{"subject_id":"3a3cc48d009981489d56c4359fb4da10","topico":"Concordância nominal: anexo, incluso, mesmo, meio, bastante, é proibido/necessário","stems":["Acerca dos sentidos e de aspectos gramaticais do texto CG1A1, julgue os próximos itens.","Linguagem Simples é o nome dado no Brasil a um conjunto de técnicas de redação e de design da informação usadas para produzir textos claros para o público-alvo das comunicações oficiais. Quando falamos em “público-alvo”, estamos tratando especificamente da parcela da população a quem a informação se destina. Uma pessoa pode, por exemplo, redigir um texto para um site de câmara municipal com o objetivo de que seja compreendido por cidadãos com ensino médio completo; um folheto sobre malária para uma população ribeirinha de baixa escolaridade; ou, ainda, um estudo legislativo para embasar o trabalho de um deputado. Em qualquer dessas situações, tanto o público como a instituição vão se beneficiar do uso da Linguagem Simples. Embora no Brasil o termo “Linguagem Simples” tenha prevalecido, o mote da técnica não é exatamente “quanto mais simples, melhor”, mas “quanto mais claro, melhor”. Tendo-se em mente que a clareza, e não a simplicidade, é a meta última da técnica, é possível e desejável usá-la até mesmo para redigir um texto técnico para o público especialista em determinado assunto. Em casos como esse, trocar palavras difíceis por outras mais fáceis não será a primeira preocupação. A Linguagem Simples vai muito além da escolha de palavras. A técnica engloba diretrizes relacionadas à arquitetura da informação, à estrutura das frases e ao design, com o objetivo de reduzir o tempo e a dificuldade para o cérebro processar informações. Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","Defendemos que a divulgação científica (DC) é produzida pela esfera da cultura científica em colaboração com outras esferas de atividades humanas. Assim, a DC é um produto gerado na interseção de esferas de criação ideológicas, cujas atividades disputam motivos, propósitos, regras, agentes, ferramentas culturais, entre tantos outros elementos. Em uma análise a partir da cultura científica, teremos a apropriação da comunicação, do jornalismo, da mídia e suas técnicas como ferramentas culturais para a produção da DC, enquanto o universo de referência, os princípios e os valores continuam sendo próprios da cultura científica. Por outro lado, se partirmos da esfera da mídia, teremos a apropriação de conhecimentos, fatos e histórias da ciência, enquanto as formas de produção do suporte são próprias da esfera midiática. Podemos estender esse exercício para todas as esferas que atuam na DC, como a educação, por exemplo, condição que reforça nossa compreensão de que a DC é produzida em meio à interseção da cultura científica com outras esferas de atuação humana. Embora existam coerções e interseções com outros campos, não há como deslocar princípios ontológicos da cultura científica que são inerentes aos conceitos, às metodologias e às práticas da ciência — fato que sustenta e fortalece a interpretação do divulgador como um representante da cultura científica. A DC, portanto, é produzida em meio a uma interseção de esferas de criação ideológica; a cultura científica, no entanto, exerce maior influência sobre o produto gerado. Tal concepção evidencia que a interseção na qual a DC é produzida não é composta por esferas equipolentes. Ainda que a cultura científica tenha maior influência na determinação dos produtos da DC, trata-se de produtos gerados em meio a disputas, cujos escopos variam de acordo com os suportes de DC e os meios de comunicação em que são veiculados. Não é preciso ser um especialista em DC para notar as diferenças entre veículos de DC que, por vezes, sustentam coerções da indústria cultural e, por isso, usufruem livremente do sensacionalismo e da fetichização do conhecimento científico, visando ao aumento das vendas, e veículos que claramente têm interesse em ensinar conceitos científicos que estão fortemente baseados em coerções provenientes da educação científica. Considerando os aspectos linguísticos do texto apresentado e as ideias nele veiculadas, julgue os próximos itens.","A respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1-I, julgue os itens a seguir.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Sentimos a dor, mas não a ausência da dor; sentimos a inquietação, mas não a ausência da inquietação; o temor, mas não a segurança. Sentimos o desejo e o anelo, como sentimos a fome e a sede; mas, uma vez satisfeitos, tudo acaba, assim como o bocado que, uma vez engolido, deixa de existir para a nossa sensação. Enquanto possuímos os três maiores bens da vida, saúde, mocidade e liberdade, não temos consciência deles, e só os apreciamos depois de os havermos perdido, porque esses também são bens negativos. Só notamos os dias felizes da nossa vida passada depois de darem lugar aos dias de tristeza. À medida que os nossos prazeres aumentam, tornam-nos cada vez mais insensíveis; o hábito já não é um prazer. Por isso mesmo, a nossa faculdade de sofrer é mais viva; todo hábito suprimido causa um sentimento doloroso. As horas correm tanto mais rápidas quanto mais agradáveis são, tanto mais demoradas quanto mais tristes, porque o gozo não é positivo, diferentemente da dor, cuja presença se faz sentir. O aborrecimento dá-nos a noção do tempo; a distração tira-a. Não se poderia absolutamente imaginar uma grande e viva alegria se esta não sucedesse a uma grande miséria, porque nada há que possa atingir um estado de alegria serena e durável; o mais que se consegue fazer é distrair, satisfazer a vaidade. É por este motivo que todos os poetas são obrigados a colocar os seus heróis em situações cheias de ansiedades e de tormentos, a fim de os livrarem delas: drama e poesia épica só nos mostram homens que lutam, que sofrem mil torturas, e cada romance oferece-nos em espetáculo os espasmos e as convulsões do pobre coração humano. Voltaire, o feliz Voltaire, que tão favorecido foi pela natureza, pensa como eu, quando diz: “A felicidade não passa de um sonho; só a dor é real”. E acrescenta: “Há oitenta anos que o experimento; não sei fazer outra coisa senão resignar-me e dizer a mim mesmo que as moscas nasceram para serem comidas pelas aranhas, e os homens, para serem devorados pelos pesares”. Julgue os itens a seguir, referentes às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.","Preconceito e discriminação são termos próximos. Por vezes, juridicamente, parecem até a mesma coisa, como se depreende do texto da Lei n.º 7.716, de 5 de janeiro de 1989, complementada pela Lei n.º 9.459, de 15 de maio de 1997: “Serão punidos, na forma desta lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Mesmo assim, o preconceito pode ser definido como uma ideia de distinção, exclusão ou preferência baseada em raça, sexo, religião, origem social ou geográfica etc.; já a discriminação diz respeito à ação decorrente do preconceito. O preconceito é uma opinião; a discriminação, um comportamento real e efetivo. Sendo um pensamento, o preconceito, a rigor, não é crime. Quando se torna uma ação concreta ou uma afirmação pública, passa a ser discriminação e, a partir daí, é alvo da lei. O preconceito é considerado por nós a matriz que origina o ato discriminatório. Sem preconceito, não existiria discriminação. Ausente de sua expressão concreta discriminatória, o preconceito seria apenas uma fantasmagoria psíquica. Em referência às ideias veiculadas no texto apresentado e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens seguintes.","Quando se fala que o surgimento da escrita não foi apenas a aquisição de mais um modo de expressão, mas também uma revolução, é porque ela mudou toda uma forma de organizar os pensamentos. Na cultura oral, a memória é que determina o conhecimento, portanto só sabemos o que podemos recordar, como pontuou o filósofo e historiador cultural Walter Ong. Dessa forma, o pensamento foi moldado a partir da repetição oral, dos padrões rítmicos ou de alguma forma mnemônica, e de um ritmo mais lento na evolução dos acontecimentos. Quando o suporte sai do corpo da pessoa e vai para a argila, a cerâmica, a pedra, mais tarde para o pergaminho e o papel — suportes que criam a possibilidade de a pessoa retomar a leitura para relembrar ou refletir sobre um acontecimento —, a própria elaboração do pensamento e a transmissão do conhecimento são afetadas. Para além disso, sendo a leitura em suporte escrito uma atividade individualizada, solitária na maioria das vezes, ela modifica a relação de comunicação que se tinha antes na cultura oral, na qual há unidade entre quem fala e quem ouve. O resultado disso teria sido tão impactante que Ong classifica a escrita como uma tecnologia ainda mais extrema que a impressão e os computadores, por exemplo. “A escrita, a impressão e os computadores são todos meios de tecnologizar a palavra. A escrita é, de certo modo, a mais drástica das três tecnologias. Ela iniciou o que a impressão e os computadores apenas continuam, a redução do som dinâmico a um espaço mudo, o afastamento da palavra em relação ao presente vivo, único lugar em que as palavras faladas podem existir. Ao contrário da linguagem natural, oral, a escrita é inteiramente artificial”, escreveu ele. Julgue os itens seguintes, relativos aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto precedente.","A humanidade produz 400 milhões de toneladas de plástico por ano, e apenas 10% dele é reaproveitado, até mesmo porque a reciclagem de alguns tipos é econômica ou tecnicamente inviável. Mas pode haver solução. Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia, liderados pela engenheira química e ambiental Kandis Abdul-Aziz, criou um método que transforma o plástico em fertilizante: ele é misturado a palha de milho e se torna um tipo de carvão extremamente poroso, ideal para fertilizar o solo. Para transformar o plástico em carvão, a equipe utiliza plásticos como o PET, empregado em garrafas, e o isopor, misturados a resíduos de milho — restos de talos, folhas, cascas e espigas. Os pesquisadores aquecem essa mistura em um reator, sem oxigênio, para romper a estrutura molecular original e obter carbono elementar, que dá origem ao carvão. Esse processo de decomposição por altas temperaturas, chamado pirólise, já é frequentemente usado com outros restos agrícolas. Esse carvão pode aumentar o teor de nutrientes como potássio e nitrogênio no solo, além de melhorar a retenção deles. Mas uma de suas aplicações mais promissoras é o uso dele para diminuir a chamada lixiviação de nitrogênio (remoção ou dissolução desse nutriente pela ação da água sobre o solo) e aumentar o teor de carbono orgânico presente no solo, o que otimizaria sua saúde e o crescimento das plantações. Quanto aos próximos passos para o desenvolvimento da técnica, a equipe liderada por Kandis Abdul-Aziz está pensando em combinar os plásticos com outros resíduos agrícolas comuns na Califórnia, além da palha de milho. O estado é um dos maiores produtores de frutas cítricas dos Estados Unidos da América, mas a maioria dos resíduos, como cascas, sementes e polpa, é descartada e acaba em aterros sanitários. Além de produzir uma mercadoria valiosa como o carvão, o processo desenvolvido pelos pesquisadores pode fornecer uma alternativa sustentável para elementos que geralmente são considerados lixo. Com relação à tipologia, às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Texto CG2A1 O desenvolvimento da educação sanitária, a partir dos Estados Unidos da América, esteve associado à saúde pública, tendo sido instrumento das ações de prevenção das doenças, e caracterizou-se pela transmissão de conhecimento. No entanto, mesmo que realizada de forma massiva, como no caso das campanhas sanitárias no Brasil, a perspectiva não contemplava a dimensão histórico-social do processo saúde-doença. Com o movimento pela reforma sanitária no Brasil, as críticas mais contundentes relacionavam-se ao fato de que o social não era considerado na prática da saúde pública, senão em perspectiva restrita, de modo que a educação passou a ser uma atividade paralela, cuja finalidade seria a de auxiliar a efetivação dos objetivos eminentemente técnicos dos programas de saúde pública. Entretanto, em uma perspectiva crítica, a educação parte da análise das realidades sociais, buscando revelar as suas características e as relações que as condicionam e as determinam. Essa perspectiva pode ater-se à explicação das finalidades reprodutivistas dos processos educativos ou trabalhar no âmbito de suas contradições, buscando transformar essas finalidades, estabelecendo como meta a construção de sujeitos e de projetos societários transformadores. Da mesma forma, no campo da saúde, a compreensão do processo saúde-doença como expressão das condições objetivas de vida, isto é, como resultante das condições de habitação, alimentação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços de saúde, descortina a saúde e a doença como produções sociais, passíveis de ação e transformação, e aponta também para um plano coletivo, e não somente individual, de intervenção. Essa maneira de conceber a saúde tem sido caracterizada como um conceito ampliado, pois não reduz a saúde à ausência de doença, promovendo a ideia de que uma situação de vida saudável não se resolve somente com a garantia do acesso aos serviços de saúde, mas depende, sobretudo, da garantia de condições de vida dignas que, em conjunto, podem proporcionar a situação de saúde. Nesse sentido, são indissociáveis o conceito de saúde e a noção de direito social. FimDoTexto A partir das ideias suscitadas pelo texto CG2A1, julgue os itens seguintes.\n\n\n\nJulgue os itens a seguir, relativos à estruturação linguística do texto CG2A1.","Texto CG1A1-II Sociedades contemporâneas produzem ciência. Mas sociedades remotas também a produziam, ainda que não o fizessem com os mesmos ferramentais metodológicos de observação e experimentação desenvolvidos e apurados nos séculos posteriores. Nosso conceito mais amplo de ciência pressupõe a tentativa de explicar e entender racionalmente a natureza. Assim como o progresso científico molda e é moldado pelas ideias compartilhadas entre as pessoas no tempo, o mesmo ocorre com a arte, que necessariamente captura, reflete e confronta a sua contemporaneidade. Contudo, embora arte e ciência tenham caminhado juntas no decorrer da história da civilização humana, a literatura que hoje conhecemos como ficção científica corresponde a uma ramificação literária moderna. Talvez seja injusto classificá-la como um gênero, sob o risco de reduzir a ampla extensão de sua capacidade de mesclar diversos territórios, temas e estilos. Em um complexo amálgama de romance, ciência, profecia e especulação, há nessas obras um componente de cientificismo que se tornou explícito na ficção científica em um recorte mais recente da história humana, quando autores, deliberada e conscientemente, incorporaram modelos racionais de explicação em narrativas que, por serem ficcionais, poderiam até se valer de um salvo-conduto que as libertaria dos compromissos técnicos e morais da razão, mas não o fizeram. Julgue os itens que se seguem, a respeito das ideias veiculadas no texto CG1A1-II.\n\n\n\nJulgue os itens subsequentes, em relação às estruturas linguísticas do texto CG1A1-II.","Texto CB1A1-II A palavra ficção nos remete a histórias inventadas (total ou parcialmente). Pode ser uma fantasia, que envolva monstros, heróis ou fantasmas, pode ser uma ficção científica, que envolva tecnologias que vão muito além daquelas que existem hoje, e também pode ser um romance comum, totalmente realista, mas com enredo, personagens ou ambientes inventados. Dessa forma, uma matéria jornalística jamais poderia ser considerada ficcional, já que um dos pilares do jornalismo é a busca pela verdade e a publicização das informações com precisão e veracidade. Um jornal que noticiasse ficções estaria ferindo um de seus princípios mais fundamentais. Apesar de essa definição de ficção ser bem popular, os críticos e teóricos de cinema franceses Jacques Aumont e Michel Marie afirmam que a ficção é uma forma de discurso que faz referência a personagens ou a ações que só existem na imaginação daquele que a escreve ou lê. Segundo eles, a ficção não é uma mentira, mas um simulacro da realidade, uma das possíveis maneiras de se representar o real. Assim, podemos dizer que todo relato é uma tentativa de representar a realidade por meio de palavras. Um relato de um acontecimento não é o próprio acontecimento em si. Os fatos ficam no passado, depois que acontecem. Qualquer tentativa de retomá-los no presente, por meio de uma história, será uma representação, será uma construção da mente de uma pessoa. Logo, será uma ficção. Julgue os itens a seguir com base nas ideias apresentadas no texto CB1A1-II.\n\n\n\nA respeito dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens que se seguem.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Nos últimos anos, uma das tendências mais surpreendentes das ciências sociais pode ser descrita como a descoberta da ignorância. À primeira vista, parece bizarra a escolha desse objeto de estudo, pois há mais de trinta anos nos dizem que vivemos numa sociedade do conhecimento. Está cada vez mais claro, entretanto, que hoje vivemos também numa sociedade da ignorância, em que, de fato, sabemos pouco sobre as doenças, o meio ambiente e o funcionamento dos negócios e da política. Essa desconfortável tomada de consciência nos coloca um desafio. Como estudar a falta de conhecimento? Uma das respostas tem sido examinar as práticas correntes de ocultação de informações ou circulação de fake news, descrevendo essas atividades como exemplos da construção, produção ou fabricação da ignorância, quando, por exemplo, encobrem calamidades ou defendem que determinada droga não tem efeitos colaterais perigosos. Seria mais preciso falar de manutenção do que de produção da ignorância. Outra resposta a esse novo desafio seria estudar a história social da ignorância, perguntando quem ignora o quê em dado lugar e em dada época, quais são as causas dessa ignorância e, acima de tudo, que consequências ela produz. A humanidade nunca soube tantas coisas como hoje, mas cada indivíduo tem conhecimento apenas de uma parte ínfima desse saber. Quanto mais se tem a saber, mais se pode ignorar. Julgue os itens que se seguem, a respeito das ideias e estruturas linguísticas do texto precedente.","Texto CB3A1-I A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que institui a Política Nacional de Linguagem Simples nos órgãos e nas entidades da administração pública direta e indireta. Os objetivos da política incluem possibilitar que as pessoas consigam encontrar, entender e usar facilmente as informações publicadas por órgãos e entidades, reduzir os custos administrativos e o tempo gasto com atividades de atendimento ao cidadão, e facilitar a participação e o controle da gestão pública pela população. O texto aprovado é substitutivo ao Projeto de Lei n.º 6.256/2019. A proposta conceitua linguagem simples como o conjunto de técnicas para transmitir informações de maneira clara e objetiva, como redigir as frases em ordem direta, preferencialmente em voz ativa, usar frases curtas, evitar redundâncias e palavras desnecessárias e estrangeiras, entre outras. Essas técnicas deverão ser observadas na redação de textos destinados ao cidadão. “Em nosso substitutivo, sugerimos mudanças no texto original para que constassem todas as técnicas, e não apenas algumas, referentes à redação em linguagem simples”, explicou o relator. “Também deixamos clara a intenção de que a linguagem simples seja adotada especificamente nas comunicações para o cidadão, por intermédio de sites, jornais impressos, aplicativos e publicidade, não atingindo, portanto, todos os atos da administração pública, como pretendia o projeto original”, completou. Em relação ao texto CB3A1-I e seus sentidos, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1-I, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1-I A apropriação colonial das terras indígenas muitas vezes se iniciava com alguma alegação genérica de que os povos forrageadores viviam em um estado de natureza — o que significava que eram considerados parte da terra, mas sem nenhum direito a sua propriedade. A base para o desalojamento, por sua vez, tinha como premissa a ideia de que os habitantes daquelas terras não trabalhavam. Esse argumento remonta ao Segundo tratado sobre o governo (1690), de John Locke, em que o autor defendia que os direitos de propriedade decorrem necessariamente do trabalho. Ao trabalhar a terra, o indivíduo “mistura seu trabalho” a ela; nesse sentido, a terra se torna, de certo modo, uma extensão do indivíduo. Os nativos preguiçosos, segundo os discípulos de Locke, não faziam isso. Não eram, segundo os lockianos, “proprietários de terras que faziam melhorias”; apenas as usavam para atender às suas necessidades básicas com o mínimo de esforço. James Tully, uma autoridade em direitos indígenas, aponta as implicações históricas desse pensamento: considera-se vaga a terra usada para a caça e a coleta e, “se os povos aborígenes tentam submeter os europeus a suas leis e costumes ou defender os territórios que durante milhares de anos tinham erroneamente pensado serem seus, então são eles que violam o direito natural e podem ser punidos ou ‘destruídos’ como animais selvagens”. Da mesma forma, o estereótipo do nativo indolente e despreocupado, levando uma vida sem ambições materiais, foi utilizado por milhares de conquistadores, administradores de latifúndios e funcionários coloniais europeus na Ásia, na África, na América Latina e na Oceania como pretexto para obrigar os povos nativos ao trabalho, com meios que iam desde a escravização pura e simples ao pagamento de taxas punitivas, corveias e servidão por dívida. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nConsiderando as estruturas morfossintáticas e os aspectos semânticos do texto CG1A1-I, julgue os seguintes itens.","Texto CB1A1-I À medida que o homem cria, recria e decide, vão se formando as épocas históricas. E é também criando, recriando e decidindo como deve participar nessas épocas. É por isso que obtém melhor resultado toda vez que, integrando-se no espírito delas, se apropria de seus temas e reconhece suas tarefas concretas. Ponha-se ênfase, desde já, na necessidade permanente de uma atitude crítica, a única com a qual o homem poderá apreender os temas e tarefas de sua época para ir se integrando nela. Uma época, por outro lado, realiza-se na proporção em que seus temas forem captados e suas tarefas, resolvidas. E se supera na medida em que os temas e as tarefas não correspondem a novas ansiedades emergentes. Uma época da história apresentará uma série de aspirações, de desejos, de valores, em busca de sua realização. Formas de ser, de comportar-se, atitudes mais ou menos generalizadas, das quais somente os visionários que se antecipam têm dúvidas e frente às quais sugerem novas fórmulas. A passagem de uma época para outra caracteriza-se por fortes contradições que se aprofundam, dia a dia, entre valores emergentes em busca de afirmações, de realizações, e valores do ontem em busca de preservação. Quando isso ocorre, verifica-se o que chamamos transição. Observa-se um aspecto fortemente dramático que vai atingir as mudanças de que se nutre a sociedade. Porque é dramático, é fortemente desafiador. E a transição se torna então um tempo de opções. Nutrindo-se de mudanças, a transição é mais que as mudanças. Implica realmente a marcha que faz a sociedade na procura de novos temas, de novas tarefas ou, mais precisamente, de sua objetivação. As mudanças se produzem numa mesma unidade de tempo, sem afetá-la profundamente. É que se verificam dentro do jogo normal, resultante da própria busca de plenitude que fazem estes temas. Quando, por fim, estes temas começam a esvaziar e a perder sua significação, emergindo novos temas, a sociedade começa a passar para outra época. Nestas fases, mais do que nunca, se faz indispensável a integração. Mais do que nunca se faz indispensável o desenvolvimento de uma mente crítica, com a qual o homem possa se defender dos perigos dos irracionalismos, encaminhamentos distorcidos da emoção, característica dessas fases de transição. Com relação às ideias e à tipologia do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","As regiões metropolitanas e as grandes cidades brasileiras concentram hoje a atenção das autoridades de gestão territorial em nível local, regional e nacional. O conhecimento da complexa realidade dessas áreas em suas múltiplas dimensões e de modo dinâmico torna-se imprescindível para geri-las de forma eficiente. Não se trata apenas do levantamento de dados brutos, mas da proficiente manipulação e interpretação desses dados a partir de processamentos quantitativos (matemáticos e lógicos) sobre uma base espacial, de forma a revelar características e processos intrínsecos aos fenômenos em análise. Dito de outra forma, não basta somente a confecção de mapas digitais coloridos ilustrando, por exemplo, a exclusão social de uma determinada cidade por quantis, mas é fundamental que, com o auxílio de técnicas apropriadas de análise espacial, se possam extrair tendências do padrão de manifestação da exclusão social de forma contínua no espaço. Ou ainda, não é suficiente apenas mapear a ocorrência de crimes em um sistema georreferenciado, mas sim estudá-los de forma dinâmica, entendendo a sua proliferação no espaço e no tempo em articulação com inúmeras variáveis socioeconômicas e biofísicas, e como as estradas podem atuar como vetores de expansão da criminalidade. Nessa linha de pensamento, elaborar mapas estáticos de uso do solo urbano não mais atende às necessidades atuais dos gestores locais, mas é necessário que se permitam simulações de diferentes cenários futuros de expansão urbana e dinâmica de uso do solo em ambiente computacional. Aí reside o desafio da geoinformação em gestão urbana e regional, que pode ser entendida como um paradigma emergente na pesquisa multi e interdisciplinar que se dedica a explorar a extrema complexidade de problemas socioambientais em um ambiente de Sistemas de Informações Geográficas (SIG). Openshaw (2000) argumenta que a geoinformação não se reduz ao uso de técnicas computacionais para solucionar problemas espaciais, mas se refere, ao contrário, a uma forma totalmente nova de se fazer ciência em um contexto geográfico. Em relação aos aspectos linguísticos do texto apresentado anteriormente, julgue os próximos itens.","A expectativa de vida da população brasileira ao nascer subiu no ano de 2021, segundo dados da Tábua Completa de Mortalidade de 2021 divulgados em novembro do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados, publicados no Diário Oficial da União, mostram que o número subiu de 76,8 para 77 anos na comparação com 2020. Anualmente, o IBGE divulga esses números para o total da população brasileira, com data de referência em 1.º de julho do ano anterior e para todas as idades, conforme prevê o artigo 2.º do Decreto n.º 3.266/1999. As informações sobre a expectativa de vida da população são usadas para a tomada de decisão em várias políticas públicas. Esse dado é utilizado, por exemplo, para determinar o fator previdenciário no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social. Na divulgação dos números de 2020, o IBGE informou que as mortes decorrentes da pandemia de covid-19 não foram incluídas no levantamento e que essas informações só devem ser incorporadas na divulgação de 2023, referente ao ano de 2022. Mesmo assim, a inclusão seria apenas em caráter preliminar. Portanto, a divulgação seguiu a mesma metodologia do ano anterior, sem o impacto da pandemia. “É bem provável que em 2023 a gente tenha uma Tábua preliminar (corrigida pela covid-19) para o Brasil; para as unidades da Federação, são necessários os dados do Ministério da Saúde, que demoram um pouco mais”, explicou a demógrafa Izabel Guimarães Marri, gerente de população do IBGE na ocasião. “Em 2024, a gente vai ter a Tábua (referente a 2023) com todos os ajustes e estudos por unidades da Federação”, previu. Julgue os itens que se seguem, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.","Texto CB1A1-II O conceito de civilização não pode ser precisamente definido, não apenas por ser um processo evolucionário, mas também por ter se manifestado de formas muito diferentes através dos tempos. Entre as civilizações antigas, havia múltiplas diferenças nas crenças religiosas, nos costumes sociais, nas formas de governo e na criação artística. Contudo, uma faceta de fundamental importância para todas elas era a tecnologia, que, em sentido mais amplo, pode significar a aplicação do conhecimento para finalidades práticas. Hoje, a tecnologia é, na prática, sinônimo de ciência aplicada, mas as tecnologias básicas — tais como agricultura, construção, cerâmica, tecidos — foram originalmente empíricas e transmitidas de uma geração para outra, enquanto a ciência, no sentido de pesquisa sistemática das leis do universo, é um fenômeno relativamente recente. A tecnologia foi fundamental, já que proporcionava os recursos necessários para sociedades organizadas, e essas sociedades tornaram possíveis não apenas a divisão do trabalho — por exemplo, entre trabalhadores da terra, oleiros, marinheiros e similares —, como também um ambiente no qual puderam florescer as artes em geral, não necessárias à vida no dia a dia. A maioria dessas artes dependia de alguma espécie de suporte tecnológico: o escultor requeria ferramentas, o escritor necessitava de tinta e de papiro (ou papel, mais tarde), o dramaturgo precisava de teatros especialmente construídos. Julgue os itens seguintes com base nas ideias do texto CB1A1-II.\n\n\n\nJulgue os itens a seguir, referentes a aspectos gramaticais do texto CB1A1-II.","Texto CG1A1-I Um dos principais motores do avanço da ciência é a curiosidade humana, descompromissada de resultados concretos e livre de qualquer tipo de tutela ou orientação. A produção científica movida simplesmente por essa curiosidade tem sido capaz de abrir novas fronteiras do conhecimento e de, no longo prazo, gerar valor e mais qualidade de vida para o ser humano. O empreendimento científico e tecnológico é, sem dúvida alguma, o principal responsável por tudo que a humanidade construiu ao longo de sua história. Suas realizações estão presentes desde o domínio do fogo até as imensas potencialidades da moderna ciência da informação, passando pela domesticação dos animais, pelo surgimento da agricultura e indústria modernas e, é claro, pela espetacular melhora da qualidade de vida de toda a humanidade no último século. Além da curiosidade humana, outro motor importantíssimo do avanço científico é a necessidade de solução dos problemas que afligem a humanidade. Viver mais tempo e com mais saúde, trabalhar menos e ter mais tempo disponível para o lazer, reduzir as distâncias que separam os seres humanos — por meio de mais canais de comunicação ou de melhores meios de transporte — são alguns dos desafios e aspirações humanas para cuja solução, durante séculos, a ciência e a tecnologia têm contribuído. Apesar dos feitos extraordinários da ciência e dos investimentos públicos em ciência e tecnologia, verifica-se uma espécie de movimento de deslegitimação social do conhecimento científico no mundo todo. Recentemente, Tim Nichols, um reconhecido pesquisador norte-americano, chegou a anunciar a “morte da expertise”, título de seu livro sobre o conhecimento na sociedade atual, no qual ele descreve o sentimento de descrença do cidadão comum no conhecimento técnico e científico e, mais que isso, um certo orgulho da própria ignorância sobre vários temas complexos, especialmente sobre qualquer coisa relativa às políticas públicas. Vários fenômenos sociais recentes, como o movimento antivacina ou mesmo a desconfiança sobre a fatalidade do aquecimento global, apesar de todas as evidências científicas, parecem corroborar a análise de Nichols. A despeito da qualidade de vida ter melhorado nos últimos séculos, em grande medida graças ao avanço científico e tecnológico, a desigualdade vem aumentando no período mais recente. Thomas Piketty evidenciou um crescimento da desigualdade de renda nas últimas décadas em todo o mundo, além de mostrar que, no início deste século, éramos tão desiguais quanto no início do século passado. Esse é um problema mundial, mas é mais agudo em países em desenvolvimento, como o Brasil, onde ainda abundam problemas crônicos do subdesenvolvimento, que vão desde o acesso à saúde e à educação de qualidade até questões ambientais e urbanas. É, portanto, nesta sociedade desigual, repleta de problemas e onde boa parte da população não compreende o que é um átomo, que a atividade científica e tecnológica precisa se desenvolver e se legitimar. Também é esta sociedade que decidirá, por meio dos seus representantes, o quanto de recursos públicos deverá ser alocado para a empreitada científica e tecnológica. Em relação às ideias do texto CG1A1-I e à sua tipologia, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1 A governabilidade refere-se à capacidade política de governar, que deriva da relação de legitimidade do Estado e do seu governo com a sociedade. Está presente quando a população legitima o exercício do poder pelo Estado. A legitimidade, nesse contexto, deve ser entendida como a aceitação do poder do governo ou do Estado pela sociedade. Nesse sentido, os cidadãos e a cidadania organizada são a fonte ou a origem principal da governabilidade, ou seja, é a partir deles (e de sua capacidade de articulação em partidos, associações e demais instituições representativas) que surgem e se desenvolvem as condições para a governabilidade plena. Vinculada à dimensão estatal, governabilidade diz respeito às condições sistêmicas e institucionais sob as quais se dá o exercício do poder, tais como as características do sistema político, a forma de governo, as relações entre os poderes, o sistema de intermediação de interesses. Representa, assim, um conjunto de atributos essenciais ao exercício do governo, sem os quais nenhum poder pode ser exercido. Há três dimensões inerentes ao conceito de governabilidade: capacidade do governo de identificar problemas críticos e de formular políticas adequadas ao enfrentamento desses problemas, capacidade de mobilizar meios e recursos necessários à execução e à implantação das políticas públicas e capacidade de liderança do Estado, sem a qual as decisões se tornam ineficientes. A governabilidade, então, significa que o governo deve tomar decisões amparadas em um processo que inclua a participação dos diversos setores da sociedade, dos poderes constituídos, das instituições públicas e privadas e dos segmentos representativos da sociedade, para garantir que as escolhas atendam aos anseios da sociedade e contem com seu apoio na implementação de programas e projetos e na fiscalização dos serviços públicos. Sob esse enfoque, significa a participação dos diversos setores da sociedade nos processos decisórios que dizem respeito às ações do poder público, uma vez que incorpora a articulação do aparelho estatal ao sistema político de uma sociedade, ampliando o leque possível e indispensável à legitimidade e ao suporte das ações governamentais em busca de sua eficácia. Em resumo, governabilidade refere-se às condições do ambiente político em que se efetivam ou se devem efetivar as ações da administração, à base de legitimidade dos governos, à credibilidade e à imagem públicas da burocracia. Desse modo, o desafio da governabilidade consiste em conciliar os muitos interesses desses atores (na maioria, divergentes) e reuni-los em um objetivo comum (ou em vários objetivos comuns) a ser perseguido por todos. Assim, a capacidade de articular-se em alianças políticas e pactos sociais constitui-se em fator crítico para a viabilização dos objetivos do Estado. Essa tentativa de articulação que a governabilidade procura é uma forma de intermediação de interesses. Acerca das ideias do texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nNo que concerne aos aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1-I Em 721, um concílio romano presidido pelo papa Gregório II proibiu o casamento com uma commater, isto é, a madrinha de um filho, ou a mãe de um filho de quem se fosse padrinho. Isso levou o papado a se alinhar com a legislação promulgada, algumas décadas antes, em Bizâncio. A adoção marcadamente rápida desses princípios sugere que o clero franco já sustentava concepções similares. Isso é ilustrado por um caso curioso contado por um clérigo franco anônimo, em 727. Ele censurava a maneira traiçoeira pela qual a infame concubina Fredegunda havia conseguido se tornar a esposa legal do rei Quilpérico. Durante uma longa ausência do rei, ela persuadira sua rival, a rainha Audovera, a tornar-se madrinha da própria filha recém-nascida. Assim, a ingênua Audovera foi subitamente transformada na commater de seu próprio marido, impossibilitando qualquer relação conjugal posterior e deixando o caminho livre para Fredegunda. Essa artimanha mostra que, poucos anos após o concílio romano de 721, o autor anônimo e seu público estavam bem familiarizados com os impedimentos derivados do parentesco espiritual. Não fosse o caso, seria impossível acusar Fredegunda de seu ardiloso truque. As cartas do missionário Bonifácio conferem testemunho adicional a esse fato. Em 735, ele perguntou ao bispo escocês Pethlem se era permitido que alguém se casasse com uma viúva que era mãe de seu afilhado. “Todos os padres da Gália e na terra dos francos afirmavam que isso era um pecado grave”, escreveu ele. Soava-lhe estranho, já que ele nunca ouvira falar nisso antes. A questão devia preocupá-lo porque, no mesmo ano, escreveu a respeito para dois outros clérigos anglo-saxões. Evidentemente, o missionário até então não estava familiarizado com esse impedimento ao casamento, embora o clero continental, a quem ele se dirigia, considerasse a questão muito grave. Considerando os sentidos e as ideias do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação às estruturas morfossintáticas do texto CG1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1 Cresce, no mundo todo, o número de pessoas que demandam serviços de cuidado. De acordo com o último relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), esse universo deverá ser de 2,3 bilhões de pessoas em 2030 — há cinco anos, eram 2,1 bilhões. O envelhecimento da população e as novas configurações familiares, com mulheres mais presentes no mercado de trabalho e menos disponíveis para assumir encargos com parentes sem autonomia, têm levado os países a repensar seus sistemas de atenção a populações vulneráveis. Partindo desse panorama, as sociólogas Nadya Guimarães, da Universidade de São Paulo (USP), e Helena Hirata, do Centro de Pesquisas Sociológicas e Políticas de Paris, na França, identificaram, em estudo, o surgimento, nos últimos vinte anos, de arranjos que visam amparar indivíduos com distintos níveis de dependência, como crianças, idosos e pessoas com deficiência. Enquanto, em algumas nações, o papel do Estado é preponderante, em outras, a atuação de instituições privadas se sobressai. Na América Latina, o protagonismo das famílias representa o aspecto mais marcante. Conforme definição da OIT, o trabalho de cuidado, que pode ou não ser remunerado, envolve dois tipos de atividades: as diretas, como alimentar um bebê ou cuidar de um doente, e as indiretas, como cozinhar ou limpar. “É um trabalho que tem uma forte dimensão emocional, se desenvolve na intimidade e, com frequência, envolve a manipulação do corpo do outro”, diz Guimarães. Ela relata que o conceito de cuidado surgiu como categoria relevante para as ciências sociais há cerca de trinta anos e, desde então, tem sido crescente a sua presença em linhas de investigação em áreas como economia, antropologia, psicologia e filosofia política. “Com isso, a discussão sobre essa concepção ganhou corpo. Os estudos iniciais do cuidado limitavam-se à ideia de que ele era uma necessidade nas situações de dependência, mas tal entendimento se ampliou. Hoje, ele é visto como um trabalho fundamental para assegurar o bem-estar de todos, na medida em que qualquer pessoa pode se fragilizar e se tornar dependente em algum momento da vida”, explica a socióloga. Os avanços da pesquisa levaram à constatação de que a oferta de cuidados é distribuída de forma desigual na sociedade, recaindo, de forma mais intensa, sobre as mulheres. Ao refletir sobre esse desequilíbrio, a socióloga Heidi Gottfried, da Universidade Estadual Wayne, nos Estados Unidos da América, explica que persiste, nas sociedades, a noção arraigada de que o trabalho de cuidado seria uma manifestação de amor e, por essa razão, deveria ser prestado gratuitamente. Conforme Gottfried, a ideia decorre, entre outros aspectos, de construção cultural a respeito da maternidade e de que cuidar seria um talento feminino. Por outro lado, Guimarães lembra que, a partir de 1970, as mulheres aumentaram sua participação no mercado de trabalho brasileiro. Em cinco décadas, a presença feminina saltou de 18% para 50%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. “Consideradas provedoras naturais dos serviços de cuidado, as mulheres passaram a trabalhar mais intensamente fora de casa. Esse fato, aliado ao envelhecimento da população, gerou o que tem sido analisado como uma crise no provimento de cuidados que, em países do hemisfério norte, tem se resolvido com uma mercantilização desses serviços, além de uma maior atuação do Estado, por meio da criação de instituições públicas de acolhimento, expansão de políticas de financiamento, formação e regulação do trabalho de cuidadores”, conta a socióloga. Na América Latina, entretanto, o fornecimento de cuidados é tradicionalmente feito pelas famílias, nas quais mulheres desempenham gratuitamente papel central como cuidadoras de crianças, idosos e pessoas com deficiência. Para a minoria que pode pagar, o mercado oferece serviços de cuidado que compensam a escassa presença do Estado. Em relação a aspectos estruturais do texto CB1A1 e às informações por ele veiculadas, julgue os itens subsequentes.\n\n\n\nJulgue os itens a seguir, relativos a aspectos estruturais e gramaticais do texto CB1A1.","Nossas cidades estão perdendo suas árvores rapidamente, mas até nisso somos um país desigual. Os bairros mais nobres do Rio de Janeiro e de São Paulo seguem maravilhosamente arborizados, alguns cada vez mais, frequentemente com árvores das mesmas espécies das que foram cortadas na frente da sua casa ou do seu trabalho por serem supostamente inadequadas, para não causarem danos à infraestrutura. As castanholas, também conhecidas como sete-copas, são uma espécie extremamente abundante no Rio de Janeiro, mas demonizadas em outras regiões menos urbanizadas, como no Pará, por exemplo, sob o argumento de que “A raiz dela cresce demais” ou de que “Vai quebrar a calçada”. Árvores com raízes robustas e que crescem por grandes distâncias são acusadas de destruir a pavimentação, ao passo que aquelas de raízes reduzidas caem com facilidade. As espécies de crescimento rápido são as que mais assustam os técnicos responsáveis pela arborização exageradamente tementes à infraestrutura. Todavia, as outras demoram uma eternidade para crescer, a vida passa ligeiramente e todos querem ver a tão sonhada arborização avançada. Não podem ficar muito altas, especificam os técnicos, nem derrubar muitas folhas. Se derrubarem frutos grandes, como mangas, por exemplo, nem pensar! Podem amassar a lataria de um carro! Flores e pequenos frutos podem manchar a pintura! Há também aquelas árvores que atraem morcegos. Melhor não! Espinhos estão fora de questão. E se alguém se machuca? Na autobiografia de Woody Allen, ele afirma algo interessante: mais do que os outros, o inferno é o gosto dos outros. A expectativa é que, nas próximas décadas, a temperatura das cidades suba consideravelmente devido às mudanças climáticas globais. Nesse contexto, é muito bem-vinda qualquer sombra que venha a reduzir a temperatura do asfalto, da calçada ou de uma parede. O canto dos pássaros e dos insetos e o colorido das flores também têm importante papel na qualidade de vida dos cidadãos, comprovadamente reduzindo o estresse e o risco de depressão. Esses são outros benefícios da arborização que, geralmente, não são incluídos no contexto técnico, mas que devem ser mais bem pesados na equação dos riscos e benefícios da arborização. A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os próximos itens.","Alguns linguistas acreditam que o Homo erectus, há mais ou menos 1 milhão e meio de anos, já tinha uma linguagem. Os argumentos que eles dão são que o Homo erectus tinha um cérebro relativamente grande e usava ferramentas de pedra primitivas, porém bastante padronizadas. Essa hipótese pode ser verdadeira, mas pode também estar bem longe do correto. O uso de ferramentas certamente não requer linguagem. Chimpanzés usam galhos como ferramentas para caçar cupins, ou pedras para quebrar nozes. Obviamente, mesmo as ferramentas mais primitivas do Homo erectus (pedras lascadas) são muito mais sofisticadas que qualquer coisa usada por chimpanzés, mas ainda assim não há uma razão convincente para crer que essas pedras não pudessem ter sido produzidas sem linguagem. O tamanho do cérebro é igualmente problemático como indicador da presença de linguagem, porque ninguém tem uma boa ideia de quanto cérebro exatamente é necessário para a linguagem. Além disso, a capacidade para a linguagem pode ter permanecido latente no cérebro por milhões de anos, sem ter sido de fato colocada em uso. A respeito das ideias, dos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","As forças da natureza são obviamente indiferentes a modos de produção, tempo e espaço. Mas são as estruturas sociais que determinam as consequências, o grau de sofrimento e quem morre mais. Em 1989, o terremoto de São Francisco, de intensidade 7,1 na escala Richter, causou a morte de 63 pessoas e deixou cerca de 3.700 feridos. Em 2010, o terremoto em Porto Príncipe, no Haiti, de magnitude 7,0 na escala Richter, matou mais de 300 mil pessoas e deixou 300 mil feridos. Dez meses depois, uma epidemia de cólera matou 9 mil pessoas. Quando a natureza atinge a existência humana, o impulso primário é buscar o culpado mais à mão no imaginário. Pode ser Deus, a cruel natureza ou o enigmático ente a que se denomina destino. Mas muito frequentemente destino é uma expressão que encobre com um véu de irracionalidade o que é apenas obra humana. O vírus atinge o planeta. O vírus ameaça a humanidade. Planeta ou humanidade designam tanto os habitantes de Manhattan, da Avenue Foch, em Paris, do Leblon, no Rio de Janeiro, ou dos Jardins, em São Paulo, como também designam os 800 milhões de pessoas que passam fome no mundo, segundo dados da Organização das Nações Unidas (2017). No planeta vive o 1% das pessoas que detém renda maior que os restantes 99% da população mundial. Vivem 42 pessoas cuja riqueza é igual à de 3,7 bilhões dos mais pobres que lutam para sobreviver, para suprir necessidades básicas. Vivem os que têm renda para ficar em casa e fazer suas compras de alimentos pela Internet, os que não vão comer hoje por causa da pandemia e os que já não comiam antes da pandemia. Vivem os que podem se isolar e os que moram em aglomerados miseráveis, em um cômodo apenas, para os quais as palavras “confinamento”, “isolamento” ou “quarentena” são piadas de mau gosto. Vivem 4,5 bilhões de pessoas que não têm saneamento nem água encanada, desprovidas das condições mínimas de higiene. No que se refere às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","O papel fundante da memória dos mortos para o desenvolvimento da cultura teve algo de acidental, pois o mecanismo poderoso de propagação dos hábitos, das ideias e dos comportamentos dos ancestrais foi o afeto. A lembrança de quem partiu, bem visível nos chimpanzés, que se enlutam quando perdem um ente querido, tornou-se uma marca indelével de nossa espécie. Isso não aconteceu sem contradições, é claro. Com o amor pelos mortos surgiu também o medo deles. Do Egito a Papua-Nova Guiné, em distintos momentos e lugares, floresceram rituais para neutralizar, apaziguar e satisfazer aos espíritos desencarnados. Na Inglaterra medieval, temiam-se tanto os mortos que cadáveres eram mutilados e queimados para se garantir sua permanência nas covas. Entre os Yanomami, a queima dos pertences é uma parte essencial dos rituais fúnebres. A Igreja Católica até hoje considera que os restos mortais dos santos são valiosas relíquias religiosas. A propagação dos memes de entidades espirituais foi, portanto, impulsionada pelos afetos positivos e negativos em relação aos mortos. Foi a memória das técnicas e dos conhecimentos carregados pelos avós e pais falecidos que transformou esse processo em algo adaptativo, um verdadeiro círculo virtuoso simbólico. Não é exagero dizer que o motor essencial da nossa explosão cultural foi a saudade dos mortos. A crença na autoridade divina para orientar decisões humanas levou a um acúmulo acelerado de conhecimentos empíricos sobre o mundo, sob a forma de preceitos, mitos, dogmas, rituais e práticas. Ainda que apoiada em coincidências e superstições de todo tipo, essa crença foi o embrião de nossa racionalidade. Causas e efeitos foram sendo aprendidos pela corroboração ou não da eficácia dos símbolos religiosos. A respeito das ideias, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Com relação a aspectos linguísticos do texto, julgue os próximos itens."],"questions":[{"id":"0e6b0d2a3dd4","number":19,"stem":0,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, os termos do trecho \"é responsável\" poderiam ser flexionados no plural — são responsáveis —, sem prejuízo da correção do texto, dada a previsão gramatical de concordância nominal e verbal, nesse tipo de construção, com os elementos mais próximos —\"carros, caminhões e ônibus\".","answer":"E","source":{"slug":"INFRASA_26_ANALISTA","ano":2026},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito é O transporte rodoviário por carros, caminhões e ônibus, cujo núcleo é transporte, singular; carros, caminhões e ônibus está regido pela preposição por e é adjunto, não núcleo. Verbo e predicativo concordam com esse núcleo, e são responsáveis ficaria sem sujeito plural com que concordar. A regra de concordância com o termo mais próximo existe para adjetivo posposto a substantivos coordenados, e não para ligar verbo e predicativo a um termo preposicionado.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"dada a previsão gramatical de concordância nominal e verbal, nesse tipo de construção, com os elementos mais próximos","corrected_statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, os termos do trecho \"é responsável\" não poderiam ser flexionados no plural — são responsáveis —, sob pena de prejuízo da correção do texto, pois a concordância se estabelece com o núcleo do sujeito, \"O transporte rodoviário\", e não com os elementos mais próximos —\"carros, caminhões e ônibus\".","concept":"Termo preposicionado não é núcleo do sujeito","citation":null,"trap_note":"Regra citada pelo nome dentro do item é para ser conferida contra o seu domínio. Concordância com o mais próximo vale para adjetivo diante ou depois de substantivos coordenados; ela nunca autoriza verbo nem predicativo a concordar com o que vem depois de uma preposição."}},{"id":"607e0c23891d","number":2,"stem":1,"statement":"Seria mantida a correção gramatical do primeiro período do texto caso o termo “usadas” fosse substituído por usado.","answer":"C","source":{"slug":"CD_25_NS","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Usadas concorda com técnicas de redação e de design da informação; no singular, usado passaria a concordar com um conjunto, que é o núcleo do sintagma. Conjunto de X é construção partitiva e oferece os dois controladores, de modo que as duas flexões mantêm a correção gramatical.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Conjunto de X: núcleo coletivo ou especificador","citation":null,"trap_note":"Coletivos como conjunto, série, grupo, parte e maioria abrem dois caminhos de concordância. Nominal ou verbal, a troca entre eles quase nunca é erro."}},{"id":"38dc7accb0da","number":3,"stem":2,"statement":"No último período do terceiro parágrafo, a flexão de “composta” no feminino singular justifica-se pela relação de concordância estabelecida entre esse termo e “interseção”.","answer":"C","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito é a interseção; tudo o que vem entre ele e o predicativo é oração adjetiva encaixada (na qual a DC é produzida). Composta é predicativo do sujeito e por isso vai ao feminino singular. A distância entre os dois termos não cria outro controlador.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Núcleo do sujeito separado do predicativo por oração adjetiva","citation":null,"trap_note":"Distância não desfaz concordância. Risque a oração encaixada e o par sujeito e predicativo reaparece lado a lado."}},{"id":"1dec693e5f67","number":5,"stem":3,"statement":"No segundo parágrafo, a correção e a coerência do texto seriam mantidas caso o termo “associado” fosse flexionado no feminino — associada —, de forma a concordar com “soneca habitual”.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"No trecho A soneca habitual foi relacionada a um maior volume total do cérebro, que está associado a um menor risco de demência, o predicativo associado concorda com o sujeito da oração adjetiva, o pronome que, cujo antecedente é um maior volume total do cérebro. Soneca habitual é sujeito da oração principal e está fora dessa oração, de modo que não pode governar o particípio. O feminino associada forçaria o relativo a retomar soneca, o que desmente o próprio texto: o que se associa ao menor risco de demência é o volume cerebral maior.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"de forma a concordar com “soneca habitual”","corrected_statement":"No segundo parágrafo, a correção e a coerência do texto não seriam mantidas caso o termo “associado” fosse flexionado no feminino — associada —, de forma a concordar com “soneca habitual”.","concept":"Predicativo da adjetiva concorda com o antecedente do relativo","citation":null,"trap_note":"Cada oração tem o seu próprio controlador. Quando a palavra variável está dentro de uma oração adjetiva, quem manda nela é o antecedente do relativo, nunca o sujeito da oração principal — e a flexão é justamente a etiqueta que diz qual antecedente foi escolhido."}},{"id":"d358402e6caa","number":5,"stem":4,"statement":"No sétimo período, o vocábulo “cuja” está flexionado no feminino e no singular porque estabelece concordância com a palavra “dor”.","answer":"E","source":{"slug":"FUNPRESP_24_EXE","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O pronome cujo não concorda com o antecedente, e sim com o substantivo que vem imediatamente depois dele, o que designa a coisa possuída. Em da dor, cuja presença se faz sentir, o feminino singular vem de presença; se o texto dissesse cujos efeitos, o pronome iria ao masculino plural sem que dor mudasse nada. O item acerta a flexão e erra o termo que a governa.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"estabelece concordância com a palavra “dor”","corrected_statement":"No sétimo período, o vocábulo “cuja” está flexionado no feminino e no singular porque estabelece concordância com a palavra “presença”.","concept":"Cujo concorda com o consequente, nunca com o antecedente","citation":null,"trap_note":"Com cujo, olhe sempre para a direita. O antecedente estabelece a relação de posse; quem manda no gênero e no número é a palavra que vem logo depois do pronome."}},{"id":"a0116d9b1406","number":5,"stem":5,"statement":"Caso o vocábulo “complementada” (segundo período do primeiro parágrafo) fosse flexionado no masculino — complementado —, a correção gramatical do texto seria mantida, apesar de alteradas as relações de concordância no período em questão.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Complementada concorda com Lei n.º 7.716; no masculino, passaria a concordar com o texto da Lei, que é o núcleo do mesmo sintagma. Os dois substantivos estão no período e ambos aceitam o particípio, de modo que a troca é gramaticalmente correta e apenas redistribui a relação. É exatamente isso que o item ressalva ao dizer que as relações de concordância ficariam alteradas.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Dois controladores dentro do mesmo sintagma: o texto da Lei","citation":null,"trap_note":"Quando o item concede uma perda (embora o sentido mude, apesar de alteradas as relações), ele costuma estar certo. A banca mente prometendo que nada muda, não admitindo que algo muda."}},{"id":"eb753c728a49","number":8,"stem":6,"statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, a flexão do vocábulo “afetadas” no feminino plural justifica-se por sua concordância com os termos “elaboração” e “transmissão”.","answer":"C","source":{"slug":"MP_GO_24_SERVIDOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito é composto e anteposto, com dois núcleos femininos: a própria elaboração do pensamento e a transmissão do conhecimento. Sujeito composto anteposto leva o verbo e o particípio ao plural, e como os dois núcleos são femininos o resultado é o feminino plural. Os complementos do pensamento e do conhecimento não entram na conta.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Sujeito composto anteposto: plural com os dois núcleos","citation":null,"trap_note":"Em sujeito composto, conte núcleos e não palavras. A elaboração do pensamento e a transmissão do conhecimento tem quatro substantivos e apenas dois núcleos."}},{"id":"5c0955b82086","number":8,"stem":7,"statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, a palavra “misturados” está flexionada no masculino e no plural para concordar com os termos “garrafas” e “isopor”.","answer":"E","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Misturados qualifica os plásticos que a equipe utiliza, o PET e o isopor, e não garrafas, que está dentro do aposto empregado em garrafas e vem regida da preposição em. Termo regido de preposição não governa concordância. O masculino plural resulta da soma de dois núcleos masculinos, e o item trocou um deles por um substantivo que sequer pertence ao sintagma.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"para concordar com os termos “garrafas” e “isopor”","corrected_statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, a palavra “misturados” está flexionada no masculino e no plural para concordar com os termos “o PET” e “o isopor”.","concept":"Termo regido de preposição não rege concordância","citation":null,"trap_note":"Antes de aceitar um termo como controlador, veja se ele não vem depois de uma preposição. Em garrafas, de dados, da informação são adjuntos: nenhum deles pode ser sujeito nem receber qualificação de fora."}},{"id":"25e6d05d19ba","number":16,"stem":8,"statement":"No último período do texto, o emprego do termo plural “indissociáveis” justifica-se por sua concordância com os dois núcleos do sujeito da oração, a saber, “conceito” e “noção”.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em são indissociáveis o conceito de saúde e a noção de direito social, o sujeito é composto e está posposto ao verbo. Sujeito composto posposto admite a concordância com o núcleo mais próximo, mas o texto escolheu o plural, que soma os dois núcleos, e o predicativo acompanha esse plural. É essa a relação que o item afirma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Sujeito composto posposto: plural somando os dois núcleos","citation":null,"trap_note":"Sujeito posposto obriga a procurar o sujeito depois do verbo. Em são indissociáveis X e Y, quem governa são X e Y, e o plural é a leitura que abrange os dois."}},{"id":"c4f4f166e2b4","number":16,"stem":9,"statement":"A substituição do trecho “desenvolvidos e apurados”, no segundo período do texto, por desenvolvidas e apuradas seria gramaticalmente correta, porém alteraria o sentido original do texto.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Desenvolvidos e apurados concordam com ferramentais metodológicos; no feminino plural, passariam a concordar com observação e experimentação, dois núcleos femininos que estão no mesmo sintagma. As duas concordâncias são gramaticais e apontam para coisas diferentes: o que se desenvolveu nos séculos posteriores foram os ferramentais ou foram a observação e a experimentação. O item propõe a troca e admite a alteração de sentido.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"X de A e B: dois controladores disponíveis para o adjetivo posposto","citation":null,"trap_note":"Em X de A e B, tanto X quanto A e B podem governar o adjetivo final. A troca costuma ser correta e quem muda é o sentido, de modo que o item que admite essa mudança costuma estar certo."}},{"id":"b5977172f1f4","number":21,"stem":10,"statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, a substituição do vocábulo “franceses” por francês preservaria a correção gramatical do texto, embora alterasse o seu sentido e as relações sintáticas do período.","answer":"C","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em os críticos e teóricos de cinema franceses, o adjetivo posposto pode qualificar os dois núcleos, críticos e teóricos, ou apenas o termo preposicionado mais próximo, cinema. No singular passa a existir cinema francês, o que é gramatical e desloca a nacionalidade dos estudiosos para o cinema. É essa alteração de sentido e de relações sintáticas que o item ressalva.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjetivo posposto: a flexão escolhe entre o núcleo e o termo preposicionado","citation":null,"trap_note":"A mesma regra em direções opostas: ferramentas de pedra primitivas e teóricos de cinema franceses. O adjetivo final escolhe entre o núcleo e o termo preposicionado, e só a flexão revela a escolha."}},{"id":"fe9a3820c250","number":1,"stem":11,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, a substituição de “bizarra” por bizarro comprometeria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"CAPES_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em parece bizarra a escolha desse objeto de estudo, o sujeito é a escolha, posposto ao verbo, e bizarra é predicativo desse sujeito. Predicativo concorda obrigatoriamente com o termo a que se refere, de modo que o masculino bizarro ficaria sem nada com que concordar no período. A posposição do sujeito não suspende a concordância; apenas esconde o núcleo à direita do verbo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Predicativo de sujeito posposto","citation":null,"trap_note":"Verbo de ligação com sujeito posposto (parece bizarra a escolha) é onde o candidato procura o controlador à esquerda e não encontra. Devolva a frase à ordem direta antes de julgar: a escolha parece bizarra."}},{"id":"d957b85e2a95","number":8,"stem":12,"statement":"No último parágrafo, os termos ‘clara’ e ‘adotada’ estão em relação de concordância com a palavra ‘intenção’.","answer":"E","source":{"slug":"TBG_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Clara é predicativo do objeto a intenção e de fato concorda com ele, em deixamos clara a intenção. Adotada, porém, está na oração seguinte e concorda com a linguagem simples, sujeito de seja adotada. O item acerta a primeira palavra e estende a mesma relação à segunda, que pertence a outra oração e tem outro controlador.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"os termos ‘clara’ e ‘adotada’","corrected_statement":"No último parágrafo, o termo ‘clara’ está em relação de concordância com a palavra ‘intenção’.","concept":"Cada oração tem o seu próprio controlador","citation":null,"trap_note":"Quando o item agrupa duas palavras sob uma justificativa só, confira cada uma isoladamente. Basta uma delas pertencer a outra oração para o item cair."}},{"id":"ba38a379f28b","number":13,"stem":13,"statement":"No último período do segundo parágrafo, o termo “europeus” concorda com “milhares”.","answer":"E","source":{"slug":"TJ_ES_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Europeus qualifica funcionários coloniais, último elemento da enumeração conquistadores, administradores de latifúndios e funcionários coloniais. Milhares é o núcleo partitivo que está à esquerda da preposição de e não alcança o adjetivo colocado ao fim da série. A coincidência de gênero e número entre milhares e europeus é o que torna a troca plausível, e é só coincidência.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"o termo “europeus” concorda com “milhares”","corrected_statement":"No último período do segundo parágrafo, o termo “europeus” concorda com “funcionários coloniais”.","concept":"Adjetivo posposto a enumeração qualifica o termo que o antecede","citation":null,"trap_note":"Flexão coincidente não é prova de concordância. Se dois termos do período têm o mesmo gênero e número, a flexão não distingue entre eles; quem distingue é a posição e o sentido."}},{"id":"6bd2841c1453","number":15,"stem":14,"statement":"A coerência do texto seria mantida, embora seu sentido fosse alterado, caso a palavra “característica”, empregada no último período do texto, fosse flexionada no masculino plural: característicos.","answer":"C","source":{"slug":"MEC_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"No original, característica se prende a da emoção, termo feminino singular imediatamente anterior; no masculino plural, passaria a se prender a encaminhamentos distorcidos. Os dois termos estão no mesmo trecho e ambos aceitam o aposto, de modo que a troca mantém a correção e muda o que é apresentado como típico das fases de transição.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Aposto com dois controladores possíveis no mesmo trecho","citation":null,"trap_note":"Quando o item admite explicitamente que o sentido muda e afirma apenas que a coerência ou a correção se mantêm, confira se há mesmo dois controladores possíveis. Havendo, a resposta é Certo."}},{"id":"1bb0823d046d","number":18,"stem":15,"statement":"No trecho “Aí reside o desafio da geoinformação em gestão urbana e regional, que pode ser entendida como um paradigma emergente na pesquisa multi e interdisciplinar”, a flexão do feminino em “entendida” justifica-se pela concordância com o substantivo “gestão”.","answer":"E","source":{"slug":"CAU_BR_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O que da oração adjetiva retoma a geoinformação: é a geoinformação em gestão urbana e regional que pode ser entendida como um paradigma emergente. Gestão está dentro do adjunto em gestão urbana e regional e, por vir regida de preposição, não é candidata a antecedente. O feminino de entendida existe, mas vem de outro termo.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"justifica-se pela concordância com o substantivo “gestão”","corrected_statement":"No trecho “Aí reside o desafio da geoinformação em gestão urbana e regional, que pode ser entendida como um paradigma emergente na pesquisa multi e interdisciplinar”, a flexão do feminino em “entendida” justifica-se pela concordância com o substantivo “geoinformação”.","concept":"Antecedente do relativo × substantivo preposicionado mais próximo","citation":null,"trap_note":"A banca aproveita o fato de que o antecedente verdadeiro e o falso costumam ter o mesmo gênero. Decida pelo sentido: quem é entendido como paradigma, a geoinformação ou a gestão?"}},{"id":"ff7f7f9b9f2e","number":20,"stem":16,"statement":"Mantendo-se as ideias do texto, o trecho ‘para as unidades da Federação, são necessários os dados do Ministério da Saúde, que demoram um pouco mais’ (último parágrafo) poderia ser reescrito, de maneira gramaticalmente correta, da seguinte forma: É necessário, para as unidades da Federação, dados do Ministério da Saúde, que demoram um pouco mais.","answer":"E","source":{"slug":"DATAPREV_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"A fórmula invariável é necessário só vale com sujeito tomado em sentido genérico, sem determinante, como em é necessário cautela. Aqui o sujeito vem especificado por do Ministério da Saúde e pela adjetiva restritiva que demoram um pouco mais, e a própria reescrita conserva esse plural em demoram. Com sujeito determinado a concordância volta a ser obrigatória, e a forma correta é são necessários os dados.","distortion_type":"excecao_omitida","distorted_span":"de maneira gramaticalmente correta","corrected_statement":"Mantendo-se as ideias do texto, o trecho ‘para as unidades da Federação, são necessários os dados do Ministério da Saúde, que demoram um pouco mais’ (último parágrafo) não poderia ser reescrito, de maneira gramaticalmente correta, da seguinte forma: É necessário, para as unidades da Federação, dados do Ministério da Saúde, que demoram um pouco mais.","concept":"É necessário, é preciso, é proibido: invariável só com sujeito sem determinante","citation":null,"trap_note":"Nas expressões é bom, é preciso, é necessário e é proibido, olhe para o determinante do sujeito. Sem artigo e em sentido genérico, tudo fica invariável; com artigo, possessivo ou adjetiva restritiva, a concordância é obrigatória."}},{"id":"ad6836004f99","number":29,"stem":17,"statement":"No segundo parágrafo, a flexão de plural no termo “possíveis” (segundo período) justifica-se por sua concordância com “essas sociedades”, que é o sujeito da oração.","answer":"E","source":{"slug":"INPI_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Possíveis é predicativo do objeto e concorda com aquilo que foi tornado possível: a divisão do trabalho e um ambiente no qual puderam florescer as artes, dois objetos, daí o plural. Essas sociedades é o sujeito de tornaram, e sujeito não governa predicativo do objeto. O item troca o alvo da concordância.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"por sua concordância com “essas sociedades”, que é o sujeito da oração","corrected_statement":"No segundo parágrafo, a flexão de plural no termo “possíveis” (segundo período) justifica-se por sua concordância com os dois objetos da oração, “a divisão do trabalho” e “um ambiente”.","concept":"Predicativo do objeto concorda com o objeto","citation":null,"trap_note":"Em tornar algo possível, deixar algo claro, considerar algo necessário, o adjetivo concorda com o objeto, nunca com quem pratica a ação."}},{"id":"c772d3df1435","number":7,"stem":18,"statement":"No trecho “desafios e aspirações humanas” (segundo período do terceiro parágrafo), seria gramaticalmente correto substituir o vocábulo “humanas” por humanos.","answer":"C","source":{"slug":"MCOM_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Desafios e aspirações humanas é um adjetivo posposto a dois substantivos de gêneros diferentes. Nessa posição a norma oferece duas saídas: concordar apenas com o mais próximo, humanas, ou ir ao masculino plural, forma que abrange os dois núcleos, humanos. As duas grafias são corretas.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjetivo posposto a substantivos de gêneros diferentes","citation":null,"trap_note":"Adjetivo depois de dois substantivos: mais próximo ou masculino plural, ambos válidos. Adjetivo antes de dois substantivos: normalmente só com o mais próximo, e aí o plural já não é livre."}},{"id":"2334c0c5a22b","number":8,"stem":19,"statement":"A correção gramatical do texto seria preservada caso o termo “públicas” (primeiro período do último parágrafo) estivesse flexionado no singular, da seguinte forma: pública.","answer":"C","source":{"slug":"SEPLAN_RR_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em à credibilidade e à imagem públicas da burocracia o adjetivo vem depois de dois substantivos femininos. Pode ir ao plural, abrangendo os dois, ou concordar apenas com o mais próximo, imagem. Pública é a segunda opção e é igualmente correta.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjetivo posposto a dois substantivos do mesmo gênero","citation":null,"trap_note":"Mesmo gênero: plural abrange os dois, singular alcança só o mais próximo. A banca costuma propor a segunda forma e afirmar que ela quebra a correção; não quebra."}},{"id":"fedc3c0ee9b9","number":9,"stem":20,"statement":"No segundo período do segundo parágrafo, o termo “impossível” concorda com “acusar”.","answer":"C","source":{"slug":"PGE_RJ_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em seria impossível acusar Fredegunda de seu ardiloso truque, o sujeito é a oração subjetiva reduzida de infinitivo acusar Fredegunda. Oração em função de sujeito não tem gênero nem número, e o predicativo assume a forma não marcada, masculino singular. É essa a relação que o item descreve ao dizer que impossível concorda com acusar.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Oração subjetiva reduzida de infinitivo como sujeito","citation":null,"trap_note":"Quando o sujeito é uma oração (é impossível acusar, é fundamental que se faça), verbo e predicativo ficam na terceira pessoa do singular e no masculino. Nenhum nome de dentro da oração governa a concordância de fora."}},{"id":"72e73eba95df","number":14,"stem":21,"statement":"Seria mantida a correção gramatical do texto caso o termo ‘analisado’ (quarto parágrafo) fosse flexionado no feminino — analisada —, dada a possibilidade de sua concordância com o termo subsequente ‘crise’, com o qual estabelece relação sintático-semântica.","answer":"E","source":{"slug":"INSS_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em o que tem sido analisado como uma crise no provimento de cuidados, o particípio concorda com o que, pronome que funciona como sujeito da construção passiva. Crise entra na frase como predicativo introduzido por como, isto é, como o nome que se dá ao fenômeno, e não como termo que o governa. Com analisada o particípio deixaria de concordar com o seu sujeito, o que quebra a correção.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"dada a possibilidade de sua concordância com o termo subsequente ‘crise’","corrected_statement":"Não seria mantida a correção gramatical do texto caso o termo ‘analisado’ (quarto parágrafo) fosse flexionado no feminino — analisada —, pois ele concorda com o sujeito ‘o que’, e não com o termo subsequente ‘crise’.","concept":"Predicativo introduzido por como não governa o particípio","citation":null,"trap_note":"Termo posposto introduzido por como é predicativo, não sujeito. É visto como uma crise, foi classificado como uma revolução: o gênero do particípio continua vindo do sujeito."}},{"id":"07385675ff04","number":7,"stem":22,"statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto, a palavra “demonizadas” poderia ser substituída pela respectiva forma no singular — demonizada —, caso em que ela passaria a concordar com o termo “uma espécie”.","answer":"C","source":{"slug":"ICMBIO_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O período traz dois controladores possíveis para o particípio: o sujeito As castanholas, no plural, e o predicativo nominal que o identifica, uma espécie, no singular. Com demonizadas o particípio se prende às castanholas; com demonizada, prende-se a uma espécie. As duas concordâncias cabem na mesma estrutura e nenhuma delas quebra a correção nem a coerência.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Predicativo: concordância com o sujeito ou com o nome que o identifica","citation":null,"trap_note":"Sujeito plural identificado por um predicativo nominal singular (X são uma espécie) deixa os dois números disponíveis para o termo seguinte. Antes de julgar uma troca de flexão, procure se não há um segundo candidato no mesmo período."}},{"id":"369fad39710e","number":23,"stem":23,"statement":"A correção gramatical do texto seria mantida caso o adjetivo “primitivas”, no trecho “ferramentas de pedra primitivas”, fosse flexionado no singular, embora o sentido original do trecho e as relações sintáticas nele estabelecidas fossem alterados: no original, o adjetivo qualifica o termo “ferramentas”; com o emprego do singular, o adjetivo qualificaria o termo “pedra”.","answer":"C","source":{"slug":"PETROBRAS_21_NS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Em ferramentas de pedra primitivas o adjetivo posposto pode qualificar o núcleo ferramentas ou o termo preposicionado mais próximo, pedra. As duas flexões são gramaticais e o que muda é quem é primitivo: as ferramentas ou a pedra de que são feitas. O item descreve exatamente essa redistribuição, inclusive ressalvando a alteração das relações sintáticas.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjetivo posposto a X de Y: o número escolhe o qualificado","citation":null,"trap_note":"Em X de Y mais adjetivo, a flexão é a única pista de quem está sendo qualificado. Mudar o número não é erro: é trocar de alvo."}},{"id":"53ac5e806667","number":10,"stem":24,"statement":"No último período do texto, caso a palavra “desprovidas” fosse empregada no masculino — desprovidos —, em concordância com o termo “4,5 bilhões”, a correção gramatical e o sentido do texto seriam mantidos.","answer":"C","source":{"slug":"DPDF_20_ANALISTA","ano":2020},"explanation":{"verdict_reason":"Em Vivem 4,5 bilhões de pessoas que não têm saneamento nem água encanada, desprovidas das condições mínimas de higiene, o sintagma tem dois candidatos: o numeral bilhões, masculino, e pessoas, feminino. Numeral seguido de de mais substantivo admite a concordância com qualquer um dos dois, de modo que desprovidos é tão correto quanto desprovidas e o que se diz continua o mesmo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Numeral + de + substantivo: concordância com o numeral ou com o especificador","citation":null,"trap_note":"Milhões, bilhões, milhares e as porcentagens funcionam como núcleos partitivos: o termo que vem depois de de pode assumir a concordância. Os dois lados ficam corretos."}},{"id":"4eed7b083b0b","number":16,"stem":25,"statement":"Sem prejuízo dos sentidos originais do texto e de sua correção gramatical, no segundo período do segundo parágrafo, o adjetivo “carregados” poderia ser substituído por carregada, caso em que passaria a concordar com o termo “memória”.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"No original, carregados está no masculino plural porque qualifica as técnicas e os conhecimentos: o que os avós e os pais falecidos carregavam eram as técnicas e os conhecimentos, não a memória. A troca para o feminino singular é gramaticalmente possível, porque memória também está no período, mas desloca o particípio para outro termo e muda quem é carregado por quem. O item propõe a operação e promete que os sentidos originais ficam intactos, e é essa promessa que não se sustenta.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"Sem prejuízo dos sentidos originais do texto","corrected_statement":"Com prejuízo dos sentidos originais do texto, embora sem prejuízo de sua correção gramatical, no segundo período do segundo parágrafo, o adjetivo “carregados” poderia ser substituído por carregada, caso em que passaria a concordar com o termo “memória”.","concept":"Particípio concorda com o termo que qualifica, não com o núcleo mais saliente","citation":null,"trap_note":"Quando o item oferece uma troca de flexão e promete que nada se perde, refaça a frase e pergunte quem passou a qualificar quem. A concordância alternativa quase sempre existe; o que a banca esconde é que ela redistribui os sentidos."}},{"id":"615b975425bc","number":5,"stem":26,"statement":"Seriam mantidos o sentido e a correção do texto caso o termo “instrumentalizada” (R.21) fosse empregado no masculino: instrumentalizado.","answer":"E","source":{"slug":"TCU_15_TFCE","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"No período, instrumentalizada concorda com um dos termos femininos que a antecedem, ligados à maneira como o costume aparece; no masculino, passaria a concordar com O costume, que é o sujeito do período. Como os dois controladores existem, a correção gramatical resiste à troca. O que não resiste é o sentido, porque muda o que é instrumentalizado pela repetição de atos, e o item promete as duas coisas.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"Seriam mantidos o sentido e a correção do texto","corrected_statement":"Seria mantida a correção do texto, embora alterado o seu sentido, caso o termo “instrumentalizada” (R.21) fosse empregado no masculino: instrumentalizado.","concept":"Troca lícita de controlador mantém a correção e altera o sentido","citation":null,"trap_note":"Item que promete sentido e correção ao mesmo tempo costuma estar entregando a correção e cobrando o sentido. Verifique as duas promessas separadamente, porque a falsa é quase sempre a do sentido."}},{"id":"25432cdc8112","number":5,"stem":26,"statement":"Seriam mantidos o sentido e a correção do texto caso, no período “O costume aparece como expressão da legalidade, de forma lenta e espontânea, instrumentalizada pela repetição de atos, usos e práticas.”, o termo “instrumentalizada” fosse empregado no masculino: instrumentalizado.","answer":"E","source":{"slug":"TCU_15_TFCE","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"No período citado, instrumentalizada concorda com um dos termos femininos anteriores, ligados ao modo como o costume se manifesta; no masculino, passaria a concordar com O costume, sujeito do período. Os dois controladores existem, e por isso a correção gramatical se mantém. O sentido, não: muda o que a repetição de atos, usos e práticas instrumentaliza.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"Seriam mantidos o sentido e a correção do texto","corrected_statement":"Seria mantida a correção do texto, embora alterado o seu sentido, caso, no período “O costume aparece como expressão da legalidade, de forma lenta e espontânea, instrumentalizada pela repetição de atos, usos e práticas.”, o termo “instrumentalizada” fosse empregado no masculino: instrumentalizado.","concept":"Particípio entre dois controladores: correção mantida, sentido alterado","citation":null,"trap_note":"Em períodos longos com um sujeito masculino no início e nomes femininos no meio, o particípio final tem sempre dois alvos possíveis. A troca é lícita e nunca é neutra."}}]}