{"subject_id":"3a3cc48d0099816d9746e2de3418215b","topico":"Concordância com 'se': passiva sintética × indeterminação do sujeito","stems":["Texto CG1A1 Em 2015, o professor Robert Waldinger participou de uma conferência apresentando uma palestra chamada “O que torna uma vida boa? Lições sobre o mais longo estudo sobre felicidade”. O tema se tornou, anos depois, um livro do palestrante sobre o assunto, que entrou na lista dos mais vendidos, segundo o jornal The New York Times. Professor de psiquiatria em Harvard, Waldinger é o quarto pesquisador a dirigir o Estudo sobre Desenvolvimento Adulto, que existe na universidade desde 1938 e está em andamento até hoje. O trabalho é o maior já realizado sobre o tema e monitora questões relativas a bem-estar, desenvolvimento e felicidade. Atualmente, a pesquisa está na segunda geração e dela participam os filhos dos primeiros participantes. O principal achado da pesquisa chama a atenção: a chave para uma vida mais feliz e saudável são os relacionamentos que cultivamos. Boas relações ajudam a reduzir os níveis de estresse e também influenciam a maneira como lidamos com dificuldades e situações desafiadoras. Waldinger afirma que cultivar relacionamentos recíprocos, que contam com apoio mútuo e espaço para crescimento, é o que traz mais felicidade. Por outro lado, passar muito tempo no trabalho é um constante arrependimento dos participantes do estudo. Além desses, há outros fatores que interferem na saúde mental e na sensação de felicidade — e um deles pode ser dinheiro. O pesquisador ressalta que ter muito dinheiro ou fama não tem relação direta com a felicidade. Contudo, a pobreza impacta a satisfação com a vida. Waldinger aponta que, enquanto não se tem as necessidades básicas garantidas, sentir-se feliz e pleno é uma tarefa difícil. Por outro lado, a partir do momento em que necessidades como alimentação, moradia e educação estão garantidas, ganhar mais dinheiro não significa sentir felicidade. É aí que está a importância de cultivar bons relacionamentos. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nEm relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto CG1A1, julgue os itens a seguir.","Quando falamos em direito, estamos falando inicialmente de um enorme conjunto de regras obrigatórias, o chamado direito positivo. Mas o vocábulo direito é usado também para os estudos, o curso de direito, a assim chamada “ciência do direito”. Numa terceira acepção, a palavra designa os direitos de cada um de nós, chamados de direitos subjetivos, pois somos os sujeitos, os titulares, desses direitos. Ninguém ignora que paira sobre nossas cabeças uma gigantesca teia de normas, que atinge praticamente todas as nossas atividades. Muitos pensadores têm destacado que o direito atual parece ter invadido tudo: há direito em toda parte, para todos, para tudo. A contrapartida é que, assim como temos de seguir as normas, os outros também têm de obedecer a elas e, desse modo, respeitar os direitos de cada um de nós, os ditos direitos subjetivos. Vivemos num tempo em que as questões legais se tornaram corriqueiras. Apesar dessa popularização, ainda existe uma enorme dificuldade de acesso às coisas do direito. Ao mesmo tempo, os mecanismos da justiça são cada vez mais acionados, até para resolver quem fica com o cachorro depois da separação, ou se o condomínio pode impedir seus moradores de ter animais. A sobrecarga dos tribunais, e sua lentidão, é parcialmente consequência desse excesso de litigiosidade e da incapacidade das pessoas de resolver com bom senso, compreensão e respeito as questões de convivência em sociedade. Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1-I A expressão “inteligência artificial” é muito popular, tanto na literatura técnica quanto no imaginário popular. A sociedade se espanta com os prometidos ganhos em bem-estar e produtividade e se apavora com perspectivas apocalípticas relacionadas à inteligência artificial. Em muitos casos, o que se observa é a confusão entre inteligência artificial e toda e qualquer atividade que envolve aparelhos digitais. Muitas inovações recentes creditadas à inteligência artificial decorrem simplesmente da automatização de tarefas cotidianas ou do uso de tecnologias dominadas há algum tempo. É preciso filtrar um pouco os excessos e procurar se ater aos pontos que caracterizam mais fortemente as inteligências artificiais, mesmo que tenhamos uma definição vaga de inteligência artificial. Um agente inteligente, de forma geral, deve ser capaz de representar conhecimento e incerteza; de raciocinar; de tomar decisões; de aprender com experiências e instruções; de se comunicar e interagir com pares e com o mundo. Embora alguém possa imaginar cérebros biológicos artificiais, hoje toda a ação em inteligência artificial está centrada em computadores digitais construídos a partir de silício. Com base nas ideias do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, em relação a estruturas linguísticas do texto CG1A1-I.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. O Poder Judiciário brasileiro tem em torno de 80 milhões de processos judiciais. Esse número é estarrecedor quando comparado com a população do país, cuja estimativa é de 203 milhões de brasileiros. Sendo assim, para pouco mais de dois brasileiros, há um processo judicial, o que representa uma situação praticamente insustentável sob o aspecto econômico, gerencial e jurídico. Já houve redução no tempo e no custo do processo judicial com a implantação do processo eletrônico, mas há muito o que fazer quando se depara com o tempo de resolutividade e os gastos para a manutenção do serviço de prestação jurisdicional: estima-se que, no ano de 2022, tenham sido gastos, só na justiça federal, R$ 12.369.100.765. Em relação ao custo processual, no ano de 2015, por exemplo, cada brasileiro desembolsou R$ 387,00 para manter o Poder Judiciário, o que equivalia a 1,3% do PIB. Se avaliarmos de 2009 a 2015, o crescimento foi de 31%. Em 2020, os gastos foram de R$ 479,16 por habitante. Em relação às ideias e propriedades linguísticas do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1-I A forma peculiar como se processou a independência da América portuguesa teve consequências fundamentais no seu subsequente desenvolvimento. Tendo-se transferido o governo português para o Brasil sob a proteção inglesa e tendo-se operado a independência da colônia sem descontinuidade na chefia do governo, os privilégios econômicos de que se beneficiava a Inglaterra em Portugal passaram automaticamente para o Brasil independente. Com efeito, se bem haja conseguido separar-se de Portugal em 1822, o Brasil necessitou de vários decênios mais para eliminar a tutela que, graças a sólidos acordos internacionais, mantinha sobre ele a Inglaterra. Esses acordos foram firmados em momentos difíceis e constituíam, na tradição das relações luso-inglesas, pagamentos em privilégios econômicos de importantes favores políticos. Os acordos de 1810 foram firmados contra a garantia da Inglaterra de que nenhum governo imposto por Napoleão em Portugal seria reconhecido. Por eles se transferiam para o Brasil todos os privilégios de que gozavam os ingleses em Portugal — inclusive os de extraterritorialidade — e se lhes reconhecia demais uma tarifa preferencial. Tudo indica que, negociando esses acordos, o governo português tinha estritamente em vista a continuidade da casa reinante em Portugal, enquanto os ingleses se preocupavam em firmar-se definitivamente na colônia, cujas perspectivas comerciais eram bem mais promissoras que as de Portugal. Considerando as ideias veiculadas no texto CB1A1-I e as relações de coesão nele estabelecidas, julgue os próximos itens.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.","A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB4A1, julgue os itens seguintes.","Notícias falsas costumam ser definidas como notícias, estórias, boatos, fofocas ou rumores que são deliberadamente criados para ludibriar ou fornecer informações enganadoras. Elas visam influenciar as crenças das pessoas, manipulá-las politicamente ou causar confusões em prol de interesses escusos. Muitos comentadores têm chamado a atenção para o fato de que a falsidade das notícias não é um fenômeno inteiramente novo, pois já existia no tempo dos gregos, e, mais recentemente, desde que o tema entrou em pauta, não têm faltado artigos sobre o histórico das notícias falsas ao longo do tempo. De fato, se a expressão significar a criação de informação falsa movida pelo propósito de enganar, o conceito está longe de ser novo. Basta pensar na longa história dos tabloides, das fofocas acerca da vida das celebridades, das táticas de estilo das revistas para fisgar seu público. Sabe-se também como as estratégias de sedução e persuasão das revistas sempre funcionaram. Em quaisquer dos casos, são mensagens de forte apelo visual cujas chamadas são tão inacreditáveis que se tornam irresistíveis. Considerando os sentidos do texto precedente e seus aspectos linguísticos, julgue os itens que se seguem.","Quando eu cheguei à seção onde tinha de votar, achei três mesários e cinco eleitores. Os eleitores falavam do tempo. Contavam os maiores verões que temos tido; um deles opinava que o verão, em si mesmo, não era mau, mas que as febres é que o tornavam detestável. A quanto não ia a amarela? Chegaram mais três eleitores, depois um, depois sete, que, pelo ar, pareciam da mesma casa. Os minutos iam com aquele vagar do costume quando a gente está com pressa. Mais três eleitores. Nove horas e meia. Os conhecidos faziam roda. Uns falavam mal dos gelados, outros tratavam do câmbio. Nove e três quartos. Trinta e cinco eleitores. Alguns almoçados. Os almoçados interpretavam o regulamento eleitoral diferentemente dos que o não eram. Daí algumas conversações particulares à meia voz, dizendo uns que a chamada devia começar às dez horas em ponto, outros que antes. — Meus senhores, vai começar a chamada — disse o presidente da mesa. Eram dez horas menos um minuto. Havia quarenta e sete eleitores. Abriram-se as urnas, que foram mostradas aos eleitores, a fim de que eles vissem que não havia nada dentro. Os cinco mesários já estavam sentados, com os livros, papéis e penas. O presidente fez esta advertência: — Previno aos senhores eleitores que as cédulas que contiverem nomes riscados e substituídos não serão apuradas; é disposição da lei nova. Quis protestar contra a lei nova. Pareceu-me opressiva da liberdade eleitoral. Pois eu escolho um nome, para presidente da República, suponhamos; ou senador, ou deputado que seja; em caminho, ao descer do bonde, acho que o nome não é tão bom como o outro, e não posso entrar numa loja, abrir a cédula e trocar o voto? — Antônio José Pereira — chamava o mesário. — Está na Europa — dizia um eleitor, explicando o silêncio. — Pôncio Pilatos! — Morreu, senhor; está no Credo. Tinha começado a chamada e prosseguia lentamente para não dar lugar a reclamações. Nove décimos dos eleitores não respondiam por isto ou por aquilo. — Padre Diogo Antônio Feijó! — prosseguia o mesário. Pausa. — Padre Diogo Antônio Feijó! Pausa. Eu gemia em silêncio. Consultei o relógio; faltavam sete minutos para as onze, e ainda não começara o meu quarteirão. Quis espairecer, levantei-me, fui até a porta, onde achei dois eleitores, fumando e falando de moças bonitas. Conhecia-os; eram do meu quarteirão. Enfim, começou o meu quarteirão; respirei, mas respirei cedo, porque a lista era quase toda composta de abstencionistas, e os nomes dos ausentes ou mortos gastam mais tempo, pela necessidade de esperar que os donos apareçam. Chegou a minha vez. Votei e corri a almoçar. Relevem a vulgaridade da ação. Tartufo, neste ponto, emendaria o seu próprio autor: “Ah! Pour être électeur, je n’en suis pas moins homme [Ah! Um eleitor, mas nem por isso menos homem].” Acerca das características do texto precedente, bem como das ideias nele veiculadas e de seus aspectos linguísticos, julgue os itens seguintes.","Texto CB1A1-III Aprendemos desde cedo que a linguagem verbal serve para comunicar e frequentemente dizemos que o importante é a comunicação. Quando se fala em comunicação, muitas vezes, pensamos que se está falando na transmissão de informações. Comunicar não se limita, entretanto, a transmitir informações. Realmente, há momentos em que desejamos apenas fornecer uma informação, mas, muito frequentemente, temos outros objetivos, como: dar uma ordem, expressar um sentimento, fazer um pedido, exercer algum tipo de influência, fazer o outro mudar de opinião... O ser humano vive em sociedade, isto é, fazemos parte de grupos sociais e agimos em conjunto com nossos semelhantes; interagimos. Na verdade, é para interagir que nos comunicamos, falamos e escrevemos. Por isso, não podemos nos esquecer de que a comunicação, ou a interação, envolve mais do que simplesmente informação; envolve, sobretudo, alguma forma de ação sobre o outro. Considerando os aspectos textuais e linguísticos do texto CB1A1-III, bem como as ideias nele veiculadas, julgue os itens seguintes.","Texto CB3A1-I Ao final do período de revoluções e guerras que caracterizaram a virada do século XVIII para o XIX, os recém-emancipados países da América e os antigos Estados europeus se viram diante da necessidade de criar estruturas de governo, marcando a transição do Antigo Regime ao constitucionalismo e do colonialismo à independência. Os arquitetos da nova ordem se inspiraram em fontes antigas e modernas: de Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.) e Políbio (c.200 a.C. – c.118 a.C.) a John Locke (1632 – 1704) e Montesquieu (1689 – 1755). Um dos principais problemas com os quais lideranças e pensadores políticos se confrontaram estava materializado em uma passagem do poeta satírico romano Juvenal (c.55 – c.127), em que se lê: “Quis custodiet ipsos custodes?”, traduzida como “Quem vigia os vigias?” ou “Quem controla os controladores?”. “Uma coisa é teorizar sobre a separação em três poderes, como lemos em Montesquieu. Outra coisa é colocar em prática”, observa a historiadora Monica Duarte Dantas, do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo. “Aí surgem os problemas, porque um poder pode tentar assumir as atribuições de outro. Não era possível antever todas as questões que iriam aparecer, até porque havia assuntos que diziam respeito a mais de um poder. Na prática, era preciso definir a quem competia o quê. Essas questões emergiram rapidamente nos séculos XVIII e XIX, quando se tentou colocar em prática a separação de poderes.” Alguém que acompanhasse os trabalhos de elaboração de textos constitucionais no início do século XIX não necessariamente apostaria que, ao final desse período, estaria consolidado um modelo de organização do Estado em que o poder se desdobraria em três partes: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, conforme apresentado pelo filósofo francês Montesquieu em O espírito das leis (1748). Havia projetos com quatro, cinco ou até mais poderes. Na França, o filósofo político franco-suíço Benjamin Constant (1767 – 1830) imaginou meia dezena: o Judiciário, o Executivo, dois poderes representativos, correspondentes ao Legislativo — o da opinião (Câmara Baixa) e o da tradição (Câmara Alta) —, e um poder “neutro”, exercido pelo monarca. O revolucionário venezuelano Simon Bolívar (1783 – 1830) chegou a formular a ideia, em 1819, de um “poder moral” que deveria cuidar, sobretudo, de educação. As mesmas preocupações estavam na cabeça dos deputados na primeira Assembleia Constituinte do Brasil, em 1823. Até que, em novembro, o conflito de poderes se concretizou: tropas enviadas pelo imperador Dom Pedro I (1789 – 1834) dissolveram a assembleia. Em março do ano seguinte, quando o imperador outorgou a primeira Constituição brasileira, ela se afastava pouco do projeto elaborado em 1823, mas continha uma diferença crucial: os poderes eram quatro e incluíam um Moderador. Entretanto, só em dois países esse quarto poder chegou a ser formalmente inscrito no texto constitucional, como uma instituição em separado. O Brasil, com o título 5.º da Constituição de 1824, e Portugal, em 1826, com a Carta Constitucional outorgada também por Dom Pedro — em Portugal, IV, e não I —, no breve período de seis dias em que acumulou a coroa de ambos os países. As funções do Poder Moderador, tanto na doutrina de Constant quanto na Constituição brasileira, guardam semelhanças com algumas das funções que hoje cabem às cortes supremas — no Brasil, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de garantir que a atuação dos poderes, seja na formulação de leis, seja na administração pública ou no julgamento de casos, não se choque com as normas constitucionais. Considerando os sentidos e a organização do texto CB3A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos e à estruturação do texto CB3A1-I, julgue os itens subsequentes.","Julgue os itens a seguir, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","A vida em sociedade trouxe para os seres humanos um aprendizado extremamente importante: não se poderiam resolver todas as questões pela força, era preciso usar a palavra para persuadir os outros a fazer alguma coisa. Por isso, o aparecimento da argumentação está ligado à vida em sociedade e, principalmente, ao surgimento das primeiras democracias. Todo discurso tem uma dimensão argumentativa. Alguns se apresentam como explicitamente argumentativos (por exemplo, o discurso político, o discurso publicitário), enquanto outros não se apresentam como tal (por exemplo, o discurso didático, o discurso romanesco, o discurso lírico). No entanto, todos são argumentativos: de um lado, porque o modo de funcionamento real do discurso é o dialogismo; de outro, porque sempre o enunciador pretende que suas posições sejam acolhidas, que ele mesmo seja aceito, que o enunciatário faça dele uma boa imagem. Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Ora, graças a Deus, lá se foi mais um. Um ano, quero dizer. Menos um na conta, mais uma prestação paga. E tem quem fique melancólico. Tem quem deteste ver à porta a cara do mascate em cada primeiro do mês, cobrando o vencido. Quando compram fiado, têm a sensação de que o homem deu de presente, e se esquecem das prestações, que serão, cada uma, uma facada. Nem se lembram dessa outra prestação que se paga a toda hora, tabela Price insaciável comendo juros de vida, todo dia um pouquinho mais; um cabelo que fica branco, mais um milímetro de pele que enruga, uma camada infinitesimal acrescentada à artéria que endurece, um pouco mais de fadiga no coração, que também é carne e se cansa com aquele bater sem folga. E o olho que enxerga menos, e o dente que caria e trata de abrir lugar primeiro para o pivô, depois para a dentadura completa. O engraçado é que muito poucos reconhecem isso. Convencem-se de que a morte chega de repente, que não houve desgaste preparatório, e nos apanha em plena flor da juventude, ou em plena frutificação da maturidade; se imaginam uma rosa que foi colhida em plena beleza desabrochada. Mas a rosa, se a não apanha o jardineiro, que será ela no dia seguinte, após o mormaço do sol e a friagem do sereno? A hora da colheita não interessa ― de qualquer modo, o destino dela era murchar, perder as pétalas, secar, sumir-se. A gente, porém, não pode pensar muito nessas coisas. Tem que pensar em alegrias, sugestionar-se, sugestionar os outros. Vamos dar festas, vamos aguardar o ano novo com esperanças e risadas e beijos congratulatórios. Desejar uns aos outros saúde, riqueza e venturas. Fazer de conta que não se sabe; sim, como se a gente nem desconfiasse. Tudo que nos espera: dentro do corpo o que vai sangrar, doer, inflamar, envelhecer. As cólicas de fígado, as dores de cabeça, as azias, os reumatismos, as gripes com febre, quem sabe o tifo, o atropelamento. Tudo escondido, esperando. Sem falar nos que vão ficar tuberculosos, nas mulheres que vão fazer cesariana. Os que vão perder o emprego, os que se verão doidos com as dívidas, os que hão de esperar nas filas ― que seremos quase todos. E os que, não morrendo, hão de ver a morte lhes entrando de casa adentro, carregando o filho, pai, amor, amizade. As missas de sétimo dia, as cartas de rompimento, os bilhetes de despedida. E até guerra, quem sabe? Desgostos, desgostos de toda espécie. Qual de nós passa um dia, dois dias, sem um desgosto? Quanto mais um ano! Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1 A governabilidade refere-se à capacidade política de governar, que deriva da relação de legitimidade do Estado e do seu governo com a sociedade. Está presente quando a população legitima o exercício do poder pelo Estado. A legitimidade, nesse contexto, deve ser entendida como a aceitação do poder do governo ou do Estado pela sociedade. Nesse sentido, os cidadãos e a cidadania organizada são a fonte ou a origem principal da governabilidade, ou seja, é a partir deles (e de sua capacidade de articulação em partidos, associações e demais instituições representativas) que surgem e se desenvolvem as condições para a governabilidade plena. Vinculada à dimensão estatal, governabilidade diz respeito às condições sistêmicas e institucionais sob as quais se dá o exercício do poder, tais como as características do sistema político, a forma de governo, as relações entre os poderes, o sistema de intermediação de interesses. Representa, assim, um conjunto de atributos essenciais ao exercício do governo, sem os quais nenhum poder pode ser exercido. Há três dimensões inerentes ao conceito de governabilidade: capacidade do governo de identificar problemas críticos e de formular políticas adequadas ao enfrentamento desses problemas, capacidade de mobilizar meios e recursos necessários à execução e à implantação das políticas públicas e capacidade de liderança do Estado, sem a qual as decisões se tornam ineficientes. A governabilidade, então, significa que o governo deve tomar decisões amparadas em um processo que inclua a participação dos diversos setores da sociedade, dos poderes constituídos, das instituições públicas e privadas e dos segmentos representativos da sociedade, para garantir que as escolhas atendam aos anseios da sociedade e contem com seu apoio na implementação de programas e projetos e na fiscalização dos serviços públicos. Sob esse enfoque, significa a participação dos diversos setores da sociedade nos processos decisórios que dizem respeito às ações do poder público, uma vez que incorpora a articulação do aparelho estatal ao sistema político de uma sociedade, ampliando o leque possível e indispensável à legitimidade e ao suporte das ações governamentais em busca de sua eficácia. Em resumo, governabilidade refere-se às condições do ambiente político em que se efetivam ou se devem efetivar as ações da administração, à base de legitimidade dos governos, à credibilidade e à imagem públicas da burocracia. Desse modo, o desafio da governabilidade consiste em conciliar os muitos interesses desses atores (na maioria, divergentes) e reuni-los em um objetivo comum (ou em vários objetivos comuns) a ser perseguido por todos. Assim, a capacidade de articular-se em alianças políticas e pactos sociais constitui-se em fator crítico para a viabilização dos objetivos do Estado. Essa tentativa de articulação que a governabilidade procura é uma forma de intermediação de interesses. Acerca das ideias do texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nNo que concerne aos aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-II A palavra “corrupção” tem origem nas palavras latinas corruptio e corrumpere, que indicam algo que foi corrompido, deturpado. Por ela ser um termo polissêmico, entendemos que a sua história conceitual é incerta. É usual o tratamento da corrupção sob uma perspectiva moralista, como algo resultante da falta de caráter dos indivíduos. Contudo, tal abordagem não apresenta validade científica, já que moral é um atributo individual, dotado de subjetividade e culturalmente circunscrito. A manifestação de práticas corruptas pode-se dar em ambientes públicos ou privados, a partir de numerosos tipos de ação e em variada magnitude. Em todos os casos, a corrupção sempre se materializa a partir de trocas entre os agentes. Em relação a quem participa da troca corrupta, em situações nas quais há participação de agentes públicos, distinguem-se três tipos de corrupção: a grande corrupção, a corrupção burocrática (a pequena corrupção) e a corrupção legislativa. A primeira normalmente se refere a atos da elite política que cria políticas econômicas que a beneficiem. A segunda tem a ver com atos da burocracia em relação aos superiores hierárquicos ou ao público. A terceira se relaciona à compra de votos dos legisladores. Nas três formas, encontramos algum tipo de pagamento. Isso nos leva a concluir que a corrupção tem uma natureza essencialmente econômica: ela é uma troca socialmente indesejada. Com isso, queremos dizer que, apesar de não se configurar necessariamente como ilegal em todos os seus tipos, ela se configura como um jogo de soma zero entre a sociedade e os participantes do ato corrupto. Com base nas ideias do texto CB1A1-II, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens subsequentes.","informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração padrão e que não há restrições de No fim do século XVIII e começo do XIX, a despeito de algumas grandes fogueiras, a melancólica festa de punição vai-se extinguindo. Nessa transformação, misturaram-se dois processos. Não tiveram nem a mesma cronologia, nem as mesmas razões de ser. De um lado, a supressão do espetáculo punitivo. O cerimonial da pena vai sendo obliterado e passa a ser apenas um novo ato de procedimento ou de administração. A punição pouco a pouco deixou de ser uma cena. E tudo o que pudesse implicar de espetáculo desde então terá um cunho negativo; e como as funções da cerimônia penal deixavam pouco a pouco de ser compreendidas, ficou a suspeita de que tal rito que dava um “fecho” ao crime mantinha com ele afinidades espúrias: igualando-o, ou mesmo ultrapassando-o em selvageria, acostumando os espectadores a uma ferocidade de que todos queriam vê-los afastados, mostrando-lhes a frequência dos crimes, fazendo o carrasco se parecer com criminoso, os juízes com os assassinos, invertendo no último momento os papéis, fazendo do supliciado um objeto de piedade e de admiração. A execução pública é vista então como uma fornalha em que se acende a violência. A punição vai-se tornando, pois, a parte mais velada do processo penal, provocando várias consequências: deixa o campo da percepção quase diária e entra no da consciência abstrata; sua eficácia é atribuída à sua fatalidade, não à sua intensidade visível; a certeza de ser punido é que deve desviar o homem do crime e não mais o abominável teatro; a mecânica exemplar da punição muda as engrenagens. Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.",", será igual a: 1,00 ponto, caso a resposta do candidato esteja em 1,00 ponto negativo, caso a resposta do candidato esteja em","Texto CB1A1-II A expressão “Comunicação e Saúde 2.0” acarreta deslocamentos nos modos de relacionamento entre indivíduos e profissionais da saúde. Trata-se de um processo global que ocasiona mudanças no cuidado da saúde e que associa as tecnologias de informação e comunicação aos processos terapêuticos nas trocas e interações entre profissionais e pacientes. As interações entre indivíduos mediadas pelas máquinas resultariam em novas experiências de comunicação e informação em saúde. Com o surgimento da Web 2.0, por consequência, desenvolve-se a Saúde 2.0, o que permite, na prática, que os atores da área da saúde interajam em fóruns virtuais que tratam de assuntos relacionados a doenças e prognósticos. Nas redes telemáticas, em tese, não existiria hierarquia, pois até o paciente poderia contribuir com as informações sobre saúde que detém. É possível visualizar a atuação da Saúde 2.0 em blogs, canais de compartilhamento de vídeos, redes sociais, softwares, aplicativos para celulares e mecanismos de busca. Esse tipo de discussão sobre Saúde 2.0 ainda é recente no Brasil, embora os mecanismos da Web 2.0 já estejam consolidados para boa parte da população brasileira. Em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens seguintes.","No mundo de hoje, as telecomunicações representam muito mais do que um serviço básico; são um meio de promover o desenvolvimento, melhorar a sociedade e salvar vidas. Isso será ainda mais verdade no mundo de amanhã. A importância das telecomunicações ficou evidente nos dias que se seguiram ao terremoto que devastou o Haiti, em janeiro de 2010. As tecnologias da comunicação foram utilizadas para coordenar a ajuda, otimizar os recursos e fornecer informações sobre as vítimas, das quais se precisava desesperadamente. A União Internacional das Telecomunicações (UIT) e os seus parceiros comerciais forneceram inúmeros terminais satélites e colaboraram no fornecimento de sistemas de comunicação sem fio, facilitando as operações de socorro e limpeza. Saúdo essas iniciativas e, de um modo geral, o trabalho da UIT e de outras entidades que promoveram o acesso à banda larga em zonas rurais e remotas de todo o mundo. Um maior acesso pode significar mais progressos no domínio da realização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. A Internet impulsiona a atividade econômica, o comércio e até a educação. A telemedicina está melhorando os cuidados com a saúde, os satélites de observação terrestre são usados para combater as alterações climáticas e as tecnologias ecológicas contribuem para a existência de cidades mais limpas. Ao passo que essas inovações se tornam mais importantes, a necessidade de atenuar o fosso tecnológico é mais urgente. Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB4A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-II da mistura. Louva-se a tendência brasileira à assimilação do que é significativo e importante das outras culturas. O Brasil na formação da nacionalidade, exaltando o enriquecimento cultural e a ausência de fronteiras de nossa cultura. De nosso Trata-se evidentemente de uma autodescrição da cultura brasileira. Há então todo um culto à mulata, representante por tolerância; do convívio harmônico de culturas que se digladiam em outras partes do mundo. A identidade nacional está No entanto, a decantada mistura brasileira não é indiscriminada, ela é seletiva. Há sistemas que não são aceitos nacional, não há a ideia da mistura das três raças, que hoje se consideram constitutivas da nacionalidade, mas somente dos não era desejável, pois se tratava de escravos. Acerca das ideias e dos sentidos do texto CB1A1-II, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nA respeito dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens subsecutivos.","decorrente, principalmente, da redução de barreiras ao comércio mundial, da maior velocidade das inovações tem exigido mudanças efetivas na atuação do comércio internacional. passa pela concorrência, visto que é por meio da garantia e da possibilidade de entrar no mercado internacional, se consubstancia a plena expansão das atividades comerciais e se alcança o resultado último dessa interatuação: o preço Defesa da concorrência e defesa comercial são instrumentos à disposição dos Estados para lidar com distintos diferença o efeito que cada instrumento busca neutralizar. A política de defesa da concorrência busca advindas do exercício de poder de mercado. A política de defesa comercial busca proteger a indústria nacional Acerca de aspectos linguísticos do texto precedente e das ideias nele contidas, julgue os itens a seguir.","Com relação a aspectos linguísticos do texto, julgue os próximos itens.","Acerca dos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto, julgue os itens que se seguem."],"questions":[{"id":"37493c853317","number":5,"stem":0,"statement":"A correção gramatical do texto seria mantida caso o verbo “cultivar” (último período do texto) fosse substituído por se cultivarem.","answer":"C","source":{"slug":"MP_CE_25_SERVIDOR","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O infinitivo “cultivar” tem objeto direto plural, “bons relacionamentos”, e é isso que torna a passiva sintética possível: acrescentado o apassivador, esse objeto passa a sujeito, e o infinitivo, que agora tem sujeito próprio, flexiona para concordar com ele. Daí exatamente a forma proposta, “se cultivarem”. A importância de se cultivarem bons relacionamentos é construção correta.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Infinitivo flexionado com sujeito paciente próprio","citation":null,"trap_note":"Ao inserir o apassivador, o objeto direto vira sujeito e passa a haver com que concordar — inclusive para o infinitivo, que se flexiona quando ganha sujeito próprio. Quem decora “infinitivo não varia” erra este item."}},{"id":"a592ee9bf518","number":4,"stem":1,"statement":"Alterando-se o segmento “Ninguém ignora” (primeiro período do segundo parágrafo) por Não se ignora, opera-se uma mudança na estrutura sintática do período, que não interfere, contudo, na classificação do sujeito, que é indeterminado em ambas as orações.","answer":"E","source":{"slug":"MP_TO_24_SERVIDOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em nenhuma das duas versões o sujeito é indeterminado. Em “Ninguém ignora”, o sujeito é simples e está expresso: o pronome indefinido “ninguém”. Em “Não se ignora que paira sobre nossas cabeças uma gigantesca teia de normas”, ignorar é transitivo direto e a oração iniciada por “que” é o sujeito paciente, com o “se” apassivador. Sujeito indeterminado exige que não haja termo algum a que atribuir a ação.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"que é indeterminado em ambas as orações","corrected_statement":"Alterando-se o segmento “Ninguém ignora” (primeiro período do segundo parágrafo) por Não se ignora, opera-se uma mudança na estrutura sintática do período, que não interfere, contudo, na classificação do sujeito, que é determinado em ambas as orações.","concept":"Pronome indefinido como sujeito × sujeito indeterminado","citation":null,"trap_note":"Indefinido não é indeterminado: “ninguém”, “alguém”, “tudo”, “cada um” são pronomes indefinidos que exercem função de sujeito simples. E, do outro lado, oração iniciada por que depois de verbo transitivo direto com “se” é sujeito paciente, não complemento."}},{"id":"07f057973022","number":7,"stem":2,"statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, o vocábulo “se” está empregado como recurso coesivo para indeterminar o sujeito gramatical da oração.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em “o que se observa é a confusão entre inteligência artificial e toda e qualquer atividade”, observar é transitivo direto e o relativo “que” ocupa a posição do termo promovido a sujeito: o que se observa equivale a aquilo que é observado. O “se” é apassivador e o sujeito da adjetiva é o próprio “que”, que retoma o demonstrativo “o”. Há paciente, logo não há indeterminação.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"para indeterminar o sujeito gramatical da oração","corrected_statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, o vocábulo “se” está empregado como recurso coesivo para apassivar a oração, cujo sujeito é o relativo “que”.","concept":"O que se observa: relativo como sujeito paciente","citation":null,"trap_note":"Em “o que se faz”, “o que se observa”, “o que se vê”, o relativo é o sujeito paciente de uma passiva sintética. A fórmula soa impessoal porque não diz quem observa, mas o sujeito está ali, no “que”."}},{"id":"55c96fd1474a","number":7,"stem":3,"statement":"No segmento “quando se depara com o tempo de resolutividade e os gastos para a manutenção do serviço de prestação jurisdicional” (primeiro período do segundo parágrafo), o pronome “se” indica que o sujeito da oração é indeterminado.","answer":"C","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Deparar-se com exige preposição: é transitivo indireto, e tudo o que vem depois de “com” está regido, logo nenhum daqueles termos pode ser sujeito. Sem termo promovível, o “se” só pode ser índice de indeterminação, e o verbo permanece na terceira pessoa do singular — repare que “os gastos”, embora plural, não o arrasta. O texto não diz quem se depara, e é isso que a construção realiza.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Deparar-se com: transitivo indireto, sujeito indeterminado","citation":null,"trap_note":"Um plural depois do verbo não significa sujeito plural: confira antes se ele não está dentro de um sintagma preposicionado. Aqui “os gastos” é complemento de com, e o verbo fica no singular por indeterminação."}},{"id":"6316d0870510","number":10,"stem":4,"statement":"Em “Tendo-se transferido (...) e tendo-se operado (...) governo” (segundo período), o vocábulo “se” é empregado para indeterminar o sujeito de ambas as orações.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Transferir e operar são transitivos diretos, e cada oração traz o termo que a construção promove a sujeito: “o governo português” na primeira, “a independência da colônia” na segunda. O “se” é apassivador nas duas, e as reduzidas equivalem a tendo o governo português sido transferido e tendo a independência da colônia sido operada. Sujeito indeterminado exigiria verbo sem objeto direto e forma presa ao singular.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"é empregado para indeterminar o sujeito de ambas as orações","corrected_statement":"Em “Tendo-se transferido (...) e tendo-se operado (...) governo” (segundo período), o vocábulo “se” é empregado como pronome apassivador em ambas as orações.","concept":"Se apassivador em reduzida de gerúndio composto","citation":null,"trap_note":"A forma composta não altera a análise: o que decide continua sendo a transitividade do verbo principal e a existência de um termo promovível a sujeito. Tendo-se transferido o governo tem sujeito; tendo-se tratado do governo não teria."}},{"id":"56624b92b387","number":11,"stem":5,"statement":"No excerto “Vagou-se um cargo na Assembleia Provincial” (segundo período do primeiro parágrafo), o pronome “se” classifica-se como índice de indeterminação do sujeito.","answer":"E","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Vagar, no sentido de ficar vago, é intransitivo: não tem objeto direto, e por isso “um cargo” só pode ser o sujeito da oração. Havendo sujeito expresso, não há o que indeterminar — o “se” aí é partícula expletiva, de realce, e sai sem prejuízo: vagou um cargo na Assembleia Provincial. O índice de indeterminação pressupõe que nenhum termo da oração possa funcionar como sujeito.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"classifica-se como índice de indeterminação do sujeito","corrected_statement":"No excerto “Vagou-se um cargo na Assembleia Provincial” (segundo período do primeiro parágrafo), o pronome “se” classifica-se como partícula expletiva, de realce, sendo “um cargo” o sujeito da oração.","concept":"Se expletivo com verbo intransitivo de sujeito expresso","citation":null,"trap_note":"Verbo intransitivo com “se” não é automaticamente índice de indeterminação. Veja se sobrou na oração um sintagma nominal sem preposição e sem função: sobrando, ele é o sujeito e o “se” é de realce (vagou-se um cargo, foi-se o tempo); não sobrando, o sujeito é indeterminado (vive-se bem aqui)."}},{"id":"08e6fa4f3c78","number":16,"stem":6,"statement":"No terceiro parágrafo, as formas verbais “Basta” (segundo período) e “Sabe-se” (terceiro período) atuam como elementos articuladores da coerência textual, na medida em que são formas impessoais empregadas com a finalidade de ocultar o sujeito gramatical das orações por elas introduzidas.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Nenhuma das duas formas é impessoal, porque as duas têm sujeito. Em “Basta pensar na longa história dos tabloides”, o sujeito é a oração reduzida “pensar na longa história dos tabloides”; em “Sabe-se também como as estratégias (...) sempre funcionaram”, o “se” é apassivador e o sujeito é a oração iniciada por “como”. Verbo impessoal é o que não admite sujeito de espécie alguma — haver existencial, fazer de tempo —, não o que traz o sujeito sob a forma de oração.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"são formas impessoais empregadas com a finalidade de ocultar o sujeito gramatical","corrected_statement":"No terceiro parágrafo, as formas verbais “Basta” (segundo período) e “Sabe-se” (terceiro período) atuam como elementos articuladores da coerência textual, na medida em que têm como sujeito as orações por elas introduzidas.","concept":"Oração subjetiva × verbo impessoal","citation":null,"trap_note":"Verbo seguido de oração não é verbo sem sujeito. Pergunte “o quê?” depois do verbo: se a resposta é uma oração inteira, essa oração é o sujeito. Impessoais de verdade são poucos e fechados — haver existencial, fazer de tempo e verbos de fenômeno da natureza."}},{"id":"56727a379260","number":21,"stem":7,"statement":"Em “Abriram-se as urnas” (quarto parágrafo), a partícula “se” exerce função de realce, podendo ser omitida sem alterar o sentido original do período e as relações sintáticas da oração.","answer":"E","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Abrir é transitivo direto e “as urnas” é o termo que sofre a ação, promovido a sujeito — é por isso que o verbo está no plural. O “se” é apassivador, e a oração equivale a as urnas foram abertas; retirá-lo produz Abriram as urnas, voz ativa com sujeito indeterminado na terceira pessoa do plural, o que muda tanto as relações sintáticas quanto o sentido. Partícula de realce é a que sai sem deixar buraco, e não é o caso.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"exerce função de realce, podendo ser omitida sem alterar o sentido original do período","corrected_statement":"Em “Abriram-se as urnas” (quarto parágrafo), a partícula “se” exerce função de pronome apassivador, não podendo ser omitida sem alterar o sentido original do período e as relações sintáticas da oração.","concept":"Se apassivador × partícula de realce","citation":null,"trap_note":"Realce se testa apagando. Se, sem o “se”, a frase muda de voz ou algum termo muda de função, o pronome não era expletivo. Aqui a supressão troca sujeito paciente por sujeito indeterminado — mudança sintática, portanto item errado."}},{"id":"16db10a92f7d","number":28,"stem":8,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, as duas ocorrências do pronome “se” têm o papel de indeterminar os agentes responsáveis pela ação de falar.","answer":"C","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Nas duas ocorrências o verbo falar aparece com complemento preposicionado — se fala em comunicação, se está falando na transmissão de informações —, isto é, transitivo indireto. Sem objeto direto não há paciente a promover, então o “se” é índice de indeterminação nas duas, e os verbos ficam na terceira pessoa do singular. O texto de fato não identifica quem fala.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Falar em/na: duas ocorrências de índice de indeterminação","citation":null,"trap_note":"Contra a regra geral do tópico, aqui as duas ocorrências coincidem — e coincidem porque são o mesmo verbo com a mesma regência. Quando o item afirmar identidade, o que decide não é a suspeita, é a regência: verbo igual e preposição igual dão classificação igual."}},{"id":"7bace62fd940","number":7,"stem":9,"statement":"No final do último parágrafo, o trecho “não se choque” poderia ser substituído por não seja chocada, mantendo-se os sentidos originais do texto e sua correção gramatical.","answer":"E","source":{"slug":"CNMP_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Chocar-se com é verbo pronominal de complemento preposicionado: quem se choca é o sujeito, “a atuação dos poderes”, e não há objeto direto que pudesse virar sujeito de uma passiva. A forma proposta, “não seja chocada”, é passiva analítica e pressupõe um agente que chocaria a atuação, o que o texto não tem — além de exigir a supressão do “com”, que a regência pede. A troca mexe na voz, na regência e no sentido.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"poderia ser substituído por não seja chocada","corrected_statement":"No final do último parágrafo, o trecho “não se choque” não poderia ser substituído por não seja chocada, sob pena de se alterarem os sentidos originais do texto e sua correção gramatical.","concept":"Verbo pronominal com preposição não admite passiva","citation":null,"trap_note":"Antes de aceitar a conversão de um “se” em passiva analítica, procure o objeto direto. Não havendo — porque o verbo é pronominal, intransitivo ou pede preposição —, a passiva é impossível e a proposta cai sozinha."}},{"id":"1bb390774747","number":11,"stem":10,"statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, a partícula “se”, em ambas as suas ocorrências, indica que é indeterminado o sujeito sintático de cada uma das orações que formam o período.","answer":"E","source":{"slug":"CGE_RJ_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"As duas ocorrências têm classificações diferentes, e é por isso que a banca as recorta juntas. Em “Quando se trata da construção da imagem de uma organização”, tratar de é transitivo indireto e o sujeito é de fato indeterminado. Já em “ressalta-se o papel dos veículos de imprensa”, ressaltar é transitivo direto e “o papel dos veículos de imprensa” é sujeito paciente, com o “se” apassivador — sujeito expresso, não indeterminado.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"em ambas as suas ocorrências","corrected_statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, a partícula “se”, apenas em sua primeira ocorrência, indica que é indeterminado o sujeito sintático da oração em que aparece.","concept":"Tratar de (VTI) × ressaltar (VTD) no mesmo período","citation":null,"trap_note":"Quando o item junta duas ocorrências de “se” sob uma etiqueta só, classifique cada uma sozinha antes de comparar: o recorte duplo é, em si, o sinal de que elas divergem. O que decide cada uma é a regência do seu próprio verbo."}},{"id":"e668a05e939b","number":12,"stem":11,"statement":"Ao empregar o vocábulo “se” em “não se poderiam resolver todas as questões pela força” (primeiro período do texto), o autor, ao mesmo tempo, indetermina o sujeito gramatical da oração e omite o agente responsável pela ação expressa pelo verbo “resolver”.","answer":"E","source":{"slug":"CAPES_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"A segunda metade é verdadeira — o agente fica oculto —, mas a primeira não. “Poderiam” está no plural porque concorda com “todas as questões”, que é o sujeito paciente da locução; resolver é transitivo direto, logo o “se” é apassivador e a oração equivale a todas as questões não poderiam ser resolvidas pela força. Ocultar o agente é efeito da voz passiva; indeterminar o sujeito é outra construção, e nela o verbo fica preso ao singular.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"indetermina o sujeito gramatical da oração","corrected_statement":"Ao empregar o vocábulo “se” em “não se poderiam resolver todas as questões pela força” (primeiro período do texto), o autor, ao mesmo tempo, apassiva a oração, cujo sujeito é “todas as questões”, e omite o agente responsável pela ação expressa pelo verbo “resolver”.","concept":"Agente oculto × sujeito indeterminado","citation":null,"trap_note":"Este é o par que a banca mais explora no tópico: toda passiva sintética esconde o agente, e o candidato conclui daí que o sujeito é indeterminado. São coisas diferentes — na passiva o sujeito está lá, é o paciente, e o verbo concorda com ele."}},{"id":"3caf406e49e9","number":11,"stem":12,"statement":"Em ambas as orações presentes no trecho “Nem se lembram dessa outra prestação que se paga a toda hora” (sétimo período do primeiro parágrafo), a intenção de indefinir quem realiza as ações de lembrar e pagar é materializada por meio da estratégia de indeterminação do sujeito sintático pelo emprego do pronome “se”.","answer":"E","source":{"slug":"INSS_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Nenhuma das duas ocorrências indetermina o sujeito. Em “Nem se lembram”, lembrar-se de é verbo pronominal de complemento preposicionado, com sujeito determinado — as pessoas de que o parágrafo vem falando, retomadas pela desinência de terceira pessoa do plural, e é por isso que o verbo está no plural. Em “que se paga a toda hora”, pagar é transitivo direto e o relativo “que”, que retoma “prestação”, é o sujeito paciente, com o “se” apassivador.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"estratégia de indeterminação do sujeito sintático","corrected_statement":"Em ambas as orações presentes no trecho “Nem se lembram dessa outra prestação que se paga a toda hora” (sétimo período do primeiro parágrafo), a intenção de indefinir quem realiza as ações de lembrar e pagar não é materializada por meio da estratégia de indeterminação do sujeito sintático pelo emprego do pronome “se”, pois o sujeito é determinado nas duas.","concept":"Verbo pronominal e apassivador × indeterminação","citation":null,"trap_note":"Verbo no plural já derruba a indeterminação. Feito isso, separe os dois restos: lembrar-se, queixar-se, arrepender-se trazem um “se” que integra o verbo e não classifica sujeito nenhum; verbo transitivo direto com termo promovível traz apassivador."}},{"id":"35729a72a96e","number":14,"stem":13,"statement":"No primeiro período do último parágrafo, estariam prejudicadas a correção gramatical e a coerência textual caso a expressão “se devem efetivar” fosse reescrita como deve-se efetivarem.","answer":"C","source":{"slug":"SEPLAN_RR_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Na locução verbal quem concorda com o sujeito é o auxiliar, não o principal. O sujeito paciente é “as ações da administração”, plural, de modo que a forma correta é se devem efetivar, como está no texto. A reescrita proposta faz o contrário — põe o auxiliar no singular e flexiona o infinitivo —, quebrando a concordância com o sujeito e desfazendo o paralelismo com “se efetivam”, que vem coordenado e está no plural.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Concordância da locução verbal na passiva sintética","citation":null,"trap_note":"Em locução com apassivador a flexão vai para o auxiliar: devem-se efetivar as ações, podem-se observar os efeitos. Flexionar o infinitivo e deixar o auxiliar no singular é o erro que a banca constrói — e aqui ela o apresenta como proposta de reescrita, esperando que você aceite."}},{"id":"5958c160cc6d","number":20,"stem":14,"statement":"No trecho “distinguem-se três tipos de corrupção” (terceiro período do segundo parágrafo), o vocábulo “se” tem a função de indeterminar o sujeito da oração.","answer":"E","source":{"slug":"MPC_SC_22_SERVIDOR","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"A própria flexão do verbo derruba o item: “distinguem” está no plural, e verbo com sujeito indeterminado fica obrigatoriamente na terceira pessoa do singular. O plural só se explica pela concordância com “três tipos de corrupção”, que é o sujeito paciente — distinguir é transitivo direto e a construção equivale a três tipos de corrupção são distinguidos. O “se” é apassivador.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"tem a função de indeterminar o sujeito da oração","corrected_statement":"No trecho “distinguem-se três tipos de corrupção” (terceiro período do segundo parágrafo), o vocábulo “se” tem a função de apassivar a oração, cujo sujeito é “três tipos de corrupção”.","concept":"Verbo no plural exclui sujeito indeterminado","citation":null,"trap_note":"Verbo no plural ao lado de “se” resolve o item sozinho: índice de indeterminação nunca pluraliza. Sempre que a banca disser “indetermina o sujeito” diante de uma forma plural, o item já caiu antes da análise semântica."}},{"id":"32e76c8dbf74","number":1,"stem":15,"statement":"No trecho “Nessa transformação, misturaram-se dois processos” (primeiro parágrafo), a substituição de “misturaram-se” pela locução foram misturados prejudicaria os sentidos originais do texto e sua correção gramatical.","answer":"E","source":{"slug":"SERIS_AL_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Misturar é transitivo direto e “dois processos” é o sujeito paciente — é com ele que o verbo concorda no plural. O “se” é apassivador, e a passiva sintética tem por equivalente exato a passiva analítica: Nessa transformação, foram misturados dois processos é correto, diz o mesmo e deixa o agente igualmente oculto. Como a troca não custa correção nem sentido, a afirmação de prejuízo é que está errada.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"prejudicaria os sentidos originais do texto e sua correção gramatical","corrected_statement":"No trecho “Nessa transformação, misturaram-se dois processos” (primeiro parágrafo), a substituição de “misturaram-se” pela locução foram misturados preservaria os sentidos originais do texto e sua correção gramatical.","concept":"Passiva sintética equivale à passiva analítica","citation":null,"trap_note":"Converter em passiva analítica é o modo mais seguro de identificar o apassivador — e, quando a conversão funciona, o item que alega prejuízo está errado. O inverso também serve: não funcionando a conversão, o “se” não era apassivador."}},{"id":"f29eb5c83b4b","number":6,"stem":16,"statement":"Na oração “as cidades devem posicionar-se de forma diferente no novo milênio” (último período do texto), conclui-se do emprego do vocábulo “se” que a oração está na voz passiva, isto é, a locução “devem posicionar-se” é, sintática e semanticamente, equivalente a devem ser posicionadas.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_RJ_21_TECNICO","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito “as cidades” está expresso e é agente: são elas que se posicionam, e cabe aí “a si mesmas”. O “se” é reflexivo e a oração está na voz reflexiva, não na passiva — a paráfrase proposta inverte os papéis, porque devem ser posicionadas entrega a ação a outrem. Passiva sintética exige sujeito que sofra a ação de um agente não expresso, e não é o caso.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"a oração está na voz passiva","corrected_statement":"Na oração “as cidades devem posicionar-se de forma diferente no novo milênio” (último período do texto), conclui-se do emprego do vocábulo “se” que a oração está na voz reflexiva, isto é, a locução “devem posicionar-se” é, sintática e semanticamente, equivalente a devem posicionar a si mesmas.","concept":"Se reflexivo × se apassivador","citation":null,"trap_note":"Cabe “a si mesmo”? Então é reflexivo, e o sujeito é agente. Vendem-se casas não é uma casa que se vende a si mesma; as cidades, essas sim, posicionam a si mesmas. O apassivador exige paciente, e paciente não age."}},{"id":"d7a483da8d14","number":12,"stem":17,"statement":"Na oração “Trata-se de um processo global” (segundo período do primeiro parágrafo), a flexão verbal na terceira pessoa do singular justifica-se pela concordância do verbo com o sujeito da oração, cujo núcleo é o termo “expressão”, mencionado no primeiro período.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_PB_22_MEDICO","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"A construção tratar-se de não tem sujeito: o verbo é transitivo indireto acompanhado do “se”, e “de um processo global” é complemento preposicionado. A terceira pessoa do singular, portanto, não resulta de concordância com termo algum — é a forma fixa imposta pela indeterminação do sujeito, e “expressão”, além de tudo, está em outro período. Trocar o complemento por um plural não moveria o verbo: trata-se de processos globais.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"justifica-se pela concordância do verbo com o sujeito da oração, cujo núcleo é o termo “expressão”","corrected_statement":"Na oração “Trata-se de um processo global” (segundo período do primeiro parágrafo), a flexão verbal na terceira pessoa do singular justifica-se pela indeterminação do sujeito na construção tratar-se de, que mantém o verbo invariável, mencionado no primeiro período.","concept":"Tratar-se de é construção sem sujeito","citation":null,"trap_note":"Este é o formato mais rentável da concordância verbal: o item descreve certo a flexão e atribui a flexão ao termo errado. Ache o regente por conta própria antes de ler o termo que o item oferece — e lembre que em tratar-se de não há regente nenhum."}},{"id":"561cd17f98be","number":13,"stem":18,"statement":"Em “nos dias que se seguiram ao terremoto que devastou o Haiti” (segundo parágrafo), a colocação do pronome “se” antes da forma verbal justifica-se para reforçar a indeterminação do sujeito oracional.","answer":"E","source":{"slug":"TELEBRAS_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Colocação pronominal e classificação do se são coisas distintas, e o item funde as duas. A próclise em “que se seguiram” é obrigatória porque o pronome relativo “que” é palavra atrativa, não porque haja intenção de indeterminar coisa alguma. E o sujeito está expresso: é o próprio “que”, que retoma “os dias”, e com ele o verbo concorda no plural — um verbo plural já exclui sujeito indeterminado.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"justifica-se para reforçar a indeterminação do sujeito oracional","corrected_statement":"Em “nos dias que se seguiram ao terremoto que devastou o Haiti” (segundo parágrafo), a colocação do pronome “se” antes da forma verbal justifica-se pela presença do pronome relativo “que”, palavra atrativa, que é também o sujeito da oração.","concept":"Próclise por palavra atrativa × indeterminação do sujeito","citation":null,"trap_note":"Quando o item explica a POSIÇÃO do pronome por uma razão de sentido ou de classificação, desconfie: colocação pronominal se decide por atração — palavra negativa, pronome relativo, advérbio, conjunção subordinativa —, nunca pela intenção de indeterminar. E guarde o atalho que resolve meio tópico: verbo no plural nunca tem sujeito indeterminado, porque o índice de indeterminação prende o verbo na terceira pessoa do singular."}},{"id":"a4f016f74788","number":17,"stem":19,"statement":"No último parágrafo do texto, a partícula “se”, em “Fala-se já de bombas eletrônicas”, indica que o sujeito da oração é indeterminado.","answer":"C","source":{"slug":"TELEBRAS_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Falar, aqui, vem com complemento preposicionado — fala-se de bombas eletrônicas —, isto é, é transitivo indireto. Sem objeto direto não há termo promovível a sujeito, de modo que o “se” não pode ser apassivador: é índice de indeterminação, e o verbo fica preso à terceira pessoa do singular. Repare que o plural “bombas eletrônicas” não arrasta o verbo, porque está regido de preposição.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Verbo transitivo indireto: índice de indeterminação","citation":null,"trap_note":"A preposição é o sinal mais rápido do tópico: termo regido de preposição nunca vira sujeito, logo verbo que só se completa com preposição nunca apassiva. Fala-se de, precisa-se de, trata-se de, depara-se com — todos índice de indeterminação, todos no singular."}},{"id":"09a6bb60ea2d","number":16,"stem":20,"statement":"O sujeito da oração iniciada por “Louva-se” (R.2) é indeterminado.","answer":"E","source":{"slug":"PGM_RR_19_PROCURADOR","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"Louvar é transitivo direto, e o que vem depois — “a tendência brasileira à assimilação do que é significativo e importante das outras culturas” — é o termo promovido a sujeito paciente. Havendo paciente, o “se” é apassivador e o sujeito está expresso, apenas posposto ao verbo. A prova é a concordância: com paciente plural o verbo iria ao plural, louvam-se as tendências.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"é indeterminado","corrected_statement":"O sujeito da oração iniciada por “Louva-se” (R.2) é “a tendência brasileira à assimilação do que é significativo e importante das outras culturas”, e o “se” é pronome apassivador.","concept":"Voz passiva sintética: o objeto direto vira sujeito","citation":null,"trap_note":"Prova prática de dois segundos: ponha o termo posposto no plural e veja se o verbo acompanha. Acompanhando (louva-se a tendência / louvam-se as tendências), há sujeito e o se é apassivador. Não acompanhando (precisa-se de funcionário / precisa-se de funcionários), o sujeito é indeterminado."}},{"id":"880beb5e03ab","number":6,"stem":21,"statement":"O sujeito da oração iniciada por “Destaca-se” (R.16) é indeterminado, portanto não está expresso.","answer":"E","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"Destacar é transitivo direto, e a oração traz o sujeito posposto: “o efeito que cada instrumento busca neutralizar”, com “como a principal diferença” funcionando como predicativo. O “se” é apassivador e o sujeito está expresso — apenas deslocado para depois do verbo e do predicativo. A concordância confirma: com paciente plural o verbo iria ao plural, destacam-se os efeitos.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"é indeterminado, portanto não está expresso","corrected_statement":"O sujeito da oração iniciada por “Destaca-se” (R.16) é “o efeito que cada instrumento busca neutralizar”, posposto ao verbo.","concept":"Sujeito paciente posposto × sujeito indeterminado","citation":null,"trap_note":"Sujeito depois do verbo continua sendo sujeito. Antes de aceitar “indeterminado”, leia a oração até o ponto final e pergunte se sobrou algum sintagma nominal sem preposição e sem função — sobrando, é ele o sujeito."}},{"id":"dac9b1dd535a","number":8,"stem":22,"statement":"Tanto em “desenvolveu-se”, no período “Aquele momento inicial de um direito sagrado e ritualizado, expressão das divindades, desenvolveu-se na direção de práticas normativas consuetudinárias.”; quanto em constata-se no período “Constata-se, destarte, que os textos legislados e escritos eram melhores depositários do direito e meios mais eficazes para conservá-lo que a memória de certo número de pessoas, por mais força que tivessem em função de seu constante exercício.”, a partícula “se” desempenha a mesma função sintática.","answer":"E","source":{"slug":"TCU_15_TFCE","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"As duas ocorrências divergem. Em “desenvolveu-se”, o verbo é pronominal e tem sujeito agente expresso — “Aquele momento inicial de um direito sagrado e ritualizado” —, de modo que o “se” integra o verbo e não exerce função sintática alguma. Em “Constata-se”, constatar é transitivo direto e a oração iniciada por “que” é o sujeito paciente, com o “se” funcionando como apassivador. Uma partícula sem função e um apassivador não desempenham a mesma função.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"a partícula “se” desempenha a mesma função sintática","corrected_statement":"Tanto em “desenvolveu-se”, no período “Aquele momento inicial de um direito sagrado e ritualizado, expressão das divindades, desenvolveu-se na direção de práticas normativas consuetudinárias.”; quanto em constata-se no período “Constata-se, destarte, que os textos legislados e escritos eram melhores depositários do direito e meios mais eficazes para conservá-lo que a memória de certo número de pessoas, por mais força que tivessem em função de seu constante exercício.”, a partícula “se” desempenha funções sintáticas distintas: integra o verbo pronominal na primeira e apassiva a oração na segunda.","concept":"Se parte integrante do verbo × se apassivador","citation":null,"trap_note":"Este par já apareceu em mais de uma prova com a mesma redação e a resposta é sempre a mesma. Regra que transfere: item que afirma identidade entre duas ocorrências de “se” quase sempre está errado, porque o examinador recorta duas justamente por divergirem."}},{"id":"06d6c72d33aa","number":10,"stem":23,"statement":"Em “não se persegue” (R.31), a partícula “se” está empregada como um recurso para indeterminar o sujeito.","answer":"E","source":{"slug":"TJDFT_15_SERVIDOR","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"Perseguir é transitivo direto, e “o encarceramento do agressor” é justamente o termo que a construção promove a sujeito: o encarceramento não persegue, é perseguido. O “se” é, portanto, pronome apassivador, e a oração equivale a o encarceramento do agressor não é perseguido — tem sujeito, e ele está expresso. Sujeito indeterminado só existe quando o verbo não tem objeto direto para promover.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"como um recurso para indeterminar o sujeito","corrected_statement":"Em “não se persegue” (R.31), a partícula “se” está empregada como pronome apassivador, sendo “o encarceramento do agressor” o sujeito paciente da oração.","concept":"Se apassivador com verbo transitivo direto","citation":null,"trap_note":"O teste é a regência do verbo, nunca a impressão de que “não se sabe quem faz”. Transitivo direto com termo promovível a sujeito: apassivador. Intransitivo, de ligação ou transitivo indireto: índice de indeterminação. Na passiva sintética o agente também fica oculto — ocultar o agente não é indeterminar o sujeito."}},{"id":"fee5826edc8b","number":19,"stem":24,"statement":"Sem prejuízo para a correção gramatical do texto, a forma verbal “encontram”, em “encontram-se os direitos econômicos” (R.10), poderia ser flexionada no singular: encontra-se os direitos econômicos.","answer":"E","source":{"slug":"TCU_15_TFCE","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"Encontrar é transitivo direto e “os direitos econômicos” é o sujeito paciente, com o qual o verbo tem de concordar — daí o plural “encontram”. Passá-lo ao singular só se sustentaria se o “se” fosse índice de indeterminação, o que é impossível diante de verbo transitivo direto seguido de termo sem preposição. A troca, portanto, quebra a concordância.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Sem prejuízo para a correção gramatical do texto","corrected_statement":"Com prejuízo para a correção gramatical do texto, a forma verbal “encontram”, em “encontram-se os direitos econômicos” (R.10), não poderia ser flexionada no singular: encontra-se os direitos econômicos.","concept":"Passiva sintética: o verbo concorda com o sujeito paciente","citation":null,"trap_note":"Encontra-se os direitos é o erro mais cobrado da construção. Havendo “se” ao lado de verbo transitivo direto e de termo plural sem preposição, o verbo vai obrigatoriamente ao plural; o singular só é lícito quando entra preposição, como em encontra-se com os líderes."}},{"id":"b3b992428551","number":19,"stem":24,"statement":"Sem prejuízo para a correção gramatical do texto, a forma verbal “encontram”, em “Ainda como parte integrante desse referencial, encontram-se os direitos econômicos, representados pelo direito de propriedade, o direito de herança, o direito de acumular riqueza e capital”, poderia ser flexionada no singular: encontra-se os direitos econômicos.","answer":"E","source":{"slug":"TCU_15_TFCE","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito de “encontram-se” é “os direitos econômicos”, posposto ao verbo e seguido do aposto “representados pelo direito de propriedade (...)”. Encontrar é transitivo direto, o “se” é apassivador e a concordância com o sujeito paciente é obrigatória: encontram-se os direitos, nunca encontra-se os direitos. O singular pressuporia sujeito indeterminado, impossível com objeto direto sem preposição ao lado.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Sem prejuízo para a correção gramatical do texto","corrected_statement":"Com prejuízo para a correção gramatical do texto, a forma verbal “encontram”, em “Ainda como parte integrante desse referencial, encontram-se os direitos econômicos, representados pelo direito de propriedade, o direito de herança, o direito de acumular riqueza e capital”, não poderia ser flexionada no singular: encontra-se os direitos econômicos.","concept":"Sujeito paciente posposto exige concordância","citation":null,"trap_note":"A distância entre verbo e sujeito não afrouxa a concordância, e o aposto que vem depois não é sujeito. Feche o aposto com o dedo, leia só verbo e sujeito e decida: encontram-se os direitos."}}]}