{"subject_id":"3a3cc48d00998150ae7fffbba16d390b","topico":"Vírgula — proibições: entre sujeito e verbo, verbo e complemento","stems":["mencionados. Creio que, em geral, deixando de lado a opinião dos especialistas, damos demasiada importância à opinião dos outros, tanto em assuntos cruciais quanto em assuntos de pequena monta. A regra básica é que uma pessoa deve respeitar a opinião pública apenas o suficiente para não morrer de fome nem ir para a cadeia. Tudo o que passar desse ponto significa submeter-se voluntariamente a uma tirania desnecessária, e, possivelmente, isso é o que acaba interferindo na própria felicidade. Examinemos, por exemplo, a questão de como as pessoas gastam seu dinheiro. Elas o gastam naquilo que não satisfaz seus gostos pessoais, simplesmente porque acreditam que o respeito dos vizinhos depende de terem carro ou de abrirem suas residências para jantares. Na verdade, uma pessoa que possa claramente comprar um carro, mas que prefira gastar o dinheiro em viagens ou numa boa biblioteca, acabará sendo muito mais respeitada do que se houvesse feito exatamente como todas as outras. Não há sentido em zombar deliberadamente da opinião pública; isso é admitir seu domínio, ainda que às avessas. Mas ser autenticamente indiferente a ela é uma força e uma fonte de felicidade. E uma sociedade de homens e mulheres que não se submetem demasiadamente aos convencionalismos é mais interessante do que uma sociedade em que todos se comportam da mesma maneira. A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. O Poder Judiciário brasileiro tem em torno de 80 milhões de processos judiciais. Esse número é estarrecedor quando comparado com a população do país, cuja estimativa é de 203 milhões de brasileiros. Sendo assim, para pouco mais de dois brasileiros, há um processo judicial, o que representa uma situação praticamente insustentável sob o aspecto econômico, gerencial e jurídico. Já houve redução no tempo e no custo do processo judicial com a implantação do processo eletrônico, mas há muito o que fazer quando se depara com o tempo de resolutividade e os gastos para a manutenção do serviço de prestação jurisdicional: estima-se que, no ano de 2022, tenham sido gastos, só na justiça federal, R$ 12.369.100.765. Em relação ao custo processual, no ano de 2015, por exemplo, cada brasileiro desembolsou R$ 387,00 para manter o Poder Judiciário, o que equivalia a 1,3% do PIB. Se avaliarmos de 2009 a 2015, o crescimento foi de 31%. Em 2020, os gastos foram de R$ 479,16 por habitante. Em relação às ideias e propriedades linguísticas do texto precedente, julgue os itens a seguir.","A ideia de que a mente pertence a um domínio separado, distinto do corpo, foi teorizada bem cedo, em grandes textos como o Fédon, de Platão (IV a.C.) e a Suma teológica, de Tomás de Aquino (1265-1274), um texto fundador da concepção cristã da alma. Mas foi o filósofo francês René Descartes (1596-1650) quem estabeleceu aquilo que é hoje conhecido como dualismo: a tese de que a mente dotada de consciência é feita de uma substância imaterial que não está sujeita às leis da física. Ridicularizar Descartes tornou-se moda em neurociência. Depois da publicação, em 1994, de O erro de Descartes, o best-seller de Antonio Damasio, muitos manuais contemporâneos que tratam de consciência passaram a criticar Descartes, alegando que ele teria atrasado a pesquisa em neurociência. A verdade, porém, é que Descartes foi um cientista pioneiro, fundamentalmente um reducionista, cuja análise mecânica da mente humana, muito à frente de seu tempo, foi o primeiro exercício de biologia sintética e de modelagem teórica. O dualismo de Descartes não foi um capricho de momento — fundamentava-se em um argumento lógico que afirmava a impossibilidade, para qualquer máquina, de imitar a liberdade da mente consciente. Em relação às ideias e estruturas linguísticas do texto apresentado, julgue os itens que se seguem.","considere que todos os programas mencionados estão em No Brasil, pode dizer-se que só excepcionalmente tivemos um sistema administrativo e um corpo de funcionários puramente dedicados a interesses objetivos e fundados nesses interesses. Ao contrário, é possível acompanhar, ao longo de nossa história, o predomínio constante das vontades particulares que encontram seu ambiente próprio em círculos fechados e pouco acessíveis a uma ordenação impessoal. Dentre esses círculos, foi sem dúvida o da família aquele que se exprimiu com mais força e desenvoltura em nossa sociedade. E um dos efeitos decisivos da supremacia incontestável, absorvente, do núcleo familiar — a esfera, por excelência, dos chamados “contatos primários”, dos laços de sangue e de coração — está em que as relações que se criam na vida doméstica sempre forneceram o modelo obrigatório de qualquer composição social entre nós. Isso ocorre mesmo onde as instituições democráticas, fundadas em princípios neutros e abstratos, pretendem assentar a sociedade em normas antiparticularistas. Em relação às propriedades linguísticas e semânticas do texto precedente, julgue os itens seguintes.","Texto CG1A1 Em Tratado de medicina legal, Agostinho José de Souza Lima define a perícia médica como toda sindicância promovida por autoridade policial ou judiciária acompanhada de exame e cujos peritos, dada a natureza do exame, são ou devem ser médicos. Disso decorre que o perito médico é a pessoa entendida e experimentada em temas de medicina que, designada pela autoridade competente, deverá esclarecer um fato de natureza médica mais ou menos duradouro. A perícia médico-legal surgiu da necessidade de solução para casos concretos. A princípio, havia apenas alguns vestígios de perícia médica nas legislações primitivas; depois, os indícios da prática ficaram mais evidentes, principalmente na Idade Média, até a atividade definir-se e concretizar-se na Renascença, com a sua instituição oficial no Código Carolino, em 1532. A perícia médico-legal já era tarefa do Estado desde o tempo dos egípcios, conforme consta dos papiros da época. Embora a medicina egípcia estivesse impregnada de magia e divindade, e empregasse, na cura das doenças, os encantamentos, os amuletos e o exorcismo, alguns historiadores veem indícios de perícia no Antigo Egito. Os sacerdotes médicos verificavam, por exemplo, se a morte fora violenta ou natural; a prática do embalsamento exigia a mesma verificação. As leis de Menés, o mais antigo faraó da história, mandavam adiar o castigo das mulheres grávidas, excluindo-as das penas aflitivas, o que implicava a intervenção do perito para o diagnóstico da gravidez. O Código de Hamurabi, uma compilação de leis sumerianas, previa penas severas para os casos de erro médico, o que subtendia a prova do erro. A legislação hebraica, superior às precedentes — porque exigia duas testemunhas para a condenação do suspeito, a responsabilidade das testemunhas e do juiz, a garantia dos tribunais, a publicidade dos debates, a igualdade perante a lei e a ausência de meios de tortura —, mostrava o sentimento de justiça unido à rigidez do dogma religioso. Segundo essa legislação, os conhecimentos médicos deveriam ser aplicados pelo sacerdote, que também exercia a função de médico. Julgue os itens que se seguem, com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1.\n\n\n\nA respeito da estrutura linguística e do vocabulário empregados no texto CG1A1, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1 A defesa das florestas deveria ser objeto de um tratado internacional que reunisse o maior número de Estados, para que elas se tornassem intocáveis. Repito: a sobrevivência da nossa espécie depende da funcionalidade desses ecossistemas. Sem florestas suficientes, não existe chance real de podermos reverter a tendência de crescimento do CO2. O desmatamento deveria ser tratado como um crime contra a humanidade e punido como tal. Porque é disso que se trata. A proteção das florestas e sua manutenção, bem como a obrigação de manter intactos o solo, o ar e a água, deveriam fazer parte das constituições de todos os Estados, não apenas desta nossa Constituição da Nação das Plantas. Deveriam ser ensinadas nas escolas para crianças e adultos, em todos os lugares. Diretores de cinema deveriam fazer filmes, escritores deveriam escrever livros. Todos estão convocados a se mobilizar, e se vocês acham que é exagero e não veem motivo real para se levantar do sofá e defender o meio ambiente e as florestas, saibam que essa é a única emergência global real. A maioria dos problemas que afligem a humanidade hoje, mesmo que aparentemente distantes, está relacionada ao risco ambiental e consiste apenas na ponta de um iceberg, se não tratarmos o tema com a devida firmeza e eficiência. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nCom relação a propriedades morfossintáticas do texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.","A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os próximos itens.","O precursor do que viria a ser um jornal foi o romano Acta Diurna, (Atos Diários), lançado em 59 a.C. Mas não se parecia com a publicação que você encontra na banca: era esculpido em pedra ou metal, conforme a época, e ficava exposto em locais públicos, como o Fórum de Roma. Todos os dias havia uma edição nova, que apresentava desde avisos oficiais do império, como decretos do imperador, decisões do Senado e de magistrados, até eventos da sociedade: nascimentos, casamentos e óbitos de cidadãos notáveis. Criado por ordem de Júlio César (100 a.C. – 44 a.C.), ele era guardado para fins de pesquisa e também tinha cópias enviadas para partes distantes do Império Romano, de modo que governadores ficassem a par de novas leis. Foi o Acta Diurna que introduziu a expressão latina publicare et propagare, que significa “tornar público e propagar”. Julgue os próximos itens, que dizem respeito às ideias do texto precedente e à sua estrutura linguística.","Texto CG2A1 O desenvolvimento da educação sanitária, a partir dos Estados Unidos da América, esteve associado à saúde pública, tendo sido instrumento das ações de prevenção das doenças, e caracterizou-se pela transmissão de conhecimento. No entanto, mesmo que realizada de forma massiva, como no caso das campanhas sanitárias no Brasil, a perspectiva não contemplava a dimensão histórico-social do processo saúde-doença. Com o movimento pela reforma sanitária no Brasil, as críticas mais contundentes relacionavam-se ao fato de que o social não era considerado na prática da saúde pública, senão em perspectiva restrita, de modo que a educação passou a ser uma atividade paralela, cuja finalidade seria a de auxiliar a efetivação dos objetivos eminentemente técnicos dos programas de saúde pública. Entretanto, em uma perspectiva crítica, a educação parte da análise das realidades sociais, buscando revelar as suas características e as relações que as condicionam e as determinam. Essa perspectiva pode ater-se à explicação das finalidades reprodutivistas dos processos educativos ou trabalhar no âmbito de suas contradições, buscando transformar essas finalidades, estabelecendo como meta a construção de sujeitos e de projetos societários transformadores. Da mesma forma, no campo da saúde, a compreensão do processo saúde-doença como expressão das condições objetivas de vida, isto é, como resultante das condições de habitação, alimentação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços de saúde, descortina a saúde e a doença como produções sociais, passíveis de ação e transformação, e aponta também para um plano coletivo, e não somente individual, de intervenção. Essa maneira de conceber a saúde tem sido caracterizada como um conceito ampliado, pois não reduz a saúde à ausência de doença, promovendo a ideia de que uma situação de vida saudável não se resolve somente com a garantia do acesso aos serviços de saúde, mas depende, sobretudo, da garantia de condições de vida dignas que, em conjunto, podem proporcionar a situação de saúde. Nesse sentido, são indissociáveis o conceito de saúde e a noção de direito social. FimDoTexto A partir das ideias suscitadas pelo texto CG2A1, julgue os itens seguintes.\n\n\n\nJulgue os itens a seguir, relativos à estruturação linguística do texto CG2A1.","Texto CG3A1 A crise durou minutos. Fiquei encolhido, trêmulo, com a testa gelada, o corpo retesado, os músculos das costas contraídos e a boca cerrada para não bater os dentes, à espera do calor que as cobertas não traziam. O termômetro marcou 40,2 graus. Os calafrios eram o prenúncio de uma doença que por pouco não me levou desta para outra melhor, como diria minha avó. Tomei um comprimido de dipirona e dormi novamente. Às sete, levantei indisposto, com o corpo moído e as pernas combalidas, para ir a uma reunião na faculdade de medicina. Foi uma luta para não pegar no sono no meio da discussão. No jardim da faculdade, a caminho da rua, achei prudente voltar para casa. Um pouco de repouso me deixaria em condições de ir à penitenciária do estado depois do almoço, para o atendimento aos presos, atividade iniciada nesse presídio após a implosão do Carandiru. Apesar da intenção, não consegui sair. Passei a tarde qual cachorro decrépito, caindo em cima do computador enquanto tentava escrever minha coluna de jornal. Afora a falta de energia, no entanto, nenhum sintoma de gripe, resfriado ou outra enfermidade. À noitinha a febre retornou alta, acompanhada dos mesmos calafrios e de dor nas costas. Tentei fazer o que muitas vezes aconselhei a meus pacientes nessas crises: respirar fundo e relaxar. Não sei onde aprendi recomendação tão inútil para quem não é monge budista nem vive nas montanhas do Tibete. Relaxar, com o corpo tremendo feito vara verde? Na febre alta, as toxinas cravam as garras nos músculos e entorpecem o cérebro. O pensamento fica fragmentado, fugidio, em estado de introspecção. A astenia deixa o corpo avesso aos mínimos esforços. Com base nas ideias veiculadas no texto CG3A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nNo que diz respeito ao emprego dos sinais de pontuação no texto CG3A1, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1 Hoje, a crise hídrica é política — o que significa dizer não inevitável ou necessária, nem além da nossa capacidade de consertá-la — e, logo, opcional, na prática. Esse é um dos motivos para ser, não obstante, terrível como parábola climática: um recurso abundante torna-se escasso pela falta de infraestrutura, pela poluição e pela urbanização e desenvolvimento descuidados. A crise de abastecimento de água não é inevitável, mas presenciamos uma, de um modo ou de outro, e não estamos fazendo muita coisa para resolvê-la. Algumas cidades perdem mais água por vazamentos do que a que é entregue nas casas: mesmo nos Estados Unidos da América (EUA), vazamentos e roubos respondem por uma perda estimada de 16% da água doce; no Brasil, a estimativa é de 40%. Em ambos os casos, assim como por toda parte, a escassez se desenrola tão patentemente sobre o pano de fundo das desigualdades entre pobres e ricos que o drama resultante da competição pelo recurso dificilmente pode ser chamado, de fato, de competição; o jogo está tão arranjado que a escassez de água mais parece um instrumento para aprofundar a desigualdade. O resultado global é que pelo menos 2,1 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso a água potável segura, e 4,5 bilhões não dispõem de saneamento. Com base nas ideias veiculadas no texto CB1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1 Em 1947, o físico brasileiro César Lattes causou grande impacto nos meios científicos internacionais e conquistou reconhecimento com sua descoberta que elucidou alguns problemas pendentes de solução no campo da radiação cósmica e confirmou a teoria do físico japonês Hideki Yukawa sobre a existência de uma partícula supostamente responsável pela ligação entre prótons e nêutrons nos núcleos atômicos. Esse último aspecto foi bastante para dar um relevo todo especial à descoberta, enriquecendo seu significado com a possibilidade de novas aberturas no controle das forças nucleares, tão cobiçado depois das explosões atômicas. Toda a imprensa mundial e brasileira aclamou a descoberta, e a ciência brasileira saiu do porão para a sala de visitas. No ano seguinte, Lattes voltou a causar impacto após conseguir a produção artificial daquela partícula em um acelerador do tipo circular, em Berkeley, nos Estados Unidos da América. E em 1949, a física no Brasil começou a se institucionalizar com a criação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Junto com ela, a ciência, em geral, também organizava sua entidade representativa, com o surgimento da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) naquele mesmo ano. Foi nesse caldo cultural que o almirante Álvaro Alberto ganhou mais argumentos para persuadir o governo brasileiro. Segundo seus depoimentos reproduzidos na coletânea 50 anos do CNPq contados pelos presidentes, organizada por Shozo Motoyama, em maio de 1949, após a leitura de relatórios sobre a questão atômica, o presidente Dutra enviou ao Congresso Nacional um anteprojeto para criação do Conselho Nacional de Pesquisas, já prevendo seu papel na política nuclear. Depois de uma longa tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, nascia o CNPq, com o almirante como seu primeiro presidente. Considerando as ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CG1A1, julgue os itens subsecutivos.","Texto CB1A1 Enquanto Singapura e Dublin lançaram suas réplicas digitais usando aprendizado de máquina para prever eventos e tendências futuras, países inteiros ainda não garantiram água potável e eletricidade para seus habitantes. Como a arquitetura reflete as sociedades, a acentuada desigualdade social em que vivemos continuará sendo refletida na arquitetura que construímos: algumas obras totalmente projetadas por inteligência artificial (IA), outras criadas manualmente e com modelos físicos em um escritório de arquitetura boutique, e a grande maioria sendo feita no local com papel e lápis, sem a intervenção direta de arquitetos. Talvez todos esses cenários coexistam na mesma cidade. O escritor Benjamin Labatut declarou: “se a inteligência artificial fosse capaz de pensar, teria pontos cegos; se conseguisse ser criativa, teria limites, pois limites são frutíferos; se fosse capaz de imitar nossa capacidade de raciocínio, talvez precisasse do (ou desenvolvesse o) nosso talento para a loucura. E se lhe faltasse compreensão, se não se importasse com a beleza e o horror que pode criar, então seria imprudente nos colocarmos em suas mãos.”. O futuro da arquitetura está na interseção entre inovação tecnológica e intenção humana. Em última instância, a agência humana — sociedade civil, políticos e partes interessadas — exerce uma influência significativa. O curso da história não está escrito em pedra, mas é moldado pelas decisões tomadas hoje, especialmente se a IA afeta nossos bolsos. A arquitetura, então, torna-se o resultado de decisões coletivas, em que os avanços da IA se cruzam com as aspirações e os valores da sociedade. É dentro desse jogo de interações que a evolução e o impacto da arquitetura encontram sua ressonância e seu significado. Com base nos sentidos e nas ideias expressos no texto CB1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nConsiderando o texto CB1A1 e as normas de emprego da vírgula, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1-II Há 70 anos, em 3 de outubro de 1953, era criada a PETROBRÁS, uma empresa estatal que detinha o monopólio da prospecção e exploração do petróleo no território brasileiro. A criação da empresa foi fruto da campanha “O petróleo é nosso”, iniciada após a eleição de Getúlio Vargas para seu segundo período na Presidência. Sete décadas após sua criação, ficaram para trás o acento agudo e o foco exclusivo no território brasileiro. A PETROBRAS do século XXI opera em 14 países, prioritariamente nas áreas de exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo, gás natural e seus derivados, e ganhou reputação internacional no desenvolvimento de tecnologia avançada para a exploração petrolífera em águas profundas e ultraprofundas. Ficou para trás também o caráter 100% estatal. Atualmente, a PETROBRAS está organizada como sociedade de economia mista, submete-se às regras gerais da administração pública e não mais detém o monopólio da exploração do petróleo em território nacional. Seu papel, no entanto, vai além da obtenção de lucro e envolve aspectos como geração de emprego e renda, além da promoção do desenvolvimento local nos lugares onde instala suas unidades e empreendimentos. Estes, muitas vezes, se situam em regiões remotas, que não despertam o apetite de companhias privadas. Permanece, assim, uma empresa estratégica para diversos aspectos do desenvolvimento econômico do país. A respeito dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nConsiderando ainda os aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens seguintes.","Considerando aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Faz parte da natureza humana a incansável busca por relacionamentos ideais. Em se tratando de carreira ou de relações românticas, a tendência é sempre a mesma: apego à falível ideia de que há alguém ou algo perfeito — seja qual for o objeto de desejo. Perfeição significa ausência de falhas ou defeitos em relação a um padrão ideal, no entanto isso não existe, pois ninguém nem lugar nenhum são infalíveis. A perfeição é irreal e inalcançável. O componente das organizações são as pessoas, que trazem em suas bagagens as falhas. Portanto, não haveria a possibilidade de existir uma empresa perfeita. Embora algumas companhias já comecem a expor suas imperfeições um pouco mais nas redes sociais, reconhecendo seus erros, e estimulem seus líderes a demonstrar vulnerabilidade, ainda há o discurso estereotipado de que aquele trabalho é o melhor do mundo ou de que aquela empresa é a melhor de todas. Apesar de ser louvável a busca por construir um excelente ambiente de trabalho, disseminar a ilusão de perfeição pode ser altamente prejudicial para as empresas e para seus funcionários, que podem acabar frustrados diante da realidade, muitas vezes mais dura do que o ideal prometido. No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1-I É uma falácia comum supor que mudanças graduais, pequenas, só podem engendrar resultados graduais, incrementais. Mas esse é um raciocínio linear, que parece ser nosso modo padrão de pensar a respeito do mundo. Isso pode decorrer do simples fato de que a maior parte dos fenômenos perceptíveis para os seres humanos, em escalas de tempo e de magnitude habituais e dentro do escopo limitado de nossos sentidos, tende a seguir direções lineares — duas pedras parecem duas vezes mais pesadas que uma; é necessária uma quantidade de comida três vezes maior para alimentar um número três vezes maior de pessoas, e assim por diante. No entanto, fora da esfera das ocupações humanas práticas, a natureza está cheia de fenômenos não lineares. Processos de extrema complexidade podem emergir de regras ou partes enganosamente simples, e pequenas mudanças num fator subjacente a um sistema complexo podem engendrar mudanças radicais e qualitativas em outros fatores que dele dependem. Pense neste exemplo muito simples: imagine que você tenha um bloco de gelo na sua frente e esteja aquecendo-o pouco a pouco. Na maior parte do tempo, o aquecimento por um grau a mais não causa nenhum efeito interessante: a única coisa que você tem e que não tinha um minuto atrás é um bloco de gelo ligeiramente menos gelado. Mas, então, chega-se a 0 °C e, assim que essa temperatura crítica é atingida, você vê uma mudança abrupta, espetacular. A estrutura cristalina do gelo desagrega-se, e, de repente, as moléculas de água começam a escorregar e a fluir livremente umas em torno das outras. Sua água congelada torna-se líquida, graças a um grau crítico de energia térmica. Nesse ponto-chave, mudanças incrementais cessaram de ter efeitos incrementais e precipitaram uma súbita mudança qualitativa chamada transição de fase. No que se refere aos sentidos do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue os itens subsecutivos.","Texto CG1A1-I Em 721, um concílio romano presidido pelo papa Gregório II proibiu o casamento com uma commater, isto é, a madrinha de um filho, ou a mãe de um filho de quem se fosse padrinho. Isso levou o papado a se alinhar com a legislação promulgada, algumas décadas antes, em Bizâncio. A adoção marcadamente rápida desses princípios sugere que o clero franco já sustentava concepções similares. Isso é ilustrado por um caso curioso contado por um clérigo franco anônimo, em 727. Ele censurava a maneira traiçoeira pela qual a infame concubina Fredegunda havia conseguido se tornar a esposa legal do rei Quilpérico. Durante uma longa ausência do rei, ela persuadira sua rival, a rainha Audovera, a tornar-se madrinha da própria filha recém-nascida. Assim, a ingênua Audovera foi subitamente transformada na commater de seu próprio marido, impossibilitando qualquer relação conjugal posterior e deixando o caminho livre para Fredegunda. Essa artimanha mostra que, poucos anos após o concílio romano de 721, o autor anônimo e seu público estavam bem familiarizados com os impedimentos derivados do parentesco espiritual. Não fosse o caso, seria impossível acusar Fredegunda de seu ardiloso truque. As cartas do missionário Bonifácio conferem testemunho adicional a esse fato. Em 735, ele perguntou ao bispo escocês Pethlem se era permitido que alguém se casasse com uma viúva que era mãe de seu afilhado. “Todos os padres da Gália e na terra dos francos afirmavam que isso era um pecado grave”, escreveu ele. Soava-lhe estranho, já que ele nunca ouvira falar nisso antes. A questão devia preocupá-lo porque, no mesmo ano, escreveu a respeito para dois outros clérigos anglo-saxões. Evidentemente, o missionário até então não estava familiarizado com esse impedimento ao casamento, embora o clero continental, a quem ele se dirigia, considerasse a questão muito grave. Considerando os sentidos e as ideias do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nA correção gramatical, a coerência e os sentidos originais do texto CG1A1-I seriam preservados caso,","informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração padrão e que não há restrições de Seja como for, está claro que a distinção entre o que seria natural e o que seria cultural não faz o menor sentido para os aborígenes australianos. Afinal de contas, no mundo deles, tudo é natural e cultural ao mesmo tempo. Para que se possa falar de natureza, é preciso que o homem tome distância do meio ambiente no qual está mergulhado, é preciso que se sinta exterior e superior ao mundo que o cerca. Ao se extrair do mundo por meio de um movimento de recuo, ele poderá perceber este mundo como um todo. Pensando bem, entender o mundo como um todo, como um conjunto coerente, diferente de nós mesmos e de nossos semelhantes, é uma ideia muito esquisita. Como diz o grande poeta português Fernando Pessoa, vemos claramente que há montanhas, vales, planícies, florestas, árvores, flores e mato, vemos claramente que há riachos e pedras, mas não vemos que há um todo ao qual isso tudo pertence, afinal só conhecemos o mundo por suas partes, jamais como um todo. Mas, a partir do momento em que nos habituamos a representar a natureza como um todo, ela se torna, por assim dizer, um grande relógio, do qual podemos desmontar o mecanismo e cujas peças e engrenagem podemos aperfeiçoar. Na realidade, essa imagem começou a ganhar corpo relativamente tarde, a partir do século XVII, na Europa. Esse movimento, além de tardio na história da humanidade, só se produziu uma única vez. Para retomar uma fórmula muito conhecida de Descartes, o homem se fez então “mestre e senhor da natureza”. Resultou daí um extraordinário desenvolvimento das ciências e das técnicas, mas também a exploração desenfreada de uma natureza composta, a partir de então, de objetos sem ligação com os humanos: plantas, animais, terras, águas e rochas convertidos em meros recursos que podemos usar e dos quais podemos tirar proveito. Naquela altura, a natureza havia perdido sua alma e nada mais nos impedia de vê-la unicamente como fonte de riqueza. No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, bem como às ideias nele expressas, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1-I Na ótica da saúde pública, pode-se conceituar a política de redução de danos como um conjunto de estratégias que visam minimizar os danos causados pelo uso de diferentes drogas, sem necessariamente exigir a abstinência de seu uso. Vale dizer, enquanto não for possível ou desejável a abstinência, outros agravos à saúde podem ser evitados, como, por exemplo, as doenças infectocontagiosas transmissíveis por via sanguínea, tais quais as hepatites e HIV/AIDS. Na concepção da política de redução de danos, tem-se como pressuposto o fator histórico-cultural do uso de psicotrópicos — uma vez que o uso dessas substâncias é parte indissociável da própria história da humanidade, a pretensão de um mundo livre de drogas não passa de uma quimera. Dentro dessa perspectiva, contemplam-se ações voltadas para as drogas lícitas e ilícitas, e suas intervenções não são de natureza estritamente públicas, delas participando, também, organizações não governamentais e necessariamente, com especial ênfase, o próprio cidadão que usa drogas. Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.","É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome? “Posso ajudá-lo, cavalheiro?” “Pode. Eu quero um daqueles, daqueles...” “Pois não?” “Um... como é mesmo o nome?” “Sim?” “Pomba! Um... um... Que cabeça a minha! A palavra me escapou por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima.” “Sim, senhor.” “O senhor vai dar risada quando souber.” “Sim, senhor.” “Olha, é pontuda, certo?” “O quê, cavalheiro?” “Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta; a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?” “Infelizmente, cavalheiro...” “Ora, você sabe do que eu estou falando.” “Estou me esforçando, mas...” “Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?” “Se o senhor diz, cavalheiro.” Acerca das ideias, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Já dizia Machado de Assis que “De médico e louco todo mundo tem um pouco”. O ditado ficou famoso pelo livro O Alienista, de 1882, que faz um debate sobre a loucura. Uma frase parecida é da nordestina Nise da Silveira, grande admiradora do autor brasileiro: “Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas muito ajuizadas”. Nise Magalhães da Silveira ajudou a escrever e revolucionar a história da psiquiatria no Brasil e no mundo. Nascida no ano de 1905 em Maceió – AL, ela ficou conhecida por humanizar o tratamento psiquiátrico e era contrária às formas de tratamento agressivas usadas em sua época, como o eletrochoque. Inspirada em Carl Jung, um dos pais da psiquiatria, Nise foi uma das primeiras mulheres a se formar em medicina no Brasil. Em meados de 1940, ela foi pioneira na terapia ocupacional, método que utiliza atividades recreativas no tratamento de distúrbios psíquicos. A alagoana se destacou por usar a arte como uma forma de expressão e de dar voz aos conflitos internos vivenciados principalmente pelos esquizofrênicos. Em 1956, Nise fundou a Casa das Palmeiras, um passo na direção da luta contra os hospícios, que chegaria a seu ápice com a Lei Antimanicomial, de 2001. A partir do esforço da psiquiatra e de seus pacientes, foi criado o Museu do Inconsciente, aberto até hoje no Rio de Janeiro junto ao Instituto Municipal Nise da Silveira, atual nome do Centro Psiquiátrico de Engenho de Dentro, onde a médica construiu seu projeto. Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens subsequentes.","Texto CG1A1-II Para uma criança pequena, é muito mais difícil racionalizar a emergência vivida em uma pandemia. Ela ainda não tem os recursos cognitivos necessários para compreender algo tão abstrato como o coronavírus. Ainda nos estágios iniciais do desenvolvimento da afetividade e da inteligência, as crianças se guiam pelas experiências, pelo que podem ver, ouvir, tocar, cheirar, imaginar, imitar, dizer, brincar. Muito mais do que atentar para os conceitos que explicam a situação excepcional, elas se guiam pela observação de seus pais ou familiares: como eles interagem entre si e com elas? Estão próximos e carinhosos? Estão juntos, mas “distantes”, ansiosos, sem tempo para ficar com elas? Esse tipo de conduta dos pais é, por definição, particular. O mesmo estímulo ou situação ambiental não provoca necessariamente as mesmas reações em diferentes crianças ou até em diferentes momentos de uma mesma criança, ou seja, a resposta da criança a um estímulo do ambiente depende, em alto grau, de sua condição cognitiva e emocional, e essa condição tem a ver com os adultos que a cercam. Julgue os itens subsequentes, considerando as ideias e as construções linguísticas do texto CG1A1-II.","Julgue os itens a seguir, relativos aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado.","A respeito de aspectos linguísticos do texto CB1A1BBB, julgue os itens a seguir.","Com relação a aspectos linguísticos do texto, julgue os próximos itens."],"questions":[{"id":"2193930b00df","number":5,"stem":0,"statement":"A vírgula logo após “desnecessária” (último período do primeiro parágrafo) separa orações com sujeitos distintos, podendo ser eliminada sem prejuízo da correção gramatical do texto, dado o caráter facultativo desse sinal de pontuação no contexto em questão.","answer":"C","source":{"slug":"SUSEP_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Tudo o que passar desse ponto significa submeter-se a uma tirania desnecessária, e, possivelmente, isso é o que acaba interferindo na própria felicidade” reúne duas orações coordenadas com sujeitos diferentes. Vírgula antes do “e” nesse caso é recurso de clareza, admitido mas não exigido: cada oração já tem sujeito e verbo próprios, e nada da estrutura depende do sinal.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Vírgula antes de “e” com sujeitos distintos: facultativa","citation":null,"trap_note":"Vírgula antes de “e” é o caso facultativo que a banca mais usa nos dois sentidos. Ela é justificada quando os sujeitos diferem e dispensável do mesmo jeito; só se torna obrigatória quando é, na verdade, a segunda vírgula de um par de intercalação."}},{"id":"810b262e1971","number":1,"stem":1,"statement":"Haveria prejuízo da correção gramatical do texto caso se inserisse vírgula após “R$ 387,00” (segundo período do segundo parágrafo).","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Depois de “R$ 387,00” vem “para manter o Poder Judiciário”, oração adverbial final reduzida de infinitivo, posposta à principal e já seguida de vírgula. Adverbial posposta admite isolamento facultativo; a vírgula proposta apenas completaria o par que a delimita, sem separar verbo de complemento nem sujeito de verbo.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Haveria prejuízo da correção gramatical do texto","corrected_statement":"Não haveria prejuízo da correção gramatical do texto caso se inserisse vírgula após “R$ 387,00” (segundo período do segundo parágrafo).","concept":"Oração final posposta: isolamento facultativo","citation":null,"trap_note":"Cifra, data ou número no meio do período atrai a atenção e faz parecer que ali há fronteira delicada. O que decide não é o número, e sim a natureza do termo seguinte: sendo adverbial posposta, a vírgula é escolha."}},{"id":"0664087961c0","number":7,"stem":2,"statement":"Caso se suprimisse a vírgula logo após a palavra “pioneiro” (terceiro período do segundo parágrafo), não haveria prejuízo da correção gramatical nem da coerência textual embora o sentido original do texto fosse alterado.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_AC_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A vírgula após “pioneiro” abre o aposto “fundamentalmente um reducionista”, que se fecha com a vírgula anterior a “cuja”. As duas formam par e isolam o encaixe entre o predicativo e a oração adjetiva que o segue. Suprimida só a primeira, sobra a segunda sem a que lhe corresponde, e o período perde a marca de onde o aposto começava. Desfazer metade de um par nunca devolve um período correto.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"não haveria prejuízo da correção gramatical nem da coerência textual","corrected_statement":"Caso se suprimisse a vírgula logo após a palavra “pioneiro” (terceiro período do segundo parágrafo), haveria prejuízo da correção gramatical e da coerência textual.","concept":"Aposto intercalado exige as duas vírgulas","citation":null,"trap_note":"Itens que concedem uma perda — “embora o sentido fosse alterado” — soam honestos e por isso desarmam. A concessão não valida a parte principal: verifique primeiro se a vírgula citada é metade de um par, porque, sendo, a resposta já está dada."}},{"id":"327aed2a849e","number":8,"stem":3,"statement":"No primeiro período do texto, o deslocamento do termo “excepcionalmente” para imediatamente antes do verbo “pode” não alteraria os sentidos do texto nem prejudicaria sua correção gramatical, desde que fosse empregada uma vírgula logo após aquele termo.","answer":"E","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"No original, “excepcionalmente” está dentro da oração subordinada e modifica “tivemos”: raras foram as vezes em que houve tal sistema administrativo. Levado para antes de “pode”, o advérbio passa a modificar “pode dizer-se”, e o que se torna excepcional é a possibilidade de afirmar, não o fato afirmado. A vírgula proposta apenas acompanha o deslocamento; o que o item mente é sobre o resultado semântico.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"não alteraria os sentidos do texto nem prejudicaria sua correção gramatical","corrected_statement":"No primeiro período do texto, o deslocamento do termo “excepcionalmente” para imediatamente antes do verbo “pode” alteraria os sentidos do texto, ainda que fosse empregada uma vírgula logo após aquele termo.","concept":"Deslocamento de advérbio: muda o escopo, muda o sentido","citation":null,"trap_note":"Advérbio modifica o verbo mais próximo a que possa se ligar. Ao mudá-lo de oração, verifique o que passa a estar sob seu alcance: correção pode continuar intacta enquanto o sentido se inverte."}},{"id":"8ecfb2f0f736","number":8,"stem":4,"statement":"A correção gramatical do texto seria prejudicada caso se empregasse vírgula após a forma verbal “decorre” (segundo período do primeiro parágrafo).","answer":"C","source":{"slug":"MPS_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Disso decorre que o perito médico é a pessoa entendida…”, a oração iniciada por “que” é o sujeito de “decorre” — o que decorre é isso. A vírgula proposta separaria o verbo do seu próprio sujeito, ainda que este venha posposto. A posição invertida não muda a natureza do termo nem cria licença para o sinal.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Sujeito oracional posposto ao verbo não se separa dele","citation":null,"trap_note":"Verbos como decorrer, convir, importar, constar e acontecer costumam trazer o sujeito depois de si, muitas vezes em forma de oração. Posposto ou não, sujeito é termo essencial, e entre ele e o verbo não entra vírgula."}},{"id":"c3c847aad3cc","number":11,"stem":5,"statement":"A inserção de uma vírgula imediatamente depois da forma verbal “saibam” (penúltimo período) comprometeria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_PROCURADOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Saibam que essa é a única emergência global real”: a oração iniciada por “que” é objeto direto de “saibam”, e o “que” é conjunção integrante. Vírgula depois do verbo cortaria a ligação com o seu complemento. Nada ali está deslocado nem intercalado que pudesse justificar o sinal.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Vírgula entre verbo e oração objetiva direta","citation":null,"trap_note":"Teste o “que”: se couber trocá-lo por “isso” — saibam isso —, ele é integrante e abre um complemento, que nunca se separa do verbo. Só o “que” relativo, substituível por “o qual”, pode vir precedido de vírgula, e apenas quando a adjetiva é explicativa."}},{"id":"3dca159bd430","number":15,"stem":6,"statement":"No trecho “Não acumule sucata e entulho”, a inserção de uma vírgula logo após “acumule” prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Não acumule sucata e entulho”, “sucata e entulho” é o objeto direto de “acumule”. A vírgula proposta cairia entre o verbo no imperativo e aquilo que ele rege — a fronteira que a norma protege com mais rigor, por ser a própria articulação do predicado.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Vírgula entre verbo e objeto direto","citation":null,"trap_note":"Enumeração não é razão para vírgula antes do primeiro item. O sinal separa itens entre si, nunca o verbo do primeiro deles: “acumule sucata, entulho e pneus” é correto; “acumule, sucata e entulho” não."}},{"id":"d3a1e35488cc","number":16,"stem":7,"statement":"A inserção de vírgula imediatamente depois da palavra “jornal” (primeiro período) prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito do período é “O precursor do que viria a ser um jornal”, e seu verbo é “foi”. A palavra “jornal” fecha o sujeito; a vírgula proposta cairia justamente entre ele e o verbo. Sujeito longo não ganha licença nenhuma: extensão não autoriza separar o que a sintaxe une.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Sujeito longo continua colado ao verbo","citation":null,"trap_note":"A pausa depois de um sujeito comprido é a armadilha mais antiga do assunto. Delimite o sujeito perguntando quem pratica a ação e leve a leitura até o verbo sem parar: se a vírgula proposta cai nessa junta, ela é proibida, por mais longo que seja o sujeito."}},{"id":"1a538f76efee","number":19,"stem":8,"statement":"No quarto parágrafo, a inserção de vírgula imediatamente após o termo “terra” prejudicaria a correção gramatical do texto visto que o referido sinal de pontuação separaria indevidamente elementos essenciais da oração.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Terra” encerra o item “acesso e posse da terra” dentro da longa enumeração das condições objetivas de vida, e o que vem depois, “e acesso a serviços de saúde”, é o último item da série. Vírgula antes do “e” que fecha enumeração de membros longos é admitida, justamente para deixar claro onde termina cada item. Não há ali nenhuma fronteira entre termos essenciais a ser violada.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"prejudicaria a correção gramatical do texto visto que o referido sinal de pontuação separaria indevidamente elementos essenciais da oração","corrected_statement":"No quarto parágrafo, a inserção de vírgula imediatamente após o termo “terra” não prejudicaria a correção gramatical do texto, visto que o referido sinal de pontuação separaria itens de uma enumeração.","concept":"Vírgula antes do “e” que fecha enumeração longa","citation":null,"trap_note":"O avesso da jogada mais comum: em vez de dizer que a vírgula é dispensável, o item afirma que ela é proibida e ainda oferece a justificativa errada. Nomeie você mesmo a estrutura — enumeração, deslocamento, intercalação — antes de aceitar o rótulo do enunciado."}},{"id":"160c460637fd","number":19,"stem":9,"statement":"No último período do segundo parágrafo, a correção gramatical e a coerência do texto seriam mantidas caso a vírgula após “sete” fosse deslocada para imediatamente após “levantei”.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Às sete” é adjunto adverbial curto anteposto, e a vírgula que o separa é facultativa. Deslocada para depois de “levantei”, ela passa a isolar o predicativo “indisposto”, que abre a série de estados do sujeito — também emprego legítimo. As duas grafias respeitam as fronteiras essenciais: em nenhuma delas a vírgula cai entre sujeito e verbo ou entre verbo e complemento.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjunto curto anteposto e predicativo isolado: duas grafias corretas","citation":null,"trap_note":"Vírgula deslocada dentro do período só é erro se o novo lugar for uma junta proibida. Mova-a mentalmente e pergunte o que ela passa a separar; se de um lado e de outro houver oração completa ou termo acessório, a operação é lícita."}},{"id":"214e44975e15","number":20,"stem":9,"statement":"No primeiro parágrafo, a inserção de vírgula imediatamente após “cerrada” prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Depois de “a boca cerrada” vem “para não bater os dentes”, oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo, posposta à principal. O texto já traz vírgula depois de “dentes”; acrescentar outra antes de “para” apenas completa o par que isola a oração final. Adverbial posposta admite as duas grafias, e o par não separa nenhum termo essencial.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"prejudicaria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"No primeiro parágrafo, a inserção de vírgula imediatamente após “cerrada” não prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"Oração adverbial final posposta: vírgula facultativa","citation":null,"trap_note":"Antes de julgar uma vírgula proposta, olhe se já existe outra logo adiante. Se existir, a nova pode ser a que fecha um par — e par completo é sempre admitido, ao contrário de par pela metade."}},{"id":"af2128ba86f4","number":6,"stem":10,"statement":"A inserção de uma vírgula após “respondem” (quarto período) prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"MMA_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Vazamentos e roubos respondem por uma perda estimada de 16% da água doce”: “por uma perda…” é complemento regido por “responder”. A vírgula após o verbo cortaria a ligação entre ele e o termo que o completa, o que a norma proíbe. Não há aqui deslocamento nem intercalação que justifique o sinal.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Vírgula entre verbo e complemento regido por preposição","citation":null,"trap_note":"Quando o item propõe inserir vírgula logo depois de uma forma verbal, a resposta quase sempre é que a correção se prejudica. O caso contrário só aparece quando o que vem depois do verbo é adjunto deslocado ou termo intercalado que já pedia isolamento."}},{"id":"42f1aff734dd","number":10,"stem":11,"statement":"A inserção de uma vírgula imediatamente após “bastante” (penúltimo período do primeiro parágrafo) preservaria a correção gramatical e os sentidos do texto.","answer":"E","source":{"slug":"CNPQ_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Esse último aspecto foi bastante para dar um relevo todo especial à descoberta”, o trecho iniciado por “para” completa o predicativo “bastante” — bastante para quê. Vírgula depois de “bastante” isolaria o complemento do termo que o exige, corte que a norma não admite; e, ao fazê-lo, transformaria em adjunto acessório aquilo que é parte do predicado.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"preservaria a correção gramatical e os sentidos do texto","corrected_statement":"A inserção de uma vírgula imediatamente após “bastante” (penúltimo período do primeiro parágrafo) prejudicaria a correção gramatical e os sentidos do texto.","concept":"Complemento de predicativo não se separa do termo que o rege","citation":null,"trap_note":"A proibição vale para toda relação de regência, não só para a do verbo: nome e complemento nominal, adjetivo e seu complemento, predicativo e o termo que o completa. A pergunta é sempre se o que vem depois é exigido pelo que vem antes."}},{"id":"6a63d39c4fb4","number":16,"stem":12,"statement":"No último período do último parágrafo, a inserção de uma vírgula entre “interações” e “que” preservaria a correção gramatical e os sentidos originais do texto.","answer":"E","source":{"slug":"CAU_BR_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“É dentro desse jogo de interações que a evolução e o impacto da arquitetura encontram sua ressonância” é construção clivada: o par “é… que” realça o adjunto e forma uma unidade. Inserir vírgula entre “interações” e “que” quebra a estrutura pelo meio, isolando o realce do que ele realça. Não há aposto, intercalação nem enumeração que a autorize.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"preservaria a correção gramatical e os sentidos originais do texto","corrected_statement":"No último período do último parágrafo, a inserção de uma vírgula entre “interações” e “que” prejudicaria a correção gramatical e os sentidos originais do texto.","concept":"Construção clivada “é… que”: não se separa","citation":null,"trap_note":"Reconheça a clivada pelo teste da retirada: tirando “é” e “que”, sobra uma frase completa. Enquanto o par estiver de pé, nada se insere entre o termo realçado e o “que” — o “que” ali não é relativo nem integrante, é parte do realce."}},{"id":"0c2dd49ddd55","number":17,"stem":13,"statement":"O emprego de vírgula no último período do texto seria dispensado, sem prejuízo do sentido original e da correção gramatical do texto, caso o vocábulo “assim” fosse deslocado para o início do período, da seguinte maneira: Assim permanece uma empresa (...).","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NTJ","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Permanece, assim, uma empresa estratégica”, o par de vírgulas isola um conectivo conclusivo equivalente a portanto, encaixado entre o verbo e o predicativo. Levado para o início do período e escrito sem vírgula, “Assim” deixa de funcionar como conclusivo e passa a ser lido como advérbio de modo — desse modo, dessa maneira. O período fica correto, mas a conclusão que ele retomava do parágrafo anterior desaparece.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"sem prejuízo do sentido original e da correção gramatical do texto","corrected_statement":"O emprego de vírgula no último período do texto seria dispensado, com prejuízo do sentido original do texto, caso o vocábulo “assim” fosse deslocado para o início do período, da seguinte maneira: Assim permanece uma empresa (...).","concept":"Conectivo conclusivo isolado × advérbio de modo integrado","citation":null,"trap_note":"Deslocar um conectivo e tirar-lhe as vírgulas não é operação neutra: sem isolamento, ele volta a valer como advérbio comum. Antes de aceitar a reescrita, releia a frase nova e pergunte se a palavra ainda liga o período ao que veio antes."}},{"id":"e1b8d17a7d51","number":18,"stem":12,"statement":"No último período do segundo parágrafo, a inserção de uma vírgula entre ‘se não’ e ‘se importasse’ prejudicaria a coerência do texto.","answer":"C","source":{"slug":"CAU_BR_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em “se não se importasse com a beleza”, o “se” inicial é conjunção condicional e “não” é o advérbio que nega o verbo “se importasse”. Vírgula entre eles separaria a negação do verbo a que ela se aplica, desfazendo a oração condicional e deixando “se não” solto, sem estrutura a que se prender.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Conjunção e advérbio de negação não se separam do verbo","citation":null,"trap_note":"Palavras gramaticais — conjunção, preposição, advérbio de negação, pronome átono — formam bloco com o termo que introduzem ou modificam. Vírgula depois delas é sempre suspeita, e em regra é erro."}},{"id":"c194efa078c7","number":19,"stem":14,"statement":"Haveria prejuízo à correção gramatical do texto caso fosse inserida vírgula imediatamente após a expressão “República de Veneza” (terceiro período do primeiro parágrafo).","answer":"C","source":{"slug":"INPI_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"No período, “foi promulgado na República de Veneza o Estatuto de Veneza” traz o sujeito depois do verbo e do adjunto de lugar: quem foi promulgado é o Estatuto. A vírgula proposta cairia entre a locução verbal, já acompanhada do seu adjunto, e o sujeito que a completa — separação de termos essenciais, ainda que em ordem inversa.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Voz passiva com sujeito posposto: nada entre verbo e sujeito","citation":null,"trap_note":"Na voz passiva o sujeito costuma vir depois do verbo e ser confundido com objeto. Passe a frase para a ordem direta — o Estatuto foi promulgado — e a proibição fica evidente: ali está a junta sujeito/verbo, que não aceita vírgula em posição alguma."}},{"id":"ff67c2d9657b","number":3,"stem":15,"statement":"A inserção de uma vírgula logo após a palavra “perfeição” (último período do último parágrafo) prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"BANRISUL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito de “pode ser altamente prejudicial” é a oração reduzida de infinitivo “disseminar a ilusão de perfeição”, que termina justamente em “perfeição”. A vírgula proposta cairia entre esse sujeito e o verbo que o rege. Sujeito oracional segue a mesma regra do sujeito simples: não se separa do verbo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Sujeito oracional reduzido de infinitivo não se separa do verbo","citation":null,"trap_note":"Quando o período começa por infinitivo — disseminar, promover, garantir —, desconfie de sujeito oracional. Troque o bloco por “isso”: se a frase continuar de pé, ele é o sujeito, e a vírgula antes do verbo está proibida."}},{"id":"741def7141c0","number":14,"stem":16,"statement":"A inserção de uma vírgula imediatamente após “emergir” (último período do primeiro parágrafo) não prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"ANP_22_PSS","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Podem emergir de regras ou partes enganosamente simples”: o complemento preposicionado “de regras…” é regido por “emergir” e forma com ele um bloco indivisível. A vírgula proposta separaria a locução verbal do seu complemento, e essa é uma das fronteiras em que a norma não admite sinal algum.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"não prejudicaria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"A inserção de uma vírgula imediatamente após “emergir” (último período do primeiro parágrafo) prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"Vírgula entre verbo e complemento preposicionado","citation":null,"trap_note":"Complemento introduzido por preposição continua sendo complemento: emergir de, responder por, depender de, tratar de. A preposição não cria licença para a vírgula; ao contrário, denuncia que o termo seguinte é exigido pelo verbo."}},{"id":"efea2c9fa849","number":15,"stem":17,"statement":"no início do quarto período do texto, se inserisse uma vírgula logo após o vocábulo “Isso”.","answer":"E","source":{"slug":"PGE_RJ_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O quarto período abre com “Isso é ilustrado por um caso curioso contado por um clérigo franco anônimo”. “Isso” é o sujeito e “é ilustrado” é o verbo: a vírgula proposta cairia entre um e outro, na posição em que a norma não admite sinal algum. Sujeito curto, na ordem direta, colado ao seu verbo — nada ali pede fronteira.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"se inserisse uma vírgula logo após o vocábulo “Isso”","corrected_statement":"A correção gramatical do texto seria prejudicada caso, no início do quarto período do texto, se inserisse uma vírgula logo após o vocábulo “Isso”.","concept":"Vírgula entre sujeito e verbo","citation":null,"trap_note":"Pronome demonstrativo em início de período costuma ser sujeito, e a pausa que o candidato ouve depois dele é retórica, não sintática. Localize o verbo seguinte: se ele é o verbo desse pronome, a vírgula está proibida."}},{"id":"5df1fa82413a","number":5,"stem":18,"statement":"No trecho “vemos claramente que há montanhas, vales, planícies, florestas, árvores, flores e mato” (sexto período), a inserção de uma vírgula entre “vemos” e “claramente” manteria a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"FUNPRESP_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Claramente” é adjunto adverbial de modo na sua posição natural, logo depois do verbo “vemos”, e antes do objeto “que há montanhas…”. Uma vírgula sozinha entre o verbo e esse advérbio separaria termos que não admitem corte; para isolar o advérbio seria preciso um par, e o item propõe apenas um sinal. Meia intercalação é sempre erro.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"manteria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"No trecho “vemos claramente que há montanhas, vales, planícies, florestas, árvores, flores e mato” (sexto período), a inserção de uma vírgula entre “vemos” e “claramente” prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"Uma vírgula só onde seria preciso um par","citation":null,"trap_note":"Conte os sinais que a operação proposta produz. Termo intercalado exige dois; quando o item oferece um, a vírgula sobrevivente fica separando verbo de complemento ou sujeito de verbo, e a resposta é Errado."}},{"id":"fb08ec41888f","number":9,"stem":19,"statement":"Seria gramaticalmente correto inserir uma vírgula logo após “tem-se” (primeiro período do segundo parágrafo).","answer":"E","source":{"slug":"MJSP_21_PSS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Em “tem-se como pressuposto o fator histórico-cultural do uso de psicotrópicos”, o que vem depois do verbo é seu complemento, precedido do predicativo “como pressuposto”. Vírgula logo após “tem-se” cairia entre o verbo e aquilo que ele rege, e não há justificativa que sustente esse corte — nem deslocamento, nem intercalação, nem enumeração.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Seria gramaticalmente correto inserir uma vírgula","corrected_statement":"Seria gramaticalmente incorreto inserir uma vírgula logo após “tem-se” (primeiro período do segundo parágrafo).","concept":"Vírgula entre verbo e complemento","citation":null,"trap_note":"Pergunte sempre o que vem depois do verbo. Se for objeto, predicativo ou oração que faça as vezes deles, a vírgula está proibida por mais natural que a pausa pareça na leitura em voz alta."}},{"id":"26358924e704","number":10,"stem":20,"statement":"Em ‘Acho que não podia ser mais claro’, a correção gramatical seria prejudicada caso se inserisse uma vírgula logo após ‘Acho’.","answer":"C","source":{"slug":"TELEBRAS_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Que não podia ser mais claro” é oração subordinada substantiva objetiva direta: é o que se acha, o complemento do verbo “achar”. Entre verbo e complemento não cabe vírgula, e o fato de o complemento ser uma oração inteira não muda nada. A vírgula proposta cairia exatamente na junta entre dois termos essenciais na ordem direta.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Vírgula entre verbo e oração substantiva objetiva direta","citation":null,"trap_note":"Verbo de opinião seguido de “que” — acho que, creio que, sei que, digo que — nunca admite vírgula depois dele. O “que” ali é conjunção integrante e abre o objeto, não uma oração adjetiva que pudesse ser explicativa."}},{"id":"ff07976a259d","number":10,"stem":21,"statement":"O emprego de vírgula imediatamente após “Rio de Janeiro” (último período do último parágrafo) manteria a correção gramatical e a coerência do texto.","answer":"C","source":{"slug":"SESAU_AL_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Depois de “Rio de Janeiro” começa o adjunto adverbial de lugar “junto ao Instituto Municipal Nise da Silveira”, termo acessório posposto ao que modifica. Adjunto nessa posição admite as duas grafias: com vírgula, ganha destaque; sem ela, integra-se ao período. Nenhum termo essencial fica separado do outro, e por isso a correção se mantém.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjunto adverbial posposto: vírgula facultativa","citation":null,"trap_note":"O terreno realmente facultativo é pequeno e fechado, e o adjunto posposto está nele. Antes de negar a facultatividade, confirme que a vírgula não é metade de um par nem fronteira de termo deslocado para o início."}},{"id":"058efa860a8d","number":18,"stem":22,"statement":"A omissão da vírgula logo após “emocional”, no último período do texto, preservaria sua correção gramatical.","answer":"C","source":{"slug":"SESAU_AL_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"A vírgula depois de “emocional” antecede o “e” que liga duas orações com sujeitos diferentes: “a resposta da criança… depende…” e “essa condição tem a ver com os adultos que a cercam”. Nesse contexto a vírgula é recurso de clareza, admitido mas dispensável, porque cada oração já é completa e o conectivo basta para articulá-las. Ela não fecha par nenhum.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Vírgula antes de “e” entre orações de sujeitos distintos: dispensável","citation":null,"trap_note":"Antes de dizer que uma vírgula anterior a “e” é dispensável, confirme que ela não é a segunda de um par. No período há outras intercalações — “em alto grau”, por exemplo — cujas vírgulas são obrigatórias; só a que precede o conectivo é de escolha."}},{"id":"ddbb3a33655d","number":9,"stem":23,"statement":"Os sentidos originais do texto seriam preservados caso se inserisse uma vírgula imediatamente após “norte-americanos” (R.9).","answer":"E","source":{"slug":"MP_PI_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"Em “um dos últimos estádios norte-americanos que mantêm sua construção original”, a oração iniciada por “que” é adjetiva restritiva: ela delimita, dentro do conjunto dos estádios norte-americanos, aqueles que conservam a construção de origem — e é essa delimitação que faz do Fenway Park um dos últimos. A vírgula converteria a restritiva em explicativa, e o período passaria a afirmar que os estádios norte-americanos, todos eles, mantêm a construção original. A correção sobreviveria; os sentidos originais, não.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Os sentidos originais do texto seriam preservados","corrected_statement":"Os sentidos originais do texto seriam alterados caso se inserisse uma vírgula imediatamente após “norte-americanos” (R.9).","concept":"Vírgula antes do “que”: restritiva vira explicativa","citation":null,"trap_note":"Vírgula diante de “que” relativo nunca é neutra: sem ela a oração restringe o antecedente, com ela o comenta por inteiro. Sempre que o antecedente vier quantificado — “um dos”, “os últimos”, “apenas os”, “somente aqueles” —, a restrição é o que sustenta a quantificação, e isolá-la a destrói. Teste rápido: leia a frase com a vírgula e pergunte se a qualidade passou a valer para todo o grupo."}},{"id":"5f098bd4889f","number":13,"stem":24,"statement":"A inserção de uma vírgula imediatamente após o vocábulo “Logo” (R.18) alteraria os sentidos do texto, apesar de manter sua correção gramatical.","answer":"C","source":{"slug":"EBSERH_18_MEDICA","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"No texto, “Logo após a detecção de focos positivos” forma locução temporal: “logo” modifica “após” e significa imediatamente. Isolado por vírgula, “Logo” deixa de compor a locução e passa a valer como conjunção conclusiva, equivalente a portanto — o período vira consequência do que se disse antes. A frase continua correta nas duas grafias; o que muda é a relação que ela estabelece.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“Logo” advérbio de tempo × “Logo” conclusivo: a vírgula seleciona o valor","citation":null,"trap_note":"Há palavras cujo valor depende da vírgula: logo, assim, no entanto, então, pois. Isoladas, são conectivos; integradas à estrutura, são advérbios ou parte de locução. Item que fala em mudança de sentido sem quebra de correção costuma explorar exatamente isso."}},{"id":"a4e640308444","number":7,"stem":25,"statement":"Na linha 8, o emprego de vírgula logo após “H. Summer Maine” prejudicaria a correção gramatical do período.","answer":"C","source":{"slug":"TCU_15_TFCE","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Escreve H. Summer Maine que algumas experiências societárias… acabaram por favorecer a emergência de aristocracias”, o nome é o sujeito posposto de “Escreve” e a oração iniciada por “que” é o objeto. A vírgula proposta cairia entre esse sujeito e a oração que completa o verbo, separando termos essenciais em sequência.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Sujeito posposto entre verbo e oração objetiva: nenhum sinal entre eles","citation":null,"trap_note":"Ordem inversa não relaxa a proibição. Verbo, sujeito posposto e objeto formam uma cadeia de termos essenciais, e nenhuma junta dessa cadeia aceita vírgula — nem depois do verbo, nem depois do sujeito."}},{"id":"5aea9db9d093","number":7,"stem":25,"statement":"No trecho “Escreve H. Summer Maine que algumas experiências societárias, ao permitirem o declínio do poder real e o enfraquecimento de monarcas hereditários, acabaram por favorecer a emergência de aristocracias”, o emprego de vírgula logo após “H. Summer Maine” prejudicaria a correção gramatical do período.","answer":"C","source":{"slug":"TCU_15_TFCE","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"O período traz o verbo antes do sujeito: quem escreve é H. Summer Maine, e o que ele escreve é a oração iniciada por “que”. A vírgula proposta ficaria entre o sujeito posposto e o objeto, cortando a cadeia de termos essenciais. Note que o trecho já traz um par de vírgulas legítimo, o que isola “ao permitirem o declínio do poder real e o enfraquecimento de monarcas hereditários” — essa é a única intercalação do período.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Vírgula entre sujeito posposto e complemento do verbo","citation":null,"trap_note":"Num mesmo período convivem vírgulas obrigatórias e posições proibidas. Ter encontrado uma intercalação bem pontuada não autoriza acrescentar outro sinal alhures: cada vírgula responde pela estrutura que ela mesma delimita."}}]}