{"subject_id":"3a3cc48d0099818e8ca1eecd5a393f01","topico":"Subordinação substantiva (subjetiva, objetivas, completiva, predicativa, apositiva)","stems":["Julgue os itens que se seguem, referentes ao vocabulário e à estrutura linguística do texto CG4A1.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. O Poder Judiciário brasileiro tem em torno de 80 milhões de processos judiciais. Esse número é estarrecedor quando comparado com a população do país, cuja estimativa é de 203 milhões de brasileiros. Sendo assim, para pouco mais de dois brasileiros, há um processo judicial, o que representa uma situação praticamente insustentável sob o aspecto econômico, gerencial e jurídico. Já houve redução no tempo e no custo do processo judicial com a implantação do processo eletrônico, mas há muito o que fazer quando se depara com o tempo de resolutividade e os gastos para a manutenção do serviço de prestação jurisdicional: estima-se que, no ano de 2022, tenham sido gastos, só na justiça federal, R$ 12.369.100.765. Em relação ao custo processual, no ano de 2015, por exemplo, cada brasileiro desembolsou R$ 387,00 para manter o Poder Judiciário, o que equivalia a 1,3% do PIB. Se avaliarmos de 2009 a 2015, o crescimento foi de 31%. Em 2020, os gastos foram de R$ 479,16 por habitante. Em relação às ideias e propriedades linguísticas do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1-I A expressão “inteligência artificial” é muito popular, tanto na literatura técnica quanto no imaginário popular. A sociedade se espanta com os prometidos ganhos em bem-estar e produtividade e se apavora com perspectivas apocalípticas relacionadas à inteligência artificial. Em muitos casos, o que se observa é a confusão entre inteligência artificial e toda e qualquer atividade que envolve aparelhos digitais. Muitas inovações recentes creditadas à inteligência artificial decorrem simplesmente da automatização de tarefas cotidianas ou do uso de tecnologias dominadas há algum tempo. É preciso filtrar um pouco os excessos e procurar se ater aos pontos que caracterizam mais fortemente as inteligências artificiais, mesmo que tenhamos uma definição vaga de inteligência artificial. Um agente inteligente, de forma geral, deve ser capaz de representar conhecimento e incerteza; de raciocinar; de tomar decisões; de aprender com experiências e instruções; de se comunicar e interagir com pares e com o mundo. Embora alguém possa imaginar cérebros biológicos artificiais, hoje toda a ação em inteligência artificial está centrada em computadores digitais construídos a partir de silício. Com base nas ideias do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, em relação a estruturas linguísticas do texto CG1A1-I.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Nos últimos anos, uma das tendências mais surpreendentes das ciências sociais pode ser descrita como a descoberta da ignorância. À primeira vista, parece bizarra a escolha desse objeto de estudo, pois há mais de trinta anos nos dizem que vivemos numa sociedade do conhecimento. Está cada vez mais claro, entretanto, que hoje vivemos também numa sociedade da ignorância, em que, de fato, sabemos pouco sobre as doenças, o meio ambiente e o funcionamento dos negócios e da política. Essa desconfortável tomada de consciência nos coloca um desafio. Como estudar a falta de conhecimento? Uma das respostas tem sido examinar as práticas correntes de ocultação de informações ou circulação de fake news, descrevendo essas atividades como exemplos da construção, produção ou fabricação da ignorância, quando, por exemplo, encobrem calamidades ou defendem que determinada droga não tem efeitos colaterais perigosos. Seria mais preciso falar de manutenção do que de produção da ignorância. Outra resposta a esse novo desafio seria estudar a história social da ignorância, perguntando quem ignora o quê em dado lugar e em dada época, quais são as causas dessa ignorância e, acima de tudo, que consequências ela produz. A humanidade nunca soube tantas coisas como hoje, mas cada indivíduo tem conhecimento apenas de uma parte ínfima desse saber. Quanto mais se tem a saber, mais se pode ignorar. Julgue os itens que se seguem, a respeito das ideias e estruturas linguísticas do texto precedente.","Texto CG1A1-I A apropriação colonial das terras indígenas muitas vezes se iniciava com alguma alegação genérica de que os povos forrageadores viviam em um estado de natureza — o que significava que eram considerados parte da terra, mas sem nenhum direito a sua propriedade. A base para o desalojamento, por sua vez, tinha como premissa a ideia de que os habitantes daquelas terras não trabalhavam. Esse argumento remonta ao Segundo tratado sobre o governo (1690), de John Locke, em que o autor defendia que os direitos de propriedade decorrem necessariamente do trabalho. Ao trabalhar a terra, o indivíduo “mistura seu trabalho” a ela; nesse sentido, a terra se torna, de certo modo, uma extensão do indivíduo. Os nativos preguiçosos, segundo os discípulos de Locke, não faziam isso. Não eram, segundo os lockianos, “proprietários de terras que faziam melhorias”; apenas as usavam para atender às suas necessidades básicas com o mínimo de esforço. James Tully, uma autoridade em direitos indígenas, aponta as implicações históricas desse pensamento: considera-se vaga a terra usada para a caça e a coleta e, “se os povos aborígenes tentam submeter os europeus a suas leis e costumes ou defender os territórios que durante milhares de anos tinham erroneamente pensado serem seus, então são eles que violam o direito natural e podem ser punidos ou ‘destruídos’ como animais selvagens”. Da mesma forma, o estereótipo do nativo indolente e despreocupado, levando uma vida sem ambições materiais, foi utilizado por milhares de conquistadores, administradores de latifúndios e funcionários coloniais europeus na Ásia, na África, na América Latina e na Oceania como pretexto para obrigar os povos nativos ao trabalho, com meios que iam desde a escravização pura e simples ao pagamento de taxas punitivas, corveias e servidão por dívida. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nConsiderando as estruturas morfossintáticas e os aspectos semânticos do texto CG1A1-I, julgue os seguintes itens.","Texto CB1A1-III Toda língua satisfaz à necessidade humana de comunicação. Embora muitas pessoas do mundo de hoje sejam tentadas a gastar mais tempo em mídias sociais do que talvez deveriam, é o impulso das trocas linguísticas que as está levando a essa situação. Não importa o quão ocupadas algumas pessoas estejam, é difícil não participarem de alguma conversa na tela à sua frente, para opinar sobre assuntos dos quais elas sabem pouco e se importam menos ainda. Seja por meio de conversas informais, da absorção de informações vindas da televisão, da discussão de jogos ou da leitura/escrita de romances, falar e escrever conecta os humanos, de modo ainda mais íntimo, em uma comunidade. Julgue os itens a seguir, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1-III.","Texto CG1A1-II Com a dor, o silêncio. Denso, ácido. Estagnado. Um silêncio de caco de vidro moído esfolando o corpo por dentro. Um desesperar, nada por vir. Dalva parou de falar com Venâncio. Não olhou mais para ele, considerou que ele não estava mais vivo, ignorou sua presença. Nenhuma reação. Nem quando ele chorou, quando ficou sem comer, quando parou de se lavar, nem quando ameaçou morrer, nem quando mandou valente, cuspiu na cara dela, sugigou prometendo uma nova surra, jurando morte, morrendo esmagado pelo que não podia ser desfeito. Nada. Ele suplicou sincero, desamparado, e ela, nem um olhar, nenhum perdão possível. Nas primeiras semanas, Dalva não comia, não bebia, não acendia a luz, morria um pouco a cada dia. Levantou-se depois de uma longa visita de luto da mãe, saiu de casa sem deixar pistas e, para desespero de Venâncio, só voltou ao entardecer do dia seguinte. Desse dia em diante, passou a sair todas as manhãs. Caminhava lenta, magra, ombros fechados de quem desistiu. Ninguém sabe ao certo aonde ia. Na hora mais triste das tardes, quando a saudade parece apertar o coração do mundo, Dalva voltava para casa. Dizem que a tristeza dessa hora está nas entranhas da gente, infiltrada nas nossas menores porções há milênios. Nasceu do pavor infinito do anoitecer, hora em que as mulheres não sabiam se seus homens voltariam vivos da caça. Muitas vezes não voltaram. Hora em que os homens, ao voltar da caça, não sabiam se encontrariam suas mulheres mortas. Muitas vezes encontraram. Perder amores é escurecer por dentro, uma memória do corpo que o entardecer evoca quando tinge o céu de vermelho. Para quem está sozinho depois de ter amado, o fim do dia é muito triste. Era nessa hora que ela voltava. Em relação ao texto CG1A1-II e a suas propriedades linguísticas, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-I Não é preciso temer as máquinas, à maneira do Exterminador do futuro, para se preocupar com a sobrevivência da democracia em um mundo dominado pela inteligência artificial (IA). No fim das contas, a democracia sempre teve como alicerces os pressupostos de que nosso conhecimento do mundo é imperfeito e incompleto; de que não há resposta definitiva para grande parte das questões políticas; e de que é sobretudo por meio da deliberação e do debate que expressamos nossa aprovação e nosso descontentamento. Em certo sentido, o sistema democrático tem se mostrado capaz de aproveitar nossas imperfeições da melhor maneira: uma vez que de fato não sabemos tudo, e tampouco podemos testar empiricamente todas as nossas suposições teóricas, estabelecemos certa margem de manobra democrática, uma folga política, em nossas instituições, a fim de evitar sermos arrastados pelos vínculos do fanatismo e do perfeccionismo. Agora, novas melhorias na IA, viabilizadas por operações massivas de coleta de dados, aperfeiçoadas ao máximo por grupos digitais, contribuíram para a retomada de uma velha corrente positivista do pensamento político. Extremamente tecnocrata em seu âmago, essa corrente sustenta que a democracia talvez tenha tido sua época, mas que hoje, com tantos dados à nossa disposição, afinal estamos prestes a automatizar e simplificar muitas daquelas imperfeições que teriam sido — deliberadamente — incorporadas ao sistema político. Dessa forma, podemos delegar cada vez mais tarefas a algoritmos que, avaliando os resultados de tarefas anteriores e quaisquer alterações nas predileções individuais e nas curvas de indiferença, se reajustariam e revisariam suas regras de funcionamento. Alguns intelectuais proeminentes do Vale do Silício até exaltam o surgimento de uma “regulação algorítmica”, celebrando-a como uma alternativa poderosa à aparentemente ineficaz regulação normal. Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nCom relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.","Muitos meses atrás, a pandemia era encarada com outros olhos. À ideia de que a quarentena duraria quarenta dias, ou ao fato de os peixes terem voltado a nadar nos canais de Veneza, somava-se uma preocupação com a autoimagem: havia quem brincava, em grupos de redes sociais, por exemplo, que estava engordando, porque a única “distração” em casa era comer. Mas essa ideia, além de reforçar um discurso gordofóbico, ignora que muita gente não tinha nem um prato de arroz e feijão disponível. O relatório Efeitos da pandemia na alimentação e na situação da segurança alimentar no Brasil, publicado em abril deste ano, demonstra que houve uma redução geral da disponibilidade de alimentos nos domicílios em situação de insegurança alimentar, inclusive dos considerados não saudáveis. Há alguns meses, estamos ouvindo especialistas e conversando com trabalhadores para entender o que sobra no prato das famílias em situação de vulnerabilidade social em tempos de covid-19. Um grupo de pesquisadores da Freie Universität Berlin (FU Berlin) trouxe a resposta que não queríamos ter: o consumo de alimentos saudáveis diminuiu em 85% nos domicílios em situação de insegurança alimentar durante a pandemia. A maior redução encontrada pelo estudo foi das carnes, em 44% dos domicílios, seguida de frutas (40,8%), queijos (40,4%) e hortaliças e legumes (36,8%). De acordo com a pesquisa, os ovos podem ter sido substitutos da carne, com o maior aumento entre os alimentos da categoria, em quase 19%. Os autores da pesquisa destacam que, no período entre agosto e dezembro de 2020, quase 60% dos domicílios entrevistados estavam em algum nível de insegurança alimentar — isto é, quando a qualidade dos alimentos é inadequada ou a oferta é insuficiente. Desses, 15% estavam em situação de insegurança alimentar grave. Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","imprescindibilidade dessa agência de segurança para a viabilidade do poder de coerção estatal. Em outras sua ausência culminaria na impossibilidade de manutenção de relações pacificadas. Devido a seu protagonismo e sua normas legais, o Estado democrático não pode abdicar dessa instituição. parâmetros democráticos, é essencial que haja a implementação de um modelo de policiamento que o equilíbrio entre os pressupostos de liberdade e segurança. No que tange às organizações policiais, falar em necessariamente, a discussão sobre o desenvolvimento do policiamento comunitário, o único modelo de policiamento componentes centrais. Para analisar essa participação, é preciso verificar se a ação promovida pelo modelo de controle social legítimo da atividade policial e se ela produz uma participação equânime. Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Acerca dos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","Tendo como referência os aspectos gramaticais do texto, julgue os próximos itens."],"questions":[{"id":"77a9c6f878c1","number":18,"stem":0,"statement":"No último período do texto, o trecho ‘que buscará fazer a sua própria poupança’ é uma oração substantiva que complementa sintaticamente o nome ‘população’.","answer":"E","source":{"slug":"STM_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho é “uma população que buscará fazer a sua própria poupança”. O “que” ali é pronome relativo, com função de sujeito dentro da própria oração — quem buscará fazer a poupança é a população —, e por isso a oração é adjetiva restritiva, e não substantiva. A completiva nominal viria obrigatoriamente com preposição regida pelo nome, como em “a expectativa de que”, e “população” não rege preposição alguma.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"é uma oração substantiva que complementa sintaticamente o nome ‘população’","corrected_statement":"No último período do texto, o trecho ‘que buscará fazer a sua própria poupança’ é uma oração adjetiva restritiva que modifica o nome ‘população’.","concept":"completiva nominal exige preposição; adjetiva prende-se direto ao nome","citation":null,"trap_note":"Duas checagens separam completiva nominal de adjetiva. Primeira: há preposição antes do “que”? Sem preposição, não é completiva nominal. Segunda: o “que” tem função dentro da própria oração — sujeito, objeto? Tendo, é relativo, e a oração é adjetiva."}},{"id":"3bab74953795","number":6,"stem":1,"statement":"No segmento “estima-se que, no ano de 2022, tenham sido gastos, só na justiça federal, R$ 12.369.100.765” (primeiro período do segundo parágrafo), a oração introduzida pelo termo “que” funciona como complemento direto da oração expressa pela forma verbal “estima-se”.","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em “estima-se que tenham sido gastos…”, o “se” é partícula apassivadora: o verbo está na voz passiva sintética e equivale a “é estimado que…”. O que se estima não é objeto de nada — é o sujeito da oração, e por isso a oração introduzida por “que” é subordinada substantiva subjetiva. Voz passiva não admite complemento direto, o que sozinho descarta a classificação proposta.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"funciona como complemento direto da oração expressa pela forma verbal “estima-se”","corrected_statement":"No segmento “estima-se que, no ano de 2022, tenham sido gastos, só na justiça federal, R$ 12.369.100.765” (primeiro período do segundo parágrafo), a oração introduzida pelo termo “que” funciona como sujeito da oração expressa pela forma verbal “estima-se”.","concept":"verbo com se apassivador tem oração subjetiva, não objetiva","citation":null,"trap_note":"Com “se” apassivador — estima-se, sabe-se, diz-se, acredita-se, conclui-se, exige-se —, a oração seguinte é sempre subjetiva. Sem o “se”, o mesmo verbo na voz ativa pediria objetiva direta: “estimam que…”. A partícula muda a função da oração inteira."}},{"id":"530351698b85","number":10,"stem":2,"statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, a oração “filtrar um pouco os excessos” funciona como complemento do termo “preciso”.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período é “É preciso filtrar um pouco os excessos e procurar se ater aos pontos que caracterizam mais fortemente as inteligências artificiais”. “É preciso” é construção impessoal, e o que é preciso são as duas ações enunciadas pelos infinitivos: a oração reduzida é o sujeito, como mostra a paráfrase “isso é preciso”. Complemento do adjetivo exigiria preposição, e não há nenhuma entre “preciso” e “filtrar”.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"funciona como complemento do termo “preciso”","corrected_statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, a oração “filtrar um pouco os excessos” funciona como sujeito da oração em que se insere.","concept":"é preciso + infinitivo: o infinitivo é o sujeito","citation":null,"trap_note":"A banca repete este item com adjetivos diferentes e textos diferentes, e a resposta nunca muda. Em “é preciso”, “é possível”, “é essencial”, “seria preciso”, a oração que segue é sujeito; chamá-la de complemento do adjetivo é o erro que a prova mais cobra neste assunto."}},{"id":"efad53832bf1","number":6,"stem":3,"statement":"No último período do segundo parágrafo, a oração “falar de manutenção” funciona como complemento do termo “preciso”, que está empregado como adjetivo no referido período.","answer":"E","source":{"slug":"CAPES_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O período é “Seria mais preciso falar de manutenção do que de produção da ignorância”. O item acerta ao dizer que “preciso” está empregado como adjetivo, mas erra a função da oração: falar de manutenção é aquilo que seria mais preciso, ou seja, o sujeito de “seria mais preciso”. A paráfrase “isso seria mais preciso” confirma, e não há preposição que pudesse ligar a oração ao adjetivo como complemento.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"funciona como complemento do termo “preciso”","corrected_statement":"No último período do segundo parágrafo, a oração “falar de manutenção” funciona como sujeito da oração em que se insere, sendo “preciso” o predicativo desse sujeito.","concept":"infinitivo depois de é + adjetivo é sujeito","citation":null,"trap_note":"A ausência de preposição é o teste rápido. Complemento nominal é sempre preposicionado; sujeito oracional nunca é. Entre “seria preciso falar” e “seria preciso de falar”, só o primeiro existe em português — e é por isso que a oração ali é sujeito."}},{"id":"9d018dcc1bc5","number":12,"stem":4,"statement":"No último período do segundo parágrafo, a oração “para obrigar os povos nativos ao trabalho” funciona como complemento do termo “pretexto”.","answer":"C","source":{"slug":"TJ_ES_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho é “foi utilizado… como pretexto para obrigar os povos nativos ao trabalho”. O substantivo abstrato “pretexto” pede um complemento regido de preposição — pretexto para quê —, e é essa lacuna que a oração reduzida de infinitivo preenche. Trata-se de oração subordinada substantiva completiva nominal, e o “para” aqui é exigido pelo nome, não um marcador livre de finalidade.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"nome abstrato que rege preposição abre completiva nominal","citation":null,"trap_note":"A completiva nominal depende de um substantivo, adjetivo ou advérbio que exija preposição: necessidade de, certeza de, pretexto para, capacidade de, medo de. Teste perguntando a partir do nome — pretexto para quê, necessidade de quê. Havendo resposta obrigatória, a oração é completiva nominal, mesmo quando o valor semântico parece de finalidade."}},{"id":"daef7c53ac6c","number":35,"stem":5,"statement":"As orações “o quão ocupadas algumas pessoas estejam” e “não participarem de alguma conversa na tela à sua frente”, no terceiro período, são ambas orações que exercem a função de sujeito.","answer":"C","source":{"slug":"INPI_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O terceiro período é “Não importa o quão ocupadas algumas pessoas estejam, é difícil não participarem de alguma conversa na tela à sua frente”. As duas construções são impessoais: o que não importa é o grau de ocupação das pessoas, e o que é difícil é não participarem da conversa. Substituindo cada oração por “isso” — “isso não importa”, “isso é difícil” —, as frases se mantêm, o que confirma a função de sujeito nas duas.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"não importa e é difícil abrem, ambos, oração subjetiva","citation":null,"trap_note":"Este é o mesmo mecanismo dos itens errados do assunto, apresentado do lado correto. Quando o item afirma que a oração ligada a “é difícil”, “é preciso” ou “importa” é sujeito, ele está certo; quando afirma que ela completa o adjetivo ou o verbo, está errado. Reconheça a estrutura e responda pela estrutura."}},{"id":"21d0fb8e5d53","number":19,"stem":6,"statement":"No período “Nasceu do pavor infinito do anoitecer, hora em que as mulheres não sabiam se seus homens voltariam vivos da caça.” (segundo parágrafo), a oração “se seus homens voltariam vivos da caça” classifica-se como condicional, pois expressa uma condição hipotética.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_SAO_CRISTOVAO_SE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho é “as mulheres não sabiam se seus homens voltariam vivos da caça”. O “se” aí é conjunção integrante: introduz o conteúdo daquilo que não se sabia e funciona como objeto direto de “sabiam”, o que se comprova substituindo a oração por “isso” — “não sabiam isso”. Condicional exigiria que a oração enunciasse um requisito para outro fato, e nesse caso não poderia ser substituída por “isso” nem dependeria de um verbo de conhecimento.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"classifica-se como condicional, pois expressa uma condição hipotética","corrected_statement":"No período “Nasceu do pavor infinito do anoitecer, hora em que as mulheres não sabiam se seus homens voltariam vivos da caça.” (segundo parágrafo), a oração “se seus homens voltariam vivos da caça” classifica-se como substantiva objetiva direta, pois completa o verbo “sabiam”.","concept":"se integrante × se condicional","citation":null,"trap_note":"Depois de saber, perguntar, ignorar, verificar, indagar e duvidar, o “se” é integrante e abre substantiva, não condicional. O teste é a substituição por “isso”: cabendo, a oração é substantiva. E note que incerteza não é condição — a oração pode ser hipotética no conteúdo e objetiva na função."}},{"id":"33456a272a49","number":11,"stem":7,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, o segmento “de que é sobretudo por meio da deliberação e do debate que expressamos nossa aprovação e nosso descontentamento” complementa o termo “pressupostos”.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_RJ_21_ANALISTA","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O período enumera três orações paralelas ligadas ao mesmo núcleo: “a democracia sempre teve como alicerces os pressupostos de que…; de que…; e de que…”. O substantivo “pressupostos” rege a preposição “de”, e cada uma das três orações preenche essa exigência, inclusive a terceira. É oração subordinada substantiva completiva nominal, e a repetição do “de que” em cada membro confirma que todas se prendem ao mesmo nome.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"de que repetido em série marca completivas nominais do mesmo nome","citation":null,"trap_note":"Em enumeração com “de que” repetido, todos os membros completam o mesmo substantivo, por mais distante que ele esteja. Antes de negar a ligação, volte ao início do período e ache o nome que rege a preposição — ele costuma estar antes dos dois-pontos ou do primeiro “de que”."}},{"id":"9abc2135209c","number":18,"stem":8,"statement":"No último período do terceiro parágrafo, a oração “o consumo de alimentos saudáveis diminuiu em 85% nos domicílios em situação de insegurança alimentar durante a pandemia” funciona como complemento do verbo “ter”.","answer":"E","source":{"slug":"SESAU_AL_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"No período “trouxe a resposta que não queríamos ter: o consumo de alimentos saudáveis diminuiu em 85%…”, o complemento de “ter” é o pronome relativo “que”, que retoma “a resposta”. O que vem depois dos dois-pontos não completa verbo nenhum: é aposto explicativo, que enuncia o conteúdo da resposta já mencionada. Prova disso é que a oração pode ser suprimida sem deixar “ter” sem objeto.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"funciona como complemento do verbo “ter”","corrected_statement":"No último período do terceiro parágrafo, a oração “o consumo de alimentos saudáveis diminuiu em 85% nos domicílios em situação de insegurança alimentar durante a pandemia” funciona como aposto de “a resposta”.","concept":"oração apositiva depois de dois-pontos × oração completiva","citation":null,"trap_note":"Dois-pontos anunciam aposto, não complemento. A substantiva apositiva explicita o conteúdo de um nome já enunciado — a resposta, a conclusão, a regra, o objetivo — e por isso vem depois de dois-pontos ou de vírgula. A completiva e a objetiva vêm coladas ao termo que completam, sem essa pontuação."}},{"id":"5f5ea9ac83ef","number":6,"stem":9,"statement":"A oração “que haja a implementação de um modelo de policiamento” (ℓ. 11 e 12) tem a função de qualificar o adjetivo que a antecede: “essencial” (ℓ.11).","answer":"E","source":{"slug":"PC_SE_18_DELEGADO","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"“É essencial que haja a implementação de um modelo de policiamento” tem a mesma estrutura impessoal de “é preciso” e “é possível”: o verbo “ser” não tem sujeito nominal, e quem preenche essa casa é a oração introduzida pelo “que” integrante. Ela não qualifica coisa alguma — quem qualifica é o adjetivo “essencial”, predicativo do sujeito oracional. A paráfrase “isso é essencial” mostra a função.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"tem a função de qualificar o adjetivo que a antecede","corrected_statement":"A oração “que haja a implementação de um modelo de policiamento” (ℓ. 11 e 12) tem a função de sujeito, sendo o adjetivo “essencial” (ℓ.11) o predicativo desse sujeito.","concept":"oração subjetiva com predicativo adjetivo antecedente","citation":null,"trap_note":"Oração nunca qualifica adjetivo — qualificar é o que o adjetivo faz. Quando o item disser que a oração qualifica, completa ou modifica o adjetivo de uma construção “é + adjetivo”, a relação está invertida: é o adjetivo que predica sobre a oração, e a oração é o sujeito."}},{"id":"dd1672a39491","number":12,"stem":10,"statement":"Em “Importa destacar” (R.15), a oração “destacar” exerce função de sujeito.","answer":"C","source":{"slug":"TJDFT_15_SERVIDOR","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Importa destacar que a violência intrafamiliar pode se dar…”, o verbo “importa” está na terceira pessoa do singular e não tem sujeito nominal algum no período. Quem importa é o ato de destacar: a oração reduzida de infinitivo “destacar…” preenche a casa do sujeito, o que se confirma pela paráfrase “isso importa”. É oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"verbo impessoal de terceira pessoa com oração no lugar do sujeito","citation":null,"trap_note":"Para achar o sujeito oracional, substitua a oração inteira por “isso” e veja se a frase se sustenta: “isso importa”, “isso é preciso”, “isso se estima”. Cabendo, a oração é subjetiva. Esse teste resolve a maior parte dos itens de substantiva."}},{"id":"5b4b135a08f3","number":16,"stem":11,"statement":"A oração “usar a iluminação natural” (R.7) exerce a função de complemento do adjetivo “possível” (R.6).","answer":"E","source":{"slug":"TJDFT_15_SERVIDOR","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho é “nos ambientes onde é possível usar a iluminação natural”. A construção “ser” mais adjetivo é impessoal e exige um sujeito: o que é possível é usar a iluminação natural, e a paráfrase “isso é possível” confirma. A oração reduzida de infinitivo é, portanto, o sujeito de “é possível”, e não um complemento do adjetivo — complemento nominal viria sempre regido por preposição, o que não ocorre.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"exerce a função de complemento do adjetivo “possível” (R.6)","corrected_statement":"A oração “usar a iluminação natural” (R.7) exerce a função de sujeito da oração em que se insere.","concept":"é + adjetivo + oração: a oração é sujeito, não complemento do adjetivo","citation":null,"trap_note":"Esta é a armadilha mais rentável do assunto. Em “é possível”, “é preciso”, “é essencial”, “é necessário”, “é difícil”, “é bom”, a oração seguinte é sempre sujeito. Complemento nominal de adjetivo existe, mas vem preso a preposição — “ávido de saber”, “útil ao estudo” —, e essa preposição é o sinal que falta aqui."}}]}