{"subject_id":"3a3cc48d009981969de7eafaa9105273","topico":"Colocação pronominal: próclise obrigatória, ênclise, mesóclise, locuções verbais","stems":["A linguagem não é um artefato cultural que aprendemos da maneira como aprendemos a dizer a hora ou como o governo federal está funcionando. Ao contrário, é claramente uma peça da constituição biológica de nosso cérebro. A linguagem é uma habilidade complexa e especializada, que se desenvolve espontaneamente na criança, sem qualquer esforço consciente ou instrução formal, que se manifesta sem que se perceba sua lógica subjacente, que é qualitativamente a mesma em todo indivíduo, e que difere de capacidades mais gerais de processamento de informações ou de comportamento inteligente. Por esses motivos, alguns cientistas cognitivistas descreveram a linguagem como uma faculdade psicológica, um órgão mental, um sistema neural ou um módulo computacional. Mas prefiro o simples e banal termo “instinto”. Ele transmite a ideia de que as pessoas sabem falar mais ou menos da mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias. A capacidade de tecer teias não foi inventada por alguma aranha genial não reconhecida e não depende de receber a educação adequada ou de ter aptidão para arquitetura ou negócios imobiliários. As aranhas tecem teias porque têm cérebro de aranha, o que as impele a tecer e lhes dá competência para fazê-lo com sucesso. Pensar a linguagem como um instinto inverte a sabedoria popular, especialmente da forma como foi aceita nos cânones das ciências humanas e sociais. A linguagem não é uma invenção cultural, assim como tampouco a postura ereta o é. Não é uma manifestação da capacidade geral de usar símbolos: uma criança de três anos é um gênio gramatical, mas é bastante incompetente em termos de artes visuais, iconografia religiosa, sinais de trânsito e outros itens básicos do currículo de semiótica. Embora a linguagem seja uma habilidade magnífica exclusiva do Homo sapiens entre as espécies vivas, isso não implica que o estudo dos seres humanos deva ser retirado do campo da biologia, pois existem outras habilidades magníficas exclusivas de uma espécie viva em particular no reino animal. Alguns tipos de morcegos capturam insetos voadores mediante um sonar Doppler. Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando as posições das constelações com as horas do dia e épocas do ano. No show de talentos da natureza, somos apenas uma espécie de primatas com nosso próprio espetáculo, um jeito todo especial de comunicar informação. Do ponto de vista do cientista, a complexidade da linguagem é parte de nossa herança biológica inata; não é algo que os pais ensinam aos filhos ou algo que tenha de ser elaborado na escola. O conhecimento tácito de gramática de uma criança em idade pré-escolar é mais sofisticado que o mais volumoso manual de estilo ou o mais moderno sistema de linguagem de computador, e o mesmo se aplica a qualquer ser humano saudável. A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Linguagem Simples é o nome dado no Brasil a um conjunto de técnicas de redação e de design da informação usadas para produzir textos claros para o público-alvo das comunicações oficiais. Quando falamos em “público-alvo”, estamos tratando especificamente da parcela da população a quem a informação se destina. Uma pessoa pode, por exemplo, redigir um texto para um site de câmara municipal com o objetivo de que seja compreendido por cidadãos com ensino médio completo; um folheto sobre malária para uma população ribeirinha de baixa escolaridade; ou, ainda, um estudo legislativo para embasar o trabalho de um deputado. Em qualquer dessas situações, tanto o público como a instituição vão se beneficiar do uso da Linguagem Simples. Embora no Brasil o termo “Linguagem Simples” tenha prevalecido, o mote da técnica não é exatamente “quanto mais simples, melhor”, mas “quanto mais claro, melhor”. Tendo-se em mente que a clareza, e não a simplicidade, é a meta última da técnica, é possível e desejável usá-la até mesmo para redigir um texto técnico para o público especialista em determinado assunto. Em casos como esse, trocar palavras difíceis por outras mais fáceis não será a primeira preocupação. A Linguagem Simples vai muito além da escolha de palavras. A técnica engloba diretrizes relacionadas à arquitetura da informação, à estrutura das frases e ao design, com o objetivo de reduzir o tempo e a dificuldade para o cérebro processar informações. Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","Texto CG2A1 Um dos principais benefícios da comunicação não violenta (CNV) é a promoção da empatia e da compaixão entre as pessoas. Ao reconhecer as necessidades e os sentimentos dos outros, somos capazes de nos colocar em seus lugares e compreender suas perspectivas, o que facilita a resolução de conflitos e a construção de relações mais saudáveis. Como afirma Marshall Bertram Rosenberg, em sua obra Comunicação não violenta, “a CNV nos guia na reformulação do nosso modo de expressão e escuta dos outros, pela concentração em quatro áreas: o que observamos, o que sentimos, do que necessitamos e o que pedimos para nos enriquecer a vida”. A CNV promove uma escuta, um respeito e uma empatia profundos. Algumas pessoas usam a CNV para reagir compassivamente a si mesmas; outras, para estabelecer maior profundidade em suas relações pessoais, e outras, ainda, para gerar relacionamentos eficazes no trabalho ou na política. No mundo inteiro, utiliza-se a CNV para mediar disputas e conflitos em todos os níveis. Particularmente no que se refere à função ministerial, é preciso que se evite o que o autor chama de comunicação alienante da vida, isto é, “os juízos morais, que atribuem erro ou ruindade às pessoas que não agem conforme certos valores”. Com efeito, um órgão acusatório inevitavelmente terá que formular, de modo técnico, imputações acerca da prática de ilícitos (uma denúncia criminal narrará a prática de uma conduta que se amolda a um tipo penal), o que não significa, contudo, que os agentes públicos que integram a instituição estejam autorizados a proferir julgamentos morais. No modelo de um Ministério Público dialógico, ou seja, aquele que efetivamente se abre à interlocução com a sociedade, a CNV é fator que transforma o discurso em prática, pois propicia o diálogo face a face com os mais diferentes e antagônicos setores e, a partir disso, a construção de confiança e o desenvolvimento do compromisso e da compreensão comuns entre os atores envolvidos. De acordo com as ideias veiculadas no texto CG2A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CG2A1.","Texto CB1A1 Em pleno momento de grandes transformações político-sociais, na segunda metade da década de 1970, quando já havia inclinações para a volta da democracia, o cantor e compositor Belchior anunciava que “o passado é uma roupa que não nos serve mais”. Os padrões de hoje já nos estabelecem estilos e modelos diversos daqueles que um dia adotamos como referência. Definitivamente, aquele que envergou a vestimenta outrora usada já não é mais a mesma pessoa e qualquer tipo de tentativa de reutilizá-la passará, necessariamente, pela realização de ajustes que se amoldem ao instante presente. Velhos hábitos incorporados à nossa rotina devem, periodicamente, ser revisitados, a fim de que se tornem compatíveis com a realidade e a concretude do presente. Se, antes, a vasta cabeleira podia ser repartida ao meio, dando a quem a ostentava ares despojados e joviais, no tempo atual, para muitos, a escassez capilar obriga a adaptar o penteado. Nada adianta ficar de mal com a superfície que a imagem reflete. De qualquer forma, nada ou ninguém passa incólume pela ação do tempo, sem experimentar transformações de todas as naturezas. Mudar é verbo que se conjuga em perfeita sintonia com viver e, essencialmente, compõe rima exata com adaptar. Ao descrever a teoria da evolução, Charles Darwin assentou que a sobrevivência não é assegurada pelo emprego da força, mas depende de mudanças adaptativas dos seres expostos às transformações constantes (paulatinas ou abruptas) do ambiente que os cerca. O contexto estampado veicula um paradoxo. Se, por um lado, a marcha da mudança é via que não admite retorno, permitindo apenas momentos de variações rítmicas dos passos, mas sem nunca ser contida, por outro, ela aterroriza, chegando quase a paralisar o paciente da mutação. No entanto, não é o medo do escuro que vai impedir que a Terra gire, tampouco fará que a luz solar tome o lugar da noite pouco iluminada. Com base nas ideias do texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens a seguir, referentes a aspectos linguísticos e ao vocabulário do texto CB1A1.","Texto CB2A1 Existem muitas formas de fazer ciência — na sala de aula, na universidade, em grupos de pesquisa, institutos públicos, em centros privados. Também é possível partir da própria ciência para incentivar outras pessoas na trajetória científica, difundir o conhecimento de pesquisadores, revelar seus achados e descobertas. E pode-se fazer tudo isso junto. Mônica Santos Dahmouche é um bom exemplo disso, como física, professora, divulgadora científica, coordenadora da implantação do Museu Ciência e Vida, incentivadora de feiras, olimpíadas e hackathons de ciência e várias outras frentes, com um olhar especial para a visibilidade feminina nas ciências. “Eu imaginava que faria concurso para uma universidade, teria meu grupo de pesquisa, orientaria alunos. Faço isso hoje, mas de diferentes formas. Jamais tinha pensado em trabalhar em um museu de ciências. Tem sido uma jornada maravilhosa”, conta a professora. Nos últimos anos, Mônica mergulhou em projetos voltados a futuras meninas cientistas e à atuação diversa de mulheres na área. “Desde 2018 me emociona e mobiliza poder mostrar a elas a beleza de fazer ciência, especialmente ciências exatas, mais desiguais em termos de equidade de gênero”, afirma. A iniciativa já se transformou em exposições temáticas no próprio Museu Ciência e Vida e na criação, com amigas também cientistas, de uma rede de mulheres das áreas de ciências, tecnologias, engenharias e matemática (STEM). O grupo já gestou até um livro, Exatas é com elas: tecendo redes no estado do Rio de Janeiro. Seu motivo de orgulho mais recente é o podcast Mulheres da Hora, idealizado por ela e produzido pelo Museu Ciência e Vida e pela Fundação CECIERJ. A produção abrange histórias de mulheres que se destacam em áreas como ciências exatas, engenharia e computação. “O objetivo é mostrar o que se pode fazer em uma carreira de ciência e tecnologia, para além da docência na universidade ou da pesquisa”, afirma. Seja qual for o caminho escolhido, ressalta Mônica, uma formação de excelência é a base para voar. Em relação ao texto CB2A1, aos seus sentidos e às ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, referentes a aspectos linguísticos do texto CB2A1.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Sentimos a dor, mas não a ausência da dor; sentimos a inquietação, mas não a ausência da inquietação; o temor, mas não a segurança. Sentimos o desejo e o anelo, como sentimos a fome e a sede; mas, uma vez satisfeitos, tudo acaba, assim como o bocado que, uma vez engolido, deixa de existir para a nossa sensação. Enquanto possuímos os três maiores bens da vida, saúde, mocidade e liberdade, não temos consciência deles, e só os apreciamos depois de os havermos perdido, porque esses também são bens negativos. Só notamos os dias felizes da nossa vida passada depois de darem lugar aos dias de tristeza. À medida que os nossos prazeres aumentam, tornam-nos cada vez mais insensíveis; o hábito já não é um prazer. Por isso mesmo, a nossa faculdade de sofrer é mais viva; todo hábito suprimido causa um sentimento doloroso. As horas correm tanto mais rápidas quanto mais agradáveis são, tanto mais demoradas quanto mais tristes, porque o gozo não é positivo, diferentemente da dor, cuja presença se faz sentir. O aborrecimento dá-nos a noção do tempo; a distração tira-a. Não se poderia absolutamente imaginar uma grande e viva alegria se esta não sucedesse a uma grande miséria, porque nada há que possa atingir um estado de alegria serena e durável; o mais que se consegue fazer é distrair, satisfazer a vaidade. É por este motivo que todos os poetas são obrigados a colocar os seus heróis em situações cheias de ansiedades e de tormentos, a fim de os livrarem delas: drama e poesia épica só nos mostram homens que lutam, que sofrem mil torturas, e cada romance oferece-nos em espetáculo os espasmos e as convulsões do pobre coração humano. Voltaire, o feliz Voltaire, que tão favorecido foi pela natureza, pensa como eu, quando diz: “A felicidade não passa de um sonho; só a dor é real”. E acrescenta: “Há oitenta anos que o experimento; não sei fazer outra coisa senão resignar-me e dizer a mim mesmo que as moscas nasceram para serem comidas pelas aranhas, e os homens, para serem devorados pelos pesares”. Julgue os itens a seguir, referentes às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.","Quando falamos em direito, estamos falando inicialmente de um enorme conjunto de regras obrigatórias, o chamado direito positivo. Mas o vocábulo direito é usado também para os estudos, o curso de direito, a assim chamada “ciência do direito”. Numa terceira acepção, a palavra designa os direitos de cada um de nós, chamados de direitos subjetivos, pois somos os sujeitos, os titulares, desses direitos. Ninguém ignora que paira sobre nossas cabeças uma gigantesca teia de normas, que atinge praticamente todas as nossas atividades. Muitos pensadores têm destacado que o direito atual parece ter invadido tudo: há direito em toda parte, para todos, para tudo. A contrapartida é que, assim como temos de seguir as normas, os outros também têm de obedecer a elas e, desse modo, respeitar os direitos de cada um de nós, os ditos direitos subjetivos. Vivemos num tempo em que as questões legais se tornaram corriqueiras. Apesar dessa popularização, ainda existe uma enorme dificuldade de acesso às coisas do direito. Ao mesmo tempo, os mecanismos da justiça são cada vez mais acionados, até para resolver quem fica com o cachorro depois da separação, ou se o condomínio pode impedir seus moradores de ter animais. A sobrecarga dos tribunais, e sua lentidão, é parcialmente consequência desse excesso de litigiosidade e da incapacidade das pessoas de resolver com bom senso, compreensão e respeito as questões de convivência em sociedade. Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","diretórios, recursos e equipamentos mencionados. São dois pinheiros altos, e atrás deles o mar. Na linha do horizonte, as linhas parecem estar boiando, nessa luz indecisa da manhã de inverno. O homem lança um olhar apressado à paisagem cheia de vento e de sol, e se volta para o interior do apartamento; precisa providenciar as instalações elétricas; um amigo lhe disse uma coisa horrendamente prosaica, a saber: convém trocar o ralo do chuveiro por um desses que se pode fechar, porque assim é evitado o ingresso de baratas. É preciso pensar nisso; e também onde colocar o telefone; e em providenciar o telefone para ser colocado. (...) O colchão não veio? Mas ficaram de mandar trazer no sábado, sem falta. Ali está a cama nua; ali, homem, em breve tu dormirás, amarás, sonharás, morrerás talvez, quem sabe? Assim, dentro do apartamento, só existem problemas; entediado, o homem se volta para a varanda, para o mar. Em alguns minutos, houve um movimento de nuvens e de luz; há manchas verdes, três ou quatro, perto das ilhas que estão mais nítidas; parece que se ergueram um pouco no horizonte. Que planura terrena, que montanha imponente, que paisagem no mundo vale o mar? Não o mar do alto-mar, mas esse mar de costa e ilhas, sempre investindo sobre as pedras e sobre as terras, esse que leva homens e coisas dos homens, que recebe plantas que descem os rios boiando, esse mar humano e vivo, e entretanto batendo aos nossos pés a canção do eterno, chamando para o desconhecido, anunciando ao nosso mundo que este mundo não tem fim. Chega o porteiro, diz algumas coisas sobre calafates e ladrilhos, água e contrato. O homem desce lentamente, vai andando, encontra um amigo na esquina, o amigo pergunta se é verdade que ele agora vai morar ali no bairro, em que apartamento. Ele responde qualquer coisa, diz que é um apartamento pequeno, que ainda está arrumando, que não tem habite-se, mas dentro dele, consigo mesmo, ele pensa apenas: são dois pinheiros grandes e, atrás deles, o mar. considere que todos os programas mencionados estão em Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens seguintes.","Considerando os aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.","Uma curiosa característica da historiografia geral, política e social foi a relativamente pequena atenção dada à história da justiça ou, se quisermos ser mais limitados, à história do Poder Judiciário. Pode-se levantar uma hipótese: a justiça foi percebida como um poder alheio àquilo que se chamou comumente política a partir do século XIX, ou seja, a luta e a disputa para ocupar posições de governo, de mando em geral e de decisão em lugar dos outros. Uma segunda hipótese: os historiadores não se sentem à vontade com um campo muito específico, como são o direito e o dos juristas. O direito se constitui em esfera especial e profissional à qual se tem acesso apenas por meio de um curso universitário, enquanto a política permite acesso aos lugares de poder por meio de eleições e não exige, pois, nenhum preparo intelectual determinado. Qualquer um do povo pode ser político, mas nem todos podem ser juristas ou juízes profissionais. Julgue os itens que se seguem, relativos ao conteúdo do texto precedente e a aspectos linguísticos a ele pertinentes.","Texto CG1A1-II Sociedades contemporâneas produzem ciência. Mas sociedades remotas também a produziam, ainda que não o fizessem com os mesmos ferramentais metodológicos de observação e experimentação desenvolvidos e apurados nos séculos posteriores. Nosso conceito mais amplo de ciência pressupõe a tentativa de explicar e entender racionalmente a natureza. Assim como o progresso científico molda e é moldado pelas ideias compartilhadas entre as pessoas no tempo, o mesmo ocorre com a arte, que necessariamente captura, reflete e confronta a sua contemporaneidade. Contudo, embora arte e ciência tenham caminhado juntas no decorrer da história da civilização humana, a literatura que hoje conhecemos como ficção científica corresponde a uma ramificação literária moderna. Talvez seja injusto classificá-la como um gênero, sob o risco de reduzir a ampla extensão de sua capacidade de mesclar diversos territórios, temas e estilos. Em um complexo amálgama de romance, ciência, profecia e especulação, há nessas obras um componente de cientificismo que se tornou explícito na ficção científica em um recorte mais recente da história humana, quando autores, deliberada e conscientemente, incorporaram modelos racionais de explicação em narrativas que, por serem ficcionais, poderiam até se valer de um salvo-conduto que as libertaria dos compromissos técnicos e morais da razão, mas não o fizeram. Julgue os itens que se seguem, a respeito das ideias veiculadas no texto CG1A1-II.\n\n\n\nJulgue os itens subsequentes, em relação às estruturas linguísticas do texto CG1A1-II.","Julgue os itens subsequentes, em relação a estruturas linguísticas do texto CB2A1.","Julgue os itens que se seguem, referentes a aspectos linguísticos do texto CG1A1.","Texto CB1A2 A expressão racismo ambiental foi criada na década de 80 do século passado pelo Dr. Benjamin Franklin Chavis Jr., em meio a protestos contra o depósito de resíduos tóxicos no condado de Warren, no estado da Carolina do Norte (EUA), onde a maioria da população era negra. De acordo com a pensadora negra brasileira Tania Pacheco, o racismo ambiental é constituído por injustiças sociais e ambientais que recaem de forma implacável sobre etnias e populações mais vulneráveis. Não se configura apenas por meio de ações que tenham uma intenção racista, mas, igualmente, por meio de ações que tenham impacto “racial”, não obstante a intenção que lhes tenha dado origem. No Brasil, nas cidades e nos centros urbanos, o racismo ambiental tem um impacto significativo na população que vive em favelas e periferias, onde historicamente a maioria da população é negra. A falta de acesso a serviços básicos, como água potável e saneamento, de estrutura urbana e de condições de moradia digna afeta a saúde e a qualidade de vida dos moradores e agrava ainda mais os impactos das mudanças climáticas, ocasionando enchentes e deslizamentos. Algumas medidas que podem ser tomadas para diminuir o racismo ambiental incluem a criação de políticas públicas que levem em conta as desigualdades sociais e econômicas, a garantia do direito à participação das comunidades afetadas na tomada de decisão, a promoção da educação ambiental e a valorização do conhecimento tradicional das comunidades. Em relação às ideias veiculadas no texto CB1A2, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CB1A2, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-I À medida que o homem cria, recria e decide, vão se formando as épocas históricas. E é também criando, recriando e decidindo como deve participar nessas épocas. É por isso que obtém melhor resultado toda vez que, integrando-se no espírito delas, se apropria de seus temas e reconhece suas tarefas concretas. Ponha-se ênfase, desde já, na necessidade permanente de uma atitude crítica, a única com a qual o homem poderá apreender os temas e tarefas de sua época para ir se integrando nela. Uma época, por outro lado, realiza-se na proporção em que seus temas forem captados e suas tarefas, resolvidas. E se supera na medida em que os temas e as tarefas não correspondem a novas ansiedades emergentes. Uma época da história apresentará uma série de aspirações, de desejos, de valores, em busca de sua realização. Formas de ser, de comportar-se, atitudes mais ou menos generalizadas, das quais somente os visionários que se antecipam têm dúvidas e frente às quais sugerem novas fórmulas. A passagem de uma época para outra caracteriza-se por fortes contradições que se aprofundam, dia a dia, entre valores emergentes em busca de afirmações, de realizações, e valores do ontem em busca de preservação. Quando isso ocorre, verifica-se o que chamamos transição. Observa-se um aspecto fortemente dramático que vai atingir as mudanças de que se nutre a sociedade. Porque é dramático, é fortemente desafiador. E a transição se torna então um tempo de opções. Nutrindo-se de mudanças, a transição é mais que as mudanças. Implica realmente a marcha que faz a sociedade na procura de novos temas, de novas tarefas ou, mais precisamente, de sua objetivação. As mudanças se produzem numa mesma unidade de tempo, sem afetá-la profundamente. É que se verificam dentro do jogo normal, resultante da própria busca de plenitude que fazem estes temas. Quando, por fim, estes temas começam a esvaziar e a perder sua significação, emergindo novos temas, a sociedade começa a passar para outra época. Nestas fases, mais do que nunca, se faz indispensável a integração. Mais do que nunca se faz indispensável o desenvolvimento de uma mente crítica, com a qual o homem possa se defender dos perigos dos irracionalismos, encaminhamentos distorcidos da emoção, característica dessas fases de transição. Com relação às ideias e à tipologia do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-I Dizer que o petróleo é um elemento de influência nas relações geopolíticas contemporâneas é repetir o óbvio. Desde que ele se tornou a matriz energética básica da sociedade industrial e o elemento fundamental para o funcionamento da economia moderna, ter ou controlar as fontes de petróleo e as rotas por onde ele é transportado representa questão de vida ou morte para as sociedades contemporâneas. Quando pensamos na geopolítica do petróleo neste início do século XXI, o primeiro fato que nos vem à mente são os conflitos do Oriente Médio, como a guerra Irã-Iraque e a guerra do Golfo em 1990-1991. Reduzir esses conflitos ao elemento “petróleo” seria um erro, pois questões outras estavam e estão envolvidas. Contudo, não se deve esquecer que aí estão as maiores reservas petrolíferas do mundo. No entanto, se examinarmos com alguma atenção as notícias do dia a dia, veremos como o problema do petróleo dentro da geopolítica contemporânea não é algo que afeta apenas os países do Oriente Médio. A busca pelo “ouro negro” está tendo impacto em outras regiões do mundo. Em nível menor, países como o Brasil têm enfrentado os mesmos problemas das maiores potências no que se refere a suprir suas necessidades energéticas, e isso tende apenas a piorar. Aqui cabe uma reflexão sobre os efeitos geopolíticos da futura mudança da matriz energética global. Mesmo sendo algo pouco provável em curto e médio prazo, o próprio esgotamento do petróleo vai obrigar a economia global a convocar outras fontes de energia, como a nuclear ou as células de hidrogênio. As alterações na sociedade global que tal mudança provocará serão, evidentemente, imensas, mas ninguém parece ainda ter refletido a contento sobre seus impactos geopolíticos. Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAinda com relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Acerca de aspectos linguísticos do texto CG1A1, julgue os seguintes itens.","Há muitas especulações sobre qual meio de transporte teria sido “inventado” primeiro, desde o início da evolução humana, antes mesmo do surgimento da escrita. Referentemente a esse período, o fato é que muito pouco pode ser comprovado, o que nos deixa com algumas hipóteses e poucas certezas. É provável que o ser humano tenha pensado em formas de solucionar problemas como transportar sua caça ou transpor obstáculos, mas afirmar com exatidão que isso se transformou em algum meio de transporte da forma como conhecemos hoje é bem mais complicado. Sabemos que o homem pré-histórico se deslocava em função do clima e da oferta de alimentos. Os pés humanos foram os primeiros responsáveis por esses deslocamentos. A melhor solução para o transporte a partir dessa época surgiu com a domesticação de animais selvagens. O homem pode ter notado a facilidade de lidar com determinadas espécies animais a ponto de utilizar sua força para transportar seus pertences. Julgue os itens subsequentes, em relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente.","Julgue os próximos itens, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.","Texto CG2A1-II Estima-se que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente por causa da depressão e da ansiedade, custando à economia mundial quase 1 trilhão de dólares. Os dados são do relatório Diretrizes sobre Saúde Mental no Trabalho, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em setembro de 2022, e confirmam a necessidade de se trazer o debate ainda mais à tona. Na mesma época, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicou uma nota conjunta com a OMS, na qual as novas diretrizes são explicadas por meio de estratégias práticas para governos, empregadores, trabalhadores e suas organizações, nos setores públicos e privados. “De acordo com as diretrizes globais, 60% da população mundial trabalha e esse trabalho pode impactar a saúde mental tanto de forma positiva quando negativa. As diretrizes também apontam questões importantes referentes à inserção e à permanência de pessoas com problemas de saúde mental no mercado de trabalho. Além do estigma e das barreiras que essas pessoas vivenciam para ingressar no mercado de trabalho, a ausência de estruturas de suporte afeta a sustentação das atividades laborais”, explica a consultora nacional de saúde mental da OMS, Cláudia Braga. De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em 2022, 209.124 mil pessoas foram afastadas do trabalho por transtornos mentais, entre depressão, distúrbios emocionais e Alzheimer, enquanto, em 2021, foram registrados 200.244 afastamentos. “Esse cenário nos mostra a importância de discutirmos essas questões e esperamos que essas diretrizes possam nortear os debates sobre as responsabilidades dos diferentes atores, de modo a mobilizarmos esforços para prevenir os impactos negativos do trabalho na saúde mental, promover e proteger a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores e trabalhadoras, assim como dar suporte às pessoas com problemas de saúde mental para que tenham seus direitos garantidos”, afirma a consultora da OMS. Julgue os itens que se seguem, considerando as ideias e estruturas linguísticas do texto CG2A1-II.","Texto CB1A1-II Há 70 anos, em 3 de outubro de 1953, era criada a PETROBRÁS, uma empresa estatal que detinha o monopólio da prospecção e exploração do petróleo no território brasileiro. A criação da empresa foi fruto da campanha “O petróleo é nosso”, iniciada após a eleição de Getúlio Vargas para seu segundo período na Presidência. Sete décadas após sua criação, ficaram para trás o acento agudo e o foco exclusivo no território brasileiro. A PETROBRAS do século XXI opera em 14 países, prioritariamente nas áreas de exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo, gás natural e seus derivados, e ganhou reputação internacional no desenvolvimento de tecnologia avançada para a exploração petrolífera em águas profundas e ultraprofundas. Ficou para trás também o caráter 100% estatal. Atualmente, a PETROBRAS está organizada como sociedade de economia mista, submete-se às regras gerais da administração pública e não mais detém o monopólio da exploração do petróleo em território nacional. Seu papel, no entanto, vai além da obtenção de lucro e envolve aspectos como geração de emprego e renda, além da promoção do desenvolvimento local nos lugares onde instala suas unidades e empreendimentos. Estes, muitas vezes, se situam em regiões remotas, que não despertam o apetite de companhias privadas. Permanece, assim, uma empresa estratégica para diversos aspectos do desenvolvimento econômico do país. A respeito dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nConsiderando ainda os aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens seguintes.","Texto CB3A1-II Foi só a OpenAI lançar, em novembro de 2022, o ChatGPT, a versão 3.5 conversacional e acessível a todos, para que os especialistas em comunicação, matemática, computação, lógica, linguística, tecnologia da informação etc. começassem a se preocupar com os danos da inteligência artificial (IA) generativa. Essa diz respeito a um dos tipos da IA de nível narrow, ou seja, compartimentada e (ainda) limitada. Apesar do cipoal de estudos e opiniões apresentados sobre a inovação tecnológica baseada em dados inseridos na sociedade das plataformas, até hoje vemos lives em que moderadores perguntam o que é e como funciona o ChatGPT. Vale destacar: por “dados”, devemos considerar informações obtidas de determinado período no passado, com o intuito de prever efeitos no futuro. Obviamente, internautas que estão a par do que se trata e já experimentaram ao menos uma pergunta ao robô simpático em eterno plantão torcem o nariz, pois já sabem o básico: querem mais. Eles sabem, inclusive, que somos cada vez mais usados pelas máquinas e constatam que é imprescindível aguçar e explorar ao máximo a intencionalidade em face da IA. Como isso é possível? Ao fazer perguntas de elevada qualidade — preferencialmente, advindas de um pensamento crítico — no proveito de se produzir um bom objeto de análise. Ainda, fazê-lo de forma contextualizada, sinalizando-se para qual finalidade, determinado público etc., de modo a obter respostas mais refinadas em tempo real. Em relação às ideias do texto CB3A1-II, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nA respeito de aspectos gramaticais do texto CB3A1-II, julgue os itens subsequentes.","Texto CB1A1-III Toda língua satisfaz à necessidade humana de comunicação. Embora muitas pessoas do mundo de hoje sejam tentadas a gastar mais tempo em mídias sociais do que talvez deveriam, é o impulso das trocas linguísticas que as está levando a essa situação. Não importa o quão ocupadas algumas pessoas estejam, é difícil não participarem de alguma conversa na tela à sua frente, para opinar sobre assuntos dos quais elas sabem pouco e se importam menos ainda. Seja por meio de conversas informais, da absorção de informações vindas da televisão, da discussão de jogos ou da leitura/escrita de romances, falar e escrever conecta os humanos, de modo ainda mais íntimo, em uma comunidade. Julgue os itens a seguir, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1-III.","É notável que todo o percurso filosófico desenvolvido por Karl Popper trouxe grandes contribuições para a epistemologia da primeira metade do século XX, bem como críticas ao positivismo lógico, pensamento que era considerado na época como imperioso. Nas páginas das obras do filósofo austríaco, constata-se não só seu incômodo perante os problemas da indução e do verificacionismo, mas também a preocupação epistemológica, ética, social e política, isto é, formas de verificar e observar — empirismo — os objetos na natureza de modo racional. Essas questões pressupõem não somente seu modo de compreender e tentar solucionar problemas filosóficos, mas também o que foi enfatizado diversas vezes em seus escritos, que é esta a proposta da busca de um mundo melhor: a defesa de uma sociedade aberta, crítica e libertária. De início, vale considerar a análise da tolerância como fundamento do método falseacionista, do racionalismo crítico e da prática política no pensamento de Karl Popper. No que se refere às ideias e a aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1-I A teoria das causas cerebrais dos transtornos mentais passou gradualmente a ironizar tudo o que se relacionava com a forma de vida do sujeito, compreendida como unidade entre linguagem, desejo e trabalho. As narrativas de sofrimento da comunidade ou dos familiares com quem se vive, a própria versão do paciente, o seu “lugar de fala” diante do transtorno, tornaram-se epifenômenos, acidentes que não alteram a rota do que devemos fazer: correção educacional de pensamentos distorcidos e medicação exata. Quarenta anos depois, acordamos em meio a uma crise global de saúde mental, com elevação de índices de suicídio, medicalização massiva receitada por não psiquiatras e insuficiência de recursos para enfrentar o problema. Esse é o custo de desprezar a cultura como instância geradora de mediações de linguagem necessárias para que enfrentemos o sofrimento antes que ele evolua para a formação de sintomas. Esse é o desserviço dos que imaginam que teatro, literatura, cinema e dança são apenas entretenimento acessório — como se a ampliação e a diversidade de nossa experiência cultural não fossem essenciais para desenvolver capacidade de escuta e habilidades protetivas em saúde mental. Como se eles não nos ensinassem como sofrer e, reciprocamente, como tratar o sofrimento no contexto coletivo e individual do cuidado de si. Acerca das ideias do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os próximos itens, relativos aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","Texto CG1A1-I A linguagem usada para descrever os alimentos que comemos pode ter um grande efeito em como os percebemos: orgânicos, artesanais, caseiros e selecionados soam um pouco mais tentadores que os prosaicos enlatados ou reidratados. Outro adjetivo que pode abrir nosso apetite é natural, enquanto tendemos a associar processado a produtos com uma longa lista de ingredientes impronunciáveis. Mas, no que diz respeito à nossa saúde, será que o natural é sempre melhor do que o processado? Na verdade, o fato de um alimento estar in natura não significa automaticamente que ele é saudável. Alimentos naturais podem conter toxinas, e um processamento mínimo pode torná-los mais seguros. O feijão, por exemplo, contém lectinas, que podem causar vômitos e diarreia. Elas são eliminadas quando os grãos ficam de molho durante horas e depois são cozidos na água fervente. O processamento também torna seguro o consumo de leite de vaca. O leite é pasteurizado desde o fim do século 19, para matar bactérias nocivas à saúde humana. Antes disso, era distribuído localmente, porque não havia uma boa refrigeração nas casas. As vacas eram ordenhadas todos os dias, e as pessoas levavam leite para vender nos bairros, mas as cidades ficaram maiores, o leite ficou mais distante e demorou mais para chegar ao consumidor, o que favorecia a multiplicação dos patógenos. As evidências crescentes de que alguns organismos presentes no leite pudessem ser prejudiciais à saúde levaram ao desenvolvimento de dispositivos para aquecimento do líquido e à invenção da pasteurização, que logo foi adotada na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos da América. O processamento também pode ajudar a preservar os alimentos e torná-los mais acessíveis. A fermentação faz com que o queijo se mantenha estável por mais tempo e, em alguns casos, reduz a quantidade de lactose, tornando-o mais digerível para quem tem uma intolerância leve à presença desse tipo de açúcar. No passado, o processamento dos alimentos era feito principalmente para aumentar sua vida útil. Por muito tempo, conservar os alimentos com a adição de ingredientes como açúcar ou sal foi essencial para as pessoas sobreviverem ao inverno. O processamento nos permitiu estar onde estamos hoje, pois evitou que passássemos fome. Muitos alimentos devem ser processados para ser consumidos, como o pão. Não poderíamos sobreviver apenas com grãos. O processamento permite que vitaminas e minerais, como vitamina D, cálcio e ácido fólico, sejam adicionados a certos alimentos processados, incluindo-se pães e cereais. Iniciativas como essas ajudaram a reduzir várias deficiências de nutrientes entre a população em geral — mas não tornaram necessariamente a comida nutricionalmente equilibrada. É preciso observar que alguns alimentos ultraprocessados podem estar associados a consequências indesejadas para a saúde, mas nem todos os alimentos processados são ruins. Os legumes e verduras congelados, o leite pasteurizado e a batata cozida, por exemplo, podem ser melhores para nós do que seus equivalentes não processados. Mas aqui está o segredo: todos esses alimentos também se parecem muito com sua forma natural, e é isso que precisamos ter em mente. Sempre que formos capazes de reconhecer que um alimento processado está próximo da sua forma natural, incluí-lo em nossa dieta pode até ser benéfico para nós. Em relação ao texto CG1A1-I e aos sentidos nele expressos, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, a respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","Texto CB1A1-II A palavra “corrupção” tem origem nas palavras latinas corruptio e corrumpere, que indicam algo que foi corrompido, deturpado. Por ela ser um termo polissêmico, entendemos que a sua história conceitual é incerta. É usual o tratamento da corrupção sob uma perspectiva moralista, como algo resultante da falta de caráter dos indivíduos. Contudo, tal abordagem não apresenta validade científica, já que moral é um atributo individual, dotado de subjetividade e culturalmente circunscrito. A manifestação de práticas corruptas pode-se dar em ambientes públicos ou privados, a partir de numerosos tipos de ação e em variada magnitude. Em todos os casos, a corrupção sempre se materializa a partir de trocas entre os agentes. Em relação a quem participa da troca corrupta, em situações nas quais há participação de agentes públicos, distinguem-se três tipos de corrupção: a grande corrupção, a corrupção burocrática (a pequena corrupção) e a corrupção legislativa. A primeira normalmente se refere a atos da elite política que cria políticas econômicas que a beneficiem. A segunda tem a ver com atos da burocracia em relação aos superiores hierárquicos ou ao público. A terceira se relaciona à compra de votos dos legisladores. Nas três formas, encontramos algum tipo de pagamento. Isso nos leva a concluir que a corrupção tem uma natureza essencialmente econômica: ela é uma troca socialmente indesejada. Com isso, queremos dizer que, apesar de não se configurar necessariamente como ilegal em todos os seus tipos, ela se configura como um jogo de soma zero entre a sociedade e os participantes do ato corrupto. Com base nas ideias do texto CB1A1-II, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens subsequentes.","Texto CB2A1-I A astrônoma Jocelyn Bell Burnell disse sobre Ron Drever: “Ele realmente curtia ser tão engenhoso”. Ela tinha ido da Irlanda do Norte para Glasgow para estudar física e Drever foi arbitrariamente designado para ser seu supervisor. Ele contava ao grupo de seus poucos orientandos as ideias mais interessantes que surgiam em sua mente, inclusive as que levaram ao experimento de Hughes-Drever (embora ela não tivesse se dado conta de que ele o realizara no quintal da propriedade rural de sua família), mas nenhuma que os ajudasse a passar nos exames. Após a frustração inicial, ao ver que ele não ia ajudá-la em seu dever de casa de física de estado sólido, ela acabou admirando seu profundo entendimento de física fundamental e seu notável talento como pesquisador. Drever, por sua vez, seria influenciado pelas iminentes e vitais descobertas de sua ex-aluna de graduação. A respeito de Bell Burnell, disse: “Ela também era obviamente melhor do que a maioria deles… então cheguei a conhecê-la muito bem”. Drever escreveu uma carta de recomendação para apoiar o pedido de emprego dela à principal instalação de radioastronomia na Inglaterra, em meados da década de 60, Jodrell Bank. Mas, ele continua, “não a admitiram, e a história conta que foi porque era mulher. Mas isso não é oficial, você sabe. Ela ficou muito desapontada”. Drever acrescenta, esperando que se reconheça a obviedade daquele absurdo: “Sua segunda opção era ir para Cambridge. Vê como são as coisas?”. Ele considerou isso uma reviravolta muito feliz. “Então ela foi para Cambridge e descobriu pulsares. Vê como são as coisas?”, ele diz, rindo. De acordo com os sentidos veiculados no texto CB2A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1-I Na ótica da saúde pública, pode-se conceituar a política de redução de danos como um conjunto de estratégias que visam minimizar os danos causados pelo uso de diferentes drogas, sem necessariamente exigir a abstinência de seu uso. Vale dizer, enquanto não for possível ou desejável a abstinência, outros agravos à saúde podem ser evitados, como, por exemplo, as doenças infectocontagiosas transmissíveis por via sanguínea, tais quais as hepatites e HIV/AIDS. Na concepção da política de redução de danos, tem-se como pressuposto o fator histórico-cultural do uso de psicotrópicos — uma vez que o uso dessas substâncias é parte indissociável da própria história da humanidade, a pretensão de um mundo livre de drogas não passa de uma quimera. Dentro dessa perspectiva, contemplam-se ações voltadas para as drogas lícitas e ilícitas, e suas intervenções não são de natureza estritamente públicas, delas participando, também, organizações não governamentais e necessariamente, com especial ênfase, o próprio cidadão que usa drogas. Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.","Já dizia Machado de Assis que “De médico e louco todo mundo tem um pouco”. O ditado ficou famoso pelo livro O Alienista, de 1882, que faz um debate sobre a loucura. Uma frase parecida é da nordestina Nise da Silveira, grande admiradora do autor brasileiro: “Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas muito ajuizadas”. Nise Magalhães da Silveira ajudou a escrever e revolucionar a história da psiquiatria no Brasil e no mundo. Nascida no ano de 1905 em Maceió – AL, ela ficou conhecida por humanizar o tratamento psiquiátrico e era contrária às formas de tratamento agressivas usadas em sua época, como o eletrochoque. Inspirada em Carl Jung, um dos pais da psiquiatria, Nise foi uma das primeiras mulheres a se formar em medicina no Brasil. Em meados de 1940, ela foi pioneira na terapia ocupacional, método que utiliza atividades recreativas no tratamento de distúrbios psíquicos. A alagoana se destacou por usar a arte como uma forma de expressão e de dar voz aos conflitos internos vivenciados principalmente pelos esquizofrênicos. Em 1956, Nise fundou a Casa das Palmeiras, um passo na direção da luta contra os hospícios, que chegaria a seu ápice com a Lei Antimanicomial, de 2001. A partir do esforço da psiquiatra e de seus pacientes, foi criado o Museu do Inconsciente, aberto até hoje no Rio de Janeiro junto ao Instituto Municipal Nise da Silveira, atual nome do Centro Psiquiátrico de Engenho de Dentro, onde a médica construiu seu projeto. Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens subsequentes.","Texto CB1A1-I A pandemia transformou a rotina de diversas pessoas ao redor do mundo, principalmente em relação à sustentabilidade. Dentro de casa, aumentou a percepção quanto à importância de modelos de consumo mais conscientes e responsáveis, como a escolha de produtos mais duráveis e menos geradores de resíduos. No entanto, a transformação mais significativa, que deveria vir das empresas, ainda é relativamente tímida. De acordo com Mariana Schuchovski, professora de Sustentabilidade do ISAE Escola de Negócios, a disseminação do vírus é resultado do atual modelo de desenvolvimento, que fomenta o uso irracional de recursos naturais e a destruição de hábitats, como florestas e outras áreas, o que faz que animais, forçados a mudar seus hábitos de vida, contraiam e transmitam doenças que não existiriam em situações normais. “Situações de desequilíbrio ambiental, causadas principalmente por desmatamento e mudanças de clima, aumentam ainda mais a probabilidade de que zoonoses, ou seja, doenças de origem animal, nos atinjam e alcancem o patamar de epidemias e pandemias”, explica a professora. A especialista aponta que todos nós, indivíduos, sociedade e empresas, precisamos entender os impactos desta pandemia no meio ambiente e na sustentabilidade bem como refletir sobre eles e, principalmente, sobre a sua relação inversa: o impacto da (in)sustentabilidade dos nossos modelos de produção e consumo como causador desta pandemia. “Toda escolha que fazemos pode ser para apoiar ou não a sustentabilidade”, diz Mariana. Por outro lado, para que possamos fazer melhores escolhas e praticar o verdadeiro consumo consciente, é necessário que, em primeiro lugar, as empresas realizem a produção consciente, assumindo sua verdadeira responsabilidade pelos impactos que causam. Com base nas ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nCom relação aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1-I Não é preciso temer as máquinas, à maneira do Exterminador do futuro, para se preocupar com a sobrevivência da democracia em um mundo dominado pela inteligência artificial (IA). No fim das contas, a democracia sempre teve como alicerces os pressupostos de que nosso conhecimento do mundo é imperfeito e incompleto; de que não há resposta definitiva para grande parte das questões políticas; e de que é sobretudo por meio da deliberação e do debate que expressamos nossa aprovação e nosso descontentamento. Em certo sentido, o sistema democrático tem se mostrado capaz de aproveitar nossas imperfeições da melhor maneira: uma vez que de fato não sabemos tudo, e tampouco podemos testar empiricamente todas as nossas suposições teóricas, estabelecemos certa margem de manobra democrática, uma folga política, em nossas instituições, a fim de evitar sermos arrastados pelos vínculos do fanatismo e do perfeccionismo. Agora, novas melhorias na IA, viabilizadas por operações massivas de coleta de dados, aperfeiçoadas ao máximo por grupos digitais, contribuíram para a retomada de uma velha corrente positivista do pensamento político. Extremamente tecnocrata em seu âmago, essa corrente sustenta que a democracia talvez tenha tido sua época, mas que hoje, com tantos dados à nossa disposição, afinal estamos prestes a automatizar e simplificar muitas daquelas imperfeições que teriam sido — deliberadamente — incorporadas ao sistema político. Dessa forma, podemos delegar cada vez mais tarefas a algoritmos que, avaliando os resultados de tarefas anteriores e quaisquer alterações nas predileções individuais e nas curvas de indiferença, se reajustariam e revisariam suas regras de funcionamento. Alguns intelectuais proeminentes do Vale do Silício até exaltam o surgimento de uma “regulação algorítmica”, celebrando-a como uma alternativa poderosa à aparentemente ineficaz regulação normal. Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os itens a seguir, que apresentam propostas de substituição ou de reescrita para trechos do texto CB1A1-I.","Texto CG1A1-II Para uma criança pequena, é muito mais difícil racionalizar a emergência vivida em uma pandemia. Ela ainda não tem os recursos cognitivos necessários para compreender algo tão abstrato como o coronavírus. Ainda nos estágios iniciais do desenvolvimento da afetividade e da inteligência, as crianças se guiam pelas experiências, pelo que podem ver, ouvir, tocar, cheirar, imaginar, imitar, dizer, brincar. Muito mais do que atentar para os conceitos que explicam a situação excepcional, elas se guiam pela observação de seus pais ou familiares: como eles interagem entre si e com elas? Estão próximos e carinhosos? Estão juntos, mas “distantes”, ansiosos, sem tempo para ficar com elas? Esse tipo de conduta dos pais é, por definição, particular. O mesmo estímulo ou situação ambiental não provoca necessariamente as mesmas reações em diferentes crianças ou até em diferentes momentos de uma mesma criança, ou seja, a resposta da criança a um estímulo do ambiente depende, em alto grau, de sua condição cognitiva e emocional, e essa condição tem a ver com os adultos que a cercam. Julgue os itens subsequentes, considerando as ideias e as construções linguísticas do texto CG1A1-II.","As tecnologias de contar e escrever histórias não seguiram um caminho linear. A própria escrita foi inventada pelo menos duas vezes, primeiro na Mesopotâmia e depois nas Américas. Os sacerdotes indianos se recusavam a escrever as histórias sagradas por medo de perder o controle sobre elas. Professores carismáticos (como Sócrates) se recusaram a escrever. Algumas invenções posteriores foram adotadas somente de forma seletiva, como quando os eruditos árabes usaram o papel chinês, mas não demonstraram nenhum interesse por outra invenção chinesa, a impressão. As invenções relacionadas à escrita tinham muitas vezes efeitos colaterais inesperados. Preservar textos antigos significava manter vivas artificialmente as línguas. Desde então, passou-se a estudar línguas mortas e alguns textos acabaram sendo declarados sagrados. Julgue os itens seguintes, relativos à tipologia, aos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente.","Texto CB1A2-I O uso da palavra está, necessariamente, ligado à questão da eficácia. Visando a uma multidão indistinta, a um grupo definido ou a um auditório privilegiado, o discurso procura sempre produzir um impacto sobre seu público. Esforça-se, frequentemente, para fazê-lo aderir a uma tese: ele tem, então, uma visada argumentativa. Mas o discurso também pode, mais modestamente, procurar modificar a orientação dos modos de ver e de sentir: nesse caso, ele tem uma dimensão argumentativa. Como o uso da palavra se dota do poder de influenciar seu auditório? Por quais meios verbais, por quais estratégias programadas ou espontâneas ele assegura a sua força? Essas questões, das quais se percebe facilmente a importância na prática social, estão no centro de uma disciplina cujas raízes remontam à Antiguidade: a retórica. Para os antigos, a retórica era uma teoria da fala eficaz e também uma aprendizagem ao longo da qual os homens da cidade se iniciavam na arte de persuadir. Com o passar do tempo, entretanto, ela tornou-se, progressivamente, uma arte do bem dizer, reduzindo-se a um arsenal de figuras. Voltada para os ornamentos do discurso, a retórica chegou a se esquecer de sua vocação primeira: imprimir ao verbo a capacidade de provocar a convicção. É a esse objetivo que retornam, atualmente, as reflexões que se desenvolvem na era da democracia e da comunicação. Julgue os itens a seguir, com base nas ideias do texto CB1A2-I.\n\n\n\nJulgue os itens subsequentes, relativos aos aspectos linguísticos do texto CB1A2-I.","Diante da lei está um porteiro. Um homem do campo dirige-se a este porteiro e pede para entrar na lei. Mas o porteiro diz que agora não pode permitir-lhe a entrada. O homem do campo reflete e depois pergunta se então não pode entrar mais tarde. “É possível”, diz o porteiro, “mas agora não”. Uma vez que a porta da lei continua como sempre aberta, e o porteiro se põe de lado, o homem se inclina para o interior através da porta. Quando nota isso, o porteiro ri e diz: “Se o atrai tanto, tente entrar apesar da minha proibição. Mas veja bem: eu sou poderoso. E sou apenas o último dos porteiros. De sala para sala, porém, existem mais porteiros, cada um mais poderoso que o outro. O camponês não esperava tais dificuldades: a lei deve ser acessível a todos e a qualquer hora, pensa ele. Ele faz muitas tentativas para ser admitido, e cansa o porteiro com os seus pedidos. O homem, que se havia equipado para a viagem com muitas coisas, lança mão de tudo, por mais valioso que seja, para subornar o porteiro. Este aceita tudo. Durante todos esses anos, o homem observa o porteiro quase sem interrupção. Esquece outros porteiros e este primeiro parece-lhe o único obstáculo para a entrada na lei. Nos primeiros anos, amaldiçoa em voz alta o acaso infeliz. Antes de morrer, todas as experiências daquele tempo convergem na sua cabeça para uma pergunta que até então não havia feito ao porteiro. Faz-lhe um aceno para que se aproxime. “O que é que você ainda quer saber?”, pergunta o porteiro. “Você é insaciável.” “Todos aspiram à lei”, diz o homem. “Como se explica que, em tantos anos, ninguém além de mim pediu para entrar?” O porteiro percebe que o homem já está no fim e, para ainda alcançar sua audição em declínio, ele berra: “Aqui ninguém mais podia ser admitido, pois esta entrada estava destinada só a você. Agora eu vou embora e fecho-a”. Com referência às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Quando se fala em palhaço, duas imagens costumam vir logo à cabeça. Palhaço, infelizmente, é aquele de quem muitos têm medo. Ele pega alguém da plateia para ridicularizar, faz grosserias, piadas inconvenientes. Crianças têm medo de palhaços. Filmes de terror exploram impiedosamente nossas fantasias infantis sobre tal figura. Esses palhaços malvados existem em nosso imaginário e, felizmente, são a minoria na realidade. Neste exato instante em que você lê estas palavras, milhares de palhaços em todo o mundo estão em hospitais, campos de batalha, campos de refugiados, escutando pessoas, relacionando-se verdadeiramente com elas, buscando, por meio do afeto e do humor, amenizar a dor daqueles que estão passando por situações trágicas e delicadas. Dessa imagem inferimos por que a comédia é uma espécie de tratamento para a tragédia. Um tratamento que não nega nem destitui a existência do pior, mas que faz com ele uma espécie de inversão de sentido. Assim, introduzimos que o horizonte do que o palhaço escuta é a tragédia da vida, a sua realidade mais extensa de miséria e impotência, de pequenez e arrogância, de pobreza e desencontro, que se mostra como uma repetição insensata sempre. O palhaço é um realista, mas não um pessimista. Ele mostra a realidade exagerando as deformações que criamos sobre ela. Primeira lição a tirar disso para a arte da escuta: escutar o outro é escutar o que realmente ele diz, e não o que a gente ou ele mesmo gostaria de ouvir. Escutar o que realmente alguém sente ou expressa, e não o que seria mais agradável, adequado ou confortável sentir. Escutar o que realmente está sendo dito e pensado, e não o que nós ou ele deveríamos pensar e dizer. Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1-III de Fígaro, de Mozart. Aproximando-se o final do espetáculo, o personagem mais importante, Fígaro, faz um que vi, o diretor de cena teve a ideia de acender as luzes da plateia durante o canto de Fígaro, que saiu do palco e Logo atrás de mim, uma senhora furiosa levantou-se. Fez o sinal de “não” nas fuças do pobre cantor ter prestado mais atenção. O tema nuclear de As Bodas de Fígaro é atual: trata-se de desmascarar, denunciar e punir Aquela senhora furiosa revoltou-se antes do tempo e não viu a condenação do conde brutal. Tal modo mais injusto, as mulheres são mantidas em nossas sociedades, é compreensível. Mas indignou-se cedo Indignação: eis o problema. Nunca tive simpatia por essa palavra. Pressupõe cólera e desprezo. Quando estamos droga. Arrebata a alma, enfurece as vísceras, dilata os pulmões e nos faz acreditar na veemência do nosso ódio. A solidão indignada faz grandes discursos interiores contra aquilo que erigimos como inimigo. Serve para dar arquitetamos vinganças e reparações. Depois, o balão murcha, sobrando apenas nossa miserável impotência. duas, ou em um pequeno grupo, a indignação leva ao descontrole. Nervosos, falamos alto e dizemos coisas que, nós que falamos, mas algo que está em nós e que ocupou nosso corpo esvaziado de qualquer poder reflexivo: a Com relação às ideias do texto CB1A1-III, julgue os itens seguintes.\n\n\n\nA respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-III, julgue os itens subsecutivos.","decorrente, principalmente, da redução de barreiras ao comércio mundial, da maior velocidade das inovações tem exigido mudanças efetivas na atuação do comércio internacional. passa pela concorrência, visto que é por meio da garantia e da possibilidade de entrar no mercado internacional, se consubstancia a plena expansão das atividades comerciais e se alcança o resultado último dessa interatuação: o preço Defesa da concorrência e defesa comercial são instrumentos à disposição dos Estados para lidar com distintos diferença o efeito que cada instrumento busca neutralizar. A política de defesa da concorrência busca advindas do exercício de poder de mercado. A política de defesa comercial busca proteger a indústria nacional Acerca de aspectos linguísticos do texto precedente e das ideias nele contidas, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1AAA sensíveis, dessas a que tudo lhes toca e tange. Se a gente lhe perguntasse: “Como vais, Juca?”, ao que qualquer pessoa não era assim tão simples. Primeiro fazia uma cara de indecisão, depois um sorriso triste contrabalançado por um consciência era cortado pela voz do interlocutor, que começava a falar chãmente em outras coisas, que, aliás, o Juca não estava egoístas, mais coriáceas, mais impenetráveis do reino animal. Pois, meus amigos, da última vez que vi o Juca, o impasse Estavam-lhe ministrando a extrema-unção. E, quando o sacerdote lhe fez a tremenda pergunta, chamando-o pelo na sua face devastada pela erosão da morte, a Dúvida começava a redesenhar, reanimando-a, aqueles seus trejeitos e foi “sim” nem “não”; seria acaso um “talvez”, se o padre não fosse tão compreensivo. Ou apressado. Despachou-o num E eu imagino o Juca a indagar, até hoje: — Mas o senhor acha mesmo, sargento Gabriel, que Com relação às estruturas linguísticas e aos sentidos do texto CB1A1AAA, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAinda a respeito das estruturas linguísticas do texto CB1A1AAA, julgue os próximos itens.","A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do trecho da letra de música anteriormente apresentado, julgue os itens que se seguem.","Texto para os itens de 7 a 11 vários problemas. Grande parte dos médicos e da população acreditava que a doença se transmitia pelo contato com roupas, acreditava em uma nova teoria: o transmissor da febre amarela era um mosquito. Assim, suspendeu as desinfecções, método sanitárias com brigadas que percorreram casas, jardins, quintais e ruas, para eliminar focos de insetos. Sua atuação provocou Em 1904, a oposição a Oswaldo Cruz atingiu seu ápice. Com o recrudescimento dos surtos de varíola, o população. Os jornais lançaram uma campanha contra a medida. O congresso protestou e foi organizada a Liga Contra rebelião popular e, no dia 14, a Escola Militar da Praia Vermelha se levantou. O governo derrotou a rebelião, mas Oswaldo Cruz acabou vencendo a batalha. Em 1907, a febre amarela estava erradicada do Rio de Janeiro. Em 1908, vacinação. O Brasil finalmente reconhecia o valor do sanitarista. Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto, julgue os itens que se seguem.","A respeito das estruturas linguísticas do texto precedente, julgue os itens subsequentes.","Acerca dos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes."],"questions":[{"id":"9a60778c6ee9","number":6,"stem":0,"statement":"A correção gramatical do texto seria mantida caso a forma pronominal presente no trecho “para fazê-lo com sucesso” (final do segundo parágrafo) fosse deslocada para a posição proclítica, escrevendo-se para o fazer com sucesso.","answer":"C","source":{"slug":"IBAMA_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Fazê-lo” é a forma enclítica de “fazer” mais “o”: o infinitivo perde o “r” e recebe acento por causa do pronome. Passando o pronome para antes do verbo, desfaz-se tudo isso e escreve-se “o fazer”, forma correta e ainda frequente na norma escrita. Como o infinitivo vem regido por “para”, a próclise é admitida.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Ao sair da ênclise, o infinitivo recupera o “r”","citation":null,"trap_note":"“Fazê-lo” vira “o fazer”, não “o fazê”. Compare com o item em que “torná-los” é proposto como “os torná”: mesma regra, um deslocamento correto e outro impossível."}},{"id":"d1434d9b8a54","number":8,"stem":1,"statement":"A forma pronominal “se”, em “vão se beneficiar” (último período do segundo parágrafo), poderia ser corretamente deslocada para imediatamente após a forma verbal infinitiva, da seguinte forma: vão beneficiar-se.","answer":"C","source":{"slug":"CD_25_NS","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Vão se beneficiar” é locução de auxiliar mais infinitivo. Nessa construção o pronome pode ficar antes do auxiliar, entre os verbos ou depois do infinitivo, e “vão beneficiar-se” é uma dessas posições. Nada no período atrai o pronome para a próclise obrigatória.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Ênclise ao infinitivo é sempre uma das opções da locução","citation":null,"trap_note":"Diante de locução com infinitivo, o deslocamento do pronome para depois do infinitivo é quase sempre legítimo. É o padrão de item Certo mais repetido do tópico."}},{"id":"25140e266fcc","number":8,"stem":2,"statement":"No segmento “que efetivamente se abre” (último período do texto), o deslocamento do pronome “se” para a posição enclítica — que efetivamente abre-se — manteria a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"MP_CE_25_SERVIDOR","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O verbo está na oração adjetiva “que efetivamente se abre à interlocução com a sociedade”, aberta pelo relativo “que”. O advérbio “efetivamente” entre o relativo e o verbo não desfaz a atração, porque não há pausa: a próclise é obrigatória e “abre-se” quebraria a correção.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"manteria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"No segmento “que efetivamente se abre” (último período do texto), o deslocamento do pronome “se” para a posição enclítica — que efetivamente abre-se — prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"Advérbio sem vírgula não interrompe a atração do relativo","citation":null,"trap_note":"O que quebra a atração é a pausa, não a distância. Uma palavra intercalada sem vírgulas mantém tudo como estava; a mesma palavra entre vírgulas liberaria as duas colocações."}},{"id":"1916a78ab68d","number":11,"stem":3,"statement":"Estaria mantida a correção gramatical do texto caso o pronome “os”, em “os cerca” (final do terceiro parágrafo), fosse empregado em posição enclítica, da seguinte forma: cerca-os.","answer":"E","source":{"slug":"TCU_25_TEFC","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Os cerca” está na oração adjetiva “do ambiente que os cerca”, introduzida pelo relativo “que”. Pronome relativo colado ao verbo impõe a próclise, e a forma “cerca-os” quebraria a correção do trecho.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Estaria mantida a correção gramatical do texto","corrected_statement":"Seria prejudicada a correção gramatical do texto caso o pronome “os”, em “os cerca” (final do terceiro parágrafo), fosse empregado em posição enclítica, da seguinte forma: cerca-os.","concept":"Oração adjetiva com “que” exige próclise","citation":null,"trap_note":"Oração adjetiva é território de próclise obrigatória, sempre: o relativo que a introduz está, por definição, imediatamente antes do verbo."}},{"id":"0683c6e2eb72","number":13,"stem":4,"statement":"No trecho “se destacam” (segundo período do quinto parágrafo), a ocorrência da próclise pronominal é obrigatória.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho é “histórias de mulheres que se destacam em áreas como ciências exatas”. O verbo está em oração adjetiva introduzida pelo relativo “que”, colado a ele: ali a próclise é obrigatória, e a ênclise produziria erro.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Oração adjetiva impõe próclise","citation":null,"trap_note":"Quando o item afirma obrigatoriedade, a pergunta é uma só: existe atrator colado ao verbo? Com relativo, existe — e a afirmação é verdadeira."}},{"id":"a825996d8d5c","number":4,"stem":5,"statement":"A substituição de “tornam-nos” (quinto período) por tornamo-nos manteria a coerência do texto, bem como sua correção gramatical.","answer":"C","source":{"slug":"FUNPRESP_24_EXE","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em “tornam-nos cada vez mais insensíveis”, o sujeito é “os nossos prazeres” e “nos” é objeto direto. “Tornamo-nos” passa a construção para a primeira pessoa do plural com valor reflexivo — nós nos tornamos insensíveis —, leitura que o contexto sustenta, já que é do efeito dos prazeres sobre nós que o texto trata. A forma também está correta: diante de “nos”, a desinência “-mos” perde o “s”.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Perda do “s” em “-mos” diante de “nos”","citation":null,"trap_note":"Mexer no pronome às vezes obriga a mexer no verbo: “tornamos” mais “nos” dá “tornamo-nos”, e “amamos” mais “nos” dá “amamo-nos”. A forma sem o corte é que seria erro."}},{"id":"88616d717c4f","number":7,"stem":6,"statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, a forma pronominal “se” poderia ser corretamente deslocada para logo após a forma verbal “tornaram” — escrevendo-se tornaram-se.","answer":"E","source":{"slug":"MP_TO_24_SERVIDOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho é “Vivemos num tempo em que as questões legais se tornaram corriqueiras”. O verbo está em oração adjetiva iniciada por “em que”, e o relativo, ainda que separado do verbo pelo sujeito, mantém a atração sobre a oração que introduz. A ênclise “tornaram-se” não é admitida ali.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"poderia ser corretamente deslocada para logo após a forma verbal “tornaram”","corrected_statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, a forma pronominal “se” não poderia ser deslocada para logo após a forma verbal “tornaram” — escrevendo-se tornaram-se.","concept":"Relativo rege a colocação em toda a oração adjetiva","citation":null,"trap_note":"O relativo não precisa encostar no verbo para mandar: ele governa a oração que abre. Um sujeito entre ele e o verbo não desfaz a atração; só uma pausa desfaz."}},{"id":"561fcc4220ad","number":7,"stem":7,"statement":"Estaria mantida a correção gramatical do texto caso as formas pronominais “se”, em “se volta” e “se ergueram”, respectivamente, no primeiro e no segundo períodos do terceiro parágrafo, fossem empregadas logo após as formas verbais — escrevendo-se volta-se e ergueram-se.","answer":"E","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"As duas ocorrências não se comportam igual. Em “o homem se volta para a varanda” não há atrator, e “volta-se” seria correto. Mas “se ergueram” aparece em “parece que se ergueram um pouco no horizonte”, depois da conjunção integrante “que”, que impõe a próclise: “ergueram-se” ali é erro. Uma quebra basta para derrubar o item.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Estaria mantida a correção gramatical do texto","corrected_statement":"Seria prejudicada a correção gramatical do texto caso as formas pronominais “se”, em “se volta” e “se ergueram”, respectivamente, no primeiro e no segundo períodos do terceiro parágrafo, fossem empregadas logo após as formas verbais — escrevendo-se volta-se e ergueram-se.","concept":"Conjunção integrante atrai o pronome","citation":null,"trap_note":"Item com duas ocorrências é item com dois testes. Comece pela que tiver conectivo à esquerda: é quase sempre ela que o enunciado conta que você não vá conferir."}},{"id":"a879aa1569d6","number":8,"stem":5,"statement":"No trecho “O aborrecimento dá-nos a noção do tempo; a distração tira-a.” (oitavo período), as formas pronominais “nos” e “a” poderiam ser ambas deslocadas para a posição proclítica, sem prejuízo da correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"FUNPRESP_24_EXE","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Cada uma das duas orações traz o sujeito antes do verbo — “O aborrecimento” e “a distração”. Sujeito anteposto permite a próclise, embora não a imponha; o que a norma proíbe é o pronome átono abrindo a oração, e não é o caso. “Nos dá” e “a tira” são tão corretos quanto as formas enclíticas do texto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Sujeito anteposto autoriza a próclise sem torná-la obrigatória","citation":null,"trap_note":"A ênclise é a colocação canônica, não a única. Com algo escrito antes do verbo, as duas posições costumam passar — e o item que chamar uma delas de erro estará errado."}},{"id":"b6942719fe44","number":9,"stem":8,"statement":"Caso o pronome “se”, em “baseando-se em critério pessoal do que seria justo” (terceiro parágrafo) fosse deslocado para imediatamente antes da forma verbal “baseando” — escrevendo-se se baseando —, seria mantida a correção gramatical da frase e lhe seria conferido maior grau de formalidade.","answer":"E","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Gerúndio simples, não precedido de preposição nem de palavra atratora, pede ênclise: “baseando-se” é a forma da norma escrita. A anteposição “se baseando” é característica da fala e não é admitida no padrão culto — de modo que a mudança não só quebraria a correção como rebaixaria o registro, em vez de elevá-lo.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"seria mantida a correção gramatical da frase e lhe seria conferido maior grau de formalidade","corrected_statement":"Caso o pronome “se”, em “baseando-se em critério pessoal do que seria justo” (terceiro parágrafo) fosse deslocado para imediatamente antes da forma verbal “baseando” — escrevendo-se se baseando —, seria prejudicada a correção gramatical da frase e lhe seria conferido menor grau de formalidade.","concept":"Próclise ao gerúndio simples não pertence à norma escrita","citation":null,"trap_note":"Colocação não é escala de formalidade. Quando o item associa uma posição a registro mais culto, desconfie: ou a forma é correta, ou não é, e a questão se resolve por regra, não por tom."}},{"id":"99d31e614d33","number":14,"stem":9,"statement":"No trecho “O direito se constitui em esfera especial e profissional” (segundo período do terceiro parágrafo), a colocação enclítica do pronome “se” prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em “O direito se constitui em esfera especial e profissional”, o que antecede o verbo é o sujeito “O direito”, e sujeito não é atrator. Sem atrator e sem o verbo abrindo o período, a ênclise é não só admitida como a colocação canônica: “constitui-se” estaria correto.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"prejudicaria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"No trecho “O direito se constitui em esfera especial e profissional” (segundo período do terceiro parágrafo), a colocação enclítica do pronome “se” não prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"Sem atrator, a ênclise é livre","citation":null,"trap_note":"Ler a próclise do texto como se fosse obrigatória é o erro simétrico ao de propor ênclise onde há atrator. O teste é o mesmo e deve ser feito nos dois sentidos."}},{"id":"77001e15f9a6","number":15,"stem":10,"statement":"Em “poderiam até se valer de um salvo-conduto” (último período), a próclise do pronome “se” é obrigatória, haja vista o emprego do vocábulo “até”.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Até” ali é palavra denotativa de inclusão, não advérbio que atraia pronome, e o verbo em questão é o infinitivo “valer” dentro da locução “poderiam valer-se”. Infinitivo admite ênclise mesmo precedido de palavra atratora, de modo que “poderiam até valer-se” é correto e a próclise não pode ser obrigatória.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"é obrigatória, haja vista o emprego do vocábulo “até”","corrected_statement":"Em “poderiam até se valer de um salvo-conduto” (último período), a próclise do pronome “se” é facultativa, pois o vocábulo “até” não funciona ali como palavra atratora.","concept":"Palavra de inclusão não atrai, e o infinitivo aceita ênclise","citation":null,"trap_note":"Duas coisas derrubam a palavra obrigatória num item: o atrator citado não ser atrator, ou o verbo ser infinitivo ou gerúndio. Aqui as duas acontecem juntas."}},{"id":"b43d2bd23dea","number":15,"stem":11,"statement":"No primeiro período do sexto parágrafo, a colocação dos pronomes átonos “me” e “se” exemplifica dois casos de próclise obrigatória.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período é “Ele me contou isso sem mágoa nenhuma e se despediu ainda sorrindo”. Em ambos os casos o que antecede o verbo é o sujeito “Ele”, que autoriza a próclise mas não a impõe: “contou-me” e “despediu-se” seriam igualmente corretos. Próclise possível não é próclise obrigatória.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"exemplifica dois casos de próclise obrigatória","corrected_statement":"No primeiro período do sexto parágrafo, a colocação dos pronomes átonos “me” e “se” exemplifica dois casos de próclise facultativa.","concept":"Sujeito anteposto não torna a próclise obrigatória","citation":null,"trap_note":"A obrigatoriedade vem de uma lista fechada de atratores. Nenhuma delas é “o sujeito veio antes”, e a maioria dos itens que dizem obrigatória apostam exatamente nessa confusão."}},{"id":"5dbcf2102a2e","number":16,"stem":12,"statement":"Estaria mantida a correção gramatical do último período do segundo parágrafo caso a forma pronominal “se”, em “vão encontrar-se”, fosse deslocada para a posição de ênclise ao verbo auxiliar — vão-se encontrar.","answer":"C","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Vão encontrar-se” é locução de auxiliar mais infinitivo, e nessa construção o pronome pode ficar antes do auxiliar, entre os dois verbos ou depois do infinitivo. “Vão-se encontrar” é uma das posições legítimas, e não há atrator no período que exclua qualquer uma delas.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Ênclise ao auxiliar em locução verbal","citation":null,"trap_note":"Em locução, o pronome tem três pousos. Itens que movem o pronome de um para outro tendem a ser Certos; o que os torna Errados é um atrator anterior, não a mudança em si."}},{"id":"a65a88cfe6e0","number":21,"stem":13,"statement":"No trecho “não obstante a intenção que lhes tenha dado origem” (final do segundo parágrafo), a próclise da forma pronominal “lhes” justifica-se pela presença do vocábulo “não” no início do trecho.","answer":"E","source":{"slug":"FNDE_24_PSS","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Quem atrai o pronome é o relativo “que”, que abre a oração adjetiva “que lhes tenha dado origem”. O “não” do trecho não é advérbio de negação ligado a esse verbo: integra a locução concessiva “não obstante”, que se refere à intenção, e sequer está imediatamente antes de “tenha dado”. O item acerta que há próclise obrigatória e erra quem a provoca.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"pela presença do vocábulo “não” no início do trecho","corrected_statement":"No trecho “não obstante a intenção que lhes tenha dado origem” (final do segundo parágrafo), a próclise da forma pronominal “lhes” justifica-se pela presença do pronome relativo “que”.","concept":"O atrator é o relativo, não o “não” de uma locução concessiva","citation":null,"trap_note":"Quando o item nomear o atrator, confira qual palavra está colada ao verbo. Negação só atrai quando nega aquele verbo e está imediatamente antes dele."}},{"id":"e99763361ac2","number":6,"stem":14,"statement":"Estaria mantida a correção gramatical do texto caso o pronome “se”, em “se apropria” (último período do primeiro parágrafo), fosse deslocado para logo após a forma verbal — apropria-se.","answer":"C","source":{"slug":"MEC_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho é “toda vez que, integrando-se no espírito delas, se apropria de seus temas”. A conjunção “toda vez que” atrairia o pronome, mas entre ela e o verbo há uma oração reduzida isolada por vírgulas. A pausa corta a atração, e com ela a ênclise volta a ser admitida: “apropria-se” manteria a correção.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Oração intercalada entre vírgulas desfaz a atração","citation":null,"trap_note":"Não basta ver a conjunção no período; é preciso ver se ela ainda encosta no verbo. Qualquer coisa entre vírgulas no meio do caminho devolve as duas colocações."}},{"id":"e22d545e878d","number":10,"stem":15,"statement":"No último período do segundo parágrafo, a próclise do pronome “se” justifica-se pela presença do vocábulo “não”.","answer":"C","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NTJ","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O último período do segundo parágrafo é “Contudo, não se deve esquecer que aí estão as maiores reservas petrolíferas do mundo”. O advérbio de negação “não” está colado à locução verbal, e advérbio de negação é palavra atratora: a próclise ali não é preferência de estilo, é imposição da norma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Negação imediatamente antes do verbo","citation":null,"trap_note":"Quando o item nomeia o atrator e o atrator está mesmo colado ao verbo, o item é Certo. A checagem é sempre a mesma: a palavra citada está antes do verbo e sem pausa?"}},{"id":"56f0a937ee0d","number":10,"stem":16,"statement":"No segmento “tendemos a não os notar” (penúltimo período do segundo parágrafo), a anteposição da forma pronominal “os” ao verbo “notar” é obrigatória, não sendo admitida a ênclise pronominal, em razão do emprego do vocábulo “não”.","answer":"E","source":{"slug":"CTI_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O verbo é o infinitivo “notar”, precedido da preposição “a” e da negação. Mesmo com palavra atratora antes, o infinitivo admite a ênclise: “tendemos a não notá-los” é correto. A anteposição é possível, e até preferida, mas não obrigatória, e a ênclise não está vedada.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"é obrigatória, não sendo admitida a ênclise pronominal, em razão do emprego do vocábulo “não”","corrected_statement":"No segmento “tendemos a não os notar” (penúltimo período do segundo parágrafo), a anteposição da forma pronominal “os” ao verbo “notar” é facultativa, sendo também admitida a ênclise pronominal.","concept":"Infinitivo admite ênclise mesmo com atrator","citation":null,"trap_note":"A lista de atratores vale plenamente para verbos em forma pessoal. Diante de infinitivo ela perde a força: as duas colocações passam, e a palavra obrigatória vira o erro do item."}},{"id":"a3bc0fca8904","number":11,"stem":17,"statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, a próclise pronominal em “se deslocava” justifica-se pelo caráter desenvolvido da oração subordinada em que tal trecho se insere.","answer":"C","source":{"slug":"ANTT_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Sabemos que o homem pré-histórico se deslocava em função do clima” traz oração subordinada desenvolvida, isto é, introduzida por conectivo e com o verbo em forma pessoal — o contrário da reduzida, construída com infinitivo, gerúndio ou particípio e sem conjunção. É justamente esse conectivo, a conjunção integrante “que”, que atrai o pronome e justifica a próclise.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Oração desenvolvida traz conjunção, e a conjunção atrai","citation":null,"trap_note":"“Desenvolvida” é sinônimo de “tem conectivo”. Por isso a oração desenvolvida quase sempre impõe próclise e a reduzida quase nunca impõe nada."}},{"id":"77b712036ce2","number":13,"stem":18,"statement":"Estaria mantida a correção gramatical do quarto período do primeiro parágrafo caso a partícula “se”, em “verifica-se”, fosse deslocada para a posição proclítica — se verifica.","answer":"E","source":{"slug":"BCB_24","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O quarto período abre com um longo adjunto adverbial encerrado por pausa — “Em um contexto de crescente instabilidade macroeconômica, de desregulamentação das relações de trabalho —,” — e só então aparece “verifica-se”. Expressão adverbial separada por vírgula não atrai o pronome, e o verbo que vem logo depois da pausa comporta-se como verbo que abre a oração. Nesse contexto a ênclise é a única colocação admitida, e “se verifica” produz erro.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Estaria mantida a correção gramatical","corrected_statement":"Seria prejudicada a correção gramatical do quarto período do primeiro parágrafo caso a partícula “se”, em “verifica-se”, fosse deslocada para a posição proclítica — se verifica.","concept":"Pausa antes do verbo bloqueia a atração e impõe a ênclise","citation":null,"trap_note":"Atração exige contato. Se entre a palavra que atrairia e o verbo houver vírgula, travessão ou parêntese, a atração não atravessa — e, sem atrator colado, próclise depois de pausa é erro."}},{"id":"69d3ad83427a","number":13,"stem":19,"statement":"Em “Estima-se que” (início do primeiro parágrafo), a colocação do pronome “se” após o verbo deve-se à presença da conjunção “que”.","answer":"E","source":{"slug":"DATAPREV_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em “Estima-se que”, a conjunção integrante “que” vem depois do verbo, e ela introduz a oração seguinte, não a oração em que está o pronome. Atração é sempre para a direita: o que está posposto ao verbo não decide nada. A ênclise ali se explica por a forma verbal abrir o período.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"deve-se à presença da conjunção “que”","corrected_statement":"Em “Estima-se que” (início do primeiro parágrafo), a colocação do pronome “se” após o verbo deve-se ao fato de a forma verbal iniciar o período.","concept":"Conjunção posposta não justifica a ênclise","citation":null,"trap_note":"Verbo que abre período já tem a ênclise decidida antes de qualquer outra consideração. Se o item procura outra explicação, ele está inventando uma."}},{"id":"eda355e219c0","number":19,"stem":20,"statement":"Em “Estes, muitas vezes, se situam em regiões remotas” (penúltimo período do texto), é obrigatória a próclise do pronome “se” em razão da expressão adverbial “muitas vezes”.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NTJ","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"A expressão adverbial está isolada por vírgulas — “Estes, muitas vezes, se situam” —, e advérbio seguido de pausa perde o poder de atração. Sem atrator efetivo, as duas colocações são admitidas: tanto “se situam” quanto “situam-se”. A próclise do texto é escolha do autor, não obrigação da norma.","distortion_type":"excecao_omitida","distorted_span":"é obrigatória a próclise do pronome “se” em razão da expressão adverbial “muitas vezes”","corrected_statement":"Em “Estes, muitas vezes, se situam em regiões remotas” (penúltimo período do texto), é facultativa a próclise do pronome “se”, pois a expressão adverbial “muitas vezes” está isolada por vírgulas.","concept":"Advérbio entre vírgulas não atrai","citation":null,"trap_note":"A regra “advérbio atrai próclise” tem uma cláusula que decide sozinha os itens: vale apenas sem pausa. Advérbio entre vírgulas devolve a liberdade das duas colocações."}},{"id":"229812a0664c","number":20,"stem":21,"statement":"No trecho “a par do que se trata” (terceiro parágrafo), a anteposição da partícula “se” ao verbo justifica-se pela presença do vocábulo “que”.","answer":"C","source":{"slug":"TBG_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em “a par do que se trata”, o “que” é pronome relativo e abre a oração em que está o verbo. Relativo é palavra atratora, e por isso a anteposição do “se” não é escolha do autor: é o que a norma exige naquele ponto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“Que” relativo justifica a próclise","citation":null,"trap_note":"Quando o item explica a colocação e a palavra citada está imediatamente antes do verbo e pertence à lista de atratores, o item é Certo. A conferência leva um segundo."}},{"id":"f25e0e58d4cf","number":32,"stem":22,"statement":"No trecho “é o impulso das trocas linguísticas que as está levando a essa situação” (segundo período), seria gramaticalmente correta a colocação da forma pronominal “as” em ênclise à forma de gerúndio “levando” — levando-as.","answer":"C","source":{"slug":"INPI_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O verbo principal da locução é o gerúndio “levando”, e gerúndio admite ênclise mesmo quando há atrator no período: “que as está levando” e “que está levando-as” são ambos corretos. O relativo “que” obriga a próclise em relação ao auxiliar, não proíbe o pronome de encostar no gerúndio.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Gerúndio aceita ênclise dentro da locução","citation":null,"trap_note":"A atração alcança a posição anterior ao auxiliar, não o interior inteiro da locução. Por isso, com atrator antes, sobram duas posições: antes do auxiliar e depois do infinitivo ou gerúndio."}},{"id":"42af6152bb0f","number":6,"stem":23,"statement":"No segundo período, a posição do pronome “se”, em “constata-se não só seu incômodo”, é motivada pela presença da palavra “não”.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em “constata-se não só seu incômodo”, o pronome está depois do verbo, e a palavra “não” aparece depois dele, dentro da correlação “não só... mas também”, que incide sobre os complementos e não nega a forma verbal. Atração só se exerce da esquerda para a direita: palavra posposta não pode determinar a colocação. A ênclise se explica por o verbo abrir a oração, depois da pausa do adjunto inicial.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"é motivada pela presença da palavra “não”","corrected_statement":"No segundo período, a posição do pronome “se”, em “constata-se não só seu incômodo”, é motivada pela ausência de palavra atratora antes da forma verbal.","concept":"Só o que vem antes do verbo pode atrair","citation":null,"trap_note":"Marque mentalmente a fronteira do verbo. Tudo o que estiver à direita dela é irrelevante para a colocação, por mais atrator que pareça."}},{"id":"cb529db79473","number":6,"stem":24,"statement":"A correção gramatical do texto seria prejudicada caso, no trecho “se vive” (segundo período do primeiro parágrafo), a forma pronominal “se” fosse deslocada para logo após a forma verbal — escrevendo-se vive-se.","answer":"C","source":{"slug":"SEDUC_AL_21","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho é “da comunidade ou dos familiares com quem se vive”. O pronome relativo “quem”, precedido da preposição “com”, abre a oração adjetiva e atrai o pronome átono: a próclise é obrigatória, de modo que “vive-se” prejudicaria de fato a correção.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“Quem” relativo também é atrator","citation":null,"trap_note":"A lista de relativos não se esgota em “que”: “quem”, “o qual”, “cujo” e “onde” atraem do mesmo jeito, inclusive quando vêm precedidos de preposição."}},{"id":"4ae503c0d94f","number":11,"stem":25,"statement":"A substituição de “torná-los” (primeiro período do quarto parágrafo) por os torná prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_SAO_CRISTOVAO_SE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Torná-los” só existe na ênclise: o infinitivo “tornar” perde o “r” diante de “lo, la, los, las” e ganha acento por causa disso. Ao passar o pronome para antes do verbo, é preciso desfazer as duas alterações e escrever “os tornar”. A forma “os torná” não é português, de modo que a substituição proposta prejudicaria mesmo a correção.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Perda do “r” e acento existem só na ênclise","citation":null,"trap_note":"Mover o pronome não é mover um hífen. Verbo terminado em r, s ou z corta a consoante e acentua apenas quando o pronome fica depois; saindo dele, devolva a letra."}},{"id":"1fd3bcb7c08e","number":13,"stem":26,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical do texto, o pronome “se”, em “pode-se dar” (primeiro período do segundo parágrafo), poderia ser colocado em seguida ao verbo “dar”, reescrevendo-se o trecho da seguinte forma: pode dar-se.","answer":"C","source":{"slug":"MPC_SC_22_SERVIDOR","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Pode-se dar” é locução de auxiliar mais infinitivo, e nela o pronome pode ficar antes do auxiliar, depois do auxiliar ou depois do infinitivo. “Pode dar-se” é uma das três colocações legítimas, e nada no período — não há atrator anterior — impede qualquer uma delas.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Ênclise ao infinitivo da locução verbal","citation":null,"trap_note":"Em locução verbal, conte os pousos possíveis antes de julgar. Onde há três posições corretas, tanto “manteria a correção” quanto “prejudicaria a correção” só podem ser julgados pela posição que o item escolheu."}},{"id":"b3a650883d4c","number":16,"stem":27,"statement":"Estaria mantida a correção gramatical do texto caso a forma pronominal “os”, em “mas nenhuma que os ajudasse a passar nos exames” (terceiro período do primeiro parágrafo), fosse deslocada para a posição enclítica — ajudasse-os.","answer":"E","source":{"slug":"MPC_SC_22_SERVIDOR","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho traz dois atratores empilhados: o pronome indefinido “nenhuma” e, logo depois, o relativo “que”, que abre a oração em que está o verbo. Com o relativo imediatamente antes de “ajudasse”, a próclise é obrigatória e “ajudasse-os” é erro.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Estaria mantida a correção gramatical do texto","corrected_statement":"Seria prejudicada a correção gramatical do texto caso a forma pronominal “os”, em “mas nenhuma que os ajudasse a passar nos exames” (terceiro período do primeiro parágrafo), fosse deslocada para a posição enclítica — ajudasse-os.","concept":"Indefinido e relativo atraem a próclise","citation":null,"trap_note":"Basta um atrator para proibir a ênclise. Quando há dois, a proposta de deslocamento é armadilha dupla, e nenhum argumento de eufonia a salva."}},{"id":"7d4c591378ac","number":4,"stem":28,"statement":"No segmento “pode-se conceituar” (primeiro período do primeiro parágrafo), a colocação do pronome “se” em ênclise ao verbo “conceituar” — escrevendo-se pode conceituar-se — prejudicaria a correção gramatical e alteraria os sentidos originais do texto.","answer":"E","source":{"slug":"MJSP_21_PSS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Pode-se conceituar” é locução verbal de auxiliar mais infinitivo, e nessa construção o pronome tem mais de um pouso legítimo: antes do auxiliar, depois do auxiliar e depois do infinitivo. “Pode conceituar-se” é correto e mantém o mesmo valor indeterminado do “se”. Nada se perde em correção nem em sentido.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"prejudicaria a correção gramatical e alteraria os sentidos originais do texto","corrected_statement":"No segmento “pode-se conceituar” (primeiro período do primeiro parágrafo), a colocação do pronome “se” em ênclise ao verbo “conceituar” — escrevendo-se pode conceituar-se — preservaria a correção gramatical e os sentidos originais do texto.","concept":"Locução verbal admite ênclise ao infinitivo","citation":null,"trap_note":"Verbo sozinho tem uma posição certa e uma errada; locução verbal costuma ter duas ou três certas. Reconhecer a locução já derruba metade dos itens que falam em obrigatoriedade."}},{"id":"011bb29eb627","number":5,"stem":29,"statement":"Na oração ‘Não se curem além da conta’ (primeiro parágrafo), o emprego da forma pronominal ‘se’ anteposto à forma verbal é facultativo, de modo que seu deslocamento para logo depois da forma verbal ‘curem’ preservaria a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"SESAU_AL_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O advérbio de negação “Não” abre a oração e está imediatamente antes do verbo, e diante dele a próclise é obrigatória. Não existe terceira via entre obrigatório e proibido: “curem-se” ali é erro, não segunda grafia possível.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"é facultativo, de modo que seu deslocamento para logo depois da forma verbal ‘curem’ preservaria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"Na oração ‘Não se curem além da conta’ (primeiro parágrafo), o emprego da forma pronominal ‘se’ anteposto à forma verbal é obrigatório, de modo que seu deslocamento para logo depois da forma verbal ‘curem’ prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"Próclise obrigatória apresentada como facultativa","citation":null,"trap_note":"Facultatividade em colocação existe só onde não há atrator. Havendo atrator colado, a palavra “facultativo” no enunciado já é o erro do item."}},{"id":"dc380ff07116","number":9,"stem":30,"statement":"No segundo período do terceiro parágrafo, a forma pronominal ‘nos’ funciona como complemento das formas verbais ‘atinjam’ e ‘alcancem’.","answer":"E","source":{"slug":"IBAMA_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho é “de que zoonoses, ou seja, doenças de origem animal, nos atinjam e alcancem o patamar de epidemias e pandemias”. O pronome “nos” é objeto direto apenas de “atinjam”; “alcancem” já tem o próprio complemento, “o patamar de epidemias e pandemias”. O item estende a uma segunda forma verbal uma função que só vale para a primeira.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"das formas verbais ‘atinjam’ e ‘alcancem’","corrected_statement":"No segundo período do terceiro parágrafo, a forma pronominal ‘nos’ funciona como complemento da forma verbal ‘atinjam’.","concept":"Cada verbo coordenado tem o próprio complemento","citation":null,"trap_note":"Em verbos coordenados, confira se o segundo não traz complemento próprio. Quando traz, o pronome anterior pertence só ao primeiro, e o item que somar os dois está errado."}},{"id":"13c1c0e03f49","number":17,"stem":31,"statement":"No primeiro período do texto, caso o pronome “se”, na expressão “se preocupar”, fosse deslocado para depois do verbo, escrevendo-se preocupar-se, a correção gramatical do texto seria mantida.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_RJ_21_ANALISTA","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Em “para se preocupar com a sobrevivência”, o verbo é um infinitivo regido pela preposição “para”. O infinitivo é a forma mais livre da colocação: mesmo precedido de preposição, admite tanto a próclise quanto a ênclise. “Para preocupar-se” é igualmente correto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Infinitivo admite as duas colocações","citation":null,"trap_note":"O infinitivo escapa da atração. Guarde isso como exceção nominal à lista de atratores: é o que salva metade dos itens que propõem mexer em locuções."}},{"id":"c8dd48a9baf1","number":17,"stem":32,"statement":"No último período do texto, o deslocamento da forma pronominal “a” para logo depois da forma verbal “cercam” — escrevendo-se cercam-na — preservaria a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"SESAU_AL_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O último período termina em “essa condição tem a ver com os adultos que a cercam”. O relativo “que” está imediatamente antes do verbo e impõe a próclise. A forma “cercam-na” está morfologicamente bem construída — depois de verbo terminado em “m”, o pronome assume a forma “na” —, mas a posição é proibida, e é a posição que o item afirma ser correta.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"preservaria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"No último período do texto, o deslocamento da forma pronominal “a” para logo depois da forma verbal “cercam” — escrevendo-se cercam-na — prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"Forma correta do pronome não legitima posição proibida","citation":null,"trap_note":"A banca costuma oferecer a variante morfológica certa para dar credibilidade à proposta. Julgue a posição primeiro; a forma do pronome é conferência posterior."}},{"id":"1b15fab1ccc3","number":28,"stem":33,"statement":"Estaria mantida a correção gramatical do trecho “Os sacerdotes indianos se recusavam a escrever as histórias sagradas por medo de perder o controle sobre elas. Professores carismáticos (como Sócrates) se recusaram a escrever”, caso a posição do pronome “se”, em suas duas ocorrências, fosse alterada de proclítica — como está no texto — para enclítica.","answer":"C","source":{"slug":"PETROBRAS_21_NS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Nas duas ocorrências, o que antecede o verbo é apenas o sujeito — “Os sacerdotes indianos” e “Professores carismáticos (como Sócrates)” —, e não há atrator nenhum. Sujeito anteposto autoriza a próclise, mas a ênclise continua sendo a colocação canônica: “recusavam-se” e “recusaram-se” são corretos.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Sem atrator, ênclise e próclise convivem","citation":null,"trap_note":"Quando o item mexe em duas ocorrências de uma vez, teste as duas. Aqui as duas passam; em outros itens basta uma cair para o conjunto ser Errado."}},{"id":"7af2e06592ae","number":30,"stem":34,"statement":"Na oração “ao longo da qual os homens da cidade se iniciavam na arte de persuadir” (segundo período do segundo parágrafo), a posição proclítica do pronome “se” justifica-se pela flexão de tempo na forma verbal “iniciavam”, que determina o uso obrigatório da próclise.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_RJ_21_ANALISTA","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Quem atrai o pronome é o relativo, na locução “ao longo da qual”, que abre a oração adjetiva onde está o verbo. Tempo, modo e pessoa da forma verbal não têm papel nenhum na colocação pronominal — a única flexão que interfere é o futuro, e para impor mesóclise, não próclise. O item acerta que a próclise é obrigatória e erra completamente a causa.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"pela flexão de tempo na forma verbal “iniciavam”, que determina o uso obrigatório da próclise","corrected_statement":"Na oração “ao longo da qual os homens da cidade se iniciavam na arte de persuadir” (segundo período do segundo parágrafo), a posição proclítica do pronome “se” justifica-se pelo pronome relativo “a qual”, que determina o uso obrigatório da próclise.","concept":"Flexão verbal não decide colocação; atrator decide","citation":null,"trap_note":"Nenhuma lista de atratores inclui categorias do verbo. Se o item justificar a colocação por tempo, modo, pessoa ou aspecto, ele já está errado antes de você conferir o resto."}},{"id":"79b5bc6867cd","number":18,"stem":35,"statement":"Seria mantida a correção gramatical do texto caso, no trecho “que se havia equipado para a viagem”, o pronome “se” fosse deslocado para depois do particípio, escrevendo-se equipado-se.","answer":"E","source":{"slug":"DPDF_20_ANALISTA","ano":2020},"explanation":{"verdict_reason":"Particípio não recebe pronome átono depois de si: formas como “equipado-se” não existem na língua. Em locução com particípio, o pronome fica antes do auxiliar ou logo depois dele — “que se havia equipado” ou “que havia-se equipado” —, e a primeira é a obrigatória aqui, porque o relativo “que” antecede o conjunto.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Seria mantida a correção gramatical do texto","corrected_statement":"Seria prejudicada a correção gramatical do texto caso, no trecho “que se havia equipado para a viagem”, o pronome “se” fosse deslocado para depois do particípio, escrevendo-se equipado-se.","concept":"Ênclise ao particípio é proibida","citation":null,"trap_note":"Das três formas nominais, o infinitivo e o gerúndio aceitam pronome depois; o particípio nunca. Proposta que põe pronome depois de palavra terminada em -ado ou -ido é erro automático."}},{"id":"341897fb1fcf","number":2,"stem":36,"statement":"No trecho “o horizonte do que o palhaço escuta é a tragédia da vida, a sua realidade mais extensa de miséria e impotência, de pequenez e arrogância, de pobreza e desencontro, que se mostra como uma repetição insensata” (décimo período), a substituição de “se mostra” por mostra-se comprometeria a correção gramatical do trecho.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"O pronome está preso ao relativo “que”, que abre a oração adjetiva “que se mostra como uma repetição insensata”. Pronome relativo é palavra atratora, e diante dele a próclise é obrigatória. Trocar por “mostra-se” quebra a regra e, com ela, a correção do trecho.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Pronome relativo torna a próclise obrigatória","citation":null,"trap_note":"Em todo item que proponha ênclise, olhe uma palavra à esquerda do verbo. Um “que”, um “quem” ou um “qual” encerra a questão antes de qualquer consideração de estilo."}},{"id":"fe157a02e1c6","number":22,"stem":37,"statement":"Em “dirigiu-se” (ℓ.7), a colocação do pronome “se” antes da forma verbal — se dirigiu — prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"SLU_DF_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"“Dirigiu-se” está na oração coordenada de “que saiu do palco e dirigiu-se aos homens presentes”, ligada por “e” a uma oração aberta pelo relativo “que”. Há, portanto, elemento anterior que autoriza a próclise, e o verbo não abre período nenhum: “se dirigiu” seria igualmente correto. A ênclise do texto é uma entre duas colocações possíveis.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"prejudicaria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"Em “dirigiu-se” (ℓ.7), a colocação do pronome “se” antes da forma verbal — se dirigiu — não prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"Próclise é proibida só onde o verbo abre a oração","citation":null,"trap_note":"Itens que afirmam que a próclise quebraria a correção só são Certos quando o verbo inicia o período ou vem logo após pausa. Fora disso, a próclise passa."}},{"id":"682795cd0613","number":3,"stem":38,"statement":"A correção gramatical do texto seria mantida caso o trecho “que se consubstancia” (R. 10 e 11) fosse alterado para que consubstancia-se.","answer":"E","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho “que se consubstancia” é introduzido pelo “que” que retoma a sequência anterior e abre a oração em que está o verbo. Palavra atratora imediatamente antes do verbo torna a próclise obrigatória, de modo que “que consubstancia-se” é agramatical.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"A correção gramatical do texto seria mantida","corrected_statement":"A correção gramatical do texto seria prejudicada caso o trecho “que se consubstancia” (R. 10 e 11) fosse alterado para que consubstancia-se.","concept":"“Que” atrator antes do verbo","citation":null,"trap_note":"A sequência “que” mais verbo com pronome enclítico é o erro mais fácil de flagrar da colocação pronominal. Se a proposta gera essa sequência, o item é Errado."}},{"id":"9786d99139aa","number":9,"stem":39,"statement":"Sem prejuízo para a correção gramatical e para o sentido do texto, o trecho “que ele poderia ter-me absolvido” (R. 24 e 25) poderia ser assim reescrito: que ele poderia ter absolvido-me. valor próprio; a vaidade é a consciência (certa ou errônea) da evidência do nosso valor aos olhos dos outros. Um homem vaidoso e orgulhoso, pode ser — pois tal é a natureza humana — vaidoso sem ser orgulhoso. À primeira vista, é difícil nosso valor no conceito dos outros sem a consciência do nosso valor em si. Se a natureza humana fosse racional, não haveria vida exterior, e depois uma vida interior; a noção do efeito precede, na evolução do espírito, a noção da causa interior por aquilo que não é a ser tido em meia conta por aquilo que é. Assim opera a vaidade.","answer":"E","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"A reescrita põe o pronome depois do particípio “absolvido”, e particípio não admite ênclise em nenhuma circunstância. Na locução “poderia ter-me absolvido”, as posições disponíveis são antes do auxiliar ou depois dele, jamais no fim.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Sem prejuízo para a correção gramatical e para o sentido do texto","corrected_statement":"Com prejuízo para a correção gramatical do texto, o trecho “que ele poderia ter-me absolvido” (R. 24 e 25) poderia ser assim reescrito: que ele poderia ter absolvido-me.","concept":"Particípio nunca recebe pronome enclítico","citation":null,"trap_note":"Em locução com particípio, o pronome se prende ao auxiliar. Qualquer proposta que o pendure no particípio é erro, e o reconhecimento é imediato."}},{"id":"f8337f4f5f0d","number":14,"stem":40,"statement":"Na linha 21, a correção gramatical do texto seria comprometida se o termo “se” fosse posicionado após a forma verbal “referem”, da seguinte forma: referem-se.","answer":"C","source":{"slug":"PGE_PE_18_SERVIDOR","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"Na linha 21 o verbo está dentro da oração adjetiva “como aqueles que se referem à igualdade de gênero”. O relativo “que” é palavra atratora colada ao verbo, de modo que a próclise é obrigatória e a forma “referem-se” comprometeria de fato a correção do texto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Relativo antes do verbo impõe próclise","citation":null,"trap_note":"O mesmo teste resolve os dois sentidos do item: com relativo à esquerda, quem afirma que a ênclise passa está errado e quem afirma que ela quebra está certo."}},{"id":"fcfcc4a987bc","number":14,"stem":41,"statement":"Em “Mas não me deixe sentar” (v.11), a colocação do pronome “me” após a forma verbal “deixe” — deixe-me — prejudicaria a correção gramatical do trecho.","answer":"C","source":{"slug":"PC_SE_18_DELEGADO","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"O advérbio de negação “não” está imediatamente antes da forma verbal e é palavra atratora clássica. Com ele à esquerda e sem pausa no meio, a próclise é obrigatória, de modo que “deixe-me” quebraria a correção do verso.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Advérbio de negação atrai o pronome","citation":null,"trap_note":"“Não”, “nunca”, “jamais”, “nem” e “ninguém” são o atrator mais fácil de ver e o mais cobrado. Vendo um deles colado ao verbo, a próclise é obrigação."}},{"id":"c871284759da","number":9,"stem":42,"statement":"Na linha 3, o termo “se” é um pronome apassivador e, caso sua colocação fosse alterada de proclítica — como está no texto — para enclítica — que a doença transmitia-se —, essa alteração incorreria em erro gramatical.","answer":"C","source":{"slug":"ANVISA_16","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"“A doença se transmitia pelo contato com roupas” equivale a “a doença era transmitida”, o que faz de “se” partícula apassivadora e de “a doença” sujeito paciente. E a oração é introduzida pela conjunção integrante “que”, palavra atratora: ali a próclise é obrigatória e “transmitia-se” incorreria em erro. As duas afirmações do item se sustentam.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Se apassivador com verbo transitivo direto e próclise atraída pela conjunção","citation":null,"trap_note":"O “se” só é apassivador com verbo transitivo direto — teste pondo o termo no plural e vendo se o verbo acompanha. Isso decide a classificação; a colocação continua sendo decidida pelo atrator."}},{"id":"e366cf44e245","number":8,"stem":43,"statement":"O deslocamento da partícula “se”, em “Define-se” (R.24), para o início do período — escrevendo-se Se define — prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"TJDFT_15_SERVIDOR","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"A proposta coloca o pronome átono na abertura do período, e a norma escrita não admite frase iniciada por pronome oblíquo átono. A proibição é posicional e não comporta exceção: com o verbo abrindo o período, a ênclise de “Define-se” é a única colocação possível.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Próclise proibida no início do período","citation":null,"trap_note":"Antes de procurar atrator, verifique se o verbo abre o período. Se abre, a questão já está resolvida: ênclise, e nenhuma palavra posterior muda isso."}},{"id":"924ae11d2f70","number":11,"stem":44,"statement":"Em “que a mantêm coesa e saudável” (R. 41 e 42), o deslocamento do pronome “a” para logo após a forma verbal “mantêm” prejudicaria a correção gramatical do período.","answer":"C","source":{"slug":"TJDFT_15_SERVIDOR","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"Em “que a mantêm coesa e saudável”, o pronome “a” vem depois do relativo “que”, palavra atratora. Com atrator imediatamente antes do verbo e sem pausa entre os dois, a próclise é obrigatória, de modo que “mantêm-na” prejudicaria a correção do período.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Relativo atrai o pronome e proíbe a ênclise","citation":null,"trap_note":"Deslocar o pronome também muda a forma dele: depois de verbo terminado em “m”, “a” vira “na”. Forma correta e posição proibida convivem no mesmo item — o que se julga é a posição."}}]}