{"subject_id":"3a3cc48d009981518aa5ef2541995649","topico":"Alterações de pontuação que mudam (ou não) o sentido","stems":["Julgue os itens que se seguem, referentes ao vocabulário e à estrutura linguística do texto CG4A1.","Texto CG2A1-II Estima-se que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente por causa da depressão e da ansiedade, custando à economia mundial quase 1 trilhão de dólares. Os dados são do relatório Diretrizes sobre Saúde Mental no Trabalho, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em setembro de 2022, e confirmam a necessidade de se trazer o debate ainda mais à tona. Na mesma época, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicou uma nota conjunta com a OMS, na qual as novas diretrizes são explicadas por meio de estratégias práticas para governos, empregadores, trabalhadores e suas organizações, nos setores públicos e privados. “De acordo com as diretrizes globais, 60% da população mundial trabalha e esse trabalho pode impactar a saúde mental tanto de forma positiva quando negativa. As diretrizes também apontam questões importantes referentes à inserção e à permanência de pessoas com problemas de saúde mental no mercado de trabalho. Além do estigma e das barreiras que essas pessoas vivenciam para ingressar no mercado de trabalho, a ausência de estruturas de suporte afeta a sustentação das atividades laborais”, explica a consultora nacional de saúde mental da OMS, Cláudia Braga. De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em 2022, 209.124 mil pessoas foram afastadas do trabalho por transtornos mentais, entre depressão, distúrbios emocionais e Alzheimer, enquanto, em 2021, foram registrados 200.244 afastamentos. “Esse cenário nos mostra a importância de discutirmos essas questões e esperamos que essas diretrizes possam nortear os debates sobre as responsabilidades dos diferentes atores, de modo a mobilizarmos esforços para prevenir os impactos negativos do trabalho na saúde mental, promover e proteger a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores e trabalhadoras, assim como dar suporte às pessoas com problemas de saúde mental para que tenham seus direitos garantidos”, afirma a consultora da OMS. Julgue os itens que se seguem, considerando as ideias e estruturas linguísticas do texto CG2A1-II.\n\n\n\nNo que se refere a aspectos linguísticos do texto CG2A1-II, julgue os seguintes itens.","Texto CB1A1 Muitas regiões do mundo, inclusive o Brasil, estão vivendo o chamado “paradoxo verde”, expressão cunhada pelo economista alemão Hans-Werner Sinn (2008) para se referir a como políticas climáticas mais restritivas podem exercer pressão crescente sobre os preços de energia e ter efeitos indesejáveis, como incentivar a antecipação da extração e produção de combustíveis fósseis, acelerando, portanto, as mudanças climáticas. Um aspecto crucial é a necessidade de acordos internacionais que mantenham de maneira eficaz e justa grandes quantidades remanescentes de combustíveis fósseis no solo. O estudo recente de Welsby, publicado na revista Nature em 2021, mostra que a produção existente de carvão, petróleo e gás deve ser descontinuada. Mesmo quando governos não controlam diretamente a produção, suas leis, políticas e acordos podem definir, em grande medida, quanto é extraído e produzido. O BOGA (Beyond Oil and Gas Alliance) é um exemplo recente de acordo internacional que pode redefinir o futuro do setor de petróleo e gás (O&G – oil and gas). Emissões evitadas hoje tornam menos arriscada a necessidade de medidas drásticas, ainda não suficientemente desenvolvidas, como projetos de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS) e de tecnologias de emissões negativas (NET), comumente citados em anúncios de empresas do setor de O&G. Ademais, quanto mais cedo sofrermos os impactos das mudanças climáticas, mais cedo e por mais tempo teremos impactos físicos que levam a danos sociais e econômicos. Nesse sentido, emissões evitadas hoje valem mais do que emissões evitadas no futuro; mais do que metas de emissão zero em 2050, são necessárias ações imediatas nos próximos anos, para reduzir rapidamente as emissões de gases do efeito estufa. No futuro, grandes nomes da indústria de O&G podem ser conhecidos como aqueles que negligenciaram a ciência e não enfrentaram o desafio da emergência climática quando ainda tinham tempo. Por outro lado, podem aproveitar a já estreita janela de oportunidade para liderar uma nova economia cada vez mais eficiente, interconectada e limpa. Considerando as ideias veiculadas pelo texto CB1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação ao uso dos sinais de pontuação e a outros aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os itens seguintes.","Texto CG1A1-I Entre 2016 e 2020, 35 mil crianças e adolescentes de 0 a 19 anos de idade foram mortos de forma violenta no Brasil — uma média de 7 mil por ano. Além disso, de 2017 a 2020, 180 mil sofreram violência sexual — uma média de 45 mil por ano. É o que revela o documento Panorama da Violência Letal e Sexual contra Crianças e Adolescentes no Brasil, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Segundo o documento, a violência se dá de forma diferente de acordo com a idade da vítima. Crianças morrem, com frequência, em decorrência da violência doméstica, perpetrada por um agressor conhecido. O mesmo vale para a violência sexual contra elas, cometida dentro de casa, por pessoas próximas. Já os adolescentes morrem, majoritariamente, fora de casa, vítimas da violência armada urbana e do racismo. Conforme os dados constantes no referido documento, a maioria das vítimas de mortes violentas é adolescente. Das 35 mil mortes violentas de pessoas com idade até 19 anos identificadas entre 2016 e 2020, mais de 31 mil tinham idade entre 15 e 19 anos. A violência letal, nos estados com dados disponíveis para a série histórica, teve um pico entre 2016 e 2017, e vem caindo, voltando aos patamares dos anos anteriores. Ao mesmo tempo, o número de crianças de até 4 anos de idade vítimas de violência letal aumenta, o que traz um sinal de alerta. “A violência contra a criança acontece, principalmente, em casa. A violência contra adolescentes acontece na rua, com foco em meninos negros. Embora sejam fenômenos complementares e simultâneos, é crucial entendê-los também em suas diferenças, para desenhar políticas públicas efetivas de prevenção e resposta às violências”, afirma Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil. Os dados publicados no panorama foram obtidos pelo FBSP, por meio da Lei de Acesso à Informação. Foram solicitados a cada estado brasileiro os dados de boletins de ocorrência dos últimos cinco anos, referentes a mortes violentas intencionais (homicídio doloso; feminicídio; latrocínio; lesão corporal seguida de morte; e mortes decorrentes de intervenção policial) e violência sexual (estupros e estupros de vulneráveis) contra crianças e adolescentes. Essas informações não são sistematicamente reunidas e padronizadas, tratando-se, portanto, de uma análise inédita e essencial para a prevenção e a resposta à violência contra meninas e meninos. Em relação às ideias veiculadas no texto CG1A1-I, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nA respeito de aspectos gramaticais e semânticos do texto CG1A1-I, julgue os itens subsequentes.","No mundo de hoje, as telecomunicações representam muito mais do que um serviço básico; são um meio de promover o desenvolvimento, melhorar a sociedade e salvar vidas. Isso será ainda mais verdade no mundo de amanhã. A importância das telecomunicações ficou evidente nos dias que se seguiram ao terremoto que devastou o Haiti, em janeiro de 2010. As tecnologias da comunicação foram utilizadas para coordenar a ajuda, otimizar os recursos e fornecer informações sobre as vítimas, das quais se precisava desesperadamente. A União Internacional das Telecomunicações (UIT) e os seus parceiros comerciais forneceram inúmeros terminais satélites e colaboraram no fornecimento de sistemas de comunicação sem fio, facilitando as operações de socorro e limpeza. Saúdo essas iniciativas e, de um modo geral, o trabalho da UIT e de outras entidades que promoveram o acesso à banda larga em zonas rurais e remotas de todo o mundo. Um maior acesso pode significar mais progressos no domínio da realização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. A Internet impulsiona a atividade econômica, o comércio e até a educação. A telemedicina está melhorando os cuidados com a saúde, os satélites de observação terrestre são usados para combater as alterações climáticas e as tecnologias ecológicas contribuem para a existência de cidades mais limpas. Ao passo que essas inovações se tornam mais importantes, a necessidade de atenuar o fosso tecnológico é mais urgente. Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","Em O processo, a antevisão do inferno em que se transformaria a burocracia moderna, das culpas imputadas, da tortura anônima e da morte que caracterizam os regimes totalitários do século vinte já é um lugar-comum. O trucidamento (literal) de que K. tornou-se um ícone do homicídio político. “A colônia penal” de Kafka transformou-se em realidade pouco depois de sua morte, quando também os temas da aniquilação e dos “vermes”, de sua Metamorfose, adquiriram macabra realidade. A realização concreta de suas premonições, com pormenores de clarividência, está indissociavelmente relacionada às suas fantasias aparentemente desvairadas. Haveria algum sentido em pensar que, de alguma forma, as previsões claramente formuladas na ficção de Kafka, em O processo principalmente, teriam contribuído para que de fato ocorressem? Seria possível que uma profecia articulada de maneira tão impiedosa tivesse outro destino que não a sua realização? As três irmãs de K. e sua Milena morreram em campos de concentração. O judeu da Europa Central que Kafka ironizou e celebrou foi extinto de maneira abominável. Em termos espirituais, existe a possibilidade de Franz Kafka ter sentido seus dons proféticos como uma visitação de culpa, de que a capacidade de antever o tivesse exposto demais às suas emoções. K. torna-se o cúmplice, perplexo, porém quase impaciente, do crime perpetrado contra ele. Coexistem, em todos os suicídios, a apologia e a aquiescência. Como diz o sacerdote, em triste zombaria (seria mesmo zombaria?): “A justiça nada quer de ti. Acolhe-te quando vens e te deixa ir quando partes”. Essa formulação está muito próxima de ser uma definição da vida humana, da liberdade de ser culpado, que é a liberdade concedida ao homem expulso do Paraíso. Quem, senão Kafka, teria sido capaz de dizer isso em tão poucas palavras? Ou se saber condenado por ter sido capaz de fazê-lo? Acerca dos sentidos, das ideias e dos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1AAA sensíveis, dessas a que tudo lhes toca e tange. Se a gente lhe perguntasse: “Como vais, Juca?”, ao que qualquer pessoa não era assim tão simples. Primeiro fazia uma cara de indecisão, depois um sorriso triste contrabalançado por um consciência era cortado pela voz do interlocutor, que começava a falar chãmente em outras coisas, que, aliás, o Juca não estava egoístas, mais coriáceas, mais impenetráveis do reino animal. Pois, meus amigos, da última vez que vi o Juca, o impasse Estavam-lhe ministrando a extrema-unção. E, quando o sacerdote lhe fez a tremenda pergunta, chamando-o pelo na sua face devastada pela erosão da morte, a Dúvida começava a redesenhar, reanimando-a, aqueles seus trejeitos e foi “sim” nem “não”; seria acaso um “talvez”, se o padre não fosse tão compreensivo. Ou apressado. Despachou-o num E eu imagino o Juca a indagar, até hoje: — Mas o senhor acha mesmo, sargento Gabriel, que Com relação às estruturas linguísticas e aos sentidos do texto CB1A1AAA, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAinda a respeito das estruturas linguísticas do texto CB1A1AAA, julgue os próximos itens."],"questions":[{"id":"d04b3af3463d","number":8,"stem":0,"statement":"A correção do texto seria mantida caso a vírgula empregada após “brasileira” (primeiro período do quarto parágrafo) fosse substituída por ponto final, feito o devido ajuste de letra inicial maiúscula no novo período.","answer":"E","source":{"slug":"STM_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho iniciado por “o que” é oração subordinada adjetiva explicativa cujo antecedente é todo o enunciado anterior — o fato de a geração Z ter nascido no começo da estabilidade econômica. Fechado o período com ponto, esse antecedente fica do lado de fora, e o que resta, “O que pode justificar essa mentalidade mais ousada e desprendida”, é um fragmento: oração subordinada sem principal, com pronome relativo sem termo a que se prender. A correção não se mantém.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"A correção do texto seria mantida","corrected_statement":"A correção do texto não seria mantida caso a vírgula empregada após “brasileira” (primeiro período do quarto parágrafo) fosse substituída por ponto final, feito o devido ajuste de letra inicial maiúscula no novo período.","concept":"Relativa com antecedente oracional não vira período autônomo","citation":null,"trap_note":"Antes de aceitar a troca de vírgula por ponto, leia em voz alta só o que ficaria depois do ponto. Se começar por pronome relativo (que, o que, os quais, cujo) ou por conjunção subordinativa, o resultado é fragmento e o item é errado."}},{"id":"ccd83ac6b481","number":18,"stem":1,"statement":"Os sentidos e a correção gramatical do segundo parágrafo seriam preservados se, no primeiro período, a vírgula após “Alzheimer” fosse substituída por ponto, a conjunção “enquanto” fosse omitida e fosse feito o devido ajuste de letra inicial minúscula e maiúscula na palavra que inicia o novo período.","answer":"C","source":{"slug":"DATAPREV_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Enquanto” está ali como conectivo de contraste temporal entre dois levantamentos, 2022 e 2021. Suprimi-lo e abrir novo período deixa dois enunciados completos e corretos, e o contraste continua legível porque quem o sustenta são as datas e os números explícitos em cada um, não a conjunção. Nada se perde de conteúdo e nenhuma regra de pontuação é violada, já que o segundo trecho tem sujeito e verbo próprios.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Contraste sustentado pelos dados sobrevive à segmentação","citation":null,"trap_note":"Nem toda supressão de conectivo altera o sentido. Quando a relação já está inscrita no conteúdo — datas opostas, números opostos, termos antônimos —, a conjunção é redundante e pode sair. O teste é verificar se, sem ela, a relação ainda se deduz das próprias informações."}},{"id":"c23636707657","number":21,"stem":2,"statement":"No terceiro período do último parágrafo, o deslocamento do segmento “em 2050”, com a vírgula que o sucede, para imediatamente depois de “reduzir” alteraria os sentidos e comprometeria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"MME_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"No original, “em 2050” fecha o sintagma “metas de emissão zero em 2050”, e a vírgula seguinte marca o fim do termo deslocado para o início. Levado para depois de “reduzir”, o segmento passa a datar a redução — as ações imediatas serviriam para reduzir em 2050 —, o que contradiz a urgência defendida no trecho. E a vírgula viaja junto, encravando-se entre o verbo e seu complemento, em “para reduzir em 2050, rapidamente as emissões”, onde nada justifica a pausa. Sentido e correção são afetados.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjunto deslocado leva consigo a vírgula e muda de núcleo","citation":null,"trap_note":"Quando a banca desloca um adjunto “com a vírgula que o sucede”, confira duas coisas: a que termo ele passa a se ligar e onde a vírgula vai parar. Vírgula entre verbo e complemento é erro, e basta ela para derrubar a promessa de correção."}},{"id":"9544997f8ff7","number":6,"stem":3,"statement":"Estariam preservadas a correção gramatical e a coerência da organização das ideias do segundo parágrafo caso os dois primeiros períodos fossem unidos em um só, substituindo-se o ponto que segue a palavra “vítima” (primeiro período) por vírgula, desde que feitos os devidos ajustes de maiúscula e minúscula.","answer":"E","source":{"slug":"PC_AL_22_DELEGADO","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Os dois períodos são orações independentes e completas, e o segundo não continua o primeiro: ele o exemplifica, descendo do enunciado geral sobre a idade da vítima para o caso das crianças. Unindo-os por vírgula, sem conectivo algum, obtém-se justaposição de duas declarações autônomas em um período já carregado de vírgulas — construção que a norma não admite e que, além disso, faz “crianças morrem” ser lido como mais um item da enumeração, e não como desdobramento do que se afirmou antes. Correção e hierarquia das ideias caem juntas.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"Estariam preservadas a correção gramatical e a coerência da organização das ideias do segundo parágrafo","corrected_statement":"Não estariam preservadas a correção gramatical e a coerência da organização das ideias do segundo parágrafo caso os dois primeiros períodos fossem unidos em um só, substituindo-se o ponto que segue a palavra “vítima” (primeiro período) por vírgula, desde que feitos os devidos ajustes de maiúscula e minúscula.","concept":"Ponto rebaixado a vírgula entre orações independentes","citation":null,"trap_note":"Rebaixar ponto a vírgula só funciona quando existe conectivo ou quando as orações são breves, paralelas e de mesmo nível. Se o segundo período exemplifica, conclui ou explica o primeiro, a vírgula apaga a hierarquia e o item é errado."}},{"id":"175d7af6a936","number":15,"stem":4,"statement":"A eliminação da vírgula empregada após a palavra “vítimas” (segundo período do segundo parágrafo) alteraria os sentidos originais do texto.","answer":"C","source":{"slug":"TELEBRAS_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"A vírgula é o que torna explicativa a oração “das quais se precisava desesperadamente”: separada, ela comenta o termo anterior sem restringi-lo, e o pronome relativo remete às informações. Sem a vírgula a oração passa a restritiva e cola-se em “as vítimas”, delimitando de quais vítimas se fala — como se algumas fossem necessárias e outras não. Muda o antecedente e muda o recorte, de modo que os sentidos originais de fato se alteram.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Relativa explicativa × restritiva: quem decide é a vírgula","citation":null,"trap_note":"Diante de “que”, “o qual”, “cujo” precedidos de vírgula, a pergunta é sempre a mesma: tirar a vírgula transforma comentário em filtro. Quando a oração restringe um substantivo que já é único ou já está delimitado, a alteração de sentido é certa."}},{"id":"107e2eb4cd46","number":22,"stem":5,"statement":"Em ‘Acolhe-te quando vens e te deixa ir quando partes’, a conjunção ‘e’ poderia ser substituída por ponto e vírgula, sem prejuízo do sentido original e da correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"DPDF_20_ANALISTA","ano":2020},"explanation":{"verdict_reason":"A conjunção “e” não é só pausa: ela marca explicitamente a adição e apresenta as duas orações como metades de uma mesma definição — a justiça acolhe quem vem e deixa ir quem parte. O ponto e vírgula é sinal de pausa forte, que separa unidades dadas como autônomas; trocando o conectivo por ele, a relação aditiva deixa de estar marcada e as orações passam a mera justaposição. Há ainda o problema da colocação: o segmento resultante começaria pelo pronome átono “te” logo depois de pausa forte, o que exigiria reescrever para deixa-te ir, como já ocorre em “Acolhe-te”.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"sem prejuízo do sentido original e da correção gramatical do texto","corrected_statement":"Em ‘Acolhe-te quando vens e te deixa ir quando partes’, a conjunção ‘e’ não poderia ser substituída por ponto e vírgula, sob pena de prejuízo do sentido original e da correção gramatical do texto.","concept":"Conectivo explícito × justaposição por sinal de pontuação","citation":null,"trap_note":"Trocar conjunção por sinal de pontuação nunca é neutro: o sinal separa, a conjunção informa que relação existe entre as partes. Confira também o que fica no início do novo segmento — pronome oblíquo átono depois de pausa forte pede ênclise."}},{"id":"8d6080a0ca85","number":6,"stem":6,"statement":"Se, após “animal” (R.11), o ponto final fosse substituído por ponto de interrogação, tanto a correção gramatical quanto os sentidos do texto seriam preservados, pois a pergunta resultante da substituição teria efeito apenas retórico.","answer":"E","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"O período começa por “Porque”, conjunção que introduz a explicação do que se disse antes sobre o Juca. Transformá-lo em pergunta não produz efeito apenas retórico: a afirmação deixa de justificar e passa a indagar, e a própria grafia teria de mudar, porque em interrogativa direta escreve-se “Por que”, separado e sem acento. A justificativa apresentada não sustenta a troca, e nem o sentido nem a correção se preservam.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"pois a pergunta resultante da substituição teria efeito apenas retórico","corrected_statement":"Se, após “animal” (R.11), o ponto final fosse substituído por ponto de interrogação, a correção gramatical e os sentidos do texto seriam prejudicados, pois a conjunção explicativa “Porque” teria de ser grafada Por que e a afirmação deixaria de justificar o que se disse antes.","concept":"Porque explicativo × Por que interrogativo","citation":null,"trap_note":"Pontuação e grafia andam juntas nos porquês: mudar o ponto final para interrogação obriga a mudar “porque” em “por que”. Sempre que o item propuser transformar afirmação em pergunta, verifique se alguma palavra da frase muda de grafia junto."}}]}