{"subject_id":"3a3cc48d0099817e8e5afc8db07edb11","topico":"Referenciação: anáfora e catáfora; a que termo o pronome se refere","stems":["A respeito das estruturas linguísticas empregadas no texto CG1A1 e da organização de suas ideias, julgue os itens que se seguem.","menos que seja explicitamente informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração-equipamentos mencionados. Considerando a informação como um conceito que coexiste com a comunicação, conseguimos visualizá-la em dois sentidos. O primeiro, estritamente técnico ou tecnológico, diz respeito à informação como quantidade mensurável (dados); o segundo sentido é qualitativo e vinculado ao papel da informação como controle e redundância nos sistemas de comunicação. Aqui, a informação está relacionada à organização, na estrutura e na regulação dentro de sistemas; trata-se da informação como um meio de organizar e estabilizar sistemas, de maneira que a repetição (redundância) assegure a integridade da informação na comunicação. Dito isto, vale destacar o que se tem consolidado ao longo das últimas décadas como tecnologias da informação e da comunicação, em que a captura, a “mineração” e o processamento de dados condensam os fluxos da experiência humana, transformados em capital informativo e vendidos diuturnamente nas e pelas estruturas tecnológicas plataformizadas que abduzem nossa atenção. Nesse percurso, comunicação e informação caminham juntas e compõem o sistema central das tecnologias que, a partir das plataformas, interagem com a humanidade e que são denominadas de “inteligência” artificial primitiva ou generativa. Para muitos, tais tecnologias situam-se em um estágio pós-humano ou anti-humano. A respeito dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens a seguir.","A linguagem não é um artefato cultural que aprendemos da maneira como aprendemos a dizer a hora ou como o governo federal está funcionando. Ao contrário, é claramente uma peça da constituição biológica de nosso cérebro. A linguagem é uma habilidade complexa e especializada, que se desenvolve espontaneamente na criança, sem qualquer esforço consciente ou instrução formal, que se manifesta sem que se perceba sua lógica subjacente, que é qualitativamente a mesma em todo indivíduo, e que difere de capacidades mais gerais de processamento de informações ou de comportamento inteligente. Por esses motivos, alguns cientistas cognitivistas descreveram a linguagem como uma faculdade psicológica, um órgão mental, um sistema neural ou um módulo computacional. Mas prefiro o simples e banal termo “instinto”. Ele transmite a ideia de que as pessoas sabem falar mais ou menos da mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias. A capacidade de tecer teias não foi inventada por alguma aranha genial não reconhecida e não depende de receber a educação adequada ou de ter aptidão para arquitetura ou negócios imobiliários. As aranhas tecem teias porque têm cérebro de aranha, o que as impele a tecer e lhes dá competência para fazê-lo com sucesso. Pensar a linguagem como um instinto inverte a sabedoria popular, especialmente da forma como foi aceita nos cânones das ciências humanas e sociais. A linguagem não é uma invenção cultural, assim como tampouco a postura ereta o é. Não é uma manifestação da capacidade geral de usar símbolos: uma criança de três anos é um gênio gramatical, mas é bastante incompetente em termos de artes visuais, iconografia religiosa, sinais de trânsito e outros itens básicos do currículo de semiótica. Embora a linguagem seja uma habilidade magnífica exclusiva do Homo sapiens entre as espécies vivas, isso não implica que o estudo dos seres humanos deva ser retirado do campo da biologia, pois existem outras habilidades magníficas exclusivas de uma espécie viva em particular no reino animal. Alguns tipos de morcegos capturam insetos voadores mediante um sonar Doppler. Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando as posições das constelações com as horas do dia e épocas do ano. No show de talentos da natureza, somos apenas uma espécie de primatas com nosso próprio espetáculo, um jeito todo especial de comunicar informação. Do ponto de vista do cientista, a complexidade da linguagem é parte de nossa herança biológica inata; não é algo que os pais ensinam aos filhos ou algo que tenha de ser elaborado na escola. O conhecimento tácito de gramática de uma criança em idade pré-escolar é mais sofisticado que o mais volumoso manual de estilo ou o mais moderno sistema de linguagem de computador, e o mesmo se aplica a qualquer ser humano saudável. A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Texto CG2A1 Um dos principais benefícios da comunicação não violenta (CNV) é a promoção da empatia e da compaixão entre as pessoas. Ao reconhecer as necessidades e os sentimentos dos outros, somos capazes de nos colocar em seus lugares e compreender suas perspectivas, o que facilita a resolução de conflitos e a construção de relações mais saudáveis. Como afirma Marshall Bertram Rosenberg, em sua obra Comunicação não violenta, “a CNV nos guia na reformulação do nosso modo de expressão e escuta dos outros, pela concentração em quatro áreas: o que observamos, o que sentimos, do que necessitamos e o que pedimos para nos enriquecer a vida”. A CNV promove uma escuta, um respeito e uma empatia profundos. Algumas pessoas usam a CNV para reagir compassivamente a si mesmas; outras, para estabelecer maior profundidade em suas relações pessoais, e outras, ainda, para gerar relacionamentos eficazes no trabalho ou na política. No mundo inteiro, utiliza-se a CNV para mediar disputas e conflitos em todos os níveis. Particularmente no que se refere à função ministerial, é preciso que se evite o que o autor chama de comunicação alienante da vida, isto é, “os juízos morais, que atribuem erro ou ruindade às pessoas que não agem conforme certos valores”. Com efeito, um órgão acusatório inevitavelmente terá que formular, de modo técnico, imputações acerca da prática de ilícitos (uma denúncia criminal narrará a prática de uma conduta que se amolda a um tipo penal), o que não significa, contudo, que os agentes públicos que integram a instituição estejam autorizados a proferir julgamentos morais. No modelo de um Ministério Público dialógico, ou seja, aquele que efetivamente se abre à interlocução com a sociedade, a CNV é fator que transforma o discurso em prática, pois propicia o diálogo face a face com os mais diferentes e antagônicos setores e, a partir disso, a construção de confiança e o desenvolvimento do compromisso e da compreensão comuns entre os atores envolvidos. De acordo com as ideias veiculadas no texto CG2A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nEm relação a mecanismos de coesão empregados no texto CG2A1, julgue os próximos itens.","Texto CB2A1 Existem muitas formas de fazer ciência — na sala de aula, na universidade, em grupos de pesquisa, institutos públicos, em centros privados. Também é possível partir da própria ciência para incentivar outras pessoas na trajetória científica, difundir o conhecimento de pesquisadores, revelar seus achados e descobertas. E pode-se fazer tudo isso junto. Mônica Santos Dahmouche é um bom exemplo disso, como física, professora, divulgadora científica, coordenadora da implantação do Museu Ciência e Vida, incentivadora de feiras, olimpíadas e hackathons de ciência e várias outras frentes, com um olhar especial para a visibilidade feminina nas ciências. “Eu imaginava que faria concurso para uma universidade, teria meu grupo de pesquisa, orientaria alunos. Faço isso hoje, mas de diferentes formas. Jamais tinha pensado em trabalhar em um museu de ciências. Tem sido uma jornada maravilhosa”, conta a professora. Nos últimos anos, Mônica mergulhou em projetos voltados a futuras meninas cientistas e à atuação diversa de mulheres na área. “Desde 2018 me emociona e mobiliza poder mostrar a elas a beleza de fazer ciência, especialmente ciências exatas, mais desiguais em termos de equidade de gênero”, afirma. A iniciativa já se transformou em exposições temáticas no próprio Museu Ciência e Vida e na criação, com amigas também cientistas, de uma rede de mulheres das áreas de ciências, tecnologias, engenharias e matemática (STEM). O grupo já gestou até um livro, Exatas é com elas: tecendo redes no estado do Rio de Janeiro. Seu motivo de orgulho mais recente é o podcast Mulheres da Hora, idealizado por ela e produzido pelo Museu Ciência e Vida e pela Fundação CECIERJ. A produção abrange histórias de mulheres que se destacam em áreas como ciências exatas, engenharia e computação. “O objetivo é mostrar o que se pode fazer em uma carreira de ciência e tecnologia, para além da docência na universidade ou da pesquisa”, afirma. Seja qual for o caminho escolhido, ressalta Mônica, uma formação de excelência é a base para voar. Em relação ao texto CB2A1, aos seus sentidos e às ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, referentes a aspectos linguísticos do texto CB2A1.","Texto CG1A1 Em 2015, o professor Robert Waldinger participou de uma conferência apresentando uma palestra chamada “O que torna uma vida boa? Lições sobre o mais longo estudo sobre felicidade”. O tema se tornou, anos depois, um livro do palestrante sobre o assunto, que entrou na lista dos mais vendidos, segundo o jornal The New York Times. Professor de psiquiatria em Harvard, Waldinger é o quarto pesquisador a dirigir o Estudo sobre Desenvolvimento Adulto, que existe na universidade desde 1938 e está em andamento até hoje. O trabalho é o maior já realizado sobre o tema e monitora questões relativas a bem-estar, desenvolvimento e felicidade. Atualmente, a pesquisa está na segunda geração e dela participam os filhos dos primeiros participantes. O principal achado da pesquisa chama a atenção: a chave para uma vida mais feliz e saudável são os relacionamentos que cultivamos. Boas relações ajudam a reduzir os níveis de estresse e também influenciam a maneira como lidamos com dificuldades e situações desafiadoras. Waldinger afirma que cultivar relacionamentos recíprocos, que contam com apoio mútuo e espaço para crescimento, é o que traz mais felicidade. Por outro lado, passar muito tempo no trabalho é um constante arrependimento dos participantes do estudo. Além desses, há outros fatores que interferem na saúde mental e na sensação de felicidade — e um deles pode ser dinheiro. O pesquisador ressalta que ter muito dinheiro ou fama não tem relação direta com a felicidade. Contudo, a pobreza impacta a satisfação com a vida. Waldinger aponta que, enquanto não se tem as necessidades básicas garantidas, sentir-se feliz e pleno é uma tarefa difícil. Por outro lado, a partir do momento em que necessidades como alimentação, moradia e educação estão garantidas, ganhar mais dinheiro não significa sentir felicidade. É aí que está a importância de cultivar bons relacionamentos. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nEm relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto CG1A1, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1 Entre as décadas de 1890 e 1930, período caracterizado pelo processo de modernização das grandes cidades, observou-se uma das maiores transformações técnicas nas habitações: a sua articulação aos sistemas de infraestrutura urbana. Com a chegada dos serviços de abastecimento de energia e saneamento no interior da moradia, surgiu a necessidade de espaços e práticas específicas para o funcionamento da nova aparelhagem, o que implicava a reorganização dos ambientes e da vida doméstica. Um dos grandes feitos da tecnologia das canalizações foi concentrar e organizar os fluxos de água pura e servida, antes dispersos pelo espaço da cidade, e estabelecer, assim, maior controle sobre a captação e o descarte da água. Simultaneamente à oferta da infraestrutura sanitária, existia uma série de ações deliberadas para a extinção do uso compartilhado e gratuito da água, como a destruição dos chafarizes, para forçar a conexão das residências às redes urbanas, e a proibição do uso dos rios e córregos para banho, lavagem de roupa ou despejo de dejetos. Além dos riscos que ofereciam à saúde pública, essas práticas, comuns até então, passaram a ser consideradas como expressão do atraso civilizacional das grandes cidades do país, obstáculos em seu processo de modernização. Nesse sentido, o cerceamento de determinadas práticas no espaço público respondia ao enquadramento de ordem do sistema de higiene, pelo qual se promovia a casa como lugar privilegiado do domínio sobre o consumo da água e de eliminação dos dejetos. Trata-se do processo que François Béguin, engenheiro de materiais e ex-líder do Grupo de Energia e Meio Ambiente, na França, denomina de “domesticação da circulação dos fluidos”, em referência ao pioneiro sistema urbano de redes nas cidades industriais inglesas do século XIX. Béguin mostra que, embora não tenham sido desenvolvidos para as habitações residenciais, o aparelhamento técnico e as atividades de captação de água, lavagem de roupa, banhos, despejo de água servida etc. passaram a ter lugar nos espaços domésticos. A configuração arquitetônica foi transformada com a instalação de dispositivos e equipamentos, bem como com a formulação de ambientes especiais, como os banheiros. Julgue os itens seguintes, relativos às ideias do texto CG1A1.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, com base na estruturação linguística do texto CG1A1 e no vocabulário nele empregado.","mencionados. Creio que, em geral, deixando de lado a opinião dos especialistas, damos demasiada importância à opinião dos outros, tanto em assuntos cruciais quanto em assuntos de pequena monta. A regra básica é que uma pessoa deve respeitar a opinião pública apenas o suficiente para não morrer de fome nem ir para a cadeia. Tudo o que passar desse ponto significa submeter-se voluntariamente a uma tirania desnecessária, e, possivelmente, isso é o que acaba interferindo na própria felicidade. Examinemos, por exemplo, a questão de como as pessoas gastam seu dinheiro. Elas o gastam naquilo que não satisfaz seus gostos pessoais, simplesmente porque acreditam que o respeito dos vizinhos depende de terem carro ou de abrirem suas residências para jantares. Na verdade, uma pessoa que possa claramente comprar um carro, mas que prefira gastar o dinheiro em viagens ou numa boa biblioteca, acabará sendo muito mais respeitada do que se houvesse feito exatamente como todas as outras. Não há sentido em zombar deliberadamente da opinião pública; isso é admitir seu domínio, ainda que às avessas. Mas ser autenticamente indiferente a ela é uma força e uma fonte de felicidade. E uma sociedade de homens e mulheres que não se submetem demasiadamente aos convencionalismos é mais interessante do que uma sociedade em que todos se comportam da mesma maneira. A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1 Em um mundo que corre contra o relógio para descarbonizar a economia e conter o avanço das mudanças climáticas, medir e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) das atividades diretas dos negócios está longe de ser suficiente. Na maioria dos setores, é na cadeia de valor que acontece a maior parte das emissões, ou seja, fora do “muro” das fábricas, dos escritórios e de outros negócios. Isso inclui as operações dos fornecedores, até mesmo os pequenos, e o modo como os clientes usam um produto ou serviço. Fazer o diagnóstico da pegada de carbono de toda a cadeia e agir para reduzi-la está na ordem do dia. Não só porque é a coisa certa a se fazer, mas porque o mundo caminha para exigir das empresas que se responsabilizem pelo que acontece em sua cadeia de valor. O Acordo de Paris e outras iniciativas internacionais reforçaram o compromisso de países e empresas de reduzirem suas emissões para limitar o aquecimento global a uma temperatura de 1,5 °C a 2 °C acima dos níveis pré-industriais até 2100. Além disso, muitos países estão introduzindo regulamentações e padrões de sustentabilidade que exigem uma abordagem mais abrangente para medir emissões de carbono. A União Europeia (UE), por exemplo, estabeleceu uma série de metas e compromissos de redução de emissões para seus Estados-membros. Um dos objetivos é a redução das suas emissões de GEE em pelo menos 40% até 2030, em comparação com os níveis de 1990. Além disso, o impacto ambiental das marcas é cada vez mais considerado pelos consumidores ao redor do mundo. A pesquisa Future Consumer Index, da consultoria Ernest&Young, realizada com 21.000 entrevistados de 27 países, evidencia essa percepção. Entre os brasileiros, por exemplo, 73% se declararam profundamente preocupados com a fragilidade do planeta. A falta de informação, transparência e padronização, no entanto, também continua sendo um desafio mencionado pelos consumidores, que ainda não enxergam o impacto das escolhas que fazem para o meio ambiente quando compram um produto. Dessa forma, a pegada de carbono de um produto torna-se um fator relevante de atenção da indústria. Além da preocupação ambiental e regulatória, esse tema se tornou uma questão de mercado. Entender como as emissões de GEE ganharam destaque na mesa de discussões de presidentes e diretores-executivos é importante para compreender como o tema foi ganhando força nas últimas décadas. De acordo com as ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1 e do vocabulário nele empregado, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1 Um projeto de lei que determina critérios mínimos de qualidade para escolas públicas de educação básica foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, em abril deste ano. Conforme estabelece o projeto de lei, o poder público deverá equipar todas as unidades do ensino básico com bibliotecas, laboratórios de ciências e informática, acesso à Internet, quadras poliesportivas cobertas, instalações com condições adequadas de acessibilidade, energia elétrica, abastecimento de água potável, esgoto sanitário e manejo de resíduos sólidos. “As condições listadas não constituem luxo ou privilégio, mas requisitos necessários ao estabelecimento de um padrão mínimo de qualidade nas escolas brasileiras e garantia do exercício digno do direito público subjetivo à educação básica”, justifica o autor da proposta. “O que há no projeto é o mínimo para que uma escola funcione, atendendo os estudantes e os profissionais da educação com dignidade. A ausência de laboratórios, de Internet, de bibliotecas e de uma estrutura física adequada é algo que impacta diretamente na qualidade da educação oferecida aos estudantes, uma vez que a educação não é uma transmissão de conhecimento, mas sim a construção deste”, considera a secretária de assuntos educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Guelda Andrade. “Um ar-condicionado, por exemplo, em algumas regiões do país, não é questão de luxo. É uma condição que faz parte dessa estrutura mínima e digna para que a educação aconteça... A falta disso traz prejuízos drásticos tanto no aprendizado dos estudantes quanto no cotidiano dos profissionais da educação”, reforça Guelda Andrade. Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os itens a seguir.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Dinheiro traz felicidade? Engana-se quem pensa que esta é só uma pergunta filosófica de boteco. Muito pelo contrário: quem se debruça para valer sobre a questão são vencedores do Nobel de Economia, o psicólogo israelense Daniel Kahneman e o economista americano Argus Deaton. Kahneman é considerado um dos fundadores da economia comportamental, uma área que se apoia na psicologia para entender quais fatores afetam as decisões financeiras de alguém. Foi por integrar conhecimentos da psicologia à economia que ele recebeu o prêmio da Academia Real de Ciências da Suécia, em 2002. Oito anos depois, Kahneman se juntou a Argus — que receberia o Nobel de Economia em 2015 por seus trabalhos sobre consumo, pobreza e bem-estar social — para tentar responder à grande questão. Eles publicaram um estudo que correlaciona o nível de renda de mil americanos com seu grau de satisfação pessoal e bem-estar emocional, segundo respostas fornecidas em um questionário entre 2008 e 2009. Eles chegaram à seguinte conclusão: quanto mais dinheiro alguém ganha, mais feliz e satisfeita essa pessoa se sente. Só que essa correlação não é tão evidente na faixa de pessoas que ganham entre 60 e 90 mil dólares por ano (entre R$ 5 e 7,5 mil mensais). E, entre aqueles que recebiam valores maiores que estes, mais dinheiro já não significava mais felicidade. O estudo foi amplamente divulgado na época. Mas ele também foi rebatido por Matthew Killingsworth, um pesquisador da Universidade da Pensilvânia que coleta dados sobre felicidade. Ele publicou uma pesquisa, em 2021, sugerindo que a felicidade média aumenta consistentemente com a renda. E então, qual seria a conclusão correta? Para resolver o impasse, Kahneman juntou-se a Killingsworth e Barbara Mellers, também da Universidade da Pensilvânia. Os pesquisadores reanalisaram os dados coletados nos Estados Unidos da América em 2010 e 2021 para entender onde cada estudo deixou a desejar. E assim chegaram a uma conclusão mais sutil: de que pessoas felizes se sentem ainda melhores conforme ganham mais dinheiro; por outro lado, entre pessoas infelizes, o bem-estar para de aumentar quando certo nível de renda é alcançado. No que se refere às características discursivas e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, bem como às ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1-I A forma peculiar como se processou a independência da América portuguesa teve consequências fundamentais no seu subsequente desenvolvimento. Tendo-se transferido o governo português para o Brasil sob a proteção inglesa e tendo-se operado a independência da colônia sem descontinuidade na chefia do governo, os privilégios econômicos de que se beneficiava a Inglaterra em Portugal passaram automaticamente para o Brasil independente. Com efeito, se bem haja conseguido separar-se de Portugal em 1822, o Brasil necessitou de vários decênios mais para eliminar a tutela que, graças a sólidos acordos internacionais, mantinha sobre ele a Inglaterra. Esses acordos foram firmados em momentos difíceis e constituíam, na tradição das relações luso-inglesas, pagamentos em privilégios econômicos de importantes favores políticos. Os acordos de 1810 foram firmados contra a garantia da Inglaterra de que nenhum governo imposto por Napoleão em Portugal seria reconhecido. Por eles se transferiam para o Brasil todos os privilégios de que gozavam os ingleses em Portugal — inclusive os de extraterritorialidade — e se lhes reconhecia demais uma tarifa preferencial. Tudo indica que, negociando esses acordos, o governo português tinha estritamente em vista a continuidade da casa reinante em Portugal, enquanto os ingleses se preocupavam em firmar-se definitivamente na colônia, cujas perspectivas comerciais eram bem mais promissoras que as de Portugal. Considerando as ideias veiculadas no texto CB1A1-I e as relações de coesão nele estabelecidas, julgue os próximos itens.","Quando falamos em direito, estamos falando inicialmente de um enorme conjunto de regras obrigatórias, o chamado direito positivo. Mas o vocábulo direito é usado também para os estudos, o curso de direito, a assim chamada “ciência do direito”. Numa terceira acepção, a palavra designa os direitos de cada um de nós, chamados de direitos subjetivos, pois somos os sujeitos, os titulares, desses direitos. Ninguém ignora que paira sobre nossas cabeças uma gigantesca teia de normas, que atinge praticamente todas as nossas atividades. Muitos pensadores têm destacado que o direito atual parece ter invadido tudo: há direito em toda parte, para todos, para tudo. A contrapartida é que, assim como temos de seguir as normas, os outros também têm de obedecer a elas e, desse modo, respeitar os direitos de cada um de nós, os ditos direitos subjetivos. Vivemos num tempo em que as questões legais se tornaram corriqueiras. Apesar dessa popularização, ainda existe uma enorme dificuldade de acesso às coisas do direito. Ao mesmo tempo, os mecanismos da justiça são cada vez mais acionados, até para resolver quem fica com o cachorro depois da separação, ou se o condomínio pode impedir seus moradores de ter animais. A sobrecarga dos tribunais, e sua lentidão, é parcialmente consequência desse excesso de litigiosidade e da incapacidade das pessoas de resolver com bom senso, compreensão e respeito as questões de convivência em sociedade. Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. O Poder Judiciário brasileiro tem em torno de 80 milhões de processos judiciais. Esse número é estarrecedor quando comparado com a população do país, cuja estimativa é de 203 milhões de brasileiros. Sendo assim, para pouco mais de dois brasileiros, há um processo judicial, o que representa uma situação praticamente insustentável sob o aspecto econômico, gerencial e jurídico. Já houve redução no tempo e no custo do processo judicial com a implantação do processo eletrônico, mas há muito o que fazer quando se depara com o tempo de resolutividade e os gastos para a manutenção do serviço de prestação jurisdicional: estima-se que, no ano de 2022, tenham sido gastos, só na justiça federal, R$ 12.369.100.765. Em relação ao custo processual, no ano de 2015, por exemplo, cada brasileiro desembolsou R$ 387,00 para manter o Poder Judiciário, o que equivalia a 1,3% do PIB. Se avaliarmos de 2009 a 2015, o crescimento foi de 31%. Em 2020, os gastos foram de R$ 479,16 por habitante. Em relação às ideias e propriedades linguísticas do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1 A defesa das florestas deveria ser objeto de um tratado internacional que reunisse o maior número de Estados, para que elas se tornassem intocáveis. Repito: a sobrevivência da nossa espécie depende da funcionalidade desses ecossistemas. Sem florestas suficientes, não existe chance real de podermos reverter a tendência de crescimento do CO2. O desmatamento deveria ser tratado como um crime contra a humanidade e punido como tal. Porque é disso que se trata. A proteção das florestas e sua manutenção, bem como a obrigação de manter intactos o solo, o ar e a água, deveriam fazer parte das constituições de todos os Estados, não apenas desta nossa Constituição da Nação das Plantas. Deveriam ser ensinadas nas escolas para crianças e adultos, em todos os lugares. Diretores de cinema deveriam fazer filmes, escritores deveriam escrever livros. Todos estão convocados a se mobilizar, e se vocês acham que é exagero e não veem motivo real para se levantar do sofá e defender o meio ambiente e as florestas, saibam que essa é a única emergência global real. A maioria dos problemas que afligem a humanidade hoje, mesmo que aparentemente distantes, está relacionada ao risco ambiental e consiste apenas na ponta de um iceberg, se não tratarmos o tema com a devida firmeza e eficiência. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nAcerca de mecanismos de coesão empregados no texto CG1A1, julgue os próximos itens.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. A noção de igualdade, à luz da hermenêutica negra, deve levar em consideração as particularidades e desigualdades que a categoria raça carrega, porque, sendo o racismo estrutural e estruturante, a ideia de como a raça afeta as vidas daqueles que interpretam a norma e também daqueles que são afetados por ela se distingue entre os grupos sociais. As pessoas não possuem a mesma experiência social, a depender do seu lugar social, razão pela qual podem interpretar o direito exclusivamente a partir de sua lógica interna. Com base na perspectiva da igualdade como princípio e projeto constitucional, a obra propositadamente intitulada Pensando como um negro: ensaio de hermenêutica jurídica fornece substratos para um raciocínio crítico antirracista na interpretação das normas e aplicação nas relações jurídicas, centralizando a questão a ser discutida e decidida a partir da visão do negro como elemento atuante no caso concreto, na condição de agente ou paciente. A hermenêutica negra, assim, preenche lacuna de interpretação, visto a mesma fonte poder ser interpretada pela ótica do dominante e do dominado, competindo ao Poder Judiciário equilibrar a aplicação da norma positivada na busca da concretização de uma solução justa. Julgue os itens subsequentes, em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.","diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Com o avanço das novas tecnologias da informação e comunicação, observa-se na atualidade um processo de migração dos ambientes reais e analógicos para os virtuais e digitais. Inúmeros são os benefícios do oferecimento de produtos e da prestação de serviços no ambiente digital. No entanto, a exposição em rede costuma atrair riscos que, embora invisíveis, apresentam um potencial destrutivo alto: os ciberataques e o seu impacto para as organizações, as empresas e as pessoas envolvidas. Os ataques cibernéticos podem ter como alvos pessoas, organizações políticas e sociais, empresas públicas e privadas, postos fiscais, tribunais, bases militares, autarquias e ministérios do Estado, variando conforme a motivação que os ensejou: interrupção de sistemas e serviços essenciais, resgate de valores em troca de arquivos criptografados, extração de dados, repercussão política ou até mesmo a lesão física de pessoas. Com referência às ideias e às estruturas linguísticas do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","Texto CG2A1 O desenvolvimento da educação sanitária, a partir dos Estados Unidos da América, esteve associado à saúde pública, tendo sido instrumento das ações de prevenção das doenças, e caracterizou-se pela transmissão de conhecimento. No entanto, mesmo que realizada de forma massiva, como no caso das campanhas sanitárias no Brasil, a perspectiva não contemplava a dimensão histórico-social do processo saúde-doença. Com o movimento pela reforma sanitária no Brasil, as críticas mais contundentes relacionavam-se ao fato de que o social não era considerado na prática da saúde pública, senão em perspectiva restrita, de modo que a educação passou a ser uma atividade paralela, cuja finalidade seria a de auxiliar a efetivação dos objetivos eminentemente técnicos dos programas de saúde pública. Entretanto, em uma perspectiva crítica, a educação parte da análise das realidades sociais, buscando revelar as suas características e as relações que as condicionam e as determinam. Essa perspectiva pode ater-se à explicação das finalidades reprodutivistas dos processos educativos ou trabalhar no âmbito de suas contradições, buscando transformar essas finalidades, estabelecendo como meta a construção de sujeitos e de projetos societários transformadores. Da mesma forma, no campo da saúde, a compreensão do processo saúde-doença como expressão das condições objetivas de vida, isto é, como resultante das condições de habitação, alimentação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços de saúde, descortina a saúde e a doença como produções sociais, passíveis de ação e transformação, e aponta também para um plano coletivo, e não somente individual, de intervenção. Essa maneira de conceber a saúde tem sido caracterizada como um conceito ampliado, pois não reduz a saúde à ausência de doença, promovendo a ideia de que uma situação de vida saudável não se resolve somente com a garantia do acesso aos serviços de saúde, mas depende, sobretudo, da garantia de condições de vida dignas que, em conjunto, podem proporcionar a situação de saúde. Nesse sentido, são indissociáveis o conceito de saúde e a noção de direito social. FimDoTexto A partir das ideias suscitadas pelo texto CG2A1, julgue os itens seguintes.\n\n\n\nA respeito das estruturas linguísticas do texto CG2A1, julgue os próximos itens.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Analisando-se a literatura produzida sobre justiça restaurativa desde o final da década de 70 do século passado, verifica-se que há diferentes abordagens, produzidas por estudiosos dos mais diversos campos do conhecimento (filosofia, psicologia social, antropologia, ciências jurídicas, pedagogia, assistência social, entre outros), incluídos acadêmicos, facilitadores de justiça restaurativa, servidores públicos e entusiastas da justiça restaurativa que buscam disseminar e fortalecer a sua implementação em nível institucional. Dada essa pluralidade de abordagens, surgiram diversas definições de justiça restaurativa na literatura ao longo das últimas décadas, razão pela qual alguns autores atuais apontam que o conceito de justiça restaurativa ainda estaria “em aberto”. Contudo, parece haver na literatura certo consenso de que tal pluralidade seria algo positivo, por possibilitar a adaptação do conceito a diferentes contextos culturais. Alguns autores também sugerem que a justiça restaurativa seria um conceito “guarda-chuva”, ou seja, um conceito que abarca uma vasta gama de formulações, desde que sejam conservados os elementos essenciais da justiça restaurativa. A respeito das ideias e de aspectos discursivos e linguísticos do texto precedente, julgue os itens subsecutivos.","Texto CB1A1 O Comentário Geral n.º 15 do Comitê de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (CDESC) da ONU é claro ao apontar para a necessidade de proteger os ecossistemas, em especial o aquático, contra a poluição, pois ter acesso a uma água poluída não representa, de fato, o gozo do direito humano à água. Nessas condições, há risco de comprometimento imediato da saúde individual e coletiva, o que afeta outros direitos humanos, como o direito à saúde e ao bem-estar. Antes disso, a Agenda 21, aprovada na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), em 1992, recomendou que se preservem as funções hidrológicas, biológicas e químicas dos ecossistemas, para que se assegure água com qualidade. Em uma perspectiva menos antropocêntrica e mais ecocêntrica, em 2000, a Declaração da 4.ª Cúpula do P7, composto dos sete países mais pobres do mundo, em seu primeiro princípio, trouxe a ideia de que a água é uma fonte de vida não substituível, a que todos os seres vivos têm direito, e sua conservação seria uma responsabilidade coletiva fundamental. A mesma declaração complementa o raciocínio, defendendo a necessidade de as culturas que defendem a água como um bem comum serem protegidas e reinventadas. E, nesse ponto, a Declaração da 4.ª Cúpula do P7 e o Comentário Geral n.º 15 do CDESC convergem entre si, pois este último se refere à preocupação com o respeito à cultura e o acesso à água, nas formas tradicionais de uso por comunidades antigas e originárias, o que valoriza o componente da independência no conceito de segurança hídrica. O que aqui se chama simplisticamente de independência corresponde na verdade à minimização de uma relação de dependência e sujeição, por meio de mecanismos formais de cooperação, tanto interbacias como intrabacias hidrográficas. O quarto princípio da Declaração da 4.ª Cúpula do P7 afirma que “a água deve contribuir para a solidariedade entre comunidades, países, sociedades, gerações e sexos”. Ao mesmo tempo reconhece que a água doce é distribuída de forma desigual em torno da Terra, e afirma que isso não deve ser utilizado como fator de exercício de poder. Com base nas ideias veiculadas no texto CB1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os próximos itens, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1.","A inteligência artificial (IA) é um tópico frequente de discussão desde o aumento da popularidade de ferramentas como o ChatGPT. Uma análise do Fundo Monetário Internacional (FMI) abrangendo diferentes países avaliou que, no Brasil, 41% dos empregos têm alta exposição à IA. Esse critério do estudo — exposição de empregos à IA — engloba tanto trabalhos que vão se beneficiar da tecnologia como aqueles que estarão ameaçados por ela no futuro. Para avaliar se o impacto da IA será bom ou ruim no mercado de trabalho, o relatório do FMI criou outra categoria: a complementaridade. Empregos com alta complementaridade são aqueles que se beneficiarão com a IA, mas não serão extintos por ela. Por exemplo, profissionais como administradores ou advogados terão grandes ganhos de produtividade com a IA. Suas atividades não estarão ameaçadas, pois a execução delas sempre dependerá de um grande componente humano. Já os empregos de baixa complementaridade são os mais ameaçados pela IA, uma vez que podem ser totalmente substituídos pelas novas tecnologias, dada a pouca necessidade de um componente humano. É o caso de operadores de telemarketing. É nesse ponto que a IA pode fazer crescer a desigualdade social. Conforme o FMI, trabalhadores com mais educação e mais jovens têm melhores condições de encontrar empregos de alta complementaridade (beneficiados pela IA); os com menos escolaridade e mais velhos estarão mais sujeitos a empregos de baixa complementaridade (ameaçados pela IA). Segundo o FMI, para aproveitar plenamente o potencial da IA, cada país deve estabelecer suas prioridades de acordo com seu nível atual de desenvolvimento. As economias de mercado emergentes avançadas e mais desenvolvidas devem investir na inovação e integração da IA ao mesmo tempo em que promovem quadros regulamentares adequados para otimizar os benefícios do aumento de sua utilização. Para as economias de mercados emergentes e em desenvolvimento menos preparadas, a criação de infraestruturas e a construção de uma força de trabalho digitalmente qualificada são fundamentais. Para todas as economias, as redes de segurança social e a reciclagem dos trabalhadores ameaçados pela IA são cruciais para garantir a inclusão. A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Em um mundo cada vez mais acelerado e hiperconectado, que recompensa o imediatismo, a cultura da urgência obscurece a linha entre o que é realmente importante e o que não é. No trabalho, a cultura da urgência pode envolver lidar com solicitações frequentes de última hora, prazos ou carga de trabalho irrealistas e estimular a expectativa de que se esteja disponível mesmo depois do expediente. Na vida pessoal, as manifestações da cultura da urgência incluem estender-se demais nos relacionamentos, verificar com frequência as atualizações das mídias sociais, por medo de perder alguma coisa, e responder imediatamente a chamadas e mensagens de texto, mesmo quando isso for inconveniente. Fazer parte da cultura do “sempre ligado” muitas vezes exige a realização de várias tarefas. No entanto, pesquisas mostram que o cérebro humano não tem a arquitetura neurocognitiva para realizar duas ou mais tarefas simultaneamente. Portanto, toda vez que realizamos uma multitarefa, o cérebro fica mais lento e sua produtividade pode ser reduzida em até 40%. Além disso, “a atração pela distração que impulsiona a maioria das multitarefas pode ser difícil de ser desligada”, afirma a neurocientista Friederike Fabritius. “Como resultado, você pode achar difícil se concentrar mesmo quando não está realizando multitarefas”, ela diz. Enquanto isso, a superestimulação constante — um contribuinte significativo para a cultura da urgência — dessensibiliza o sistema de dopamina. Em resumo, “quanto mais superestimulada uma pessoa estiver, menos alegria poderá sentir”, diz Fabritius. A superestimulação constante também impede o pensamento reflexivo. Quando o cérebro está sobrecarregado pela necessidade constante de processar informações e tomar decisões rapidamente, ele geralmente recorre ao pensamento superficial. Isso compromete sua capacidade de se envolver em um trabalho profundo que exija longos períodos de concentração sem distrações. Por fim, a cultura da urgência, com o passar do tempo, também pode ser prejudicial à saúde física, contribuindo para hipertensão, privação do sono, colesterol alto e distúrbios inflamatórios. A respeito das ideias veiculadas no texto apresentado e de seus aspectos linguísticos, julgue os itens a seguir.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Abre-se uma janela do Centro Operário. Será a aula de Dona Palmira em 1920 ou há reunião para discutir os estatutos? Durante toda a minha infância, eles discutiram os estatutos. Eu não podia entender nada, mas havia pontos terrivelmente sérios. Era “Centro Operário de Proteção Mútua” ou “Centro Operário E de Proteção Mútua”? Pela noite afora, ano após ano, um mulato meio velho e magro, de óculos, o dedo em riste, a voz rascante, atacava com extraordinária ferocidade aquele E. Não conseguiu derrubá-lo; os operários talvez se sentissem fracos, sozinhos, precisavam daquele E que os conjugava com outras camadas sociais. Ficou o E, meu pai foi diretor e, quando morreu, teve auxílio no enterro, tudo sem ser operário, tudo graças àquele E. Sem o E eu talvez não tivesse estudado ali, não me sentaria no comprido banco, onde o último da esquerda era o preto Bernardino, e à direita, o rosto lindo de Lélia, com seus cabelos doces e uma covinha quando sorria. Quando não estavam discutindo os estatutos, ou providenciando um enterro de sócio, com a bandeira do Centro em cima do caixão, os operários E todos que queriam proteção mútua estavam dançando; sons de pistom atravessam meu sono infantil; eu achava estranho e ao mesmo tempo alegre e feliz haver baile na mesma sala onde eu tinha aulas. Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Defendemos que a divulgação científica (DC) é produzida pela esfera da cultura científica em colaboração com outras esferas de atividades humanas. Assim, a DC é um produto gerado na interseção de esferas de criação ideológicas, cujas atividades disputam motivos, propósitos, regras, agentes, ferramentas culturais, entre tantos outros elementos. Em uma análise a partir da cultura científica, teremos a apropriação da comunicação, do jornalismo, da mídia e suas técnicas como ferramentas culturais para a produção da DC, enquanto o universo de referência, os princípios e os valores continuam sendo próprios da cultura científica. Por outro lado, se partirmos da esfera da mídia, teremos a apropriação de conhecimentos, fatos e histórias da ciência, enquanto as formas de produção do suporte são próprias da esfera midiática. Podemos estender esse exercício para todas as esferas que atuam na DC, como a educação, por exemplo, condição que reforça nossa compreensão de que a DC é produzida em meio à interseção da cultura científica com outras esferas de atuação humana. Embora existam coerções e interseções com outros campos, não há como deslocar princípios ontológicos da cultura científica que são inerentes aos conceitos, às metodologias e às práticas da ciência — fato que sustenta e fortalece a interpretação do divulgador como um representante da cultura científica. A DC, portanto, é produzida em meio a uma interseção de esferas de criação ideológica; a cultura científica, no entanto, exerce maior influência sobre o produto gerado. Tal concepção evidencia que a interseção na qual a DC é produzida não é composta por esferas equipolentes. Ainda que a cultura científica tenha maior influência na determinação dos produtos da DC, trata-se de produtos gerados em meio a disputas, cujos escopos variam de acordo com os suportes de DC e os meios de comunicação em que são veiculados. Não é preciso ser um especialista em DC para notar as diferenças entre veículos de DC que, por vezes, sustentam coerções da indústria cultural e, por isso, usufruem livremente do sensacionalismo e da fetichização do conhecimento científico, visando ao aumento das vendas, e veículos que claramente têm interesse em ensinar conceitos científicos que estão fortemente baseados em coerções provenientes da educação científica. Considerando os aspectos linguísticos do texto apresentado e as ideias nele veiculadas, julgue os próximos itens.","Preconceito e discriminação são termos próximos. Por vezes, juridicamente, parecem até a mesma coisa, como se depreende do texto da Lei n.º 7.716, de 5 de janeiro de 1989, complementada pela Lei n.º 9.459, de 15 de maio de 1997: “Serão punidos, na forma desta lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Mesmo assim, o preconceito pode ser definido como uma ideia de distinção, exclusão ou preferência baseada em raça, sexo, religião, origem social ou geográfica etc.; já a discriminação diz respeito à ação decorrente do preconceito. O preconceito é uma opinião; a discriminação, um comportamento real e efetivo. Sendo um pensamento, o preconceito, a rigor, não é crime. Quando se torna uma ação concreta ou uma afirmação pública, passa a ser discriminação e, a partir daí, é alvo da lei. O preconceito é considerado por nós a matriz que origina o ato discriminatório. Sem preconceito, não existiria discriminação. Ausente de sua expressão concreta discriminatória, o preconceito seria apenas uma fantasmagoria psíquica. Em referência às ideias veiculadas no texto apresentado e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens seguintes.","A humanidade produz 400 milhões de toneladas de plástico por ano, e apenas 10% dele é reaproveitado, até mesmo porque a reciclagem de alguns tipos é econômica ou tecnicamente inviável. Mas pode haver solução. Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia, liderados pela engenheira química e ambiental Kandis Abdul-Aziz, criou um método que transforma o plástico em fertilizante: ele é misturado a palha de milho e se torna um tipo de carvão extremamente poroso, ideal para fertilizar o solo. Para transformar o plástico em carvão, a equipe utiliza plásticos como o PET, empregado em garrafas, e o isopor, misturados a resíduos de milho — restos de talos, folhas, cascas e espigas. Os pesquisadores aquecem essa mistura em um reator, sem oxigênio, para romper a estrutura molecular original e obter carbono elementar, que dá origem ao carvão. Esse processo de decomposição por altas temperaturas, chamado pirólise, já é frequentemente usado com outros restos agrícolas. Esse carvão pode aumentar o teor de nutrientes como potássio e nitrogênio no solo, além de melhorar a retenção deles. Mas uma de suas aplicações mais promissoras é o uso dele para diminuir a chamada lixiviação de nitrogênio (remoção ou dissolução desse nutriente pela ação da água sobre o solo) e aumentar o teor de carbono orgânico presente no solo, o que otimizaria sua saúde e o crescimento das plantações. Quanto aos próximos passos para o desenvolvimento da técnica, a equipe liderada por Kandis Abdul-Aziz está pensando em combinar os plásticos com outros resíduos agrícolas comuns na Califórnia, além da palha de milho. O estado é um dos maiores produtores de frutas cítricas dos Estados Unidos da América, mas a maioria dos resíduos, como cascas, sementes e polpa, é descartada e acaba em aterros sanitários. Além de produzir uma mercadoria valiosa como o carvão, o processo desenvolvido pelos pesquisadores pode fornecer uma alternativa sustentável para elementos que geralmente são considerados lixo. Com relação à tipologia, às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Texto CG5A1 Tudo está interconectado. Na Amazônia, que abrange uma área comparável à dos 48 estados contíguos aos Estados Unidos da América, nenhum detalhe é por acaso. Portanto, não se trata da necessidade de focar uma área específica ou certas espécies. Os ciclos naturais alterados causam a oscilação de um delicado equilíbrio, que afeta os níveis local, regional e até global e que se aproxima cada vez mais de um ponto de não retorno. No cenário atual, isso significa menos de 20 anos. A floresta amazônica produz pelo menos metade de sua própria chuva. Quando chove, as raízes das árvores e demais plantas absorvem a água, que satura a superfície das folhas. Depois, há o processo de evapotranspiração: as árvores transpiram umidade, ou seja, a água que caiu como chuva retorna à atmosfera. Até que chove novamente, e todo o ciclo se reinicia. Esse “rio gigante no céu” fornece água (em forma de chuva) para os países andinos e também ao Uruguai, ao Paraguai, ao centro e ao sul do Brasil e ao norte da Argentina. Em suma, influencia uma região que gera 70% do PIB da América do Sul, de acordo com a The Nature Conservancy, organização não governamental que trabalha em escala global para a conservação do meio ambiente. No entanto, esses padrões de chuva estão ameaçados, tanto na América do Sul quanto na América do Norte. Da mesma forma, flora e fauna estão em perigo. É importante lembrar que a Amazônia é o lar de 10% da biodiversidade mundial. E aqui também temos um ciclo: quando as árvores são cortadas, muitos predadores desaparecem, e o comportamento de pássaros e insetos polinizadores é alterado. Assim, há menos plantas, menos chuva, mais emissões de carbono, mais secas, menos água, desequilíbrio e ameaças à nossa saúde e qualidade de vida. Tudo está conectado. Para toda ação há uma reação. De acordo com as ideias veiculadas no texto CG5A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, relativos ao vocabulário e à estrutura linguística do texto CG5A1.","Texto CG3A1 A crise durou minutos. Fiquei encolhido, trêmulo, com a testa gelada, o corpo retesado, os músculos das costas contraídos e a boca cerrada para não bater os dentes, à espera do calor que as cobertas não traziam. O termômetro marcou 40,2 graus. Os calafrios eram o prenúncio de uma doença que por pouco não me levou desta para outra melhor, como diria minha avó. Tomei um comprimido de dipirona e dormi novamente. Às sete, levantei indisposto, com o corpo moído e as pernas combalidas, para ir a uma reunião na faculdade de medicina. Foi uma luta para não pegar no sono no meio da discussão. No jardim da faculdade, a caminho da rua, achei prudente voltar para casa. Um pouco de repouso me deixaria em condições de ir à penitenciária do estado depois do almoço, para o atendimento aos presos, atividade iniciada nesse presídio após a implosão do Carandiru. Apesar da intenção, não consegui sair. Passei a tarde qual cachorro decrépito, caindo em cima do computador enquanto tentava escrever minha coluna de jornal. Afora a falta de energia, no entanto, nenhum sintoma de gripe, resfriado ou outra enfermidade. À noitinha a febre retornou alta, acompanhada dos mesmos calafrios e de dor nas costas. Tentei fazer o que muitas vezes aconselhei a meus pacientes nessas crises: respirar fundo e relaxar. Não sei onde aprendi recomendação tão inútil para quem não é monge budista nem vive nas montanhas do Tibete. Relaxar, com o corpo tremendo feito vara verde? Na febre alta, as toxinas cravam as garras nos músculos e entorpecem o cérebro. O pensamento fica fragmentado, fugidio, em estado de introspecção. A astenia deixa o corpo avesso aos mínimos esforços. Com base nas ideias veiculadas no texto CG3A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nAcerca das ideias e das relações coesivas estabelecidas no texto CG3A1, julgue os próximos itens.","Recordou-se do que lhe sucedera anos atrás, antes da seca, longe. Num dia de apuro recorrera ao porco magro que não queria engordar no chiqueiro e estava reservado às despesas do Natal: matara-o antes do tempo e fora vendê-lo na cidade. Mas o cobrador da prefeitura chegara com o recibo e atrapalhara-o. Fabiano fingira-se desentendido: não compreendia nada, era bruto. Como o outro lhe explicasse que, para vender o porco, devia pagar imposto, tentara convencê-lo de que ali não havia porco, havia quartos de porco, pedaços de carne. O agente se aborrecera, insultara-o, e Fabiano se encolhera. Bem, bem, Deus o livrasse de história com o governo. Julgava que podia dispor de seus troços. Não entendia de imposto. — Um bruto, está percebendo? Supunha que o cevado era dele. Agora se a prefeitura tinha uma parte, estava acabado. Pois ia voltar para casa e comer a carne. Podia comer a carne? Podia ou não podia? O funcionário batera o pé agastado e Fabiano se desculpara, o chapéu de couro na mão, o espinhaço curvo: — Quem foi que disse que eu ia brigar? O melhor é a gente acabar com isso. Despedira-se, metera a carne no saco e fora vendê-la noutra rua, escondido. Mas, atracado pelo cobrador, gemera no imposto e na multa. Daquele dia em diante não criara mais porcos. Era perigoso criá-los. A respeito dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os seguintes itens.","Texto CB1A2-I Segundo nosso modo de ver, a evolução sociocultural é gerada por uma série de revoluções tecnológicas correspondentes a inovações prodigiosas no aparelho produtivo ou militar. Essas inovações, ao ativar as sociedades onde amadurecem, provocam sua expansão na forma de um processo civilizatório no curso do qual tanto aquelas sociedades como todas as que caem sob sua influência transitam de uma a outra etapa evolutiva. Cada etapa corresponde a uma formação econômico-social, vale dizer, a uma combinação específica de modos de produção com certas formas de ordenação da vida social e com conteúdos ideológicos correspondentes. O processo pode ser descrito como uma ruptura provocada pelas contradições entre as inovações acumuladas nas forças produtivas materiais da sociedade e nas relações de produção preexistentes, ruptura esta que aciona o trânsito de uma formação econômico-social a outra. Em relação a aspectos linguísticos do texto CB1A2-I e às ideias nele apresentadas, julgue os próximos itens.","Atualmente, a mulher madura enfrenta enormes desafios. Um deles é a carreira. Hoje, no Brasil, há mais de 55 milhões de pessoas com 50 anos ou mais de idade, dos quais a maioria são mulheres. Nessa fase da vida, boa parte das pessoas enfrenta dificuldade de ingresso — ou reingresso — no mercado de trabalho. A despeito das políticas afirmativas nas empresas para a população mais madura, há uma lacuna crescente entre a necessidade de recolocação e o apetite das organizações para contratar pessoas pertencentes a esse segmento da sociedade. No caso das mulheres, o cenário é ainda mais desafiador, dado que a renda feminina, ao longo da vida profissional, é historicamente menor que a do homem, o que requer da mulher esforço adicional para o equilíbrio orçamentário e resulta em menor capacidade de poupança no longo prazo. No mundo dos investimentos, o cenário é igualmente crítico. Pesquisa da Associação dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), mostra que atualmente 65% das mulheres com mais de 45 anos de idade não têm nenhum investimento financeiro. Quando pensam sobre aposentadoria, 18% delas desejam se aposentar antes dos 60 anos e a metade, entre 60 e 70 anos. Porém, impressiona o fato de 12% delas acreditarem que, com a aposentadoria, os recursos que as sustentarão virão do trabalho ativo. 65% dessas mulheres depositam as esperanças no INSS. Esses números mostram que a independência financeira da mulher madura está longe de ser alcançada. Na equação em que as variáveis tempo e dinheiro são fundamentais, a escassez da primeira vai obrigatoriamente onerar a segunda. Considerando as ideias, a estrutura linguística e o vocabulário do texto precedente, julgue os próximos itens.","Texto CG2A1 O desenvolvimento da educação sanitária, a partir dos Estados Unidos da América, esteve associado à saúde pública, tendo sido instrumento das ações de prevenção das doenças, e caracterizou-se pela transmissão de conhecimento. No entanto, mesmo que realizada de forma massiva, como no caso das campanhas sanitárias no Brasil, a perspectiva não contemplava a dimensão histórico-social do processo saúde-doença. Com o movimento pela reforma sanitária no Brasil, as críticas mais contundentes relacionavam-se ao fato de que o social não era considerado na prática da saúde pública, senão em perspectiva restrita, de modo que a educação passou a ser uma atividade paralela, cuja finalidade seria a de auxiliar a efetivação dos objetivos eminentemente técnicos dos programas de saúde pública. Entretanto, em uma perspectiva crítica, a educação parte da análise das realidades sociais, buscando revelar as suas características e as relações que as condicionam e as determinam. Essa perspectiva pode ater-se à explicação das finalidades reprodutivistas dos processos educativos ou trabalhar no âmbito de suas contradições, buscando transformar essas finalidades, estabelecendo como meta a construção de sujeitos e de projetos societários transformadores. Da mesma forma, no campo da saúde, a compreensão do processo saúde-doença como expressão das condições objetivas de vida, isto é, como resultante das condições de habitação, alimentação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços de saúde, descortina a saúde e a doença como produções sociais, passíveis de ação e transformação, e aponta também para um plano coletivo, e não somente individual, de intervenção. Essa maneira de conceber a saúde tem sido caracterizada como um conceito ampliado, pois não reduz a saúde à ausência de doença, promovendo a ideia de que uma situação de vida saudável não se resolve somente com a garantia do acesso aos serviços de saúde, mas depende, sobretudo, da garantia de condições de vida dignas que, em conjunto, podem proporcionar a situação de saúde. Nesse sentido, são indissociáveis o conceito de saúde e a noção de direito social. FimDoTexto A partir das ideias suscitadas pelo texto CG2A1, julgue os itens seguintes.\n\n\n\nJulgue os itens a seguir, relativos à estruturação linguística do texto CG2A1.","Texto CB1A1-II A palavra ficção nos remete a histórias inventadas (total ou parcialmente). Pode ser uma fantasia, que envolva monstros, heróis ou fantasmas, pode ser uma ficção científica, que envolva tecnologias que vão muito além daquelas que existem hoje, e também pode ser um romance comum, totalmente realista, mas com enredo, personagens ou ambientes inventados. Dessa forma, uma matéria jornalística jamais poderia ser considerada ficcional, já que um dos pilares do jornalismo é a busca pela verdade e a publicização das informações com precisão e veracidade. Um jornal que noticiasse ficções estaria ferindo um de seus princípios mais fundamentais. Apesar de essa definição de ficção ser bem popular, os críticos e teóricos de cinema franceses Jacques Aumont e Michel Marie afirmam que a ficção é uma forma de discurso que faz referência a personagens ou a ações que só existem na imaginação daquele que a escreve ou lê. Segundo eles, a ficção não é uma mentira, mas um simulacro da realidade, uma das possíveis maneiras de se representar o real. Assim, podemos dizer que todo relato é uma tentativa de representar a realidade por meio de palavras. Um relato de um acontecimento não é o próprio acontecimento em si. Os fatos ficam no passado, depois que acontecem. Qualquer tentativa de retomá-los no presente, por meio de uma história, será uma representação, será uma construção da mente de uma pessoa. Logo, será uma ficção. Julgue os itens a seguir com base nas ideias apresentadas no texto CB1A1-II.\n\n\n\nA respeito dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens que se seguem.","Um cientista empenhado em pesquisa — no campo da física, por exemplo — pode atacar diretamente o problema que enfrenta. Pode penetrar, de imediato, no cerne da questão, isto é, no cerne de uma estrutura organizada. Com efeito, conta sempre com a existência de uma estrutura de doutrinas científicas já existentes e com uma situação-problema que é reconhecida como problema nessa estrutura. Essa é a razão por que pode entregar a outros a tarefa de adequar ao quadro geral do conhecimento científico a sua contribuição. O filósofo vê-se em posição diversa. Ele não se coloca diante de uma estrutura organizada, mas, antes, em face de algo que semelha um amontoado de ruínas (embora, talvez, haja tesouros ocultos). Não lhe é dado apoiar-se no fato de existir uma situação-problema, geralmente reconhecida como tal, pois não existir algo semelhante é possivelmente o fato geralmente reconhecido. Com efeito, tornou-se agora questão frequente, nos círculos filosóficos, saber se a filosofia chegará a colocar um problema genuíno. Apesar de tudo, há quem acredite que a filosofia possa colocar problemas genuínos acerca das coisas e quem, portanto, ainda tenha a esperança de ver esses problemas discutidos, e afastados aqueles monólogos desalentadores que hoje passam por discussão filosófica. Se, por acaso, se julgam incapazes de aceitar qualquer das orientações existentes, tudo o que lhes resta fazer é começar de novo, desde o princípio. Em relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens subsequentes.","Texto CG1A1-II Sociedades contemporâneas produzem ciência. Mas sociedades remotas também a produziam, ainda que não o fizessem com os mesmos ferramentais metodológicos de observação e experimentação desenvolvidos e apurados nos séculos posteriores. Nosso conceito mais amplo de ciência pressupõe a tentativa de explicar e entender racionalmente a natureza. Assim como o progresso científico molda e é moldado pelas ideias compartilhadas entre as pessoas no tempo, o mesmo ocorre com a arte, que necessariamente captura, reflete e confronta a sua contemporaneidade. Contudo, embora arte e ciência tenham caminhado juntas no decorrer da história da civilização humana, a literatura que hoje conhecemos como ficção científica corresponde a uma ramificação literária moderna. Talvez seja injusto classificá-la como um gênero, sob o risco de reduzir a ampla extensão de sua capacidade de mesclar diversos territórios, temas e estilos. Em um complexo amálgama de romance, ciência, profecia e especulação, há nessas obras um componente de cientificismo que se tornou explícito na ficção científica em um recorte mais recente da história humana, quando autores, deliberada e conscientemente, incorporaram modelos racionais de explicação em narrativas que, por serem ficcionais, poderiam até se valer de um salvo-conduto que as libertaria dos compromissos técnicos e morais da razão, mas não o fizeram. Julgue os itens que se seguem, a respeito das ideias veiculadas no texto CG1A1-II.\n\n\n\nJulgue os itens subsequentes, em relação às estruturas linguísticas do texto CG1A1-II.","A principal pesquisa internacional sobre educação, feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostrou que, no período de 2012 a 2022, houve um aumento acentuado no nível de ansiedade em relação à matemática entre os alunos da grande maioria dos 81 países avaliados, especialmente no Brasil. Na média dos países da OCDE e parceiros, 65% dos estudantes têm ansiedade em relação às suas notas em matemática e cerca de 40% dos estudantes se sentem nervosos, tensos ou desamparados ao resolverem problemas matemáticos. No Brasil, esses índices são ainda mais altos: 79,5% e 62,3%, respectivamente. Na maioria dos países houve um aumento nesses índices de ansiedade em relação à matemática em comparação com 2012. Coreia do Sul, Singapura e Tailândia foram os únicos países onde os índices de ansiedade caíram entre 2012 e 2022. Segundo a OCDE, esses resultados são preocupantes. “Isso pode impactar não apenas desempenho, mas sua prontidão para o aprendizado ao longo da vida”, diz o relatório. A cada edição, o PISA escolhe um tema para fazer um aprofundamento — em 2022, o estudo se dedicou a entender como os alunos lidam com estratégias de aprendizado e quais suas posturas em relação à vida. Julgue os itens que se seguem, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.","Quando eu cheguei à seção onde tinha de votar, achei três mesários e cinco eleitores. Os eleitores falavam do tempo. Contavam os maiores verões que temos tido; um deles opinava que o verão, em si mesmo, não era mau, mas que as febres é que o tornavam detestável. A quanto não ia a amarela? Chegaram mais três eleitores, depois um, depois sete, que, pelo ar, pareciam da mesma casa. Os minutos iam com aquele vagar do costume quando a gente está com pressa. Mais três eleitores. Nove horas e meia. Os conhecidos faziam roda. Uns falavam mal dos gelados, outros tratavam do câmbio. Nove e três quartos. Trinta e cinco eleitores. Alguns almoçados. Os almoçados interpretavam o regulamento eleitoral diferentemente dos que o não eram. Daí algumas conversações particulares à meia voz, dizendo uns que a chamada devia começar às dez horas em ponto, outros que antes. — Meus senhores, vai começar a chamada — disse o presidente da mesa. Eram dez horas menos um minuto. Havia quarenta e sete eleitores. Abriram-se as urnas, que foram mostradas aos eleitores, a fim de que eles vissem que não havia nada dentro. Os cinco mesários já estavam sentados, com os livros, papéis e penas. O presidente fez esta advertência: — Previno aos senhores eleitores que as cédulas que contiverem nomes riscados e substituídos não serão apuradas; é disposição da lei nova. Quis protestar contra a lei nova. Pareceu-me opressiva da liberdade eleitoral. Pois eu escolho um nome, para presidente da República, suponhamos; ou senador, ou deputado que seja; em caminho, ao descer do bonde, acho que o nome não é tão bom como o outro, e não posso entrar numa loja, abrir a cédula e trocar o voto? — Antônio José Pereira — chamava o mesário. — Está na Europa — dizia um eleitor, explicando o silêncio. — Pôncio Pilatos! — Morreu, senhor; está no Credo. Tinha começado a chamada e prosseguia lentamente para não dar lugar a reclamações. Nove décimos dos eleitores não respondiam por isto ou por aquilo. — Padre Diogo Antônio Feijó! — prosseguia o mesário. Pausa. — Padre Diogo Antônio Feijó! Pausa. Eu gemia em silêncio. Consultei o relógio; faltavam sete minutos para as onze, e ainda não começara o meu quarteirão. Quis espairecer, levantei-me, fui até a porta, onde achei dois eleitores, fumando e falando de moças bonitas. Conhecia-os; eram do meu quarteirão. Enfim, começou o meu quarteirão; respirei, mas respirei cedo, porque a lista era quase toda composta de abstencionistas, e os nomes dos ausentes ou mortos gastam mais tempo, pela necessidade de esperar que os donos apareçam. Chegou a minha vez. Votei e corri a almoçar. Relevem a vulgaridade da ação. Tartufo, neste ponto, emendaria o seu próprio autor: “Ah! Pour être électeur, je n’en suis pas moins homme [Ah! Um eleitor, mas nem por isso menos homem].” Acerca das características do texto precedente, bem como das ideias nele veiculadas e de seus aspectos linguísticos, julgue os itens seguintes.","Pesquisadores da Universidade Raboud, na Holanda, analisando cerca de 5.000 participantes de 358 tarefas cognitivas, chegaram à conclusão de que pensar dói. Não ria. A análise foi feita com o auxílio de um programa especial da NASA. Pelo que entendi, certas atividades cerebrais, como fazer cálculos matemáticos, ler Gertrude Stein ou tomar decisões que envolvam um sim ou não de vida ou morte, provocam sensações orgânicas que podem ser classificadas como dolorosas. Segundo o estudo, quanto maior o esforço mental, maior o desconforto físico. Não é preciso pensar muito para se chegar a este óbvio, por definição, ululante. A pesquisa não considera a hipótese de todo esforço mental ser relativo — para muitos, calcular uma reles raiz quadrada será uma tarefa intransponível, enquanto, para outros, discutir a conjectura de Poincaré com Alfred North Whitehead pode ser tão simples como falar de futebol no botequim. O que me espanta é que a conclusão de que pensar dói tenha vindo de uma instituição da Holanda, país admirado por produzir pensadores em tantos ramos. Eram holandeses Erasmo de Roterdão (1466-1536) e Spinoza (1632-1677), dois pilares da filosofia, atividade cuja única ferramenta é o pensamento. E não há registro de que os filósofos sofressem de lombalgia ou dor de dentes por pensar. Os holandeses inventaram também a fita cassete, o CD e o DVD, e temos de lhes ser gratos por isso. Mas depois os desinventaram — e pensar nisso, sim, dói. Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Retardei o passo. A tarde estava brilhante, mas o calor era o do inferno, os transeuntes a desfilarem pela fornalha com uma expressão de condenados, os rostos lustrosos, o olhar pesado. Um homem de terno branco esbarrou em mim. Caiu-lhe a pasta. Resmungou enquanto se inclinava para apanhá-la. A culpa fora minha e por isso pensei em voltar-me para pedir-lhe desculpas, mas prossegui preguiçosamente pela rua afora. Para que desculpas? Fazia calor e era cansativo ser amável num calor assim. A vontade queria o ócio. O corpo queria nudez. Voltei a cara para o céu ardente. Havia poucas nuvens, mas a tempestade já conspirava no ar. Melhor escolher um outro dia, não? Afinal, tio Samuel não me esperava mesmo, talvez fosse até aborrecê-lo com a minha presença, os loucos estranham às vezes a invasão nos seus mundos. Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens subsecutivos.","Texto CB1A1-I Os pais pediram que o menino fosse dormir cedo para que pudesse acordar à hora da passagem do ano. A julgar pela insistência da recomendação, o ano não passaria se ele não se deitasse. O que seria, francamente, um problemão — e para o mundo todo. Se o ano não virasse, tudo o que estava para acontecer a partir da meia-noite bruscamente ficaria retido nas malas, nos pacotes, na escuridão. Por respeito à humanidade, o garoto acatou. Quer dizer, mais ou menos — ficaria na cama de olhos fechados, igual quando brincava de morto, mas dormir mesmo não dormiria. Só estando acordado seria possível devassar de vez o mistério da passagem do ano. Os adultos mentem muito, sabia. Até mesmo sua mãe, que lhe pede não mentir nunca, inventava histórias quando ele perguntava “como era a cara do ano velho e do ano novo”. Sempre lhe respondiam, com sorrisos enigmáticos que não esclarecem nada, que tudo dependia da sua maneira de olhar. Mas olhar o quê? O ano velho indo embora tal qual um balão, “subindo, perdendo gás, perdendo gás, até acabar muito chocho”? Ou a chegada do novo, que descia de paraquedas na praça General Osório, trazendo uma mochila munida de “talco, escova de dentes e pombas”, para soltar em sinal de paz e alegria? Pouca coisa fazia sentido naquela cabeça de menino. Confinado em seu quarto, correu para a janela depois do beijo materno de boa noite e ali ficou, vigia do réveillon. Era preciso guardar o céu, pois com certeza “o ano passa no ar”. Mas o que faria, então, tanta gente na rua, tanto carro buzinando, sem ninguém olhando para cima? Já estavam, decerto, acostumados. “É ruim, ficar acostumado: não se vê mais nada, as coisas vão se apagando”, concluiu a criança da crônica de Drummond. Ninguém ia perceber a passagem do ano. Desiludido, o menino pegou no sono e acordou no chão, apavorado com o estrondo da virada. Foi correndo para a sala, onde os adultos, falando um pouco arrastado, tinham perdido o jeito comum, o jeito diurno. “Ele passou?”, quis saber. Carinhosa, a mãe levou-o de volta para o quarto, encostou o rosto em seu rosto e rogou-lhe que dormisse outra vez. O ano passara sem que ele o visse. Bem que sua mãe tinha alertado: só dependia da maneira de olhar... e ele não acertara com a maneira. Julgue os itens que se seguem, a respeito das ideias e estruturas linguísticas do texto CB1A1-I.","Fábula de um arquiteto A arquitetura como construir portas, de abrir; ou como construir o aberto; construir, não como ilhar e prender, nem construir como fechar secretos; construir portas abertas, em portas; casas exclusivamente portas e teto. O arquiteto: o que abre para o homem (tudo se sanearia desde casas abertas) portas por-onde, jamais portas-contra; por onde, livres: ar luz razão certa. Até que, tantos livres o amedrontando, renegou dar a viver no claro e aberto. Onde vãos de abrir, ele foi amurando opacos de fechar; onde vidro, concreto; até fechar o homem: na capela útero, com confortos de matriz, outra vez feto. Considerando o texto e a imagem da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, obra de Oscar Niemayer, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1 A regulamentação do direito quilombola — reconhecido no artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição Federal de 1988 (CF) — passou anos sem qualquer instrumento legal de abrangência nacional que guiasse sua efetivação. Em 2001, o Decreto n.º 3.912 delimitou o período entre 1888 até 5 de outubro de 1988 para a caracterização das comunidades “remanescentes de quilombos”, utilizando uma noção de quilombo vinculada à definição colonial da Convenção Ultramarina de 1740. Tal decreto foi revogado pelo de n.º 4.887/2003, que, por sua vez, aboliu a exigência de permanência no território e, com base no critério de autodefinição previsto na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para povos indígenas e tribais, definiu a categoria “remanescentes de quilombos” como “grupos étnico-raciais, segundo critérios de autoatribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida” (Decreto n.º 4.887/2003, art. 2.°). O decreto também estabeleceu a necessidade de desapropriação das áreas reivindicadas por particulares, bem como a titulação coletiva das terras dos quilombos, e impediu a alienação das propriedades tituladas. A previsão de autodefinição é de suma relevância porquanto parte do pressuposto de que não cabe ao poder público, nem a nenhum pesquisador, imputar identidades sociais. Esse princípio vai de par com o Decreto Federal n.º 6.040/2007, que instituiu a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, definindo-os como “grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição”. Com base nos sentidos veiculados no texto CB1A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nConsiderando os mecanismos de coesão e coerência textuais e as relações de sentido estabelecidas no texto CB1A1, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1 Em 1947, o físico brasileiro César Lattes causou grande impacto nos meios científicos internacionais e conquistou reconhecimento com sua descoberta que elucidou alguns problemas pendentes de solução no campo da radiação cósmica e confirmou a teoria do físico japonês Hideki Yukawa sobre a existência de uma partícula supostamente responsável pela ligação entre prótons e nêutrons nos núcleos atômicos. Esse último aspecto foi bastante para dar um relevo todo especial à descoberta, enriquecendo seu significado com a possibilidade de novas aberturas no controle das forças nucleares, tão cobiçado depois das explosões atômicas. Toda a imprensa mundial e brasileira aclamou a descoberta, e a ciência brasileira saiu do porão para a sala de visitas. No ano seguinte, Lattes voltou a causar impacto após conseguir a produção artificial daquela partícula em um acelerador do tipo circular, em Berkeley, nos Estados Unidos da América. E em 1949, a física no Brasil começou a se institucionalizar com a criação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Junto com ela, a ciência, em geral, também organizava sua entidade representativa, com o surgimento da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) naquele mesmo ano. Foi nesse caldo cultural que o almirante Álvaro Alberto ganhou mais argumentos para persuadir o governo brasileiro. Segundo seus depoimentos reproduzidos na coletânea 50 anos do CNPq contados pelos presidentes, organizada por Shozo Motoyama, em maio de 1949, após a leitura de relatórios sobre a questão atômica, o presidente Dutra enviou ao Congresso Nacional um anteprojeto para criação do Conselho Nacional de Pesquisas, já prevendo seu papel na política nuclear. Depois de uma longa tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, nascia o CNPq, com o almirante como seu primeiro presidente. Considerando as ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAcerca dos mecanismos de coesão textual empregados no texto CG1A1, julgue os próximos itens.","Há muitas especulações sobre qual meio de transporte teria sido “inventado” primeiro, desde o início da evolução humana, antes mesmo do surgimento da escrita. Referentemente a esse período, o fato é que muito pouco pode ser comprovado, o que nos deixa com algumas hipóteses e poucas certezas. É provável que o ser humano tenha pensado em formas de solucionar problemas como transportar sua caça ou transpor obstáculos, mas afirmar com exatidão que isso se transformou em algum meio de transporte da forma como conhecemos hoje é bem mais complicado. Sabemos que o homem pré-histórico se deslocava em função do clima e da oferta de alimentos. Os pés humanos foram os primeiros responsáveis por esses deslocamentos. A melhor solução para o transporte a partir dessa época surgiu com a domesticação de animais selvagens. O homem pode ter notado a facilidade de lidar com determinadas espécies animais a ponto de utilizar sua força para transportar seus pertences. Julgue os itens subsequentes, em relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente.","O eucalipto é cortado, e dele se faz o papel. Processo quase alquímico. O inflexível se dobra, o marrom se torna branco, onde cabiam folhas verdes agora cabem ideias maduras. Chegada a obra-prima, alguém trabalha o preenchê-la. E era isso que fascinava tanto o jornalista Pinheiro Júnior — fosse jovem fosse experiente. — Por que arquitetura? Por que arquitetura quando o senhor já havia contribuído tanto com esse talento, com esse dom? — Uma das coisas que mais me atraiu na Última Hora foi a diagramação da UH, a paginação da UH. Enquanto os outros jornais eram jornais duros, feios, a UH era um jornal bonito, era um jornal, inclusive, a cores. Os outros jornais não eram. Arquitetura, em jornalismo, é exatamente a diagramação dos jornais. Com base na leitura e nos sentidos do texto anterior, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1-I A apropriação colonial das terras indígenas muitas vezes se iniciava com alguma alegação genérica de que os povos forrageadores viviam em um estado de natureza — o que significava que eram considerados parte da terra, mas sem nenhum direito a sua propriedade. A base para o desalojamento, por sua vez, tinha como premissa a ideia de que os habitantes daquelas terras não trabalhavam. Esse argumento remonta ao Segundo tratado sobre o governo (1690), de John Locke, em que o autor defendia que os direitos de propriedade decorrem necessariamente do trabalho. Ao trabalhar a terra, o indivíduo “mistura seu trabalho” a ela; nesse sentido, a terra se torna, de certo modo, uma extensão do indivíduo. Os nativos preguiçosos, segundo os discípulos de Locke, não faziam isso. Não eram, segundo os lockianos, “proprietários de terras que faziam melhorias”; apenas as usavam para atender às suas necessidades básicas com o mínimo de esforço. James Tully, uma autoridade em direitos indígenas, aponta as implicações históricas desse pensamento: considera-se vaga a terra usada para a caça e a coleta e, “se os povos aborígenes tentam submeter os europeus a suas leis e costumes ou defender os territórios que durante milhares de anos tinham erroneamente pensado serem seus, então são eles que violam o direito natural e podem ser punidos ou ‘destruídos’ como animais selvagens”. Da mesma forma, o estereótipo do nativo indolente e despreocupado, levando uma vida sem ambições materiais, foi utilizado por milhares de conquistadores, administradores de latifúndios e funcionários coloniais europeus na Ásia, na África, na América Latina e na Oceania como pretexto para obrigar os povos nativos ao trabalho, com meios que iam desde a escravização pura e simples ao pagamento de taxas punitivas, corveias e servidão por dívida. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAcerca dos sentidos e dos mecanismos de coesão empregados no texto CG1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CG2A1-I Até você terminar de ler este parágrafo, mais um acidente de trabalho será notificado no Brasil. Em menos de quatro horas, mais uma pessoa morrerá em decorrência de um desses acidentes. Segundo dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab), que consideram apenas registros envolvendo pessoas com carteira assinada, os acidentes e as mortes, no Brasil, cresceram nos últimos dois anos. Em 2020, foram 446.881 acidentes de trabalho notificados; em 2021, o número subiu 37%, alcançando 612.920 notificações. Em 2020, 1.866 pessoas morreram nessas ocorrências; no ano passado, foram 2.538 mortes, um aumento de 36%. Na avaliação do ministro Alberto Balazeiro, as situações de precarização do trabalho tendem a gerar mais acidentes, e estudos mostram que trabalhadores terceirizados estão mais suscetíveis a condições de risco e à falta de políticas adequadas de prevenção. “Além disso, situações de crise levam empregadores a, inadvertidamente, esquecer ou não investir em medidas de proteção coletiva e eliminação de riscos”, assinala. Por ano, os acidentes de trabalho representam perdas financeiras na média de R$ 13 bilhões. O montante considera valores pagos pelo INSS em benefícios de natureza acidentária. Além disso, mais de 46 mil dias de trabalho são perdidos, contabilizando-se todos aqueles em que as pessoas não trabalharam em razão de afastamentos previdenciários acidentários. Em relação às ideias do texto CG2A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CG2A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1-I O Estado moderno exerce um papel importante na moldagem da distribuição de renda e do bem-estar entre seus cidadãos, moderando as desigualdades geradas pela economia de mercado. Ele busca esses objetivos por intermédio de várias políticas públicas, como o estabelecimento do arcabouço legal do ambiente de negócios, a regulação da concorrência econômica, a provisão de bens e serviços públicos, a promoção de transferências monetárias às famílias de baixa renda e a arrecadação dos tributos necessários a seu financiamento. Entre as principais funções do Estado, sob a ótica das finanças públicas, está a função redistributiva. Essa função está basicamente associada a ajustamentos no perfil da distribuição de renda, uma vez que as alocações de mercado podem levar a uma situação de desigualdade não apoiada pelos anseios gerais da população. Nesse caso, o equilíbrio de mercado pode passar a gerar conflitos e a interferir no funcionamento da própria sociedade. Um importante instrumento à disposição do Estado para exercer sua função distributiva é, naturalmente, o sistema tributário. Por meio dele, o governo pode ajustar a renda dos cidadãos, taxando mais algumas rendas e menos outras, de forma a atingir uma distribuição final mais equitativa. Um sistema tributário progressivo é aquele no qual os impostos aumentam mais que proporcionalmente com o aumento da renda dos contribuintes. O sistema regressivo ocorre quando o pagamento dos impostos aumenta menos que proporcionalmente com a renda dos contribuintes e proporcional (ou neutro) quando os impostos aumentam proporcionalmente com a renda. O sistema de impostos progressivo tende a reduzir a desigualdade de renda entre os cidadãos. No contexto do sistema tributário de qualquer país, o tributo que melhor possibilita a aplicação do princípio da progressividade é o imposto de renda da pessoa física (IRPF). O IRPF brasileiro apresenta elevada progressividade em termos de desvio da proporcionalidade e moderada capacidade redistributiva, em função da baixa representatividade da arrecadação frente à renda bruta total do país. A progressividade do tributo brasileiro advém essencialmente da estrutura de alíquotas, sendo que a estrutura das deduções do rendimento bruto é proporcional e, portanto, neutra em termos de progressividade. Considerando os sentidos do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue os próximos itens.","A vida em sociedade trouxe para os seres humanos um aprendizado extremamente importante: não se poderiam resolver todas as questões pela força, era preciso usar a palavra para persuadir os outros a fazer alguma coisa. Por isso, o aparecimento da argumentação está ligado à vida em sociedade e, principalmente, ao surgimento das primeiras democracias. Todo discurso tem uma dimensão argumentativa. Alguns se apresentam como explicitamente argumentativos (por exemplo, o discurso político, o discurso publicitário), enquanto outros não se apresentam como tal (por exemplo, o discurso didático, o discurso romanesco, o discurso lírico). No entanto, todos são argumentativos: de um lado, porque o modo de funcionamento real do discurso é o dialogismo; de outro, porque sempre o enunciador pretende que suas posições sejam acolhidas, que ele mesmo seja aceito, que o enunciatário faça dele uma boa imagem. Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Julgue os próximos itens, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.","Texto CB1A1-I Em uma de suas últimas entrevistas, o antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997) relatou que havia fugido do hospital onde se submetia a tratamento contra um câncer, para terminar o livro que considerava o coroamento de sua obra: O povo brasileiro, publicado em 1995. Na mesma entrevista, reconhecia ser um homem de “muitas peles”: foi etnólogo indigenista, antropólogo, educador, gestor público, político militante e romancista. Entretanto, dizia ter fracassado em sua missão de tornar o Brasil aquilo que “poderia ser”. “Darcy Ribeiro é uma figura fascinante e um dos autores latino-americanos que projetaram mais futuros. Em alguns dos textos, ele parece comentar em voz alta as alternativas, utópicas e distópicas, para o Brasil e a América Latina”, observa o sociólogo Fabrício Pereira da Silva. “Este é um momento excelente para reexaminar suas ideias, suas utopias e seus projetos.” Sua carreira de educador teve início na Escola Brasileira de Administração Pública, da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, onde, durante dois anos, ensinou etnologia brasileira. Na mesma época, participou da fundação do Museu do Índio, em 1953, e, dois anos mais tarde, da criação do primeiro curso de pós-graduação em antropologia cultural no Brasil. Ao deixar o Serviço de Proteção aos Índios, lecionou na Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nesse período, desenvolveu trabalhos com o pedagogo Anísio Teixeira (1900-1971), uma das principais referências em educação no Brasil e defensor do ensino básico integral. Sua influência perduraria por toda a trajetória de Darcy Ribeiro e se concretizaria no projeto dos centros integrados de educação pública (CIEP), escolas de tempo integral criadas no Rio de Janeiro nos anos 80 do século passado. A crítica ao colonialismo, a análise dos povos latino-americanos e a valorização do ponto de vista indígena fazem da obra de Darcy Ribeiro uma fonte de inspiração para pesquisadores do campo de estudos pós-coloniais e decoloniais, de acordo com Pereira da Silva. “São releituras e apropriações, porque, quando ele publicou, esses termos não eram usados. A tendência ao evolucionismo e ao eurocentrismo de seus primeiros anos deu lugar, no exílio, a uma visão mais diversificada, em que a América Latina aparece como um polo civilizacional”, afirma. Apesar de ter sido reitor, fundador e reformador de universidades, Darcy viveu a maior parte de sua carreira fora de instituições universitárias brasileiras. Entretanto, jamais deixou de refletir sobre seu projeto para o ensino superior. Publicou livros como A universidade necessária e La universidad latinoamericana, em que expôs seu projeto baseado em interdisciplinaridade, investimento em pesquisa científica avançada, compromisso social e participação do corpo discente na tomada de decisões. A respeito das ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-II Há 70 anos, em 3 de outubro de 1953, era criada a PETROBRÁS, uma empresa estatal que detinha o monopólio da prospecção e exploração do petróleo no território brasileiro. A criação da empresa foi fruto da campanha “O petróleo é nosso”, iniciada após a eleição de Getúlio Vargas para seu segundo período na Presidência. Sete décadas após sua criação, ficaram para trás o acento agudo e o foco exclusivo no território brasileiro. A PETROBRAS do século XXI opera em 14 países, prioritariamente nas áreas de exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo, gás natural e seus derivados, e ganhou reputação internacional no desenvolvimento de tecnologia avançada para a exploração petrolífera em águas profundas e ultraprofundas. Ficou para trás também o caráter 100% estatal. Atualmente, a PETROBRAS está organizada como sociedade de economia mista, submete-se às regras gerais da administração pública e não mais detém o monopólio da exploração do petróleo em território nacional. Seu papel, no entanto, vai além da obtenção de lucro e envolve aspectos como geração de emprego e renda, além da promoção do desenvolvimento local nos lugares onde instala suas unidades e empreendimentos. Estes, muitas vezes, se situam em regiões remotas, que não despertam o apetite de companhias privadas. Permanece, assim, uma empresa estratégica para diversos aspectos do desenvolvimento econômico do país. A respeito dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens que se seguem.","As regiões metropolitanas e as grandes cidades brasileiras concentram hoje a atenção das autoridades de gestão territorial em nível local, regional e nacional. O conhecimento da complexa realidade dessas áreas em suas múltiplas dimensões e de modo dinâmico torna-se imprescindível para geri-las de forma eficiente. Não se trata apenas do levantamento de dados brutos, mas da proficiente manipulação e interpretação desses dados a partir de processamentos quantitativos (matemáticos e lógicos) sobre uma base espacial, de forma a revelar características e processos intrínsecos aos fenômenos em análise. Dito de outra forma, não basta somente a confecção de mapas digitais coloridos ilustrando, por exemplo, a exclusão social de uma determinada cidade por quantis, mas é fundamental que, com o auxílio de técnicas apropriadas de análise espacial, se possam extrair tendências do padrão de manifestação da exclusão social de forma contínua no espaço. Ou ainda, não é suficiente apenas mapear a ocorrência de crimes em um sistema georreferenciado, mas sim estudá-los de forma dinâmica, entendendo a sua proliferação no espaço e no tempo em articulação com inúmeras variáveis socioeconômicas e biofísicas, e como as estradas podem atuar como vetores de expansão da criminalidade. Nessa linha de pensamento, elaborar mapas estáticos de uso do solo urbano não mais atende às necessidades atuais dos gestores locais, mas é necessário que se permitam simulações de diferentes cenários futuros de expansão urbana e dinâmica de uso do solo em ambiente computacional. Aí reside o desafio da geoinformação em gestão urbana e regional, que pode ser entendida como um paradigma emergente na pesquisa multi e interdisciplinar que se dedica a explorar a extrema complexidade de problemas socioambientais em um ambiente de Sistemas de Informações Geográficas (SIG). Openshaw (2000) argumenta que a geoinformação não se reduz ao uso de técnicas computacionais para solucionar problemas espaciais, mas se refere, ao contrário, a uma forma totalmente nova de se fazer ciência em um contexto geográfico. Em relação aos aspectos linguísticos do texto apresentado anteriormente, julgue os próximos itens.","Texto CG2A1-II Estima-se que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente por causa da depressão e da ansiedade, custando à economia mundial quase 1 trilhão de dólares. Os dados são do relatório Diretrizes sobre Saúde Mental no Trabalho, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em setembro de 2022, e confirmam a necessidade de se trazer o debate ainda mais à tona. Na mesma época, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicou uma nota conjunta com a OMS, na qual as novas diretrizes são explicadas por meio de estratégias práticas para governos, empregadores, trabalhadores e suas organizações, nos setores públicos e privados. “De acordo com as diretrizes globais, 60% da população mundial trabalha e esse trabalho pode impactar a saúde mental tanto de forma positiva quando negativa. As diretrizes também apontam questões importantes referentes à inserção e à permanência de pessoas com problemas de saúde mental no mercado de trabalho. Além do estigma e das barreiras que essas pessoas vivenciam para ingressar no mercado de trabalho, a ausência de estruturas de suporte afeta a sustentação das atividades laborais”, explica a consultora nacional de saúde mental da OMS, Cláudia Braga. De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em 2022, 209.124 mil pessoas foram afastadas do trabalho por transtornos mentais, entre depressão, distúrbios emocionais e Alzheimer, enquanto, em 2021, foram registrados 200.244 afastamentos. “Esse cenário nos mostra a importância de discutirmos essas questões e esperamos que essas diretrizes possam nortear os debates sobre as responsabilidades dos diferentes atores, de modo a mobilizarmos esforços para prevenir os impactos negativos do trabalho na saúde mental, promover e proteger a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores e trabalhadoras, assim como dar suporte às pessoas com problemas de saúde mental para que tenham seus direitos garantidos”, afirma a consultora da OMS. Julgue os itens que se seguem, considerando as ideias e estruturas linguísticas do texto CG2A1-II.\n\n\n\nNo que se refere a aspectos linguísticos do texto CG2A1-II, julgue os seguintes itens.","Texto CB1A1-II Em 23/3/2023, o presidente da PETROBRAS, Jean Paul Prates, afirmou à imprensa que a companhia não deve praticar o preço de paridade internacional (PPI). “Se lá fora o preço do petróleo diminuiu, entendo que diminuiu também em termos de insumos para as refinarias, logo isso tem de refletir no preço para o consumidor final. Não é necessário que o preço do combustível esteja amarrado ao preço do importador, que é o nosso principal concorrente. Ao contrário. Paridade de importação não é preço que a companhia deve praticar.” Prates disse que, em sua gestão como presidente da estatal, não haverá o “dogma do preço de paridade internacional (PPI)”, abrindo espaço para a negociação de preços que levem em consideração o cenário econômico nacional. Instituída em 2016, a política do PPI prevê que a PETROBRAS alinhe os valores que cobra das distribuidoras pelo combustível ao que é cobrado pelas importadoras que trazem o petróleo refinado em forma de diesel e gasolina para o Brasil. Questionado se haverá redução no preço da gasolina, Jean Paul Prates disse que as equipes estão avaliando o mercado sobre possíveis oscilações no preço do combustível. “A gente está avaliando a referência internacional e o mercado brasileiro. Essa é a nossa política agora. O mercado nacional é composto pelo que é produzido aqui com o produto importado. Sempre que a gente puder ter o preço mais barato para vender para o nosso cliente, para o nosso consumidor brasileiro, a gente vai fazer isso”, concluiu. O presidente da companhia também garantiu que a venda dos ativos do Polo Bahia Terra, em negociação entre a PETROBRAS e um consórcio formado por PetroReconcavo e Eneva, está sendo reavaliada sob uma nova ótica e que nada está decidido. Segundo ele, “o que está assinado será cumprido; o que não está assinado será revisto”. Em relação às ideias do texto CB1A1-II, julgue os próximos itens.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens que se seguem.","É notável que todo o percurso filosófico desenvolvido por Karl Popper trouxe grandes contribuições para a epistemologia da primeira metade do século XX, bem como críticas ao positivismo lógico, pensamento que era considerado na época como imperioso. Nas páginas das obras do filósofo austríaco, constata-se não só seu incômodo perante os problemas da indução e do verificacionismo, mas também a preocupação epistemológica, ética, social e política, isto é, formas de verificar e observar — empirismo — os objetos na natureza de modo racional. Essas questões pressupõem não somente seu modo de compreender e tentar solucionar problemas filosóficos, mas também o que foi enfatizado diversas vezes em seus escritos, que é esta a proposta da busca de um mundo melhor: a defesa de uma sociedade aberta, crítica e libertária. De início, vale considerar a análise da tolerância como fundamento do método falseacionista, do racionalismo crítico e da prática política no pensamento de Karl Popper. No que se refere às ideias e a aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1-I Em 721, um concílio romano presidido pelo papa Gregório II proibiu o casamento com uma commater, isto é, a madrinha de um filho, ou a mãe de um filho de quem se fosse padrinho. Isso levou o papado a se alinhar com a legislação promulgada, algumas décadas antes, em Bizâncio. A adoção marcadamente rápida desses princípios sugere que o clero franco já sustentava concepções similares. Isso é ilustrado por um caso curioso contado por um clérigo franco anônimo, em 727. Ele censurava a maneira traiçoeira pela qual a infame concubina Fredegunda havia conseguido se tornar a esposa legal do rei Quilpérico. Durante uma longa ausência do rei, ela persuadira sua rival, a rainha Audovera, a tornar-se madrinha da própria filha recém-nascida. Assim, a ingênua Audovera foi subitamente transformada na commater de seu próprio marido, impossibilitando qualquer relação conjugal posterior e deixando o caminho livre para Fredegunda. Essa artimanha mostra que, poucos anos após o concílio romano de 721, o autor anônimo e seu público estavam bem familiarizados com os impedimentos derivados do parentesco espiritual. Não fosse o caso, seria impossível acusar Fredegunda de seu ardiloso truque. As cartas do missionário Bonifácio conferem testemunho adicional a esse fato. Em 735, ele perguntou ao bispo escocês Pethlem se era permitido que alguém se casasse com uma viúva que era mãe de seu afilhado. “Todos os padres da Gália e na terra dos francos afirmavam que isso era um pecado grave”, escreveu ele. Soava-lhe estranho, já que ele nunca ouvira falar nisso antes. A questão devia preocupá-lo porque, no mesmo ano, escreveu a respeito para dois outros clérigos anglo-saxões. Evidentemente, o missionário até então não estava familiarizado com esse impedimento ao casamento, embora o clero continental, a quem ele se dirigia, considerasse a questão muito grave. Considerando os sentidos e as ideias do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, acerca dos mecanismos de coesão do texto CG1A1-I.","Texto CB2A1-I Ser mais humano em meio a um mundo cada vez mais digital — esse é o grande desafio das organizações para o ano de 2022 no Brasil e em todo o mundo. O equilíbrio entre home office e escritório, em um modelo híbrido de trabalho, deve ser a tendência para os próximos anos. E, no contexto da vida pós-pandemia, há desafios que os departamentos de recursos humanos (RH) vão enfrentar para manter uma relação saudável e positiva entre empresas e colaboradores e garantir, ainda, a produtividade do negócio. E no meio de tudo isso, a tecnologia mais uma vez surge como a viabilizadora de bons resultados. O primeiro desafio do RH é demonstrar segurança em um mundo de incertezas. É fundamental que toda a comunicação da companhia com seus colaboradores seja feita de maneira clara, precisa e sem hesitação, para evitar dúvidas e ansiedades, transmitindo-se segurança às equipes de trabalho. Nesse sentido, uma plataforma digital workplace, a famosa intranet, é uma ferramenta indispensável para sustentar uma comunicação de fato eficiente. Não há mais espaço para um modelo de trabalho independente e não colaborativo nas organizações, depois de quase dois anos de mudanças profundas nas relações de trabalho. Se o RH não dá as respostas certas no tempo certo, os gestores tendem a agir sozinhos em busca de soluções para seus desafios de atração e retenção de talentos. O resultado é uma desvalorização da área de recursos humanos, que é um dos pilares para a produtividade e sustentabilidade de qualquer empresa. O suporte da tecnologia ganha um papel cada vez mais estratégico para apoiar a tomada de decisão, que precisa ser cada vez mais humanizada. Não se trata de usar a tecnologia para automatizar e otimizar processos em uma estrutura “robotizada”, mas de ampliar o uso de ferramentas que humanizem as relações a partir de dados mais ricos e informações mais completas e valiosas, para buscar o melhor tanto para os colaboradores quanto para a própria empresa. Em 2022, o foco deve ser encontrar soluções que possam resolver os desafios da gestão de capital humano das organizações. Mesmo com toda a tecnologia existente, a ideia não é substituir pessoas, mas conferir-lhes poder para que suas tomadas de decisões sejam ainda melhores. É a tecnologia viabilizando relações mais humanas, precisas, por meio de dados reais, confiáveis. Esse é o caminho para o futuro. Considerando as ideias do texto CB2A1-I e sua tipologia, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue os seguintes itens.","Texto CB1A1 A governabilidade refere-se à capacidade política de governar, que deriva da relação de legitimidade do Estado e do seu governo com a sociedade. Está presente quando a população legitima o exercício do poder pelo Estado. A legitimidade, nesse contexto, deve ser entendida como a aceitação do poder do governo ou do Estado pela sociedade. Nesse sentido, os cidadãos e a cidadania organizada são a fonte ou a origem principal da governabilidade, ou seja, é a partir deles (e de sua capacidade de articulação em partidos, associações e demais instituições representativas) que surgem e se desenvolvem as condições para a governabilidade plena. Vinculada à dimensão estatal, governabilidade diz respeito às condições sistêmicas e institucionais sob as quais se dá o exercício do poder, tais como as características do sistema político, a forma de governo, as relações entre os poderes, o sistema de intermediação de interesses. Representa, assim, um conjunto de atributos essenciais ao exercício do governo, sem os quais nenhum poder pode ser exercido. Há três dimensões inerentes ao conceito de governabilidade: capacidade do governo de identificar problemas críticos e de formular políticas adequadas ao enfrentamento desses problemas, capacidade de mobilizar meios e recursos necessários à execução e à implantação das políticas públicas e capacidade de liderança do Estado, sem a qual as decisões se tornam ineficientes. A governabilidade, então, significa que o governo deve tomar decisões amparadas em um processo que inclua a participação dos diversos setores da sociedade, dos poderes constituídos, das instituições públicas e privadas e dos segmentos representativos da sociedade, para garantir que as escolhas atendam aos anseios da sociedade e contem com seu apoio na implementação de programas e projetos e na fiscalização dos serviços públicos. Sob esse enfoque, significa a participação dos diversos setores da sociedade nos processos decisórios que dizem respeito às ações do poder público, uma vez que incorpora a articulação do aparelho estatal ao sistema político de uma sociedade, ampliando o leque possível e indispensável à legitimidade e ao suporte das ações governamentais em busca de sua eficácia. Em resumo, governabilidade refere-se às condições do ambiente político em que se efetivam ou se devem efetivar as ações da administração, à base de legitimidade dos governos, à credibilidade e à imagem públicas da burocracia. Desse modo, o desafio da governabilidade consiste em conciliar os muitos interesses desses atores (na maioria, divergentes) e reuni-los em um objetivo comum (ou em vários objetivos comuns) a ser perseguido por todos. Assim, a capacidade de articular-se em alianças políticas e pactos sociais constitui-se em fator crítico para a viabilização dos objetivos do Estado. Essa tentativa de articulação que a governabilidade procura é uma forma de intermediação de interesses. Acerca das ideias do texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nNo que concerne aos aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os próximos itens.","Texto CB2A1-I A astrônoma Jocelyn Bell Burnell disse sobre Ron Drever: “Ele realmente curtia ser tão engenhoso”. Ela tinha ido da Irlanda do Norte para Glasgow para estudar física e Drever foi arbitrariamente designado para ser seu supervisor. Ele contava ao grupo de seus poucos orientandos as ideias mais interessantes que surgiam em sua mente, inclusive as que levaram ao experimento de Hughes-Drever (embora ela não tivesse se dado conta de que ele o realizara no quintal da propriedade rural de sua família), mas nenhuma que os ajudasse a passar nos exames. Após a frustração inicial, ao ver que ele não ia ajudá-la em seu dever de casa de física de estado sólido, ela acabou admirando seu profundo entendimento de física fundamental e seu notável talento como pesquisador. Drever, por sua vez, seria influenciado pelas iminentes e vitais descobertas de sua ex-aluna de graduação. A respeito de Bell Burnell, disse: “Ela também era obviamente melhor do que a maioria deles… então cheguei a conhecê-la muito bem”. Drever escreveu uma carta de recomendação para apoiar o pedido de emprego dela à principal instalação de radioastronomia na Inglaterra, em meados da década de 60, Jodrell Bank. Mas, ele continua, “não a admitiram, e a história conta que foi porque era mulher. Mas isso não é oficial, você sabe. Ela ficou muito desapontada”. Drever acrescenta, esperando que se reconheça a obviedade daquele absurdo: “Sua segunda opção era ir para Cambridge. Vê como são as coisas?”. Ele considerou isso uma reviravolta muito feliz. “Então ela foi para Cambridge e descobriu pulsares. Vê como são as coisas?”, ele diz, rindo. De acordo com os sentidos veiculados no texto CB2A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAcerca dos mecanismos de coesão do texto CB2A1-I, julgue os próximos itens.","Faz parte da natureza humana a incansável busca por relacionamentos ideais. Em se tratando de carreira ou de relações românticas, a tendência é sempre a mesma: apego à falível ideia de que há alguém ou algo perfeito — seja qual for o objeto de desejo. Perfeição significa ausência de falhas ou defeitos em relação a um padrão ideal, no entanto isso não existe, pois ninguém nem lugar nenhum são infalíveis. A perfeição é irreal e inalcançável. O componente das organizações são as pessoas, que trazem em suas bagagens as falhas. Portanto, não haveria a possibilidade de existir uma empresa perfeita. Embora algumas companhias já comecem a expor suas imperfeições um pouco mais nas redes sociais, reconhecendo seus erros, e estimulem seus líderes a demonstrar vulnerabilidade, ainda há o discurso estereotipado de que aquele trabalho é o melhor do mundo ou de que aquela empresa é a melhor de todas. Apesar de ser louvável a busca por construir um excelente ambiente de trabalho, disseminar a ilusão de perfeição pode ser altamente prejudicial para as empresas e para seus funcionários, que podem acabar frustrados diante da realidade, muitas vezes mais dura do que o ideal prometido. No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1 Cresce, no mundo todo, o número de pessoas que demandam serviços de cuidado. De acordo com o último relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), esse universo deverá ser de 2,3 bilhões de pessoas em 2030 — há cinco anos, eram 2,1 bilhões. O envelhecimento da população e as novas configurações familiares, com mulheres mais presentes no mercado de trabalho e menos disponíveis para assumir encargos com parentes sem autonomia, têm levado os países a repensar seus sistemas de atenção a populações vulneráveis. Partindo desse panorama, as sociólogas Nadya Guimarães, da Universidade de São Paulo (USP), e Helena Hirata, do Centro de Pesquisas Sociológicas e Políticas de Paris, na França, identificaram, em estudo, o surgimento, nos últimos vinte anos, de arranjos que visam amparar indivíduos com distintos níveis de dependência, como crianças, idosos e pessoas com deficiência. Enquanto, em algumas nações, o papel do Estado é preponderante, em outras, a atuação de instituições privadas se sobressai. Na América Latina, o protagonismo das famílias representa o aspecto mais marcante. Conforme definição da OIT, o trabalho de cuidado, que pode ou não ser remunerado, envolve dois tipos de atividades: as diretas, como alimentar um bebê ou cuidar de um doente, e as indiretas, como cozinhar ou limpar. “É um trabalho que tem uma forte dimensão emocional, se desenvolve na intimidade e, com frequência, envolve a manipulação do corpo do outro”, diz Guimarães. Ela relata que o conceito de cuidado surgiu como categoria relevante para as ciências sociais há cerca de trinta anos e, desde então, tem sido crescente a sua presença em linhas de investigação em áreas como economia, antropologia, psicologia e filosofia política. “Com isso, a discussão sobre essa concepção ganhou corpo. Os estudos iniciais do cuidado limitavam-se à ideia de que ele era uma necessidade nas situações de dependência, mas tal entendimento se ampliou. Hoje, ele é visto como um trabalho fundamental para assegurar o bem-estar de todos, na medida em que qualquer pessoa pode se fragilizar e se tornar dependente em algum momento da vida”, explica a socióloga. Os avanços da pesquisa levaram à constatação de que a oferta de cuidados é distribuída de forma desigual na sociedade, recaindo, de forma mais intensa, sobre as mulheres. Ao refletir sobre esse desequilíbrio, a socióloga Heidi Gottfried, da Universidade Estadual Wayne, nos Estados Unidos da América, explica que persiste, nas sociedades, a noção arraigada de que o trabalho de cuidado seria uma manifestação de amor e, por essa razão, deveria ser prestado gratuitamente. Conforme Gottfried, a ideia decorre, entre outros aspectos, de construção cultural a respeito da maternidade e de que cuidar seria um talento feminino. Por outro lado, Guimarães lembra que, a partir de 1970, as mulheres aumentaram sua participação no mercado de trabalho brasileiro. Em cinco décadas, a presença feminina saltou de 18% para 50%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. “Consideradas provedoras naturais dos serviços de cuidado, as mulheres passaram a trabalhar mais intensamente fora de casa. Esse fato, aliado ao envelhecimento da população, gerou o que tem sido analisado como uma crise no provimento de cuidados que, em países do hemisfério norte, tem se resolvido com uma mercantilização desses serviços, além de uma maior atuação do Estado, por meio da criação de instituições públicas de acolhimento, expansão de políticas de financiamento, formação e regulação do trabalho de cuidadores”, conta a socióloga. Na América Latina, entretanto, o fornecimento de cuidados é tradicionalmente feito pelas famílias, nas quais mulheres desempenham gratuitamente papel central como cuidadoras de crianças, idosos e pessoas com deficiência. Para a minoria que pode pagar, o mercado oferece serviços de cuidado que compensam a escassa presença do Estado. Em relação a aspectos estruturais do texto CB1A1 e às informações por ele veiculadas, julgue os itens subsequentes.\n\n\n\nAcerca de aspectos semânticos e sintáticos do texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1-I A linguagem usada para descrever os alimentos que comemos pode ter um grande efeito em como os percebemos: orgânicos, artesanais, caseiros e selecionados soam um pouco mais tentadores que os prosaicos enlatados ou reidratados. Outro adjetivo que pode abrir nosso apetite é natural, enquanto tendemos a associar processado a produtos com uma longa lista de ingredientes impronunciáveis. Mas, no que diz respeito à nossa saúde, será que o natural é sempre melhor do que o processado? Na verdade, o fato de um alimento estar in natura não significa automaticamente que ele é saudável. Alimentos naturais podem conter toxinas, e um processamento mínimo pode torná-los mais seguros. O feijão, por exemplo, contém lectinas, que podem causar vômitos e diarreia. Elas são eliminadas quando os grãos ficam de molho durante horas e depois são cozidos na água fervente. O processamento também torna seguro o consumo de leite de vaca. O leite é pasteurizado desde o fim do século 19, para matar bactérias nocivas à saúde humana. Antes disso, era distribuído localmente, porque não havia uma boa refrigeração nas casas. As vacas eram ordenhadas todos os dias, e as pessoas levavam leite para vender nos bairros, mas as cidades ficaram maiores, o leite ficou mais distante e demorou mais para chegar ao consumidor, o que favorecia a multiplicação dos patógenos. As evidências crescentes de que alguns organismos presentes no leite pudessem ser prejudiciais à saúde levaram ao desenvolvimento de dispositivos para aquecimento do líquido e à invenção da pasteurização, que logo foi adotada na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos da América. O processamento também pode ajudar a preservar os alimentos e torná-los mais acessíveis. A fermentação faz com que o queijo se mantenha estável por mais tempo e, em alguns casos, reduz a quantidade de lactose, tornando-o mais digerível para quem tem uma intolerância leve à presença desse tipo de açúcar. No passado, o processamento dos alimentos era feito principalmente para aumentar sua vida útil. Por muito tempo, conservar os alimentos com a adição de ingredientes como açúcar ou sal foi essencial para as pessoas sobreviverem ao inverno. O processamento nos permitiu estar onde estamos hoje, pois evitou que passássemos fome. Muitos alimentos devem ser processados para ser consumidos, como o pão. Não poderíamos sobreviver apenas com grãos. O processamento permite que vitaminas e minerais, como vitamina D, cálcio e ácido fólico, sejam adicionados a certos alimentos processados, incluindo-se pães e cereais. Iniciativas como essas ajudaram a reduzir várias deficiências de nutrientes entre a população em geral — mas não tornaram necessariamente a comida nutricionalmente equilibrada. É preciso observar que alguns alimentos ultraprocessados podem estar associados a consequências indesejadas para a saúde, mas nem todos os alimentos processados são ruins. Os legumes e verduras congelados, o leite pasteurizado e a batata cozida, por exemplo, podem ser melhores para nós do que seus equivalentes não processados. Mas aqui está o segredo: todos esses alimentos também se parecem muito com sua forma natural, e é isso que precisamos ter em mente. Sempre que formos capazes de reconhecer que um alimento processado está próximo da sua forma natural, incluí-lo em nossa dieta pode até ser benéfico para nós. Em relação ao texto CG1A1-I e aos sentidos nele expressos, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, a respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","Texto CG1A1-I É uma falácia comum supor que mudanças graduais, pequenas, só podem engendrar resultados graduais, incrementais. Mas esse é um raciocínio linear, que parece ser nosso modo padrão de pensar a respeito do mundo. Isso pode decorrer do simples fato de que a maior parte dos fenômenos perceptíveis para os seres humanos, em escalas de tempo e de magnitude habituais e dentro do escopo limitado de nossos sentidos, tende a seguir direções lineares — duas pedras parecem duas vezes mais pesadas que uma; é necessária uma quantidade de comida três vezes maior para alimentar um número três vezes maior de pessoas, e assim por diante. No entanto, fora da esfera das ocupações humanas práticas, a natureza está cheia de fenômenos não lineares. Processos de extrema complexidade podem emergir de regras ou partes enganosamente simples, e pequenas mudanças num fator subjacente a um sistema complexo podem engendrar mudanças radicais e qualitativas em outros fatores que dele dependem. Pense neste exemplo muito simples: imagine que você tenha um bloco de gelo na sua frente e esteja aquecendo-o pouco a pouco. Na maior parte do tempo, o aquecimento por um grau a mais não causa nenhum efeito interessante: a única coisa que você tem e que não tinha um minuto atrás é um bloco de gelo ligeiramente menos gelado. Mas, então, chega-se a 0 °C e, assim que essa temperatura crítica é atingida, você vê uma mudança abrupta, espetacular. A estrutura cristalina do gelo desagrega-se, e, de repente, as moléculas de água começam a escorregar e a fluir livremente umas em torno das outras. Sua água congelada torna-se líquida, graças a um grau crítico de energia térmica. Nesse ponto-chave, mudanças incrementais cessaram de ter efeitos incrementais e precipitaram uma súbita mudança qualitativa chamada transição de fase. No que se refere aos sentidos do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nConsiderando os mecanismos de coesão e coerência do texto CG1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1-I Na Índia do século XX, Gandhi usou a roca de fiar para valorizar as práticas e os costumes tradicionais como instrumentos de inclusão social do seu povo, ao proporcionar-lhe realizar um ofício de forma sustentável. Esse uso faz que a roca seja considerada a primeira “tecnologia apropriada” do mundo. No Brasil, o movimento da “tecnologia apropriada” é conhecido como “tecnologia social”. Tecnologia social é entendida como um conjunto de técnicas e metodologias transformadoras, desenvolvidas e(ou) aplicadas na interação com a população e apropriadas por ela, que representam soluções para a inclusão social e para a melhoria das condições de vida. O conceito de tecnologia social remete a uma proposta inovadora de desenvolvimento, considerando uma abordagem ativista de participação coletiva no processo de implantação, organização e desenvolvimento, aliando saber popular, cooperação social e conhecimento técnico-científico. Ela tem como base a disseminação de soluções para problemas voltados a demandas de renda, trabalho, educação, conhecimento, cultura, alimentação, saúde, habitação, recursos hídricos, saneamento básico, energia, ambiente, igualdade de raça e gênero, por exemplo, sendo importante, essencialmente, que essas soluções sejam efetivas, reaplicáveis e que promovam a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida das populações em situação de vulnerabilidade social. Por fim, o conceito de tecnologia social (TS) estabelece quatro dimensões: 1) conhecimento, ciência, tecnologia; 2) participação, cidadania e democracia; 3) educação; 4) relevância social. A respeito das ideias do texto CG1A1-I e de suas características estruturais, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nNo que se refere aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto CG1A1-I, julgue os itens que se seguem.","Ora, graças a Deus, lá se foi mais um. Um ano, quero dizer. Menos um na conta, mais uma prestação paga. E tem quem fique melancólico. Tem quem deteste ver à porta a cara do mascate em cada primeiro do mês, cobrando o vencido. Quando compram fiado, têm a sensação de que o homem deu de presente, e se esquecem das prestações, que serão, cada uma, uma facada. Nem se lembram dessa outra prestação que se paga a toda hora, tabela Price insaciável comendo juros de vida, todo dia um pouquinho mais; um cabelo que fica branco, mais um milímetro de pele que enruga, uma camada infinitesimal acrescentada à artéria que endurece, um pouco mais de fadiga no coração, que também é carne e se cansa com aquele bater sem folga. E o olho que enxerga menos, e o dente que caria e trata de abrir lugar primeiro para o pivô, depois para a dentadura completa. O engraçado é que muito poucos reconhecem isso. Convencem-se de que a morte chega de repente, que não houve desgaste preparatório, e nos apanha em plena flor da juventude, ou em plena frutificação da maturidade; se imaginam uma rosa que foi colhida em plena beleza desabrochada. Mas a rosa, se a não apanha o jardineiro, que será ela no dia seguinte, após o mormaço do sol e a friagem do sereno? A hora da colheita não interessa ― de qualquer modo, o destino dela era murchar, perder as pétalas, secar, sumir-se. A gente, porém, não pode pensar muito nessas coisas. Tem que pensar em alegrias, sugestionar-se, sugestionar os outros. Vamos dar festas, vamos aguardar o ano novo com esperanças e risadas e beijos congratulatórios. Desejar uns aos outros saúde, riqueza e venturas. Fazer de conta que não se sabe; sim, como se a gente nem desconfiasse. Tudo que nos espera: dentro do corpo o que vai sangrar, doer, inflamar, envelhecer. As cólicas de fígado, as dores de cabeça, as azias, os reumatismos, as gripes com febre, quem sabe o tifo, o atropelamento. Tudo escondido, esperando. Sem falar nos que vão ficar tuberculosos, nas mulheres que vão fazer cesariana. Os que vão perder o emprego, os que se verão doidos com as dívidas, os que hão de esperar nas filas ― que seremos quase todos. E os que, não morrendo, hão de ver a morte lhes entrando de casa adentro, carregando o filho, pai, amor, amizade. As missas de sétimo dia, as cartas de rompimento, os bilhetes de despedida. E até guerra, quem sabe? Desgostos, desgostos de toda espécie. Qual de nós passa um dia, dois dias, sem um desgosto? Quanto mais um ano! Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1 Cresce, no mundo todo, o número de pessoas que demandam serviços de cuidado. De acordo com o último relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), esse universo deverá ser de 2,3 bilhões de pessoas em 2030 — há cinco anos, eram 2,1 bilhões. O envelhecimento da população e as novas configurações familiares, com mulheres mais presentes no mercado de trabalho e menos disponíveis para assumir encargos com parentes sem autonomia, têm levado os países a repensar seus sistemas de atenção a populações vulneráveis. Partindo desse panorama, as sociólogas Nadya Guimarães, da Universidade de São Paulo (USP), e Helena Hirata, do Centro de Pesquisas Sociológicas e Políticas de Paris, na França, identificaram, em estudo, o surgimento, nos últimos vinte anos, de arranjos que visam amparar indivíduos com distintos níveis de dependência, como crianças, idosos e pessoas com deficiência. Enquanto, em algumas nações, o papel do Estado é preponderante, em outras, a atuação de instituições privadas se sobressai. Na América Latina, o protagonismo das famílias representa o aspecto mais marcante. Conforme definição da OIT, o trabalho de cuidado, que pode ou não ser remunerado, envolve dois tipos de atividades: as diretas, como alimentar um bebê ou cuidar de um doente, e as indiretas, como cozinhar ou limpar. “É um trabalho que tem uma forte dimensão emocional, se desenvolve na intimidade e, com frequência, envolve a manipulação do corpo do outro”, diz Guimarães. Ela relata que o conceito de cuidado surgiu como categoria relevante para as ciências sociais há cerca de trinta anos e, desde então, tem sido crescente a sua presença em linhas de investigação em áreas como economia, antropologia, psicologia e filosofia política. “Com isso, a discussão sobre essa concepção ganhou corpo. Os estudos iniciais do cuidado limitavam-se à ideia de que ele era uma necessidade nas situações de dependência, mas tal entendimento se ampliou. Hoje, ele é visto como um trabalho fundamental para assegurar o bem-estar de todos, na medida em que qualquer pessoa pode se fragilizar e se tornar dependente em algum momento da vida”, explica a socióloga. Os avanços da pesquisa levaram à constatação de que a oferta de cuidados é distribuída de forma desigual na sociedade, recaindo, de forma mais intensa, sobre as mulheres. Ao refletir sobre esse desequilíbrio, a socióloga Heidi Gottfried, da Universidade Estadual Wayne, nos Estados Unidos da América, explica que persiste, nas sociedades, a noção arraigada de que o trabalho de cuidado seria uma manifestação de amor e, por essa razão, deveria ser prestado gratuitamente. Conforme Gottfried, a ideia decorre, entre outros aspectos, de construção cultural a respeito da maternidade e de que cuidar seria um talento feminino. Por outro lado, Guimarães lembra que, a partir de 1970, as mulheres aumentaram sua participação no mercado de trabalho brasileiro. Em cinco décadas, a presença feminina saltou de 18% para 50%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. “Consideradas provedoras naturais dos serviços de cuidado, as mulheres passaram a trabalhar mais intensamente fora de casa. Esse fato, aliado ao envelhecimento da população, gerou o que tem sido analisado como uma crise no provimento de cuidados que, em países do hemisfério norte, tem se resolvido com uma mercantilização desses serviços, além de uma maior atuação do Estado, por meio da criação de instituições públicas de acolhimento, expansão de políticas de financiamento, formação e regulação do trabalho de cuidadores”, conta a socióloga. Na América Latina, entretanto, o fornecimento de cuidados é tradicionalmente feito pelas famílias, nas quais mulheres desempenham gratuitamente papel central como cuidadoras de crianças, idosos e pessoas com deficiência. Para a minoria que pode pagar, o mercado oferece serviços de cuidado que compensam a escassa presença do Estado. Em relação a aspectos estruturais do texto CB1A1 e às informações por ele veiculadas, julgue os itens subsequentes.\n\n\n\nJulgue os itens a seguir, relativos a aspectos estruturais e gramaticais do texto CB1A1.","Texto CG1A1-I A teoria das causas cerebrais dos transtornos mentais passou gradualmente a ironizar tudo o que se relacionava com a forma de vida do sujeito, compreendida como unidade entre linguagem, desejo e trabalho. As narrativas de sofrimento da comunidade ou dos familiares com quem se vive, a própria versão do paciente, o seu “lugar de fala” diante do transtorno, tornaram-se epifenômenos, acidentes que não alteram a rota do que devemos fazer: correção educacional de pensamentos distorcidos e medicação exata. Quarenta anos depois, acordamos em meio a uma crise global de saúde mental, com elevação de índices de suicídio, medicalização massiva receitada por não psiquiatras e insuficiência de recursos para enfrentar o problema. Esse é o custo de desprezar a cultura como instância geradora de mediações de linguagem necessárias para que enfrentemos o sofrimento antes que ele evolua para a formação de sintomas. Esse é o desserviço dos que imaginam que teatro, literatura, cinema e dança são apenas entretenimento acessório — como se a ampliação e a diversidade de nossa experiência cultural não fossem essenciais para desenvolver capacidade de escuta e habilidades protetivas em saúde mental. Como se eles não nos ensinassem como sofrer e, reciprocamente, como tratar o sofrimento no contexto coletivo e individual do cuidado de si. Acerca das ideias do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os próximos itens, relativos aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","Texto CB1A1-I Com altos índices de evasão escolar, baixo engajamento e conteúdos pouco conectados à realidade dos alunos, o ensino médio já era, antes da pandemia de covid-19, a etapa mais desafiadora da educação básica. Com o fechamento das escolas e o distanciamento dos estudantes do convívio educacional, os últimos anos escolares passaram a trazer ainda mais dificuldades a serem enfrentadas — reforçadas pelas desigualdades raciais, socioeconômicas e de acesso à Internet. Nenhuma avaliação diagnóstica precisou os prejuízos totais da pandemia para a aprendizagem dos alunos, mas há alguns estudos que ajudam a entender melhor o cenário. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) apontou que houve piora em todas as séries avaliadas. Segundo a pesquisa amostral, em matemática, o desempenho alcançado no 3.º ano do ensino médio foi de 255,3 pontos na escala de proficiência, inferior aos 261,7 obtidos pelos estudantes ao final do 9.º ano do ensino fundamental no Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) de 2019. Em língua portuguesa, os estudantes do 9.º ano apresentaram uma queda de 12 pontos, e os do 3.º ano do ensino médio, de 11 pontos. Após o retorno presencial, estados e municípios ainda têm muito trabalho para identificar os reais prejuízos, dimensioná-los e encontrar caminhos e soluções para que professores e estudantes possam retomar a aprendizagem. Para Suelaine Carneiro, coordenadora de educação na Geledés, organização da sociedade civil que se posiciona em defesa de mulheres e homens negros, “há um consenso de que não foi possível atender todos os alunos” na educação pública. “Os dados indicam um baixo número de participação dos estudantes, somado à impossibilidade de os familiares acompanharem a resolução das tarefas”, afirma. Mas não fica apenas nisso. “Em termos de aprendizagem, os dados também mostram dificuldades no que diz respeito à compreensão e à resolução das tarefas.” De acordo com ela, a situação de alunos negros requer ainda mais atenção. “É preciso prestar atenção nessa condição: a pessoa já estava vulnerável socialmente, sem a possibilidade de realizar um isolamento dentro de casa, pois vive em uma casa pequena ou onde não há cômodos suficientes”, contextualiza Suelaine. Agravada pela pandemia, que engrossou o número de trabalhadores desempregados, a questão econômica foi um dos grandes fatores que impactou a vida dos estudantes do ensino médio. “Temos alunos que estão trabalhando no horário de aula, dizendo que precisam ajudar a família, e aos fins de semana assistem às atividades”, relata a professora Lucenir Ferreira, da Escola Estadual Mário Davi Andreazza, em Boa Vista (RR). Lucenir conta que muitos alunos chegam a falar que não conseguem aprender nada e desabafam por sentir que a aprendizagem foi prejudicada, principalmente os que estão em processo de preparação para o vestibular. Apesar dos desafios, Suelaine acredita que os impactos não são irreversíveis, como outros especialistas têm apontado. “Você pode recuperar dois anos se houver políticas públicas, compromisso público com a educação, de forma a desenvolver diferentes ações”, diz ela. FimDoTexto Considerando as informações veiculadas no texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nA respeito dos sentidos e dos aspectos tipológicos e coesivos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1-II A crescente adoção do conceito de tecnologias sociais ocorre concomitantemente com o avanço de dois conceitos que lhe são complementares: economia solidária e capital social. As graves consequências do capitalismo e da globalização, refletidas em altos índices de desemprego, aumento de índices de violência e criminalidade, aprofundamento da pobreza e da degradação ambiental, não podem ser abordadas por projetos paternalistas e compensatórios. Ao contrário, requerem estudos aprofundados sobre um novo tipo de desenvolvimento. O professor Henrique Rattner pontua que, entre os cientistas sociais que se debruçam sobre os fracassos do desenvolvimento e suas causas, em todos os debates travados nos últimos anos, o conceito de capital social tem ocupado espaço crescente. O capital social, segundo Rattner, procura trabalhar com a necessidade gregária, o espírito de cooperação e os valores de apoio mútuo e solidariedade, com base na “eficiência social coletiva”. Capital social, segundo o estudioso John Durston, é o conjunto de normas, instituições e organizações que promovem a confiança, a ajuda recíproca e a cooperação e que incorporam benefícios como redução dos custos de transação, produção de bens públicos e facilitação da constituição de organizações de gestão de bases efetivas, de atores sociais e de sociedades civis saudáveis. Sua importância está na busca de estratégias de superação da pobreza e de integração de setores sociais excluídos. No Brasil, nas últimas décadas, tem havido uma multiplicação de experiências baseadas no conceito de economia solidária. Diferentemente de iniciativas meramente paliativas, como respostas emergenciais a situações de pobreza e miséria, há agora uma interpretação de que essas experiências devam ser uma base para a reconstrução do tecido social. Como diz o pesquisador Luis Inácio Gaiger, elas “constituiriam uma ação geradora de embriões de novas formas de produção e estimuladora de alternativas de vida econômica e social”. No que diz respeito aos sentidos e à estrutura do texto CG1A1-II, julgue os seguintes itens.","Texto CG1A1-II Com a dor, o silêncio. Denso, ácido. Estagnado. Um silêncio de caco de vidro moído esfolando o corpo por dentro. Um desesperar, nada por vir. Dalva parou de falar com Venâncio. Não olhou mais para ele, considerou que ele não estava mais vivo, ignorou sua presença. Nenhuma reação. Nem quando ele chorou, quando ficou sem comer, quando parou de se lavar, nem quando ameaçou morrer, nem quando mandou valente, cuspiu na cara dela, sugigou prometendo uma nova surra, jurando morte, morrendo esmagado pelo que não podia ser desfeito. Nada. Ele suplicou sincero, desamparado, e ela, nem um olhar, nenhum perdão possível. Nas primeiras semanas, Dalva não comia, não bebia, não acendia a luz, morria um pouco a cada dia. Levantou-se depois de uma longa visita de luto da mãe, saiu de casa sem deixar pistas e, para desespero de Venâncio, só voltou ao entardecer do dia seguinte. Desse dia em diante, passou a sair todas as manhãs. Caminhava lenta, magra, ombros fechados de quem desistiu. Ninguém sabe ao certo aonde ia. Na hora mais triste das tardes, quando a saudade parece apertar o coração do mundo, Dalva voltava para casa. Dizem que a tristeza dessa hora está nas entranhas da gente, infiltrada nas nossas menores porções há milênios. Nasceu do pavor infinito do anoitecer, hora em que as mulheres não sabiam se seus homens voltariam vivos da caça. Muitas vezes não voltaram. Hora em que os homens, ao voltar da caça, não sabiam se encontrariam suas mulheres mortas. Muitas vezes encontraram. Perder amores é escurecer por dentro, uma memória do corpo que o entardecer evoca quando tinge o céu de vermelho. Para quem está sozinho depois de ter amado, o fim do dia é muito triste. Era nessa hora que ela voltava. Em relação ao texto CG1A1-II e a suas propriedades linguísticas, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1-II A crescente adoção do conceito de tecnologias sociais ocorre concomitantemente com o avanço de dois conceitos que lhe são complementares: economia solidária e capital social. As graves consequências do capitalismo e da globalização, refletidas em altos índices de desemprego, aumento de índices de violência e criminalidade, aprofundamento da pobreza e da degradação ambiental, não podem ser abordadas por projetos paternalistas e compensatórios. Ao contrário, requerem estudos aprofundados sobre um novo tipo de desenvolvimento. O professor Henrique Rattner pontua que, entre os cientistas sociais que se debruçam sobre os fracassos do desenvolvimento e suas causas, em todos os debates travados nos últimos anos, o conceito de capital social tem ocupado espaço crescente. O capital social, segundo Rattner, procura trabalhar com a necessidade gregária, o espírito de cooperação e os valores de apoio mútuo e solidariedade, com base na “eficiência social coletiva”. Capital social, segundo o estudioso John Durston, é o conjunto de normas, instituições e organizações que promovem a confiança, a ajuda recíproca e a cooperação e que incorporam benefícios como redução dos custos de transação, produção de bens públicos e facilitação da constituição de organizações de gestão de bases efetivas, de atores sociais e de sociedades civis saudáveis. Sua importância está na busca de estratégias de superação da pobreza e de integração de setores sociais excluídos. No Brasil, nas últimas décadas, tem havido uma multiplicação de experiências baseadas no conceito de economia solidária. Diferentemente de iniciativas meramente paliativas, como respostas emergenciais a situações de pobreza e miséria, há agora uma interpretação de que essas experiências devam ser uma base para a reconstrução do tecido social. Como diz o pesquisador Luis Inácio Gaiger, elas “constituiriam uma ação geradora de embriões de novas formas de produção e estimuladora de alternativas de vida econômica e social”. No que diz respeito aos sentidos e à estrutura do texto CG1A1-II, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nA respeito dos aspectos linguísticos e estruturais do texto CG1A1-II, julgue os itens subsecutivos.","informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração padrão e que não há restrições de O texto mais célebre de A República é sem dúvida a Alegoria da Caverna, em que Platão, utilizando-se de linguagem alegórica, discute o processo pelo qual o ser humano pode passar da visão habitual que tem das coisas, “a visão das sombras”, unidirecional, condicionada pelos hábitos e preconceitos que adquire ao longo de sua vida, até a visão do Sol, que representa a possibilidade de alcançar o conhecimento da realidade em seu sentido mais elevado e compreendê-la em sua totalidade. A visão do Sol representa não só o alcance da Verdade e, portanto, do conhecimento em sua acepção mais completa, já que o Sol é “a causa de tudo”, mas também, como diz Sócrates na conclusão dessa passagem: “Nos últimos limites do mundo inteligível, aparece-me a ideia do Bem, que se percebe com dificuldade, mas que não se pode ver sem se concluir que ela é a causa de tudo o que há de reto e de belo. Acrescento que é preciso vê-la se se quer comportar-se com sabedoria, seja na vida privada, seja na vida pública.”. De acordo com este texto, a possibilidade de um indivíduo tornar-se justo e virtuoso depende de um processo de transformação pelo qual deve passar. Assim, afasta-se das aparências, rompe com as cadeias de preconceitos e condicionamentos e adquire o verdadeiro conhecimento. Tal processo culmina com a visão da forma do Bem, representada pela matéria do Sol. O sábio é aquele que atinge essa percepção. Para Platão, conhecer o Bem significa tornar-se virtuoso. Aquele que conhece a justiça não pode deixar de agir de modo justo. Em relação às ideias, aos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens subsecutivos.","“Cada língua indígena é um reservatório único de conhecimento medicinal”. Assim escrevem os pesquisadores Rodrigo Cámara-Leret e Jordi Bascompte em um recente estudo que faz um alerta: o perigo do desaparecimento de antigos conhecimentos de plantas medicinais a partir da extinção das línguas indígenas. Em geral, quando se fala em plantas com propriedades medicinais, as discussões giram em torno da extinção da biodiversidade. Nessa pesquisa, contudo, os cientistas focaram no que costuma ser esquecido: o impacto da extinção das línguas para a perda desse conhecimento, tradicionalmente transmitido oralmente. Antes de tudo, a equipe do estudo precisava entender em que medida acontecia a perda de conhecimento linguisticamente único. No caso das plantas medicinais, era preciso entender em que grau o conhecimento delas estava atrelado a apenas uma língua indígena. Dessa forma, seria possível compreender quais saberes seriam perdidos no caso de extinção de determinado idioma. Para isso, os pesquisadores analisaram três conjuntos de dados etnobotânicos (a ciência que estuda a relação entre humanos e plantas). Eles contavam com cerca de 3,6 mil plantas medicinais, 236 línguas indígenas e 12,5 mil “serviços de plantas medicinais” — combinações entre espécies de plantas e a subcategoria medicinal para a qual elas eram indicadas, como “figueira-brava (Ficus insipida) + sistema digestivo”. Os dados são referentes a três regiões com grande diversidade linguística e biológica: América do Norte, noroeste da Amazônia e Nova Guiné. Depois de analisarem os dados, os cientistas apontaram que o conhecimento indígena sobre as plantas medicinais está, de fato, apoiado na singularidade linguística. No noroeste da Amazônia, 91% do conhecimento medicinal não é compartilhado entre línguas — e se concentra em apenas um idioma. Em Nova Guiné, essa taxa é de 84%; na América do Norte, 73%. Além disso, eles observaram a porcentagem desse conhecimento que se concentra, especificamente, em línguas ameaçadas de extinção. Na América do Norte, 86% do conhecimento medicinal único ocorre, justamente, em idiomas em risco. No noroeste da Amazônia, 100%. Para os cientistas, uma das hipóteses é a alta rotatividade cultural. Isso significa que, para uma mesma planta, os povos indígenas possuem diversos conhecimentos e aplicações exclusivos. Sem uma Wikipédia para reunir informações, cada cultura acumulou, ao longo do tempo, as próprias descobertas sobre cada espécie. O estudo ajuda a mostrar que cada língua (e cultura) indígena tem percepções únicas que, inclusive, podem vir a oferecer seus conhecimentos medicinais também a outras sociedades. FimDoTexto Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração padrão e que não há restrições de No fim do século XVIII e começo do XIX, a despeito de algumas grandes fogueiras, a melancólica festa de punição vai-se extinguindo. Nessa transformação, misturaram-se dois processos. Não tiveram nem a mesma cronologia, nem as mesmas razões de ser. De um lado, a supressão do espetáculo punitivo. O cerimonial da pena vai sendo obliterado e passa a ser apenas um novo ato de procedimento ou de administração. A punição pouco a pouco deixou de ser uma cena. E tudo o que pudesse implicar de espetáculo desde então terá um cunho negativo; e como as funções da cerimônia penal deixavam pouco a pouco de ser compreendidas, ficou a suspeita de que tal rito que dava um “fecho” ao crime mantinha com ele afinidades espúrias: igualando-o, ou mesmo ultrapassando-o em selvageria, acostumando os espectadores a uma ferocidade de que todos queriam vê-los afastados, mostrando-lhes a frequência dos crimes, fazendo o carrasco se parecer com criminoso, os juízes com os assassinos, invertendo no último momento os papéis, fazendo do supliciado um objeto de piedade e de admiração. A execução pública é vista então como uma fornalha em que se acende a violência. A punição vai-se tornando, pois, a parte mais velada do processo penal, provocando várias consequências: deixa o campo da percepção quase diária e entra no da consciência abstrata; sua eficácia é atribuída à sua fatalidade, não à sua intensidade visível; a certeza de ser punido é que deve desviar o homem do crime e não mais o abominável teatro; a mecânica exemplar da punição muda as engrenagens. Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","A palavra stalking, em inglês, significa perseguição, e é o termo utilizado pelo legislador na tipificação de um crime que engloba condutas que atentem contra a liberdade, a intimidade e a dignidade. Entende-se o stalking, ou o crime de perseguição, como um delito que exige uma perseguição reiterada pelo autor, não consentida pela vítima, que lhe cause medo, angústia e sentimentos afins, além de repercutir diretamente na sua vida de maneiras diversas. Embora, em tese, qualquer pessoa possa figurar como vítima desse crime, sabe-se que a mulher é o principal alvo nessa espécie delitiva — não é à toa que a criminalização da referida conduta era, havia tempos, uma das prioridades da bancada feminina da Câmara dos Deputados. Tanto é assim que são utilizadas como exemplo do que seria o stalking as situações em que a mulher é perseguida por um ex-companheiro que não se conforma com o término da relação ou em que alguém possui um sentimento de posse em relação à mulher e não desiste de persegui-la. Tal conduta abrange desde a violência psicológica, que pode causar danos imensuráveis à saúde da vítima, além de problemas no seu próprio cotidiano, no trabalho, na convivência profissional e familiar, até outras formas de violência, que podem culminar em resultados nefastos e irreparáveis. A tipificação do stalking, portanto, é um avanço significativo no combate à violência contra a mulher. No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens a seguir.","informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração padrão e que não há restrições de Seja como for, está claro que a distinção entre o que seria natural e o que seria cultural não faz o menor sentido para os aborígenes australianos. Afinal de contas, no mundo deles, tudo é natural e cultural ao mesmo tempo. Para que se possa falar de natureza, é preciso que o homem tome distância do meio ambiente no qual está mergulhado, é preciso que se sinta exterior e superior ao mundo que o cerca. Ao se extrair do mundo por meio de um movimento de recuo, ele poderá perceber este mundo como um todo. Pensando bem, entender o mundo como um todo, como um conjunto coerente, diferente de nós mesmos e de nossos semelhantes, é uma ideia muito esquisita. Como diz o grande poeta português Fernando Pessoa, vemos claramente que há montanhas, vales, planícies, florestas, árvores, flores e mato, vemos claramente que há riachos e pedras, mas não vemos que há um todo ao qual isso tudo pertence, afinal só conhecemos o mundo por suas partes, jamais como um todo. Mas, a partir do momento em que nos habituamos a representar a natureza como um todo, ela se torna, por assim dizer, um grande relógio, do qual podemos desmontar o mecanismo e cujas peças e engrenagem podemos aperfeiçoar. Na realidade, essa imagem começou a ganhar corpo relativamente tarde, a partir do século XVII, na Europa. Esse movimento, além de tardio na história da humanidade, só se produziu uma única vez. Para retomar uma fórmula muito conhecida de Descartes, o homem se fez então “mestre e senhor da natureza”. Resultou daí um extraordinário desenvolvimento das ciências e das técnicas, mas também a exploração desenfreada de uma natureza composta, a partir de então, de objetos sem ligação com os humanos: plantas, animais, terras, águas e rochas convertidos em meros recursos que podemos usar e dos quais podemos tirar proveito. Naquela altura, a natureza havia perdido sua alma e nada mais nos impedia de vê-la unicamente como fonte de riqueza. No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, bem como às ideias nele expressas, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1-I Uma forte tendência na moderna medicina americana é buscar, na prática médica milenar oriental, explicações para paradigmas existentes no século em que vivemos. Essa medicina entende que o bem-estar mental e o espiritual fazem parte da saúde. Existe uma preocupação especial, nesta prática, com o funcionamento normal do organismo. Esse conceito novo de atuar na preservação da qualidade de vida do paciente vem sendo denominado como medicina de gerenciamento do envelhecimento. O fundamento desta área da medicina baseia-se na ideia de que o paciente pode envelhecer com doenças ou com saúde. Com o avanço da tecnologia e das pesquisas, muitos estudos já consolidaram o que então era apenas uma hipótese: que o corpo humano foi desenvolvido para não adoecer e que, quando há uma falha, ocasionando alguma doença, isso ocorre por motivos que podem, sim, ser evitados. Talvez o que mais tenha corroborado essa afirmação tenha sido a descoberta do radical livre, em 1900. Em 50 anos, se conheceu toda a sua química. Em 1954, pela primeira vez, essas substâncias reativas e tóxicas foram relacionadas a uma doença inexorável, o envelhecimento. O radical livre é um elemento gerado no organismo desde o momento da concepção, e sua produção é contínua, durante toda a nossa existência. Até certa idade, o organismo consegue neutralizar esses elementos, mas chega uma fase em que sua produção excede a sua degradação e sobrepuja a dos mecanismos de defesa naturais (antioxidantes). Ocorre, então, o início das alterações estruturais que culminam na lesão celular. Doenças relacionadas com o envelhecimento estão intimamente associadas com o aumento de radicais livres. A medicina do gerenciamento do envelhecimento preocupa-se em conceituar e promover a saúde de forma diferente. Em vez de aguardar passivamente pelo dano ou pelas doenças, ela atua na vida das pessoas de forma preventiva e preditiva, muito antes que as patologias se manifestem. A proposta consiste em ajustar todos os parâmetros biológicos, metabólicos e hormonais aos mesmos níveis encontrados em um indivíduo de aproximadamente 30 anos – fase em que todos nós atingimos o apogeu de nossa performance e idade a partir da qual começamos a envelhecer. Julgue os itens subsequentes, considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","Texto CB1A1-I A pandemia transformou a rotina de diversas pessoas ao redor do mundo, principalmente em relação à sustentabilidade. Dentro de casa, aumentou a percepção quanto à importância de modelos de consumo mais conscientes e responsáveis, como a escolha de produtos mais duráveis e menos geradores de resíduos. No entanto, a transformação mais significativa, que deveria vir das empresas, ainda é relativamente tímida. De acordo com Mariana Schuchovski, professora de Sustentabilidade do ISAE Escola de Negócios, a disseminação do vírus é resultado do atual modelo de desenvolvimento, que fomenta o uso irracional de recursos naturais e a destruição de hábitats, como florestas e outras áreas, o que faz que animais, forçados a mudar seus hábitos de vida, contraiam e transmitam doenças que não existiriam em situações normais. “Situações de desequilíbrio ambiental, causadas principalmente por desmatamento e mudanças de clima, aumentam ainda mais a probabilidade de que zoonoses, ou seja, doenças de origem animal, nos atinjam e alcancem o patamar de epidemias e pandemias”, explica a professora. A especialista aponta que todos nós, indivíduos, sociedade e empresas, precisamos entender os impactos desta pandemia no meio ambiente e na sustentabilidade bem como refletir sobre eles e, principalmente, sobre a sua relação inversa: o impacto da (in)sustentabilidade dos nossos modelos de produção e consumo como causador desta pandemia. “Toda escolha que fazemos pode ser para apoiar ou não a sustentabilidade”, diz Mariana. Por outro lado, para que possamos fazer melhores escolhas e praticar o verdadeiro consumo consciente, é necessário que, em primeiro lugar, as empresas realizem a produção consciente, assumindo sua verdadeira responsabilidade pelos impactos que causam. Com base nas ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nCom relação aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1-I Enquanto apenas 30% da população mundial vivia em ambiente urbano no ano de 1950, em 2018 esse índice já representava 55%, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU). A projeção de longo prazo da ONU indica a intensificação dessa tendência, com a população urbana mundial representando 68% do total em 2050. No Brasil, 36% da população era urbana em 1950, valor bastante próximo da média mundial até então. Nas décadas subsequentes, o país experimentou um rápido processo de urbanização, evidenciado pelo fato de que, no ano de 2018, expressivos 87% da população brasileira residia em ambientes urbanos. As projeções de mais longo prazo indicam que essa tendência deve se estabilizar em patamar próximo a 90%. As cidades representam o mais importante lócus de consumo de energia e emissões relacionadas. Estimativas da IEA (International Energy Agency), em 2016, indicavam que as cidades respondiam por 64% do uso global de energia primária e 70% das emissões globais de dióxido de carbono. Tal fato evidencia o papel central que as cidades têm e terão na determinação do padrão de uso de energia e de emissões de carbono dos países e do mundo. Em particular, a própria transição energética terá seu ritmo bastante afetado pelas mudanças que ocorrerem nas cidades. O mesmo vale para o uso eficiente de recursos (inclusive não energéticos), segurança energética e desenvolvimento sustentável. Para os estudos de planejamento energético, é importante identificar as mudanças estruturais que impactarão o uso de energia nas cidades no longo prazo. Do ponto de vista tecnológico, no momento em que, simultaneamente, emergem e convergem novas tecnologias de informação, novas tecnologias e modelos de negócios de geração de energia e novas formas de mobilidade, é possível vislumbrar revoluções em diferentes nichos que utilizarão a inteligência artificial, o uso massivo de dados (big data) e a Internet das Coisas como plataformas tecnológicas de propósito geral. Nesse pano de fundo, emergem fenômenos como cidades inteligentes e indústria 4.0, importantes evoluções no sentido de cidades sustentáveis. A implementação desses conceitos é acompanhada de um número crescente dos mais variados sensores nas mais diferentes situações, o que gera aumento exponencial de dados, que são utilizados para comunicação via Internet, em última instância, de forma a subsidiar tomadas de decisão mais eficientes. Para tornar essa revolução possível, é necessário significativo investimento em infraestrutura, que será a base da economia no futuro próximo. No entanto, deve-se reconhecer que uma cidade inteligente é um passo necessário, mas não suficiente, e que é preciso abranger mais do que a aplicação inteligente de tecnologia nas áreas urbanas. A adoção de tecnologia deve tornar as cidades mais sustentáveis, melhorando a qualidade de vida de sua população e sua relação com o meio ambiente. Assim, em relação ao uso de energia, é importante que as discussões sobre cidades inteligentes sejam feitas levando-se em consideração tópicos importantes no contexto de transição energética, como uso do espaço urbano e impactos sobre o bem-estar coletivo, mudanças climáticas, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e a economia circular. Com base nas ideias do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os itens subsequentes, relativos a propriedades linguísticas do texto CG1A1-I.","Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB4A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-I Não é preciso temer as máquinas, à maneira do Exterminador do futuro, para se preocupar com a sobrevivência da democracia em um mundo dominado pela inteligência artificial (IA). No fim das contas, a democracia sempre teve como alicerces os pressupostos de que nosso conhecimento do mundo é imperfeito e incompleto; de que não há resposta definitiva para grande parte das questões políticas; e de que é sobretudo por meio da deliberação e do debate que expressamos nossa aprovação e nosso descontentamento. Em certo sentido, o sistema democrático tem se mostrado capaz de aproveitar nossas imperfeições da melhor maneira: uma vez que de fato não sabemos tudo, e tampouco podemos testar empiricamente todas as nossas suposições teóricas, estabelecemos certa margem de manobra democrática, uma folga política, em nossas instituições, a fim de evitar sermos arrastados pelos vínculos do fanatismo e do perfeccionismo. Agora, novas melhorias na IA, viabilizadas por operações massivas de coleta de dados, aperfeiçoadas ao máximo por grupos digitais, contribuíram para a retomada de uma velha corrente positivista do pensamento político. Extremamente tecnocrata em seu âmago, essa corrente sustenta que a democracia talvez tenha tido sua época, mas que hoje, com tantos dados à nossa disposição, afinal estamos prestes a automatizar e simplificar muitas daquelas imperfeições que teriam sido — deliberadamente — incorporadas ao sistema político. Dessa forma, podemos delegar cada vez mais tarefas a algoritmos que, avaliando os resultados de tarefas anteriores e quaisquer alterações nas predileções individuais e nas curvas de indiferença, se reajustariam e revisariam suas regras de funcionamento. Alguns intelectuais proeminentes do Vale do Silício até exaltam o surgimento de uma “regulação algorítmica”, celebrando-a como uma alternativa poderosa à aparentemente ineficaz regulação normal. Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nCom relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.","Texto CG1A1-II As plantas, os animais domésticos e os produtos deles obtidos (frutas, ervas, carnes, ovos, queijos etc.) pertencem aos mais antigos produtos comercializáveis. A palavra latina para dinheiro, pecunia, deriva da relação com o gado (pecus). Esse comércio é provavelmente tão antigo quanto a divisão do trabalho entre agricultores e criadores de gado. Embora inicialmente o comércio e a distribuição econômica de produtos de colheita fossem geograficamente bem delimitados, eles conduziram a uma difusão cada vez mais ampla das sementes, desenvolvendo-se, então, um número cada vez maior de variações. Sem milênios de constantes contatos entre os povos e sem o trânsito intercontinental, o nosso cardápio teria uma aparência bastante pobre. Das aproximadamente trinta plantas que constituem os recursos de nossa alimentação básica, quase todas têm sua origem fora da Europa e provêm, predominantemente, de regiões que hoje enumeramos entre os países em desenvolvimento. Já que hoje as plantas nutritivas domésticas são cultivadas em praticamente todas as regiões habitadas, a humanidade também poderia alimentar-se, se o comércio de produtos agrários se limitasse a áreas menores, de proporção regional. O transporte de gêneros alimentícios por distâncias maiores se justifica, em primeiro lugar, para prevenir e combater epidemias de fome. Há, sem dúvida, uma série de razões ulteriores em favor do comércio mundial de gêneros alimentícios: a falta de arroz, chá, café, cacau e muitos temperos em nossos supermercados levaria a um significativo empobrecimento da culinária, coisa que não se poderia exigir de ninguém. O comércio internacional com produtos agrícolas aporta, além disso, às nações exportadoras a entrada de divisas, facilitando o pagamento de dívida. E, em muitos lugares, os próprios trabalhadores rurais e pequenos agricultores tiram proveito da venda de seus produtos a nações de alta renda, sobretudo quando ela ocorre segundo os critérios do comércio equitativo. Considerando as ideias e propriedades linguísticas do texto CG1A1-II, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1-II Amado nos levou com um grupo para descansarmos na fazenda de um amigo. Esta confirmava as descrições que eu lera no livro de Freyre: embaixo, as habitações de trabalhadores, a moenda, onde se mói a cana, uma capela ao longe; na colina, uma casa. O amigo de Amado e sua família estavam ausentes; tive uma primeira amostra da hospitalidade brasileira: todo mundo achava normal instalar-se na varanda e pedir que servissem bebidas. Amado encheu meu copo de suco de caju amarelo-pálido: ele pensava, como eu, que se conhece um país em grande parte pela boca. A seu pedido, amigos nos convidaram para comer o prato mais típico do Nordeste: a feijoada. Eu lera no livro de Freyre que as moças do Nordeste casavam-se outrora aos treze anos. Um professor me apresentou sua filha, muito bonita, muito pintada, olhos de brasa: quatorze anos. Nunca encontrei adolescentes: eram crianças ou mulheres feitas. Estas, no entanto, fanavam-se com menos rapidez do que suas antepassadas; aos vinte e seis e vinte e quatro anos, respectivamente, Lucia e Cristina irradiavam juventude. A despeito dos costumes patriarcais do Nordeste, elas tinham liberdades; Lucia lecionava, e Cristina, desde a morte do pai, dirigia, nos arredores de Recife, um hotel de luxo pertencente à família; ambas faziam um pouco de jornalismo, e viajavam. Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CG1A1-II, julgue os seguintes itens.","Texto CG1A1-II As plantas, os animais domésticos e os produtos deles obtidos (frutas, ervas, carnes, ovos, queijos etc.) pertencem aos mais antigos produtos comercializáveis. A palavra latina para dinheiro, pecunia, deriva da relação com o gado (pecus). Esse comércio é provavelmente tão antigo quanto a divisão do trabalho entre agricultores e criadores de gado. Embora inicialmente o comércio e a distribuição econômica de produtos de colheita fossem geograficamente bem delimitados, eles conduziram a uma difusão cada vez mais ampla das sementes, desenvolvendo-se, então, um número cada vez maior de variações. Sem milênios de constantes contatos entre os povos e sem o trânsito intercontinental, o nosso cardápio teria uma aparência bastante pobre. Das aproximadamente trinta plantas que constituem os recursos de nossa alimentação básica, quase todas têm sua origem fora da Europa e provêm, predominantemente, de regiões que hoje enumeramos entre os países em desenvolvimento. Já que hoje as plantas nutritivas domésticas são cultivadas em praticamente todas as regiões habitadas, a humanidade também poderia alimentar-se, se o comércio de produtos agrários se limitasse a áreas menores, de proporção regional. O transporte de gêneros alimentícios por distâncias maiores se justifica, em primeiro lugar, para prevenir e combater epidemias de fome. Há, sem dúvida, uma série de razões ulteriores em favor do comércio mundial de gêneros alimentícios: a falta de arroz, chá, café, cacau e muitos temperos em nossos supermercados levaria a um significativo empobrecimento da culinária, coisa que não se poderia exigir de ninguém. O comércio internacional com produtos agrícolas aporta, além disso, às nações exportadoras a entrada de divisas, facilitando o pagamento de dívida. E, em muitos lugares, os próprios trabalhadores rurais e pequenos agricultores tiram proveito da venda de seus produtos a nações de alta renda, sobretudo quando ela ocorre segundo os critérios do comércio equitativo. Considerando as ideias e propriedades linguísticas do texto CG1A1-II, julgue os próximos itens.\n\n\n\nAcerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CG1A1-II, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1 bem definidas em várias áreas, como mercado de trabalho, opções de lazer e transporte. Mas o que um novo estudo influência nas suas habilidades de localização — e esse efeito varia de país para país. jogo de celular para aferir a habilidade de navegação espacial das pessoas. No game, os jogadores controlam um barco e têm marcados. Eles então têm que seguir o caminho guiados apenas pela memória, passando pelos objetivos invisíveis antes de mil pessoas de 38 países. Além da jogatina, os pesquisadores também aplicaram idade, gênero, nível educacional e local de origem. Os resultados mostraram que pessoas que haviam crescido em áreas rurais ou vilarejos tinha uma taxa de acerto maior. E isso se manteve independentemente de correções de outros fatores, mostraram que há correlação entre as habilidades de navegação das pessoas no jogo e na vida real — como se localizar em uma A diferença entre moradores urbanos e rurais foi maior nos Estados Unidos da América, onde as cidades perpendiculares). Já na Europa, onde as cidades são mais irregulares, a diferença entre pessoas oriundas de zonas O estudo não estabeleceu os motivos por trás do resultado, mas dá para teorizar. Embora as cidades possam as tranquilas zonas rurais, elas estão cheias de elementos e recursos de localização (placas, nomes de ruas, normas de ônibus ou metrô, em que você não precisa memorizar o caminho — somente os pontos inicial e final. Talvez tudo isso, capacidade de se orientar. Já em áreas rurais ou vilarejos, sem essas ajudas, o jeito é aprender na marra mesmo. Com relação às ideias e à tipologia do texto CB1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nConsiderando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.","As forças da natureza são obviamente indiferentes a modos de produção, tempo e espaço. Mas são as estruturas sociais que determinam as consequências, o grau de sofrimento e quem morre mais. Em 1989, o terremoto de São Francisco, de intensidade 7,1 na escala Richter, causou a morte de 63 pessoas e deixou cerca de 3.700 feridos. Em 2010, o terremoto em Porto Príncipe, no Haiti, de magnitude 7,0 na escala Richter, matou mais de 300 mil pessoas e deixou 300 mil feridos. Dez meses depois, uma epidemia de cólera matou 9 mil pessoas. Quando a natureza atinge a existência humana, o impulso primário é buscar o culpado mais à mão no imaginário. Pode ser Deus, a cruel natureza ou o enigmático ente a que se denomina destino. Mas muito frequentemente destino é uma expressão que encobre com um véu de irracionalidade o que é apenas obra humana. O vírus atinge o planeta. O vírus ameaça a humanidade. Planeta ou humanidade designam tanto os habitantes de Manhattan, da Avenue Foch, em Paris, do Leblon, no Rio de Janeiro, ou dos Jardins, em São Paulo, como também designam os 800 milhões de pessoas que passam fome no mundo, segundo dados da Organização das Nações Unidas (2017). No planeta vive o 1% das pessoas que detém renda maior que os restantes 99% da população mundial. Vivem 42 pessoas cuja riqueza é igual à de 3,7 bilhões dos mais pobres que lutam para sobreviver, para suprir necessidades básicas. Vivem os que têm renda para ficar em casa e fazer suas compras de alimentos pela Internet, os que não vão comer hoje por causa da pandemia e os que já não comiam antes da pandemia. Vivem os que podem se isolar e os que moram em aglomerados miseráveis, em um cômodo apenas, para os quais as palavras “confinamento”, “isolamento” ou “quarentena” são piadas de mau gosto. Vivem 4,5 bilhões de pessoas que não têm saneamento nem água encanada, desprovidas das condições mínimas de higiene. No que se refere às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Quando se fala em palhaço, duas imagens costumam vir logo à cabeça. Palhaço, infelizmente, é aquele de quem muitos têm medo. Ele pega alguém da plateia para ridicularizar, faz grosserias, piadas inconvenientes. Crianças têm medo de palhaços. Filmes de terror exploram impiedosamente nossas fantasias infantis sobre tal figura. Esses palhaços malvados existem em nosso imaginário e, felizmente, são a minoria na realidade. Neste exato instante em que você lê estas palavras, milhares de palhaços em todo o mundo estão em hospitais, campos de batalha, campos de refugiados, escutando pessoas, relacionando-se verdadeiramente com elas, buscando, por meio do afeto e do humor, amenizar a dor daqueles que estão passando por situações trágicas e delicadas. Dessa imagem inferimos por que a comédia é uma espécie de tratamento para a tragédia. Um tratamento que não nega nem destitui a existência do pior, mas que faz com ele uma espécie de inversão de sentido. Assim, introduzimos que o horizonte do que o palhaço escuta é a tragédia da vida, a sua realidade mais extensa de miséria e impotência, de pequenez e arrogância, de pobreza e desencontro, que se mostra como uma repetição insensata sempre. O palhaço é um realista, mas não um pessimista. Ele mostra a realidade exagerando as deformações que criamos sobre ela. Primeira lição a tirar disso para a arte da escuta: escutar o outro é escutar o que realmente ele diz, e não o que a gente ou ele mesmo gostaria de ouvir. Escutar o que realmente alguém sente ou expressa, e não o que seria mais agradável, adequado ou confortável sentir. Escutar o que realmente está sendo dito e pensado, e não o que nós ou ele deveríamos pensar e dizer. Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1-I um sujeito discrimina ou exclui outro, a partir de concepções equivocadas, oriundas de hábitos, costumes, sentimentos ou a pessoa e o ato que ela executa. Isso quer dizer que, se houver uma ideia favorável de uma pessoa, tudo o que ela fizer ou errado, falso ou impreciso. Inversamente, se houver uma ideia desfavorável sobre alguém, tudo o que essa pessoa disser ou comporte corretamente. A ideia favorável ou desfavorável sobre a pessoa vem caso do comportamento preconceituoso, o julgamento sobre a pessoa ou seus atos. O preconceito, portanto, pode ser positivo características consideradas positivas da pessoa se estendem para seus atos, ou vice-versa, mesmo quando não são corretos. sociedade (ou pelo menos não provoca reações). O que incomoda é o preconceito negativo, acompanhado de reação Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens subsequentes.\n\n\n\nJulgue os próximos itens, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.","Texto CB1A1-I no interior de São Paulo, o paranaense Adílson dos Anjos circula entre velhas placas de computador, discos rígidos monitores com tubos queimados e outras velharias do mundo da informática. Ao ar livre, as pilhas, que alcançam difusa e provocam um incessante piscar de olhos. Por trás delas, um corredor estreito, formado por antigos poeira fina que sobe do chão. Com uma chave de fenda na mão direita, Adílson Desparafusa as partes mais volumosas de uma CPU carcomida, crava sua ferramenta em fendas vergar parte do alumínio do aparelho. Com um solavanco, arranca do corpo da máquina uma chapa fina deposita-a perto dos pés. O resto faz voar por cima de sua cabeça: com um ruído estridente, tudo se espatifa Há cerca de um ano, Adílson vive com os cerca de 600 reais que ganha por mês coletando, separando e de e-lixo. Todos os meses, ele transforma 20 toneladas de sucata eletrônica em quilos e quilos de alumínio, ferro, Não há dados no Brasil a respeito do número de pessoas que vivem do mercado de sucata eletrônica, nem dados e a consequente ausência de projetos voltados para o bom aproveitamento dos detritos eletrônicos atestam que o Na Europa e nos Estados Unidos, estudos sobre o assunto atestam que o montante de lixo digital em eletrônica, sozinha, já abocanha uma fatia maior do que a das fraldas infantis no bolo de resíduos sólidos gerados Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nCom relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens seguintes.","O papel fundante da memória dos mortos para o desenvolvimento da cultura teve algo de acidental, pois o mecanismo poderoso de propagação dos hábitos, das ideias e dos comportamentos dos ancestrais foi o afeto. A lembrança de quem partiu, bem visível nos chimpanzés, que se enlutam quando perdem um ente querido, tornou-se uma marca indelével de nossa espécie. Isso não aconteceu sem contradições, é claro. Com o amor pelos mortos surgiu também o medo deles. Do Egito a Papua-Nova Guiné, em distintos momentos e lugares, floresceram rituais para neutralizar, apaziguar e satisfazer aos espíritos desencarnados. Na Inglaterra medieval, temiam-se tanto os mortos que cadáveres eram mutilados e queimados para se garantir sua permanência nas covas. Entre os Yanomami, a queima dos pertences é uma parte essencial dos rituais fúnebres. A Igreja Católica até hoje considera que os restos mortais dos santos são valiosas relíquias religiosas. A propagação dos memes de entidades espirituais foi, portanto, impulsionada pelos afetos positivos e negativos em relação aos mortos. Foi a memória das técnicas e dos conhecimentos carregados pelos avós e pais falecidos que transformou esse processo em algo adaptativo, um verdadeiro círculo virtuoso simbólico. Não é exagero dizer que o motor essencial da nossa explosão cultural foi a saudade dos mortos. A crença na autoridade divina para orientar decisões humanas levou a um acúmulo acelerado de conhecimentos empíricos sobre o mundo, sob a forma de preceitos, mitos, dogmas, rituais e práticas. Ainda que apoiada em coincidências e superstições de todo tipo, essa crença foi o embrião de nossa racionalidade. Causas e efeitos foram sendo aprendidos pela corroboração ou não da eficácia dos símbolos religiosos. A respeito das ideias, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Em 1978, recebi o título de doutor honoris causa da Sorbonne. Dei, então, um testemunho pessoal, aproveitando a oportunidade única de autoapreciação que a velha Universidade me abria. Sendo quem sou, jamais a perderia. “Senhoras e senhores: Obrigado. Muito obrigado pelo honroso título que me conferem. Eu me pergunto se o mereci. Talvez sim, não, certamente, por qualquer feito, ou qualidade minha. Sim, como consolidação de meus muitos fracassos. Fracassei como antropólogo no propósito mais generoso que me propus: salvar os índios do Brasil. Sim, simplesmente salvá-los. Isto foi o que quis. Isto é o que tento há trinta anos. Sem êxito. Fracassei também na minha principal meta como Ministro da Educação: a de pôr em marcha um programa educacional que permitisse escolarizar todas as crianças brasileiras. Elas não foram escolarizadas. Menos da metade das nossas crianças completam quatro séries de estudos primários. Fracassei, por igual, nos dois objetivos maiores que me propus como político e como homem do governo: o de realizar a reforma agrária e de pôr sob o controle do Estado o capital estrangeiro de caráter mais aventureiro e voraz. Outro fracasso meu, nosso, que me dói especialmente rememorar neste augusto recinto da Sorbonne foi o de reitor da Universidade de Brasília. Tentamos lá, com o melhor da intelectualidade brasileira, e tentamos em vão, dar à nova capital do Brasil a universidade necessária ao desenvolvimento nacional autônomo. Ousamos ali — e esta foi a maior façanha da minha geração — repensar radicalmente a universidade, como instituição central da civilização, com o objetivo de refazê-la desde as bases. Refazê-la para que, em vez de ser universidade-fruto, reflexo do desenvolvimento social e cultural prévio da sociedade que mantém, fosse uma universidade-semente, destinada a cumprir a função inversa, de promover o desenvolvimento. Nosso propósito era plantar na cidade-capital a sede da consciência crítica brasileira que para lá convocasse todo o saber humano e todo élan revolucionário, para a única missão que realmente importa ao intelectual dos povos que fracassaram na história: a de expressar suas potencialidades por uma civilização própria. O que pedíamos à Universidade de Brasília é que se organizasse para atuar como um acelerador da história, que nos ajudasse a superar o círculo vicioso do subdesenvolvimento, o qual, quanto mais progride, mais gera dependência e subdesenvolvimento. Desses fracassos da minha vida inteira, que são os únicos orgulhos que eu tenho dela, eu me sinto compensado pelo título que a Universidade de Paris VII me confere aqui, agora. Compensado e estimulado a retomar minha luta contra o genocídio e o etnocídio das populações indígenas; e contra todos que querem manter o povo brasileiro atado ao atraso e à dependência. Obrigado. Muito obrigado.” A respeito das ideias, dos aspectos linguísticos e da classificação tipológica do texto anterior, julgue os itens seguintes.","imprescindibilidade dessa agência de segurança para a viabilidade do poder de coerção estatal. Em outras sua ausência culminaria na impossibilidade de manutenção de relações pacificadas. Devido a seu protagonismo e sua normas legais, o Estado democrático não pode abdicar dessa instituição. parâmetros democráticos, é essencial que haja a implementação de um modelo de policiamento que o equilíbrio entre os pressupostos de liberdade e segurança. No que tange às organizações policiais, falar em necessariamente, a discussão sobre o desenvolvimento do policiamento comunitário, o único modelo de policiamento componentes centrais. Para analisar essa participação, é preciso verificar se a ação promovida pelo modelo de controle social legítimo da atividade policial e se ela produz uma participação equânime. Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de “alerteza”. E de amor. escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo. complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la — como gostava de estar montada às vezes a galope. Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança de língua já feita. do pensamento alguma coisa que lhe dê vida. Essas dificuldades nós as temos. Mas não falei aprofundada. O que recebi de herança não me chega. Julgue os itens a seguir, relativos às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente.","Texto CB1A1AAA sensíveis, dessas a que tudo lhes toca e tange. Se a gente lhe perguntasse: “Como vais, Juca?”, ao que qualquer pessoa não era assim tão simples. Primeiro fazia uma cara de indecisão, depois um sorriso triste contrabalançado por um consciência era cortado pela voz do interlocutor, que começava a falar chãmente em outras coisas, que, aliás, o Juca não estava egoístas, mais coriáceas, mais impenetráveis do reino animal. Pois, meus amigos, da última vez que vi o Juca, o impasse Estavam-lhe ministrando a extrema-unção. E, quando o sacerdote lhe fez a tremenda pergunta, chamando-o pelo na sua face devastada pela erosão da morte, a Dúvida começava a redesenhar, reanimando-a, aqueles seus trejeitos e foi “sim” nem “não”; seria acaso um “talvez”, se o padre não fosse tão compreensivo. Ou apressado. Despachou-o num E eu imagino o Juca a indagar, até hoje: — Mas o senhor acha mesmo, sargento Gabriel, que Com relação às estruturas linguísticas e aos sentidos do texto CB1A1AAA, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1AAA sensíveis, dessas a que tudo lhes toca e tange. Se a gente lhe perguntasse: “Como vais, Juca?”, ao que qualquer pessoa não era assim tão simples. Primeiro fazia uma cara de indecisão, depois um sorriso triste contrabalançado por um consciência era cortado pela voz do interlocutor, que começava a falar chãmente em outras coisas, que, aliás, o Juca não estava egoístas, mais coriáceas, mais impenetráveis do reino animal. Pois, meus amigos, da última vez que vi o Juca, o impasse Estavam-lhe ministrando a extrema-unção. E, quando o sacerdote lhe fez a tremenda pergunta, chamando-o pelo na sua face devastada pela erosão da morte, a Dúvida começava a redesenhar, reanimando-a, aqueles seus trejeitos e foi “sim” nem “não”; seria acaso um “talvez”, se o padre não fosse tão compreensivo. Ou apressado. Despachou-o num E eu imagino o Juca a indagar, até hoje: — Mas o senhor acha mesmo, sargento Gabriel, que Com relação às estruturas linguísticas e aos sentidos do texto CB1A1AAA, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAinda a respeito das estruturas linguísticas do texto CB1A1AAA, julgue os próximos itens.","A respeito de aspectos linguísticos do texto CB1A1BBB, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1AAA qualquer coisa muito interessante sobre ácido desoxirribonucleico. Ou quando acho uma carta que fale sobre desoxirribonucleico, uma carta que termine com “Muito amor, papai”. Francis Crick descobriu o desenho do DNA e escreveu Estrutura, foi o que ele falou. Antes de despedir-se ainda disse: “Quando chegar em casa, vou te mostrar o modelo”. Não guarde o resto do dinheiro para seus caramelos e, quando chegar, eu mostro a você o mecanismo copiador básico a partir Não sou de choro fácil, mas um composto orgânico cujas moléculas contêm as instruções genéticas que coordenam me comove. Cromossomas me animam, ribossomas me espantam. A divisão celular não me deixa dormir, e olha que eu passarem os aviões, mas isso nunca acontece de madrugada — a noite se guarda toda para o infinito silêncio. uma carabina, mas não sei se vem ao caso. Nenhuma palavra quer ferir outras palavras: nem desoxirribonucleico, nem sinônimos, veja só, ácido desoxirribonucleico e DNA são exatamente a mesma coisa, e os do resto das palavras você os canhões. Que coisa mais linda esse ácido despenteado, caramba. Olhei com mais atenção o desenho da estrutura e Julgue os itens a seguir, com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA, no qual a autora Matilde Campilho aborda a descoberta, em 1953, da estrutura da molécula do DNA, correalizada pelos cientistas James Watson e Francis Crick.","Texto CB1A1BBB suicidou-se em seguida é um sintoma da revivescência de um sentimento que parecia ter morrido no coração dos homens: senhores parece que não sabem o que é a vontade dos outros. Eles se julgam com o direito de impor o seu amor ou o seu diferentes dos ladrões à mão armada; mas o certo é que estes não nos arrebatam senão o dinheiro, enquanto esses tais noivos ente, de pistola na mão. O ladrão ainda nos deixa com vida, se lhe passamos o dinheiro; os tais passionais, porém, matam logo. Nós já tínhamos os maridos que matavam as esposas De resto, semelhantes cidadãos são idiotas. É de se supor que quem quer casar deseje que a sua futura mulher venha para o boa-vontade, sem coação de espécie alguma, com ardor até, com ânsia e grandes desejos; como é então que se castigam as coisa equivalente? Todas as considerações que se possam fazer tendentes domínio outro que não aquele que venha da afeição não devem ser desprezadas. Esse obsoleto domínio à valentona, do homem Todos os experimentadores e observadores dos fatos morais têm mostrado a insanidade de generalizar a eternidade nas leis ou a cano de revólver é um absurdo tão grande como querer impedir que o Sol varie a hora do seu matem, pelo amor de Deus. Com relação aos sentidos e aos aspectos gramaticais do texto CB1A1BBB, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1BBB sempre vi a alfabetização de adultos como um ato político e um ato de conhecimento, por isso mesmo, como um ato criador. memorização mecânica dos ba-be-bi-bo-bu, dos la-le-li-lo-lu. Daí que também não pudesse reduzir a alfabetização ao ensino processo o alfabetizador fosse “enchendo” com suas palavras as cabeças supostamente “vazias” dos alfabetizandos. Pelo processo da alfabetização tem, no alfabetizando, o seu sujeito. O fato de ele necessitar da ajuda do educador, como ocorre em educador anular a sua criatividade e a sua responsabilidade na construção de sua linguagem escrita e na leitura desta Na verdade, tanto o alfabetizador quanto o alfabetizando, ao pegarem, por exemplo, um objeto, como faço percebem o objeto sentido e são capazes de expressar verbalmente o objeto sentido e percebido. Como eu, o dizer caneta. Eu, porém, sou capaz de não apenas sentir a caneta, de perceber a caneta, de dizer caneta, mas também de alfabetização é a criação ou a montagem da expressão escrita da expressão oral. Esta montagem não pode ser feita pelo momento de sua tarefa criadora. Creio desnecessário me alongar mais, aqui e agora, a propósito da complexidade desse processo. A um ponto, porém, referido várias vezes neste texto, gostaria de voltar, ler e, consequentemente, para a proposta de alfabetização a que me consagrei. Refiro-me a que a leitura do mundo precede continuidade da leitura daquele. Na proposta a que me referi acima, este movimento do mundo à palavra e da palavra ao flui do mundo mesmo através da leitura que dele fazemos. De alguma maneira, porém, podemos ir mais longe e dizer do mundo, mas por uma certa forma de “escrevê-lo” ou de “reescrevê-lo”, quer dizer, de transformá-lo através de nossa Esse movimento dinâmico é um dos aspectos centrais, para mim, do processo de alfabetização. Daí que sempre tenha da alfabetização deveriam vir do universo vocabular dos grupos populares, expressando a sua real linguagem, os seus sonhos. Deveriam vir carregadas da significação de sua experiência existencial e não da experiência do educador. assim as palavras do povo, grávidas de mundo. Elas nos vinham através da leitura do mundo que os grupos populares e chamo de codificações, que são representações da realidade. Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto CB1A1BBB, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1BBB própria criança é pedir-lhe nada menos que fazer uma revolução, se é verdade que até agora o centro de gravidade foi do movimento da educação nova — que Claparède compara à que Copérnico realizou na astronomia, e que ele define, com programas que gravitam em torno da criança e não mais a criança que gira em torno de um programa decidido fora dela. o educador”. Com relação às ideias do texto CB1A1BBB e aos seus aspectos linguísticos, julgue os itens a seguir.","objetivas. ANVISA = Agência Nacional de Vigilância Sanitária; CF = Constituição da República de 1988; OMS = Organização Mundial de Saúde; SUS = Sistema Único de Saúde; TCU = Tribunal de Contas da União. Texto para os itens de 1 a 6 cujo característico maior é ser sadio. Há um silêncio literário a respeito, contrapartida ao silêncio dos órgãos — uma das não tem voz. Para muitas pessoas, estar sadio é simplesmente, e ao contrário do que pretende a OMS, não estar doente. Mas Para falar de saúde, precisamos aprender o idioma da saúde. Não é fácil. A própria palavra “saúde”, que usamos babaca até. “É o mais tolo vocábulo em nosso idioma”, disse, com desprezo, o iconoclasta Oscar Wilde. nosso estilo de vida. No começo, lutamos contra a inércia. Mas então vem aquilo que poderíamos chamar de “salto de Passamos a dialogar com nosso corpo e, para nossa surpresa, descobrimos que esse é um diálogo gratificante. Sabem-no bem sensação de bem-estar que se tem depois é algo extraordinário. São as endorfinas? Bem, então são as endorfinas. Se o corpo se voz do corpo grato. No que se refere às ideias e às estruturas linguísticas do texto, julgue os itens seguintes.","A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto, julgue os itens que se seguem."],"questions":[{"id":"0e6d051ebd58","number":10,"stem":0,"statement":"A expressão \"Nesse contexto\", empregada no início do quarto parágrafo, remete à realidade de o nível de emissão de gases de efeito estufa dos ônibus a diesel superar o dos elétricos.","answer":"C","source":{"slug":"INFRASA_26_ANALISTA","ano":2026},"explanation":{"verdict_reason":"“Nesse contexto” é anáfora encapsuladora e retoma o estado de coisas descrito imediatamente antes, não um substantivo isolado. O quadro que abre o quarto parágrafo é o dado sobre emissões que acaba de ser apresentado, a superioridade das emissões dos ônibus a diesel em relação às dos elétricos. O item nomeia exatamente esse conteúdo, e o encapsulador não admite alcance maior que o do trecho que o antecede.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"nesse contexto retoma o quadro descrito imediatamente antes","citation":null,"trap_note":"Expressões de enquadramento (nesse contexto, nesse cenário, diante disso) retomam a situação exposta logo antes. Confira o fecho do parágrafo anterior, não o começo dele."}},{"id":"33832ed3c749","number":13,"stem":0,"statement":"No sétimo parágrafo, a expressão \"Essa transição\" (último período) é empregada em referência à possível substituição de ônibus a diesel por elétricos mencionada no período imediatamente anterior.","answer":"C","source":{"slug":"INFRASA_26_ANALISTA","ano":2026},"explanation":{"verdict_reason":"“Essa transição” tem por núcleo um nome de processo, e processo não se encontra num único substantivo: encontra-se numa mudança descrita. A mudança em causa é a possível substituição de ônibus a diesel por elétricos, tratada no período imediatamente anterior, que é o alcance natural do demonstrativo esse. O item apenas explicita esse elo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"nome de processo encapsula a mudança descrita antes","citation":null,"trap_note":"Transição, mudança, substituição e passagem exigem antecedente que contenha um antes e um depois. Se o item oferecer um objeto isolado, a retomada não fecha."}},{"id":"246e4673994e","number":1,"stem":1,"statement":"No primeiro período do texto, a forma pronominal presente em “visualizá-la” retoma “a comunicação”.","answer":"E","source":{"slug":"TELEBRAS_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O período é “Considerando a informação como um conceito que coexiste com a comunicação, conseguimos visualizá-la em dois sentidos”, e os dois sentidos são desdobrados em seguida: o técnico, da informação como quantidade mensurável, e o qualitativo, do papel da informação como controle e redundância. Logo, o que se visualiza em dois sentidos é a informação, tema anunciado no gerúndio inicial. A comunicação entra apenas como o conceito com que a informação coexiste, e é o sintagma feminino mais próximo do pronome.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"retoma “a comunicação”","corrected_statement":"No primeiro período do texto, a forma pronominal presente em “visualizá-la” retoma “a informação”.","concept":"o que o texto desdobra em seguida confirma o antecedente","citation":null,"trap_note":"Quando a frase anuncia dois sentidos, duas partes ou dois tipos, leia o desdobramento: ele diz de que se estava falando. O sintagma colado ao pronome é a isca padrão."}},{"id":"3432b542b576","number":4,"stem":1,"statement":"No segundo período do segundo parágrafo, a oração “que são denominadas de „inteligência‟ artificial primitiva ou generativa” refere-se ao termo “tecnologias”.","answer":"C","source":{"slug":"TELEBRAS_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"As duas relativas do período são coordenadas e presas ao mesmo antecedente: as tecnologias que, a partir das plataformas, interagem com a humanidade e que são denominadas de inteligência artificial primitiva ou generativa. O particípio no feminino plural, denominadas, combina com “tecnologias”, e é de tecnologias que se diz receberem esse nome. “Plataformas” está dentro de adjunto da primeira relativa e não pode ser antecedente da segunda.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"relativas coordenadas e concordância do particípio","citation":null,"trap_note":"Duas relativas ligadas por e retomam o mesmo termo. Verifique a concordância do particípio ou do verbo e elimine o substantivo que está dentro de adjunto."}},{"id":"d9742920180a","number":5,"stem":2,"statement":"No terceiro parágrafo, o vocábulo “o” (segundo período) retoma o termo “instinto” (primeiro período).","answer":"E","source":{"slug":"IBAMA_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O segundo período do parágrafo é “A linguagem não é uma invenção cultural, assim como tampouco a postura ereta o é”. Aqui o pronome é predicativo do verbo ser e retoma o predicativo da oração anterior, isto é, “uma invenção cultural”; a frase afirma que a postura ereta também não é invenção cultural. “Instinto” aparece no período anterior, mas retomá-lo inverteria a frase, que passaria a negar que a postura ereta seja um instinto.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"retoma o termo “instinto”","corrected_statement":"No terceiro parágrafo, o vocábulo “o” (segundo período) retoma o termo “uma invenção cultural” (segundo período).","concept":"o predicativo retoma o predicativo, não o tema do parágrafo","citation":null,"trap_note":"Com o verbo ser, o pronome “o” retoma aquilo que se predicou, não o sujeito nem o tema. Recomponha a frase escrevendo o predicativo por extenso e veja se ela ainda é verdadeira."}},{"id":"4131d052971a","number":5,"stem":3,"statement":"O termo “autor” (primeiro período do segundo parágrafo) faz referência a “Marshall Bertram Rosenberg” (terceiro período do primeiro parágrafo).","answer":"C","source":{"slug":"MP_CE_25_SERVIDOR","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O texto cita Marshall Bertram Rosenberg e a obra dele, Comunicação não violenta, e reproduz uma passagem entre aspas. Quando fala depois no que “o autor chama de comunicação alienante da vida”, o artigo definido marca alguém já apresentado, e o único autor nomeado é Rosenberg. A expressão citada em seguida é da mesma obra, o que fecha a cadeia.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"expressão definida retomando pessoa já nomeada","citation":null,"trap_note":"O autor, o pesquisador, a socióloga e o especialista funcionam como pronomes: retomam a última pessoa nomeada com aquele papel. Se houver mais de uma, confira qual delas cabe no papel indicado."}},{"id":"24f839818c52","number":7,"stem":3,"statement":"No último período do texto, o pronome presente na forma contraída “disso”, em “a partir disso”, retoma “fator que transforma o discurso em prática”.","answer":"E","source":{"slug":"MP_CE_25_SERVIDOR","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"A estrutura do período é causal e encadeada: a comunicação não violenta transforma o discurso em prática porque propicia o diálogo face a face e, a partir desse diálogo, a construção de confiança e o desenvolvimento do compromisso comum. O que vem antes de “a partir disso” e serve de ponto de partida é o diálogo, não a caracterização da comunicação não violenta como fator, que é a consequência afirmada no início. O item volta ao começo do período, invertendo a ordem entre causa e efeito.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"retoma “fator que transforma o discurso em prática”","corrected_statement":"No último período do texto, o pronome presente na forma contraída “disso”, em “a partir disso”, retoma o diálogo face a face com os mais diferentes e antagônicos setores.","concept":"pronome em locução de origem retoma o passo imediatamente anterior da cadeia","citation":null,"trap_note":"A partir disso, daí e por isso retomam o último passo da cadeia causal, não a tese que ela sustenta. Numere os passos do período e pegue o que está imediatamente à esquerda."}},{"id":"d28f6df7a558","number":8,"stem":4,"statement":"No primeiro período do quinto parágrafo, o pronome “Seu” tem como referente o termo “podcast”.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O período é “Seu motivo de orgulho mais recente é o podcast Mulheres da Hora, idealizado por ela e produzido pelo Museu Ciência e Vida”. Quem sente orgulho é Mônica, tema do texto e sujeito das ações narradas, e o próprio período a retoma logo depois em “idealizado por ela”. O podcast é o predicativo, isto é, aquilo em que o orgulho consiste, e não quem o sente.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"o pronome “Seu” tem como referente o termo “podcast”","corrected_statement":"No primeiro período do quinto parágrafo, o pronome “Seu” tem como referente Mônica Santos Dahmouche.","concept":"possessivo retoma quem sente, não o predicativo que vem depois","citation":null,"trap_note":"Em frases do tipo seu X é Y, o possessivo pertence a quem experimenta, e Y é o conteúdo. O termo que vem depois do verbo ser está à frente do pronome e parece catáfora, mas é só o predicativo."}},{"id":"4e432719191c","number":8,"stem":5,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, o termo “que” retoma o segmento “um livro do palestrante sobre o assunto”.","answer":"C","source":{"slug":"MP_CE_25_SERVIDOR","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"No período há três candidatos masculinos singulares — “O tema”, “um livro do palestrante” e “o assunto” —, de modo que a concordância não resolve sozinha. Decide o sentido do predicado: quem entra na lista dos mais vendidos do jornal é o livro, não o tema nem o assunto. O relativo está, além disso, imediatamente depois do sintagma que retoma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"quando a concordância empata, decide o predicado da relativa","citation":null,"trap_note":"Aplicada a concordância, se restar mais de um candidato, leia o predicado da oração relativa e pergunte de qual deles aquilo pode ser dito. Quase todo item de relativo se fecha nesse segundo passo."}},{"id":"17d4c7ff7faf","number":9,"stem":6,"statement":"No primeiro período do primeiro parágrafo, o vocábulo “sua” tem como referente o termo “transformações”.","answer":"E","source":{"slug":"CAU_MG_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O período anuncia “uma das maiores transformações técnicas nas habitações: a sua articulação aos sistemas de infraestrutura urbana”. O trecho depois dos dois-pontos é aposto que diz em que consistiu a transformação; logo, não pode ser a articulação da própria transformação, e sim a das habitações, que passam a se ligar às redes de energia e saneamento. O parágrafo seguinte confirma, falando da chegada desses serviços ao interior da moradia.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"tem como referente o termo “transformações”","corrected_statement":"No primeiro período do primeiro parágrafo, o vocábulo “sua” tem como referente o termo “as habitações”.","concept":"aposto explicativo: o possessivo pertence ao termo interno, não ao anunciado","citation":null,"trap_note":"Depois de dois-pontos, o aposto define o que foi anunciado; o possessivo dentro dele pertence ao complemento, não ao núcleo anunciado. Reescreva com de mais o candidato e veja qual frase explica alguma coisa."}},{"id":"d0719b657499","number":9,"stem":7,"statement":"No penúltimo período do texto, o termo “ela” retoma a expressão “opinião pública”, mencionada no período anterior, e exerce a função sintática de sujeito da oração “é uma força e uma fonte de felicidade”.","answer":"E","source":{"slug":"SUSEP_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"A identificação do antecedente está certa: “Mas ser autenticamente indiferente a ela” retoma “opinião pública”. O que é falso é a função: o sujeito da oração é a oração reduzida de infinitivo “ser autenticamente indiferente a ela”, e o pronome, dentro dela, completa o adjetivo indiferente, regido pela preposição a. O item acerta a referência e mente sobre a sintaxe.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"exerce a função sintática de sujeito da oração “é uma força e uma fonte de felicidade”","corrected_statement":"No penúltimo período do texto, o termo “ela” retoma a expressão “opinião pública”, mencionada no período anterior, e exerce a função sintática de complemento do adjetivo “indiferente”.","concept":"referente correto, função sintática trocada","citation":null,"trap_note":"Muitos itens deste assunto acertam o antecedente e erram a função. Depois de confirmar a retomada, confira separadamente sujeito, objeto e complemento: um item só é certo se as duas afirmações forem verdadeiras."}},{"id":"44169bfab53a","number":11,"stem":8,"statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, a forma pronominal presente em “reduzi-la” refere-se à pegada de carbono da cadeia de valor dos negócios.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_RS_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Fazer o diagnóstico da pegada de carbono de toda a cadeia e agir para reduzi-la”, o pronome oblíquo “la” é objeto direto de reduzir e concorda com um sintagma feminino singular. O único candidato com essa forma no período é “a pegada de carbono de toda a cadeia”, que é também o que se diagnostica na primeira metade da frase. Reduzir e diagnosticar recaem sobre o mesmo objeto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"oblíquo la retomando o objeto do verbo coordenado","citation":null,"trap_note":"Em orações coordenadas com o mesmo sujeito, o oblíquo do segundo verbo costuma repetir o objeto do primeiro. Confirme pela concordância e pelo paralelismo antes de procurar mais longe."}},{"id":"651099f42767","number":3,"stem":9,"statement":"No último parágrafo, a forma pronominal na contração ‘disso’ remete a ‘Um ar-condicionado’.","answer":"E","source":{"slug":"FNDE_24_PSS","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período anterior desloca o foco do exemplo para a categoria: o ar-condicionado “é uma condição que faz parte dessa estrutura mínima e digna para que a educação aconteça”. “A falta disso” retoma essa estrutura mínima, cuja ausência traz prejuízos ao aprendizado e ao cotidiano dos profissionais. O item devolve o pronome ao exemplo isolado, mais chamativo, mas já superado pelo encapsulamento que o texto fez em seguida.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"remete a ‘Um ar-condicionado’","corrected_statement":"No último parágrafo, a forma pronominal na contração ‘disso’ remete à estrutura mínima e digna de que o ar-condicionado é apenas um exemplo.","concept":"demonstrativo neutro encapsula o trecho imediatamente anterior","citation":null,"trap_note":"Quando o texto vai do exemplo para a categoria, o pronome neutro seguinte retoma a categoria. Leia até o fim do período anterior antes de escolher: o antecedente costuma ser a última formulação, não a primeira."}},{"id":"98c155295af7","number":3,"stem":10,"statement":"A “grande questão” mencionada no primeiro período do terceiro parágrafo retoma a pergunta apresentada no início do texto.","answer":"C","source":{"slug":"BDMG_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O texto abre com uma pergunta, “Dinheiro traz felicidade?”, e a trata como o problema que os pesquisadores enfrentam. Quando diz que Kahneman se juntou a Argus “para tentar responder à grande questão”, o artigo definido e o adjetivo marcam algo já conhecido do leitor, isto é, aquela pergunta inicial. Não há outra pergunta formulada no intervalo que pudesse ocupar esse lugar.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"expressão nominal definida retomando a pergunta que abre o texto","citation":null,"trap_note":"Retomada não precisa de pronome nem de repetição de palavra: uma expressão definida com adjetivo avaliativo (a grande questão, o velho problema) aponta para algo já dado. Procure a primeira ocorrência do conteúdo, não da palavra."}},{"id":"314bf7cfe5e9","number":3,"stem":11,"statement":"No trecho “cujas perspectivas comerciais eram bem mais promissoras que as de Portugal” (último período do texto), o referente da forma pronominal “cujas” é “os ingleses”, entendendo-se, corretamente, das relações coesivas do período que as perspectivas comerciais dos ingleses eram muito mais promissoras que as de Portugal.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O pronome relativo cujo prende-se sempre ao termo que o antecede imediatamente e estabelece posse entre ele e o substantivo que o segue: aqui, “firmar-se definitivamente na colônia, cujas perspectivas comerciais...”, ou seja, as perspectivas são da colônia. A comparação com Portugal confirma, pois o texto opõe dois territórios, não pessoas e territórios. Vale lembrar que cujas concorda com “perspectivas”, o possuído, e não com o antecedente, de modo que a forma não ajuda a escolher.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"o referente da forma pronominal “cujas” é “os ingleses”","corrected_statement":"No trecho “cujas perspectivas comerciais eram bem mais promissoras que as de Portugal” (último período do texto), o referente da forma pronominal “cujas” é “a colônia”, entendendo-se, corretamente, das relações coesivas do período que as perspectivas comerciais da colônia eram muito mais promissoras que as de Portugal.","concept":"cujo: antecedente imediato, concordância com o possuído","citation":null,"trap_note":"Com cujo, o antecedente é o termo à esquerda e o possuído é o termo à direita: a relação é fixa. Confira também se o item não está aproveitando a concordância com o possuído para sugerir outro dono."}},{"id":"de9917f5142b","number":3,"stem":12,"statement":"No primeiro parágrafo, as expressões “o vocábulo direito” (segundo período) e “a palavra” (terceiro período) fazem parte da mesma cadeia semântica de referência.","answer":"C","source":{"slug":"MP_TO_24_SERVIDOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O parágrafo enumera acepções de uma mesma palavra e vai trocando o modo de nomeá-la: “o vocábulo direito”, depois “a palavra”. As duas expressões designam o mesmo objeto, o item lexical em discussão, e a segunda só é interpretável porque a primeira foi dada. É coesão referencial por substituição lexical, e não por pronome.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"substituição lexical: vocábulo e palavra na mesma cadeia","citation":null,"trap_note":"Sinônimos e hiperônimos formam cadeia como pronomes. Reconheça o elo quando a segunda expressão só faz sentido depois da primeira."}},{"id":"efa17b95ad5c","number":4,"stem":11,"statement":"A forma pronominal “eles” (penúltimo período) retoma “Os acordos de 1810” (antepenúltimo período).","answer":"C","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Por eles se transferiam para o Brasil todos os privilégios de que gozavam os ingleses em Portugal” só faz sentido se “eles” retomar instrumentos capazes de transferir privilégios, isto é, “Os acordos de 1810”, tema do período anterior. A concordância admite também “os ingleses”, mas esses aparecem como beneficiários na mesma oração, e não como meio. A preposição por marca o instrumento, e o instrumento são os acordos.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"pronome em adjunto instrumental retoma o meio, não o beneficiário","citation":null,"trap_note":"A preposição que acompanha o pronome informa o papel dele. Por indica meio ou causa; quem já está expresso na oração como beneficiário não pode ser também o meio."}},{"id":"cb80d869064f","number":5,"stem":13,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, a forma pronominal “cuja” é um elemento de coesão textual que tanto se refere a um antecedente quanto estabelece a conexão entre orações.","answer":"C","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em “a população do país, cuja estimativa é de 203 milhões de brasileiros”, o pronome cujo acumula duas funções: retoma o antecedente imediato, estabelecendo relação de posse com o substantivo que o segue, e liga a oração adjetiva à principal, como todo relativo. É por isso que se define cujo como pronome relativo possessivo. O item descreve exatamente essas duas propriedades.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"cujo: pronome relativo e possessivo ao mesmo tempo","citation":null,"trap_note":"Todo relativo é elemento de coesão e conectivo ao mesmo tempo: retoma um termo e encaixa a oração. Item que afirme as duas funções costuma estar certo; o erro apareceria no antecedente apontado."}},{"id":"04113509eb80","number":5,"stem":14,"statement":"Sem prejuízo do sentido e das relações coesivas estabelecidas originalmente, a expressão “mesmo que” (último período) poderia ser substituída por contanto que.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_PROCURADOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Mesmo que” é conjunção concessiva: admite o fato contrário e mantém a afirmação, como em problemas que, mesmo parecendo distantes, se relacionam ao risco ambiental. “Contanto que” é condicional e impõe uma exigência, de modo que a troca transformaria a concessão em condição e faria o texto dizer que os problemas só se relacionam ao risco ambiental se parecerem distantes. Os equivalentes possíveis seriam embora, ainda que ou conquanto.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"poderia ser substituída por contanto que","corrected_statement":"Sem prejuízo do sentido e das relações coesivas estabelecidas originalmente, a expressão “mesmo que” (último período) poderia ser substituída por ainda que.","concept":"concessiva × condicional: mesmo que não equivale a contanto que","citation":null,"trap_note":"Substituição de conectivo só se aceita dentro da mesma relação lógica. Concessivas (embora, ainda que, mesmo que) nunca trocam por condicionais (desde que, contanto que, salvo se)."}},{"id":"65ae2e885ce5","number":6,"stem":15,"statement":"No primeiro parágrafo, a forma pronominal “ela” retoma “a raça”.","answer":"E","source":{"slug":"TRT10_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho opõe dois grupos: “daqueles que interpretam a norma e também daqueles que são afetados por ela”. O paralelismo entre interpretar a norma e ser afetado por ela fixa o antecedente no termo da primeira metade, e são as pessoas, não a raça, que sofrem os efeitos da norma aplicada. A raça aparece antes, como categoria que carrega desigualdades, e serve apenas de candidato feminino mais distante.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"a forma pronominal “ela” retoma “a raça”","corrected_statement":"No primeiro parágrafo, a forma pronominal “ela” retoma “a norma”.","concept":"paralelismo entre membros coordenados fixa o antecedente","citation":null,"trap_note":"Quando o texto coordena duas caracterizações de grupos (os que fazem X e os que sofrem X), o pronome do segundo membro retoma o objeto do primeiro. O paralelismo decide mais rápido que a distância."}},{"id":"b2e56fa7d233","number":6,"stem":16,"statement":"As expressões “os ciberataques” (último período do primeiro parágrafo) e “Os ataques cibernéticos” (início do segundo parágrafo), bem como o emprego das formas pronominais “seu” (último período do primeiro parágrafo) e “os”, em “os ensejou” (segundo parágrafo), constituem mecanismos de coesão referencial no texto.","answer":"C","source":{"slug":"CNJ_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O texto mantém um referente único e o retoma de três maneiras: repetindo-o com outras palavras, em “Os ataques cibernéticos”, e pronominalizando-o em “o seu impacto” e em “os ensejou”. Sinonímia e pronome são ambos mecanismos de coesão referencial, e a passagem de um parágrafo para outro não rompe a cadeia. O item apenas reconhece os quatro elos.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"sinonímia e pronominalização na mesma cadeia referencial","citation":null,"trap_note":"Coesão referencial abrange reiteração lexical, sinônimo, hiperônimo e pronome. Item que lista elementos heterogêneos como mecanismos de coesão costuma estar certo, desde que todos apontem para o mesmo referente."}},{"id":"d827bae81c20","number":6,"stem":14,"statement":"A expressão “desses ecossistemas” (segundo período) remete a “florestas” (primeiro período).","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_PROCURADOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“desses ecossistemas” é retomada por hiperônimo: florestas são ecossistemas, e o demonstrativo esses marca que se trata daquelas de que já se falou. O período anterior pede tratado internacional que tornasse as florestas intocáveis, e o seguinte afirma que a sobrevivência da espécie depende da funcionalidade desses ecossistemas, o que só faz sentido se forem as mesmas. Não há outro conjunto de ecossistemas introduzido no texto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"retomada por hiperônimo com demonstrativo","citation":null,"trap_note":"O elo pode ser feito por uma palavra mais geral que a anterior: florestas e ecossistemas, ônibus e veículos, dengue e doença. O demonstrativo é o que garante que a palavra geral está retomando, e não introduzindo."}},{"id":"8b9f5123e8d8","number":6,"stem":17,"statement":"No segundo período do terceiro parágrafo, o emprego do acento indicativo de crase em “à explicação” deve-se à regência de “ater-se” — forma pronominal do verbo ‘ater’— e à presença de artigo definido feminino anteposto ao termo “explicação”.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Ater-se” rege preposição “a”, o que satisfaz a primeira condição, e “explicação” vem determinada pelo especificador “das finalidades reprodutivistas”, o que impõe o artigo definido feminino. O item nomeia corretamente as duas condições e a origem de cada uma. É exatamente a soma que o acento grave registra.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Regência pronominal de ater-se mais artigo definido","citation":null,"trap_note":"Verbos pronominais — ater-se, referir-se, dirigir-se, opor-se, submeter-se — quase todos regem “a”. Identificado o pronominal, sobra só a segunda pergunta."}},{"id":"0b2a4c5b01c7","number":7,"stem":14,"statement":"No trecho “A proteção das florestas e sua manutenção” (sexto período), o pronome “sua” pode referir-se a “proteção” ou a “florestas”.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_PROCURADOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em “A proteção das florestas e sua manutenção”, o possessivo tem dois candidatos femininos singulares e plurais compatíveis, e as duas leituras produzem sentido aceitável: manter a proteção ou manter as florestas. Nada no período força uma das duas, e o possessivo, por concordar com “manutenção”, não traz marca que permita escolher. Reconhecer a ambiguidade é, aqui, a leitura correta.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"ambiguidade referencial legítima do possessivo","citation":null,"trap_note":"Nem todo item pede uma única resposta: às vezes o certo é admitir que o texto permite duas. Só recuse a ambiguidade quando concordância, paralelismo ou sentido eliminarem um dos candidatos."}},{"id":"8daf012ce772","number":7,"stem":18,"statement":"No primeiro parágrafo, o referente da forma pronominal “sua” é “justiça restaurativa”.","answer":"C","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O parágrafo enumera quem produz literatura sobre justiça restaurativa e fecha com “entusiastas da justiça restaurativa que buscam disseminar e fortalecer a sua implementação em nível institucional”. O que se implementa em nível institucional é a justiça restaurativa, tema do texto e termo repetido no próprio sintagma. O possessivo concorda com “implementação”, de modo que a forma não escolhe o dono; escolhe o sentido, e só um programa de justiça se implementa institucionalmente.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"possessivo retoma o tema repetido no próprio sintagma","citation":null,"trap_note":"Quando o antecedente acaba de ser nomeado dentro do mesmo sintagma, a retomada é imediata. Desconfie apenas se o item apontar um termo que não caiba no predicado."}},{"id":"ff07a7f5241e","number":7,"stem":17,"statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, os vocábulos “suas” e “as”, nos trechos “suas características”, “as condicionam” e “as determinam”, são empregados em referência à expressão “realidades sociais”.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período diz que a educação “parte da análise das realidades sociais, buscando revelar as suas características e as relações que as condicionam e as determinam”. Os três retomadores são femininos plurais e o único sintagma dessa forma no período é “realidades sociais”; “análise” e “educação” são singulares e ficam eliminados pela concordância. O sentido confirma: são as realidades sociais que têm características e são condicionadas por relações.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"concordância no plural elimina os candidatos no singular","citation":null,"trap_note":"Número é o filtro mais rápido de todos. Um retomador no plural nunca volta a um sintagma no singular, por mais próximo ou mais atraente que ele esteja."}},{"id":"11ed7a67edf1","number":7,"stem":19,"statement":"A expressão “Nessas condições” (segundo período do primeiro parágrafo) retoma tudo aquilo que se afirma no período anterior.","answer":"E","source":{"slug":"ANA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período anterior é longo e apresenta várias informações, mas “Nessas condições” só pode retomar aquilo que configura uma condição em que há risco imediato à saúde: o acesso a uma água poluída. O que o parágrafo afirma sobre o Comentário Geral n.º 15 e sobre o direito humano à água não é condição, é enquadramento normativo. O item estende o alcance do encapsulamento a todo o período.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"retoma tudo aquilo que se afirma no período anterior","corrected_statement":"A expressão “Nessas condições” (segundo período do primeiro parágrafo) retoma a situação de acesso a água poluída, descrita ao final do período anterior.","concept":"encapsulamento parcial: o núcleo do retomador limita o alcance","citation":null,"trap_note":"O substantivo que acompanha o demonstrativo delimita o que pode ser retomado: condições retoma uma situação, razão retoma um motivo, medida retoma uma providência. Item que fala em “tudo aquilo que se afirma” costuma esticar esse alcance."}},{"id":"c938736f2f09","number":8,"stem":20,"statement":"No segundo parágrafo, o segmento “Suas atividades” (quarto período) faz referência às tarefas desempenhadas pela IA.","answer":"E","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período anterior apresenta administradores e advogados como profissionais que terão grandes ganhos de produtividade com a IA; em seguida se afirma que “Suas atividades não estarão ameaçadas, pois a execução delas sempre dependerá de um grande componente humano”. O possessivo retoma esses profissionais: é a atividade deles que não corre risco. Atribuir as atividades à IA troca quem é ameaçado por quem ameaça.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"faz referência às tarefas desempenhadas pela IA","corrected_statement":"No segundo parágrafo, o segmento “Suas atividades” (quarto período) faz referência às tarefas desempenhadas por administradores e advogados.","concept":"possessivo retoma o tópico do período anterior","citation":null,"trap_note":"Em texto que opõe dois participantes (a tecnologia e o trabalhador), o possessivo quase sempre fica com aquele de quem o período trata. Pergunte de quem se está falando, não qual substantivo está mais perto."}},{"id":"aafa6e268689","number":8,"stem":21,"statement":"No último período do segundo parágrafo, dado o emprego da primeira pessoa do plural em “realizamos”, entende-se que o referente da forma pronominal “sua” corresponde ao autor do texto e ao leitor.","answer":"E","source":{"slug":"TRT10_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Na frase, quem fica mais lento é o cérebro, e é a produtividade do cérebro que pode ser reduzida em até 40%: “sua” retoma “o cérebro”, sujeito da oração imediatamente anterior. A primeira pessoa de “realizamos” marca quem executa a multitarefa, não o dono da produtividade. O item usa a desinência verbal como se ela arrastasse o possessivo consigo.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"corresponde ao autor do texto e ao leitor","corrected_statement":"No último período do segundo parágrafo, a despeito do emprego da primeira pessoa do plural em “realizamos”, entende-se que o referente da forma pronominal “sua” corresponde ao cérebro.","concept":"possessivo retoma o sujeito da oração, não a pessoa do verbo","citation":null,"trap_note":"Pessoa verbal não determina referente de possessivo. Quando o item justificar a referência por “dado o emprego da primeira pessoa”, desconfie: a justificativa está sendo usada para encobrir o sujeito real da oração em que o pronome aparece."}},{"id":"8eeff30c14bc","number":9,"stem":22,"statement":"A forma pronominal “lo”, em “derrubá-lo” (sétimo período), refere-se ao mulato citado no sexto período do texto.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"No período anterior, o mulato “atacava com extraordinária ferocidade aquele E”; em seguida, “Não conseguiu derrubá-lo”. O sujeito elíptico de “Não conseguiu” é o mulato, que é quem ataca, de modo que o objeto do infinitivo tem de ser o que era atacado, a letra E. A continuação confirma: “Ficou o E”, e é o E que os operários queriam manter.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"refere-se ao mulato citado no sexto período do texto","corrected_statement":"A forma pronominal “lo”, em “derrubá-lo” (sétimo período), refere-se ao E citado no sexto período do texto.","concept":"sujeito elíptico e objeto não podem coincidir","citation":null,"trap_note":"Se o sujeito oculto da oração é um candidato, ele está fora da disputa pelo objeto. Reponha o sujeito e o pronome deixa de ter mais de uma leitura."}},{"id":"3130e68dc9d7","number":9,"stem":14,"statement":"No quarto período, o vocábulo “tal” retoma “desmatamento”.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_PROCURADOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período é “O desmatamento deveria ser tratado como um crime contra a humanidade e punido como tal”. A expressão como tal repete o termo comparativo da oração anterior: tratado como crime e punido como crime. Se retomasse “desmatamento”, a frase diria que o desmatamento deve ser punido como desmatamento, o que anula a força do argumento e deixa o paralelismo sem função.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"o vocábulo “tal” retoma “desmatamento”","corrected_statement":"No quarto período, o vocábulo “tal” retoma “um crime contra a humanidade”.","concept":"como tal retoma o predicativo da comparação anterior","citation":null,"trap_note":"A expressão como tal repete o segundo termo de uma comparação já feita, não o sujeito. Leia como o quê e repita a resposta da oração anterior."}},{"id":"6335c81c5394","number":10,"stem":10,"statement":"Entende-se do primeiro período do terceiro parágrafo que a expressão “seus trabalhos” refere-se aos trabalhos somente de Argus.","answer":"C","source":{"slug":"BDMG_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O possessivo está dentro do aposto isolado por travessões que explica quem é Argus: “Kahneman se juntou a Argus — que receberia o Nobel de Economia em 2015 por seus trabalhos sobre consumo, pobreza e bem-estar social —”. Tudo que está entre os travessões pertence ao termo aposto, de modo que os trabalhos premiados em 2015 são só de Argus. Kahneman, citado antes, teve o prêmio em 2002 por outro motivo, já informado no parágrafo anterior.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"limite do aposto delimita o alcance do possessivo","citation":null,"trap_note":"Travessões e vírgulas de aposto funcionam como cerca: o pronome de dentro pertence ao termo explicado, não ao sujeito da oração principal. Marque onde o aposto abre e fecha antes de decidir."}},{"id":"bbbdd45ceeb4","number":10,"stem":23,"statement":"O vocábulo “que”, na oração “que estão fortemente baseados em coerções provenientes da educação científica” (final do último parágrafo), retoma o termo “veículos”.","answer":"E","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A oração relativa está presa ao sintagma que a antecede imediatamente: “veículos que claramente têm interesse em ensinar conceitos científicos que estão fortemente baseados em coerções provenientes da educação científica”. O particípio “baseados” concorda com os dois candidatos, de modo que a concordância não decide; decide a estrutura, pois a segunda relativa se encaixa dentro da primeira e qualifica o objeto dela. São os conceitos, e não os veículos, que se baseiam em coerções da educação científica.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"retoma o termo “veículos”","corrected_statement":"O vocábulo “que”, na oração “que estão fortemente baseados em coerções provenientes da educação científica” (final do último parágrafo), retoma o termo “conceitos científicos”.","concept":"relativa encaixada qualifica o objeto da relativa anterior","citation":null,"trap_note":"Nem todo item se resolve saltando por cima do termo mais próximo: às vezes o antecedente é mesmo o vizinho. Proximidade não prova nada em nenhuma das duas direções — quem decide é o encaixe sintático."}},{"id":"fa76973d8132","number":10,"stem":24,"statement":"No segundo parágrafo, o termo “o preconceito” (primeiro período) é o referente do sujeito das formas verbais “torna”, “passa” e “é” (todas no segundo período).","answer":"C","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Quando se torna uma ação concreta ou uma afirmação pública, passa a ser discriminação e, a partir daí, é alvo da lei” não traz sujeito expresso: o sujeito está elíptico e vem do período anterior, “Sendo um pensamento, o preconceito, a rigor, não é crime”. Quem se torna ação concreta, passa a ser discriminação e é alvo da lei é o preconceito. A elipse do sujeito é forma de referenciação tanto quanto o pronome.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"sujeito elíptico como elo de coesão referencial","citation":null,"trap_note":"Sujeito oculto conta como retomada: ele recupera o sujeito do período anterior. Em item que fala de “referente do sujeito das formas verbais”, reponha o nome diante de cada verbo e veja se a frase continua verdadeira."}},{"id":"06ebb5040eb2","number":11,"stem":25,"statement":"No quarto parágrafo, a expressão “o uso dele” (segundo período) significa o mesmo que o uso do solo.","answer":"E","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O parágrafo trata das aplicações do carvão obtido do plástico: ele aumenta o teor de nutrientes e melhora a retenção deles, e “uma de suas aplicações mais promissoras é o uso dele para diminuir a chamada lixiviação de nitrogênio”. O possessivo “suas” e o pronome “dele” retomam o mesmo termo, o carvão, que é o produto de que o texto enumera os usos. O solo aparece na frase como aquilo sobre o que o carvão age, não como o que é usado.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"significa o mesmo que o uso do solo","corrected_statement":"No quarto parágrafo, a expressão “o uso dele” (segundo período) significa o mesmo que o uso do carvão.","concept":"pronome retoma o tópico do parágrafo, não o complemento vizinho","citation":null,"trap_note":"Quando um parágrafo enumera usos, propriedades ou aplicações de algo, todos os pronomes do trecho tendem a voltar a esse algo. Identifique o tópico do parágrafo antes de olhar para os substantivos vizinhos."}},{"id":"6cfe704f36d6","number":11,"stem":26,"statement":"No último período do primeiro parágrafo, o pronome “isso” retoma a ideia referente ao período de tempo restante até o ponto de não retorno.","answer":"C","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período anterior fala de um equilíbrio que “se aproxima cada vez mais de um ponto de não retorno”, e o seguinte afirma que “No cenário atual, isso significa menos de 20 anos”. O pronome neutro encapsula essa aproximação, e o predicado quantifica o tempo que ainda resta até o limite. Nenhum substantivo isolado do período anterior poderia equivaler a menos de 20 anos: só a ideia inteira admite ser medida em tempo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"pronome neutro encapsulando uma ideia, medida pelo predicado","citation":null,"trap_note":"Use o predicado como filtro: o antecedente tem de ser algo de que se possa dizer aquilo. Se o predicado mede tempo, o retomado é um processo, não um objeto."}},{"id":"c54ae851a5be","number":12,"stem":27,"statement":"No último período do terceiro parágrafo, o segmento “nesse presídio” faz referência a “Carandiru”.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período diz que o narrador iria “à penitenciária do estado depois do almoço, para o atendimento aos presos, atividade iniciada nesse presídio após a implosão do Carandiru”. O presídio onde a atividade foi iniciada é aquele aonde ele vai, a penitenciária do estado; o Carandiru aparece como marco temporal, e não como lugar, já que foi implodido e não pode abrigar atendimento. O item escolhe o substantivo mais próximo do pronome, ignorando que ele está num adjunto de tempo.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"faz referência a “Carandiru”","corrected_statement":"No último período do terceiro parágrafo, o segmento “nesse presídio” faz referência à penitenciária do estado.","concept":"demonstrativo locativo retoma o lugar da ação, não o marco temporal","citation":null,"trap_note":"Termo dentro de adjunto de tempo (após, desde, antes de) raramente é antecedente de expressão locativa. Separe o que é lugar do que é data antes de escolher."}},{"id":"974ec748d341","number":13,"stem":28,"statement":"São distintos os referentes das formas pronominais “lhe” (primeiro período) e “o” (segundo período).","answer":"C","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Recordou-se do que lhe sucedera anos atrás” tem como sujeito Fabiano, e é a ele que sucedeu o episódio: “lhe” retoma a personagem. No período seguinte, “matara-o antes do tempo” tem por objeto o porco magro reservado às despesas do Natal, citado imediatamente antes. Um oblíquo é dativo e recupera a pessoa; o outro é acusativo e recupera o animal, de modo que os referentes são mesmo distintos.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"lhe dativo × o acusativo: funções diferentes, referentes diferentes","citation":null,"trap_note":"A forma do oblíquo é pista de função e a função estreita o referente: lhe vem com verbos que pedem a quem, o e a com verbos que pedem o quê. Classifique o pronome antes de procurar o antecedente."}},{"id":"4bb100a70567","number":13,"stem":27,"statement":"No segundo período do segundo parágrafo, o vocábulo “desta” se refere a “doença”.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“uma doença que por pouco não me levou desta para outra melhor, como diria minha avó” retoma a fórmula popular passar desta para outra melhor, em que os demonstrativos substituem vida: desta vida para outra melhor. O que a doença quase provocou foi a morte, e não a passagem de uma doença para outra. A doença é o sujeito da oração e a causa do deslocamento, não o ponto de partida dele.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"o vocábulo “desta” se refere a “doença”","corrected_statement":"No segundo período do segundo parágrafo, o vocábulo “desta” se refere a esta vida.","concept":"demonstrativo em expressão cristalizada com substantivo elíptico","citation":null,"trap_note":"Em fórmulas feitas, o demonstrativo retoma uma palavra que o texto nem chega a escrever. Complete a expressão popular antes de procurar antecedente na frase."}},{"id":"40fcbbdd421e","number":15,"stem":29,"statement":"No segundo período do texto, a forma pronominal “sua”, em “provocam sua expansão”, tem como referente “as sociedades”.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período afirma que as inovações, “ao ativar as sociedades onde amadurecem, provocam sua expansão na forma de um processo civilizatório”. O que se expande e transita de uma etapa evolutiva a outra são as sociedades, como diz a continuação: tanto aquelas sociedades como todas as que caem sob sua influência transitam. As inovações são o agente que provoca a expansão, e não aquilo que se expande.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"possessivo retoma o paciente, com o agente expresso como sujeito","citation":null,"trap_note":"Em frases do tipo X provoca sua expansão, o possessivo costuma ser do que sofre a ação, não do que a provoca. Leia o verbo seguinte para ver quem se move."}},{"id":"b95cccd5a1f0","number":15,"stem":17,"statement":"No segundo período do terceiro parágrafo, a expressão “suas contradições” explicita a incompatibilidade existente entre “construção de sujeitos” e “projetos societários transformadores”.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período opõe duas alternativas da perspectiva crítica: ater-se à explicação das finalidades reprodutivistas ou trabalhar no âmbito das contradições delas, buscando transformar essas finalidades. As contradições são, portanto, dos processos educativos reprodutivistas, e não de um par de termos que o texto coordena. “Construção de sujeitos” e “projetos societários transformadores” aparecem somados como meta única da segunda alternativa, ligados por e, e não como opostos.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"explicita a incompatibilidade existente entre “construção de sujeitos” e “projetos societários transformadores”","corrected_statement":"No segundo período do terceiro parágrafo, a expressão “suas contradições” refere-se às contradições dos processos educativos de finalidades reprodutivistas.","concept":"termos coordenados por e não formam oposição","citation":null,"trap_note":"Item que afirma haver incompatibilidade entre dois termos precisa mostrar onde o texto os opõe. Se eles estão ligados por e dentro do mesmo sintagma, a oposição foi inventada."}},{"id":"9aed1dc73eb8","number":16,"stem":29,"statement":"A expressão “O processo”, no último período, refere-se à “formação econômico-social” citada no período anterior.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O último período diz que “O processo pode ser descrito como uma ruptura provocada pelas contradições... ruptura esta que aciona o trânsito de uma formação econômico-social a outra”. O que é descrito como ruptura é o processo que leva de uma formação a outra, não a formação em si, que aparece no próprio período como ponto de partida e de chegada desse trânsito. Se o retomado fosse a formação, a frase diria que a formação aciona o trânsito de si mesma para outra.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"refere-se à “formação econômico-social” citada no período anterior","corrected_statement":"A expressão “O processo”, no último período, refere-se ao processo civilizatório de trânsito de uma formação econômico-social a outra, descrito ao longo do texto.","concept":"expressão nominal definida retoma o processo, não seu produto","citation":null,"trap_note":"Quando o suposto antecedente reaparece dentro da mesma frase com outro papel, ele não é o retomado. Substitua o nome no lugar da expressão e veja se a frase não passa a se morder."}},{"id":"4cd6da761851","number":17,"stem":30,"statement":"No último período do texto, os termos “primeira” e “segunda” remetem ao vocábulo “equação”.","answer":"E","source":{"slug":"FUNPRESP_24_EXE","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período apresenta uma lista ordenada: “as variáveis tempo e dinheiro”. Os numerais ordinais substantivados “a primeira” e “a segunda” retomam os elementos dessa lista na ordem em que foram citados — tempo e dinheiro —, e não o termo que os enquadra. “Equação” é o nome do conjunto, não um dos itens enumerados, e por isso não pode ser retomado por ordinal.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"remetem ao vocábulo “equação”","corrected_statement":"No último período do texto, os termos “primeira” e “segunda” remetem, respectivamente, aos vocábulos “tempo” e “dinheiro”.","concept":"ordinais retomam itens de uma enumeração, não o termo que os agrupa","citation":null,"trap_note":"Primeiro/segundo, este/aquele e o primeiro/o último só funcionam sobre listas. Localize a enumeração e conte os elementos na ordem do texto; o substantivo que introduz a lista nunca é um deles."}},{"id":"04a66749edea","number":18,"stem":31,"statement":"O segmento “Essa maneira de conceber a saúde” (primeiro período do último parágrafo) faz referência ao exposto no parágrafo anterior, ou seja, à concepção do processo saúde-doença como produção social e de intervenção coletiva.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Essa maneira de conceber a saúde” tem por núcleo um nome de segunda ordem, maneira de conceber, que só pode retomar uma concepção exposta antes. O parágrafo anterior expôs exatamente uma: compreender o processo saúde-doença como expressão das condições objetivas de vida, o que descortina saúde e doença como produções sociais e aponta para um plano coletivo de intervenção. O item reproduz essa concepção, e o período seguinte a confirma ao chamá-la de conceito ampliado.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"expressão nominal encapsulando a concepção do parágrafo anterior","citation":null,"trap_note":"Retomadores com núcleos como maneira, concepção, perspectiva e abordagem sempre encapsulam um trecho argumentativo. Localize onde a concepção foi exposta e confira se o item a resume sem acrescentar nada."}},{"id":"953d4a6b9a55","number":18,"stem":32,"statement":"A forma pronominal “a” empregada no trecho “que a escreve ou lê” (primeiro período do terceiro parágrafo) se refere ao termo “a ficção”, no mesmo período.","answer":"C","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período define ficção como forma de discurso que faz referência a personagens ou ações “que só existem na imaginação daquele que a escreve ou lê”. O pronome “a” é objeto de escrever e ler, e o que se escreve ou lê é a ficção, termo definido no período; personagens e ações existem na imaginação, mas não são o que se lê. A concordância também colabora, pois “a” é feminino singular como “a ficção”.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"oblíquo retoma o termo definido, não os elementos da definição","citation":null,"trap_note":"Pergunte o que o verbo admite como objeto: escrever e ler pedem texto ou obra. A seleção do verbo costuma bastar para eliminar os concorrentes."}},{"id":"b8013cb46b7d","number":20,"stem":33,"statement":"No terceiro período do segundo parágrafo, a expressão “o fato geralmente reconhecido” retoma, por coesão, “algo semelhante”.","answer":"E","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O que é apresentado como “o fato geralmente reconhecido” é a oração inteira “não existir algo semelhante”, não o sintagma “algo semelhante”. Fato corresponde a uma proposição, e é a inexistência que o período afirma ser consensual. Retomar apenas o sintagma inverteria o sentido, fazendo o texto dizer que a situação-problema existe.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"retoma, por coesão, “algo semelhante”","corrected_statement":"No terceiro período do segundo parágrafo, a expressão “o fato geralmente reconhecido” retoma, por coesão, “não existir algo semelhante”.","concept":"expressão nominal que encapsula uma oração","citation":null,"trap_note":"Quando a expressão retomadora tem por núcleo fato, ideia, hipótese, tese ou possibilidade, o antecedente é uma oração, não um substantivo. Recortar só o substantivo dentro da oração é o erro que a banca planta."}},{"id":"d67f8e2f7ca9","number":20,"stem":34,"statement":"As formas pronominais “la” e “sua” (sexto período) retomam, por coesão, a expressão “ficção científica” (quinto período).","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período diz “Talvez seja injusto classificá-la como um gênero, sob o risco de reduzir a ampla extensão de sua capacidade de mesclar diversos territórios, temas e estilos”. O que se discute classificar como gênero é a ficção científica, nomeada no período anterior como ramificação literária moderna, e é da capacidade dela que se fala em seguida. Ambos os retomadores são femininos singulares, forma que combina com “ficção científica” e não com “ramificação literária moderna” apenas por proximidade, mas por ser o tópico em discussão.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"dois retomadores na mesma cadeia dentro de um período","citation":null,"trap_note":"Quando dois pronomes seguidos apontam para o mesmo termo, o teste é substituir o nome nos dois lugares e ler a frase inteira. Se ela continua dizendo o que o texto diz, a cadeia está certa."}},{"id":"a46c61c46d2b","number":21,"stem":35,"statement":"Entende-se, pelos sentidos do texto, que o vocábulo ‘sua’ (segundo período do quarto parágrafo) remete a estudantes.","answer":"C","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A citação do relatório diz que “Isso pode impactar não apenas desempenho, mas sua prontidão para o aprendizado ao longo da vida”: quem tem desempenho e prontidão para aprender são os estudantes, único participante humano do trecho. O possessivo concorda com “prontidão”, de modo que a forma não informa o dono; decide o sentido, e nenhum outro candidato pode ter prontidão para o aprendizado. O texto vinha justamente tratando dos índices de ansiedade dos estudantes.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"possessivo resolvido pelo único participante capaz da propriedade","citation":null,"trap_note":"Quando a concordância não ajuda, pergunte quem pode ter aquilo. Prontidão, expectativa, medo e opinião só cabem a seres animados: isso sozinho elimina a maioria dos candidatos."}},{"id":"f3f132d908ec","number":25,"stem":36,"statement":"No período “Relevem a vulgaridade da ação” (penúltimo parágrafo), o vocábulo “ação” remete ao ato de votar.","answer":"E","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período imediatamente anterior é “Votei e corri a almoçar”, e o pedido de desculpas recai sobre o que tem de vulgar nessa sequência: ir comer. A citação de Tartufo que fecha o texto confirma, pois diz que ser eleitor não o torna menos homem, isto é, não o dispensa da fome. Votar é o assunto do texto inteiro e por isso é o candidato mais visível, mas nada nele seria vulgar a ponto de exigir indulgência.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"o vocábulo “ação” remete ao ato de votar","corrected_statement":"No período “Relevem a vulgaridade da ação” (penúltimo parágrafo), o vocábulo “ação” remete ao ato de correr para almoçar.","concept":"nome abstrato retoma a última ação narrada, não o tema do texto","citation":null,"trap_note":"Substantivos genéricos como ação, gesto, atitude e fato retomam o que acabou de ser narrado. O tema geral do texto é a isca preferida, porque está em toda parte e por isso mesmo não é o antecedente."}},{"id":"5be630696360","number":26,"stem":37,"statement":"No último período do terceiro parágrafo, o termo “os filósofos” refere-se à classe de filósofos em geral.","answer":"E","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período anterior nomeia dois filósofos holandeses, Erasmo de Roterdão e Spinoza, apresentados como dois pilares da filosofia. O artigo definido em “os filósofos” retoma esses dois, e é sobre eles que se diz não haver registro de lombalgia ou dor de dentes por pensar. O item estica o sintagma até a categoria inteira, alcance que a cadeia referencial do parágrafo não autoriza.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"refere-se à classe de filósofos em geral","corrected_statement":"No último período do terceiro parágrafo, o termo “os filósofos” refere-se a Erasmo de Roterdão e Spinoza, citados no período anterior.","concept":"artigo definido retomando indivíduos já nomeados","citation":null,"trap_note":"Artigo definido mais substantivo comum costuma retomar indivíduos já citados, não a classe. Quando o item disser “em geral”, “qualquer” ou “todos”, confira se o texto não acabou de particularizar."}},{"id":"02790a3a84fb","number":29,"stem":37,"statement":"No segundo parágrafo, a expressão “este óbvio” (segundo período) refere-se a “quanto maior o esforço mental, maior o desconforto físico” (primeiro período).","answer":"C","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“este óbvio” encapsula o que acaba de ser afirmado: quanto maior o esforço mental, maior o desconforto físico. O demonstrativo “este” aponta para trás sempre que o trecho retomado está imediatamente antes e ainda no campo do falante. O item identifica exatamente o trecho encapsulado.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"este apontando para trás (anáfora de proximidade)","citation":null,"trap_note":"Não decore “este é catáfora, esse é anáfora”. Este retoma com frequência o que está imediatamente antes; a direção se decide localizando o trecho, não pela forma do demonstrativo."}},{"id":"4f13f72c2c1d","number":37,"stem":38,"statement":"A forma pronominal “lhe”, em “Caiu-lhe a pasta” (quarto período), refere-se ao termo “homem” (terceiro período).","answer":"C","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Um homem de terno branco esbarrou em mim. Caiu-lhe a pasta.” O oblíquo “lhe” é dativo de posse: a pasta que caiu é a do homem, único terceiro participante introduzido. A sequência confirma a leitura, pois é ele quem resmunga e se inclina para apanhá-la, e é a ele que o narrador pensa em pedir desculpas.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"lhe como dativo de posse","citation":null,"trap_note":"Em construções como caiu-lhe a pasta, doeu-lhe a cabeça, tomaram-lhe o lugar, o “lhe” indica o dono do que aparece como sujeito. Traduza por dele ou dela e o antecedente salta."}},{"id":"00079c418b8a","number":3,"stem":39,"statement":"O pronome “ele” (segundo período do primeiro parágrafo) faz referência a “ano”, no mesmo período.","answer":"E","source":{"slug":"SERPRO_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em “o ano não passaria se ele não se deitasse”, quem se deita é o menino, de quem os pais pediram que fosse dormir cedo; o ano é o sujeito da oração principal e está expresso, de modo que não seria retomado por pronome dentro da mesma frase. A oposição entre os dois participantes é justamente o que cria a piada do texto. O item aproveita o substantivo mais próximo e coincidente em gênero.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"faz referência a “ano”","corrected_statement":"O pronome “ele” (segundo período do primeiro parágrafo) faz referência ao menino, citado no período anterior.","concept":"pronome sujeito de oração subordinada retoma o outro participante, não o sujeito expresso","citation":null,"trap_note":"Se o suposto antecedente já é o sujeito expresso da mesma frase, o pronome dificilmente o retoma: ele existe para trazer de volta o participante que não está ali. Teste substituindo o pronome pelo nome e veja se a frase ainda diz algo."}},{"id":"d3fd507646f1","number":4,"stem":40,"statement":"Em “Até que, tantos livres o amedrontando” e “ele foi amurando” (ambos na segunda estrofe), as formas pronominais “o” e “ele” têm o mesmo referente: o arquiteto.","answer":"C","source":{"slug":"CAU_BR_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Na segunda estrofe, o sujeito do poema é “O arquiteto”, apresentado na estrofe anterior como “o que abre para o homem”. Em “tantos livres o amedrontando”, ele é quem se amedronta, e em “ele foi amurando”, quem passa a fechar os vãos; os dois pronomes recobrem a mesma personagem, um como objeto, outro como sujeito. A virada do poema depende disso: é o próprio arquiteto que renega o que antes defendia.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"mesmo referente em funções sintáticas diferentes","citation":null,"trap_note":"Um referente pode voltar ora como sujeito, ora como objeto, mudando de forma (ele, o, lhe). Não use a diferença de forma como prova de que os referentes são distintos."}},{"id":"ec5b94698331","number":6,"stem":41,"statement":"No primeiro período do primeiro parágrafo, o vocábulo “sua” está empregado em referência a “A regulamentação do direito quilombola”.","answer":"C","source":{"slug":"CNMP_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito do período é “A regulamentação do direito quilombola”, e é dela que se diz ter passado anos sem instrumento legal de abrangência nacional que guiasse a efetivação. O possessivo “sua” marca exatamente o termo cuja efetivação está em causa. Note que possessivo concorda com o objeto possuído (“efetivação”), não com o antecedente: aqui quem decide é o sentido do período, não a forma do pronome.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"possessivo anafórico retomando o sujeito do período","citation":null,"trap_note":"Possessivo não se resolve por concordância — “sua” concorda com a coisa possuída, não com o dono. Em item de possessivo, pergunte “de quem é isso?” e teste cada candidato reescrevendo com de mais o termo."}},{"id":"a30cba7f7006","number":6,"stem":42,"statement":"O pronome “daquela”, no primeiro período do segundo parágrafo, indica que se trata, nesse trecho do texto, da mesma partícula especificada no primeiro período do primeiro parágrafo.","answer":"C","source":{"slug":"CNPQ_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O demonstrativo aquele retoma o termo mais afastado no texto, e é isso que “daquela partícula” faz: volta à partícula responsável pela ligação entre prótons e nêutrons, prevista por Yukawa e mencionada no primeiro período do texto. A escolha da forma aquela, e não desta, marca essa distância e garante que não se trata de uma partícula nova. O item lê corretamente a função do demonstrativo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"aquele como marca de retomada distante","citation":null,"trap_note":"Este e esse puxam o que está perto; aquele puxa o que está longe. Quando a banca discute identidade de referente entre parágrafos, a forma do demonstrativo já é metade da resposta."}},{"id":"a90bd0a21439","number":6,"stem":43,"statement":"No último período do texto, a expressão “determinadas espécies animais” e os pronomes possessivos “sua” e “seus” fazem parte da mesma cadeia referencial.","answer":"E","source":{"slug":"ANTT_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em “utilizar sua força para transportar seus pertences”, os dois possessivos têm donos diferentes: a força é das espécies animais domesticadas, os pertences são do homem, sujeito de “pode ter notado”. Os pronomes pertencem, portanto, a cadeias distintas. A forma idêntica dos dois possessivos é o que dá aparência de unidade.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"os pronomes possessivos “sua” e “seus” fazem parte da mesma cadeia referencial","corrected_statement":"No último período do texto, a expressão “determinadas espécies animais” e o pronome possessivo “sua” fazem parte da mesma cadeia referencial, à qual “seus” não pertence, por remeter a “O homem”.","concept":"possessivos vizinhos com donos diferentes","citation":null,"trap_note":"Dois possessivos lado a lado não obrigam o mesmo dono. Reescreva cada um com de mais o candidato e veja qual leitura o mundo descrito pelo texto suporta."}},{"id":"4b0d0f6ea39e","number":7,"stem":41,"statement":"No último período do último parágrafo, o vocábulo “que” em “que ocupam e usam territórios e recursos naturais” retoma “formas próprias de organização social”.","answer":"E","source":{"slug":"CNMP_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"A definição encadeia orações relativas paralelas presas ao mesmo núcleo: grupos que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios. O antecedente de todos esses “que” é “grupos culturalmente diferenciados”, e não o substantivo que por acaso ficou colado ao pronome. O item oferece o nome mais próximo, que é justamente o que a série de relativas descarta.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"retoma “formas próprias de organização social”","corrected_statement":"No último período do último parágrafo, o vocábulo “que” em “que ocupam e usam territórios e recursos naturais” retoma “grupos culturalmente diferenciados”.","concept":"relativas coordenadas retomam o mesmo núcleo","citation":null,"trap_note":"Quando várias orações iniciadas por que se sucedem, elas costumam depender todas do mesmo antecedente. A proximidade do substantivo anterior é a isca; o núcleo que abre a série é a resposta."}},{"id":"2535184f64d8","number":7,"stem":44,"statement":"No primeiro parágrafo, “inflexível”, “marrom” e “folhas verdes” relacionam-se a “eucalipto”, enquanto “dobra”, “branco” e “ideias maduras” associam-se a “papel”, apontando para as especificidades de seus significados, mas sem descartar a origem comum de ambos, “eucalipto” e “papel”.","answer":"C","source":{"slug":"CAU_BR_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O parágrafo distribui os traços em duas séries: o que é do eucalipto (inflexível, marrom, folhas verdes) e o que passa a ser do papel (dobra-se, branco, ideias maduras). A coesão é lexical, por oposição de traços, e só funciona porque um provém do outro, como diz a abertura: “O eucalipto é cortado, e dele se faz o papel”. O item descreve corretamente as duas séries e a origem comum.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"coesão lexical por oposição de traços","citation":null,"trap_note":"Referenciação também se faz sem pronome: substituições lexicais, hiperônimos e séries de atributos mantêm o fio do texto. Item que fala em “cadeia semântica” está pedindo que você siga esses elos, não pronomes."}},{"id":"496ce0e6eabb","number":7,"stem":45,"statement":"No primeiro período do primeiro parágrafo, a forma pronominal “sua” tem como referente o termo “povos forrageadores”.","answer":"E","source":{"slug":"TJ_ES_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O período diz que os povos forrageadores “eram considerados parte da terra, mas sem nenhum direito a sua propriedade”: o que lhes é negado é o direito de propriedade sobre a terra. O possessivo marca, portanto, o bem, e não os que dele são privados. Ler o pronome como retomando os povos faria o texto dizer que lhes faltava direito sobre si mesmos, o que desfaz o argumento sobre apropriação colonial.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"tem como referente o termo “povos forrageadores”","corrected_statement":"No primeiro período do primeiro parágrafo, a forma pronominal “sua” tem como referente o termo “a terra”.","concept":"possessivo em nome de posse: quem é o objeto possuído decide","citation":null,"trap_note":"Com nomes como propriedade, posse, uso e domínio, pergunte de que é a propriedade, não de quem é o direito. O possessivo se prende ao bem, e o titular aparece por outro meio."}},{"id":"66d207429e14","number":7,"stem":46,"statement":"No último período do primeiro parágrafo, a expressão “nessas ocorrências” retoma, por coesão, o termo “notificações”, mencionado no período anterior.","answer":"E","source":{"slug":"DATAPREV_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Em 2020, 1.866 pessoas morreram nessas ocorrências”, o que mata são os acidentes de trabalho, e não as notificações, que são apenas o registro administrativo deles. O núcleo do retomador, ocorrências, nomeia eventos, e notificação não é evento: é o ato de comunicar o evento. O parágrafo distingue as duas coisas ao longo de todos os números que apresenta.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"retoma, por coesão, o termo “notificações”","corrected_statement":"No último período do primeiro parágrafo, a expressão “nessas ocorrências” retoma, por coesão, os acidentes de trabalho mencionados no período anterior.","concept":"evento × registro do evento: o núcleo do retomador separa os dois","citation":null,"trap_note":"Não confunda o fato com o documento que o registra: acidente e notificação, crime e boletim, doença e diagnóstico. A banca explora essa vizinhança porque os números do texto aparecem colados."}},{"id":"408053afabcd","number":7,"stem":42,"statement":"A expressão “em maio de 1949” (penúltimo período do segundo parágrafo) indica a data da organização da citada coletânea por Shozo Motoyama.","answer":"E","source":{"slug":"CNPQ_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"A expressão temporal está fora do trecho que descreve a coletânea e se prende à oração principal do período: “em maio de 1949, após a leitura de relatórios sobre a questão atômica, o presidente Dutra enviou ao Congresso Nacional um anteprojeto”. A menção à coletânea e ao organizador é apenas a fonte dos depoimentos, encerrada antes da vírgula. Datar a organização do livro exigiria que a expressão modificasse o particípio organizada, o que a estrutura não permite.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"indica a data da organização da citada coletânea por Shozo Motoyama","corrected_statement":"A expressão “em maio de 1949” (penúltimo período do segundo parágrafo) indica a data em que o presidente Dutra enviou ao Congresso Nacional o anteprojeto de criação do Conselho Nacional de Pesquisas.","concept":"adjunto temporal pertence à oração principal, não ao aposto anterior","citation":null,"trap_note":"Adjuntos deslocados se ligam ao verbo da oração principal, ainda que apareçam depois de um aposto longo. Pule o que está entre vírgulas e leia a frase sem ele para ver a que o adjunto pertence."}},{"id":"250aef3e11fb","number":8,"stem":47,"statement":"O pronome “dele” (segundo período do terceiro parágrafo) tem como referente “o sistema tributário” (primeiro período do terceiro parágrafo).","answer":"C","source":{"slug":"SEFIN_FORTALEZA_CE_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O período anterior nomeia o instrumento: “Um importante instrumento à disposição do Estado para exercer sua função distributiva é, naturalmente, o sistema tributário”. Em “Por meio dele, o governo pode ajustar a renda dos cidadãos, taxando mais algumas rendas e menos outras”, o pronome ocupa a posição de meio, e o meio nomeado é justamente o sistema tributário. As ações descritas, taxar e ajustar renda, só se fazem por meio dele.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"pronome em adjunto de meio retoma o instrumento nomeado antes","citation":null,"trap_note":"A locução por meio de exige antecedente que funcione como instrumento. Se o candidato não é algo com que se faz alguma coisa, ele está fora."}},{"id":"971d945ee1cf","number":8,"stem":48,"statement":"No último período do texto, as formas pronominais “suas” e “ele” são elementos de coesão referencial que remetem à expressão “o enunciador”.","answer":"C","source":{"slug":"CAPES_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"No período final, tudo gira em torno de um único participante: “sempre o enunciador pretende que suas posições sejam acolhidas, que ele mesmo seja aceito, que o enunciatário faça dele uma boa imagem”. “Suas” e “ele” retomam “o enunciador”, sujeito da oração principal, e o texto ainda reforça o contraste opondo-o ao enunciatário. A cadeia é explícita e sem concorrentes.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"cadeia coesiva de possessivo e pronome reto sobre o mesmo sujeito","citation":null,"trap_note":"Quando um período opõe dois papéis nomeados (enunciador e enunciatário, autor e leitor, emissor e receptor), cada pronome pertence a um deles. Marque os dois papéis antes de distribuir os pronomes."}},{"id":"b114e9b3a2d8","number":8,"stem":42,"statement":"No penúltimo período do segundo parágrafo, o segmento “seus depoimentos” refere-se aos depoimentos do presidente Dutra reproduzidos na coletânea 50 anos do CNPq contados pelos presidentes.","answer":"E","source":{"slug":"CNPQ_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O período anterior apresenta o almirante Álvaro Alberto como quem ganhou argumentos para persuadir o governo brasileiro, e é dele que o texto passa a falar; a coletânea reúne depoimentos de presidentes do CNPq, cargo que o almirante viria a ocupar. Dutra aparece no mesmo período apenas como sujeito da oração principal, aquele que enviou o anteprojeto, e não como fonte citada. O possessivo mantém o tópico aberto no período anterior.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"refere-se aos depoimentos do presidente Dutra","corrected_statement":"No penúltimo período do segundo parágrafo, o segmento “seus depoimentos” refere-se aos depoimentos do almirante Álvaro Alberto reproduzidos na coletânea 50 anos do CNPq contados pelos presidentes.","concept":"possessivo em adjunto de fonte retoma o tópico anterior","citation":null,"trap_note":"Em segundo fulano, conforme seus depoimentos e afins, o possessivo aponta para quem está sendo citado como fonte, não para o sujeito da oração. Identifique quem fala antes de ver quem age."}},{"id":"51f3ec7822a5","number":10,"stem":41,"statement":"No segundo período do segundo parágrafo, a expressão “Esse princípio” faz referência ao pressuposto anteriormente citado, o qual, conforme se depreende da leitura do texto, constitui o fundamento da “previsão de autodefinição”, mencionada no início do parágrafo.","answer":"C","source":{"slug":"CNMP_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Esse princípio” é anáfora encapsuladora: não retoma uma palavra, e sim o conteúdo do período anterior — o pressuposto de que não cabe ao poder público nem a pesquisador imputar identidades sociais. Esse pressuposto é apresentado como aquilo em que se apoia a previsão de autodefinição, citada no início do parágrafo. O item descreve corretamente essa cadeia.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"anáfora encapsuladora: demonstrativo que resume um trecho","citation":null,"trap_note":"Demonstrativo mais substantivo genérico (esse princípio, esse fato, essa ideia, tal conduta) quase nunca retoma uma palavra: retoma uma porção de texto. Procure o trecho, não o vocábulo."}},{"id":"d470d21e2916","number":12,"stem":49,"statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, o segmento “o qual” retoma, por coesão, “um antigo sistema ‘binário’”.","answer":"C","source":{"slug":"BCB_24","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O relativo “o qual” é anafórico: aponta para trás e concorda em gênero e número com o antecedente. Estando no masculino singular, só pode retomar um sintagma masculino singular, e é essa a forma de “um antigo sistema ‘binário’”. A forma composta o qual, em lugar de que, costuma ser escolhida justamente quando o antecedente não é o substantivo mais próximo e precisa ficar identificado sem ambiguidade.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"o qual: relativo anafórico que concorda com o antecedente","citation":null,"trap_note":"Antes de discutir sentido, aplique a concordância: relativo, demonstrativo e pronome pessoal só retomam sintagma do mesmo gênero e número. Esse filtro sozinho elimina a maior parte dos antecedentes que a banca oferece."}},{"id":"7a742245ee84","number":12,"stem":50,"statement":"No segundo parágrafo, o pronome ‘Este’ veicula a mesma ideia de agora, considerado o contexto enunciativo da fala citada.","answer":"C","source":{"slug":"SEDUC_RECIFE_23_PROFESSOR","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Este é um momento excelente para reexaminar suas ideias” está dentro da fala citada do sociólogo, e “Este” aponta para o instante da enunciação, equivalendo a agora. É dêixis temporal, não retomada de termo anterior. Dentro de citação, o ponto de referência é o do falante citado, não o do autor do texto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"dêixis temporal dentro de discurso citado","citation":null,"trap_note":"Em trecho entre aspas, o eu, o aqui e o agora pertencem a quem fala ali dentro. Reancore os dêiticos no falante citado antes de julgar a referência."}},{"id":"e265d1771382","number":13,"stem":50,"statement":"No terceiro parágrafo, as expressões “Na mesma época” (segundo período) e “Nesse período” (quarto período) fazem referência a um mesmo espaço de tempo.","answer":"E","source":{"slug":"SEDUC_RECIFE_23_PROFESSOR","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Na mesma época” prende-se aos dois anos em que Darcy Ribeiro ensinou etnologia na Escola Brasileira de Administração Pública, quando participou da fundação do Museu do Índio, em 1953. “Nesse período” vem depois da saída do Serviço de Proteção aos Índios e da ida para a Universidade do Brasil, e marca outro momento da trajetória. Cada expressão retoma o intervalo descrito no período que a antecede, e esses intervalos não coincidem.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"fazem referência a um mesmo espaço de tempo","corrected_statement":"No terceiro parágrafo, as expressões “Na mesma época” (segundo período) e “Nesse período” (quarto período) fazem referência a espaços de tempo distintos.","concept":"anáfora temporal retoma o intervalo imediatamente anterior","citation":null,"trap_note":"Expressões como nessa época, nesse período e então retomam o intervalo descrito logo antes delas. Duas no mesmo parágrafo raramente apontam para o mesmo tempo: confira o que cada uma tem imediatamente à frente."}},{"id":"b7acd5624679","number":14,"stem":51,"statement":"Os vocábulos “Estes” e “que”, empregados no penúltimo período do texto, retomam termos distintos.","answer":"C","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NTJ","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"No penúltimo período, “Estes, muitas vezes, se situam em regiões remotas, que não despertam o apetite de companhias privadas”, o demonstrativo retoma as unidades e empreendimentos citados ao fim do período anterior, enquanto o relativo “que” se prende a “regiões remotas”, imediatamente antes dele. São dois elos de cadeias diferentes, separados por um único sintagma. O item apenas afirma essa distinção, e a concordância a confirma: “Estes” é masculino plural, “regiões” é feminino.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"dois retomadores vizinhos com antecedentes distintos","citation":null,"trap_note":"Pronomes próximos não compartilham antecedente por vizinhança. Resolva um de cada vez, começando pela concordância, e só depois compare os resultados."}},{"id":"6414f92a89f1","number":14,"stem":52,"statement":"Em “geri-las” (segundo período do primeiro parágrafo) e em “estudá-los” (último período do primeiro parágrafo), as formas pronominais exercem a função de complemento das formas verbais a que se ligam e referem-se a “áreas” e a “crimes”, respectivamente.","answer":"C","source":{"slug":"CAU_BR_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Os dois oblíquos são complementos dos verbos a que se ligam, e a concordância separa os referentes sem margem de dúvida: “las”, feminino plural, só pode retomar “dessas áreas”; “los”, masculino plural, só pode retomar “crimes”, imediatamente antes de “estudá-los”. Nenhum outro sintagma do período combina forma e sentido. É o caso em que gênero e número resolvem o item inteiro.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"oblíquos átonos: gênero e número fixam cada referente","citation":null,"trap_note":"Quando o item afirma dois referentes de uma vez, confira os dois: basta um errado para o item cair. Comece pela concordância de cada pronome, separadamente."}},{"id":"f01022c83d6d","number":19,"stem":53,"statement":"A substituição da expressão “essas pessoas” (último período do primeiro parágrafo) por elas preservaria a coesão textual e a correção gramatical do parágrafo.","answer":"C","source":{"slug":"DATAPREV_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“essas pessoas” retoma as pessoas com problemas de saúde mental, mencionadas no período anterior, e a substituição por elas mantém exatamente essa retomada, com a mesma concordância de gênero e número. A posição é de sujeito da oração relativa, que o pronome reto ocupa sem problema, e não há candidato feminino plural concorrente no intervalo capaz de gerar ambiguidade. Trocar a expressão nominal pelo pronome muda o grau de explicitude, não o referente nem a correção gramatical.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"expressão nominal e pronome reto como retomadores equivalentes","citation":null,"trap_note":"Item de substituição exige duas conferências: se o referente continua o mesmo e se a frase continua gramatical. Quando há mais de um candidato compatível, a troca pelo pronome cria ambiguidade e o item passa a ser errado."}},{"id":"122dd7f51027","number":20,"stem":54,"statement":"Pelas relações de sentido estabelecidas entre os dois primeiros períodos do primeiro parágrafo, conclui-se que o vocábulo ‘isso’ (segundo período) faz referência a “preço de paridade internacional” (primeiro período).","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NM","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"A fala citada é condicional: “Se lá fora o preço do petróleo diminuiu, entendo que diminuiu também em termos de insumos para as refinarias, logo isso tem de refletir no preço para o consumidor final”. O que deve se refletir no preço ao consumidor é a queda mencionada na condição, e não a política de paridade, que o presidente da empresa acaba de dizer que não deve ser praticada. Se o pronome retomasse o preço de paridade internacional, a frase defenderia exatamente o que o período anterior rejeita.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"faz referência a “preço de paridade internacional”","corrected_statement":"Pelas relações de sentido estabelecidas entre os dois primeiros períodos do primeiro parágrafo, conclui-se que o vocábulo ‘isso’ (segundo período) faz referência à redução do preço do petróleo e dos insumos das refinarias.","concept":"pronome neutro em conclusão retoma o conteúdo da condição","citation":null,"trap_note":"Depois de logo, portanto ou por isso, o pronome retoma a premissa imediatamente anterior. Verifique também a coerência: o antecedente proposto não pode contradizer o que o texto acabou de negar."}},{"id":"4d19f73e095f","number":4,"stem":55,"statement":"A forma pronominal “esta”, em “é esta a proposta da busca de um mundo melhor” (terceiro período), retoma o que se afirma no segundo período do texto.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O período termina com dois-pontos e a formulação da proposta: a defesa de uma sociedade aberta, crítica e libertária. O demonstrativo anuncia o que ainda vai ser dito, o que caracteriza catáfora; os dois-pontos são a marca gráfica dessa antecipação. O item conserva o valor referencial do pronome, mas inverte a direção, mandando procurar atrás o que está adiante.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"retoma o que se afirma no segundo período do texto","corrected_statement":"A forma pronominal “esta”, em “é esta a proposta da busca de um mundo melhor” (terceiro período), antecipa o que se afirma logo em seguida, depois dos dois-pontos.","concept":"catáfora anunciada por dois-pontos","citation":null,"trap_note":"Demonstrativo seguido de dois-pontos aponta para a frente, quase sem exceção. Antes de caçar antecedente, olhe o que vem depois da pontuação: se ali está a resposta, a referência é catafórica."}},{"id":"702db25bd290","number":6,"stem":56,"statement":"Os vocábulos “sua” e “própria”, ambos no sexto período do texto, indicam posse de Fredegunda.","answer":"E","source":{"slug":"PGE_RJ_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O período diz que Fredegunda “persuadira sua rival, a rainha Audovera, a tornar-se madrinha da própria filha recém-nascida”. “Sua rival” é de Fredegunda, sujeito da oração, mas “a própria filha” só pode ser a filha de Audovera: é por apadrinhar a própria filha que ela se torna commater do próprio marido, resultado enunciado no período seguinte. Se a criança fosse de Fredegunda, o impedimento não recairia sobre o casamento de Audovera com Quilpérico e a artimanha não funcionaria.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"indicam posse de Fredegunda","corrected_statement":"Os vocábulos “sua” e “própria”, ambos no sexto período do texto, indicam posse de Fredegunda e de Audovera, respectivamente.","concept":"próprio remete ao sujeito da oração em que está encaixado","citation":null,"trap_note":"O reforçador próprio aponta para o sujeito da oração mais próxima, que numa reduzida é o termo persuadido, não quem persuade. Reconstrua a oração encaixada com sujeito explícito antes de decidir."}},{"id":"978a7437f509","number":6,"stem":57,"statement":"Dadas as relações coesivas do último parágrafo do texto, é correto afirmar que “o caminho para o futuro”, a que se refere o autor no último período, consiste na confiabilidade dos dados tecnológicos.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O parágrafo fecha com “É a tecnologia viabilizando relações mais humanas, precisas, por meio de dados reais, confiáveis. Esse é o caminho para o futuro”. O demonstrativo retoma a oração inteira que o antecede, cujo núcleo é a tecnologia a serviço da humanização das relações; os dados reais e confiáveis aparecem em adjunto, como meio. O item promove o adjunto a conteúdo principal.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"consiste na confiabilidade dos dados tecnológicos","corrected_statement":"Dadas as relações coesivas do último parágrafo do texto, é correto afirmar que “o caminho para o futuro”, a que se refere o autor no último período, consiste no uso da tecnologia para viabilizar relações mais humanas.","concept":"encapsulamento retoma o núcleo da oração anterior, não o adjunto","citation":null,"trap_note":"Quando o pronome retoma um período, o antecedente é a afirmação principal, não o complemento circunstancial que a fecha. O item que recorta o último sintagma está trocando o todo pela borda."}},{"id":"a45238c1d382","number":6,"stem":58,"statement":"No primeiro período do primeiro parágrafo, o pronome “que” retoma a expressão “capacidade política de governar”.","answer":"C","source":{"slug":"SEPLAN_RR_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O relativo está logo depois de “capacidade política de governar” e o predicado confirma a ligação: o que deriva da relação de legitimidade do Estado e do seu governo com a sociedade é essa capacidade. “A governabilidade” é o sujeito definido no período e reaparece como tema no período seguinte, mas o que a relativa qualifica é o termo que a antecede. Posição e sentido convergem.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"relativo prende-se ao sintagma imediatamente anterior","citation":null,"trap_note":"Em definições do tipo X refere-se a Y, que..., a relativa qualifica Y. O termo definido está mais alto e é o mais visível, e por isso é o que a banca costuma oferecer."}},{"id":"a84f4412f092","number":6,"stem":59,"statement":"No último período do primeiro parágrafo, o termo “seu”, em suas duas ocorrências no trecho “ela acabou admirando seu profundo entendimento de física fundamental e seu notável talento”, está empregado em referência a “ele”, cujo referente é “Drever” (segundo período do primeiro parágrafo).","answer":"C","source":{"slug":"MPC_SC_22_SERVIDOR","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho “ela acabou admirando seu profundo entendimento de física fundamental e seu notável talento como pesquisador” opõe duas pessoas: ela, Bell Burnell, e ele, Drever, apresentado como o supervisor arbitrariamente designado. Os possessivos são do admirado, não da admiradora, e o pronome “ele” do parágrafo recupera Drever, nomeado no segundo período. O item descreve a cadeia com um elo a mais, ligando o possessivo ao pronome e este ao nome próprio.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"cadeia em dois saltos: possessivo, pronome reto e nome próprio","citation":null,"trap_note":"Cadeias podem ter degraus: o pronome retoma outro pronome, que retoma o nome. Reconstitua a cadeia inteira até chegar a um nome próprio antes de aceitar ou recusar o item."}},{"id":"c36deca71e58","number":7,"stem":56,"statement":"No quarto período do segundo parágrafo, o pronome “ele” remete ao termo “bispo escocês Pethlem”.","answer":"E","source":{"slug":"PGE_RJ_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O tópico do parágrafo é Bonifácio: são as cartas dele que servem de testemunho, é ele quem pergunta ao bispo Pethlem, é ele quem escreve a frase citada. Em “Soava-lhe estranho, já que ele nunca ouvira falar nisso antes”, quem estranha e desconhece o impedimento é quem faz a pergunta, não quem a recebe; o fecho do parágrafo confirma, dizendo que o missionário até então não estava familiarizado com esse impedimento. Pethlem é apenas o destinatário, mencionado uma única vez.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"o pronome “ele” remete ao termo “bispo escocês Pethlem”","corrected_statement":"No quarto período do segundo parágrafo, o pronome “ele” remete ao missionário Bonifácio.","concept":"pronome retoma o tópico do parágrafo, não o termo mais recente","citation":null,"trap_note":"Em parágrafo com um protagonista claro, o pronome de terceira pessoa continua nele mesmo depois que outro nome aparece. O nome citado de passagem serve de isca justamente por estar mais perto."}},{"id":"d8e2c08175f3","number":7,"stem":60,"statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, o pronome “isso” retoma a expressão “padrão ideal”.","answer":"E","source":{"slug":"BANRISUL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O período define perfeição e nega em seguida a existência do definido: “Perfeição significa ausência de falhas ou defeitos em relação a um padrão ideal, no entanto isso não existe, pois ninguém nem lugar nenhum são infalíveis”. A justificativa pela infalibilidade e o período seguinte, “A perfeição é irreal e inalcançável”, mostram que o que não existe é a perfeição, e não o padrão de comparação. O item escolhe o último sintagma antes do pronome.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"retoma a expressão “padrão ideal”","corrected_statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, o pronome “isso” retoma a perfeição, definida como ausência de falhas ou defeitos em relação a um padrão ideal.","concept":"pronome neutro retoma o termo definido, não o último sintagma da definição","citation":null,"trap_note":"Depois de uma definição, o pronome neutro costuma retomar o definido, e a justificativa introduzida por pois confirma qual dos dois é. Leia a explicação que vem depois antes de escolher."}},{"id":"7419448c1ed8","number":7,"stem":61,"statement":"No terceiro parágrafo, o segmento “a ideia” (segundo período) retoma, por coesão, a “noção” descrita no primeiro período.","answer":"C","source":{"slug":"INSS_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O primeiro período do trecho apresenta uma noção arraigada: a de que o trabalho de cuidado seria manifestação de amor e, por isso, deveria ser prestado gratuitamente. O período seguinte diz que “a ideia decorre, entre outros aspectos, de construção cultural a respeito da maternidade”, e o artigo definido em “a ideia” marca que se trata de algo já apresentado. Noção e ideia são substituições lexicais de um mesmo conteúdo, e não há outra ideia introduzida no intervalo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"substituição lexical com artigo definido retomando uma noção já exposta","citation":null,"trap_note":"Artigo definido diante de substantivo abstrato é sinal de retomada: ele diz que aquilo já foi apresentado. Procure onde o conteúdo apareceu pela primeira vez."}},{"id":"2beeb8ef813d","number":7,"stem":62,"statement":"No segundo parágrafo, o vocábulo “Elas” (último período) faz referência ao termo “toxinas” (segundo período).","answer":"E","source":{"slug":"PREF_SAO_CRISTOVAO_SE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O parágrafo vai do geral ao exemplo: alimentos naturais podem conter toxinas, e o feijão, por exemplo, contém lectinas, que podem causar vômitos e diarreia. “Elas são eliminadas quando os grãos ficam de molho” fala do que o cozimento do feijão elimina, isto é, das lectinas. Os dois candidatos são femininos plurais, e por isso a concordância não decide: decide o fato de que o período final continua o exemplo, não a generalização.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"faz referência ao termo “toxinas”","corrected_statement":"No segundo parágrafo, o vocábulo “Elas” (último período) faz referência ao termo “lectinas” (penúltimo período).","concept":"pronome retoma o termo do exemplo em curso, não a categoria geral","citation":null,"trap_note":"Quando dois candidatos têm a mesma forma, a concordância empata e o filtro passa a ser o encadeamento: o pronome retoma o último termo do mesmo nível de generalidade em que a frase está."}},{"id":"1976b2521b40","number":7,"stem":63,"statement":"No segundo parágrafo, o pronome “Sua” (penúltimo período) refere-se a “você”.","answer":"C","source":{"slug":"ANP_22_PSS","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O parágrafo convoca o leitor desde o início: “imagine que você tenha um bloco de gelo na sua frente e esteja aquecendo-o pouco a pouco”. Todos os possessivos do trecho ficam presos a esse “você”, e “Sua água congelada torna-se líquida” diz que a água do leitor, antes gelo, passou ao estado líquido. O possessivo concorda com “água”, o objeto possuído, de modo que não é a forma, e sim o fio do parágrafo que fixa o dono.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"possessivo preso ao interlocutor construído pelo texto","citation":null,"trap_note":"Quando o texto instala um você hipotético, ele vira o dono de todos os possessivos do trecho até que outro participante seja introduzido. Marque quem foi convocado e siga a cadeia."}},{"id":"518f112bc0a5","number":8,"stem":56,"statement":"A expressão “esse fato”, no terceiro período do segundo parágrafo, remete à acusação contra Fredegunda pelo clérigo anônimo.","answer":"E","source":{"slug":"PGE_RJ_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho anterior conclui que, poucos anos após o concílio de 721, o autor anônimo e seu público estavam bem familiarizados com os impedimentos do parentesco espiritual, e que sem isso não seria possível acusar Fredegunda. As cartas de Bonifácio são apresentadas como testemunho adicional desse conhecimento difundido, não do episódio da acusação. A acusação é o indício de que o texto se serve; o fato que ela demonstra é a familiaridade com a regra.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"remete à acusação contra Fredegunda pelo clérigo anônimo","corrected_statement":"A expressão “esse fato”, no terceiro período do segundo parágrafo, remete ao fato de o clero franco já estar familiarizado com os impedimentos derivados do parentesco espiritual.","concept":"indício × fato demonstrado pelo indício","citation":null,"trap_note":"Quando o texto argumenta, distinga o exemplo do ponto que ele prova. Expressões como esse fato e essa evidência retomam a tese demonstrada, não o caso que a ilustra."}},{"id":"ae59f05800cf","number":8,"stem":63,"statement":"No último período do primeiro parágrafo, o termo “dele” retoma “um sistema complexo”.","answer":"E","source":{"slug":"ANP_22_PSS","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"A frase opõe um fator e os demais: pequenas mudanças “num fator subjacente a um sistema complexo” podem produzir mudanças radicais “em outros fatores que dele dependem”. O “outros” exige que o termo retomado seja um fator, e é do fator subjacente que os demais dependem. “Um sistema complexo” está mais perto do pronome e tem o mesmo gênero e número, o que é exatamente o que o torna atraente.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"retoma “um sistema complexo”","corrected_statement":"No último período do primeiro parágrafo, o termo “dele” retoma “um fator subjacente”.","concept":"outros mais substantivo fixa a classe do antecedente","citation":null,"trap_note":"Palavras como outro, demais e restante amarram o antecedente à mesma classe do termo que as acompanha. Quando elas aparecem, a classe decide antes da distância."}},{"id":"6cf954c9af67","number":9,"stem":64,"statement":"O pronome “lhe” em “proporcionar-lhe” (primeiro parágrafo) refere-se a “o seu povo” (primeiro parágrafo).","answer":"C","source":{"slug":"BANCO_DO_NORDESTE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O período diz que Gandhi usou a roca de fiar como instrumento de inclusão social do seu povo, “ao proporcionar-lhe realizar um ofício de forma sustentável”. Proporcionar pede um beneficiário, e o beneficiário nomeado é o povo, o mesmo a quem se destina a inclusão social. A roca é o meio, Gandhi é o agente, e só o povo pode ocupar a posição do dativo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"lhe dativo marca o beneficiário da ação","citation":null,"trap_note":"Verbos de três lugares (proporcionar, oferecer, garantir, permitir) põem o beneficiário no lhe. Identifique agente, objeto e beneficiário e o pronome se resolve sem leitura do resto do texto."}},{"id":"f563c2315d79","number":9,"stem":59,"statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, o vocábulo “o”, em “ele o realizara”, retoma o trecho “grupo de seus poucos orientandos”.","answer":"E","source":{"slug":"MPC_SC_22_SERVIDOR","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O parêntese diz que ela não se dera conta de que ele realizara aquilo no quintal da propriedade rural da família: o que se realiza é um experimento, e o experimento de Hughes-Drever acaba de ser mencionado. “Grupo de seus poucos orientandos” é o termo a quem Drever contava as ideias, não algo que se realize. O verbo do período já elimina o antecedente oferecido, antes de qualquer consideração de distância.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"retoma o trecho “grupo de seus poucos orientandos”","corrected_statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, o vocábulo “o”, em “ele o realizara”, retoma o trecho “o experimento de Hughes-Drever”.","concept":"o verbo restringe o antecedente possível do objeto direto","citation":null,"trap_note":"Pergunte o que o verbo aceita como objeto. Realizar pede experimento, projeto, tarefa; nunca um grupo de pessoas. A seleção do verbo descarta antecedentes mais depressa que a leitura do parágrafo."}},{"id":"61469be7509e","number":10,"stem":59,"statement":"No segundo parágrafo, o vocábulo ‘isso’, em ‘Mas isso não é oficial’, faz referência ao teor da afirmação ‘não a admitiram’.","answer":"E","source":{"slug":"MPC_SC_22_SERVIDOR","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"A fala é “não a admitiram, e a história conta que foi porque era mulher. Mas isso não é oficial, você sabe”. O que não é oficial não é a recusa, que é fato incontroverso, mas o motivo atribuído a ela pela história. O adversativo “Mas” marca exatamente essa ressalva ao segundo membro da frase anterior, não ao primeiro.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"faz referência ao teor da afirmação ‘não a admitiram’","corrected_statement":"No segundo parágrafo, o vocábulo ‘isso’, em ‘Mas isso não é oficial’, faz referência ao teor da afirmação ‘foi porque era mulher’.","concept":"pronome neutro retoma o membro que o adversativo restringe","citation":null,"trap_note":"Depois de mas, porém ou no entanto, o pronome neutro retoma aquilo que está sendo ressalvado. Pergunte o que o adversativo corrige e você tem o antecedente."}},{"id":"76647e22c86a","number":12,"stem":65,"statement":"Da leitura do segundo parágrafo, entende-se que o pronome “ela”, em “dela” (último período), refere-se a “rosa” (penúltimo período).","answer":"C","source":{"slug":"INSS_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O parágrafo introduz a rosa como imagem: “se imaginam uma rosa que foi colhida em plena beleza desabrochada. Mas a rosa, se a não apanha o jardineiro, que será ela no dia seguinte?”. Em “o destino dela era murchar, perder as pétalas, secar, sumir-se”, o pronome continua na mesma imagem, e murchar e perder pétalas só se dizem de flor. A cadeia vem sendo mantida por rosa, a e ela desde o início do trecho.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"cadeia sustentada por uma imagem, com predicados que só cabem a ela","citation":null,"trap_note":"Use o predicado como prova: se apenas um candidato pode fazer ou sofrer aquilo, ele é o referente. Murchar, secar e perder pétalas não têm outro sujeito possível."}},{"id":"b6adda78d916","number":12,"stem":66,"statement":"No terceiro período do segundo parágrafo, o termo “sua” refere-se à expressão “conceito de cuidado”.","answer":"C","source":{"slug":"INSS_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O período afirma que o conceito de cuidado surgiu como categoria relevante há cerca de trinta anos “e, desde então, tem sido crescente a sua presença em linhas de investigação em áreas como economia, antropologia, psicologia e filosofia política”. O que cresce em presença nessas áreas é o conceito, sujeito do período e tema da fala citada. O possessivo concorda com “presença”, de modo que a forma não decide; decide o encadeamento com desde então, que continua falando do mesmo conceito.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"possessivo mantém o tópico do período em construção de tempo","citation":null,"trap_note":"Marcadores como desde então e a partir daí amarram a segunda oração ao mesmo sujeito da primeira. Aproveite esse fio para atribuir o possessivo."}},{"id":"22b4f3c36077","number":12,"stem":67,"statement":"O termo “Esse”, que inicia o terceiro parágrafo, retoma toda a ideia veiculada pelo segundo parágrafo.","answer":"C","source":{"slug":"SEDUC_AL_21","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O terceiro parágrafo começa com “Esse é o custo de desprezar a cultura”, e custo exige que o retomado seja um preço já descrito. O parágrafo anterior descreve justamente isso: a crise global de saúde mental, com elevação dos índices de suicídio, medicalização massiva e insuficiência de recursos. Nenhum termo isolado desse parágrafo poderia, sozinho, ser chamado de custo; só o quadro inteiro.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"pronome demonstrativo isolado encapsulando um parágrafo inteiro","citation":null,"trap_note":"Demonstrativo sozinho no início de parágrafo costuma encapsular todo o parágrafo anterior. O predicado que vem depois dele diz se o alcance é o trecho inteiro ou apenas uma parte."}},{"id":"b35104f1b507","number":12,"stem":58,"statement":"No primeiro período do quarto parágrafo, a expressão “a qual” foi empregada para tornar menos ambígua a estrutura do período, haja vista que essa expressão retoma apenas “capacidade de liderança do Estado”, e não as três dimensões apresentadas.","answer":"C","source":{"slug":"SEPLAN_RR_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O período enumera três dimensões da governabilidade e fecha com “capacidade de liderança do Estado, sem a qual as decisões se tornam ineficientes”. A forma composta a qual é escolhida exatamente porque permite prender a relativa a um dos elementos da enumeração sem ambiguidade, e o singular confirma que não são as três dimensões. Com um simples que, a leitura ficaria em aberto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"o qual como recurso de desambiguação em enumeração","citation":null,"trap_note":"A forma composta o qual/a qual existe para desfazer ambiguidade, sobretudo depois de preposição e de enumerações. Quando o item afirmar que ela reduz a ambiguidade, confira o número e veja se o alcance é mesmo restrito."}},{"id":"99bd6e2bda04","number":13,"stem":68,"statement":"O pronome “ela” (início do quinto parágrafo) retoma “Suelaine Carneiro” (início do quarto parágrafo).","answer":"C","source":{"slug":"SEE_PE_22_ESPECIAL_MUSICA","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Suelaine Carneiro é apresentada com nome e função no início do quarto parágrafo e é ela quem fala nas aspas seguintes. Ao abrir o quinto parágrafo com “De acordo com ela”, o texto mantém a mesma fonte, e o parágrafo termina com “contextualiza Suelaine”, o que confirma a identidade. A cadeia atravessa o limite de parágrafo sem se romper, porque nenhuma outra mulher é introduzida no intervalo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"cadeia referencial atravessando a fronteira de parágrafo","citation":null,"trap_note":"Mudança de parágrafo não zera a referência. Confira se algum outro candidato foi introduzido no intervalo; se não houve, o pronome continua no mesmo referente."}},{"id":"6bbab4000c0d","number":14,"stem":68,"statement":"O pronome ‘Você’ (segundo período do último parágrafo) não faz referência a um interlocutor específico.","answer":"C","source":{"slug":"SEE_PE_22_ESPECIAL_MUSICA","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Você pode recuperar dois anos se houver políticas públicas, compromisso público com a educação”, a fala não se dirige a um interlocutor identificado: o pronome tem valor genérico, equivalente a qualquer um ou a gente. A prova está na continuação, que fala de políticas públicas e de ações de Estado, e não de algo que um indivíduo determinado pudesse fazer. Há aqui referência genérica, não retomada de um termo do texto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"você genérico: pronome sem referente determinado","citation":null,"trap_note":"Nem todo pronome tem antecedente. Você, a gente, se e eles podem ser indeterminados; nesse caso, o item que negar a existência de referente específico é o certo."}},{"id":"f63de37215e8","number":14,"stem":64,"statement":"No contexto em que aparece, o pronome “Ela” (quarto parágrafo) poderia ser substituído por A abordagem ativista, sem prejuízo dos sentidos originais do texto.","answer":"E","source":{"slug":"BANCO_DO_NORDESTE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O tópico dos parágrafos anteriores é a tecnologia social, definida como conjunto de técnicas e metodologias transformadoras, e é dela que se diz ter como base a disseminação de soluções para demandas de renda, trabalho, educação e afins. “A abordagem ativista de participação coletiva” aparece no período anterior apenas como um dos elementos considerados pela proposta, dentro de um gerúndio, e não como o tema que a frase continua. Substituir o pronome por ela mudaria o que o texto afirma.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"poderia ser substituído por A abordagem ativista","corrected_statement":"No contexto em que aparece, o pronome “Ela” (quarto parágrafo) poderia ser substituído por A tecnologia social, sem prejuízo dos sentidos originais do texto.","concept":"teste de substituição: o nome reposto tem de manter o sentido","citation":null,"trap_note":"Item que propõe substituir o pronome por um nome está pedindo que você refaça a frase inteira com esse nome. Leia o resultado: se o texto passar a dizer outra coisa, o item está errado."}},{"id":"c68c8543445d","number":20,"stem":69,"statement":"No segundo período do terceiro parágrafo, o termo “essas experiências” refere-se a “situações de pobreza e miséria”.","answer":"E","source":{"slug":"BANCO_DO_NORDESTE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O período anterior informa que, no Brasil, tem havido uma multiplicação de experiências baseadas no conceito de economia solidária, e é a essas que o demonstrativo volta, com repetição do próprio substantivo experiências. “Situações de pobreza e miséria” aparece dentro de um adjunto comparativo, como aquilo a que as iniciativas paliativas respondem, e nem sequer é uma experiência. O núcleo repetido torna a cadeia explícita.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"refere-se a “situações de pobreza e miséria”","corrected_statement":"No segundo período do terceiro parágrafo, o termo “essas experiências” refere-se às experiências baseadas no conceito de economia solidária.","concept":"demonstrativo com repetição do substantivo aponta para a ocorrência anterior do mesmo termo","citation":null,"trap_note":"Quando o retomador repete a palavra do antecedente (essas experiências, esse conceito, tais medidas), procure a ocorrência anterior dessa mesma palavra. O sintagma que está mais perto, dentro de um adjunto, é distração."}},{"id":"36d8efea313d","number":20,"stem":70,"statement":"No primeiro parágrafo, o vocábulo “sua”, em “ignorou sua presença” (sétimo período), retoma o substantivo “Dalva” (sexto período).","answer":"E","source":{"slug":"PREF_SAO_CRISTOVAO_SE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"A sequência é “Dalva parou de falar com Venâncio. Não olhou mais para ele, considerou que ele não estava mais vivo, ignorou sua presença”. Dalva é o sujeito de todas essas orações e Venâncio é o alvo de todas elas; ignorar a própria presença não diria nada. O possessivo acompanha a série de retomadas de Venâncio feitas por “ele”, e não o sujeito que pratica as ações.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"retoma o substantivo “Dalva”","corrected_statement":"No primeiro parágrafo, o vocábulo “sua”, em “ignorou sua presença” (sétimo período), retoma o substantivo “Venâncio” (sexto período).","concept":"possessivo retoma o alvo da série de ações, não o sujeito","citation":null,"trap_note":"Sujeito de oração raramente é o dono do possessivo que aparece no objeto: se fosse, o texto usaria próprio ou o reflexivo. Pergunte que leitura não seria trivial ou absurda."}},{"id":"75fef0131166","number":23,"stem":71,"statement":"No primeiro período do texto, o pronome “lhe” refere-se a “o conceito de tecnologias sociais”.","answer":"C","source":{"slug":"BANCO_DO_NORDESTE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O período afirma que a adoção do conceito de tecnologias sociais ocorre junto com o avanço “de dois conceitos que lhe são complementares: economia solidária e capital social”. Complementar a pede um termo a que os dois conceitos se somam, e esse termo é o conceito de tecnologias sociais, tema do período. Os dois conceitos nomeados depois dos dois-pontos são os complementares, não o complementado.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"lhe como complemento de adjetivo regido pela preposição a","citation":null,"trap_note":"Adjetivos como complementar, contrário, necessário e inerente pedem complemento com a, e esse complemento aparece como lhe. Pergunte complementar a quê e o antecedente salta."}},{"id":"3a9b5e1ea1f4","number":25,"stem":71,"statement":"O pronome “Sua” (segundo período do segundo parágrafo) retoma o termo “Capital social”, no período anterior.","answer":"C","source":{"slug":"BANCO_DO_NORDESTE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O período anterior define capital social como o conjunto de normas, instituições e organizações que promovem a confiança e a cooperação. Em seguida, “Sua importância está na busca de estratégias de superação da pobreza e de integração de setores sociais excluídos”, o possessivo retoma o termo definido, que é o tópico da definição. Nenhum dos substantivos internos à definição é retomado sozinho, pois a importância atribuída é do conceito como um todo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"possessivo retoma o termo definido, não os elementos da definição","citation":null,"trap_note":"Depois de uma definição longa, o pronome seguinte volta ao definido, não ao último item da lista que a compõe. A lista está ali para explicar, não para ser retomada."}},{"id":"680974b599d9","number":3,"stem":72,"statement":"O pronome “este”, na expressão “De acordo com este texto”, que inicia o segundo parágrafo, remete a toda a ideia contida no parágrafo anterior.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_21_NS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O demonstrativo acompanha o substantivo “texto” e, por isso, só pode retomar algo que seja um texto: no caso, a Alegoria da Caverna, apresentada como o texto mais célebre de A República e comentada ao longo do primeiro parágrafo. O parágrafo anterior contém ideias sobre esse texto, mas o conjunto dessas ideias não é um texto. O núcleo do sintagma limita o que o demonstrativo pode alcançar.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"remete a toda a ideia contida no parágrafo anterior","corrected_statement":"O pronome “este”, na expressão “De acordo com este texto”, que inicia o segundo parágrafo, remete à Alegoria da Caverna, comentada no parágrafo anterior.","concept":"o núcleo do sintagma demonstrativo restringe o antecedente","citation":null,"trap_note":"Demonstrativo com substantivo pleno só retoma algo da mesma natureza: este texto retoma um texto, essa lei retoma uma lei, esse autor retoma uma pessoa. Confira a natureza antes do alcance."}},{"id":"a0a65161342b","number":4,"stem":73,"statement":"Na expressão “Para isso”, que introduz o quinto parágrafo com sentido de finalidade, o pronome “isso” refere-se ao termo “extinção de determinado idioma” (quarto parágrafo).","answer":"E","source":{"slug":"ICMBIO_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O parágrafo anterior fecha com uma finalidade: “Dessa forma, seria possível compreender quais saberes seriam perdidos no caso de extinção de determinado idioma”. Como “Para isso” é expressão de finalidade, o pronome só pode retomar um objetivo, e objetivo é a compreensão pretendida, não o evento hipotético que a encerra. O item recorta o último sintagma da frase e o apresenta como propósito da análise dos dados etnobotânicos.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"o pronome “isso” refere-se ao termo “extinção de determinado idioma”","corrected_statement":"Na expressão “Para isso”, que introduz o quinto parágrafo com sentido de finalidade, o pronome “isso” refere-se a compreender quais saberes seriam perdidos com a extinção de um idioma.","concept":"pronome em locução de finalidade retoma um objetivo, não um objeto","citation":null,"trap_note":"Para isso, com esse fim e com esse objetivo exigem antecedente que possa ser um propósito. Se o termo oferecido pela banca é uma coisa ou um evento indesejado, o item já está errado."}},{"id":"091b86aa8691","number":5,"stem":74,"statement":"No trecho “acostumando os espectadores a uma ferocidade de que todos queriam vê-los afastados, mostrando-lhes a frequência dos crimes” (primeiro parágrafo), as formas pronominais “los” e “lhes” retomam “todos”.","answer":"E","source":{"slug":"SERIS_AL_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho é “acostumando os espectadores a uma ferocidade de que todos queriam vê-los afastados, mostrando-lhes a frequência dos crimes”. Quem se quer ver afastado da ferocidade e a quem se mostra a frequência dos crimes são os espectadores, objeto do gerúndio que abre a série; “todos” é o sujeito de queriam, isto é, quem tinha esse desejo. Sujeito e objeto da mesma oração não podem ter o mesmo referente sem forma reflexiva, o que já elimina a leitura do item.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"as formas pronominais “los” e “lhes” retomam “todos”","corrected_statement":"No trecho citado, as formas pronominais “los” e “lhes” retomam “os espectadores”.","concept":"sujeito e objeto na mesma oração não são correferentes sem reflexivo","citation":null,"trap_note":"Se o item faz um pronome objeto retomar o sujeito da mesma oração, exija a forma reflexiva (se, si). Sem ela, a leitura é impossível, e o item cai sem necessidade de interpretar o texto."}},{"id":"68109c86cd08","number":6,"stem":75,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, a forma pronominal “lhe” retoma “autor”.","answer":"E","source":{"slug":"PC_SE_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O período define o stalking como perseguição reiterada pelo autor, não consentida pela vítima, “que lhe cause medo, angústia e sentimentos afins, além de repercutir diretamente na sua vida”. Quem sente medo e tem a vida atingida é quem sofre a perseguição, isto é, a vítima; o autor é o agente, expresso pelo adjunto “pelo autor”. O item aproveita a vizinhança do substantivo e o fato de “lhe” não marcar gênero.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"retoma “autor”","corrected_statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, a forma pronominal “lhe” retoma “a vítima”.","concept":"lhe retoma o paciente da ação, não o agente já expresso","citation":null,"trap_note":"O pronome “lhe” não distingue gênero, de modo que o filtro da concordância quase nada elimina. Nesses casos, decida pelo papel: quem age já está expresso no adjunto agente; o oblíquo recupera quem sofre."}},{"id":"8ff46c244efa","number":6,"stem":76,"statement":"No sétimo período do texto, o pronome “cujas” remete a “mecanismo”.","answer":"E","source":{"slug":"FUNPRESP_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O período diz que a natureza “se torna, por assim dizer, um grande relógio, do qual podemos desmontar o mecanismo e cujas peças e engrenagem podemos aperfeiçoar”. As duas relativas são coordenadas e se prendem ao mesmo antecedente, o relógio: dele se desmonta o mecanismo e dele são as peças e a engrenagem. “Mecanismo” é objeto da primeira relativa, e objeto de relativa não serve de antecedente para a relativa coordenada seguinte.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"o pronome “cujas” remete a “mecanismo”","corrected_statement":"No sétimo período do texto, o pronome “cujas” remete a “um grande relógio”.","concept":"relativas coordenadas compartilham o antecedente","citation":null,"trap_note":"Duas relativas ligadas por e dependem do mesmo termo. O substantivo que aparece dentro da primeira está mais perto do segundo pronome, e é por isso que a banca o oferece."}},{"id":"1b3e61710016","number":7,"stem":77,"statement":"O pronome “sua” empregado no primeiro período do terceiro parágrafo remete a “radical livre”, no último período do parágrafo anterior.","answer":"C","source":{"slug":"SESAU_AL_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O parágrafo anterior fecha apresentando o radical livre como elemento gerado no organismo desde a concepção, cuja produção é contínua. O período seguinte continua o mesmo assunto ao dizer que, até certa idade, o organismo consegue neutralizar esses elementos, mas chega uma fase em que a produção excede a degradação. O possessivo mantém o tópico aberto, e é a produção do radical livre que o texto vinha quantificando.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"possessivo mantendo o tópico na passagem de parágrafo","citation":null,"trap_note":"Continuidade de assunto vale mais que fronteira de parágrafo. Se o período seguinte desenvolve o mesmo processo, o possessivo continua no mesmo dono."}},{"id":"3576897b4432","number":7,"stem":78,"statement":"O pronome “que”, em “que causam” (último período do texto), exerce a função de sujeito da oração em que ocorre e retoma o termo “as empresas”.","answer":"E","source":{"slug":"IBAMA_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Em “assumindo sua verdadeira responsabilidade pelos impactos que causam”, quem causa está elíptico e é o mesmo sujeito de assumir, as empresas; o relativo ocupa a posição de objeto de causar e retoma “os impactos”. Um relativo retoma sempre o termo que o antecede, e o sujeito da oração relativa está oculto, não pronominalizado. O item erra duas coisas ao mesmo tempo: a função e o antecedente.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"exerce a função de sujeito da oração em que ocorre e retoma o termo “as empresas”","corrected_statement":"O pronome “que”, em “que causam” (último período do texto), exerce a função de objeto direto da oração em que ocorre e retoma o termo “os impactos”.","concept":"relativo objeto com sujeito elíptico na mesma oração","citation":null,"trap_note":"Pergunte primeiro qual a função do relativo dentro da oração dele. Se a oração já tem sujeito, ainda que oculto, o relativo é objeto — e o antecedente é o termo à esquerda, não o sujeito lá de cima."}},{"id":"7d66abec1af5","number":8,"stem":79,"statement":"No quinto parágrafo, a expressão “desses conceitos” (segundo período) retoma, de forma imediata e restrita, o termo “fenômenos” (primeiro período).","answer":"E","source":{"slug":"PREF_PIRESRIO_GO_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O período anterior diz que “emergem fenômenos como cidades inteligentes e indústria 4.0”, e o seguinte fala da implementação desses conceitos, acompanhada de sensores e de aumento exponencial de dados. O que se implementa são as noções nomeadas, cidades inteligentes e indústria 4.0, e não a palavra genérica que as introduz. “Fenômenos” é o termo que abre a exemplificação, e retomá-lo tornaria vaga justamente a restrição que o item afirma existir.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"retoma, de forma imediata e restrita, o termo “fenômenos”","corrected_statement":"No quinto parágrafo, a expressão “desses conceitos” (segundo período) retoma, de forma imediata e restrita, os termos “cidades inteligentes” e “indústria 4.0” (primeiro período).","concept":"o retomador recolhe os exemplos, não o termo genérico que os anuncia","citation":null,"trap_note":"Em estruturas do tipo fenômenos como A e B, o retomador seguinte vai a A e B. O substantivo genérico serve de rótulo e é substituído, não retomado."}},{"id":"0d573e65e2d6","number":8,"stem":80,"statement":"No primeiro parágrafo do texto, a forma pronominal “o”, em “ela sempre o foi”, retoma a expressão “um setor estratégico”.","answer":"C","source":{"slug":"TELEBRAS_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Em “ela sempre o foi”, o pronome “o” é predicativo do sujeito, não objeto direto: ele retoma o predicativo de uma frase anterior, no caso “um setor estratégico”. Nessa função o pronome é neutro e fica invariável no masculino singular, mesmo com sujeito feminino, razão pela qual a concordância aparente com “ela” não é problema. A leitura é a de que aquilo que ela é hoje, ela sempre foi.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"o como predicativo invariável retomando um sintagma nominal","citation":null,"trap_note":"Com os verbos ser, estar, parecer e ficar, o pronome “o” retoma o predicativo e não varia. Estranhar a falta de concordância com o sujeito é justamente o erro que a banca espera."}},{"id":"88c426261093","number":9,"stem":81,"statement":"No segundo período do terceiro parágrafo, a forma pronominal “sua” tem como referente o termo “essa corrente”.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_RJ_21_ANALISTA","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O período diz que “essa corrente sustenta que a democracia talvez tenha tido sua época, mas que hoje, com tantos dados à nossa disposição, afinal estamos prestes a automatizar e simplificar muitas daquelas imperfeições”. A época que teria passado é a da democracia, sujeito da oração encaixada em que o possessivo aparece. “Essa corrente” é o sujeito da oração principal e é ela que sustenta a tese, não a que teve sua época.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"tem como referente o termo “essa corrente”","corrected_statement":"No segundo período do terceiro parágrafo, a forma pronominal “sua” tem como referente o termo “a democracia”.","concept":"possessivo em oração encaixada pertence ao sujeito dessa oração","citation":null,"trap_note":"Localize a oração em que o possessivo está antes de escolher o dono. O sujeito da principal quase sempre é oferecido como antecedente justamente porque está mais alto e mais visível."}},{"id":"2b852b04aa55","number":10,"stem":76,"statement":"A expressão “Esse movimento” (nono período) remete à ideia de representar a natureza como um grande relógio.","answer":"C","source":{"slug":"FUNPRESP_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Esse movimento” encapsula o processo descrito nos períodos anteriores: habituar-se a representar a natureza como um todo, que o texto formula como transformá-la num grande relógio desmontável e aperfeiçoável. É desse hábito que se diz, em seguida, que começou a ganhar corpo a partir do século XVII e que só se produziu uma vez. Nenhum substantivo isolado poderia ser datado e contado como ocorrência única.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"nome de processo encapsulando uma mudança histórica","citation":null,"trap_note":"Se o predicado situa o retomado no tempo ou conta quantas vezes ocorreu, o antecedente é um processo descrito, não um objeto nomeado."}},{"id":"30b9881f7f2c","number":14,"stem":82,"statement":"No quarto período do primeiro parágrafo, a forma pronominal “eles” retoma “produtos”.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_PIRESRIO_GO_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O período é concessivo: “Embora inicialmente o comércio e a distribuição econômica de produtos de colheita fossem geograficamente bem delimitados, eles conduziram a uma difusão cada vez mais ampla das sementes”. O pronome retoma o sujeito composto da concessiva, e é por isso que está no plural masculino; quem conduz à difusão das sementes é a atividade comercial, não a mercadoria. “Produtos” aparece dentro do complemento e é o substantivo mais próximo do pronome.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"a forma pronominal “eles” retoma “produtos”","corrected_statement":"No quarto período do primeiro parágrafo, a forma pronominal “eles” retoma “o comércio e a distribuição econômica de produtos de colheita”.","concept":"pronome retoma o sujeito composto da oração concessiva","citation":null,"trap_note":"Sujeito composto explica um pronome plural sem que exista substantivo plural por perto. Some os núcleos antes de concluir que o plural obriga a pegar a palavra plural mais próxima."}},{"id":"3eba0749ef59","number":15,"stem":81,"statement":"No terceiro parágrafo, o adjetivo “tecnocrata” (segundo período) qualifica o termo “pensamento político” (primeiro período).","answer":"E","source":{"slug":"TCE_RJ_21_ANALISTA","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Extremamente tecnocrata em seu âmago, essa corrente sustenta que...” é predicativo antecipado: o adjetivo se liga ao sujeito da oração que ele encabeça, e esse sujeito é “essa corrente”. “Pensamento político” aparece no período anterior apenas como complemento de “uma velha corrente positivista do pensamento político”. O adjetivo antecipado é um caso de referência sintática, e ele só pode alcançar o sujeito da própria oração.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"qualifica o termo “pensamento político”","corrected_statement":"No terceiro parágrafo, o adjetivo “tecnocrata” (segundo período) qualifica o termo “essa corrente” (segundo período).","concept":"predicativo antecipado se liga ao sujeito da oração que abre","citation":null,"trap_note":"Adjetivo deslocado para o início da frase, entre vírgulas, qualifica o sujeito que vem logo depois. Não vá buscá-lo no período anterior só porque o substantivo de lá parece combinar."}},{"id":"3d469120ed26","number":18,"stem":83,"statement":"No segundo parágrafo, o vocábulo “suas”, em “suas antepassadas”, refere-se a “crianças”.","answer":"E","source":{"slug":"MJSP_21_PSS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O texto diz “Nunca encontrei adolescentes: eram crianças ou mulheres feitas. Estas, no entanto, fanavam-se com menos rapidez do que suas antepassadas”. O demonstrativo “Estas” retoma o último dos dois termos coordenados, “mulheres feitas”, e é a esse termo que o possessivo se prende. O sentido confirma: quem se compara às antepassadas e é exemplificado por Lucia e Cristina são as mulheres, não as crianças.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"refere-se a “crianças”","corrected_statement":"No segundo parágrafo, o vocábulo “suas”, em “suas antepassadas”, refere-se a “mulheres feitas”.","concept":"este/aquele em par coordenado: este retoma o último termo","citation":null,"trap_note":"Em pares coordenados, este e estas retomam o termo mais próximo, o último citado; aquele e aquelas, o mais distante. É regra de posição e resolve o item sem interpretação."}},{"id":"f10e5bc4ced8","number":18,"stem":84,"statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, a expressão “Esse comércio” faz referência ao termo “gado”, empregado no período imediatamente anterior.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_PIRESRIO_GO_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O núcleo do retomador é comércio, e comércio foi o que o primeiro período estabeleceu ao dizer que plantas, animais domésticos e seus produtos pertencem aos mais antigos produtos comercializáveis. O período intermediário, sobre a origem da palavra pecunia, é uma digressão etimológica, e “gado” nele não nomeia atividade alguma. O item aproveita a posição imediatamente anterior para oferecer um termo que o núcleo do sintagma não aceita.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"faz referência ao termo “gado”","corrected_statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, a expressão “Esse comércio” faz referência ao comércio de plantas, animais domésticos e produtos deles obtidos, tratado no primeiro período.","concept":"antecedente dois períodos atrás: a digressão não interrompe a cadeia","citation":null,"trap_note":"Antecedente não é obrigatoriamente o que está no período anterior. Digressões, exemplos e parênteses se interpõem, e o núcleo do retomador é o que diz até onde voltar."}},{"id":"b289cb3bbfa9","number":5,"stem":85,"statement":"A expressão “esse efeito” (R.5) faz referência à relação entre local de moradia e habilidade de localização, estabelecida anteriormente.","answer":"C","source":{"slug":"TC_DF_20_ACE","ano":2020},"explanation":{"verdict_reason":"“esse efeito” é expressão nominal encapsuladora: o núcleo efeito resume uma relação já descrita, e o demonstrativo a marca como conhecida. O trecho anterior estabelece que o lugar onde a pessoa cresceu influencia suas habilidades de localização, e é essa relação que o item identifica. O parágrafo continua dizendo que esse efeito varia de país para país, o que só faz sentido se o retomado for a relação inteira.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"encapsulamento por expressão nominal com núcleo efeito","citation":null,"trap_note":"Se o que vem depois do retomador atribui variação, grau ou intensidade, o antecedente é uma relação, não um objeto. Só relações variam de país para país."}},{"id":"dd8b7a2168fc","number":8,"stem":85,"statement":"O pronome “Eles” (R.11) retoma “estudiosos” (R.7).","answer":"E","source":{"slug":"TC_DF_20_ACE","ano":2020},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho descreve o funcionamento do jogo: os jogadores controlam um barco e têm objetivos marcados; “Eles então têm que seguir o caminho guiados apenas pela memória”. Quem segue o caminho pela memória é quem joga, não quem conduziu a pesquisa. Os pesquisadores voltam à cena no período seguinte, quando aplicam questionários, o que confirma a alternância entre os dois grupos.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"retoma “estudiosos”","corrected_statement":"O pronome “Eles” (R.11) retoma “os jogadores” (R.10).","concept":"pronome sujeito retoma o participante da cena em curso","citation":null,"trap_note":"Em texto que alterna pesquisadores e pesquisados, cada pronome fica com o grupo que está em cena naquele momento. Marque onde a descrição do experimento começa e termina."}},{"id":"7c8c404d6eae","number":9,"stem":86,"statement":"No período “Vivem os que podem se isolar e os que moram em aglomerados miseráveis, em um cômodo apenas, para os quais as palavras ‘confinamento’, ‘isolamento’ ou ‘quarentena’ são piadas de mau gosto” (último parágrafo), “os quais” tem como referente “os que moram em aglomerados miseráveis, em um cômodo apenas”.","answer":"C","source":{"slug":"DPDF_20_ANALISTA","ano":2020},"explanation":{"verdict_reason":"No período há dois grupos coordenados, “os que podem se isolar” e “os que moram em aglomerados miseráveis”. A relativa “para os quais as palavras confinamento, isolamento ou quarentena são piadas de mau gosto” só pode se prender ao segundo, e o sentido confirma: quem pode se isolar não acharia graça nem absurdo nas palavras. A forma composta os quais é usada exatamente para permitir que a relativa se ligue a um dos dois grupos sem confusão.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"o qual preposicionado e a escolha entre grupos coordenados","citation":null,"trap_note":"Quando dois grupos coordenados antecedem uma relativa, teste o predicado dela em cada um. O sentido decide, e a forma composta o qual existe justamente para permitir essa escolha."}},{"id":"914b2fa60a3b","number":4,"stem":87,"statement":"A referência temporal da expressão “Neste exato instante” (sétimo período) é atualizada a cada leitura do texto, remetendo ao agora, ao presente de cada leitor.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"“Neste exato instante” não é anáfora nem catáfora: é dêixis, e o referente é o momento da enunciação, aqui o momento em que cada leitor lê. Por isso não aponta para nenhum trecho do texto e se reatualiza a cada leitura. O reforço “em que você lê estas palavras” deixa explícito esse ancoramento na situação.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"dêixis × anáfora: referência ao momento da leitura","citation":null,"trap_note":"Nem todo elemento referencial aponta para o texto. Este, aqui, agora, hoje e você podem apontar para a situação de enunciação; nesses casos, procurar antecedente no texto é perder tempo."}},{"id":"2300382f628d","number":5,"stem":88,"statement":"O pronome “Isso” (R.5) remete a toda a ideia expressa no período anterior.","answer":"C","source":{"slug":"PGM_RR_19_PROCURADOR","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"“Isso quer dizer que” é fórmula de reformulação: o pronome neutro só pode retomar o que acaba de ser enunciado, tomado como um todo. Não há aqui um substantivo a ser recuperado, e sim a afirmação inteira do período anterior, que a sequência reexplica. Por isso o item acerta ao falar em toda a ideia, e não em um termo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"pronome neutro em fórmula de reformulação encapsula o período anterior","citation":null,"trap_note":"Isso, isto e o dito neutro não têm gênero nem número para conferir: são justamente os pronomes que retomam orações e trechos inteiros. Quando eles aparecem, a pergunta deixa de ser qual palavra e passa a ser qual porção de texto."}},{"id":"8f711cb3cfdc","number":5,"stem":87,"statement":"No trecho “introduzimos que o horizonte do que o palhaço escuta é a tragédia da vida, a sua realidade mais extensa de miséria e impotência” (décimo período), a forma pronominal “sua” tem como referente o termo “horizonte”.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"“a sua realidade mais extensa de miséria e impotência” é aposto de “a tragédia da vida”, termo que vem imediatamente antes e que o aposto explica. O possessivo pertence, portanto, à vida de que se fala, não ao sujeito do período. “Horizonte” está mais distante e é o termo definido pela frase, não o termo retomado pelo aposto.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"tem como referente o termo “horizonte”","corrected_statement":"No trecho “introduzimos que o horizonte do que o palhaço escuta é a tragédia da vida, a sua realidade mais extensa de miséria e impotência” (décimo período), a forma pronominal “sua” tem como referente o termo “a tragédia da vida”.","concept":"possessivo dentro de aposto pertence ao termo aposto","citation":null,"trap_note":"Possessivo dentro de aposto é do termo que o aposto explica. Antes de escolher o dono, identifique a função do sintagma em que o pronome está."}},{"id":"61fa796639b0","number":8,"stem":89,"statement":"O elemento “que”, em “que recebem o nome de e-lixo” (ℓ. 25 e 26), retoma o termo “sobras de computadores” (ℓ.25).","answer":"C","source":{"slug":"SLU_DF_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"O relativo “que” em “que recebem o nome de e-lixo” está imediatamente depois de “sobras de computadores”, e o verbo no plural, recebem, confirma um antecedente plural. O que recebe o nome de e-lixo são os resíduos eletrônicos, não a atividade nem a pessoa citada antes. Concordância e posição apontam para o mesmo sintagma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"concordância verbal da relativa confirma o antecedente","citation":null,"trap_note":"O verbo da oração relativa concorda com o antecedente: se ele está no plural, o antecedente é plural. É um filtro que dispensa interpretação e resolve muitos itens sozinho."}},{"id":"d97123d44f15","number":14,"stem":90,"statement":"A expressão “o medo deles” (quarto período do primeiro parágrafo) remete ao medo causado pelos mortos.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Com o amor pelos mortos surgiu também o medo deles”, o pronome “deles” retoma “os mortos”, e a relação é de genitivo objetivo: são eles que provocam o medo, não que o sentem. O paralelismo com “o amor pelos mortos”, na mesma frase, fixa essa leitura. O item traduz corretamente a relação.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"genitivo objetivo: quem causa × quem sente","citation":null,"trap_note":"Com nomes de sentimento (medo, amor, temor, ódio), o complemento pode indicar quem sente ou quem provoca. Use o termo paralelo da mesma frase para decidir qual dos dois."}},{"id":"c34fa8c8995e","number":14,"stem":91,"statement":"O termo ‘lá’ (segundo período do sétimo parágrafo) refere-se a Brasília, a nova capital do Brasil.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"O período anterior nomeia o fracasso de que se fala: “foi o de reitor da Universidade de Brasília”. É nessa universidade que se tentou, com o melhor da intelectualidade brasileira, dar ao país a universidade necessária, e é isso que “Tentamos lá” retoma. A cidade aparece no texto como destino da universidade a ser criada, não como lugar da tentativa narrada.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"refere-se a Brasília, a nova capital do Brasil","corrected_statement":"O termo ‘lá’ (segundo período do sétimo parágrafo) refere-se à Universidade de Brasília.","concept":"advérbio locativo retoma o lugar tematizado, não o topônimo mais visível","citation":null,"trap_note":"Lá, ali, aí e daí são anafóricos de lugar e retomam a última localização tematizada. Nome de cidade dentro de um nome de instituição não é o lugar: é parte do nome."}},{"id":"3ed0b5277bc7","number":15,"stem":91,"statement":"No sétimo parágrafo, a forma pronominal ‘esta’, no terceiro período, retoma a ideia expressa no período imediatamente anterior.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Ousamos ali — e esta foi a maior façanha da minha geração — repensar radicalmente a universidade”, o demonstrativo está num aposto intercalado e aponta para a frente: a façanha é repensar radicalmente a universidade, que só vem depois. Trata-se de catáfora, e não de retomada. O item mantém o referente plausível mas troca a direção da referência.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"retoma a ideia expressa no período imediatamente anterior","corrected_statement":"No sétimo parágrafo, a forma pronominal ‘esta’, no terceiro período, antecipa a ideia expressa em seguida, no próprio período.","concept":"catáfora: demonstrativo que antecipa o que vem depois","citation":null,"trap_note":"Quando o demonstrativo aparece em parêntese ou travessão no meio da frase, suspeite de catáfora: o trecho anunciado costuma vir depois do fecho do aposto. Anáfora olha para trás, catáfora olha para a frente, e trocar a direção é uma das jogadas mais baratas da banca."}},{"id":"3536aca4b941","number":3,"stem":92,"statement":"A expressão “a polícia” presente em “da polícia” (ℓ.1) é retomada, ao longo do primeiro parágrafo do texto, por meio das expressões “dessa agência de segurança” (ℓ.2), “sua” (ℓ.5), “seu” (ℓ.6), “sua” (ℓ.6) e “dessa instituição” (ℓ.9).","answer":"C","source":{"slug":"PC_SE_18_DELEGADO","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"O parágrafo mantém um único referente e o retoma por meios variados: a expressão nominal “dessa agência de segurança”, os possessivos “sua” e “seu” e uma segunda expressão nominal, “dessa instituição”. Todos apontam para a polícia, introduzida em “da polícia”. A alternância entre pronome e sintagma nominal é o modo corrente de evitar repetição sem perder o referente.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"cadeia referencial formada por pronomes e expressões nominais","citation":null,"trap_note":"Cadeia referencial não é feita só de pronomes. Sintagmas como essa instituição, esse órgão e tal medida são elos da mesma cadeia e entram na conta junto com eles."}},{"id":"ebf8591a4b1e","number":4,"stem":93,"statement":"O vocábulo “ela” (R.10) retoma o trecho “a primeira capa de superficialismo” (R.9).","answer":"E","source":{"slug":"FUB_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"O texto inteiro trata da língua portuguesa, apresentada logo no início como aquela que não é fácil nem maleável, e é a ela que se voltam os pronomes femininos do trecho, inclusive em “transformá-la numa linguagem de sentimento” e em “Eu gosto de manejá-la”. O que se assusta com o imprevisível de uma frase e é manejado como um cavalo é a língua, não uma capa de superficialismo, expressão que aparece em adjunto e designa o que a escrita retira das coisas. O item oferece o sintagma feminino mais próximo.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"retoma o trecho “a primeira capa de superficialismo”","corrected_statement":"O vocábulo “ela” (R.10) retoma a língua portuguesa, tema do texto.","concept":"tópico do texto como referente estável dos pronomes femininos","citation":null,"trap_note":"Em texto com um tópico único e insistente, os pronomes voltam a ele por padrão. Só aceite outro antecedente se o texto tiver introduzido um novo tópico de verdade, e não uma expressão de passagem."}},{"id":"06bbcf7d86f8","number":5,"stem":94,"statement":"É correto estabelecer a referência do pronome “que” (R.9) tanto com “voz do interlocutor” (R.8) quanto com “outras coisas” (R.9).","answer":"C","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"O relativo que é invariável e não marca gênero nem número, de modo que o filtro da concordância, que resolve a maior parte dos itens deste assunto, aqui não funciona. Na sequência “pela voz do interlocutor, que começava a falar chãmente em outras coisas, que, aliás, o Juca não estava”, o segundo relativo pode prender-se tanto à voz quanto às outras coisas, e o predicado não exclui nenhuma das duas leituras. Reconhecer as duas possibilidades é, portanto, o que o texto autoriza.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"que invariável: ambiguidade quando o predicado não decide","citation":null,"trap_note":"O relativo que é o único que não se deixa filtrar pela concordância. Quando ele aparece com dois candidatos compatíveis, considere a hipótese de o item correto ser justamente o que admite as duas leituras."}},{"id":"43d9a2f90381","number":8,"stem":95,"statement":"Em “reanimando-a” (R.18), o pronome “a” refere-se a “Dúvida” (R.17).","answer":"E","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"No trecho, quem redesenha e reanima é a Dúvida, sujeito das duas formas verbais; o pronome átono é objeto do gerúndio e, por isso, não pode designar o próprio sujeito, que exigiria a forma reflexiva se. O que se reanima é a face devastada pela erosão da morte, citada imediatamente antes e também feminina singular. A estrutura elimina o antecedente proposto antes de qualquer leitura do enredo.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"o pronome “a” refere-se a “Dúvida”","corrected_statement":"Em “reanimando-a” (R.18), o pronome “a” refere-se a “face” (R.17).","concept":"objeto do gerúndio não coincide com o sujeito do gerúndio","citation":null,"trap_note":"Identifique o sujeito do gerúndio antes de resolver o pronome preso a ele. O sujeito está automaticamente fora da disputa pelo objeto, a menos que o texto use pronome reflexivo."}},{"id":"5dc5bc3ca397","number":15,"stem":96,"statement":"Os vocábulos “mosquito” (R.18) e “patógeno” (R.39) têm o mesmo referente no texto: “Aedes aegypti” (R. 6 e 11).","answer":"E","source":{"slug":"EBSERH_18_MEDICA","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"Mosquito e patógeno nomeiam entidades diferentes: o Aedes aegypti é o vetor, o inseto que transmite; o patógeno é o agente que causa a doença e que o vetor carrega. Vetor e agente causador não podem integrar a mesma cadeia referencial. O item aproveita a vizinhança temática dos dois termos para fundi-los em um referente só.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"têm o mesmo referente no texto","corrected_statement":"Os vocábulos “mosquito” (R.18) e “patógeno” (R.39) têm referentes distintos no texto: apenas “mosquito” retoma “Aedes aegypti” (R. 6 e 11).","concept":"vetor × patógeno: termos do mesmo campo não são correferentes","citation":null,"trap_note":"Pertencer ao mesmo assunto não é ser correferente. Para afirmar que dois termos têm o mesmo referente, eles têm de poder trocar de lugar sem alterar o que o texto afirma."}},{"id":"da7f09552dc6","number":5,"stem":97,"statement":"O vocábulo “os” (R.27) remete a “sinônimos” (R.26).","answer":"C","source":{"slug":"STM_17_ANALISTA_TECNICO","ano":2017},"explanation":{"verdict_reason":"O pronome oblíquo “os” é masculino plural e só pode retomar sintagma dessa forma. No trecho, o termo disponível com essa marca é “sinônimos”, mencionado imediatamente antes; “palavras” e “coisas”, que aparecem em volta, são femininos e ficam descartados sem necessidade de interpretação. A concordância resolve o item sozinha.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"concordância do oblíquo elimina os candidatos femininos","citation":null,"trap_note":"Este é o caso puro: gênero e número decidem antes de qualquer leitura. Marque a forma do pronome, varra os candidatos e elimine tudo que não concorda; o que sobrar já costuma ser a resposta."}},{"id":"819e194f59c5","number":13,"stem":98,"statement":"O vocábulo “valentona” (R.27) foi empregado em referência a “mulher” (R.28).","answer":"E","source":{"slug":"STM_17_ANALISTA_TECNICO","ano":2017},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Esse obsoleto domínio à valentona, do homem”, a sequência à valentona é locução adverbial de modo: equivale a pela força, na marra. Nela, valentona não designa pessoa alguma e por isso não retoma nem antecipa nenhum termo do texto. O item transforma um elemento não referencial em elo de cadeia, contando com a coincidência de gênero.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"foi empregado em referência a “mulher”","corrected_statement":"O vocábulo “valentona” (R.27) integra a locução adverbial “à valentona”, que caracteriza o modo do domínio exercido pelo homem, e não faz referência a “mulher” (R.28).","concept":"locução adverbial não é expressão referencial","citation":null,"trap_note":"Antes de procurar antecedente, confirme que a palavra é mesmo referencial. Dentro de locuções cristalizadas (à valentona, à toa, à vontade, à revelia) não há referente a recuperar."}},{"id":"8cdc45ed27d3","number":18,"stem":99,"statement":"A expressão “Esse movimento dinâmico” (R.47) refere-se diretamente ao processo descrito no último período do parágrafo anterior.","answer":"C","source":{"slug":"SEDUC_AL_17","ano":2017},"explanation":{"verdict_reason":"“Esse movimento dinâmico” é expressão nominal encapsuladora: o núcleo movimento resume um processo descrito antes, e o demonstrativo esse o marca como já dado. O que o texto acaba de descrever é o vaivém entre o mundo e a palavra, isto é, ler o mundo, dizê-lo e reescrevê-lo transformando-o. O item liga a expressão a esse processo, e não a um vocábulo isolado.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"expressão nominal encapsuladora com núcleo abstrato","citation":null,"trap_note":"Núcleos abstratos (movimento, processo, fenômeno, transição) sinalizam encapsulamento. O antecedente será um trecho que descreve algo que se desenrola, normalmente o fecho do parágrafo anterior."}},{"id":"e9d413a71a7c","number":6,"stem":100,"statement":"Na linha 6, o pronome “ele” tem como referente o nome “Copérnico”.","answer":"E","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho é “que Claparède compara à que Copérnico realizou na astronomia, e que ele define, com programas que gravitam em torno da criança”. Quem compara e quem define a revolução da educação nova é Claparède, autor da formulação citada; Copérnico entra apenas como termo de comparação, dentro da relativa encaixada. O verbo definir continua a série de atos do mesmo comentador, e o astrônomo do século XVI não define programas escolares.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"o pronome “ele” tem como referente o nome “Copérnico”","corrected_statement":"Na linha 6, o pronome “ele” tem como referente o nome “Claparède”.","concept":"pronome retoma o sujeito da série de verbos, não o nome mais próximo","citation":null,"trap_note":"Nome próprio citado dentro de uma comparação fica mais perto do pronome seguinte e é oferecido por isso. Verifique quem vinha praticando as ações da série antes de aceitar a troca de sujeito."}},{"id":"e830d269b964","number":6,"stem":101,"statement":"Na linha 18, a forma “no” desempenha a função de complemento direto da forma verbal “Sabem” e funciona como elemento de coesão, uma vez que retoma a informação segundo a qual o diálogo com o corpo é gratificante.","answer":"C","source":{"slug":"ANVISA_16","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"“no” é a forma do acusativo “o” depois de verbo terminado em som nasal (sabem mais o igual a sabem-no) e funciona como objeto direto de “Sabem”. O que se sabe é a informação dada antes: a de que o diálogo com o próprio corpo é gratificante. Retomar uma proposição inteira por meio do pronome “o” é uso corrente do chamado pronome neutro.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"o/no como pronome neutro que retoma uma oração","citation":null,"trap_note":"O pronome “o” nem sempre retoma substantivo: pode retomar oração inteira ou predicativo. Nesses casos a concordância não ajuda — ele fica invariável no masculino singular."}},{"id":"3a02c78e041a","number":16,"stem":102,"statement":"No segundo período do segundo parágrafo, a expressão “tais movimentos” (R.26) refere-se aos seguintes termos, expressos anteriormente, nesse mesmo período: “ideias liberais”, “convulsões sociais”, “Inconfidência Mineira” e “Revolução Pernambucana”.","answer":"E","source":{"slug":"TCU_15_TFCE","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"O núcleo do retomador é movimentos, e movimentos, no período, são as convulsões sociais ocorridas no Brasil, das quais a Inconfidência Mineira e a Revolução Pernambucana são exemplos entre parênteses. As ideias liberais europeias não são movimentos: são aquilo cuja importância o texto adverte não se dever realçar em demasia na explicação desses movimentos. Incluí-las na retomada apaga a distinção que sustenta a tese citada.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"“ideias liberais”, “convulsões sociais”, “Inconfidência Mineira” e “Revolução Pernambucana”","corrected_statement":"No segundo período do segundo parágrafo, a expressão “tais movimentos” (R.26) refere-se às convulsões sociais ocorridas no Brasil, exemplificadas pela Inconfidência Mineira e pela Revolução Pernambucana.","concept":"o núcleo do retomador seleciona quais termos anteriores entram na cadeia","citation":null,"trap_note":"Quando o item lista vários antecedentes de uma vez, basta um não caber para o item cair. Teste cada elemento contra o núcleo do retomador: ideias não são movimentos, normas não são órgãos, efeitos não são causas."}},{"id":"bc309e50fcad","number":16,"stem":102,"statement":"No período “Emília Viotti da Costa defende que não se deve realçar em demasia a importância das ideias liberais europeias nas convulsões sociais ocorridas no Brasil (Inconfidência Mineira, Revolução Pernambucana etc.) desde fins do século XVIII, pois tais movimentos não chegaram a ter grande alcance ideológico”, a expressão “tais movimentos” refere-se aos seguintes termos, expressos anteriormente, nesse mesmo período: “ideias liberais”, “convulsões sociais”, “Inconfidência Mineira” e “Revolução Pernambucana”.","answer":"E","source":{"slug":"TCU_15_TFCE","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"O período afirma que não se deve realçar em demasia a importância das ideias liberais europeias nas convulsões sociais ocorridas no Brasil, pois tais movimentos não chegaram a ter grande alcance ideológico. O que não teve alcance ideológico são as convulsões, isto é, os movimentos, e não as ideias, que são justamente aquilo cuja influência se relativiza. Incluir as ideias liberais na retomada faria o texto negar alcance ideológico às próprias ideias, contradizendo a tese atribuída a Emília Viotti da Costa.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"“ideias liberais”, “convulsões sociais”, “Inconfidência Mineira” e “Revolução Pernambucana”","corrected_statement":"No período citado, a expressão “tais movimentos” refere-se às convulsões sociais ocorridas no Brasil, exemplificadas pela Inconfidência Mineira e pela Revolução Pernambucana.","concept":"retomador nominal exclui o termo de natureza diferente","citation":null,"trap_note":"Confira se cada item da lista oferecida pertence à classe nomeada pelo retomador. Um único elemento incompatível já torna falsa a afirmação inteira."}}]}