{"subject_id":"3a3cc48d009981508b69ce88683aa770","topico":"Regência verbal: assistir, aspirar, visar, implicar, preferir, obedecer etc.","stems":["Texto CG1A1 Em 2015, o professor Robert Waldinger participou de uma conferência apresentando uma palestra chamada “O que torna uma vida boa? Lições sobre o mais longo estudo sobre felicidade”. O tema se tornou, anos depois, um livro do palestrante sobre o assunto, que entrou na lista dos mais vendidos, segundo o jornal The New York Times. Professor de psiquiatria em Harvard, Waldinger é o quarto pesquisador a dirigir o Estudo sobre Desenvolvimento Adulto, que existe na universidade desde 1938 e está em andamento até hoje. O trabalho é o maior já realizado sobre o tema e monitora questões relativas a bem-estar, desenvolvimento e felicidade. Atualmente, a pesquisa está na segunda geração e dela participam os filhos dos primeiros participantes. O principal achado da pesquisa chama a atenção: a chave para uma vida mais feliz e saudável são os relacionamentos que cultivamos. Boas relações ajudam a reduzir os níveis de estresse e também influenciam a maneira como lidamos com dificuldades e situações desafiadoras. Waldinger afirma que cultivar relacionamentos recíprocos, que contam com apoio mútuo e espaço para crescimento, é o que traz mais felicidade. Por outro lado, passar muito tempo no trabalho é um constante arrependimento dos participantes do estudo. Além desses, há outros fatores que interferem na saúde mental e na sensação de felicidade — e um deles pode ser dinheiro. O pesquisador ressalta que ter muito dinheiro ou fama não tem relação direta com a felicidade. Contudo, a pobreza impacta a satisfação com a vida. Waldinger aponta que, enquanto não se tem as necessidades básicas garantidas, sentir-se feliz e pleno é uma tarefa difícil. Por outro lado, a partir do momento em que necessidades como alimentação, moradia e educação estão garantidas, ganhar mais dinheiro não significa sentir felicidade. É aí que está a importância de cultivar bons relacionamentos. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nEm relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto CG1A1, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1 Entre as décadas de 1890 e 1930, período caracterizado pelo processo de modernização das grandes cidades, observou-se uma das maiores transformações técnicas nas habitações: a sua articulação aos sistemas de infraestrutura urbana. Com a chegada dos serviços de abastecimento de energia e saneamento no interior da moradia, surgiu a necessidade de espaços e práticas específicas para o funcionamento da nova aparelhagem, o que implicava a reorganização dos ambientes e da vida doméstica. Um dos grandes feitos da tecnologia das canalizações foi concentrar e organizar os fluxos de água pura e servida, antes dispersos pelo espaço da cidade, e estabelecer, assim, maior controle sobre a captação e o descarte da água. Simultaneamente à oferta da infraestrutura sanitária, existia uma série de ações deliberadas para a extinção do uso compartilhado e gratuito da água, como a destruição dos chafarizes, para forçar a conexão das residências às redes urbanas, e a proibição do uso dos rios e córregos para banho, lavagem de roupa ou despejo de dejetos. Além dos riscos que ofereciam à saúde pública, essas práticas, comuns até então, passaram a ser consideradas como expressão do atraso civilizacional das grandes cidades do país, obstáculos em seu processo de modernização. Nesse sentido, o cerceamento de determinadas práticas no espaço público respondia ao enquadramento de ordem do sistema de higiene, pelo qual se promovia a casa como lugar privilegiado do domínio sobre o consumo da água e de eliminação dos dejetos. Trata-se do processo que François Béguin, engenheiro de materiais e ex-líder do Grupo de Energia e Meio Ambiente, na França, denomina de “domesticação da circulação dos fluidos”, em referência ao pioneiro sistema urbano de redes nas cidades industriais inglesas do século XIX. Béguin mostra que, embora não tenham sido desenvolvidos para as habitações residenciais, o aparelhamento técnico e as atividades de captação de água, lavagem de roupa, banhos, despejo de água servida etc. passaram a ter lugar nos espaços domésticos. A configuração arquitetônica foi transformada com a instalação de dispositivos e equipamentos, bem como com a formulação de ambientes especiais, como os banheiros. Julgue os itens seguintes, relativos às ideias do texto CG1A1.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, com base na estruturação linguística do texto CG1A1 e no vocabulário nele empregado.","Texto CB2A1 Existem muitas formas de fazer ciência — na sala de aula, na universidade, em grupos de pesquisa, institutos públicos, em centros privados. Também é possível partir da própria ciência para incentivar outras pessoas na trajetória científica, difundir o conhecimento de pesquisadores, revelar seus achados e descobertas. E pode-se fazer tudo isso junto. Mônica Santos Dahmouche é um bom exemplo disso, como física, professora, divulgadora científica, coordenadora da implantação do Museu Ciência e Vida, incentivadora de feiras, olimpíadas e hackathons de ciência e várias outras frentes, com um olhar especial para a visibilidade feminina nas ciências. “Eu imaginava que faria concurso para uma universidade, teria meu grupo de pesquisa, orientaria alunos. Faço isso hoje, mas de diferentes formas. Jamais tinha pensado em trabalhar em um museu de ciências. Tem sido uma jornada maravilhosa”, conta a professora. Nos últimos anos, Mônica mergulhou em projetos voltados a futuras meninas cientistas e à atuação diversa de mulheres na área. “Desde 2018 me emociona e mobiliza poder mostrar a elas a beleza de fazer ciência, especialmente ciências exatas, mais desiguais em termos de equidade de gênero”, afirma. A iniciativa já se transformou em exposições temáticas no próprio Museu Ciência e Vida e na criação, com amigas também cientistas, de uma rede de mulheres das áreas de ciências, tecnologias, engenharias e matemática (STEM). O grupo já gestou até um livro, Exatas é com elas: tecendo redes no estado do Rio de Janeiro. Seu motivo de orgulho mais recente é o podcast Mulheres da Hora, idealizado por ela e produzido pelo Museu Ciência e Vida e pela Fundação CECIERJ. A produção abrange histórias de mulheres que se destacam em áreas como ciências exatas, engenharia e computação. “O objetivo é mostrar o que se pode fazer em uma carreira de ciência e tecnologia, para além da docência na universidade ou da pesquisa”, afirma. Seja qual for o caminho escolhido, ressalta Mônica, uma formação de excelência é a base para voar. Em relação ao texto CB2A1, aos seus sentidos e às ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, referentes a aspectos linguísticos do texto CB2A1.","Texto CG2A1 Um dos principais benefícios da comunicação não violenta (CNV) é a promoção da empatia e da compaixão entre as pessoas. Ao reconhecer as necessidades e os sentimentos dos outros, somos capazes de nos colocar em seus lugares e compreender suas perspectivas, o que facilita a resolução de conflitos e a construção de relações mais saudáveis. Como afirma Marshall Bertram Rosenberg, em sua obra Comunicação não violenta, “a CNV nos guia na reformulação do nosso modo de expressão e escuta dos outros, pela concentração em quatro áreas: o que observamos, o que sentimos, do que necessitamos e o que pedimos para nos enriquecer a vida”. A CNV promove uma escuta, um respeito e uma empatia profundos. Algumas pessoas usam a CNV para reagir compassivamente a si mesmas; outras, para estabelecer maior profundidade em suas relações pessoais, e outras, ainda, para gerar relacionamentos eficazes no trabalho ou na política. No mundo inteiro, utiliza-se a CNV para mediar disputas e conflitos em todos os níveis. Particularmente no que se refere à função ministerial, é preciso que se evite o que o autor chama de comunicação alienante da vida, isto é, “os juízos morais, que atribuem erro ou ruindade às pessoas que não agem conforme certos valores”. Com efeito, um órgão acusatório inevitavelmente terá que formular, de modo técnico, imputações acerca da prática de ilícitos (uma denúncia criminal narrará a prática de uma conduta que se amolda a um tipo penal), o que não significa, contudo, que os agentes públicos que integram a instituição estejam autorizados a proferir julgamentos morais. No modelo de um Ministério Público dialógico, ou seja, aquele que efetivamente se abre à interlocução com a sociedade, a CNV é fator que transforma o discurso em prática, pois propicia o diálogo face a face com os mais diferentes e antagônicos setores e, a partir disso, a construção de confiança e o desenvolvimento do compromisso e da compreensão comuns entre os atores envolvidos. De acordo com as ideias veiculadas no texto CG2A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CG2A1.","Texto CB1A1 Em pleno momento de grandes transformações político-sociais, na segunda metade da década de 1970, quando já havia inclinações para a volta da democracia, o cantor e compositor Belchior anunciava que “o passado é uma roupa que não nos serve mais”. Os padrões de hoje já nos estabelecem estilos e modelos diversos daqueles que um dia adotamos como referência. Definitivamente, aquele que envergou a vestimenta outrora usada já não é mais a mesma pessoa e qualquer tipo de tentativa de reutilizá-la passará, necessariamente, pela realização de ajustes que se amoldem ao instante presente. Velhos hábitos incorporados à nossa rotina devem, periodicamente, ser revisitados, a fim de que se tornem compatíveis com a realidade e a concretude do presente. Se, antes, a vasta cabeleira podia ser repartida ao meio, dando a quem a ostentava ares despojados e joviais, no tempo atual, para muitos, a escassez capilar obriga a adaptar o penteado. Nada adianta ficar de mal com a superfície que a imagem reflete. De qualquer forma, nada ou ninguém passa incólume pela ação do tempo, sem experimentar transformações de todas as naturezas. Mudar é verbo que se conjuga em perfeita sintonia com viver e, essencialmente, compõe rima exata com adaptar. Ao descrever a teoria da evolução, Charles Darwin assentou que a sobrevivência não é assegurada pelo emprego da força, mas depende de mudanças adaptativas dos seres expostos às transformações constantes (paulatinas ou abruptas) do ambiente que os cerca. O contexto estampado veicula um paradoxo. Se, por um lado, a marcha da mudança é via que não admite retorno, permitindo apenas momentos de variações rítmicas dos passos, mas sem nunca ser contida, por outro, ela aterroriza, chegando quase a paralisar o paciente da mutação. No entanto, não é o medo do escuro que vai impedir que a Terra gire, tampouco fará que a luz solar tome o lugar da noite pouco iluminada. Com base nas ideias do texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens a seguir, referentes a aspectos linguísticos e ao vocabulário do texto CB1A1.","A inteligência artificial (IA) é um tópico frequente de discussão desde o aumento da popularidade de ferramentas como o ChatGPT. Uma análise do Fundo Monetário Internacional (FMI) abrangendo diferentes países avaliou que, no Brasil, 41% dos empregos têm alta exposição à IA. Esse critério do estudo — exposição de empregos à IA — engloba tanto trabalhos que vão se beneficiar da tecnologia como aqueles que estarão ameaçados por ela no futuro. Para avaliar se o impacto da IA será bom ou ruim no mercado de trabalho, o relatório do FMI criou outra categoria: a complementaridade. Empregos com alta complementaridade são aqueles que se beneficiarão com a IA, mas não serão extintos por ela. Por exemplo, profissionais como administradores ou advogados terão grandes ganhos de produtividade com a IA. Suas atividades não estarão ameaçadas, pois a execução delas sempre dependerá de um grande componente humano. Já os empregos de baixa complementaridade são os mais ameaçados pela IA, uma vez que podem ser totalmente substituídos pelas novas tecnologias, dada a pouca necessidade de um componente humano. É o caso de operadores de telemarketing. É nesse ponto que a IA pode fazer crescer a desigualdade social. Conforme o FMI, trabalhadores com mais educação e mais jovens têm melhores condições de encontrar empregos de alta complementaridade (beneficiados pela IA); os com menos escolaridade e mais velhos estarão mais sujeitos a empregos de baixa complementaridade (ameaçados pela IA). Segundo o FMI, para aproveitar plenamente o potencial da IA, cada país deve estabelecer suas prioridades de acordo com seu nível atual de desenvolvimento. As economias de mercado emergentes avançadas e mais desenvolvidas devem investir na inovação e integração da IA ao mesmo tempo em que promovem quadros regulamentares adequados para otimizar os benefícios do aumento de sua utilização. Para as economias de mercados emergentes e em desenvolvimento menos preparadas, a criação de infraestruturas e a construção de uma força de trabalho digitalmente qualificada são fundamentais. Para todas as economias, as redes de segurança social e a reciclagem dos trabalhadores ameaçados pela IA são cruciais para garantir a inclusão. A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","A ideia de que a mente pertence a um domínio separado, distinto do corpo, foi teorizada bem cedo, em grandes textos como o Fédon, de Platão (IV a.C.) e a Suma teológica, de Tomás de Aquino (1265-1274), um texto fundador da concepção cristã da alma. Mas foi o filósofo francês René Descartes (1596-1650) quem estabeleceu aquilo que é hoje conhecido como dualismo: a tese de que a mente dotada de consciência é feita de uma substância imaterial que não está sujeita às leis da física. Ridicularizar Descartes tornou-se moda em neurociência. Depois da publicação, em 1994, de O erro de Descartes, o best-seller de Antonio Damasio, muitos manuais contemporâneos que tratam de consciência passaram a criticar Descartes, alegando que ele teria atrasado a pesquisa em neurociência. A verdade, porém, é que Descartes foi um cientista pioneiro, fundamentalmente um reducionista, cuja análise mecânica da mente humana, muito à frente de seu tempo, foi o primeiro exercício de biologia sintética e de modelagem teórica. O dualismo de Descartes não foi um capricho de momento — fundamentava-se em um argumento lógico que afirmava a impossibilidade, para qualquer máquina, de imitar a liberdade da mente consciente. Em relação às ideias e estruturas linguísticas do texto apresentado, julgue os itens que se seguem.","considere que todos os programas mencionados estão em No Brasil, pode dizer-se que só excepcionalmente tivemos um sistema administrativo e um corpo de funcionários puramente dedicados a interesses objetivos e fundados nesses interesses. Ao contrário, é possível acompanhar, ao longo de nossa história, o predomínio constante das vontades particulares que encontram seu ambiente próprio em círculos fechados e pouco acessíveis a uma ordenação impessoal. Dentre esses círculos, foi sem dúvida o da família aquele que se exprimiu com mais força e desenvoltura em nossa sociedade. E um dos efeitos decisivos da supremacia incontestável, absorvente, do núcleo familiar — a esfera, por excelência, dos chamados “contatos primários”, dos laços de sangue e de coração — está em que as relações que se criam na vida doméstica sempre forneceram o modelo obrigatório de qualquer composição social entre nós. Isso ocorre mesmo onde as instituições democráticas, fundadas em princípios neutros e abstratos, pretendem assentar a sociedade em normas antiparticularistas. Em relação às propriedades linguísticas e semânticas do texto precedente, julgue os itens seguintes.","Texto CB1A1 Um projeto de lei que determina critérios mínimos de qualidade para escolas públicas de educação básica foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, em abril deste ano. Conforme estabelece o projeto de lei, o poder público deverá equipar todas as unidades do ensino básico com bibliotecas, laboratórios de ciências e informática, acesso à Internet, quadras poliesportivas cobertas, instalações com condições adequadas de acessibilidade, energia elétrica, abastecimento de água potável, esgoto sanitário e manejo de resíduos sólidos. “As condições listadas não constituem luxo ou privilégio, mas requisitos necessários ao estabelecimento de um padrão mínimo de qualidade nas escolas brasileiras e garantia do exercício digno do direito público subjetivo à educação básica”, justifica o autor da proposta. “O que há no projeto é o mínimo para que uma escola funcione, atendendo os estudantes e os profissionais da educação com dignidade. A ausência de laboratórios, de Internet, de bibliotecas e de uma estrutura física adequada é algo que impacta diretamente na qualidade da educação oferecida aos estudantes, uma vez que a educação não é uma transmissão de conhecimento, mas sim a construção deste”, considera a secretária de assuntos educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Guelda Andrade. “Um ar-condicionado, por exemplo, em algumas regiões do país, não é questão de luxo. É uma condição que faz parte dessa estrutura mínima e digna para que a educação aconteça... A falta disso traz prejuízos drásticos tanto no aprendizado dos estudantes quanto no cotidiano dos profissionais da educação”, reforça Guelda Andrade. Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os próximos itens, a respeito dos sentidos e aspectos linguísticos do texto CB1A1.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Dinheiro traz felicidade? Engana-se quem pensa que esta é só uma pergunta filosófica de boteco. Muito pelo contrário: quem se debruça para valer sobre a questão são vencedores do Nobel de Economia, o psicólogo israelense Daniel Kahneman e o economista americano Argus Deaton. Kahneman é considerado um dos fundadores da economia comportamental, uma área que se apoia na psicologia para entender quais fatores afetam as decisões financeiras de alguém. Foi por integrar conhecimentos da psicologia à economia que ele recebeu o prêmio da Academia Real de Ciências da Suécia, em 2002. Oito anos depois, Kahneman se juntou a Argus — que receberia o Nobel de Economia em 2015 por seus trabalhos sobre consumo, pobreza e bem-estar social — para tentar responder à grande questão. Eles publicaram um estudo que correlaciona o nível de renda de mil americanos com seu grau de satisfação pessoal e bem-estar emocional, segundo respostas fornecidas em um questionário entre 2008 e 2009. Eles chegaram à seguinte conclusão: quanto mais dinheiro alguém ganha, mais feliz e satisfeita essa pessoa se sente. Só que essa correlação não é tão evidente na faixa de pessoas que ganham entre 60 e 90 mil dólares por ano (entre R$ 5 e 7,5 mil mensais). E, entre aqueles que recebiam valores maiores que estes, mais dinheiro já não significava mais felicidade. O estudo foi amplamente divulgado na época. Mas ele também foi rebatido por Matthew Killingsworth, um pesquisador da Universidade da Pensilvânia que coleta dados sobre felicidade. Ele publicou uma pesquisa, em 2021, sugerindo que a felicidade média aumenta consistentemente com a renda. E então, qual seria a conclusão correta? Para resolver o impasse, Kahneman juntou-se a Killingsworth e Barbara Mellers, também da Universidade da Pensilvânia. Os pesquisadores reanalisaram os dados coletados nos Estados Unidos da América em 2010 e 2021 para entender onde cada estudo deixou a desejar. E assim chegaram a uma conclusão mais sutil: de que pessoas felizes se sentem ainda melhores conforme ganham mais dinheiro; por outro lado, entre pessoas infelizes, o bem-estar para de aumentar quando certo nível de renda é alcançado. No que se refere às características discursivas e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, bem como às ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir.","Julgue os itens que se seguem, referentes a aspectos linguísticos do texto CG1A1.","Texto CG1A1 Em Tratado de medicina legal, Agostinho José de Souza Lima define a perícia médica como toda sindicância promovida por autoridade policial ou judiciária acompanhada de exame e cujos peritos, dada a natureza do exame, são ou devem ser médicos. Disso decorre que o perito médico é a pessoa entendida e experimentada em temas de medicina que, designada pela autoridade competente, deverá esclarecer um fato de natureza médica mais ou menos duradouro. A perícia médico-legal surgiu da necessidade de solução para casos concretos. A princípio, havia apenas alguns vestígios de perícia médica nas legislações primitivas; depois, os indícios da prática ficaram mais evidentes, principalmente na Idade Média, até a atividade definir-se e concretizar-se na Renascença, com a sua instituição oficial no Código Carolino, em 1532. A perícia médico-legal já era tarefa do Estado desde o tempo dos egípcios, conforme consta dos papiros da época. Embora a medicina egípcia estivesse impregnada de magia e divindade, e empregasse, na cura das doenças, os encantamentos, os amuletos e o exorcismo, alguns historiadores veem indícios de perícia no Antigo Egito. Os sacerdotes médicos verificavam, por exemplo, se a morte fora violenta ou natural; a prática do embalsamento exigia a mesma verificação. As leis de Menés, o mais antigo faraó da história, mandavam adiar o castigo das mulheres grávidas, excluindo-as das penas aflitivas, o que implicava a intervenção do perito para o diagnóstico da gravidez. O Código de Hamurabi, uma compilação de leis sumerianas, previa penas severas para os casos de erro médico, o que subtendia a prova do erro. A legislação hebraica, superior às precedentes — porque exigia duas testemunhas para a condenação do suspeito, a responsabilidade das testemunhas e do juiz, a garantia dos tribunais, a publicidade dos debates, a igualdade perante a lei e a ausência de meios de tortura —, mostrava o sentimento de justiça unido à rigidez do dogma religioso. Segundo essa legislação, os conhecimentos médicos deveriam ser aplicados pelo sacerdote, que também exercia a função de médico. Julgue os itens que se seguem, com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1.\n\n\n\nA respeito da estrutura linguística e do vocabulário empregados no texto CG1A1, julgue os próximos itens.","Quando eu cheguei à seção onde tinha de votar, achei três mesários e cinco eleitores. Os eleitores falavam do tempo. Contavam os maiores verões que temos tido; um deles opinava que o verão, em si mesmo, não era mau, mas que as febres é que o tornavam detestável. A quanto não ia a amarela? Chegaram mais três eleitores, depois um, depois sete, que, pelo ar, pareciam da mesma casa. Os minutos iam com aquele vagar do costume quando a gente está com pressa. Mais três eleitores. Nove horas e meia. Os conhecidos faziam roda. Uns falavam mal dos gelados, outros tratavam do câmbio. Nove e três quartos. Trinta e cinco eleitores. Alguns almoçados. Os almoçados interpretavam o regulamento eleitoral diferentemente dos que o não eram. Daí algumas conversações particulares à meia voz, dizendo uns que a chamada devia começar às dez horas em ponto, outros que antes. — Meus senhores, vai começar a chamada — disse o presidente da mesa. Eram dez horas menos um minuto. Havia quarenta e sete eleitores. Abriram-se as urnas, que foram mostradas aos eleitores, a fim de que eles vissem que não havia nada dentro. Os cinco mesários já estavam sentados, com os livros, papéis e penas. O presidente fez esta advertência: — Previno aos senhores eleitores que as cédulas que contiverem nomes riscados e substituídos não serão apuradas; é disposição da lei nova. Quis protestar contra a lei nova. Pareceu-me opressiva da liberdade eleitoral. Pois eu escolho um nome, para presidente da República, suponhamos; ou senador, ou deputado que seja; em caminho, ao descer do bonde, acho que o nome não é tão bom como o outro, e não posso entrar numa loja, abrir a cédula e trocar o voto? — Antônio José Pereira — chamava o mesário. — Está na Europa — dizia um eleitor, explicando o silêncio. — Pôncio Pilatos! — Morreu, senhor; está no Credo. Tinha começado a chamada e prosseguia lentamente para não dar lugar a reclamações. Nove décimos dos eleitores não respondiam por isto ou por aquilo. — Padre Diogo Antônio Feijó! — prosseguia o mesário. Pausa. — Padre Diogo Antônio Feijó! Pausa. Eu gemia em silêncio. Consultei o relógio; faltavam sete minutos para as onze, e ainda não começara o meu quarteirão. Quis espairecer, levantei-me, fui até a porta, onde achei dois eleitores, fumando e falando de moças bonitas. Conhecia-os; eram do meu quarteirão. Enfim, começou o meu quarteirão; respirei, mas respirei cedo, porque a lista era quase toda composta de abstencionistas, e os nomes dos ausentes ou mortos gastam mais tempo, pela necessidade de esperar que os donos apareçam. Chegou a minha vez. Votei e corri a almoçar. Relevem a vulgaridade da ação. Tartufo, neste ponto, emendaria o seu próprio autor: “Ah! Pour être électeur, je n’en suis pas moins homme [Ah! Um eleitor, mas nem por isso menos homem].” Acerca das características do texto precedente, bem como das ideias nele veiculadas e de seus aspectos linguísticos, julgue os itens seguintes.","A principal pesquisa internacional sobre educação, feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostrou que, no período de 2012 a 2022, houve um aumento acentuado no nível de ansiedade em relação à matemática entre os alunos da grande maioria dos 81 países avaliados, especialmente no Brasil. Na média dos países da OCDE e parceiros, 65% dos estudantes têm ansiedade em relação às suas notas em matemática e cerca de 40% dos estudantes se sentem nervosos, tensos ou desamparados ao resolverem problemas matemáticos. No Brasil, esses índices são ainda mais altos: 79,5% e 62,3%, respectivamente. Na maioria dos países houve um aumento nesses índices de ansiedade em relação à matemática em comparação com 2012. Coreia do Sul, Singapura e Tailândia foram os únicos países onde os índices de ansiedade caíram entre 2012 e 2022. Segundo a OCDE, esses resultados são preocupantes. “Isso pode impactar não apenas desempenho, mas sua prontidão para o aprendizado ao longo da vida”, diz o relatório. A cada edição, o PISA escolhe um tema para fazer um aprofundamento — em 2022, o estudo se dedicou a entender como os alunos lidam com estratégias de aprendizado e quais suas posturas em relação à vida. Julgue os itens que se seguem, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.","Pesquisadores da Universidade Raboud, na Holanda, analisando cerca de 5.000 participantes de 358 tarefas cognitivas, chegaram à conclusão de que pensar dói. Não ria. A análise foi feita com o auxílio de um programa especial da NASA. Pelo que entendi, certas atividades cerebrais, como fazer cálculos matemáticos, ler Gertrude Stein ou tomar decisões que envolvam um sim ou não de vida ou morte, provocam sensações orgânicas que podem ser classificadas como dolorosas. Segundo o estudo, quanto maior o esforço mental, maior o desconforto físico. Não é preciso pensar muito para se chegar a este óbvio, por definição, ululante. A pesquisa não considera a hipótese de todo esforço mental ser relativo — para muitos, calcular uma reles raiz quadrada será uma tarefa intransponível, enquanto, para outros, discutir a conjectura de Poincaré com Alfred North Whitehead pode ser tão simples como falar de futebol no botequim. O que me espanta é que a conclusão de que pensar dói tenha vindo de uma instituição da Holanda, país admirado por produzir pensadores em tantos ramos. Eram holandeses Erasmo de Roterdão (1466-1536) e Spinoza (1632-1677), dois pilares da filosofia, atividade cuja única ferramenta é o pensamento. E não há registro de que os filósofos sofressem de lombalgia ou dor de dentes por pensar. Os holandeses inventaram também a fita cassete, o CD e o DVD, e temos de lhes ser gratos por isso. Mas depois os desinventaram — e pensar nisso, sim, dói. Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1-I Os pais pediram que o menino fosse dormir cedo para que pudesse acordar à hora da passagem do ano. A julgar pela insistência da recomendação, o ano não passaria se ele não se deitasse. O que seria, francamente, um problemão — e para o mundo todo. Se o ano não virasse, tudo o que estava para acontecer a partir da meia-noite bruscamente ficaria retido nas malas, nos pacotes, na escuridão. Por respeito à humanidade, o garoto acatou. Quer dizer, mais ou menos — ficaria na cama de olhos fechados, igual quando brincava de morto, mas dormir mesmo não dormiria. Só estando acordado seria possível devassar de vez o mistério da passagem do ano. Os adultos mentem muito, sabia. Até mesmo sua mãe, que lhe pede não mentir nunca, inventava histórias quando ele perguntava “como era a cara do ano velho e do ano novo”. Sempre lhe respondiam, com sorrisos enigmáticos que não esclarecem nada, que tudo dependia da sua maneira de olhar. Mas olhar o quê? O ano velho indo embora tal qual um balão, “subindo, perdendo gás, perdendo gás, até acabar muito chocho”? Ou a chegada do novo, que descia de paraquedas na praça General Osório, trazendo uma mochila munida de “talco, escova de dentes e pombas”, para soltar em sinal de paz e alegria? Pouca coisa fazia sentido naquela cabeça de menino. Confinado em seu quarto, correu para a janela depois do beijo materno de boa noite e ali ficou, vigia do réveillon. Era preciso guardar o céu, pois com certeza “o ano passa no ar”. Mas o que faria, então, tanta gente na rua, tanto carro buzinando, sem ninguém olhando para cima? Já estavam, decerto, acostumados. “É ruim, ficar acostumado: não se vê mais nada, as coisas vão se apagando”, concluiu a criança da crônica de Drummond. Ninguém ia perceber a passagem do ano. Desiludido, o menino pegou no sono e acordou no chão, apavorado com o estrondo da virada. Foi correndo para a sala, onde os adultos, falando um pouco arrastado, tinham perdido o jeito comum, o jeito diurno. “Ele passou?”, quis saber. Carinhosa, a mãe levou-o de volta para o quarto, encostou o rosto em seu rosto e rogou-lhe que dormisse outra vez. O ano passara sem que ele o visse. Bem que sua mãe tinha alertado: só dependia da maneira de olhar... e ele não acertara com a maneira. Julgue os itens que se seguem, a respeito das ideias e estruturas linguísticas do texto CB1A1-I.\n\n\n\nConsiderando os aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-I Dizer que o petróleo é um elemento de influência nas relações geopolíticas contemporâneas é repetir o óbvio. Desde que ele se tornou a matriz energética básica da sociedade industrial e o elemento fundamental para o funcionamento da economia moderna, ter ou controlar as fontes de petróleo e as rotas por onde ele é transportado representa questão de vida ou morte para as sociedades contemporâneas. Quando pensamos na geopolítica do petróleo neste início do século XXI, o primeiro fato que nos vem à mente são os conflitos do Oriente Médio, como a guerra Irã-Iraque e a guerra do Golfo em 1990-1991. Reduzir esses conflitos ao elemento “petróleo” seria um erro, pois questões outras estavam e estão envolvidas. Contudo, não se deve esquecer que aí estão as maiores reservas petrolíferas do mundo. No entanto, se examinarmos com alguma atenção as notícias do dia a dia, veremos como o problema do petróleo dentro da geopolítica contemporânea não é algo que afeta apenas os países do Oriente Médio. A busca pelo “ouro negro” está tendo impacto em outras regiões do mundo. Em nível menor, países como o Brasil têm enfrentado os mesmos problemas das maiores potências no que se refere a suprir suas necessidades energéticas, e isso tende apenas a piorar. Aqui cabe uma reflexão sobre os efeitos geopolíticos da futura mudança da matriz energética global. Mesmo sendo algo pouco provável em curto e médio prazo, o próprio esgotamento do petróleo vai obrigar a economia global a convocar outras fontes de energia, como a nuclear ou as células de hidrogênio. As alterações na sociedade global que tal mudança provocará serão, evidentemente, imensas, mas ninguém parece ainda ter refletido a contento sobre seus impactos geopolíticos. Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAinda com relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1-I A apropriação colonial das terras indígenas muitas vezes se iniciava com alguma alegação genérica de que os povos forrageadores viviam em um estado de natureza — o que significava que eram considerados parte da terra, mas sem nenhum direito a sua propriedade. A base para o desalojamento, por sua vez, tinha como premissa a ideia de que os habitantes daquelas terras não trabalhavam. Esse argumento remonta ao Segundo tratado sobre o governo (1690), de John Locke, em que o autor defendia que os direitos de propriedade decorrem necessariamente do trabalho. Ao trabalhar a terra, o indivíduo “mistura seu trabalho” a ela; nesse sentido, a terra se torna, de certo modo, uma extensão do indivíduo. Os nativos preguiçosos, segundo os discípulos de Locke, não faziam isso. Não eram, segundo os lockianos, “proprietários de terras que faziam melhorias”; apenas as usavam para atender às suas necessidades básicas com o mínimo de esforço. James Tully, uma autoridade em direitos indígenas, aponta as implicações históricas desse pensamento: considera-se vaga a terra usada para a caça e a coleta e, “se os povos aborígenes tentam submeter os europeus a suas leis e costumes ou defender os territórios que durante milhares de anos tinham erroneamente pensado serem seus, então são eles que violam o direito natural e podem ser punidos ou ‘destruídos’ como animais selvagens”. Da mesma forma, o estereótipo do nativo indolente e despreocupado, levando uma vida sem ambições materiais, foi utilizado por milhares de conquistadores, administradores de latifúndios e funcionários coloniais europeus na Ásia, na África, na América Latina e na Oceania como pretexto para obrigar os povos nativos ao trabalho, com meios que iam desde a escravização pura e simples ao pagamento de taxas punitivas, corveias e servidão por dívida. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nConsiderando as estruturas morfossintáticas e os aspectos semânticos do texto CG1A1-I, julgue os seguintes itens.","Texto CG2A1-II Estima-se que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente por causa da depressão e da ansiedade, custando à economia mundial quase 1 trilhão de dólares. Os dados são do relatório Diretrizes sobre Saúde Mental no Trabalho, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em setembro de 2022, e confirmam a necessidade de se trazer o debate ainda mais à tona. Na mesma época, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicou uma nota conjunta com a OMS, na qual as novas diretrizes são explicadas por meio de estratégias práticas para governos, empregadores, trabalhadores e suas organizações, nos setores públicos e privados. “De acordo com as diretrizes globais, 60% da população mundial trabalha e esse trabalho pode impactar a saúde mental tanto de forma positiva quando negativa. As diretrizes também apontam questões importantes referentes à inserção e à permanência de pessoas com problemas de saúde mental no mercado de trabalho. Além do estigma e das barreiras que essas pessoas vivenciam para ingressar no mercado de trabalho, a ausência de estruturas de suporte afeta a sustentação das atividades laborais”, explica a consultora nacional de saúde mental da OMS, Cláudia Braga. De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em 2022, 209.124 mil pessoas foram afastadas do trabalho por transtornos mentais, entre depressão, distúrbios emocionais e Alzheimer, enquanto, em 2021, foram registrados 200.244 afastamentos. “Esse cenário nos mostra a importância de discutirmos essas questões e esperamos que essas diretrizes possam nortear os debates sobre as responsabilidades dos diferentes atores, de modo a mobilizarmos esforços para prevenir os impactos negativos do trabalho na saúde mental, promover e proteger a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores e trabalhadoras, assim como dar suporte às pessoas com problemas de saúde mental para que tenham seus direitos garantidos”, afirma a consultora da OMS. Julgue os itens que se seguem, considerando as ideias e estruturas linguísticas do texto CG2A1-II.\n\n\n\nNo que se refere a aspectos linguísticos do texto CG2A1-II, julgue os seguintes itens.","Texto CB1A2-I A Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em sua 41.ª sessão, reconhece os impactos profundos e dinâmicos, positivos e negativos da inteligência artificial (IA) nas sociedades, no meio ambiente, nos ecossistemas e nas vidas humanas, inclusive na mente humana, em parte devido às novas formas como seu uso influencia o pensamento, a interação e a tomada de decisões e afeta a educação, as ciências humanas, sociais e naturais, a cultura, a comunicação e a informação. A Conferência considera que as tecnologias de IA podem ser de grande utilidade para a humanidade e podem beneficiar todos os países, mas também suscitam questões éticas fundamentais, por exemplo, em relação às distorções que podem incorporar e exacerbar, o que resultaria potencialmente em discriminação, desigualdade, exclusão digital, exclusão em geral e ameaça à diversidade cultural, social e biológica, além de divisões sociais ou econômicas. Suscitam, ainda, questões relativas à necessidade de transparência e compreensibilidade do funcionamento dos algoritmos e dos dados com que eles foram alimentados, além de seu potencial impacto sobre, entre outros aspectos, a dignidade humana; os direitos humanos e as liberdades fundamentais; a igualdade de gênero; a democracia; os processos sociais, econômicos, políticos e culturais; as práticas científicas e de engenharia; o bem-estar dos animais; o meio ambiente e os ecossistemas. A Conferência reconhece, ainda, que as tecnologias de IA podem aprofundar as divisões e as desigualdades existentes no mundo, dentro dos países e entre eles, e que a justiça, a confiança e a equidade devem ser defendidas para que nenhum país e nenhum indivíduo sejam deixados para trás, seja em razão do acesso justo às tecnologias de IA e de seus benefícios, seja em razão de medidas de proteção contra suas implicações negativas. Reconhecem-se as diferentes circunstâncias de diferentes países e respeita-se o desejo de algumas pessoas de não participar de todos os desenvolvimentos tecnológicos. Com base nas considerações acima, entre outras, a UNESCO aprova a presente Recomendação sobre a Ética da Inteligência Artificial. A respeito das ideias veiculadas no texto CB1A2-I, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens seguintes, referentes aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto CB1A2-I.","Texto CB3A1 Em 2007, o Brasil recebeu a exposição de anatomia intitulada Bodies revealed: fascinating + real, traduzida como Corpo humano: real e fascinante. Cerca de 670 mil pessoas de diversas cidades brasileiras puderam visitar a exposição na qual os objetos expostos eram nada menos do que 16 cadáveres e 225 órgãos humanos. Adentrar em um salão repleto de cadáveres estripados e mutilados deveria suscitar a mesma sensação de uma câmara dos horrores, já que os mortos são notoriamente objetos de tabu, fontes de mana, considerados impuros, perigosos e, não raramente, repugnantes. Entretanto, os corpos dissecados da exposição, apresentados esfolados ou fatiados, inteiros ou em partes, eviscerados ou não, e tematicamente organizados em sistemas — esquelético, muscular, nervoso, respiratório, digestório, excretor, reprodutor, circulatório — eram tratados como objetos de “arte”. Ao contrário daqueles grandes vidros de formol que distorcem a imagem do seu conteúdo desbotado, largamente usados em laboratórios e museus para conservar restos biológicos, Bodies revealed é um espetáculo cadavérico no qual corpos dissecados e partes corporais — reduzidos a formas, cores e texturas — são espetacularmente exibidos em pedestais, displays e caixas transparentes, distribuídos meticulosamente em espaços organizados e iluminados para realçar suas formas e cores. Há um evidente sensacionalismo mórbido nas exposições de corpos humanos, visto que não haveria o mesmo impacto se os corpos expostos fossem sintéticos ou de animais. Isto evidencia o fato de que a relação que se estabelece entre nós, espectadores, e os cadáveres expostos tem uma dimensão social, distinta da que teríamos se fossem apenas modelos de plástico ou cera, ainda que reproduções perfeitas, ou de um cadáver animal, qualquer que seja a técnica de conservação. As exposições de corpos humanos até podem oferecer motivações mais nobres do que o simples entretenimento mórbido, mas sem abrirem mão da morbidez como peça fundamental do espetáculo. Com efeito, o tom geral daqueles que defendem essas exposições apela para a utilidade educativa de se usarem corpos humanos reais, dissecados e modelados, em posições didáticas, pois essa técnica possibilita o acesso a “espécimes” cuja riqueza de detalhes e de informações era antes acessível apenas aos anatomistas. No que se refere aos sentidos do texto CB3A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1, julgue os itens que se seguem.","Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque — a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras — e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos. No que se refere às ideias e a aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","Aprimorar a saúde mental e física, prevenir doenças, ajudar a suportar o estresse, lidar com sentimentos de impotência e racionalizar fracassos de modo mais positivo e produtivo: são essas as promessas de um amplo leque de técnicas que, baseadas na ciência, podem adequar-se a necessidades ou circunstâncias de qualquer um. Algumas visam alterar estilos cognitivos e emocionais — ou seja, como racionalizar as causas de sucessos e fracassos —, outras se concentram em repetir chavões de autoafirmação. Há ainda técnicas voltadas para treinar a esperança — pensamento orientado por objetivos em que as pessoas percebem que podem produzir itinerários para metas desejadas e a motivação necessária para segui-los —, praticar a gratidão e o perdão ou cultivar o otimismo — uma diferença individual variável que reflete em que medida as pessoas mantêm expectativas favoráveis sobre o futuro. Em síntese, todos esses métodos compartilham alguns atributos. De um lado, são feitos sob medida para um consumo rápido; de outro lado, dizem proporcionar retornos rápidos e mensuráveis em troca de pouco investimento e esforço. Considerando as ideias e as propriedades linguísticas do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1-I Na Índia do século XX, Gandhi usou a roca de fiar para valorizar as práticas e os costumes tradicionais como instrumentos de inclusão social do seu povo, ao proporcionar-lhe realizar um ofício de forma sustentável. Esse uso faz que a roca seja considerada a primeira “tecnologia apropriada” do mundo. No Brasil, o movimento da “tecnologia apropriada” é conhecido como “tecnologia social”. Tecnologia social é entendida como um conjunto de técnicas e metodologias transformadoras, desenvolvidas e(ou) aplicadas na interação com a população e apropriadas por ela, que representam soluções para a inclusão social e para a melhoria das condições de vida. O conceito de tecnologia social remete a uma proposta inovadora de desenvolvimento, considerando uma abordagem ativista de participação coletiva no processo de implantação, organização e desenvolvimento, aliando saber popular, cooperação social e conhecimento técnico-científico. Ela tem como base a disseminação de soluções para problemas voltados a demandas de renda, trabalho, educação, conhecimento, cultura, alimentação, saúde, habitação, recursos hídricos, saneamento básico, energia, ambiente, igualdade de raça e gênero, por exemplo, sendo importante, essencialmente, que essas soluções sejam efetivas, reaplicáveis e que promovam a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida das populações em situação de vulnerabilidade social. Por fim, o conceito de tecnologia social (TS) estabelece quatro dimensões: 1) conhecimento, ciência, tecnologia; 2) participação, cidadania e democracia; 3) educação; 4) relevância social. A respeito das ideias do texto CG1A1-I e de suas características estruturais, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nNo que se refere aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto CG1A1-I, julgue os itens que se seguem.","Considerando a imagem precedente, julgue os itens a seguir.","informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração padrão e que não há restrições de No fim do século XVIII e começo do XIX, a despeito de algumas grandes fogueiras, a melancólica festa de punição vai-se extinguindo. Nessa transformação, misturaram-se dois processos. Não tiveram nem a mesma cronologia, nem as mesmas razões de ser. De um lado, a supressão do espetáculo punitivo. O cerimonial da pena vai sendo obliterado e passa a ser apenas um novo ato de procedimento ou de administração. A punição pouco a pouco deixou de ser uma cena. E tudo o que pudesse implicar de espetáculo desde então terá um cunho negativo; e como as funções da cerimônia penal deixavam pouco a pouco de ser compreendidas, ficou a suspeita de que tal rito que dava um “fecho” ao crime mantinha com ele afinidades espúrias: igualando-o, ou mesmo ultrapassando-o em selvageria, acostumando os espectadores a uma ferocidade de que todos queriam vê-los afastados, mostrando-lhes a frequência dos crimes, fazendo o carrasco se parecer com criminoso, os juízes com os assassinos, invertendo no último momento os papéis, fazendo do supliciado um objeto de piedade e de admiração. A execução pública é vista então como uma fornalha em que se acende a violência. A punição vai-se tornando, pois, a parte mais velada do processo penal, provocando várias consequências: deixa o campo da percepção quase diária e entra no da consciência abstrata; sua eficácia é atribuída à sua fatalidade, não à sua intensidade visível; a certeza de ser punido é que deve desviar o homem do crime e não mais o abominável teatro; a mecânica exemplar da punição muda as engrenagens. Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração padrão e que não há restrições de Seja como for, está claro que a distinção entre o que seria natural e o que seria cultural não faz o menor sentido para os aborígenes australianos. Afinal de contas, no mundo deles, tudo é natural e cultural ao mesmo tempo. Para que se possa falar de natureza, é preciso que o homem tome distância do meio ambiente no qual está mergulhado, é preciso que se sinta exterior e superior ao mundo que o cerca. Ao se extrair do mundo por meio de um movimento de recuo, ele poderá perceber este mundo como um todo. Pensando bem, entender o mundo como um todo, como um conjunto coerente, diferente de nós mesmos e de nossos semelhantes, é uma ideia muito esquisita. Como diz o grande poeta português Fernando Pessoa, vemos claramente que há montanhas, vales, planícies, florestas, árvores, flores e mato, vemos claramente que há riachos e pedras, mas não vemos que há um todo ao qual isso tudo pertence, afinal só conhecemos o mundo por suas partes, jamais como um todo. Mas, a partir do momento em que nos habituamos a representar a natureza como um todo, ela se torna, por assim dizer, um grande relógio, do qual podemos desmontar o mecanismo e cujas peças e engrenagem podemos aperfeiçoar. Na realidade, essa imagem começou a ganhar corpo relativamente tarde, a partir do século XVII, na Europa. Esse movimento, além de tardio na história da humanidade, só se produziu uma única vez. Para retomar uma fórmula muito conhecida de Descartes, o homem se fez então “mestre e senhor da natureza”. Resultou daí um extraordinário desenvolvimento das ciências e das técnicas, mas também a exploração desenfreada de uma natureza composta, a partir de então, de objetos sem ligação com os humanos: plantas, animais, terras, águas e rochas convertidos em meros recursos que podemos usar e dos quais podemos tirar proveito. Naquela altura, a natureza havia perdido sua alma e nada mais nos impedia de vê-la unicamente como fonte de riqueza. No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, bem como às ideias nele expressas, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1-II A expressão “Comunicação e Saúde 2.0” acarreta deslocamentos nos modos de relacionamento entre indivíduos e profissionais da saúde. Trata-se de um processo global que ocasiona mudanças no cuidado da saúde e que associa as tecnologias de informação e comunicação aos processos terapêuticos nas trocas e interações entre profissionais e pacientes. As interações entre indivíduos mediadas pelas máquinas resultariam em novas experiências de comunicação e informação em saúde. Com o surgimento da Web 2.0, por consequência, desenvolve-se a Saúde 2.0, o que permite, na prática, que os atores da área da saúde interajam em fóruns virtuais que tratam de assuntos relacionados a doenças e prognósticos. Nas redes telemáticas, em tese, não existiria hierarquia, pois até o paciente poderia contribuir com as informações sobre saúde que detém. É possível visualizar a atuação da Saúde 2.0 em blogs, canais de compartilhamento de vídeos, redes sociais, softwares, aplicativos para celulares e mecanismos de busca. Esse tipo de discussão sobre Saúde 2.0 ainda é recente no Brasil, embora os mecanismos da Web 2.0 já estejam consolidados para boa parte da população brasileira. Em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens seguintes.","Texto CG1A1-II Amado nos levou com um grupo para descansarmos na fazenda de um amigo. Esta confirmava as descrições que eu lera no livro de Freyre: embaixo, as habitações de trabalhadores, a moenda, onde se mói a cana, uma capela ao longe; na colina, uma casa. O amigo de Amado e sua família estavam ausentes; tive uma primeira amostra da hospitalidade brasileira: todo mundo achava normal instalar-se na varanda e pedir que servissem bebidas. Amado encheu meu copo de suco de caju amarelo-pálido: ele pensava, como eu, que se conhece um país em grande parte pela boca. A seu pedido, amigos nos convidaram para comer o prato mais típico do Nordeste: a feijoada. Eu lera no livro de Freyre que as moças do Nordeste casavam-se outrora aos treze anos. Um professor me apresentou sua filha, muito bonita, muito pintada, olhos de brasa: quatorze anos. Nunca encontrei adolescentes: eram crianças ou mulheres feitas. Estas, no entanto, fanavam-se com menos rapidez do que suas antepassadas; aos vinte e seis e vinte e quatro anos, respectivamente, Lucia e Cristina irradiavam juventude. A despeito dos costumes patriarcais do Nordeste, elas tinham liberdades; Lucia lecionava, e Cristina, desde a morte do pai, dirigia, nos arredores de Recife, um hotel de luxo pertencente à família; ambas faziam um pouco de jornalismo, e viajavam. Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CG1A1-II, julgue os seguintes itens.","Texto CB1A2-II A pseudociência difere da ciência errônea. A ciência prospera com seus erros, eliminando-os um a um. Conclusões falsas são tiradas todo o tempo, mas elas constituem tentativas. As hipóteses são formuladas de modo a poderem ser refutadas. Uma sequência de hipóteses alternativas é confrontada com os experimentos e a observação. A ciência tateia e cambaleia em busca de melhor compreensão. Alguns sentimentos de propriedade individual são certamente ofendidos quando uma hipótese científica não é aprovada, mas essas refutações são reconhecidas como centrais para o empreendimento científico. A pseudociência é exatamente o oposto. As hipóteses são formuladas de modo a se tornar invulneráveis a qualquer experimento que ofereça uma perspectiva de refutação, para que em princípio não possam ser invalidadas. Talvez a distinção mais clara entre a ciência e a pseudociência seja o fato de que a primeira sabe avaliar com mais perspicácia as imperfeições e a falibilidade humanas do que a segunda. Se nos recusamos radicalmente a reconhecer em que pontos somos propensos a cair em erro, podemos ter quase certeza de que o erro nos acompanhará para sempre. Mas, se somos capazes de uma pequena autoavaliação corajosa, quaisquer que sejam as reflexões tristes que isso possa provocar, as nossas chances melhoram muito. Considerando as ideias do texto CB1A2-II, julgue os itens seguintes.\n\n\n\nA respeito dos aspectos linguísticos do texto CB1A2-II, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1-I no interior de São Paulo, o paranaense Adílson dos Anjos circula entre velhas placas de computador, discos rígidos monitores com tubos queimados e outras velharias do mundo da informática. Ao ar livre, as pilhas, que alcançam difusa e provocam um incessante piscar de olhos. Por trás delas, um corredor estreito, formado por antigos poeira fina que sobe do chão. Com uma chave de fenda na mão direita, Adílson Desparafusa as partes mais volumosas de uma CPU carcomida, crava sua ferramenta em fendas vergar parte do alumínio do aparelho. Com um solavanco, arranca do corpo da máquina uma chapa fina deposita-a perto dos pés. O resto faz voar por cima de sua cabeça: com um ruído estridente, tudo se espatifa Há cerca de um ano, Adílson vive com os cerca de 600 reais que ganha por mês coletando, separando e de e-lixo. Todos os meses, ele transforma 20 toneladas de sucata eletrônica em quilos e quilos de alumínio, ferro, Não há dados no Brasil a respeito do número de pessoas que vivem do mercado de sucata eletrônica, nem dados e a consequente ausência de projetos voltados para o bom aproveitamento dos detritos eletrônicos atestam que o Na Europa e nos Estados Unidos, estudos sobre o assunto atestam que o montante de lixo digital em eletrônica, sozinha, já abocanha uma fatia maior do que a das fraldas infantis no bolo de resíduos sólidos gerados Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nCom relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens seguintes.","Texto CB1A1AAA sensíveis, dessas a que tudo lhes toca e tange. Se a gente lhe perguntasse: “Como vais, Juca?”, ao que qualquer pessoa não era assim tão simples. Primeiro fazia uma cara de indecisão, depois um sorriso triste contrabalançado por um consciência era cortado pela voz do interlocutor, que começava a falar chãmente em outras coisas, que, aliás, o Juca não estava egoístas, mais coriáceas, mais impenetráveis do reino animal. Pois, meus amigos, da última vez que vi o Juca, o impasse Estavam-lhe ministrando a extrema-unção. E, quando o sacerdote lhe fez a tremenda pergunta, chamando-o pelo na sua face devastada pela erosão da morte, a Dúvida começava a redesenhar, reanimando-a, aqueles seus trejeitos e foi “sim” nem “não”; seria acaso um “talvez”, se o padre não fosse tão compreensivo. Ou apressado. Despachou-o num E eu imagino o Juca a indagar, até hoje: — Mas o senhor acha mesmo, sargento Gabriel, que Com relação às estruturas linguísticas e aos sentidos do texto CB1A1AAA, julgue os itens a seguir.","Com relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1BBB suicidou-se em seguida é um sintoma da revivescência de um sentimento que parecia ter morrido no coração dos homens: senhores parece que não sabem o que é a vontade dos outros. Eles se julgam com o direito de impor o seu amor ou o seu diferentes dos ladrões à mão armada; mas o certo é que estes não nos arrebatam senão o dinheiro, enquanto esses tais noivos ente, de pistola na mão. O ladrão ainda nos deixa com vida, se lhe passamos o dinheiro; os tais passionais, porém, matam logo. Nós já tínhamos os maridos que matavam as esposas De resto, semelhantes cidadãos são idiotas. É de se supor que quem quer casar deseje que a sua futura mulher venha para o boa-vontade, sem coação de espécie alguma, com ardor até, com ânsia e grandes desejos; como é então que se castigam as coisa equivalente? Todas as considerações que se possam fazer tendentes domínio outro que não aquele que venha da afeição não devem ser desprezadas. Esse obsoleto domínio à valentona, do homem Todos os experimentadores e observadores dos fatos morais têm mostrado a insanidade de generalizar a eternidade nas leis ou a cano de revólver é um absurdo tão grande como querer impedir que o Sol varie a hora do seu matem, pelo amor de Deus. Com relação aos sentidos e aos aspectos gramaticais do texto CB1A1BBB, julgue os itens que se seguem.","Texto CB2A1BBB maior dinamismo, nos últimos anos, para atender à demanda de seus usuários, nas mais diferentes situações de interatividade. escrita, até mesmo na área digital. Por isso, necessitamos sempre assimilar novos conhecimentos e expressá-los com A construção do pensamento — e sua exposição de forma clara e persuasiva — constitui um dos objetivos mais profissional e, muitas vezes, pessoal. É evidente que a interlocução comunicativa permite o entendimento, argumentar com maior propriedade em defesa de nossos direitos e deveres como cidadãos. A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB2A1BBB, julgue os itens que se seguem.","Texto para os itens de 12 a 16 medicamentos de referência e medicamentos genéricos. Os de referência são desenvolvidos e comercializados por enquanto seus genéricos são produzidos por outros laboratórios, geralmente após o fim da patente exclusiva. Do medicamentos são de referência ou genéricos, eles devem ser eficientes, conter as doses do princípio químico ativo tóxicas. Para farmácias, hospitais e órgãos governamentais, ambos devem ser estáveis e suportar armazenamento em sejam bem mais baratos. Os genéricos, que, de início, aderiam a todos os todo o mundo. Milhões de pessoas com baixo poder aquisitivo tiveram acesso a medicamentos pela primeira vez. No entanto, o risco da disseminação descontrolada de medicamentos de qualidade questionável. Um dos perigos desse comércio ilícito, Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue os próximos itens."],"questions":[{"id":"500645a7d91f","number":7,"stem":0,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, a substituição de “se tornou” por converteu-se, além de manter a coerência das ideias do texto, seria gramaticalmente correta, desde que inserida a preposição em imediatamente antes de “um livro”.","answer":"C","source":{"slug":"MP_CE_25_SERVIDOR","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Tornar-se é verbo de ligação e liga-se diretamente ao predicativo: tornou-se um livro. Converter-se, embora próximo no sentido, exige a preposição “em”: converteu-se em um livro. 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Todo item que chamar de complemento o termo que vem depois deles está errado."}},{"id":"eab81ba9dc9d","number":11,"stem":0,"statement":"Estaria mantida a correção gramatical do texto caso se suprimisse a preposição “a” em “ajudam a reduzir os níveis de estresse” (segundo período do terceiro parágrafo).","answer":"E","source":{"slug":"MP_CE_25_SERVIDOR","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Ajudar, seguido de infinitivo, constrói-se com a preposição “a”: ajudar a reduzir, ajudar a fazer. 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Suprimi-la nunca é neutro."}},{"id":"66763591cb3d","number":11,"stem":2,"statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, a inclusão de aos após a forma verbal ‘orientaria’ preservaria a correção gramatical do texto bem como seus sentidos originais.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Orientar é transitivo direto: orienta-se alguém, sem preposição. Em teria meu grupo de pesquisa, orientaria alunos, o complemento já está na forma que o verbo pede, e acrescentar aos cria uma regência que ele não tem. O acréscimo nasce da atração de verbos vizinhos como ensinar a e obedecer a, não de uma variação admitida pela norma.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"a inclusão de aos após a forma verbal ‘orientaria’ preservaria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, a inclusão de aos após a forma verbal ‘orientaria’ comprometeria a correção gramatical do texto bem como seus sentidos originais.","concept":"Orientar é transitivo direto","citation":null,"trap_note":"A inclusão de preposição diante de objeto direto é um molde fixo do tópico. Teste com pronome: se o complemento é retomado por os ou as (orientá-los), não cabe preposição; só cabe onde a retomada é por lhes."}},{"id":"fd0832ebf3ca","number":12,"stem":1,"statement":"A correção gramatical e a coerência das ideias do texto seriam mantidas caso se substituísse a forma verbal “implicava” (segundo período do primeiro parágrafo) por resultava.","answer":"E","source":{"slug":"CAU_MG_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Implicar, no sentido de acarretar, é transitivo direto: implicava a reorganização dos ambientes. Resultar, no mesmo sentido, é transitivo indireto e exige “em”. Feita só a troca do verbo, sobra “resultava a reorganização dos ambientes”, sem a preposição que resultar reclama.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"A correção gramatical e a coerência das ideias do texto seriam mantidas","corrected_statement":"A correção gramatical do texto não seria mantida caso se substituísse a forma verbal “implicava” (segundo período do primeiro parágrafo) por resultava.","concept":"Implicar algo × resultar em algo","citation":null,"trap_note":"Implicar, resultar e acarretar dizem a mesma coisa com três regências diferentes. Guarde o trio junto: é dele que sai a maior parte dos itens de substituição de verbo."}},{"id":"759d0a48303d","number":13,"stem":3,"statement":"No segmento “terá que formular” (segundo período do segundo parágrafo), a substituição do vocábulo “que” por de comprometeria a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"MP_CE_25_SERVIDOR","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Ter que e ter de são variantes da mesma locução de obrigação, ambas abonadas pela norma culta diante de infinitivo. Terá de formular é tão correto quanto terá que formular, e o sentido de necessidade permanece intacto. O item declara incorreto o que a língua admite.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"comprometeria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"No segmento “terá que formular” (segundo período do segundo parágrafo), a substituição do vocábulo “que” por de preservaria a correção gramatical do texto.","concept":"Ter que × ter de diante de infinitivo","citation":null,"trap_note":"A banca inverte nos dois sentidos: ora dá por facultativa uma preposição obrigatória, ora dá por incorreta uma alternância legítima. Decida pela regência do verbo, nunca pelo que o enunciado promete."}},{"id":"242226bbf3d2","number":14,"stem":4,"statement":"A oração “que a sobrevivência não é assegurada pelo emprego da força” (segundo período do terceiro parágrafo) exerce sintaticamente a função de complemento da forma verbal “assentou”.","answer":"C","source":{"slug":"TCU_25_TEFC","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Assentar, no sentido de afirmar ou estabelecer, é transitivo direto, e o que Darwin assentou é justamente a oração introduzida por “que”. Trata-se de oração subordinada substantiva objetiva direta, isto é, complemento do verbo, e é possível substituí-la por “isso” sem preposição.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Oração objetiva direta como complemento","citation":null,"trap_note":"Complemento não precisa ser palavra: pode ser oração inteira. Troque a oração por “isso” e veja se aparece preposição — se não aparece, é objeto direto."}},{"id":"41a701f74b77","number":1,"stem":5,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, o segmento “à IA” funciona sintaticamente como complemento da forma verbal “avaliou”.","answer":"E","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O complemento de “avaliou” é a oração inteira que vem depois dele — “que, no Brasil, 41% dos empregos têm alta exposição à IA”. Dentro dessa oração, “à IA” completa o substantivo “exposição”, que rege a preposição “a” (exposição a algo). O item pula um nível de estrutura e entrega a um verbo o complemento de um nome.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"complemento da forma verbal “avaliou”","corrected_statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, o segmento “à IA” funciona sintaticamente como complemento do substantivo “exposição”.","concept":"Complemento nominal × complemento verbal","citation":null,"trap_note":"Leia da preposição para trás e pare na primeira palavra que poderia exigi-la. Se for substantivo ou adjetivo, a regência é nominal, e o verbo citado não tem nada com isso."}},{"id":"91e04fc283ef","number":1,"stem":6,"statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, a oração “Ridicularizar Descartes” funciona como complemento da forma verbal “tornou-se”.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_AC_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Tornar-se é verbo de ligação, e verbo de ligação não rege complemento: ele apenas liga um sujeito a um predicativo. Em Ridicularizar Descartes tornou-se moda em neurociência, quem se tornou algo é a oração Ridicularizar Descartes, que funciona como sujeito; moda é o predicativo do sujeito. Não há complemento verbal nenhum no período.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"funciona como complemento da forma verbal “tornou-se”","corrected_statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, a oração “Ridicularizar Descartes” funciona como sujeito da forma verbal “tornou-se”.","concept":"Verbo de ligação não tem complemento, tem predicativo","citation":null,"trap_note":"Antes de classificar um termo como complemento, veja de que tipo é o verbo. Ser, estar, ficar, parecer, permanecer e tornar-se não têm objeto: o que vier depois deles é predicativo, e a regência nem entra em discussão."}},{"id":"faaba4cc1171","number":7,"stem":7,"statement":"No quarto período, o segmento “o modelo obrigatório de qualquer composição social entre nós” exerce a função de complemento da forma verbal “forneceram”.","answer":"C","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Fornecer é transitivo direto e indireto, e no quarto período o objeto direto é justamente “o modelo obrigatório de qualquer composição social entre nós”, aquilo que as relações da vida doméstica forneceram. O termo não traz preposição e responde à pergunta “forneceram o quê”.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Objeto direto de verbo transitivo","citation":null,"trap_note":"A pergunta que identifica complemento é feita ao verbo, não à frase: forneceram o quê, a quem. O que responder sem preposição é objeto direto."}},{"id":"55da74c8710b","number":8,"stem":8,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, o segmento “o projeto de lei” funciona como complemento da forma verbal “estabelece”.","answer":"E","source":{"slug":"FNDE_24_PSS","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Conforme estabelece o projeto de lei”, quem estabelece é o projeto: o termo posposto é o sujeito, e o objeto do verbo é a ideia retomada pela conjunção “conforme”. Desinvertendo, “conforme o projeto de lei estabelece”, a função fica evidente e a concordância confirma.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"complemento da forma verbal “estabelece”","corrected_statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, o segmento “o projeto de lei” funciona como sujeito da forma verbal “estabelece”.","concept":"Ordem inversa em oração conformativa","citation":null,"trap_note":"Conjunções como conforme, segundo e como costumam trazer o sujeito depois do verbo. A posposição é rotina nessas orações e é exatamente onde a banca chama sujeito de complemento."}},{"id":"50514b68f0c7","number":9,"stem":8,"statement":"A correção gramatical e os sentidos do texto seriam mantidos se ambas as ocorrências do vocábulo ‘os’ em ‘os estudantes e os profissionais’ (primeiro período do terceiro parágrafo) fossem substituídas por aos.","answer":"C","source":{"slug":"FNDE_24_PSS","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Atender admite as duas regências: atender alguém e atender a alguém, sem diferença de sentido reconhecida pela norma quando o complemento é pessoa. Por isso “atendendo aos estudantes e aos profissionais da educação” é tão correto quanto a forma do texto, e a coerência não se altera.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Atender: regência direta e indireta","citation":null,"trap_note":"Há um grupo de verbos que aceita as duas construções — atender, adentrar, constar, juntar-se, convidar. Nesses, a proposta de troca costuma ser Certa, e desconfiar dela custa o item."}},{"id":"101553221417","number":11,"stem":9,"statement":"A correção gramatical e os sentidos do texto seriam mantidos caso a preposição “a”, em “Kahneman juntou-se a Killingsworth e Barbara Mellers” (primeiro período do último parágrafo), fosse substituída por com.","answer":"C","source":{"slug":"BDMG_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Juntar-se admite as duas regências na mesma acepção: junta-se a alguém e junta-se com alguém. Nenhuma das duas preposições é exigida com exclusividade, e a relação expressa — Kahneman passando a trabalhar ao lado de Killingsworth e Barbara Mellers — permanece idêntica. A troca não mexe em nada mais do período.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Juntar-se a × juntar-se com","citation":null,"trap_note":"Quando o verbo aceita duas preposições no mesmo sentido, a proposta de troca é Certa. A pergunta não é qual soa melhor, e sim se este verbo, nesta acepção, admite as duas."}},{"id":"9a7987e418d9","number":12,"stem":10,"statement":"A substituição do segmento “refletir sobre” (primeiro período do primeiro parágrafo) por pensar preservaria a coerência das ideias do texto e sua correção gramatical.","answer":"C","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Pensar tem regência dupla. Na acepção de ter em mente, é transitivo indireto e rege em ou sobre (pensar nisso, pensar sobre o assunto); na acepção de conceber, formular, examinar, é transitivo direto (pensar o conceito, pensar a cidade). A substituição aciona a segunda: fizeram-me pensar o conceito de sustentabilidade conserva o sentido de refletir sobre e dispensa a preposição porque o verbo passa a reger objeto direto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Pensar algo × pensar em algo","citation":null,"trap_note":"Antes de recusar a supressão de uma preposição, pergunte se o verbo tem mais de uma regência na mesma acepção. Pensar, atender, adentrar, constar e visar alternam, e a reescrita que os usa costuma ser Certa."}},{"id":"f372e5cf8931","number":12,"stem":11,"statement":"No trecho “conforme consta dos papiros da época” (primeiro período do terceiro parágrafo), a substituição de “dos” por nos manteria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"MPS_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Constar, no sentido de estar registrado, aceita tanto de quanto em para indicar o lugar do registro: consta dos papiros e consta nos papiros são ambas construções da norma culta. A troca de dos por nos não retira nem acrescenta exigência ao verbo e mantém a relação entre a prática relatada e o documento que a registra.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Constar de × constar em","citation":null,"trap_note":"Preposição diferente nem sempre é regência diferente. Em constar, atender e alguns outros, as duas preposições convivem na mesma acepção, e o item que propõe a troca é Certo."}},{"id":"c5dc64565ae8","number":18,"stem":12,"statement":"Em “Nove décimos dos eleitores não respondiam por isto ou por aquilo” (décimo primeiro parágrafo), o termo “por isto ou por aquilo” funciona como complemento da forma verbal “respondiam”.","answer":"E","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Responder está empregado aqui no sentido de atender à chamada, sem complemento expresso: os eleitores não respondiam quando o mesário lia seus nomes. Por isto ou por aquilo não preenche exigência do verbo — informa a razão da ausência e equivale a por esta ou aquela razão. Preposição no início do termo não o converte em objeto indireto: circunstância de causa é adjunto adverbial, e a oração continua completa sem ela.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"funciona como complemento da forma verbal “respondiam”","corrected_statement":"Em “Nove décimos dos eleitores não respondiam por isto ou por aquilo” (décimo primeiro parágrafo), o termo “por isto ou por aquilo” funciona como adjunto adverbial de causa da forma verbal “respondiam”.","concept":"Adjunto adverbial de causa × objeto indireto","citation":null,"trap_note":"Complemento é aquilo sem o que o verbo fica incompleto; adjunto pode ser suprimido e a oração continua de pé. Faça o teste da supressão antes de aceitar qualquer termo preposicionado como complemento."}},{"id":"8f8d33bb1880","number":19,"stem":13,"statement":"No primeiro parágrafo, o vocábulo “que” introduz uma oração que desempenha a função de complemento da forma verbal “mostrou”.","answer":"C","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Mostrar é transitivo direto, e o que a pesquisa mostrou é a oração inteira introduzida por “que”. Ela ocupa a posição de objeto direto — oração subordinada substantiva objetiva direta — e pode ser substituída por “isso” sem nenhuma preposição.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“Que” integrante introduz complemento do verbo","citation":null,"trap_note":"O “que” tem duas vidas nesses itens: integrante, quando introduz complemento, e relativo, quando retoma um nome. Só o primeiro entra na conta da regência."}},{"id":"5b27440cfa60","number":23,"stem":14,"statement":"O autor lança mão das múltiplas possibilidades de regência do verbo “pensar” para estabelecer no texto nuances de sentido, o que se nota, por exemplo, nos trechos “pensar dói” (primeiro período do primeiro parágrafo) e “pensar nisso, sim, dói” (final do último parágrafo).","answer":"C","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em “pensar dói”, o verbo aparece em uso absoluto, sem complemento: a atividade mental em si é o que causa dor. Em “pensar nisso, sim, dói”, ele é transitivo indireto e rege “em”, apontando um objeto determinado de reflexão. É a mesma palavra com duas regências, e o texto usa a diferença para separar o pensar em geral do pensar sobre um assunto específico.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Pensar absoluto × pensar em algo","citation":null,"trap_note":"Regência variável não é defeito do verbo: é recurso de sentido. Quando o texto repete um verbo com regências diferentes, a diferença costuma ser o argumento do autor."}},{"id":"e46dd3942ae7","number":6,"stem":15,"statement":"Em “rogou-lhe que dormisse outra vez” (quarto período do quarto parágrafo), “-lhe” poderia ser substituído por o menino sem prejuízo da coerência e da correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"SERPRO_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Rogar constrói-se com objeto indireto de pessoa e objeto direto de coisa: roga-se algo a alguém. O pronome “lhe” marca justamente esse objeto indireto, de modo que a forma nominal correspondente é “ao menino”, com a preposição. “Rogou o menino que dormisse” deixa o verbo sem a preposição que ele exige.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"poderia ser substituído por o menino sem prejuízo da coerência e da correção gramatical do texto","corrected_statement":"Em “rogou-lhe que dormisse outra vez” (quarto período do quarto parágrafo), “-lhe” poderia ser substituído por ao menino sem prejuízo da coerência e da correção gramatical do texto.","concept":"“Lhe” corresponde a complemento preposicionado","citation":null,"trap_note":"O pronome entrega a transitividade. Se o texto usa lhe, o substantivo correspondente vem com preposição; se usa o, a, os, as, vem sem ela."}},{"id":"0ec5fc3ae2ce","number":11,"stem":16,"statement":"No penúltimo período do texto, o verbo “obrigar” rege dois complementos: “a economia global” e “a convocar outras fontes de energia”.","answer":"C","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NTJ","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Obrigar é bitransitivo: obriga-se alguém a alguma coisa. No período, “a economia global” é o objeto direto e “a convocar outras fontes de energia” é o objeto indireto, introduzido pela preposição que o verbo exige. Os dois complementos estão lá, e o item os identifica corretamente.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Verbo bitransitivo: obrigar alguém a algo","citation":null,"trap_note":"Guarde a família dos bitransitivos — obrigar, informar, pedir, rogar, comunicar: um complemento sem preposição e outro com ela. Itens de reescrita costumam suprimir justamente o segundo."}},{"id":"b14d430f0a3c","number":15,"stem":17,"statement":"A substituição de “remonta ao” (terceiro período do primeiro parágrafo) por remonta o prejudicaria a correção gramatical e a coerência das ideias originais do texto.","answer":"C","source":{"slug":"TJ_ES_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Remontar, no sentido de ter origem em ou datar de, é transitivo indireto e exige “a”: o argumento remonta ao Segundo tratado. Sem a preposição, o verbo passaria à acepção de montar de novo, que não cabe no contexto e deixa a frase incorreta.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Remontar a = datar de","citation":null,"trap_note":"Suprimir a preposição de um verbo de regência fixa costuma produzir dois estragos ao mesmo tempo: a frase fica errada e o verbo muda de sentido."}},{"id":"cf9d8363b643","number":17,"stem":18,"statement":"O trecho “impactar a saúde mental” (quarto período do primeiro parágrafo) poderia ser reescrito, sem prejuízo da correção gramatical, como impactar na saúde mental.","answer":"E","source":{"slug":"DATAPREV_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Impactar é transitivo direto na norma escrita: impacta-se alguma coisa, e o complemento se retoma por a — impactá-la. A construção com em vem do uso oral, por analogia com influir em e interferir em, e não é abonada pela norma que a prova cobra. Inserir a preposição cria uma regência que o verbo não tem.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"como impactar na saúde mental","corrected_statement":"O trecho “impactar a saúde mental” (quarto período do primeiro parágrafo) não poderia ser reescrito, sem prejuízo da correção gramatical, como impactar na saúde mental.","concept":"Impactar é transitivo direto","citation":null,"trap_note":"Impactar, orientar, namorar e demandar no sentido de exigir só aceitam objeto direto. Quando o item oferecer uma variação com em ou com a para esses verbos, a variação é invenção do item."}},{"id":"99b26e9b77dc","number":23,"stem":19,"statement":"A correção gramatical e o sentido do texto seriam mantidos caso a forma verbal “resultaria”, no trecho “o que resultaria potencialmente em discriminação” (primeiro período do segundo parágrafo), fosse substituída por acarretaria.","answer":"E","source":{"slug":"BCB_24","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Resultar, no sentido de ter como consequência, é transitivo indireto e pede “em”; acarretar, com o mesmo significado, é transitivo direto e não admite preposição nenhuma. Trocado só o verbo, a frase fica “o que acarretaria potencialmente em discriminação”, e o “em” que o texto exigia passa a sobrar. O sinônimo é adequado; a regência, não.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"A correção gramatical e o sentido do texto seriam mantidos","corrected_statement":"A correção gramatical do texto não seria mantida caso a forma verbal “resultaria”, no trecho “o que resultaria potencialmente em discriminação” (primeiro período do segundo parágrafo), fosse substituída por acarretaria.","concept":"Resultar em × acarretar algo","citation":null,"trap_note":"Sinônimo não carrega regência. Diante de uma proposta de troca de verbo, escreva a frase nova inteira e olhe para a preposição que ficou no meio dela."}},{"id":"df93e52a43ad","number":8,"stem":20,"statement":"Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do terceiro período do primeiro parágrafo caso se suprimisse a preposição empregada no trecho “Adentrar em um salão”.","answer":"C","source":{"slug":"POLC_AL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Adentrar admite as duas construções: adentrar um salão e adentrar em um salão. O verbo já traz a preposição incorporada na própria formação, e por isso a norma culta prefere a regência direta, sem que a indireta seja incorreta. Suprimido o em, o complemento fica direto e o período conserva o sentido e a estrutura.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adentrar: regência direta e indireta","citation":null,"trap_note":"Verbos de regência dupla resolvem em bloco os itens de supressão ou de inclusão de preposição. Atender, adentrar, constar, juntar-se, convidar e pensar estão nessa lista."}},{"id":"a456c51928f3","number":8,"stem":21,"statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, o termo “brilho” funciona sintaticamente como complemento da forma verbal “brilhava”.","answer":"E","source":{"slug":"SECONT_ES_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Brilhar é intransitivo: não tem objeto. Em “brilhava o brilho da água deles”, o termo posposto é o sujeito, como se vê ao desinverter — “o brilho da água deles brilhava” —, e a concordância confirma. O que engana é a ordem.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"complemento da forma verbal “brilhava”","corrected_statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, o termo “brilho” funciona sintaticamente como sujeito da forma verbal “brilhava”.","concept":"Sujeito posposto de verbo intransitivo","citation":null,"trap_note":"Antes de discutir regência, desinverta a oração. Se o termo puder vir na frente e o verbo concordar com ele, é sujeito — e verbo intransitivo não tem complemento para discutir."}},{"id":"7c4986da66fe","number":8,"stem":22,"statement":"Em “Algumas visam alterar estilos cognitivos e emocionais” (segundo período), a ausência da preposição a para introduzir o complemento da forma verbal “visam” justifica-se pelo fato de que, nesse trecho, o verbo visar está empregado com a acepção de validar.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"A conclusão do item está certa — ali não cabe a preposição —, mas a causa é outra. Visar está empregado na acepção de ter por objetivo, justamente a que costuma pedir a. O que dispensa a preposição é o complemento ser um infinitivo: diante de infinitivo, visar e aspirar constroem-se sem a. E validar não sobrevive à leitura do trecho, porque não se validam estilos cognitivos e emocionais.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"o verbo visar está empregado com a acepção de validar","corrected_statement":"Em “Algumas visam alterar estilos cognitivos e emocionais” (segundo período), a ausência da preposição a para introduzir o complemento da forma verbal “visam” justifica-se pelo fato de que, nesse trecho, o complemento é um infinitivo.","concept":"Visar diante de infinitivo dispensa a preposição","citation":null,"trap_note":"Quando o item explicar a regência pelo sentido do verbo, traduza o verbo no contexto e veja se a tradução cabe na frase. Regência certa com justificativa inventada continua sendo item Errado."}},{"id":"83b69475d156","number":12,"stem":23,"statement":"No terceiro parágrafo, é facultativo o uso da preposição “a” para introduzir o complemento da forma verbal “remete”.","answer":"E","source":{"slug":"BANCO_DO_NORDESTE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Remeter, na acepção de referir-se, fazer referência, é transitivo indireto e rege a: o conceito de tecnologia social remete a uma proposta inovadora de desenvolvimento. A preposição é parte da regência, não reforço de estilo — sem ela o verbo passaria a significar enviar, e o complemento seria direto. Ou o verbo exige a preposição, ou não exige; facultatividade não há.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"é facultativo o uso da preposição “a”","corrected_statement":"No terceiro parágrafo, é obrigatório o uso da preposição “a” para introduzir o complemento da forma verbal “remete”.","concept":"Remeter a = referir-se","citation":null,"trap_note":"Facultatividade é a terceira via que a banca oferece quando a resposta é binária — a mesma engenharia dos itens de crase. Em regência só há duas posições: o verbo rege a preposição ou não rege."}},{"id":"670d61ae198e","number":20,"stem":24,"statement":"O termo “o novo cartão do Banrisul” exerce a função de complemento da forma verbal “Chegou”.","answer":"E","source":{"slug":"BANRISUL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Chegar é intransitivo: não pede objeto. Em Chegou o novo cartão do Banrisul, o termo posposto é o sujeito, como mostra a desinversão — O novo cartão do Banrisul chegou — e como confirma a concordância, que iria ao plural se o termo fosse plural. O verbo não tem complemento algum a discutir.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"exerce a função de complemento da forma verbal “Chegou”","corrected_statement":"O termo “o novo cartão do Banrisul” exerce a função de sujeito da forma verbal “Chegou”.","concept":"Sujeito posposto de verbo intransitivo","citation":null,"trap_note":"Chegar, surgir, existir, ocorrer, faltar e restar pedem sujeito, não objeto. Todo item que chamar de complemento o termo que vem depois deles está errado, e a concordância verbal decide sozinha."}},{"id":"20c280ad7481","number":6,"stem":25,"statement":"No trecho “E tudo o que pudesse implicar de espetáculo desde então terá um cunho negativo” (primeiro parágrafo), a supressão da preposição “de” manteria a correção gramatical e os sentidos originais do texto.","answer":"E","source":{"slug":"SERIS_AL_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O de dessa passagem é partitivo: liga o quantificador tudo o que ao nome que o especifica, como em o que ele tem de bom. Tudo o que pudesse implicar de espetáculo designa a parcela de espetáculo que a punição contivesse. Suprimido o de, espetáculo deixa de ser essa especificação e passa a objeto direto de implicar, e o período passa a falar de outra coisa: não do quinhão de espetáculo existente na punição, mas daquilo que produz espetáculo.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"manteria a correção gramatical e os sentidos originais do texto","corrected_statement":"No trecho “E tudo o que pudesse implicar de espetáculo desde então terá um cunho negativo” (primeiro parágrafo), a supressão da preposição “de” alteraria os sentidos originais do texto.","concept":"De partitivo depois de tudo o que","citation":null,"trap_note":"Nem toda preposição diante de substantivo é regência do verbo. O de partitivo — nada de novo, o que há de bom, tudo o que tem de espetáculo — é exigido pela estrutura quantificadora, e retirá-lo reorganiza as funções da oração inteira."}},{"id":"3df7310104a9","number":12,"stem":26,"statement":"No penúltimo período do texto, os termos “um extraordinário desenvolvimento das ciências e das técnicas” e “a exploração desenfreada (...) os humanos” exercem a função de complemento da forma verbal “Resultou”.","answer":"E","source":{"slug":"FUNPRESP_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Resultar, na acepção de advir, é intransitivo: aquilo que dele decorre não é objeto, é sujeito. Em Resultou daí um extraordinário desenvolvimento das ciências e das técnicas, mas também a exploração desenfreada de uma natureza composta, os dois termos formam o sujeito composto e posposto, como mostra a desinversão. Daí é o adjunto adverbial que indica a origem, e é ele que ocupa a posição preposicionada.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"exercem a função de complemento da forma verbal “Resultou”","corrected_statement":"No penúltimo período do texto, os termos “um extraordinário desenvolvimento das ciências e das técnicas” e “a exploração desenfreada (...) os humanos” exercem a função de sujeito da forma verbal “Resultou”.","concept":"Sujeito posposto de verbo intransitivo","citation":null,"trap_note":"Resultar em algo é transitivo indireto; resultar de algo ou resultar daí é intransitivo, e o termo que sobra depois dele é sujeito. A preposição que acompanha o verbo diz qual das duas construções está em jogo."}},{"id":"155e71ee35c1","number":13,"stem":27,"statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, a substituição de “resultariam em” por implicariam manteria a correção gramatical do texto e a coerência de suas ideias.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_PB_22_MEDICO","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Resultar em e implicar são sinônimos com regências diferentes: um pede preposição, o outro não. A substituição de resultariam em por implicariam faz exatamente o ajuste necessário, pois o em desaparece junto com o verbo que o exigia, e a frase resultante — as interações implicariam novas experiências — está correta. Implicar, na acepção de acarretar, é transitivo direto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Implicar algo × resultar em algo","citation":null,"trap_note":"Trocar o verbo obriga a trocar a preposição junto. A reescrita só é correta quando o verbo novo entra com a regência que é dele, não com a do verbo que saiu."}},{"id":"d49051e98653","number":17,"stem":28,"statement":"No trecho “convidaram para comer o prato mais típico do Nordeste” (primeiro parágrafo), seria gramaticalmente correto substituir a preposição “para” pela preposição a.","answer":"C","source":{"slug":"MJSP_21_PSS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Convidar admite tanto “a” quanto “para” diante de infinitivo que exprime o fim do convite: convidar alguém a comer e convidar alguém para comer. A troca não desfaz a regência nem altera a relação entre os termos.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Convidar a × convidar para","citation":null,"trap_note":"Preposições de valor final — a, para — costumam ser intercambiáveis depois de verbos de movimento e de convite. O que não é intercambiável é preposição exigida por sentido, como o “em” de resultar."}},{"id":"3537ae901e35","number":40,"stem":29,"statement":"No trecho “podemos ter quase certeza de que o erro nos acompanhará para sempre” (terceiro parágrafo), o pronome “nos” funciona como complemento da forma verbal “acompanhará”.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_RJ_21_ANALISTA","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Acompanhar é transitivo direto: acompanha-se alguém ou alguma coisa, sem preposição. O sujeito de acompanhará é o erro, e o pronome átono nos é o objeto direto, o termo acompanhado. Substituído por um nome, o trecho fica o erro acompanhará a nós — e a preposição aí é exigência do pronome tônico, não do verbo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Objeto direto de verbo transitivo direto","citation":null,"trap_note":"Pronome átono também é complemento, e a forma dele entrega a transitividade: o, a, os, as, me, te, nos em posição de objeto direto; lhe e lhes em posição de objeto indireto."}},{"id":"6b5560f5ee57","number":4,"stem":30,"statement":"Sem prejuízo para os sentidos e para a correção gramatical do texto, a forma verbal “alcançam” (ℓ.6) poderia ser substituída por chegam à.","answer":"E","source":{"slug":"SLU_DF_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"Alcançar é transitivo direto — as pilhas alcançam um metro de altura — e chegar exige a preposição a, de modo que a troca de verbo obriga a inserir a preposição. O que derruba a proposta é o acento grave: crase é preposição mais artigo definido feminino, e um metro de altura é masculino e indeterminado. A preposição está lá, o artigo não, logo não há acento. Chegam a um metro de altura estaria correto; chegam à, não.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"poderia ser substituída por chegam à","corrected_statement":"Sem prejuízo para os sentidos e para a correção gramatical do texto, a forma verbal “alcançam” (ℓ.6) poderia ser substituída por chegam a.","concept":"A regência entrega a preposição; a crase ainda exige o artigo","citation":null,"trap_note":"Acertar que o verbo rege a não basta. Olhe a palavra seguinte: sem artigo definido feminino não há acento grave, por mais que a preposição esteja garantida pela regência."}},{"id":"bd8e0db6800f","number":2,"stem":31,"statement":"Caso seja suprimido o pronome “lhes” (R.2), a correção gramatical do texto será mantida, embora o trecho se torne menos enfático.","answer":"C","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"Em dessas a que tudo lhes toca e tange, o complemento indireto do verbo já vem expresso pelo relativo a que; o lhes apenas o repete, num pleonasmo de realce próprio da língua literária. Como a função já está preenchida, a supressão do pronome não deixa o verbo sem complemento: o período continua correto e perde apenas a ênfase — exatamente o que o item afirma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Pleonasmo do objeto indireto","citation":null,"trap_note":"Quando o item admite uma perda — fica menos enfático, muda de registro, altera o realce —, ele costuma ser Certo. A banca mente prometendo que nada se perde, não confessando uma perda."}},{"id":"34f5dda8f531","number":10,"stem":32,"statement":"A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados se, no trecho “a um público específico” (ℓ. 2 e 3), a preposição “a” fosse suprimida.","answer":"C","source":{"slug":"PC_SE_18_DELEGADO","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho é “o DAGV atende a um público específico”. Atender aceita as duas regências, e a forma sem preposição — “atende um público específico” — é igualmente correta e diz o mesmo. Suprimir o “a” não deixa nada pendente na frase.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Supressão de preposição possível em verbo de regência dupla","citation":null,"trap_note":"Suprimir preposição só passa quando o verbo já aceitava a construção direta. Com verbo exclusivamente indireto, a mesma supressão derruba o item."}},{"id":"0faaca0ae5d4","number":11,"stem":33,"statement":"Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos originais do texto, a forma verbal “deseje” (R.18) poderia ser substituída por aspire a.","answer":"C","source":{"slug":"STM_17_ANALISTA_TECNICO","ano":2017},"explanation":{"verdict_reason":"Aspirar, no sentido de almejar ou desejar, é transitivo indireto e rege “a”. Como no trecho o complemento é a oração “que a sua futura mulher venha”, a substituição de “deseje” por “aspire a” preserva tanto o sentido quanto a construção. É a acepção oposta à de sugar, em que o verbo é transitivo direto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Aspirar a = almejar; aspirar = sugar","citation":null,"trap_note":"O par de aspirar é o mesmo de assistir e de visar: com preposição, sentido abstrato; sem preposição, sentido físico. O item entrega a acepção ao entregar a preposição."}},{"id":"291f10828dad","number":10,"stem":34,"statement":"Na linha 13, o pronome “nos” exerce a função de complemento da forma verbal “refletir”.","answer":"E","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"Em nos faz refletir e argumentar com maior propriedade, quem rege o pronome é fazer, não refletir. Fazer causativo constrói-se com objeto direto seguido de infinitivo: faz alguém refletir. Refletir, nessa passagem, está em uso absoluto — reflete-se e argumenta-se, sem complemento expresso —, de modo que não há junto dele posição para nos ocupar.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"complemento da forma verbal “refletir”","corrected_statement":"Na linha 13, o pronome “nos” exerce a função de complemento da forma verbal “faz”.","concept":"Fazer causativo: o pronome é objeto de fazer, não do infinitivo","citation":null,"trap_note":"Em fazer, mandar, deixar, ver e ouvir seguidos de infinitivo, o pronome átono é complemento do primeiro verbo e sujeito do segundo. A proximidade do infinitivo não transfere a regência para ele."}},{"id":"e0053a94dc2b","number":16,"stem":35,"statement":"A oração “que os genéricos sejam bem mais baratos” (R. 13 e 14) funciona como o complemento da forma verbal “espera-se” (R.13), na qual o sujeito é indeterminado pela partícula “se”.","answer":"E","source":{"slug":"ANVISA_16","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"Esperar é transitivo direto, e com verbo transitivo direto o “se” é partícula apassivadora, não índice de indeterminação do sujeito. A construção equivale a “que os genéricos sejam bem mais baratos é esperado”: a oração é o sujeito, e o sujeito está expresso, não indeterminado. O item erra nas duas afirmações.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"funciona como o complemento da forma verbal “espera-se” (R.13), na qual o sujeito é indeterminado pela partícula “se”","corrected_statement":"A oração “que os genéricos sejam bem mais baratos” (R. 13 e 14) funciona como o sujeito da forma verbal “espera-se” (R.13), na qual a partícula “se” é apassivadora.","concept":"Transitividade decide se o “se” apassiva ou indetermina","citation":null,"trap_note":"A classificação do “se” é uma questão de regência disfarçada: verbo transitivo direto dá partícula apassivadora e sujeito paciente; transitivo indireto ou intransitivo dá sujeito indeterminado."}}]}