{"subject_id":"3a3cc48d00998182847bff5b9b7ed8ef","topico":"Subordinação adjetiva: restritiva (sem vírgula) × explicativa (com vírgula)","stems":["Em 1988, ano do centenário da abolição da escravatura no Brasil, foi promulgada a atual Constituição Federal, a primeira a tratar da questão racial e a que tornou o racismo crime inafiançável e imprescritível. Naquele ano de memória e avanço civilizatório, foi feita uma pequena pesquisa sobre racismo. Seus resultados mostravam um cenário contraditório: ao mesmo tempo em que 97% dos entrevistados afirmavam não ter preconceito racial, 98% dos entrevistados diziam conhecer pessoas racistas e ter presenciado situações de discriminação racial. A melhor descrição da situação foi feita anos depois pela historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz: “A conclusão informal é de que todo brasileiro parece se sentir como uma ilha de democracia racial, cercado de racistas por todos os lados.” Hoje, o debate sobre o racismo cresceu. As cotas raciais são um sucesso social e acadêmico comprovado. Tendem a ser cada vez menos numerosos os que acreditam na democracia racial e cada vez maior o número dos que sabem que o racismo deve ser extirpado. Entretanto, a tendência de reconhecer mais o racismo não se repete em relação ao machismo. Todos reconhecem que há discriminação contra pretos e pardos, mas não contra as mulheres; todos reconhecem que há racismo, mas não reconhecem que há machismo — embora os mais jovens não se revelem machistas. Todas as gerações negam a discriminação contra as mulheres, apesar de a geração dos que nasceram no novo milênio ser a que menos percebe a discriminação de gênero, tanto mulheres quanto homens. No Brasil de hoje, há uma regra social implícita, segundo a qual ninguém pode deixar de reconhecer o racismo, mas a sociedade não reconhece a discriminação contra a mulher como relevante. Julgue os próximos itens, relativos ao texto precedente.","diretórios, recursos e equipamentos mencionados. São dois pinheiros altos, e atrás deles o mar. Na linha do horizonte, as linhas parecem estar boiando, nessa luz indecisa da manhã de inverno. O homem lança um olhar apressado à paisagem cheia de vento e de sol, e se volta para o interior do apartamento; precisa providenciar as instalações elétricas; um amigo lhe disse uma coisa horrendamente prosaica, a saber: convém trocar o ralo do chuveiro por um desses que se pode fechar, porque assim é evitado o ingresso de baratas. É preciso pensar nisso; e também onde colocar o telefone; e em providenciar o telefone para ser colocado. (...) O colchão não veio? Mas ficaram de mandar trazer no sábado, sem falta. Ali está a cama nua; ali, homem, em breve tu dormirás, amarás, sonharás, morrerás talvez, quem sabe? Assim, dentro do apartamento, só existem problemas; entediado, o homem se volta para a varanda, para o mar. Em alguns minutos, houve um movimento de nuvens e de luz; há manchas verdes, três ou quatro, perto das ilhas que estão mais nítidas; parece que se ergueram um pouco no horizonte. Que planura terrena, que montanha imponente, que paisagem no mundo vale o mar? Não o mar do alto-mar, mas esse mar de costa e ilhas, sempre investindo sobre as pedras e sobre as terras, esse que leva homens e coisas dos homens, que recebe plantas que descem os rios boiando, esse mar humano e vivo, e entretanto batendo aos nossos pés a canção do eterno, chamando para o desconhecido, anunciando ao nosso mundo que este mundo não tem fim. Chega o porteiro, diz algumas coisas sobre calafates e ladrilhos, água e contrato. O homem desce lentamente, vai andando, encontra um amigo na esquina, o amigo pergunta se é verdade que ele agora vai morar ali no bairro, em que apartamento. Ele responde qualquer coisa, diz que é um apartamento pequeno, que ainda está arrumando, que não tem habite-se, mas dentro dele, consigo mesmo, ele pensa apenas: são dois pinheiros grandes e, atrás deles, o mar. considere que todos os programas mencionados estão em Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens seguintes.","Texto CG1A1 Em Tratado de medicina legal, Agostinho José de Souza Lima define a perícia médica como toda sindicância promovida por autoridade policial ou judiciária acompanhada de exame e cujos peritos, dada a natureza do exame, são ou devem ser médicos. Disso decorre que o perito médico é a pessoa entendida e experimentada em temas de medicina que, designada pela autoridade competente, deverá esclarecer um fato de natureza médica mais ou menos duradouro. A perícia médico-legal surgiu da necessidade de solução para casos concretos. A princípio, havia apenas alguns vestígios de perícia médica nas legislações primitivas; depois, os indícios da prática ficaram mais evidentes, principalmente na Idade Média, até a atividade definir-se e concretizar-se na Renascença, com a sua instituição oficial no Código Carolino, em 1532. A perícia médico-legal já era tarefa do Estado desde o tempo dos egípcios, conforme consta dos papiros da época. Embora a medicina egípcia estivesse impregnada de magia e divindade, e empregasse, na cura das doenças, os encantamentos, os amuletos e o exorcismo, alguns historiadores veem indícios de perícia no Antigo Egito. Os sacerdotes médicos verificavam, por exemplo, se a morte fora violenta ou natural; a prática do embalsamento exigia a mesma verificação. As leis de Menés, o mais antigo faraó da história, mandavam adiar o castigo das mulheres grávidas, excluindo-as das penas aflitivas, o que implicava a intervenção do perito para o diagnóstico da gravidez. O Código de Hamurabi, uma compilação de leis sumerianas, previa penas severas para os casos de erro médico, o que subtendia a prova do erro. A legislação hebraica, superior às precedentes — porque exigia duas testemunhas para a condenação do suspeito, a responsabilidade das testemunhas e do juiz, a garantia dos tribunais, a publicidade dos debates, a igualdade perante a lei e a ausência de meios de tortura —, mostrava o sentimento de justiça unido à rigidez do dogma religioso. Segundo essa legislação, os conhecimentos médicos deveriam ser aplicados pelo sacerdote, que também exercia a função de médico. Julgue os itens que se seguem, com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1.\n\n\n\nA respeito da estrutura linguística e do vocabulário empregados no texto CG1A1, julgue os próximos itens.","O híbrido tem por finalidade nomear algo ou alguém cuja formação é múltipla, derivada de fontes heterogêneas. Tal termo passa a ser empregado nos estudos da cultura a partir dos deslocamentos e das migrações acentuadas do século XX. Na literatura, com mais propriedade nos estudos pós-coloniais, é abordado por Homi Bhabha, que, por sua vez, o trouxe da concepção de Bakhtin de “hibridismo linguístico”. O híbrido constitui a identidade do duplo, dinâmica, flexível, plurivocal e multimodal em contraposição à concepção hierárquica da identidade pura, única, autêntica, univocal, monolítica e uniforme que, além de infecunda, é anticomunitária. Como termo amplamente usado por vários críticos e estudiosos, gera polêmica e controvérsias, atingindo patamares de significação positiva ou negativa de acordo com a nuança que lhe seja empregada. Stelamaris Coser afirma que, ao se reverter “o movimento do centro para a periferia que caracterizou a era colonial e fez das colônias ‘o local dos sincretismos e hibridismos’, os grandes ‘centros globais’ são agora internacionalizados e hibridizados neste novo momento histórico pós-(neo)colonial”. Nesse caso, não se trata de enaltecer ideologicamente os encontros culturais, tampouco de anular os conflitos e choques que resultam das diferenças, mas, acima de tudo, de perceber o hibridismo que forma a realidade interamericana e a força criativa que dele resulta. Ainda segundo Coser, “uma inevitável transformação cultural é resultante da entrada, circulação e crescente poder dessa multiplicidade de vozes, visões e estilos que renovam e modificam a face da nação”. Igualmente, para Stuart Hall, a ocorrência do hibridismo (cultural, linguístico e literário) permite que o “novo” entre no mundo inscrito pelas forças hegemônicas e as modifique, passando a ser uma condição necessária à modernidade das comunidades construídas entre os impasses de perdas e ganhos sócio-históricos. Em relação às ideias e propriedades linguísticas do texto precedente, julgue os itens seguintes.","Julgue os próximos itens, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.","Texto CB2A1-I Ser mais humano em meio a um mundo cada vez mais digital — esse é o grande desafio das organizações para o ano de 2022 no Brasil e em todo o mundo. O equilíbrio entre home office e escritório, em um modelo híbrido de trabalho, deve ser a tendência para os próximos anos. E, no contexto da vida pós-pandemia, há desafios que os departamentos de recursos humanos (RH) vão enfrentar para manter uma relação saudável e positiva entre empresas e colaboradores e garantir, ainda, a produtividade do negócio. E no meio de tudo isso, a tecnologia mais uma vez surge como a viabilizadora de bons resultados. O primeiro desafio do RH é demonstrar segurança em um mundo de incertezas. É fundamental que toda a comunicação da companhia com seus colaboradores seja feita de maneira clara, precisa e sem hesitação, para evitar dúvidas e ansiedades, transmitindo-se segurança às equipes de trabalho. Nesse sentido, uma plataforma digital workplace, a famosa intranet, é uma ferramenta indispensável para sustentar uma comunicação de fato eficiente. Não há mais espaço para um modelo de trabalho independente e não colaborativo nas organizações, depois de quase dois anos de mudanças profundas nas relações de trabalho. Se o RH não dá as respostas certas no tempo certo, os gestores tendem a agir sozinhos em busca de soluções para seus desafios de atração e retenção de talentos. O resultado é uma desvalorização da área de recursos humanos, que é um dos pilares para a produtividade e sustentabilidade de qualquer empresa. O suporte da tecnologia ganha um papel cada vez mais estratégico para apoiar a tomada de decisão, que precisa ser cada vez mais humanizada. Não se trata de usar a tecnologia para automatizar e otimizar processos em uma estrutura “robotizada”, mas de ampliar o uso de ferramentas que humanizem as relações a partir de dados mais ricos e informações mais completas e valiosas, para buscar o melhor tanto para os colaboradores quanto para a própria empresa. Em 2022, o foco deve ser encontrar soluções que possam resolver os desafios da gestão de capital humano das organizações. Mesmo com toda a tecnologia existente, a ideia não é substituir pessoas, mas conferir-lhes poder para que suas tomadas de decisões sejam ainda melhores. É a tecnologia viabilizando relações mais humanas, precisas, por meio de dados reais, confiáveis. Esse é o caminho para o futuro. Considerando as ideias do texto CB2A1-I e sua tipologia, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue os seguintes itens.","Texto CG1A1-I A linguagem usada para descrever os alimentos que comemos pode ter um grande efeito em como os percebemos: orgânicos, artesanais, caseiros e selecionados soam um pouco mais tentadores que os prosaicos enlatados ou reidratados. Outro adjetivo que pode abrir nosso apetite é natural, enquanto tendemos a associar processado a produtos com uma longa lista de ingredientes impronunciáveis. Mas, no que diz respeito à nossa saúde, será que o natural é sempre melhor do que o processado? Na verdade, o fato de um alimento estar in natura não significa automaticamente que ele é saudável. Alimentos naturais podem conter toxinas, e um processamento mínimo pode torná-los mais seguros. O feijão, por exemplo, contém lectinas, que podem causar vômitos e diarreia. Elas são eliminadas quando os grãos ficam de molho durante horas e depois são cozidos na água fervente. O processamento também torna seguro o consumo de leite de vaca. O leite é pasteurizado desde o fim do século 19, para matar bactérias nocivas à saúde humana. Antes disso, era distribuído localmente, porque não havia uma boa refrigeração nas casas. As vacas eram ordenhadas todos os dias, e as pessoas levavam leite para vender nos bairros, mas as cidades ficaram maiores, o leite ficou mais distante e demorou mais para chegar ao consumidor, o que favorecia a multiplicação dos patógenos. As evidências crescentes de que alguns organismos presentes no leite pudessem ser prejudiciais à saúde levaram ao desenvolvimento de dispositivos para aquecimento do líquido e à invenção da pasteurização, que logo foi adotada na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos da América. O processamento também pode ajudar a preservar os alimentos e torná-los mais acessíveis. A fermentação faz com que o queijo se mantenha estável por mais tempo e, em alguns casos, reduz a quantidade de lactose, tornando-o mais digerível para quem tem uma intolerância leve à presença desse tipo de açúcar. No passado, o processamento dos alimentos era feito principalmente para aumentar sua vida útil. Por muito tempo, conservar os alimentos com a adição de ingredientes como açúcar ou sal foi essencial para as pessoas sobreviverem ao inverno. O processamento nos permitiu estar onde estamos hoje, pois evitou que passássemos fome. Muitos alimentos devem ser processados para ser consumidos, como o pão. Não poderíamos sobreviver apenas com grãos. O processamento permite que vitaminas e minerais, como vitamina D, cálcio e ácido fólico, sejam adicionados a certos alimentos processados, incluindo-se pães e cereais. Iniciativas como essas ajudaram a reduzir várias deficiências de nutrientes entre a população em geral — mas não tornaram necessariamente a comida nutricionalmente equilibrada. É preciso observar que alguns alimentos ultraprocessados podem estar associados a consequências indesejadas para a saúde, mas nem todos os alimentos processados são ruins. Os legumes e verduras congelados, o leite pasteurizado e a batata cozida, por exemplo, podem ser melhores para nós do que seus equivalentes não processados. Mas aqui está o segredo: todos esses alimentos também se parecem muito com sua forma natural, e é isso que precisamos ter em mente. Sempre que formos capazes de reconhecer que um alimento processado está próximo da sua forma natural, incluí-lo em nossa dieta pode até ser benéfico para nós. Em relação ao texto CG1A1-I e aos sentidos nele expressos, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, a respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","Uma das maiores festividades do Brasil! Essa é a Festa Nacional da Uva, o mais dinâmico símbolo de Caxias do Sul e da Serra Gaúcha. O evento comunitário é uma celebração da cultura dos imigrantes italianos, que fizeram da região sua morada. Em cada edição, milhares de pessoas ficam imersas na cultura, gastronomia, diversidade e alegria. No ano de 2022, não foi diferente. Mais de 350 mil pessoas visitaram a festa e se encantaram com as inúmeras atrações que valorizaram a gente e a cultura do lugar, como a vila dos distritos, a praça das cidades, a exposição de uvas, o pavilhão da agroindústria e os mais de 150 artistas regionais. Em termos de gastronomia, além dos restaurantes já existentes nos pavilhões, a vila dos distritos, a praça de alimentação e a praça das doceiras convidavam os visitantes a se deliciarem com opções que iam da típica polenta brustolada até o crepe, bem como com inúmeras opções de doces. A feira multissetorial contou com a presença de mais de 250 expositores de diversos segmentos. O centro de eventos recebeu expositores de vinícolas tradicionais da Serra Gaúcha, além de cervejarias, que também expuseram seus produtos no inédito bier garden, no mirante da festa. Além disso, o centro de eventos recebeu a praça das cidades, atração que reuniu 20 cidades vizinhas para mostrarem um pouco de sua cultura, sua arte, sua história e seus encantos. A tradicional exposição de uvas também aconteceu e foi um sucesso! Mais de 200 expositores apresentaram exemplares de diversas variedades da estrela da festa: a uva. A inovação e a tecnologia estiveram presentes no solo de inovação, atração inédita que trouxe diversas palestras, workshops, desafios e muitas oportunidades de colocar a mão na massa e vislumbrar uma infinidade de possibilidades para o futuro. Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens seguintes.","Ora, graças a Deus, lá se foi mais um. Um ano, quero dizer. Menos um na conta, mais uma prestação paga. E tem quem fique melancólico. Tem quem deteste ver à porta a cara do mascate em cada primeiro do mês, cobrando o vencido. Quando compram fiado, têm a sensação de que o homem deu de presente, e se esquecem das prestações, que serão, cada uma, uma facada. Nem se lembram dessa outra prestação que se paga a toda hora, tabela Price insaciável comendo juros de vida, todo dia um pouquinho mais; um cabelo que fica branco, mais um milímetro de pele que enruga, uma camada infinitesimal acrescentada à artéria que endurece, um pouco mais de fadiga no coração, que também é carne e se cansa com aquele bater sem folga. E o olho que enxerga menos, e o dente que caria e trata de abrir lugar primeiro para o pivô, depois para a dentadura completa. O engraçado é que muito poucos reconhecem isso. Convencem-se de que a morte chega de repente, que não houve desgaste preparatório, e nos apanha em plena flor da juventude, ou em plena frutificação da maturidade; se imaginam uma rosa que foi colhida em plena beleza desabrochada. Mas a rosa, se a não apanha o jardineiro, que será ela no dia seguinte, após o mormaço do sol e a friagem do sereno? A hora da colheita não interessa ― de qualquer modo, o destino dela era murchar, perder as pétalas, secar, sumir-se. A gente, porém, não pode pensar muito nessas coisas. Tem que pensar em alegrias, sugestionar-se, sugestionar os outros. Vamos dar festas, vamos aguardar o ano novo com esperanças e risadas e beijos congratulatórios. Desejar uns aos outros saúde, riqueza e venturas. Fazer de conta que não se sabe; sim, como se a gente nem desconfiasse. Tudo que nos espera: dentro do corpo o que vai sangrar, doer, inflamar, envelhecer. As cólicas de fígado, as dores de cabeça, as azias, os reumatismos, as gripes com febre, quem sabe o tifo, o atropelamento. Tudo escondido, esperando. Sem falar nos que vão ficar tuberculosos, nas mulheres que vão fazer cesariana. Os que vão perder o emprego, os que se verão doidos com as dívidas, os que hão de esperar nas filas ― que seremos quase todos. E os que, não morrendo, hão de ver a morte lhes entrando de casa adentro, carregando o filho, pai, amor, amizade. As missas de sétimo dia, as cartas de rompimento, os bilhetes de despedida. E até guerra, quem sabe? Desgostos, desgostos de toda espécie. Qual de nós passa um dia, dois dias, sem um desgosto? Quanto mais um ano! Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1-I Enquanto apenas 30% da população mundial vivia em ambiente urbano no ano de 1950, em 2018 esse índice já representava 55%, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU). A projeção de longo prazo da ONU indica a intensificação dessa tendência, com a população urbana mundial representando 68% do total em 2050. No Brasil, 36% da população era urbana em 1950, valor bastante próximo da média mundial até então. Nas décadas subsequentes, o país experimentou um rápido processo de urbanização, evidenciado pelo fato de que, no ano de 2018, expressivos 87% da população brasileira residia em ambientes urbanos. As projeções de mais longo prazo indicam que essa tendência deve se estabilizar em patamar próximo a 90%. As cidades representam o mais importante lócus de consumo de energia e emissões relacionadas. Estimativas da IEA (International Energy Agency), em 2016, indicavam que as cidades respondiam por 64% do uso global de energia primária e 70% das emissões globais de dióxido de carbono. Tal fato evidencia o papel central que as cidades têm e terão na determinação do padrão de uso de energia e de emissões de carbono dos países e do mundo. Em particular, a própria transição energética terá seu ritmo bastante afetado pelas mudanças que ocorrerem nas cidades. O mesmo vale para o uso eficiente de recursos (inclusive não energéticos), segurança energética e desenvolvimento sustentável. Para os estudos de planejamento energético, é importante identificar as mudanças estruturais que impactarão o uso de energia nas cidades no longo prazo. Do ponto de vista tecnológico, no momento em que, simultaneamente, emergem e convergem novas tecnologias de informação, novas tecnologias e modelos de negócios de geração de energia e novas formas de mobilidade, é possível vislumbrar revoluções em diferentes nichos que utilizarão a inteligência artificial, o uso massivo de dados (big data) e a Internet das Coisas como plataformas tecnológicas de propósito geral. Nesse pano de fundo, emergem fenômenos como cidades inteligentes e indústria 4.0, importantes evoluções no sentido de cidades sustentáveis. A implementação desses conceitos é acompanhada de um número crescente dos mais variados sensores nas mais diferentes situações, o que gera aumento exponencial de dados, que são utilizados para comunicação via Internet, em última instância, de forma a subsidiar tomadas de decisão mais eficientes. Para tornar essa revolução possível, é necessário significativo investimento em infraestrutura, que será a base da economia no futuro próximo. No entanto, deve-se reconhecer que uma cidade inteligente é um passo necessário, mas não suficiente, e que é preciso abranger mais do que a aplicação inteligente de tecnologia nas áreas urbanas. A adoção de tecnologia deve tornar as cidades mais sustentáveis, melhorando a qualidade de vida de sua população e sua relação com o meio ambiente. Assim, em relação ao uso de energia, é importante que as discussões sobre cidades inteligentes sejam feitas levando-se em consideração tópicos importantes no contexto de transição energética, como uso do espaço urbano e impactos sobre o bem-estar coletivo, mudanças climáticas, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e a economia circular. Com base nas ideias do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os itens subsequentes, relativos a propriedades linguísticas do texto CG1A1-I.","Texto CB1A1-II A expressão “Comunicação e Saúde 2.0” acarreta deslocamentos nos modos de relacionamento entre indivíduos e profissionais da saúde. Trata-se de um processo global que ocasiona mudanças no cuidado da saúde e que associa as tecnologias de informação e comunicação aos processos terapêuticos nas trocas e interações entre profissionais e pacientes. As interações entre indivíduos mediadas pelas máquinas resultariam em novas experiências de comunicação e informação em saúde. Com o surgimento da Web 2.0, por consequência, desenvolve-se a Saúde 2.0, o que permite, na prática, que os atores da área da saúde interajam em fóruns virtuais que tratam de assuntos relacionados a doenças e prognósticos. Nas redes telemáticas, em tese, não existiria hierarquia, pois até o paciente poderia contribuir com as informações sobre saúde que detém. É possível visualizar a atuação da Saúde 2.0 em blogs, canais de compartilhamento de vídeos, redes sociais, softwares, aplicativos para celulares e mecanismos de busca. Esse tipo de discussão sobre Saúde 2.0 ainda é recente no Brasil, embora os mecanismos da Web 2.0 já estejam consolidados para boa parte da população brasileira. Em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens seguintes.","Texto CG1A1-II Para uma criança pequena, é muito mais difícil racionalizar a emergência vivida em uma pandemia. Ela ainda não tem os recursos cognitivos necessários para compreender algo tão abstrato como o coronavírus. Ainda nos estágios iniciais do desenvolvimento da afetividade e da inteligência, as crianças se guiam pelas experiências, pelo que podem ver, ouvir, tocar, cheirar, imaginar, imitar, dizer, brincar. Muito mais do que atentar para os conceitos que explicam a situação excepcional, elas se guiam pela observação de seus pais ou familiares: como eles interagem entre si e com elas? Estão próximos e carinhosos? Estão juntos, mas “distantes”, ansiosos, sem tempo para ficar com elas? Esse tipo de conduta dos pais é, por definição, particular. O mesmo estímulo ou situação ambiental não provoca necessariamente as mesmas reações em diferentes crianças ou até em diferentes momentos de uma mesma criança, ou seja, a resposta da criança a um estímulo do ambiente depende, em alto grau, de sua condição cognitiva e emocional, e essa condição tem a ver com os adultos que a cercam. Julgue os itens subsequentes, considerando as ideias e as construções linguísticas do texto CG1A1-II.","Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB4A1-I, julgue os próximos itens.","A PETROBRAS responde por cerca de 80% dos combustíveis ofertados no Brasil. Para isso, muito foi investido em infraestrutura, com operações que consomem quase 100 bilhões de reais ao ano, conforme dados de 2021. O caminho do petróleo do poço até virar combustível no carro das pessoas é longo e complexo. Começa na procura: acertar onde furar e encontrar petróleo exige conhecimento técnico de geólogos e geofísicos e bastante investimento. E, mesmo com um time de experts do mais alto nível, achar petróleo não é certo. Transportar o petróleo do mar até as refinarias é também uma tarefa complexa, para a qual são utilizados dutos e navios. Em terra, ele é tratado em refinarias, que separam desse óleo as frações de gasolina, diesel e gás de cozinha, entre outros derivados. Os produtos são então disponibilizados às diversas distribuidoras que hoje atendem o mercado brasileiro, responsáveis por fazer chegar cada um deles aos consumidores finais.","Texto CB1A1-II da mistura. Louva-se a tendência brasileira à assimilação do que é significativo e importante das outras culturas. O Brasil na formação da nacionalidade, exaltando o enriquecimento cultural e a ausência de fronteiras de nossa cultura. De nosso Trata-se evidentemente de uma autodescrição da cultura brasileira. Há então todo um culto à mulata, representante por tolerância; do convívio harmônico de culturas que se digladiam em outras partes do mundo. A identidade nacional está No entanto, a decantada mistura brasileira não é indiscriminada, ela é seletiva. Há sistemas que não são aceitos nacional, não há a ideia da mistura das três raças, que hoje se consideram constitutivas da nacionalidade, mas somente dos não era desejável, pois se tratava de escravos. Acerca das ideias e dos sentidos do texto CB1A1-II, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nA respeito dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens subsecutivos.","vida de Geraldo Viramundo: sua troca de correspondência com os estudantes, julgando estar a se corresponder com sua amada. é impossível dar a exata medida do grau de maluquice que inspiraram tais cartas: infelizmente se perderam e de nenhuma esforços em rebuscar coleções, arquivos e alfarrábios em minha terra. Sou forçado, pois, a limitar-me aos elementos de que Viramundo em Ouro Preto, e dando viço às suas peregrinações. Com referência aos sentidos do texto precedente e às estruturas linguísticas nele empregadas, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1BBB suicidou-se em seguida é um sintoma da revivescência de um sentimento que parecia ter morrido no coração dos homens: senhores parece que não sabem o que é a vontade dos outros. Eles se julgam com o direito de impor o seu amor ou o seu diferentes dos ladrões à mão armada; mas o certo é que estes não nos arrebatam senão o dinheiro, enquanto esses tais noivos ente, de pistola na mão. O ladrão ainda nos deixa com vida, se lhe passamos o dinheiro; os tais passionais, porém, matam logo. Nós já tínhamos os maridos que matavam as esposas De resto, semelhantes cidadãos são idiotas. É de se supor que quem quer casar deseje que a sua futura mulher venha para o boa-vontade, sem coação de espécie alguma, com ardor até, com ânsia e grandes desejos; como é então que se castigam as coisa equivalente? Todas as considerações que se possam fazer tendentes domínio outro que não aquele que venha da afeição não devem ser desprezadas. Esse obsoleto domínio à valentona, do homem Todos os experimentadores e observadores dos fatos morais têm mostrado a insanidade de generalizar a eternidade nas leis ou a cano de revólver é um absurdo tão grande como querer impedir que o Sol varie a hora do seu matem, pelo amor de Deus. Com relação aos sentidos e aos aspectos gramaticais do texto CB1A1BBB, julgue os itens que se seguem.","Texto para os itens de 12 a 16 medicamentos de referência e medicamentos genéricos. Os de referência são desenvolvidos e comercializados por enquanto seus genéricos são produzidos por outros laboratórios, geralmente após o fim da patente exclusiva. Do medicamentos são de referência ou genéricos, eles devem ser eficientes, conter as doses do princípio químico ativo tóxicas. Para farmácias, hospitais e órgãos governamentais, ambos devem ser estáveis e suportar armazenamento em sejam bem mais baratos. Os genéricos, que, de início, aderiam a todos os todo o mundo. Milhões de pessoas com baixo poder aquisitivo tiveram acesso a medicamentos pela primeira vez. No entanto, o risco da disseminação descontrolada de medicamentos de qualidade questionável. Um dos perigos desse comércio ilícito, Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue os próximos itens."],"questions":[{"id":"044d86cde52a","number":24,"stem":0,"statement":"No trecho “a primeira a tratar da questão racial e a que tornou o racismo crime” (primeiro período do texto), a conjunção “e” liga por adição duas orações adjetivas introduzidas pela preposição “a”.","answer":"E","source":{"slug":"CD_25_NS","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Os dois segmentos coordenados por “e” não são do mesmo tipo. “A primeira a tratar da questão racial” é um sintagma nominal com infinitivo preso ao numeral ordinal, e o “a” diante de “tratar” é preposição exigida por “a primeira”. Já em “a que tornou o racismo crime”, o “a” é o artigo que substantiva o pronome relativo — equivale a “aquela que” —, e só aí existe oração adjetiva. Não há, portanto, duas adjetivas introduzidas por preposição.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"duas orações adjetivas introduzidas pela preposição “a”","corrected_statement":"No trecho “a primeira a tratar da questão racial e a que tornou o racismo crime” (primeiro período do texto), a conjunção “e” liga por adição dois apostos da Constituição Federal, apenas o segundo dos quais contém oração adjetiva.","concept":"a preposição × a artigo diante de relativo","citation":null,"trap_note":"Um “a” diante de “que” costuma ser artigo, formando “a que” igual a “aquela que”; diante de infinitivo, costuma ser preposição regida pelo termo anterior. Classifique o “a” antes de aceitar que os dois trechos coordenados têm a mesma natureza — a banca aproveita a simetria visual para igualar estruturas diferentes."}},{"id":"01e053f9326b","number":11,"stem":1,"statement":"No segundo período do terceiro parágrafo, o segmento “que estão mais nítidas” restringe o sentido de “ilhas”.","answer":"C","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho é “há manchas verdes, três ou quatro, perto das ilhas que estão mais nítidas”. Não há vírgula antes do “que”, e o efeito é o esperado da restritiva: entre as ilhas visíveis, o narrador recorta aquelas que naquele momento se destacam na luz. O contraste é real no texto, que descreve a paisagem mudando com o movimento das nuvens.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"ausência de vírgula marca restritiva","citation":null,"trap_note":"Restritiva colada ao antecedente é o caso mais simples, e é justamente onde o candidato erra por procurar sutileza. Sem vírgula, restringe; não invente motivo para ler diferente."}},{"id":"036ac86f2bc4","number":16,"stem":2,"statement":"Os segmentos “o mais antigo faraó da história” (quarto período do terceiro parágrafo) e “uma compilação de leis sumerianas” (último período do terceiro parágrafo) exercem função explicativa em relação aos termos que os antecedem, respectivamente, “Menés” e “O Código de Hamurabi”.","answer":"C","source":{"slug":"MPS_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“O mais antigo faraó da história” e “uma compilação de leis sumerianas” são apostos explicativos, isolados por vírgula e travessão, que identificam respectivamente Menés e o Código de Hamurabi. Ambos os antecedentes são nomes próprios, portanto já plenamente determinados, e diante deles só cabe informação explicativa — não há o que restringir. A função descrita e os termos a que se ligam estão corretos.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"aposto explicativo depois de nome próprio funciona como adjetiva explicativa","citation":null,"trap_note":"O aposto explicativo é a versão nominal da adjetiva explicativa e obedece à mesma regra de vírgula. Diante de nome próprio ou de referente único, toda informação acrescentada é explicativa, e a vírgula é obrigatória."}},{"id":"f5d46e5ca04b","number":25,"stem":3,"statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, o segmento “que, por sua vez, o trouxe da concepção de Bakhtin de ‘hibridismo linguístico’” tem sentido explicativo, o que justifica o emprego da vírgula imediatamente após o nome “Homi Bhabha”.","answer":"C","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Homi Bhabha” é nome próprio, antecedente único e já plenamente identificado. Oração adjetiva referida a antecedente único não pode restringi-lo: só cabe acrescentar informação, e por isso “que, por sua vez, o trouxe da concepção de Bakhtin” é explicativa e vem obrigatoriamente precedida de vírgula.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjetiva após nome próprio só pode ser explicativa","citation":null,"trap_note":"Antecedente único — nome próprio, superlativo, termo já determinado — converte a adjetiva em explicativa e a vírgula em obrigatória. É aqui que a facultatividade das adjetivas acaba."}},{"id":"c10af699ffcb","number":9,"stem":4,"statement":"No último período do primeiro parágrafo, a oração “que conectam ofertantes e demandantes de trabalho” restringe o sentido do segmento “plataformas digitais”.","answer":"E","source":{"slug":"BCB_24","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O último período do primeiro parágrafo é “Grande parte dessas novas formas de emprego está vinculada à mediação de plataformas digitais, que conectam ofertantes e demandantes de trabalho”. Há vírgula antes do “que”, e essa vírgula é a marca da adjetiva explicativa: a oração atribui a propriedade de conectar ofertantes e demandantes a todas as plataformas digitais, sem separar uma parte delas. Restringir seria o contrário — delimitar quais plataformas, entre outras, fazem isso.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"restringe o sentido do segmento “plataformas digitais”","corrected_statement":"No último período do primeiro parágrafo, a oração “que conectam ofertantes e demandantes de trabalho” explica o sentido do segmento “plataformas digitais”.","concept":"vírgula antes do que relativo é explicativa; ausência de vírgula é restritiva","citation":null,"trap_note":"A pontuação decide antes da semântica. Volte ao texto e veja se há vírgula imediatamente antes do “que”: havendo, a oração é explicativa e predica sobre a totalidade do antecedente; não havendo, é restritiva e recorta um subconjunto. Esse é o item mais repetido do assunto."}},{"id":"42d184c13d56","number":7,"stem":5,"statement":"No último período do terceiro parágrafo, haja vista o emprego da vírgula após “humanos”, depreende-se sentido explicativo do trecho “que é um dos pilares para a produtividade e sustentabilidade de qualquer empresa”.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O último período do terceiro parágrafo é “O resultado é uma desvalorização da área de recursos humanos, que é um dos pilares para a produtividade e sustentabilidade de qualquer empresa”. A vírgula depois de “humanos” isola a relativa e a torna explicativa: ser um dos pilares da produtividade é atribuído à área de recursos humanos como um todo. O item apoia o julgamento exatamente no sinal correto, que é a pontuação.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"a vírgula é o critério formal do valor explicativo","citation":null,"trap_note":"Guarde a formulação “haja vista o emprego da vírgula, depreende-se sentido explicativo”: ela é o enunciado correto do mecanismo e reaparece em provas diferentes. O item só falha quando inverte o sinal, afirmando restrição onde há vírgula."}},{"id":"bd03f11c66f1","number":9,"stem":6,"statement":"A oração “que podem causar vômitos e diarreia” (terceiro período do segundo parágrafo) tem sentido explicativo.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_SAO_CRISTOVAO_SE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O período é “O feijão, por exemplo, contém lectinas, que podem causar vômitos e diarreia”. A vírgula antes do “que” marca a adjetiva explicativa, e o sentido acompanha: a propriedade de causar vômitos e diarreia é atribuída às lectinas em geral, não a um subconjunto delas. Sem a vírgula, o texto passaria a sugerir que só algumas lectinas têm esse efeito.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"explicativa predica sobre a totalidade do antecedente","citation":null,"trap_note":"Leia o efeito da explicativa como uma afirmação universal sobre o antecedente. É isso que a distingue: a explicativa diz que todo X tem a propriedade P; a restritiva diz que se fala apenas dos X que têm P."}},{"id":"8d705aa65689","number":10,"stem":7,"statement":"A oração “que fizeram da região sua morada” (primeiro parágrafo) tem sentido explicativo.","answer":"C","source":{"slug":"BANRISUL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho é “uma celebração da cultura dos imigrantes italianos, que fizeram da região sua morada”. A vírgula antes do “que” marca a explicativa, e o conteúdo confirma: o texto não separa os imigrantes italianos que fixaram morada dos que não fixaram — atribui a todos eles, enquanto grupo já identificado, o fato de terem feito da região sua morada.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"antecedente já identificado pede explicativa","citation":null,"trap_note":"Quando o antecedente é um grupo histórico determinado — os imigrantes italianos, os oito planetas, a Constituição de 1988 —, a relativa que o acompanha tende a ser explicativa, porque não há subconjunto a recortar. Confirme sempre pela vírgula, mas use a determinação do antecedente como segunda checagem."}},{"id":"4be0667f96ee","number":13,"stem":8,"statement":"O segmento “que será ela no dia seguinte” (penúltimo período do segundo parágrafo) consiste em uma oração adjetiva com sentido explicativo, o que justifica seu isolamento entre vírgulas no texto.","answer":"E","source":{"slug":"INSS_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O período é “Mas a rosa, se a não apanha o jardineiro, que será ela no dia seguinte, após o mormaço do sol e a friagem do sereno?”. O “que” ali é pronome interrogativo de uma pergunta direta, não pronome relativo, e a oração não tem antecedente a que se prenda. As vírgulas do período isolam a condicional intercalada “se a não apanha o jardineiro”, e não a suposta adjetiva.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"consiste em uma oração adjetiva com sentido explicativo, o que justifica seu isolamento entre vírgulas no texto","corrected_statement":"O segmento “que será ela no dia seguinte” (penúltimo período do segundo parágrafo) consiste em uma oração interrogativa direta, e as vírgulas do período isolam a oração condicional intercalada.","concept":"que interrogativo × que relativo","citation":null,"trap_note":"Antes de classificar uma oração como adjetiva, ache o antecedente e substitua o “que” por “o qual”. Não havendo antecedente, ou não cabendo a substituição, o “que” não é relativo — pode ser interrogativo, integrante, consecutivo ou expletivo, e nenhum deles abre adjetiva."}},{"id":"53096d4bf089","number":9,"stem":9,"statement":"O trecho “que são utilizados para comunicação via Internet” (segundo período do quinto parágrafo) exerce função explicativa no período em que está inserido.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_PIRESRIO_GO_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho é “o que gera aumento exponencial de dados, que são utilizados para comunicação via Internet”. A vírgula antes do “que” marca a explicativa: o texto não separa os dados usados para comunicação dos demais, apenas acrescenta o destino dos dados que o aumento exponencial produz. A leitura restritiva criaria um recorte que o período não sustenta.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"explicativa acrescenta informação sobre o antecedente inteiro","citation":null,"trap_note":"Em período longo, localize o antecedente imediatamente anterior ao “que” antes de julgar o valor. Depois, confira a vírgula. Os dois passos, nessa ordem, resolvem quase todos os itens de adjetiva."}},{"id":"86371a2fa6a6","number":14,"stem":10,"statement":"No último período do primeiro parágrafo, a oração “que tratam de assuntos sobre doenças e prognósticos” modifica o antecedente “fóruns virtuais”, restringindo-lhe o domínio referencial a fóruns virtuais em que se discutem assuntos relacionados a doenças e prognósticos.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_PB_22_MEDICO","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"No texto, “fóruns virtuais que tratam de assuntos relacionados a doenças e prognósticos” não traz vírgula antes do “que”. A relativa restritiva recorta, no conjunto de todos os fóruns virtuais, apenas aqueles dedicados a doenças e prognósticos — que é precisamente a delimitação do domínio referencial descrita no item. Sem essa restrição, o texto afirmaria que os atores da saúde interagem em fóruns virtuais em geral.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"restritiva delimita o domínio referencial do antecedente","citation":null,"trap_note":"“Restringir o domínio referencial”, “delimitar”, “especificar” e “particularizar” são os rótulos que a banca usa para a restritiva; “comentar”, “explicar”, “acrescentar informação” e “predicar sobre a totalidade”, para a explicativa. Reconhecer o vocabulário poupa metade do tempo do item."}},{"id":"ca08173736b9","number":16,"stem":11,"statement":"No trecho “Muito mais do que atentar para os conceitos que explicam a situação excepcional” (quarto período do primeiro parágrafo), a oração “que explicam a situação excepcional” delimita o sentido do termo “conceitos”.","answer":"C","source":{"slug":"SESAU_AL_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho é “Muito mais do que atentar para os conceitos que explicam a situação excepcional”, sem vírgula antes do “que”. A relativa restritiva recorta, entre todos os conceitos possíveis, apenas os que explicam a situação excepcional da pandemia — é essa delimitação que o período precisa para opor esses conceitos à observação dos pais. Delimitar o sentido de “conceitos” é exatamente o que a restritiva faz.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"restritiva sem vírgula delimita o antecedente","citation":null,"trap_note":"Quando o antecedente é um nome comum no plural e sem determinação forte — conceitos, dados, pessoas, empresas —, a relativa colada a ele quase sempre restringe. A vírgula continua sendo a prova, mas o tipo de antecedente antecipa a resposta."}},{"id":"3eac5c5eda0b","number":18,"stem":12,"statement":"No último parágrafo do texto, o trecho entre vírgulas “cujo emprego não está limitado às grandes potências bélicas” tem sentido explicativo.","answer":"C","source":{"slug":"TELEBRAS_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho “cujo emprego não está limitado às grandes potências bélicas” vem isolado por vírgulas depois de “As bombas E do tipo FCG”, antecedente já plenamente identificado pela especificação técnica anterior. O par de vírgulas é a marca formal da explicativa, e a função é comentar o antecedente, não recortá-lo: o texto afirma que essas bombas, todas elas, não são de uso exclusivo das grandes potências.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"relativa entre vírgulas é explicativa, inclusive com cujo","citation":null,"trap_note":"A regra da vírgula vale para todo o quadro de pronomes relativos, não só para “que”: quem, o qual, cujo, onde, quanto. Entre vírgulas, explicativa; sem vírgulas, restritiva. “Cujo” não muda nada nisso."}},{"id":"99c172d8dae5","number":19,"stem":13,"statement":"No terceiro parágrafo, o trecho “que separam desse óleo as frações de gasolina, diesel e gás de cozinha, entre outros derivados” consiste em uma oração adjetiva restritiva, na medida em que delimita o tipo específico de refinarias a que se refere o texto.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_21_NS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O período é “Em terra, ele é tratado em refinarias, que separam desse óleo as frações de gasolina, diesel e gás de cozinha”. A vírgula antes do “que” torna a oração explicativa: separar as frações é apresentado como o que as refinarias fazem, e não como o traço que distingue um tipo de refinaria de outro. A leitura restritiva do item exigiria a supressão da vírgula e criaria uma classe de refinarias que não separam frações, a qual o texto não supõe.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"consiste em uma oração adjetiva restritiva, na medida em que delimita o tipo específico de refinarias a que se refere o texto","corrected_statement":"No terceiro parágrafo, o trecho “que separam desse óleo as frações de gasolina, diesel e gás de cozinha, entre outros derivados” consiste em uma oração adjetiva explicativa, na medida em que comenta o que fazem as refinarias mencionadas no texto.","concept":"restritiva pressupõe um contraste que o texto precisa admitir","citation":null,"trap_note":"Toda restritiva implica que existe o resto. Antes de aceitar o rótulo, pergunte se o texto admite o complemento do conjunto: refinarias que não separam frações, plataformas que não conectam ofertantes. Não admitindo, a oração é explicativa — e a vírgula estará lá para confirmar."}},{"id":"a34690c5cb59","number":17,"stem":14,"statement":"Sem prejuízo para a correção gramatical do texto, as vírgulas que isolam a oração “que hoje se consideram constitutivas da nacionalidade” (R. 17 e 18) poderiam ser suprimidas.","answer":"E","source":{"slug":"PGM_RR_19_PROCURADOR","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"O par de vírgulas aqui faz duplo serviço: além de marcar a explicativa, ele fecha uma intercalação dentro da correlação “não há a ideia da mistura das três raças… mas somente dos índios e brancos”. Suprimidas as vírgulas, “mas somente dos índios e brancos” passa a ligar-se à oração relativa, e o período perde a construção que lhe dá sentido. A supressão, portanto, prejudica a correção gramatical, e não apenas o alcance do antecedente — que, sendo “as três raças”, já vem numericamente fechado e não admite restrição.","distortion_type":"excecao_omitida","distorted_span":"Sem prejuízo para a correção gramatical do texto","corrected_statement":"Haveria prejuízo para a correção gramatical do texto caso as vírgulas que isolam a oração “que hoje se consideram constitutivas da nacionalidade” (R. 17 e 18) fossem suprimidas.","concept":"vírgula de explicativa que também fecha intercalação não é suprimível","citation":null,"trap_note":"Antes de aceitar que as vírgulas de uma explicativa podem cair, verifique o que a segunda vírgula está fechando. Se o período retoma depois dela uma correlação iniciada antes — “não… mas”, “tanto… quanto”, “não só… como” —, a vírgula é estrutural e a supressão quebra a sintaxe. E antecedente já quantificado (as três raças, os oito planetas) não admite restritiva."}},{"id":"0b80eacccc7e","number":5,"stem":15,"statement":"A oração “que inspiraram tais cartas” (R. 5 e 6) modifica o sentido apenas do termo “grau” (R.5).","answer":"E","source":{"slug":"MP_PI_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho é “dar a exata medida do grau de maluquice que inspiraram tais cartas”. O antecedente da relativa é o núcleo complexo “grau de maluquice”, e não o substantivo “grau” isolado: o que as cartas inspiraram foi um grau de maluquice, e “de maluquice” não pode ser destacado do nome a que se prende. Além disso, o verbo no plural mostra que “tais cartas” é o sujeito e o “que” é objeto direto, o que só faz sentido com o sintagma inteiro como antecedente.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"modifica o sentido apenas do termo “grau” (R.5)","corrected_statement":"A oração “que inspiraram tais cartas” (R. 5 e 6) modifica o sentido do sintagma “grau de maluquice” (R.5).","concept":"o antecedente da relativa é o sintagma nominal inteiro, não só o núcleo","citation":null,"trap_note":"A banca acerta a relação e erra o polo. Antes de aceitar o antecedente oferecido, refaça a oração relativa como frase independente: “tais cartas inspiraram esse grau de maluquice” funciona, “tais cartas inspiraram esse grau” não diz o mesmo. O antecedente é o maior sintagma que sobrevive ao teste."}},{"id":"33dfdc71c42a","number":8,"stem":16,"statement":"Caso se isolasse por vírgulas o trecho “que, em Deodoro, quis matar a ex-noiva e suicidou-se em seguida” (R. 1 e 2), seria pertinente inferir que o autor se referisse a um rapaz já anteriormente mencionado, ou conhecido do interlocutor.","answer":"C","source":{"slug":"STM_17_ANALISTA_TECNICO","ano":2017},"explanation":{"verdict_reason":"Sem vírgulas, a relativa é restritiva e serve para identificar de qual rapaz se fala, entre outros possíveis: é a informação que permite ao leitor localizar o referente. Isoladas as vírgulas, a oração passaria a explicativa, e a explicativa só cabe quando o referente já está identificado — ela acrescenta uma informação sobre alguém que o leitor já sabe quem é. Daí decorre exatamente a inferência descrita no item.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"explicativa pressupõe antecedente já identificado","citation":null,"trap_note":"A diferença entre restritiva e explicativa é referencial, não estilística. A restritiva identifica; a explicativa comenta um referente já identificado. Por isso nome próprio e antecedente único só admitem explicativa, e por isso inserir vírgulas transforma um desconhecido em conhecido."}},{"id":"2c9bf279865f","number":12,"stem":17,"statement":"A supressão das vírgulas logo após “genéricos” e “citados”, no trecho “Os genéricos, que, de início, aderiam a todos os preceitos citados, adquiriram fama e distribuição ampla em todo o mundo” (R. 15 a 17), não incorreria em erro gramatical, mas, sem elas, a interpretação do termo “Os genéricos” seria restringida.","answer":"C","source":{"slug":"ANVISA_16","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"As duas vírgulas formam um par que isola a adjetiva explicativa. Suprimidas ambas, o período continua gramatical — “Os genéricos que, de início, aderiam a todos os preceitos citados adquiriram fama” é construção válida —, mas a oração passa a restritiva e deixa de valer para todos os genéricos, passando a recortar apenas aqueles que aderiam aos preceitos. O item afirma as duas coisas: a correção se mantém, o alcance do antecedente se estreita.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"tirar o par de vírgulas preserva a correção e restringe o antecedente","citation":null,"trap_note":"Quando o item admite uma perda — “manteria a correção, mas restringiria o sentido” — ele costuma estar certo. A banca mente prometendo que nada se perde, não confessando o que se perde. Suspeite do item que promete tudo; confie mais no que concede algo."}}]}