{"subject_id":"3a3cc48d0099812eb026fc53772c3dd4","topico":"Vírgula — usos: deslocamentos, apostos, explicativas, enumerações","stems":["Linguagem Simples é o nome dado no Brasil a um conjunto de técnicas de redação e de design da informação usadas para produzir textos claros para o público-alvo das comunicações oficiais. Quando falamos em “público-alvo”, estamos tratando especificamente da parcela da população a quem a informação se destina. Uma pessoa pode, por exemplo, redigir um texto para um site de câmara municipal com o objetivo de que seja compreendido por cidadãos com ensino médio completo; um folheto sobre malária para uma população ribeirinha de baixa escolaridade; ou, ainda, um estudo legislativo para embasar o trabalho de um deputado. Em qualquer dessas situações, tanto o público como a instituição vão se beneficiar do uso da Linguagem Simples. Embora no Brasil o termo “Linguagem Simples” tenha prevalecido, o mote da técnica não é exatamente “quanto mais simples, melhor”, mas “quanto mais claro, melhor”. Tendo-se em mente que a clareza, e não a simplicidade, é a meta última da técnica, é possível e desejável usá-la até mesmo para redigir um texto técnico para o público especialista em determinado assunto. Em casos como esse, trocar palavras difíceis por outras mais fáceis não será a primeira preocupação. A Linguagem Simples vai muito além da escolha de palavras. A técnica engloba diretrizes relacionadas à arquitetura da informação, à estrutura das frases e ao design, com o objetivo de reduzir o tempo e a dificuldade para o cérebro processar informações. Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","Texto CG2A1 Um dos principais benefícios da comunicação não violenta (CNV) é a promoção da empatia e da compaixão entre as pessoas. Ao reconhecer as necessidades e os sentimentos dos outros, somos capazes de nos colocar em seus lugares e compreender suas perspectivas, o que facilita a resolução de conflitos e a construção de relações mais saudáveis. Como afirma Marshall Bertram Rosenberg, em sua obra Comunicação não violenta, “a CNV nos guia na reformulação do nosso modo de expressão e escuta dos outros, pela concentração em quatro áreas: o que observamos, o que sentimos, do que necessitamos e o que pedimos para nos enriquecer a vida”. A CNV promove uma escuta, um respeito e uma empatia profundos. Algumas pessoas usam a CNV para reagir compassivamente a si mesmas; outras, para estabelecer maior profundidade em suas relações pessoais, e outras, ainda, para gerar relacionamentos eficazes no trabalho ou na política. No mundo inteiro, utiliza-se a CNV para mediar disputas e conflitos em todos os níveis. Particularmente no que se refere à função ministerial, é preciso que se evite o que o autor chama de comunicação alienante da vida, isto é, “os juízos morais, que atribuem erro ou ruindade às pessoas que não agem conforme certos valores”. Com efeito, um órgão acusatório inevitavelmente terá que formular, de modo técnico, imputações acerca da prática de ilícitos (uma denúncia criminal narrará a prática de uma conduta que se amolda a um tipo penal), o que não significa, contudo, que os agentes públicos que integram a instituição estejam autorizados a proferir julgamentos morais. No modelo de um Ministério Público dialógico, ou seja, aquele que efetivamente se abre à interlocução com a sociedade, a CNV é fator que transforma o discurso em prática, pois propicia o diálogo face a face com os mais diferentes e antagônicos setores e, a partir disso, a construção de confiança e o desenvolvimento do compromisso e da compreensão comuns entre os atores envolvidos. De acordo com as ideias veiculadas no texto CG2A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CG2A1.","Texto CG1A1 Em 2015, o professor Robert Waldinger participou de uma conferência apresentando uma palestra chamada “O que torna uma vida boa? Lições sobre o mais longo estudo sobre felicidade”. O tema se tornou, anos depois, um livro do palestrante sobre o assunto, que entrou na lista dos mais vendidos, segundo o jornal The New York Times. Professor de psiquiatria em Harvard, Waldinger é o quarto pesquisador a dirigir o Estudo sobre Desenvolvimento Adulto, que existe na universidade desde 1938 e está em andamento até hoje. O trabalho é o maior já realizado sobre o tema e monitora questões relativas a bem-estar, desenvolvimento e felicidade. Atualmente, a pesquisa está na segunda geração e dela participam os filhos dos primeiros participantes. O principal achado da pesquisa chama a atenção: a chave para uma vida mais feliz e saudável são os relacionamentos que cultivamos. Boas relações ajudam a reduzir os níveis de estresse e também influenciam a maneira como lidamos com dificuldades e situações desafiadoras. Waldinger afirma que cultivar relacionamentos recíprocos, que contam com apoio mútuo e espaço para crescimento, é o que traz mais felicidade. Por outro lado, passar muito tempo no trabalho é um constante arrependimento dos participantes do estudo. Além desses, há outros fatores que interferem na saúde mental e na sensação de felicidade — e um deles pode ser dinheiro. O pesquisador ressalta que ter muito dinheiro ou fama não tem relação direta com a felicidade. Contudo, a pobreza impacta a satisfação com a vida. Waldinger aponta que, enquanto não se tem as necessidades básicas garantidas, sentir-se feliz e pleno é uma tarefa difícil. Por outro lado, a partir do momento em que necessidades como alimentação, moradia e educação estão garantidas, ganhar mais dinheiro não significa sentir felicidade. É aí que está a importância de cultivar bons relacionamentos. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nEm relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto CG1A1, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1 Entre as décadas de 1890 e 1930, período caracterizado pelo processo de modernização das grandes cidades, observou-se uma das maiores transformações técnicas nas habitações: a sua articulação aos sistemas de infraestrutura urbana. Com a chegada dos serviços de abastecimento de energia e saneamento no interior da moradia, surgiu a necessidade de espaços e práticas específicas para o funcionamento da nova aparelhagem, o que implicava a reorganização dos ambientes e da vida doméstica. Um dos grandes feitos da tecnologia das canalizações foi concentrar e organizar os fluxos de água pura e servida, antes dispersos pelo espaço da cidade, e estabelecer, assim, maior controle sobre a captação e o descarte da água. Simultaneamente à oferta da infraestrutura sanitária, existia uma série de ações deliberadas para a extinção do uso compartilhado e gratuito da água, como a destruição dos chafarizes, para forçar a conexão das residências às redes urbanas, e a proibição do uso dos rios e córregos para banho, lavagem de roupa ou despejo de dejetos. Além dos riscos que ofereciam à saúde pública, essas práticas, comuns até então, passaram a ser consideradas como expressão do atraso civilizacional das grandes cidades do país, obstáculos em seu processo de modernização. Nesse sentido, o cerceamento de determinadas práticas no espaço público respondia ao enquadramento de ordem do sistema de higiene, pelo qual se promovia a casa como lugar privilegiado do domínio sobre o consumo da água e de eliminação dos dejetos. Trata-se do processo que François Béguin, engenheiro de materiais e ex-líder do Grupo de Energia e Meio Ambiente, na França, denomina de “domesticação da circulação dos fluidos”, em referência ao pioneiro sistema urbano de redes nas cidades industriais inglesas do século XIX. Béguin mostra que, embora não tenham sido desenvolvidos para as habitações residenciais, o aparelhamento técnico e as atividades de captação de água, lavagem de roupa, banhos, despejo de água servida etc. passaram a ter lugar nos espaços domésticos. A configuração arquitetônica foi transformada com a instalação de dispositivos e equipamentos, bem como com a formulação de ambientes especiais, como os banheiros. Julgue os itens seguintes, relativos às ideias do texto CG1A1.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, com base na estruturação linguística do texto CG1A1 e no vocabulário nele empregado.","Texto CG1A1 Em um mundo que corre contra o relógio para descarbonizar a economia e conter o avanço das mudanças climáticas, medir e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) das atividades diretas dos negócios está longe de ser suficiente. Na maioria dos setores, é na cadeia de valor que acontece a maior parte das emissões, ou seja, fora do “muro” das fábricas, dos escritórios e de outros negócios. Isso inclui as operações dos fornecedores, até mesmo os pequenos, e o modo como os clientes usam um produto ou serviço. Fazer o diagnóstico da pegada de carbono de toda a cadeia e agir para reduzi-la está na ordem do dia. Não só porque é a coisa certa a se fazer, mas porque o mundo caminha para exigir das empresas que se responsabilizem pelo que acontece em sua cadeia de valor. O Acordo de Paris e outras iniciativas internacionais reforçaram o compromisso de países e empresas de reduzirem suas emissões para limitar o aquecimento global a uma temperatura de 1,5 °C a 2 °C acima dos níveis pré-industriais até 2100. Além disso, muitos países estão introduzindo regulamentações e padrões de sustentabilidade que exigem uma abordagem mais abrangente para medir emissões de carbono. A União Europeia (UE), por exemplo, estabeleceu uma série de metas e compromissos de redução de emissões para seus Estados-membros. Um dos objetivos é a redução das suas emissões de GEE em pelo menos 40% até 2030, em comparação com os níveis de 1990. Além disso, o impacto ambiental das marcas é cada vez mais considerado pelos consumidores ao redor do mundo. A pesquisa Future Consumer Index, da consultoria Ernest&Young, realizada com 21.000 entrevistados de 27 países, evidencia essa percepção. Entre os brasileiros, por exemplo, 73% se declararam profundamente preocupados com a fragilidade do planeta. A falta de informação, transparência e padronização, no entanto, também continua sendo um desafio mencionado pelos consumidores, que ainda não enxergam o impacto das escolhas que fazem para o meio ambiente quando compram um produto. Dessa forma, a pegada de carbono de um produto torna-se um fator relevante de atenção da indústria. Além da preocupação ambiental e regulatória, esse tema se tornou uma questão de mercado. Entender como as emissões de GEE ganharam destaque na mesa de discussões de presidentes e diretores-executivos é importante para compreender como o tema foi ganhando força nas últimas décadas. De acordo com as ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1 e do vocabulário nele empregado, julgue os próximos itens.","diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Com o avanço das novas tecnologias da informação e comunicação, observa-se na atualidade um processo de migração dos ambientes reais e analógicos para os virtuais e digitais. Inúmeros são os benefícios do oferecimento de produtos e da prestação de serviços no ambiente digital. No entanto, a exposição em rede costuma atrair riscos que, embora invisíveis, apresentam um potencial destrutivo alto: os ciberataques e o seu impacto para as organizações, as empresas e as pessoas envolvidas. Os ataques cibernéticos podem ter como alvos pessoas, organizações políticas e sociais, empresas públicas e privadas, postos fiscais, tribunais, bases militares, autarquias e ministérios do Estado, variando conforme a motivação que os ensejou: interrupção de sistemas e serviços essenciais, resgate de valores em troca de arquivos criptografados, extração de dados, repercussão política ou até mesmo a lesão física de pessoas. Com referência às ideias e às estruturas linguísticas do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","Texto CG1A1-I A expressão “inteligência artificial” é muito popular, tanto na literatura técnica quanto no imaginário popular. A sociedade se espanta com os prometidos ganhos em bem-estar e produtividade e se apavora com perspectivas apocalípticas relacionadas à inteligência artificial. Em muitos casos, o que se observa é a confusão entre inteligência artificial e toda e qualquer atividade que envolve aparelhos digitais. Muitas inovações recentes creditadas à inteligência artificial decorrem simplesmente da automatização de tarefas cotidianas ou do uso de tecnologias dominadas há algum tempo. É preciso filtrar um pouco os excessos e procurar se ater aos pontos que caracterizam mais fortemente as inteligências artificiais, mesmo que tenhamos uma definição vaga de inteligência artificial. Um agente inteligente, de forma geral, deve ser capaz de representar conhecimento e incerteza; de raciocinar; de tomar decisões; de aprender com experiências e instruções; de se comunicar e interagir com pares e com o mundo. Embora alguém possa imaginar cérebros biológicos artificiais, hoje toda a ação em inteligência artificial está centrada em computadores digitais construídos a partir de silício. Com base nas ideias do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, em relação a estruturas linguísticas do texto CG1A1-I.","Texto CB1A1-I A forma peculiar como se processou a independência da América portuguesa teve consequências fundamentais no seu subsequente desenvolvimento. Tendo-se transferido o governo português para o Brasil sob a proteção inglesa e tendo-se operado a independência da colônia sem descontinuidade na chefia do governo, os privilégios econômicos de que se beneficiava a Inglaterra em Portugal passaram automaticamente para o Brasil independente. Com efeito, se bem haja conseguido separar-se de Portugal em 1822, o Brasil necessitou de vários decênios mais para eliminar a tutela que, graças a sólidos acordos internacionais, mantinha sobre ele a Inglaterra. Esses acordos foram firmados em momentos difíceis e constituíam, na tradição das relações luso-inglesas, pagamentos em privilégios econômicos de importantes favores políticos. Os acordos de 1810 foram firmados contra a garantia da Inglaterra de que nenhum governo imposto por Napoleão em Portugal seria reconhecido. Por eles se transferiam para o Brasil todos os privilégios de que gozavam os ingleses em Portugal — inclusive os de extraterritorialidade — e se lhes reconhecia demais uma tarifa preferencial. Tudo indica que, negociando esses acordos, o governo português tinha estritamente em vista a continuidade da casa reinante em Portugal, enquanto os ingleses se preocupavam em firmar-se definitivamente na colônia, cujas perspectivas comerciais eram bem mais promissoras que as de Portugal. Considerando as ideias veiculadas no texto CB1A1-I e as relações de coesão nele estabelecidas, julgue os próximos itens.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.","Preconceito e discriminação são termos próximos. Por vezes, juridicamente, parecem até a mesma coisa, como se depreende do texto da Lei n.º 7.716, de 5 de janeiro de 1989, complementada pela Lei n.º 9.459, de 15 de maio de 1997: “Serão punidos, na forma desta lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Mesmo assim, o preconceito pode ser definido como uma ideia de distinção, exclusão ou preferência baseada em raça, sexo, religião, origem social ou geográfica etc.; já a discriminação diz respeito à ação decorrente do preconceito. O preconceito é uma opinião; a discriminação, um comportamento real e efetivo. Sendo um pensamento, o preconceito, a rigor, não é crime. Quando se torna uma ação concreta ou uma afirmação pública, passa a ser discriminação e, a partir daí, é alvo da lei. O preconceito é considerado por nós a matriz que origina o ato discriminatório. Sem preconceito, não existiria discriminação. Ausente de sua expressão concreta discriminatória, o preconceito seria apenas uma fantasmagoria psíquica. Em referência às ideias veiculadas no texto apresentado e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens seguintes.","Um balanço feito pelo Instituto Sou da Paz e pelo INSPER mostrou que, em 2021, o Distrito Federal registrou a menor taxa de homicídios dos últimos 45 anos, mesmo com o aumento da população. Em Alagoas, os indicadores do mesmo crime caíram 14,8%. De acordo com o Segundo Balanço das Políticas de Gestão para Resultados na Segurança Pública, em São Paulo reduziu-se em 49% o roubo de veículos entre 2014 e 2021. O documento evidencia iniciativas estaduais que representam boas práticas na área de segurança pública. Segundo a diretora executiva do Instituto Sou da Paz, a pesquisa encontrou 11 estados com programas de gestão de resultado. O destaque é o Espírito Santo, que tem uma ação mais longeva e consegue manter um programa central que envolve as polícias com resultados importantes na redução dos homicídios. “São programas que, embora não sejam uma panaceia, conseguem contribuir muito para a integração das polícias, dão uma ferramenta para o secretário de segurança coordenar, dão uma visão de longo prazo para a segurança pública nos estados, o que não é algo trivial”, disse a diretora. “O estabelecimento de diretrizes baseadas em evidências é essencial para a promoção de melhorias na segurança pública dos estados brasileiros”, afirmou um professor do Centro de Gestão e Políticas Públicas do INSPER. Ele acrescentou que o balanço apresentado pelo instituto e pelo Sou da Paz buscou analisar o que funciona para a área, quais estados alcançaram sucesso nos últimos anos e como os gestores podem orientar propostas para conseguir os melhores resultados possíveis. Em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens a seguir.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Analisando-se a literatura produzida sobre justiça restaurativa desde o final da década de 70 do século passado, verifica-se que há diferentes abordagens, produzidas por estudiosos dos mais diversos campos do conhecimento (filosofia, psicologia social, antropologia, ciências jurídicas, pedagogia, assistência social, entre outros), incluídos acadêmicos, facilitadores de justiça restaurativa, servidores públicos e entusiastas da justiça restaurativa que buscam disseminar e fortalecer a sua implementação em nível institucional. Dada essa pluralidade de abordagens, surgiram diversas definições de justiça restaurativa na literatura ao longo das últimas décadas, razão pela qual alguns autores atuais apontam que o conceito de justiça restaurativa ainda estaria “em aberto”. Contudo, parece haver na literatura certo consenso de que tal pluralidade seria algo positivo, por possibilitar a adaptação do conceito a diferentes contextos culturais. Alguns autores também sugerem que a justiça restaurativa seria um conceito “guarda-chuva”, ou seja, um conceito que abarca uma vasta gama de formulações, desde que sejam conservados os elementos essenciais da justiça restaurativa. A respeito das ideias e de aspectos discursivos e linguísticos do texto precedente, julgue os itens subsecutivos.","Texto CG1A1 Observando os mineiros trabalharem, você percebe, por um breve instante, como são diferentes os universos habitados por diferentes pessoas. Os subterrâneos onde se escava o carvão são uma espécie de mundo à parte, e é fácil viver toda uma vida sem jamais ouvir falar dele. É provável que a maioria das pessoas até prefira não ouvir falar dele. E, contudo, esse mundo é a contraparte indispensável do nosso mundo da superfície. Praticamente tudo que fazemos, desde tomar um sorvete até atravessar o Atlântico, desde assar um filão de pão até escrever um romance, envolve usar carvão, direta ou indiretamente. Para todas as artes da paz, o carvão é necessário; e, se a guerra irrompe, é ainda mais necessário. Em épocas de revolução, o mineiro precisa continuar trabalhando, do contrário a revolução tem que parar, pois o carvão é essencial tanto para a revolta como para a reação. Seja lá o que for que aconteça na superfície, as pás e picaretas têm que continuar escavando sem trégua — ou fazendo uma pausa de algumas semanas, no máximo. Porém, de modo geral, não temos consciência disso; todos sabemos que “precisamos de carvão”, mas raramente, ou nunca, nos lembramos de tudo o que está envolvido no processo para se obter carvão. Aqui estou eu escrevendo, sentado diante da minha confortável lareira a carvão. De quinze em quinze dias, a carroça de carvão para na porta e uns homens de blusão de couro trazem o carvão para dentro de casa em sacos robustos, cheirando a piche, e o despejam no depósito de carvão embaixo da escada. É só muito raramente, quando faço um esforço mental bem definido, que estabeleço a conexão entre esse carvão e o penoso trabalho realizado lá longe, nas minas. É apenas “carvão”, algo que eu preciso ter, uma coisa escura que chega misteriosamente, vinda de nenhum lugar em especial, como o maná, só que devemos pagar por ele. Seria fácil atravessar de carro todo o norte da Inglaterra sem lembrar, nem uma só vez, que, dezenas de metros abaixo da estrada, os mineiros estão atacando o carvão com suas picaretas. E, contudo, são eles que estão fazendo seu carro andar. O mundo deles lá embaixo, iluminado por suas lâmpadas, é tão necessário para o mundo da superfície, da luz do dia, como a raiz é necessária para a flor. Em relação às ideias do texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens subsequentes, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1.","Texto CG1A1-I Investir em educação na primeira infância representa, além de vantagens para o desenvolvimento individual, retorno social e econômico. O economista norte-americano James Heckman, um dos ganhadores do prêmio Nobel na área econômica no ano 2000, conduziu pesquisa que acompanhou, ao longo do tempo, várias crianças com e sem acesso a ensino de qualidade. O objetivo era conferir os impactos da educação no curto, no médio e no longo prazo. “Os resultados desse trabalho mostram que cada dólar investido traz um retorno social de sete dólares”, aponta Karina Fasson, da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, organização da sociedade civil que trabalha pela causa da primeira infância. Ela afirma que “as ações educativas voltadas para o começo da vida têm o poder de minimizar a carga que as demais políticas públicas carregam”. Isso quer dizer que investir em educação na primeira infância é uma estratégia eficaz para reduzir os custos sociais no futuro. Segundo Fasson, quando se pensa em políticas públicas, o retorno é mais significativo na fase pré-escolar que em qualquer outra etapa da vida. “No longo prazo, quem é mais estimulado tem maior aprendizado e maior progressão escolar, e isso tem reflexos na inserção no mercado de trabalho e nos salários, além de favorecer menor envolvimento em situações de vulnerabilidade, como a criminalidade e o uso de drogas, e tem consequências também na saúde das pessoas”, ressalta. Tudo isso, a especialista afirma, não só tem efeito na trajetória educacional, mas também repercute ao longo da vida do indivíduo e impacta a sociedade como um todo. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nA respeito do vocabulário e da estrutura linguística do texto CG1A1-I, julgue os itens que se seguem.","Considerando os aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.","Um cientista empenhado em pesquisa — no campo da física, por exemplo — pode atacar diretamente o problema que enfrenta. Pode penetrar, de imediato, no cerne da questão, isto é, no cerne de uma estrutura organizada. Com efeito, conta sempre com a existência de uma estrutura de doutrinas científicas já existentes e com uma situação-problema que é reconhecida como problema nessa estrutura. Essa é a razão por que pode entregar a outros a tarefa de adequar ao quadro geral do conhecimento científico a sua contribuição. O filósofo vê-se em posição diversa. Ele não se coloca diante de uma estrutura organizada, mas, antes, em face de algo que semelha um amontoado de ruínas (embora, talvez, haja tesouros ocultos). Não lhe é dado apoiar-se no fato de existir uma situação-problema, geralmente reconhecida como tal, pois não existir algo semelhante é possivelmente o fato geralmente reconhecido. Com efeito, tornou-se agora questão frequente, nos círculos filosóficos, saber se a filosofia chegará a colocar um problema genuíno. Apesar de tudo, há quem acredite que a filosofia possa colocar problemas genuínos acerca das coisas e quem, portanto, ainda tenha a esperança de ver esses problemas discutidos, e afastados aqueles monólogos desalentadores que hoje passam por discussão filosófica. Se, por acaso, se julgam incapazes de aceitar qualquer das orientações existentes, tudo o que lhes resta fazer é começar de novo, desde o princípio. Em relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens subsequentes.","Texto CB1A2-II O poder manifesta-se em relações de uso do território, materializado ou virtualizado pelas formas de atuação dos atores sociais locais. Sendo assim, poder é uma relação estabelecida entre interesses divergentes com fins específicos de utilização do território. Os conflitos gerados pelo uso do território também são formas de poder, embora muitas vezes o poder esteja em risco. O poder é a objetivação política do território utilizado para se atingir determinado objetivo, e um de seus recursos é o convencimento do outro. Quais são os atores sociais que mais partilham o poder e que interesses estão em jogo? Em que esfera social ou política o poder se torna mais ativo? Estamos numa diferenciação entre o poder formal, institucional, e o poder informal advindo dos movimentos sociais. O formal seria aquele da instituição política, vinculada à ideia da esfera municipal, estadual e federal; e o poder informal é o da sociedade civil organizada, incorporado no papel dos movimentos sociais diversos e de seus representantes junto às três esferas que mencionamos. Não estamos querendo dizer que entre essas escalas não acontecem associações; o que queremos, para fim de análise, é diferenciar seu campo de negociação. Sabemos que, entre essas escalas, ocorrem interferências, seja no poder formal, seja no poder informal, e que, entre esses poderes, há uma dialética na definição das formas de desenvolvimento e de uso no território. Julgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A2-II e às ideias nele apresentadas.","O híbrido tem por finalidade nomear algo ou alguém cuja formação é múltipla, derivada de fontes heterogêneas. Tal termo passa a ser empregado nos estudos da cultura a partir dos deslocamentos e das migrações acentuadas do século XX. Na literatura, com mais propriedade nos estudos pós-coloniais, é abordado por Homi Bhabha, que, por sua vez, o trouxe da concepção de Bakhtin de “hibridismo linguístico”. O híbrido constitui a identidade do duplo, dinâmica, flexível, plurivocal e multimodal em contraposição à concepção hierárquica da identidade pura, única, autêntica, univocal, monolítica e uniforme que, além de infecunda, é anticomunitária. Como termo amplamente usado por vários críticos e estudiosos, gera polêmica e controvérsias, atingindo patamares de significação positiva ou negativa de acordo com a nuança que lhe seja empregada. Stelamaris Coser afirma que, ao se reverter “o movimento do centro para a periferia que caracterizou a era colonial e fez das colônias ‘o local dos sincretismos e hibridismos’, os grandes ‘centros globais’ são agora internacionalizados e hibridizados neste novo momento histórico pós-(neo)colonial”. Nesse caso, não se trata de enaltecer ideologicamente os encontros culturais, tampouco de anular os conflitos e choques que resultam das diferenças, mas, acima de tudo, de perceber o hibridismo que forma a realidade interamericana e a força criativa que dele resulta. Ainda segundo Coser, “uma inevitável transformação cultural é resultante da entrada, circulação e crescente poder dessa multiplicidade de vozes, visões e estilos que renovam e modificam a face da nação”. Igualmente, para Stuart Hall, a ocorrência do hibridismo (cultural, linguístico e literário) permite que o “novo” entre no mundo inscrito pelas forças hegemônicas e as modifique, passando a ser uma condição necessária à modernidade das comunidades construídas entre os impasses de perdas e ganhos sócio-históricos. Em relação às ideias e propriedades linguísticas do texto precedente, julgue os itens seguintes.","Texto CB1A1-III Aprendemos desde cedo que a linguagem verbal serve para comunicar e frequentemente dizemos que o importante é a comunicação. Quando se fala em comunicação, muitas vezes, pensamos que se está falando na transmissão de informações. Comunicar não se limita, entretanto, a transmitir informações. Realmente, há momentos em que desejamos apenas fornecer uma informação, mas, muito frequentemente, temos outros objetivos, como: dar uma ordem, expressar um sentimento, fazer um pedido, exercer algum tipo de influência, fazer o outro mudar de opinião... O ser humano vive em sociedade, isto é, fazemos parte de grupos sociais e agimos em conjunto com nossos semelhantes; interagimos. Na verdade, é para interagir que nos comunicamos, falamos e escrevemos. Por isso, não podemos nos esquecer de que a comunicação, ou a interação, envolve mais do que simplesmente informação; envolve, sobretudo, alguma forma de ação sobre o outro. Considerando os aspectos textuais e linguísticos do texto CB1A1-III, bem como as ideias nele veiculadas, julgue os itens seguintes.","Texto CB1A1-I A PETROBRAS demonstra compromisso com a sustentabilidade por meio do desenvolvimento de estratégias para acelerar a descarbonização e atuar sempre de forma ética e transparente, com operações seguras, respeito às pessoas e ao meio ambiente e com foco na geração de valor. Seis dos dez compromissos de sustentabilidade estabelecidos pela empresa estão associados a carbono. Os outros quatro compromissos referem-se a segurança hídrica, conservação da biodiversidade, gestão de resíduos e responsabilidade social, e esse último inclui investimentos em projetos socioambientais, programas em direitos humanos, relacionamento comunitário e contribuição para a solução de problemas sociais e ambientais, envolvendo oportunidades de atuação junto aos públicos de interesse e clientes de produtos da PETROBRAS. No que diz respeito aos desafios da transição energética, a PETROBRAS contribui para a mitigação da mudança climática por meio do investimento de recursos e tecnologias na produção de petróleo de baixo carbono no Brasil, gerando energia, divisas e riquezas relevantes para o financiamento de uma transição energética responsável, bem como para a capacidade de ofertar gás e energia despachável para viabilizar a elevada participação de energias renováveis na matriz elétrica brasileira. Além disso, investe em novas possibilidades de produtos e negócios de menor intensidade de carbono, promove pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias e soluções de baixo carbono e investe em projetos socioambientais para a recuperação e conservação de florestas. Julgue os seguintes itens, relativos às ideias do texto CB1A1-I e à sua tipologia.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens subsequentes.","Texto CB1A1-I Dizer que o petróleo é um elemento de influência nas relações geopolíticas contemporâneas é repetir o óbvio. Desde que ele se tornou a matriz energética básica da sociedade industrial e o elemento fundamental para o funcionamento da economia moderna, ter ou controlar as fontes de petróleo e as rotas por onde ele é transportado representa questão de vida ou morte para as sociedades contemporâneas. Quando pensamos na geopolítica do petróleo neste início do século XXI, o primeiro fato que nos vem à mente são os conflitos do Oriente Médio, como a guerra Irã-Iraque e a guerra do Golfo em 1990-1991. Reduzir esses conflitos ao elemento “petróleo” seria um erro, pois questões outras estavam e estão envolvidas. Contudo, não se deve esquecer que aí estão as maiores reservas petrolíferas do mundo. No entanto, se examinarmos com alguma atenção as notícias do dia a dia, veremos como o problema do petróleo dentro da geopolítica contemporânea não é algo que afeta apenas os países do Oriente Médio. A busca pelo “ouro negro” está tendo impacto em outras regiões do mundo. Em nível menor, países como o Brasil têm enfrentado os mesmos problemas das maiores potências no que se refere a suprir suas necessidades energéticas, e isso tende apenas a piorar. Aqui cabe uma reflexão sobre os efeitos geopolíticos da futura mudança da matriz energética global. Mesmo sendo algo pouco provável em curto e médio prazo, o próprio esgotamento do petróleo vai obrigar a economia global a convocar outras fontes de energia, como a nuclear ou as células de hidrogênio. As alterações na sociedade global que tal mudança provocará serão, evidentemente, imensas, mas ninguém parece ainda ter refletido a contento sobre seus impactos geopolíticos. Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAinda com relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-I Em uma de suas últimas entrevistas, o antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997) relatou que havia fugido do hospital onde se submetia a tratamento contra um câncer, para terminar o livro que considerava o coroamento de sua obra: O povo brasileiro, publicado em 1995. Na mesma entrevista, reconhecia ser um homem de “muitas peles”: foi etnólogo indigenista, antropólogo, educador, gestor público, político militante e romancista. Entretanto, dizia ter fracassado em sua missão de tornar o Brasil aquilo que “poderia ser”. “Darcy Ribeiro é uma figura fascinante e um dos autores latino-americanos que projetaram mais futuros. Em alguns dos textos, ele parece comentar em voz alta as alternativas, utópicas e distópicas, para o Brasil e a América Latina”, observa o sociólogo Fabrício Pereira da Silva. “Este é um momento excelente para reexaminar suas ideias, suas utopias e seus projetos.” Sua carreira de educador teve início na Escola Brasileira de Administração Pública, da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, onde, durante dois anos, ensinou etnologia brasileira. Na mesma época, participou da fundação do Museu do Índio, em 1953, e, dois anos mais tarde, da criação do primeiro curso de pós-graduação em antropologia cultural no Brasil. Ao deixar o Serviço de Proteção aos Índios, lecionou na Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nesse período, desenvolveu trabalhos com o pedagogo Anísio Teixeira (1900-1971), uma das principais referências em educação no Brasil e defensor do ensino básico integral. Sua influência perduraria por toda a trajetória de Darcy Ribeiro e se concretizaria no projeto dos centros integrados de educação pública (CIEP), escolas de tempo integral criadas no Rio de Janeiro nos anos 80 do século passado. A crítica ao colonialismo, a análise dos povos latino-americanos e a valorização do ponto de vista indígena fazem da obra de Darcy Ribeiro uma fonte de inspiração para pesquisadores do campo de estudos pós-coloniais e decoloniais, de acordo com Pereira da Silva. “São releituras e apropriações, porque, quando ele publicou, esses termos não eram usados. A tendência ao evolucionismo e ao eurocentrismo de seus primeiros anos deu lugar, no exílio, a uma visão mais diversificada, em que a América Latina aparece como um polo civilizacional”, afirma. Apesar de ter sido reitor, fundador e reformador de universidades, Darcy viveu a maior parte de sua carreira fora de instituições universitárias brasileiras. Entretanto, jamais deixou de refletir sobre seu projeto para o ensino superior. Publicou livros como A universidade necessária e La universidad latinoamericana, em que expôs seu projeto baseado em interdisciplinaridade, investimento em pesquisa científica avançada, compromisso social e participação do corpo discente na tomada de decisões. A respeito das ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB3A1-I A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que institui a Política Nacional de Linguagem Simples nos órgãos e nas entidades da administração pública direta e indireta. Os objetivos da política incluem possibilitar que as pessoas consigam encontrar, entender e usar facilmente as informações publicadas por órgãos e entidades, reduzir os custos administrativos e o tempo gasto com atividades de atendimento ao cidadão, e facilitar a participação e o controle da gestão pública pela população. O texto aprovado é substitutivo ao Projeto de Lei n.º 6.256/2019. A proposta conceitua linguagem simples como o conjunto de técnicas para transmitir informações de maneira clara e objetiva, como redigir as frases em ordem direta, preferencialmente em voz ativa, usar frases curtas, evitar redundâncias e palavras desnecessárias e estrangeiras, entre outras. Essas técnicas deverão ser observadas na redação de textos destinados ao cidadão. “Em nosso substitutivo, sugerimos mudanças no texto original para que constassem todas as técnicas, e não apenas algumas, referentes à redação em linguagem simples”, explicou o relator. “Também deixamos clara a intenção de que a linguagem simples seja adotada especificamente nas comunicações para o cidadão, por intermédio de sites, jornais impressos, aplicativos e publicidade, não atingindo, portanto, todos os atos da administração pública, como pretendia o projeto original”, completou. Em relação ao texto CB3A1-I e seus sentidos, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1-I, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1-I À medida que o homem cria, recria e decide, vão se formando as épocas históricas. E é também criando, recriando e decidindo como deve participar nessas épocas. É por isso que obtém melhor resultado toda vez que, integrando-se no espírito delas, se apropria de seus temas e reconhece suas tarefas concretas. Ponha-se ênfase, desde já, na necessidade permanente de uma atitude crítica, a única com a qual o homem poderá apreender os temas e tarefas de sua época para ir se integrando nela. Uma época, por outro lado, realiza-se na proporção em que seus temas forem captados e suas tarefas, resolvidas. E se supera na medida em que os temas e as tarefas não correspondem a novas ansiedades emergentes. Uma época da história apresentará uma série de aspirações, de desejos, de valores, em busca de sua realização. Formas de ser, de comportar-se, atitudes mais ou menos generalizadas, das quais somente os visionários que se antecipam têm dúvidas e frente às quais sugerem novas fórmulas. A passagem de uma época para outra caracteriza-se por fortes contradições que se aprofundam, dia a dia, entre valores emergentes em busca de afirmações, de realizações, e valores do ontem em busca de preservação. Quando isso ocorre, verifica-se o que chamamos transição. Observa-se um aspecto fortemente dramático que vai atingir as mudanças de que se nutre a sociedade. Porque é dramático, é fortemente desafiador. E a transição se torna então um tempo de opções. Nutrindo-se de mudanças, a transição é mais que as mudanças. Implica realmente a marcha que faz a sociedade na procura de novos temas, de novas tarefas ou, mais precisamente, de sua objetivação. As mudanças se produzem numa mesma unidade de tempo, sem afetá-la profundamente. É que se verificam dentro do jogo normal, resultante da própria busca de plenitude que fazem estes temas. Quando, por fim, estes temas começam a esvaziar e a perder sua significação, emergindo novos temas, a sociedade começa a passar para outra época. Nestas fases, mais do que nunca, se faz indispensável a integração. Mais do que nunca se faz indispensável o desenvolvimento de uma mente crítica, com a qual o homem possa se defender dos perigos dos irracionalismos, encaminhamentos distorcidos da emoção, característica dessas fases de transição. Com relação às ideias e à tipologia do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CG2A1-II Estima-se que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente por causa da depressão e da ansiedade, custando à economia mundial quase 1 trilhão de dólares. Os dados são do relatório Diretrizes sobre Saúde Mental no Trabalho, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em setembro de 2022, e confirmam a necessidade de se trazer o debate ainda mais à tona. Na mesma época, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicou uma nota conjunta com a OMS, na qual as novas diretrizes são explicadas por meio de estratégias práticas para governos, empregadores, trabalhadores e suas organizações, nos setores públicos e privados. “De acordo com as diretrizes globais, 60% da população mundial trabalha e esse trabalho pode impactar a saúde mental tanto de forma positiva quando negativa. As diretrizes também apontam questões importantes referentes à inserção e à permanência de pessoas com problemas de saúde mental no mercado de trabalho. Além do estigma e das barreiras que essas pessoas vivenciam para ingressar no mercado de trabalho, a ausência de estruturas de suporte afeta a sustentação das atividades laborais”, explica a consultora nacional de saúde mental da OMS, Cláudia Braga. De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em 2022, 209.124 mil pessoas foram afastadas do trabalho por transtornos mentais, entre depressão, distúrbios emocionais e Alzheimer, enquanto, em 2021, foram registrados 200.244 afastamentos. “Esse cenário nos mostra a importância de discutirmos essas questões e esperamos que essas diretrizes possam nortear os debates sobre as responsabilidades dos diferentes atores, de modo a mobilizarmos esforços para prevenir os impactos negativos do trabalho na saúde mental, promover e proteger a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores e trabalhadoras, assim como dar suporte às pessoas com problemas de saúde mental para que tenham seus direitos garantidos”, afirma a consultora da OMS. Julgue os itens que se seguem, considerando as ideias e estruturas linguísticas do texto CG2A1-II.","A iniciativa Mãe Servidora, inserida no contexto do programa Pró-Equidade de Gênero, reflete um esforço significativo da ANTT para promover o equilíbrio entre a vida profissional e familiar de suas colaboradoras. Essa ação é direcionada especialmente para mães servidoras, no regime de trabalho presencial, com filhos menores de sete anos de idade, oferecendo a elas a oportunidade de reduzir a jornada de trabalho semanal em quatro horas em um dia específico. O objetivo principal é fortalecer a interação entre mãe e filho durante os anos cruciais de formação da criança, beneficiando-se tanto o bem-estar da servidora quanto o da família como um todo. Em caso de dúvidas, fale com a Coordenação de Projetos Especiais de Gestão de Pessoas (COPEP), pelo email <copep@antt.gov.br>. A respeito de aspectos linguísticos desse texto, julgue os itens a seguir.","A expectativa de vida da população brasileira ao nascer subiu no ano de 2021, segundo dados da Tábua Completa de Mortalidade de 2021 divulgados em novembro do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados, publicados no Diário Oficial da União, mostram que o número subiu de 76,8 para 77 anos na comparação com 2020. Anualmente, o IBGE divulga esses números para o total da população brasileira, com data de referência em 1.º de julho do ano anterior e para todas as idades, conforme prevê o artigo 2.º do Decreto n.º 3.266/1999. As informações sobre a expectativa de vida da população são usadas para a tomada de decisão em várias políticas públicas. Esse dado é utilizado, por exemplo, para determinar o fator previdenciário no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social. Na divulgação dos números de 2020, o IBGE informou que as mortes decorrentes da pandemia de covid-19 não foram incluídas no levantamento e que essas informações só devem ser incorporadas na divulgação de 2023, referente ao ano de 2022. Mesmo assim, a inclusão seria apenas em caráter preliminar. Portanto, a divulgação seguiu a mesma metodologia do ano anterior, sem o impacto da pandemia. “É bem provável que em 2023 a gente tenha uma Tábua preliminar (corrigida pela covid-19) para o Brasil; para as unidades da Federação, são necessários os dados do Ministério da Saúde, que demoram um pouco mais”, explicou a demógrafa Izabel Guimarães Marri, gerente de população do IBGE na ocasião. “Em 2024, a gente vai ter a Tábua (referente a 2023) com todos os ajustes e estudos por unidades da Federação”, previu. Julgue os itens que se seguem, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.","Texto CB1A1 Enquanto Singapura e Dublin lançaram suas réplicas digitais usando aprendizado de máquina para prever eventos e tendências futuras, países inteiros ainda não garantiram água potável e eletricidade para seus habitantes. Como a arquitetura reflete as sociedades, a acentuada desigualdade social em que vivemos continuará sendo refletida na arquitetura que construímos: algumas obras totalmente projetadas por inteligência artificial (IA), outras criadas manualmente e com modelos físicos em um escritório de arquitetura boutique, e a grande maioria sendo feita no local com papel e lápis, sem a intervenção direta de arquitetos. Talvez todos esses cenários coexistam na mesma cidade. O escritor Benjamin Labatut declarou: “se a inteligência artificial fosse capaz de pensar, teria pontos cegos; se conseguisse ser criativa, teria limites, pois limites são frutíferos; se fosse capaz de imitar nossa capacidade de raciocínio, talvez precisasse do (ou desenvolvesse o) nosso talento para a loucura. E se lhe faltasse compreensão, se não se importasse com a beleza e o horror que pode criar, então seria imprudente nos colocarmos em suas mãos.”. O futuro da arquitetura está na interseção entre inovação tecnológica e intenção humana. Em última instância, a agência humana — sociedade civil, políticos e partes interessadas — exerce uma influência significativa. O curso da história não está escrito em pedra, mas é moldado pelas decisões tomadas hoje, especialmente se a IA afeta nossos bolsos. A arquitetura, então, torna-se o resultado de decisões coletivas, em que os avanços da IA se cruzam com as aspirações e os valores da sociedade. É dentro desse jogo de interações que a evolução e o impacto da arquitetura encontram sua ressonância e seu significado. Com base nos sentidos e nas ideias expressos no texto CB1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nConsiderando o texto CB1A1 e as normas de emprego da vírgula, julgue os itens a seguir.","Texto CB3A1-II Foi só a OpenAI lançar, em novembro de 2022, o ChatGPT, a versão 3.5 conversacional e acessível a todos, para que os especialistas em comunicação, matemática, computação, lógica, linguística, tecnologia da informação etc. começassem a se preocupar com os danos da inteligência artificial (IA) generativa. Essa diz respeito a um dos tipos da IA de nível narrow, ou seja, compartimentada e (ainda) limitada. Apesar do cipoal de estudos e opiniões apresentados sobre a inovação tecnológica baseada em dados inseridos na sociedade das plataformas, até hoje vemos lives em que moderadores perguntam o que é e como funciona o ChatGPT. Vale destacar: por “dados”, devemos considerar informações obtidas de determinado período no passado, com o intuito de prever efeitos no futuro. Obviamente, internautas que estão a par do que se trata e já experimentaram ao menos uma pergunta ao robô simpático em eterno plantão torcem o nariz, pois já sabem o básico: querem mais. Eles sabem, inclusive, que somos cada vez mais usados pelas máquinas e constatam que é imprescindível aguçar e explorar ao máximo a intencionalidade em face da IA. Como isso é possível? Ao fazer perguntas de elevada qualidade — preferencialmente, advindas de um pensamento crítico — no proveito de se produzir um bom objeto de análise. Ainda, fazê-lo de forma contextualizada, sinalizando-se para qual finalidade, determinado público etc., de modo a obter respostas mais refinadas em tempo real. Em relação às ideias do texto CB3A1-II, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nA respeito de aspectos gramaticais do texto CB3A1-II, julgue os itens subsequentes.","Texto CB1A1 Muitas regiões do mundo, inclusive o Brasil, estão vivendo o chamado “paradoxo verde”, expressão cunhada pelo economista alemão Hans-Werner Sinn (2008) para se referir a como políticas climáticas mais restritivas podem exercer pressão crescente sobre os preços de energia e ter efeitos indesejáveis, como incentivar a antecipação da extração e produção de combustíveis fósseis, acelerando, portanto, as mudanças climáticas. Um aspecto crucial é a necessidade de acordos internacionais que mantenham de maneira eficaz e justa grandes quantidades remanescentes de combustíveis fósseis no solo. O estudo recente de Welsby, publicado na revista Nature em 2021, mostra que a produção existente de carvão, petróleo e gás deve ser descontinuada. Mesmo quando governos não controlam diretamente a produção, suas leis, políticas e acordos podem definir, em grande medida, quanto é extraído e produzido. O BOGA (Beyond Oil and Gas Alliance) é um exemplo recente de acordo internacional que pode redefinir o futuro do setor de petróleo e gás (O&G – oil and gas). Emissões evitadas hoje tornam menos arriscada a necessidade de medidas drásticas, ainda não suficientemente desenvolvidas, como projetos de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS) e de tecnologias de emissões negativas (NET), comumente citados em anúncios de empresas do setor de O&G. Ademais, quanto mais cedo sofrermos os impactos das mudanças climáticas, mais cedo e por mais tempo teremos impactos físicos que levam a danos sociais e econômicos. Nesse sentido, emissões evitadas hoje valem mais do que emissões evitadas no futuro; mais do que metas de emissão zero em 2050, são necessárias ações imediatas nos próximos anos, para reduzir rapidamente as emissões de gases do efeito estufa. No futuro, grandes nomes da indústria de O&G podem ser conhecidos como aqueles que negligenciaram a ciência e não enfrentaram o desafio da emergência climática quando ainda tinham tempo. Por outro lado, podem aproveitar a já estreita janela de oportunidade para liderar uma nova economia cada vez mais eficiente, interconectada e limpa. Considerando as ideias veiculadas pelo texto CB1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação ao uso dos sinais de pontuação e a outros aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os itens seguintes.","Texto CG1A1-I Um dos principais motores do avanço da ciência é a curiosidade humana, descompromissada de resultados concretos e livre de qualquer tipo de tutela ou orientação. A produção científica movida simplesmente por essa curiosidade tem sido capaz de abrir novas fronteiras do conhecimento e de, no longo prazo, gerar valor e mais qualidade de vida para o ser humano. O empreendimento científico e tecnológico é, sem dúvida alguma, o principal responsável por tudo que a humanidade construiu ao longo de sua história. Suas realizações estão presentes desde o domínio do fogo até as imensas potencialidades da moderna ciência da informação, passando pela domesticação dos animais, pelo surgimento da agricultura e indústria modernas e, é claro, pela espetacular melhora da qualidade de vida de toda a humanidade no último século. Além da curiosidade humana, outro motor importantíssimo do avanço científico é a necessidade de solução dos problemas que afligem a humanidade. Viver mais tempo e com mais saúde, trabalhar menos e ter mais tempo disponível para o lazer, reduzir as distâncias que separam os seres humanos — por meio de mais canais de comunicação ou de melhores meios de transporte — são alguns dos desafios e aspirações humanas para cuja solução, durante séculos, a ciência e a tecnologia têm contribuído. Apesar dos feitos extraordinários da ciência e dos investimentos públicos em ciência e tecnologia, verifica-se uma espécie de movimento de deslegitimação social do conhecimento científico no mundo todo. Recentemente, Tim Nichols, um reconhecido pesquisador norte-americano, chegou a anunciar a “morte da expertise”, título de seu livro sobre o conhecimento na sociedade atual, no qual ele descreve o sentimento de descrença do cidadão comum no conhecimento técnico e científico e, mais que isso, um certo orgulho da própria ignorância sobre vários temas complexos, especialmente sobre qualquer coisa relativa às políticas públicas. Vários fenômenos sociais recentes, como o movimento antivacina ou mesmo a desconfiança sobre a fatalidade do aquecimento global, apesar de todas as evidências científicas, parecem corroborar a análise de Nichols. A despeito da qualidade de vida ter melhorado nos últimos séculos, em grande medida graças ao avanço científico e tecnológico, a desigualdade vem aumentando no período mais recente. Thomas Piketty evidenciou um crescimento da desigualdade de renda nas últimas décadas em todo o mundo, além de mostrar que, no início deste século, éramos tão desiguais quanto no início do século passado. Esse é um problema mundial, mas é mais agudo em países em desenvolvimento, como o Brasil, onde ainda abundam problemas crônicos do subdesenvolvimento, que vão desde o acesso à saúde e à educação de qualidade até questões ambientais e urbanas. É, portanto, nesta sociedade desigual, repleta de problemas e onde boa parte da população não compreende o que é um átomo, que a atividade científica e tecnológica precisa se desenvolver e se legitimar. Também é esta sociedade que decidirá, por meio dos seus representantes, o quanto de recursos públicos deverá ser alocado para a empreitada científica e tecnológica. Em relação às ideias do texto CG1A1-I e à sua tipologia, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1-I A linguagem usada para descrever os alimentos que comemos pode ter um grande efeito em como os percebemos: orgânicos, artesanais, caseiros e selecionados soam um pouco mais tentadores que os prosaicos enlatados ou reidratados. Outro adjetivo que pode abrir nosso apetite é natural, enquanto tendemos a associar processado a produtos com uma longa lista de ingredientes impronunciáveis. Mas, no que diz respeito à nossa saúde, será que o natural é sempre melhor do que o processado? Na verdade, o fato de um alimento estar in natura não significa automaticamente que ele é saudável. Alimentos naturais podem conter toxinas, e um processamento mínimo pode torná-los mais seguros. O feijão, por exemplo, contém lectinas, que podem causar vômitos e diarreia. Elas são eliminadas quando os grãos ficam de molho durante horas e depois são cozidos na água fervente. O processamento também torna seguro o consumo de leite de vaca. O leite é pasteurizado desde o fim do século 19, para matar bactérias nocivas à saúde humana. Antes disso, era distribuído localmente, porque não havia uma boa refrigeração nas casas. As vacas eram ordenhadas todos os dias, e as pessoas levavam leite para vender nos bairros, mas as cidades ficaram maiores, o leite ficou mais distante e demorou mais para chegar ao consumidor, o que favorecia a multiplicação dos patógenos. As evidências crescentes de que alguns organismos presentes no leite pudessem ser prejudiciais à saúde levaram ao desenvolvimento de dispositivos para aquecimento do líquido e à invenção da pasteurização, que logo foi adotada na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos da América. O processamento também pode ajudar a preservar os alimentos e torná-los mais acessíveis. A fermentação faz com que o queijo se mantenha estável por mais tempo e, em alguns casos, reduz a quantidade de lactose, tornando-o mais digerível para quem tem uma intolerância leve à presença desse tipo de açúcar. No passado, o processamento dos alimentos era feito principalmente para aumentar sua vida útil. Por muito tempo, conservar os alimentos com a adição de ingredientes como açúcar ou sal foi essencial para as pessoas sobreviverem ao inverno. O processamento nos permitiu estar onde estamos hoje, pois evitou que passássemos fome. Muitos alimentos devem ser processados para ser consumidos, como o pão. Não poderíamos sobreviver apenas com grãos. O processamento permite que vitaminas e minerais, como vitamina D, cálcio e ácido fólico, sejam adicionados a certos alimentos processados, incluindo-se pães e cereais. Iniciativas como essas ajudaram a reduzir várias deficiências de nutrientes entre a população em geral — mas não tornaram necessariamente a comida nutricionalmente equilibrada. É preciso observar que alguns alimentos ultraprocessados podem estar associados a consequências indesejadas para a saúde, mas nem todos os alimentos processados são ruins. Os legumes e verduras congelados, o leite pasteurizado e a batata cozida, por exemplo, podem ser melhores para nós do que seus equivalentes não processados. Mas aqui está o segredo: todos esses alimentos também se parecem muito com sua forma natural, e é isso que precisamos ter em mente. Sempre que formos capazes de reconhecer que um alimento processado está próximo da sua forma natural, incluí-lo em nossa dieta pode até ser benéfico para nós. Em relação ao texto CG1A1-I e aos sentidos nele expressos, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, a respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","Texto 1A1 A obrigatoriedade do fornecimento do DNA e a submissão daqueles ainda não condenados e em liberdade condicional à entrega de seu material genético foram assuntos bastante discutidos no cenário estadunidense. A grande abrangência dos crimes que autorizam a extração do DNA assim como a permanência da informação por tempo indeterminado no índice também são questões controversas. O foco é a privacidade e a intimidade do indivíduo. Prevê a Constituição estadunidense direito à inviolabilidade da intimidade e da privacidade da pessoa, de modo a obstar buscas e apreensões desarrazoadas e sem mandados pelo Estado. O propósito básico da quarta emenda constitucional estadunidense é proteger a privacidade e a segurança dos indivíduos contra invasões arbitrárias de autoridades governamentais. Assim, para surtir efeito, um mandado de busca e apreensão deve ser motivado por uma causa provável (suspeita individualizada da prática de um delito) e deferido, antes da execução, por um juiz imparcial. A coleta de sangue ou outro material biológico deve atender aos ditames da quarta emenda (procedida mediante mandado/decisão motivada), sob pena de ilegalidade. Ocorre que, para a inclusão do DNA no banco de dados nacional, nem sempre há suspeita individualizada da prática de crime: a coleta ocorre quando o sujeito já foi condenado, está detido ou está sendo processado por algum crime, mas o material será armazenado em banco de dados para esclarecer crimes futuros e não será necessariamente utilizado para o esclarecimento do crime atual — diferentemente, por exemplo, de um mandado de busca e apreensão com o fim de apreender drogas, em que há suspeita individualizada da existência de entorpecentes e de que o sujeito pratica mercancia, ocasião em que se expede mandado. Então, para a coleta de sangue ou outro material biológico pelo Estado não representar uma ofensa a esse direito constitucional — que proíbe buscas e apreensões desarrazoadas —, é necessária a existência de uma necessidade especial ou um interesse do Estado predominante ao interesse do jurisdicionado. Essas são as exceções reconhecidas pela Corte Suprema estadunidense para que haja busca e apreensão sem mandado: quando houver uma razão especial, além da normal necessidade da aplicação da lei, ou quando os interesses do Estado superarem os do particular. Em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto 1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem com base em aspectos linguísticos do texto 1A1.","Texto CB1A1 Cresce, no mundo todo, o número de pessoas que demandam serviços de cuidado. De acordo com o último relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), esse universo deverá ser de 2,3 bilhões de pessoas em 2030 — há cinco anos, eram 2,1 bilhões. O envelhecimento da população e as novas configurações familiares, com mulheres mais presentes no mercado de trabalho e menos disponíveis para assumir encargos com parentes sem autonomia, têm levado os países a repensar seus sistemas de atenção a populações vulneráveis. Partindo desse panorama, as sociólogas Nadya Guimarães, da Universidade de São Paulo (USP), e Helena Hirata, do Centro de Pesquisas Sociológicas e Políticas de Paris, na França, identificaram, em estudo, o surgimento, nos últimos vinte anos, de arranjos que visam amparar indivíduos com distintos níveis de dependência, como crianças, idosos e pessoas com deficiência. Enquanto, em algumas nações, o papel do Estado é preponderante, em outras, a atuação de instituições privadas se sobressai. Na América Latina, o protagonismo das famílias representa o aspecto mais marcante. Conforme definição da OIT, o trabalho de cuidado, que pode ou não ser remunerado, envolve dois tipos de atividades: as diretas, como alimentar um bebê ou cuidar de um doente, e as indiretas, como cozinhar ou limpar. “É um trabalho que tem uma forte dimensão emocional, se desenvolve na intimidade e, com frequência, envolve a manipulação do corpo do outro”, diz Guimarães. Ela relata que o conceito de cuidado surgiu como categoria relevante para as ciências sociais há cerca de trinta anos e, desde então, tem sido crescente a sua presença em linhas de investigação em áreas como economia, antropologia, psicologia e filosofia política. “Com isso, a discussão sobre essa concepção ganhou corpo. Os estudos iniciais do cuidado limitavam-se à ideia de que ele era uma necessidade nas situações de dependência, mas tal entendimento se ampliou. Hoje, ele é visto como um trabalho fundamental para assegurar o bem-estar de todos, na medida em que qualquer pessoa pode se fragilizar e se tornar dependente em algum momento da vida”, explica a socióloga. Os avanços da pesquisa levaram à constatação de que a oferta de cuidados é distribuída de forma desigual na sociedade, recaindo, de forma mais intensa, sobre as mulheres. Ao refletir sobre esse desequilíbrio, a socióloga Heidi Gottfried, da Universidade Estadual Wayne, nos Estados Unidos da América, explica que persiste, nas sociedades, a noção arraigada de que o trabalho de cuidado seria uma manifestação de amor e, por essa razão, deveria ser prestado gratuitamente. Conforme Gottfried, a ideia decorre, entre outros aspectos, de construção cultural a respeito da maternidade e de que cuidar seria um talento feminino. Por outro lado, Guimarães lembra que, a partir de 1970, as mulheres aumentaram sua participação no mercado de trabalho brasileiro. Em cinco décadas, a presença feminina saltou de 18% para 50%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. “Consideradas provedoras naturais dos serviços de cuidado, as mulheres passaram a trabalhar mais intensamente fora de casa. Esse fato, aliado ao envelhecimento da população, gerou o que tem sido analisado como uma crise no provimento de cuidados que, em países do hemisfério norte, tem se resolvido com uma mercantilização desses serviços, além de uma maior atuação do Estado, por meio da criação de instituições públicas de acolhimento, expansão de políticas de financiamento, formação e regulação do trabalho de cuidadores”, conta a socióloga. Na América Latina, entretanto, o fornecimento de cuidados é tradicionalmente feito pelas famílias, nas quais mulheres desempenham gratuitamente papel central como cuidadoras de crianças, idosos e pessoas com deficiência. Para a minoria que pode pagar, o mercado oferece serviços de cuidado que compensam a escassa presença do Estado. Em relação a aspectos estruturais do texto CB1A1 e às informações por ele veiculadas, julgue os itens subsequentes.\n\n\n\nJulgue os itens a seguir, relativos a aspectos estruturais e gramaticais do texto CB1A1.","Texto CG1A1-II O ordenamento jurídico pátrio, embasado pela Constituição Federal de 1988, apresenta capítulo próprio para a defesa do meio ambiente — algo que nunca havia ocorrido antes na história das constituições brasileiras. O artigo 225 da Carta Magna transmite a ideia da imprescindibilidade de um meio ambiente ecologicamente equilibrado, criando o dever, tanto para o poder público quanto para a coletividade, de sua preservação. Esse comando é subjacente a todas as relações da República, sejam elas travadas sob a ordem econômico-financeira, sejam elas derivadas da gestão de direitos e garantias individuais e coletivos. Ou seja, tudo deverá passar pelo crivo do meio ambiente sadio e equilibrado para a presente e as futuras gerações. O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, aduziu a interpretação de que o meio ambiente ecologicamente equilibrado inscrito na Carta Cidadã faz parte do rol de cláusulas pétreas, mas, por não estar contido no parágrafo 4.º do artigo 60, é tido como uma cláusula pétrea heterotópica, pela sua posição topográfica em outro capítulo. Diante disso, consagra-se que toda atividade passível de gerar impacto no meio ambiente deverá ser bem discutida, de modo a evitar quaisquer interferências negativas ao equilíbrio ambiental. Além disso, inúmeros princípios foram pulverizados nas legislações esparsas que dão supedâneo ao compromisso inarredável de um meio ambiente livre e contínuo em sua função. Mais recentemente, o legislador ordinário, na esteira da campanha internacional para com os cuidados do meio ambiente e dos animais, acrescentou novos parágrafos ao art. 32 da Lei n.º 9.605/1998 (que dispõe sobre penalidades às ações lesivas ao meio ambiente), por meio da Lei n.º 14.064/2020. Com isso, trouxe o aumento de pena para os atos de maus-tratos, ferimentos, mutilações, entre outros, contra cães e gatos. Uma inovação na matéria, pois confere proteção específica, de forma exclusiva e precisa, a dois animais domesticáveis que fazem parte da convivência de uma grande parcela do povo brasileiro. Primeiramente, é imprescindível analisar tal sanção no que se refere aos animais silvestres, domésticos ou domesticados (da nossa fauna ou de outros países, mas que aqui se encontrem), sem a especificação de nenhuma espécie, nenhum epíteto. Ora, a pena é de detenção, de três meses a um ano, e multa. No entanto, com o parágrafo 1.º-A, há uma rotação inevitável de aumento de pena para tais condutas quando estas forem desferidas contra cães e gatos, e uma sanção de reclusão, de dois anos a cinco anos, multa e proibição da guarda. Certamente, trata-se de situação peculiar e que traz implicâncias de várias searas ao ordenamento jurídico. Com base nas ideias do texto CG1A1-II, julgue os itens seguintes.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, que se referem a aspectos linguísticos do texto CG1A1-II.","Texto CB1A1-I Com altos índices de evasão escolar, baixo engajamento e conteúdos pouco conectados à realidade dos alunos, o ensino médio já era, antes da pandemia de covid-19, a etapa mais desafiadora da educação básica. Com o fechamento das escolas e o distanciamento dos estudantes do convívio educacional, os últimos anos escolares passaram a trazer ainda mais dificuldades a serem enfrentadas — reforçadas pelas desigualdades raciais, socioeconômicas e de acesso à Internet. Nenhuma avaliação diagnóstica precisou os prejuízos totais da pandemia para a aprendizagem dos alunos, mas há alguns estudos que ajudam a entender melhor o cenário. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) apontou que houve piora em todas as séries avaliadas. Segundo a pesquisa amostral, em matemática, o desempenho alcançado no 3.º ano do ensino médio foi de 255,3 pontos na escala de proficiência, inferior aos 261,7 obtidos pelos estudantes ao final do 9.º ano do ensino fundamental no Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) de 2019. Em língua portuguesa, os estudantes do 9.º ano apresentaram uma queda de 12 pontos, e os do 3.º ano do ensino médio, de 11 pontos. Após o retorno presencial, estados e municípios ainda têm muito trabalho para identificar os reais prejuízos, dimensioná-los e encontrar caminhos e soluções para que professores e estudantes possam retomar a aprendizagem. Para Suelaine Carneiro, coordenadora de educação na Geledés, organização da sociedade civil que se posiciona em defesa de mulheres e homens negros, “há um consenso de que não foi possível atender todos os alunos” na educação pública. “Os dados indicam um baixo número de participação dos estudantes, somado à impossibilidade de os familiares acompanharem a resolução das tarefas”, afirma. Mas não fica apenas nisso. “Em termos de aprendizagem, os dados também mostram dificuldades no que diz respeito à compreensão e à resolução das tarefas.” De acordo com ela, a situação de alunos negros requer ainda mais atenção. “É preciso prestar atenção nessa condição: a pessoa já estava vulnerável socialmente, sem a possibilidade de realizar um isolamento dentro de casa, pois vive em uma casa pequena ou onde não há cômodos suficientes”, contextualiza Suelaine. Agravada pela pandemia, que engrossou o número de trabalhadores desempregados, a questão econômica foi um dos grandes fatores que impactou a vida dos estudantes do ensino médio. “Temos alunos que estão trabalhando no horário de aula, dizendo que precisam ajudar a família, e aos fins de semana assistem às atividades”, relata a professora Lucenir Ferreira, da Escola Estadual Mário Davi Andreazza, em Boa Vista (RR). Lucenir conta que muitos alunos chegam a falar que não conseguem aprender nada e desabafam por sentir que a aprendizagem foi prejudicada, principalmente os que estão em processo de preparação para o vestibular. Apesar dos desafios, Suelaine acredita que os impactos não são irreversíveis, como outros especialistas têm apontado. “Você pode recuperar dois anos se houver políticas públicas, compromisso público com a educação, de forma a desenvolver diferentes ações”, diz ela. FimDoTexto Considerando as informações veiculadas no texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação aos aspectos gramaticais do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.","Oh, Deus, meu Deus, que misérias e enganos não experimentei, quando simples criança me propunham vida reta e obediência aos mestres, a fim de mais tarde brilhar no mundo e me ilustrar nas artes da língua, servil instrumento da ambição e da cobiça dos homens. Fui mandado à escola para aprender as primeiras letras, cuja utilidade eu, infeliz, ignorava. Todavia, batiam-me se no estudo me deixava levar pela preguiça. As pessoas grandes louvavam esta severidade. Muitos dos nossos predecessores na vida tinham traçado estas vias dolorosas, por onde éramos obrigados a caminhar, multiplicando os trabalhos e as dores aos filhos de Adão. Encontrei, porém, Senhor, homens que Vos imploravam, e deles aprendi, na medida em que me foi possível, que éreis alguma coisa de grande e que podíeis, apesar de invisível aos sentidos, ouvir-nos e socorrer-nos. Ainda menino, comecei a rezar-Vos como a “meu auxílio e refúgio”, desembaraçando-me das peias da língua para Vos invocar. Embora criança, mas com ardente fervor, pedia-Vos que na escola não fosse açoitado. Quando me não atendíeis — “o que era para meu proveito” —, as pessoas mais velhas e até os meus próprios pais, que, afinal, me não desejavam mal, riam-se dos açoites — o meu maior e mais penoso suplício. Contudo, pecava por negligência, escrevendo, lendo e aprendendo as lições com menos cuidado do que de nós exigiam. Senhor, não era a memória ou a inteligência que me faltavam, pois me dotastes com o suficiente para aquela idade. Mas gostava de jogar, e aqueles que me castigavam procediam de modo idêntico! As ninharias, porém, dos homens chamam-se negócios; e as dos meninos, sendo da mesma natureza, são punidas pelos grandes, sem que ninguém se compadeça da criança, nem do homem, nem de ambos. Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1-II A crescente adoção do conceito de tecnologias sociais ocorre concomitantemente com o avanço de dois conceitos que lhe são complementares: economia solidária e capital social. As graves consequências do capitalismo e da globalização, refletidas em altos índices de desemprego, aumento de índices de violência e criminalidade, aprofundamento da pobreza e da degradação ambiental, não podem ser abordadas por projetos paternalistas e compensatórios. Ao contrário, requerem estudos aprofundados sobre um novo tipo de desenvolvimento. O professor Henrique Rattner pontua que, entre os cientistas sociais que se debruçam sobre os fracassos do desenvolvimento e suas causas, em todos os debates travados nos últimos anos, o conceito de capital social tem ocupado espaço crescente. O capital social, segundo Rattner, procura trabalhar com a necessidade gregária, o espírito de cooperação e os valores de apoio mútuo e solidariedade, com base na “eficiência social coletiva”. Capital social, segundo o estudioso John Durston, é o conjunto de normas, instituições e organizações que promovem a confiança, a ajuda recíproca e a cooperação e que incorporam benefícios como redução dos custos de transação, produção de bens públicos e facilitação da constituição de organizações de gestão de bases efetivas, de atores sociais e de sociedades civis saudáveis. Sua importância está na busca de estratégias de superação da pobreza e de integração de setores sociais excluídos. No Brasil, nas últimas décadas, tem havido uma multiplicação de experiências baseadas no conceito de economia solidária. Diferentemente de iniciativas meramente paliativas, como respostas emergenciais a situações de pobreza e miséria, há agora uma interpretação de que essas experiências devam ser uma base para a reconstrução do tecido social. Como diz o pesquisador Luis Inácio Gaiger, elas “constituiriam uma ação geradora de embriões de novas formas de produção e estimuladora de alternativas de vida econômica e social”. No que diz respeito aos sentidos e à estrutura do texto CG1A1-II, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nA respeito dos aspectos linguísticos e estruturais do texto CG1A1-II, julgue os itens subsecutivos.","“Cada língua indígena é um reservatório único de conhecimento medicinal”. Assim escrevem os pesquisadores Rodrigo Cámara-Leret e Jordi Bascompte em um recente estudo que faz um alerta: o perigo do desaparecimento de antigos conhecimentos de plantas medicinais a partir da extinção das línguas indígenas. Em geral, quando se fala em plantas com propriedades medicinais, as discussões giram em torno da extinção da biodiversidade. Nessa pesquisa, contudo, os cientistas focaram no que costuma ser esquecido: o impacto da extinção das línguas para a perda desse conhecimento, tradicionalmente transmitido oralmente. Antes de tudo, a equipe do estudo precisava entender em que medida acontecia a perda de conhecimento linguisticamente único. No caso das plantas medicinais, era preciso entender em que grau o conhecimento delas estava atrelado a apenas uma língua indígena. Dessa forma, seria possível compreender quais saberes seriam perdidos no caso de extinção de determinado idioma. Para isso, os pesquisadores analisaram três conjuntos de dados etnobotânicos (a ciência que estuda a relação entre humanos e plantas). Eles contavam com cerca de 3,6 mil plantas medicinais, 236 línguas indígenas e 12,5 mil “serviços de plantas medicinais” — combinações entre espécies de plantas e a subcategoria medicinal para a qual elas eram indicadas, como “figueira-brava (Ficus insipida) + sistema digestivo”. Os dados são referentes a três regiões com grande diversidade linguística e biológica: América do Norte, noroeste da Amazônia e Nova Guiné. Depois de analisarem os dados, os cientistas apontaram que o conhecimento indígena sobre as plantas medicinais está, de fato, apoiado na singularidade linguística. No noroeste da Amazônia, 91% do conhecimento medicinal não é compartilhado entre línguas — e se concentra em apenas um idioma. Em Nova Guiné, essa taxa é de 84%; na América do Norte, 73%. Além disso, eles observaram a porcentagem desse conhecimento que se concentra, especificamente, em línguas ameaçadas de extinção. Na América do Norte, 86% do conhecimento medicinal único ocorre, justamente, em idiomas em risco. No noroeste da Amazônia, 100%. Para os cientistas, uma das hipóteses é a alta rotatividade cultural. Isso significa que, para uma mesma planta, os povos indígenas possuem diversos conhecimentos e aplicações exclusivos. Sem uma Wikipédia para reunir informações, cada cultura acumulou, ao longo do tempo, as próprias descobertas sobre cada espécie. O estudo ajuda a mostrar que cada língua (e cultura) indígena tem percepções únicas que, inclusive, podem vir a oferecer seus conhecimentos medicinais também a outras sociedades. FimDoTexto Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Nossas cidades estão perdendo suas árvores rapidamente, mas até nisso somos um país desigual. Os bairros mais nobres do Rio de Janeiro e de São Paulo seguem maravilhosamente arborizados, alguns cada vez mais, frequentemente com árvores das mesmas espécies das que foram cortadas na frente da sua casa ou do seu trabalho por serem supostamente inadequadas, para não causarem danos à infraestrutura. As castanholas, também conhecidas como sete-copas, são uma espécie extremamente abundante no Rio de Janeiro, mas demonizadas em outras regiões menos urbanizadas, como no Pará, por exemplo, sob o argumento de que “A raiz dela cresce demais” ou de que “Vai quebrar a calçada”. Árvores com raízes robustas e que crescem por grandes distâncias são acusadas de destruir a pavimentação, ao passo que aquelas de raízes reduzidas caem com facilidade. As espécies de crescimento rápido são as que mais assustam os técnicos responsáveis pela arborização exageradamente tementes à infraestrutura. Todavia, as outras demoram uma eternidade para crescer, a vida passa ligeiramente e todos querem ver a tão sonhada arborização avançada. Não podem ficar muito altas, especificam os técnicos, nem derrubar muitas folhas. Se derrubarem frutos grandes, como mangas, por exemplo, nem pensar! Podem amassar a lataria de um carro! Flores e pequenos frutos podem manchar a pintura! Há também aquelas árvores que atraem morcegos. Melhor não! Espinhos estão fora de questão. E se alguém se machuca? Na autobiografia de Woody Allen, ele afirma algo interessante: mais do que os outros, o inferno é o gosto dos outros. A expectativa é que, nas próximas décadas, a temperatura das cidades suba consideravelmente devido às mudanças climáticas globais. Nesse contexto, é muito bem-vinda qualquer sombra que venha a reduzir a temperatura do asfalto, da calçada ou de uma parede. O canto dos pássaros e dos insetos e o colorido das flores também têm importante papel na qualidade de vida dos cidadãos, comprovadamente reduzindo o estresse e o risco de depressão. Esses são outros benefícios da arborização que, geralmente, não são incluídos no contexto técnico, mas que devem ser mais bem pesados na equação dos riscos e benefícios da arborização. A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os próximos itens.","informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração padrão e que não há restrições de O texto mais célebre de A República é sem dúvida a Alegoria da Caverna, em que Platão, utilizando-se de linguagem alegórica, discute o processo pelo qual o ser humano pode passar da visão habitual que tem das coisas, “a visão das sombras”, unidirecional, condicionada pelos hábitos e preconceitos que adquire ao longo de sua vida, até a visão do Sol, que representa a possibilidade de alcançar o conhecimento da realidade em seu sentido mais elevado e compreendê-la em sua totalidade. A visão do Sol representa não só o alcance da Verdade e, portanto, do conhecimento em sua acepção mais completa, já que o Sol é “a causa de tudo”, mas também, como diz Sócrates na conclusão dessa passagem: “Nos últimos limites do mundo inteligível, aparece-me a ideia do Bem, que se percebe com dificuldade, mas que não se pode ver sem se concluir que ela é a causa de tudo o que há de reto e de belo. Acrescento que é preciso vê-la se se quer comportar-se com sabedoria, seja na vida privada, seja na vida pública.”. De acordo com este texto, a possibilidade de um indivíduo tornar-se justo e virtuoso depende de um processo de transformação pelo qual deve passar. Assim, afasta-se das aparências, rompe com as cadeias de preconceitos e condicionamentos e adquire o verdadeiro conhecimento. Tal processo culmina com a visão da forma do Bem, representada pela matéria do Sol. O sábio é aquele que atinge essa percepção. Para Platão, conhecer o Bem significa tornar-se virtuoso. Aquele que conhece a justiça não pode deixar de agir de modo justo. Em relação às ideias, aos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens subsecutivos.","Texto CB1A1-I A história da saúde não é a história da medicina, pois apenas de 10% a 20% da saúde são determinados pela medicina, e essa porcentagem era ainda menor nos séculos anteriores. Os outros três determinantes da saúde são o comportamento, o ambiente e a biologia – idade, sexo e genética. As histórias da medicina centradas no atendimento à saúde não permitem uma compreensão global da melhoria da saúde humana. A história dessa melhoria é uma história de superação. Antes dos primeiros progressos, a saúde humana estava totalmente estagnada. Da Revolução Neolítica, há 12 mil anos, até meados do século XVIII, a expectativa de vida dos seres humanos ocidentais não evoluíra de modo significativo. Estava paralisada na faixa dos 25-30 anos. Foi somente a partir de 1750 que o equilíbrio histórico se modificou positivamente. Vários elementos alteraram esse contexto, provocando um aumento praticamente contínuo da longevidade. Há 200 anos, as suecas detinham o recorde mundial com uma longevidade de 46 anos. Em 2019, eram as japonesas que ocupavam o primeiro lugar, com uma duração média de vida de 88 anos. Mesmo sem alcançar esse recorde, as populações dos países industrializados podem esperar viver atualmente ao menos 80 anos. Desde 1750, cada geração vive um pouco mais do que a anterior e prepara a seguinte para viver ainda mais tempo. Julgue os itens subsequentes, de acordo com o exposto no texto CB1A1-I.\n\n\n\nNo que se refere a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens seguintes.","Texto CB1A1-I A pandemia transformou a rotina de diversas pessoas ao redor do mundo, principalmente em relação à sustentabilidade. Dentro de casa, aumentou a percepção quanto à importância de modelos de consumo mais conscientes e responsáveis, como a escolha de produtos mais duráveis e menos geradores de resíduos. No entanto, a transformação mais significativa, que deveria vir das empresas, ainda é relativamente tímida. De acordo com Mariana Schuchovski, professora de Sustentabilidade do ISAE Escola de Negócios, a disseminação do vírus é resultado do atual modelo de desenvolvimento, que fomenta o uso irracional de recursos naturais e a destruição de hábitats, como florestas e outras áreas, o que faz que animais, forçados a mudar seus hábitos de vida, contraiam e transmitam doenças que não existiriam em situações normais. “Situações de desequilíbrio ambiental, causadas principalmente por desmatamento e mudanças de clima, aumentam ainda mais a probabilidade de que zoonoses, ou seja, doenças de origem animal, nos atinjam e alcancem o patamar de epidemias e pandemias”, explica a professora. A especialista aponta que todos nós, indivíduos, sociedade e empresas, precisamos entender os impactos desta pandemia no meio ambiente e na sustentabilidade bem como refletir sobre eles e, principalmente, sobre a sua relação inversa: o impacto da (in)sustentabilidade dos nossos modelos de produção e consumo como causador desta pandemia. “Toda escolha que fazemos pode ser para apoiar ou não a sustentabilidade”, diz Mariana. Por outro lado, para que possamos fazer melhores escolhas e praticar o verdadeiro consumo consciente, é necessário que, em primeiro lugar, as empresas realizem a produção consciente, assumindo sua verdadeira responsabilidade pelos impactos que causam. Com base nas ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nCom relação aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1-I Em 2015, pesquisadores argentinos anunciaram a descoberta dos fósseis da maior criatura da Terra. Eles estimaram que o dinossauro tivesse 40 metros de comprimento e 20 metros de altura (quando esticava o pescoço). Com 77 toneladas, teria sido tão pesado quanto 14 elefantes africanos e teria tido sete toneladas a mais do que o recordista anterior, o argentinossauro, também localizado na Patagônia. Um mês após o anúncio dos argentinos, paleontólogos brasileiros apresentaram um fóssil resgatado em Presidente Prudente (SP), que afirmaram ser do maior dinossauro do país. O Austroposeidon magnificus, como o chamaram, tinha 25 metros de comprimento e viveu há 70 milhões de anos, segundo os estudiosos. E o Planalto Central abrigou gigantes como esses? Embora escavações nunca tenham sido feitas no Distrito Federal e no Entorno até então, especialistas detectaram indícios de esqueletos de animais extintos e de instrumentos usados por homens das cavernas na região. O ser humano não conviveu com os dinossauros em nenhuma parte do mundo. Os dinossauros foram extintos há milhões de anos, antes do surgimento da humanidade. Mas o primeiro registro da presença humana no Planalto Central coincide com a fase de extinção dos primeiros animais que habitaram a região, bichos grandes e ferozes, como o tigre-dentes-de-sabre. Os homens da caverna também tinham a companhia de outros animais enormes, como o megatério, uma espécie de preguiça, e o gliptodonte, um tatu gigante de até um metro de altura. Por uma faixa de terra onde hoje é a América Central, animais do norte chegaram ao sul. Entre eles, o mastodonte, os cães-urso e os ancestrais dos cavalos, todos antigos moradores do cerrado. Apesar da longa coexistência, não há nenhuma evidência confiável de que o homem tenha caçado os animais gigantes de forma sistemática no território nacional ou mesmo na América do Sul, ao contrário do que ocorreu na América do Norte, onde mamutes e mastodontes eram presas constantes das populações humanas. O desaparecimento da megafauna no território nacional provavelmente não teve relação direta com a chegada do ser humano, como algumas hipóteses para essa extinção sugerem. Os pesquisadores Mark Hubbe e Alex Hubbe acreditam que a extinção dos animais tenha sido desencadeada por uma mudança climática. Na teoria deles, as espécies da megafauna teriam se extinguido gradualmente a partir da última grande glaciação, no fim do período chamado Pleistoceno (há aproximadamente 12 mil anos). Os maiores não teriam vivido além de dez mil anos atrás, e os menores teriam avançado um pouco além da nova era, até quatro mil anos atrás. Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nCom relação aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens que se seguem.","Texto CB2A1-I Assim como cidadania e cultura formam um par integrado de significações, cultura e territorialidade são, de certo modo, sinônimos. A cultura, forma de comunicação do indivíduo e do grupo com o universo, é herança, mas também um reaprendizado das relações profundas entre o ser humano e o seu meio, um resultado obtido por intermédio do próprio processo de viver. Incluindo o processo produtivo e as práticas sociais, a cultura é o que nos dá a consciência de pertencer a um grupo, do qual é o cimento. É por isso que as migrações agridem o indivíduo, roubando-lhe parte do ser, obrigando-o a uma nova e dura adaptação em seu novo lugar. Desterritorialização é frequentemente outra palavra para significar alienação, estranhamento, que são, também, desculturização. Esse processo é, também, o que comanda as migrações, que são, por si sós, processos de desterritorialização e, paralelamente, processos de desculturização. O novo ambiente opera como uma espécie de denotador. Sua relação com o novo morador se manifesta dialeticamente como territorialidade nova e cultura nova, que interferem reciprocamente, mudando paralelamente territorialidade e cultura, e mudando o ser humano. Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nCom relação aos aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue os itens que se seguem.","Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB4A1-I, julgue os próximos itens.","Muitos meses atrás, a pandemia era encarada com outros olhos. À ideia de que a quarentena duraria quarenta dias, ou ao fato de os peixes terem voltado a nadar nos canais de Veneza, somava-se uma preocupação com a autoimagem: havia quem brincava, em grupos de redes sociais, por exemplo, que estava engordando, porque a única “distração” em casa era comer. Mas essa ideia, além de reforçar um discurso gordofóbico, ignora que muita gente não tinha nem um prato de arroz e feijão disponível. O relatório Efeitos da pandemia na alimentação e na situação da segurança alimentar no Brasil, publicado em abril deste ano, demonstra que houve uma redução geral da disponibilidade de alimentos nos domicílios em situação de insegurança alimentar, inclusive dos considerados não saudáveis. Há alguns meses, estamos ouvindo especialistas e conversando com trabalhadores para entender o que sobra no prato das famílias em situação de vulnerabilidade social em tempos de covid-19. Um grupo de pesquisadores da Freie Universität Berlin (FU Berlin) trouxe a resposta que não queríamos ter: o consumo de alimentos saudáveis diminuiu em 85% nos domicílios em situação de insegurança alimentar durante a pandemia. A maior redução encontrada pelo estudo foi das carnes, em 44% dos domicílios, seguida de frutas (40,8%), queijos (40,4%) e hortaliças e legumes (36,8%). De acordo com a pesquisa, os ovos podem ter sido substitutos da carne, com o maior aumento entre os alimentos da categoria, em quase 19%. Os autores da pesquisa destacam que, no período entre agosto e dezembro de 2020, quase 60% dos domicílios entrevistados estavam em algum nível de insegurança alimentar — isto é, quando a qualidade dos alimentos é inadequada ou a oferta é insuficiente. Desses, 15% estavam em situação de insegurança alimentar grave. Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","No mundo de hoje, as telecomunicações representam muito mais do que um serviço básico; são um meio de promover o desenvolvimento, melhorar a sociedade e salvar vidas. Isso será ainda mais verdade no mundo de amanhã. A importância das telecomunicações ficou evidente nos dias que se seguiram ao terremoto que devastou o Haiti, em janeiro de 2010. As tecnologias da comunicação foram utilizadas para coordenar a ajuda, otimizar os recursos e fornecer informações sobre as vítimas, das quais se precisava desesperadamente. A União Internacional das Telecomunicações (UIT) e os seus parceiros comerciais forneceram inúmeros terminais satélites e colaboraram no fornecimento de sistemas de comunicação sem fio, facilitando as operações de socorro e limpeza. Saúdo essas iniciativas e, de um modo geral, o trabalho da UIT e de outras entidades que promoveram o acesso à banda larga em zonas rurais e remotas de todo o mundo. Um maior acesso pode significar mais progressos no domínio da realização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. A Internet impulsiona a atividade econômica, o comércio e até a educação. A telemedicina está melhorando os cuidados com a saúde, os satélites de observação terrestre são usados para combater as alterações climáticas e as tecnologias ecológicas contribuem para a existência de cidades mais limpas. Ao passo que essas inovações se tornam mais importantes, a necessidade de atenuar o fosso tecnológico é mais urgente. Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","A atividade política, para os antigos, estava associada à prática das virtudes e à busca por uma ordem moral duradoura. A corrupção, por sua vez, era identificada com vícios como a ambição, a ganância pelo poder, a covardia etc., ou seja, tudo aquilo que causa caos social, desordem e violência. Essa noção de corrupção associada ao desvirtuamento e à falta de cuidado com o bem comum atravessaria a Idade Média e chegaria até o início da modernidade com os teóricos políticos do Renascimento. Contudo, com a ampliação das relações comerciais decorrentes das grandes navegações, o crescimento urbano, o advento da indústria, a ascensão da burguesia como classe política — por meio de revoluções como a inglesa (1640-1668) e a francesa (1789-1799) —, o sistema político começou a ser pensado de forma diferente. A concepção antiga das virtudes como guias da política não funcionava mais na modernidade. Era necessária uma concepção de política que levasse em conta os interesses individuais e as ambições, que faziam parte do mundo moderno. Mas como fazer isso sem deixar que tais interesses e ambições degenerassem o sistema político? Montesquieu foi quem ofereceu o melhor modelo, que, em grande parte, ainda se faz presente até hoje nos regimes democráticos. Segundo Montesquieu, para que os interesses pessoais dos governantes não triunfassem sobre o bem público e para que o corpo político não se corrompesse, seriam necessárias as leis positivas, isto é, um conjunto de medidas jurídicas que se ajustassem à realidade dos interesses de determinada sociedade e impusesse controle sobre ela, sendo capaz de intermediar os homens e suas necessidades. Esse modelo foi seguido pelas democracias liberais do século XIX. No entanto, desde a transição do século XIX para o século XXI, o mundo ficou cada vez mais integrado, tanto econômica quanto politicamente, sobretudo após as guerras mundiais. Essa integração, apesar de ter trazido inúmeros benefícios, também trouxe grandes dificuldades. Julgue os itens que se seguem, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto anterior.","Alguns linguistas acreditam que o Homo erectus, há mais ou menos 1 milhão e meio de anos, já tinha uma linguagem. Os argumentos que eles dão são que o Homo erectus tinha um cérebro relativamente grande e usava ferramentas de pedra primitivas, porém bastante padronizadas. Essa hipótese pode ser verdadeira, mas pode também estar bem longe do correto. O uso de ferramentas certamente não requer linguagem. Chimpanzés usam galhos como ferramentas para caçar cupins, ou pedras para quebrar nozes. Obviamente, mesmo as ferramentas mais primitivas do Homo erectus (pedras lascadas) são muito mais sofisticadas que qualquer coisa usada por chimpanzés, mas ainda assim não há uma razão convincente para crer que essas pedras não pudessem ter sido produzidas sem linguagem. O tamanho do cérebro é igualmente problemático como indicador da presença de linguagem, porque ninguém tem uma boa ideia de quanto cérebro exatamente é necessário para a linguagem. Além disso, a capacidade para a linguagem pode ter permanecido latente no cérebro por milhões de anos, sem ter sido de fato colocada em uso. A respeito das ideias, dos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A2-II A pseudociência difere da ciência errônea. A ciência prospera com seus erros, eliminando-os um a um. Conclusões falsas são tiradas todo o tempo, mas elas constituem tentativas. As hipóteses são formuladas de modo a poderem ser refutadas. Uma sequência de hipóteses alternativas é confrontada com os experimentos e a observação. A ciência tateia e cambaleia em busca de melhor compreensão. Alguns sentimentos de propriedade individual são certamente ofendidos quando uma hipótese científica não é aprovada, mas essas refutações são reconhecidas como centrais para o empreendimento científico. A pseudociência é exatamente o oposto. As hipóteses são formuladas de modo a se tornar invulneráveis a qualquer experimento que ofereça uma perspectiva de refutação, para que em princípio não possam ser invalidadas. Talvez a distinção mais clara entre a ciência e a pseudociência seja o fato de que a primeira sabe avaliar com mais perspicácia as imperfeições e a falibilidade humanas do que a segunda. Se nos recusamos radicalmente a reconhecer em que pontos somos propensos a cair em erro, podemos ter quase certeza de que o erro nos acompanhará para sempre. Mas, se somos capazes de uma pequena autoavaliação corajosa, quaisquer que sejam as reflexões tristes que isso possa provocar, as nossas chances melhoram muito. Considerando as ideias do texto CB1A2-II, julgue os itens seguintes.\n\n\n\nA respeito dos aspectos linguísticos do texto CB1A2-II, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A2 população do planeta, e os processos de urbanização espalham globalmente, mas de forma desigual, tanto os benefícios quanto planejamento urbano e a gestão das cidades e áreas metropolitanas vêm sendo inseridos em discussões na busca de urbano, a fim de mitigar os impactos nocivos e adaptar o ordenamento territorial e a distribuição socioespacial das O movimento de (re)pensar o planejamento das cidades para que se obtenha um modelo em que o desenvolvimento urbano ser essencial daqui a alguns anos, considerando-se tanto as desigualdades que esses processos carregam em si quanto os Por um lado, uma parcela da população urbana usufrui dos avanços técnico-científicos, da infraestrutura e do conforto por outro lado, grande parte do mundo sofre com as consequências socioeconômicas das políticas econômicas e de e vulnerabilidade no mercado de trabalho e na gestão e no planejamento urbanos. As cidades, sejam elas grandes enquanto aglomerações urbanas, são permeadas, em diversos níveis, por questões de desigualdade socioeconômica e melhorar as condições ambientais, como propostas de consumo consciente e saneamento básico: o meio urbano e o padrão do promover mudanças nos padrões insustentáveis de consumo. Considerando as ideias do texto CB1A2, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nCom relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto CB1A2, julgue os próximos itens.","imprescindibilidade dessa agência de segurança para a viabilidade do poder de coerção estatal. Em outras sua ausência culminaria na impossibilidade de manutenção de relações pacificadas. Devido a seu protagonismo e sua normas legais, o Estado democrático não pode abdicar dessa instituição. parâmetros democráticos, é essencial que haja a implementação de um modelo de policiamento que o equilíbrio entre os pressupostos de liberdade e segurança. No que tange às organizações policiais, falar em necessariamente, a discussão sobre o desenvolvimento do policiamento comunitário, o único modelo de policiamento componentes centrais. Para analisar essa participação, é preciso verificar se a ação promovida pelo modelo de controle social legítimo da atividade policial e se ela produz uma participação equânime. Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Julgue os itens a seguir, relativos aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado.","Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1BBB Com relação aos sentidos do texto CB1A1BBB, em que aparecem as personagens Mafalda (presente apenas no primeiro quadrinho) e Susanita, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nA respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB1A1BBB, julgue os próximos itens.","Texto CB2A6AAA prosperidade que, apegando-se a certas soluções onde, na melhor hipótese, se abrigam verdades parciais, progresso. É bem característico, para citar um exemplo, o que ocorre com a miragem da alfabetização. Quanta inútil nossos males ficariam resolvidos de um momento para o outro se estivessem amplamente difundidas as escolas A muitos desses pregoeiros do progresso seria difícil convencer de que a alfabetização em massa não é e capitalista que admiram. Desacompanhada de outros elementos fundamentais da educação, que a completem, nas mãos de um cego. No que se refere às ideias e aos sentidos do texto CB2A6AAA e à sua classificação quanto ao tipo e ao gênero textual, julgue os próximos itens.\n\n\n\nJulgue os itens a seguir, que tratam de aspectos gramaticais do texto CB2A6AAA."],"questions":[{"id":"91c33d87a12d","number":1,"stem":0,"statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, o emprego da vírgula imediatamente após ‘público-alvo’ é obrigatório e se justifica pela necessidade de serem separadas duas orações que apresentam o mesmo sujeito.","answer":"E","source":{"slug":"CD_25_NS","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"A vírgula depois de ‘público-alvo’ é de fato obrigatória, mas pela razão oposta à alegada: ela fecha a oração subordinada adverbial temporal “Quando falamos em ‘público-alvo’”, deslocada para antes da principal. Não se trata de separar duas orações de mesmo sujeito — orações coordenadas de sujeito idêntico sequer exigiriam vírgula, e aqui a relação é de subordinação, não de coordenação.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"se justifica pela necessidade de serem separadas duas orações que apresentam o mesmo sujeito","corrected_statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, o emprego da vírgula imediatamente após ‘público-alvo’ é obrigatório e se justifica pelo deslocamento da oração subordinada adverbial para antes da principal.","concept":"Subordinação anteposta × coordenação de mesmo sujeito","citation":null,"trap_note":"Acertar a obrigatoriedade não basta: metade dos itens de vírgula pede a justificativa. Nomeie a estrutura — deslocamento, intercalação, elipse, enumeração, aposto — antes de aceitar a explicação oferecida."}},{"id":"18ed15fea82e","number":11,"stem":1,"statement":"No trecho “outras, para estabelecer maior profundidade em suas relações pessoais” (penúltimo período do primeiro parágrafo), a vírgula indica supressão de palavras.","answer":"C","source":{"slug":"MP_CE_25_SERVIDOR","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Algumas pessoas usam a CNV para reagir compassivamente a si mesmas; outras, para estabelecer maior profundidade em suas relações pessoais”, a segunda oração não repete “usam a CNV”. A vírgula depois de “outras” está no lugar desse material, recuperado do paralelismo com a primeira oração — é vírgula de elipse, tal como o item descreve ao falar em supressão de palavras.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Vírgula marcando supressão de termos já expressos","citation":null,"trap_note":"Estrutura com ponto e vírgula seguida de “outras,” / “a segunda,” / “os demais,” é sinal quase certo de elipse. O que foi omitido está no período anterior."}},{"id":"33384faf8013","number":15,"stem":2,"statement":"No último período do penúltimo parágrafo, a vírgula empregada logo após o termo “que” poderia ser suprimida sem prejuízo da correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"MP_CE_25_SERVIDOR","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Waldinger aponta que, enquanto não se tem as necessidades básicas garantidas, sentir-se feliz e pleno é uma tarefa difícil”, a vírgula depois de “que” abre o isolamento da oração adverbial encaixada dentro da oração completiva. É a primeira de um par. Suprimir só uma delas deixaria a outra sozinha e desfaria a intercalação; a vírgula é obrigatória enquanto a subordinada estiver ali.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"poderia ser suprimida sem prejuízo da correção gramatical do texto","corrected_statement":"No último período do penúltimo parágrafo, a vírgula empregada logo após o termo “que” não poderia ser suprimida sem prejuízo da correção gramatical do texto.","concept":"Vírgula depois da conjunção “que” abre intercalação: é metade de um par","citation":null,"trap_note":"Vírgula logo depois de “que”, “e”, “mas” ou “porque” quase nunca pertence ao conectivo: ela abre um bloco intercalado. Procure a vírgula que o fecha antes de julgar se pode sair."}},{"id":"de63c8dc4dcb","number":16,"stem":3,"statement":"No primeiro período do quarto parágrafo, a supressão da vírgula após o termo “que” preservaria a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"CAU_MG_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Béguin mostra que, embora não tenham sido desenvolvidos para as habitações residenciais, o aparelhamento técnico e as atividades … passaram a ter lugar nos espaços domésticos”, a vírgula depois de “que” abre o isolamento da oração concessiva encaixada. É a primeira de um par fechado depois de “residenciais”. Suprimir apenas uma delas desfaz a intercalação e deixa a outra sem correspondente.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"preservaria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"No primeiro período do quarto parágrafo, a supressão da vírgula após o termo “que” prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"Oração concessiva intercalada depois da conjunção integrante","citation":null,"trap_note":"Sempre que a vírgula vier logo depois de “que”, pergunte o que ela abre. Item que propõe retirar só essa vírgula está propondo deixar um par pela metade."}},{"id":"06e1ae31de7e","number":20,"stem":4,"statement":"No trecho “A falta de informação, transparência e padronização, no entanto, também continua sendo um desafio” (último período do quinto parágrafo), a correção gramatical seria mantida caso o segmento “no entanto” fosse deslocado para o início do período, da seguinte forma: No entanto, a falta de informação, transparência e padronização, também continua sendo um desafio.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_RS_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"As duas vírgulas do original formam par em torno de “no entanto”, intercalado entre o sujeito e o verbo. Deslocada a expressão para o início, o par deixa de ter razão de ser; a reescrita proposta, porém, conserva a vírgula depois de “padronização”, que passa a separar o sujeito composto de seu verbo “continua”. Vírgula entre sujeito e predicado é proibida, e é esse resíduo que torna a nova redação incorreta.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"a correção gramatical seria mantida","corrected_statement":"No trecho “A falta de informação, transparência e padronização, no entanto, também continua sendo um desafio” (último período do quinto parágrafo), a correção gramatical seria mantida caso o segmento “no entanto” fosse deslocado para o início do período, da seguinte forma: No entanto, a falta de informação, transparência e padronização também continua sendo um desafio.","concept":"Deslocar o termo intercalado obriga a retirar as duas vírgulas do par","citation":null,"trap_note":"Em item de reescrita, leia a frase nova como se fosse original e pergunte o que cada vírgula sobrevivente está separando. Vírgula órfã entre sujeito e verbo é o resíduo mais frequente."}},{"id":"7bc2b6b40484","number":1,"stem":5,"statement":"Estaria preservada a correção gramatical do segundo parágrafo caso se inserisse uma vírgula após a palavra “alvos”.","answer":"E","source":{"slug":"CNJ_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Os ataques cibernéticos podem ter como alvos pessoas, organizações políticas e sociais, empresas públicas e privadas …”, “pessoas, organizações …” é o complemento de “ter como alvos”. Inserir vírgula depois de “alvos” separaria o verbo de seu objeto, o que a norma não admite. A enumeração que vem depois já é pontuada internamente, e nada justifica cortá-la do termo que a rege.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Estaria preservada a correção gramatical do segundo parágrafo","corrected_statement":"Não estaria preservada a correção gramatical do segundo parágrafo caso se inserisse uma vírgula após a palavra “alvos”.","concept":"Não se separa o verbo de seu complemento por vírgula","citation":null,"trap_note":"Duas proibições resolvem quase todo item de inserção de vírgula: não separar sujeito de verbo e não separar verbo de complemento. Antes de aceitar a inserção, veja se o sinal cairia entre esses pares."}},{"id":"ae5db85030c7","number":5,"stem":6,"statement":"O emprego da vírgula logo após a palavra “artificiais” (último período do texto) é obrigatório.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A vírgula depois de “artificiais” fecha a oração concessiva “Embora alguém possa imaginar cérebros biológicos artificiais”, deslocada para antes da principal “hoje toda a ação em inteligência artificial está centrada em computadores digitais”. Subordinada adverbial anteposta não dispensa a vírgula de fechamento.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Concessiva anteposta: vírgula obrigatória","citation":null,"trap_note":"Embora, ainda que, conquanto, mesmo que: se a oração que essas conjunções abrem vier primeiro, a vírgula que a encerra é obrigatória."}},{"id":"ef2938c96926","number":6,"stem":7,"statement":"A correção gramatical e o sentido do texto seriam mantidos caso fosse eliminada a vírgula empregada logo após “acordos” (último período), por ser seu emprego facultativo nesse caso.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Tudo indica que, negociando esses acordos, o governo português tinha estritamente em vista a continuidade da casa reinante”, a vírgula depois de “acordos” fecha o par que isola a oração reduzida de gerúndio intercalada entre a conjunção integrante e o sujeito da completiva. Sendo a segunda vírgula de uma intercalação, é obrigatória: eliminá-la deixaria a primeira sem correspondente e colaria o gerúndio ao sujeito.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"por ser seu emprego facultativo nesse caso","corrected_statement":"A correção gramatical e o sentido do texto seriam prejudicados caso fosse eliminada a vírgula empregada logo após “acordos” (último período), por ser seu emprego obrigatório nesse caso.","concept":"Segunda vírgula de intercalação é obrigatória","citation":null,"trap_note":"Pergunte sempre se a vírgula do item é solitária ou é metade de um par. Metade de par nunca é facultativa, por mais curta que seja a expressão isolada."}},{"id":"68ac08933126","number":7,"stem":8,"statement":"No último período do primeiro parágrafo, o emprego da vírgula logo após “discriminação” é obrigatório.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em “O preconceito é uma opinião; a discriminação, um comportamento real e efetivo”, a segunda oração não repete o verbo “é”, recuperado do paralelismo com a primeira. A vírgula ocupa o lugar do verbo elidido, e essa marca é obrigatória: sem ela, “a discriminação um comportamento real e efetivo” fica sem predicado.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Vírgula que marca elipse de verbo (zeugma)","citation":null,"trap_note":"Sempre que uma oração coordenada aparecer sem verbo, procure a vírgula no lugar dele. Essa vírgula nunca é facultativa, porque é o único sinal de que o verbo foi omitido, e não esquecido."}},{"id":"35bc9c37cfe6","number":8,"stem":9,"statement":"A supressão da vírgula empregada logo após “Alagoas” (segundo período do primeiro parágrafo) prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_GUARDA","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Em Alagoas” é adjunto adverbial de lugar, curto e antecipado, seguido da oração completa “os indicadores do mesmo crime caíram 14,8%”. Nada da estrutura depende da vírgula: nem há par a fechar, nem há bloco longo a delimitar. A pontuação ali é de pausa, e sua retirada não fere a norma.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"prejudicaria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"A supressão da vírgula empregada logo após “Alagoas” (segundo período do primeiro parágrafo) não prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"Adjunto adverbial curto antecipado: vírgula facultativa","citation":null,"trap_note":"Duas ou três palavras no início do período, seguidas de sujeito e verbo inteiros: vírgula opcional. Esse é o único terreno realmente facultativo da pontuação, e a banca também o ataca pelo avesso, afirmando obrigatoriedade."}},{"id":"c9890424c3ec","number":8,"stem":10,"statement":"A vírgula empregada após a palavra “positivo” (segundo período do segundo parágrafo) poderia ser eliminada sem prejuízo da correção gramatical e das relações coesivas do texto.","answer":"C","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Por possibilitar a adaptação do conceito a diferentes contextos culturais” é oração reduzida de infinitivo com valor causal, posposta à principal. Subordinada adverbial depois da principal tem vírgula facultativa; sem ela, o período continua correto e a relação de causa permanece explicitada pela própria preposição “por”. Nada da coesão depende do sinal.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Causal posposta: vírgula facultativa","citation":null,"trap_note":"Com adverbiais pospostas, a vírgula é escolha de ênfase. A coesão já está garantida pela conjunção ou preposição, e por isso retirar o sinal não desfaz a relação."}},{"id":"0ac7d4e26958","number":9,"stem":11,"statement":"No trecho “É apenas ‘carvão’, algo que eu preciso ter, uma coisa escura que chega misteriosamente, vinda de nenhum lugar em especial” (último período do segundo parágrafo), as vírgulas empregadas separam elementos que exercem a mesma função sintática.","answer":"E","source":{"slug":"ANM_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em “É apenas ‘carvão’, algo que eu preciso ter, uma coisa escura que chega misteriosamente, vinda de nenhum lugar em especial”, as duas primeiras vírgulas introduzem apostos de “carvão” — termos de mesma função, que poderiam substituí-lo. A última, porém, introduz “vinda de nenhum lugar em especial”, oração reduzida de particípio que modifica “uma coisa escura”: é adjunto, não aposto. As vírgulas, portanto, não separam elementos de função uniforme.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"separam elementos que exercem a mesma função sintática","corrected_statement":"No trecho “É apenas ‘carvão’, algo que eu preciso ter, uma coisa escura que chega misteriosamente, vinda de nenhum lugar em especial” (último período do segundo parágrafo), as duas primeiras vírgulas separam apostos, ao passo que a última isola oração reduzida de particípio que modifica o termo anterior.","concept":"Aposto × modificador de particípio na mesma sequência","citation":null,"trap_note":"Teste da substituição: o aposto pode ocupar o lugar do termo a que se refere. Se o segmento só faz sentido preso ao imediatamente anterior, é modificador, não aposto."}},{"id":"0d5b0ffe071a","number":9,"stem":9,"statement":"A vírgula empregada logo após o verbo ‘coordenar’ (último período do segundo parágrafo) poderia ser substituída, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto, pelo vocábulo e.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_GUARDA","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Dão uma ferramenta para o secretário de segurança coordenar, dão uma visão de longo prazo para a segurança pública” são orações coordenadas assindéticas, de mesmo sujeito e mesmo valor aditivo. A vírgula que as justapõe pode ser trocada pelo conectivo “e” sem alteração de estrutura, de correção ou de sentido — é a operação inversa da coordenação assindética.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Coordenada assindética ↔ conjunção aditiva","citation":null,"trap_note":"A troca entre vírgula e “e” só é livre quando a relação entre as orações é de adição pura. Se a segunda oração traz oposição, conclusão ou explicação, a vírgula está a serviço dessa relação e o “e” a apaga."}},{"id":"8cd83c136bfa","number":10,"stem":12,"statement":"A supressão da vírgula empregada após “públicas” (primeiro período do terceiro parágrafo) prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"SEMED_ARACAJU_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Segundo Fasson, quando se pensa em políticas públicas, o retorno é mais significativo …”, a vírgula depois de “públicas” fecha a oração subordinada adverbial antecipada à principal. Oração adverbial deslocada para antes da principal exige a vírgula que marca seu término; retirá-la deixaria “políticas públicas o retorno” sem fronteira entre a subordinada e o sujeito da principal.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Oração adverbial anteposta à principal: vírgula obrigatória","citation":null,"trap_note":"Oração adverbial posposta admite vírgula facultativa; anteposta, exige-a. A ordem inversa é o que cria a obrigatoriedade, não o tipo de conjunção."}},{"id":"f3f168cbc67d","number":12,"stem":13,"statement":"No início do quinto parágrafo, a vírgula empregada após o verbo “ilustrar” é facultativa e sua supressão preservaria a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A vírgula depois do verbo “ilustrar”, no início do parágrafo, fecha uma oração reduzida de infinitivo com valor de finalidade anteposta à principal. Subordinada adverbial deslocada para antes da oração a que se liga exige a vírgula de fechamento; sem ela, o infinitivo se emendaria ao sujeito da principal. O emprego é obrigatório, não facultativo.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"é facultativa e sua supressão preservaria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"No início do quinto parágrafo, a vírgula empregada após o verbo “ilustrar” é obrigatória e sua supressão prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"Oração final reduzida anteposta: vírgula obrigatória","citation":null,"trap_note":"Período que começa por infinitivo precedido de “para”, “a fim de” ou “ao” tem sempre um bloco adverbial anteposto. A vírgula que o encerra é estrutural."}},{"id":"489aacbc7910","number":18,"stem":14,"statement":"No segundo período do segundo parágrafo, a eliminação das vírgulas que isolam o vocábulo “talvez” não prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em “(embora, talvez, haja tesouros ocultos)” o vocábulo isolado é um advérbio curto de dúvida, não um termo intercalado que interrompa a estrutura da oração. Advérbio de uma palavra pode ou não vir entre vírgulas: as vírgulas ali dão realce, e sua retirada devolve a ordem direta “embora talvez haja tesouros ocultos”, igualmente correta.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Advérbio curto entre vírgulas: realce facultativo","citation":null,"trap_note":"Advérbio de uma só palavra (talvez, porém, contudo, aliás) admite as duas grafias quando não interrompe a ligação entre termos essenciais. O que não é facultativo é o par de vírgulas que isola uma expressão de certa extensão encaixada no meio do período."}},{"id":"ca2b5f9c9543","number":22,"stem":15,"statement":"A vírgula empregada no último período do primeiro parágrafo separa orações cujos sujeitos são distintos.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em “O poder é a objetivação política do território utilizado para se atingir determinado objetivo, e um de seus recursos é o convencimento do outro”, há duas orações coordenadas com sujeitos diversos: “O poder” na primeira, “um de seus recursos” na segunda. É precisamente essa diferença de sujeitos que justifica a vírgula antes do “e”.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Vírgula antes de “e” quando os sujeitos são distintos","citation":null,"trap_note":"A regra prática da vírgula antes do “e”: sujeitos iguais, dispensável; sujeitos diferentes, recomendada; valor adversativo ou enumerativo enfático, obrigatória."}},{"id":"f5d46e5ca04b","number":25,"stem":16,"statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, o segmento “que, por sua vez, o trouxe da concepção de Bakhtin de ‘hibridismo linguístico’” tem sentido explicativo, o que justifica o emprego da vírgula imediatamente após o nome “Homi Bhabha”.","answer":"C","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Homi Bhabha” é nome próprio, antecedente único e já plenamente identificado. Oração adjetiva referida a antecedente único não pode restringi-lo: só cabe acrescentar informação, e por isso “que, por sua vez, o trouxe da concepção de Bakhtin” é explicativa e vem obrigatoriamente precedida de vírgula.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjetiva após nome próprio só pode ser explicativa","citation":null,"trap_note":"Antecedente único — nome próprio, superlativo, termo já determinado — converte a adjetiva em explicativa e a vírgula em obrigatória. É aqui que a facultatividade das adjetivas acaba."}},{"id":"f98cc0b65647","number":30,"stem":17,"statement":"No trecho “dar uma ordem, expressar um sentimento, fazer um pedido, exercer algum tipo de influência, fazer o outro mudar de opinião...” (quarto período do primeiro parágrafo), as vírgulas foram empregadas para separar expressões de caráter explicativo.","answer":"E","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho “dar uma ordem, expressar um sentimento, fazer um pedido, exercer algum tipo de influência, fazer o outro mudar de opinião…” lista os objetivos anunciados por “como:”. Cada item é uma alternativa somada às demais, e as vírgulas separam os membros dessa série. Caráter explicativo exigiria que cada segmento retomasse e esclarecesse o anterior, o que não acontece: os itens não se explicam, se acumulam.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"separar expressões de caráter explicativo","corrected_statement":"No trecho “dar uma ordem, expressar um sentimento, fazer um pedido, exercer algum tipo de influência, fazer o outro mudar de opinião...” (quarto período do primeiro parágrafo), as vírgulas foram empregadas para separar itens de uma enumeração.","concept":"Enumeração introduzida por dois-pontos","citation":null,"trap_note":"Dois-pontos seguidos de segmentos paralelos anunciam enumeração. Explicação verdadeira vem marcada por “ou seja”, “isto é”, “a saber” ou por aposto que retoma um único termo."}},{"id":"e215e2c6fc0f","number":5,"stem":18,"statement":"Estaria mantida a correção gramatical do último período do primeiro parágrafo caso a vírgula empregada após a palavra “ambientais” fosse substituída por ponto final e fosse feita a devida alteração de letra inicial minúscula para maiúscula no primeiro termo do novo período subsequente.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NM","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"A vírgula depois de “ambientais” liga a oração reduzida de gerúndio “envolvendo oportunidades de atuação junto aos públicos de interesse …” ao período anterior, do qual depende. Substituí-la por ponto final isolaria um gerúndio sem verbo de forma finita, produzindo fragmento sem oração principal — construção que a norma não admite.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Estaria mantida a correção gramatical do último período do primeiro parágrafo","corrected_statement":"Não estaria mantida a correção gramatical do último período do primeiro parágrafo caso a vírgula empregada após a palavra “ambientais” fosse substituída por ponto final e fosse feita a devida alteração de letra inicial minúscula para maiúscula no primeiro termo do novo período subsequente.","concept":"Reduzida de gerúndio não sobrevive como período autônomo","citation":null,"trap_note":"Proposta de trocar vírgula por ponto: verifique se o que ficaria sozinho tem verbo em forma finita. Gerúndio, particípio e infinitivo soltos não formam período."}},{"id":"8f9c714a74aa","number":6,"stem":19,"statement":"O emprego da vírgula logo após “moderna” (último período do primeiro parágrafo) é facultativo.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NTJ","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"A vírgula depois de “moderna” fecha a longa oração subordinada adverbial temporal iniciada por “Desde que ele se tornou a matriz energética básica …”, antes da principal “ter ou controlar as fontes de petróleo … representa questão de vida ou morte”. Subordinada anteposta à principal, e ainda com essa extensão, não dispensa a vírgula: o sinal é obrigatório, não uma escolha de estilo.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"é facultativo","corrected_statement":"O emprego da vírgula logo após “moderna” (último período do primeiro parágrafo) é obrigatório.","concept":"Subordinada adverbial longa anteposta: vírgula obrigatória","citation":null,"trap_note":"“É facultativo” é a resposta mais vendida e mais falsa da pontuação. Antes de aceitá-la, localize o verbo principal: se tudo o que vem antes da vírgula é subordinado, o sinal é obrigatório."}},{"id":"292f94bc4e21","number":7,"stem":18,"statement":"Estaria mantida a correção gramatical do último período do segundo parágrafo caso fosse inserida uma vírgula após a expressão “baixo carbono”.","answer":"C","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NM","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O período encadeia três verbos coordenados de mesmo sujeito — “investe”, “promove” e “investe” —, o último introduzido por “e”. Acrescentar vírgula antes desse “e”, isto é, depois de “baixo carbono”, é recurso admitido para fechar enumeração de membros longos. A inserção não separa sujeito de verbo nem verbo de complemento e, portanto, preserva a correção.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Vírgula facultativa antes do “e” que encerra série de orações","citation":null,"trap_note":"Inserção de vírgula antes de “e” em série longa costuma ser C; inserção entre verbo e objeto, ou entre sujeito e verbo, é sempre E. O ponto exato da inserção decide o item."}},{"id":"43b05135be8f","number":9,"stem":20,"statement":"No primeiro período do último parágrafo, as vírgulas empregadas têm a finalidade de separar itens de uma enumeração.","answer":"E","source":{"slug":"SEDUC_RECIFE_23_PROFESSOR","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"No período “Apesar de ter sido reitor, fundador e reformador de universidades, Darcy viveu a maior parte de sua carreira fora de instituições universitárias brasileiras” há duas vírgulas com funções distintas. A primeira separa itens da enumeração “reitor, fundador e reformador”; a segunda fecha a oração concessiva deslocada para antes da principal. Atribuir a mesma finalidade às duas ignora a segunda.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"têm a finalidade de separar itens de uma enumeração","corrected_statement":"No primeiro período do último parágrafo, a primeira vírgula separa itens de uma enumeração, ao passo que a segunda isola a oração concessiva deslocada para antes da principal.","concept":"Vírgulas de um mesmo período podem ter funções diferentes","citation":null,"trap_note":"Quando o item fala em “as vírgulas empregadas”, no plural, examine uma a uma. A banca costuma acertar a função de uma delas e estender a explicação à outra, que faz coisa diversa."}},{"id":"f61ab897b529","number":10,"stem":21,"statement":"O emprego das vírgulas que isolam o vocábulo ‘portanto’ (último parágrafo) justifica-se pela posição dessa palavra na oração em que se insere.","answer":"C","source":{"slug":"TBG_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em “não atingindo, portanto, todos os atos da administração pública”, o conectivo conclusivo aparece encaixado entre o verbo e seu complemento. É a posição que obriga o par de vírgulas: “portanto” fora do início da oração é termo intercalado e precisa ser isolado. A justificativa do item — a posição da palavra — é a correta.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Conjunção conclusiva intercalada exige par de vírgulas","citation":null,"trap_note":"Portanto, todavia, contudo, entretanto e no entanto se pontuam pela posição: no início da oração, vírgula depois; no meio, vírgulas dos dois lados."}},{"id":"ebf80218e76f","number":11,"stem":22,"statement":"A vírgula imediatamente após “tarefas” (penúltimo período do segundo parágrafo) foi empregada para isolar um aposto explicativo.","answer":"E","source":{"slug":"MEC_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em “na proporção em que seus temas forem captados e suas tarefas, resolvidas”, a segunda oração não repete “forem”, recuperado por paralelismo com a primeira. A vírgula ocupa o lugar da forma verbal elidida. Aposto explicativo seria outra coisa: um termo que retoma e explica um antecedente, o que “resolvidas” não faz — “resolvidas” é o predicativo do sujeito “suas tarefas”.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"foi empregada para isolar um aposto explicativo","corrected_statement":"A vírgula imediatamente após “tarefas” (penúltimo período do segundo parágrafo) foi empregada para marcar a elipse da forma verbal.","concept":"Vírgula de elipse × vírgula de aposto","citation":null,"trap_note":"Aposto vem sempre acompanhado de seu antecedente completo e poderia substituí-lo. Se o que falta no trecho é o verbo, a vírgula marca elipse, não aposto."}},{"id":"65ab973f9bb6","number":14,"stem":23,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, a vírgula após “2022” é opcional, dada a presença da conjunção “e”, empregada logo em seguida.","answer":"E","source":{"slug":"DATAPREV_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Os dados são do relatório Diretrizes sobre Saúde Mental no Trabalho, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em setembro de 2022, e confirmam a necessidade …”, a vírgula depois de “2022” fecha o par que isola a reduzida de particípio. Ela não existe por causa do “e” seguinte: existe porque há uma intercalação a encerrar antes que o período retome o segundo verbo. Sendo segunda vírgula de par, é obrigatória.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"é opcional, dada a presença da conjunção “e”","corrected_statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, a vírgula após “2022” é obrigatória, pois fecha o isolamento da expressão intercalada iniciada por “publicado”.","concept":"Vírgula de fechamento de intercalação × vírgula antes de “e”","citation":null,"trap_note":"Quando a vírgula aparece imediatamente antes de um “e”, verifique primeiro se ela pertence a um par aberto atrás. Pertencendo, a regra da vírgula antes de “e” é irrelevante."}},{"id":"e6de6953fffa","number":15,"stem":24,"statement":"Não haveria prejuízo da correção gramatical do texto caso se suprimissem as vírgulas que delimitam o trecho “inserida no contexto do programa Pró-Equidade de Gênero” (primeiro período do primeiro parágrafo), embora tal supressão alterasse as relações sintáticas no período.","answer":"C","source":{"slug":"ANTT_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Inserida no contexto do programa Pró-Equidade de Gênero” é oração adjetiva reduzida de particípio. Entre vírgulas, é explicativa; sem elas, passa a restritiva, distinguindo essa iniciativa de outras. As duas leituras são gramaticais — nada obriga a ler o segmento como explicativo —, de modo que a supressão não fere a norma, mas altera a relação sintática entre o modificador e “iniciativa Mãe Servidora”, exatamente como o item afirma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjetiva reduzida: explicativa × restritiva, ambas gramaticais","citation":null,"trap_note":"Modificador que poderia restringir aceita as duas grafias, e a mudança é de relação sintática, não de correção. Só o aposto explicativo, o vocativo e a intercalação verdadeira tornam a vírgula obrigatória."}},{"id":"06175e8c6203","number":15,"stem":25,"statement":"A supressão das vírgulas que isolam a expressão “publicados no Diário Oficial da União” (segundo período do primeiro parágrafo) manteria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"DATAPREV_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Publicados no Diário Oficial da União” é oração adjetiva reduzida de particípio, que pode ser lida como explicativa, entre vírgulas, ou como restritiva, sem elas. Nenhuma das duas leituras infringe a norma: “Os dados publicados no Diário Oficial da União mostram que …” é período correto. A supressão altera a relação sintática, não a correção.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Particípio modificador: explicativo ou restritivo, ambos corretos","citation":null,"trap_note":"Compare sempre com o aposto: “Os dados, publicados no DOU, mostram” admite as duas grafias porque poderia haver outros dados; “As castanholas, também conhecidas como sete-copas” não admite, porque o nome vale para todas."}},{"id":"d48227ec5d0f","number":17,"stem":26,"statement":"No penúltimo período do primeiro parágrafo, a supressão da vírgula entre “boutique” e “e a grande” prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"CAU_BR_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O período enumera três destinos da arquitetura — “algumas obras …, outras …, e a grande maioria …”. A vírgula antes do “e” que fecha uma enumeração de membros longos é recurso de clareza, admitido mas não exigido pela norma. Suprimi-la devolve a pontuação padrão da série, sem qualquer incorreção.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"prejudicaria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"No penúltimo período do primeiro parágrafo, a supressão da vírgula entre “boutique” e “e a grande” não prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"Vírgula antes do “e” final de enumeração: recurso de clareza","citation":null,"trap_note":"Vírgula antes de “e” é obrigatória só quando o “e” liga orações de sujeitos diferentes, repete-se com valor enfático ou introduz ideia adversativa. Em enumeração, é opcional."}},{"id":"df296aa27aa5","number":19,"stem":27,"statement":"No trecho “Eles sabem, inclusive, que somos cada vez mais usados pelas máquinas” (segundo período do último parágrafo), a segunda vírgula tem a finalidade de marcar o sentido restritivo da oração iniciada pelo vocábulo “que”.","answer":"E","source":{"slug":"TBG_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Eles sabem, inclusive, que somos cada vez mais usados pelas máquinas”, o par de vírgulas isola o advérbio “inclusive”, intercalado entre o verbo e sua oração completiva. A segunda vírgula apenas fecha esse isolamento. Além disso, a oração iniciada por “que” é substantiva objetiva direta, e não adjetiva: não há restrição nem explicação a marcar, porque essas categorias só se aplicam a orações adjetivas.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"marcar o sentido restritivo da oração iniciada pelo vocábulo “que”","corrected_statement":"No trecho “Eles sabem, inclusive, que somos cada vez mais usados pelas máquinas” (segundo período do último parágrafo), a segunda vírgula fecha o isolamento do advérbio “inclusive”, intercalado entre o verbo e sua oração completiva.","concept":"“Que” integrante × “que” relativo: só o relativo admite restritiva e explicativa","citation":null,"trap_note":"Teste o “que”: se pode ser substituído por “isso” dentro da frase, é integrante e abre substantiva — não cabe falar em restrição. Se retoma um substantivo anterior, é relativo e aí sim a vírgula escolhe entre explicar e restringir."}},{"id":"ea4bdd18a3d6","number":20,"stem":28,"statement":"No último período do texto, a inclusão de uma vírgula após “oportunidade” manteria inalteradas as relações sintáticas do período.","answer":"E","source":{"slug":"MME_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em “podem aproveitar a já estreita janela de oportunidade para liderar uma nova economia …”, a oração “para liderar …” completa o sentido de “janela de oportunidade”, à qual está presa. Inserir vírgula depois de “oportunidade” desligaria o segmento final desse núcleo e o converteria em adjunto de finalidade do verbo “aproveitar” — mudança na estrutura sintática do período, que é justamente o que o item nega.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"manteria inalteradas as relações sintáticas do período","corrected_statement":"No último período do texto, a inclusão de uma vírgula após “oportunidade” alteraria as relações sintáticas do período.","concept":"Vírgula desliga o segmento seguinte de seu núcleo","citation":null,"trap_note":"Itens que falam em “relações sintáticas” não perguntam se a frase fica correta, e sim a quem cada termo passa a se ligar. Pontuar entre um nome e seu complemento sempre muda essa ligação."}},{"id":"83a981131fc9","number":22,"stem":28,"statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, a retirada da vírgula após “2021” manteria a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"MME_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em “O estudo recente de Welsby, publicado na revista Nature em 2021, mostra que …”, o par de vírgulas isola a reduzida de particípio encaixada entre o sujeito e o verbo “mostra”. Retirar apenas a vírgula depois de “2021” deixa a de abertura órfã e o sujeito separado de seu verbo — erro, e não escolha de estilo.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"manteria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, a retirada da vírgula após “2021” prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"Intercalação entre sujeito e verbo: as duas vírgulas ou nenhuma","citation":null,"trap_note":"Tirar as duas vírgulas de “Os dados, publicados no DOU, mostram” é correto; tirar só uma é sempre erro. A banca explora essa diferença o tempo todo."}},{"id":"83fd9da3566f","number":5,"stem":29,"statement":"No primeiro período do primeiro parágrafo, a supressão da vírgula empregada após “humana” não prejudicaria a correção gramatical do texto, mas alteraria o seu sentido original.","answer":"C","source":{"slug":"MCOM_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em “é a curiosidade humana, descompromissada de resultados concretos e livre de qualquer tipo de tutela”, os adjetivos vêm depois da vírgula e valem como acréscimo explicativo sobre toda a curiosidade humana. Sem o sinal, passam a restringir o substantivo: seria aquela curiosidade que é descompromissada, por oposição a outra que não é. A norma admite as duas construções, e o que muda é o escopo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjetivo explicativo × restritivo: a vírgula define o escopo","citation":null,"trap_note":"Guarde o par de fórmulas: “não prejudicaria a correção, mas alteraria o sentido” é típico de modificador que pode ser lido das duas maneiras; “prejudicaria a correção” exige aposto, vocativo ou intercalação."}},{"id":"b5f91b28854e","number":6,"stem":30,"statement":"No segundo período do quarto parágrafo, o emprego da vírgula imediatamente após o conectivo “e” tem a finalidade de marcar que são distintos os sujeitos das orações “o queijo se mantenha estável por mais tempo” e “em alguns casos, reduz a quantidade de lactose”.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_SAO_CRISTOVAO_SE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em “faz com que o queijo se mantenha estável por mais tempo e, em alguns casos, reduz a quantidade de lactose”, a vírgula depois do “e” não separa orações: ela abre o par que isola a expressão adverbial deslocada “em alguns casos”, encaixada entre o conectivo e o verbo “reduz”. A prova disso é a vírgula que a fecha depois de “casos”. Os sujeitos, aliás, são o mesmo — a fermentação —, de modo que não haveria o que distinguir.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"tem a finalidade de marcar que são distintos os sujeitos das orações","corrected_statement":"No segundo período do quarto parágrafo, o emprego da vírgula imediatamente após o conectivo “e” tem a finalidade de isolar a expressão adverbial deslocada “em alguns casos”.","concept":"Vírgula depois de “e”: isolamento de termo deslocado, não separação de sujeitos","citation":null,"trap_note":"Vírgula imediatamente após conjunção coordenativa é quase sempre a abertura de uma intercalação. Procure a vírgula gêmea: se ela existe, a função é isolar o termo encaixado, não marcar mudança de sujeito."}},{"id":"6c93efc80743","number":7,"stem":31,"statement":"A correção gramatical do texto seria mantida caso se empregassem vírgulas para isolar a expressão “a Constituição estadunidense” (primeiro período do segundo parágrafo).","answer":"E","source":{"slug":"POLC_AL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Prevê a Constituição estadunidense direito à inviolabilidade da intimidade …” o sujeito vem posposto ao verbo, mas continua sendo sujeito de “Prevê”. Isolar o sujeito por vírgulas é vedado pela norma — não se separa por pontuação o sujeito de seu verbo, esteja ele antes ou depois. A operação proposta produziria erro, não uma variante estilística.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"A correção gramatical do texto seria mantida","corrected_statement":"A correção gramatical do texto seria prejudicada caso se empregassem vírgulas para isolar a expressão “a Constituição estadunidense” (primeiro período do segundo parágrafo).","concept":"Sujeito, mesmo posposto, não se separa do verbo por vírgula","citation":null,"trap_note":"Identifique quem pratica a ação antes de julgar inserção de vírgulas. Ordem inversa engana: “Prevê a Constituição” parece verbo mais objeto, mas é verbo mais sujeito."}},{"id":"9770e288ba01","number":9,"stem":32,"statement":"O emprego das vírgulas após os trechos “De acordo com o último relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT)” (no segundo período do primeiro parágrafo) e “Conforme definição da OIT” (no início do segundo parágrafo) justifica-se pelo mesmo motivo.","answer":"C","source":{"slug":"INSS_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“De acordo com o último relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT)” e “Conforme definição da OIT” são adjuntos adverbiais de conformidade, ambos antecipados à oração que introduzem. A vírgula, nos dois casos, fecha o adjunto deslocado antes do sujeito. A justificativa é, portanto, a mesma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjunto adverbial de conformidade deslocado","citation":null,"trap_note":"Itens que comparam duas vírgulas do texto pedem que você nomeie a função de cada uma antes de compará-las. Aqui as duas são a mesma coisa: adjunto anteposto fechado por vírgula."}},{"id":"57731b738f67","number":19,"stem":33,"statement":"A supressão das vírgulas que isolam a expressão “entre outros” (segundo período do terceiro parágrafo) manteria a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"PC_AL_22_DELEGADO","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Entre outros” está encaixado entre a enumeração (“maus-tratos, ferimentos, mutilações”) e o complemento que a fecha (“contra cães e gatos”). É expressão intercalada, e vírgula de intercalação vem sempre aos pares e é obrigatória: sem elas, “mutilações entre outros contra cães e gatos” deixa de marcar onde termina a lista e passa a ler-se como um bloco só. A supressão não produz uma segunda grafia aceitável; produz erro.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"manteria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"A supressão das vírgulas que isolam a expressão “entre outros” (segundo período do terceiro parágrafo) prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"Expressão intercalada exige par de vírgulas","citation":null,"trap_note":"Vírgula de intercalação é indivisível: ou ficam as duas, ou saem as duas — e só saem se o termo puder voltar à posição normal. Quando o item propõe apagar um par, verifique o que sobra ligado a quê."}},{"id":"fbdccdf4c625","number":19,"stem":34,"statement":"A vírgula em “evasão escolar, baixo engajamento” (início do primeiro parágrafo) marca uma relação de explicação entre os termos separados por ela.","answer":"E","source":{"slug":"SEE_PE_22_ESPECIAL_MUSICA","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Com altos índices de evasão escolar, baixo engajamento e conteúdos pouco conectados à realidade dos alunos”, os três sintagmas são núcleos coordenados sob a mesma preposição, ligados pelo padrão “a, b e c”. A vírgula entre “evasão escolar” e “baixo engajamento” separa itens de uma série. Relação de explicação exigiria que o segundo termo retomasse o primeiro, o que não ocorre: são fatores distintos somados.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"marca uma relação de explicação entre os termos separados por ela","corrected_statement":"A vírgula em “evasão escolar, baixo engajamento” (início do primeiro parágrafo) separa termos de uma enumeração.","concept":"Enumeração × explicação","citation":null,"trap_note":"O sinal de enumeração é a presença do “e” antes do último item. Havendo esse “e”, o que as vírgulas anteriores fazem é enumerar, e não explicar, apor ou opor."}},{"id":"b6a840710002","number":23,"stem":35,"statement":"A vírgula empregada logo após “Encontrei” (último período do segundo parágrafo) é de uso facultativo, portanto a sua supressão seria gramaticalmente correta no texto.","answer":"E","source":{"slug":"SEDUC_AL_21","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Encontrei, porém, Senhor, homens que Vos imploravam”, a vírgula depois de “Encontrei” abre o isolamento de “porém”, conjunção adversativa deslocada para dentro da oração. Conectivo intercalado exige o par de vírgulas, e esta é a de abertura: suprimi-la deixaria “Encontrei porém, Senhor” com o par desfeito. O emprego é obrigatório.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"é de uso facultativo","corrected_statement":"A vírgula empregada logo após “Encontrei” (último período do segundo parágrafo) é de uso obrigatório, portanto a sua supressão seria gramaticalmente incorreta no texto.","concept":"Conjunção adversativa deslocada para o interior da oração","citation":null,"trap_note":"“Porém”, “contudo” e “todavia” fora do início da oração são sempre intercalados, e intercalação não conhece facultatividade. O mesmo vale para o vocativo que aparece logo adiante."}},{"id":"887f13e97e62","number":26,"stem":36,"statement":"No quarto período do primeiro parágrafo, o trecho “em todos os debates travados nos últimos anos” encontra-se isolado por vírgulas por constituir uma expressão adverbial deslocada.","answer":"C","source":{"slug":"BANCO_DO_NORDESTE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Em todos os debates travados nos últimos anos” é expressão adverbial de lugar-tempo encaixada entre a conjunção integrante e o sujeito da oração completiva “o conceito de capital social tem ocupado espaço crescente”. Fora de sua posição natural — junto ao verbo —, o adjunto deslocado é isolado pelo par de vírgulas, que é o que o item afirma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Expressão adverbial deslocada isolada por vírgulas","citation":null,"trap_note":"Deslocamento é a causa mais frequente de vírgula em prova. Reponha mentalmente o termo em sua posição canônica: se as vírgulas somem naturalmente, o item fala de deslocamento."}},{"id":"66757aa20fd6","number":5,"stem":37,"statement":"A vírgula empregada no trecho “No noroeste da Amazônia, 100%” (sétimo parágrafo) marca a elipse de um termo.","answer":"C","source":{"slug":"ICMBIO_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“No noroeste da Amazônia, 100%” repete a estrutura do período anterior — “Na América do Norte, 86% do conhecimento medicinal único ocorre … em idiomas em risco” — sem retomar o verbo nem o complemento. A vírgula está no lugar do material elidido, marcando que o leitor deve recuperá-lo do paralelismo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Vírgula de elipse em estrutura paralela","citation":null,"trap_note":"Período sem verbo, logo depois de outro com estrutura idêntica: a vírgula ali é sinal de elipse. Reconstrua mentalmente o termo omitido e o item se resolve."}},{"id":"328e86bd0fb9","number":6,"stem":38,"statement":"No segundo parágrafo, a eliminação das vírgulas que isolam o trecho “também conhecidas como sete-copas” prejudicaria a correção gramatical e os sentidos originais do texto.","answer":"C","source":{"slug":"ICMBIO_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Também conhecidas como sete-copas” é aposto explicativo: o outro nome vale para todas as castanholas, não para um subconjunto delas. Aposto explicativo é obrigatoriamente isolado por vírgulas; sem elas, o segmento passaria a restringir o substantivo, distinguindo castanholas que teriam esse nome de outras que não teriam — leitura que o texto não admite. Muda o sentido e quebra a correção.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Aposto explicativo × modificador restritivo","citation":null,"trap_note":"O teste do aposto é de extensão: se o segmento vale para todo o conjunto designado, é explicativo e exige vírgulas; se separa uma parte do conjunto, é restritivo e as rejeita."}},{"id":"19a9b45cb5a0","number":7,"stem":39,"statement":"A supressão da vírgula empregada logo após o vocábulo “Assim”, que inicia o segundo período do segundo parágrafo, manteria a correção gramatical, embora alterasse o sentido original do texto.","answer":"C","source":{"slug":"PETROBRAS_21_NS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Assim” é advérbio de uma palavra no início do período. Com a vírgula, funciona como conectivo conclusivo, retomando o que se disse antes; sem ela, passa a integrar a oração como adjunto de modo — “Assim afasta-se das aparências”, isto é, dessa maneira. As duas construções são gramaticais, e por isso a supressão altera o sentido sem ferir a norma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“Assim” conclusivo (com vírgula) × modal (sem vírgula)","citation":null,"trap_note":"Com advérbios de ligação — assim, então, agora, afinal — a vírgula distingue conectivo de adjunto. O item costuma ser C quando afirma mudança de sentido com manutenção da correção."}},{"id":"96d3a911b34d","number":7,"stem":40,"statement":"A correção gramatical do texto seria prejudicada caso fosse suprimida a vírgula empregada logo após a palavra “recorde” (penúltimo período).","answer":"C","source":{"slug":"TCE_PB_22_MEDICO","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"A vírgula depois de “recorde” fecha a oração concessiva reduzida “Mesmo sem alcançar esse recorde”, antecipada à principal “as populações dos países industrializados podem esperar viver atualmente ao menos 80 anos”. Bloco subordinado anteposto exige a vírgula que marca seu término; sem ela, “esse recorde as populações” fica sem fronteira entre a concessiva e o sujeito.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Reduzida concessiva anteposta à principal","citation":null,"trap_note":"Reduzidas de infinitivo, gerúndio e particípio seguem a mesma regra das desenvolvidas: antepostas à principal, vírgula obrigatória."}},{"id":"c73e15b593d5","number":8,"stem":41,"statement":"No segundo período do terceiro parágrafo, a supressão da vírgula empregada logo após ‘ambiental’ alteraria o sentido do texto, mas manteria sua correção gramatical.","answer":"E","source":{"slug":"IBAMA_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Situações de desequilíbrio ambiental, causadas principalmente por desmatamento e mudanças de clima, aumentam ainda mais a probabilidade …”, a vírgula depois de ‘ambiental’ abre o par que isola a reduzida de particípio intercalada entre o sujeito e o verbo “aumentam”. Suprimir apenas essa vírgula deixa a de fechamento sozinha, separando o bloco do verbo — o período passa a estar incorreto, e não apenas com outro sentido.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"mas manteria sua correção gramatical","corrected_statement":"No segundo período do terceiro parágrafo, a supressão da vírgula empregada logo após ‘ambiental’ prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"Supressão de uma só vírgula do par de intercalação","citation":null,"trap_note":"A fórmula “alteraria o sentido, mas manteria a correção” só vale quando as duas vírgulas do par saem juntas. Saindo uma, o que se perde é a correção."}},{"id":"7d3205471323","number":9,"stem":42,"statement":"No quarto período do último parágrafo, o isolamento do advérbio “gradualmente” entre vírgulas seria gramaticalmente correto.","answer":"C","source":{"slug":"ANM_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Gradualmente” é adjunto adverbial de modo posposto ao verbo “teriam se extinguido”. Adjunto adverbial pode ser destacado por vírgulas para realce, e o destaque é gramaticalmente admissível ainda quando a ordem permanece a mesma. Isolá-lo não separa sujeito de verbo nem parte locução alguma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjunto adverbial pode ser isolado por realce","citation":null,"trap_note":"Item que pergunta se “seria correto” isolar um advérbio quase sempre é C: o realce é permitido. Já o que afirma que isolar é obrigatório costuma ser E."}},{"id":"da38213bcbd9","number":10,"stem":43,"statement":"A inserção de uma vírgula logo após “Assim”, no início do primeiro parágrafo, manteria a correção gramatical e a coerência do texto.","answer":"E","source":{"slug":"IBAMA_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Assim como” é locução conjuntiva comparativa, e uma locução não se divide por vírgula. Inserir o sinal depois de “Assim” separaria os dois elementos de um mesmo conectivo e converteria o advérbio “Assim” em termo isolado, deixando a oração comparativa iniciada por “como” sem articulação com a principal. A quebra atinge a correção e a coerência ao mesmo tempo.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"manteria a correção gramatical e a coerência do texto","corrected_statement":"A inserção de uma vírgula logo após “Assim”, no início do primeiro parágrafo, prejudicaria a correção gramatical e a coerência do texto.","concept":"Locução conjuntiva não admite vírgula interna","citation":null,"trap_note":"Antes de aceitar inserção de vírgula, confira se o ponto proposto cai dentro de uma locução: assim como, à medida que, ainda que, uma vez que, por mais que. Locução partida ao meio é sempre erro."}},{"id":"a4a9d7544088","number":14,"stem":44,"statement":"No trecho ‘Em suma, a maioria das notícias é falsa, e o medo do ser humano reforça a mentira e a inverdade’ (segundo parágrafo), a vírgula empregada após ‘falsa’ justifica-se por separar orações com sujeitos diferentes.","answer":"C","source":{"slug":"TELEBRAS_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Em “a maioria das notícias é falsa, e o medo do ser humano reforça a mentira e a inverdade”, a primeira oração tem por sujeito “a maioria das notícias” e a segunda, “o medo do ser humano”. Com sujeitos distintos, a vírgula antes do “e” marca a fronteira entre duas orações independentes — é exatamente a justificativa apresentada.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Vírgula antes de “e” com sujeitos diferentes","citation":null,"trap_note":"Repita a operação sempre: isole cada verbo e pergunte quem o pratica. Dois praticantes diferentes justificam a vírgula antes da conjunção aditiva."}},{"id":"a1c0d81332ac","number":16,"stem":45,"statement":"O uso das vírgulas que isolam a oração “além de reforçar um discurso gordofóbico” (segundo parágrafo) é facultativo.","answer":"E","source":{"slug":"SESAU_AL_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Mas essa ideia, além de reforçar um discurso gordofóbico, ignora que …” a oração reduzida está encaixada entre o sujeito “essa ideia” e o verbo “ignora”. Termo intercalado entre sujeito e predicado só é admissível se vier isolado pelo par de vírgulas; retirá-las produziria “essa ideia além de reforçar um discurso gordofóbico ignora”, com o sujeito separado do verbo por um bloco solto. O emprego é obrigatório.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"é facultativo","corrected_statement":"O uso das vírgulas que isolam a oração “além de reforçar um discurso gordofóbico” (segundo parágrafo) é obrigatório.","concept":"Intercalação entre sujeito e verbo exige par de vírgulas","citation":null,"trap_note":"Quando o segmento está entre o sujeito e o verbo, não há grafia alternativa: ou está isolado por duas vírgulas, ou o período está errado."}},{"id":"eccff1231fcc","number":17,"stem":46,"statement":"No trecho “os satélites de observação terrestre são usados para combater as alterações climáticas e as tecnologias ecológicas contribuem para a existência de cidades mais limpas”, a substituição da conjunção “e” por uma vírgula manteria a correção gramatical e a coerência do texto.","answer":"C","source":{"slug":"TELEBRAS_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho reúne duas orações absolutas, cada uma com sujeito próprio: “os satélites … são usados” e “as tecnologias ecológicas contribuem”. Orações coordenadas podem ser ligadas por conjunção aditiva ou justapostas por vírgula, sem mudança de estrutura nem de sentido. Trocar o “e” pela vírgula apenas substitui a coordenação sindética pela assindética.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Coordenação: vírgula e conjunção aditiva são intercambiáveis entre orações independentes","citation":null,"trap_note":"Antes de julgar troca de “e” por vírgula, conte os sujeitos. Havendo duas orações com sujeitos próprios, a vírgula substitui o conectivo sem prejuízo; o que não se admite é vírgula entre sujeito e verbo da mesma oração."}},{"id":"012e3e43c6c7","number":17,"stem":47,"statement":"As vírgulas que isolam a expressão “ou seja” (primeiro parágrafo) poderiam ser suprimidas, sem prejuízo da correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_RJ_21_TECNICO","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Ou seja” é expressão explicativa que introduz a retomada “tudo aquilo que causa caos social, desordem e violência”. Conectivos dessa classe — ou seja, isto é, a saber, por exemplo — são obrigatoriamente isolados por vírgulas quando intercalados. Sem elas, a explicação se emenda à enumeração anterior e o período perde a fronteira entre o que foi dito e sua paráfrase.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"poderiam ser suprimidas, sem prejuízo da correção gramatical do texto","corrected_statement":"As vírgulas que isolam a expressão “ou seja” (primeiro parágrafo) não poderiam ser suprimidas sem prejuízo da correção gramatical do texto.","concept":"Conectivo explicativo intercalado exige vírgulas","citation":null,"trap_note":"Guarde a lista fechada dos que sempre pedem vírgula: ou seja, isto é, a saber, por exemplo, além disso, no entanto, portanto — quando intercalados ou deslocados."}},{"id":"bb91170973e4","number":19,"stem":47,"statement":"A supressão da vírgula empregada logo após “ambições” (segundo período do terceiro parágrafo) não prejudicaria a correção gramatical e a coerência do texto.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_RJ_21_TECNICO","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Em “os interesses individuais e as ambições, que faziam parte do mundo moderno”, a oração adjetiva vem precedida de vírgula e vale como explicativa. Retirada a vírgula, ela se torna restritiva — “as ambições que faziam parte do mundo moderno” —, leitura igualmente gramatical e compatível com o que o texto afirma, já que são exatamente esses os interesses de que trata o parágrafo. Não há, portanto, prejuízo nem de correção nem de coerência.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjetiva explicativa × restritiva: a vírgula escolhe a leitura, não a correção","citation":null,"trap_note":"Diante de oração adjetiva, a vírgula quase nunca é questão de certo e errado: é questão de escopo. Só será obrigatória se o antecedente for único e não admitir restrição — nome próprio, por exemplo."}},{"id":"a70de61bc9dd","number":25,"stem":48,"statement":"Caso fosse suprimida a vírgula empregada logo antes da preposição “sem” (terceiro parágrafo), haveria prejuízo para a correção gramatical do texto, embora seu sentido original fosse mantido.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_21_NS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Em “pode ter permanecido latente no cérebro por milhões de anos, sem ter sido de fato colocada em uso”, o segmento iniciado por “sem” é adjunto adverbial posposto ao verbo. Adjunto adverbial depois da oração principal tem vírgula facultativa: sem o sinal, o período continua correto e apenas perde o destaque dado ao acréscimo.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"haveria prejuízo para a correção gramatical do texto","corrected_statement":"Caso fosse suprimida a vírgula empregada logo antes da preposição “sem” (terceiro parágrafo), não haveria prejuízo para a correção gramatical do texto, e seu sentido original seria mantido.","concept":"Adjunto adverbial posposto: vírgula facultativa","citation":null,"trap_note":"A posição decide. Adjunto no fim do período, vírgula opcional; no início, opcional se curto; no meio, obrigatório o par. A banca troca uma posição pela outra para forjar obrigatoriedade."}},{"id":"baa8777f62a3","number":38,"stem":49,"statement":"A supressão da vírgula presente logo após a palavra “erro” (segundo período do terceiro parágrafo) prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_RJ_21_ANALISTA","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Se nos recusamos radicalmente a reconhecer em que pontos somos propensos a cair em erro, podemos ter quase certeza de que o erro nos acompanhará para sempre”, a vírgula depois de “erro” encerra a oração condicional anteposta à principal. Subordinada adverbial antes da principal exige a vírgula que marca onde ela termina; sem o sinal, “cair em erro podemos ter quase certeza” fica sem fronteira entre as duas orações.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Condicional anteposta à principal: vírgula obrigatória","citation":null,"trap_note":"“Se …, então …” é o molde mais cobrado: com a condicional na frente, a vírgula é obrigatória; com ela atrás, é dispensável. A obrigatoriedade nasce da ordem, não da conjunção."}},{"id":"c97a7ff1eb03","number":12,"stem":50,"statement":"O emprego de vírgulas para isolar o trecho “enquanto aglomerações urbanas” (R.26) justifica-se pela natureza explicativa desse trecho dentro do período.","answer":"C","source":{"slug":"TC_DF_20_ACE","ano":2020},"explanation":{"verdict_reason":"O segmento “enquanto aglomerações urbanas” equivale a “na condição de aglomerações urbanas” e está encaixado entre o sujeito “As cidades” e o predicado “são permeadas”. Não restringe o sujeito — todas as cidades o são —, apenas acrescenta a perspectiva sob a qual serão consideradas. Por ser explicativo e intercalado, vem isolado pelo par de vírgulas, exatamente como o item justifica.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Segmento explicativo intercalado entre sujeito e predicado","citation":null,"trap_note":"O critério não é a classe do segmento, e sim se ele delimita ou apenas acrescenta. Acrescentando, é explicativo e pede vírgulas; delimitando, é restritivo e as recusa."}},{"id":"b655ef5cc49f","number":5,"stem":51,"statement":"A eliminação da vírgula logo após “legais” (ℓ.8) prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"PC_SE_18_DELEGADO","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"A vírgula depois de “legais” fecha um adjunto adverbial de causa antecipado — “Devido a seu protagonismo e … normas legais” — que só depois dela entrega a oração principal, “o Estado democrático não pode abdicar dessa instituição”. Adjunto deslocado de certa extensão exige a vírgula que marca o fim do bloco antecipado; sem ela, o leitor liga “legais” ao sujeito seguinte e o período perde a articulação.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjunto adverbial longo antecipado: vírgula obrigatória","citation":null,"trap_note":"Adjunto longo antes da oração principal precisa fechar com vírgula. O sinal ali não é pausa de leitura: é a fronteira que informa onde começa o sujeito."}},{"id":"dd3071c08189","number":11,"stem":52,"statement":"Seria incorreta a eliminação da vírgula empregada logo após a expressão “Desta vez” (R.2), pois seu uso é obrigatório naquele contexto.","answer":"E","source":{"slug":"MP_PI_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"“Desta vez” é adjunto adverbial curto deslocado para o início do período. Nessa posição, e com pouca extensão, a vírgula que o separa da oração é estilística: marca a pausa, mas nada na estrutura depende dela. A obrigatoriedade só aparece quando o adjunto antecipado é longo, ou quando a vírgula é a segunda de um par de intercalação — nenhum dos dois casos aqui.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"seu uso é obrigatório naquele contexto","corrected_statement":"Seria correta a eliminação da vírgula empregada logo após a expressão “Desta vez” (R.2), pois seu uso é facultativo naquele contexto.","concept":"Adjunto adverbial curto antecipado: vírgula facultativa","citation":null,"trap_note":"Adjunto adverbial deslocado tem dois regimes: curto no início, vírgula facultativa; longo no início, ou intercalado entre sujeito e verbo, vírgula obrigatória. Meça a extensão e a posição antes de responder."}},{"id":"04fb69698c97","number":12,"stem":53,"statement":"A supressão da vírgula empregada logo após “2.900 a.C.” (R.7) manteria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"A vírgula depois de “2.900 a.C.” fecha um adjunto adverbial de tempo antecipado à oração, e a data é sintagma curto: a oração que vem em seguida está inteira, com sujeito e verbo próprios. Não há par de vírgulas a desfazer nem bloco extenso a delimitar, de modo que a supressão devolve a ordem direta sem infringir a norma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjunto de tempo curto antecipado: vírgula facultativa","citation":null,"trap_note":"Datas e locais no início do período são o caso-padrão da vírgula opcional. Verifique apenas se não há uma segunda vírgula fechando o mesmo termo: havendo, a intercalação torna o par obrigatório."}},{"id":"4ff2f94f0563","number":21,"stem":54,"statement":"Não haveria prejuízo para a correção gramatical nem para os sentidos do texto se fossem suprimidas as vírgulas que aparecem no trecho “Use a cabeça, sua tonta, use a cabeça!”, no primeiro quadrinho.","answer":"E","source":{"slug":"PM_AL_17_SOLDADO","ano":2017},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Use a cabeça, sua tonta, use a cabeça!” o segmento isolado é vocativo — o termo com que a personagem chama o interlocutor. Vocativo é obrigatoriamente separado por vírgula, qualquer que seja sua posição. Sem as vírgulas, “sua tonta” passaria a objeto direto de “use”, produzindo sequência agramatical e sentido diverso.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Não haveria prejuízo para a correção gramatical nem para os sentidos do texto","corrected_statement":"Haveria prejuízo para a correção gramatical e para os sentidos do texto se fossem suprimidas as vírgulas que aparecem no trecho “Use a cabeça, sua tonta, use a cabeça!”, no primeiro quadrinho.","concept":"Vocativo é sempre isolado por vírgula","citation":null,"trap_note":"Vocativo, aposto explicativo e expressão intercalada formam o núcleo duro da vírgula obrigatória. Em nenhum deles existe a terceira via da facultatividade."}},{"id":"8f1d0e0e70bc","number":23,"stem":55,"statement":"Em “é comparável, em certos casos, a uma arma de fogo posta nas mãos de um cego” (R. 16 e 17), as vírgulas foram empregadas para isolar termo acessório da oração.","answer":"C","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"Em “é comparável, em certos casos, a uma arma de fogo posta nas mãos de um cego”, o par de vírgulas isola “em certos casos”, adjunto adverbial encaixado entre o predicativo e seu complemento. Adjunto adverbial é termo acessório da oração — não integra a estrutura mínima —, e é exatamente o que as vírgulas delimitam.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjunto adverbial intercalado = termo acessório isolado por vírgulas","citation":null,"trap_note":"Termos essenciais são sujeito e predicado; integrantes, os complementos; acessórios, adjuntos, aposto e vocativo. A vírgula trabalha sobre acessórios e deslocamentos, nunca separando essenciais entre si."}}]}