{"subject_id":"3a3cc48d00998153937aee4fd428f155","topico":"Tempos e modos verbais: valores, pretéritos, subjuntivo, correlação de tempos","stems":["Texto CG1A1 Entre as décadas de 1890 e 1930, período caracterizado pelo processo de modernização das grandes cidades, observou-se uma das maiores transformações técnicas nas habitações: a sua articulação aos sistemas de infraestrutura urbana. Com a chegada dos serviços de abastecimento de energia e saneamento no interior da moradia, surgiu a necessidade de espaços e práticas específicas para o funcionamento da nova aparelhagem, o que implicava a reorganização dos ambientes e da vida doméstica. Um dos grandes feitos da tecnologia das canalizações foi concentrar e organizar os fluxos de água pura e servida, antes dispersos pelo espaço da cidade, e estabelecer, assim, maior controle sobre a captação e o descarte da água. Simultaneamente à oferta da infraestrutura sanitária, existia uma série de ações deliberadas para a extinção do uso compartilhado e gratuito da água, como a destruição dos chafarizes, para forçar a conexão das residências às redes urbanas, e a proibição do uso dos rios e córregos para banho, lavagem de roupa ou despejo de dejetos. Além dos riscos que ofereciam à saúde pública, essas práticas, comuns até então, passaram a ser consideradas como expressão do atraso civilizacional das grandes cidades do país, obstáculos em seu processo de modernização. Nesse sentido, o cerceamento de determinadas práticas no espaço público respondia ao enquadramento de ordem do sistema de higiene, pelo qual se promovia a casa como lugar privilegiado do domínio sobre o consumo da água e de eliminação dos dejetos. Trata-se do processo que François Béguin, engenheiro de materiais e ex-líder do Grupo de Energia e Meio Ambiente, na França, denomina de “domesticação da circulação dos fluidos”, em referência ao pioneiro sistema urbano de redes nas cidades industriais inglesas do século XIX. Béguin mostra que, embora não tenham sido desenvolvidos para as habitações residenciais, o aparelhamento técnico e as atividades de captação de água, lavagem de roupa, banhos, despejo de água servida etc. passaram a ter lugar nos espaços domésticos. A configuração arquitetônica foi transformada com a instalação de dispositivos e equipamentos, bem como com a formulação de ambientes especiais, como os banheiros. Julgue os itens seguintes, relativos às ideias do texto CG1A1.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, com base na estruturação linguística do texto CG1A1 e no vocabulário nele empregado.","Texto CG2A1 O termo “soluções baseadas na natureza” foi cunhado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A ideia é ele ser um conceito guarda-chuva: um único termo que consegue abranger uma grande gama de estratégias, técnicas, ações e atividades que envolvem a natureza para resolver problemas sociais, econômicos e ambientais do mundo atual. Quando falamos especificamente de acesso à água, as florestas aparecem como uma das principais soluções baseadas na natureza para dar segurança aos nossos sistemas de abastecimento. Elas podem trazer benefícios para a sociedade ao mesmo tempo que se apresentam como investimentos economicamente viáveis, a ponto de uma série de pesquisas começar a abordar a vegetação nativa como uma forma de infraestrutura — a infraestrutura natural. Chamamos de “Infraestrutura natural” investimentos e intervenções em conservação, manejo e restauração da vegetação nativa e de florestas. Essas ações não substituem investimentos em infraestrutura convencional, mas se complementam, aumentando os benefícios e gerando maior resiliência onde são implantadas. Atualmente, a maior parte dos investimentos em infraestruturas para o abastecimento de água das cidades é feita em infraestruturas convencionais, como reservatórios, represas e estações de tratamento. Essas obras podem ganhar muito se forem planejadas em sintonia com a infraestrutura natural. Em uma paisagem degradada, ou com solo que sofre processos severos de erosão, uma grande carga de sedimentos — terra e sujeira, por exemplo — acaba indo para os rios e reservatórios, o que aumenta os custos de dragagem e acarreta maior uso de produtos químicos no tratamento da água, além de diminuir a vida útil dos reservatórios. Com a restauração de florestas em paisagens degradadas e em áreas prioritárias para o abastecimento de água, como no entorno de reservatórios, as árvores evitam que grande parte dos sedimentos chegue aos cursos d’água, funcionando como barreiras naturais e gerando economia no uso de produtos químicos e nos custos de energia das estações de tratamento. Isso sem contar os benefícios mais amplos, como recuperação do solo, captura de gases de efeito estufa, que ajuda a mitigar as mudanças climáticas, formação de corredores ecológicos para espécies ameaçadas e aumento da resiliência a impactos de eventos climáticos extremos, como secas ou inundações. Dessa forma, a infraestrutura natural é um investimento inteligente do ponto de vista socioeconômico, que traz retornos no longo prazo e produz bons resultados para toda a sociedade. As empresas de saneamento no país todo só têm a ganhar ao investir na restauração florestal. Com base nas ideias veiculadas no texto CG2A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nAcerca dos mecanismos de coesão do texto CG2A1, julgue os próximos itens.","Linguagem Simples é o nome dado no Brasil a um conjunto de técnicas de redação e de design da informação usadas para produzir textos claros para o público-alvo das comunicações oficiais. Quando falamos em “público-alvo”, estamos tratando especificamente da parcela da população a quem a informação se destina. Uma pessoa pode, por exemplo, redigir um texto para um site de câmara municipal com o objetivo de que seja compreendido por cidadãos com ensino médio completo; um folheto sobre malária para uma população ribeirinha de baixa escolaridade; ou, ainda, um estudo legislativo para embasar o trabalho de um deputado. Em qualquer dessas situações, tanto o público como a instituição vão se beneficiar do uso da Linguagem Simples. Embora no Brasil o termo “Linguagem Simples” tenha prevalecido, o mote da técnica não é exatamente “quanto mais simples, melhor”, mas “quanto mais claro, melhor”. Tendo-se em mente que a clareza, e não a simplicidade, é a meta última da técnica, é possível e desejável usá-la até mesmo para redigir um texto técnico para o público especialista em determinado assunto. Em casos como esse, trocar palavras difíceis por outras mais fáceis não será a primeira preocupação. A Linguagem Simples vai muito além da escolha de palavras. A técnica engloba diretrizes relacionadas à arquitetura da informação, à estrutura das frases e ao design, com o objetivo de reduzir o tempo e a dificuldade para o cérebro processar informações. Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","Texto CG2A1 Um dos principais benefícios da comunicação não violenta (CNV) é a promoção da empatia e da compaixão entre as pessoas. Ao reconhecer as necessidades e os sentimentos dos outros, somos capazes de nos colocar em seus lugares e compreender suas perspectivas, o que facilita a resolução de conflitos e a construção de relações mais saudáveis. Como afirma Marshall Bertram Rosenberg, em sua obra Comunicação não violenta, “a CNV nos guia na reformulação do nosso modo de expressão e escuta dos outros, pela concentração em quatro áreas: o que observamos, o que sentimos, do que necessitamos e o que pedimos para nos enriquecer a vida”. A CNV promove uma escuta, um respeito e uma empatia profundos. Algumas pessoas usam a CNV para reagir compassivamente a si mesmas; outras, para estabelecer maior profundidade em suas relações pessoais, e outras, ainda, para gerar relacionamentos eficazes no trabalho ou na política. No mundo inteiro, utiliza-se a CNV para mediar disputas e conflitos em todos os níveis. Particularmente no que se refere à função ministerial, é preciso que se evite o que o autor chama de comunicação alienante da vida, isto é, “os juízos morais, que atribuem erro ou ruindade às pessoas que não agem conforme certos valores”. Com efeito, um órgão acusatório inevitavelmente terá que formular, de modo técnico, imputações acerca da prática de ilícitos (uma denúncia criminal narrará a prática de uma conduta que se amolda a um tipo penal), o que não significa, contudo, que os agentes públicos que integram a instituição estejam autorizados a proferir julgamentos morais. No modelo de um Ministério Público dialógico, ou seja, aquele que efetivamente se abre à interlocução com a sociedade, a CNV é fator que transforma o discurso em prática, pois propicia o diálogo face a face com os mais diferentes e antagônicos setores e, a partir disso, a construção de confiança e o desenvolvimento do compromisso e da compreensão comuns entre os atores envolvidos. De acordo com as ideias veiculadas no texto CG2A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CG2A1.","Texto CB2A1 Existem muitas formas de fazer ciência — na sala de aula, na universidade, em grupos de pesquisa, institutos públicos, em centros privados. Também é possível partir da própria ciência para incentivar outras pessoas na trajetória científica, difundir o conhecimento de pesquisadores, revelar seus achados e descobertas. E pode-se fazer tudo isso junto. Mônica Santos Dahmouche é um bom exemplo disso, como física, professora, divulgadora científica, coordenadora da implantação do Museu Ciência e Vida, incentivadora de feiras, olimpíadas e hackathons de ciência e várias outras frentes, com um olhar especial para a visibilidade feminina nas ciências. “Eu imaginava que faria concurso para uma universidade, teria meu grupo de pesquisa, orientaria alunos. Faço isso hoje, mas de diferentes formas. Jamais tinha pensado em trabalhar em um museu de ciências. Tem sido uma jornada maravilhosa”, conta a professora. Nos últimos anos, Mônica mergulhou em projetos voltados a futuras meninas cientistas e à atuação diversa de mulheres na área. “Desde 2018 me emociona e mobiliza poder mostrar a elas a beleza de fazer ciência, especialmente ciências exatas, mais desiguais em termos de equidade de gênero”, afirma. A iniciativa já se transformou em exposições temáticas no próprio Museu Ciência e Vida e na criação, com amigas também cientistas, de uma rede de mulheres das áreas de ciências, tecnologias, engenharias e matemática (STEM). O grupo já gestou até um livro, Exatas é com elas: tecendo redes no estado do Rio de Janeiro. Seu motivo de orgulho mais recente é o podcast Mulheres da Hora, idealizado por ela e produzido pelo Museu Ciência e Vida e pela Fundação CECIERJ. A produção abrange histórias de mulheres que se destacam em áreas como ciências exatas, engenharia e computação. “O objetivo é mostrar o que se pode fazer em uma carreira de ciência e tecnologia, para além da docência na universidade ou da pesquisa”, afirma. Seja qual for o caminho escolhido, ressalta Mônica, uma formação de excelência é a base para voar. Em relação ao texto CB2A1, aos seus sentidos e às ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, referentes a aspectos linguísticos do texto CB2A1.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Abre-se uma janela do Centro Operário. Será a aula de Dona Palmira em 1920 ou há reunião para discutir os estatutos? Durante toda a minha infância, eles discutiram os estatutos. Eu não podia entender nada, mas havia pontos terrivelmente sérios. Era “Centro Operário de Proteção Mútua” ou “Centro Operário E de Proteção Mútua”? Pela noite afora, ano após ano, um mulato meio velho e magro, de óculos, o dedo em riste, a voz rascante, atacava com extraordinária ferocidade aquele E. Não conseguiu derrubá-lo; os operários talvez se sentissem fracos, sozinhos, precisavam daquele E que os conjugava com outras camadas sociais. Ficou o E, meu pai foi diretor e, quando morreu, teve auxílio no enterro, tudo sem ser operário, tudo graças àquele E. Sem o E eu talvez não tivesse estudado ali, não me sentaria no comprido banco, onde o último da esquerda era o preto Bernardino, e à direita, o rosto lindo de Lélia, com seus cabelos doces e uma covinha quando sorria. Quando não estavam discutindo os estatutos, ou providenciando um enterro de sócio, com a bandeira do Centro em cima do caixão, os operários E todos que queriam proteção mútua estavam dançando; sons de pistom atravessam meu sono infantil; eu achava estranho e ao mesmo tempo alegre e feliz haver baile na mesma sala onde eu tinha aulas. Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Considerando os aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1 O Comentário Geral n.º 15 do Comitê de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (CDESC) da ONU é claro ao apontar para a necessidade de proteger os ecossistemas, em especial o aquático, contra a poluição, pois ter acesso a uma água poluída não representa, de fato, o gozo do direito humano à água. Nessas condições, há risco de comprometimento imediato da saúde individual e coletiva, o que afeta outros direitos humanos, como o direito à saúde e ao bem-estar. Antes disso, a Agenda 21, aprovada na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), em 1992, recomendou que se preservem as funções hidrológicas, biológicas e químicas dos ecossistemas, para que se assegure água com qualidade. Em uma perspectiva menos antropocêntrica e mais ecocêntrica, em 2000, a Declaração da 4.ª Cúpula do P7, composto dos sete países mais pobres do mundo, em seu primeiro princípio, trouxe a ideia de que a água é uma fonte de vida não substituível, a que todos os seres vivos têm direito, e sua conservação seria uma responsabilidade coletiva fundamental. A mesma declaração complementa o raciocínio, defendendo a necessidade de as culturas que defendem a água como um bem comum serem protegidas e reinventadas. E, nesse ponto, a Declaração da 4.ª Cúpula do P7 e o Comentário Geral n.º 15 do CDESC convergem entre si, pois este último se refere à preocupação com o respeito à cultura e o acesso à água, nas formas tradicionais de uso por comunidades antigas e originárias, o que valoriza o componente da independência no conceito de segurança hídrica. O que aqui se chama simplisticamente de independência corresponde na verdade à minimização de uma relação de dependência e sujeição, por meio de mecanismos formais de cooperação, tanto interbacias como intrabacias hidrográficas. O quarto princípio da Declaração da 4.ª Cúpula do P7 afirma que “a água deve contribuir para a solidariedade entre comunidades, países, sociedades, gerações e sexos”. Ao mesmo tempo reconhece que a água doce é distribuída de forma desigual em torno da Terra, e afirma que isso não deve ser utilizado como fator de exercício de poder. Com base nas ideias veiculadas no texto CB1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os próximos itens, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1.","Texto CG1A1 Observando os mineiros trabalharem, você percebe, por um breve instante, como são diferentes os universos habitados por diferentes pessoas. Os subterrâneos onde se escava o carvão são uma espécie de mundo à parte, e é fácil viver toda uma vida sem jamais ouvir falar dele. É provável que a maioria das pessoas até prefira não ouvir falar dele. E, contudo, esse mundo é a contraparte indispensável do nosso mundo da superfície. Praticamente tudo que fazemos, desde tomar um sorvete até atravessar o Atlântico, desde assar um filão de pão até escrever um romance, envolve usar carvão, direta ou indiretamente. Para todas as artes da paz, o carvão é necessário; e, se a guerra irrompe, é ainda mais necessário. Em épocas de revolução, o mineiro precisa continuar trabalhando, do contrário a revolução tem que parar, pois o carvão é essencial tanto para a revolta como para a reação. Seja lá o que for que aconteça na superfície, as pás e picaretas têm que continuar escavando sem trégua — ou fazendo uma pausa de algumas semanas, no máximo. Porém, de modo geral, não temos consciência disso; todos sabemos que “precisamos de carvão”, mas raramente, ou nunca, nos lembramos de tudo o que está envolvido no processo para se obter carvão. Aqui estou eu escrevendo, sentado diante da minha confortável lareira a carvão. De quinze em quinze dias, a carroça de carvão para na porta e uns homens de blusão de couro trazem o carvão para dentro de casa em sacos robustos, cheirando a piche, e o despejam no depósito de carvão embaixo da escada. É só muito raramente, quando faço um esforço mental bem definido, que estabeleço a conexão entre esse carvão e o penoso trabalho realizado lá longe, nas minas. É apenas “carvão”, algo que eu preciso ter, uma coisa escura que chega misteriosamente, vinda de nenhum lugar em especial, como o maná, só que devemos pagar por ele. Seria fácil atravessar de carro todo o norte da Inglaterra sem lembrar, nem uma só vez, que, dezenas de metros abaixo da estrada, os mineiros estão atacando o carvão com suas picaretas. E, contudo, são eles que estão fazendo seu carro andar. O mundo deles lá embaixo, iluminado por suas lâmpadas, é tão necessário para o mundo da superfície, da luz do dia, como a raiz é necessária para a flor. Em relação às ideias do texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens subsequentes, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1.","diretórios, recursos e equipamentos mencionados. São dois pinheiros altos, e atrás deles o mar. Na linha do horizonte, as linhas parecem estar boiando, nessa luz indecisa da manhã de inverno. O homem lança um olhar apressado à paisagem cheia de vento e de sol, e se volta para o interior do apartamento; precisa providenciar as instalações elétricas; um amigo lhe disse uma coisa horrendamente prosaica, a saber: convém trocar o ralo do chuveiro por um desses que se pode fechar, porque assim é evitado o ingresso de baratas. É preciso pensar nisso; e também onde colocar o telefone; e em providenciar o telefone para ser colocado. (...) O colchão não veio? Mas ficaram de mandar trazer no sábado, sem falta. Ali está a cama nua; ali, homem, em breve tu dormirás, amarás, sonharás, morrerás talvez, quem sabe? Assim, dentro do apartamento, só existem problemas; entediado, o homem se volta para a varanda, para o mar. Em alguns minutos, houve um movimento de nuvens e de luz; há manchas verdes, três ou quatro, perto das ilhas que estão mais nítidas; parece que se ergueram um pouco no horizonte. Que planura terrena, que montanha imponente, que paisagem no mundo vale o mar? Não o mar do alto-mar, mas esse mar de costa e ilhas, sempre investindo sobre as pedras e sobre as terras, esse que leva homens e coisas dos homens, que recebe plantas que descem os rios boiando, esse mar humano e vivo, e entretanto batendo aos nossos pés a canção do eterno, chamando para o desconhecido, anunciando ao nosso mundo que este mundo não tem fim. Chega o porteiro, diz algumas coisas sobre calafates e ladrilhos, água e contrato. O homem desce lentamente, vai andando, encontra um amigo na esquina, o amigo pergunta se é verdade que ele agora vai morar ali no bairro, em que apartamento. Ele responde qualquer coisa, diz que é um apartamento pequeno, que ainda está arrumando, que não tem habite-se, mas dentro dele, consigo mesmo, ele pensa apenas: são dois pinheiros grandes e, atrás deles, o mar. considere que todos os programas mencionados estão em Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens seguintes.","Texto CG4A1 Globalmente, as mulheres representam de 8% a 17% da força de trabalho na mineração. O Brasil está na ponta positiva do espectro, com representação média feminina de 17% — ainda que os números sejam mais baixos que os do setor industrial brasileiro em geral, em que esse percentual fica em torno de 25%. Na alta liderança, as mulheres representam 20% dos cargos de chefia e 21% dos conselhos administrativos na mineração. De acordo com uma pesquisa global da McKinsey, além de colocar em prática valores de igualdade e equidade, a diversidade melhora o desempenho operacional. Equipes diversas são mais produtivas, aderindo 11% mais ao cronograma de produção; têm práticas mais seguras, com uma frequência de acidentes 67% menor; e são mais criativas e resilientes. Signatária dos Princípios de Empoderamento da Mulher da ONU, uma mineradora global criou, em 2018, um programa de trainee 100% feminino e, no ano seguinte, realizou seu primeiro processo seletivo exclusivo para mulheres engenheiras, analistas e gestoras. A medida tem impulsionado o índice de participação feminina da empresa, que passou de 13% para 22% entre 2019 e 2022. Há, ainda, um obstáculo anterior, como aponta uma gerente de governança do setor: “A mineração tem muitos cargos em ciências exatas, mas não encontramos muitas universitárias nesses cursos”. De fato, se, por um lado, as brasileiras têm maior grau de escolaridade do que os homens, por outro, elas são minoria nos cursos de STEM (ciências, tecnologia, engenharias e matemática): 10% das universitárias e 28% de homens universitários estão matriculados em graduações nessas áreas. A fim de vencer esse obstáculo, mineradoras globais passaram a oferecer, em parceria com universidades, bolsas de estudos para mulheres nas áreas de engenharia e ciências exatas. Julgue os itens que se seguem, referentes às ideias do texto CG4A1.\n\n\n\nJulgue os itens seguintes, acerca de aspectos linguísticos e do vocabulário empregado no texto CG4A1.","Texto CG2A1 Foi em 1975 que a Organização das Nações Unidas (ONU) começou a celebrar o dia 8 de março como o Dia Internacional das Mulheres, na busca por evidenciar a discussão sobre a importância da igualdade de gênero, do combate à violência e da garantia dos direitos de meninas e mulheres. Mas a celebração tem suas origens no começo do século XX, em manifestações ligadas aos direitos das mulheres trabalhadoras. A data passou a ser definitivamente estabelecida a partir do dia 8 de março de 1917, com a realização de uma manifestação de operárias por pão e paz, na atual cidade de São Petersburgo, na Rússia. Nove anos antes, em 8 de março de 1908, já havia ocorrido um encontro massivo em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América (EUA), em defesa do sufrágio universal, com a presença de um comitê feminino local para apoiar o voto das mulheres. No Brasil, as mulheres só passaram a exercer o direito ao voto em 1932. As casadas, porém, só o puderam fazer em 1934, e até 1962 elas só podiam trabalhar fora se o marido anuísse. Atualmente, a presença das mulheres na educação brasileira é forte. Hoje, as meninas apresentam, inclusive, maior sucesso na trajetória escolar. Entre a população adulta com mais de 25 anos de idade, 49,5% das mulheres e 45% dos homens concluíram o ensino médio, de acordo com dados da PNAD Contínua 2018. No ensino superior, elas compõem 55% das matrículas de graduação. Na docência, esse fato se repete: elas também são maioria. Ainda assim, nem tudo é um mar de rosas. Conforme as mulheres vão progredindo na carreira acadêmica, por exemplo, esse cenário muda. No Brasil, apenas um em cada quatro pesquisadores seniores são mulheres. A maternidade e a desigualdade na divisão das tarefas domésticas são alguns dos fatores que dificultam o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal das mulheres — mas não dos homens. Julgue os itens que se seguem, com base nas ideias veiculadas no texto CG2A1.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CG2A1.","Considerando aspectos linguísticos do texto CB2A1, julgue os itens a seguir.","Texto CG3A1 A crise durou minutos. Fiquei encolhido, trêmulo, com a testa gelada, o corpo retesado, os músculos das costas contraídos e a boca cerrada para não bater os dentes, à espera do calor que as cobertas não traziam. O termômetro marcou 40,2 graus. Os calafrios eram o prenúncio de uma doença que por pouco não me levou desta para outra melhor, como diria minha avó. Tomei um comprimido de dipirona e dormi novamente. Às sete, levantei indisposto, com o corpo moído e as pernas combalidas, para ir a uma reunião na faculdade de medicina. Foi uma luta para não pegar no sono no meio da discussão. No jardim da faculdade, a caminho da rua, achei prudente voltar para casa. Um pouco de repouso me deixaria em condições de ir à penitenciária do estado depois do almoço, para o atendimento aos presos, atividade iniciada nesse presídio após a implosão do Carandiru. Apesar da intenção, não consegui sair. Passei a tarde qual cachorro decrépito, caindo em cima do computador enquanto tentava escrever minha coluna de jornal. Afora a falta de energia, no entanto, nenhum sintoma de gripe, resfriado ou outra enfermidade. À noitinha a febre retornou alta, acompanhada dos mesmos calafrios e de dor nas costas. Tentei fazer o que muitas vezes aconselhei a meus pacientes nessas crises: respirar fundo e relaxar. Não sei onde aprendi recomendação tão inútil para quem não é monge budista nem vive nas montanhas do Tibete. Relaxar, com o corpo tremendo feito vara verde? Na febre alta, as toxinas cravam as garras nos músculos e entorpecem o cérebro. O pensamento fica fragmentado, fugidio, em estado de introspecção. A astenia deixa o corpo avesso aos mínimos esforços. Com base nas ideias veiculadas no texto CG3A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nConsiderando os tempos e modos verbais empregados no texto CG3A1, julgue os itens seguintes.","Texto CB1A1-I A forma peculiar como se processou a independência da América portuguesa teve consequências fundamentais no seu subsequente desenvolvimento. Tendo-se transferido o governo português para o Brasil sob a proteção inglesa e tendo-se operado a independência da colônia sem descontinuidade na chefia do governo, os privilégios econômicos de que se beneficiava a Inglaterra em Portugal passaram automaticamente para o Brasil independente. Com efeito, se bem haja conseguido separar-se de Portugal em 1822, o Brasil necessitou de vários decênios mais para eliminar a tutela que, graças a sólidos acordos internacionais, mantinha sobre ele a Inglaterra. Esses acordos foram firmados em momentos difíceis e constituíam, na tradição das relações luso-inglesas, pagamentos em privilégios econômicos de importantes favores políticos. Os acordos de 1810 foram firmados contra a garantia da Inglaterra de que nenhum governo imposto por Napoleão em Portugal seria reconhecido. Por eles se transferiam para o Brasil todos os privilégios de que gozavam os ingleses em Portugal — inclusive os de extraterritorialidade — e se lhes reconhecia demais uma tarifa preferencial. Tudo indica que, negociando esses acordos, o governo português tinha estritamente em vista a continuidade da casa reinante em Portugal, enquanto os ingleses se preocupavam em firmar-se definitivamente na colônia, cujas perspectivas comerciais eram bem mais promissoras que as de Portugal. Considerando as ideias veiculadas no texto CB1A1-I e as relações de coesão nele estabelecidas, julgue os próximos itens.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.","Texto CG1A1 A defesa das florestas deveria ser objeto de um tratado internacional que reunisse o maior número de Estados, para que elas se tornassem intocáveis. Repito: a sobrevivência da nossa espécie depende da funcionalidade desses ecossistemas. Sem florestas suficientes, não existe chance real de podermos reverter a tendência de crescimento do CO2. O desmatamento deveria ser tratado como um crime contra a humanidade e punido como tal. Porque é disso que se trata. A proteção das florestas e sua manutenção, bem como a obrigação de manter intactos o solo, o ar e a água, deveriam fazer parte das constituições de todos os Estados, não apenas desta nossa Constituição da Nação das Plantas. Deveriam ser ensinadas nas escolas para crianças e adultos, em todos os lugares. Diretores de cinema deveriam fazer filmes, escritores deveriam escrever livros. Todos estão convocados a se mobilizar, e se vocês acham que é exagero e não veem motivo real para se levantar do sofá e defender o meio ambiente e as florestas, saibam que essa é a única emergência global real. A maioria dos problemas que afligem a humanidade hoje, mesmo que aparentemente distantes, está relacionada ao risco ambiental e consiste apenas na ponta de um iceberg, se não tratarmos o tema com a devida firmeza e eficiência. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nAcerca de mecanismos de coesão empregados no texto CG1A1, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1 O racismo estrutural é uma realidade cotidiana no Brasil, e as denúncias de atitudes racistas estão se tornando mais visíveis. Porém, o racismo institucional, que acontece dentro de organizações públicas e privadas em diversos setores, ainda é um conceito pouco familiar para muitas pessoas. Mesmo afetando diretamente milhões de brasileiros, esse tipo de racismo é menos conhecido. O racismo institucional vai além das atitudes individuais e ações isoladas. Ele está enraizado nas políticas, nos procedimentos e nas práticas das organizações. Isso significa que não se trata apenas de como as pessoas se comportam, mas também de como as estruturas e normas podem favorecer ou prejudicar grupos raciais específicos. Essas manifestações de racismo dentro das instituições podem ser observadas em várias áreas, desde a maneira como o pessoal é selecionado e promovido até a distribuição de recursos. Isso pode resultar em desigualdades sistêmicas que afetam grupos pertencentes a minorias raciais, limitando suas oportunidades e o reconhecimento de suas contribuições. Essa dimensão do racismo é frequentemente menos reconhecida do que as formas mais óbvias de preconceito racial, mas seu impacto é duradouro e pode contribuir significativamente para a manutenção de desigualdades com base na raça. O racismo institucional é um conceito-chave para compreender como as estruturas e práticas das organizações podem perpetuar a discriminação racial, mesmo que não haja intenções individuais de discriminar. É um problema complexo que requer atenção, portanto, reconhecer e abordar as maneiras como se manifesta o racismo institucional é fundamental para promover a igualdade racial nos espaços de trabalho. Julgue os itens que se seguem, relativos às ideias veiculadas no texto CB1A1.\n\n\n\nCom relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os itens seguintes.","Um balanço feito pelo Instituto Sou da Paz e pelo INSPER mostrou que, em 2021, o Distrito Federal registrou a menor taxa de homicídios dos últimos 45 anos, mesmo com o aumento da população. Em Alagoas, os indicadores do mesmo crime caíram 14,8%. De acordo com o Segundo Balanço das Políticas de Gestão para Resultados na Segurança Pública, em São Paulo reduziu-se em 49% o roubo de veículos entre 2014 e 2021. O documento evidencia iniciativas estaduais que representam boas práticas na área de segurança pública. Segundo a diretora executiva do Instituto Sou da Paz, a pesquisa encontrou 11 estados com programas de gestão de resultado. O destaque é o Espírito Santo, que tem uma ação mais longeva e consegue manter um programa central que envolve as polícias com resultados importantes na redução dos homicídios. “São programas que, embora não sejam uma panaceia, conseguem contribuir muito para a integração das polícias, dão uma ferramenta para o secretário de segurança coordenar, dão uma visão de longo prazo para a segurança pública nos estados, o que não é algo trivial”, disse a diretora. “O estabelecimento de diretrizes baseadas em evidências é essencial para a promoção de melhorias na segurança pública dos estados brasileiros”, afirmou um professor do Centro de Gestão e Políticas Públicas do INSPER. Ele acrescentou que o balanço apresentado pelo instituto e pelo Sou da Paz buscou analisar o que funciona para a área, quais estados alcançaram sucesso nos últimos anos e como os gestores podem orientar propostas para conseguir os melhores resultados possíveis. Em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1 Em Tratado de medicina legal, Agostinho José de Souza Lima define a perícia médica como toda sindicância promovida por autoridade policial ou judiciária acompanhada de exame e cujos peritos, dada a natureza do exame, são ou devem ser médicos. Disso decorre que o perito médico é a pessoa entendida e experimentada em temas de medicina que, designada pela autoridade competente, deverá esclarecer um fato de natureza médica mais ou menos duradouro. A perícia médico-legal surgiu da necessidade de solução para casos concretos. A princípio, havia apenas alguns vestígios de perícia médica nas legislações primitivas; depois, os indícios da prática ficaram mais evidentes, principalmente na Idade Média, até a atividade definir-se e concretizar-se na Renascença, com a sua instituição oficial no Código Carolino, em 1532. A perícia médico-legal já era tarefa do Estado desde o tempo dos egípcios, conforme consta dos papiros da época. Embora a medicina egípcia estivesse impregnada de magia e divindade, e empregasse, na cura das doenças, os encantamentos, os amuletos e o exorcismo, alguns historiadores veem indícios de perícia no Antigo Egito. Os sacerdotes médicos verificavam, por exemplo, se a morte fora violenta ou natural; a prática do embalsamento exigia a mesma verificação. As leis de Menés, o mais antigo faraó da história, mandavam adiar o castigo das mulheres grávidas, excluindo-as das penas aflitivas, o que implicava a intervenção do perito para o diagnóstico da gravidez. O Código de Hamurabi, uma compilação de leis sumerianas, previa penas severas para os casos de erro médico, o que subtendia a prova do erro. A legislação hebraica, superior às precedentes — porque exigia duas testemunhas para a condenação do suspeito, a responsabilidade das testemunhas e do juiz, a garantia dos tribunais, a publicidade dos debates, a igualdade perante a lei e a ausência de meios de tortura —, mostrava o sentimento de justiça unido à rigidez do dogma religioso. Segundo essa legislação, os conhecimentos médicos deveriam ser aplicados pelo sacerdote, que também exercia a função de médico. Julgue os itens que se seguem, com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1.\n\n\n\nA respeito da estrutura linguística e do vocabulário empregados no texto CG1A1, julgue os próximos itens.","De acordo com o Plano das Nações Unidas sobre Discursos de Ódio, a prática do discurso de ódio se caracteriza como um tipo de comunicação falada, escrita ou comportamental que ataca ou utiliza linguagem pejorativa ou discriminatória em referência a uma pessoa ou grupo, com base em fatores de identidade, como religião, etnia, gênero, entre outros. Diferentemente da desinformação (prática não intencional de compartilhamento de informações imprecisas), ou da distribuição intencional de informações falsas com o intuito de provocar dano, o discurso de ódio se expressa de forma violenta contra grupos delimitados. O discurso de ódio online pode ser reproduzido em diferentes formatos, mas geralmente contém características típicas do meio digital, como o anonimato do(a) autor(a), o alcance expandido do ataque, a instantaneidade da mensagem e a formação de comunidades em torno do discurso. Considerando aspectos linguísticos do texto precedente e as ideias nele veiculadas, julgue os itens que se seguem.","Recordou-se do que lhe sucedera anos atrás, antes da seca, longe. Num dia de apuro recorrera ao porco magro que não queria engordar no chiqueiro e estava reservado às despesas do Natal: matara-o antes do tempo e fora vendê-lo na cidade. Mas o cobrador da prefeitura chegara com o recibo e atrapalhara-o. Fabiano fingira-se desentendido: não compreendia nada, era bruto. Como o outro lhe explicasse que, para vender o porco, devia pagar imposto, tentara convencê-lo de que ali não havia porco, havia quartos de porco, pedaços de carne. O agente se aborrecera, insultara-o, e Fabiano se encolhera. Bem, bem, Deus o livrasse de história com o governo. Julgava que podia dispor de seus troços. Não entendia de imposto. — Um bruto, está percebendo? Supunha que o cevado era dele. Agora se a prefeitura tinha uma parte, estava acabado. Pois ia voltar para casa e comer a carne. Podia comer a carne? Podia ou não podia? O funcionário batera o pé agastado e Fabiano se desculpara, o chapéu de couro na mão, o espinhaço curvo: — Quem foi que disse que eu ia brigar? O melhor é a gente acabar com isso. Despedira-se, metera a carne no saco e fora vendê-la noutra rua, escondido. Mas, atracado pelo cobrador, gemera no imposto e na multa. Daquele dia em diante não criara mais porcos. Era perigoso criá-los. A respeito dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os seguintes itens.","Notícias falsas costumam ser definidas como notícias, estórias, boatos, fofocas ou rumores que são deliberadamente criados para ludibriar ou fornecer informações enganadoras. Elas visam influenciar as crenças das pessoas, manipulá-las politicamente ou causar confusões em prol de interesses escusos. Muitos comentadores têm chamado a atenção para o fato de que a falsidade das notícias não é um fenômeno inteiramente novo, pois já existia no tempo dos gregos, e, mais recentemente, desde que o tema entrou em pauta, não têm faltado artigos sobre o histórico das notícias falsas ao longo do tempo. De fato, se a expressão significar a criação de informação falsa movida pelo propósito de enganar, o conceito está longe de ser novo. Basta pensar na longa história dos tabloides, das fofocas acerca da vida das celebridades, das táticas de estilo das revistas para fisgar seu público. Sabe-se também como as estratégias de sedução e persuasão das revistas sempre funcionaram. Em quaisquer dos casos, são mensagens de forte apelo visual cujas chamadas são tão inacreditáveis que se tornam irresistíveis. Considerando os sentidos do texto precedente e seus aspectos linguísticos, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1-II A palavra ficção nos remete a histórias inventadas (total ou parcialmente). Pode ser uma fantasia, que envolva monstros, heróis ou fantasmas, pode ser uma ficção científica, que envolva tecnologias que vão muito além daquelas que existem hoje, e também pode ser um romance comum, totalmente realista, mas com enredo, personagens ou ambientes inventados. Dessa forma, uma matéria jornalística jamais poderia ser considerada ficcional, já que um dos pilares do jornalismo é a busca pela verdade e a publicização das informações com precisão e veracidade. Um jornal que noticiasse ficções estaria ferindo um de seus princípios mais fundamentais. Apesar de essa definição de ficção ser bem popular, os críticos e teóricos de cinema franceses Jacques Aumont e Michel Marie afirmam que a ficção é uma forma de discurso que faz referência a personagens ou a ações que só existem na imaginação daquele que a escreve ou lê. Segundo eles, a ficção não é uma mentira, mas um simulacro da realidade, uma das possíveis maneiras de se representar o real. Assim, podemos dizer que todo relato é uma tentativa de representar a realidade por meio de palavras. Um relato de um acontecimento não é o próprio acontecimento em si. Os fatos ficam no passado, depois que acontecem. Qualquer tentativa de retomá-los no presente, por meio de uma história, será uma representação, será uma construção da mente de uma pessoa. Logo, será uma ficção. Julgue os itens a seguir com base nas ideias apresentadas no texto CB1A1-II.\n\n\n\nA respeito dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens que se seguem.","Julgue os itens que se seguem, referentes a aspectos linguísticos do texto CG1A1.","Retardei o passo. A tarde estava brilhante, mas o calor era o do inferno, os transeuntes a desfilarem pela fornalha com uma expressão de condenados, os rostos lustrosos, o olhar pesado. Um homem de terno branco esbarrou em mim. Caiu-lhe a pasta. Resmungou enquanto se inclinava para apanhá-la. A culpa fora minha e por isso pensei em voltar-me para pedir-lhe desculpas, mas prossegui preguiçosamente pela rua afora. Para que desculpas? Fazia calor e era cansativo ser amável num calor assim. A vontade queria o ócio. O corpo queria nudez. Voltei a cara para o céu ardente. Havia poucas nuvens, mas a tempestade já conspirava no ar. Melhor escolher um outro dia, não? Afinal, tio Samuel não me esperava mesmo, talvez fosse até aborrecê-lo com a minha presença, os loucos estranham às vezes a invasão nos seus mundos. Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens subsecutivos.","Fábula de um arquiteto A arquitetura como construir portas, de abrir; ou como construir o aberto; construir, não como ilhar e prender, nem construir como fechar secretos; construir portas abertas, em portas; casas exclusivamente portas e teto. O arquiteto: o que abre para o homem (tudo se sanearia desde casas abertas) portas por-onde, jamais portas-contra; por onde, livres: ar luz razão certa. Até que, tantos livres o amedrontando, renegou dar a viver no claro e aberto. Onde vãos de abrir, ele foi amurando opacos de fechar; onde vidro, concreto; até fechar o homem: na capela útero, com confortos de matriz, outra vez feto. Considerando o texto e a imagem da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, obra de Oscar Niemayer, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1 Muitas regiões do mundo, inclusive o Brasil, estão vivendo o chamado “paradoxo verde”, expressão cunhada pelo economista alemão Hans-Werner Sinn (2008) para se referir a como políticas climáticas mais restritivas podem exercer pressão crescente sobre os preços de energia e ter efeitos indesejáveis, como incentivar a antecipação da extração e produção de combustíveis fósseis, acelerando, portanto, as mudanças climáticas. Um aspecto crucial é a necessidade de acordos internacionais que mantenham de maneira eficaz e justa grandes quantidades remanescentes de combustíveis fósseis no solo. O estudo recente de Welsby, publicado na revista Nature em 2021, mostra que a produção existente de carvão, petróleo e gás deve ser descontinuada. Mesmo quando governos não controlam diretamente a produção, suas leis, políticas e acordos podem definir, em grande medida, quanto é extraído e produzido. O BOGA (Beyond Oil and Gas Alliance) é um exemplo recente de acordo internacional que pode redefinir o futuro do setor de petróleo e gás (O&G – oil and gas). Emissões evitadas hoje tornam menos arriscada a necessidade de medidas drásticas, ainda não suficientemente desenvolvidas, como projetos de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS) e de tecnologias de emissões negativas (NET), comumente citados em anúncios de empresas do setor de O&G. Ademais, quanto mais cedo sofrermos os impactos das mudanças climáticas, mais cedo e por mais tempo teremos impactos físicos que levam a danos sociais e econômicos. Nesse sentido, emissões evitadas hoje valem mais do que emissões evitadas no futuro; mais do que metas de emissão zero em 2050, são necessárias ações imediatas nos próximos anos, para reduzir rapidamente as emissões de gases do efeito estufa. No futuro, grandes nomes da indústria de O&G podem ser conhecidos como aqueles que negligenciaram a ciência e não enfrentaram o desafio da emergência climática quando ainda tinham tempo. Por outro lado, podem aproveitar a já estreita janela de oportunidade para liderar uma nova economia cada vez mais eficiente, interconectada e limpa. Considerando as ideias veiculadas pelo texto CB1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAcerca do emprego dos tempos e modos verbais no texto CB1A1, julgue os itens seguintes.","Acerca de aspectos linguísticos do texto CG1A1, julgue os seguintes itens.","Texto CB1A1 Enquanto Singapura e Dublin lançaram suas réplicas digitais usando aprendizado de máquina para prever eventos e tendências futuras, países inteiros ainda não garantiram água potável e eletricidade para seus habitantes. Como a arquitetura reflete as sociedades, a acentuada desigualdade social em que vivemos continuará sendo refletida na arquitetura que construímos: algumas obras totalmente projetadas por inteligência artificial (IA), outras criadas manualmente e com modelos físicos em um escritório de arquitetura boutique, e a grande maioria sendo feita no local com papel e lápis, sem a intervenção direta de arquitetos. Talvez todos esses cenários coexistam na mesma cidade. O escritor Benjamin Labatut declarou: “se a inteligência artificial fosse capaz de pensar, teria pontos cegos; se conseguisse ser criativa, teria limites, pois limites são frutíferos; se fosse capaz de imitar nossa capacidade de raciocínio, talvez precisasse do (ou desenvolvesse o) nosso talento para a loucura. E se lhe faltasse compreensão, se não se importasse com a beleza e o horror que pode criar, então seria imprudente nos colocarmos em suas mãos.”. O futuro da arquitetura está na interseção entre inovação tecnológica e intenção humana. Em última instância, a agência humana — sociedade civil, políticos e partes interessadas — exerce uma influência significativa. O curso da história não está escrito em pedra, mas é moldado pelas decisões tomadas hoje, especialmente se a IA afeta nossos bolsos. A arquitetura, então, torna-se o resultado de decisões coletivas, em que os avanços da IA se cruzam com as aspirações e os valores da sociedade. É dentro desse jogo de interações que a evolução e o impacto da arquitetura encontram sua ressonância e seu significado. Com base nos sentidos e nas ideias expressos no texto CB1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação aos aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os próximos itens.","A vida em sociedade trouxe para os seres humanos um aprendizado extremamente importante: não se poderiam resolver todas as questões pela força, era preciso usar a palavra para persuadir os outros a fazer alguma coisa. Por isso, o aparecimento da argumentação está ligado à vida em sociedade e, principalmente, ao surgimento das primeiras democracias. Todo discurso tem uma dimensão argumentativa. Alguns se apresentam como explicitamente argumentativos (por exemplo, o discurso político, o discurso publicitário), enquanto outros não se apresentam como tal (por exemplo, o discurso didático, o discurso romanesco, o discurso lírico). No entanto, todos são argumentativos: de um lado, porque o modo de funcionamento real do discurso é o dialogismo; de outro, porque sempre o enunciador pretende que suas posições sejam acolhidas, que ele mesmo seja aceito, que o enunciatário faça dele uma boa imagem. Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1-I Os pais pediram que o menino fosse dormir cedo para que pudesse acordar à hora da passagem do ano. A julgar pela insistência da recomendação, o ano não passaria se ele não se deitasse. O que seria, francamente, um problemão — e para o mundo todo. Se o ano não virasse, tudo o que estava para acontecer a partir da meia-noite bruscamente ficaria retido nas malas, nos pacotes, na escuridão. Por respeito à humanidade, o garoto acatou. Quer dizer, mais ou menos — ficaria na cama de olhos fechados, igual quando brincava de morto, mas dormir mesmo não dormiria. Só estando acordado seria possível devassar de vez o mistério da passagem do ano. Os adultos mentem muito, sabia. Até mesmo sua mãe, que lhe pede não mentir nunca, inventava histórias quando ele perguntava “como era a cara do ano velho e do ano novo”. Sempre lhe respondiam, com sorrisos enigmáticos que não esclarecem nada, que tudo dependia da sua maneira de olhar. Mas olhar o quê? O ano velho indo embora tal qual um balão, “subindo, perdendo gás, perdendo gás, até acabar muito chocho”? Ou a chegada do novo, que descia de paraquedas na praça General Osório, trazendo uma mochila munida de “talco, escova de dentes e pombas”, para soltar em sinal de paz e alegria? Pouca coisa fazia sentido naquela cabeça de menino. Confinado em seu quarto, correu para a janela depois do beijo materno de boa noite e ali ficou, vigia do réveillon. Era preciso guardar o céu, pois com certeza “o ano passa no ar”. Mas o que faria, então, tanta gente na rua, tanto carro buzinando, sem ninguém olhando para cima? Já estavam, decerto, acostumados. “É ruim, ficar acostumado: não se vê mais nada, as coisas vão se apagando”, concluiu a criança da crônica de Drummond. Ninguém ia perceber a passagem do ano. Desiludido, o menino pegou no sono e acordou no chão, apavorado com o estrondo da virada. Foi correndo para a sala, onde os adultos, falando um pouco arrastado, tinham perdido o jeito comum, o jeito diurno. “Ele passou?”, quis saber. Carinhosa, a mãe levou-o de volta para o quarto, encostou o rosto em seu rosto e rogou-lhe que dormisse outra vez. O ano passara sem que ele o visse. Bem que sua mãe tinha alertado: só dependia da maneira de olhar... e ele não acertara com a maneira. Julgue os itens que se seguem, a respeito das ideias e estruturas linguísticas do texto CB1A1-I.\n\n\n\nConsiderando os aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-II Em 23/3/2023, o presidente da PETROBRAS, Jean Paul Prates, afirmou à imprensa que a companhia não deve praticar o preço de paridade internacional (PPI). “Se lá fora o preço do petróleo diminuiu, entendo que diminuiu também em termos de insumos para as refinarias, logo isso tem de refletir no preço para o consumidor final. Não é necessário que o preço do combustível esteja amarrado ao preço do importador, que é o nosso principal concorrente. Ao contrário. Paridade de importação não é preço que a companhia deve praticar.” Prates disse que, em sua gestão como presidente da estatal, não haverá o “dogma do preço de paridade internacional (PPI)”, abrindo espaço para a negociação de preços que levem em consideração o cenário econômico nacional. Instituída em 2016, a política do PPI prevê que a PETROBRAS alinhe os valores que cobra das distribuidoras pelo combustível ao que é cobrado pelas importadoras que trazem o petróleo refinado em forma de diesel e gasolina para o Brasil. Questionado se haverá redução no preço da gasolina, Jean Paul Prates disse que as equipes estão avaliando o mercado sobre possíveis oscilações no preço do combustível. “A gente está avaliando a referência internacional e o mercado brasileiro. Essa é a nossa política agora. O mercado nacional é composto pelo que é produzido aqui com o produto importado. Sempre que a gente puder ter o preço mais barato para vender para o nosso cliente, para o nosso consumidor brasileiro, a gente vai fazer isso”, concluiu. O presidente da companhia também garantiu que a venda dos ativos do Polo Bahia Terra, em negociação entre a PETROBRAS e um consórcio formado por PetroReconcavo e Eneva, está sendo reavaliada sob uma nova ótica e que nada está decidido. Segundo ele, “o que está assinado será cumprido; o que não está assinado será revisto”. Em relação às ideias do texto CB1A1-II, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1 Em 1947, o físico brasileiro César Lattes causou grande impacto nos meios científicos internacionais e conquistou reconhecimento com sua descoberta que elucidou alguns problemas pendentes de solução no campo da radiação cósmica e confirmou a teoria do físico japonês Hideki Yukawa sobre a existência de uma partícula supostamente responsável pela ligação entre prótons e nêutrons nos núcleos atômicos. Esse último aspecto foi bastante para dar um relevo todo especial à descoberta, enriquecendo seu significado com a possibilidade de novas aberturas no controle das forças nucleares, tão cobiçado depois das explosões atômicas. Toda a imprensa mundial e brasileira aclamou a descoberta, e a ciência brasileira saiu do porão para a sala de visitas. No ano seguinte, Lattes voltou a causar impacto após conseguir a produção artificial daquela partícula em um acelerador do tipo circular, em Berkeley, nos Estados Unidos da América. E em 1949, a física no Brasil começou a se institucionalizar com a criação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Junto com ela, a ciência, em geral, também organizava sua entidade representativa, com o surgimento da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) naquele mesmo ano. Foi nesse caldo cultural que o almirante Álvaro Alberto ganhou mais argumentos para persuadir o governo brasileiro. Segundo seus depoimentos reproduzidos na coletânea 50 anos do CNPq contados pelos presidentes, organizada por Shozo Motoyama, em maio de 1949, após a leitura de relatórios sobre a questão atômica, o presidente Dutra enviou ao Congresso Nacional um anteprojeto para criação do Conselho Nacional de Pesquisas, já prevendo seu papel na política nuclear. Depois de uma longa tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, nascia o CNPq, com o almirante como seu primeiro presidente. Considerando as ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CG1A1, julgue os itens subsecutivos.","Texto CB1A1-I À medida que o homem cria, recria e decide, vão se formando as épocas históricas. E é também criando, recriando e decidindo como deve participar nessas épocas. É por isso que obtém melhor resultado toda vez que, integrando-se no espírito delas, se apropria de seus temas e reconhece suas tarefas concretas. Ponha-se ênfase, desde já, na necessidade permanente de uma atitude crítica, a única com a qual o homem poderá apreender os temas e tarefas de sua época para ir se integrando nela. Uma época, por outro lado, realiza-se na proporção em que seus temas forem captados e suas tarefas, resolvidas. E se supera na medida em que os temas e as tarefas não correspondem a novas ansiedades emergentes. Uma época da história apresentará uma série de aspirações, de desejos, de valores, em busca de sua realização. Formas de ser, de comportar-se, atitudes mais ou menos generalizadas, das quais somente os visionários que se antecipam têm dúvidas e frente às quais sugerem novas fórmulas. A passagem de uma época para outra caracteriza-se por fortes contradições que se aprofundam, dia a dia, entre valores emergentes em busca de afirmações, de realizações, e valores do ontem em busca de preservação. Quando isso ocorre, verifica-se o que chamamos transição. Observa-se um aspecto fortemente dramático que vai atingir as mudanças de que se nutre a sociedade. Porque é dramático, é fortemente desafiador. E a transição se torna então um tempo de opções. Nutrindo-se de mudanças, a transição é mais que as mudanças. Implica realmente a marcha que faz a sociedade na procura de novos temas, de novas tarefas ou, mais precisamente, de sua objetivação. As mudanças se produzem numa mesma unidade de tempo, sem afetá-la profundamente. É que se verificam dentro do jogo normal, resultante da própria busca de plenitude que fazem estes temas. Quando, por fim, estes temas começam a esvaziar e a perder sua significação, emergindo novos temas, a sociedade começa a passar para outra época. Nestas fases, mais do que nunca, se faz indispensável a integração. Mais do que nunca se faz indispensável o desenvolvimento de uma mente crítica, com a qual o homem possa se defender dos perigos dos irracionalismos, encaminhamentos distorcidos da emoção, característica dessas fases de transição. Com relação às ideias e à tipologia do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Considerando aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-II Em 23/3/2023, o presidente da PETROBRAS, Jean Paul Prates, afirmou à imprensa que a companhia não deve praticar o preço de paridade internacional (PPI). “Se lá fora o preço do petróleo diminuiu, entendo que diminuiu também em termos de insumos para as refinarias, logo isso tem de refletir no preço para o consumidor final. Não é necessário que o preço do combustível esteja amarrado ao preço do importador, que é o nosso principal concorrente. Ao contrário. Paridade de importação não é preço que a companhia deve praticar.” Prates disse que, em sua gestão como presidente da estatal, não haverá o “dogma do preço de paridade internacional (PPI)”, abrindo espaço para a negociação de preços que levem em consideração o cenário econômico nacional. Instituída em 2016, a política do PPI prevê que a PETROBRAS alinhe os valores que cobra das distribuidoras pelo combustível ao que é cobrado pelas importadoras que trazem o petróleo refinado em forma de diesel e gasolina para o Brasil. Questionado se haverá redução no preço da gasolina, Jean Paul Prates disse que as equipes estão avaliando o mercado sobre possíveis oscilações no preço do combustível. “A gente está avaliando a referência internacional e o mercado brasileiro. Essa é a nossa política agora. O mercado nacional é composto pelo que é produzido aqui com o produto importado. Sempre que a gente puder ter o preço mais barato para vender para o nosso cliente, para o nosso consumidor brasileiro, a gente vai fazer isso”, concluiu. O presidente da companhia também garantiu que a venda dos ativos do Polo Bahia Terra, em negociação entre a PETROBRAS e um consórcio formado por PetroReconcavo e Eneva, está sendo reavaliada sob uma nova ótica e que nada está decidido. Segundo ele, “o que está assinado será cumprido; o que não está assinado será revisto”. Em relação às ideias do texto CB1A1-II, julgue os próximos itens.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1-I Em 721, um concílio romano presidido pelo papa Gregório II proibiu o casamento com uma commater, isto é, a madrinha de um filho, ou a mãe de um filho de quem se fosse padrinho. Isso levou o papado a se alinhar com a legislação promulgada, algumas décadas antes, em Bizâncio. A adoção marcadamente rápida desses princípios sugere que o clero franco já sustentava concepções similares. Isso é ilustrado por um caso curioso contado por um clérigo franco anônimo, em 727. Ele censurava a maneira traiçoeira pela qual a infame concubina Fredegunda havia conseguido se tornar a esposa legal do rei Quilpérico. Durante uma longa ausência do rei, ela persuadira sua rival, a rainha Audovera, a tornar-se madrinha da própria filha recém-nascida. Assim, a ingênua Audovera foi subitamente transformada na commater de seu próprio marido, impossibilitando qualquer relação conjugal posterior e deixando o caminho livre para Fredegunda. Essa artimanha mostra que, poucos anos após o concílio romano de 721, o autor anônimo e seu público estavam bem familiarizados com os impedimentos derivados do parentesco espiritual. Não fosse o caso, seria impossível acusar Fredegunda de seu ardiloso truque. As cartas do missionário Bonifácio conferem testemunho adicional a esse fato. Em 735, ele perguntou ao bispo escocês Pethlem se era permitido que alguém se casasse com uma viúva que era mãe de seu afilhado. “Todos os padres da Gália e na terra dos francos afirmavam que isso era um pecado grave”, escreveu ele. Soava-lhe estranho, já que ele nunca ouvira falar nisso antes. A questão devia preocupá-lo porque, no mesmo ano, escreveu a respeito para dois outros clérigos anglo-saxões. Evidentemente, o missionário até então não estava familiarizado com esse impedimento ao casamento, embora o clero continental, a quem ele se dirigia, considerasse a questão muito grave. Considerando os sentidos e as ideias do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, acerca dos mecanismos de coesão do texto CG1A1-I.","Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque — a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras — e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos. No que se refere às ideias e a aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1-I É uma falácia comum supor que mudanças graduais, pequenas, só podem engendrar resultados graduais, incrementais. Mas esse é um raciocínio linear, que parece ser nosso modo padrão de pensar a respeito do mundo. Isso pode decorrer do simples fato de que a maior parte dos fenômenos perceptíveis para os seres humanos, em escalas de tempo e de magnitude habituais e dentro do escopo limitado de nossos sentidos, tende a seguir direções lineares — duas pedras parecem duas vezes mais pesadas que uma; é necessária uma quantidade de comida três vezes maior para alimentar um número três vezes maior de pessoas, e assim por diante. No entanto, fora da esfera das ocupações humanas práticas, a natureza está cheia de fenômenos não lineares. Processos de extrema complexidade podem emergir de regras ou partes enganosamente simples, e pequenas mudanças num fator subjacente a um sistema complexo podem engendrar mudanças radicais e qualitativas em outros fatores que dele dependem. Pense neste exemplo muito simples: imagine que você tenha um bloco de gelo na sua frente e esteja aquecendo-o pouco a pouco. Na maior parte do tempo, o aquecimento por um grau a mais não causa nenhum efeito interessante: a única coisa que você tem e que não tinha um minuto atrás é um bloco de gelo ligeiramente menos gelado. Mas, então, chega-se a 0 °C e, assim que essa temperatura crítica é atingida, você vê uma mudança abrupta, espetacular. A estrutura cristalina do gelo desagrega-se, e, de repente, as moléculas de água começam a escorregar e a fluir livremente umas em torno das outras. Sua água congelada torna-se líquida, graças a um grau crítico de energia térmica. Nesse ponto-chave, mudanças incrementais cessaram de ter efeitos incrementais e precipitaram uma súbita mudança qualitativa chamada transição de fase. No que se refere aos sentidos do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue os itens subsecutivos.","Texto CB2A1-I A astrônoma Jocelyn Bell Burnell disse sobre Ron Drever: “Ele realmente curtia ser tão engenhoso”. Ela tinha ido da Irlanda do Norte para Glasgow para estudar física e Drever foi arbitrariamente designado para ser seu supervisor. Ele contava ao grupo de seus poucos orientandos as ideias mais interessantes que surgiam em sua mente, inclusive as que levaram ao experimento de Hughes-Drever (embora ela não tivesse se dado conta de que ele o realizara no quintal da propriedade rural de sua família), mas nenhuma que os ajudasse a passar nos exames. Após a frustração inicial, ao ver que ele não ia ajudá-la em seu dever de casa de física de estado sólido, ela acabou admirando seu profundo entendimento de física fundamental e seu notável talento como pesquisador. Drever, por sua vez, seria influenciado pelas iminentes e vitais descobertas de sua ex-aluna de graduação. A respeito de Bell Burnell, disse: “Ela também era obviamente melhor do que a maioria deles… então cheguei a conhecê-la muito bem”. Drever escreveu uma carta de recomendação para apoiar o pedido de emprego dela à principal instalação de radioastronomia na Inglaterra, em meados da década de 60, Jodrell Bank. Mas, ele continua, “não a admitiram, e a história conta que foi porque era mulher. Mas isso não é oficial, você sabe. Ela ficou muito desapontada”. Drever acrescenta, esperando que se reconheça a obviedade daquele absurdo: “Sua segunda opção era ir para Cambridge. Vê como são as coisas?”. Ele considerou isso uma reviravolta muito feliz. “Então ela foi para Cambridge e descobriu pulsares. Vê como são as coisas?”, ele diz, rindo. De acordo com os sentidos veiculados no texto CB2A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1-I Na Índia do século XX, Gandhi usou a roca de fiar para valorizar as práticas e os costumes tradicionais como instrumentos de inclusão social do seu povo, ao proporcionar-lhe realizar um ofício de forma sustentável. Esse uso faz que a roca seja considerada a primeira “tecnologia apropriada” do mundo. No Brasil, o movimento da “tecnologia apropriada” é conhecido como “tecnologia social”. Tecnologia social é entendida como um conjunto de técnicas e metodologias transformadoras, desenvolvidas e(ou) aplicadas na interação com a população e apropriadas por ela, que representam soluções para a inclusão social e para a melhoria das condições de vida. O conceito de tecnologia social remete a uma proposta inovadora de desenvolvimento, considerando uma abordagem ativista de participação coletiva no processo de implantação, organização e desenvolvimento, aliando saber popular, cooperação social e conhecimento técnico-científico. Ela tem como base a disseminação de soluções para problemas voltados a demandas de renda, trabalho, educação, conhecimento, cultura, alimentação, saúde, habitação, recursos hídricos, saneamento básico, energia, ambiente, igualdade de raça e gênero, por exemplo, sendo importante, essencialmente, que essas soluções sejam efetivas, reaplicáveis e que promovam a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida das populações em situação de vulnerabilidade social. Por fim, o conceito de tecnologia social (TS) estabelece quatro dimensões: 1) conhecimento, ciência, tecnologia; 2) participação, cidadania e democracia; 3) educação; 4) relevância social. A respeito das ideias do texto CG1A1-I e de suas características estruturais, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nNo que se refere aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto CG1A1-I, julgue os itens que se seguem.","Ora, graças a Deus, lá se foi mais um. Um ano, quero dizer. Menos um na conta, mais uma prestação paga. E tem quem fique melancólico. Tem quem deteste ver à porta a cara do mascate em cada primeiro do mês, cobrando o vencido. Quando compram fiado, têm a sensação de que o homem deu de presente, e se esquecem das prestações, que serão, cada uma, uma facada. Nem se lembram dessa outra prestação que se paga a toda hora, tabela Price insaciável comendo juros de vida, todo dia um pouquinho mais; um cabelo que fica branco, mais um milímetro de pele que enruga, uma camada infinitesimal acrescentada à artéria que endurece, um pouco mais de fadiga no coração, que também é carne e se cansa com aquele bater sem folga. E o olho que enxerga menos, e o dente que caria e trata de abrir lugar primeiro para o pivô, depois para a dentadura completa. O engraçado é que muito poucos reconhecem isso. Convencem-se de que a morte chega de repente, que não houve desgaste preparatório, e nos apanha em plena flor da juventude, ou em plena frutificação da maturidade; se imaginam uma rosa que foi colhida em plena beleza desabrochada. Mas a rosa, se a não apanha o jardineiro, que será ela no dia seguinte, após o mormaço do sol e a friagem do sereno? A hora da colheita não interessa ― de qualquer modo, o destino dela era murchar, perder as pétalas, secar, sumir-se. A gente, porém, não pode pensar muito nessas coisas. Tem que pensar em alegrias, sugestionar-se, sugestionar os outros. Vamos dar festas, vamos aguardar o ano novo com esperanças e risadas e beijos congratulatórios. Desejar uns aos outros saúde, riqueza e venturas. Fazer de conta que não se sabe; sim, como se a gente nem desconfiasse. Tudo que nos espera: dentro do corpo o que vai sangrar, doer, inflamar, envelhecer. As cólicas de fígado, as dores de cabeça, as azias, os reumatismos, as gripes com febre, quem sabe o tifo, o atropelamento. Tudo escondido, esperando. Sem falar nos que vão ficar tuberculosos, nas mulheres que vão fazer cesariana. Os que vão perder o emprego, os que se verão doidos com as dívidas, os que hão de esperar nas filas ― que seremos quase todos. E os que, não morrendo, hão de ver a morte lhes entrando de casa adentro, carregando o filho, pai, amor, amizade. As missas de sétimo dia, as cartas de rompimento, os bilhetes de despedida. E até guerra, quem sabe? Desgostos, desgostos de toda espécie. Qual de nós passa um dia, dois dias, sem um desgosto? Quanto mais um ano! Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1-I A teoria das causas cerebrais dos transtornos mentais passou gradualmente a ironizar tudo o que se relacionava com a forma de vida do sujeito, compreendida como unidade entre linguagem, desejo e trabalho. As narrativas de sofrimento da comunidade ou dos familiares com quem se vive, a própria versão do paciente, o seu “lugar de fala” diante do transtorno, tornaram-se epifenômenos, acidentes que não alteram a rota do que devemos fazer: correção educacional de pensamentos distorcidos e medicação exata. Quarenta anos depois, acordamos em meio a uma crise global de saúde mental, com elevação de índices de suicídio, medicalização massiva receitada por não psiquiatras e insuficiência de recursos para enfrentar o problema. Esse é o custo de desprezar a cultura como instância geradora de mediações de linguagem necessárias para que enfrentemos o sofrimento antes que ele evolua para a formação de sintomas. Esse é o desserviço dos que imaginam que teatro, literatura, cinema e dança são apenas entretenimento acessório — como se a ampliação e a diversidade de nossa experiência cultural não fossem essenciais para desenvolver capacidade de escuta e habilidades protetivas em saúde mental. Como se eles não nos ensinassem como sofrer e, reciprocamente, como tratar o sofrimento no contexto coletivo e individual do cuidado de si. Acerca das ideias do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os próximos itens, relativos aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","Texto CG1A1-II Muito se tem pesquisado sobre os impactos positivos da educação, que valeram inclusive um prêmio Nobel de economia a James Heckman, em 2000, por ele ter evidenciado, em um estudo longitudinal, as inegáveis vantagens de pré-escolas de qualidade para a obtenção futura de emprego e salários e para a redução de encarceramento. Mas uma nova pesquisa, feita aqui no Brasil, sobre uma política pública de visível efeito na aprendizagem, o ensino médio integral, um programa realizado por Pernambuco ao longo de 16 anos, trouxe evidências que também transcendem a educação. O estudo, feito por pesquisadores da USP e do INSPER, mostrou que, com o aumento da carga horária e um currículo que incorpora ideias de Antonio Carlos Gomes da Costa, que concebeu a proposta para a escola piloto, o Ginásio Pernambucano, no qual há tempo para se trabalhar o projeto de vida do aluno e o protagonismo juvenil, reduz-se em 50% a taxa de homicídio de homens jovens. Não se trata do primeiro estudo sobre os efeitos da escola em tempo integral. Outros analisaram salários dos formados e empregabilidade de mulheres, mas a melhora nos índices de criminalidade foi capturada apenas nessa interessante pesquisa. Visitei muitas escolas de ensino médio em Pernambuco, em áreas de grande vulnerabilidade. O resultado de uma política que se construiu ao longo de anos, tendo passado por diferentes governos e se fortalecido, é visível não só pelas melhores condições de trabalho dos professores, com dedicação exclusiva a uma única escola, como também pelo clima escolar. Não é por acaso que tantos estados, com governadores de partidos diferentes, têm-se inspirado no exemplo pernambucano, como Paraíba, Ceará, Maranhão e Goiás. O país pode aprender com nações com bons sistemas educacionais, nenhum deles com quatro horas de aula por dia, e, ainda, com o que dá certo por aqui. Considerando os sentidos e as propriedades linguísticas do texto CG1A1-II, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens subsequentes, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1-II.","Texto CB1A1-II A palavra “corrupção” tem origem nas palavras latinas corruptio e corrumpere, que indicam algo que foi corrompido, deturpado. Por ela ser um termo polissêmico, entendemos que a sua história conceitual é incerta. É usual o tratamento da corrupção sob uma perspectiva moralista, como algo resultante da falta de caráter dos indivíduos. Contudo, tal abordagem não apresenta validade científica, já que moral é um atributo individual, dotado de subjetividade e culturalmente circunscrito. A manifestação de práticas corruptas pode-se dar em ambientes públicos ou privados, a partir de numerosos tipos de ação e em variada magnitude. Em todos os casos, a corrupção sempre se materializa a partir de trocas entre os agentes. Em relação a quem participa da troca corrupta, em situações nas quais há participação de agentes públicos, distinguem-se três tipos de corrupção: a grande corrupção, a corrupção burocrática (a pequena corrupção) e a corrupção legislativa. A primeira normalmente se refere a atos da elite política que cria políticas econômicas que a beneficiem. A segunda tem a ver com atos da burocracia em relação aos superiores hierárquicos ou ao público. A terceira se relaciona à compra de votos dos legisladores. Nas três formas, encontramos algum tipo de pagamento. Isso nos leva a concluir que a corrupção tem uma natureza essencialmente econômica: ela é uma troca socialmente indesejada. Com isso, queremos dizer que, apesar de não se configurar necessariamente como ilegal em todos os seus tipos, ela se configura como um jogo de soma zero entre a sociedade e os participantes do ato corrupto. Com base nas ideias do texto CB1A1-II, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens subsequentes.","É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome? “Posso ajudá-lo, cavalheiro?” “Pode. Eu quero um daqueles, daqueles...” “Pois não?” “Um... como é mesmo o nome?” “Sim?” “Pomba! Um... um... Que cabeça a minha! A palavra me escapou por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima.” “Sim, senhor.” “O senhor vai dar risada quando souber.” “Sim, senhor.” “Olha, é pontuda, certo?” “O quê, cavalheiro?” “Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta; a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?” “Infelizmente, cavalheiro...” “Ora, você sabe do que eu estou falando.” “Estou me esforçando, mas...” “Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?” “Se o senhor diz, cavalheiro.” Acerca das ideias, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração padrão e que não há restrições de Seja como for, está claro que a distinção entre o que seria natural e o que seria cultural não faz o menor sentido para os aborígenes australianos. Afinal de contas, no mundo deles, tudo é natural e cultural ao mesmo tempo. Para que se possa falar de natureza, é preciso que o homem tome distância do meio ambiente no qual está mergulhado, é preciso que se sinta exterior e superior ao mundo que o cerca. Ao se extrair do mundo por meio de um movimento de recuo, ele poderá perceber este mundo como um todo. Pensando bem, entender o mundo como um todo, como um conjunto coerente, diferente de nós mesmos e de nossos semelhantes, é uma ideia muito esquisita. Como diz o grande poeta português Fernando Pessoa, vemos claramente que há montanhas, vales, planícies, florestas, árvores, flores e mato, vemos claramente que há riachos e pedras, mas não vemos que há um todo ao qual isso tudo pertence, afinal só conhecemos o mundo por suas partes, jamais como um todo. Mas, a partir do momento em que nos habituamos a representar a natureza como um todo, ela se torna, por assim dizer, um grande relógio, do qual podemos desmontar o mecanismo e cujas peças e engrenagem podemos aperfeiçoar. Na realidade, essa imagem começou a ganhar corpo relativamente tarde, a partir do século XVII, na Europa. Esse movimento, além de tardio na história da humanidade, só se produziu uma única vez. Para retomar uma fórmula muito conhecida de Descartes, o homem se fez então “mestre e senhor da natureza”. Resultou daí um extraordinário desenvolvimento das ciências e das técnicas, mas também a exploração desenfreada de uma natureza composta, a partir de então, de objetos sem ligação com os humanos: plantas, animais, terras, águas e rochas convertidos em meros recursos que podemos usar e dos quais podemos tirar proveito. Naquela altura, a natureza havia perdido sua alma e nada mais nos impedia de vê-la unicamente como fonte de riqueza. No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, bem como às ideias nele expressas, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1-I Na ótica da saúde pública, pode-se conceituar a política de redução de danos como um conjunto de estratégias que visam minimizar os danos causados pelo uso de diferentes drogas, sem necessariamente exigir a abstinência de seu uso. Vale dizer, enquanto não for possível ou desejável a abstinência, outros agravos à saúde podem ser evitados, como, por exemplo, as doenças infectocontagiosas transmissíveis por via sanguínea, tais quais as hepatites e HIV/AIDS. Na concepção da política de redução de danos, tem-se como pressuposto o fator histórico-cultural do uso de psicotrópicos — uma vez que o uso dessas substâncias é parte indissociável da própria história da humanidade, a pretensão de um mundo livre de drogas não passa de uma quimera. Dentro dessa perspectiva, contemplam-se ações voltadas para as drogas lícitas e ilícitas, e suas intervenções não são de natureza estritamente públicas, delas participando, também, organizações não governamentais e necessariamente, com especial ênfase, o próprio cidadão que usa drogas. Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1-I Não é preciso temer as máquinas, à maneira do Exterminador do futuro, para se preocupar com a sobrevivência da democracia em um mundo dominado pela inteligência artificial (IA). No fim das contas, a democracia sempre teve como alicerces os pressupostos de que nosso conhecimento do mundo é imperfeito e incompleto; de que não há resposta definitiva para grande parte das questões políticas; e de que é sobretudo por meio da deliberação e do debate que expressamos nossa aprovação e nosso descontentamento. Em certo sentido, o sistema democrático tem se mostrado capaz de aproveitar nossas imperfeições da melhor maneira: uma vez que de fato não sabemos tudo, e tampouco podemos testar empiricamente todas as nossas suposições teóricas, estabelecemos certa margem de manobra democrática, uma folga política, em nossas instituições, a fim de evitar sermos arrastados pelos vínculos do fanatismo e do perfeccionismo. Agora, novas melhorias na IA, viabilizadas por operações massivas de coleta de dados, aperfeiçoadas ao máximo por grupos digitais, contribuíram para a retomada de uma velha corrente positivista do pensamento político. Extremamente tecnocrata em seu âmago, essa corrente sustenta que a democracia talvez tenha tido sua época, mas que hoje, com tantos dados à nossa disposição, afinal estamos prestes a automatizar e simplificar muitas daquelas imperfeições que teriam sido — deliberadamente — incorporadas ao sistema político. Dessa forma, podemos delegar cada vez mais tarefas a algoritmos que, avaliando os resultados de tarefas anteriores e quaisquer alterações nas predileções individuais e nas curvas de indiferença, se reajustariam e revisariam suas regras de funcionamento. Alguns intelectuais proeminentes do Vale do Silício até exaltam o surgimento de uma “regulação algorítmica”, celebrando-a como uma alternativa poderosa à aparentemente ineficaz regulação normal. Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nCom relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.","Texto CB1A1-I Em 2015, pesquisadores argentinos anunciaram a descoberta dos fósseis da maior criatura da Terra. Eles estimaram que o dinossauro tivesse 40 metros de comprimento e 20 metros de altura (quando esticava o pescoço). Com 77 toneladas, teria sido tão pesado quanto 14 elefantes africanos e teria tido sete toneladas a mais do que o recordista anterior, o argentinossauro, também localizado na Patagônia. Um mês após o anúncio dos argentinos, paleontólogos brasileiros apresentaram um fóssil resgatado em Presidente Prudente (SP), que afirmaram ser do maior dinossauro do país. O Austroposeidon magnificus, como o chamaram, tinha 25 metros de comprimento e viveu há 70 milhões de anos, segundo os estudiosos. E o Planalto Central abrigou gigantes como esses? Embora escavações nunca tenham sido feitas no Distrito Federal e no Entorno até então, especialistas detectaram indícios de esqueletos de animais extintos e de instrumentos usados por homens das cavernas na região. O ser humano não conviveu com os dinossauros em nenhuma parte do mundo. Os dinossauros foram extintos há milhões de anos, antes do surgimento da humanidade. Mas o primeiro registro da presença humana no Planalto Central coincide com a fase de extinção dos primeiros animais que habitaram a região, bichos grandes e ferozes, como o tigre-dentes-de-sabre. Os homens da caverna também tinham a companhia de outros animais enormes, como o megatério, uma espécie de preguiça, e o gliptodonte, um tatu gigante de até um metro de altura. Por uma faixa de terra onde hoje é a América Central, animais do norte chegaram ao sul. Entre eles, o mastodonte, os cães-urso e os ancestrais dos cavalos, todos antigos moradores do cerrado. Apesar da longa coexistência, não há nenhuma evidência confiável de que o homem tenha caçado os animais gigantes de forma sistemática no território nacional ou mesmo na América do Sul, ao contrário do que ocorreu na América do Norte, onde mamutes e mastodontes eram presas constantes das populações humanas. O desaparecimento da megafauna no território nacional provavelmente não teve relação direta com a chegada do ser humano, como algumas hipóteses para essa extinção sugerem. Os pesquisadores Mark Hubbe e Alex Hubbe acreditam que a extinção dos animais tenha sido desencadeada por uma mudança climática. Na teoria deles, as espécies da megafauna teriam se extinguido gradualmente a partir da última grande glaciação, no fim do período chamado Pleistoceno (há aproximadamente 12 mil anos). Os maiores não teriam vivido além de dez mil anos atrás, e os menores teriam avançado um pouco além da nova era, até quatro mil anos atrás. Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nCom relação aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens que se seguem.","A atividade política, para os antigos, estava associada à prática das virtudes e à busca por uma ordem moral duradoura. A corrupção, por sua vez, era identificada com vícios como a ambição, a ganância pelo poder, a covardia etc., ou seja, tudo aquilo que causa caos social, desordem e violência. Essa noção de corrupção associada ao desvirtuamento e à falta de cuidado com o bem comum atravessaria a Idade Média e chegaria até o início da modernidade com os teóricos políticos do Renascimento. Contudo, com a ampliação das relações comerciais decorrentes das grandes navegações, o crescimento urbano, o advento da indústria, a ascensão da burguesia como classe política — por meio de revoluções como a inglesa (1640-1668) e a francesa (1789-1799) —, o sistema político começou a ser pensado de forma diferente. A concepção antiga das virtudes como guias da política não funcionava mais na modernidade. Era necessária uma concepção de política que levasse em conta os interesses individuais e as ambições, que faziam parte do mundo moderno. Mas como fazer isso sem deixar que tais interesses e ambições degenerassem o sistema político? Montesquieu foi quem ofereceu o melhor modelo, que, em grande parte, ainda se faz presente até hoje nos regimes democráticos. Segundo Montesquieu, para que os interesses pessoais dos governantes não triunfassem sobre o bem público e para que o corpo político não se corrompesse, seriam necessárias as leis positivas, isto é, um conjunto de medidas jurídicas que se ajustassem à realidade dos interesses de determinada sociedade e impusesse controle sobre ela, sendo capaz de intermediar os homens e suas necessidades. Esse modelo foi seguido pelas democracias liberais do século XIX. No entanto, desde a transição do século XIX para o século XXI, o mundo ficou cada vez mais integrado, tanto econômica quanto politicamente, sobretudo após as guerras mundiais. Essa integração, apesar de ter trazido inúmeros benefícios, também trouxe grandes dificuldades. Julgue os itens que se seguem, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto anterior.","Muitos meses atrás, a pandemia era encarada com outros olhos. À ideia de que a quarentena duraria quarenta dias, ou ao fato de os peixes terem voltado a nadar nos canais de Veneza, somava-se uma preocupação com a autoimagem: havia quem brincava, em grupos de redes sociais, por exemplo, que estava engordando, porque a única “distração” em casa era comer. Mas essa ideia, além de reforçar um discurso gordofóbico, ignora que muita gente não tinha nem um prato de arroz e feijão disponível. O relatório Efeitos da pandemia na alimentação e na situação da segurança alimentar no Brasil, publicado em abril deste ano, demonstra que houve uma redução geral da disponibilidade de alimentos nos domicílios em situação de insegurança alimentar, inclusive dos considerados não saudáveis. Há alguns meses, estamos ouvindo especialistas e conversando com trabalhadores para entender o que sobra no prato das famílias em situação de vulnerabilidade social em tempos de covid-19. Um grupo de pesquisadores da Freie Universität Berlin (FU Berlin) trouxe a resposta que não queríamos ter: o consumo de alimentos saudáveis diminuiu em 85% nos domicílios em situação de insegurança alimentar durante a pandemia. A maior redução encontrada pelo estudo foi das carnes, em 44% dos domicílios, seguida de frutas (40,8%), queijos (40,4%) e hortaliças e legumes (36,8%). De acordo com a pesquisa, os ovos podem ter sido substitutos da carne, com o maior aumento entre os alimentos da categoria, em quase 19%. Os autores da pesquisa destacam que, no período entre agosto e dezembro de 2020, quase 60% dos domicílios entrevistados estavam em algum nível de insegurança alimentar — isto é, quando a qualidade dos alimentos é inadequada ou a oferta é insuficiente. Desses, 15% estavam em situação de insegurança alimentar grave. Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","Muito tem sido escrito e debatido sobre a afirmativa de que a “Internet é terra de ninguém”. Tal afirmativa não é de hoje, mas ainda alimenta uma sensação de impunidade ou de falsa responsabilidade do que é postado ou compartilhado na Internet e pelas redes sociais. A expressão fakes news, em particular, representa um estrangeirismo que mascara diversos crimes cometidos contra a honra, como injúria, calúnia e difamação. Sob um olhar semântico, dizer “compartilhei fake news de alguém” não carrega qualquer sentimento de culpa, ou se carrega, ela é mínima. Agora, dizer “cometi um crime contra honra” já traz outras implicações, não só de ordem jurídica, mas também de grande responsabilidade pessoal. No que se refere às ideias, aos sentidos e às construções linguísticas do texto precedente, assim como a sua tipologia, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A2-I O uso da palavra está, necessariamente, ligado à questão da eficácia. Visando a uma multidão indistinta, a um grupo definido ou a um auditório privilegiado, o discurso procura sempre produzir um impacto sobre seu público. Esforça-se, frequentemente, para fazê-lo aderir a uma tese: ele tem, então, uma visada argumentativa. Mas o discurso também pode, mais modestamente, procurar modificar a orientação dos modos de ver e de sentir: nesse caso, ele tem uma dimensão argumentativa. Como o uso da palavra se dota do poder de influenciar seu auditório? Por quais meios verbais, por quais estratégias programadas ou espontâneas ele assegura a sua força? Essas questões, das quais se percebe facilmente a importância na prática social, estão no centro de uma disciplina cujas raízes remontam à Antiguidade: a retórica. Para os antigos, a retórica era uma teoria da fala eficaz e também uma aprendizagem ao longo da qual os homens da cidade se iniciavam na arte de persuadir. Com o passar do tempo, entretanto, ela tornou-se, progressivamente, uma arte do bem dizer, reduzindo-se a um arsenal de figuras. Voltada para os ornamentos do discurso, a retórica chegou a se esquecer de sua vocação primeira: imprimir ao verbo a capacidade de provocar a convicção. É a esse objetivo que retornam, atualmente, as reflexões que se desenvolvem na era da democracia e da comunicação. Julgue os itens a seguir, com base nas ideias do texto CB1A2-I.\n\n\n\nJulgue os itens subsequentes, relativos aos aspectos linguísticos do texto CB1A2-I.","As tecnologias de contar e escrever histórias não seguiram um caminho linear. A própria escrita foi inventada pelo menos duas vezes, primeiro na Mesopotâmia e depois nas Américas. Os sacerdotes indianos se recusavam a escrever as histórias sagradas por medo de perder o controle sobre elas. Professores carismáticos (como Sócrates) se recusaram a escrever. Algumas invenções posteriores foram adotadas somente de forma seletiva, como quando os eruditos árabes usaram o papel chinês, mas não demonstraram nenhum interesse por outra invenção chinesa, a impressão. As invenções relacionadas à escrita tinham muitas vezes efeitos colaterais inesperados. Preservar textos antigos significava manter vivas artificialmente as línguas. Desde então, passou-se a estudar línguas mortas e alguns textos acabaram sendo declarados sagrados. Julgue os itens seguintes, relativos à tipologia, aos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente.","Espinosa atravessou lentamente a rua, olhar no chão, mãos nos bolsos, em direção à praça. O sol ainda brilhava forte na tarde de primavera. Procurou um banco vazio, de frente para o porto, tendo às costas o velho prédio do jornal A Noite. À sombra de um grande fícus, deixou as ideias surgirem anarquicamente. Poucas pessoas considerariam a praça Mauá um lugar adequado à reflexão, exceto ele e os mendigos. No começo era visto com desconfiança, mas aos poucos eles foram se acostumando a sua presença. Nunca frequentou a praça à noite, respeitava a metamorfose produzida pelos frequentadores do Scandinavia Night Club ou da Boite Florida. Enquanto prestava minuciosa atenção ao movimento dos guindastes no porto, deixou o pensamento emaranhar-se livremente em sua própria trama. Formara, havia tempos, a ideia de que momentos de solidão eram propícios à reflexão. Sentado naquele banco, acabara por concluir que isso não se aplicava a si próprio. A forma mais comum como transcorria sua vida mental era a de um fluxo semienlouquecido de imagens acompanhado de diálogos inteiramente fantásticos. Não se julgava capaz de uma reflexão puramente racional, o que, para um policial, era no mínimo embaraçoso. No que concerne aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens que se seguem.","Em O processo, a antevisão do inferno em que se transformaria a burocracia moderna, das culpas imputadas, da tortura anônima e da morte que caracterizam os regimes totalitários do século vinte já é um lugar-comum. O trucidamento (literal) de que K. tornou-se um ícone do homicídio político. “A colônia penal” de Kafka transformou-se em realidade pouco depois de sua morte, quando também os temas da aniquilação e dos “vermes”, de sua Metamorfose, adquiriram macabra realidade. A realização concreta de suas premonições, com pormenores de clarividência, está indissociavelmente relacionada às suas fantasias aparentemente desvairadas. Haveria algum sentido em pensar que, de alguma forma, as previsões claramente formuladas na ficção de Kafka, em O processo principalmente, teriam contribuído para que de fato ocorressem? Seria possível que uma profecia articulada de maneira tão impiedosa tivesse outro destino que não a sua realização? As três irmãs de K. e sua Milena morreram em campos de concentração. O judeu da Europa Central que Kafka ironizou e celebrou foi extinto de maneira abominável. Em termos espirituais, existe a possibilidade de Franz Kafka ter sentido seus dons proféticos como uma visitação de culpa, de que a capacidade de antever o tivesse exposto demais às suas emoções. K. torna-se o cúmplice, perplexo, porém quase impaciente, do crime perpetrado contra ele. Coexistem, em todos os suicídios, a apologia e a aquiescência. Como diz o sacerdote, em triste zombaria (seria mesmo zombaria?): “A justiça nada quer de ti. Acolhe-te quando vens e te deixa ir quando partes”. Essa formulação está muito próxima de ser uma definição da vida humana, da liberdade de ser culpado, que é a liberdade concedida ao homem expulso do Paraíso. Quem, senão Kafka, teria sido capaz de dizer isso em tão poucas palavras? Ou se saber condenado por ter sido capaz de fazê-lo? Acerca dos sentidos, das ideias e dos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens a seguir.","Antropólogo, sociólogo, educador, escritor e político brasileiro, a personalidade multifacetada de Darcy Ribeiro torna longa a lista de “fazimentos”, como ele próprio gostava de chamar suas realizações. Graduou-se em ciências sociais, em 1946, na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Suas primeiras experiências profissionais foram no Serviço de Proteção aos Índios (SPI). Em 1956, Darcy organizou e passou a dirigir o Museu do Índio, sediado no Rio de Janeiro. Em 1957, conheceu Anísio Teixeira e passou a ter contato com o universo da educação. Foi coordenador do Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais, vinculado ao INEP. “Juscelino Kubitschek pediu a Anísio para criar o sistema educacional do Distrito Federal e implementar uma universidade em Brasília”, destaca Murilo Camargo, lembrando que o projeto iniciado em 1962 foi interrompido em 1964, com a ascensão do regime militar, e passou por muitas mudanças de configuração, sobretudo com a reforma universitária de 1968. Com o regime militar, o educador foi exilado para o Uruguai. Em Montevidéu, ajudou na reorganização da Universidade da República do Uruguai e de instituições públicas do continente americano, além da Universidade de Argel, na Argélia. De volta ao Brasil, em 1976, passou a se dedicar à educação pública. Vice-governador de Leonel Brizola, no governo do Rio de Janeiro, implantou os Centros Integrados de Ensino Público (CIEP), projeto pedagógico inspirado nas concepções de Anísio Teixeira e que garantia assistência em tempo integral aos estudantes, com atividades recreativas e culturais para além do ensino formal. Ao longo da vida, o antropólogo escreveu obras sobre etnologia, antropologia, educação, além de romances. Em 1992, Darcy Ribeiro foi eleito para a cadeira n.º 11 da Academia Brasileira de Letras, que ocupou até sua morte, em fevereiro de 1997. Com referência às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1-I um sujeito discrimina ou exclui outro, a partir de concepções equivocadas, oriundas de hábitos, costumes, sentimentos ou a pessoa e o ato que ela executa. Isso quer dizer que, se houver uma ideia favorável de uma pessoa, tudo o que ela fizer ou errado, falso ou impreciso. Inversamente, se houver uma ideia desfavorável sobre alguém, tudo o que essa pessoa disser ou comporte corretamente. A ideia favorável ou desfavorável sobre a pessoa vem caso do comportamento preconceituoso, o julgamento sobre a pessoa ou seus atos. O preconceito, portanto, pode ser positivo características consideradas positivas da pessoa se estendem para seus atos, ou vice-versa, mesmo quando não são corretos. sociedade (ou pelo menos não provoca reações). O que incomoda é o preconceito negativo, acompanhado de reação Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens subsequentes.\n\n\n\nJulgue os próximos itens, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.","Quando se fala em palhaço, duas imagens costumam vir logo à cabeça. Palhaço, infelizmente, é aquele de quem muitos têm medo. Ele pega alguém da plateia para ridicularizar, faz grosserias, piadas inconvenientes. Crianças têm medo de palhaços. Filmes de terror exploram impiedosamente nossas fantasias infantis sobre tal figura. Esses palhaços malvados existem em nosso imaginário e, felizmente, são a minoria na realidade. Neste exato instante em que você lê estas palavras, milhares de palhaços em todo o mundo estão em hospitais, campos de batalha, campos de refugiados, escutando pessoas, relacionando-se verdadeiramente com elas, buscando, por meio do afeto e do humor, amenizar a dor daqueles que estão passando por situações trágicas e delicadas. Dessa imagem inferimos por que a comédia é uma espécie de tratamento para a tragédia. Um tratamento que não nega nem destitui a existência do pior, mas que faz com ele uma espécie de inversão de sentido. Assim, introduzimos que o horizonte do que o palhaço escuta é a tragédia da vida, a sua realidade mais extensa de miséria e impotência, de pequenez e arrogância, de pobreza e desencontro, que se mostra como uma repetição insensata sempre. O palhaço é um realista, mas não um pessimista. Ele mostra a realidade exagerando as deformações que criamos sobre ela. Primeira lição a tirar disso para a arte da escuta: escutar o outro é escutar o que realmente ele diz, e não o que a gente ou ele mesmo gostaria de ouvir. Escutar o que realmente alguém sente ou expressa, e não o que seria mais agradável, adequado ou confortável sentir. Escutar o que realmente está sendo dito e pensado, e não o que nós ou ele deveríamos pensar e dizer. Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","O papel fundante da memória dos mortos para o desenvolvimento da cultura teve algo de acidental, pois o mecanismo poderoso de propagação dos hábitos, das ideias e dos comportamentos dos ancestrais foi o afeto. A lembrança de quem partiu, bem visível nos chimpanzés, que se enlutam quando perdem um ente querido, tornou-se uma marca indelével de nossa espécie. Isso não aconteceu sem contradições, é claro. Com o amor pelos mortos surgiu também o medo deles. Do Egito a Papua-Nova Guiné, em distintos momentos e lugares, floresceram rituais para neutralizar, apaziguar e satisfazer aos espíritos desencarnados. Na Inglaterra medieval, temiam-se tanto os mortos que cadáveres eram mutilados e queimados para se garantir sua permanência nas covas. Entre os Yanomami, a queima dos pertences é uma parte essencial dos rituais fúnebres. A Igreja Católica até hoje considera que os restos mortais dos santos são valiosas relíquias religiosas. A propagação dos memes de entidades espirituais foi, portanto, impulsionada pelos afetos positivos e negativos em relação aos mortos. Foi a memória das técnicas e dos conhecimentos carregados pelos avós e pais falecidos que transformou esse processo em algo adaptativo, um verdadeiro círculo virtuoso simbólico. Não é exagero dizer que o motor essencial da nossa explosão cultural foi a saudade dos mortos. A crença na autoridade divina para orientar decisões humanas levou a um acúmulo acelerado de conhecimentos empíricos sobre o mundo, sob a forma de preceitos, mitos, dogmas, rituais e práticas. Ainda que apoiada em coincidências e superstições de todo tipo, essa crença foi o embrião de nossa racionalidade. Causas e efeitos foram sendo aprendidos pela corroboração ou não da eficácia dos símbolos religiosos. A respeito das ideias, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Julgue os seguintes itens, considerando os aspectos textuais e gramaticais do cartaz precedente veiculado pelo Ministério Público Federal, no âmbito do projeto Amazônia Protege.","Texto CB1A1AAA sensíveis, dessas a que tudo lhes toca e tange. Se a gente lhe perguntasse: “Como vais, Juca?”, ao que qualquer pessoa não era assim tão simples. Primeiro fazia uma cara de indecisão, depois um sorriso triste contrabalançado por um consciência era cortado pela voz do interlocutor, que começava a falar chãmente em outras coisas, que, aliás, o Juca não estava egoístas, mais coriáceas, mais impenetráveis do reino animal. Pois, meus amigos, da última vez que vi o Juca, o impasse Estavam-lhe ministrando a extrema-unção. E, quando o sacerdote lhe fez a tremenda pergunta, chamando-o pelo na sua face devastada pela erosão da morte, a Dúvida começava a redesenhar, reanimando-a, aqueles seus trejeitos e foi “sim” nem “não”; seria acaso um “talvez”, se o padre não fosse tão compreensivo. Ou apressado. Despachou-o num E eu imagino o Juca a indagar, até hoje: — Mas o senhor acha mesmo, sargento Gabriel, que Com relação às estruturas linguísticas e aos sentidos do texto CB1A1AAA, julgue os itens a seguir.","A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1AAA qualquer coisa muito interessante sobre ácido desoxirribonucleico. Ou quando acho uma carta que fale sobre desoxirribonucleico, uma carta que termine com “Muito amor, papai”. Francis Crick descobriu o desenho do DNA e escreveu Estrutura, foi o que ele falou. Antes de despedir-se ainda disse: “Quando chegar em casa, vou te mostrar o modelo”. Não guarde o resto do dinheiro para seus caramelos e, quando chegar, eu mostro a você o mecanismo copiador básico a partir Não sou de choro fácil, mas um composto orgânico cujas moléculas contêm as instruções genéticas que coordenam me comove. Cromossomas me animam, ribossomas me espantam. A divisão celular não me deixa dormir, e olha que eu passarem os aviões, mas isso nunca acontece de madrugada — a noite se guarda toda para o infinito silêncio. uma carabina, mas não sei se vem ao caso. Nenhuma palavra quer ferir outras palavras: nem desoxirribonucleico, nem sinônimos, veja só, ácido desoxirribonucleico e DNA são exatamente a mesma coisa, e os do resto das palavras você os canhões. Que coisa mais linda esse ácido despenteado, caramba. Olhei com mais atenção o desenho da estrutura e Julgue os itens a seguir, com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA, no qual a autora Matilde Campilho aborda a descoberta, em 1953, da estrutura da molécula do DNA, correalizada pelos cientistas James Watson e Francis Crick.","Texto CB1A1BBB Com relação aos sentidos do texto CB1A1BBB, em que aparecem as personagens Mafalda (presente apenas no primeiro quadrinho) e Susanita, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nA respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB1A1BBB, julgue os próximos itens.","Texto para os itens de 7 a 11 vários problemas. Grande parte dos médicos e da população acreditava que a doença se transmitia pelo contato com roupas, acreditava em uma nova teoria: o transmissor da febre amarela era um mosquito. Assim, suspendeu as desinfecções, método sanitárias com brigadas que percorreram casas, jardins, quintais e ruas, para eliminar focos de insetos. Sua atuação provocou Em 1904, a oposição a Oswaldo Cruz atingiu seu ápice. Com o recrudescimento dos surtos de varíola, o população. Os jornais lançaram uma campanha contra a medida. O congresso protestou e foi organizada a Liga Contra rebelião popular e, no dia 14, a Escola Militar da Praia Vermelha se levantou. O governo derrotou a rebelião, mas Oswaldo Cruz acabou vencendo a batalha. Em 1907, a febre amarela estava erradicada do Rio de Janeiro. Em 1908, vacinação. O Brasil finalmente reconhecia o valor do sanitarista. Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto, julgue os itens que se seguem.","No que se refere aos aspectos linguísticos do texto, julgue os próximos itens."],"questions":[{"id":"e52bb9269674","number":6,"stem":0,"statement":"A correção gramatical e a coerência do texto seriam mantidas caso o trecho “passaram a ser consideradas” (terceiro período do segundo parágrafo) fosse substituído por foram consideradas.","answer":"C","source":{"slug":"CAU_MG_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Passaram a ser consideradas e foram consideradas estão ambas no pretérito perfeito e na voz passiva; o que a perífrase acrescenta é o aspecto incoativo, o início de um novo estado. Perde-se essa nuance, mas nada na estrutura do período depende dela: regência, concordância e encadeamento com o parágrafo permanecem. O item promete correção e coerência, e é isso que se mantém.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Perífrase incoativa passar a + infinitivo","citation":null,"trap_note":"Aspecto (começar a, passar a, continuar a, acabar de) é a primeira coisa que se perde numa troca, e essa perda atinge o sentido, não a correção. Por isso a mesma troca é certa quando o item promete correção e errada quando promete sentido."}},{"id":"5d25bcb71110","number":6,"stem":1,"statement":"Seriam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto caso a forma verbal “consegue” (último período do primeiro parágrafo) fosse substituída por “consiga”.","answer":"C","source":{"slug":"CAU_MG_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Consegue está em oração adjetiva cujo antecedente é um conceito em definição: um único termo que consegue abranger uma grande gama. Relativa desse tipo admite o subjuntivo, que passa a apresentar a abrangência como propriedade pretendida em vez de constatada. Nenhuma regra é violada e o parágrafo continua encadeado — e o item promete apenas correção e coerência.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Relativa: indicativo constata, subjuntivo potencializa","citation":null,"trap_note":"Na oração adjetiva os dois modos são gramaticais; muda apenas se o traço é dado como real ou como pretendido. Por isso a troca tende a ser aceita quando o item promete só correção e coerência, e recusada quando promete também os sentidos."}},{"id":"a512fdcb61ce","number":9,"stem":2,"statement":"Visto que, no primeiro período do terceiro parágrafo, a locução verbal “tenha prevalecido” corresponde ao tempo pretérito, conclui-se que o verbo da oração principal do período está empregado no presente histórico, em obediência ao paralelismo temporal.","answer":"E","source":{"slug":"CD_25_NS","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Tenha prevalecido é pretérito perfeito composto do subjuntivo, exigido pela concessiva embora. O verbo da principal está no presente do indicativo com valor atemporal — enuncia o que a técnica é —, e isso não é presente histórico, que é o presente usado para narrar fato passado. Além disso, concessiva não impõe paralelismo de tempos: impõe subjuntivo na subordinada.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"o verbo da oração principal do período está empregado no presente histórico","corrected_statement":"Visto que, no primeiro período do terceiro parágrafo, a locução verbal “tenha prevalecido” corresponde ao tempo pretérito, conclui-se que o verbo da oração principal do período está empregado no presente com valor atemporal, sem que haja paralelismo temporal entre as orações.","concept":"Presente histórico × presente atemporal","citation":null,"trap_note":"Quando o item encadeia visto que X, conclui-se que Y, confira as duas pontas e o vínculo entre elas. Aqui as três falham: o rótulo do tempo, a regra invocada e a dedução."}},{"id":"f8054726e399","number":10,"stem":3,"statement":"O tempo e o modo verbais empregados em “narrará” (segundo período do segundo parágrafo) sinalizam a provável ocorrência da ação de narrar.","answer":"E","source":{"slug":"MP_CE_25_SERVIDOR","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Narrará é futuro do presente do indicativo dentro de um período que já afirma a inevitabilidade: um órgão acusatório inevitavelmente terá que formular imputações. O indicativo assevera, e o futuro do presente, nesse emprego genérico, enuncia o que necessariamente ocorre — é futuro de definição, não de conjectura. Probabilidade exigiria modalizador ou futuro do pretérito.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"sinalizam a provável ocorrência da ação de narrar","corrected_statement":"O tempo e o modo verbais empregados em “narrará” (segundo período do segundo parágrafo) sinalizam a ocorrência tida como certa da ação de narrar.","concept":"Futuro do presente: certeza em contexto de definição","citation":null,"trap_note":"O futuro do presente admite leitura de suposição (serão três horas), mas só em contexto de dúvida. Em definição ou norma, ele é o tempo da certeza — leia o entorno antes de escolher entre os dois valores."}},{"id":"c71bad83931a","number":10,"stem":1,"statement":"No segmento “as árvores evitam que grande parte dos sedimentos chegue aos cursos d’água” (último período do penúltimo parágrafo), o emprego, na oração subordinada, da forma verbal “chegue” no presente do subjuntivo deve-se ao uso, na oração principal, da forma verbal “evitam” no presente do indicativo e ao sentido expresso pelo verbo.","answer":"C","source":{"slug":"CAU_MG_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Evitar é verbo de impedimento: o conteúdo da completiva é justamente o que não se realiza, e por isso não pode vir asseverado no indicativo. O modo é imposto pelo sentido do verbo da principal, e o tempo da principal, no presente, seleciona o presente do subjuntivo. O item nomeia corretamente os dois fatores, a regência semântica e a correlação temporal.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"O verbo da principal seleciona modo e tempo da completiva","citation":null,"trap_note":"Na completiva, o sentido do verbo principal escolhe o modo (evitar, querer, duvidar, temer pedem subjuntivo; afirmar, mostrar, saber pedem indicativo) e o tempo do principal escolhe o tempo do subjuntivo (presente com presente, passado com imperfeito)."}},{"id":"5c217d6fcc26","number":12,"stem":4,"statement":"A locução verbal ‘tinha pensado’ (terceiro período do segundo parágrafo) poderia ser substituída, sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, por pensara.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Tinha pensado e pensara são as formas composta e simples do mais-que-perfeito do indicativo: a ausência do projeto de trabalhar num museu antecede o momento em que a professora fala. O advérbio jamais reforça essa anterioridade, e ela se conserva integralmente na forma simples.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Tinha pensado equivale a pensara","citation":null,"trap_note":"A troca entre mais-que-perfeito simples e composto é sempre aceita. Desconfie quando o oferecido for o pretérito perfeito (pensou), que apaga a anterioridade exigida por advérbios como já, jamais e até então."}},{"id":"74141f886846","number":1,"stem":5,"statement":"No trecho “Será a aula de Dona Palmira” (segundo período), a forma verbal “Será” projeta o acontecimento em questão (a aula) para o futuro.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O futuro do presente tem, além do valor temporal, um emprego modal: exprime conjectura sobre algo que se ignora (quem será?, serão três horas). No trecho, o narrador hesita entre duas hipóteses sobre a cena que a memória lhe devolve, e a alternativa introduzida por ou torna a leitura de dúvida obrigatória. Nada é projetado para depois do momento da fala — a aula está no passado rememorado.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"projeta o acontecimento em questão (a aula) para o futuro","corrected_statement":"No trecho “Será a aula de Dona Palmira” (segundo período), a forma verbal “Será” exprime suposição sobre o acontecimento em questão (a aula).","concept":"Futuro do presente com valor de suposição","citation":null,"trap_note":"Futuro do presente em pergunta, ou ao lado de uma alternativa, costuma ser suposição e não tempo. O mesmo vale para o futuro do pretérito: seria ele o culpado?"}},{"id":"73293049d256","number":6,"stem":6,"statement":"Seria mantida a correção gramatical e a coesão do último período do texto, caso a forma verbal “houver” fosse substituída por houvesse.","answer":"E","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Houver é futuro do subjuntivo e se correlaciona com futuro do presente ou presente na oração principal; houvesse é imperfeito do subjuntivo e exige futuro do pretérito. Trocar apenas a forma da subordinada desfaz essa correlação e deixa o período sem a concordância de tempos que o articula — e é ela que garante a coesão entre as duas orações.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Seria mantida a correção gramatical e a coesão do último período do texto","corrected_statement":"Seriam prejudicadas a correção gramatical e a coesão do último período do texto, caso a forma verbal “houver” fosse substituída por houvesse.","concept":"Correlação: se houver com futuro; se houvesse com futuro do pretérito","citation":null,"trap_note":"A troca dentro do subjuntivo nunca é isolada: cada tempo do subjuntivo arrasta um tempo na principal. Antes de aceitar, reconstrua o período inteiro e veja se o verbo da principal ainda combina."}},{"id":"b232f16d7aa9","number":6,"stem":7,"statement":"Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto caso se substituísse a forma verbal “valoriza” (segundo período do terceiro parágrafo) por valorize.","answer":"E","source":{"slug":"ANA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O que valoriza é oração relativa explicativa que retoma o conteúdo anterior e comenta um efeito dado como real: a convergência entre os dois documentos valoriza o componente da independência. Relativa que comenta fato asseverado exige indicativo; o subjuntivo converteria um efeito constatado em eventualidade, sem gatilho algum que o licenciasse.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto","corrected_statement":"Estariam prejudicadas a correção gramatical e a coerência do texto caso se substituísse a forma verbal “valoriza” (segundo período do terceiro parágrafo) por valorize.","concept":"Relativa explicativa com o que pede indicativo","citation":null,"trap_note":"Distinga a relativa que comenta um fato já afirmado (indicativo obrigatório) da relativa que caracteriza um referente ainda indefinido (subjuntivo possível). Quem decide é o antecedente."}},{"id":"17388f3727ed","number":6,"stem":8,"statement":"No oitavo período do primeiro parágrafo, o emprego do subjuntivo em “aconteça”, que expressa uma hipótese, decorre do uso de “for”, também flexionado no subjuntivo.","answer":"E","source":{"slug":"ANM_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Seja lá o que for que aconteça é construção de indefinição: cada verbo tem o seu próprio motivo para estar no subjuntivo. Seja e for compõem a expressão fixa que torna o referente indeterminado; aconteça está no subjuntivo porque a relativa tem antecedente indefinido. Uma forma não rege a outra — não há subordinação entre elas.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"decorre do uso de “for”, também flexionado no subjuntivo","corrected_statement":"No oitavo período do primeiro parágrafo, o emprego do subjuntivo em “aconteça”, que expressa uma hipótese, decorre do caráter indefinido do antecedente na construção “Seja lá o que for”.","concept":"Cada subjuntivo tem o seu gatilho","citation":null,"trap_note":"Duas formas no subjuntivo dentro do mesmo período não significam que uma governe a outra. Procure o gatilho de cada uma: conjunção, verbo da principal, advérbio ou antecedente indefinido."}},{"id":"baa342f1ef1d","number":6,"stem":9,"statement":"No último período do segundo parágrafo, as formas verbais empregadas no segmento “em breve tu dormirás, amarás, sonharás, morrerás talvez” estão flexionadas em modo verbal que denota ideia de incerteza, reforçada pelo emprego de “talvez”.","answer":"E","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Dormirás, amarás, sonharás e morrerás estão no futuro do presente do indicativo, o modo da asserção. Quem introduz a dúvida é o advérbio talvez, item lexical, e não a flexão verbal. Tanto é assim que, posposto ao verbo como está, talvez convive com o indicativo; anteposto, exigiria subjuntivo.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"estão flexionadas em modo verbal que denota ideia de incerteza","corrected_statement":"No último período do segundo parágrafo, as formas verbais empregadas no segmento “em breve tu dormirás, amarás, sonharás, morrerás talvez” estão flexionadas em modo verbal que denota certeza, sendo a incerteza introduzida pelo emprego de “talvez”.","concept":"Modalidade lexical × modalidade gramatical","citation":null,"trap_note":"Separe o que o modo verbal faz do que o advérbio faz. O teste é retirar o advérbio: se a dúvida sai junto com talvez, possivelmente ou quem sabe, ela nunca esteve no verbo."}},{"id":"9e28ea7e84f7","number":7,"stem":10,"statement":"A coerência do texto e a correção gramatical seriam mantidas caso a locução verbal “tem impulsionado” (segundo período do terceiro parágrafo) fosse substituída por impulsionou.","answer":"C","source":{"slug":"ANM_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Tem impulsionado é pretérito perfeito composto: processo repetido ou continuado até o presente. O período em que o efeito se mede já vem fechado no próprio texto, de 2019 a 2022, de modo que impulsionou cabe na frase sem romper a construção nem o encadeamento das ideias. Repare no que o item promete: coerência e correção, não os sentidos.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Perfeito composto × perfeito simples","citation":null,"trap_note":"Leia sempre o que o item promete manter. Correção e coerência sobrevivem a muitas trocas de tempo; sentido, a quase nenhuma. Item que promete os sentidos junto com a correção é o que mais cai neste tópico."}},{"id":"9413080bfb43","number":7,"stem":11,"statement":"No segundo período do segundo parágrafo, a locução verbal “havia ocorrido” poderia ser substituída, sem prejuízo dos sentidos originais e da correção gramatical do texto, por ocorrera.","answer":"C","source":{"slug":"MP_TO_24_SERVIDOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Havia ocorrido e ocorrera são a forma composta e a simples do mesmo tempo, o mais-que-perfeito do indicativo, e ambas situam o encontro de 1908 antes do marco de 1917 já mencionado. A substituição mantém a anterioridade e altera apenas o registro, mais literário na forma simples.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Mais-que-perfeito: havia ocorrido equivale a ocorrera","citation":null,"trap_note":"A troca entre as formas composta e simples do mais-que-perfeito é sempre aceita. O que derruba o item é a troca pelo pretérito perfeito (ocorreu), que apaga a anterioridade."}},{"id":"115d09e862ca","number":8,"stem":12,"statement":"No segundo parágrafo, as formas verbais “vinha”, “apertava” e “avisava” (quarto período) expressam ações que “um homem modesto” (terceiro período) desempenhava repetidamente em tempo passado.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O pretérito imperfeito do indicativo é o tempo da ação passada não concluída, e um de seus valores nucleares é o hábito. A série vinha, apertava, avisava descreve o que o personagem fazia sempre que a cena se repetia, não o que fez uma vez. Fosse ação única e fechada, o texto traria o perfeito: veio, apertou, avisou.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Imperfeito do indicativo: duração e habitualidade","citation":null,"trap_note":"Perfeito × imperfeito é o par mais simples e o mais cobrado: o perfeito fecha o evento, o imperfeito o abre (hábito, duração, cenário). Uma sequência de imperfeitos quase sempre descreve rotina ou pano de fundo."}},{"id":"534f5226862c","number":8,"stem":13,"statement":"Com base no tempo e no modo em que está flexionada a forma verbal “cravam” (antepenúltimo período do último parágrafo), conclui-se que a ação por ela designada é habitual.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Na febre alta, as toxinas cravam as garras: o presente do indicativo, sem qualquer ancoragem no momento da escrita, enuncia o que acontece sempre que a condição se verifica. É o presente habitual, o mesmo de a água ferve a cem graus. O adjunto na febre alta confirma a leitura, porque descreve a regra e não um episódio.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Presente do indicativo com valor habitual","citation":null,"trap_note":"Presente acompanhado de circunstância genérica (na febre alta, quando chove, em épocas de crise) marca hábito ou regra. O presente pontual precisa de âncora no agora."}},{"id":"2cac87d1e49e","number":8,"stem":14,"statement":"O tempo verbal em que se encontra flexionada a forma “seria” (antepenúltimo período) indica uma possibilidade futura vislumbrada a partir do passado.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Seria reconhecido está dentro da garantia dada pela Inglaterra em 1810: daquele ponto de vista, o reconhecimento era evento posterior e ainda não verificado. É a definição do futuro do pretérito como futuro do passado, uma possibilidade projetada a partir de marco anterior ao presente da escrita.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Futuro do pretérito ancorado em marco passado","citation":null,"trap_note":"Procure o marco: havendo verbo no pretérito que instale o ponto de vista (garantiu, prometeu, disse), o futuro do pretérito é futuro do passado. Sem marco, o valor é hipotético."}},{"id":"3eb1eb4ff07a","number":8,"stem":15,"statement":"No primeiro período, são expressas ações desejáveis na perspectiva do autor, mas ainda não realizadas.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_PROCURADOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Deveria ser objeto de um tratado que reunisse o maior número de Estados, para que elas se tornassem intocáveis: futuro do pretérito na principal e imperfeito do subjuntivo nas subordinadas. Nenhuma das formas assevera; todas apresentam o que o autor defende como necessário e ainda por fazer. É exatamente o que o item diz: ações desejáveis e não realizadas.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Deveria + subjuntivo: recomendação, não fato","citation":null,"trap_note":"Esse é o mecanismo que a banca explora em outros tópicos ao converter recomendação em fato consumado (o texto afirma que o desmatamento é punido como crime). Aqui ela o descreve corretamente, e a defesa é a mesma: futuro do pretérito e subjuntivo marcam o que ainda não é."}},{"id":"2a216ad12248","number":9,"stem":12,"statement":"No quinto parágrafo, as formas verbais “aprendera”, “acontecera” e “atendera” estão flexionadas no pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo e denotam ações que ocorreram em momento anterior ao da ocorrência de outras ações no passado, expressas, no texto, pelas formas verbais “abriu” e “Explicou”.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Aprendera, acontecera e atendera são mais-que-perfeito simples do indicativo e só se interpretam em relação a outro passado: os fatos que nomeiam antecedem abriu e Explicou, que estão no perfeito e constituem o plano principal da narrativa. O item identifica corretamente a forma, o modo e a relação de anterioridade, sem acrescentar valor nenhum.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Mais-que-perfeito relativo ao perfeito da narrativa","citation":null,"trap_note":"Ao encontrar formas em -ra (fizera, dissera, chegara), procure no entorno os verbos no perfeito: é a eles que a anterioridade se refere. Sem esse segundo passado, a forma não teria função."}},{"id":"24612f67d8c6","number":9,"stem":13,"statement":"No segundo período do quarto parágrafo, a forma verbal “tentava” designa uma ação anterior à veiculada na oração “Passei a tarde qual cachorro decrépito”.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Passei a tarde caindo em cima do computador enquanto tentava escrever: o imperfeito dá ao processo duração e o faz coincidir com o intervalo delimitado pelo perfeito. Imperfeito ao lado de perfeito marca concomitância — o evento em curso serve de fundo ao evento fechado. Anterioridade a outro passado seria função do mais-que-perfeito: tentara, tinha tentado.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"designa uma ação anterior à veiculada na oração","corrected_statement":"No segundo período do quarto parágrafo, a forma verbal “tentava” designa uma ação simultânea à veiculada na oração “Passei a tarde qual cachorro decrépito”.","concept":"Imperfeito simultâneo × mais-que-perfeito anterior","citation":null,"trap_note":"São três as relações no passado: o perfeito fecha, o imperfeito acompanha (simultâneo, em curso), o mais-que-perfeito antecede. Trocar uma pela outra é o desenho padrão do tópico."}},{"id":"22b0cbed012a","number":9,"stem":16,"statement":"Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto caso se substituísse o segmento “estão se tornando” (primeiro período do primeiro parágrafo) por vêm se tornando.","answer":"C","source":{"slug":"CODEVASF_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Estar + gerúndio e vir + gerúndio são perífrases do mesmo grupo aspectual: ambas apresentam o processo em curso e em progressão. Vir enfatiza a trajetória desde o passado, mas o próprio período já a instala ao dizer que as denúncias se tornam mais visíveis. A diferença é de ênfase, não de conteúdo asseverado — por isso sentidos e correção permanecem.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Estar + gerúndio × vir + gerúndio","citation":null,"trap_note":"Perífrases de gerúndio com auxiliares diferentes (estar, vir, ir, andar) são vizinhas e trocáveis. A troca que muda o sentido é a que substitui a perífrase por forma simples, não a que troca um auxiliar por outro do mesmo grupo."}},{"id":"76594d765057","number":10,"stem":13,"statement":"A substituição de “diria” (segundo período do segundo parágrafo) por dizia preservaria a coerência e a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Como diria minha avó é futuro do pretérito de atenuação: o narrador atribui a expressão à avó de modo hipotético, como quem diz se ela estivesse aqui, diria. Dizia coloca a mesma atribuição no plano do hábito — era assim que ela falava. As duas leituras cabem no contexto e nenhuma quebra a construção; o item promete apenas coerência e correção.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Futuro do pretérito de atenuação × imperfeito de hábito","citation":null,"trap_note":"Como diria e como dizia são intercambiáveis porque ambas atribuem a fala a terceiro sem que o narrador a assuma. A troca que a banca recusa é a que apaga essa não-assunção: como disse minha avó."}},{"id":"96bfe1ad30ce","number":11,"stem":17,"statement":"Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto caso se substituísse, no último período do texto, a forma verbal “alcançaram” por têm alcançado.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_GUARDA","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Alcançaram é perfeito simples: os estados alcançaram sucesso em episódios concluídos, e o balanço analisa o que já ocorreu. Têm alcançado é perfeito composto e acrescenta repetição continuada até o presente, informação que o texto não veicula. A construção resultante seria gramatical; o que não se mantém é o sentido, e o item promete manter os dois.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto","corrected_statement":"Estaria alterado o sentido do texto caso se substituísse, no último período do texto, a forma verbal “alcançaram” por têm alcançado.","concept":"Perfeito simples × perfeito composto","citation":null,"trap_note":"Esse par é o mais explorado do tópico. O perfeito simples fecha o evento; o composto o estende e o repete até o agora. Toda vez que o item prometer manter os sentidos numa troca entre os dois, a resposta é errado."}},{"id":"f087200595d3","number":13,"stem":18,"statement":"A coerência e a correção do texto seriam mantidas caso a forma verbal “estivesse” (segundo período do terceiro parágrafo) fosse substituída por tivesse.","answer":"E","source":{"slug":"MPS_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Estar impregnada é estado: o particípio funciona como predicativo, concorda com o sujeito e pede verbo de ligação. Ter não entra nessa construção — com ter, o particípio fica invariável e forma tempo composto (tivesse impregnado), o que exigiria outro complemento e desmontaria o período. A troca não produz variante de registro; produz agramaticalidade.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"A coerência e a correção do texto seriam mantidas","corrected_statement":"A coerência e a correção do texto seriam prejudicadas caso a forma verbal “estivesse” (segundo período do terceiro parágrafo) fosse substituída por tivesse.","concept":"Estar + particípio (estado) × ter + particípio (tempo composto)","citation":null,"trap_note":"Verifique quem é o particípio: se concorda com o sujeito, é predicativo e pede ser, estar ou ficar; se está invariável depois de ter ou haver, é forma composta. Trocar o auxiliar sem trocar a concordância quebra a frase."}},{"id":"f437542311cc","number":14,"stem":19,"statement":"O emprego do presente do indicativo ao longo do texto indica a intenção dos autores de descrever eventos que ocorriam no momento da produção do texto.","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O texto define: o discurso de ódio se caracteriza como um tipo de comunicação, se expressa de forma violenta, pode ser reproduzido em diferentes formatos. São proposições de valor permanente, o presente atemporal típico da definição conceitual. Eventos ocorrendo durante a escrita exigiriam ancoragem dêitica, que o texto não traz.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"descrever eventos que ocorriam no momento da produção do texto","corrected_statement":"O emprego do presente do indicativo ao longo do texto indica a intenção dos autores de descrever características gerais do discurso de ódio, sem referência a um momento determinado.","concept":"Presente atemporal em texto de definição","citation":null,"trap_note":"Texto de definição, norma ou conceito trabalha com presente atemporal; reportagem sobre o agora traz presente com marcas dêiticas. A banca oferece o segundo valor em textos do primeiro tipo."}},{"id":"0a4a2b6aba3d","number":15,"stem":20,"statement":"As formas verbais no pretérito mais-que-perfeito, a exemplo de “recorrera”, “matara” e “fora” (segundo período), expressam acontecimentos anteriores ao tempo da recordação relatada no texto.","answer":"C","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Recorrera, matara e fora são mais-que-perfeito simples do indicativo, o tempo do passado do passado. O relato parte de uma lembrança (recordou-se do que lhe sucedera) e essas formas situam os fatos antes desse momento de recordação. É a função própria do tempo: anterioridade a outro ponto já passado.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Mais-que-perfeito: anterioridade a outro passado","citation":null,"trap_note":"Mais-que-perfeito nunca é o tempo do fato principal: é sempre relativo a outro passado presente no contexto. Localize esse outro passado antes de julgar o item."}},{"id":"5effcb8a3db7","number":15,"stem":21,"statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, a forma verbal “significar” corresponde à terceira pessoa do singular do futuro do subjuntivo, cujo emprego, no caso, se deve ao uso do conectivo “se”.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Significar, ali, não é infinitivo: é futuro do subjuntivo, forma que nos verbos regulares coincide com o infinitivo na primeira e na terceira pessoa do singular. Quem o exige é o se condicional, que projeta a hipótese para o futuro. O teste é flexionar: se as expressões significarem mostra a flexão de número que o infinitivo impessoal não teria.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Futuro do subjuntivo homônimo do infinitivo","citation":null,"trap_note":"Para distinguir futuro do subjuntivo de infinitivo, troque por um verbo irregular: se isso for, e não se isso ser, confirma o subjuntivo. Fizer, puder, tiver e vier desfazem a homonímia."}},{"id":"add4fb18aed0","number":15,"stem":18,"statement":"Estariam mantidos a correção gramatical e o sentido textual caso a forma verbal “fora” (terceiro período do terceiro parágrafo) fosse substituída por havia sido.","answer":"C","source":{"slug":"MPS_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Fora, aqui, é mais-que-perfeito simples do verbo ser: a verificação dos sacerdotes incidia sobre uma morte anterior ao exame. Havia sido é a forma composta do mesmo tempo, com idêntico valor de anterioridade. Correção e sentido se mantêm; muda apenas o registro.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Fora equivale a havia sido","citation":null,"trap_note":"Fora é ambíguo entre mais-que-perfeito do indicativo (a morte fora violenta) e imperfeito do subjuntivo (se fora possível). O contexto resolve: havendo gatilho de subjuntivo, é subjuntivo; não havendo, a paráfrase com havia sido confirma o mais-que-perfeito."}},{"id":"78973616e316","number":19,"stem":22,"statement":"No primeiro parágrafo, as três ocorrências da forma verbal “pode” expressam sentido de possibilidade.","answer":"C","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Pode ser uma fantasia, pode ser uma ficção científica, pode ser um romance comum: o verbo modal enumera alternativas abertas, nenhuma delas afirmada como o caso. É o valor de possibilidade, e a repetição da estrutura em três alternativas exclui as outras leituras do verbo, permissão e capacidade.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Poder: possibilidade, permissão ou capacidade","citation":null,"trap_note":"Poder é ambíguo e quem decide é o contexto: alternativas abertas indicam possibilidade; sujeito agente e ação controlada indicam capacidade; autoridade envolvida indica permissão. Enumeração de hipóteses é sempre possibilidade."}},{"id":"e73838d8bcd1","number":20,"stem":23,"statement":"No trecho “Na entrevista, ele afirma” (terceiro período do primeiro parágrafo), a forma verbal “afirma”, flexionada no presente do indicativo, é empregada em referência a um fato passado, conferindo-lhe atualidade.","answer":"C","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Afirma está no presente, mas o ato de afirmar ocorreu na entrevista, já realizada. É o presente histórico ou narrativo, que transporta o fato passado para o plano do agora e lhe confere atualidade — recurso corrente na citação de declarações. Forma, tempo e efeito estão descritos com exatidão.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Presente histórico em citação de declaração","citation":null,"trap_note":"Presente do indicativo com referência a fato passado é correto e frequente. Não o confunda com erro de correlação: o efeito buscado é de atualização, e a banca costuma validá-lo."}},{"id":"6f3d502107db","number":40,"stem":24,"statement":"No sexto período, a forma verbal “fora” poderia ser substituída, sem prejuízo do sentido e da correção gramatical do texto, por tinha sido.","answer":"C","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Fora é mais-que-perfeito simples do verbo ser; tinha sido é a forma composta do mesmo tempo, com o auxiliar no imperfeito. As duas exprimem o mesmo valor — a culpa era anterior ao momento em que o narrador pensa em se desculpar — e diferem apenas no registro, mais literário na forma simples. Correção e sentido ficam intactos.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Mais-que-perfeito simples × composto","citation":null,"trap_note":"Fora e tinha sido, fizera e tinha feito, dissera e havia dito são permutáveis. Cuidado com a homonímia: fora também pode ser imperfeito do subjuntivo (se fora possível), e aí depende de gatilho."}},{"id":"4b271772494e","number":2,"stem":25,"statement":"Em “tudo se sanearia desde casas abertas” (primeira estrofe), a forma verbal é empregada no futuro do pretérito no modo indicativo para expressar a certeza da impossibilidade do saneamento.","answer":"E","source":{"slug":"CAU_BR_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O futuro do pretérito é a forma da consequência condicionada: o saneamento ocorreria se houvesse casas abertas, condição que o próprio verso enuncia. O modo deixa o resultado em suspenso, sem afirmá-lo nem negá-lo. Atribuir-lhe certeza — ainda por cima certeza da impossibilidade — inverte a função de um modo que existe justamente para não asseverar.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"para expressar a certeza da impossibilidade do saneamento","corrected_statement":"Em “tudo se sanearia desde casas abertas” (primeira estrofe), a forma verbal é empregada no futuro do pretérito no modo indicativo para expressar uma consequência hipotética, condicionada às casas abertas.","concept":"Futuro do pretérito: consequência hipotética, não certeza","citation":null,"trap_note":"Certeza é indicativo puro; hipótese é subjuntivo e futuro do pretérito. Sempre que o item ligar futuro do pretérito a certeza, confirmação ou fato consumado, o modo e o valor não combinam."}},{"id":"4b2a316b132b","number":6,"stem":26,"statement":"A forma “estão vivendo” (primeiro período do primeiro parágrafo) indica uma ação verbal simultânea ao momento de escrita do texto.","answer":"C","source":{"slug":"MME_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Estão vivendo é presente progressivo: auxiliar no presente mais gerúndio, perífrase que apresenta o processo como em curso, sem início nem fim marcados. O ponto de referência de um presente não ancorado em outro tempo é o momento da enunciação, de modo que o processo é simultâneo à escrita.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Presente progressivo: estar + gerúndio","citation":null,"trap_note":"Estar + gerúndio no presente é ação em curso agora. Com o auxiliar no imperfeito (estava vivendo), o curso passa a ser passado; com vir + gerúndio (vêm vivendo), acrescenta-se trajetória desde o passado."}},{"id":"6961d08f2ed1","number":7,"stem":26,"statement":"A forma verbal “mantenham” (segundo período do primeiro parágrafo) expressa um fato improvável.","answer":"E","source":{"slug":"MME_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Mantenham está em relativa cujo antecedente são acordos apresentados como necessidade: acordos que se quer ver firmados. O subjuntivo marca o que ainda não é fato, não o que é pouco provável — improbabilidade é juízo de chance e exigiria modalizador explícito (dificilmente, é improvável que). Como o texto defende esses acordos, a leitura de improbabilidade contraria a própria argumentação.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"expressa um fato improvável","corrected_statement":"A forma verbal “mantenham” (segundo período do primeiro parágrafo) expressa um fato desejado, ainda não realizado.","concept":"Subjuntivo: não factual, não improvável","citation":null,"trap_note":"Subjuntivo significa não assumido como fato, e sob esse guarda-chuva cabem desejo, finalidade, eventualidade e dúvida. Improbabilidade é caso particular que precisa de marca própria — e a banca costuma oferecer o caso particular no lugar do valor geral."}},{"id":"1a4d4d06934c","number":8,"stem":27,"statement":"No último período do texto, a forma verbal “levante” está flexionada no modo imperativo devido ao emprego da conjunção “Embora”.","answer":"E","source":{"slug":"CTI_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Embora é conjunção concessiva e rege o presente do subjuntivo. O imperativo não é regido por conjunção alguma: é modo de oração independente, dirigido a um interlocutor a quem se pede que aja. A coincidência de formas (que ele levante × levante você) é o que sustenta a armadilha, mas o que tem gatilho subordinante está no subjuntivo.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"está flexionada no modo imperativo","corrected_statement":"No último período do texto, a forma verbal “levante” está flexionada no modo subjuntivo devido ao emprego da conjunção “Embora”.","concept":"Conjunção subordinativa rege subjuntivo, nunca imperativo","citation":null,"trap_note":"Imperativo de terceira pessoa e presente do subjuntivo são idênticos. Distinga pela sintaxe: forma em oração subordinada é subjuntivo; forma em oração independente que convoca alguém a agir é imperativo."}},{"id":"18015c758de0","number":8,"stem":26,"statement":"Seriam mantidos os sentidos, a correção gramatical e a coerência do texto caso a forma verbal “controlam” (penúltimo período do primeiro parágrafo) fosse substituída por controlem.","answer":"E","source":{"slug":"MME_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Quando não seleciona presente do subjuntivo: a conjunção admite indicativo, para circunstância real ou habitual, ou futuro do subjuntivo, para circunstância eventual (quando controlarem). Controlem não cabe em nenhum dos dois regimes. Além disso, o período constata uma situação de fato — há governos que não controlam diretamente a produção —, e o subjuntivo a transformaria em hipótese.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Seriam mantidos os sentidos, a correção gramatical e a coerência do texto","corrected_statement":"Seriam prejudicados os sentidos, a correção gramatical e a coerência do texto caso a forma verbal “controlam” (penúltimo período do primeiro parágrafo) fosse substituída por controlem.","concept":"Quando rege indicativo ou futuro do subjuntivo","citation":null,"trap_note":"Cada conjunção tem o seu regime: quando pede indicativo ou futuro do subjuntivo; embora e ainda que pedem presente do subjuntivo. Não basta ver valor concessivo e responder subjuntivo — é a conjunção, não o sentido, que manda."}},{"id":"1dd6b5f84224","number":9,"stem":26,"statement":"Seriam mantidos os sentidos, a correção gramatical e a coerência do texto caso a forma verbal “pode” (último período do primeiro parágrafo) fosse substituída por possa.","answer":"E","source":{"slug":"MME_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O BOGA é apresentado como exemplo existente de acordo que pode redefinir o setor: o indicativo assevera essa capacidade. Possa seria gramatical na relativa, mas converteria a capacidade afirmada em mera hipótese, retirando do antecedente um traço que o texto dá como real. O item promete manter também os sentidos, e é essa promessa que o derruba.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Seriam mantidos os sentidos, a correção gramatical e a coerência do texto","corrected_statement":"Seriam mantidas a correção gramatical e a coerência, mas não os sentidos do texto, caso a forma verbal “pode” (último período do primeiro parágrafo) fosse substituída por possa.","concept":"Indicativo × subjuntivo em relativa: mudança de compromisso","citation":null,"trap_note":"Compare com a troca que a banca aceita neste mesmo tópico: quando o item promete só correção e coerência, indicativo por subjuntivo em relativa passa; quando promete os sentidos, não passa, porque mudar de modo é sempre mudar o compromisso com o conteúdo."}},{"id":"aac5a17d6e4e","number":10,"stem":26,"statement":"No penúltimo período do último parágrafo, a referência temporal da forma verbal “tinham” coincide com o momento em que o texto foi escrito.","answer":"C","source":{"slug":"MME_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O período se instala num futuro — no futuro, grandes nomes da indústria podem ser conhecidos como aqueles que negligenciaram a ciência — e, desse ponto de observação, tinham tempo retoma o intervalo em que ainda havia tempo de agir, que é o presente de quem escreve. O tempo verbal é passado porque o observador foi deslocado para diante, não porque o evento anteceda a escrita.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Ponto de referência deslocado: presente visto do futuro","citation":null,"trap_note":"Tempo verbal é relativo a um ponto de referência, que nem sempre é o momento da fala. Quando o texto projeta um observador no futuro, o presente dele aparece no pretérito."}},{"id":"0cae9fde7f72","number":11,"stem":28,"statement":"Seria mantida a correção gramatical do texto caso a forma verbal “coexistam” (último período do primeiro parágrafo) fosse substituída por coexistem.","answer":"E","source":{"slug":"CAU_BR_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Talvez anteposto ao verbo exige subjuntivo: talvez coexistam. Com o advérbio antes da forma verbal, o indicativo é agramatical — coexistem só seria possível se talvez viesse depois (coexistem, talvez). A troca proposta não devolve uma segunda redação aceitável; produz erro.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Seria mantida a correção gramatical do texto","corrected_statement":"Seria prejudicada a correção gramatical do texto caso a forma verbal “coexistam” (último período do primeiro parágrafo) fosse substituída por coexistem.","concept":"Talvez anteposto exige subjuntivo","citation":null,"trap_note":"A posição do advérbio decide o modo: talvez antes do verbo pede subjuntivo obrigatório; talvez depois do verbo convive com o indicativo. O mesmo vale para quem sabe e possivelmente."}},{"id":"d59b1d621bff","number":11,"stem":29,"statement":"O emprego do presente do indicativo no segundo parágrafo do texto sinaliza que as ações apresentadas tiveram início no passado e se estendem até o momento atual.","answer":"E","source":{"slug":"CAPES_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O presente do indicativo do segundo parágrafo é atemporal: enuncia propriedades do discurso que valem sempre, e não eventos datados. O valor de ação iniciada no passado e prolongada até agora pertence ao pretérito perfeito composto (tem tido, tem-se apresentado), não ao presente simples. O item descreve um tempo verbal e atribui a ele o valor de outro.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"as ações apresentadas tiveram início no passado e se estendem até o momento atual","corrected_statement":"O emprego do presente do indicativo no segundo parágrafo do texto sinaliza que as ações apresentadas valem como verdades gerais, sem delimitação temporal.","concept":"Presente atemporal × pretérito perfeito composto","citation":null,"trap_note":"O presente do indicativo tem três empregos que a banca embaralha: o momentâneo (coincide com a fala), o atemporal (verdade geral) e o histórico (passado trazido ao presente). Nenhum deles é começou no passado e continua — esse é o perfeito composto."}},{"id":"00fcff69a839","number":11,"stem":30,"statement":"As orações do quinto período do quarto parágrafo estão construídas com verbos no modo subjuntivo, o que confere ao enunciado o sentido de uma suposta alegação.","answer":"E","source":{"slug":"SERPRO_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O quinto período do quarto parágrafo é “O ano passara sem que ele o visse”, e ele tem uma forma em cada modo: “passara” é mais-que-perfeito do indicativo e “visse” é imperfeito do subjuntivo, licenciado por “sem que”. Não há, portanto, verbos no subjuntivo nas duas orações. E o sentido é o oposto do alegado: o indicativo assevera que a passagem do ano ocorreu de fato; o que o período registra é que o menino não a viu, não uma alegação posta em suspenso.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"estão construídas com verbos no modo subjuntivo","corrected_statement":"As orações do quinto período do quarto parágrafo estão construídas com um verbo no modo indicativo e outro no modo subjuntivo, o que confere ao enunciado o sentido de um fato consumado que escapou à percepção da personagem.","concept":"Mais-que-perfeito do indicativo × subjuntivo regido por “sem que”","citation":null,"trap_note":"Quando o item fala de “as orações” ou “as formas verbais” no plural e atribui um único modo a todas, classifique uma a uma: basta que uma esteja em outro modo para o item cair. Aqui a forma em -ara (“passara”, “acertara”, “recorrera”) é mais-que-perfeito do indicativo, e é frequentemente confundida com subjuntivo por causa da terminação."}},{"id":"ff21d4c3531d","number":12,"stem":31,"statement":"Infere-se do segundo parágrafo do texto, sobretudo pelo emprego da forma verbal “haverá”, flexionada no tempo futuro, que Jean Paul Prates ainda não foi efetivado na presidência da PETROBRAS.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NM","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Haverá projeta para o futuro o que ocorrerá durante a gestão de quem fala, e o texto identifica Jean Paul Prates, desde a primeira linha, como presidente da PETROBRAS em exercício. O futuro diz respeito ao conteúdo anunciado — a ausência do dogma do PPI —, não à posse de quem anuncia. O item transfere a projeção do tempo verbal para a situação funcional do enunciador.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"que Jean Paul Prates ainda não foi efetivado na presidência da PETROBRAS","corrected_statement":"Infere-se do segundo parágrafo do texto, sobretudo pelo emprego da forma verbal “haverá”, flexionada no tempo futuro, que Jean Paul Prates pretende afastar o preço de paridade internacional durante sua gestão.","concept":"O futuro projeta o evento, não o enunciador","citation":null,"trap_note":"Tempo verbal delimita quando o evento ocorre, não quando o falante passa a ocupar o papel de onde fala. Item que deduza a situação do sujeito a partir do tempo do verbo está inventando o vínculo."}},{"id":"c0be62e4477e","number":12,"stem":32,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias do texto, a forma verbal “nascia” (último período do segundo parágrafo) poderia ser substituída por nasceu.","answer":"C","source":{"slug":"CNPQ_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Nascia o CNPq é imperfeito com valor narrativo: apresenta um fato único e pontual como se estivesse se desenrolando diante do leitor, recurso corrente em fechos de narrativa histórica. Nasceu diz o mesmo fato no tempo que lhe é próprio, o perfeito. Perde-se o efeito estilístico, mas não a correção nem a coerência — que é o que o item promete.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Imperfeito narrativo substituível pelo perfeito","citation":null,"trap_note":"O imperfeito narrativo (naquele ano, nascia o CNPq) é a exceção ao valor de duração: nomeia fato único. Nesse emprego a troca pelo perfeito é aceita; no valor de hábito, não."}},{"id":"cfd4a80f0df1","number":12,"stem":28,"statement":"O emprego da forma verbal ‘seria’ (último período do segundo parágrafo) decorre do emprego do subjuntivo nas orações anteriores, que expressam hipóteses.","answer":"C","source":{"slug":"CAU_BR_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O período é um encadeamento de condicionais: se fosse capaz de pensar, se conseguisse ser criativa, se lhe faltasse compreensão — todas no imperfeito do subjuntivo. A apódose de um período hipotético desse tipo vem no futuro do pretérito, e é daí que seria decorre. A forma não é escolha estilística: é a contraparte exigida pelas hipóteses anteriores.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Período hipotético: imperfeito do subjuntivo com futuro do pretérito","citation":null,"trap_note":"Se + imperfeito do subjuntivo pede futuro do pretérito; se + futuro do subjuntivo pede futuro do presente. Essa correlação resolve tanto itens de valor quanto itens de substituição."}},{"id":"5b4093461d45","number":14,"stem":33,"statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, o trecho “para ir se integrando nela” remete a um evento que se prolonga no tempo.","answer":"C","source":{"slug":"MEC_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Ir + gerúndio é perífrase de aspecto: apresenta o processo como gradual e em desdobramento, não como ato pontual. Integrar-se aos temas da época é, no texto, algo que se cumpre aos poucos, e a locução é justamente a marca dessa gradação.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Ir + gerúndio: aspecto gradual","citation":null,"trap_note":"Aspecto não é tempo. Locuções com gerúndio (ir fazendo, vir fazendo, estar fazendo) marcam processo; a forma simples marca o evento. Itens sobre prolongamento no tempo quase sempre se resolvem pela locução."}},{"id":"ae39a1b8d27a","number":16,"stem":34,"statement":"O predomínio do emprego do pretérito perfeito do indicativo no texto justifica-se pela apresentação de uma série de eventos que ocorreram e se concluíram antes do processo de produção do texto.","answer":"C","source":{"slug":"INPI_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O pretérito perfeito do indicativo apresenta o evento como concluído e anterior ao momento da enunciação. Predominando no texto, ele sinaliza uma sucessão de fatos fechados antes da escrita — e o item para exatamente aí, sem acrescentar efeito nenhum que se estenda ao presente.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Pretérito perfeito: eventos concluídos antes da enunciação","citation":null,"trap_note":"Este enunciado tem duas versões no corpus. Ocorreram e se concluíram antes da produção do texto é certo; acrescente e cujos efeitos ainda se fazem sentir e o mesmo enunciado passa a ser errado, porque descreve o perfeito composto."}},{"id":"0dbba3036e4e","number":18,"stem":35,"statement":"No terceiro parágrafo, as formas verbais “prevê”, “alinhe” e “cobra” estão flexionadas no presente do indicativo, expressando uma sequência de ações que ocorrem frequentemente.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NM","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Prevê e cobra estão no presente do indicativo, mas alinhe está no presente do subjuntivo, exigido pela completiva de prever no sentido de determinar: a política prevê que a PETROBRAS alinhe os valores. O subjuntivo não descreve ação que ocorre — apresenta a conduta determinada pela norma. Basta uma forma fora da classificação para derrubar o item.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"estão flexionadas no presente do indicativo","corrected_statement":"No terceiro parágrafo, as formas verbais “prevê” e “cobra” estão flexionadas no presente do indicativo, expressando ações que ocorrem frequentemente, ao passo que “alinhe” está no presente do subjuntivo.","concept":"Completiva de verbo de determinação pede subjuntivo","citation":null,"trap_note":"Em lista de formas verbais, classifique uma a uma. Terminação em -e na terceira pessoa (alinhe, pague, negue) costuma ser subjuntivo de verbo da primeira conjugação; o indicativo seria alinha, paga, nega."}},{"id":"a46e3ce7c3a9","number":5,"stem":36,"statement":"No primeiro período do texto, a forma verbal “fosse” descreve uma eventualidade no passado.","answer":"C","source":{"slug":"PGE_RJ_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Fosse é imperfeito do subjuntivo em relativa de antecedente genérico: a mãe de um filho de quem se fosse padrinho não designa um padrinho determinado, e sim qualquer caso que viesse a ocorrer. Como o marco temporal é o concílio de 721, a eventualidade se projeta a partir de um ponto no passado — que é precisamente o que o item afirma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Imperfeito do subjuntivo: eventualidade no passado","citation":null,"trap_note":"Subjuntivo em relativa quase sempre significa referente hipotético ou genérico. Quando o tempo de referência é passado, a forma é o imperfeito: fosse, tivesse, pudesse."}},{"id":"05d7babe85e8","number":9,"stem":37,"statement":"A forma verbal “chegue” (penúltimo período do segundo parágrafo) está empregada no modo subjuntivo por expressar um desejo.","answer":"E","source":{"slug":"SECONT_ES_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O modo está certo, o valor não. Chegue aparece em oração final introduzida por para que — é a conjunção que exige o subjuntivo, e o que a oração exprime é a finalidade de sair de casa, não um desejo do enunciador. Desejo teria outra marca: verbo volitivo na principal ou construção optativa independente (que chegue logo!).","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"por expressar um desejo","corrected_statement":"A forma verbal “chegue” (penúltimo período do segundo parágrafo) está empregada no modo subjuntivo por integrar oração final introduzida por para que.","concept":"Subjuntivo de finalidade × subjuntivo optativo","citation":null,"trap_note":"Diante de subjuntivo, procure primeiro o gatilho: conjunção (para que, embora, caso, antes que), verbo da principal (querer, duvidar, evitar) ou advérbio (talvez). O gatilho nomeia o valor; sem ele, qualquer valor que o item ofereça é chute."}},{"id":"11f35d690826","number":9,"stem":38,"statement":"O modo verbal empregado em “imagine” (primeiro período do segundo parágrafo) expressa um desejo do autor do texto em relação ao leitor.","answer":"E","source":{"slug":"ANP_22_PSS","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Imagine é imperativo: convoca o leitor a executar uma operação mental dentro do experimento que o parágrafo propõe. O imperativo exorta, ordena ou convida; desejo é valor optativo e exige outra marca (tomara que, quisera, oxalá). A forma está no lugar certo e o item lhe atribui o valor de outra construção.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"expressa um desejo do autor do texto em relação ao leitor","corrected_statement":"O modo verbal empregado em “imagine” (primeiro período do segundo parágrafo) expressa uma exortação do autor do texto ao leitor.","concept":"Imperativo exorta; optativo deseja","citation":null,"trap_note":"Imperativo de terceira pessoa e presente do subjuntivo são formalmente idênticos (imagine, pense, veja). O que os distingue é a sintaxe: convocar o interlocutor em oração independente é imperativo; depender de gatilho subordinante é subjuntivo."}},{"id":"bbd5cc4542bb","number":11,"stem":39,"statement":"O emprego da forma verbal “seria”, no início do primeiro período do segundo parágrafo, indica um distanciamento entre a opinião da autora e o conteúdo da frase.","answer":"E","source":{"slug":"MPC_SC_22_SERVIDOR","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Seria influenciado é futuro do pretérito com valor de futuro do passado: a partir do tempo em que Drever supervisionava a estudante, projeta-se o que de fato veio a ocorrer, a influência das descobertas dela. Não há suspensão de compromisso — a narração assume o fato. O futuro do pretérito de distanciamento existe, mas exige que o conteúdo seja atribuído a terceiros ou apresentado como não confirmado, o que não ocorre aqui.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"indica um distanciamento entre a opinião da autora e o conteúdo da frase","corrected_statement":"O emprego da forma verbal “seria”, no início do primeiro período do segundo parágrafo, indica um fato futuro em relação ao passado narrado.","concept":"Futuro do passado × futuro do pretérito de rumor","citation":null,"trap_note":"O futuro do pretérito é ambíguo entre fato futuro visto do passado (assumido) e informação não confirmada (não assumida). Quem decide é o contexto: havendo fonte alheia ou reserva explícita, é rumor; sendo a própria narração, é futuro do passado."}},{"id":"c0deb70119bc","number":11,"stem":40,"statement":"O emprego da forma verbal “faz” (primeiro período do segundo parágrafo) no presente justifica-se pela referência ao fato passado mencionado no parágrafo anterior.","answer":"C","source":{"slug":"BANCO_DO_NORDESTE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O parágrafo anterior narra, no pretérito, o que Gandhi fez com a roca de fiar. Faz, no presente, enuncia a consequência que esse fato passado produz e que continua valendo: por isso a roca é considerada a primeira tecnologia apropriada do mundo. O presente não descreve o momento da escrita — prende-se ao fato passado e o projeta como resultado vigente.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Presente que enuncia efeito vigente de fato passado","citation":null,"trap_note":"Presente do indicativo ao lado de narração no pretérito costuma marcar a consequência que permanece. Não é erro de correlação: é a diferença entre contar o fato e afirmar o que dele resulta."}},{"id":"e49ee7d7bcc2","number":11,"stem":38,"statement":"A substituição da forma verbal “podem” (primeiro período do primeiro parágrafo) por possam manteria a correção gramatical e a coerência do texto.","answer":"C","source":{"slug":"ANP_22_PSS","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Podem está em completiva de supor, verbo de opinião cujo conteúdo o próprio período classifica como falácia. Verbo que não assevera admite os dois modos: com indicativo, o conteúdo aparece como aquilo que se supõe; com subjuntivo, fica explicitamente marcado como não assumido pelo enunciador. Nenhuma regra é violada e o texto continua coerente, porque a suposição já é tratada como equivocada.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Completiva de verbo de opinião admite os dois modos","citation":null,"trap_note":"Nem toda troca indicativo/subjuntivo quebra a frase. Quando a principal já marca dúvida ou falsidade (supor, parecer, é falácia que), os dois modos cabem; quando a principal assevera (mostrar, evidenciar, é claro que), só cabe o indicativo."}},{"id":"2900b2ebcab4","number":14,"stem":41,"statement":"No trecho “os que hão de esperar nas filas” (último parágrafo), o termo “hão” corresponde a uma forma abreviada de haverão e, como tal, diz respeito ao tempo futuro.","answer":"E","source":{"slug":"INSS_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Hão de esperar é locução verbal: haver no presente do indicativo, mais de, mais infinitivo — construção que exprime futuro com matiz de obrigação ou inevitabilidade. Não há abreviação nenhuma: haverão é o futuro do presente de haver e não entra nessa locução. O item acerta o valor futuro e erra a análise da forma.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"corresponde a uma forma abreviada de haverão","corrected_statement":"No trecho “os que hão de esperar nas filas” (último parágrafo), o termo “hão” corresponde ao presente do indicativo do verbo haver na locução haver de mais infinitivo e, como tal, diz respeito ao tempo futuro.","concept":"Haver de + infinitivo: locução de futuro","citation":null,"trap_note":"Locuções como haver de, ir + infinitivo e ter de exprimem futuro sem estar no futuro: o auxiliar carrega a flexão e o valor temporal vem da construção inteira. Analisar o auxiliar isolado é o erro que a banca planta."}},{"id":"2a23309b36fd","number":14,"stem":42,"statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, o emprego da forma verbal “evolua”, que está no modo subjuntivo, é determinado pela forma verbal “enfrentemos”, também no subjuntivo.","answer":"E","source":{"slug":"SEDUC_AL_21","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Cada subjuntivo tem o seu gatilho: enfrentemos está no subjuntivo por causa de para que, e evolua, por causa de antes que, locução conjuntiva temporal que sempre rege subjuntivo. As duas orações são introduzidas por conjunções distintas e nenhuma se subordina à outra, de modo que uma forma não determina a outra.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"é determinado pela forma verbal “enfrentemos”, também no subjuntivo","corrected_statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, o emprego da forma verbal “evolua”, que está no modo subjuntivo, é determinado pela locução conjuntiva “antes que”.","concept":"Antes que rege subjuntivo","citation":null,"trap_note":"Proximidade não é regência. Quando duas formas no subjuntivo aparecem no mesmo período, identifique a conjunção que introduz cada oração antes de atribuir uma à outra."}},{"id":"51c02696d19a","number":16,"stem":43,"statement":"Haveria alteração de sentido no texto caso a expressão “Muito se tem pesquisado” (primeiro parágrafo) fosse substituída por Muito se pesquisou.","answer":"C","source":{"slug":"SEE_PE_22_EDUCACAO_BASICA","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Tem-se pesquisado é pretérito perfeito composto: a pesquisa se repete e continua até o momento da escrita. Pesquisou-se fecharia o processo num ponto do passado, desligando-o do presente. A alteração de sentido existe — e o item, ao afirmar que ela existiria, descreve exatamente o efeito da troca.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Perfeito composto marca repetição até o presente","citation":null,"trap_note":"Quando o item admite um prejuízo (haveria alteração de sentido, embora o sentido fosse alterado), costuma estar certo. A banca mente prometendo que tudo se mantém, não reconhecendo perdas."}},{"id":"a9f372eee2b9","number":16,"stem":44,"statement":"No último período do texto, o predomínio de verbos flexionados no presente do modo indicativo evidencia a intenção do autor de exprimir hipóteses, conjecturas, estimativas.","answer":"E","source":{"slug":"MPC_SC_22_SERVIDOR","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Indicativo é o modo da asserção: no último período o autor afirma que a corrupção é uma troca socialmente indesejada e um jogo de soma zero. Hipótese, conjectura e estimativa pedem subjuntivo, futuro do pretérito ou modalizadores (talvez, é possível que, poderia). O item toma o modo da certeza e lhe atribui o valor do modo oposto.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"exprimir hipóteses, conjecturas, estimativas","corrected_statement":"No último período do texto, o predomínio de verbos flexionados no presente do modo indicativo evidencia a intenção do autor de exprimir fatos assumidos como certos.","concept":"Indicativo assevera; subjuntivo suspende a asserção","citation":null,"trap_note":"Modo é o compromisso do enunciador com o conteúdo: indicativo assumo como fato, subjuntivo e futuro do pretérito não assumo. Item que troque esses papéis está errado antes de qualquer conferência no texto."}},{"id":"190f0a44ce3a","number":1,"stem":45,"statement":"O texto desenvolve um diálogo em que um dos personagens dá orientações ao outro, empregando, para isso, verbos no modo imperativo, como ocorre em “Imagine-se” (primeiro parágrafo), ‘Entende’ (décimo terceiro parágrafo) e ‘Escuta’ (penúltimo parágrafo).","answer":"E","source":{"slug":"TELEBRAS_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Imagine-se e Escuta são imperativos; Entende, não. Nas falas do texto, Entende? é presente do indicativo em pergunta de checagem dirigida ao interlocutor — o imperativo correspondente seria entenda. Basta um exemplo fora da classe para derrubar a classificação: o item acerta duas formas e estende a análise a uma terceira que não cabe.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"‘Entende’ (décimo terceiro parágrafo)","corrected_statement":"O texto desenvolve um diálogo em que um dos personagens dá orientações ao outro, empregando, para isso, verbos no modo imperativo, como ocorre em “Imagine-se” (primeiro parágrafo) e ‘Escuta’ (penúltimo parágrafo).","concept":"Imperativo × presente do indicativo em pergunta","citation":null,"trap_note":"Quando o item ilustra uma classificação com três formas, teste as três. A banca costuma acertar duas e encaixar uma vizinha — em geral um presente do indicativo, que em muitos verbos é quase idêntico ao imperativo."}},{"id":"ea0092a5fc88","number":4,"stem":46,"statement":"No quarto período do texto, o emprego do futuro na forma verbal “poderá” deve-se não a uma questão de encadeamento temporal, mas, sim, à expressão de uma relação lógica entre as ideias das orações que compõem esse período.","answer":"C","source":{"slug":"FUNPRESP_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Ao se extrair do mundo por meio de um movimento de recuo, ele poderá perceber este mundo como um todo: o futuro não situa o evento depois do agora, marca a consequência da condição enunciada na reduzida anterior. É o futuro com valor lógico, equivalente a se o homem se extrair, então poderá perceber. O item separa corretamente encadeamento temporal de relação lógica.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Futuro do presente com valor de consequência","citation":null,"trap_note":"O futuro do presente frequentemente traduz condição e não tempo, sobretudo quando o período traz oração condicional, temporal ou reduzida de valor condicional. Pergunte se há um se implícito antes de responder tempo."}},{"id":"7305a3093407","number":7,"stem":47,"statement":"A oração “enquanto não for possível ou desejável a abstinência” (segundo período do primeiro parágrafo) expressa uma vontade, haja vista o emprego do modo subjuntivo em “for”.","answer":"E","source":{"slug":"MJSP_21_PSS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"For é futuro do subjuntivo exigido por enquanto, conjunção temporal: a oração delimita o intervalo em que a abstinência não for possível, projetando uma eventualidade futura. Vontade exigiria verbo volitivo na principal, que não existe ali. O adjetivo desejável está dentro da oração e pertence ao predicado — não transforma o subjuntivo em expressão de querer.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"expressa uma vontade","corrected_statement":"A oração “enquanto não for possível ou desejável a abstinência” (segundo período do primeiro parágrafo) expressa uma condição temporal, haja vista o emprego do modo subjuntivo em “for”.","concept":"Futuro do subjuntivo: eventualidade, não vontade","citation":null,"trap_note":"Futuro do subjuntivo (se, quando, enquanto, assim que, conforme) marca eventualidade projetada. Não confunda o vocabulário que aparece no trecho com o valor da forma verbal."}},{"id":"a2cfe9998a0b","number":8,"stem":48,"statement":"No primeiro período do último parágrafo, as formas verbais “reajustariam” e “revisariam” expressam ações que estavam prestes a acontecer no passado.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_RJ_21_ANALISTA","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O período projeta um cenário: podemos delegar tarefas a algoritmos que se reajustariam e revisariam suas regras. O futuro do pretérito depende de uma condição ainda não realizada — a delegação —, e não de um ponto situado no passado. Iminência no passado teria outra marca: ia reajustar-se, estava prestes a revisar.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"expressam ações que estavam prestes a acontecer no passado","corrected_statement":"No primeiro período do último parágrafo, as formas verbais “reajustariam” e “revisariam” expressam ações hipotéticas, condicionadas à delegação de tarefas a algoritmos.","concept":"Futuro do pretérito hipotético × futuro do passado","citation":null,"trap_note":"O futuro do pretérito só é futuro do passado quando há, no contexto, um passado que sirva de ponto de partida. Se o que o antecede é uma condição ou uma possibilidade no presente, o valor é hipotético."}},{"id":"9a769ad05dd5","number":10,"stem":49,"statement":"A substituição da locução verbal “tenha caçado” (primeiro período do terceiro parágrafo) pela forma verbal caçava prejudicaria a coerência e a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"ANM_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Não há evidência de que admite os dois modos: o subjuntivo composto marca o fato como não comprovado, e o imperfeito do indicativo apresenta o mesmo conteúdo como descrição, igualmente subordinada à negação da evidência. Nenhuma regra de regência ou de correlação é violada, e o parágrafo continua afirmando que a caça sistemática não está comprovada. A troca, portanto, não prejudica nada.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"prejudicaria a coerência e a correção gramatical do texto","corrected_statement":"A substituição da locução verbal “tenha caçado” (primeiro período do terceiro parágrafo) pela forma verbal caçava não prejudicaria a coerência e a correção gramatical do texto.","concept":"Completiva de expressão negativa: alternância de modo","citation":null,"trap_note":"Depois de não há evidência de que, não é certo que, não se sabe se, tanto o indicativo quanto o subjuntivo são admitidos. Item que declare prejuízo numa alternância legítima é a versão invertida da armadilha habitual."}},{"id":"5514e46d06bf","number":12,"stem":50,"statement":"A correção gramatical e a coerência do texto não seriam prejudicadas caso as formas verbais “atravessaria” e “chegaria”, no primeiro período do segundo parágrafo, fossem substituídas, respectivamente, por atravessou e chegou.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_RJ_21_TECNICO","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Atravessaria e chegaria são futuro do pretérito com valor de futuro do passado: do ponto de vista da Antiguidade, a noção de corrupção viria a atravessar a Idade Média e a chegar à modernidade — e de fato atravessou e chegou. Como se trata de fatos consumados, o pretérito perfeito nomeia os mesmos eventos sem quebrar correção nem coerência; perde-se apenas a perspectiva de quem olha do passado para diante.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Futuro do pretérito como futuro do passado","citation":null,"trap_note":"O futuro do pretérito tem três valores: hipótese (seria bom), atenuação ou cortesia (gostaria de saber) e futuro do passado (disse que viria). Só o terceiro descreve fato que efetivamente ocorreu, e só nele a troca pelo pretérito perfeito preserva a coerência."}},{"id":"4554b998a6b6","number":14,"stem":51,"statement":"No trecho “havia quem brincava” (primeiro parágrafo), a substituição de “brincava” por brincasse manteria a correção gramatical e a coerência do texto.","answer":"C","source":{"slug":"SESAU_AL_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Haver quem admite os dois modos: com indicativo, o falante afirma que essas pessoas existiam e brincavam; com subjuntivo, apresenta a existência como indefinida, sem individualizar quem. Nenhuma regra impede a alternância, e o trecho continua coerente porque já introduz o comportamento como exemplo genérico do período da pandemia.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Haver quem: alternância livre de modo","citation":null,"trap_note":"Depois de há quem, existe quem, não há nada que, a alternância de modo é legítima e só muda o grau de individualização do referente. Não confunda com a completiva, em que o verbo da principal impõe o modo."}},{"id":"06d2d1f14b64","number":14,"stem":52,"statement":"No início do texto, a forma verbal “escrito” poderia ser corretamente substituída por escrevido.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_21_NS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Escrever tem particípio único e irregular, escrito; escrevido não existe na norma padrão. A oposição entre particípio regular e irregular só se coloca nos verbos abundantes (aceito e aceitado, pago e pagado, entregue e entregado), e escrever não é um deles.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"poderia ser corretamente substituída por escrevido","corrected_statement":"No início do texto, a forma verbal “escrito” não poderia ser substituída por escrevido.","concept":"Particípio irregular único: escrito","citation":null,"trap_note":"Verbo abundante tem duas formas de particípio, e a escolha depende do auxiliar: ter e haver pedem a regular, ser e estar pedem a irregular. Escrever, dizer, fazer, ver e pôr têm forma única — e é nesses que a banca inventa um regular inexistente."}},{"id":"b5b5d5e78caf","number":25,"stem":53,"statement":"O emprego do presente do indicativo no primeiro parágrafo tem a finalidade de aproximar o leitor do exato momento em que a autora escrevia o texto.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_RJ_21_ANALISTA","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O primeiro parágrafo define: o uso da palavra está ligado à eficácia, o discurso procura produzir impacto sobre seu público. São proposições válidas a qualquer tempo, o presente atemporal da exposição teórica. O presente que coincide com o momento da escrita é outro emprego e exige marcas dêiticas (agora, neste instante), ausentes do trecho.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"aproximar o leitor do exato momento em que a autora escrevia o texto","corrected_statement":"O emprego do presente do indicativo no primeiro parágrafo tem a finalidade de apresentar como verdades gerais as propriedades do discurso.","concept":"Presente atemporal em texto expositivo","citation":null,"trap_note":"Em texto expositivo ou definitório, o presente é atemporal por padrão. Só leia presente do momento da enunciação quando houver advérbio ou pronome que ancore a cena no aqui e agora."}},{"id":"c0144836c03a","number":29,"stem":54,"statement":"O emprego predominante do pretérito perfeito no texto tem o propósito de apresentar fatos já ocorridos em determinado momento no passado e cujos efeitos, além de ainda serem sentidos no momento atual, afetam o tempo presente.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_21_NS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"A primeira metade do item está certa: o perfeito simples narra fatos situados e encerrados no passado — a escrita foi inventada, os sacerdotes se recusaram, os eruditos usaram o papel chinês. O que ele não faz é projetar esses fatos sobre o presente; esse é o valor do pretérito perfeito composto. O item acopla ao tempo certo o efeito de outro.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"cujos efeitos, além de ainda serem sentidos no momento atual, afetam o tempo presente","corrected_statement":"O emprego predominante do pretérito perfeito no texto tem o propósito de apresentar fatos já ocorridos e concluídos em determinado momento no passado.","concept":"Perfeito simples não se estende ao presente","citation":null,"trap_note":"Guarde as duas versões deste enunciado: ocorreram e se concluíram antes da produção do texto é certo; a mesma frase com o acréscimo cujos efeitos permanecem é errada, porque esse acréscimo descreve o perfeito composto."}},{"id":"8315e4dcfba3","number":13,"stem":55,"statement":"No período “Formara, havia tempos, a ideia de que momentos de solidão eram propícios à reflexão” (terceiro parágrafo), o trecho “Formara, havia tempos” poderia ser substituído por Formou, há tempos, sem prejuízo dos sentidos originais e da correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"DPDF_20_ANALISTA","ano":2020},"explanation":{"verdict_reason":"Formara é mais-que-perfeito: a ideia já estava formada antes do momento em que Espinosa se senta no banco e reflete. Formou é perfeito e traz o fato para o plano principal da narrativa, apagando a anterioridade. Junto com isso, havia tempos, que se mede a partir daquele passado, viraria há tempos, que se mede a partir do agora do narrador: a dupla troca desloca o eixo temporal do período.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"sem prejuízo dos sentidos originais e da correção gramatical do texto","corrected_statement":"No período “Formara, havia tempos, a ideia de que momentos de solidão eram propícios à reflexão” (terceiro parágrafo), o trecho “Formara, havia tempos” não poderia ser substituído por Formou, há tempos, sem prejuízo dos sentidos originais.","concept":"Mais-que-perfeito e o marcador de tempo decorrido","citation":null,"trap_note":"Haver e fazer indicando tempo decorrido acompanham o tempo do verbo principal: havia dois anos combina com passado, há dois anos combina com presente. Quando o item troca o tempo do verbo, confira se o marcador foi trocado junto — e se o eixo temporal sobreviveu."}},{"id":"4295ea6f7585","number":26,"stem":56,"statement":"No quinto período do texto, a locução verbal “teriam contribuído” poderia ser substituída por contribuiriam, sem prejuízo da correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"DPDF_20_ANALISTA","ano":2020},"explanation":{"verdict_reason":"Teriam contribuído é futuro do pretérito composto e contribuiriam é o simples: mesmo tempo, mesmo modo, e as duas cabem na interrogação hipotética do período. Muda o aspecto — o composto apresenta o fato como concluído antes de outro ponto —, mas a construção continua correta, e correção gramatical é tudo o que o item promete.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Futuro do pretérito simples × composto","citation":null,"trap_note":"As formas compostas acrescentam anterioridade e conclusão à forma simples do mesmo tempo. Quando o item promete apenas correção gramatical, a troca entre simples e composta costuma passar; quando promete sentido, não."}},{"id":"1829b29e7a73","number":5,"stem":57,"statement":"No trecho ‘Juscelino Kubitschek pediu a Anísio para criar o sistema educacional do Distrito Federal’ (sétimo período), o verbo pedir, empregado na forma ‘pediu’, poderia ser flexionado no presente do indicativo — pede —, sem prejuízo das informações veiculadas no texto.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"Pediu narra um fato datado; pede seria presente histórico, recurso que traz o passado para o plano do agora sem alterar a informação veiculada. O texto continuaria dizendo que Juscelino fez o pedido a Anísio: muda a perspectiva, não o conteúdo. E o item promete apenas a manutenção das informações, que é exatamente o que o presente histórico preserva.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Presente histórico substitui o pretérito perfeito na narração","citation":null,"trap_note":"Presente histórico é o presente usado para narrar o passado (em 1962, Darcy funda a UnB). Ele mantém a informação e aproxima o leitor; o que ele não mantém é a marcação temporal explícita."}},{"id":"f0d30d624364","number":6,"stem":58,"statement":"Seria prejudicada a correção gramatical do texto caso a forma verbal “seja” (R.7) fosse substituída por for.","answer":"C","source":{"slug":"PGM_RR_19_PROCURADOR","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"Presente e futuro do subjuntivo não são variantes um do outro: o futuro (for) só se licencia em oração condicional ou temporal introduzida por se, quando, enquanto, assim que, conforme, e em relativa de valor futuro. Fora desses contextos, quem o ambiente seleciona é o presente (seja), e substituir um pelo outro não produz uma segunda redação possível: produz construção agramatical.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Presente × futuro do subjuntivo: contextos distintos","citation":null,"trap_note":"As duas formas do subjuntivo se distinguem pelo gatilho, não pelo sentido. Antes de aceitar a troca, veja quem governa a oração: conjunção condicional ou temporal pede for; concessiva, final ou completiva de verbo volitivo pede seja."}},{"id":"8d19cf05689c","number":9,"stem":59,"statement":"As formas verbais “gostaria” (antepenúltimo período), “seria” (penúltimo período) e “deveríamos” (último período) têm valor contrafatual, isto é, constituem eventos que, embora realizáveis, contrapõem-se às ações defendidas no texto.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"O futuro do pretérito em gostaria, seria e deveríamos não projeta nada para depois do agora: apresenta o conteúdo como hipótese não realizada, dependente de uma condição implícita. O texto defende escutar o que o outro de fato diz, e essas formas nomeiam justamente o que se ouviria caso a escuta fosse guiada pela conveniência. Daí o valor contrafactual que o item aponta.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Futuro do pretérito com valor contrafactual","citation":null,"trap_note":"Futuro do pretérito quase nunca é tempo: é modo disfarçado de tempo. Procure sempre a condição implícita (se fosse assim, então...) que a forma pressupõe."}},{"id":"ef680f782dd9","number":20,"stem":60,"statement":"A locução verbal “foram sendo aprendidos” (último período do segundo parágrafo) indica que o aprendizado levou um tempo.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"Foram sendo aprendidos reúne dois auxiliares e um gerúndio: o pretérito perfeito situa o processo no passado e a perífrase ser + gerúndio lhe dá aspecto durativo. O evento não é apresentado como ponto, e sim como algo que se acumulou em etapas. Quem sustenta a leitura de duração é o aspecto da locução, não o tempo do auxiliar.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Locução com gerúndio: aspecto durativo","citation":null,"trap_note":"Tempo diz quando o evento ocorre; aspecto diz como ele se distribui. Locuções com gerúndio (ia fazendo, foi sendo feito, vem crescendo) marcam processo em curso; as formas simples do perfeito marcam ponto concluído."}},{"id":"1e47f0aa3d35","number":20,"stem":61,"statement":"As formas verbais “Acesse”, “conheça” e “consulte” caracterizam-se por uma uniformidade na flexão de modo e de pessoa.","answer":"C","source":{"slug":"PGM_RR_19_PROCURADOR","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"Acesse, conheça e consulte são imperativos afirmativos de terceira pessoa, formados a partir do presente do subjuntivo e dirigidos ao mesmo interlocutor. Modo e pessoa coincidem nas três formas, e é essa uniformidade de tratamento que o cartaz precisa manter para não oscilar entre tu e você.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Uniformidade de tratamento no imperativo","citation":null,"trap_note":"O imperativo afirmativo de você vem do presente do subjuntivo (acesse, conheça, consulte); o de tu vem do presente do indicativo sem o -s (acessa, conhece, consulta). Misturar os dois é o erro de uniformidade que a banca cobra."}},{"id":"a32ebd8cffa1","number":3,"stem":62,"statement":"Na linha 5, caso a forma verbal “era” fosse substituída por seria, a respectiva afirmação sobre o comportamento de Juca seria mais categórica que a que se verifica no texto.","answer":"E","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"Era é pretérito imperfeito do indicativo e assevera o comportamento como fato do passado. Seria é futuro do pretérito e suspende a asserção, apresentando o conteúdo como hipótese ou avaliação atenuada. A troca move o enunciado do modo da certeza para o da hipótese e, portanto, o torna menos categórico, não mais.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"seria mais categórica que a que se verifica no texto","corrected_statement":"Na linha 5, caso a forma verbal “era” fosse substituída por seria, a respectiva afirmação sobre o comportamento de Juca seria menos categórica que a que se verifica no texto.","concept":"Indicativo assevera; futuro do pretérito atenua","citation":null,"trap_note":"O futuro do pretérito é o recurso padrão de atenuação em português (eu diria, seria o caso de). Item que o apresente como reforço de certeza inverte a função do modo."}},{"id":"0642ed284f3f","number":12,"stem":63,"statement":"A substituição da forma verbal “teria” (R.15) por tem manteria tanto a correção gramatical quanto a coerência do texto.","answer":"C","source":{"slug":"PGE_PE_18_SERVIDOR","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"O futuro do pretérito de “teria o papel de” não é futuro do passado nem hipótese: não há verbo no pretérito instalando o ponto de vista, nem condição explícita ou implícita no período. É atenuação — a autora apresenta a atribuição de papel à Lei Maria da Penha sem o tom peremptório do indicativo. Como o eixo do parágrafo é o presente (“temos”, “chegamos”, “é constatando”), trocar por “tem” não rompe correlação nenhuma e a justificativa introduzida por “afinal” continua sustentando a afirmação. O item promete apenas correção gramatical e coerência, e as duas sobrevivem.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Futuro do pretérito de atenuação ↔ presente do indicativo","citation":null,"trap_note":"Antes de julgar uma troca de tempo verbal, leia o que o item prometeu manter. Promessa de correção e coerência costuma sobreviver; se este item tivesse prometido manter “os sentidos”, cairia, porque o indicativo assevera o que o futuro do pretérito apenas sugere. A escala do que foi prometido decide mais itens do que a forma proposta."}},{"id":"3962d883026f","number":3,"stem":64,"statement":"A forma verbal “termine” (R.5), que denota uma ação incerta ou irreal, foi empregada para indicar que a carta que Crick escreveu a seu filho, na realidade, não se encerra com as palavras ‘Muito amor, papai’ (R. 5 e 6).","answer":"E","source":{"slug":"STM_17_ANALISTA_TECNICO","ano":2017},"explanation":{"verdict_reason":"O subjuntivo em uma carta que termine marca antecedente indefinido: a carta é procurada, não identificada — qualquer uma que venha a terminar assim serviria. Disso não se extrai afirmação alguma sobre a carta real de Crick: o modo suspende a existência do referente, não nega uma propriedade de um objeto existente. A premissa do item está certa; a conclusão é que extrapola.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"para indicar que a carta que Crick escreveu a seu filho, na realidade, não se encerra com as palavras ‘Muito amor, papai’","corrected_statement":"A forma verbal “termine” (R.5), que denota uma ação incerta ou irreal, foi empregada para indicar que a carta a que o texto se refere é apenas hipotética, e não uma carta já identificada.","concept":"Subjuntivo em relativa indetermina o referente","citation":null,"trap_note":"Subjuntivo em relativa não nega o fato: apenas deixa o referente indeterminado (procuro um livro que ensine × procuro o livro que ensina). Item que converte indeterminação em negação de um fato está ampliando o alcance do modo."}},{"id":"5f76cbd1fad6","number":24,"stem":65,"statement":"Susanita emprega verbos no imperativo em todas as falas dirigidas a Mafalda, pois, a todo momento, dá ordens a ela.","answer":"E","source":{"slug":"PM_AL_17_SOLDADO","ano":2017},"explanation":{"verdict_reason":"O item não afirma apenas que há imperativo: afirma que há imperativo em todas as falas dirigidas a Mafalda e que a personagem dá ordens a todo momento. Basta uma fala em que ela pergunte, constate ou responda para o enunciado cair, e os quadrinhos trazem falas desse tipo. O quantificador absoluto é o que precisa ser verificado, não a classificação do verbo.","distortion_type":"generalizacao","distorted_span":"em todas as falas dirigidas a Mafalda","corrected_statement":"Susanita emprega verbos no imperativo em algumas das falas dirigidas a Mafalda, pois, em certos momentos, dá ordens a ela.","concept":"Quantificador absoluto em item de tirinha","citation":null,"trap_note":"Em item de tirinha, o alvo raramente é a classificação da forma verbal: é o quantificador que a acompanha (todas, sempre, a todo momento). Confira se a afirmação vale para cada ocorrência antes de olhar o verbo."}},{"id":"421180efb0f5","number":7,"stem":66,"statement":"O emprego de verbos no passado justifica-se em função do propósito comunicativo do texto, que é o de narrar acontecimentos anteriores ao momento da fala.","answer":"C","source":{"slug":"ANVISA_16","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"Narrar é relatar o que já ocorreu, e o pretérito é o tempo que situa o evento antes do momento da enunciação. A justificativa do item é funcional, não formal: o tempo predominante decorre do propósito do texto, que reconstitui a campanha sanitária de Oswaldo Cruz. Não há acréscimo nenhum ao valor do tempo — e é esse acréscimo que costuma derrubar itens desse desenho.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Tempo verbal predominante × propósito do texto","citation":null,"trap_note":"Itens que ligam tempo verbal a propósito textual acertam quando a ligação é a canônica: narração e pretérito, definição e presente atemporal, instrução e imperativo. Erram quando atribuem ao tempo um valor que pertence a outro."}},{"id":"5f49e555a925","number":17,"stem":67,"statement":"O emprego do verbo “dever” e o uso das expressões “ser preciso” e “ser necessário” ao longo do texto servem para sinalizar ações consideradas importantes e programáticas no desenvolvimento de uma nova política de acesso à justiça.","answer":"C","source":{"slug":"TJDFT_15_SERVIDOR","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"Dever, ser preciso e ser necessário são operadores de modalidade deôntica: não descrevem o que ocorre, mas o que deve ou precisa ocorrer. Empregados ao longo do texto, convertem a exposição em programa — ações apresentadas como necessárias e ainda por realizar, não como fatos consumados. É exatamente o que o item chama de importantes e programáticas.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Modalidade deôntica: dever, ser preciso, ser necessário","citation":null,"trap_note":"Verbo e expressão modal marcam o compromisso do enunciador, não o tempo do evento. Separar o que o texto afirma do que o texto recomenda é o que decide dezenas de itens de leitura."}},{"id":"cd2f9562263a","number":20,"stem":67,"statement":"O uso do modo subjuntivo em “que assegure direitos e promova a paz” (R. 22 e 23) indica que a ideia expressa nessas orações é uma possibilidade.","answer":"C","source":{"slug":"TJDFT_15_SERVIDOR","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"Em orações introduzidas por que cujo conteúdo ainda não se realizou, o subjuntivo apresenta o fato como não asseverado: direitos que se quer ver assegurados e paz que se quer ver promovida. Chamar isso de possibilidade é nomear o valor nuclear do modo. O indicativo, no mesmo lugar, afirmaria que os direitos já estão assegurados.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Subjuntivo marca o não factual","citation":null,"trap_note":"Indicativo assevera; subjuntivo suspende a asserção. Quando o item disser que o subjuntivo indica possibilidade ou eventualidade, está no núcleo do modo; desconfie quando o valor nomeado for específico demais (desejo, ordem, alegação de terceiros) sem gatilho que o sustente."}}]}