{"subject_id":"3a3cc48d0099812db242e058c87f8fa6","topico":"Regência nominal e preposição com pronome relativo (a que, de que, ao qual)","stems":["mencionados. Creio que, em geral, deixando de lado a opinião dos especialistas, damos demasiada importância à opinião dos outros, tanto em assuntos cruciais quanto em assuntos de pequena monta. A regra básica é que uma pessoa deve respeitar a opinião pública apenas o suficiente para não morrer de fome nem ir para a cadeia. Tudo o que passar desse ponto significa submeter-se voluntariamente a uma tirania desnecessária, e, possivelmente, isso é o que acaba interferindo na própria felicidade. Examinemos, por exemplo, a questão de como as pessoas gastam seu dinheiro. Elas o gastam naquilo que não satisfaz seus gostos pessoais, simplesmente porque acreditam que o respeito dos vizinhos depende de terem carro ou de abrirem suas residências para jantares. Na verdade, uma pessoa que possa claramente comprar um carro, mas que prefira gastar o dinheiro em viagens ou numa boa biblioteca, acabará sendo muito mais respeitada do que se houvesse feito exatamente como todas as outras. Não há sentido em zombar deliberadamente da opinião pública; isso é admitir seu domínio, ainda que às avessas. Mas ser autenticamente indiferente a ela é uma força e uma fonte de felicidade. E uma sociedade de homens e mulheres que não se submetem demasiadamente aos convencionalismos é mais interessante do que uma sociedade em que todos se comportam da mesma maneira. A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","A linguagem não é um artefato cultural que aprendemos da maneira como aprendemos a dizer a hora ou como o governo federal está funcionando. Ao contrário, é claramente uma peça da constituição biológica de nosso cérebro. A linguagem é uma habilidade complexa e especializada, que se desenvolve espontaneamente na criança, sem qualquer esforço consciente ou instrução formal, que se manifesta sem que se perceba sua lógica subjacente, que é qualitativamente a mesma em todo indivíduo, e que difere de capacidades mais gerais de processamento de informações ou de comportamento inteligente. Por esses motivos, alguns cientistas cognitivistas descreveram a linguagem como uma faculdade psicológica, um órgão mental, um sistema neural ou um módulo computacional. Mas prefiro o simples e banal termo “instinto”. Ele transmite a ideia de que as pessoas sabem falar mais ou menos da mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias. A capacidade de tecer teias não foi inventada por alguma aranha genial não reconhecida e não depende de receber a educação adequada ou de ter aptidão para arquitetura ou negócios imobiliários. As aranhas tecem teias porque têm cérebro de aranha, o que as impele a tecer e lhes dá competência para fazê-lo com sucesso. Pensar a linguagem como um instinto inverte a sabedoria popular, especialmente da forma como foi aceita nos cânones das ciências humanas e sociais. A linguagem não é uma invenção cultural, assim como tampouco a postura ereta o é. Não é uma manifestação da capacidade geral de usar símbolos: uma criança de três anos é um gênio gramatical, mas é bastante incompetente em termos de artes visuais, iconografia religiosa, sinais de trânsito e outros itens básicos do currículo de semiótica. Embora a linguagem seja uma habilidade magnífica exclusiva do Homo sapiens entre as espécies vivas, isso não implica que o estudo dos seres humanos deva ser retirado do campo da biologia, pois existem outras habilidades magníficas exclusivas de uma espécie viva em particular no reino animal. Alguns tipos de morcegos capturam insetos voadores mediante um sonar Doppler. Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando as posições das constelações com as horas do dia e épocas do ano. No show de talentos da natureza, somos apenas uma espécie de primatas com nosso próprio espetáculo, um jeito todo especial de comunicar informação. Do ponto de vista do cientista, a complexidade da linguagem é parte de nossa herança biológica inata; não é algo que os pais ensinam aos filhos ou algo que tenha de ser elaborado na escola. O conhecimento tácito de gramática de uma criança em idade pré-escolar é mais sofisticado que o mais volumoso manual de estilo ou o mais moderno sistema de linguagem de computador, e o mesmo se aplica a qualquer ser humano saudável. A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1 Em um mundo que corre contra o relógio para descarbonizar a economia e conter o avanço das mudanças climáticas, medir e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) das atividades diretas dos negócios está longe de ser suficiente. Na maioria dos setores, é na cadeia de valor que acontece a maior parte das emissões, ou seja, fora do “muro” das fábricas, dos escritórios e de outros negócios. Isso inclui as operações dos fornecedores, até mesmo os pequenos, e o modo como os clientes usam um produto ou serviço. Fazer o diagnóstico da pegada de carbono de toda a cadeia e agir para reduzi-la está na ordem do dia. Não só porque é a coisa certa a se fazer, mas porque o mundo caminha para exigir das empresas que se responsabilizem pelo que acontece em sua cadeia de valor. O Acordo de Paris e outras iniciativas internacionais reforçaram o compromisso de países e empresas de reduzirem suas emissões para limitar o aquecimento global a uma temperatura de 1,5 °C a 2 °C acima dos níveis pré-industriais até 2100. Além disso, muitos países estão introduzindo regulamentações e padrões de sustentabilidade que exigem uma abordagem mais abrangente para medir emissões de carbono. A União Europeia (UE), por exemplo, estabeleceu uma série de metas e compromissos de redução de emissões para seus Estados-membros. Um dos objetivos é a redução das suas emissões de GEE em pelo menos 40% até 2030, em comparação com os níveis de 1990. Além disso, o impacto ambiental das marcas é cada vez mais considerado pelos consumidores ao redor do mundo. A pesquisa Future Consumer Index, da consultoria Ernest&Young, realizada com 21.000 entrevistados de 27 países, evidencia essa percepção. Entre os brasileiros, por exemplo, 73% se declararam profundamente preocupados com a fragilidade do planeta. A falta de informação, transparência e padronização, no entanto, também continua sendo um desafio mencionado pelos consumidores, que ainda não enxergam o impacto das escolhas que fazem para o meio ambiente quando compram um produto. Dessa forma, a pegada de carbono de um produto torna-se um fator relevante de atenção da indústria. Além da preocupação ambiental e regulatória, esse tema se tornou uma questão de mercado. Entender como as emissões de GEE ganharam destaque na mesa de discussões de presidentes e diretores-executivos é importante para compreender como o tema foi ganhando força nas últimas décadas. De acordo com as ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1 e do vocabulário nele empregado, julgue os próximos itens.","diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Seja qual for o caminho que nos faça regressar ao princípio, sempre chegaremos à mesma conclusão: que o pacto social estabelece entre os cidadãos uma tal igualdade que todos ficam obrigados às mesmas condições e todos devem gozar dos mesmos direitos. E assim, pela natureza do pacto, todo ato de soberania, isto é, todo autêntico ato de uma vontade geral, obriga ou favorece igualmente todos os cidadãos; de tal modo que o soberano apenas conhece a nação e não distingue ninguém entre aqueles que a compõem. O que é isto, senão um ato de soberania? Não é um acordo entre o superior e o inferior, mas um pacto entre o todo e cada um dos seus membros: pacto legítimo, pois tem por base o contrato social; equitativo, por ser comum a todos; útil, porque só pode ter como finalidade o bem geral; e sólido, uma vez que tem por garantia a força pública e o poder supremo. Julgue os itens a seguir, referentes a aspectos linguísticos e aos sentidos do texto apresentado.","Julgue os itens que se seguem, referentes ao vocabulário e à estrutura linguística do texto CG4A1.","A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB4A1, julgue os itens seguintes.","Texto CB1A1 O Comentário Geral n.º 15 do Comitê de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (CDESC) da ONU é claro ao apontar para a necessidade de proteger os ecossistemas, em especial o aquático, contra a poluição, pois ter acesso a uma água poluída não representa, de fato, o gozo do direito humano à água. Nessas condições, há risco de comprometimento imediato da saúde individual e coletiva, o que afeta outros direitos humanos, como o direito à saúde e ao bem-estar. Antes disso, a Agenda 21, aprovada na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), em 1992, recomendou que se preservem as funções hidrológicas, biológicas e químicas dos ecossistemas, para que se assegure água com qualidade. Em uma perspectiva menos antropocêntrica e mais ecocêntrica, em 2000, a Declaração da 4.ª Cúpula do P7, composto dos sete países mais pobres do mundo, em seu primeiro princípio, trouxe a ideia de que a água é uma fonte de vida não substituível, a que todos os seres vivos têm direito, e sua conservação seria uma responsabilidade coletiva fundamental. A mesma declaração complementa o raciocínio, defendendo a necessidade de as culturas que defendem a água como um bem comum serem protegidas e reinventadas. E, nesse ponto, a Declaração da 4.ª Cúpula do P7 e o Comentário Geral n.º 15 do CDESC convergem entre si, pois este último se refere à preocupação com o respeito à cultura e o acesso à água, nas formas tradicionais de uso por comunidades antigas e originárias, o que valoriza o componente da independência no conceito de segurança hídrica. O que aqui se chama simplisticamente de independência corresponde na verdade à minimização de uma relação de dependência e sujeição, por meio de mecanismos formais de cooperação, tanto interbacias como intrabacias hidrográficas. O quarto princípio da Declaração da 4.ª Cúpula do P7 afirma que “a água deve contribuir para a solidariedade entre comunidades, países, sociedades, gerações e sexos”. Ao mesmo tempo reconhece que a água doce é distribuída de forma desigual em torno da Terra, e afirma que isso não deve ser utilizado como fator de exercício de poder. Com base nas ideias veiculadas no texto CB1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os próximos itens, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Dinheiro traz felicidade? Engana-se quem pensa que esta é só uma pergunta filosófica de boteco. Muito pelo contrário: quem se debruça para valer sobre a questão são vencedores do Nobel de Economia, o psicólogo israelense Daniel Kahneman e o economista americano Argus Deaton. Kahneman é considerado um dos fundadores da economia comportamental, uma área que se apoia na psicologia para entender quais fatores afetam as decisões financeiras de alguém. Foi por integrar conhecimentos da psicologia à economia que ele recebeu o prêmio da Academia Real de Ciências da Suécia, em 2002. Oito anos depois, Kahneman se juntou a Argus — que receberia o Nobel de Economia em 2015 por seus trabalhos sobre consumo, pobreza e bem-estar social — para tentar responder à grande questão. Eles publicaram um estudo que correlaciona o nível de renda de mil americanos com seu grau de satisfação pessoal e bem-estar emocional, segundo respostas fornecidas em um questionário entre 2008 e 2009. Eles chegaram à seguinte conclusão: quanto mais dinheiro alguém ganha, mais feliz e satisfeita essa pessoa se sente. Só que essa correlação não é tão evidente na faixa de pessoas que ganham entre 60 e 90 mil dólares por ano (entre R$ 5 e 7,5 mil mensais). E, entre aqueles que recebiam valores maiores que estes, mais dinheiro já não significava mais felicidade. O estudo foi amplamente divulgado na época. Mas ele também foi rebatido por Matthew Killingsworth, um pesquisador da Universidade da Pensilvânia que coleta dados sobre felicidade. Ele publicou uma pesquisa, em 2021, sugerindo que a felicidade média aumenta consistentemente com a renda. E então, qual seria a conclusão correta? Para resolver o impasse, Kahneman juntou-se a Killingsworth e Barbara Mellers, também da Universidade da Pensilvânia. Os pesquisadores reanalisaram os dados coletados nos Estados Unidos da América em 2010 e 2021 para entender onde cada estudo deixou a desejar. E assim chegaram a uma conclusão mais sutil: de que pessoas felizes se sentem ainda melhores conforme ganham mais dinheiro; por outro lado, entre pessoas infelizes, o bem-estar para de aumentar quando certo nível de renda é alcançado. No que se refere às características discursivas e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, bem como às ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1 A defesa das florestas deveria ser objeto de um tratado internacional que reunisse o maior número de Estados, para que elas se tornassem intocáveis. Repito: a sobrevivência da nossa espécie depende da funcionalidade desses ecossistemas. Sem florestas suficientes, não existe chance real de podermos reverter a tendência de crescimento do CO2. O desmatamento deveria ser tratado como um crime contra a humanidade e punido como tal. Porque é disso que se trata. A proteção das florestas e sua manutenção, bem como a obrigação de manter intactos o solo, o ar e a água, deveriam fazer parte das constituições de todos os Estados, não apenas desta nossa Constituição da Nação das Plantas. Deveriam ser ensinadas nas escolas para crianças e adultos, em todos os lugares. Diretores de cinema deveriam fazer filmes, escritores deveriam escrever livros. Todos estão convocados a se mobilizar, e se vocês acham que é exagero e não veem motivo real para se levantar do sofá e defender o meio ambiente e as florestas, saibam que essa é a única emergência global real. A maioria dos problemas que afligem a humanidade hoje, mesmo que aparentemente distantes, está relacionada ao risco ambiental e consiste apenas na ponta de um iceberg, se não tratarmos o tema com a devida firmeza e eficiência. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nCom relação a propriedades morfossintáticas do texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.","A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os próximos itens.","Atualmente, a mulher madura enfrenta enormes desafios. Um deles é a carreira. Hoje, no Brasil, há mais de 55 milhões de pessoas com 50 anos ou mais de idade, dos quais a maioria são mulheres. Nessa fase da vida, boa parte das pessoas enfrenta dificuldade de ingresso — ou reingresso — no mercado de trabalho. A despeito das políticas afirmativas nas empresas para a população mais madura, há uma lacuna crescente entre a necessidade de recolocação e o apetite das organizações para contratar pessoas pertencentes a esse segmento da sociedade. No caso das mulheres, o cenário é ainda mais desafiador, dado que a renda feminina, ao longo da vida profissional, é historicamente menor que a do homem, o que requer da mulher esforço adicional para o equilíbrio orçamentário e resulta em menor capacidade de poupança no longo prazo. No mundo dos investimentos, o cenário é igualmente crítico. Pesquisa da Associação dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), mostra que atualmente 65% das mulheres com mais de 45 anos de idade não têm nenhum investimento financeiro. Quando pensam sobre aposentadoria, 18% delas desejam se aposentar antes dos 60 anos e a metade, entre 60 e 70 anos. Porém, impressiona o fato de 12% delas acreditarem que, com a aposentadoria, os recursos que as sustentarão virão do trabalho ativo. 65% dessas mulheres depositam as esperanças no INSS. Esses números mostram que a independência financeira da mulher madura está longe de ser alcançada. Na equação em que as variáveis tempo e dinheiro são fundamentais, a escassez da primeira vai obrigatoriamente onerar a segunda. Considerando as ideias, a estrutura linguística e o vocabulário do texto precedente, julgue os próximos itens.","Democracia é uma palavra resultante da composição dos substantivos gregos demos (povo) e kratos (força, superioridade, poder político). Assim, pode-se dizer que democracia é o regime político em que o povo exerce o poder. Entre os gregos, a palavra povo poderia designar tanto os homens adultos livres, residentes e nascidos na cidade-Estado, como a parte menos elevada da população, a classe não nobre da sociedade, que representava sua maioria. Mulheres não eram consideradas cidadãs e não tinham o direito de participar da vida política da cidade-Estado. Para o jurista Friedrich Müller, o povo deve sempre corresponder à totalidade dos atingidos pelas normas. Hoje, em boa parte das sociedades modernas, o conceito de povo abrange todos os adultos integrados na sociedade, independentemente de seu gênero, sua raça, sua cor e seu credo religioso. Nesse contexto, todas e todos têm direito a igual participação na produção das leis e na eleição para cargos públicos. Acerca das ideias veiculadas no texto anterior e de seus aspectos linguísticos, julgue os itens subsequentes.","Acerca de aspectos linguísticos do texto CG1A1, julgue os seguintes itens.","Texto CB1A1-I À medida que o homem cria, recria e decide, vão se formando as épocas históricas. E é também criando, recriando e decidindo como deve participar nessas épocas. É por isso que obtém melhor resultado toda vez que, integrando-se no espírito delas, se apropria de seus temas e reconhece suas tarefas concretas. Ponha-se ênfase, desde já, na necessidade permanente de uma atitude crítica, a única com a qual o homem poderá apreender os temas e tarefas de sua época para ir se integrando nela. Uma época, por outro lado, realiza-se na proporção em que seus temas forem captados e suas tarefas, resolvidas. E se supera na medida em que os temas e as tarefas não correspondem a novas ansiedades emergentes. Uma época da história apresentará uma série de aspirações, de desejos, de valores, em busca de sua realização. Formas de ser, de comportar-se, atitudes mais ou menos generalizadas, das quais somente os visionários que se antecipam têm dúvidas e frente às quais sugerem novas fórmulas. A passagem de uma época para outra caracteriza-se por fortes contradições que se aprofundam, dia a dia, entre valores emergentes em busca de afirmações, de realizações, e valores do ontem em busca de preservação. Quando isso ocorre, verifica-se o que chamamos transição. Observa-se um aspecto fortemente dramático que vai atingir as mudanças de que se nutre a sociedade. Porque é dramático, é fortemente desafiador. E a transição se torna então um tempo de opções. Nutrindo-se de mudanças, a transição é mais que as mudanças. Implica realmente a marcha que faz a sociedade na procura de novos temas, de novas tarefas ou, mais precisamente, de sua objetivação. As mudanças se produzem numa mesma unidade de tempo, sem afetá-la profundamente. É que se verificam dentro do jogo normal, resultante da própria busca de plenitude que fazem estes temas. Quando, por fim, estes temas começam a esvaziar e a perder sua significação, emergindo novos temas, a sociedade começa a passar para outra época. Nestas fases, mais do que nunca, se faz indispensável a integração. Mais do que nunca se faz indispensável o desenvolvimento de uma mente crítica, com a qual o homem possa se defender dos perigos dos irracionalismos, encaminhamentos distorcidos da emoção, característica dessas fases de transição. Com relação às ideias e à tipologia do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1 A regulamentação do direito quilombola — reconhecido no artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição Federal de 1988 (CF) — passou anos sem qualquer instrumento legal de abrangência nacional que guiasse sua efetivação. Em 2001, o Decreto n.º 3.912 delimitou o período entre 1888 até 5 de outubro de 1988 para a caracterização das comunidades “remanescentes de quilombos”, utilizando uma noção de quilombo vinculada à definição colonial da Convenção Ultramarina de 1740. Tal decreto foi revogado pelo de n.º 4.887/2003, que, por sua vez, aboliu a exigência de permanência no território e, com base no critério de autodefinição previsto na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para povos indígenas e tribais, definiu a categoria “remanescentes de quilombos” como “grupos étnico-raciais, segundo critérios de autoatribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida” (Decreto n.º 4.887/2003, art. 2.°). O decreto também estabeleceu a necessidade de desapropriação das áreas reivindicadas por particulares, bem como a titulação coletiva das terras dos quilombos, e impediu a alienação das propriedades tituladas. A previsão de autodefinição é de suma relevância porquanto parte do pressuposto de que não cabe ao poder público, nem a nenhum pesquisador, imputar identidades sociais. Esse princípio vai de par com o Decreto Federal n.º 6.040/2007, que instituiu a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, definindo-os como “grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição”. Com base nos sentidos veiculados no texto CB1A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1 Enquanto Singapura e Dublin lançaram suas réplicas digitais usando aprendizado de máquina para prever eventos e tendências futuras, países inteiros ainda não garantiram água potável e eletricidade para seus habitantes. Como a arquitetura reflete as sociedades, a acentuada desigualdade social em que vivemos continuará sendo refletida na arquitetura que construímos: algumas obras totalmente projetadas por inteligência artificial (IA), outras criadas manualmente e com modelos físicos em um escritório de arquitetura boutique, e a grande maioria sendo feita no local com papel e lápis, sem a intervenção direta de arquitetos. Talvez todos esses cenários coexistam na mesma cidade. O escritor Benjamin Labatut declarou: “se a inteligência artificial fosse capaz de pensar, teria pontos cegos; se conseguisse ser criativa, teria limites, pois limites são frutíferos; se fosse capaz de imitar nossa capacidade de raciocínio, talvez precisasse do (ou desenvolvesse o) nosso talento para a loucura. E se lhe faltasse compreensão, se não se importasse com a beleza e o horror que pode criar, então seria imprudente nos colocarmos em suas mãos.”. O futuro da arquitetura está na interseção entre inovação tecnológica e intenção humana. Em última instância, a agência humana — sociedade civil, políticos e partes interessadas — exerce uma influência significativa. O curso da história não está escrito em pedra, mas é moldado pelas decisões tomadas hoje, especialmente se a IA afeta nossos bolsos. A arquitetura, então, torna-se o resultado de decisões coletivas, em que os avanços da IA se cruzam com as aspirações e os valores da sociedade. É dentro desse jogo de interações que a evolução e o impacto da arquitetura encontram sua ressonância e seu significado. Com base nos sentidos e nas ideias expressos no texto CB1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação aos aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-II Em 23/3/2023, o presidente da PETROBRAS, Jean Paul Prates, afirmou à imprensa que a companhia não deve praticar o preço de paridade internacional (PPI). “Se lá fora o preço do petróleo diminuiu, entendo que diminuiu também em termos de insumos para as refinarias, logo isso tem de refletir no preço para o consumidor final. Não é necessário que o preço do combustível esteja amarrado ao preço do importador, que é o nosso principal concorrente. Ao contrário. Paridade de importação não é preço que a companhia deve praticar.” Prates disse que, em sua gestão como presidente da estatal, não haverá o “dogma do preço de paridade internacional (PPI)”, abrindo espaço para a negociação de preços que levem em consideração o cenário econômico nacional. Instituída em 2016, a política do PPI prevê que a PETROBRAS alinhe os valores que cobra das distribuidoras pelo combustível ao que é cobrado pelas importadoras que trazem o petróleo refinado em forma de diesel e gasolina para o Brasil. Questionado se haverá redução no preço da gasolina, Jean Paul Prates disse que as equipes estão avaliando o mercado sobre possíveis oscilações no preço do combustível. “A gente está avaliando a referência internacional e o mercado brasileiro. Essa é a nossa política agora. O mercado nacional é composto pelo que é produzido aqui com o produto importado. Sempre que a gente puder ter o preço mais barato para vender para o nosso cliente, para o nosso consumidor brasileiro, a gente vai fazer isso”, concluiu. O presidente da companhia também garantiu que a venda dos ativos do Polo Bahia Terra, em negociação entre a PETROBRAS e um consórcio formado por PetroReconcavo e Eneva, está sendo reavaliada sob uma nova ótica e que nada está decidido. Segundo ele, “o que está assinado será cumprido; o que não está assinado será revisto”. Em relação às ideias do texto CB1A1-II, julgue os próximos itens.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens que se seguem.","Considerando aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1-I Um dos principais motores do avanço da ciência é a curiosidade humana, descompromissada de resultados concretos e livre de qualquer tipo de tutela ou orientação. A produção científica movida simplesmente por essa curiosidade tem sido capaz de abrir novas fronteiras do conhecimento e de, no longo prazo, gerar valor e mais qualidade de vida para o ser humano. O empreendimento científico e tecnológico é, sem dúvida alguma, o principal responsável por tudo que a humanidade construiu ao longo de sua história. Suas realizações estão presentes desde o domínio do fogo até as imensas potencialidades da moderna ciência da informação, passando pela domesticação dos animais, pelo surgimento da agricultura e indústria modernas e, é claro, pela espetacular melhora da qualidade de vida de toda a humanidade no último século. Além da curiosidade humana, outro motor importantíssimo do avanço científico é a necessidade de solução dos problemas que afligem a humanidade. Viver mais tempo e com mais saúde, trabalhar menos e ter mais tempo disponível para o lazer, reduzir as distâncias que separam os seres humanos — por meio de mais canais de comunicação ou de melhores meios de transporte — são alguns dos desafios e aspirações humanas para cuja solução, durante séculos, a ciência e a tecnologia têm contribuído. Apesar dos feitos extraordinários da ciência e dos investimentos públicos em ciência e tecnologia, verifica-se uma espécie de movimento de deslegitimação social do conhecimento científico no mundo todo. Recentemente, Tim Nichols, um reconhecido pesquisador norte-americano, chegou a anunciar a “morte da expertise”, título de seu livro sobre o conhecimento na sociedade atual, no qual ele descreve o sentimento de descrença do cidadão comum no conhecimento técnico e científico e, mais que isso, um certo orgulho da própria ignorância sobre vários temas complexos, especialmente sobre qualquer coisa relativa às políticas públicas. Vários fenômenos sociais recentes, como o movimento antivacina ou mesmo a desconfiança sobre a fatalidade do aquecimento global, apesar de todas as evidências científicas, parecem corroborar a análise de Nichols. A despeito da qualidade de vida ter melhorado nos últimos séculos, em grande medida graças ao avanço científico e tecnológico, a desigualdade vem aumentando no período mais recente. Thomas Piketty evidenciou um crescimento da desigualdade de renda nas últimas décadas em todo o mundo, além de mostrar que, no início deste século, éramos tão desiguais quanto no início do século passado. Esse é um problema mundial, mas é mais agudo em países em desenvolvimento, como o Brasil, onde ainda abundam problemas crônicos do subdesenvolvimento, que vão desde o acesso à saúde e à educação de qualidade até questões ambientais e urbanas. É, portanto, nesta sociedade desigual, repleta de problemas e onde boa parte da população não compreende o que é um átomo, que a atividade científica e tecnológica precisa se desenvolver e se legitimar. Também é esta sociedade que decidirá, por meio dos seus representantes, o quanto de recursos públicos deverá ser alocado para a empreitada científica e tecnológica. Em relação às ideias do texto CG1A1-I e à sua tipologia, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1-I A teoria das causas cerebrais dos transtornos mentais passou gradualmente a ironizar tudo o que se relacionava com a forma de vida do sujeito, compreendida como unidade entre linguagem, desejo e trabalho. As narrativas de sofrimento da comunidade ou dos familiares com quem se vive, a própria versão do paciente, o seu “lugar de fala” diante do transtorno, tornaram-se epifenômenos, acidentes que não alteram a rota do que devemos fazer: correção educacional de pensamentos distorcidos e medicação exata. Quarenta anos depois, acordamos em meio a uma crise global de saúde mental, com elevação de índices de suicídio, medicalização massiva receitada por não psiquiatras e insuficiência de recursos para enfrentar o problema. Esse é o custo de desprezar a cultura como instância geradora de mediações de linguagem necessárias para que enfrentemos o sofrimento antes que ele evolua para a formação de sintomas. Esse é o desserviço dos que imaginam que teatro, literatura, cinema e dança são apenas entretenimento acessório — como se a ampliação e a diversidade de nossa experiência cultural não fossem essenciais para desenvolver capacidade de escuta e habilidades protetivas em saúde mental. Como se eles não nos ensinassem como sofrer e, reciprocamente, como tratar o sofrimento no contexto coletivo e individual do cuidado de si. Acerca das ideias do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os próximos itens, relativos aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","Texto CG1A1-I Uma forte tendência na moderna medicina americana é buscar, na prática médica milenar oriental, explicações para paradigmas existentes no século em que vivemos. Essa medicina entende que o bem-estar mental e o espiritual fazem parte da saúde. Existe uma preocupação especial, nesta prática, com o funcionamento normal do organismo. Esse conceito novo de atuar na preservação da qualidade de vida do paciente vem sendo denominado como medicina de gerenciamento do envelhecimento. O fundamento desta área da medicina baseia-se na ideia de que o paciente pode envelhecer com doenças ou com saúde. Com o avanço da tecnologia e das pesquisas, muitos estudos já consolidaram o que então era apenas uma hipótese: que o corpo humano foi desenvolvido para não adoecer e que, quando há uma falha, ocasionando alguma doença, isso ocorre por motivos que podem, sim, ser evitados. Talvez o que mais tenha corroborado essa afirmação tenha sido a descoberta do radical livre, em 1900. Em 50 anos, se conheceu toda a sua química. Em 1954, pela primeira vez, essas substâncias reativas e tóxicas foram relacionadas a uma doença inexorável, o envelhecimento. O radical livre é um elemento gerado no organismo desde o momento da concepção, e sua produção é contínua, durante toda a nossa existência. Até certa idade, o organismo consegue neutralizar esses elementos, mas chega uma fase em que sua produção excede a sua degradação e sobrepuja a dos mecanismos de defesa naturais (antioxidantes). Ocorre, então, o início das alterações estruturais que culminam na lesão celular. Doenças relacionadas com o envelhecimento estão intimamente associadas com o aumento de radicais livres. A medicina do gerenciamento do envelhecimento preocupa-se em conceituar e promover a saúde de forma diferente. Em vez de aguardar passivamente pelo dano ou pelas doenças, ela atua na vida das pessoas de forma preventiva e preditiva, muito antes que as patologias se manifestem. A proposta consiste em ajustar todos os parâmetros biológicos, metabólicos e hormonais aos mesmos níveis encontrados em um indivíduo de aproximadamente 30 anos – fase em que todos nós atingimos o apogeu de nossa performance e idade a partir da qual começamos a envelhecer. Julgue os itens subsequentes, considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração padrão e que não há restrições de O texto mais célebre de A República é sem dúvida a Alegoria da Caverna, em que Platão, utilizando-se de linguagem alegórica, discute o processo pelo qual o ser humano pode passar da visão habitual que tem das coisas, “a visão das sombras”, unidirecional, condicionada pelos hábitos e preconceitos que adquire ao longo de sua vida, até a visão do Sol, que representa a possibilidade de alcançar o conhecimento da realidade em seu sentido mais elevado e compreendê-la em sua totalidade. A visão do Sol representa não só o alcance da Verdade e, portanto, do conhecimento em sua acepção mais completa, já que o Sol é “a causa de tudo”, mas também, como diz Sócrates na conclusão dessa passagem: “Nos últimos limites do mundo inteligível, aparece-me a ideia do Bem, que se percebe com dificuldade, mas que não se pode ver sem se concluir que ela é a causa de tudo o que há de reto e de belo. Acrescento que é preciso vê-la se se quer comportar-se com sabedoria, seja na vida privada, seja na vida pública.”. De acordo com este texto, a possibilidade de um indivíduo tornar-se justo e virtuoso depende de um processo de transformação pelo qual deve passar. Assim, afasta-se das aparências, rompe com as cadeias de preconceitos e condicionamentos e adquire o verdadeiro conhecimento. Tal processo culmina com a visão da forma do Bem, representada pela matéria do Sol. O sábio é aquele que atinge essa percepção. Para Platão, conhecer o Bem significa tornar-se virtuoso. Aquele que conhece a justiça não pode deixar de agir de modo justo. Em relação às ideias, aos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens subsecutivos.","vida de Geraldo Viramundo: sua troca de correspondência com os estudantes, julgando estar a se corresponder com sua amada. é impossível dar a exata medida do grau de maluquice que inspiraram tais cartas: infelizmente se perderam e de nenhuma esforços em rebuscar coleções, arquivos e alfarrábios em minha terra. Sou forçado, pois, a limitar-me aos elementos de que Viramundo em Ouro Preto, e dando viço às suas peregrinações. Com referência aos sentidos do texto precedente e às estruturas linguísticas nele empregadas, julgue os itens a seguir.","decorrente, principalmente, da redução de barreiras ao comércio mundial, da maior velocidade das inovações tem exigido mudanças efetivas na atuação do comércio internacional. passa pela concorrência, visto que é por meio da garantia e da possibilidade de entrar no mercado internacional, se consubstancia a plena expansão das atividades comerciais e se alcança o resultado último dessa interatuação: o preço Defesa da concorrência e defesa comercial são instrumentos à disposição dos Estados para lidar com distintos diferença o efeito que cada instrumento busca neutralizar. A política de defesa da concorrência busca advindas do exercício de poder de mercado. A política de defesa comercial busca proteger a indústria nacional Acerca de aspectos linguísticos do texto precedente e das ideias nele contidas, julgue os itens a seguir.","A respeito de aspectos linguísticos do texto CB1A1BBB, julgue os itens a seguir.","Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto apresentado, julgue os itens que se seguem."],"questions":[{"id":"d6c32ee2fe66","number":4,"stem":0,"statement":"A correção gramatical e os sentidos originais do texto seriam mantidos caso o termo “dos”, em “respeito dos vizinhos” (segundo período do segundo parágrafo), fosse substituído por aos.","answer":"E","source":{"slug":"SUSEP_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"A troca é gramaticalmente possível, mas inverte os papéis. Com de, os vizinhos são quem respeita — o respeito que eles dedicam a alguém, sentido exigido pelo contexto, em que a pessoa compra o carro para ser bem-vista. Com a, os vizinhos passam a ser quem recebe o respeito. Como o item promete correção e sentidos originais, basta a segunda metade falhar.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"os sentidos originais do texto seriam mantidos","corrected_statement":"A correção gramatical seria mantida, mas não os sentidos originais do texto, caso o termo “dos”, em “respeito dos vizinhos” (segundo período do segundo parágrafo), fosse substituído por aos.","concept":"Respeito dos × respeito aos: quem respeita quem","citation":null,"trap_note":"A preposição carrega sentido, não só forma. Em nomes derivados de verbo, de costuma marcar o agente e a marca o paciente: o respeito dos vizinhos × o respeito aos vizinhos, o amor da mãe × o amor à mãe. Quando o item promete correção e sentido, confira os dois — a armadilha mora na metade que sobra."}},{"id":"521275827223","number":9,"stem":1,"statement":"No penúltimo período do segundo parágrafo, o emprego da preposição “de”, em “de ter aptidão”, deve-se à regência do termo “capacidade”.","answer":"E","source":{"slug":"IBAMA_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O regente está imediatamente à esquerda da preposição, e ali está “depender”: não depende de receber a educação adequada ou de ter aptidão. O verbo depender rege de e coordena os dois complementos; “capacidade”, além de estar várias palavras atrás, aparece em outro período e não governa nada ali. É o padrão fixo do tópico: o item descreve certo o fenômeno e aponta o termo errado.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"deve-se à regência do termo “capacidade”","corrected_statement":"No penúltimo período do segundo parágrafo, o emprego da preposição “de”, em “de ter aptidão”, deve-se à regência da forma verbal “depende”.","concept":"O regente é o termo colado à preposição","citation":null,"trap_note":"Em complementos coordenados, os dois são regidos pelo mesmo termo: descoberto o regente do primeiro de, está descoberto o do segundo. Confira sempre o primeiro elemento da série antes de aceitar o regente que o item oferece."}},{"id":"71b2e8187f94","number":16,"stem":2,"statement":"No trecho “de reduzirem suas emissões” (primeiro período do terceiro parágrafo), a substituição da preposição “de” pela preposição a manteria a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_RS_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Quem rege é o substantivo “compromisso”, e compromisso pede de: o compromisso de reduzir, o compromisso de países e empresas de reduzirem suas emissões. A preposição a não figura na regência desse nome — compromisso a reduzir não é construção da língua —, de modo que a troca quebra a correção. Regência nominal não é intercambiável por proximidade de sentido entre preposições.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"pela preposição a manteria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"No trecho “de reduzirem suas emissões” (primeiro período do terceiro parágrafo), a substituição da preposição “de” pela preposição a prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"Compromisso rege de","citation":null,"trap_note":"O item que oferece uma preposição vizinha só passa quando o nome admite as duas de fato — composto de/por, dúvida de/sobre, combate a/de. Fora dessa lista curta, a troca é erro: decore as regências, não a desconfiança."}},{"id":"c169bf026ddb","number":2,"stem":3,"statement":"Em “chegaremos à mesma conclusão” (primeiro período), o vocábulo “à” recebe o acento indicativo de crase porque representa a fusão entre a preposição a, exigida pela regência do verbo chegar, e o artigo definido feminino que precede o termo “mesma”.","answer":"C","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A conta do acento grave tem duas parcelas e o item descreve as duas corretamente. Chegar, no sentido de atingir um ponto, rege a — chega-se a algum lugar, a alguma conclusão —, e “conclusão” é feminino e está determinado, admitindo o artigo a. Somadas preposição e artigo, sai a crase: chegaremos à mesma conclusão.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Crase = preposição regida + artigo feminino","citation":null,"trap_note":"Todo item de crase é, na primeira metade, um item de regência: descubra que preposição o verbo ou o nome exige e só depois pergunte se a palavra seguinte aceita artigo. Faltando qualquer das duas parcelas, não há acento."}},{"id":"e156ff462949","number":6,"stem":4,"statement":"No segundo período do texto, a omissão da preposição “em” manteria tanto os sentidos originais quanto a correção gramatical do trecho em questão.","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O segundo período é “O desenvolvimento das crianças está interligado ao ambiente em que elas vivem”, e o em ali é regido por “viver”, que pede essa preposição para indicar lugar: elas vivem nesse ambiente. Retirada a preposição, o relativo perde a função de adjunto adverbial e a oração fica malformada — o ambiente que elas vivem. A preposição não é reforço estilístico; é parte da regência.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"a omissão da preposição “em” manteria tanto os sentidos originais quanto a correção gramatical","corrected_statement":"No segundo período do texto, a omissão da preposição “em” prejudicaria tanto os sentidos originais quanto a correção gramatical do trecho em questão.","concept":"Viver em: preposição exigida diante do relativo","citation":null,"trap_note":"Esta proposta se repete de prova em prova com o mesmo verbo — o século em que vivemos, o ambiente em que vivem. Some o em só quando nenhum termo o exigir; havendo regente, a omissão derruba a oração."}},{"id":"f914dba2701e","number":10,"stem":5,"statement":"A omissão da preposição “a” no trecho “primeira eleição a que Rui Barbosa concorreu” (primeiro período do primeiro parágrafo) prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Concorrer, no sentido de disputar, é transitivo indireto e rege a: concorre-se a uma eleição, a um cargo. Refeita a adjetiva, a preposição reaparece — Rui Barbosa concorreu à primeira eleição —, o que mostra que ela é exigida e sobe presa ao relativo. Omiti-la deixaria “que” sem função na oração e o verbo sem o complemento que pede.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Concorrer a: preposição regida diante do relativo","citation":null,"trap_note":"Desfazer o relativo é o procedimento que resolve a maior parte deste tópico. Reponha o antecedente no lugar do pronome, leia a oração isolada e observe qual preposição o verbo ou o nome de lá reclama — é essa, e ela não é negociável."}},{"id":"9839774a17e7","number":10,"stem":6,"statement":"No trecho “este último se refere à preocupação com o respeito à cultura e o acesso à água” (segundo período do terceiro parágrafo), o segmento “o acesso à água” complementa o sentido do termo “preocupação”, por isso estariam mantidas a correção gramatical do texto e a coerência de suas ideias caso se inserisse a preposição com imediatamente depois do vocábulo “e” — e com o acesso à água.","answer":"C","source":{"slug":"ANA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Preocupação” rege com, e os dois termos coordenados completam esse mesmo nome: preocupação com o respeito à cultura e com o acesso à água. Repetir a preposição diante do segundo elemento é facultativo em coordenação, de modo que tanto a forma do texto quanto a proposta são corretas — e a repetição ainda desfaz a leitura de que “o acesso à água” seria complemento de “respeito”. Correção e coerência ficam preservadas.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Repetição facultativa da preposição em termos coordenados","citation":null,"trap_note":"Diante de termos coordenados que completam o mesmo nome, repetir a preposição é opcional e costuma ganhar em clareza. Antes de julgar, verifique qual nome os dois termos completam — é isso que decide se a inserção cabe."}},{"id":"e8be4fc2281b","number":12,"stem":7,"statement":"No último período do texto, o emprego da preposição “de” subsequente aos dois-pontos deve-se à regência da forma verbal “sentem”.","answer":"E","source":{"slug":"BDMG_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Os dois-pontos introduzem o conteúdo da conclusão, e é o substantivo “conclusão” que rege de — chegaram a uma conclusão: a de que pessoas felizes se sentem melhores. A forma verbal “sentem” está dentro da oração introduzida pelo de e não poderia reger a preposição que a antecede; ela é o núcleo do conteúdo, não o regente. O regente está antes dos dois-pontos.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"deve-se à regência da forma verbal “sentem”","corrected_statement":"No último período do texto, o emprego da preposição “de” subsequente aos dois-pontos deve-se à regência do substantivo “conclusão”.","concept":"Oração completiva nominal: quem rege é o nome","citation":null,"trap_note":"Dois-pontos não apagam a regência do que veio antes. Quando a preposição abre a explicitação de um nome abstrato — conclusão, certeza, impressão, necessidade —, é esse nome que a exige, e nunca o verbo que aparece depois dela."}},{"id":"b1668105d1a0","number":12,"stem":8,"statement":"Em “na ponta” (último período), a substituição de “na” por da prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_PROCURADOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Quem rege é o verbo “consistir”, que pede em: o problema consiste em algo. A contração na é justamente essa preposição somada ao artigo de a ponta; trocando por da, entra a preposição de, que consistir não admite. O verbo perde o complemento exigido e a construção deixa de ser correta.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Consistir em: preposição fixa","citation":null,"trap_note":"Contrações escondem preposições: na, da, pela e no são preposição mais artigo. Antes de julgar a troca, separe a contração e pergunte qual das duas preposições o regente aceita."}},{"id":"576fbc6f4af5","number":13,"stem":9,"statement":"Mantendo-se a correção gramatical e o sentido do trecho “combate à dengue”, o termo “à” poderia ser substituído por da.","answer":"C","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Combate” rege a ou de, e as duas apontam o mesmo alvo: combate à dengue e combate da dengue dizem que a dengue é o que se combate. Nenhuma das duas inverte os papéis, de modo que correção e sentido se preservam. Note que, com a preposição a, entra o artigo feminino e com ele o acento grave; com de, a fusão produz simplesmente da.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Combate a / combate de: mesmo alvo","citation":null,"trap_note":"Nem toda troca de preposição muda o papel semântico. Em combate a/de o alvo é o mesmo; em respeito dos/aos, não. A pergunta útil é sempre: quem faz e quem recebe a ação depois da troca?"}},{"id":"ed05f93f16f2","number":15,"stem":10,"statement":"A substituição do segmento “menor que” (segundo período do segundo parágrafo) pelo vocábulo inferior prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"FUNPRESP_24_EXE","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Menor” admite a comparação com que; “inferior” não: é um dos adjetivos de origem latina que regem obrigatoriamente a — inferior a, superior a, anterior a, posterior a, preferível a. Trocando apenas a palavra e conservando o resto, obtém-se inferior que a do homem, que é agramatical; para ficar correto seria preciso mexer também na preposição, e com o artigo feminino seguinte apareceria ainda o acento grave: inferior à do homem.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Inferior, superior, anterior e preferível regem a","citation":null,"trap_note":"Substituir uma palavra pode obrigar a mudar a preposição que vem depois. Este é o ponto em que regência nominal desemboca em crase: inferior a mais artigo feminino dá inferior à."}},{"id":"6dae2310038f","number":22,"stem":11,"statement":"No trecho “democracia é o regime político em que o povo exerce o poder” (segundo período do primeiro parágrafo), a omissão da preposição “em” não prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Desfeita a adjetiva, aparece a preposição que a frase pedia: o povo exerce o poder nesse regime. O verbo “exercer” já tem seu objeto direto, “o poder”, de modo que, sem o em, o relativo “que” fica sem função dentro da oração que introduz. A preposição não é ornamento: é o que dá ao relativo o papel de adjunto adverbial de lugar.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"a omissão da preposição “em” não prejudicaria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"No trecho “democracia é o regime político em que o povo exerce o poder” (segundo período do primeiro parágrafo), a omissão da preposição “em” prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"Sem a preposição, o relativo fica sem função","citation":null,"trap_note":"O critério não é a frase continuar compreensível: é o relativo ter papel sintático na oração que abre. Refaça a adjetiva como oração independente, ponha o antecedente no lugar do pronome e veja se a preposição volta sozinha."}},{"id":"03f5396423a7","number":6,"stem":12,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, o segmento “combinadas com a IA” (penúltimo período do primeiro parágrafo) poderia ser reescrito como combinadas à IA.","answer":"C","source":{"slug":"CTI_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Combinado” admite com e a: combinado com algo, combinado a algo. Sendo as duas regências legítimas, a reescrita mantém correção e sentido, e o acento grave em “à IA” resulta da soma da preposição a com o artigo feminino de a IA. É a mesma conta de sempre: regência primeiro, artigo depois.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Combinado com / combinado a: dupla regência","citation":null,"trap_note":"Quando a troca de preposição faz aparecer um acento grave, confira as duas parcelas: a preposição tem de ser exigida e a palavra seguinte tem de aceitar artigo. Aqui as duas se cumprem, e por isso combinadas à IA é correto."}},{"id":"cfe3f7015f79","number":12,"stem":13,"statement":"Seria mantida a correção gramatical do texto caso o trecho “das quais” (último período do terceiro parágrafo) fosse substituído por sobre as quais.","answer":"C","source":{"slug":"MEC_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Quem rege é o nome “dúvidas”, e dúvida admite tanto de quanto sobre: ter dúvidas de algo, ter dúvidas sobre algo. Como as duas preposições são legítimas com esse nome, o relativo pode aparecer em qualquer das duas formas — das quais ou sobre as quais — sem prejuízo da correção. É um caso de dupla regência nominal, não de troca arbitrária.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Dúvida de / dúvida sobre: dupla regência","citation":null,"trap_note":"A pergunta certa diante de uma troca de preposição no relativo é: o nome ou o verbo de dentro da adjetiva admite as duas? Admitindo, a troca passa; caso contrário, cai. Aqui quem manda é dúvidas, não o verbo ter."}},{"id":"48af18e1abf6","number":13,"stem":14,"statement":"No trecho “com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida” (terceiro período do primeiro parágrafo), o emprego da preposição “com” em sua segunda ocorrência justifica-se pelo necessário estabelecimento do paralelismo sintático entre as expressões introduzidas pela referida preposição.","answer":"E","source":{"slug":"CNMP_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"A segunda preposição não está ali por simetria com a primeira: ela é pedida pelo particípio “relacionada”, que rege a ou com — relacionada com a resistência. Paralelismo é figura de construção, não fonte de regência, e as duas ocorrências de “com” têm regentes distintos: a primeira é exigida por “dotados de relações territoriais específicas, com presunção de…”, a segunda por “relacionada”. Leia da preposição para trás e pare no primeiro termo capaz de pedi-la.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"justifica-se pelo necessário estabelecimento do paralelismo sintático","corrected_statement":"No trecho “com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida” (terceiro período do primeiro parágrafo), o emprego da preposição “com” em sua segunda ocorrência justifica-se pela regência do particípio “relacionada”, que exige essa preposição.","concept":"Regência do particípio × paralelismo sintático","citation":null,"trap_note":"Quando o item não consegue apontar um termo regente plausível, ele inventa um princípio — paralelismo, eufonia, ênfase. Preposição exigida tem sempre um dono, e o dono está imediatamente à esquerda dela."}},{"id":"4e208421057e","number":15,"stem":15,"statement":"Seriam preservadas a correção gramatical e a coerência do fragmento “O futuro da arquitetura está na interseção entre inovação tecnológica e intenção humana” caso os vocábulos “entre” e “e” fossem substituídos, respectivamente, por da e com a.","answer":"C","source":{"slug":"CAU_BR_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Interseção” admite as duas construções: interseção entre X e Y, com os dois termos ligados pela preposição única, e interseção de X com Y, em que o nome rege de para o primeiro elemento e com para o segundo. A reescrita proposta é exatamente a segunda forma — a interseção da inovação tecnológica com a intenção humana —, e mantém tanto a correção quanto a ideia de ponto comum entre as duas coisas.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Interseção entre X e Y = interseção de X com Y","citation":null,"trap_note":"Há nomes de dupla regência em que a troca é legítima. Antes de recusar por reflexo, teste a construção proposta isolada: se ela existe na língua com o mesmo sentido, o item é Certo."}},{"id":"567b6b1b3364","number":16,"stem":16,"statement":"Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto se o termo ‘pelo’, em ‘O mercado nacional é composto pelo que é produzido aqui’ (penúltimo parágrafo), fosse substituído por daquilo.","answer":"C","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NM","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Composto” rege de ou por, e “o que” equivale a aquilo que. Com a preposição de, a fusão com o demonstrativo aquilo produz daquilo que — o mercado nacional é composto daquilo que é produzido aqui —, construção correta e de mesmo sentido que a do texto. A troca mantém o regente, apenas muda para a outra preposição que ele admite.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Composto de/por com o relativo o que","citation":null,"trap_note":"Quando a substituição envolve o que, lembre que ele vale por aquilo que: a preposição se funde com o demonstrativo — daquilo que, naquilo que, àquilo que. Falhar essa fusão é o que costuma tornar a proposta agramatical."}},{"id":"5c641b7b7407","number":17,"stem":17,"statement":"A inserção da preposição por após o verbo “demandar” (primeiro período do texto) seria gramaticalmente correta, sem prejuízo dos sentidos originais, dada a regência variável desse verbo.","answer":"E","source":{"slug":"INPI_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Demandar, no sentido de reclamar ou exigir, é transitivo direto: demandar reconhecimento oficial, como está no texto. Não há aqui a alternância que o item alega — a preposição por não integra a regência desse verbo nesse sentido, e sua inserção produziria construção agramatical. Regência variável é propriedade de verbos específicos, e afirmá-la de um verbo qualquer é inventar a justificativa.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"seria gramaticalmente correta, sem prejuízo dos sentidos originais, dada a regência variável desse verbo","corrected_statement":"A inserção da preposição por após o verbo “demandar” (primeiro período do texto) seria gramaticalmente incorreta, pois o verbo, no sentido de exigir, é transitivo direto.","concept":"Demandar algo: verbo transitivo direto","citation":null,"trap_note":"Desconfie do item que licencia uma preposição invocando “regência variável”: a expressão soa técnica e serve para tudo. Teste a construção proposta isolada e veja se ela existe; se não existe, o princípio invocado era decorativo."}},{"id":"513a385c9457","number":8,"stem":18,"statement":"No segundo período do terceiro parágrafo, o emprego da preposição “para”, em “para cuja solução”, se justifica pela regência do verbo contribuir, presente na forma verbal “têm contribuído”.","answer":"C","source":{"slug":"MCOM_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Desfeita a adjetiva, a regência aparece: a ciência e a tecnologia têm contribuído para a solução desses desafios. Contribuir rege para, e essa preposição sobe e se prende ao relativo, produzindo “para cuja solução”. Cujo não dispensa preposição: quem decide qual preposição o antecede é o termo que vem depois dele, integrado à oração adjetiva.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"A preposição diante de cujo vem da regência de dentro da adjetiva","citation":null,"trap_note":"Leia cujo como do qual e refaça a oração: contribuíram para a solução deles. A preposição que sobrar à esquerda na frase refeita é a que deve aparecer antes de cujo — para cuja solução, de cujo resultado, a cuja origem."}},{"id":"1c2b79be6797","number":8,"stem":19,"statement":"Mantendo-se a correção gramatical do trecho “essenciais para desenvolver capacidade de escuta e habilidades protetivas em saúde mental” (terceiro parágrafo), o termo “para” poderia ser substituído por a.","answer":"E","source":{"slug":"SEDUC_AL_21","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Essencial” rege a diante de substantivo — essencial à saúde mental — e para diante de infinitivo — essenciais para desenvolver capacidade de escuta. Como o termo regido aqui é a oração reduzida de infinitivo “desenvolver capacidade de escuta”, a preposição cabível é para; essenciais a desenvolver não é construção da língua. A substituição, portanto, quebra a correção.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"o termo “para” poderia ser substituído por a","corrected_statement":"Mantendo-se a correção gramatical do trecho “essenciais para desenvolver capacidade de escuta e habilidades protetivas em saúde mental” (terceiro parágrafo), o termo “para” não poderia ser substituído por a.","concept":"Essencial a substantivo × essencial para infinitivo","citation":null,"trap_note":"Adjetivos como essencial, necessário, útil e indispensável mudam de preposição conforme o que vem depois: a com substantivo, para com infinitivo. O item oferece a preposição correta do outro contexto — troca de vizinho, não absurdo."}},{"id":"f18a97591efe","number":5,"stem":20,"statement":"A omissão da preposição “em”, no trecho “explicações para paradigmas existentes no século em que vivemos” (primeiro período do primeiro parágrafo), prejudicaria a correção gramatical e o sentido original do texto.","answer":"C","source":{"slug":"SESAU_AL_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Refeita a adjetiva, a preposição reaparece: vivemos no século. Viver, com sentido de existir em determinado tempo ou lugar, exige em, e é essa preposição que sobe presa ao relativo. Sem ela, “que” não teria função na oração que introduz — o verbo não pede objeto direto — e o trecho perderia também a indicação de tempo, que é o sentido buscado.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Viver em: preposição regida diante do relativo","citation":null,"trap_note":"Esta é a construção que o tópico mais repete. O teste é mecânico: desfaça a adjetiva pondo o antecedente no lugar do relativo; voltando a preposição sozinha, ela é exigida e não se suprime."}},{"id":"5797aa5c96d5","number":6,"stem":21,"statement":"Seria mantida a correção gramatical do texto caso o trecho “pelo qual” (primeiro período do primeiro parágrafo) fosse substituído por porque.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_21_NS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Pelo qual” é pronome relativo precedido da preposição por, exigida por “passar”: o ser humano pode passar por esse processo. Porque é conjunção: não retoma antecedente nenhum, não exerce função sintática dentro da oração e não carrega a preposição que o verbo pede. Trocando um pelo outro, “o processo” fica sem retomada e a adjetiva vira oração causal, o que desfaz a estrutura do período.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"fosse substituído por porque","corrected_statement":"Seria mantida a correção gramatical do texto caso o trecho “pelo qual” (primeiro período do primeiro parágrafo) fosse substituído por por meio do qual.","concept":"Relativo com preposição × conjunção causal","citation":null,"trap_note":"Antes de aceitar qualquer troca de relativo, responda a duas perguntas: a nova forma exige a mesma preposição? e ocupa a mesma função sintática dentro da oração? Uma conjunção falha nas duas, porque não ocupa função alguma."}},{"id":"b737e956cea7","number":1,"stem":22,"statement":"A correção gramatical do texto seria prejudicada caso se substituísse, na linha 9, “de que” por os quais.","answer":"C","source":{"slug":"MP_PI_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"Desfeita a adjetiva, aparece a regência: disponho dos elementos, porque dispor, no sentido de ter à disposição, é transitivo indireto e exige de. Essa preposição sobe e se prende ao relativo, produzindo “de que”. Trocar por os quais troca o pronome mas abandona a preposição, e o verbo fica sem o complemento que pede; a substituição só seria legítima na forma dos quais.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"A preposição sobe com o relativo","citation":null,"trap_note":"Substituir que por o qual é sempre possível; substituir de que por os quais não é, porque o que muda de forma é o pronome, não a regência. Se a preposição desaparece na proposta, a proposta está errada."}},{"id":"84a7253096b0","number":8,"stem":23,"statement":"O emprego da preposição de introduzindo “das inovações” (R.3) é exigido pela presença de “decorrente” (R.2), sendo as inovações uma das quatro causas da crescente internacionalização mencionadas no texto.","answer":"E","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"O regente indicado está longe demais. O de exigido por “decorrente” é o que introduz “da redução de barreiras”, “da maior velocidade” e “dos grandes avanços”; o de que aparece em “das inovações” é pedido pelo substantivo imediatamente anterior, “velocidade” — a velocidade das inovações tecnológicas. Além disso, o texto arrola três causas, não quatro.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"é exigido pela presença de “decorrente” (R.2)","corrected_statement":"O emprego da preposição de introduzindo “das inovações” (R.3) é exigido pela presença de “velocidade” (R.3), sendo as inovações uma das três causas da crescente internacionalização mencionadas no texto.","concept":"O regente é o termo colado à preposição","citation":null,"trap_note":"A fórmula “o emprego da preposição X deve-se à regência de Y” é o padrão mais confiável deste tópico, e o Y oferecido é quase sempre o termo de aparência importante, não o que está colado à preposição. Leia da preposição para trás, palavra por palavra, e pare na primeira capaz de pedi-la."}},{"id":"cc5bfe1a8c1f","number":12,"stem":24,"statement":"A correção gramatical do texto seria preservada caso a preposição que inicia o trecho “em área de clima tropical” (R. 3 e 4) fosse eliminada.","answer":"C","source":{"slug":"EBSERH_18_MEDICA","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"Aquele “em” não é regido: nenhum verbo nem nome anterior o exige. Ele apenas introduz um adjunto adverbial de lugar que, suprimida a preposição, passa a funcionar como aposto de “região noroeste do estado” — área de clima tropical —, construção igualmente correta. A distinção que decide o item é entre preposição exigida e preposição de adjunto: só a primeira é insuprimível.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Preposição regida × preposição de adjunto","citation":null,"trap_note":"Antes de julgar qualquer supressão de preposição, procure o regente. Havendo um verbo ou nome que a exija, a supressão quebra a estrutura; não havendo, o termo é adjunto e costuma sobreviver como aposto ou como adjunto sem preposição."}},{"id":"9c8afb84134a","number":18,"stem":25,"statement":"Seria preservada a correção gramatical do texto se, no trecho “composta minimamente de um radar” (R. 13 e 14), fosse empregada a preposição por, em vez da preposição “de”.","answer":"C","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"“Composto” admite as duas preposições: composto de e composto por. Ambas introduzem os elementos que integram o todo, e a alternância não altera a relação entre eles nem a estrutura da frase — composta minimamente por um radar é tão correto quanto composta minimamente de um radar. É um caso de dupla regência do particípio.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Composto de / composto por: dupla regência","citation":null,"trap_note":"Guarde a lista curta das trocas que passam — composto de/por, combinado com/a, combate a/de, dúvida de/sobre, relacionado a/com. Fora dela, presuma preposição única e confira o regente."}}]}