a ambição, a ganância pelo poder, a covardia etc., ou seja, tudo aquilo que causa caos social, desordem e violência. Essa noção de corrupção associada ao desvirtuamento e à falta de cuidado com o bem comum atravessaria a Idade Média e chegaria até o início da modernidade com os teóricos políticos do Renascimento. Contudo, com a ampliação das relações comerciais decorrentes das grandes navegações, o crescimento urbano, o advento da indústria, a ascensão da burguesia como classe política — por meio de revoluções como a inglesa (1640-1668) e a francesa (1789-1799) —, o sistema político começou a ser pensado de forma diferente. A concepção antiga das virtudes como guias da política não funcionava mais na modernidade. Era necessária uma concepção de política que levasse em conta os interesses individuais e as ambições, que faziam parte do mundo moderno. Mas como fazer isso sem deixar que tais interesses e ambições degenerassem o sistema político? Montesquieu foi quem ofereceu o melhor modelo, que, em grande parte, ainda se faz presente até hoje nos regimes democráticos. Segundo Montesquieu, para que os interesses pessoais dos governantes não triunfassem sobre o bem público e para que o corpo político não se corrompesse, seriam necessárias as leis positivas, isto é, um conjunto de medidas jurídicas que se ajustassem à realidade dos interesses de determinada sociedade e impusesse controle sobre ela, sendo capaz de intermediar os homens e suas necessidades. Esse modelo foi seguido pelas democracias liberais do século XIX. No entanto, desde a transição do século XIX para o século XXI, o mundo ficou cada vez mais integrado, tanto econômica quanto politicamente, sobretudo após as guerras mundiais. Essa integração, apesar de ter trazido inúmeros benefícios, também trouxe grandes dificuldades. Julgue os itens que se seguem, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto anterior.","Texto CB1A2-I O uso da palavra está, necessariamente, ligado à questão da eficácia. Visando a uma multidão indistinta, a um grupo definido ou a um auditório privilegiado, o discurso procura sempre produzir um impacto sobre seu público. Esforça-se, frequentemente, para fazê-lo aderir a uma tese: ele tem, então, uma visada argumentativa. Mas o discurso também pode, mais modestamente, procurar modificar a orientação dos modos de ver e de sentir: nesse caso, ele tem uma dimensão argumentativa. Como o uso da palavra se dota do poder de influenciar seu auditório? Por quais meios verbais, por quais estratégias programadas ou espontâneas ele assegura a sua força? Essas questões, das quais se percebe facilmente a importância na prática social, estão no centro de uma disciplina cujas raízes remontam à Antiguidade: a retórica. Para os antigos, a retórica era uma teoria da fala eficaz e também uma aprendizagem ao longo da qual os homens da cidade se iniciavam na arte de persuadir. Com o passar do tempo, entretanto, ela tornou-se, progressivamente, uma arte do bem dizer, reduzindo-se a um arsenal de figuras. Voltada para os ornamentos do discurso, a retórica chegou a se esquecer de sua vocação primeira: imprimir ao verbo a capacidade de provocar a convicção. É a esse objetivo que retornam, atualmente, as reflexões que se desenvolvem na era da democracia e da comunicação. Julgue os itens a seguir, com base nas ideias do texto CB1A2-I.\n\n\n\nJulgue os itens subsequentes, relativos aos aspectos linguísticos do texto CB1A2-I.","Texto CB1A2-II A pseudociência difere da ciência errônea. A ciência prospera com seus erros, eliminando-os um a um. Conclusões falsas são tiradas todo o tempo, mas elas constituem tentativas. As hipóteses são formuladas de modo a poderem ser refutadas. Uma sequência de hipóteses alternativas é confrontada com os experimentos e a observação. A ciência tateia e cambaleia em busca de melhor compreensão. Alguns sentimentos de propriedade individual são certamente ofendidos quando uma hipótese científica não é aprovada, mas essas refutações são reconhecidas como centrais para o empreendimento científico. A pseudociência é exatamente o oposto. As hipóteses são formuladas de modo a se tornar invulneráveis a qualquer experimento que ofereça uma perspectiva de refutação, para que em princípio não possam ser invalidadas. Talvez a distinção mais clara entre a ciência e a pseudociência seja o fato de que a primeira sabe avaliar com mais perspicácia as imperfeições e a falibilidade humanas do que a segunda. Se nos recusamos radicalmente a reconhecer em que pontos somos propensos a cair em erro, podemos ter quase certeza de que o erro nos acompanhará para sempre. Mas, se somos capazes de uma pequena autoavaliação corajosa, quaisquer que sejam as reflexões tristes que isso possa provocar, as nossas chances melhoram muito. Considerando as ideias do texto CB1A2-II, julgue os itens seguintes.\n\n\n\nA respeito dos aspectos linguísticos do texto CB1A2-II, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1-I um sujeito discrimina ou exclui outro, a partir de concepções equivocadas, oriundas de hábitos, costumes, sentimentos ou a pessoa e o ato que ela executa. Isso quer dizer que, se houver uma ideia favorável de uma pessoa, tudo o que ela fizer ou errado, falso ou impreciso. Inversamente, se houver uma ideia desfavorável sobre alguém, tudo o que essa pessoa disser ou comporte corretamente. A ideia favorável ou desfavorável sobre a pessoa vem caso do comportamento preconceituoso, o julgamento sobre a pessoa ou seus atos. O preconceito, portanto, pode ser positivo características consideradas positivas da pessoa se estendem para seus atos, ou vice-versa, mesmo quando não são corretos. sociedade (ou pelo menos não provoca reações). O que incomoda é o preconceito negativo, acompanhado de reação Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens subsequentes.\n\n\n\nJulgue os próximos itens, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.","Quando se fala em palhaço, duas imagens costumam vir logo à cabeça. Palhaço, infelizmente, é aquele de quem muitos têm medo. Ele pega alguém da plateia para ridicularizar, faz grosserias, piadas inconvenientes. Crianças têm medo de palhaços. Filmes de terror exploram impiedosamente nossas fantasias infantis sobre tal figura. Esses palhaços malvados existem em nosso imaginário e, felizmente, são a minoria na realidade. Neste exato instante em que você lê estas palavras, milhares de palhaços em todo o mundo estão em hospitais, campos de batalha, campos de refugiados, escutando pessoas, relacionando-se verdadeiramente com elas, buscando, por meio do afeto e do humor, amenizar a dor daqueles que estão passando por situações trágicas e delicadas. Dessa imagem inferimos por que a comédia é uma espécie de tratamento para a tragédia. Um tratamento que não nega nem destitui a existência do pior, mas que faz com ele uma espécie de inversão de sentido. Assim, introduzimos que o horizonte do que o palhaço escuta é a tragédia da vida, a sua realidade mais extensa de miséria e impotência, de pequenez e arrogância, de pobreza e desencontro, que se mostra como uma repetição insensata sempre. O palhaço é um realista, mas não um pessimista. Ele mostra a realidade exagerando as deformações que criamos sobre ela. Primeira lição a tirar disso para a arte da escuta: escutar o outro é escutar o que realmente ele diz, e não o que a gente ou ele mesmo gostaria de ouvir. Escutar o que realmente alguém sente ou expressa, e não o que seria mais agradável, adequado ou confortável sentir. Escutar o que realmente está sendo dito e pensado, e não o que nós ou ele deveríamos pensar e dizer. Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","aperfeiçoado pelos avanços científicos e tecnológicos que, por sua vez, proporcionaram a reestruturação da produção e a transformando o empregado em simples mercadoria inserta no processo de produção. Nesse contexto, o trabalhador se vê dignidade: o trabalho. A luta dos trabalhadores, portanto, não é mais apenas por condições melhores de subsistência, mas Em face desse cenário, a opinião pública passa a questionar o papel do Estado e das instituições dominantes, no da atividade econômica. A sociedade requer das organizações uma nova configuração da atividade econômica, pautada na ambiente, a fim de minimizar problemas sociais como concentração de renda, precarização das relações de trabalho agravados, entre outros motivos, por propostas que concebem um Estado que seja parco em prestações sociais e no qual a existência, só recorrendo ao Poder Público subsidiariamente, na impossibilidade de autossatisfação de suas necessidades. Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens que se seguem.","No que se refere às estruturas linguísticas do texto CB1A1AAA, julgue os itens seguintes.","Texto CB1A1BBB suicidou-se em seguida é um sintoma da revivescência de um sentimento que parecia ter morrido no coração dos homens: senhores parece que não sabem o que é a vontade dos outros. Eles se julgam com o direito de impor o seu amor ou o seu diferentes dos ladrões à mão armada; mas o certo é que estes não nos arrebatam senão o dinheiro, enquanto esses tais noivos ente, de pistola na mão. O ladrão ainda nos deixa com vida, se lhe passamos o dinheiro; os tais passionais, porém, matam logo. Nós já tínhamos os maridos que matavam as esposas De resto, semelhantes cidadãos são idiotas. É de se supor que quem quer casar deseje que a sua futura mulher venha para o boa-vontade, sem coação de espécie alguma, com ardor até, com ânsia e grandes desejos; como é então que se castigam as coisa equivalente? Todas as considerações que se possam fazer tendentes domínio outro que não aquele que venha da afeição não devem ser desprezadas. Esse obsoleto domínio à valentona, do homem Todos os experimentadores e observadores dos fatos morais têm mostrado a insanidade de generalizar a eternidade nas leis ou a cano de revólver é um absurdo tão grande como querer impedir que o Sol varie a hora do seu matem, pelo amor de Deus. Com relação aos sentidos e aos aspectos gramaticais do texto CB1A1BBB, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1BBB sempre vi a alfabetização de adultos como um ato político e um ato de conhecimento, por isso mesmo, como um ato criador. memorização mecânica dos ba-be-bi-bo-bu, dos la-le-li-lo-lu. Daí que também não pudesse reduzir a alfabetização ao ensino processo o alfabetizador fosse “enchendo” com suas palavras as cabeças supostamente “vazias” dos alfabetizandos. Pelo processo da alfabetização tem, no alfabetizando, o seu sujeito. O fato de ele necessitar da ajuda do educador, como ocorre em educador anular a sua criatividade e a sua responsabilidade na construção de sua linguagem escrita e na leitura desta Na verdade, tanto o alfabetizador quanto o alfabetizando, ao pegarem, por exemplo, um objeto, como faço percebem o objeto sentido e são capazes de expressar verbalmente o objeto sentido e percebido. Como eu, o dizer caneta. Eu, porém, sou capaz de não apenas sentir a caneta, de perceber a caneta, de dizer caneta, mas também de alfabetização é a criação ou a montagem da expressão escrita da expressão oral. Esta montagem não pode ser feita pelo momento de sua tarefa criadora. Creio desnecessário me alongar mais, aqui e agora, a propósito da complexidade desse processo. A um ponto, porém, referido várias vezes neste texto, gostaria de voltar, ler e, consequentemente, para a proposta de alfabetização a que me consagrei. Refiro-me a que a leitura do mundo precede continuidade da leitura daquele. Na proposta a que me referi acima, este movimento do mundo à palavra e da palavra ao flui do mundo mesmo através da leitura que dele fazemos. De alguma maneira, porém, podemos ir mais longe e dizer do mundo, mas por uma certa forma de “escrevê-lo” ou de “reescrevê-lo”, quer dizer, de transformá-lo através de nossa Esse movimento dinâmico é um dos aspectos centrais, para mim, do processo de alfabetização. Daí que sempre tenha da alfabetização deveriam vir do universo vocabular dos grupos populares, expressando a sua real linguagem, os seus sonhos. Deveriam vir carregadas da significação de sua experiência existencial e não da experiência do educador. assim as palavras do povo, grávidas de mundo. Elas nos vinham através da leitura do mundo que os grupos populares e chamo de codificações, que são representações da realidade. Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto CB1A1BBB, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nConsiderando os aspectos gramaticais do texto CB1A1BBB, julgue os itens seguintes.","objetivas. Texto CB1A1AAA Da pedagogia tradicional à pedagogia nova pela passagem da pedagogia tradicional para a pedagogia nova. A pedagogia tradicional, portadora dos costumes dos séculos conservadora, prescritiva e ritualizada, e como uma forma que respeita e perpetua o método de ensino do século XVII. século XIX, no período dito de “ensino mútuo”, que corresponde à Revolução Industrial. preocupação com a eficiência sempre maior, inspirada no modelo econômico dominante, e pelo impulso da educação implicando uma organização global extremadamente detalhada. Entretanto, no início do século XX, a pedagogia se constitui como oposição estreita à tradição: concentração da atenção na criança, suas afinidades e seus campos de interesse; a uma pedagogia tradicionalmente centrada no mestre e nos conteúdos a transmitir. Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA, julgue os seguintes itens.","Texto CB1A1AAA cultura. Quais são as condições de preservação, de apropriação da cultura, e de reflexão crítica sobre ela? Mesmo um para mostrar a precariedade dessas condições. O ritmo do tempo histórico é marcado pelo círculo produção e consumo, culturais”. Os fatores de desagregação cultural incluem o imediatismo e o caráter efêmero e disperso dos interesses que distorção da informação, a mercantilização extremada dos meios de comunicação. intensamente submetidos a mecanismos industriais, sem que se assuma qualquer medida no sentido de garantir acesso instância em que se pode resistir, de alguma maneira e por algum tempo, a esse processo, sendo a instituição em que a sem os critérios de utilidade e oportunidade socialmente introjetados a partir da mídia. determinações pragmáticas e economicistas, é necessário um espaço público de preservação, de apropriação e de reflexão. a critérios da expectativa de retorno de investimento. Por isso, a universidade, como instituição pública, pode assumir a princípio, se revestem os bens de cultura historicamente legados ao presente. relação intrínseca com a cultura, que permite que o acesso não seja filtrado por mecanismos de outras instâncias da vida na instituição pública pode-se articular em algum grau — que garante o conhecimento, a apropriação intelectual, a reflexão, De acordo com as ideias do texto CB1A1AAA,\n\n\n\nJulgue os próximos itens, referentes a aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA e à sua tipologia.","Com relação a aspectos linguísticos do texto, julgue os próximos itens.","Acerca dos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","A respeito das estruturas linguísticas do texto precedente, julgue os itens subsequentes."],"questions":[{"id":"0ebcb287c543","number":8,"stem":0,"statement":"A correção gramatical e a coerência das ideias do texto seriam mantidas caso se substituísse o vocábulo “que” (primeiro período do primeiro parágrafo) por onde se.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_RS_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O antecedente é um mundo, que é lugar, de modo que onde pode substituir o relativo que. Como o que original é sujeito de corre, a substituição exige repor um sujeito: o se de onde se corre contra o relógio indetermina esse sujeito e mantém a frase correta e coerente. É por isso que o item propõe onde se, e não apenas onde.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"relativo sujeito trocado por onde mais se indeterminador","citation":null,"trap_note":"Quando a proposta de troca vier acompanhada de um se, pergunte o que esse se faz ali: em geral ele existe para ocupar a função sintática que o relativo substituído deixaria vaga."}},{"id":"ec9f02b154a3","number":12,"stem":1,"statement":"A correção gramatical do primeiro período do quarto parágrafo seria prejudicada caso se suprimisse o trecho “é o que”, em razão das alterações nas relações sintáticas entre as orações e os termos das orações do período em questão.","answer":"E","source":{"slug":"MP_CE_25_SERVIDOR","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"É o que é estrutura de realce: cultivar relacionamentos recíprocos é o que traz mais felicidade equivale, sem ela, a cultivar relacionamentos recíprocos traz mais felicidade. Suprimi-la devolve o período à ordem direta, com a oração reduzida de infinitivo como sujeito de traz. Perde-se a ênfase, não a correção.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"seria prejudicada caso se suprimisse o trecho “é o que”","corrected_statement":"A correção gramatical do primeiro período do quarto parágrafo seria mantida caso se suprimisse o trecho “é o que”, embora o período perdesse o realce do termo destacado.","concept":"estrutura de realce é… que é suprimível","citation":null,"trap_note":"Teste toda construção de realce apagando-a: se sobra um período completo e correto, a construção era expletiva, e o item que afirmar prejuízo à correção está errado."}},{"id":"e180bbb5076c","number":14,"stem":2,"statement":"A expressão “pelo qual” (primeiro período do terceiro parágrafo) poderia ser substituída por onde, sem alteração do sentido do texto ou prejuízo de sua correção gramatical.","answer":"E","source":{"slug":"CAU_MG_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Pelo qual é por mais o qual e exprime meio: era por meio daquele enquadramento que se promovia a casa como lugar privilegiado. Onde equivale a em que e exprime lugar, e o antecedente — um enquadramento de ordem do sistema de higiene — não é lugar. A troca alteraria a preposição regida e, com ela, a relação de sentido.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"poderia ser substituída por onde, sem alteração do sentido do texto ou prejuízo de sua correção gramatical","corrected_statement":"A expressão “pelo qual” (primeiro período do terceiro parágrafo) não poderia ser substituída por onde, sob pena de alteração do sentido do texto e de prejuízo de sua correção gramatical.","concept":"a preposição do relativo carrega a relação: por (meio) × em (lugar)","citation":null,"trap_note":"Relativo regido de preposição só troca por forma que mantenha a mesma preposição. Onde substitui em que, no qual, na qual — nunca pelo qual, do qual ou ao qual."}},{"id":"925aa24f8fef","number":14,"stem":1,"statement":"A substituição da expressão “em que” (primeiro período do último parágrafo) por onde manteria a correção gramatical e a coerência textual.","answer":"E","source":{"slug":"MP_CE_25_SERVIDOR","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O antecedente de em que é o momento — a partir do momento em que as necessidades básicas estão garantidas —, e momento é tempo, não lugar. Onde equivale a em que apenas quando o antecedente designa lugar; com antecedente temporal, a troca produz incorreção. Em que é a forma neutra e serve para os dois casos, o que faz a proposta parecer inofensiva.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"por onde manteria a correção gramatical e a coerência textual","corrected_statement":"A substituição da expressão “em que” (primeiro período do último parágrafo) por onde prejudicaria a correção gramatical e a coerência textual.","concept":"onde exige antecedente de lugar; tempo pede em que","citation":null,"trap_note":"Em que serve para tempo, lugar e coisa; onde só serve para lugar. Todo item que troca em que por onde se decide perguntando se o antecedente é um lugar."}},{"id":"a0e4cea3cb61","number":17,"stem":3,"statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, o vocábulo “que” é um pronome cujo referente é a palavra “rentabilidade”.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Quem privilegia centros urbanos e regiões de maior poder aquisitivo é a lógica de expansão do setor, não a rentabilidade: o trecho entre travessões, fortemente orientada pela rentabilidade, é aposto intercalado que apenas caracteriza essa lógica. A rentabilidade é aquilo que orienta a lógica, e não aquilo que privilegia regiões.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"cujo referente é a palavra “rentabilidade”","corrected_statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, o vocábulo “que” é um pronome cujo referente é a lógica de expansão do setor de telecomunicações.","concept":"relativo depois de aposto intercalado retoma o núcleo","citation":null,"trap_note":"Havendo travessões ou vírgulas de aposto entre o antecedente e o relativo, feche o aposto com o dedo e releia a frase sem ele: o antecedente aparece sozinho."}},{"id":"d3e80aa7081d","number":18,"stem":4,"statement":"Nas orações “que se faz da mente de um príncipe” (segundo período) e “que comete” (último período), o vocábulo “que” desempenha a função sintática de sujeito.","answer":"E","source":{"slug":"STM_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Em o primeiro juízo que se faz da mente de um príncipe, o se é apassivador e o relativo é sujeito paciente: o juízo é feito. Já em o primeiro erro que comete, quem comete é o príncipe, sujeito oculto, e o relativo preenche o objeto direto do verbo — comete o erro. A função de sujeito vale só para a primeira ocorrência.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"o vocábulo “que” desempenha a função sintática de sujeito","corrected_statement":"Nas orações “que se faz da mente de um príncipe” (segundo período) e “que comete” (último período), o vocábulo “que” desempenha, respectivamente, as funções sintáticas de sujeito e de objeto direto.","concept":"função do relativo: sujeito × objeto direto","citation":null,"trap_note":"Desfaça a adjetiva pondo o antecedente no lugar do que e veja o que falta: se o verbo fica sem quem pratica, o relativo é sujeito; se fica sem o que sofre a ação, é objeto direto."}},{"id":"bc87804834ca","number":6,"stem":5,"statement":"No último período do texto, o vocábulo “onde” indica o lugar ou contexto em que também ocorre “o modelo obrigatório” a que se refere o autor no período imediatamente anterior.","answer":"C","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em isso ocorre mesmo onde as instituições democráticas pretendem assentar a sociedade em normas antiparticularistas, o isso retoma o modelo obrigatório de composição social apresentado no período anterior, e o onde indica o âmbito em que esse modelo se verifica. O relativo onde admite, além do lugar físico, o domínio ou contexto em que algo ocorre — e é esse o emprego do texto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"onde com valor de âmbito ou contexto","citation":null,"trap_note":"Onde não precisa nomear lugar geográfico: vale para o domínio institucional ou o contexto. O que ele nunca aceita é antecedente de tempo."}},{"id":"3d88e205c59a","number":7,"stem":6,"statement":"Nos segmentos “trabalhos que vão se beneficiar da tecnologia” (último período do primeiro parágrafo) e “Para avaliar se o impacto da IA será bom ou ruim” (primeiro período do segundo parágrafo), o vocábulo “se” desempenha a mesma função.","answer":"E","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em vão se beneficiar da tecnologia, beneficiar-se é verbo pronominal: o se integra o verbo, e o sujeito — os trabalhos — está expresso. Em Para avaliar se o impacto da IA será bom ou ruim, o se não é pronome: é conjunção integrante que abre uma interrogativa indireta e completa o sentido de avaliar, de modo que a oração inteira caberia atrás de um isso. Pronome e conjunção não desempenham a mesma função.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"o vocábulo “se” desempenha a mesma função","corrected_statement":"Nos segmentos “trabalhos que vão se beneficiar da tecnologia” (último período do primeiro parágrafo) e “Para avaliar se o impacto da IA será bom ou ruim” (primeiro período do segundo parágrafo), o vocábulo “se” desempenha funções distintas.","concept":"se pronominal × se conjunção integrante","citation":null,"trap_note":"Primeiro decida se o se é pronome ou conjunção: pronome fica preso a um verbo, antes ou depois dele; conjunção abre uma oração inteira, que cabe atrás de um isso."}},{"id":"faea6577efb6","number":9,"stem":7,"statement":"No trecho “único lugar em que as palavras faladas podem existir” (penúltimo período do terceiro parágrafo), a substituição de “em que” por onde não prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"MP_GO_24_SERVIDOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Onde equivale a em que e só é correto quando o antecedente designa lugar. Aqui o antecedente é único lugar, de modo que a troca preserva regência e sentido, e o relativo continua exercendo a função de adjunto adverbial de lugar dentro da oração.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"onde = em que com antecedente de lugar","citation":null,"trap_note":"Em que é sempre possível; onde é o caso particular em que o antecedente é lugar. A troca no sentido inverso — de onde para em que — nunca erra."}},{"id":"f93b12771ef1","number":10,"stem":8,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, o vocábulo “que”, em “que pode ou não resultar em práticas discriminatórias”, retoma “O preconceito racial”.","answer":"E","source":{"slug":"CAMARA_MUNICIPAL_MACEIO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período encadeia relativas presas ao mesmo núcleo: o preconceito racial é o juízo que se baseia em estereótipos e que pode ou não resultar em práticas discriminatórias. Quem pode resultar em práticas discriminatórias é o juízo, antecedente das duas relativas coordenadas pelo e. O item oferece o sujeito do período, que é o termo mais saliente, mas não o antecedente do relativo.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"retoma “O preconceito racial”","corrected_statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, o vocábulo “que”, em “que pode ou não resultar em práticas discriminatórias”, retoma “o juízo”.","concept":"antecedente de relativas coordenadas","citation":null,"trap_note":"Quando duas orações relativas se ligam por e, ambas dependem do mesmo antecedente — e esse antecedente é o núcleo do sintagma à esquerda da primeira, não o sujeito do período."}},{"id":"76f9f2cb9d11","number":10,"stem":9,"statement":"Estariam preservadas a correção gramatical e a coerência do texto caso se suprimisse, no quarto período do primeiro parágrafo, o vocábulo “que” em “que se aproxima cada vez mais de um ponto de não retorno”.","answer":"C","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"As duas adjetivas são coordenadas e dependem do mesmo antecedente, um delicado equilíbrio: que afeta os níveis local, regional e global e que se aproxima de um ponto de não retorno. Em coordenação, o segundo relativo pode ser omitido, porque o primeiro já introduziu a oração, o antecedente é o mesmo e a função é a mesma — resta afeta os níveis e se aproxima. Nada se perde em correção ou coerência.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"relativo repetido em coordenação é dispensável","citation":null,"trap_note":"A supressão só funciona quando o segundo relativo tem o mesmo antecedente e a mesma função do primeiro. Se um fosse sujeito e o outro objeto, a omissão quebraria a frase."}},{"id":"89c53bbf34fd","number":11,"stem":10,"statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, o vocábulo “se” exerce a função de pronome reflexivo.","answer":"E","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período é A ideia do consumo compartilhado dirige-se aos bens de consumo de maior ociosidade. Reflexivo exige que o sujeito pratique a ação sobre si mesmo, e uma ideia não se dirige a si própria: aqui dirigir-se a significa destinar-se a, verbo pronominal cujo complemento vem regido de preposição. Como o verbo é transitivo indireto, também estão descartados o apassivador e, porque o sujeito está expresso, o índice de indeterminação — resta o se como parte integrante do verbo.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"exerce a função de pronome reflexivo","corrected_statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, o vocábulo “se” é parte integrante do verbo pronominal dirigir-se.","concept":"Pronome reflexivo × parte integrante do verbo pronominal","citation":null,"trap_note":"Reflexivo se prova com a si mesmo: se a paráfrase for absurda, o se não é reflexivo. E complemento com preposição fecha a porta do apassivador, porque não há objeto direto para virar sujeito."}},{"id":"1c616ff6c8ce","number":12,"stem":9,"statement":"No segmento “as raízes das árvores e demais plantas absorvem a água, que satura a superfície das folhas” (segundo período do segundo parágrafo), o vocábulo “que” tem como referente a expressão “a água”, que funciona como sujeito da oração expressa pela forma verbal “satura”.","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O referente está certo, mas a função não: quem é sujeito de satura é o próprio pronome relativo que, e a água exerce, na oração anterior, a função de objeto direto de absorvem. Um mesmo termo não acumula as duas posições — o relativo existe justamente para ocupar, dentro da adjetiva, a função que o antecedente não exerce ali. O item acerta a retomada e mente na segunda metade.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"que funciona como sujeito da oração expressa pela forma verbal “satura”","corrected_statement":"No segmento “as raízes das árvores e demais plantas absorvem a água, que satura a superfície das folhas” (segundo período do segundo parágrafo), o vocábulo “que” tem como referente a expressão “a água” e funciona como sujeito da oração expressa pela forma verbal “satura”.","concept":"antecedente × função sintática do relativo","citation":null,"trap_note":"Depois de conferir o antecedente, leia o resto do enunciado: boa parte dos itens acerta a retomada e erra a função. Quem exerce função dentro da adjetiva é sempre o relativo, não o antecedente."}},{"id":"2a9da2cc423b","number":12,"stem":11,"statement":"No segundo parágrafo, o referente do termo “cuja” é “a educação”.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho diz que a educação passou a ser uma atividade paralela, cuja finalidade seria a de auxiliar os objetivos técnicos dos programas. Uma atividade paralela é predicativo do sujeito a educação: os dois sintagmas designam a mesma coisa, e a finalidade de que se fala é a da educação. Identificar o referente como a educação é, portanto, exato.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"predicativo e sujeito são correferentes","citation":null,"trap_note":"Quando o sintagma à esquerda de cujo for predicativo de um sujeito, referente e predicativo apontam para a mesma entidade — as duas leituras não se contradizem."}},{"id":"47d3876b0c26","number":12,"stem":12,"statement":"No quinto parágrafo, classifica-se como pronome relativo o vocábulo “que” em “Explicou que aprendera aquilo” (segundo período) e “ouvir uma voz que vinha lá de dentro” (terceiro período).","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em ouvir uma voz que vinha lá de dentro, o que retoma uma voz e é sujeito de vinha: pronome relativo. Já em Explicou que aprendera aquilo, o que não retoma nome algum e introduz a oração que completa o sentido de explicou — explicou isso —, sendo conjunção integrante. A classificação proposta só vale para uma das duas ocorrências.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"classifica-se como pronome relativo o vocábulo “que” em “Explicou que aprendera aquilo” (segundo período)","corrected_statement":"No quinto parágrafo, classifica-se como conjunção integrante o vocábulo “que” em “Explicou que aprendera aquilo” (segundo período) e como pronome relativo em “ouvir uma voz que vinha lá de dentro” (terceiro período).","concept":"relativo × conjunção integrante","citation":null,"trap_note":"Antes da nomenclatura, procure o antecedente. Se não há nome retomado e a oração inteira cabe atrás de um verbo que pede complemento, o que é conjunção."}},{"id":"c174c1ebad2f","number":14,"stem":13,"statement":"No último período do texto, o referente do vocábulo “cujas” é “chamadas”.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em mensagens de forte apelo visual cujas chamadas são tão inacreditáveis, chamadas é o termo possuído — é com ele que cujas concorda — e o antecedente é mensagens, o possuidor que está à esquerda. O item troca justamente esses dois papéis, aproveitando a concordância para tornar a confusão plausível.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"o referente do vocábulo “cujas” é “chamadas”","corrected_statement":"No último período do texto, o referente do vocábulo “cujas” é “mensagens”.","concept":"cujo: possuidor à esquerda, possuído à direita","citation":null,"trap_note":"Leia cujo como do qual: as mensagens, das quais as chamadas são inacreditáveis. O termo que sobra depois de do qual é o antecedente."}},{"id":"f22f88caf5ce","number":17,"stem":14,"statement":"A coerência e a correção gramatical do texto seriam preservadas caso a oração “onde a maioria da população era negra” (primeiro parágrafo) fosse reescrita da seguinte forma: cuja população era majoritariamente negra.","answer":"C","source":{"slug":"FNDE_24_PSS","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Onde e cujo podem alternar quando o antecedente é ao mesmo tempo lugar e possuidor: o condado onde a maioria da população era negra é o condado cuja população era majoritariamente negra. Na reescrita, cuja concorda com população, o termo possuído, e o antecedente continua sendo o lugar mencionado antes. Não há prejuízo de correção nem de coerência.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"onde × cujo com antecedente locativo","citation":null,"trap_note":"Reescrita com cujo só funciona se houver relação de posse entre o antecedente e o substantivo seguinte — e cujo nunca admite artigo depois de si."}},{"id":"59980f56a5ca","number":23,"stem":15,"statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, o termo “que” exerce a mesma função sintática em suas duas ocorrências.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em Quais são os atores sociais que mais partilham o poder e que interesses estão em jogo?, o primeiro que é pronome relativo e sujeito de partilham, retomando atores sociais. O segundo é pronome interrogativo, determina o substantivo interesses e não retoma nada, funcionando como adjunto adnominal dentro da segunda pergunta. Mesma palavra, classes e funções diferentes.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"exerce a mesma função sintática em suas duas ocorrências","corrected_statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, o termo “que” exerce funções sintáticas distintas em suas duas ocorrências.","concept":"que relativo × que interrogativo","citation":null,"trap_note":"Que seguido imediatamente de substantivo, em frase interrogativa, é interrogativo e não relativo: ele pergunta qual, não retoma ninguém."}},{"id":"2835620db669","number":29,"stem":16,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical do texto, as palavras “é” e “que”, presentes no segundo período do segundo parágrafo, poderiam ser suprimidas.","answer":"E","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período é Na verdade, é para interagir que nos comunicamos, falamos e escrevemos, e a moldura é… que é de fato realce: o é não é o verbo da oração e o que não retoma nada. Mas, apagada a moldura, para interagir deixa de estar encaixado nela e passa a ser oração subordinada adverbial final anteposta à principal, posição que exige vírgula. A supressão só preserva a correção acompanhada desse ajuste, e o item promete mantê-la sem ajuste nenhum.","distortion_type":"excecao_omitida","distorted_span":"Sem prejuízo da correção gramatical do texto","corrected_statement":"Desde que fosse inserida uma vírgula imediatamente após “interagir”, as palavras “é” e “que”, presentes no segundo período do segundo parágrafo, poderiam ser suprimidas sem prejuízo da correção gramatical do texto.","concept":"Supressão do realce é… que e a vírgula da adverbial anteposta","citation":null,"trap_note":"Quando o item propuser apagar é e que, não pare em confirmar que a moldura é expletiva: escreva a frase resultante e pontue-a. Se o termo realçado vira adverbial anteposta, falta uma vírgula, e o item que não a pedir está errado."}},{"id":"5af7f7f60bf1","number":41,"stem":17,"statement":"Um gerente eficaz é capaz de estimular o conflito construtivo em situações nas quais a satisfação com o status quo iniba a mudança e o desenvolvimento necessários.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_AC_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Nem todo conflito é disfuncional: o conflito funcional, ou construtivo, melhora o desempenho do grupo porque obriga ao exame de alternativas e rompe a acomodação. Por isso a literatura de gestão recomenda estimulá-lo exatamente quando a satisfação com o status quo trava a mudança, e reduzi-lo quando o nível de conflito já é alto. O item descreve essa situação típica de estímulo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"conflito funcional × disfuncional","citation":null,"trap_note":"Item de conflito organizacional que mande simplesmente eliminar o conflito costuma estar errado; item que condicione o estímulo a um cenário de acomodação costuma estar certo."}},{"id":"2554992dd92c","number":8,"stem":18,"statement":"No trecho ‘se os povos aborígenes tentam submeter os europeus a suas leis e costumes ou defender os territórios que durante milhares de anos tinham erroneamente pensado serem seus’ (segundo parágrafo), o vocábulo ‘que’ remete a ‘povos aborígenes’.","answer":"E","source":{"slug":"TJ_ES_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O relativo prende-se ao sintagma imediatamente à esquerda, os territórios, e ocupa dentro da oração a posição daquilo que foi pensado: durante milhares de anos tinham pensado que os territórios eram seus. Os povos aborígenes são o sujeito de tinham pensado, já expresso na oração; sujeito e termo retomado pelo relativo não se confundem.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"o vocábulo ‘que’ remete a ‘povos aborígenes’","corrected_statement":"No trecho ‘se os povos aborígenes tentam submeter os europeus a suas leis e costumes ou defender os territórios que durante milhares de anos tinham erroneamente pensado serem seus’ (segundo parágrafo), o vocábulo ‘que’ remete a ‘os territórios’.","concept":"antecedente do relativo × sujeito da oração","citation":null,"trap_note":"Sujeito já expresso não é retomado por relativo dentro da mesma oração. Desfaça a adjetiva repondo o antecedente no lugar do que: a frase resultante mostra qual sintagma cabe ali."}},{"id":"8937283271c5","number":13,"stem":19,"statement":"No início do quarto parágrafo, o trecho “Questionado se haverá redução no preço da gasolina” expressa uma condição imposta pela imprensa ao presidente da PETROBRAS.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NM","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O se aí introduz o conteúdo da pergunta feita ao presidente: questionado sobre isso, sobre se haveria ou não redução. É conjunção integrante, e a oração que ela abre completa o sentido do particípio questionado — trata-se de interrogativa indireta, não de condição. A leitura condicional exigiria caso haja redução, que não cabe no período.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"expressa uma condição imposta pela imprensa ao presidente da PETROBRAS","corrected_statement":"No início do quarto parágrafo, o trecho “Questionado se haverá redução no preço da gasolina” expressa o conteúdo da pergunta dirigida pela imprensa ao presidente da PETROBRAS.","concept":"se integrante depois de verbos de perguntar × se condicional","citation":null,"trap_note":"Depois de perguntar, questionar, indagar, verificar, saber e avaliar, o se é sempre integrante. A condição aparece ligada a uma oração principal de verbo pleno e admite a troca por caso."}},{"id":"308ce3857373","number":14,"stem":20,"statement":"No último período do segundo parágrafo, o vocábulo “se” classifica-se como pronome, em todas as suas ocorrências.","answer":"E","source":{"slug":"CAU_BR_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"No período citado, o se abre hipóteses sucessivas — se fosse capaz de pensar, se conseguisse ser criativa, se fosse capaz de imitar, se lhe faltasse compreensão —, e nessas ocorrências é conjunção subordinativa condicional, substituível por caso. Só em se não se importasse o segundo se é pronome, parte integrante do verbo importar-se. Uma única ocorrência conjuncional já derruba o em todas.","distortion_type":"generalizacao","distorted_span":"classifica-se como pronome, em todas as suas ocorrências","corrected_statement":"No último período do segundo parágrafo, o vocábulo “se” classifica-se como conjunção subordinativa condicional na maior parte de suas ocorrências.","concept":"se condicional × se pronominal","citation":null,"trap_note":"Item que classifica todas as ocorrências de uma palavra se resolve procurando a exceção, não confirmando a regra. Um contraexemplo decide sozinho."}},{"id":"84b162dcc2f0","number":15,"stem":21,"statement":"No segundo período do quinto parágrafo, o vocábulo “que” retoma “Dom Pedro”.","answer":"E","source":{"slug":"CNMP_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O relativo está em no breve período de seis dias em que acumulou a coroa de ambos os países: ele retoma o breve período de seis dias, sintagma de tempo que o antecede, e funciona como adjunto adverbial dentro da adjetiva. Dom Pedro é o sujeito oculto de acumulou — quem acumulou as coroas —, e sujeito da oração não é o termo retomado pelo relativo que a introduz.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"o vocábulo “que” retoma “Dom Pedro”","corrected_statement":"No segundo período do quinto parágrafo, o vocábulo “que” retoma “o breve período de seis dias”.","concept":"em que retoma a expressão temporal; a pessoa é o sujeito oculto","citation":null,"trap_note":"Diante de em que, procure o sintagma de tempo, lugar ou coisa imediatamente à esquerda. A pessoa que aparece no verbo costuma ser o sujeito, não o antecedente."}},{"id":"8b1cc040e65a","number":16,"stem":22,"statement":"No trecho “mas é necessário que se permitam simulações de diferentes cenários futuros de expansão urbana e dinâmica de uso do solo em ambiente computacional”, o vocábulo “que” introduz uma oração que exerce a função de sujeito da oração anterior.","answer":"C","source":{"slug":"CAU_BR_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em é necessário que se permitam simulações, o que é conjunção integrante e a oração que ele introduz responde a o que é necessário?, funcionando como sujeito da oração anterior. A moldura é sempre a mesma — é necessário, é fundamental, é preciso, convém, importa — e, depois dela, a completiva é subjetiva.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"subordinada substantiva subjetiva depois de é mais adjetivo","citation":null,"trap_note":"Troque a oração inteira por isso: isso é necessário. Se a frase continua completa e o isso é quem concorda com o verbo, a oração era sujeito, não objeto."}},{"id":"054e13611ace","number":17,"stem":22,"statement":"Em “que pode ser entendida como um paradigma emergente na pesquisa multi e interdisciplinar que se dedica a explorar a extrema complexidade de problemas socioambientais em um ambiente de Sistemas de Informações Geográficas (SIG)”, o vocábulo “que” apresenta o mesmo referente em ambas as ocorrências.","answer":"E","source":{"slug":"CAU_BR_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O primeiro que retoma a geoinformação em gestão urbana e regional, como mostra o feminino de entendida; o segundo retoma a pesquisa multi e interdisciplinar, sintagma que o antecede imediatamente e a que se liga se dedica. São duas adjetivas encaixadas, cada uma presa ao seu próprio antecedente.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"apresenta o mesmo referente em ambas as ocorrências","corrected_statement":"Em “que pode ser entendida como um paradigma emergente na pesquisa multi e interdisciplinar que se dedica a explorar a extrema complexidade de problemas socioambientais em um ambiente de Sistemas de Informações Geográficas (SIG)”, o vocábulo “que” apresenta referentes distintos em cada ocorrência.","concept":"relativas encaixadas têm antecedentes distintos","citation":null,"trap_note":"Adjetiva dentro de adjetiva não herda o antecedente da primeira: cada relativo prende-se ao sintagma imediatamente à sua esquerda, e a concordância do particípio ou do verbo confirma."}},{"id":"34ef7f9fa08a","number":17,"stem":23,"statement":"A correção gramatical do texto seria mantida se, no primeiro período do primeiro parágrafo, o vocábulo “que”, empregado logo após “Feira Electrical Exhibition”, fosse substituído por onde.","answer":"E","source":{"slug":"SERPRO_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O que é sujeito de aconteceu — quem aconteceu foi a feira. Onde é relativo com valor de adjunto adverbial de lugar, e a oração já tem o seu lugar expresso em no Madison Square Garden: a troca deixaria o verbo sem sujeito e duplicaria a indicação de lugar. Some-se a isso que feira nomeia um evento, não um lugar.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"A correção gramatical do texto seria mantida","corrected_statement":"A correção gramatical do texto não seria mantida se, no primeiro período do primeiro parágrafo, o vocábulo “que”, empregado logo após “Feira Electrical Exhibition”, fosse substituído por onde.","concept":"onde substitui relativo com função de adjunto, não de sujeito","citation":null,"trap_note":"Antes de aceitar a troca de que por onde, descubra a função do relativo. Onde só entra onde couber em que — isto é, onde o relativo for adjunto adverbial de lugar."}},{"id":"9ed92383672f","number":6,"stem":24,"statement":"No último parágrafo, a expressão “nas quais” poderia, sem prejuízo sintático para o texto, ser substituída por cujas.","answer":"C","source":{"slug":"INSS_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Nas famílias, mulheres desempenham papel central equivale a famílias cujas mulheres desempenham papel central: cujas liga o possuidor, famílias, ao possuído, mulheres, com quem concorda. A troca preserva a estrutura do período, apenas convertendo um relativo com valor adverbial em determinante do sujeito da oração adjetiva — e é o aspecto sintático que o item ressalva.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"nas quais × cujas","citation":null,"trap_note":"Cujas nunca vem seguido de artigo e sempre concorda com o substantivo que vem depois. Se a reescrita respeitar esse desenho, a troca é sintaticamente possível."}},{"id":"f9bb8e57ae08","number":7,"stem":25,"statement":"No trecho “quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta” (primeiro parágrafo), o vocábulo “se”, em suas três ocorrências, está empregado como pronome reflexivo.","answer":"E","source":{"slug":"SECONT_ES_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Reflexivo exige que o sujeito pratique a ação sobre si mesmo, e não é o que ocorre em nenhuma das três ocorrências. Em se sente a garganta seca e se vê que…, os verbos são transitivos diretos e têm sujeito paciente expresso — a garganta e a oração iniciada por que —, de modo que o se é apassivador. Em se estava de boca entreaberta, estar não admite objeto direto nem sujeito paciente: o se apenas apaga quem estava, e é índice de indeterminação do sujeito.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"está empregado como pronome reflexivo","corrected_statement":"No trecho “quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta” (primeiro parágrafo), o vocábulo “se” está empregado como pronome apassivador nas duas primeiras ocorrências e como índice de indeterminação do sujeito na terceira.","concept":"apassivador × indeterminação × reflexivo","citation":null,"trap_note":"Três perguntas resolvem quase todo item de se: o verbo é transitivo direto? há sintagma que possa ser sujeito paciente? o sujeito age sobre si mesmo? Sem sujeito paciente e sem ação sobre si, sobra indeterminação."}},{"id":"d1ac69b829fe","number":8,"stem":26,"statement":"No trecho “em que há suspeita individualizada da existência de entorpecentes” (segundo período do terceiro parágrafo), a substituição de “em que” por onde prejudicaria a correção do texto.","answer":"C","source":{"slug":"POLC_AL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O antecedente de em que é o mandado de busca e apreensão, e mandado não é lugar: é ato processual. Onde só substitui em que quando o antecedente designa lugar, físico ou institucional; fora disso, a troca produz incorreção — que é exatamente o que o item afirma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"onde exige antecedente locativo","citation":null,"trap_note":"A pergunta é sempre a mesma e é curta: o antecedente é um lugar? Documento, momento, situação e circunstância nunca são."}},{"id":"a3be2adc44d2","number":9,"stem":27,"statement":"No trecho “crimes que visam o ataque a computadores” (último parágrafo do texto), o termo “que” remete semanticamente ao nome “crimes”, que o antecede, e funciona como sujeito da oração “que visam o ataque a computadores”.","answer":"C","source":{"slug":"PGE_RJ_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O pronome relativo acumula duas naturezas: liga a oração adjetiva à principal e retoma o nome que a antecede, ocupando uma função sintática dentro da oração que introduz. Em crimes que visam o ataque a computadores, o que retoma crimes e é sujeito de visam — o plural do verbo confirma. As duas afirmações do item se sustentam.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"relativo: retomada mais função sintática na adjetiva","citation":null,"trap_note":"Depois de identificar o antecedente, descubra a função do relativo desfazendo a oração: os crimes visam o ataque mostra que o que é sujeito; se sobrasse um complemento sem preenchimento, seria objeto."}},{"id":"fde8f992a83f","number":13,"stem":28,"statement":"No primeiro parágrafo, nos segmentos “que surgiam” (terceiro período) e “que ele não ia” (quarto período), o vocábulo “que” desempenha a mesma função.","answer":"E","source":{"slug":"MPC_SC_22_SERVIDOR","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em as ideias mais interessantes que surgiam em sua mente, o que retoma ideias e é sujeito de surgiam: é pronome relativo. Em ao ver que ele não ia ajudá-la, o que não retoma nada e a oração inteira pode ser trocada por isso — ao ver isso —, o que revela a conjunção integrante de uma completiva. Um tem antecedente e função sintática; o outro é apenas conectivo.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"o vocábulo “que” desempenha a mesma função","corrected_statement":"No primeiro parágrafo, nos segmentos “que surgiam” (terceiro período) e “que ele não ia” (quarto período), o vocábulo “que” desempenha funções distintas.","concept":"relativo × integrante: o teste do isso","citation":null,"trap_note":"Dois testes bastam e sempre concordam: se cabe o qual, é relativo; se a oração inteira pode ser trocada por isso, o que é conjunção integrante."}},{"id":"088191d5b8d5","number":16,"stem":29,"statement":"No trecho ‘Temos alunos que estão trabalhando no horário de aula, dizendo que precisam ajudar a família’ (penúltimo parágrafo), o termo ‘que’ exerce distintas funções sintáticas.","answer":"C","source":{"slug":"SEE_PE_22_ESPECIAL_MUSICA","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O primeiro que é pronome relativo: retoma alunos e é sujeito de estão trabalhando. O segundo é conjunção integrante: não retoma nada, introduz a oração que completa o sentido de dizendo — dizendo isso — e, como todo conectivo, não exerce função sintática dentro da oração que abre. As funções são, de fato, distintas.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"relativo exerce função; integrante apenas conecta","citation":null,"trap_note":"Conjunção integrante nunca exerce função sintática: quem a exerce é a oração inteira, que funciona como sujeito ou como complemento. O relativo, ao contrário, sempre ocupa um lugar dentro da própria adjetiva."}},{"id":"6d172da4597f","number":4,"stem":30,"statement":"A correção gramatical do primeiro período do segundo parágrafo seria mantida caso o trecho “em que” fosse substituído por onde.","answer":"C","source":{"slug":"SERIS_AL_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O antecedente é fornalha — a execução pública é vista como uma fornalha em que se acende a violência —, e fornalha designa lugar. Onde equivale a em que e é admissível sempre que o antecedente for locativo, ainda que o emprego seja figurado. A regência permanece a mesma e a correção se mantém.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"onde com antecedente locativo, mesmo em sentido figurado","citation":null,"trap_note":"Metáfora não impede onde: o que conta é a natureza locativa do antecedente, não se o lugar existe de fato."}},{"id":"1fe7da345f6e","number":5,"stem":31,"statement":"O emprego da expressão “É (...) que”, no quarto período do primeiro parágrafo, enfatiza que as migrações agridem o indivíduo pelas razões expressas no segundo e no terceiro período desse mesmo parágrafo, e não por outras quaisquer.","answer":"C","source":{"slug":"IBAMA_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"É por isso que as migrações agridem o indivíduo traz a construção de realce é… que: o que é partícula expletiva, sem antecedente e sem função sintática, e serve para destacar o termo posto entre é e que. O termo destacado é por isso, que retoma o que se disse sobre cultura e pertencimento nos períodos anteriores — daí o efeito de exclusividade que o item descreve.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"é… que expletivo destaca o termo intercalado","citation":null,"trap_note":"A partícula expletiva se reconhece pela supressão: apague é e que e a frase continua correta. O que está sendo realçado é exatamente o que fica entre as duas palavras apagadas."}},{"id":"bd6381ea88cd","number":6,"stem":32,"statement":"A correção gramatical e a coerência do texto seriam preservadas caso fosse eliminada a vírgula empregada logo após o vocábulo “que” (segundo período do segundo parágrafo).","answer":"E","source":{"slug":"PREF_PIRESRIO_GO_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"A vírgula colocada logo depois do que é a primeira de um par que isola um termo intercalado entre o conectivo e a oração que ele introduz. Eliminar apenas uma delas deixa a outra sem par e separa elementos que se ligam sintaticamente, o que é erro de pontuação. Vírgula de intercalação é sempre dupla: ou se retiram as duas, ou nenhuma.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"A correção gramatical e a coerência do texto seriam preservadas","corrected_statement":"A correção gramatical do texto não seria preservada caso fosse eliminada a vírgula empregada logo após o vocábulo “que” (segundo período do segundo parágrafo).","concept":"vírgula de termo intercalado é dupla","citation":null,"trap_note":"Toda proposta de apagar uma vírgula isolada exige olhar a que está do outro lado. Havendo par isolando termo deslocado, apagar uma só quebra a correção."}},{"id":"dee1cad28d1b","number":8,"stem":33,"statement":"No quarto período do primeiro parágrafo, o vocábulo “que”, em “que afirmaram ser do maior dinossauro do país”, retoma “um fóssil resgatado em Presidente Prudente (SP)”.","answer":"C","source":{"slug":"ANM_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Quem os paleontólogos afirmaram ser do maior dinossauro do país foi o fóssil resgatado em Presidente Prudente: o relativo prende-se a esse sintagma inteiro, que o antecede, e é sujeito da reduzida ser do maior dinossauro. Presidente Prudente está dentro do adjunto que caracteriza o fóssil e não pode ser retomado isoladamente.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"o antecedente é o sintagma, não a última palavra antes do pronome","citation":null,"trap_note":"O antecedente de um relativo é o núcleo com seus determinantes e adjuntos, e não o substantivo que por acaso ficou colado ao que."}},{"id":"775ed564385d","number":8,"stem":34,"statement":"A substituição de “no qual” (terceiro período do primeiro parágrafo) por o qual manteria a correção gramatical do texto, mas alteraria seu sentido original.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_RJ_21_TECNICO","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O período é O governo australiano publicou, em 1994, um documento chamado Creative Nation, no qual já apresentava alguns posicionamentos oficiais sobre a pauta. Com no qual, o relativo é adjunto adverbial de lugar e quem apresentava os posicionamentos continua sendo o governo australiano, sujeito elíptico; com o qual, o relativo passa a ser o sujeito de apresentava, e quem apresenta é o próprio documento. As duas frases são gramaticais — muda o agente, não a correção, que é exatamente a ressalva feita pelo item.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"no qual × o qual: a preposição decide a função sintática do relativo","citation":null,"trap_note":"Tirar ou pôr preposição diante de um relativo não costuma quebrar a frase: troca a função do relativo e, com ela, o sujeito do verbo da adjetiva. Refaça a oração com cada forma e pergunte quem pratica a ação."}},{"id":"70b4d41f5e7d","number":9,"stem":35,"statement":"No primeiro período do último parágrafo, o termo “que” retoma “hospícios”.","answer":"E","source":{"slug":"SESAU_AL_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Quem chegaria a seu ápice com a Lei Antimanicomial é a luta contra os hospícios, não os hospícios. O singular de chegaria já elimina o plural hospícios como antecedente, e o núcleo do sintagma retomado é luta: ápice é ponto culminante de um processo. O item oferece o substantivo colado ao pronome.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"retoma “hospícios”","corrected_statement":"No primeiro período do último parágrafo, o termo “que” retoma “a luta contra os hospícios”.","concept":"núcleo do sintagma antecedente × substantivo mais próximo","citation":null,"trap_note":"Confira antes de tudo a concordância do verbo da relativa: um verbo no singular derruba um antecedente plural sem discussão."}},{"id":"9b1a42dda3e7","number":15,"stem":36,"statement":"No último período do terceiro parágrafo, o vocábulo “que” remete ao modelo de política de Montesquieu, qualificado como “o melhor” no texto.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_RJ_21_TECNICO","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Em Montesquieu foi quem ofereceu o melhor modelo, que ainda se faz presente até hoje, o relativo vem imediatamente depois de o melhor modelo e concorda com ele no singular. Quem permanece nos regimes democráticos é o modelo, não o autor. O item apenas descreve essa retomada.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"relativo retoma o sintagma imediatamente à esquerda","citation":null,"trap_note":"Nome próprio em posição de destaque atrai o candidato, mas o relativo prende-se ao sintagma que o antecede. Pergunte quem faz aquilo que o verbo da relativa diz."}},{"id":"e098077d4964","number":28,"stem":37,"statement":"No último período do segundo parágrafo, o vocábulo “que”, em suas duas ocorrências, tem a função coesiva de retomar a palavra que imediatamente o antecede — na primeira ocorrência, retoma “objetivo”, e na segunda, “reflexões”.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_RJ_21_ANALISTA","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"É a esse objetivo que retornam as reflexões traz a construção de realce é… que: o primeiro que é partícula expletiva, não retoma nada e não exerce função sintática — apagando é e que, resta a esse objetivo retornam as reflexões. Só o segundo que é relativo e retoma as reflexões, de que é sujeito. Metade do item está certa, e é essa metade que o torna plausível.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"na primeira ocorrência, retoma “objetivo”","corrected_statement":"No último período do segundo parágrafo, o vocábulo “que” tem a função coesiva de retomar a palavra que imediatamente o antecede apenas na segunda ocorrência, em que retoma “reflexões”; na primeira, integra a construção de realce é… que.","concept":"que expletivo de realce × que relativo","citation":null,"trap_note":"Quando o período traz é, foi ou era seguido de um termo e depois de que, suspeite do realce: nessa moldura o que não retoma nada."}},{"id":"4af6d35bed98","number":29,"stem":37,"statement":"Sem alteração dos sentidos do texto, a oração “das quais se percebe facilmente a importância na prática social” (primeiro período do segundo parágrafo) poderia ser reescrita corretamente da seguinte maneira: cuja importância na prática social é facilmente percebida.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_RJ_21_ANALISTA","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Das quais é de mais as quais e liga a importância ao seu possuidor: percebe-se facilmente a importância delas. Cujo exprime precisamente essa relação de posse e concorda com o termo possuído, importância. A passagem de percebe-se para é percebida troca a passiva sintética pela analítica, que diz a mesma coisa — por isso não há alteração de sentido.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"de + o qual equivale a cujo","citation":null,"trap_note":"Relativo regido de de ligando dois nomes tem em cujo a reescrita natural. E passiva sintética com se equivale à analítica com ser: se percebe = é percebida."}},{"id":"e16bc7c9fed9","number":35,"stem":38,"statement":"Estaria mantida a correção gramatical do texto caso a forma verbal “difere” (primeiro período do primeiro parágrafo) estivesse acompanhada do pronome se — escrevendo-se difere-se ou se difere.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_RJ_21_ANALISTA","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Diferir de alguma coisa é transitivo indireto e não é pronominal: a pseudociência difere da ciência errônea. Acrescentar o pronome criaria um se sem função possível — não há sujeito paciente a apassivar, o sujeito está expresso e não age sobre si mesmo, e o verbo não é pronominal. A forma proposta não existe na norma culta.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Estaria mantida a correção gramatical do texto","corrected_statement":"Não estaria mantida a correção gramatical do texto caso a forma verbal “difere” (primeiro período do primeiro parágrafo) estivesse acompanhada do pronome se — escrevendo-se difere-se ou se difere.","concept":"nem todo verbo admite se","citation":null,"trap_note":"Antes de classificar um se, verifique se ele poderia existir ali. Verbo transitivo indireto não aceita apassivador, e verbo não pronominal não aceita partícula integrante."}},{"id":"6367080922ff","number":8,"stem":39,"statement":"No trecho “o ato que ela executa” (R.5), o pronome “que” é empregado tanto como conectivo, já que liga duas orações, quanto como elemento referencial, ao retomar o antecedente “o ato”.","answer":"C","source":{"slug":"PGM_RR_19_PROCURADOR","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"Pronome relativo é, por definição, palavra de dupla função: conecta a oração adjetiva ao período e retoma um antecedente. Em o ato que ela executa, o que retoma o ato e é objeto direto de executa, cujo sujeito é ela. As duas afirmações do item descrevem exatamente esse funcionamento.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"relativo é conectivo e referencial ao mesmo tempo","citation":null,"trap_note":"A conjunção integrante só conecta; o relativo conecta e retoma. Se a palavra tem antecedente e aceita troca por o qual, é relativo."}},{"id":"178964c054d5","number":10,"stem":40,"statement":"No trecho “Escutar o que realmente está sendo dito” (último período), a substituição de “o que” por o qual manteria a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"Em “o que”, o “o” é pronome demonstrativo equivalente a aquilo e o “que” é o relativo que o retoma: escutar aquilo que realmente está sendo dito. Já “o qual” é relativo que exige antecedente nominal expresso, e aqui não há substantivo nenhum a retomar. Sem antecedente, a troca deixa a oração sem apoio e quebra a construção.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"por o qual manteria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"No trecho “Escutar o que realmente está sendo dito” (último período), a substituição de “o que” por o qual prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"o que (= aquilo que) × o qual","citation":null,"trap_note":"“O qual” só entra onde já existe substantivo antecedente. Onde o antecedente é o próprio demonstrativo “o”, a troca é impossível."}},{"id":"bd00c68c7643","number":3,"stem":41,"statement":"A substituição de “no qual” (R.21) por aonde prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"PGE_PE_18_SERVIDOR","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"Aonde é a fusão de a + onde e só cabe com verbos que regem a preposição a, os de movimento: aonde se vai, aonde se chega. No qual equivale a em + o qual e indica situação, não destino. Como o verbo da oração não pede a preposição a, a troca produziria regência incorreta.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"onde × aonde: quem decide é a regência do verbo","citation":null,"trap_note":"Decida pela regência, não pelo som: quem vai, vai a algum lugar (aonde); quem está, mora ou acontece, está em algum lugar (onde, em que, no qual)."}},{"id":"d9a601914993","number":5,"stem":42,"statement":"O trecho “se são acidentais ou propositais” (R.11) exprime uma condição sobre a ideia expressa na oração anterior.","answer":"E","source":{"slug":"EBSERH_18_MEDICA","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"O se condicional liga uma hipótese a uma consequência e admite troca por caso. Aqui ele abre uma alternativa — se são acidentais ou propositais —, estrutura típica da interrogativa indireta, em que o se é conjunção integrante e a oração inteira completa o sentido do verbo ou do nome anterior. Trocar por caso produz absurdo, e é esse teste que decide.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"exprime uma condição sobre a ideia expressa na oração anterior","corrected_statement":"O trecho “se são acidentais ou propositais” (R.11) introduz uma oração subordinada substantiva, que completa o sentido do termo anterior.","concept":"se integrante em interrogativa indireta × se condicional","citation":null,"trap_note":"A estrutura se ... ou ... quase nunca é condição: a alternativa é marca de pergunta indireta. Substitua por caso; se a frase desandar, o se é integrante."}},{"id":"f79dea9ed8ee","number":7,"stem":43,"statement":"O vocábulo se recebe a mesma classificação em “se julgam” (R.6) e “se castigam” (R.21).","answer":"E","source":{"slug":"STM_17_ANALISTA_TECNICO","ano":2017},"explanation":{"verdict_reason":"Em “se julgam com o direito de impor o seu amor”, o sujeito é eles e a ação recai sobre esse mesmo sujeito: o se é reflexivo e exerce a função de objeto direto. Em “se castigam”, o verbo transitivo direto concorda com o sintagma plural que o segue, e esse sintagma é sujeito paciente — quem castiga não está expresso: o se é apassivador. Um é complemento do verbo; o outro converte a oração à voz passiva sintética.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"recebe a mesma classificação","corrected_statement":"O vocábulo se recebe classificações distintas em “se julgam” (R.6) e “se castigam” (R.21).","concept":"se reflexivo × se apassivador","citation":null,"trap_note":"Pergunte se há sujeito paciente. Se o sintagma ao lado do verbo é quem sofre a ação e faz o verbo concordar, o se é apassivador; se o sujeito é agente e a ação volta sobre ele, é reflexivo."}},{"id":"23cd0527f015","number":20,"stem":44,"statement":"A expressão “em cujo” (R.7) poderia ser substituída, sem prejuízo para a correção gramatical do texto, pela expressão no qual.","answer":"E","source":{"slug":"SEDUC_AL_17","ano":2017},"explanation":{"verdict_reason":"Cujo é relativo adjetivo: vem sempre grudado a um substantivo, que ele determina e com o qual concorda — em cujo processo, em cuja tarefa. O qual é relativo substantivo: ocupa sozinho a posição do nome e não determina o substantivo seguinte. A troca deixaria esse substantivo sem determinante e desfaria a relação de posse que cujo estabelece.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"poderia ser substituída, sem prejuízo para a correção gramatical do texto, pela expressão no qual","corrected_statement":"A expressão “em cujo” (R.7) não poderia ser substituída, sem prejuízo para a correção gramatical do texto, pela expressão no qual.","concept":"cujo (relativo adjetivo) × o qual (relativo substantivo)","citation":null,"trap_note":"Se depois do relativo vem um substantivo sem artigo, o relativo é cujo e nenhuma outra forma o substitui sem reescrever a frase."}},{"id":"61e228cf003a","number":1,"stem":45,"statement":"Nos segmentos “A pedagogia nova se constitui como oposição” (R. 16 e 17) e “A pedagogia nova se opõe” (R.19), o pronome “se” desempenha a mesma função sintática.","answer":"C","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"Constituir-se e opor-se são verbos pronominais: o pronome integra o verbo e não pode ser retirado nem entendido como complemento autônomo. Nos dois segmentos o sujeito é o mesmo e está expresso — a pedagogia nova —, o que afasta tanto a indeterminação do sujeito quanto a voz passiva sintética. A função do se é, portanto, a mesma nas duas ocorrências.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"se como parte integrante do verbo pronominal","citation":null,"trap_note":"Sujeito expresso e agente afasta de saída apassivador e indeterminador. Resta decidir entre reflexivo e parte integrante, e quem decide é o verbo: se ele só existe acompanhado do pronome, o se integra o verbo."}},{"id":"9a95ade47105","number":14,"stem":46,"statement":"Seria mantida a correção gramatical do texto caso a partícula “se”, no trecho “em princípio, se revestem” (R. 28 e 29), fosse suprimida.","answer":"E","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"Revestir-se é pronominal na acepção do texto: os bens de cultura revestem-se de algo, e a preposição de é exigida por essa forma. Sem o se, revestem passa a transitivo direto e reclama um objeto que o período não oferece. A supressão desfaz a regência e deixa a oração incompleta.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Seria mantida a correção gramatical do texto","corrected_statement":"Não seria mantida a correção gramatical do texto caso a partícula “se”, no trecho “em princípio, se revestem” (R. 28 e 29), fosse suprimida.","concept":"se integrante de verbo pronominal não é suprimível","citation":null,"trap_note":"Só se suprime o se que não é parte do verbo. Se o verbo sem o pronome exigir outro complemento ou mudar de sentido, o se integra o verbo e não sai."}},{"id":"eecffabc8697","number":8,"stem":47,"statement":"Tanto em “desenvolveu-se” (R.15) quanto em “Constata-se” (R.26), a partícula “se” desempenha a mesma função sintática.","answer":"E","source":{"slug":"TCU_15_TFCE","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"Em Aquele momento inicial de um direito sagrado e ritualizado desenvolveu-se na direção de práticas normativas consuetudinárias, o sujeito está expresso e o complemento é preposicionado — não há objeto direto que possa virar sujeito paciente, de modo que o se integra o verbo pronominal desenvolver-se e não exerce função sintática própria. Já em Constata-se, destarte, que os textos legislados e escritos eram melhores depositários do direito, constatar é transitivo direto e a oração iniciada por que é o sujeito paciente: é constatado que os textos eram melhores. Um se é parte integrante do verbo; o outro converte a oração à voz passiva sintética.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"a partícula “se” desempenha a mesma função sintática","corrected_statement":"Tanto em “desenvolveu-se” (R.15) quanto em “Constata-se” (R.26), a partícula “se” desempenha funções sintáticas distintas.","concept":"Se parte integrante do verbo × se apassivador","citation":null,"trap_note":"Antes de comparar duas ocorrências do se, olhe a regência de cada verbo: verbo com complemento preposicionado nunca apassiva, e verbo transitivo direto com sintagma ou oração ao lado quase sempre apassiva."}},{"id":"85432680340f","number":8,"stem":47,"statement":"Tanto em “desenvolveu-se” (R.14) quanto em “Constata-se” (R.27), a partícula “se” desempenha a mesma função sintática.","answer":"E","source":{"slug":"TCU_15_TFCE","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"Em Aquele momento inicial de um direito sagrado e ritualizado desenvolveu-se na direção de práticas normativas consuetudinárias, o sujeito está expresso e o complemento é preposicionado — não há objeto direto que possa virar sujeito paciente, de modo que o se integra o verbo pronominal desenvolver-se e não exerce função sintática própria. Já em Constata-se, destarte, que os textos legislados e escritos eram melhores depositários do direito, constatar é transitivo direto e a oração iniciada por que é o sujeito paciente: é constatado que os textos eram melhores. Um se é parte integrante do verbo; o outro converte a oração à voz passiva sintética.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"a partícula “se” desempenha a mesma função sintática","corrected_statement":"Tanto em “desenvolveu-se” (R.14) quanto em “Constata-se” (R.27), a partícula “se” desempenha funções sintáticas distintas.","concept":"Se parte integrante do verbo × se apassivador","citation":null,"trap_note":"Antes de comparar duas ocorrências do se, olhe a regência de cada verbo: verbo com complemento preposicionado nunca apassiva, e verbo transitivo direto com sintagma ou oração ao lado quase sempre apassiva."}},{"id":"ddd7ec3db00c","number":9,"stem":48,"statement":"Na linha 1, o “que” é um elemento expletivo, empregado apenas para dar realce a “Os juízes”.","answer":"E","source":{"slug":"TJDFT_15_SERVIDOR","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"Na linha 1 lê-se Os juízes que se deparam com o tema dos conflitos familiares: o que retoma Os juízes e é sujeito de se deparam, isto é, pronome relativo introdutor de oração adjetiva restritiva. Partícula expletiva é outra coisa — ela aparece na moldura de realce é… que, não retoma nada e pode ser apagada sem prejuízo. Aqui o apagamento destruiria a oração, porque o verbo ficaria sem sujeito.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"é um elemento expletivo, empregado apenas para dar realce a “Os juízes”","corrected_statement":"Na linha 1, o “que” é um pronome relativo, empregado para retomar “Os juízes” e exercer a função de sujeito da oração adjetiva.","concept":"Partícula expletiva × pronome relativo","citation":null,"trap_note":"Expletivo é o que sai sem deixar buraco. Apague o que e leia o resto: se o verbo seguinte ficar sem sujeito ou sem objeto, o que era relativo, e a classificação de expletivo já está errada."}},{"id":"285f448ea192","number":9,"stem":49,"statement":"Na linha 8, o antecedente do pronome relativo “cuja” é “base”, o que justifica o emprego do feminino singular nesse pronome.","answer":"E","source":{"slug":"TJDFT_15_SERVIDOR","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"Cujo é o único relativo que não concorda com o antecedente: ele concorda em gênero e número com o substantivo possuído, que vem imediatamente depois dele. Por isso, seja qual for o termo retomado, o feminino singular de “cuja” se explica pelo nome que a segue, nunca pelo antecedente. A justificativa oferecida inverte a regra de concordância do pronome.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"o que justifica o emprego do feminino singular nesse pronome","corrected_statement":"Na linha 8, o emprego do feminino singular no pronome relativo “cuja” justifica-se pelo substantivo que vem logo depois dele, e não por seu antecedente.","concept":"cujo concorda com o possuído, não com o antecedente","citation":null,"trap_note":"Sempre que um item explicar a forma de cujo pelo antecedente, a justificativa já está errada: o antecedente fica à esquerda e não manda na flexão; quem manda é o substantivo da direita."}}]}