{"subject_id":"3a3cc48d0099816db097d2637043ced2","topico":"Substituição lexical (sinônimos, hiperônimos) e elipse","stems":["mencionados. Creio que, em geral, deixando de lado a opinião dos especialistas, damos demasiada importância à opinião dos outros, tanto em assuntos cruciais quanto em assuntos de pequena monta. A regra básica é que uma pessoa deve respeitar a opinião pública apenas o suficiente para não morrer de fome nem ir para a cadeia. Tudo o que passar desse ponto significa submeter-se voluntariamente a uma tirania desnecessária, e, possivelmente, isso é o que acaba interferindo na própria felicidade. Examinemos, por exemplo, a questão de como as pessoas gastam seu dinheiro. Elas o gastam naquilo que não satisfaz seus gostos pessoais, simplesmente porque acreditam que o respeito dos vizinhos depende de terem carro ou de abrirem suas residências para jantares. Na verdade, uma pessoa que possa claramente comprar um carro, mas que prefira gastar o dinheiro em viagens ou numa boa biblioteca, acabará sendo muito mais respeitada do que se houvesse feito exatamente como todas as outras. Não há sentido em zombar deliberadamente da opinião pública; isso é admitir seu domínio, ainda que às avessas. Mas ser autenticamente indiferente a ela é uma força e uma fonte de felicidade. E uma sociedade de homens e mulheres que não se submetem demasiadamente aos convencionalismos é mais interessante do que uma sociedade em que todos se comportam da mesma maneira. A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Texto CG2A1 O termo “soluções baseadas na natureza” foi cunhado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A ideia é ele ser um conceito guarda-chuva: um único termo que consegue abranger uma grande gama de estratégias, técnicas, ações e atividades que envolvem a natureza para resolver problemas sociais, econômicos e ambientais do mundo atual. Quando falamos especificamente de acesso à água, as florestas aparecem como uma das principais soluções baseadas na natureza para dar segurança aos nossos sistemas de abastecimento. Elas podem trazer benefícios para a sociedade ao mesmo tempo que se apresentam como investimentos economicamente viáveis, a ponto de uma série de pesquisas começar a abordar a vegetação nativa como uma forma de infraestrutura — a infraestrutura natural. Chamamos de “Infraestrutura natural” investimentos e intervenções em conservação, manejo e restauração da vegetação nativa e de florestas. Essas ações não substituem investimentos em infraestrutura convencional, mas se complementam, aumentando os benefícios e gerando maior resiliência onde são implantadas. Atualmente, a maior parte dos investimentos em infraestruturas para o abastecimento de água das cidades é feita em infraestruturas convencionais, como reservatórios, represas e estações de tratamento. Essas obras podem ganhar muito se forem planejadas em sintonia com a infraestrutura natural. Em uma paisagem degradada, ou com solo que sofre processos severos de erosão, uma grande carga de sedimentos — terra e sujeira, por exemplo — acaba indo para os rios e reservatórios, o que aumenta os custos de dragagem e acarreta maior uso de produtos químicos no tratamento da água, além de diminuir a vida útil dos reservatórios. Com a restauração de florestas em paisagens degradadas e em áreas prioritárias para o abastecimento de água, como no entorno de reservatórios, as árvores evitam que grande parte dos sedimentos chegue aos cursos d’água, funcionando como barreiras naturais e gerando economia no uso de produtos químicos e nos custos de energia das estações de tratamento. Isso sem contar os benefícios mais amplos, como recuperação do solo, captura de gases de efeito estufa, que ajuda a mitigar as mudanças climáticas, formação de corredores ecológicos para espécies ameaçadas e aumento da resiliência a impactos de eventos climáticos extremos, como secas ou inundações. Dessa forma, a infraestrutura natural é um investimento inteligente do ponto de vista socioeconômico, que traz retornos no longo prazo e produz bons resultados para toda a sociedade. As empresas de saneamento no país todo só têm a ganhar ao investir na restauração florestal. Com base nas ideias veiculadas no texto CG2A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nAcerca dos mecanismos de coesão do texto CG2A1, julgue os próximos itens.","O afrouxamento da severidade penal no decorrer dos últimos séculos, fenômeno bem conhecido dos historiadores do direito, foi visto, durante muito tempo, de forma geral, como se fosse fenômeno quantitativo: menos sofrimento, mais suavidade, mais respeito e “humanidade”. Na verdade, tais modificações se fazem concomitantes ao deslocamento do objeto da ação punitiva. Redução de intensidade? Talvez. Mudança de objetivo, certamente. Se não é mais ao corpo que se dirige a punição, em suas formas mais duras, sobre o que, então, se exerce? A resposta dos teóricos é simples, quase evidente. Dir-se-ia inscrita na própria indagação. Pois não é mais o corpo, é a alma. À expiação que tripudia sobre o corpo deve suceder um castigo que atue, profundamente, sobre o coração, o intelecto, a vontade, as disposições. Julgue os itens seguintes, relativos às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente.","Texto CG5A1 Tudo está interconectado. Na Amazônia, que abrange uma área comparável à dos 48 estados contíguos aos Estados Unidos da América, nenhum detalhe é por acaso. Portanto, não se trata da necessidade de focar uma área específica ou certas espécies. Os ciclos naturais alterados causam a oscilação de um delicado equilíbrio, que afeta os níveis local, regional e até global e que se aproxima cada vez mais de um ponto de não retorno. No cenário atual, isso significa menos de 20 anos. A floresta amazônica produz pelo menos metade de sua própria chuva. Quando chove, as raízes das árvores e demais plantas absorvem a água, que satura a superfície das folhas. Depois, há o processo de evapotranspiração: as árvores transpiram umidade, ou seja, a água que caiu como chuva retorna à atmosfera. Até que chove novamente, e todo o ciclo se reinicia. Esse “rio gigante no céu” fornece água (em forma de chuva) para os países andinos e também ao Uruguai, ao Paraguai, ao centro e ao sul do Brasil e ao norte da Argentina. Em suma, influencia uma região que gera 70% do PIB da América do Sul, de acordo com a The Nature Conservancy, organização não governamental que trabalha em escala global para a conservação do meio ambiente. No entanto, esses padrões de chuva estão ameaçados, tanto na América do Sul quanto na América do Norte. Da mesma forma, flora e fauna estão em perigo. É importante lembrar que a Amazônia é o lar de 10% da biodiversidade mundial. E aqui também temos um ciclo: quando as árvores são cortadas, muitos predadores desaparecem, e o comportamento de pássaros e insetos polinizadores é alterado. Assim, há menos plantas, menos chuva, mais emissões de carbono, mais secas, menos água, desequilíbrio e ameaças à nossa saúde e qualidade de vida. Tudo está conectado. Para toda ação há uma reação. De acordo com as ideias veiculadas no texto CG5A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, relativos ao vocabulário e à estrutura linguística do texto CG5A1.","Texto CG1A1 Em Tratado de medicina legal, Agostinho José de Souza Lima define a perícia médica como toda sindicância promovida por autoridade policial ou judiciária acompanhada de exame e cujos peritos, dada a natureza do exame, são ou devem ser médicos. Disso decorre que o perito médico é a pessoa entendida e experimentada em temas de medicina que, designada pela autoridade competente, deverá esclarecer um fato de natureza médica mais ou menos duradouro. A perícia médico-legal surgiu da necessidade de solução para casos concretos. A princípio, havia apenas alguns vestígios de perícia médica nas legislações primitivas; depois, os indícios da prática ficaram mais evidentes, principalmente na Idade Média, até a atividade definir-se e concretizar-se na Renascença, com a sua instituição oficial no Código Carolino, em 1532. A perícia médico-legal já era tarefa do Estado desde o tempo dos egípcios, conforme consta dos papiros da época. Embora a medicina egípcia estivesse impregnada de magia e divindade, e empregasse, na cura das doenças, os encantamentos, os amuletos e o exorcismo, alguns historiadores veem indícios de perícia no Antigo Egito. Os sacerdotes médicos verificavam, por exemplo, se a morte fora violenta ou natural; a prática do embalsamento exigia a mesma verificação. As leis de Menés, o mais antigo faraó da história, mandavam adiar o castigo das mulheres grávidas, excluindo-as das penas aflitivas, o que implicava a intervenção do perito para o diagnóstico da gravidez. O Código de Hamurabi, uma compilação de leis sumerianas, previa penas severas para os casos de erro médico, o que subtendia a prova do erro. A legislação hebraica, superior às precedentes — porque exigia duas testemunhas para a condenação do suspeito, a responsabilidade das testemunhas e do juiz, a garantia dos tribunais, a publicidade dos debates, a igualdade perante a lei e a ausência de meios de tortura —, mostrava o sentimento de justiça unido à rigidez do dogma religioso. Segundo essa legislação, os conhecimentos médicos deveriam ser aplicados pelo sacerdote, que também exercia a função de médico. Julgue os itens que se seguem, com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1.\n\n\n\nA respeito da estrutura linguística e do vocabulário empregados no texto CG1A1, julgue os próximos itens.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Texto CG1A1 Duas ideias recentes que considerei fantásticas fizeram-me refletir sobre o conceito de sustentabilidade. A primeira foi de uma entrevista com Don Tapscott, um dos mais respeitados estudiosos do impacto das tecnologias nas empresas e na sociedade, autor e coautor de 14 livros. Na entrevista, ele afirma que a Internet não muda o que aprendemos, mas o modo como aprendemos — e o impacto dessa revolução terá a mesma intensidade que a invenção dos tipos móveis de Gutenberg: “Não vivemos na era da informação. Estamos na era da colaboração. A era da inteligência conectada”. A segunda ideia é da empresária americana Lisa Ganski, fundadora de várias empresas na Internet. Em sua ousada teoria, ela defende que o futuro dos negócios é o compartilhamento de produtos e serviços. Segundo sua tese, as pessoas não vão mais possuir coisas, vão apenas ter acesso a elas. Para que comprar um carro, gastar com seguro e manutenção se você pode alugar o do vizinho? Para que investir em roupas caras para o seu bebê (que espicha rápido) se você pode trocar peças com mamães de filhos já grandinhos? Lisa aposta que, com a ajuda das mídias sociais e da tecnologia, pessoas, serviços e empresas vão encontrar-se com mais facilidade para trocar ou compartilhar. A ideia do consumo compartilhado dirige-se aos bens de consumo de maior ociosidade. Por exemplo, nos Estados Unidos da América, a média de utilização de um automóvel é de 8%. Os 92% restantes são de ociosidade nos estacionamentos. Então, por que não alugar o carro em vez de comprar? Ganski sugere que sejam, cada vez mais, criados sistemas de locação para alguns bens de consumo de maior ociosidade. Na produção compartilhada, além da redução dos custos de produção por menores encargos trabalhistas, maior eficiência da mão de obra e menor consumo de energia, há em tese uma redução dos impactos ambientais pela redução de resíduos e dispersão destes em áreas distantes umas das outras. Logicamente há também uma maior geração de empregos e melhor distribuição de renda. Segundo esses pensadores, esta pode ser uma nova opção para o empresariado e para a sociedade segundo o moderno conceito de sustentabilidade. O meio ambiente agradece. Em relação ao texto CG1A1, aos seus sentidos e à organização de suas ideias, julgue os itens a seguir.","Texto CG3A1 A crise durou minutos. Fiquei encolhido, trêmulo, com a testa gelada, o corpo retesado, os músculos das costas contraídos e a boca cerrada para não bater os dentes, à espera do calor que as cobertas não traziam. O termômetro marcou 40,2 graus. Os calafrios eram o prenúncio de uma doença que por pouco não me levou desta para outra melhor, como diria minha avó. Tomei um comprimido de dipirona e dormi novamente. Às sete, levantei indisposto, com o corpo moído e as pernas combalidas, para ir a uma reunião na faculdade de medicina. Foi uma luta para não pegar no sono no meio da discussão. No jardim da faculdade, a caminho da rua, achei prudente voltar para casa. Um pouco de repouso me deixaria em condições de ir à penitenciária do estado depois do almoço, para o atendimento aos presos, atividade iniciada nesse presídio após a implosão do Carandiru. Apesar da intenção, não consegui sair. Passei a tarde qual cachorro decrépito, caindo em cima do computador enquanto tentava escrever minha coluna de jornal. Afora a falta de energia, no entanto, nenhum sintoma de gripe, resfriado ou outra enfermidade. À noitinha a febre retornou alta, acompanhada dos mesmos calafrios e de dor nas costas. Tentei fazer o que muitas vezes aconselhei a meus pacientes nessas crises: respirar fundo e relaxar. Não sei onde aprendi recomendação tão inútil para quem não é monge budista nem vive nas montanhas do Tibete. Relaxar, com o corpo tremendo feito vara verde? Na febre alta, as toxinas cravam as garras nos músculos e entorpecem o cérebro. O pensamento fica fragmentado, fugidio, em estado de introspecção. A astenia deixa o corpo avesso aos mínimos esforços. Com base nas ideias veiculadas no texto CG3A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nAcerca das ideias e das relações coesivas estabelecidas no texto CG3A1, julgue os próximos itens.","De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República (MRPR), julgue os itens a seguir.","Texto CB1A2-II O poder manifesta-se em relações de uso do território, materializado ou virtualizado pelas formas de atuação dos atores sociais locais. Sendo assim, poder é uma relação estabelecida entre interesses divergentes com fins específicos de utilização do território. Os conflitos gerados pelo uso do território também são formas de poder, embora muitas vezes o poder esteja em risco. O poder é a objetivação política do território utilizado para se atingir determinado objetivo, e um de seus recursos é o convencimento do outro. Quais são os atores sociais que mais partilham o poder e que interesses estão em jogo? Em que esfera social ou política o poder se torna mais ativo? Estamos numa diferenciação entre o poder formal, institucional, e o poder informal advindo dos movimentos sociais. O formal seria aquele da instituição política, vinculada à ideia da esfera municipal, estadual e federal; e o poder informal é o da sociedade civil organizada, incorporado no papel dos movimentos sociais diversos e de seus representantes junto às três esferas que mencionamos. Não estamos querendo dizer que entre essas escalas não acontecem associações; o que queremos, para fim de análise, é diferenciar seu campo de negociação. Sabemos que, entre essas escalas, ocorrem interferências, seja no poder formal, seja no poder informal, e que, entre esses poderes, há uma dialética na definição das formas de desenvolvimento e de uso no território. Julgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A2-II e às ideias nele apresentadas.","Texto CB1A1-I Dizer que o petróleo é um elemento de influência nas relações geopolíticas contemporâneas é repetir o óbvio. Desde que ele se tornou a matriz energética básica da sociedade industrial e o elemento fundamental para o funcionamento da economia moderna, ter ou controlar as fontes de petróleo e as rotas por onde ele é transportado representa questão de vida ou morte para as sociedades contemporâneas. Quando pensamos na geopolítica do petróleo neste início do século XXI, o primeiro fato que nos vem à mente são os conflitos do Oriente Médio, como a guerra Irã-Iraque e a guerra do Golfo em 1990-1991. Reduzir esses conflitos ao elemento “petróleo” seria um erro, pois questões outras estavam e estão envolvidas. Contudo, não se deve esquecer que aí estão as maiores reservas petrolíferas do mundo. No entanto, se examinarmos com alguma atenção as notícias do dia a dia, veremos como o problema do petróleo dentro da geopolítica contemporânea não é algo que afeta apenas os países do Oriente Médio. A busca pelo “ouro negro” está tendo impacto em outras regiões do mundo. Em nível menor, países como o Brasil têm enfrentado os mesmos problemas das maiores potências no que se refere a suprir suas necessidades energéticas, e isso tende apenas a piorar. Aqui cabe uma reflexão sobre os efeitos geopolíticos da futura mudança da matriz energética global. Mesmo sendo algo pouco provável em curto e médio prazo, o próprio esgotamento do petróleo vai obrigar a economia global a convocar outras fontes de energia, como a nuclear ou as células de hidrogênio. As alterações na sociedade global que tal mudança provocará serão, evidentemente, imensas, mas ninguém parece ainda ter refletido a contento sobre seus impactos geopolíticos. Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAinda com relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1-I A apropriação colonial das terras indígenas muitas vezes se iniciava com alguma alegação genérica de que os povos forrageadores viviam em um estado de natureza — o que significava que eram considerados parte da terra, mas sem nenhum direito a sua propriedade. A base para o desalojamento, por sua vez, tinha como premissa a ideia de que os habitantes daquelas terras não trabalhavam. Esse argumento remonta ao Segundo tratado sobre o governo (1690), de John Locke, em que o autor defendia que os direitos de propriedade decorrem necessariamente do trabalho. Ao trabalhar a terra, o indivíduo “mistura seu trabalho” a ela; nesse sentido, a terra se torna, de certo modo, uma extensão do indivíduo. Os nativos preguiçosos, segundo os discípulos de Locke, não faziam isso. Não eram, segundo os lockianos, “proprietários de terras que faziam melhorias”; apenas as usavam para atender às suas necessidades básicas com o mínimo de esforço. James Tully, uma autoridade em direitos indígenas, aponta as implicações históricas desse pensamento: considera-se vaga a terra usada para a caça e a coleta e, “se os povos aborígenes tentam submeter os europeus a suas leis e costumes ou defender os territórios que durante milhares de anos tinham erroneamente pensado serem seus, então são eles que violam o direito natural e podem ser punidos ou ‘destruídos’ como animais selvagens”. Da mesma forma, o estereótipo do nativo indolente e despreocupado, levando uma vida sem ambições materiais, foi utilizado por milhares de conquistadores, administradores de latifúndios e funcionários coloniais europeus na Ásia, na África, na América Latina e na Oceania como pretexto para obrigar os povos nativos ao trabalho, com meios que iam desde a escravização pura e simples ao pagamento de taxas punitivas, corveias e servidão por dívida. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAcerca dos sentidos e dos mecanismos de coesão empregados no texto CG1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1 Enquanto Singapura e Dublin lançaram suas réplicas digitais usando aprendizado de máquina para prever eventos e tendências futuras, países inteiros ainda não garantiram água potável e eletricidade para seus habitantes. Como a arquitetura reflete as sociedades, a acentuada desigualdade social em que vivemos continuará sendo refletida na arquitetura que construímos: algumas obras totalmente projetadas por inteligência artificial (IA), outras criadas manualmente e com modelos físicos em um escritório de arquitetura boutique, e a grande maioria sendo feita no local com papel e lápis, sem a intervenção direta de arquitetos. Talvez todos esses cenários coexistam na mesma cidade. O escritor Benjamin Labatut declarou: “se a inteligência artificial fosse capaz de pensar, teria pontos cegos; se conseguisse ser criativa, teria limites, pois limites são frutíferos; se fosse capaz de imitar nossa capacidade de raciocínio, talvez precisasse do (ou desenvolvesse o) nosso talento para a loucura. E se lhe faltasse compreensão, se não se importasse com a beleza e o horror que pode criar, então seria imprudente nos colocarmos em suas mãos.”. O futuro da arquitetura está na interseção entre inovação tecnológica e intenção humana. Em última instância, a agência humana — sociedade civil, políticos e partes interessadas — exerce uma influência significativa. O curso da história não está escrito em pedra, mas é moldado pelas decisões tomadas hoje, especialmente se a IA afeta nossos bolsos. A arquitetura, então, torna-se o resultado de decisões coletivas, em que os avanços da IA se cruzam com as aspirações e os valores da sociedade. É dentro desse jogo de interações que a evolução e o impacto da arquitetura encontram sua ressonância e seu significado. Com base nos sentidos e nas ideias expressos no texto CB1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação aos aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os próximos itens.","Texto CB3A1-II Foi só a OpenAI lançar, em novembro de 2022, o ChatGPT, a versão 3.5 conversacional e acessível a todos, para que os especialistas em comunicação, matemática, computação, lógica, linguística, tecnologia da informação etc. começassem a se preocupar com os danos da inteligência artificial (IA) generativa. Essa diz respeito a um dos tipos da IA de nível narrow, ou seja, compartimentada e (ainda) limitada. Apesar do cipoal de estudos e opiniões apresentados sobre a inovação tecnológica baseada em dados inseridos na sociedade das plataformas, até hoje vemos lives em que moderadores perguntam o que é e como funciona o ChatGPT. Vale destacar: por “dados”, devemos considerar informações obtidas de determinado período no passado, com o intuito de prever efeitos no futuro. Obviamente, internautas que estão a par do que se trata e já experimentaram ao menos uma pergunta ao robô simpático em eterno plantão torcem o nariz, pois já sabem o básico: querem mais. Eles sabem, inclusive, que somos cada vez mais usados pelas máquinas e constatam que é imprescindível aguçar e explorar ao máximo a intencionalidade em face da IA. Como isso é possível? Ao fazer perguntas de elevada qualidade — preferencialmente, advindas de um pensamento crítico — no proveito de se produzir um bom objeto de análise. Ainda, fazê-lo de forma contextualizada, sinalizando-se para qual finalidade, determinado público etc., de modo a obter respostas mais refinadas em tempo real. Em relação às ideias do texto CB3A1-II, julgue os seguintes itens.","Texto CB1A1-II Em 1898, Nikola Tesla impressionou quem assistiu à sua apresentação na Feira Electrical Exhibition, que aconteceu no (então recém-inaugurado) Madison Square Garden, em Nova York. Em uma piscina, o cientista colocou um barco em miniatura — que, de repente, começou a se mover sozinho. A plateia, boquiaberta, logo o indagou sobre o feito. Tesla disse que havia equipado o barco com um “sistema inteligente”, capaz de responder, inclusive, a comandos de direção. As pessoas, então, gritaram para que a miniatura navegasse para frente, para o lado, para trás… E o barquinho obedeceu, como se estivesse “ouvindo” as ordens. Mentira. Tesla estava comandando tudo à distância. Cortesia de sua invenção: o primeiro sistema de controle remoto via ondas de rádio. Hoje, claro, ninguém cairia no truque do barquinho. Mas, naquela época, quase ninguém conhecia as propriedades da radiotransmissão — a primeira transmissão transatlântica, feita pelo italiano Guglielmo Marconi, havia acontecido apenas um ano antes, em 1897. Tesla, assim como Marconi, foi um dos precursores desse campo de estudo, que revolucionou o modo como nos comunicamos. Com base nas ideias do texto CB1A1-II, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, em relação a estruturas linguísticas do texto CB1A1-II.","Texto CB1A1-III Toda língua satisfaz à necessidade humana de comunicação. Embora muitas pessoas do mundo de hoje sejam tentadas a gastar mais tempo em mídias sociais do que talvez deveriam, é o impulso das trocas linguísticas que as está levando a essa situação. Não importa o quão ocupadas algumas pessoas estejam, é difícil não participarem de alguma conversa na tela à sua frente, para opinar sobre assuntos dos quais elas sabem pouco e se importam menos ainda. Seja por meio de conversas informais, da absorção de informações vindas da televisão, da discussão de jogos ou da leitura/escrita de romances, falar e escrever conecta os humanos, de modo ainda mais íntimo, em uma comunidade. Julgue os itens a seguir, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1-III.","Texto CB1A1 A governabilidade refere-se à capacidade política de governar, que deriva da relação de legitimidade do Estado e do seu governo com a sociedade. Está presente quando a população legitima o exercício do poder pelo Estado. A legitimidade, nesse contexto, deve ser entendida como a aceitação do poder do governo ou do Estado pela sociedade. Nesse sentido, os cidadãos e a cidadania organizada são a fonte ou a origem principal da governabilidade, ou seja, é a partir deles (e de sua capacidade de articulação em partidos, associações e demais instituições representativas) que surgem e se desenvolvem as condições para a governabilidade plena. Vinculada à dimensão estatal, governabilidade diz respeito às condições sistêmicas e institucionais sob as quais se dá o exercício do poder, tais como as características do sistema político, a forma de governo, as relações entre os poderes, o sistema de intermediação de interesses. Representa, assim, um conjunto de atributos essenciais ao exercício do governo, sem os quais nenhum poder pode ser exercido. Há três dimensões inerentes ao conceito de governabilidade: capacidade do governo de identificar problemas críticos e de formular políticas adequadas ao enfrentamento desses problemas, capacidade de mobilizar meios e recursos necessários à execução e à implantação das políticas públicas e capacidade de liderança do Estado, sem a qual as decisões se tornam ineficientes. A governabilidade, então, significa que o governo deve tomar decisões amparadas em um processo que inclua a participação dos diversos setores da sociedade, dos poderes constituídos, das instituições públicas e privadas e dos segmentos representativos da sociedade, para garantir que as escolhas atendam aos anseios da sociedade e contem com seu apoio na implementação de programas e projetos e na fiscalização dos serviços públicos. Sob esse enfoque, significa a participação dos diversos setores da sociedade nos processos decisórios que dizem respeito às ações do poder público, uma vez que incorpora a articulação do aparelho estatal ao sistema político de uma sociedade, ampliando o leque possível e indispensável à legitimidade e ao suporte das ações governamentais em busca de sua eficácia. Em resumo, governabilidade refere-se às condições do ambiente político em que se efetivam ou se devem efetivar as ações da administração, à base de legitimidade dos governos, à credibilidade e à imagem públicas da burocracia. Desse modo, o desafio da governabilidade consiste em conciliar os muitos interesses desses atores (na maioria, divergentes) e reuni-los em um objetivo comum (ou em vários objetivos comuns) a ser perseguido por todos. Assim, a capacidade de articular-se em alianças políticas e pactos sociais constitui-se em fator crítico para a viabilização dos objetivos do Estado. Essa tentativa de articulação que a governabilidade procura é uma forma de intermediação de interesses. Acerca das ideias do texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nNo que concerne aos aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1-II Muito se tem pesquisado sobre os impactos positivos da educação, que valeram inclusive um prêmio Nobel de economia a James Heckman, em 2000, por ele ter evidenciado, em um estudo longitudinal, as inegáveis vantagens de pré-escolas de qualidade para a obtenção futura de emprego e salários e para a redução de encarceramento. Mas uma nova pesquisa, feita aqui no Brasil, sobre uma política pública de visível efeito na aprendizagem, o ensino médio integral, um programa realizado por Pernambuco ao longo de 16 anos, trouxe evidências que também transcendem a educação. O estudo, feito por pesquisadores da USP e do INSPER, mostrou que, com o aumento da carga horária e um currículo que incorpora ideias de Antonio Carlos Gomes da Costa, que concebeu a proposta para a escola piloto, o Ginásio Pernambucano, no qual há tempo para se trabalhar o projeto de vida do aluno e o protagonismo juvenil, reduz-se em 50% a taxa de homicídio de homens jovens. Não se trata do primeiro estudo sobre os efeitos da escola em tempo integral. Outros analisaram salários dos formados e empregabilidade de mulheres, mas a melhora nos índices de criminalidade foi capturada apenas nessa interessante pesquisa. Visitei muitas escolas de ensino médio em Pernambuco, em áreas de grande vulnerabilidade. O resultado de uma política que se construiu ao longo de anos, tendo passado por diferentes governos e se fortalecido, é visível não só pelas melhores condições de trabalho dos professores, com dedicação exclusiva a uma única escola, como também pelo clima escolar. Não é por acaso que tantos estados, com governadores de partidos diferentes, têm-se inspirado no exemplo pernambucano, como Paraíba, Ceará, Maranhão e Goiás. O país pode aprender com nações com bons sistemas educacionais, nenhum deles com quatro horas de aula por dia, e, ainda, com o que dá certo por aqui. Considerando os sentidos e as propriedades linguísticas do texto CG1A1-II, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens subsequentes, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1-II."],"questions":[{"id":"0a80635979a1","number":8,"stem":0,"statement":"Uma das estratégias coesivas presentes no segundo parágrafo é o uso de sinônimos para evitar a repetição vocabular, como é o caso do emprego do termo “autenticamente” (penúltimo período), que possui no texto o mesmo sentido de “deliberadamente” (quarto período).","answer":"E","source":{"slug":"SUSEP_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Deliberadamente é de propósito, com intenção calculada, e qualifica quem zomba da opinião pública de caso pensado — atitude que o autor rejeita por ainda admitir o domínio dessa opinião. Autenticamente é genuinamente, sem fingimento, e qualifica a indiferença que o autor de fato recomenda. Os dois advérbios não só medem eixos distintos, intenção e autenticidade, como estão nos dois lados da oposição construída por Mas, de modo que não podem ser a mesma palavra dita de outro jeito.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"que possui no texto o mesmo sentido de “deliberadamente”","corrected_statement":"Uma das estratégias coesivas presentes no segundo parágrafo é o uso de sinônimos para evitar a repetição vocabular, como é o caso do emprego do termo “autenticamente” (penúltimo período), que possui no texto sentido oposto ao de “deliberadamente” (quarto período).","concept":"Deliberadamente (intenção) × autenticamente (sinceridade)","citation":null,"trap_note":"Onde o texto escreve Mas, os dois termos separados por ele estão em contraste. Afirmação de sinonímia entre palavras que o autor acabou de opor é o modo mais barato de errar o item."}},{"id":"8421a0fa4f5a","number":9,"stem":1,"statement":"No segundo período do penúltimo parágrafo, a omissão da forma verbal “forem” prejudicaria as relações de coesão estabelecidas no período e, consequentemente, a coerência textual.","answer":"E","source":{"slug":"CAU_MG_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Reconstrua o período sem a forma verbal: essas obras podem ganhar muito se planejadas em sintonia com a infraestrutura natural. A oração condicional reduzida de particípio é construção corrente do português e mantém tanto o vínculo com o sujeito quanto o valor condicional introduzido por se. A omissão da cópula não desfaz relação coesiva nenhuma — o prejuízo afirmado simplesmente não ocorre.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"prejudicaria as relações de coesão estabelecidas no período e, consequentemente, a coerência textual","corrected_statement":"No segundo período do penúltimo parágrafo, a omissão da forma verbal “forem” não prejudicaria as relações de coesão estabelecidas no período nem, consequentemente, a coerência textual.","concept":"Elipse da cópula em condicional reduzida de particípio","citation":null,"trap_note":"Item que afirma prejuízo se julga como qualquer outro: escreva a versão sem o termo e leia. Se a frase resultante é uma construção normal do português, o prejuízo prometido não existe e o item é errado."}},{"id":"f1c5803f903c","number":10,"stem":2,"statement":"Nas relações coesivas do último período, o termo “castigo” substitui, por sinonímia, o vocábulo “expiação”.","answer":"C","source":{"slug":"PF_25_ADM","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O último período constrói uma sucessão: à expiação que tripudia sobre o corpo deve suceder um castigo que atue sobre o coração, o intelecto, a vontade. Expiação e castigo nomeiam a mesma coisa — a punição imposta —, e o que muda entre as duas ocorrências não é o referente, e sim o objeto sobre o qual a punição incide, do corpo para a alma. É justamente porque o termo é o mesmo que a oposição entre corpo e alma pode aparecer.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Sinonímia contextual sustentando a oposição corpo × alma","citation":null,"trap_note":"Quando o texto opõe dois termos, verifique o que está sendo oposto. Se a oposição recai sobre os complementos, os núcleos podem perfeitamente ser sinônimos — e a substituição lexical é o que torna a comparação legível."}},{"id":"b3b0d127b2dd","number":6,"stem":3,"statement":"Os dois últimos períodos do texto retomam, por coesão lexical, o período inicial do texto.","answer":"C","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O texto abre com Tudo está interconectado e fecha com Tudo está conectado. Para toda ação há uma reação. A quase repetição do enunciado inicial, somada à formulação que o explica em outras palavras, é coesão lexical: o mesmo item vocabular retorna, com mínima variação de prefixo, para amarrar o fim ao começo. A segunda frase não introduz tema novo — reformula o mesmo princípio em linguagem de causa e efeito.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Coesão lexical por repetição: fecho que retoma a abertura","citation":null,"trap_note":"Repetição quase literal no fim de um texto é recurso de coesão, não descuido. Compare as duas frases palavra a palavra: se o item vocabular volta, a retomada é lexical, mesmo sem pronome."}},{"id":"578e98f58d33","number":6,"stem":4,"statement":"Seriam mantidos os sentidos e as relações coesivas entre os períodos do último parágrafo caso se substituísse a expressão “essa legislação” (último período do texto) pelo segmento o referido compêndio.","answer":"E","source":{"slug":"MPS_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Essa legislação retoma a legislação hebraica, sujeito dos dois períodos anteriores. Compêndio nomeia livro que compila uma matéria, e o único objeto assim descrito no parágrafo é o Código de Hamurabi, uma compilação de leis sumerianas — de modo que o referido compêndio puxaria a remissão para o antecedente errado. Além disso, legislação designa um conjunto de normas vigentes, não um volume escrito, e a troca introduz um objeto que o texto não atribuiu aos hebreus.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"pelo segmento o referido compêndio","corrected_statement":"Seriam mantidos os sentidos e as relações coesivas entre os períodos do último parágrafo caso se substituísse a expressão “essa legislação” (último período do texto) pelo segmento a referida legislação hebraica.","concept":"O sintagma retomador precisa alcançar o antecedente certo","citation":null,"trap_note":"Ao julgar uma substituição com o referido, percorra o parágrafo e pergunte a que termo aquele nome se aplica. Se outro candidato do texto o descreve melhor, a remissão muda de destino e o item cai."}},{"id":"21b1fb747b89","number":8,"stem":5,"statement":"A substituição do vocábulo “ociosidade” (primeiro período do terceiro parágrafo) por inatividade preservaria a coerência das ideias do texto.","answer":"C","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Ociosidade, no texto, é o tempo em que o bem não está sendo usado — e o próprio parágrafo glosa a palavra logo depois: a média de utilização de um automóvel é de 8%, e os 92% restantes são de ociosidade nos estacionamentos. Inatividade nomeia esse mesmo estado de não uso e sustenta a conclusão que se segue, a de alugar em vez de comprar. O enunciado pede apenas que a coerência das ideias seja preservada, exigência menor que a de identidade de sentido.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Ociosidade como tempo de não uso do bem","citation":null,"trap_note":"Quando o período seguinte quantifica ou explica a palavra em jogo, a glosa está autorizada pelo texto. Leia uma oração adiante antes de consultar a memória."}},{"id":"fd3acc63aa6a","number":10,"stem":5,"statement":"No trecho “A primeira foi de uma entrevista com Don Tapscott” (segundo período do primeiro parágrafo), é empregado recurso de coesão por elipse.","answer":"C","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período anterior anuncia duas ideias recentes que considerei fantásticas. A primeira retoma esse conjunto sem repetir o substantivo: o numeral ordinal fica sozinho e o núcleo ideia é subentendido, exatamente como ocorre adiante em A segunda ideia é da empresária americana, onde o substantivo reaparece. É elipse, e não pronome de retomada, porque o termo omitido pode ser reposto no mesmo lugar sem qualquer outro ajuste.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Elipse do núcleo após ordinal (a primeira ideia)","citation":null,"trap_note":"Ordinal, possessivo e indefinido usados sozinhos quase sempre carregam elipse do substantivo anunciado antes. O teste é repor a palavra e conferir se o período não muda em mais nada."}},{"id":"040a17d32778","number":11,"stem":6,"statement":"No último período do terceiro parágrafo, o vocábulo “atividade” retoma “atendimento aos presos”.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O aposto atividade iniciada nesse presídio após a implosão do Carandiru vem imediatamente depois de para o atendimento aos presos e classifica o que acaba de ser nomeado. Atividade é o hiperônimo que recolhe a expressão inteira, não apenas o substantivo atendimento, e por isso a retomada se faz por nome genérico. A prova é que o particípio iniciada só pode concordar com esse referente, e é dele que se diz quando começou.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Aposto resumitivo por nome genérico","citation":null,"trap_note":"Aposto colocado logo após um sintagma costuma ser retomada dele por termo genérico. Verifique a concordância do modificador dentro do aposto: ela indica qual referente o nome genérico está recolhendo."}},{"id":"dad36a7bb187","number":11,"stem":4,"statement":"No segundo parágrafo, as palavras “prática”, “atividade” e “instituição” integram uma cadeia coesiva, substituindo o emprego da expressão “perícia médico-legal”.","answer":"E","source":{"slug":"MPS_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Prática e atividade de fato retomam perícia médica no encadeamento do parágrafo: os indícios da prática ficaram mais evidentes, até a atividade definir-se e concretizar-se na Renascença. Instituição, porém, aparece em com a sua instituição oficial no Código Carolino, onde é substantivo deverbal que nomeia o ato de instituir e tem a própria perícia como complemento, marcado pelo possessivo sua. Um nome que rege o referente não o substitui — o terceiro elo da cadeia proposta não existe.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"as palavras “prática”, “atividade” e “instituição” integram uma cadeia coesiva","corrected_statement":"No segundo parágrafo, as palavras “prática” e “atividade” integram uma cadeia coesiva, substituindo o emprego da expressão “perícia médico-legal”.","concept":"Nome deverbal com possessivo rege o referente, não o retoma","citation":null,"trap_note":"Cadeia coesiva se julga elo por elo, e a banca costuma acertar dois e errar um. Onde houver possessivo antes do nome (a sua instituição), o referente está dentro do sintagma como complemento, não sendo retomado por ele."}},{"id":"ba3cf4f982f2","number":18,"stem":7,"statement":"A referência, a substituição, a elipse e o uso de conjunção são recursos que podem favorecer a coesão e a coerência de um texto oficial.","answer":"C","source":{"slug":"MPS_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Os quatro recursos citados são os mecanismos de coesão descritos pela gramática do texto e adotados pelo Manual: referência remete a um termo já dito, substituição troca uma palavra por outra de mesmo referente, elipse omite o termo recuperável e a conjunção explicita a relação entre orações. Nenhum deles é exclusivo de gênero: o texto oficial, que o Manual exige claro, conciso e impessoal, depende deles tanto quanto qualquer outro. A afirmação é genérica, prudente e não excede o que o Manual recomenda.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Referência, substituição, elipse e conjunção como mecanismos de coesão","citation":"Manual de Redação da Presidência da República, 3.ª ed., cap. sobre coesão e coerência","trap_note":"Item teórico sobre o Manual que apenas lista recursos de coesão com o verbo podem costuma ser certo. A armadilha aparece quando o enunciado torna o recurso obrigatório ou exclusivo de um tipo de documento."}},{"id":"41fea3435251","number":26,"stem":8,"statement":"Pelas relações de sentido estabelecidas no último período do primeiro parágrafo, subentende-se a palavra território em seguida ao termo “outro”.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período define poder como objetivação política do território e acrescenta que um de seus recursos é o convencimento do outro. Convencer é ato dirigido a quem tem vontade e pode ser persuadido: o outro é o outro ator social, o polo oposto na relação de interesses divergentes que o parágrafo acabou de descrever. Reposto território no lugar proposto, resulta convencimento do outro território, que nada significa no texto nem no português.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"subentende-se a palavra território em seguida ao termo “outro”","corrected_statement":"Pelas relações de sentido estabelecidas no último período do primeiro parágrafo, subentende-se a referência ao outro ator social em seguida ao termo “outro”.","concept":"O elemento elidido é exigido pelo verbo, não pelo tema","citation":null,"trap_note":"A banca oferece para a elipse a palavra mais repetida do parágrafo, contando com o eco. Quem manda no termo elidido é o verbo que o rege: pergunte que tipo de objeto aquele verbo admite."}},{"id":"60b78d9063cc","number":7,"stem":9,"statement":"No segundo parágrafo, poderia ser evitada a repetição da palavra “conflitos” se o trecho “Reduzir esses conflitos” fosse reescrito como Reduzir-lhes, sem prejuízo do sentido e da correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NTJ","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Reduzir é transitivo direto na construção reduzir algo a algo, e seu objeto direto pede pronome oblíquo da série o, a, os, as — a forma possível seria Reduzi-los. Lhe e lhes só funcionam como objeto indireto, isto é, como complemento regido de preposição. A proposta troca o caso do pronome e derruba a correção gramatical antes que se discuta se a repetição de conflitos seria de fato evitada.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"fosse reescrito como Reduzir-lhes","corrected_statement":"No segundo parágrafo, poderia ser evitada a repetição da palavra “conflitos” se o trecho “Reduzir esses conflitos” fosse reescrito como Reduzi-los, sem prejuízo do sentido e da correção gramatical do texto.","concept":"Objeto direto pede o, a, os, as; lhe é só objeto indireto","citation":null,"trap_note":"Substituição por pronome é a única forma deste tópico em que a construção derruba o item sozinho. Antes de julgar o sentido, pergunte a transitividade do verbo: direto pede o/a/os/as, indireto pede lhe/lhes."}},{"id":"0b64b0612372","number":10,"stem":10,"statement":"No segundo parágrafo, o sentido do vocábulo “nativos” (último período) abrange a ideia de “aborígenes” (primeiro período).","answer":"C","source":{"slug":"TJ_ES_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"No parágrafo, povos aborígenes e povos nativos nomeiam o mesmo conjunto: os habitantes originais das terras apropriadas pelos colonizadores. Nativos é o termo de extensão maior, que abarca o que aborígenes designa, e o texto passa de um ao outro sem introduzir novo referente — o estereótipo do nativo indolente retoma os mesmos povos de quem Tully falava. É coesão por termo de sentido mais abrangente, e o item afirma exatamente isso.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Hiperonímia: nativos abrange aborígenes","citation":null,"trap_note":"Item de hiperonímia costuma ser certo quando o termo mais amplo não ganha, no texto, nenhum referente concorrente. Procure se o texto usa nativos para falar de outro grupo; se não usa, a inclusão vale."}},{"id":"618bc7c65090","number":13,"stem":11,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, há elipse do vocábulo “obras” no trecho “outras criadas”.","answer":"C","source":{"slug":"CAU_BR_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O período enumera destinos de um mesmo conjunto: algumas obras totalmente projetadas por inteligência artificial, outras criadas manualmente, e a grande maioria sendo feita no local. O pronome outras é adjetivo aqui e pede o substantivo que quantifica; esse substantivo é obras, dito uma vez e depois subentendido. Reposto o termo — outras obras criadas manualmente —, o período continua idêntico, que é o teste da elipse.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Elipse do núcleo nominal em enumeração com algumas/outras","citation":null,"trap_note":"Para confirmar uma elipse, reponha a palavra proposta e leia a frase inteira. Se ela fica correta e redundante, a elipse era real; se fica estranha, o termo elidido é outro."}},{"id":"d7febc9ac917","number":15,"stem":12,"statement":"O termo “Obviamente” (início do terceiro parágrafo) expressa uma posição assertiva em relação ao que é enunciado, podendo ser substituído, sem prejuízo dos sentidos do texto, por Sem dúvida.","answer":"C","source":{"slug":"TBG_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Obviamente abre o período marcando a adesão do autor ao que vai afirmar: para ele, é evidente que os internautas informados já sabem o básico e querem mais. Sem dúvida ocupa a mesma posição de advérbio modalizador e exprime a mesma certeza do enunciador, sem introduzir concessão, dúvida ou restrição. Mantêm-se a classe, a posição inicial com vírgula implícita no original e o grau de comprometimento com o conteúdo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Modalizadores asseverativos: obviamente, sem dúvida, decerto","citation":null,"trap_note":"Advérbio modalizador se troca por outro do mesmo grupo. Asseverativos (obviamente, sem dúvida, certamente) reforçam; delimitadores (talvez, possivelmente) enfraquecem. Trocar de grupo muda o comprometimento do autor e derruba o item."}},{"id":"553197331e79","number":16,"stem":13,"statement":"O segmento “o cientista” (primeiro período do segundo parágrafo) retoma, por coesão, o termo “Nikola Tesla” (primeiro período do primeiro parágrafo).","answer":"C","source":{"slug":"SERPRO_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O cientista não repete o nome próprio: retoma-o por um hiperônimo, isto é, por uma categoria a que Nikola Tesla pertence e que o leitor já identificou no período anterior. O artigo definido é o que fecha a remissão — não é um cientista qualquer, é aquele de quem se falava. É o mecanismo de coesão lexical por substituição, e ele funciona porque não há no trecho outro cientista que dispute a referência.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Retomada por hiperônimo com artigo definido","citation":null,"trap_note":"Para julgar uma retomada por nome comum, faça duas perguntas: o termo nomeia uma categoria a que o antecedente pertence, e existe no texto algum outro candidato dessa mesma categoria? Sem concorrente, a retomada está correta."}},{"id":"9cc5179f3f37","number":31,"stem":14,"statement":"Após a forma verbal “deveriam” (segundo período), está elíptico o verbo tentar.","answer":"E","source":{"slug":"INPI_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho é muitas pessoas sejam tentadas a gastar mais tempo em mídias sociais do que talvez deveriam. A comparação introduzida por do que compara quantidades de tempo, e o verbo que fica subentendido depois de deveriam é o que rege esse complemento: deveriam gastar. Tentar já está expresso na oração principal e não se repete ali — reposto, produziria do que talvez deveriam tentar, que perde o objeto da comparação.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"está elíptico o verbo tentar","corrected_statement":"Após a forma verbal “deveriam” (segundo período), está elíptico o verbo gastar.","concept":"Em comparativa, o verbo elidido é o da oração comparada","citation":null,"trap_note":"Em estrutura comparativa com do que, reponha o verbo e confira se o termo comparado continua tendo com o que se comparar. O verbo elidido é sempre o que rege esse termo, não o primeiro verbo do período."}},{"id":"fd1edc0c5372","number":9,"stem":15,"statement":"É redundante o uso da expressão “a cidadania organizada”, no segundo parágrafo, uma vez que tal termo é abrangido pelo conceito de “cidadãos”.","answer":"E","source":{"slug":"SEPLAN_RR_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O texto não usa os dois termos como um só: escreve os cidadãos e a cidadania organizada e explica a diferença entre parênteses — e de sua capacidade de articulação em partidos, associações e demais instituições representativas. Cidadãos nomeia os indivíduos; cidadania organizada nomeia esses mesmos indivíduos já reunidos em corpos coletivos, que é um segundo dado, não uma repetição do primeiro. A coordenação soma informação, e por isso não há redundância a eliminar.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"uma vez que tal termo é abrangido pelo conceito de “cidadãos”","corrected_statement":"Não é redundante o uso da expressão “a cidadania organizada”, no segundo parágrafo, uma vez que tal termo acrescenta ao conceito de “cidadãos” a ideia de articulação coletiva.","concept":"Cidadãos (indivíduos) × cidadania organizada (corpos coletivos)","citation":null,"trap_note":"Alegação de redundância se testa por apagamento: risque o termo dito supérfluo e veja o que o período deixa de dizer. Se algo se perde, os conceitos não coincidiam."}},{"id":"564e46a68163","number":19,"stem":16,"statement":"No texto, a palavra “nações” (último parágrafo) está empregada em referência a “estados” (penúltimo parágrafo), como forma de exaltar os entes federados que aderiram ao modelo de sistema educacional inaugurado por Pernambuco.","answer":"E","source":{"slug":"SEE_PE_22_EDUCACAO_BASICA","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O último parágrafo opõe duas fontes de aprendizado: o país pode aprender com nações com bons sistemas educacionais e, ainda, com o que dá certo por aqui. Nações são, portanto, países estrangeiros, e a segunda metade da frase é que recolhe a experiência brasileira. Os estados do parágrafo anterior — Paraíba, Ceará, Maranhão, Goiás — estão do outro lado da oposição, de modo que nações não os retoma nem os exalta.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"está empregada em referência a “estados” (penúltimo parágrafo)","corrected_statement":"No texto, a palavra “nações” (último parágrafo) está empregada em referência a países estrangeiros, opostos ao que dá certo por aqui.","concept":"Nações (países) × estados (entes federados)","citation":null,"trap_note":"Quando o item oferece um antecedente, leia a oração seguinte antes de aceitar. Aqui o próprio período separa as duas referências com um e, ainda, com o que dá certo por aqui — e a separação decide o item."}}]}