{"subject_id":"3a3cc48d00998133b61ac915921faee3","topico":"Concordância verbal: sujeito composto, partitivas, porcentagens, haver/fazer impessoais","stems":["A linguagem não é um artefato cultural que aprendemos da maneira como aprendemos a dizer a hora ou como o governo federal está funcionando. Ao contrário, é claramente uma peça da constituição biológica de nosso cérebro. A linguagem é uma habilidade complexa e especializada, que se desenvolve espontaneamente na criança, sem qualquer esforço consciente ou instrução formal, que se manifesta sem que se perceba sua lógica subjacente, que é qualitativamente a mesma em todo indivíduo, e que difere de capacidades mais gerais de processamento de informações ou de comportamento inteligente. Por esses motivos, alguns cientistas cognitivistas descreveram a linguagem como uma faculdade psicológica, um órgão mental, um sistema neural ou um módulo computacional. Mas prefiro o simples e banal termo “instinto”. Ele transmite a ideia de que as pessoas sabem falar mais ou menos da mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias. A capacidade de tecer teias não foi inventada por alguma aranha genial não reconhecida e não depende de receber a educação adequada ou de ter aptidão para arquitetura ou negócios imobiliários. As aranhas tecem teias porque têm cérebro de aranha, o que as impele a tecer e lhes dá competência para fazê-lo com sucesso. Pensar a linguagem como um instinto inverte a sabedoria popular, especialmente da forma como foi aceita nos cânones das ciências humanas e sociais. A linguagem não é uma invenção cultural, assim como tampouco a postura ereta o é. Não é uma manifestação da capacidade geral de usar símbolos: uma criança de três anos é um gênio gramatical, mas é bastante incompetente em termos de artes visuais, iconografia religiosa, sinais de trânsito e outros itens básicos do currículo de semiótica. Embora a linguagem seja uma habilidade magnífica exclusiva do Homo sapiens entre as espécies vivas, isso não implica que o estudo dos seres humanos deva ser retirado do campo da biologia, pois existem outras habilidades magníficas exclusivas de uma espécie viva em particular no reino animal. Alguns tipos de morcegos capturam insetos voadores mediante um sonar Doppler. Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando as posições das constelações com as horas do dia e épocas do ano. No show de talentos da natureza, somos apenas uma espécie de primatas com nosso próprio espetáculo, um jeito todo especial de comunicar informação. Do ponto de vista do cientista, a complexidade da linguagem é parte de nossa herança biológica inata; não é algo que os pais ensinam aos filhos ou algo que tenha de ser elaborado na escola. O conhecimento tácito de gramática de uma criança em idade pré-escolar é mais sofisticado que o mais volumoso manual de estilo ou o mais moderno sistema de linguagem de computador, e o mesmo se aplica a qualquer ser humano saudável. A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1 Em pleno momento de grandes transformações político-sociais, na segunda metade da década de 1970, quando já havia inclinações para a volta da democracia, o cantor e compositor Belchior anunciava que “o passado é uma roupa que não nos serve mais”. Os padrões de hoje já nos estabelecem estilos e modelos diversos daqueles que um dia adotamos como referência. Definitivamente, aquele que envergou a vestimenta outrora usada já não é mais a mesma pessoa e qualquer tipo de tentativa de reutilizá-la passará, necessariamente, pela realização de ajustes que se amoldem ao instante presente. Velhos hábitos incorporados à nossa rotina devem, periodicamente, ser revisitados, a fim de que se tornem compatíveis com a realidade e a concretude do presente. Se, antes, a vasta cabeleira podia ser repartida ao meio, dando a quem a ostentava ares despojados e joviais, no tempo atual, para muitos, a escassez capilar obriga a adaptar o penteado. Nada adianta ficar de mal com a superfície que a imagem reflete. De qualquer forma, nada ou ninguém passa incólume pela ação do tempo, sem experimentar transformações de todas as naturezas. Mudar é verbo que se conjuga em perfeita sintonia com viver e, essencialmente, compõe rima exata com adaptar. Ao descrever a teoria da evolução, Charles Darwin assentou que a sobrevivência não é assegurada pelo emprego da força, mas depende de mudanças adaptativas dos seres expostos às transformações constantes (paulatinas ou abruptas) do ambiente que os cerca. O contexto estampado veicula um paradoxo. Se, por um lado, a marcha da mudança é via que não admite retorno, permitindo apenas momentos de variações rítmicas dos passos, mas sem nunca ser contida, por outro, ela aterroriza, chegando quase a paralisar o paciente da mutação. No entanto, não é o medo do escuro que vai impedir que a Terra gire, tampouco fará que a luz solar tome o lugar da noite pouco iluminada. Com base nas ideias do texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens a seguir, referentes a aspectos linguísticos e ao vocabulário do texto CB1A1.","Texto CB2A1 Existem muitas formas de fazer ciência — na sala de aula, na universidade, em grupos de pesquisa, institutos públicos, em centros privados. Também é possível partir da própria ciência para incentivar outras pessoas na trajetória científica, difundir o conhecimento de pesquisadores, revelar seus achados e descobertas. E pode-se fazer tudo isso junto. Mônica Santos Dahmouche é um bom exemplo disso, como física, professora, divulgadora científica, coordenadora da implantação do Museu Ciência e Vida, incentivadora de feiras, olimpíadas e hackathons de ciência e várias outras frentes, com um olhar especial para a visibilidade feminina nas ciências. “Eu imaginava que faria concurso para uma universidade, teria meu grupo de pesquisa, orientaria alunos. Faço isso hoje, mas de diferentes formas. Jamais tinha pensado em trabalhar em um museu de ciências. Tem sido uma jornada maravilhosa”, conta a professora. Nos últimos anos, Mônica mergulhou em projetos voltados a futuras meninas cientistas e à atuação diversa de mulheres na área. “Desde 2018 me emociona e mobiliza poder mostrar a elas a beleza de fazer ciência, especialmente ciências exatas, mais desiguais em termos de equidade de gênero”, afirma. A iniciativa já se transformou em exposições temáticas no próprio Museu Ciência e Vida e na criação, com amigas também cientistas, de uma rede de mulheres das áreas de ciências, tecnologias, engenharias e matemática (STEM). O grupo já gestou até um livro, Exatas é com elas: tecendo redes no estado do Rio de Janeiro. Seu motivo de orgulho mais recente é o podcast Mulheres da Hora, idealizado por ela e produzido pelo Museu Ciência e Vida e pela Fundação CECIERJ. A produção abrange histórias de mulheres que se destacam em áreas como ciências exatas, engenharia e computação. “O objetivo é mostrar o que se pode fazer em uma carreira de ciência e tecnologia, para além da docência na universidade ou da pesquisa”, afirma. Seja qual for o caminho escolhido, ressalta Mônica, uma formação de excelência é a base para voar. Em relação ao texto CB2A1, aos seus sentidos e às ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, referentes a aspectos linguísticos do texto CB2A1.","Texto CG2A1 O termo “soluções baseadas na natureza” foi cunhado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A ideia é ele ser um conceito guarda-chuva: um único termo que consegue abranger uma grande gama de estratégias, técnicas, ações e atividades que envolvem a natureza para resolver problemas sociais, econômicos e ambientais do mundo atual. Quando falamos especificamente de acesso à água, as florestas aparecem como uma das principais soluções baseadas na natureza para dar segurança aos nossos sistemas de abastecimento. Elas podem trazer benefícios para a sociedade ao mesmo tempo que se apresentam como investimentos economicamente viáveis, a ponto de uma série de pesquisas começar a abordar a vegetação nativa como uma forma de infraestrutura — a infraestrutura natural. Chamamos de “Infraestrutura natural” investimentos e intervenções em conservação, manejo e restauração da vegetação nativa e de florestas. Essas ações não substituem investimentos em infraestrutura convencional, mas se complementam, aumentando os benefícios e gerando maior resiliência onde são implantadas. Atualmente, a maior parte dos investimentos em infraestruturas para o abastecimento de água das cidades é feita em infraestruturas convencionais, como reservatórios, represas e estações de tratamento. Essas obras podem ganhar muito se forem planejadas em sintonia com a infraestrutura natural. Em uma paisagem degradada, ou com solo que sofre processos severos de erosão, uma grande carga de sedimentos — terra e sujeira, por exemplo — acaba indo para os rios e reservatórios, o que aumenta os custos de dragagem e acarreta maior uso de produtos químicos no tratamento da água, além de diminuir a vida útil dos reservatórios. Com a restauração de florestas em paisagens degradadas e em áreas prioritárias para o abastecimento de água, como no entorno de reservatórios, as árvores evitam que grande parte dos sedimentos chegue aos cursos d’água, funcionando como barreiras naturais e gerando economia no uso de produtos químicos e nos custos de energia das estações de tratamento. Isso sem contar os benefícios mais amplos, como recuperação do solo, captura de gases de efeito estufa, que ajuda a mitigar as mudanças climáticas, formação de corredores ecológicos para espécies ameaçadas e aumento da resiliência a impactos de eventos climáticos extremos, como secas ou inundações. Dessa forma, a infraestrutura natural é um investimento inteligente do ponto de vista socioeconômico, que traz retornos no longo prazo e produz bons resultados para toda a sociedade. As empresas de saneamento no país todo só têm a ganhar ao investir na restauração florestal. Com base nas ideias veiculadas no texto CG2A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nConsiderando a estruturação linguística do texto CG2A1, julgue os itens subsecutivos.","Texto CG1A1 Em um mundo que corre contra o relógio para descarbonizar a economia e conter o avanço das mudanças climáticas, medir e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) das atividades diretas dos negócios está longe de ser suficiente. Na maioria dos setores, é na cadeia de valor que acontece a maior parte das emissões, ou seja, fora do “muro” das fábricas, dos escritórios e de outros negócios. Isso inclui as operações dos fornecedores, até mesmo os pequenos, e o modo como os clientes usam um produto ou serviço. Fazer o diagnóstico da pegada de carbono de toda a cadeia e agir para reduzi-la está na ordem do dia. Não só porque é a coisa certa a se fazer, mas porque o mundo caminha para exigir das empresas que se responsabilizem pelo que acontece em sua cadeia de valor. O Acordo de Paris e outras iniciativas internacionais reforçaram o compromisso de países e empresas de reduzirem suas emissões para limitar o aquecimento global a uma temperatura de 1,5 °C a 2 °C acima dos níveis pré-industriais até 2100. Além disso, muitos países estão introduzindo regulamentações e padrões de sustentabilidade que exigem uma abordagem mais abrangente para medir emissões de carbono. A União Europeia (UE), por exemplo, estabeleceu uma série de metas e compromissos de redução de emissões para seus Estados-membros. Um dos objetivos é a redução das suas emissões de GEE em pelo menos 40% até 2030, em comparação com os níveis de 1990. Além disso, o impacto ambiental das marcas é cada vez mais considerado pelos consumidores ao redor do mundo. A pesquisa Future Consumer Index, da consultoria Ernest&Young, realizada com 21.000 entrevistados de 27 países, evidencia essa percepção. Entre os brasileiros, por exemplo, 73% se declararam profundamente preocupados com a fragilidade do planeta. A falta de informação, transparência e padronização, no entanto, também continua sendo um desafio mencionado pelos consumidores, que ainda não enxergam o impacto das escolhas que fazem para o meio ambiente quando compram um produto. Dessa forma, a pegada de carbono de um produto torna-se um fator relevante de atenção da indústria. Além da preocupação ambiental e regulatória, esse tema se tornou uma questão de mercado. Entender como as emissões de GEE ganharam destaque na mesa de discussões de presidentes e diretores-executivos é importante para compreender como o tema foi ganhando força nas últimas décadas. De acordo com as ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1 e do vocabulário nele empregado, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1 Falar de acesso à Internet no Brasil é, ainda, falar de desigualdade. Embora a digitalização tenha avançado em diversos segmentos — da educação à economia —, cerca de 20% da população brasileira permanece desconectada ou sem condições de usufruir dos recursos digitais. A democratização da Internet é, portanto, um imperativo de inclusão social, desenvolvimento econômico e cidadania. Apesar de o Brasil ter ultrapassado a marca de 80% da população com algum tipo de acesso à Internet, o país ainda apresenta um cenário de profundas desigualdades regionais e sociais no que se refere à qualidade, velocidade e estabilidade da conexão. Os dados da pesquisa TIC Domicílios 2023, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, revelam que 88% da população urbana está conectada, mas esse índice cai para 60% nas áreas rurais. As regiões Norte e Nordeste apresentam baixos indicadores de infraestrutura de conectividade, sendo ainda dependentes de redes móveis instáveis, enquanto o Sudeste concentra a maior parte dos investimentos em fibra óptica e banda larga de alta velocidade. A disparidade segue a lógica de expansão do setor de telecomunicações no país — fortemente orientada pela rentabilidade —, que privilegia centros urbanos e regiões com maior poder aquisitivo. Segundo dados do IBGE de 2022, enquanto quase 90% dos domicílios localizados no Sudeste têm acesso à Internet, os números caem para cerca de 70% no Norte e no Nordeste, com situação mais grave nas áreas rurais. O Brasil enfrenta também um déficit preocupante de letramento digital. Segundo levantamento feito pela ANATEL em 2024, apenas 30% da população brasileira possui habilidades digitais básicas, e menos de 20% atinge um nível intermediário de proficiência em letramento digital. A carência tecnológica forma uma barreira à inserção dessa população no mercado de trabalho e no sistema educacional, além de reforçar a exclusão social. Um ponto preocupante também é que a falta de letramento digital aumenta a vulnerabilidade à desinformação e a fraudes. Em um país marcado por desigualdades históricas, a exclusão digital se soma a outras formas de marginalização. Com base nas ideias veiculadas no texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens seguintes, relativos ao vocabulário e a outros aspectos linguísticos do texto CB1A1.","Texto CG1A1 Em 2015, o professor Robert Waldinger participou de uma conferência apresentando uma palestra chamada “O que torna uma vida boa? Lições sobre o mais longo estudo sobre felicidade”. O tema se tornou, anos depois, um livro do palestrante sobre o assunto, que entrou na lista dos mais vendidos, segundo o jornal The New York Times. Professor de psiquiatria em Harvard, Waldinger é o quarto pesquisador a dirigir o Estudo sobre Desenvolvimento Adulto, que existe na universidade desde 1938 e está em andamento até hoje. O trabalho é o maior já realizado sobre o tema e monitora questões relativas a bem-estar, desenvolvimento e felicidade. Atualmente, a pesquisa está na segunda geração e dela participam os filhos dos primeiros participantes. O principal achado da pesquisa chama a atenção: a chave para uma vida mais feliz e saudável são os relacionamentos que cultivamos. Boas relações ajudam a reduzir os níveis de estresse e também influenciam a maneira como lidamos com dificuldades e situações desafiadoras. Waldinger afirma que cultivar relacionamentos recíprocos, que contam com apoio mútuo e espaço para crescimento, é o que traz mais felicidade. Por outro lado, passar muito tempo no trabalho é um constante arrependimento dos participantes do estudo. Além desses, há outros fatores que interferem na saúde mental e na sensação de felicidade — e um deles pode ser dinheiro. O pesquisador ressalta que ter muito dinheiro ou fama não tem relação direta com a felicidade. Contudo, a pobreza impacta a satisfação com a vida. Waldinger aponta que, enquanto não se tem as necessidades básicas garantidas, sentir-se feliz e pleno é uma tarefa difícil. Por outro lado, a partir do momento em que necessidades como alimentação, moradia e educação estão garantidas, ganhar mais dinheiro não significa sentir felicidade. É aí que está a importância de cultivar bons relacionamentos. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nEm relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto CG1A1, julgue os itens a seguir.","O afrouxamento da severidade penal no decorrer dos últimos séculos, fenômeno bem conhecido dos historiadores do direito, foi visto, durante muito tempo, de forma geral, como se fosse fenômeno quantitativo: menos sofrimento, mais suavidade, mais respeito e “humanidade”. Na verdade, tais modificações se fazem concomitantes ao deslocamento do objeto da ação punitiva. Redução de intensidade? Talvez. Mudança de objetivo, certamente. Se não é mais ao corpo que se dirige a punição, em suas formas mais duras, sobre o que, então, se exerce? A resposta dos teóricos é simples, quase evidente. Dir-se-ia inscrita na própria indagação. Pois não é mais o corpo, é a alma. À expiação que tripudia sobre o corpo deve suceder um castigo que atue, profundamente, sobre o coração, o intelecto, a vontade, as disposições. Julgue os itens seguintes, relativos às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente.","Texto CG1A1 Entre as décadas de 1890 e 1930, período caracterizado pelo processo de modernização das grandes cidades, observou-se uma das maiores transformações técnicas nas habitações: a sua articulação aos sistemas de infraestrutura urbana. Com a chegada dos serviços de abastecimento de energia e saneamento no interior da moradia, surgiu a necessidade de espaços e práticas específicas para o funcionamento da nova aparelhagem, o que implicava a reorganização dos ambientes e da vida doméstica. Um dos grandes feitos da tecnologia das canalizações foi concentrar e organizar os fluxos de água pura e servida, antes dispersos pelo espaço da cidade, e estabelecer, assim, maior controle sobre a captação e o descarte da água. Simultaneamente à oferta da infraestrutura sanitária, existia uma série de ações deliberadas para a extinção do uso compartilhado e gratuito da água, como a destruição dos chafarizes, para forçar a conexão das residências às redes urbanas, e a proibição do uso dos rios e córregos para banho, lavagem de roupa ou despejo de dejetos. Além dos riscos que ofereciam à saúde pública, essas práticas, comuns até então, passaram a ser consideradas como expressão do atraso civilizacional das grandes cidades do país, obstáculos em seu processo de modernização. Nesse sentido, o cerceamento de determinadas práticas no espaço público respondia ao enquadramento de ordem do sistema de higiene, pelo qual se promovia a casa como lugar privilegiado do domínio sobre o consumo da água e de eliminação dos dejetos. Trata-se do processo que François Béguin, engenheiro de materiais e ex-líder do Grupo de Energia e Meio Ambiente, na França, denomina de “domesticação da circulação dos fluidos”, em referência ao pioneiro sistema urbano de redes nas cidades industriais inglesas do século XIX. Béguin mostra que, embora não tenham sido desenvolvidos para as habitações residenciais, o aparelhamento técnico e as atividades de captação de água, lavagem de roupa, banhos, despejo de água servida etc. passaram a ter lugar nos espaços domésticos. A configuração arquitetônica foi transformada com a instalação de dispositivos e equipamentos, bem como com a formulação de ambientes especiais, como os banheiros. Julgue os itens seguintes, relativos às ideias do texto CG1A1.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, com base na estruturação linguística do texto CG1A1 e no vocabulário nele empregado.","A humanidade produz 400 milhões de toneladas de plástico por ano, e apenas 10% dele é reaproveitado, até mesmo porque a reciclagem de alguns tipos é econômica ou tecnicamente inviável. Mas pode haver solução. Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia, liderados pela engenheira química e ambiental Kandis Abdul-Aziz, criou um método que transforma o plástico em fertilizante: ele é misturado a palha de milho e se torna um tipo de carvão extremamente poroso, ideal para fertilizar o solo. Para transformar o plástico em carvão, a equipe utiliza plásticos como o PET, empregado em garrafas, e o isopor, misturados a resíduos de milho — restos de talos, folhas, cascas e espigas. Os pesquisadores aquecem essa mistura em um reator, sem oxigênio, para romper a estrutura molecular original e obter carbono elementar, que dá origem ao carvão. Esse processo de decomposição por altas temperaturas, chamado pirólise, já é frequentemente usado com outros restos agrícolas. Esse carvão pode aumentar o teor de nutrientes como potássio e nitrogênio no solo, além de melhorar a retenção deles. Mas uma de suas aplicações mais promissoras é o uso dele para diminuir a chamada lixiviação de nitrogênio (remoção ou dissolução desse nutriente pela ação da água sobre o solo) e aumentar o teor de carbono orgânico presente no solo, o que otimizaria sua saúde e o crescimento das plantações. Quanto aos próximos passos para o desenvolvimento da técnica, a equipe liderada por Kandis Abdul-Aziz está pensando em combinar os plásticos com outros resíduos agrícolas comuns na Califórnia, além da palha de milho. O estado é um dos maiores produtores de frutas cítricas dos Estados Unidos da América, mas a maioria dos resíduos, como cascas, sementes e polpa, é descartada e acaba em aterros sanitários. Além de produzir uma mercadoria valiosa como o carvão, o processo desenvolvido pelos pesquisadores pode fornecer uma alternativa sustentável para elementos que geralmente são considerados lixo. Com relação à tipologia, às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Abre-se uma janela do Centro Operário. Será a aula de Dona Palmira em 1920 ou há reunião para discutir os estatutos? Durante toda a minha infância, eles discutiram os estatutos. Eu não podia entender nada, mas havia pontos terrivelmente sérios. Era “Centro Operário de Proteção Mútua” ou “Centro Operário E de Proteção Mútua”? Pela noite afora, ano após ano, um mulato meio velho e magro, de óculos, o dedo em riste, a voz rascante, atacava com extraordinária ferocidade aquele E. Não conseguiu derrubá-lo; os operários talvez se sentissem fracos, sozinhos, precisavam daquele E que os conjugava com outras camadas sociais. Ficou o E, meu pai foi diretor e, quando morreu, teve auxílio no enterro, tudo sem ser operário, tudo graças àquele E. Sem o E eu talvez não tivesse estudado ali, não me sentaria no comprido banco, onde o último da esquerda era o preto Bernardino, e à direita, o rosto lindo de Lélia, com seus cabelos doces e uma covinha quando sorria. Quando não estavam discutindo os estatutos, ou providenciando um enterro de sócio, com a bandeira do Centro em cima do caixão, os operários E todos que queriam proteção mútua estavam dançando; sons de pistom atravessam meu sono infantil; eu achava estranho e ao mesmo tempo alegre e feliz haver baile na mesma sala onde eu tinha aulas. Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Quando falamos em direito, estamos falando inicialmente de um enorme conjunto de regras obrigatórias, o chamado direito positivo. Mas o vocábulo direito é usado também para os estudos, o curso de direito, a assim chamada “ciência do direito”. Numa terceira acepção, a palavra designa os direitos de cada um de nós, chamados de direitos subjetivos, pois somos os sujeitos, os titulares, desses direitos. Ninguém ignora que paira sobre nossas cabeças uma gigantesca teia de normas, que atinge praticamente todas as nossas atividades. Muitos pensadores têm destacado que o direito atual parece ter invadido tudo: há direito em toda parte, para todos, para tudo. A contrapartida é que, assim como temos de seguir as normas, os outros também têm de obedecer a elas e, desse modo, respeitar os direitos de cada um de nós, os ditos direitos subjetivos. Vivemos num tempo em que as questões legais se tornaram corriqueiras. Apesar dessa popularização, ainda existe uma enorme dificuldade de acesso às coisas do direito. Ao mesmo tempo, os mecanismos da justiça são cada vez mais acionados, até para resolver quem fica com o cachorro depois da separação, ou se o condomínio pode impedir seus moradores de ter animais. A sobrecarga dos tribunais, e sua lentidão, é parcialmente consequência desse excesso de litigiosidade e da incapacidade das pessoas de resolver com bom senso, compreensão e respeito as questões de convivência em sociedade. Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Com o avanço das novas tecnologias da informação e comunicação, observa-se na atualidade um processo de migração dos ambientes reais e analógicos para os virtuais e digitais. Inúmeros são os benefícios do oferecimento de produtos e da prestação de serviços no ambiente digital. No entanto, a exposição em rede costuma atrair riscos que, embora invisíveis, apresentam um potencial destrutivo alto: os ciberataques e o seu impacto para as organizações, as empresas e as pessoas envolvidas. Os ataques cibernéticos podem ter como alvos pessoas, organizações políticas e sociais, empresas públicas e privadas, postos fiscais, tribunais, bases militares, autarquias e ministérios do Estado, variando conforme a motivação que os ensejou: interrupção de sistemas e serviços essenciais, resgate de valores em troca de arquivos criptografados, extração de dados, repercussão política ou até mesmo a lesão física de pessoas. Com referência às ideias e às estruturas linguísticas do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","A inteligência artificial (IA) é um tópico frequente de discussão desde o aumento da popularidade de ferramentas como o ChatGPT. Uma análise do Fundo Monetário Internacional (FMI) abrangendo diferentes países avaliou que, no Brasil, 41% dos empregos têm alta exposição à IA. Esse critério do estudo — exposição de empregos à IA — engloba tanto trabalhos que vão se beneficiar da tecnologia como aqueles que estarão ameaçados por ela no futuro. Para avaliar se o impacto da IA será bom ou ruim no mercado de trabalho, o relatório do FMI criou outra categoria: a complementaridade. Empregos com alta complementaridade são aqueles que se beneficiarão com a IA, mas não serão extintos por ela. Por exemplo, profissionais como administradores ou advogados terão grandes ganhos de produtividade com a IA. Suas atividades não estarão ameaçadas, pois a execução delas sempre dependerá de um grande componente humano. Já os empregos de baixa complementaridade são os mais ameaçados pela IA, uma vez que podem ser totalmente substituídos pelas novas tecnologias, dada a pouca necessidade de um componente humano. É o caso de operadores de telemarketing. É nesse ponto que a IA pode fazer crescer a desigualdade social. Conforme o FMI, trabalhadores com mais educação e mais jovens têm melhores condições de encontrar empregos de alta complementaridade (beneficiados pela IA); os com menos escolaridade e mais velhos estarão mais sujeitos a empregos de baixa complementaridade (ameaçados pela IA). Segundo o FMI, para aproveitar plenamente o potencial da IA, cada país deve estabelecer suas prioridades de acordo com seu nível atual de desenvolvimento. As economias de mercado emergentes avançadas e mais desenvolvidas devem investir na inovação e integração da IA ao mesmo tempo em que promovem quadros regulamentares adequados para otimizar os benefícios do aumento de sua utilização. Para as economias de mercados emergentes e em desenvolvimento menos preparadas, a criação de infraestruturas e a construção de uma força de trabalho digitalmente qualificada são fundamentais. Para todas as economias, as redes de segurança social e a reciclagem dos trabalhadores ameaçados pela IA são cruciais para garantir a inclusão. A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","Um balanço feito pelo Instituto Sou da Paz e pelo INSPER mostrou que, em 2021, o Distrito Federal registrou a menor taxa de homicídios dos últimos 45 anos, mesmo com o aumento da população. Em Alagoas, os indicadores do mesmo crime caíram 14,8%. De acordo com o Segundo Balanço das Políticas de Gestão para Resultados na Segurança Pública, em São Paulo reduziu-se em 49% o roubo de veículos entre 2014 e 2021. O documento evidencia iniciativas estaduais que representam boas práticas na área de segurança pública. Segundo a diretora executiva do Instituto Sou da Paz, a pesquisa encontrou 11 estados com programas de gestão de resultado. O destaque é o Espírito Santo, que tem uma ação mais longeva e consegue manter um programa central que envolve as polícias com resultados importantes na redução dos homicídios. “São programas que, embora não sejam uma panaceia, conseguem contribuir muito para a integração das polícias, dão uma ferramenta para o secretário de segurança coordenar, dão uma visão de longo prazo para a segurança pública nos estados, o que não é algo trivial”, disse a diretora. “O estabelecimento de diretrizes baseadas em evidências é essencial para a promoção de melhorias na segurança pública dos estados brasileiros”, afirmou um professor do Centro de Gestão e Políticas Públicas do INSPER. Ele acrescentou que o balanço apresentado pelo instituto e pelo Sou da Paz buscou analisar o que funciona para a área, quais estados alcançaram sucesso nos últimos anos e como os gestores podem orientar propostas para conseguir os melhores resultados possíveis. Em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens a seguir.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Sentimos a dor, mas não a ausência da dor; sentimos a inquietação, mas não a ausência da inquietação; o temor, mas não a segurança. Sentimos o desejo e o anelo, como sentimos a fome e a sede; mas, uma vez satisfeitos, tudo acaba, assim como o bocado que, uma vez engolido, deixa de existir para a nossa sensação. Enquanto possuímos os três maiores bens da vida, saúde, mocidade e liberdade, não temos consciência deles, e só os apreciamos depois de os havermos perdido, porque esses também são bens negativos. Só notamos os dias felizes da nossa vida passada depois de darem lugar aos dias de tristeza. À medida que os nossos prazeres aumentam, tornam-nos cada vez mais insensíveis; o hábito já não é um prazer. Por isso mesmo, a nossa faculdade de sofrer é mais viva; todo hábito suprimido causa um sentimento doloroso. As horas correm tanto mais rápidas quanto mais agradáveis são, tanto mais demoradas quanto mais tristes, porque o gozo não é positivo, diferentemente da dor, cuja presença se faz sentir. O aborrecimento dá-nos a noção do tempo; a distração tira-a. Não se poderia absolutamente imaginar uma grande e viva alegria se esta não sucedesse a uma grande miséria, porque nada há que possa atingir um estado de alegria serena e durável; o mais que se consegue fazer é distrair, satisfazer a vaidade. É por este motivo que todos os poetas são obrigados a colocar os seus heróis em situações cheias de ansiedades e de tormentos, a fim de os livrarem delas: drama e poesia épica só nos mostram homens que lutam, que sofrem mil torturas, e cada romance oferece-nos em espetáculo os espasmos e as convulsões do pobre coração humano. Voltaire, o feliz Voltaire, que tão favorecido foi pela natureza, pensa como eu, quando diz: “A felicidade não passa de um sonho; só a dor é real”. E acrescenta: “Há oitenta anos que o experimento; não sei fazer outra coisa senão resignar-me e dizer a mim mesmo que as moscas nasceram para serem comidas pelas aranhas, e os homens, para serem devorados pelos pesares”. Julgue os itens a seguir, referentes às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.","Considerando aspectos linguísticos do texto CB2A1, julgue os itens a seguir.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Analisando-se a literatura produzida sobre justiça restaurativa desde o final da década de 70 do século passado, verifica-se que há diferentes abordagens, produzidas por estudiosos dos mais diversos campos do conhecimento (filosofia, psicologia social, antropologia, ciências jurídicas, pedagogia, assistência social, entre outros), incluídos acadêmicos, facilitadores de justiça restaurativa, servidores públicos e entusiastas da justiça restaurativa que buscam disseminar e fortalecer a sua implementação em nível institucional. Dada essa pluralidade de abordagens, surgiram diversas definições de justiça restaurativa na literatura ao longo das últimas décadas, razão pela qual alguns autores atuais apontam que o conceito de justiça restaurativa ainda estaria “em aberto”. Contudo, parece haver na literatura certo consenso de que tal pluralidade seria algo positivo, por possibilitar a adaptação do conceito a diferentes contextos culturais. Alguns autores também sugerem que a justiça restaurativa seria um conceito “guarda-chuva”, ou seja, um conceito que abarca uma vasta gama de formulações, desde que sejam conservados os elementos essenciais da justiça restaurativa. A respeito das ideias e de aspectos discursivos e linguísticos do texto precedente, julgue os itens subsecutivos.","Texto CG1A1 Observando os mineiros trabalharem, você percebe, por um breve instante, como são diferentes os universos habitados por diferentes pessoas. Os subterrâneos onde se escava o carvão são uma espécie de mundo à parte, e é fácil viver toda uma vida sem jamais ouvir falar dele. É provável que a maioria das pessoas até prefira não ouvir falar dele. E, contudo, esse mundo é a contraparte indispensável do nosso mundo da superfície. Praticamente tudo que fazemos, desde tomar um sorvete até atravessar o Atlântico, desde assar um filão de pão até escrever um romance, envolve usar carvão, direta ou indiretamente. Para todas as artes da paz, o carvão é necessário; e, se a guerra irrompe, é ainda mais necessário. Em épocas de revolução, o mineiro precisa continuar trabalhando, do contrário a revolução tem que parar, pois o carvão é essencial tanto para a revolta como para a reação. Seja lá o que for que aconteça na superfície, as pás e picaretas têm que continuar escavando sem trégua — ou fazendo uma pausa de algumas semanas, no máximo. Porém, de modo geral, não temos consciência disso; todos sabemos que “precisamos de carvão”, mas raramente, ou nunca, nos lembramos de tudo o que está envolvido no processo para se obter carvão. Aqui estou eu escrevendo, sentado diante da minha confortável lareira a carvão. De quinze em quinze dias, a carroça de carvão para na porta e uns homens de blusão de couro trazem o carvão para dentro de casa em sacos robustos, cheirando a piche, e o despejam no depósito de carvão embaixo da escada. É só muito raramente, quando faço um esforço mental bem definido, que estabeleço a conexão entre esse carvão e o penoso trabalho realizado lá longe, nas minas. É apenas “carvão”, algo que eu preciso ter, uma coisa escura que chega misteriosamente, vinda de nenhum lugar em especial, como o maná, só que devemos pagar por ele. Seria fácil atravessar de carro todo o norte da Inglaterra sem lembrar, nem uma só vez, que, dezenas de metros abaixo da estrada, os mineiros estão atacando o carvão com suas picaretas. E, contudo, são eles que estão fazendo seu carro andar. O mundo deles lá embaixo, iluminado por suas lâmpadas, é tão necessário para o mundo da superfície, da luz do dia, como a raiz é necessária para a flor. Em relação às ideias do texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens subsequentes, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1.","Embora haja relação entre os conceitos, racismo difere de preconceito racial e de discriminação racial. O preconceito racial é o juízo que se baseia em estereótipos acerca de indivíduos que pertençam a determinado grupo racializado e que pode ou não resultar em práticas discriminatórias. As ideias de que negros são violentos e inconfiáveis, de que judeus são avarentos ou de que orientais são “naturalmente” preparados para as ciências exatas são exemplos de preconceitos. A discriminação racial, por sua vez, é a atribuição de tratamento diferenciado a membros de grupos racialmente identificados. Portanto, a discriminação tem como requisito fundamental o poder, ou seja, a possibilidade efetiva do uso da força, sem o qual não é possível atribuir vantagens ou desvantagens por conta da raça. Assim, a discriminação pode ser direta ou indireta. A discriminação direta é o repúdio ostensivo a indivíduos ou grupos, motivado pela condição racial, exemplo do que ocorre em países que proíbem a entrada de negros, judeus, muçulmanos, pessoas de origem árabe ou persa, ou ainda em lojas que se recusem a atender clientes de determinada raça. Adilson José Moreira afirma que o conceito de discriminação direta “pressupõe que as pessoas são discriminadas a partir de um único vetor e também que a imposição de um tratamento desvantajoso requer a existência da intenção de discriminar”. Por isso, conclui Moreira, o conceito de discriminação direta é “incompleto” para lidar com a complexidade do fenômeno da discriminação. Já a discriminação indireta é um processo em que a situação específica de grupos minoritários é ignorada — discriminação de fato —, ou sobre ela são impostas regras de “neutralidade racial”, sem que se leve em conta a existência de diferenças sociais significativas — discriminação pelo direito ou discriminação por impacto adverso. A discriminação indireta é “marcada pela ausência de intencionalidade explícita de discriminar pessoas. Isso pode acontecer porque a norma ou prática não leva em consideração ou não pode prever de forma concreta as consequências da norma.”, segundo Moreira. A consequência de práticas de discriminação direta e indireta ao longo do tempo leva à estratificação social, um fenômeno intergeracional em que o percurso de vida de todos os membros de um grupo social — o que inclui as chances de ascensão social, de reconhecimento e de sustento material — é afetado. Considerando as ideias veiculadas no texto apresentado e seus aspectos linguísticos, julgue os seguintes itens.","Texto CG2A1 O desenvolvimento da educação sanitária, a partir dos Estados Unidos da América, esteve associado à saúde pública, tendo sido instrumento das ações de prevenção das doenças, e caracterizou-se pela transmissão de conhecimento. No entanto, mesmo que realizada de forma massiva, como no caso das campanhas sanitárias no Brasil, a perspectiva não contemplava a dimensão histórico-social do processo saúde-doença. Com o movimento pela reforma sanitária no Brasil, as críticas mais contundentes relacionavam-se ao fato de que o social não era considerado na prática da saúde pública, senão em perspectiva restrita, de modo que a educação passou a ser uma atividade paralela, cuja finalidade seria a de auxiliar a efetivação dos objetivos eminentemente técnicos dos programas de saúde pública. Entretanto, em uma perspectiva crítica, a educação parte da análise das realidades sociais, buscando revelar as suas características e as relações que as condicionam e as determinam. Essa perspectiva pode ater-se à explicação das finalidades reprodutivistas dos processos educativos ou trabalhar no âmbito de suas contradições, buscando transformar essas finalidades, estabelecendo como meta a construção de sujeitos e de projetos societários transformadores. Da mesma forma, no campo da saúde, a compreensão do processo saúde-doença como expressão das condições objetivas de vida, isto é, como resultante das condições de habitação, alimentação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços de saúde, descortina a saúde e a doença como produções sociais, passíveis de ação e transformação, e aponta também para um plano coletivo, e não somente individual, de intervenção. Essa maneira de conceber a saúde tem sido caracterizada como um conceito ampliado, pois não reduz a saúde à ausência de doença, promovendo a ideia de que uma situação de vida saudável não se resolve somente com a garantia do acesso aos serviços de saúde, mas depende, sobretudo, da garantia de condições de vida dignas que, em conjunto, podem proporcionar a situação de saúde. Nesse sentido, são indissociáveis o conceito de saúde e a noção de direito social. FimDoTexto A partir das ideias suscitadas pelo texto CG2A1, julgue os itens seguintes.\n\n\n\nA respeito das estruturas linguísticas do texto CG2A1, julgue os próximos itens.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. A noção de igualdade, à luz da hermenêutica negra, deve levar em consideração as particularidades e desigualdades que a categoria raça carrega, porque, sendo o racismo estrutural e estruturante, a ideia de como a raça afeta as vidas daqueles que interpretam a norma e também daqueles que são afetados por ela se distingue entre os grupos sociais. As pessoas não possuem a mesma experiência social, a depender do seu lugar social, razão pela qual podem interpretar o direito exclusivamente a partir de sua lógica interna. Com base na perspectiva da igualdade como princípio e projeto constitucional, a obra propositadamente intitulada Pensando como um negro: ensaio de hermenêutica jurídica fornece substratos para um raciocínio crítico antirracista na interpretação das normas e aplicação nas relações jurídicas, centralizando a questão a ser discutida e decidida a partir da visão do negro como elemento atuante no caso concreto, na condição de agente ou paciente. A hermenêutica negra, assim, preenche lacuna de interpretação, visto a mesma fonte poder ser interpretada pela ótica do dominante e do dominado, competindo ao Poder Judiciário equilibrar a aplicação da norma positivada na busca da concretização de uma solução justa. Julgue os itens subsequentes, em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.","considere que todos os programas mencionados estão em No Brasil, pode dizer-se que só excepcionalmente tivemos um sistema administrativo e um corpo de funcionários puramente dedicados a interesses objetivos e fundados nesses interesses. Ao contrário, é possível acompanhar, ao longo de nossa história, o predomínio constante das vontades particulares que encontram seu ambiente próprio em círculos fechados e pouco acessíveis a uma ordenação impessoal. Dentre esses círculos, foi sem dúvida o da família aquele que se exprimiu com mais força e desenvoltura em nossa sociedade. E um dos efeitos decisivos da supremacia incontestável, absorvente, do núcleo familiar — a esfera, por excelência, dos chamados “contatos primários”, dos laços de sangue e de coração — está em que as relações que se criam na vida doméstica sempre forneceram o modelo obrigatório de qualquer composição social entre nós. Isso ocorre mesmo onde as instituições democráticas, fundadas em princípios neutros e abstratos, pretendem assentar a sociedade em normas antiparticularistas. Em relação às propriedades linguísticas e semânticas do texto precedente, julgue os itens seguintes.","Texto CG5A1 Tudo está interconectado. Na Amazônia, que abrange uma área comparável à dos 48 estados contíguos aos Estados Unidos da América, nenhum detalhe é por acaso. Portanto, não se trata da necessidade de focar uma área específica ou certas espécies. Os ciclos naturais alterados causam a oscilação de um delicado equilíbrio, que afeta os níveis local, regional e até global e que se aproxima cada vez mais de um ponto de não retorno. No cenário atual, isso significa menos de 20 anos. A floresta amazônica produz pelo menos metade de sua própria chuva. Quando chove, as raízes das árvores e demais plantas absorvem a água, que satura a superfície das folhas. Depois, há o processo de evapotranspiração: as árvores transpiram umidade, ou seja, a água que caiu como chuva retorna à atmosfera. Até que chove novamente, e todo o ciclo se reinicia. Esse “rio gigante no céu” fornece água (em forma de chuva) para os países andinos e também ao Uruguai, ao Paraguai, ao centro e ao sul do Brasil e ao norte da Argentina. Em suma, influencia uma região que gera 70% do PIB da América do Sul, de acordo com a The Nature Conservancy, organização não governamental que trabalha em escala global para a conservação do meio ambiente. No entanto, esses padrões de chuva estão ameaçados, tanto na América do Sul quanto na América do Norte. Da mesma forma, flora e fauna estão em perigo. É importante lembrar que a Amazônia é o lar de 10% da biodiversidade mundial. E aqui também temos um ciclo: quando as árvores são cortadas, muitos predadores desaparecem, e o comportamento de pássaros e insetos polinizadores é alterado. Assim, há menos plantas, menos chuva, mais emissões de carbono, mais secas, menos água, desequilíbrio e ameaças à nossa saúde e qualidade de vida. Tudo está conectado. Para toda ação há uma reação. De acordo com as ideias veiculadas no texto CG5A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, relativos ao vocabulário e à estrutura linguística do texto CG5A1.","A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha-de-flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dois para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí ficavam dois pecados extintos, e a sobriedade e a honestidade certas. Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras. O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente, e com pouco era pego. Há meio século, os escravos fugiam com frequência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escravidão. Quem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a quem lho levasse. Punha anúncios nas folhas públicas, com os sinais do fugido, o nome, a roupa, o defeito físico, se o tinha, o bairro por onde andava e a quantia de gratificação. Quando não vinha a quantia, vinha promessa: “gratificar-se-á generosamente”, ou “receberá uma boa gratificação”. Muita vez o anúncio trazia em cima ou ao lado uma vinheta, figura de preto, descalço, correndo, vara ao ombro, e na ponta uma trouxa. Protestava-se com todo o rigor da lei contra quem o açoitasse. Ora, pegar escravos fugidios era um ofício do tempo. Não seria nobre, mas, por ser instrumento da força com que se mantêm a lei e a propriedade, trazia esta outra nobreza implícita das ações reivindicadoras. Ninguém se metia em tal ofício por desfastio ou estudo; a pobreza, a necessidade de uma achega, a inaptidão para outros trabalhos, o acaso, e alguma vez o gosto de servir, também, ainda que por outra via, davam o impulso ao homem que se sentia bastante rijo para pôr ordem à desordem. Machado de Assis inicia o conto Pai contra Mãe — escrito em 1906 e publicado na coletânea Relíquias da casa velha —, mencionando “ofícios e aparelhos” da escravidão no Brasil. O conto aborda a história de Cândido Neves, personagem que trabalhava na captura de escravos fugidios. Considerando o fragmento desse conto apresentado anteriormente, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1-I Investir em educação na primeira infância representa, além de vantagens para o desenvolvimento individual, retorno social e econômico. O economista norte-americano James Heckman, um dos ganhadores do prêmio Nobel na área econômica no ano 2000, conduziu pesquisa que acompanhou, ao longo do tempo, várias crianças com e sem acesso a ensino de qualidade. O objetivo era conferir os impactos da educação no curto, no médio e no longo prazo. “Os resultados desse trabalho mostram que cada dólar investido traz um retorno social de sete dólares”, aponta Karina Fasson, da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, organização da sociedade civil que trabalha pela causa da primeira infância. Ela afirma que “as ações educativas voltadas para o começo da vida têm o poder de minimizar a carga que as demais políticas públicas carregam”. Isso quer dizer que investir em educação na primeira infância é uma estratégia eficaz para reduzir os custos sociais no futuro. Segundo Fasson, quando se pensa em políticas públicas, o retorno é mais significativo na fase pré-escolar que em qualquer outra etapa da vida. “No longo prazo, quem é mais estimulado tem maior aprendizado e maior progressão escolar, e isso tem reflexos na inserção no mercado de trabalho e nos salários, além de favorecer menor envolvimento em situações de vulnerabilidade, como a criminalidade e o uso de drogas, e tem consequências também na saúde das pessoas”, ressalta. Tudo isso, a especialista afirma, não só tem efeito na trajetória educacional, mas também repercute ao longo da vida do indivíduo e impacta a sociedade como um todo. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nA respeito do vocabulário e da estrutura linguística do texto CG1A1-I, julgue os itens que se seguem.","Julgue os seguintes itens, relativos aos aspectos linguísticos do texto CG2A1.","Texto CB1A1-I A forma peculiar como se processou a independência da América portuguesa teve consequências fundamentais no seu subsequente desenvolvimento. Tendo-se transferido o governo português para o Brasil sob a proteção inglesa e tendo-se operado a independência da colônia sem descontinuidade na chefia do governo, os privilégios econômicos de que se beneficiava a Inglaterra em Portugal passaram automaticamente para o Brasil independente. Com efeito, se bem haja conseguido separar-se de Portugal em 1822, o Brasil necessitou de vários decênios mais para eliminar a tutela que, graças a sólidos acordos internacionais, mantinha sobre ele a Inglaterra. Esses acordos foram firmados em momentos difíceis e constituíam, na tradição das relações luso-inglesas, pagamentos em privilégios econômicos de importantes favores políticos. Os acordos de 1810 foram firmados contra a garantia da Inglaterra de que nenhum governo imposto por Napoleão em Portugal seria reconhecido. Por eles se transferiam para o Brasil todos os privilégios de que gozavam os ingleses em Portugal — inclusive os de extraterritorialidade — e se lhes reconhecia demais uma tarifa preferencial. Tudo indica que, negociando esses acordos, o governo português tinha estritamente em vista a continuidade da casa reinante em Portugal, enquanto os ingleses se preocupavam em firmar-se definitivamente na colônia, cujas perspectivas comerciais eram bem mais promissoras que as de Portugal. Considerando as ideias veiculadas no texto CB1A1-I e as relações de coesão nele estabelecidas, julgue os próximos itens.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.","Texto CG1A1 A defesa das florestas deveria ser objeto de um tratado internacional que reunisse o maior número de Estados, para que elas se tornassem intocáveis. Repito: a sobrevivência da nossa espécie depende da funcionalidade desses ecossistemas. Sem florestas suficientes, não existe chance real de podermos reverter a tendência de crescimento do CO2. O desmatamento deveria ser tratado como um crime contra a humanidade e punido como tal. Porque é disso que se trata. A proteção das florestas e sua manutenção, bem como a obrigação de manter intactos o solo, o ar e a água, deveriam fazer parte das constituições de todos os Estados, não apenas desta nossa Constituição da Nação das Plantas. Deveriam ser ensinadas nas escolas para crianças e adultos, em todos os lugares. Diretores de cinema deveriam fazer filmes, escritores deveriam escrever livros. Todos estão convocados a se mobilizar, e se vocês acham que é exagero e não veem motivo real para se levantar do sofá e defender o meio ambiente e as florestas, saibam que essa é a única emergência global real. A maioria dos problemas que afligem a humanidade hoje, mesmo que aparentemente distantes, está relacionada ao risco ambiental e consiste apenas na ponta de um iceberg, se não tratarmos o tema com a devida firmeza e eficiência. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nCom relação a propriedades morfossintáticas do texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.","Julgue os itens que se seguem, referentes a aspectos linguísticos do texto CG1A1.","Barcelona está experimentando o sentido de construir um plano de cidade interconectada liderada por seus residentes e, com isso, pensando pilotos de economia compartilhada, com o objetivo de aproveitar ao máximo os dados locais — algo inovador por estar na contramão do que as cidades inteligentes fizeram ao longo dos últimos anos. O geógrafo Christopher Gaffney, da Universidade de Zurich, aponta como falha a estratégia carioca. Segundo o especialista, embora o uso desses sistemas no Brasil seja significativo, as tecnologias das cidades inteligentes não estão sendo utilizadas para resolver problemas de desigualdade ou de governança sistêmica. A análise feita pelo geógrafo identifica que o Rio focou muito em projetos de curto prazo e em uma coleta de dados que não é feita de forma sistemática, com a visão de alimentar o planejamento urbano de longo prazo. Para Daniel Locktoroff, empresário e ex-vice-prefeito de planejamento urbano de Nova Iorque, uma das principais barreiras para a transformação profunda e rápida dos centros urbanos é a falta de diálogo entre aqueles que vivem nas cidades de hoje e os que constroem as tecnologias do amanhã. A chief technology officer de Barcelona, Francesca Bria, afirma que as cidades inteligentes foram implementadas a partir de uma lógica centrada na tecnologia e não no cidadão. Estratégias assim fazem com que as cidades tomem como ponto de partida a infraestrutura e, só depois disso, pensem nos reais problemas que queriam solucionar. Segundo ela, há o risco de terminarmos em uma caixa-preta, em que as cidades perdem o controle sobre seus dados e, por conseguinte, sobre o potencial que esses dados têm na hora de fornecer insumos para a gestão. Considerando aspectos linguísticos do texto apresentado e as ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A2-I Segundo nosso modo de ver, a evolução sociocultural é gerada por uma série de revoluções tecnológicas correspondentes a inovações prodigiosas no aparelho produtivo ou militar. Essas inovações, ao ativar as sociedades onde amadurecem, provocam sua expansão na forma de um processo civilizatório no curso do qual tanto aquelas sociedades como todas as que caem sob sua influência transitam de uma a outra etapa evolutiva. Cada etapa corresponde a uma formação econômico-social, vale dizer, a uma combinação específica de modos de produção com certas formas de ordenação da vida social e com conteúdos ideológicos correspondentes. O processo pode ser descrito como uma ruptura provocada pelas contradições entre as inovações acumuladas nas forças produtivas materiais da sociedade e nas relações de produção preexistentes, ruptura esta que aciona o trânsito de uma formação econômico-social a outra. Em relação a aspectos linguísticos do texto CB1A2-I e às ideias nele apresentadas, julgue os próximos itens.","Atualmente, a mulher madura enfrenta enormes desafios. Um deles é a carreira. Hoje, no Brasil, há mais de 55 milhões de pessoas com 50 anos ou mais de idade, dos quais a maioria são mulheres. Nessa fase da vida, boa parte das pessoas enfrenta dificuldade de ingresso — ou reingresso — no mercado de trabalho. A despeito das políticas afirmativas nas empresas para a população mais madura, há uma lacuna crescente entre a necessidade de recolocação e o apetite das organizações para contratar pessoas pertencentes a esse segmento da sociedade. No caso das mulheres, o cenário é ainda mais desafiador, dado que a renda feminina, ao longo da vida profissional, é historicamente menor que a do homem, o que requer da mulher esforço adicional para o equilíbrio orçamentário e resulta em menor capacidade de poupança no longo prazo. No mundo dos investimentos, o cenário é igualmente crítico. Pesquisa da Associação dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), mostra que atualmente 65% das mulheres com mais de 45 anos de idade não têm nenhum investimento financeiro. Quando pensam sobre aposentadoria, 18% delas desejam se aposentar antes dos 60 anos e a metade, entre 60 e 70 anos. Porém, impressiona o fato de 12% delas acreditarem que, com a aposentadoria, os recursos que as sustentarão virão do trabalho ativo. 65% dessas mulheres depositam as esperanças no INSS. Esses números mostram que a independência financeira da mulher madura está longe de ser alcançada. Na equação em que as variáveis tempo e dinheiro são fundamentais, a escassez da primeira vai obrigatoriamente onerar a segunda. Considerando as ideias, a estrutura linguística e o vocabulário do texto precedente, julgue os próximos itens.","Texto CG2A1 O desenvolvimento da educação sanitária, a partir dos Estados Unidos da América, esteve associado à saúde pública, tendo sido instrumento das ações de prevenção das doenças, e caracterizou-se pela transmissão de conhecimento. No entanto, mesmo que realizada de forma massiva, como no caso das campanhas sanitárias no Brasil, a perspectiva não contemplava a dimensão histórico-social do processo saúde-doença. Com o movimento pela reforma sanitária no Brasil, as críticas mais contundentes relacionavam-se ao fato de que o social não era considerado na prática da saúde pública, senão em perspectiva restrita, de modo que a educação passou a ser uma atividade paralela, cuja finalidade seria a de auxiliar a efetivação dos objetivos eminentemente técnicos dos programas de saúde pública. Entretanto, em uma perspectiva crítica, a educação parte da análise das realidades sociais, buscando revelar as suas características e as relações que as condicionam e as determinam. Essa perspectiva pode ater-se à explicação das finalidades reprodutivistas dos processos educativos ou trabalhar no âmbito de suas contradições, buscando transformar essas finalidades, estabelecendo como meta a construção de sujeitos e de projetos societários transformadores. Da mesma forma, no campo da saúde, a compreensão do processo saúde-doença como expressão das condições objetivas de vida, isto é, como resultante das condições de habitação, alimentação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços de saúde, descortina a saúde e a doença como produções sociais, passíveis de ação e transformação, e aponta também para um plano coletivo, e não somente individual, de intervenção. Essa maneira de conceber a saúde tem sido caracterizada como um conceito ampliado, pois não reduz a saúde à ausência de doença, promovendo a ideia de que uma situação de vida saudável não se resolve somente com a garantia do acesso aos serviços de saúde, mas depende, sobretudo, da garantia de condições de vida dignas que, em conjunto, podem proporcionar a situação de saúde. Nesse sentido, são indissociáveis o conceito de saúde e a noção de direito social. FimDoTexto A partir das ideias suscitadas pelo texto CG2A1, julgue os itens seguintes.\n\n\n\nJulgue os itens a seguir, relativos à estruturação linguística do texto CG2A1.","Quando eu cheguei à seção onde tinha de votar, achei três mesários e cinco eleitores. Os eleitores falavam do tempo. Contavam os maiores verões que temos tido; um deles opinava que o verão, em si mesmo, não era mau, mas que as febres é que o tornavam detestável. A quanto não ia a amarela? Chegaram mais três eleitores, depois um, depois sete, que, pelo ar, pareciam da mesma casa. Os minutos iam com aquele vagar do costume quando a gente está com pressa. Mais três eleitores. Nove horas e meia. Os conhecidos faziam roda. Uns falavam mal dos gelados, outros tratavam do câmbio. Nove e três quartos. Trinta e cinco eleitores. Alguns almoçados. Os almoçados interpretavam o regulamento eleitoral diferentemente dos que o não eram. Daí algumas conversações particulares à meia voz, dizendo uns que a chamada devia começar às dez horas em ponto, outros que antes. — Meus senhores, vai começar a chamada — disse o presidente da mesa. Eram dez horas menos um minuto. Havia quarenta e sete eleitores. Abriram-se as urnas, que foram mostradas aos eleitores, a fim de que eles vissem que não havia nada dentro. Os cinco mesários já estavam sentados, com os livros, papéis e penas. O presidente fez esta advertência: — Previno aos senhores eleitores que as cédulas que contiverem nomes riscados e substituídos não serão apuradas; é disposição da lei nova. Quis protestar contra a lei nova. Pareceu-me opressiva da liberdade eleitoral. Pois eu escolho um nome, para presidente da República, suponhamos; ou senador, ou deputado que seja; em caminho, ao descer do bonde, acho que o nome não é tão bom como o outro, e não posso entrar numa loja, abrir a cédula e trocar o voto? — Antônio José Pereira — chamava o mesário. — Está na Europa — dizia um eleitor, explicando o silêncio. — Pôncio Pilatos! — Morreu, senhor; está no Credo. Tinha começado a chamada e prosseguia lentamente para não dar lugar a reclamações. Nove décimos dos eleitores não respondiam por isto ou por aquilo. — Padre Diogo Antônio Feijó! — prosseguia o mesário. Pausa. — Padre Diogo Antônio Feijó! Pausa. Eu gemia em silêncio. Consultei o relógio; faltavam sete minutos para as onze, e ainda não começara o meu quarteirão. Quis espairecer, levantei-me, fui até a porta, onde achei dois eleitores, fumando e falando de moças bonitas. Conhecia-os; eram do meu quarteirão. Enfim, começou o meu quarteirão; respirei, mas respirei cedo, porque a lista era quase toda composta de abstencionistas, e os nomes dos ausentes ou mortos gastam mais tempo, pela necessidade de esperar que os donos apareçam. Chegou a minha vez. Votei e corri a almoçar. Relevem a vulgaridade da ação. Tartufo, neste ponto, emendaria o seu próprio autor: “Ah! Pour être électeur, je n’en suis pas moins homme [Ah! Um eleitor, mas nem por isso menos homem].” Acerca das características do texto precedente, bem como das ideias nele veiculadas e de seus aspectos linguísticos, julgue os itens seguintes.","Na base da estratificação social, como a camada mais explorada, sem qualquer representação ou direito, ficava a grande massa escrava de trabalhadores das minas, das lavouras e dos transportes. Todo o aparato ostensivo de repressão vigiava, em cada vila, a esses miseráveis, para prevenir as fugas, a vadiagem e, sobretudo, as rebeliões. A insurreição surge, porém, na classe alta, de que se destaca uma elite letrada, que se propõe formular um projeto alternativo ao colonial de reordenação da sociedade. Trata-se do mais ousado dos projetos libertários da história colonial brasileira, uma vez que previa estruturar uma república de molde norte-americano, que aboliria a escravidão, decretaria a liberdade de comércio e promoveria a industrialização. A eclosão da mal chamada Inconfidência Mineira deveria ter lugar em 1789. Presos por denúncia, todos os inconfidentes foram desterrados para a África, onde morreram, exceto Tiradentes, a figura principal da conspiração, enforcado após três anos de cárcere e, depois, esquartejado e exposto nos lugares onde antes conspirara, para escarmento da população. Julgue os próximos itens, em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.","Texto CB1A1 Hoje, a crise hídrica é política — o que significa dizer não inevitável ou necessária, nem além da nossa capacidade de consertá-la — e, logo, opcional, na prática. Esse é um dos motivos para ser, não obstante, terrível como parábola climática: um recurso abundante torna-se escasso pela falta de infraestrutura, pela poluição e pela urbanização e desenvolvimento descuidados. A crise de abastecimento de água não é inevitável, mas presenciamos uma, de um modo ou de outro, e não estamos fazendo muita coisa para resolvê-la. Algumas cidades perdem mais água por vazamentos do que a que é entregue nas casas: mesmo nos Estados Unidos da América (EUA), vazamentos e roubos respondem por uma perda estimada de 16% da água doce; no Brasil, a estimativa é de 40%. Em ambos os casos, assim como por toda parte, a escassez se desenrola tão patentemente sobre o pano de fundo das desigualdades entre pobres e ricos que o drama resultante da competição pelo recurso dificilmente pode ser chamado, de fato, de competição; o jogo está tão arranjado que a escassez de água mais parece um instrumento para aprofundar a desigualdade. O resultado global é que pelo menos 2,1 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso a água potável segura, e 4,5 bilhões não dispõem de saneamento. Com base nas ideias veiculadas no texto CB1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os próximos itens.","Texto CB3A1-I A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que institui a Política Nacional de Linguagem Simples nos órgãos e nas entidades da administração pública direta e indireta. Os objetivos da política incluem possibilitar que as pessoas consigam encontrar, entender e usar facilmente as informações publicadas por órgãos e entidades, reduzir os custos administrativos e o tempo gasto com atividades de atendimento ao cidadão, e facilitar a participação e o controle da gestão pública pela população. O texto aprovado é substitutivo ao Projeto de Lei n.º 6.256/2019. A proposta conceitua linguagem simples como o conjunto de técnicas para transmitir informações de maneira clara e objetiva, como redigir as frases em ordem direta, preferencialmente em voz ativa, usar frases curtas, evitar redundâncias e palavras desnecessárias e estrangeiras, entre outras. Essas técnicas deverão ser observadas na redação de textos destinados ao cidadão. “Em nosso substitutivo, sugerimos mudanças no texto original para que constassem todas as técnicas, e não apenas algumas, referentes à redação em linguagem simples”, explicou o relator. “Também deixamos clara a intenção de que a linguagem simples seja adotada especificamente nas comunicações para o cidadão, por intermédio de sites, jornais impressos, aplicativos e publicidade, não atingindo, portanto, todos os atos da administração pública, como pretendia o projeto original”, completou. Em relação ao texto CB3A1-I e seus sentidos, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1-I, julgue os itens que se seguem.","Julgue os itens a seguir, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","Texto CB1A1-I Dizer que o petróleo é um elemento de influência nas relações geopolíticas contemporâneas é repetir o óbvio. Desde que ele se tornou a matriz energética básica da sociedade industrial e o elemento fundamental para o funcionamento da economia moderna, ter ou controlar as fontes de petróleo e as rotas por onde ele é transportado representa questão de vida ou morte para as sociedades contemporâneas. Quando pensamos na geopolítica do petróleo neste início do século XXI, o primeiro fato que nos vem à mente são os conflitos do Oriente Médio, como a guerra Irã-Iraque e a guerra do Golfo em 1990-1991. Reduzir esses conflitos ao elemento “petróleo” seria um erro, pois questões outras estavam e estão envolvidas. Contudo, não se deve esquecer que aí estão as maiores reservas petrolíferas do mundo. No entanto, se examinarmos com alguma atenção as notícias do dia a dia, veremos como o problema do petróleo dentro da geopolítica contemporânea não é algo que afeta apenas os países do Oriente Médio. A busca pelo “ouro negro” está tendo impacto em outras regiões do mundo. Em nível menor, países como o Brasil têm enfrentado os mesmos problemas das maiores potências no que se refere a suprir suas necessidades energéticas, e isso tende apenas a piorar. Aqui cabe uma reflexão sobre os efeitos geopolíticos da futura mudança da matriz energética global. Mesmo sendo algo pouco provável em curto e médio prazo, o próprio esgotamento do petróleo vai obrigar a economia global a convocar outras fontes de energia, como a nuclear ou as células de hidrogênio. As alterações na sociedade global que tal mudança provocará serão, evidentemente, imensas, mas ninguém parece ainda ter refletido a contento sobre seus impactos geopolíticos. Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAinda com relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-I A PETROBRAS demonstra compromisso com a sustentabilidade por meio do desenvolvimento de estratégias para acelerar a descarbonização e atuar sempre de forma ética e transparente, com operações seguras, respeito às pessoas e ao meio ambiente e com foco na geração de valor. Seis dos dez compromissos de sustentabilidade estabelecidos pela empresa estão associados a carbono. Os outros quatro compromissos referem-se a segurança hídrica, conservação da biodiversidade, gestão de resíduos e responsabilidade social, e esse último inclui investimentos em projetos socioambientais, programas em direitos humanos, relacionamento comunitário e contribuição para a solução de problemas sociais e ambientais, envolvendo oportunidades de atuação junto aos públicos de interesse e clientes de produtos da PETROBRAS. No que diz respeito aos desafios da transição energética, a PETROBRAS contribui para a mitigação da mudança climática por meio do investimento de recursos e tecnologias na produção de petróleo de baixo carbono no Brasil, gerando energia, divisas e riquezas relevantes para o financiamento de uma transição energética responsável, bem como para a capacidade de ofertar gás e energia despachável para viabilizar a elevada participação de energias renováveis na matriz elétrica brasileira. Além disso, investe em novas possibilidades de produtos e negócios de menor intensidade de carbono, promove pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias e soluções de baixo carbono e investe em projetos socioambientais para a recuperação e conservação de florestas. Julgue os seguintes itens, relativos às ideias do texto CB1A1-I e à sua tipologia.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens subsequentes.","Julgue os próximos itens, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.","O eucalipto é cortado, e dele se faz o papel. Processo quase alquímico. O inflexível se dobra, o marrom se torna branco, onde cabiam folhas verdes agora cabem ideias maduras. Chegada a obra-prima, alguém trabalha o preenchê-la. E era isso que fascinava tanto o jornalista Pinheiro Júnior — fosse jovem fosse experiente. — Por que arquitetura? Por que arquitetura quando o senhor já havia contribuído tanto com esse talento, com esse dom? — Uma das coisas que mais me atraiu na Última Hora foi a diagramação da UH, a paginação da UH. Enquanto os outros jornais eram jornais duros, feios, a UH era um jornal bonito, era um jornal, inclusive, a cores. Os outros jornais não eram. Arquitetura, em jornalismo, é exatamente a diagramação dos jornais. Com base na leitura e nos sentidos do texto anterior, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1-I Em uma de suas últimas entrevistas, o antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997) relatou que havia fugido do hospital onde se submetia a tratamento contra um câncer, para terminar o livro que considerava o coroamento de sua obra: O povo brasileiro, publicado em 1995. Na mesma entrevista, reconhecia ser um homem de “muitas peles”: foi etnólogo indigenista, antropólogo, educador, gestor público, político militante e romancista. Entretanto, dizia ter fracassado em sua missão de tornar o Brasil aquilo que “poderia ser”. “Darcy Ribeiro é uma figura fascinante e um dos autores latino-americanos que projetaram mais futuros. Em alguns dos textos, ele parece comentar em voz alta as alternativas, utópicas e distópicas, para o Brasil e a América Latina”, observa o sociólogo Fabrício Pereira da Silva. “Este é um momento excelente para reexaminar suas ideias, suas utopias e seus projetos.” Sua carreira de educador teve início na Escola Brasileira de Administração Pública, da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, onde, durante dois anos, ensinou etnologia brasileira. Na mesma época, participou da fundação do Museu do Índio, em 1953, e, dois anos mais tarde, da criação do primeiro curso de pós-graduação em antropologia cultural no Brasil. Ao deixar o Serviço de Proteção aos Índios, lecionou na Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nesse período, desenvolveu trabalhos com o pedagogo Anísio Teixeira (1900-1971), uma das principais referências em educação no Brasil e defensor do ensino básico integral. Sua influência perduraria por toda a trajetória de Darcy Ribeiro e se concretizaria no projeto dos centros integrados de educação pública (CIEP), escolas de tempo integral criadas no Rio de Janeiro nos anos 80 do século passado. A crítica ao colonialismo, a análise dos povos latino-americanos e a valorização do ponto de vista indígena fazem da obra de Darcy Ribeiro uma fonte de inspiração para pesquisadores do campo de estudos pós-coloniais e decoloniais, de acordo com Pereira da Silva. “São releituras e apropriações, porque, quando ele publicou, esses termos não eram usados. A tendência ao evolucionismo e ao eurocentrismo de seus primeiros anos deu lugar, no exílio, a uma visão mais diversificada, em que a América Latina aparece como um polo civilizacional”, afirma. Apesar de ter sido reitor, fundador e reformador de universidades, Darcy viveu a maior parte de sua carreira fora de instituições universitárias brasileiras. Entretanto, jamais deixou de refletir sobre seu projeto para o ensino superior. Publicou livros como A universidade necessária e La universidad latinoamericana, em que expôs seu projeto baseado em interdisciplinaridade, investimento em pesquisa científica avançada, compromisso social e participação do corpo discente na tomada de decisões. A respeito das ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB3A1-I Ao final do período de revoluções e guerras que caracterizaram a virada do século XVIII para o XIX, os recém-emancipados países da América e os antigos Estados europeus se viram diante da necessidade de criar estruturas de governo, marcando a transição do Antigo Regime ao constitucionalismo e do colonialismo à independência. Os arquitetos da nova ordem se inspiraram em fontes antigas e modernas: de Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.) e Políbio (c.200 a.C. – c.118 a.C.) a John Locke (1632 – 1704) e Montesquieu (1689 – 1755). Um dos principais problemas com os quais lideranças e pensadores políticos se confrontaram estava materializado em uma passagem do poeta satírico romano Juvenal (c.55 – c.127), em que se lê: “Quis custodiet ipsos custodes?”, traduzida como “Quem vigia os vigias?” ou “Quem controla os controladores?”. “Uma coisa é teorizar sobre a separação em três poderes, como lemos em Montesquieu. Outra coisa é colocar em prática”, observa a historiadora Monica Duarte Dantas, do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo. “Aí surgem os problemas, porque um poder pode tentar assumir as atribuições de outro. Não era possível antever todas as questões que iriam aparecer, até porque havia assuntos que diziam respeito a mais de um poder. Na prática, era preciso definir a quem competia o quê. Essas questões emergiram rapidamente nos séculos XVIII e XIX, quando se tentou colocar em prática a separação de poderes.” Alguém que acompanhasse os trabalhos de elaboração de textos constitucionais no início do século XIX não necessariamente apostaria que, ao final desse período, estaria consolidado um modelo de organização do Estado em que o poder se desdobraria em três partes: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, conforme apresentado pelo filósofo francês Montesquieu em O espírito das leis (1748). Havia projetos com quatro, cinco ou até mais poderes. Na França, o filósofo político franco-suíço Benjamin Constant (1767 – 1830) imaginou meia dezena: o Judiciário, o Executivo, dois poderes representativos, correspondentes ao Legislativo — o da opinião (Câmara Baixa) e o da tradição (Câmara Alta) —, e um poder “neutro”, exercido pelo monarca. O revolucionário venezuelano Simon Bolívar (1783 – 1830) chegou a formular a ideia, em 1819, de um “poder moral” que deveria cuidar, sobretudo, de educação. As mesmas preocupações estavam na cabeça dos deputados na primeira Assembleia Constituinte do Brasil, em 1823. Até que, em novembro, o conflito de poderes se concretizou: tropas enviadas pelo imperador Dom Pedro I (1789 – 1834) dissolveram a assembleia. Em março do ano seguinte, quando o imperador outorgou a primeira Constituição brasileira, ela se afastava pouco do projeto elaborado em 1823, mas continha uma diferença crucial: os poderes eram quatro e incluíam um Moderador. Entretanto, só em dois países esse quarto poder chegou a ser formalmente inscrito no texto constitucional, como uma instituição em separado. O Brasil, com o título 5.º da Constituição de 1824, e Portugal, em 1826, com a Carta Constitucional outorgada também por Dom Pedro — em Portugal, IV, e não I —, no breve período de seis dias em que acumulou a coroa de ambos os países. As funções do Poder Moderador, tanto na doutrina de Constant quanto na Constituição brasileira, guardam semelhanças com algumas das funções que hoje cabem às cortes supremas — no Brasil, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de garantir que a atuação dos poderes, seja na formulação de leis, seja na administração pública ou no julgamento de casos, não se choque com as normas constitucionais. Considerando os sentidos e a organização do texto CB3A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos e à estruturação do texto CB3A1-I, julgue os itens subsequentes.","Texto CG2A1-II Estima-se que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente por causa da depressão e da ansiedade, custando à economia mundial quase 1 trilhão de dólares. Os dados são do relatório Diretrizes sobre Saúde Mental no Trabalho, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em setembro de 2022, e confirmam a necessidade de se trazer o debate ainda mais à tona. Na mesma época, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicou uma nota conjunta com a OMS, na qual as novas diretrizes são explicadas por meio de estratégias práticas para governos, empregadores, trabalhadores e suas organizações, nos setores públicos e privados. “De acordo com as diretrizes globais, 60% da população mundial trabalha e esse trabalho pode impactar a saúde mental tanto de forma positiva quando negativa. As diretrizes também apontam questões importantes referentes à inserção e à permanência de pessoas com problemas de saúde mental no mercado de trabalho. Além do estigma e das barreiras que essas pessoas vivenciam para ingressar no mercado de trabalho, a ausência de estruturas de suporte afeta a sustentação das atividades laborais”, explica a consultora nacional de saúde mental da OMS, Cláudia Braga. De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em 2022, 209.124 mil pessoas foram afastadas do trabalho por transtornos mentais, entre depressão, distúrbios emocionais e Alzheimer, enquanto, em 2021, foram registrados 200.244 afastamentos. “Esse cenário nos mostra a importância de discutirmos essas questões e esperamos que essas diretrizes possam nortear os debates sobre as responsabilidades dos diferentes atores, de modo a mobilizarmos esforços para prevenir os impactos negativos do trabalho na saúde mental, promover e proteger a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores e trabalhadoras, assim como dar suporte às pessoas com problemas de saúde mental para que tenham seus direitos garantidos”, afirma a consultora da OMS. Julgue os itens que se seguem, considerando as ideias e estruturas linguísticas do texto CG2A1-II.\n\n\n\nNo que se refere a aspectos linguísticos do texto CG2A1-II, julgue os seguintes itens.","Texto CB1A1-II Em 23/3/2023, o presidente da PETROBRAS, Jean Paul Prates, afirmou à imprensa que a companhia não deve praticar o preço de paridade internacional (PPI). “Se lá fora o preço do petróleo diminuiu, entendo que diminuiu também em termos de insumos para as refinarias, logo isso tem de refletir no preço para o consumidor final. Não é necessário que o preço do combustível esteja amarrado ao preço do importador, que é o nosso principal concorrente. Ao contrário. Paridade de importação não é preço que a companhia deve praticar.” Prates disse que, em sua gestão como presidente da estatal, não haverá o “dogma do preço de paridade internacional (PPI)”, abrindo espaço para a negociação de preços que levem em consideração o cenário econômico nacional. Instituída em 2016, a política do PPI prevê que a PETROBRAS alinhe os valores que cobra das distribuidoras pelo combustível ao que é cobrado pelas importadoras que trazem o petróleo refinado em forma de diesel e gasolina para o Brasil. Questionado se haverá redução no preço da gasolina, Jean Paul Prates disse que as equipes estão avaliando o mercado sobre possíveis oscilações no preço do combustível. “A gente está avaliando a referência internacional e o mercado brasileiro. Essa é a nossa política agora. O mercado nacional é composto pelo que é produzido aqui com o produto importado. Sempre que a gente puder ter o preço mais barato para vender para o nosso cliente, para o nosso consumidor brasileiro, a gente vai fazer isso”, concluiu. O presidente da companhia também garantiu que a venda dos ativos do Polo Bahia Terra, em negociação entre a PETROBRAS e um consórcio formado por PetroReconcavo e Eneva, está sendo reavaliada sob uma nova ótica e que nada está decidido. Segundo ele, “o que está assinado será cumprido; o que não está assinado será revisto”. Em relação às ideias do texto CB1A1-II, julgue os próximos itens.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens que se seguem.","Considerando aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A2-I A Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em sua 41.ª sessão, reconhece os impactos profundos e dinâmicos, positivos e negativos da inteligência artificial (IA) nas sociedades, no meio ambiente, nos ecossistemas e nas vidas humanas, inclusive na mente humana, em parte devido às novas formas como seu uso influencia o pensamento, a interação e a tomada de decisões e afeta a educação, as ciências humanas, sociais e naturais, a cultura, a comunicação e a informação. A Conferência considera que as tecnologias de IA podem ser de grande utilidade para a humanidade e podem beneficiar todos os países, mas também suscitam questões éticas fundamentais, por exemplo, em relação às distorções que podem incorporar e exacerbar, o que resultaria potencialmente em discriminação, desigualdade, exclusão digital, exclusão em geral e ameaça à diversidade cultural, social e biológica, além de divisões sociais ou econômicas. Suscitam, ainda, questões relativas à necessidade de transparência e compreensibilidade do funcionamento dos algoritmos e dos dados com que eles foram alimentados, além de seu potencial impacto sobre, entre outros aspectos, a dignidade humana; os direitos humanos e as liberdades fundamentais; a igualdade de gênero; a democracia; os processos sociais, econômicos, políticos e culturais; as práticas científicas e de engenharia; o bem-estar dos animais; o meio ambiente e os ecossistemas. A Conferência reconhece, ainda, que as tecnologias de IA podem aprofundar as divisões e as desigualdades existentes no mundo, dentro dos países e entre eles, e que a justiça, a confiança e a equidade devem ser defendidas para que nenhum país e nenhum indivíduo sejam deixados para trás, seja em razão do acesso justo às tecnologias de IA e de seus benefícios, seja em razão de medidas de proteção contra suas implicações negativas. Reconhecem-se as diferentes circunstâncias de diferentes países e respeita-se o desejo de algumas pessoas de não participar de todos os desenvolvimentos tecnológicos. Com base nas considerações acima, entre outras, a UNESCO aprova a presente Recomendação sobre a Ética da Inteligência Artificial. A respeito das ideias veiculadas no texto CB1A2-I, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens seguintes, referentes aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto CB1A2-I.","Texto CB1A1-II O conceito de civilização não pode ser precisamente definido, não apenas por ser um processo evolucionário, mas também por ter se manifestado de formas muito diferentes através dos tempos. Entre as civilizações antigas, havia múltiplas diferenças nas crenças religiosas, nos costumes sociais, nas formas de governo e na criação artística. Contudo, uma faceta de fundamental importância para todas elas era a tecnologia, que, em sentido mais amplo, pode significar a aplicação do conhecimento para finalidades práticas. Hoje, a tecnologia é, na prática, sinônimo de ciência aplicada, mas as tecnologias básicas — tais como agricultura, construção, cerâmica, tecidos — foram originalmente empíricas e transmitidas de uma geração para outra, enquanto a ciência, no sentido de pesquisa sistemática das leis do universo, é um fenômeno relativamente recente. A tecnologia foi fundamental, já que proporcionava os recursos necessários para sociedades organizadas, e essas sociedades tornaram possíveis não apenas a divisão do trabalho — por exemplo, entre trabalhadores da terra, oleiros, marinheiros e similares —, como também um ambiente no qual puderam florescer as artes em geral, não necessárias à vida no dia a dia. A maioria dessas artes dependia de alguma espécie de suporte tecnológico: o escultor requeria ferramentas, o escritor necessitava de tinta e de papiro (ou papel, mais tarde), o dramaturgo precisava de teatros especialmente construídos. Julgue os itens seguintes com base nas ideias do texto CB1A1-II.\n\n\n\nJulgue os itens a seguir, referentes a aspectos gramaticais do texto CB1A1-II.","Texto CG2A1-I Apesar da existência de uma legislação própria para o tema, o volume de crimes cibernéticos no Brasil vem crescendo, sobretudo em tempos de pandemia, com o consequente desenvolvimento de uma maior dependência dos sistemas conectados. Em 2020, foram registradas 156.692 denúncias, um número bastante superior ao apresentado no ano de 2019, quando 75.428 casos foram contabilizados. Delitos relacionados à pornografia infantil caracterizam 98.244 denúncias, sendo este o crime mais cometido. Infrações relacionadas a racismo e discriminação estão no segundo lugar dos casos registrados, de acordo com a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, uma parceria da ONG Safernet e com o Ministério Público Federal. Os crimes cibernéticos de natureza financeira — como invasão de computadores, roubo de senhas e dados bancários, além de golpes gerais de extorsão — também aumentaram, e grande parte das ações tiram proveito da pandemia. Em 2020, houve registros do aumento em 41.000% de sites com termos relacionados a “coronavírus” e a “covid” em seu domínio. Golpes recentes praticados no Brasil utilizam fundos de garantia e informações sobre calendário de vacinação para chamar a atenção das vítimas: em junho de 2021, criminosos usaram o FGTS para roubar dinheiro pela Internet; em maio de 2021, hackers usaram a procura pela vacina contra o coronavírus para interceptar dados bancários. Crimes cibernéticos podem assumir várias formas, mas há dois tipos mais praticados: crimes que visam o ataque a computadores — seja para obter dados, seja para extorquir as vítimas, seja para causar prejuízos a terceiros — e crimes que usam computadores para realizar outras atividades ilegais — nesses casos, dispositivos e redes servem como ferramentas para o criminoso. Julgue os itens que se seguem, relativos às ideias veiculadas no texto CG2A1-I.\n\n\n\nAcerca das estruturas linguísticas do texto CG2A1-I, julgue os itens a seguir.","Texto CB2A1-I Ser mais humano em meio a um mundo cada vez mais digital — esse é o grande desafio das organizações para o ano de 2022 no Brasil e em todo o mundo. O equilíbrio entre home office e escritório, em um modelo híbrido de trabalho, deve ser a tendência para os próximos anos. E, no contexto da vida pós-pandemia, há desafios que os departamentos de recursos humanos (RH) vão enfrentar para manter uma relação saudável e positiva entre empresas e colaboradores e garantir, ainda, a produtividade do negócio. E no meio de tudo isso, a tecnologia mais uma vez surge como a viabilizadora de bons resultados. O primeiro desafio do RH é demonstrar segurança em um mundo de incertezas. É fundamental que toda a comunicação da companhia com seus colaboradores seja feita de maneira clara, precisa e sem hesitação, para evitar dúvidas e ansiedades, transmitindo-se segurança às equipes de trabalho. Nesse sentido, uma plataforma digital workplace, a famosa intranet, é uma ferramenta indispensável para sustentar uma comunicação de fato eficiente. Não há mais espaço para um modelo de trabalho independente e não colaborativo nas organizações, depois de quase dois anos de mudanças profundas nas relações de trabalho. Se o RH não dá as respostas certas no tempo certo, os gestores tendem a agir sozinhos em busca de soluções para seus desafios de atração e retenção de talentos. O resultado é uma desvalorização da área de recursos humanos, que é um dos pilares para a produtividade e sustentabilidade de qualquer empresa. O suporte da tecnologia ganha um papel cada vez mais estratégico para apoiar a tomada de decisão, que precisa ser cada vez mais humanizada. Não se trata de usar a tecnologia para automatizar e otimizar processos em uma estrutura “robotizada”, mas de ampliar o uso de ferramentas que humanizem as relações a partir de dados mais ricos e informações mais completas e valiosas, para buscar o melhor tanto para os colaboradores quanto para a própria empresa. Em 2022, o foco deve ser encontrar soluções que possam resolver os desafios da gestão de capital humano das organizações. Mesmo com toda a tecnologia existente, a ideia não é substituir pessoas, mas conferir-lhes poder para que suas tomadas de decisões sejam ainda melhores. É a tecnologia viabilizando relações mais humanas, precisas, por meio de dados reais, confiáveis. Esse é o caminho para o futuro. Considerando as ideias do texto CB2A1-I e sua tipologia, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue os seguintes itens.","Texto CG1A1-I Entre 2016 e 2020, 35 mil crianças e adolescentes de 0 a 19 anos de idade foram mortos de forma violenta no Brasil — uma média de 7 mil por ano. Além disso, de 2017 a 2020, 180 mil sofreram violência sexual — uma média de 45 mil por ano. É o que revela o documento Panorama da Violência Letal e Sexual contra Crianças e Adolescentes no Brasil, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Segundo o documento, a violência se dá de forma diferente de acordo com a idade da vítima. Crianças morrem, com frequência, em decorrência da violência doméstica, perpetrada por um agressor conhecido. O mesmo vale para a violência sexual contra elas, cometida dentro de casa, por pessoas próximas. Já os adolescentes morrem, majoritariamente, fora de casa, vítimas da violência armada urbana e do racismo. Conforme os dados constantes no referido documento, a maioria das vítimas de mortes violentas é adolescente. Das 35 mil mortes violentas de pessoas com idade até 19 anos identificadas entre 2016 e 2020, mais de 31 mil tinham idade entre 15 e 19 anos. A violência letal, nos estados com dados disponíveis para a série histórica, teve um pico entre 2016 e 2017, e vem caindo, voltando aos patamares dos anos anteriores. Ao mesmo tempo, o número de crianças de até 4 anos de idade vítimas de violência letal aumenta, o que traz um sinal de alerta. “A violência contra a criança acontece, principalmente, em casa. A violência contra adolescentes acontece na rua, com foco em meninos negros. Embora sejam fenômenos complementares e simultâneos, é crucial entendê-los também em suas diferenças, para desenhar políticas públicas efetivas de prevenção e resposta às violências”, afirma Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil. Os dados publicados no panorama foram obtidos pelo FBSP, por meio da Lei de Acesso à Informação. Foram solicitados a cada estado brasileiro os dados de boletins de ocorrência dos últimos cinco anos, referentes a mortes violentas intencionais (homicídio doloso; feminicídio; latrocínio; lesão corporal seguida de morte; e mortes decorrentes de intervenção policial) e violência sexual (estupros e estupros de vulneráveis) contra crianças e adolescentes. Essas informações não são sistematicamente reunidas e padronizadas, tratando-se, portanto, de uma análise inédita e essencial para a prevenção e a resposta à violência contra meninas e meninos. Em relação às ideias veiculadas no texto CG1A1-I, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nA respeito de aspectos gramaticais e semânticos do texto CG1A1-I, julgue os itens subsequentes.","Texto CG1A1-I Um dos principais motores do avanço da ciência é a curiosidade humana, descompromissada de resultados concretos e livre de qualquer tipo de tutela ou orientação. A produção científica movida simplesmente por essa curiosidade tem sido capaz de abrir novas fronteiras do conhecimento e de, no longo prazo, gerar valor e mais qualidade de vida para o ser humano. O empreendimento científico e tecnológico é, sem dúvida alguma, o principal responsável por tudo que a humanidade construiu ao longo de sua história. Suas realizações estão presentes desde o domínio do fogo até as imensas potencialidades da moderna ciência da informação, passando pela domesticação dos animais, pelo surgimento da agricultura e indústria modernas e, é claro, pela espetacular melhora da qualidade de vida de toda a humanidade no último século. Além da curiosidade humana, outro motor importantíssimo do avanço científico é a necessidade de solução dos problemas que afligem a humanidade. Viver mais tempo e com mais saúde, trabalhar menos e ter mais tempo disponível para o lazer, reduzir as distâncias que separam os seres humanos — por meio de mais canais de comunicação ou de melhores meios de transporte — são alguns dos desafios e aspirações humanas para cuja solução, durante séculos, a ciência e a tecnologia têm contribuído. Apesar dos feitos extraordinários da ciência e dos investimentos públicos em ciência e tecnologia, verifica-se uma espécie de movimento de deslegitimação social do conhecimento científico no mundo todo. Recentemente, Tim Nichols, um reconhecido pesquisador norte-americano, chegou a anunciar a “morte da expertise”, título de seu livro sobre o conhecimento na sociedade atual, no qual ele descreve o sentimento de descrença do cidadão comum no conhecimento técnico e científico e, mais que isso, um certo orgulho da própria ignorância sobre vários temas complexos, especialmente sobre qualquer coisa relativa às políticas públicas. Vários fenômenos sociais recentes, como o movimento antivacina ou mesmo a desconfiança sobre a fatalidade do aquecimento global, apesar de todas as evidências científicas, parecem corroborar a análise de Nichols. A despeito da qualidade de vida ter melhorado nos últimos séculos, em grande medida graças ao avanço científico e tecnológico, a desigualdade vem aumentando no período mais recente. Thomas Piketty evidenciou um crescimento da desigualdade de renda nas últimas décadas em todo o mundo, além de mostrar que, no início deste século, éramos tão desiguais quanto no início do século passado. Esse é um problema mundial, mas é mais agudo em países em desenvolvimento, como o Brasil, onde ainda abundam problemas crônicos do subdesenvolvimento, que vão desde o acesso à saúde e à educação de qualidade até questões ambientais e urbanas. É, portanto, nesta sociedade desigual, repleta de problemas e onde boa parte da população não compreende o que é um átomo, que a atividade científica e tecnológica precisa se desenvolver e se legitimar. Também é esta sociedade que decidirá, por meio dos seus representantes, o quanto de recursos públicos deverá ser alocado para a empreitada científica e tecnológica. Em relação às ideias do texto CG1A1-I e à sua tipologia, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-I As pessoas que driblaram o desemprego trabalhando por conta própria desde o início da pandemia estão ganhando 31% menos em comparação com as que optaram por esse tipo de trabalho dois anos antes da covid-19. Entre estas, o rendimento médio mensal era de R$ 2.074, enquanto, entre aquelas, o rendimento é de R$ 1.434. Os dados, publicados no Boletim Emprego em Pauta, são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e foram obtidos a partir de uma análise comparativa que levou em conta os resultados referentes ao quarto trimestre de 2021 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Ao final de 2021, o número de trabalhadores por conta própria havia crescido 6,6%. A maioria não tem nenhuma proteção social, o que confirma a precarização do trabalho até mesmo para quem conseguiu se manter no mercado por conta própria. Três em cada quatro pessoas que trabalham por conta própria deixam de contribuir para a previdência social, ou seja, apenas 12,7% desses trabalhadores conseguem pagar a contribuição previdenciária para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para terem alguma segurança no futuro com a aposentadoria e outros benefícios. Entre os mais antigos, o percentual era de 58,3%. Os técnicos do DIEESE sugerem as seguintes hipóteses para explicar esse percentual menor de inscrição no cadastro nacional da pessoa jurídica (CNPJ) entre aqueles que começaram a trabalhar mais recentemente por conta própria: a baixa remuneração e a incerteza do negócio, assim como a preocupação com o endividamento que a regularização do trabalho pode gerar. Em relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.","É notável que todo o percurso filosófico desenvolvido por Karl Popper trouxe grandes contribuições para a epistemologia da primeira metade do século XX, bem como críticas ao positivismo lógico, pensamento que era considerado na época como imperioso. Nas páginas das obras do filósofo austríaco, constata-se não só seu incômodo perante os problemas da indução e do verificacionismo, mas também a preocupação epistemológica, ética, social e política, isto é, formas de verificar e observar — empirismo — os objetos na natureza de modo racional. Essas questões pressupõem não somente seu modo de compreender e tentar solucionar problemas filosóficos, mas também o que foi enfatizado diversas vezes em seus escritos, que é esta a proposta da busca de um mundo melhor: a defesa de uma sociedade aberta, crítica e libertária. De início, vale considerar a análise da tolerância como fundamento do método falseacionista, do racionalismo crítico e da prática política no pensamento de Karl Popper. No que se refere às ideias e a aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1-I A teoria das causas cerebrais dos transtornos mentais passou gradualmente a ironizar tudo o que se relacionava com a forma de vida do sujeito, compreendida como unidade entre linguagem, desejo e trabalho. As narrativas de sofrimento da comunidade ou dos familiares com quem se vive, a própria versão do paciente, o seu “lugar de fala” diante do transtorno, tornaram-se epifenômenos, acidentes que não alteram a rota do que devemos fazer: correção educacional de pensamentos distorcidos e medicação exata. Quarenta anos depois, acordamos em meio a uma crise global de saúde mental, com elevação de índices de suicídio, medicalização massiva receitada por não psiquiatras e insuficiência de recursos para enfrentar o problema. Esse é o custo de desprezar a cultura como instância geradora de mediações de linguagem necessárias para que enfrentemos o sofrimento antes que ele evolua para a formação de sintomas. Esse é o desserviço dos que imaginam que teatro, literatura, cinema e dança são apenas entretenimento acessório — como se a ampliação e a diversidade de nossa experiência cultural não fossem essenciais para desenvolver capacidade de escuta e habilidades protetivas em saúde mental. Como se eles não nos ensinassem como sofrer e, reciprocamente, como tratar o sofrimento no contexto coletivo e individual do cuidado de si. Acerca das ideias do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os próximos itens, relativos aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","Texto CB3A1 Em 2007, o Brasil recebeu a exposição de anatomia intitulada Bodies revealed: fascinating + real, traduzida como Corpo humano: real e fascinante. Cerca de 670 mil pessoas de diversas cidades brasileiras puderam visitar a exposição na qual os objetos expostos eram nada menos do que 16 cadáveres e 225 órgãos humanos. Adentrar em um salão repleto de cadáveres estripados e mutilados deveria suscitar a mesma sensação de uma câmara dos horrores, já que os mortos são notoriamente objetos de tabu, fontes de mana, considerados impuros, perigosos e, não raramente, repugnantes. Entretanto, os corpos dissecados da exposição, apresentados esfolados ou fatiados, inteiros ou em partes, eviscerados ou não, e tematicamente organizados em sistemas — esquelético, muscular, nervoso, respiratório, digestório, excretor, reprodutor, circulatório — eram tratados como objetos de “arte”. Ao contrário daqueles grandes vidros de formol que distorcem a imagem do seu conteúdo desbotado, largamente usados em laboratórios e museus para conservar restos biológicos, Bodies revealed é um espetáculo cadavérico no qual corpos dissecados e partes corporais — reduzidos a formas, cores e texturas — são espetacularmente exibidos em pedestais, displays e caixas transparentes, distribuídos meticulosamente em espaços organizados e iluminados para realçar suas formas e cores. Há um evidente sensacionalismo mórbido nas exposições de corpos humanos, visto que não haveria o mesmo impacto se os corpos expostos fossem sintéticos ou de animais. Isto evidencia o fato de que a relação que se estabelece entre nós, espectadores, e os cadáveres expostos tem uma dimensão social, distinta da que teríamos se fossem apenas modelos de plástico ou cera, ainda que reproduções perfeitas, ou de um cadáver animal, qualquer que seja a técnica de conservação. As exposições de corpos humanos até podem oferecer motivações mais nobres do que o simples entretenimento mórbido, mas sem abrirem mão da morbidez como peça fundamental do espetáculo. Com efeito, o tom geral daqueles que defendem essas exposições apela para a utilidade educativa de se usarem corpos humanos reais, dissecados e modelados, em posições didáticas, pois essa técnica possibilita o acesso a “espécimes” cuja riqueza de detalhes e de informações era antes acessível apenas aos anatomistas. No que se refere aos sentidos do texto CB3A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1, julgue os itens que se seguem.","Uma das maiores festividades do Brasil! Essa é a Festa Nacional da Uva, o mais dinâmico símbolo de Caxias do Sul e da Serra Gaúcha. O evento comunitário é uma celebração da cultura dos imigrantes italianos, que fizeram da região sua morada. Em cada edição, milhares de pessoas ficam imersas na cultura, gastronomia, diversidade e alegria. No ano de 2022, não foi diferente. Mais de 350 mil pessoas visitaram a festa e se encantaram com as inúmeras atrações que valorizaram a gente e a cultura do lugar, como a vila dos distritos, a praça das cidades, a exposição de uvas, o pavilhão da agroindústria e os mais de 150 artistas regionais. Em termos de gastronomia, além dos restaurantes já existentes nos pavilhões, a vila dos distritos, a praça de alimentação e a praça das doceiras convidavam os visitantes a se deliciarem com opções que iam da típica polenta brustolada até o crepe, bem como com inúmeras opções de doces. A feira multissetorial contou com a presença de mais de 250 expositores de diversos segmentos. O centro de eventos recebeu expositores de vinícolas tradicionais da Serra Gaúcha, além de cervejarias, que também expuseram seus produtos no inédito bier garden, no mirante da festa. Além disso, o centro de eventos recebeu a praça das cidades, atração que reuniu 20 cidades vizinhas para mostrarem um pouco de sua cultura, sua arte, sua história e seus encantos. A tradicional exposição de uvas também aconteceu e foi um sucesso! Mais de 200 expositores apresentaram exemplares de diversas variedades da estrela da festa: a uva. A inovação e a tecnologia estiveram presentes no solo de inovação, atração inédita que trouxe diversas palestras, workshops, desafios e muitas oportunidades de colocar a mão na massa e vislumbrar uma infinidade de possibilidades para o futuro. Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens seguintes.","Texto CG1A1-I É uma falácia comum supor que mudanças graduais, pequenas, só podem engendrar resultados graduais, incrementais. Mas esse é um raciocínio linear, que parece ser nosso modo padrão de pensar a respeito do mundo. Isso pode decorrer do simples fato de que a maior parte dos fenômenos perceptíveis para os seres humanos, em escalas de tempo e de magnitude habituais e dentro do escopo limitado de nossos sentidos, tende a seguir direções lineares — duas pedras parecem duas vezes mais pesadas que uma; é necessária uma quantidade de comida três vezes maior para alimentar um número três vezes maior de pessoas, e assim por diante. No entanto, fora da esfera das ocupações humanas práticas, a natureza está cheia de fenômenos não lineares. Processos de extrema complexidade podem emergir de regras ou partes enganosamente simples, e pequenas mudanças num fator subjacente a um sistema complexo podem engendrar mudanças radicais e qualitativas em outros fatores que dele dependem. Pense neste exemplo muito simples: imagine que você tenha um bloco de gelo na sua frente e esteja aquecendo-o pouco a pouco. Na maior parte do tempo, o aquecimento por um grau a mais não causa nenhum efeito interessante: a única coisa que você tem e que não tinha um minuto atrás é um bloco de gelo ligeiramente menos gelado. Mas, então, chega-se a 0 °C e, assim que essa temperatura crítica é atingida, você vê uma mudança abrupta, espetacular. A estrutura cristalina do gelo desagrega-se, e, de repente, as moléculas de água começam a escorregar e a fluir livremente umas em torno das outras. Sua água congelada torna-se líquida, graças a um grau crítico de energia térmica. Nesse ponto-chave, mudanças incrementais cessaram de ter efeitos incrementais e precipitaram uma súbita mudança qualitativa chamada transição de fase. No que se refere aos sentidos do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue os itens subsecutivos.","Aprimorar a saúde mental e física, prevenir doenças, ajudar a suportar o estresse, lidar com sentimentos de impotência e racionalizar fracassos de modo mais positivo e produtivo: são essas as promessas de um amplo leque de técnicas que, baseadas na ciência, podem adequar-se a necessidades ou circunstâncias de qualquer um. Algumas visam alterar estilos cognitivos e emocionais — ou seja, como racionalizar as causas de sucessos e fracassos —, outras se concentram em repetir chavões de autoafirmação. Há ainda técnicas voltadas para treinar a esperança — pensamento orientado por objetivos em que as pessoas percebem que podem produzir itinerários para metas desejadas e a motivação necessária para segui-los —, praticar a gratidão e o perdão ou cultivar o otimismo — uma diferença individual variável que reflete em que medida as pessoas mantêm expectativas favoráveis sobre o futuro. Em síntese, todos esses métodos compartilham alguns atributos. De um lado, são feitos sob medida para um consumo rápido; de outro lado, dizem proporcionar retornos rápidos e mensuráveis em troca de pouco investimento e esforço. Considerando as ideias e as propriedades linguísticas do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1-II A palavra “corrupção” tem origem nas palavras latinas corruptio e corrumpere, que indicam algo que foi corrompido, deturpado. Por ela ser um termo polissêmico, entendemos que a sua história conceitual é incerta. É usual o tratamento da corrupção sob uma perspectiva moralista, como algo resultante da falta de caráter dos indivíduos. Contudo, tal abordagem não apresenta validade científica, já que moral é um atributo individual, dotado de subjetividade e culturalmente circunscrito. A manifestação de práticas corruptas pode-se dar em ambientes públicos ou privados, a partir de numerosos tipos de ação e em variada magnitude. Em todos os casos, a corrupção sempre se materializa a partir de trocas entre os agentes. Em relação a quem participa da troca corrupta, em situações nas quais há participação de agentes públicos, distinguem-se três tipos de corrupção: a grande corrupção, a corrupção burocrática (a pequena corrupção) e a corrupção legislativa. A primeira normalmente se refere a atos da elite política que cria políticas econômicas que a beneficiem. A segunda tem a ver com atos da burocracia em relação aos superiores hierárquicos ou ao público. A terceira se relaciona à compra de votos dos legisladores. Nas três formas, encontramos algum tipo de pagamento. Isso nos leva a concluir que a corrupção tem uma natureza essencialmente econômica: ela é uma troca socialmente indesejada. Com isso, queremos dizer que, apesar de não se configurar necessariamente como ilegal em todos os seus tipos, ela se configura como um jogo de soma zero entre a sociedade e os participantes do ato corrupto. Com base nas ideias do texto CB1A1-II, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens subsequentes.","Com base nas Normas para Padronização de Documentos da Universidade de Brasília, julgue os seguintes itens.","Texto CG1A1-II A crescente adoção do conceito de tecnologias sociais ocorre concomitantemente com o avanço de dois conceitos que lhe são complementares: economia solidária e capital social. As graves consequências do capitalismo e da globalização, refletidas em altos índices de desemprego, aumento de índices de violência e criminalidade, aprofundamento da pobreza e da degradação ambiental, não podem ser abordadas por projetos paternalistas e compensatórios. Ao contrário, requerem estudos aprofundados sobre um novo tipo de desenvolvimento. O professor Henrique Rattner pontua que, entre os cientistas sociais que se debruçam sobre os fracassos do desenvolvimento e suas causas, em todos os debates travados nos últimos anos, o conceito de capital social tem ocupado espaço crescente. O capital social, segundo Rattner, procura trabalhar com a necessidade gregária, o espírito de cooperação e os valores de apoio mútuo e solidariedade, com base na “eficiência social coletiva”. Capital social, segundo o estudioso John Durston, é o conjunto de normas, instituições e organizações que promovem a confiança, a ajuda recíproca e a cooperação e que incorporam benefícios como redução dos custos de transação, produção de bens públicos e facilitação da constituição de organizações de gestão de bases efetivas, de atores sociais e de sociedades civis saudáveis. Sua importância está na busca de estratégias de superação da pobreza e de integração de setores sociais excluídos. No Brasil, nas últimas décadas, tem havido uma multiplicação de experiências baseadas no conceito de economia solidária. Diferentemente de iniciativas meramente paliativas, como respostas emergenciais a situações de pobreza e miséria, há agora uma interpretação de que essas experiências devam ser uma base para a reconstrução do tecido social. Como diz o pesquisador Luis Inácio Gaiger, elas “constituiriam uma ação geradora de embriões de novas formas de produção e estimuladora de alternativas de vida econômica e social”. No que diz respeito aos sentidos e à estrutura do texto CG1A1-II, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nNo que se refere aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto CG1A1-II, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1-I Em 2015, pesquisadores argentinos anunciaram a descoberta dos fósseis da maior criatura da Terra. Eles estimaram que o dinossauro tivesse 40 metros de comprimento e 20 metros de altura (quando esticava o pescoço). Com 77 toneladas, teria sido tão pesado quanto 14 elefantes africanos e teria tido sete toneladas a mais do que o recordista anterior, o argentinossauro, também localizado na Patagônia. Um mês após o anúncio dos argentinos, paleontólogos brasileiros apresentaram um fóssil resgatado em Presidente Prudente (SP), que afirmaram ser do maior dinossauro do país. O Austroposeidon magnificus, como o chamaram, tinha 25 metros de comprimento e viveu há 70 milhões de anos, segundo os estudiosos. E o Planalto Central abrigou gigantes como esses? Embora escavações nunca tenham sido feitas no Distrito Federal e no Entorno até então, especialistas detectaram indícios de esqueletos de animais extintos e de instrumentos usados por homens das cavernas na região. O ser humano não conviveu com os dinossauros em nenhuma parte do mundo. Os dinossauros foram extintos há milhões de anos, antes do surgimento da humanidade. Mas o primeiro registro da presença humana no Planalto Central coincide com a fase de extinção dos primeiros animais que habitaram a região, bichos grandes e ferozes, como o tigre-dentes-de-sabre. Os homens da caverna também tinham a companhia de outros animais enormes, como o megatério, uma espécie de preguiça, e o gliptodonte, um tatu gigante de até um metro de altura. Por uma faixa de terra onde hoje é a América Central, animais do norte chegaram ao sul. Entre eles, o mastodonte, os cães-urso e os ancestrais dos cavalos, todos antigos moradores do cerrado. Apesar da longa coexistência, não há nenhuma evidência confiável de que o homem tenha caçado os animais gigantes de forma sistemática no território nacional ou mesmo na América do Sul, ao contrário do que ocorreu na América do Norte, onde mamutes e mastodontes eram presas constantes das populações humanas. O desaparecimento da megafauna no território nacional provavelmente não teve relação direta com a chegada do ser humano, como algumas hipóteses para essa extinção sugerem. Os pesquisadores Mark Hubbe e Alex Hubbe acreditam que a extinção dos animais tenha sido desencadeada por uma mudança climática. Na teoria deles, as espécies da megafauna teriam se extinguido gradualmente a partir da última grande glaciação, no fim do período chamado Pleistoceno (há aproximadamente 12 mil anos). Os maiores não teriam vivido além de dez mil anos atrás, e os menores teriam avançado um pouco além da nova era, até quatro mil anos atrás. Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nCom relação aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1-I Na ótica da saúde pública, pode-se conceituar a política de redução de danos como um conjunto de estratégias que visam minimizar os danos causados pelo uso de diferentes drogas, sem necessariamente exigir a abstinência de seu uso. Vale dizer, enquanto não for possível ou desejável a abstinência, outros agravos à saúde podem ser evitados, como, por exemplo, as doenças infectocontagiosas transmissíveis por via sanguínea, tais quais as hepatites e HIV/AIDS. Na concepção da política de redução de danos, tem-se como pressuposto o fator histórico-cultural do uso de psicotrópicos — uma vez que o uso dessas substâncias é parte indissociável da própria história da humanidade, a pretensão de um mundo livre de drogas não passa de uma quimera. Dentro dessa perspectiva, contemplam-se ações voltadas para as drogas lícitas e ilícitas, e suas intervenções não são de natureza estritamente públicas, delas participando, também, organizações não governamentais e necessariamente, com especial ênfase, o próprio cidadão que usa drogas. Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.",", será igual a: 1,00 ponto, caso a resposta do candidato esteja em 1,00 ponto negativo, caso a resposta do candidato esteja em","A palavra stalking, em inglês, significa perseguição, e é o termo utilizado pelo legislador na tipificação de um crime que engloba condutas que atentem contra a liberdade, a intimidade e a dignidade. Entende-se o stalking, ou o crime de perseguição, como um delito que exige uma perseguição reiterada pelo autor, não consentida pela vítima, que lhe cause medo, angústia e sentimentos afins, além de repercutir diretamente na sua vida de maneiras diversas. Embora, em tese, qualquer pessoa possa figurar como vítima desse crime, sabe-se que a mulher é o principal alvo nessa espécie delitiva — não é à toa que a criminalização da referida conduta era, havia tempos, uma das prioridades da bancada feminina da Câmara dos Deputados. Tanto é assim que são utilizadas como exemplo do que seria o stalking as situações em que a mulher é perseguida por um ex-companheiro que não se conforma com o término da relação ou em que alguém possui um sentimento de posse em relação à mulher e não desiste de persegui-la. Tal conduta abrange desde a violência psicológica, que pode causar danos imensuráveis à saúde da vítima, além de problemas no seu próprio cotidiano, no trabalho, na convivência profissional e familiar, até outras formas de violência, que podem culminar em resultados nefastos e irreparáveis. A tipificação do stalking, portanto, é um avanço significativo no combate à violência contra a mulher. No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens a seguir.","É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome? “Posso ajudá-lo, cavalheiro?” “Pode. Eu quero um daqueles, daqueles...” “Pois não?” “Um... como é mesmo o nome?” “Sim?” “Pomba! Um... um... Que cabeça a minha! A palavra me escapou por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima.” “Sim, senhor.” “O senhor vai dar risada quando souber.” “Sim, senhor.” “Olha, é pontuda, certo?” “O quê, cavalheiro?” “Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta; a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?” “Infelizmente, cavalheiro...” “Ora, você sabe do que eu estou falando.” “Estou me esforçando, mas...” “Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?” “Se o senhor diz, cavalheiro.” Acerca das ideias, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB4A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1-I Enquanto apenas 30% da população mundial vivia em ambiente urbano no ano de 1950, em 2018 esse índice já representava 55%, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU). A projeção de longo prazo da ONU indica a intensificação dessa tendência, com a população urbana mundial representando 68% do total em 2050. No Brasil, 36% da população era urbana em 1950, valor bastante próximo da média mundial até então. Nas décadas subsequentes, o país experimentou um rápido processo de urbanização, evidenciado pelo fato de que, no ano de 2018, expressivos 87% da população brasileira residia em ambientes urbanos. As projeções de mais longo prazo indicam que essa tendência deve se estabilizar em patamar próximo a 90%. As cidades representam o mais importante lócus de consumo de energia e emissões relacionadas. Estimativas da IEA (International Energy Agency), em 2016, indicavam que as cidades respondiam por 64% do uso global de energia primária e 70% das emissões globais de dióxido de carbono. Tal fato evidencia o papel central que as cidades têm e terão na determinação do padrão de uso de energia e de emissões de carbono dos países e do mundo. Em particular, a própria transição energética terá seu ritmo bastante afetado pelas mudanças que ocorrerem nas cidades. O mesmo vale para o uso eficiente de recursos (inclusive não energéticos), segurança energética e desenvolvimento sustentável. Para os estudos de planejamento energético, é importante identificar as mudanças estruturais que impactarão o uso de energia nas cidades no longo prazo. Do ponto de vista tecnológico, no momento em que, simultaneamente, emergem e convergem novas tecnologias de informação, novas tecnologias e modelos de negócios de geração de energia e novas formas de mobilidade, é possível vislumbrar revoluções em diferentes nichos que utilizarão a inteligência artificial, o uso massivo de dados (big data) e a Internet das Coisas como plataformas tecnológicas de propósito geral. Nesse pano de fundo, emergem fenômenos como cidades inteligentes e indústria 4.0, importantes evoluções no sentido de cidades sustentáveis. A implementação desses conceitos é acompanhada de um número crescente dos mais variados sensores nas mais diferentes situações, o que gera aumento exponencial de dados, que são utilizados para comunicação via Internet, em última instância, de forma a subsidiar tomadas de decisão mais eficientes. Para tornar essa revolução possível, é necessário significativo investimento em infraestrutura, que será a base da economia no futuro próximo. No entanto, deve-se reconhecer que uma cidade inteligente é um passo necessário, mas não suficiente, e que é preciso abranger mais do que a aplicação inteligente de tecnologia nas áreas urbanas. A adoção de tecnologia deve tornar as cidades mais sustentáveis, melhorando a qualidade de vida de sua população e sua relação com o meio ambiente. Assim, em relação ao uso de energia, é importante que as discussões sobre cidades inteligentes sejam feitas levando-se em consideração tópicos importantes no contexto de transição energética, como uso do espaço urbano e impactos sobre o bem-estar coletivo, mudanças climáticas, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e a economia circular. Com base nas ideias do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os itens subsequentes, relativos a propriedades linguísticas do texto CG1A1-I.","Texto CB1A1-I Não é preciso temer as máquinas, à maneira do Exterminador do futuro, para se preocupar com a sobrevivência da democracia em um mundo dominado pela inteligência artificial (IA). No fim das contas, a democracia sempre teve como alicerces os pressupostos de que nosso conhecimento do mundo é imperfeito e incompleto; de que não há resposta definitiva para grande parte das questões políticas; e de que é sobretudo por meio da deliberação e do debate que expressamos nossa aprovação e nosso descontentamento. Em certo sentido, o sistema democrático tem se mostrado capaz de aproveitar nossas imperfeições da melhor maneira: uma vez que de fato não sabemos tudo, e tampouco podemos testar empiricamente todas as nossas suposições teóricas, estabelecemos certa margem de manobra democrática, uma folga política, em nossas instituições, a fim de evitar sermos arrastados pelos vínculos do fanatismo e do perfeccionismo. Agora, novas melhorias na IA, viabilizadas por operações massivas de coleta de dados, aperfeiçoadas ao máximo por grupos digitais, contribuíram para a retomada de uma velha corrente positivista do pensamento político. Extremamente tecnocrata em seu âmago, essa corrente sustenta que a democracia talvez tenha tido sua época, mas que hoje, com tantos dados à nossa disposição, afinal estamos prestes a automatizar e simplificar muitas daquelas imperfeições que teriam sido — deliberadamente — incorporadas ao sistema político. Dessa forma, podemos delegar cada vez mais tarefas a algoritmos que, avaliando os resultados de tarefas anteriores e quaisquer alterações nas predileções individuais e nas curvas de indiferença, se reajustariam e revisariam suas regras de funcionamento. Alguns intelectuais proeminentes do Vale do Silício até exaltam o surgimento de uma “regulação algorítmica”, celebrando-a como uma alternativa poderosa à aparentemente ineficaz regulação normal. Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nCom relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.","Texto CG1A1-II As plantas, os animais domésticos e os produtos deles obtidos (frutas, ervas, carnes, ovos, queijos etc.) pertencem aos mais antigos produtos comercializáveis. A palavra latina para dinheiro, pecunia, deriva da relação com o gado (pecus). Esse comércio é provavelmente tão antigo quanto a divisão do trabalho entre agricultores e criadores de gado. Embora inicialmente o comércio e a distribuição econômica de produtos de colheita fossem geograficamente bem delimitados, eles conduziram a uma difusão cada vez mais ampla das sementes, desenvolvendo-se, então, um número cada vez maior de variações. Sem milênios de constantes contatos entre os povos e sem o trânsito intercontinental, o nosso cardápio teria uma aparência bastante pobre. Das aproximadamente trinta plantas que constituem os recursos de nossa alimentação básica, quase todas têm sua origem fora da Europa e provêm, predominantemente, de regiões que hoje enumeramos entre os países em desenvolvimento. Já que hoje as plantas nutritivas domésticas são cultivadas em praticamente todas as regiões habitadas, a humanidade também poderia alimentar-se, se o comércio de produtos agrários se limitasse a áreas menores, de proporção regional. O transporte de gêneros alimentícios por distâncias maiores se justifica, em primeiro lugar, para prevenir e combater epidemias de fome. Há, sem dúvida, uma série de razões ulteriores em favor do comércio mundial de gêneros alimentícios: a falta de arroz, chá, café, cacau e muitos temperos em nossos supermercados levaria a um significativo empobrecimento da culinária, coisa que não se poderia exigir de ninguém. O comércio internacional com produtos agrícolas aporta, além disso, às nações exportadoras a entrada de divisas, facilitando o pagamento de dívida. E, em muitos lugares, os próprios trabalhadores rurais e pequenos agricultores tiram proveito da venda de seus produtos a nações de alta renda, sobretudo quando ela ocorre segundo os critérios do comércio equitativo. Considerando as ideias e propriedades linguísticas do texto CG1A1-II, julgue os próximos itens.","Muitos meses atrás, a pandemia era encarada com outros olhos. À ideia de que a quarentena duraria quarenta dias, ou ao fato de os peixes terem voltado a nadar nos canais de Veneza, somava-se uma preocupação com a autoimagem: havia quem brincava, em grupos de redes sociais, por exemplo, que estava engordando, porque a única “distração” em casa era comer. Mas essa ideia, além de reforçar um discurso gordofóbico, ignora que muita gente não tinha nem um prato de arroz e feijão disponível. O relatório Efeitos da pandemia na alimentação e na situação da segurança alimentar no Brasil, publicado em abril deste ano, demonstra que houve uma redução geral da disponibilidade de alimentos nos domicílios em situação de insegurança alimentar, inclusive dos considerados não saudáveis. Há alguns meses, estamos ouvindo especialistas e conversando com trabalhadores para entender o que sobra no prato das famílias em situação de vulnerabilidade social em tempos de covid-19. Um grupo de pesquisadores da Freie Universität Berlin (FU Berlin) trouxe a resposta que não queríamos ter: o consumo de alimentos saudáveis diminuiu em 85% nos domicílios em situação de insegurança alimentar durante a pandemia. A maior redução encontrada pelo estudo foi das carnes, em 44% dos domicílios, seguida de frutas (40,8%), queijos (40,4%) e hortaliças e legumes (36,8%). De acordo com a pesquisa, os ovos podem ter sido substitutos da carne, com o maior aumento entre os alimentos da categoria, em quase 19%. Os autores da pesquisa destacam que, no período entre agosto e dezembro de 2020, quase 60% dos domicílios entrevistados estavam em algum nível de insegurança alimentar — isto é, quando a qualidade dos alimentos é inadequada ou a oferta é insuficiente. Desses, 15% estavam em situação de insegurança alimentar grave. Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1-II As plantas, os animais domésticos e os produtos deles obtidos (frutas, ervas, carnes, ovos, queijos etc.) pertencem aos mais antigos produtos comercializáveis. A palavra latina para dinheiro, pecunia, deriva da relação com o gado (pecus). Esse comércio é provavelmente tão antigo quanto a divisão do trabalho entre agricultores e criadores de gado. Embora inicialmente o comércio e a distribuição econômica de produtos de colheita fossem geograficamente bem delimitados, eles conduziram a uma difusão cada vez mais ampla das sementes, desenvolvendo-se, então, um número cada vez maior de variações. Sem milênios de constantes contatos entre os povos e sem o trânsito intercontinental, o nosso cardápio teria uma aparência bastante pobre. Das aproximadamente trinta plantas que constituem os recursos de nossa alimentação básica, quase todas têm sua origem fora da Europa e provêm, predominantemente, de regiões que hoje enumeramos entre os países em desenvolvimento. Já que hoje as plantas nutritivas domésticas são cultivadas em praticamente todas as regiões habitadas, a humanidade também poderia alimentar-se, se o comércio de produtos agrários se limitasse a áreas menores, de proporção regional. O transporte de gêneros alimentícios por distâncias maiores se justifica, em primeiro lugar, para prevenir e combater epidemias de fome. Há, sem dúvida, uma série de razões ulteriores em favor do comércio mundial de gêneros alimentícios: a falta de arroz, chá, café, cacau e muitos temperos em nossos supermercados levaria a um significativo empobrecimento da culinária, coisa que não se poderia exigir de ninguém. O comércio internacional com produtos agrícolas aporta, além disso, às nações exportadoras a entrada de divisas, facilitando o pagamento de dívida. E, em muitos lugares, os próprios trabalhadores rurais e pequenos agricultores tiram proveito da venda de seus produtos a nações de alta renda, sobretudo quando ela ocorre segundo os critérios do comércio equitativo. Considerando as ideias e propriedades linguísticas do texto CG1A1-II, julgue os próximos itens.\n\n\n\nAcerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CG1A1-II, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A2 população do planeta, e os processos de urbanização espalham globalmente, mas de forma desigual, tanto os benefícios quanto planejamento urbano e a gestão das cidades e áreas metropolitanas vêm sendo inseridos em discussões na busca de urbano, a fim de mitigar os impactos nocivos e adaptar o ordenamento territorial e a distribuição socioespacial das O movimento de (re)pensar o planejamento das cidades para que se obtenha um modelo em que o desenvolvimento urbano ser essencial daqui a alguns anos, considerando-se tanto as desigualdades que esses processos carregam em si quanto os Por um lado, uma parcela da população urbana usufrui dos avanços técnico-científicos, da infraestrutura e do conforto por outro lado, grande parte do mundo sofre com as consequências socioeconômicas das políticas econômicas e de e vulnerabilidade no mercado de trabalho e na gestão e no planejamento urbanos. As cidades, sejam elas grandes enquanto aglomerações urbanas, são permeadas, em diversos níveis, por questões de desigualdade socioeconômica e melhorar as condições ambientais, como propostas de consumo consciente e saneamento básico: o meio urbano e o padrão do promover mudanças nos padrões insustentáveis de consumo. Considerando as ideias do texto CB1A2, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nCom relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto CB1A2, julgue os próximos itens.","Julgue os itens a seguir, relativos aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado.","Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto apresentado, julgue os itens que se seguem.","Matriz_402_EMAPCB2_ Pag","Texto CB1A1AAA número de cursos frequentados, a qualificação dos professores seria extraordinária. Se a qualidade das escolas pudesse ser frequentadas pelos seus professores, aconteceria uma revolução em cada escola. Os professores fazem cursos, acumulam aos desafios que encaram na sala de aula. Esta preocupante realidade brasileira não difere de continuada de professores, decorrente da institucionalização de um subsistema de formação e do investimento de milhões de ou nada se alterou na atitude dos professores, pouco ou nada terá mudado nas suas práticas. porque se tenha insistido na crença da transferibilidade linear de saberes pretensamente adquiridos. Talvez porque se tenha como o professor ensina. Que o modelo predominante da formação universitária é, por vezes, a negação do que se porque se descurasse a necessidade de criar dispositivos de autoformação cooperativa, que rompessem com a cultura do escolas. Talvez... Não será difícil caracterizar os programas de formação primordial é o de adaptar os professores a “novas” técnicas ou processos. esta prática de formação não tenha servido ao que se propôs. E não se poderá imputar a responsabilidade à incipiente programas ou ao tradicional individualismo dos professores. Estes programas mantêm grande número de professores como Acredito que a formação acontece quando um professor se decifra através de um diálogo entre o eu que age efetivo projeto, identifica as suas fragilidades e compreende que é obra imperfeita de imperfeitos professores. Considerando as ideias expressas no texto CB1A1AAA e a sua tipologia, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, com relação aos aspectos gramaticais do texto CB1A1AAA.","Texto para os itens de 7 a 11 vários problemas. Grande parte dos médicos e da população acreditava que a doença se transmitia pelo contato com roupas, acreditava em uma nova teoria: o transmissor da febre amarela era um mosquito. Assim, suspendeu as desinfecções, método sanitárias com brigadas que percorreram casas, jardins, quintais e ruas, para eliminar focos de insetos. Sua atuação provocou Em 1904, a oposição a Oswaldo Cruz atingiu seu ápice. Com o recrudescimento dos surtos de varíola, o população. Os jornais lançaram uma campanha contra a medida. O congresso protestou e foi organizada a Liga Contra rebelião popular e, no dia 14, a Escola Militar da Praia Vermelha se levantou. O governo derrotou a rebelião, mas Oswaldo Cruz acabou vencendo a batalha. Em 1907, a febre amarela estava erradicada do Rio de Janeiro. Em 1908, vacinação. O Brasil finalmente reconhecia o valor do sanitarista. Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto, julgue os itens que se seguem.","consegui-la. Enquanto o direito tiver de repelir o ataque causado pela injustiça — e isso durará enquanto o mundo A vida do direito é a luta: a luta de povos, de governos, de classes, de indivíduos. Todo o direito do mundo contrapôs teve de ser eliminado e todo direito, o direito de um povo ou o de um indivíduo, teve de ser conquistado com luta. Por isso, a justiça segura, em uma das mãos, a balança, com a qual pesa o direito, e, na outra, a espada, com a qual o defende. é a fraqueza do direito. Ambas se completam e o verdadeiro estado de direito só existe onde a força, com a qual a justiça justiça maneja a balança. O direito é um labor contínuo, não apenas dos situação de precisar defender seu direito participa desse trabalho, levando sua contribuição para a concretização da Com referência às ideias apresentadas no texto precedente e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens a seguir."],"questions":[{"id":"e2a925f09dac","number":8,"stem":0,"statement":"No último período do segundo parágrafo, estão flexionados na terceira pessoa do singular os verbos impelir, dar e fazer, devido à relação de concordância que estabelecem com a expressão “cérebro de aranha”, que funciona como sujeito das orações em que tais verbos aparecem.","answer":"E","source":{"slug":"IBAMA_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito de impele e de dá é o pronome relativo o que, que retoma todo o fato anterior — as aranhas terem cérebro de aranha —, e não a expressão cérebro de aranha isoladamente. Além disso fazê-lo não está flexionado na terceira pessoa do singular: é infinitivo, forma nominal sem concordância. O item erra o sujeito e ainda inclui na lista um verbo que não está conjugado.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"com a expressão “cérebro de aranha”, que funciona como sujeito das orações","corrected_statement":"No último período do segundo parágrafo, estão flexionados na terceira pessoa do singular os verbos impelir e dar, devido à relação de concordância que estabelecem com o pronome “o que”, que funciona como sujeito das orações em que tais verbos aparecem.","concept":"O que resume o fato anterior e funciona como sujeito","citation":null,"trap_note":"O pronome o que, no meio do período, retoma a oração inteira que veio antes, não o último substantivo dela. Por isso o verbo que ele governa fica no singular."}},{"id":"80bc86d7272f","number":8,"stem":1,"statement":"A correção gramatical e o sentido do texto seriam mantidos se a forma verbal “estabelecem” (segundo período do primeiro parágrafo) fosse substituída por impõe.","answer":"E","source":{"slug":"TCU_25_TEFC","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito é Os padrões de hoje, plural e anteposto. Impõe está no singular e não concorda com ele, de modo que a troca quebra a correção antes mesmo de se discutir o sentido. De hoje é adjunto preposicionado e não oferece um sujeito alternativo.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"A correção gramatical e o sentido do texto seriam mantidos","corrected_statement":"A correção gramatical do texto não seria mantida se a forma verbal “estabelecem” (segundo período do primeiro parágrafo) fosse substituída por impõe.","concept":"Troca de verbo não pode trocar o número","citation":null,"trap_note":"Quando a banca sugere substituir um verbo por outro, confira primeiro o número e só depois o sentido. A troca lexical costuma vir acompanhada de uma troca de flexão que passa despercebida."}},{"id":"00f3b36c4e9d","number":10,"stem":2,"statement":"No primeiro período do texto, a flexão da forma verbal “Existem” na terceira pessoa do plural justifica-se pela indeterminação do sujeito da oração.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Sujeito indeterminado é aquele que não se pode identificar, e aqui ele está escrito: muitas formas de fazer ciência é o sujeito de Existem. Existir não é impessoal — quem é impessoal é haver —, de modo que o plural do verbo é concordância comum com um sujeito expresso. A flexão está certa; a causa alegada é inventada.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"justifica-se pela indeterminação do sujeito da oração","corrected_statement":"No primeiro período do texto, a flexão da forma verbal “Existem” na terceira pessoa do plural justifica-se pela concordância com o sujeito “muitas formas de fazer ciência”.","concept":"Existir tem sujeito; haver existencial não tem","citation":null,"trap_note":"Existem muitas formas tem sujeito expresso; há muitas formas não tem sujeito nenhum. É o mesmo sentido com duas sintaxes opostas, e a prova explora exatamente essa diferença."}},{"id":"47610e7e38ae","number":12,"stem":3,"statement":"Seria mantida a correção gramatical do texto caso a forma verbal “é feita” (primeiro período do penúltimo parágrafo) fosse substituída por são feitos.","answer":"C","source":{"slug":"CAU_MG_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito é a maior parte dos investimentos em infraestruturas para o abastecimento de água das cidades, partitiva de núcleo singular e especificador plural. A concordância com investimentos leva a locução ao masculino plural, são feitos, e é tão correta quanto é feita. A troca acerta o número e o gênero do especificador.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Partitivo: concordância com o especificador leva também o gênero","citation":null,"trap_note":"Quando a partitiva troca de controlador, o particípio da passiva troca junto de gênero e número. É feita a maior parte, são feitos os investimentos."}},{"id":"786aa9e6dd93","number":12,"stem":4,"statement":"A correção gramatical do texto seria mantida caso a forma verbal “está” (primeiro período do segundo parágrafo) fosse flexionada no plural — estão.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_RS_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito é formado por dois infinitivos coordenados, fazer o diagnóstico da pegada de carbono de toda a cadeia e agir para reduzi-la. Infinitivos não determinados por artigo e que exprimem ações complementares mantêm o verbo no singular, e é o que o texto faz com está. O plural estão não encontra apoio: não há dois núcleos substantivos, e sim duas ações tomadas como um só programa.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"A correção gramatical do texto seria mantida","corrected_statement":"A correção gramatical do texto não seria mantida caso a forma verbal “está” (primeiro período do segundo parágrafo) fosse flexionada no plural — estão.","concept":"Sujeito formado por infinitivos não determinados: verbo no singular","citation":null,"trap_note":"Infinitivos coordenados como sujeito não são um sujeito composto comum. Sem artigo e exprimindo ações que se somam, o verbo fica no singular."}},{"id":"aa761d91857d","number":12,"stem":5,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias do texto, o segmento “88% da população urbana está conectada” (segundo período do segundo parágrafo) poderia ser assim reescrito: 88% dos habitantes das cidades estão conectados.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Com expressões de porcentagem, o verbo concorda com o número ou com o especificador que vem depois de de. Em 88% da população urbana está conectada, a concordância se faz com população, singular; trocando o especificador por dos habitantes das cidades, plural, a concordância passa a ser 88% dos habitantes estão conectados. As duas construções estão corretas e dizem a mesma coisa.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Porcentagem: o verbo concorda com o especificador","citation":null,"trap_note":"Em X% de Y, quem costuma comandar é Y. Trocado Y de número, o verbo e o particípio trocam junto, e a reescrita continua correta."}},{"id":"9dd27a4ea8dc","number":13,"stem":6,"statement":"No quinto parágrafo, a forma verbal “há” poderia ser substituída por existem, mantendo-se a correção gramatical e a coerência textual.","answer":"C","source":{"slug":"MP_CE_25_SERVIDOR","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Em há outros fatores que interferem na saúde mental, o verbo é existencial e portanto impessoal, sem sujeito. Existir tem sujeito e concorda com ele, e o sujeito seria outros fatores, plural; existem é exatamente a forma que esse plural exige. Por isso a troca preserva correção e coerência.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Haver impessoal × existir, que concorda com o sujeito","citation":null,"trap_note":"O que decide a troca de há por existir é o número do complemento, não o verbo. Se a forma proposta bate com esse número, o item é Certo."}},{"id":"bc55d26c731c","number":14,"stem":7,"statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, a flexão da forma verbal “se exerce” na terceira pessoa do singular justifica-se por sua concordância com o termo “corpo”, que é o referente do sujeito elíptico da oração em que a referida forma verbal ocorre.","answer":"E","source":{"slug":"PF_25_ADM","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Em sobre o que, então, se exerce, o se é apassivador e o sujeito paciente é a punição, retomado da oração anterior — a pergunta é sobre o que a punição se exerce. Corpo aparece antes como complemento de dirige-se, regido da preposição a, e não como sujeito de coisa nenhuma. O singular do verbo é real; o termo a que o item o prende, não.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"por sua concordância com o termo “corpo”","corrected_statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, a flexão da forma verbal “se exerce” na terceira pessoa do singular justifica-se por sua concordância com o termo “a punição”, que é o referente do sujeito elíptico da oração em que a referida forma verbal ocorre.","concept":"Se apassivador com sujeito elíptico retomado do período anterior","citation":null,"trap_note":"Em construções com se, procure o sujeito paciente, aquele que sofre a ação. O termo preposicionado mais próximo costuma ser complemento, e complemento não governa verbo."}},{"id":"a1e0055758d2","number":17,"stem":8,"statement":"Na estrutura “tenham sido desenvolvidos” (primeiro período do quarto parágrafo), o emprego da forma verbal “tenham” no plural e do termo “desenvolvidos” no masculino plural deve-se à necessidade de concordância com os termos “aparelhamento” e “atividades”, conjuntamente.","answer":"C","source":{"slug":"CAU_MG_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito da concessiva é composto e posposto, formado por o aparelhamento técnico e as atividades de captação de água, lavagem de roupa, banhos e despejo. Sujeito composto leva o verbo ao plural, e como os núcleos têm gêneros diferentes o particípio vai ao masculino plural. É esse o mecanismo que o item descreve ao falar em concordância com os dois termos conjuntamente.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Sujeito composto de gêneros diferentes: masculino plural","citation":null,"trap_note":"Com núcleos de gêneros diferentes, o masculino plural é a forma que abrange os dois. Não é preferência estilística: é a única saída quando o particípio tem de cobrir ambos."}},{"id":"e73403db59e4","number":17,"stem":3,"statement":"No trecho “captura de gases de efeito estufa, que ajuda a mitigar as mudanças climáticas” (primeiro período do último parágrafo), a flexão da forma verbal “ajuda” na terceira pessoa do singular justifica-se por sua concordância com a expressão “efeito estufa”, à qual o vocábulo “que” se refere.","answer":"E","source":{"slug":"CAU_MG_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O antecedente de que é captura, núcleo do sintagma captura de gases de efeito estufa: é a captura que ajuda a mitigar as mudanças climáticas. Efeito estufa está duas preposições adentro, dentro de de gases de efeito estufa, e termo regido de preposição não é antecedente nem sujeito. O singular de ajuda é real, mas vem de outro termo.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"por sua concordância com a expressão “efeito estufa”","corrected_statement":"No trecho “captura de gases de efeito estufa, que ajuda a mitigar as mudanças climáticas” (primeiro período do último parágrafo), a flexão da forma verbal “ajuda” na terceira pessoa do singular justifica-se por sua concordância com o termo “captura”, à qual o vocábulo “que” se refere.","concept":"Antecedente é o núcleo do sintagma, não o último substantivo","citation":null,"trap_note":"Em sintagmas encadeados por preposição, o antecedente do relativo é o primeiro núcleo, não o mais próximo. A banca oferece sempre o mais próximo."}},{"id":"c52205fc1d24","number":1,"stem":9,"statement":"Sem prejuízo da coerência e da correção gramatical do texto, o trecho “é descartada e acaba” (penúltimo período do texto) poderia ser substituído por são descartados e acabam, caso em que a concordância passaria a ser estabelecida com o vocábulo “resíduos”.","answer":"C","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito é a maioria dos resíduos, como cascas, sementes e polpa, partitiva de núcleo singular e especificador plural. Passando a concordância para resíduos, a locução vai ao masculino plural em são descartados e o verbo coordenado acompanha em acabam. O item propõe os dois ajustes, e por isso a reescrita se sustenta.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Partitivo: trocada a concordância, todos os verbos coordenados acompanham","citation":null,"trap_note":"Numa partitiva com dois verbos coordenados, a escolha do controlador vale para os dois. Item que troca só um está errado; item que troca os dois, como este, está certo."}},{"id":"7d2752f64e2c","number":3,"stem":10,"statement":"Na oração “mas havia pontos terrivelmente sérios” (quarto período), a flexão da forma verbal “havia” no singular justifica-se por ser facultativa sua concordância com “pontos terrivelmente sérios”.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Haver no sentido de existir é impessoal: não tem sujeito, e pontos terrivelmente sérios é objeto direto. Não há concordância facultativa nesse caso, e sim ausência de sujeito, o que torna o singular obrigatório. A flexão que o item descreve está certa; a causa que ele inventa para ela não existe.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"justifica-se por ser facultativa sua concordância com “pontos terrivelmente sérios”","corrected_statement":"Na oração “mas havia pontos terrivelmente sérios” (quarto período), a flexão da forma verbal “havia” no singular justifica-se por ser o verbo impessoal, sem sujeito com que concordar: “pontos terrivelmente sérios” é o seu objeto direto.","concept":"Haver existencial: singular obrigatório, não facultativo","citation":null,"trap_note":"Facultativo é a palavra favorita da banca em português, e quase sempre é mentira. Em haver existencial não há escolha: havia pontos é a única forma, e haviam pontos é erro."}},{"id":"606a837936d1","number":5,"stem":11,"statement":"Estaria mantida a correção gramatical do texto caso se substituísse “atinge” (primeiro período do segundo parágrafo) por atingem.","answer":"C","source":{"slug":"MP_TO_24_SERVIDOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O antecedente do relativo é uma gigantesca teia de normas, sintagma de núcleo singular com especificador plural. O verbo da adjetiva pode concordar com teia ou com normas, e as duas leituras são gramaticais: o que atinge as atividades é a teia, ou são as normas que a compõem. Atingem é a segunda opção.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Antecedente com núcleo singular e especificador plural","citation":null,"trap_note":"A liberdade das partitivas vale também para a oração adjetiva. Uma teia de normas que atinge ou que atingem: os dois números têm dono no período."}},{"id":"fcad102b51e6","number":5,"stem":12,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, a flexão dos termos “são” e “benefícios” no plural deve-se à concordância que estabelecem com “Inúmeros”, que funciona como sujeito da oração.","answer":"E","source":{"slug":"CNJ_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A ordem do período está invertida: o sujeito é os benefícios do oferecimento de produtos e da prestação de serviços, posposto ao verbo, e Inúmeros é o predicativo do sujeito, antecipado para o início da frase. Como predicativo concorda com o sujeito, o plural de Inúmeros é consequência da concordância, não a sua causa. O item toma o predicativo por sujeito e inverte a direção da regra.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"com “Inúmeros”, que funciona como sujeito da oração","corrected_statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, a flexão dos termos “são” e “Inúmeros” no plural deve-se à concordância que estabelecem com “os benefícios”, que funciona como sujeito da oração.","concept":"Predicativo anteposto × sujeito posposto","citation":null,"trap_note":"Em Inúmeros são os benefícios, Grandes foram as perdas, Poucos são os aprovados, o que abre a frase é predicativo. Devolva à ordem direta antes de decidir quem manda."}},{"id":"9eb2ad1e75b3","number":5,"stem":13,"statement":"A correção gramatical do quarto período do segundo parágrafo seria mantida caso a forma verbal “dependerá” fosse substituída pela locução irão depender.","answer":"E","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito de dependerá é a execução delas, singular. A locução equivalente teria de ser irá depender; irão depender deixa o verbo no plural diante de um sujeito singular. O plural de delas é o que torna a troca plausível, mas delas está regido de preposição e não é sujeito de nada.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"pela locução irão depender","corrected_statement":"A correção gramatical do quarto período do segundo parágrafo seria mantida caso a forma verbal “dependerá” fosse substituída pela locução irá depender.","concept":"Na locução verbal, quem concorda é o auxiliar, com o mesmo sujeito","citation":null,"trap_note":"Trocar um verbo simples por uma locução não muda o sujeito. Confira o número do auxiliar contra o núcleo do sujeito, ignorando os termos preposicionados no caminho."}},{"id":"9cf0ad663612","number":5,"stem":14,"statement":"No primeiro parágrafo, a substituição da forma verbal “caíram” (segundo período) por caiu alteraria o sentido do texto, porém sua correção gramatical seria preservada.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_GUARDA","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito de caíram é os indicadores do mesmo crime, plural e anteposto ao verbo. Nada no período licencia o singular: mesmo crime está regido de preposição e não é candidato a sujeito. Com caiu, o verbo deixa de concordar com o seu sujeito, de modo que a correção não é preservada.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"porém sua correção gramatical seria preservada","corrected_statement":"No primeiro parágrafo, a substituição da forma verbal “caíram” (segundo período) por caiu prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"Sujeito plural simples não admite verbo no singular","citation":null,"trap_note":"Quando o sujeito é um plural simples, sem coletivo, numeral partitivo ou porcentagem, não existe segunda flexão possível. A pergunta deixa de ser qual das duas e passa a ser se há mesmo duas."}},{"id":"d358402e6caa","number":5,"stem":15,"statement":"No sétimo período, o vocábulo “cuja” está flexionado no feminino e no singular porque estabelece concordância com a palavra “dor”.","answer":"E","source":{"slug":"FUNPRESP_24_EXE","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O pronome cujo não concorda com o antecedente, e sim com o substantivo que vem imediatamente depois dele, o que designa a coisa possuída. Em da dor, cuja presença se faz sentir, o feminino singular vem de presença; se o texto dissesse cujos efeitos, o pronome iria ao masculino plural sem que dor mudasse nada. O item acerta a flexão e erra o termo que a governa.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"estabelece concordância com a palavra “dor”","corrected_statement":"No sétimo período, o vocábulo “cuja” está flexionado no feminino e no singular porque estabelece concordância com a palavra “presença”.","concept":"Cujo concorda com o consequente, nunca com o antecedente","citation":null,"trap_note":"Com cujo, olhe sempre para a direita. O antecedente estabelece a relação de posse; quem manda no gênero e no número é a palavra que vem logo depois do pronome."}},{"id":"065dab705ac3","number":6,"stem":16,"statement":"Pela estruturação do penúltimo parágrafo, conclui-se que a forma verbal “levava”, em “no jornal que levava para casa” (segundo período), concorda com a primeira pessoa do singular.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Levava é forma sincrética: serve à primeira e à terceira pessoa do singular, e a desinência não distingue as duas. Quem desfaz o empate é o contexto, e no trecho quem levava o jornal para casa é o próprio narrador, sujeito elíptico de primeira pessoa. A concordância existe; o que falta é marca visível dela.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Formas sincréticas de primeira e terceira pessoa no pretérito imperfeito","citation":null,"trap_note":"No pretérito imperfeito, no futuro do pretérito e no subjuntivo, eu e ele têm a mesma forma. Quando o item afirmar que a concordância é com a primeira pessoa, a prova está no sujeito elíptico do contexto, não na desinência."}},{"id":"e7a86c3b3258","number":6,"stem":17,"statement":"A substituição da forma verbal “há” (primeiro parágrafo) por existe preservaria a correção gramatical e os sentidos do texto.","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Haver existencial fica no singular porque não tem sujeito, e diferentes abordagens é o seu objeto direto. Ao trocar por existir, esse mesmo termo vira sujeito, e o verbo passa a concordar com ele: a forma exigida é existem, no plural. Existe deixaria um sujeito plural com verbo no singular.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"por existe preservaria a correção gramatical e os sentidos do texto","corrected_statement":"A substituição da forma verbal “há” (primeiro parágrafo) por existem preservaria a correção gramatical e os sentidos do texto.","concept":"Trocado haver por existir, o objeto vira sujeito","citation":null,"trap_note":"A troca de haver por existir promove o complemento a sujeito. Depois da promoção, o verbo tem de concordar com ele — e é aí que a banca deixa o singular."}},{"id":"ad06b759b9de","number":7,"stem":18,"statement":"No último período do primeiro parágrafo, a flexão da forma verbal “sabemos” na primeira pessoa do plural expressa um tipo de concordância ideológica, em que essa forma verbal concorda com um elemento implícito, no qual se inclui o próprio autor do texto.","answer":"C","source":{"slug":"ANM_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Todos sabemos é caso de silepse de pessoa: gramaticalmente todos é de terceira pessoa, mas o verbo vai para a primeira do plural porque o autor se inclui no grupo de que fala. A concordância se faz com a ideia de nós todos, não com a forma do pronome, e é exatamente isso que o item chama de concordância ideológica.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Silepse de pessoa: o autor se inclui no sujeito","citation":null,"trap_note":"Silepse é concordância com o sentido, e existe em três variedades: de pessoa (todos sabemos), de número (a gente saímos, em registro informal) e de gênero (Vossa Excelência está atarefado)."}},{"id":"c5f7e0a3fb4e","number":7,"stem":19,"statement":"Entende-se do texto que há mais de uma relação entre os conceitos de preconceito racial e discriminação racial, logo seria apropriado substituir, no primeiro período do primeiro parágrafo, “relação” por relações, desde que a forma verbal “haja” fosse flexionada no plural — hajam —, mantendo-se, assim, a correção gramatical e os sentidos do texto.","answer":"E","source":{"slug":"CAMARA_MUNICIPAL_MACEIO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O verbo haver no sentido de existir é impessoal: não tem sujeito e fica obrigatoriamente na terceira pessoa do singular, qualquer que seja o número do termo que o segue. Por isso a forma hajam é inaceitável aí, e a reescrita proposta destrói a correção gramatical em vez de mantê-la. Trocar relação por relações é possível; flexionar haja no plural não é.","distortion_type":"excecao_omitida","distorted_span":"fosse flexionada no plural — hajam —, mantendo-se, assim, a correção gramatical","corrected_statement":"Entende-se do texto que há mais de uma relação entre os conceitos de preconceito racial e discriminação racial, logo seria apropriado substituir, no primeiro período do primeiro parágrafo, “relação” por relações, mantendo-se a forma verbal “haja” no singular, por se tratar de verbo impessoal, e mantendo-se, assim, a correção gramatical e os sentidos do texto.","concept":"Haver existencial é impessoal e invariável","citation":null,"trap_note":"O item mistura uma inferência verdadeira com uma reescrita falsa e faz a segunda passar de carona na primeira. Julgue as duas metades separadamente: a inferência pode estar certíssima e o item continuar Errado por causa da operação gramatical proposta."}},{"id":"e5dc0aa5595f","number":8,"stem":20,"statement":"No primeiro período do primeiro parágrafo, a flexão da forma verbal “caracterizou-se” na terceira pessoa do singular justifica-se por sua concordância com o termo “desenvolvimento”.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito é O desenvolvimento da educação sanitária, cujo núcleo é desenvolvimento; da educação sanitária e a partir dos Estados Unidos da América são adjuntos preposicionados que apenas afastam o verbo do seu núcleo. Caracterizou-se concorda com esse núcleo singular.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Núcleo do sujeito × adjuntos preposicionados","citation":null,"trap_note":"Num sujeito longo, o núcleo é a primeira palavra que não está regida de preposição. Todo o resto é acessório e não conta para a concordância."}},{"id":"1c6ec31f060a","number":8,"stem":21,"statement":"No primeiro parágrafo, a forma verbal “distingue” estabelece concordância com o termo “ideia”.","answer":"C","source":{"slug":"TRT10_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O núcleo do sujeito é a ideia, e tudo o que vem depois dele — de como a raça afeta as vidas daqueles que interpretam a norma e daqueles que são afetados por ela — é uma completiva encaixada que apenas o especifica. Distingue concorda com esse núcleo singular, por mais longe que ele tenha ficado.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Núcleo do sujeito separado do verbo por oração completiva","citation":null,"trap_note":"Oração encaixada não cria sujeito novo. Corte tudo o que estiver entre o núcleo e o verbo e a concordância fica evidente."}},{"id":"d397c131f983","number":9,"stem":22,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical, das relações de coesão e dos sentidos do texto, a forma verbal “encontram” (segundo período) poderia ser flexionada na terceira pessoa do singular — encontra.","answer":"E","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O plural de encontram marca que o antecedente do relativo é as vontades particulares; no singular, o antecedente passaria a ser o predomínio constante, que é o núcleo do sintagma. A flexão é o único sinal de qual dos dois termos o que retoma, de modo que a troca é gramaticalmente possível mas desloca a referência. O item promete que a coesão e os sentidos ficam intactos, e é exatamente isso que a troca destrói.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"das relações de coesão e dos sentidos do texto","corrected_statement":"Sem prejuízo da correção gramatical, mas com prejuízo das relações de coesão e dos sentidos do texto, a forma verbal “encontram” (segundo período) poderia ser flexionada na terceira pessoa do singular — encontra.","concept":"O número do verbo da adjetiva identifica o antecedente","citation":null,"trap_note":"Quando o antecedente é ambíguo entre o núcleo e o especificador, a flexão do verbo é a única etiqueta que diz qual foi escolhido. Mudar a flexão é lícito e nunca é neutro."}},{"id":"b63119880a37","number":9,"stem":23,"statement":"A forma verbal “há” (quarto período do quarto parágrafo) poderia ser substituída, mantendo-se a coerência e a correção gramatical do texto, por podem haver.","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Haver existencial é impessoal e não tem sujeito; numa locução verbal, essa impessoalidade passa ao auxiliar, que também fica no singular. A forma correta seria pode haver menos plantas. Podem haver pluraliza um auxiliar que não tem sujeito com que concordar, e por isso a substituição prejudica a correção.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"por podem haver","corrected_statement":"A forma verbal “há” (quarto período do quarto parágrafo) poderia ser substituída, mantendo-se a coerência e a correção gramatical do texto, por pode haver.","concept":"Locução com haver impessoal: o auxiliar herda o singular","citation":null,"trap_note":"Pode haver, deve haver, costuma haver, vai haver: o auxiliar nunca vai ao plural. O plural do termo que vem depois é objeto direto, e objeto não puxa verbo."}},{"id":"a60f0351cf51","number":10,"stem":24,"statement":"No segundo período do último parágrafo, a forma verbal “mantêm” está flexionada no plural porque estabelece concordância com os termos “lei” e “propriedade”.","answer":"C","source":{"slug":"STJ_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em a força com que se mantêm a lei e a propriedade, o se é apassivador e o verbo transitivo direto tem sujeito paciente: a lei e a propriedade, sujeito composto posposto. O plural de mantêm concorda com esses dois núcleos, e a prova é a transposição para a passiva analítica, a lei e a propriedade são mantidas.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Se apassivador: o verbo concorda com o sujeito paciente","citation":null,"trap_note":"Com se e verbo transitivo direto, transponha para a passiva analítica. Se a frase aceita são mantidas, o termo é sujeito e o verbo concorda com ele."}},{"id":"644e7e14a95b","number":11,"stem":25,"statement":"No segundo período do segundo parágrafo, a correção gramatical do texto seria mantida caso a forma verbal ‘carregam’ fosse flexionada no singular para concordar com o termo ‘carga’.","answer":"E","source":{"slug":"SEMED_ARACAJU_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em a carga que as demais políticas públicas carregam, o pronome que é objeto direto de carregam e retoma a carga; quem carrega são as demais políticas públicas, sujeito posposto ao relativo. O verbo concorda com quem pratica a ação, não com o que a sofre, de modo que o singular deixaria carregam sem sujeito.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"para concordar com o termo ‘carga’","corrected_statement":"No segundo período do segundo parágrafo, a correção gramatical do texto não seria mantida caso a forma verbal ‘carregam’ fosse flexionada no singular, pois ela concorda com o termo ‘as demais políticas públicas’, e não com ‘carga’.","concept":"Na adjetiva, o que pode ser objeto e o sujeito vir depois","citation":null,"trap_note":"Adjetiva com sujeito posposto ao relativo (o livro que os alunos leram) é a armadilha inversa da adjetiva comum. Pergunte quem pratica a ação, não o que está mais perto."}},{"id":"e6478917157f","number":12,"stem":26,"statement":"Ao final do oitavo parágrafo, a sequência ‘Que estúpido da minha parte’ funciona como sujeito da oração ‘não ter pensado nisso’, o que justifica a flexão da forma verbal “ter” na terceira pessoa do singular.","answer":"E","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A relação está invertida. Quem funciona como sujeito é a oração reduzida de infinitivo não ter pensado nisso, e Que estúpido da minha parte é o predicativo antecipado dessa oração. Por isso o infinitivo fica sem flexão e o predicativo assume a forma não marcada: o sujeito é uma oração, e oração não tem número.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"a sequência ‘Que estúpido da minha parte’ funciona como sujeito da oração ‘não ter pensado nisso’","corrected_statement":"Ao final do oitavo parágrafo, a oração ‘não ter pensado nisso’ funciona como sujeito, e a sequência ‘Que estúpido da minha parte’ é o seu predicativo, o que justifica a flexão da forma verbal “ter” na terceira pessoa do singular.","concept":"Oração subjetiva reduzida de infinitivo × predicativo antecipado","citation":null,"trap_note":"Em é bom estudar, é impossível acusar, que absurdo terem feito isso, o sujeito é sempre a oração de infinitivo. O adjetivo ou a exclamação que vem antes é predicativo, por mais que ocupe a frente da frase."}},{"id":"696a3461ec67","number":13,"stem":27,"statement":"No penúltimo período, a forma verbal “gozavam” está empregada na terceira pessoa do plural porque concorda com o termo “privilégios”.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em todos os privilégios de que gozavam os ingleses em Portugal, o sujeito é os ingleses, posposto ao verbo. Privilégios é o antecedente do relativo, mas o que vem regido da preposição de e funciona como complemento de gozavam, não como sujeito. Quem gozava eram os ingleses, e é daí que vem o plural.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"concorda com o termo “privilégios”","corrected_statement":"No penúltimo período, a forma verbal “gozavam” está empregada na terceira pessoa do plural porque concorda com o termo “os ingleses”.","concept":"Relativo preposicionado: o sujeito da adjetiva vem depois do verbo","citation":null,"trap_note":"Quando o relativo vem precedido de preposição (de que, em que, a que), ele nunca é o sujeito da adjetiva. Procure o sujeito depois do verbo."}},{"id":"43e9d259ca42","number":13,"stem":28,"statement":"No último período, a substituição de “está relacionada” por estão relacionados manteria a correção gramatical do texto, sem necessidade de outros ajustes no período.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_PROCURADOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito é A maioria dos problemas que afligem a humanidade hoje, partitiva que de fato admite as duas concordâncias, e nisso o item acerta. O que ele omite é que está relacionada não é o único verbo do período: consiste apenas na ponta de um iceberg é coordenado a ele e tem o mesmo sujeito, de modo que o plural obrigaria a escrever também consistem. A escolha do controlador vale para toda a cadeia, e não para um verbo só.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"sem necessidade de outros ajustes no período","corrected_statement":"No último período, a substituição de “está relacionada” por estão relacionados manteria a correção gramatical do texto, desde que a forma verbal “consiste” também fosse flexionada no plural.","concept":"Trocado o controlador da partitiva, todos os verbos coordenados acompanham","citation":null,"trap_note":"Partitiva com dois verbos é a única situação em que a troca de concordância, sozinha, está errada. Leia o período até o fim e conte quantos verbos dependem daquele sujeito."}},{"id":"d33533e79a58","number":14,"stem":29,"statement":"Sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto, a forma verbal “sejam” (último período do terceiro parágrafo) poderia estar flexionada na terceira pessoa do singular — seja —, por paralelismo com a forma verbal “sugere”, que a antecede.","answer":"E","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Paralelismo com o verbo anterior não é regra de concordância verbal: cada verbo concorda com o sujeito da sua própria oração, e verbos vizinhos podem perfeitamente ficar em números diferentes. Como o texto original está correto com sejam, o sujeito dessa oração é plural, e o singular seja o deixaria sem concordar. O item apoia a troca numa causa que não existe.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"por paralelismo com a forma verbal “sugere”, que a antecede","corrected_statement":"Com prejuízo da correção gramatical do texto, a forma verbal “sejam” (último período do terceiro parágrafo) não poderia estar flexionada na terceira pessoa do singular — seja —, pois concorda com o sujeito da sua própria oração, e não com a forma verbal “sugere”, que a antecede.","concept":"Cada verbo concorda com o sujeito da sua oração","citation":null,"trap_note":"Paralelismo existe em regência e em coordenação de estruturas, nunca como fonte de concordância. Verbo não concorda com verbo."}},{"id":"df6104f5d71c","number":14,"stem":30,"statement":"Seriam mantidos os sentidos, a correção gramatical e a coerência do texto caso a forma verbal “terminarmos” (último período do texto) fosse substituída por terminar.","answer":"E","source":{"slug":"SEPLAG_CE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Terminarmos é infinitivo pessoal flexionado e carrega o seu próprio sujeito, nós: há o risco de nós terminarmos numa caixa-preta. O infinitivo impessoal terminar é gramatical, mas apaga essa referência e deixa o risco sem agente identificado. A construção continua correta e o sentido não é o mesmo, de modo que a promessa do item não se cumpre inteira.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"Seriam mantidos os sentidos","corrected_statement":"Seriam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto, mas não os seus sentidos, caso a forma verbal “terminarmos” (último período do texto) fosse substituída por terminar.","concept":"Infinitivo flexionado marca sujeito próprio","citation":null,"trap_note":"O infinitivo se flexiona justamente para dizer de quem é a ação. Tirar a flexão não é erro de gramática: é apagar o sujeito, e isso é sempre mudança de sentido."}},{"id":"6630fa8aa405","number":18,"stem":31,"statement":"Estariam mantidos o sentido e a correção gramatical do texto caso a forma verbal “ativar” (segundo período do texto), estivesse flexionada no plural — ativarem.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em Essas inovações, ao ativar as sociedades onde amadurecem, provocam sua expansão, o infinitivo tem sujeito próprio expresso, Essas inovações. Nessa situação a flexão do infinitivo é facultativa: ao ativar e ao ativarem são ambos corretos, e o plural apenas explicita o sujeito que já está no período.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Infinitivo com sujeito expresso: flexão facultativa","citation":null,"trap_note":"Flexionar o infinitivo é obrigatório quando o sujeito dele é outro e não está claro, e facultativo quando o sujeito é o mesmo da oração principal. Aqui a facultatividade é real, ao contrário da que a banca inventa em haver."}},{"id":"7fbbb1a29b3f","number":18,"stem":32,"statement":"A correção gramatical do texto seria preservada caso a forma verbal “enfrenta” (quarto período do primeiro parágrafo) fosse flexionada no plural — enfrentam.","answer":"C","source":{"slug":"FUNPRESP_24_EXE","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Boa parte das pessoas é partitiva, com núcleo singular e especificador plural, e a norma admite a concordância com qualquer um dos dois. Enfrentam concorda com pessoas e enfrenta com parte; as duas ficam corretas.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Partitivo: as duas concordâncias são corretas","citation":null,"trap_note":"Boa parte de, grande parte de, a maior parte de e a maioria de funcionam todas do mesmo jeito. Não é uma lista de casos: é uma construção só."}},{"id":"618185b656c7","number":20,"stem":33,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos textuais, a forma verbal “descortina” (quarto parágrafo) poderia ser flexionada no plural, em concordância com os termos pospostos “saúde” e “doença”, o que requereria também a substituição, na última oração, de “aponta” por apontam.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Saúde e doença não são sujeito posposto: são os objetos diretos de descortina, na construção descortina a saúde e a doença como produções sociais. O sujeito é a compreensão do processo saúde-doença, singular, que abre o período e governa também aponta. Pluralizar os dois verbos os deixaria sem concordar com o seu sujeito.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"em concordância com os termos pospostos “saúde” e “doença”","corrected_statement":"Com prejuízo da correção gramatical, a forma verbal “descortina” (quarto parágrafo) não poderia ser flexionada no plural, pois concorda com o sujeito singular “a compreensão do processo saúde-doença”, e não com os termos pospostos “saúde” e “doença”, que são seus objetos.","concept":"Objeto direto posposto × sujeito posposto","citation":null,"trap_note":"Termo posposto só é sujeito se o verbo não o reger como objeto. Teste pela passiva: se a saúde e a doença podem ser descortinadas, elas são objeto, e o sujeito é outro."}},{"id":"df1f95caf0dc","number":22,"stem":34,"statement":"Nos períodos “Eram dez horas menos um minuto.” e “Havia quarenta e sete eleitores.” (primeiro e segundo períodos do quarto parágrafo), as formas verbais são impessoais.","answer":"C","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Nos dois períodos os verbos são impessoais, por motivos diferentes e convergentes. Em Eram dez horas menos um minuto, ser indica hora e concorda com a expressão numérica sem ter sujeito; em Havia quarenta e sete eleitores, haver é existencial, não tem sujeito e mantém o singular, com quarenta e sete eleitores como objeto direto. Nenhum dos dois tem sujeito a que se prender.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Ser de hora e haver existencial: os dois impessoais","citation":null,"trap_note":"Ser é o único impessoal que varia, e varia com a expressão de tempo: era uma hora, eram dez horas. Haver existencial não varia nunca."}},{"id":"67679c2f12dc","number":30,"stem":35,"statement":"No quarto período do texto, a flexão da forma verbal “Trata-se” na terceira pessoa do singular justifica-se por sua concordância com o segmento posposto “do mais ousado dos projetos libertários da história colonial brasileira”, que é o sujeito da oração.","answer":"E","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Tratar-se de é construção impessoal: não tem sujeito, e o termo que vem depois de de é complemento preposicionado. Por isso a forma fica fixa na terceira pessoa do singular, escreva-se trata-se do projeto ou trata-se dos projetos. O item transforma em sujeito aquilo que a preposição já impede de sê-lo.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"por sua concordância com o segmento posposto “do mais ousado dos projetos libertários da história colonial brasileira”, que é o sujeito da oração","corrected_statement":"No quarto período do texto, a flexão da forma verbal “Trata-se” na terceira pessoa do singular justifica-se por ser impessoal a construção, que não tem sujeito: o segmento posposto “do mais ousado dos projetos libertários da história colonial brasileira” é complemento preposicionado.","concept":"Tratar-se de é impessoal e não tem sujeito","citation":null,"trap_note":"Sempre que o termo posposto ao verbo vier precedido de preposição, ele não é sujeito. Trata-se de, precisa-se de, necessita-se de: a preposição é a prova da impessoalidade."}},{"id":"98b14505b538","number":5,"stem":36,"statement":"A substituição da forma verbal “têm” (último período) por tem preservaria a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"MMA_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito é pelo menos 2,1 bilhões de pessoas no mundo. Numeral no plural seguido de substantivo plural não dá escolha: o verbo vai ao plural. O singular tem ficaria sem sujeito com que concordar, já que no mundo é adjunto e nada ali é singular.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"por tem preservaria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"A substituição da forma verbal “têm” (último período) por tem prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"Numeral plural + substantivo plural: verbo no plural","citation":null,"trap_note":"Partitiva abre duas portas quando o núcleo é singular (parte, maioria, conjunto). Com numeral plural mais substantivo plural não há porta nenhuma: o plural é obrigatório."}},{"id":"3b0fce6bdcc8","number":7,"stem":37,"statement":"A substituição do vocábulo “que” (primeiro parágrafo) por a qual manteria a correção gramatical e as relações de concordância do texto.","answer":"E","source":{"slug":"TBG_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Que é invariável e, no trecho, retoma projeto de lei, masculino; a qual é flexionado e só pode retomar um antecedente feminino, o que forçaria a leitura de lei como antecedente. A troca é possível de escrever, mas justamente porque altera o termo retomado — e o item afirma que as relações de concordância ficariam iguais.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"manteria a correção gramatical e as relações de concordância do texto","corrected_statement":"A substituição do vocábulo “que” (primeiro parágrafo) por a qual alteraria as relações de concordância do texto, pois o pronome flexionado passaria a retomar “lei”, e não “projeto de lei”.","concept":"Que é invariável; o qual carrega gênero e número","citation":null,"trap_note":"Trocar que por o qual nunca é neutro quando há dois antecedentes possíveis de gêneros diferentes. A forma flexionada escolhe, e o que não escolhia."}},{"id":"31b406c8a5b5","number":7,"stem":38,"statement":"A correção gramatical do texto seria mantida caso se flexionasse a forma verbal “gera” (terceiro período do primeiro parágrafo) na terceira pessoa do plural — geram —, mas, nesse caso, as relações coesivas no período seriam alteradas.","answer":"C","source":{"slug":"CGE_RJ_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O item admite a flexão e ressalva a alteração das relações coesivas, e é essa ressalva que o torna verdadeiro: o número do verbo é o que identifica com qual termo ele se liga. Havendo no período dois candidatos a sujeito ou a antecedente, um singular e um plural, as duas flexões são gramaticais e cada uma amarra o verbo a um deles. A correção sobrevive; a coesão, não.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"A flexão do verbo como marca de coesão","citation":null,"trap_note":"Item que propõe a outra flexão e já admite que a coesão muda costuma estar certo. A banca mente prometendo que nada muda, não admitindo que algo muda."}},{"id":"4758d0212d85","number":8,"stem":39,"statement":"No segundo período do último parágrafo, a forma verbal “cabe” estabelece concordância com o termo “reflexão”.","answer":"C","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NTJ","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em Aqui cabe uma reflexão sobre os efeitos geopolíticos, o sujeito é uma reflexão, apenas posposto ao verbo, e Aqui é adjunto adverbial. Verbo com sujeito posposto concorda normalmente, e o singular de cabe registra isso.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Sujeito posposto depois de adjunto adverbial","citation":null,"trap_note":"Advérbio no começo do período empurra o sujeito para depois do verbo e engana o olho. Pergunte o que cabe, o que resta, o que falta, e o sujeito aparece."}},{"id":"1e2bfb0e9dc2","number":8,"stem":40,"statement":"No último período do segundo parágrafo, as formas verbais “investe” e “promove”, flexionadas na terceira pessoa do singular, concordam com o termo “matriz elétrica brasileira”, que encerra o período imediatamente anterior.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NM","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Investe e promove continuam com o sujeito do parágrafo, a PETROBRAS, retomado por elipse depois de Além disso. Matriz elétrica brasileira é apenas o último termo do período anterior, dentro de um adjunto, e não tem relação sintática com os verbos seguintes. A proximidade é o único argumento a favor dela, e proximidade não é regra.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"concordam com o termo “matriz elétrica brasileira”","corrected_statement":"No último período do segundo parágrafo, as formas verbais “investe” e “promove”, flexionadas na terceira pessoa do singular, concordam com o sujeito elíptico “a PETROBRAS”.","concept":"Sujeito elíptico atravessa o ponto final","citation":null,"trap_note":"Quando o item justifica uma concordância pelo termo que encerra o período anterior, desconfie: o que atravessa o ponto final é o sujeito, não o último substantivo."}},{"id":"58a5f07b2f36","number":11,"stem":41,"statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, a forma verbal “poderiam” está flexionada na terceira pessoa do plural porque concorda com os termos “ofertantes” e “demandantes”.","answer":"C","source":{"slug":"BCB_24","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Sujeito composto anteposto ao verbo leva obrigatoriamente o verbo ao plural, e é isso que a flexão de poderiam registra: são dois núcleos, ofertantes e demandantes. Não há aqui a alternativa que existe no sujeito composto posposto, em que a concordância com o núcleo mais próximo seria admitida.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Sujeito composto anteposto: plural obrigatório","citation":null,"trap_note":"A posição do sujeito muda o que é permitido. Antes do verbo, sujeito composto exige plural; depois do verbo, admite também a concordância com o núcleo mais próximo."}},{"id":"bff65efa5f1b","number":11,"stem":42,"statement":"No trecho “Uma das coisas que mais me atraiu na Última Hora foi a diagramação da UH, a paginação da UH” (terceiro parágrafo), a forma verbal “atraiu” poderia ser corretamente empregada no plural — atraíram.","answer":"C","source":{"slug":"CAU_BR_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Uma das coisas que mais me atraiu é a construção um dos que, que admite os dois números: o singular concorda com um, e o plural com o antecedente coisas, sob o raciocínio de que várias coisas atraíram e essa é uma delas. Atraíram é, portanto, tão correto quanto atraiu.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Um dos que: singular com um, plural com o antecedente","citation":null,"trap_note":"Um dos que é a única construção em que a gramática aceita as duas leituras e ainda discute qual é a melhor. Para a prova, basta saber que nenhuma das duas é erro."}},{"id":"eec75c0310f9","number":11,"stem":43,"statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, se a forma verbal ‘projetaram’ fosse flexionada no singular — projetou —, a concordância verbal, nesse caso, passaria a ser estabelecida com o termo ‘figura’, sem prejuízo da correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"SEDUC_RECIFE_23_PROFESSOR","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O antecedente do relativo é os autores latino-americanos, dentro da construção um dos autores que projetaram. Essa construção admite mesmo o singular, mas concordando com um, nunca com figura, que está em outra oração e é predicativo de é. O item acerta ao dizer que o singular é possível e erra o termo que passaria a governá-lo.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"passaria a ser estabelecida com o termo ‘figura’","corrected_statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, se a forma verbal ‘projetaram’ fosse flexionada no singular — projetou —, a concordância verbal, nesse caso, passaria a ser estabelecida com o termo ‘um’, sem prejuízo da correção gramatical do texto.","concept":"Um dos que: o singular concorda com um, não com termo de fora","citation":null,"trap_note":"Em um dos que, os dois números cabem, mas cada um tem dono: o plural é dos que, o singular é de um. Nenhum termo de fora da construção entra na disputa."}},{"id":"55fd0fc41d9a","number":12,"stem":39,"statement":"No primeiro período do último parágrafo, a forma verbal “têm” está flexionada na terceira pessoa do plural porque estabelece concordância tanto com “países” quanto com “Brasil”.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NTJ","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em países como o Brasil têm enfrentado os mesmos problemas, o sujeito é países; como o Brasil é adjunto comparativo, que exemplifica e não acrescenta um segundo núcleo ao sujeito. O plural vem inteiro de países, e a menção ao Brasil é só o exemplo que a comparação introduz.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"tanto com “países” quanto com “Brasil”","corrected_statement":"No primeiro período do último parágrafo, a forma verbal “têm” está flexionada na terceira pessoa do plural porque estabelece concordância com “países”.","concept":"Como o X é comparação, não segundo núcleo do sujeito","citation":null,"trap_note":"Termos introduzidos por como, bem como, além de, junto com, tais quais não formam sujeito composto. Eles acrescentam exemplo ou companhia, e o verbo continua concordando só com o núcleo."}},{"id":"b8d777726a3b","number":12,"stem":38,"statement":"Caso a forma verbal “há” (terceiro período do segundo parágrafo) fosse substituída por existem, a correção gramatical e o sentido do texto seriam mantidos.","answer":"C","source":{"slug":"CGE_RJ_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Haver existencial é impessoal e fica no singular independentemente do número do termo que o segue. Existir não é impessoal: tem sujeito e concorda com ele, e por isso a troca exige a forma plural existem quando o complemento de haver está no plural. Como a forma proposta acompanha esse plural, correção e sentido se mantêm.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Haver impessoal × existir, que concorda","citation":null,"trap_note":"Toda a família de itens que troca há por existir se decide pelo mesmo teste: o número da forma proposta bate com o do complemento? Bateu, é Certo."}},{"id":"97cd6acb9f55","number":14,"stem":44,"statement":"No último período do quarto parágrafo, a forma verbal “continha” estabelece concordância com o mesmo referente da forma pronominal “ela” — “a primeira Constituição brasileira”.","answer":"C","source":{"slug":"CNMP_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Continha está na coordenada introduzida por mas e tem o sujeito elíptico da oração anterior, o pronome ela, que retoma a primeira Constituição brasileira. O singular do verbo acompanha esse referente, e o plural os poderes eram quatro pertence à oração seguinte, com sujeito próprio.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Sujeito elíptico em coordenada adversativa","citation":null,"trap_note":"Mas, porém e contudo coordenam sem trocar o sujeito. Quando o item pergunta com que termo o verbo concorda, retome o pronome da oração anterior e o referente dele."}},{"id":"544985712d04","number":16,"stem":45,"statement":"No quarto período do primeiro parágrafo, a flexão da forma verbal “trabalha” na terceira pessoa do singular justifica-se pela concordância do verbo com o termo “população”.","answer":"C","source":{"slug":"DATAPREV_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em 60% da população mundial trabalha, a expressão de porcentagem funciona como sujeito e a concordância se faz com o especificador que vem depois de de, população, singular. É a mesma construção das partitivas: o número pode comandar, mas o texto escolheu o termo que ele especifica.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Porcentagem: concordância com o especificador","citation":null,"trap_note":"Em X% de Y, o verbo pode concordar com o número ou com Y. Com Y no singular, o verbo no singular é a escolha mais natural e sempre correta."}},{"id":"b6464aa1e2b5","number":17,"stem":46,"statement":"No segmento “abrindo espaço para a negociação de preços que levem em consideração o cenário econômico nacional” (segundo parágrafo), a substituição da forma verbal “levem” por leve manteria a correção gramatical e a coerência das ideias do texto.","answer":"C","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NM","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O antecedente do relativo pode ser preços, plural, ou a negociação de preços, de núcleo singular. As duas leituras são gramaticais e o período aceita as duas: quem leva em consideração o cenário econômico nacional são os preços ou é a negociação. Leve e levem ficam, portanto, ambos corretos.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Antecedente ambíguo entre núcleo e especificador","citation":null,"trap_note":"Sempre que o antecedente for X de Y, com X singular e Y plural, os dois números do verbo da adjetiva cabem. É a mesma liberdade das partitivas."}},{"id":"98005934ef38","number":21,"stem":47,"statement":"No terceiro período do segundo parágrafo, a forma verbal “promulgaram” poderia ser substituída por promulgou, sem prejuízo da correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"INPI_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito é os Estados Unidos da América, topônimo plural acompanhado de artigo definido plural, e nessa condição o verbo vai obrigatoriamente ao plural. O singular promulgou deixaria o verbo sem concordar com o seu sujeito. O que licencia o singular é a ausência do artigo, e não é o caso: o texto escreve os Estados Unidos da América.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"poderia ser substituída por promulgou, sem prejuízo da correção gramatical","corrected_statement":"No terceiro período do segundo parágrafo, a forma verbal “promulgaram” não poderia ser substituída por promulgou, sob pena de prejuízo da correção gramatical do texto.","concept":"Topônimo plural com artigo exige verbo no plural","citation":null,"trap_note":"Em nome de lugar no plural, quem decide é o artigo: os Estados Unidos exportam, Estados Unidos exporta, os Alpes separam, Minas Gerais produz. Procure o artigo antes de julgar a flexão."}},{"id":"05a2e5455e51","number":22,"stem":48,"statement":"No trecho “em relação às distorções que podem incorporar e exacerbar” (primeiro período do segundo parágrafo), a forma verbal “podem” está flexionada na terceira pessoa do plural porque concorda com o termo “distorções”, que é o referente do sujeito das orações presentes no segmento “que podem incorporar e exacerbar”.","answer":"E","source":{"slug":"BCB_24","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em as distorções que podem incorporar e exacerbar, o pronome que é objeto de incorporar e exacerbar, não sujeito: quem incorpora e exacerba são as tecnologias de IA, sujeito elíptico herdado da oração anterior. O plural de podem vem daí. Distorções é o antecedente do relativo e o termo que sofre a ação, e nenhuma dessas funções governa a concordância do verbo.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"concorda com o termo “distorções”, que é o referente do sujeito","corrected_statement":"No trecho “em relação às distorções que podem incorporar e exacerbar” (primeiro período do segundo parágrafo), a forma verbal “podem” está flexionada na terceira pessoa do plural porque concorda com o termo “as tecnologias de IA”, sujeito elíptico das orações presentes no segmento “que podem incorporar e exacerbar”.","concept":"O relativo que pode ser objeto, e então não governa o verbo","citation":null,"trap_note":"Antes de dar ao antecedente o comando da concordância, descubra a função do que dentro da oração adjetiva. Se ele é objeto, o sujeito é outro e costuma estar elíptico."}},{"id":"afb243302794","number":28,"stem":49,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, a substituição de “havia” por existia manteria os sentidos do texto, mas prejudicaria a sua correção gramatical.","answer":"C","source":{"slug":"INPI_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Havia múltiplas diferenças traz haver existencial, impessoal e invariável, com múltiplas diferenças como objeto direto. Trocando por existir, esse termo passa a sujeito e exige o plural existiam; a forma singular existia deixaria o verbo sem concordar com ele. O sentido é o mesmo, e por isso o item acerta ao dizer que só a correção é prejudicada.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Existir concorda; haver existencial não","citation":null,"trap_note":"Nesta família de itens, sentido e correção andam separados: a troca de haver por existir preserva sempre o sentido, e a correção depende exclusivamente do número da forma proposta."}},{"id":"585ac6162835","number":5,"stem":50,"statement":"A correção gramatical do primeiro período do terceiro parágrafo seria mantida caso a forma verbal “tiram” fosse substituída por tira.","answer":"C","source":{"slug":"PGE_RJ_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Grande parte das ações é partitiva, com núcleo singular parte e especificador plural ações. A norma autoriza a concordância com qualquer um dos dois, de modo que tira é tão correto quanto tiram. A troca não quebra nada.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Partitivo: as duas concordâncias são corretas","citation":null,"trap_note":"Quando o item apenas propõe a outra flexão de uma partitiva e afirma que a correção se mantém, a resposta costuma ser Certo. Procure o defeito fora da regra da partitiva."}},{"id":"af53127d5788","number":5,"stem":51,"statement":"No segundo período do segundo parágrafo, a flexão das formas verbais “É” e “seja” na terceira pessoa do singular justifica-se pela concordância com “toda a comunicação da companhia com seus colaboradores”, termo que funciona como sujeito de ambas as orações.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Os dois verbos têm sujeitos diferentes. Seja concorda com toda a comunicação da companhia com seus colaboradores, que é o sujeito da oração subordinada; É concorda com a oração inteira que vem depois dele, que é fundamental que toda a comunicação seja feita de maneira clara. Oração em função de sujeito não tem número, e daí o singular de É. O item acerta metade e estende a mesma justificativa ao outro verbo.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"termo que funciona como sujeito de ambas as orações","corrected_statement":"No segundo período do segundo parágrafo, a flexão da forma verbal “seja” na terceira pessoa do singular justifica-se pela concordância com “toda a comunicação da companhia com seus colaboradores”, termo que funciona como sujeito da oração subordinada.","concept":"É fundamental que…: o sujeito de É é a oração subjetiva inteira","citation":null,"trap_note":"Nas construções é preciso que, é fundamental que, é evidente que, o verbo ser tem por sujeito a oração inteira e fica no singular para sempre. O sujeito de dentro só governa o verbo de dentro."}},{"id":"5094f1c90e61","number":5,"stem":52,"statement":"No segundo período do quinto parágrafo, a substituição da locução verbal “Foram solicitados” pela forma correspondente no singular — Foi solicitado — prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"PC_AL_22_DELEGADO","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em Foram solicitados a cada estado brasileiro os dados de boletins de ocorrência, o sujeito é os dados, apenas deslocado para depois do verbo. Sujeito posposto concorda normalmente, de modo que o singular Foi solicitado deixaria a locução sem concordar com o seu sujeito. A posposição esconde o núcleo, não o dispensa.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Sujeito posposto concorda normalmente","citation":null,"trap_note":"Passiva analítica com sujeito no fim do período é o lugar em que o candidato lê a cadeia toda sem achar o sujeito. Pergunte o que foi solicitado, e ele aparece."}},{"id":"010a87d7c922","number":6,"stem":53,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e do sentido original do primeiro período do terceiro parágrafo, a forma verbal “afligem” poderia ser substituída por aflige, caso em que a concordância verbal passaria a ser estabelecida com o termo “necessidade”.","answer":"E","source":{"slug":"MCOM_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O antecedente de que afligem é os problemas, que está imediatamente à esquerda do relativo: são os problemas que afligem a humanidade. Necessidade é o núcleo do predicativo, separado do relativo por de solução dos problemas, e um relativo não salta por cima de dois sintagmas preposicionados para buscar um antecedente mais distante. O singular aflige deixaria o verbo sem antecedente compatível.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"a concordância verbal passaria a ser estabelecida com o termo “necessidade”","corrected_statement":"Com prejuízo da correção gramatical do primeiro período do terceiro parágrafo, a forma verbal “afligem” não poderia ser substituída por aflige, pois a concordância verbal se estabelece com o termo “os problemas”.","concept":"Antecedente do relativo é o termo imediatamente anterior a ele","citation":null,"trap_note":"Numa cadeia X de Y dos Z que verbo, o antecedente é Z. A banca oferece X, que é o núcleo e parece mais importante."}},{"id":"8ce241299cf8","number":6,"stem":54,"statement":"Seria mantida a correção gramatical do último período do segundo parágrafo caso a forma verbal “era” fosse flexionada no plural — eram —, dada a possibilidade de concordância verbal com a expressão de porcentagem que aparece logo em seguida.","answer":"E","source":{"slug":"INSS_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito é o percentual, singular e anteposto, e 58,3% é o predicativo introduzido por de. Porcentagem governa a concordância quando funciona como sujeito, como em 60% da população trabalha; aqui ela não é sujeito, é o valor atribuído ao sujeito. Por isso o plural eram deixaria o verbo sem concordar com nada.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"dada a possibilidade de concordância verbal com a expressão de porcentagem que aparece logo em seguida","corrected_statement":"Não seria mantida a correção gramatical do último período do segundo parágrafo caso a forma verbal “era” fosse flexionada no plural — eram —, pois ela concorda com o sujeito “o percentual”, e a expressão de porcentagem que aparece logo em seguida é predicativo.","concept":"Porcentagem só governa concordância quando é o sujeito","citation":null,"trap_note":"Distinga 60% da população trabalha, em que a porcentagem é sujeito, de o percentual era de 58,3%, em que ela é predicativo. A preposição de antes do número denuncia a segunda."}},{"id":"f54faa18c9eb","number":7,"stem":55,"statement":"No primeiro período, faz-se um elogio à obra de Karl Popper pelo emprego do adjetivo “notável”, o qual estabelece concordância com o termo “todo o percurso filosófico desenvolvido por Karl Popper”, qualificando-o.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em É notável que todo o percurso filosófico desenvolvido por Karl Popper trouxe grandes contribuições, o sujeito é a oração subjetiva iniciada por que, e notável é predicativo dessa oração inteira: notável é o fato, não o percurso. Todo o percurso filosófico é sujeito de trouxe, dentro da subordinada, e não tem relação de concordância com o adjetivo que está fora dela.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"estabelece concordância com o termo “todo o percurso filosófico desenvolvido por Karl Popper”","corrected_statement":"No primeiro período, faz-se um elogio à obra de Karl Popper pelo emprego do adjetivo “notável”, o qual estabelece concordância com a oração subjetiva iniciada por “que”, qualificando o fato nela enunciado.","concept":"Predicativo de oração subjetiva: masculino singular por ausência de número","citation":null,"trap_note":"Em é notável que, é evidente que, é certo que, o adjetivo qualifica a oração e assume a forma não marcada. Nenhum termo de dentro da subordinada o alcança."}},{"id":"1984f24f6a09","number":7,"stem":50,"statement":"A correção e o sentido do texto seriam mantidos se, no último parágrafo, a forma verbal “há” fosse substituída por existem.","answer":"C","source":{"slug":"PGE_RJ_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em há dois tipos mais praticados, haver é existencial e portanto impessoal, sem sujeito. Existir não é impessoal: tem sujeito e concorda com ele, e o sujeito seria dois tipos, plural. Existem é justamente a forma flexionada que o plural exige, de modo que a troca preserva correção e sentido.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Haver impessoal × existir, que concorda","citation":null,"trap_note":"A troca de haver por existir só mantém a correção se a forma proposta estiver no número do complemento. Confira o número antes de julgar: existem técnicas é certo, existe técnicas é erro."}},{"id":"4061864eb6b9","number":8,"stem":52,"statement":"A substituição da locução verbal “vem caindo” (terceiro período do terceiro parágrafo) por tornou a cair manteria a correção gramatical do texto, mas não os seus sentidos.","answer":"C","source":{"slug":"PC_AL_22_DELEGADO","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Vem caindo é locução de aspecto durativo: a queda está em curso e continua. Tornou a cair é pretérito perfeito e indica uma queda concluída que se repetiu. As duas construções são gramaticais e concordam com o mesmo sujeito; o que muda é o aspecto verbal, e o item reconhece essa perda de sentido.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Locução de aspecto durativo × pretérito perfeito","citation":null,"trap_note":"Item que admite a perda (manteria a correção, mas não os sentidos) costuma estar certo. A banca mente prometendo que nada muda, não admitindo que algo muda."}},{"id":"148171f318b4","number":10,"stem":56,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, o termo “tornaram-se” concorda com “narrativas”.","answer":"C","source":{"slug":"SEDUC_AL_21","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito é composto e anteposto, formado pela enumeração As narrativas de sofrimento da comunidade ou dos familiares, a própria versão do paciente e o seu lugar de fala diante do transtorno. Sujeito composto anteposto exige o plural, e narrativas é o primeiro dos núcleos com que tornaram-se concorda.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Enumeração separada por vírgulas como sujeito composto","citation":null,"trap_note":"Enumeração sem e final continua sendo sujeito composto. As vírgulas coordenam do mesmo modo, e o verbo vai ao plural."}},{"id":"a0f3975efb6f","number":10,"stem":57,"statement":"Caso a forma verbal “tem” (segundo período do segundo parágrafo) fosse grafada com acento circunflexo — têm —, de forma a concordar com a expressão “os cadáveres expostos”, que a antecede, as relações sintáticas entre os termos seriam alteradas, mas a correção gramatical seria mantida.","answer":"E","source":{"slug":"POLC_AL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito de tem é a relação que se estabelece entre nós, espectadores, e os cadáveres expostos, cujo núcleo é relação. Os cadáveres expostos está dentro do adjunto entre nós e os cadáveres expostos, regido de preposição, e por isso não pode assumir a concordância. O plural têm não encontraria sujeito plural no período, de modo que não é caso de alteração de relações sintáticas: é caso de erro.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"de forma a concordar com a expressão “os cadáveres expostos”","corrected_statement":"Caso a forma verbal “tem” (segundo período do segundo parágrafo) fosse grafada com acento circunflexo — têm —, a correção gramatical do texto seria prejudicada, pois o verbo concorda com “a relação”, e não com a expressão “os cadáveres expostos”, que a antecede.","concept":"Termo dentro de entre X e Y não é sujeito","citation":null,"trap_note":"O último substantivo antes do verbo é o candidato preferido da banca e quase nunca é o sujeito. Verifique se ele não está preso a uma preposição."}},{"id":"8b4aae2696b8","number":11,"stem":58,"statement":"No último parágrafo, a forma verbal “trouxe” está flexionada no singular para concordar com o termo “atração inédita”, mas poderia ser substituída, sem prejuízo da correção gramatical do texto, pela forma verbal trouxeram, caso em que a concordância verbal passaria a ser estabelecida com o segmento “A inovação e a tecnologia”.","answer":"E","source":{"slug":"BANRISUL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito de trouxe é o relativo que, cujo antecedente é o aposto atração inédita, singular. A inovação e a tecnologia é sujeito de estiveram, na oração anterior, e já esgotou ali a sua concordância; o aposto se interpõe justamente para dar novo antecedente ao relativo. Com trouxeram, o verbo da adjetiva ficaria sem concordar com o seu antecedente.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"a concordância verbal passaria a ser estabelecida com o segmento “A inovação e a tecnologia”","corrected_statement":"No último parágrafo, a forma verbal “trouxe” está flexionada no singular para concordar com o termo “atração inédita”, e não poderia ser substituída, sem prejuízo da correção gramatical do texto, pela forma verbal trouxeram.","concept":"Aposto se interpõe e passa a ser o antecedente do relativo","citation":null,"trap_note":"Quando há um aposto entre o sujeito e a oração adjetiva, é o aposto que responde pelo relativo. O sujeito da principal fica para trás."}},{"id":"2b5c37d40be2","number":12,"stem":59,"statement":"Estariam mantidos o sentido e a correção gramatical do texto se, no terceiro período do primeiro parágrafo, a forma verbal “tende” fosse substituída por tendem.","answer":"C","source":{"slug":"ANP_22_PSS","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito é a maior parte dos fenômenos perceptíveis para os seres humanos, expressão partitiva de núcleo singular e especificador plural. Tende concorda com parte e tendem com fenômenos, e a norma aceita as duas, sem alteração do que está sendo dito.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Partitivo com sujeito longo: as duas concordâncias são corretas","citation":null,"trap_note":"Comprimento do sujeito não cria nem elimina concordância. Reduza a maior parte dos fenômenos perceptíveis para os seres humanos a a maior parte dos fenômenos e a construção reaparece."}},{"id":"af12d69ccb2a","number":14,"stem":60,"statement":"Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto caso a forma verbal “Há” (terceiro período) fosse substituída por Existe.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em Há ainda técnicas voltadas para treinar a esperança, o verbo é existencial, impessoal, e técnicas é o seu objeto direto. Com existir esse termo se torna sujeito e o verbo tem de concordar: a forma correta seria Existem. O singular Existe deixaria um sujeito plural sem concordância.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto","corrected_statement":"Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto caso a forma verbal “Há” (terceiro período) fosse substituída por Existem.","concept":"Existir concorda com o termo que haver tinha por objeto","citation":null,"trap_note":"Confira sempre o número da forma que a banca propõe. Existem técnicas é certo; existe técnicas é erro, e a diferença entre o item Certo e o item Errado é só essa letra."}},{"id":"7f7800b64fad","number":15,"stem":61,"statement":"No trecho “A primeira normalmente se refere a atos da elite política que cria políticas econômicas que a beneficiem” (segundo parágrafo), a substituição da forma verbal “beneficiem” por beneficie manteria a correção gramatical do texto, mas alteraria seu sentido original, pois, nesse caso, o pronome relativo “que”, nas duas orações em que ele aparece no trecho, retomaria o termo “elite política”.","answer":"E","source":{"slug":"MPC_SC_22_SERVIDOR","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O plural de beneficiem marca que o antecedente do segundo que é políticas econômicas. Com o singular, o relativo teria de buscar um antecedente singular, e o único disponível é a elite política, que já é o referente do pronome oblíquo a dentro da mesma oração: o sujeito e o objeto passariam a ser a mesma coisa, o que exigiria se beneficie. A leitura que o item promete não está disponível, e a troca não é uma simples mudança de sentido.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"nas duas orações em que ele aparece no trecho, retomaria o termo “elite política”","corrected_statement":"No trecho “A primeira normalmente se refere a atos da elite política que cria políticas econômicas que a beneficiem” (segundo parágrafo), a substituição da forma verbal “beneficiem” por beneficie prejudicaria a coerência do texto, pois o pronome relativo “que”, na segunda oração em que ele aparece no trecho, não pode retomar o termo “elite política”, já retomado pelo pronome “a”.","concept":"Antecedente do relativo × referente do pronome oblíquo na mesma oração","citation":null,"trap_note":"O número do verbo da adjetiva é a etiqueta do antecedente. Antes de aceitar a troca, veja se o antecedente proposto não está ocupado por outro pronome dentro da própria oração."}},{"id":"ce0e4b4b818c","number":16,"stem":62,"statement":"Embora os pronomes de tratamento se refiram à segunda pessoa gramatical, a concordância verbal com eles deve ser estabelecida com o uso da flexão verbal de terceira pessoa, como no seguinte exemplo, em que a forma pronominal alude ao destinatário da comunicação: Vossa Senhoria encaminhou o documento.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Pronomes de tratamento como Vossa Senhoria e Vossa Excelência se referem à pessoa com quem se fala, mas são construídos com substantivos de terceira pessoa, e é a forma que governa a concordância verbal. Por isso se escreve Vossa Senhoria encaminhou, e não encaminhaste ou encaminhastes.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Pronomes de tratamento levam verbo na terceira pessoa","citation":null,"trap_note":"A referência é à segunda pessoa e a concordância é com a terceira: verbo, pronome possessivo e pronome oblíquo, todos em terceira. O adjetivo, porém, concorda com o sexo da pessoa: Vossa Excelência está atarefada."}},{"id":"e288a77fa421","number":30,"stem":63,"statement":"A forma verbal “requerem” (terceiro período do primeiro parágrafo) estabelece concordância com o trecho “As graves consequências do capitalismo e da globalização”, no período imediatamente anterior.","answer":"C","source":{"slug":"BANCO_DO_NORDESTE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito de requerem está no período anterior: As graves consequências do capitalismo e da globalização, retomado por elipse depois de Ao contrário. Ponto final não apaga o sujeito, e o plural do verbo é a marca de que ele continua o mesmo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Sujeito elíptico retomado do período anterior","citation":null,"trap_note":"Períodos iniciados por Ao contrário, Assim, Por isso e Entretanto costumam continuar com o sujeito do período de trás. Procure para cima antes de concluir que o sujeito está indeterminado."}},{"id":"f5ca75713b17","number":6,"stem":64,"statement":"No trecho “Os dinossauros foram extintos há milhões de anos” (segundo parágrafo), a substituição de “há” por fazem prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"ANM_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Em há milhões de anos, o verbo indica tempo decorrido e é impessoal, sem sujeito. Fazer no mesmo sentido também é impessoal e só admite o singular, faz milhões de anos. Fazem pluraliza um verbo que não tem com o que concordar, e o item acerta ao dizer que a troca prejudica a correção.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Fazer de tempo decorrido é impessoal","citation":null,"trap_note":"O numeral plural ao lado (milhões, dez, quarenta) é a isca. Em expressão de tempo decorrido ele é complemento, nunca sujeito."}},{"id":"5b0188f54fb5","number":6,"stem":65,"statement":"A substituição da forma verbal “visam” (primeiro período do primeiro parágrafo) por visa manteria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"MJSP_21_PSS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O antecedente do relativo é um conjunto de estratégias, expressão de núcleo coletivo singular com especificador plural. O verbo da adjetiva pode concordar com conjunto ou com estratégias, de modo que visa e visam são igualmente corretos. É a mesma liberdade das partitivas, transposta para dentro da oração adjetiva.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Antecedente coletivo: relativo admite os dois números","citation":null,"trap_note":"Coletivo seguido de especificador plural abre dois caminhos também quando é antecedente de que. Conjunto de estratégias que visa ou que visam: as duas leituras estão na norma."}},{"id":"5ca8dc5967b5","number":7,"stem":66,"statement":"No trecho “uma afirmação clássica sobre o fato de que as indústrias criativas têm um significado que vai muito além do seu impacto econômico imediato” (segundo período do primeiro parágrafo), seriam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto caso a forma verbal “vai” fosse substituída por vão, de forma que a concordância verbal passasse a ser estabelecida com o termo “as indústrias criativas”.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_RJ_21_TECNICO","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O antecedente de que em que vai muito além do seu impacto econômico imediato é um significado, e não as indústrias criativas: o que vai além do impacto econômico é o significado que as indústrias têm. O plural vão deixaria o verbo da adjetiva sem concordar com o seu antecedente, e o possessivo seu, no singular, confirma qual é o núcleo retomado.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"a concordância verbal passasse a ser estabelecida com o termo “as indústrias criativas”","corrected_statement":"No trecho “uma afirmação clássica sobre o fato de que as indústrias criativas têm um significado que vai muito além do seu impacto econômico imediato” (segundo período do primeiro parágrafo), não seriam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto caso a forma verbal “vai” fosse substituída por vão, pois a concordância se estabelece com o termo “um significado”.","concept":"Antecedente do relativo é o objeto mais próximo, não o sujeito da oração anterior","citation":null,"trap_note":"Em X têm Y que faz Z, o relativo retoma Y, não X. O sujeito da oração principal já esgotou a sua concordância no primeiro verbo."}},{"id":"557671414118","number":8,"stem":67,"statement":"No trecho “havia tempos” (segundo parágrafo), a substituição de “havia” por faziam prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"PC_SE_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Em havia tempos, o verbo exprime tempo decorrido e é impessoal: não tem sujeito e não varia. Fazer nesse mesmo sentido também é impessoal, de modo que a única forma admissível seria fazia tempos. Faziam pluraliza um verbo que não tem com o que concordar, e é por isso que a substituição prejudica a correção.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Fazer de tempo decorrido é impessoal","citation":null,"trap_note":"O plural de tempos atrai o verbo e é justamente o que se deve ignorar. Faz dez anos, fazia tempos, faz séculos: o numeral nunca é sujeito."}},{"id":"43d695fc954f","number":8,"stem":68,"statement":"A forma verbal ‘Tem’, na oração ‘Tem uma ponta assim’ (décimo terceiro parágrafo), concorda com o termo ‘uma ponta’.","answer":"E","source":{"slug":"TELEBRAS_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Em Tem uma ponta assim, ter está empregado no sentido existencial que a fala coloquial dá a haver: equivale a há uma ponta assim. Nesse uso o verbo é impessoal, não tem sujeito, e uma ponta é objeto direto. Não há concordância a estabelecer, e é por isso que a forma fica invariável mesmo diante de um objeto plural.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"concorda com o termo ‘uma ponta’","corrected_statement":"A forma verbal ‘Tem’, na oração ‘Tem uma ponta assim’ (décimo terceiro parágrafo), é impessoal e não concorda com o termo ‘uma ponta’, que é o seu objeto direto.","concept":"Ter existencial coloquial é impessoal, como haver","citation":null,"trap_note":"Tem no sentido de há não tem sujeito. O teste é a troca: se a frase aceita haver no lugar, o termo seguinte é objeto e o verbo fica no singular."}},{"id":"3852d2b9a533","number":10,"stem":69,"statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, seria gramaticalmente correto incluir acento diferencial na forma verbal “tem” — escrevendo-se têm — a fim de que a concordância verbal passasse a ser estabelecida com os termos “da informação” e “da comunicação”.","answer":"E","source":{"slug":"TELEBRAS_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Da informação e da comunicação vêm regidos da preposição de e são complementos do núcleo do sujeito, não núcleos dele. Termo regido de preposição nunca é sujeito, de modo que não há como o verbo concordar com eles. O plural têm ficaria sem sujeito plural a que se prender, e a acentuação proposta apenas registraria essa concordância inexistente.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"a concordância verbal passasse a ser estabelecida com os termos “da informação” e “da comunicação”","corrected_statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, não seria gramaticalmente correto incluir acento diferencial na forma verbal “tem” — escrevendo-se têm —, pois os termos “da informação” e “da comunicação” são complementos preposicionados e não podem estabelecer a concordância verbal.","concept":"Complemento preposicionado não é núcleo do sujeito","citation":null,"trap_note":"Da informação, de dados, de estratégias: tudo o que vier depois de uma preposição está fora da concordância do verbo, por mais plural que seja."}},{"id":"e5517a4103ce","number":10,"stem":70,"statement":"No último período do segundo parágrafo, a forma verbal “indicam” está flexionada no plural para concordar com a palavra “projeções”, mas poderia ser substituída pela respectiva forma singular — indica —, sem prejuízo da correção gramatical, dada a previsão gramatical de concordância com o termo mais próximo, que, no caso, é o termo “prazo”.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_PIRESRIO_GO_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Não existe, para verbo e sujeito, regra de concordância com o termo mais próximo. Prazo está dentro do adjunto de mais longo prazo, regido de preposição, e termo preposicionado não é sujeito em nenhuma circunstância. O sujeito é As projeções, e o singular indica ficaria sem concordar com ele. A regra invocada é real para adjetivo diante de substantivos coordenados, não para isto.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"dada a previsão gramatical de concordância com o termo mais próximo, que, no caso, é o termo “prazo”","corrected_statement":"No último período do segundo parágrafo, a forma verbal “indicam” está flexionada no plural para concordar com a palavra “projeções”, e não poderia ser substituída pela respectiva forma singular — indica —, pois não há concordância verbal com o termo mais próximo.","concept":"Concordância com o mais próximo não existe entre verbo e sujeito","citation":null,"trap_note":"A concordância com o mais próximo é regra de concordância nominal, para adjetivo posposto ou anteposto a substantivos coordenados. Citada a respeito de um verbo, é invenção."}},{"id":"b466a488a446","number":13,"stem":71,"statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, a forma verbal “contribuíram” estabelece concordância com o termo “operações massivas de coleta de dados”.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_RJ_21_ANALISTA","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito de contribuíram é novas melhorias na IA; tudo o que vem entre o sujeito e o verbo são duas reduzidas de particípio encaixadas, viabilizadas por operações massivas de coleta de dados e aperfeiçoadas ao máximo por grupos digitais. Operações está dentro de um agente da passiva, regido de por, e agente da passiva não é sujeito. O plural do verbo vem do sujeito distante, não do substantivo plural que ficou colado nele.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"estabelece concordância com o termo “operações massivas de coleta de dados”","corrected_statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, a forma verbal “contribuíram” estabelece concordância com o termo “novas melhorias na IA”.","concept":"Distância entre sujeito e verbo preenchida por reduzidas de particípio","citation":null,"trap_note":"Quanto mais longe o sujeito, mais a banca oferece o vizinho. Corte as reduzidas e as adjetivas encaixadas e leia só o esqueleto do período."}},{"id":"2afa257ecd50","number":15,"stem":72,"statement":"No último período do primeiro parágrafo, as formas verbais “têm” e “provêm” estabelecem concordância com o mesmo termo: “todas”.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_PIRESRIO_GO_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito das duas orações coordenadas é quase todas, retomando as aproximadamente trinta plantas do início do período; o segundo verbo apenas herda o mesmo sujeito por elipse. Daí o plural em têm e em provêm, formas que, nos dois verbos, se distinguem do singular só pelo acento circunflexo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Sujeito único para verbos coordenados","citation":null,"trap_note":"Ter, vir, provir, deter, intervir: no plural, todos ganham circunflexo. O acento é o rastro da concordância e serve de conferência rápida."}},{"id":"20e68b943924","number":17,"stem":73,"statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, a substituição da forma verbal “Há” por Fazem prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"SESAU_AL_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Em Há alguns meses, o verbo indica tempo decorrido e por isso é impessoal: não tem sujeito e fica invariável. Fazer no mesmo sentido também é impessoal, de modo que a forma correta seria Faz alguns meses; Fazem é o plural que a impessoalidade proíbe. A substituição proposta prejudica a correção, como o item afirma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Haver e fazer de tempo decorrido são impessoais","citation":null,"trap_note":"Todo item que afirma que trocar há por fazem prejudica a correção está certo. Fazer de tempo nunca vai ao plural, nem quando o numeral que o acompanha está no plural."}},{"id":"c850fccd890a","number":19,"stem":74,"statement":"A substituição da forma verbal “Há” (terceiro período do segundo parágrafo) por Existe preservaria a coerência e a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_PIRESRIO_GO_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Haver existencial é impessoal e não varia; existir tem sujeito e concorda com ele. Aqui o termo que segue o verbo é uma série de razões ulteriores, cujo núcleo é série, singular, de modo que a forma exigida por existir é justamente Existe. A troca acerta o número e preserva coerência e correção.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Núcleo singular da partitiva comanda a forma de existir","citation":null,"trap_note":"Ao trocar há por existir, olhe para o núcleo do complemento e não para o plural que vem depois de de. Uma série de razões pede existe; razões diversas pediria existem."}},{"id":"7ca7af18cc9c","number":13,"stem":75,"statement":"A forma verbal “vêm” (R.6) é acentuada devido à concordância que estabelece com o termo “o planejamento urbano e a gestão das cidades e áreas metropolitanas” (R. 4 a 6).","answer":"C","source":{"slug":"TC_DF_20_ACE","ano":2020},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito é composto e anteposto, com dois núcleos: o planejamento urbano e a gestão das cidades e áreas metropolitanas. Sujeito composto anteposto leva o verbo ao plural, e em vir a terceira pessoa do plural se distingue do singular apenas pelo acento circunflexo. O acento de vêm é, portanto, consequência direta da concordância.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Vem × vêm: o acento marca o plural exigido pelo sujeito composto","citation":null,"trap_note":"Em ter, vir e derivados, o acento circunflexo é a única marca do plural. Achar o sujeito resolve a acentuação, e não o contrário."}},{"id":"418e0b07ad35","number":8,"stem":76,"statement":"Na linha 1, seria incorreto o emprego do verbo “ser” no plural — serem.","answer":"C","source":{"slug":"MP_PI_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"Na linha 1, ser integra a locução verbal devem ou não ser feitas: dever é o auxiliar e carrega sozinho a marca de plural exigida pelo sujeito, o que retoma coisas. O infinitivo que completa uma locução verbal não tem sujeito próprio nem flexão própria, de modo que serem seria incorreto. Flexionar o infinitivo só é possível quando ele traz um sujeito que o auxiliar não expressa.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Infinitivo em locução verbal não se flexiona","citation":null,"trap_note":"Antes de flexionar um infinitivo, pergunte se ele tem sujeito próprio. Dentro de locução verbal ele nunca tem: quem concorda é o auxiliar, e o plural já está marcado ali."}},{"id":"0ef4a503e44c","number":17,"stem":77,"statement":"A forma verbal “haja” (R.4) poderia ser flexionada no plural — hajam —, preservando-se a correção gramatical e os sentidos do texto.","answer":"E","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"Haver no sentido existencial é impessoal: não tem sujeito, e por isso não existe forma de plural admissível para ele, nem no indicativo nem no subjuntivo. Hajam só é correto quando haver é auxiliar de tempo composto, como em espero que hajam saído. No sentido de existir, haja é a única forma, qualquer que seja o número do termo que a acompanha.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"poderia ser flexionada no plural — hajam","corrected_statement":"A forma verbal “haja” (R.4) não poderia ser flexionada no plural — hajam —, por ser impessoal o verbo nesse emprego.","concept":"Haver existencial não tem plural em nenhum modo","citation":null,"trap_note":"Hajam existe, mas só como auxiliar: hajam chegado, hajam feito. Sozinho, no sentido de existir, o verbo fica sempre no singular."}},{"id":"cd8f8f37792c","number":20,"stem":78,"statement":"Seriam mantidos a correção gramatical e os sentidos originais do texto, caso a forma verbal “Houve” (R.25) fosse substituída por Ocorreram.","answer":"E","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"Em Houve, em resumo, uma ampliação no grau de complexidade da sociedade, haver é existencial e impessoal, e uma ampliação é o seu objeto direto, no singular. Trocado por ocorrer, esse mesmo termo se torna sujeito e passa a governar o verbo: a forma exigida é Ocorreu. O plural Ocorreram fica sem sujeito com que concordar e quebra a correção.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"fosse substituída por Ocorreram","corrected_statement":"Seriam mantidos a correção gramatical e os sentidos originais do texto, caso a forma verbal “Houve” (R.25) fosse substituída por Ocorreu.","concept":"Trocado haver por ocorrer, o objeto vira sujeito","citation":null,"trap_note":"Haver, existir, ocorrer e acontecer não são intercambiáveis sem ajuste: só haver é impessoal. Depois da troca, conte o número do termo que vinha depois do verbo e confira se a forma proposta está nesse número."}},{"id":"dcf9082f8a69","number":10,"stem":79,"statement":"A substituição da locução verbal “terá mudado” (R.15) pela forma verbal mudou manteria a correção gramatical do texto, mas alteraria o sentido do período.","answer":"E","source":{"slug":"SEDUC_AL_17","ano":2017},"explanation":{"verdict_reason":"A correção de fato se mantém, e é a segunda metade do item que falha. Nesse ponto do texto o resultado já foi dado como fato consumado no período anterior — os resultados foram decepcionantes —, e as duas orações coordenadas descrevem a mesma realidade já verificada: pouco ou nada se alterou na atitude, pouco ou nada terá mudado nas práticas. Sem nenhum marco futuro de referência no período, o futuro do presente composto não projeta nada adiante, e mudou conserva a mesma referência temporal e o mesmo conteúdo.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"mas alteraria o sentido do período","corrected_statement":"A substituição da locução verbal “terá mudado” (R.15) pela forma verbal mudou manteria a correção gramatical do texto e não alteraria o sentido do período.","concept":"Futuro composto que retoma fato já dado como consumado","citation":null,"trap_note":"A oposição entre dois tempos verbais é real na gramática e nem sempre opera no período. Antes de aceitar que a troca altera o sentido, procure no contexto o marco temporal que justificaria o tempo original; se não houver nenhum, a forma está ali por estilo e a troca não custa nada."}},{"id":"c4236ad49152","number":8,"stem":80,"statement":"A forma verbal “acreditava” (R.3) está flexionada no singular para concordar com a palavra “parte” (R.2), mas poderia ser substituída sem prejuízo à correção gramatical pela forma verbal acreditavam, que estabeleceria concordância com o termo composto “dos médicos e da população” (R.2).","answer":"C","source":{"slug":"ANVISA_16","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"Grande parte dos médicos e da população é expressão partitiva: o núcleo é parte, singular, e o especificador que vem depois de de está no plural. A norma admite as duas concordâncias, com o coletivo ou com o especificador, e nenhuma delas prejudica a correção. O item descreve as duas com exatidão.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Partitivo: concordância com o coletivo ou com o especificador","citation":null,"trap_note":"Grande parte de, a maioria de, a maior parte de, um conjunto de: as duas flexões cabem. Diante de uma partitiva, presuma que a troca é lícita e vá procurar o defeito do item em outro lugar."}},{"id":"1168be1c10e0","number":7,"stem":81,"statement":"A forma verbal “defende” (R.12) está flexionada na terceira pessoa do singular por concordar com seu sujeito, cujo referente é “a justiça” (R.11). Socioambiental Viver Direito do TJDFT foi instituído por meio da Portaria GPR n.º 1.313/2012. As bases do Programa Viver apresentados, respectivamente, nos artigos 1.º, 2.º e 3.º da referida portaria, os quais são transcritos abaixo: Socioambiental do TJDFT Viver Direito, cuja base é a Agenda Socioambiental do TJDFT que, em permanente revisão, existentes no âmbito do Poder Judiciário do Distrito Federal e Territórios, visando à preservação e à recuperação do meio torná-lo e mantê-lo ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável. Socioambiental Viver Direito objetiva indicar e programar ações bem como sensibilizar os públicos interno e externo resíduos gerados pelo órgão, ao combate a todas as formas de desperdício dos recursos naturais e à inclusão de critérios compras e nas contratações de serviços da instituição. Art. 3.º Define-se como meta permanente do Viver adoção de práticas ecologicamente eficientes, que visem poupar matéria-prima, água e energia, bem como enfatizem a social, com base no desenvolvimento do ser humano e na preservação da vida.","answer":"C","source":{"slug":"TJDFT_15_SERVIDOR","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"Na segunda coordenada, o sujeito está elíptico e retoma a justiça, que é quem segura a balança e a espada. O singular de defende concorda com esse sujeito oculto; o objeto o, que retoma o direito, não interfere na flexão do verbo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Sujeito elíptico em oração coordenada","citation":null,"trap_note":"Ponto e vírgula e vírgula de coordenação não trocam o sujeito. Ele continua valendo até que o período apresente outro explicitamente."}}]}