{"subject_id":"3a3cc48d009981999023e042f6bfcb18","topico":"Termos da oração: tipos de sujeito, predicado, objetos, predicativo","stems":["A respeito das estruturas linguísticas empregadas no texto CG1A1 e da organização de suas ideias, julgue os itens que se seguem.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu. Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data. No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes. As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito. Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1 Em pleno momento de grandes transformações político-sociais, na segunda metade da década de 1970, quando já havia inclinações para a volta da democracia, o cantor e compositor Belchior anunciava que “o passado é uma roupa que não nos serve mais”. Os padrões de hoje já nos estabelecem estilos e modelos diversos daqueles que um dia adotamos como referência. Definitivamente, aquele que envergou a vestimenta outrora usada já não é mais a mesma pessoa e qualquer tipo de tentativa de reutilizá-la passará, necessariamente, pela realização de ajustes que se amoldem ao instante presente. Velhos hábitos incorporados à nossa rotina devem, periodicamente, ser revisitados, a fim de que se tornem compatíveis com a realidade e a concretude do presente. Se, antes, a vasta cabeleira podia ser repartida ao meio, dando a quem a ostentava ares despojados e joviais, no tempo atual, para muitos, a escassez capilar obriga a adaptar o penteado. Nada adianta ficar de mal com a superfície que a imagem reflete. De qualquer forma, nada ou ninguém passa incólume pela ação do tempo, sem experimentar transformações de todas as naturezas. Mudar é verbo que se conjuga em perfeita sintonia com viver e, essencialmente, compõe rima exata com adaptar. Ao descrever a teoria da evolução, Charles Darwin assentou que a sobrevivência não é assegurada pelo emprego da força, mas depende de mudanças adaptativas dos seres expostos às transformações constantes (paulatinas ou abruptas) do ambiente que os cerca. O contexto estampado veicula um paradoxo. Se, por um lado, a marcha da mudança é via que não admite retorno, permitindo apenas momentos de variações rítmicas dos passos, mas sem nunca ser contida, por outro, ela aterroriza, chegando quase a paralisar o paciente da mutação. No entanto, não é o medo do escuro que vai impedir que a Terra gire, tampouco fará que a luz solar tome o lugar da noite pouco iluminada. Com base nas ideias do texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens a seguir, referentes a aspectos linguísticos e ao vocabulário do texto CB1A1.","O afrouxamento da severidade penal no decorrer dos últimos séculos, fenômeno bem conhecido dos historiadores do direito, foi visto, durante muito tempo, de forma geral, como se fosse fenômeno quantitativo: menos sofrimento, mais suavidade, mais respeito e “humanidade”. Na verdade, tais modificações se fazem concomitantes ao deslocamento do objeto da ação punitiva. Redução de intensidade? Talvez. Mudança de objetivo, certamente. Se não é mais ao corpo que se dirige a punição, em suas formas mais duras, sobre o que, então, se exerce? A resposta dos teóricos é simples, quase evidente. Dir-se-ia inscrita na própria indagação. Pois não é mais o corpo, é a alma. À expiação que tripudia sobre o corpo deve suceder um castigo que atue, profundamente, sobre o coração, o intelecto, a vontade, as disposições. Julgue os itens seguintes, relativos às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente.","Texto CG1A1 Entre as décadas de 1890 e 1930, período caracterizado pelo processo de modernização das grandes cidades, observou-se uma das maiores transformações técnicas nas habitações: a sua articulação aos sistemas de infraestrutura urbana. Com a chegada dos serviços de abastecimento de energia e saneamento no interior da moradia, surgiu a necessidade de espaços e práticas específicas para o funcionamento da nova aparelhagem, o que implicava a reorganização dos ambientes e da vida doméstica. Um dos grandes feitos da tecnologia das canalizações foi concentrar e organizar os fluxos de água pura e servida, antes dispersos pelo espaço da cidade, e estabelecer, assim, maior controle sobre a captação e o descarte da água. Simultaneamente à oferta da infraestrutura sanitária, existia uma série de ações deliberadas para a extinção do uso compartilhado e gratuito da água, como a destruição dos chafarizes, para forçar a conexão das residências às redes urbanas, e a proibição do uso dos rios e córregos para banho, lavagem de roupa ou despejo de dejetos. Além dos riscos que ofereciam à saúde pública, essas práticas, comuns até então, passaram a ser consideradas como expressão do atraso civilizacional das grandes cidades do país, obstáculos em seu processo de modernização. Nesse sentido, o cerceamento de determinadas práticas no espaço público respondia ao enquadramento de ordem do sistema de higiene, pelo qual se promovia a casa como lugar privilegiado do domínio sobre o consumo da água e de eliminação dos dejetos. Trata-se do processo que François Béguin, engenheiro de materiais e ex-líder do Grupo de Energia e Meio Ambiente, na França, denomina de “domesticação da circulação dos fluidos”, em referência ao pioneiro sistema urbano de redes nas cidades industriais inglesas do século XIX. Béguin mostra que, embora não tenham sido desenvolvidos para as habitações residenciais, o aparelhamento técnico e as atividades de captação de água, lavagem de roupa, banhos, despejo de água servida etc. passaram a ter lugar nos espaços domésticos. A configuração arquitetônica foi transformada com a instalação de dispositivos e equipamentos, bem como com a formulação de ambientes especiais, como os banheiros. Julgue os itens seguintes, relativos às ideias do texto CG1A1.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, com base na estruturação linguística do texto CG1A1 e no vocabulário nele empregado.","Para o príncipe não é coisa somenos a escolha de seus ministros, que são bons ou não, conforme a prudência daquele. E o primeiro juízo que se faz da mente de um príncipe é observar os homens que ele tem a seu lado. Quando eles são capazes e fiéis, podemos considerá-lo sábio, porque soube reconhecê-los suficientemente e mantê-los fiéis; quando, porém, não forem assim, pode-se fazer mau juízo dele, pois o primeiro erro que comete é o desta escolha. Considerando os sentidos e aspectos sintáticos do texto precedente, julgue os seguintes itens.","Texto CG2A1 O termo “soluções baseadas na natureza” foi cunhado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A ideia é ele ser um conceito guarda-chuva: um único termo que consegue abranger uma grande gama de estratégias, técnicas, ações e atividades que envolvem a natureza para resolver problemas sociais, econômicos e ambientais do mundo atual. Quando falamos especificamente de acesso à água, as florestas aparecem como uma das principais soluções baseadas na natureza para dar segurança aos nossos sistemas de abastecimento. Elas podem trazer benefícios para a sociedade ao mesmo tempo que se apresentam como investimentos economicamente viáveis, a ponto de uma série de pesquisas começar a abordar a vegetação nativa como uma forma de infraestrutura — a infraestrutura natural. Chamamos de “Infraestrutura natural” investimentos e intervenções em conservação, manejo e restauração da vegetação nativa e de florestas. Essas ações não substituem investimentos em infraestrutura convencional, mas se complementam, aumentando os benefícios e gerando maior resiliência onde são implantadas. Atualmente, a maior parte dos investimentos em infraestruturas para o abastecimento de água das cidades é feita em infraestruturas convencionais, como reservatórios, represas e estações de tratamento. Essas obras podem ganhar muito se forem planejadas em sintonia com a infraestrutura natural. Em uma paisagem degradada, ou com solo que sofre processos severos de erosão, uma grande carga de sedimentos — terra e sujeira, por exemplo — acaba indo para os rios e reservatórios, o que aumenta os custos de dragagem e acarreta maior uso de produtos químicos no tratamento da água, além de diminuir a vida útil dos reservatórios. Com a restauração de florestas em paisagens degradadas e em áreas prioritárias para o abastecimento de água, como no entorno de reservatórios, as árvores evitam que grande parte dos sedimentos chegue aos cursos d’água, funcionando como barreiras naturais e gerando economia no uso de produtos químicos e nos custos de energia das estações de tratamento. Isso sem contar os benefícios mais amplos, como recuperação do solo, captura de gases de efeito estufa, que ajuda a mitigar as mudanças climáticas, formação de corredores ecológicos para espécies ameaçadas e aumento da resiliência a impactos de eventos climáticos extremos, como secas ou inundações. Dessa forma, a infraestrutura natural é um investimento inteligente do ponto de vista socioeconômico, que traz retornos no longo prazo e produz bons resultados para toda a sociedade. As empresas de saneamento no país todo só têm a ganhar ao investir na restauração florestal. Com base nas ideias veiculadas no texto CG2A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nConsiderando a estruturação linguística do texto CG2A1, julgue os itens subsecutivos.","Defendemos que a divulgação científica (DC) é produzida pela esfera da cultura científica em colaboração com outras esferas de atividades humanas. Assim, a DC é um produto gerado na interseção de esferas de criação ideológicas, cujas atividades disputam motivos, propósitos, regras, agentes, ferramentas culturais, entre tantos outros elementos. Em uma análise a partir da cultura científica, teremos a apropriação da comunicação, do jornalismo, da mídia e suas técnicas como ferramentas culturais para a produção da DC, enquanto o universo de referência, os princípios e os valores continuam sendo próprios da cultura científica. Por outro lado, se partirmos da esfera da mídia, teremos a apropriação de conhecimentos, fatos e histórias da ciência, enquanto as formas de produção do suporte são próprias da esfera midiática. Podemos estender esse exercício para todas as esferas que atuam na DC, como a educação, por exemplo, condição que reforça nossa compreensão de que a DC é produzida em meio à interseção da cultura científica com outras esferas de atuação humana. Embora existam coerções e interseções com outros campos, não há como deslocar princípios ontológicos da cultura científica que são inerentes aos conceitos, às metodologias e às práticas da ciência — fato que sustenta e fortalece a interpretação do divulgador como um representante da cultura científica. A DC, portanto, é produzida em meio a uma interseção de esferas de criação ideológica; a cultura científica, no entanto, exerce maior influência sobre o produto gerado. Tal concepção evidencia que a interseção na qual a DC é produzida não é composta por esferas equipolentes. Ainda que a cultura científica tenha maior influência na determinação dos produtos da DC, trata-se de produtos gerados em meio a disputas, cujos escopos variam de acordo com os suportes de DC e os meios de comunicação em que são veiculados. Não é preciso ser um especialista em DC para notar as diferenças entre veículos de DC que, por vezes, sustentam coerções da indústria cultural e, por isso, usufruem livremente do sensacionalismo e da fetichização do conhecimento científico, visando ao aumento das vendas, e veículos que claramente têm interesse em ensinar conceitos científicos que estão fortemente baseados em coerções provenientes da educação científica. Considerando os aspectos linguísticos do texto apresentado e as ideias nele veiculadas, julgue os próximos itens.","Devemos salientar mais uma vez o caráter essencial dos sentimentos negativos. Manifestações populares e mudança social advêm do acúmulo de muitos cidadãos irritados e ofendidos. Ocultar sentimentos negativos sob o tapete do pensamento positivo significa estigmatizar e tornar vexaminosa a estrutura emocional do mal-estar social e da instabilidade. Alguns dirão que optamos por privar trabalhadores dos benefícios da ciência do bem-estar em troca do aceno de uma ideia vaga de consciência coletiva. A felicidade, como alguns empiristas ferrenhos afirmarão, é o único bem tangível em que podemos pôr as mãos aqui e agora. Nossa resposta e nossa objeção final podem ser encontradas na famosa refutação do utilitarismo do filósofo Robert Nozick. Em 1974, ele pediu a seus leitores que participassem de um experimento mental que consistia em imaginar que estamos conectados a uma máquina que nos proporciona qualquer experiência prazerosa. Nossos cérebros seriam estimulados a acreditar que estaríamos vivendo a vida que desejamos. A pergunta de Nozick, então, era: dada a possibilidade de escolha, você preferiria a máquina prazerosa à vida real (e presumivelmente mais infeliz)? Uma resposta a essa questão parece hoje ainda mais relevante do que antes, sobretudo agora que a ciência da felicidade e as tecnologias virtuais se tornam tão predominantes. Nossa resposta, assim como a de Nozick, é a de que o prazer e a busca da felicidade não podem superar a realidade e a busca por conhecimento — o pensamento crítico sobre nós mesmos e sobre o mundo que nos rodeia. Uma “máquina da experiência” do tipo que Nozick imaginou tem hoje seu equivalente em uma indústria da felicidade que pretende nos controlar: ela não apenas borra e confunde a capacidade de conhecer as condições que moldam nossa existência, mas também faz que essas condições em si sejam irrelevantes. Conhecimento e justiça, e não felicidade, continuam a ser o propósito moral revolucionário da vida. Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1-I A expressão “inteligência artificial” é muito popular, tanto na literatura técnica quanto no imaginário popular. A sociedade se espanta com os prometidos ganhos em bem-estar e produtividade e se apavora com perspectivas apocalípticas relacionadas à inteligência artificial. Em muitos casos, o que se observa é a confusão entre inteligência artificial e toda e qualquer atividade que envolve aparelhos digitais. Muitas inovações recentes creditadas à inteligência artificial decorrem simplesmente da automatização de tarefas cotidianas ou do uso de tecnologias dominadas há algum tempo. É preciso filtrar um pouco os excessos e procurar se ater aos pontos que caracterizam mais fortemente as inteligências artificiais, mesmo que tenhamos uma definição vaga de inteligência artificial. Um agente inteligente, de forma geral, deve ser capaz de representar conhecimento e incerteza; de raciocinar; de tomar decisões; de aprender com experiências e instruções; de se comunicar e interagir com pares e com o mundo. Embora alguém possa imaginar cérebros biológicos artificiais, hoje toda a ação em inteligência artificial está centrada em computadores digitais construídos a partir de silício. Com base nas ideias do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, em relação a estruturas linguísticas do texto CG1A1-I.","Texto CB1A1 O racismo estrutural é uma realidade cotidiana no Brasil, e as denúncias de atitudes racistas estão se tornando mais visíveis. Porém, o racismo institucional, que acontece dentro de organizações públicas e privadas em diversos setores, ainda é um conceito pouco familiar para muitas pessoas. Mesmo afetando diretamente milhões de brasileiros, esse tipo de racismo é menos conhecido. O racismo institucional vai além das atitudes individuais e ações isoladas. Ele está enraizado nas políticas, nos procedimentos e nas práticas das organizações. Isso significa que não se trata apenas de como as pessoas se comportam, mas também de como as estruturas e normas podem favorecer ou prejudicar grupos raciais específicos. Essas manifestações de racismo dentro das instituições podem ser observadas em várias áreas, desde a maneira como o pessoal é selecionado e promovido até a distribuição de recursos. Isso pode resultar em desigualdades sistêmicas que afetam grupos pertencentes a minorias raciais, limitando suas oportunidades e o reconhecimento de suas contribuições. Essa dimensão do racismo é frequentemente menos reconhecida do que as formas mais óbvias de preconceito racial, mas seu impacto é duradouro e pode contribuir significativamente para a manutenção de desigualdades com base na raça. O racismo institucional é um conceito-chave para compreender como as estruturas e práticas das organizações podem perpetuar a discriminação racial, mesmo que não haja intenções individuais de discriminar. É um problema complexo que requer atenção, portanto, reconhecer e abordar as maneiras como se manifesta o racismo institucional é fundamental para promover a igualdade racial nos espaços de trabalho. Julgue os itens que se seguem, relativos às ideias veiculadas no texto CB1A1.\n\n\n\nCom relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os itens seguintes.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Abre-se uma janela do Centro Operário. Será a aula de Dona Palmira em 1920 ou há reunião para discutir os estatutos? Durante toda a minha infância, eles discutiram os estatutos. Eu não podia entender nada, mas havia pontos terrivelmente sérios. Era “Centro Operário de Proteção Mútua” ou “Centro Operário E de Proteção Mútua”? Pela noite afora, ano após ano, um mulato meio velho e magro, de óculos, o dedo em riste, a voz rascante, atacava com extraordinária ferocidade aquele E. Não conseguiu derrubá-lo; os operários talvez se sentissem fracos, sozinhos, precisavam daquele E que os conjugava com outras camadas sociais. Ficou o E, meu pai foi diretor e, quando morreu, teve auxílio no enterro, tudo sem ser operário, tudo graças àquele E. Sem o E eu talvez não tivesse estudado ali, não me sentaria no comprido banco, onde o último da esquerda era o preto Bernardino, e à direita, o rosto lindo de Lélia, com seus cabelos doces e uma covinha quando sorria. Quando não estavam discutindo os estatutos, ou providenciando um enterro de sócio, com a bandeira do Centro em cima do caixão, os operários E todos que queriam proteção mútua estavam dançando; sons de pistom atravessam meu sono infantil; eu achava estranho e ao mesmo tempo alegre e feliz haver baile na mesma sala onde eu tinha aulas. Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB4A1, julgue os itens seguintes.","A inteligência artificial (IA) é um tópico frequente de discussão desde o aumento da popularidade de ferramentas como o ChatGPT. Uma análise do Fundo Monetário Internacional (FMI) abrangendo diferentes países avaliou que, no Brasil, 41% dos empregos têm alta exposição à IA. Esse critério do estudo — exposição de empregos à IA — engloba tanto trabalhos que vão se beneficiar da tecnologia como aqueles que estarão ameaçados por ela no futuro. Para avaliar se o impacto da IA será bom ou ruim no mercado de trabalho, o relatório do FMI criou outra categoria: a complementaridade. Empregos com alta complementaridade são aqueles que se beneficiarão com a IA, mas não serão extintos por ela. Por exemplo, profissionais como administradores ou advogados terão grandes ganhos de produtividade com a IA. Suas atividades não estarão ameaçadas, pois a execução delas sempre dependerá de um grande componente humano. Já os empregos de baixa complementaridade são os mais ameaçados pela IA, uma vez que podem ser totalmente substituídos pelas novas tecnologias, dada a pouca necessidade de um componente humano. É o caso de operadores de telemarketing. É nesse ponto que a IA pode fazer crescer a desigualdade social. Conforme o FMI, trabalhadores com mais educação e mais jovens têm melhores condições de encontrar empregos de alta complementaridade (beneficiados pela IA); os com menos escolaridade e mais velhos estarão mais sujeitos a empregos de baixa complementaridade (ameaçados pela IA). Segundo o FMI, para aproveitar plenamente o potencial da IA, cada país deve estabelecer suas prioridades de acordo com seu nível atual de desenvolvimento. As economias de mercado emergentes avançadas e mais desenvolvidas devem investir na inovação e integração da IA ao mesmo tempo em que promovem quadros regulamentares adequados para otimizar os benefícios do aumento de sua utilização. Para as economias de mercados emergentes e em desenvolvimento menos preparadas, a criação de infraestruturas e a construção de uma força de trabalho digitalmente qualificada são fundamentais. Para todas as economias, as redes de segurança social e a reciclagem dos trabalhadores ameaçados pela IA são cruciais para garantir a inclusão. A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","diretórios, recursos e equipamentos mencionados. São dois pinheiros altos, e atrás deles o mar. Na linha do horizonte, as linhas parecem estar boiando, nessa luz indecisa da manhã de inverno. O homem lança um olhar apressado à paisagem cheia de vento e de sol, e se volta para o interior do apartamento; precisa providenciar as instalações elétricas; um amigo lhe disse uma coisa horrendamente prosaica, a saber: convém trocar o ralo do chuveiro por um desses que se pode fechar, porque assim é evitado o ingresso de baratas. É preciso pensar nisso; e também onde colocar o telefone; e em providenciar o telefone para ser colocado. (...) O colchão não veio? Mas ficaram de mandar trazer no sábado, sem falta. Ali está a cama nua; ali, homem, em breve tu dormirás, amarás, sonharás, morrerás talvez, quem sabe? Assim, dentro do apartamento, só existem problemas; entediado, o homem se volta para a varanda, para o mar. Em alguns minutos, houve um movimento de nuvens e de luz; há manchas verdes, três ou quatro, perto das ilhas que estão mais nítidas; parece que se ergueram um pouco no horizonte. Que planura terrena, que montanha imponente, que paisagem no mundo vale o mar? Não o mar do alto-mar, mas esse mar de costa e ilhas, sempre investindo sobre as pedras e sobre as terras, esse que leva homens e coisas dos homens, que recebe plantas que descem os rios boiando, esse mar humano e vivo, e entretanto batendo aos nossos pés a canção do eterno, chamando para o desconhecido, anunciando ao nosso mundo que este mundo não tem fim. Chega o porteiro, diz algumas coisas sobre calafates e ladrilhos, água e contrato. O homem desce lentamente, vai andando, encontra um amigo na esquina, o amigo pergunta se é verdade que ele agora vai morar ali no bairro, em que apartamento. Ele responde qualquer coisa, diz que é um apartamento pequeno, que ainda está arrumando, que não tem habite-se, mas dentro dele, consigo mesmo, ele pensa apenas: são dois pinheiros grandes e, atrás deles, o mar. considere que todos os programas mencionados estão em Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens seguintes.","Texto CB1A1-I A forma peculiar como se processou a independência da América portuguesa teve consequências fundamentais no seu subsequente desenvolvimento. Tendo-se transferido o governo português para o Brasil sob a proteção inglesa e tendo-se operado a independência da colônia sem descontinuidade na chefia do governo, os privilégios econômicos de que se beneficiava a Inglaterra em Portugal passaram automaticamente para o Brasil independente. Com efeito, se bem haja conseguido separar-se de Portugal em 1822, o Brasil necessitou de vários decênios mais para eliminar a tutela que, graças a sólidos acordos internacionais, mantinha sobre ele a Inglaterra. Esses acordos foram firmados em momentos difíceis e constituíam, na tradição das relações luso-inglesas, pagamentos em privilégios econômicos de importantes favores políticos. Os acordos de 1810 foram firmados contra a garantia da Inglaterra de que nenhum governo imposto por Napoleão em Portugal seria reconhecido. Por eles se transferiam para o Brasil todos os privilégios de que gozavam os ingleses em Portugal — inclusive os de extraterritorialidade — e se lhes reconhecia demais uma tarifa preferencial. Tudo indica que, negociando esses acordos, o governo português tinha estritamente em vista a continuidade da casa reinante em Portugal, enquanto os ingleses se preocupavam em firmar-se definitivamente na colônia, cujas perspectivas comerciais eram bem mais promissoras que as de Portugal. Considerando as ideias veiculadas no texto CB1A1-I e as relações de coesão nele estabelecidas, julgue os próximos itens.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.","Um cientista empenhado em pesquisa — no campo da física, por exemplo — pode atacar diretamente o problema que enfrenta. Pode penetrar, de imediato, no cerne da questão, isto é, no cerne de uma estrutura organizada. Com efeito, conta sempre com a existência de uma estrutura de doutrinas científicas já existentes e com uma situação-problema que é reconhecida como problema nessa estrutura. Essa é a razão por que pode entregar a outros a tarefa de adequar ao quadro geral do conhecimento científico a sua contribuição. O filósofo vê-se em posição diversa. Ele não se coloca diante de uma estrutura organizada, mas, antes, em face de algo que semelha um amontoado de ruínas (embora, talvez, haja tesouros ocultos). Não lhe é dado apoiar-se no fato de existir uma situação-problema, geralmente reconhecida como tal, pois não existir algo semelhante é possivelmente o fato geralmente reconhecido. Com efeito, tornou-se agora questão frequente, nos círculos filosóficos, saber se a filosofia chegará a colocar um problema genuíno. Apesar de tudo, há quem acredite que a filosofia possa colocar problemas genuínos acerca das coisas e quem, portanto, ainda tenha a esperança de ver esses problemas discutidos, e afastados aqueles monólogos desalentadores que hoje passam por discussão filosófica. Se, por acaso, se julgam incapazes de aceitar qualquer das orientações existentes, tudo o que lhes resta fazer é começar de novo, desde o princípio. Em relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens subsequentes.","Texto CG1A1-II Sociedades contemporâneas produzem ciência. Mas sociedades remotas também a produziam, ainda que não o fizessem com os mesmos ferramentais metodológicos de observação e experimentação desenvolvidos e apurados nos séculos posteriores. Nosso conceito mais amplo de ciência pressupõe a tentativa de explicar e entender racionalmente a natureza. Assim como o progresso científico molda e é moldado pelas ideias compartilhadas entre as pessoas no tempo, o mesmo ocorre com a arte, que necessariamente captura, reflete e confronta a sua contemporaneidade. Contudo, embora arte e ciência tenham caminhado juntas no decorrer da história da civilização humana, a literatura que hoje conhecemos como ficção científica corresponde a uma ramificação literária moderna. Talvez seja injusto classificá-la como um gênero, sob o risco de reduzir a ampla extensão de sua capacidade de mesclar diversos territórios, temas e estilos. Em um complexo amálgama de romance, ciência, profecia e especulação, há nessas obras um componente de cientificismo que se tornou explícito na ficção científica em um recorte mais recente da história humana, quando autores, deliberada e conscientemente, incorporaram modelos racionais de explicação em narrativas que, por serem ficcionais, poderiam até se valer de um salvo-conduto que as libertaria dos compromissos técnicos e morais da razão, mas não o fizeram. Julgue os itens que se seguem, a respeito das ideias veiculadas no texto CG1A1-II.\n\n\n\nJulgue os itens subsequentes, em relação às estruturas linguísticas do texto CG1A1-II.","Julgue os próximos itens, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.","Texto CG1A1 Em 1947, o físico brasileiro César Lattes causou grande impacto nos meios científicos internacionais e conquistou reconhecimento com sua descoberta que elucidou alguns problemas pendentes de solução no campo da radiação cósmica e confirmou a teoria do físico japonês Hideki Yukawa sobre a existência de uma partícula supostamente responsável pela ligação entre prótons e nêutrons nos núcleos atômicos. Esse último aspecto foi bastante para dar um relevo todo especial à descoberta, enriquecendo seu significado com a possibilidade de novas aberturas no controle das forças nucleares, tão cobiçado depois das explosões atômicas. Toda a imprensa mundial e brasileira aclamou a descoberta, e a ciência brasileira saiu do porão para a sala de visitas. No ano seguinte, Lattes voltou a causar impacto após conseguir a produção artificial daquela partícula em um acelerador do tipo circular, em Berkeley, nos Estados Unidos da América. E em 1949, a física no Brasil começou a se institucionalizar com a criação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Junto com ela, a ciência, em geral, também organizava sua entidade representativa, com o surgimento da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) naquele mesmo ano. Foi nesse caldo cultural que o almirante Álvaro Alberto ganhou mais argumentos para persuadir o governo brasileiro. Segundo seus depoimentos reproduzidos na coletânea 50 anos do CNPq contados pelos presidentes, organizada por Shozo Motoyama, em maio de 1949, após a leitura de relatórios sobre a questão atômica, o presidente Dutra enviou ao Congresso Nacional um anteprojeto para criação do Conselho Nacional de Pesquisas, já prevendo seu papel na política nuclear. Depois de uma longa tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, nascia o CNPq, com o almirante como seu primeiro presidente. Considerando as ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CG1A1, julgue os itens subsecutivos.","Texto CB1A1-I À medida que o homem cria, recria e decide, vão se formando as épocas históricas. E é também criando, recriando e decidindo como deve participar nessas épocas. É por isso que obtém melhor resultado toda vez que, integrando-se no espírito delas, se apropria de seus temas e reconhece suas tarefas concretas. Ponha-se ênfase, desde já, na necessidade permanente de uma atitude crítica, a única com a qual o homem poderá apreender os temas e tarefas de sua época para ir se integrando nela. Uma época, por outro lado, realiza-se na proporção em que seus temas forem captados e suas tarefas, resolvidas. E se supera na medida em que os temas e as tarefas não correspondem a novas ansiedades emergentes. Uma época da história apresentará uma série de aspirações, de desejos, de valores, em busca de sua realização. Formas de ser, de comportar-se, atitudes mais ou menos generalizadas, das quais somente os visionários que se antecipam têm dúvidas e frente às quais sugerem novas fórmulas. A passagem de uma época para outra caracteriza-se por fortes contradições que se aprofundam, dia a dia, entre valores emergentes em busca de afirmações, de realizações, e valores do ontem em busca de preservação. Quando isso ocorre, verifica-se o que chamamos transição. Observa-se um aspecto fortemente dramático que vai atingir as mudanças de que se nutre a sociedade. Porque é dramático, é fortemente desafiador. E a transição se torna então um tempo de opções. Nutrindo-se de mudanças, a transição é mais que as mudanças. Implica realmente a marcha que faz a sociedade na procura de novos temas, de novas tarefas ou, mais precisamente, de sua objetivação. As mudanças se produzem numa mesma unidade de tempo, sem afetá-la profundamente. É que se verificam dentro do jogo normal, resultante da própria busca de plenitude que fazem estes temas. Quando, por fim, estes temas começam a esvaziar e a perder sua significação, emergindo novos temas, a sociedade começa a passar para outra época. Nestas fases, mais do que nunca, se faz indispensável a integração. Mais do que nunca se faz indispensável o desenvolvimento de uma mente crítica, com a qual o homem possa se defender dos perigos dos irracionalismos, encaminhamentos distorcidos da emoção, característica dessas fases de transição. Com relação às ideias e à tipologia do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","As regiões metropolitanas e as grandes cidades brasileiras concentram hoje a atenção das autoridades de gestão territorial em nível local, regional e nacional. O conhecimento da complexa realidade dessas áreas em suas múltiplas dimensões e de modo dinâmico torna-se imprescindível para geri-las de forma eficiente. Não se trata apenas do levantamento de dados brutos, mas da proficiente manipulação e interpretação desses dados a partir de processamentos quantitativos (matemáticos e lógicos) sobre uma base espacial, de forma a revelar características e processos intrínsecos aos fenômenos em análise. Dito de outra forma, não basta somente a confecção de mapas digitais coloridos ilustrando, por exemplo, a exclusão social de uma determinada cidade por quantis, mas é fundamental que, com o auxílio de técnicas apropriadas de análise espacial, se possam extrair tendências do padrão de manifestação da exclusão social de forma contínua no espaço. Ou ainda, não é suficiente apenas mapear a ocorrência de crimes em um sistema georreferenciado, mas sim estudá-los de forma dinâmica, entendendo a sua proliferação no espaço e no tempo em articulação com inúmeras variáveis socioeconômicas e biofísicas, e como as estradas podem atuar como vetores de expansão da criminalidade. Nessa linha de pensamento, elaborar mapas estáticos de uso do solo urbano não mais atende às necessidades atuais dos gestores locais, mas é necessário que se permitam simulações de diferentes cenários futuros de expansão urbana e dinâmica de uso do solo em ambiente computacional. Aí reside o desafio da geoinformação em gestão urbana e regional, que pode ser entendida como um paradigma emergente na pesquisa multi e interdisciplinar que se dedica a explorar a extrema complexidade de problemas socioambientais em um ambiente de Sistemas de Informações Geográficas (SIG). Openshaw (2000) argumenta que a geoinformação não se reduz ao uso de técnicas computacionais para solucionar problemas espaciais, mas se refere, ao contrário, a uma forma totalmente nova de se fazer ciência em um contexto geográfico. Em relação aos aspectos linguísticos do texto apresentado anteriormente, julgue os próximos itens.","Considerando aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1 A governabilidade refere-se à capacidade política de governar, que deriva da relação de legitimidade do Estado e do seu governo com a sociedade. Está presente quando a população legitima o exercício do poder pelo Estado. A legitimidade, nesse contexto, deve ser entendida como a aceitação do poder do governo ou do Estado pela sociedade. Nesse sentido, os cidadãos e a cidadania organizada são a fonte ou a origem principal da governabilidade, ou seja, é a partir deles (e de sua capacidade de articulação em partidos, associações e demais instituições representativas) que surgem e se desenvolvem as condições para a governabilidade plena. Vinculada à dimensão estatal, governabilidade diz respeito às condições sistêmicas e institucionais sob as quais se dá o exercício do poder, tais como as características do sistema político, a forma de governo, as relações entre os poderes, o sistema de intermediação de interesses. Representa, assim, um conjunto de atributos essenciais ao exercício do governo, sem os quais nenhum poder pode ser exercido. Há três dimensões inerentes ao conceito de governabilidade: capacidade do governo de identificar problemas críticos e de formular políticas adequadas ao enfrentamento desses problemas, capacidade de mobilizar meios e recursos necessários à execução e à implantação das políticas públicas e capacidade de liderança do Estado, sem a qual as decisões se tornam ineficientes. A governabilidade, então, significa que o governo deve tomar decisões amparadas em um processo que inclua a participação dos diversos setores da sociedade, dos poderes constituídos, das instituições públicas e privadas e dos segmentos representativos da sociedade, para garantir que as escolhas atendam aos anseios da sociedade e contem com seu apoio na implementação de programas e projetos e na fiscalização dos serviços públicos. Sob esse enfoque, significa a participação dos diversos setores da sociedade nos processos decisórios que dizem respeito às ações do poder público, uma vez que incorpora a articulação do aparelho estatal ao sistema político de uma sociedade, ampliando o leque possível e indispensável à legitimidade e ao suporte das ações governamentais em busca de sua eficácia. Em resumo, governabilidade refere-se às condições do ambiente político em que se efetivam ou se devem efetivar as ações da administração, à base de legitimidade dos governos, à credibilidade e à imagem públicas da burocracia. Desse modo, o desafio da governabilidade consiste em conciliar os muitos interesses desses atores (na maioria, divergentes) e reuni-los em um objetivo comum (ou em vários objetivos comuns) a ser perseguido por todos. Assim, a capacidade de articular-se em alianças políticas e pactos sociais constitui-se em fator crítico para a viabilização dos objetivos do Estado. Essa tentativa de articulação que a governabilidade procura é uma forma de intermediação de interesses. Acerca das ideias do texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nNo que concerne aos aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1-I Entre 2016 e 2020, 35 mil crianças e adolescentes de 0 a 19 anos de idade foram mortos de forma violenta no Brasil — uma média de 7 mil por ano. Além disso, de 2017 a 2020, 180 mil sofreram violência sexual — uma média de 45 mil por ano. É o que revela o documento Panorama da Violência Letal e Sexual contra Crianças e Adolescentes no Brasil, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Segundo o documento, a violência se dá de forma diferente de acordo com a idade da vítima. Crianças morrem, com frequência, em decorrência da violência doméstica, perpetrada por um agressor conhecido. O mesmo vale para a violência sexual contra elas, cometida dentro de casa, por pessoas próximas. Já os adolescentes morrem, majoritariamente, fora de casa, vítimas da violência armada urbana e do racismo. Conforme os dados constantes no referido documento, a maioria das vítimas de mortes violentas é adolescente. Das 35 mil mortes violentas de pessoas com idade até 19 anos identificadas entre 2016 e 2020, mais de 31 mil tinham idade entre 15 e 19 anos. A violência letal, nos estados com dados disponíveis para a série histórica, teve um pico entre 2016 e 2017, e vem caindo, voltando aos patamares dos anos anteriores. Ao mesmo tempo, o número de crianças de até 4 anos de idade vítimas de violência letal aumenta, o que traz um sinal de alerta. “A violência contra a criança acontece, principalmente, em casa. A violência contra adolescentes acontece na rua, com foco em meninos negros. Embora sejam fenômenos complementares e simultâneos, é crucial entendê-los também em suas diferenças, para desenhar políticas públicas efetivas de prevenção e resposta às violências”, afirma Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil. Os dados publicados no panorama foram obtidos pelo FBSP, por meio da Lei de Acesso à Informação. Foram solicitados a cada estado brasileiro os dados de boletins de ocorrência dos últimos cinco anos, referentes a mortes violentas intencionais (homicídio doloso; feminicídio; latrocínio; lesão corporal seguida de morte; e mortes decorrentes de intervenção policial) e violência sexual (estupros e estupros de vulneráveis) contra crianças e adolescentes. Essas informações não são sistematicamente reunidas e padronizadas, tratando-se, portanto, de uma análise inédita e essencial para a prevenção e a resposta à violência contra meninas e meninos. Em relação às ideias veiculadas no texto CG1A1-I, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nA respeito de aspectos gramaticais e semânticos do texto CG1A1-I, julgue os itens subsequentes.","Texto CG1A1-I Na Índia do século XX, Gandhi usou a roca de fiar para valorizar as práticas e os costumes tradicionais como instrumentos de inclusão social do seu povo, ao proporcionar-lhe realizar um ofício de forma sustentável. Esse uso faz que a roca seja considerada a primeira “tecnologia apropriada” do mundo. No Brasil, o movimento da “tecnologia apropriada” é conhecido como “tecnologia social”. Tecnologia social é entendida como um conjunto de técnicas e metodologias transformadoras, desenvolvidas e(ou) aplicadas na interação com a população e apropriadas por ela, que representam soluções para a inclusão social e para a melhoria das condições de vida. O conceito de tecnologia social remete a uma proposta inovadora de desenvolvimento, considerando uma abordagem ativista de participação coletiva no processo de implantação, organização e desenvolvimento, aliando saber popular, cooperação social e conhecimento técnico-científico. Ela tem como base a disseminação de soluções para problemas voltados a demandas de renda, trabalho, educação, conhecimento, cultura, alimentação, saúde, habitação, recursos hídricos, saneamento básico, energia, ambiente, igualdade de raça e gênero, por exemplo, sendo importante, essencialmente, que essas soluções sejam efetivas, reaplicáveis e que promovam a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida das populações em situação de vulnerabilidade social. Por fim, o conceito de tecnologia social (TS) estabelece quatro dimensões: 1) conhecimento, ciência, tecnologia; 2) participação, cidadania e democracia; 3) educação; 4) relevância social. A respeito das ideias do texto CG1A1-I e de suas características estruturais, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nNo que se refere aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto CG1A1-I, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1-I Um dos principais motores do avanço da ciência é a curiosidade humana, descompromissada de resultados concretos e livre de qualquer tipo de tutela ou orientação. A produção científica movida simplesmente por essa curiosidade tem sido capaz de abrir novas fronteiras do conhecimento e de, no longo prazo, gerar valor e mais qualidade de vida para o ser humano. O empreendimento científico e tecnológico é, sem dúvida alguma, o principal responsável por tudo que a humanidade construiu ao longo de sua história. Suas realizações estão presentes desde o domínio do fogo até as imensas potencialidades da moderna ciência da informação, passando pela domesticação dos animais, pelo surgimento da agricultura e indústria modernas e, é claro, pela espetacular melhora da qualidade de vida de toda a humanidade no último século. Além da curiosidade humana, outro motor importantíssimo do avanço científico é a necessidade de solução dos problemas que afligem a humanidade. Viver mais tempo e com mais saúde, trabalhar menos e ter mais tempo disponível para o lazer, reduzir as distâncias que separam os seres humanos — por meio de mais canais de comunicação ou de melhores meios de transporte — são alguns dos desafios e aspirações humanas para cuja solução, durante séculos, a ciência e a tecnologia têm contribuído. Apesar dos feitos extraordinários da ciência e dos investimentos públicos em ciência e tecnologia, verifica-se uma espécie de movimento de deslegitimação social do conhecimento científico no mundo todo. Recentemente, Tim Nichols, um reconhecido pesquisador norte-americano, chegou a anunciar a “morte da expertise”, título de seu livro sobre o conhecimento na sociedade atual, no qual ele descreve o sentimento de descrença do cidadão comum no conhecimento técnico e científico e, mais que isso, um certo orgulho da própria ignorância sobre vários temas complexos, especialmente sobre qualquer coisa relativa às políticas públicas. Vários fenômenos sociais recentes, como o movimento antivacina ou mesmo a desconfiança sobre a fatalidade do aquecimento global, apesar de todas as evidências científicas, parecem corroborar a análise de Nichols. A despeito da qualidade de vida ter melhorado nos últimos séculos, em grande medida graças ao avanço científico e tecnológico, a desigualdade vem aumentando no período mais recente. Thomas Piketty evidenciou um crescimento da desigualdade de renda nas últimas décadas em todo o mundo, além de mostrar que, no início deste século, éramos tão desiguais quanto no início do século passado. Esse é um problema mundial, mas é mais agudo em países em desenvolvimento, como o Brasil, onde ainda abundam problemas crônicos do subdesenvolvimento, que vão desde o acesso à saúde e à educação de qualidade até questões ambientais e urbanas. É, portanto, nesta sociedade desigual, repleta de problemas e onde boa parte da população não compreende o que é um átomo, que a atividade científica e tecnológica precisa se desenvolver e se legitimar. Também é esta sociedade que decidirá, por meio dos seus representantes, o quanto de recursos públicos deverá ser alocado para a empreitada científica e tecnológica. Em relação às ideias do texto CG1A1-I e à sua tipologia, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-II A palavra “corrupção” tem origem nas palavras latinas corruptio e corrumpere, que indicam algo que foi corrompido, deturpado. Por ela ser um termo polissêmico, entendemos que a sua história conceitual é incerta. É usual o tratamento da corrupção sob uma perspectiva moralista, como algo resultante da falta de caráter dos indivíduos. Contudo, tal abordagem não apresenta validade científica, já que moral é um atributo individual, dotado de subjetividade e culturalmente circunscrito. A manifestação de práticas corruptas pode-se dar em ambientes públicos ou privados, a partir de numerosos tipos de ação e em variada magnitude. Em todos os casos, a corrupção sempre se materializa a partir de trocas entre os agentes. Em relação a quem participa da troca corrupta, em situações nas quais há participação de agentes públicos, distinguem-se três tipos de corrupção: a grande corrupção, a corrupção burocrática (a pequena corrupção) e a corrupção legislativa. A primeira normalmente se refere a atos da elite política que cria políticas econômicas que a beneficiem. A segunda tem a ver com atos da burocracia em relação aos superiores hierárquicos ou ao público. A terceira se relaciona à compra de votos dos legisladores. Nas três formas, encontramos algum tipo de pagamento. Isso nos leva a concluir que a corrupção tem uma natureza essencialmente econômica: ela é uma troca socialmente indesejada. Com isso, queremos dizer que, apesar de não se configurar necessariamente como ilegal em todos os seus tipos, ela se configura como um jogo de soma zero entre a sociedade e os participantes do ato corrupto. Com base nas ideias do texto CB1A1-II, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens subsequentes.","Texto CB2A1-I A astrônoma Jocelyn Bell Burnell disse sobre Ron Drever: “Ele realmente curtia ser tão engenhoso”. Ela tinha ido da Irlanda do Norte para Glasgow para estudar física e Drever foi arbitrariamente designado para ser seu supervisor. Ele contava ao grupo de seus poucos orientandos as ideias mais interessantes que surgiam em sua mente, inclusive as que levaram ao experimento de Hughes-Drever (embora ela não tivesse se dado conta de que ele o realizara no quintal da propriedade rural de sua família), mas nenhuma que os ajudasse a passar nos exames. Após a frustração inicial, ao ver que ele não ia ajudá-la em seu dever de casa de física de estado sólido, ela acabou admirando seu profundo entendimento de física fundamental e seu notável talento como pesquisador. Drever, por sua vez, seria influenciado pelas iminentes e vitais descobertas de sua ex-aluna de graduação. A respeito de Bell Burnell, disse: “Ela também era obviamente melhor do que a maioria deles… então cheguei a conhecê-la muito bem”. Drever escreveu uma carta de recomendação para apoiar o pedido de emprego dela à principal instalação de radioastronomia na Inglaterra, em meados da década de 60, Jodrell Bank. Mas, ele continua, “não a admitiram, e a história conta que foi porque era mulher. Mas isso não é oficial, você sabe. Ela ficou muito desapontada”. Drever acrescenta, esperando que se reconheça a obviedade daquele absurdo: “Sua segunda opção era ir para Cambridge. Vê como são as coisas?”. Ele considerou isso uma reviravolta muito feliz. “Então ela foi para Cambridge e descobriu pulsares. Vê como são as coisas?”, ele diz, rindo. De acordo com os sentidos veiculados no texto CB2A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue os itens que se seguem.","Uma das maiores festividades do Brasil! Essa é a Festa Nacional da Uva, o mais dinâmico símbolo de Caxias do Sul e da Serra Gaúcha. O evento comunitário é uma celebração da cultura dos imigrantes italianos, que fizeram da região sua morada. Em cada edição, milhares de pessoas ficam imersas na cultura, gastronomia, diversidade e alegria. No ano de 2022, não foi diferente. Mais de 350 mil pessoas visitaram a festa e se encantaram com as inúmeras atrações que valorizaram a gente e a cultura do lugar, como a vila dos distritos, a praça das cidades, a exposição de uvas, o pavilhão da agroindústria e os mais de 150 artistas regionais. Em termos de gastronomia, além dos restaurantes já existentes nos pavilhões, a vila dos distritos, a praça de alimentação e a praça das doceiras convidavam os visitantes a se deliciarem com opções que iam da típica polenta brustolada até o crepe, bem como com inúmeras opções de doces. A feira multissetorial contou com a presença de mais de 250 expositores de diversos segmentos. O centro de eventos recebeu expositores de vinícolas tradicionais da Serra Gaúcha, além de cervejarias, que também expuseram seus produtos no inédito bier garden, no mirante da festa. Além disso, o centro de eventos recebeu a praça das cidades, atração que reuniu 20 cidades vizinhas para mostrarem um pouco de sua cultura, sua arte, sua história e seus encantos. A tradicional exposição de uvas também aconteceu e foi um sucesso! Mais de 200 expositores apresentaram exemplares de diversas variedades da estrela da festa: a uva. A inovação e a tecnologia estiveram presentes no solo de inovação, atração inédita que trouxe diversas palestras, workshops, desafios e muitas oportunidades de colocar a mão na massa e vislumbrar uma infinidade de possibilidades para o futuro. Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens seguintes.","Texto CG1A1-II Muito se tem pesquisado sobre os impactos positivos da educação, que valeram inclusive um prêmio Nobel de economia a James Heckman, em 2000, por ele ter evidenciado, em um estudo longitudinal, as inegáveis vantagens de pré-escolas de qualidade para a obtenção futura de emprego e salários e para a redução de encarceramento. Mas uma nova pesquisa, feita aqui no Brasil, sobre uma política pública de visível efeito na aprendizagem, o ensino médio integral, um programa realizado por Pernambuco ao longo de 16 anos, trouxe evidências que também transcendem a educação. O estudo, feito por pesquisadores da USP e do INSPER, mostrou que, com o aumento da carga horária e um currículo que incorpora ideias de Antonio Carlos Gomes da Costa, que concebeu a proposta para a escola piloto, o Ginásio Pernambucano, no qual há tempo para se trabalhar o projeto de vida do aluno e o protagonismo juvenil, reduz-se em 50% a taxa de homicídio de homens jovens. Não se trata do primeiro estudo sobre os efeitos da escola em tempo integral. Outros analisaram salários dos formados e empregabilidade de mulheres, mas a melhora nos índices de criminalidade foi capturada apenas nessa interessante pesquisa. Visitei muitas escolas de ensino médio em Pernambuco, em áreas de grande vulnerabilidade. O resultado de uma política que se construiu ao longo de anos, tendo passado por diferentes governos e se fortalecido, é visível não só pelas melhores condições de trabalho dos professores, com dedicação exclusiva a uma única escola, como também pelo clima escolar. Não é por acaso que tantos estados, com governadores de partidos diferentes, têm-se inspirado no exemplo pernambucano, como Paraíba, Ceará, Maranhão e Goiás. O país pode aprender com nações com bons sistemas educacionais, nenhum deles com quatro horas de aula por dia, e, ainda, com o que dá certo por aqui. Considerando os sentidos e as propriedades linguísticas do texto CG1A1-II, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens subsequentes, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1-II.","É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome? “Posso ajudá-lo, cavalheiro?” “Pode. Eu quero um daqueles, daqueles...” “Pois não?” “Um... como é mesmo o nome?” “Sim?” “Pomba! Um... um... Que cabeça a minha! A palavra me escapou por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima.” “Sim, senhor.” “O senhor vai dar risada quando souber.” “Sim, senhor.” “Olha, é pontuda, certo?” “O quê, cavalheiro?” “Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta; a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?” “Infelizmente, cavalheiro...” “Ora, você sabe do que eu estou falando.” “Estou me esforçando, mas...” “Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?” “Se o senhor diz, cavalheiro.” Acerca das ideias, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Nossas cidades estão perdendo suas árvores rapidamente, mas até nisso somos um país desigual. Os bairros mais nobres do Rio de Janeiro e de São Paulo seguem maravilhosamente arborizados, alguns cada vez mais, frequentemente com árvores das mesmas espécies das que foram cortadas na frente da sua casa ou do seu trabalho por serem supostamente inadequadas, para não causarem danos à infraestrutura. As castanholas, também conhecidas como sete-copas, são uma espécie extremamente abundante no Rio de Janeiro, mas demonizadas em outras regiões menos urbanizadas, como no Pará, por exemplo, sob o argumento de que “A raiz dela cresce demais” ou de que “Vai quebrar a calçada”. Árvores com raízes robustas e que crescem por grandes distâncias são acusadas de destruir a pavimentação, ao passo que aquelas de raízes reduzidas caem com facilidade. As espécies de crescimento rápido são as que mais assustam os técnicos responsáveis pela arborização exageradamente tementes à infraestrutura. Todavia, as outras demoram uma eternidade para crescer, a vida passa ligeiramente e todos querem ver a tão sonhada arborização avançada. Não podem ficar muito altas, especificam os técnicos, nem derrubar muitas folhas. Se derrubarem frutos grandes, como mangas, por exemplo, nem pensar! Podem amassar a lataria de um carro! Flores e pequenos frutos podem manchar a pintura! Há também aquelas árvores que atraem morcegos. Melhor não! Espinhos estão fora de questão. E se alguém se machuca? Na autobiografia de Woody Allen, ele afirma algo interessante: mais do que os outros, o inferno é o gosto dos outros. A expectativa é que, nas próximas décadas, a temperatura das cidades suba consideravelmente devido às mudanças climáticas globais. Nesse contexto, é muito bem-vinda qualquer sombra que venha a reduzir a temperatura do asfalto, da calçada ou de uma parede. O canto dos pássaros e dos insetos e o colorido das flores também têm importante papel na qualidade de vida dos cidadãos, comprovadamente reduzindo o estresse e o risco de depressão. Esses são outros benefícios da arborização que, geralmente, não são incluídos no contexto técnico, mas que devem ser mais bem pesados na equação dos riscos e benefícios da arborização. A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1-I Na ótica da saúde pública, pode-se conceituar a política de redução de danos como um conjunto de estratégias que visam minimizar os danos causados pelo uso de diferentes drogas, sem necessariamente exigir a abstinência de seu uso. Vale dizer, enquanto não for possível ou desejável a abstinência, outros agravos à saúde podem ser evitados, como, por exemplo, as doenças infectocontagiosas transmissíveis por via sanguínea, tais quais as hepatites e HIV/AIDS. Na concepção da política de redução de danos, tem-se como pressuposto o fator histórico-cultural do uso de psicotrópicos — uma vez que o uso dessas substâncias é parte indissociável da própria história da humanidade, a pretensão de um mundo livre de drogas não passa de uma quimera. Dentro dessa perspectiva, contemplam-se ações voltadas para as drogas lícitas e ilícitas, e suas intervenções não são de natureza estritamente públicas, delas participando, também, organizações não governamentais e necessariamente, com especial ênfase, o próprio cidadão que usa drogas. Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.","informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração padrão e que não há restrições de O texto mais célebre de A República é sem dúvida a Alegoria da Caverna, em que Platão, utilizando-se de linguagem alegórica, discute o processo pelo qual o ser humano pode passar da visão habitual que tem das coisas, “a visão das sombras”, unidirecional, condicionada pelos hábitos e preconceitos que adquire ao longo de sua vida, até a visão do Sol, que representa a possibilidade de alcançar o conhecimento da realidade em seu sentido mais elevado e compreendê-la em sua totalidade. A visão do Sol representa não só o alcance da Verdade e, portanto, do conhecimento em sua acepção mais completa, já que o Sol é “a causa de tudo”, mas também, como diz Sócrates na conclusão dessa passagem: “Nos últimos limites do mundo inteligível, aparece-me a ideia do Bem, que se percebe com dificuldade, mas que não se pode ver sem se concluir que ela é a causa de tudo o que há de reto e de belo. Acrescento que é preciso vê-la se se quer comportar-se com sabedoria, seja na vida privada, seja na vida pública.”. De acordo com este texto, a possibilidade de um indivíduo tornar-se justo e virtuoso depende de um processo de transformação pelo qual deve passar. Assim, afasta-se das aparências, rompe com as cadeias de preconceitos e condicionamentos e adquire o verdadeiro conhecimento. Tal processo culmina com a visão da forma do Bem, representada pela matéria do Sol. O sábio é aquele que atinge essa percepção. Para Platão, conhecer o Bem significa tornar-se virtuoso. Aquele que conhece a justiça não pode deixar de agir de modo justo. Em relação às ideias, aos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens subsecutivos.","Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB4A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1AAA cultura. Quais são as condições de preservação, de apropriação da cultura, e de reflexão crítica sobre ela? Mesmo um para mostrar a precariedade dessas condições. O ritmo do tempo histórico é marcado pelo círculo produção e consumo, culturais”. Os fatores de desagregação cultural incluem o imediatismo e o caráter efêmero e disperso dos interesses que distorção da informação, a mercantilização extremada dos meios de comunicação. intensamente submetidos a mecanismos industriais, sem que se assuma qualquer medida no sentido de garantir acesso instância em que se pode resistir, de alguma maneira e por algum tempo, a esse processo, sendo a instituição em que a sem os critérios de utilidade e oportunidade socialmente introjetados a partir da mídia. determinações pragmáticas e economicistas, é necessário um espaço público de preservação, de apropriação e de reflexão. a critérios da expectativa de retorno de investimento. Por isso, a universidade, como instituição pública, pode assumir a princípio, se revestem os bens de cultura historicamente legados ao presente. relação intrínseca com a cultura, que permite que o acesso não seja filtrado por mecanismos de outras instâncias da vida na instituição pública pode-se articular em algum grau — que garante o conhecimento, a apropriação intelectual, a reflexão, De acordo com as ideias do texto CB1A1AAA,\n\n\n\nJulgue os próximos itens, referentes a aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA e à sua tipologia.","A respeito das estruturas linguísticas do texto precedente, julgue os itens subsequentes.","No que se refere aos aspectos linguísticos do texto, julgue os próximos itens."],"questions":[{"id":"d6bf07844b86","number":8,"stem":0,"statement":"No último parágrafo, as ações expressas pelas formas verbais \"reduzir\", \"melhorar\", \"sinalizar\" e \"liderar\" são atribuídas ao mesmo agente: \"o país\".","answer":"C","source":{"slug":"INFRASA_26_ANALISTA","ano":2026},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito o país comanda a série inteira: o país pode não só reduzir emissões e melhorar a qualidade de vida urbana, mas também sinalizar ao mundo que é capaz de liderar pelo exemplo. Os três primeiros infinitivos completam a locução com poder, cujo sujeito é o país; o quarto depende de é capaz, cuja desinência recupera o mesmo sujeito. A correlação não só... mas também apenas encadeia ações de um único agente.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"sujeito único para série de infinitivos coordenados","citation":null,"trap_note":"Em cadeia de infinitivos, suba até o verbo flexionado mais próximo e pergunte quem o pratica. Enquanto não surgir um verbo flexionado com sujeito próprio, o agente continua o mesmo."}},{"id":"f5b47ea8e4cd","number":9,"stem":1,"statement":"As quatro orações que compõem o último período do texto compartilham o mesmo sujeito referencial.","answer":"E","source":{"slug":"STM_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O último período tem dois sujeitos. Na primeira oração — chegou a ser anunciado como um novo planeta — o sujeito oculto é Éris, o objeto transnetuniano de que o parágrafo trata. Nas três seguintes, abertas por até que, o sujeito é a resolução da IAU: foi ela que barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito. A cadeia troca de referente no meio do período.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"As quatro orações","corrected_statement":"As três últimas orações que compõem o último período do texto compartilham o mesmo sujeito referencial.","concept":"sujeito oculto muda de referente dentro do período","citation":null,"trap_note":"Sujeito oculto não se herda por inércia. A cada verbo, pergunte quem pratica aquela ação: conjunções como até que, mas e então costumam marcar exatamente o ponto em que o referente troca."}},{"id":"4121007cdfc7","number":10,"stem":2,"statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, o segmento “a vestimenta outrora usada” funciona como sujeito da oração cujo núcleo é a forma verbal “passará”.","answer":"E","source":{"slug":"TCU_25_TEFC","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Quem passará pela realização de ajustes é qualquer tipo de tentativa de reutilizá-la — o singular de passará concorda com tentativa. A vestimenta outrora usada é objeto direto de envergou, dentro da oração adjetiva aberta por aquele que. O item transporta para a segunda oração um termo que pertence à primeira.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"funciona como sujeito da oração cujo núcleo é a forma verbal “passará”","corrected_statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, o segmento “a vestimenta outrora usada” funciona como objeto direto da forma verbal “envergou”.","concept":"delimitar a oração antes de achar o sujeito","citation":null,"trap_note":"Um sintagma só pode ser sujeito do verbo que está dentro da mesma oração. Em período longo, marque as fronteiras das orações antes de decidir."}},{"id":"f2f4a9437e12","number":13,"stem":3,"statement":"No último período do texto, o termo “castigo” é o núcleo do sujeito da oração expressa pela forma verbal “deve suceder”.","answer":"C","source":{"slug":"PF_25_ADM","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Suceder, no sentido de vir depois, é transitivo indireto e rege a: algo sucede a algo. O período abre pelo objeto indireto — À expiação que tripudia sobre o corpo — e traz o sujeito depois do verbo: um castigo que atue sobre o coração, o intelecto, a vontade, as disposições. O núcleo desse sujeito é castigo, e é com ele que o singular de deve suceder concorda.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"sujeito posposto ao objeto indireto anteposto","citation":null,"trap_note":"Termo preposicionado nunca é sujeito. Quando o período abre com a, ao, à, de ou em, o que está ali é complemento ou adjunto, e o sujeito virá depois do verbo."}},{"id":"03dba0044792","number":13,"stem":4,"statement":"As expressões “a conexão das residências às redes urbanas”, “e a proibição de uso dos rios e córregos para banho”, “lavagem de roupa” e “ou despejo de dejetos” (segundo período do segundo parágrafo) são coordenadas entre si e exercem a mesma função sintática na oração em que se inserem.","answer":"E","source":{"slug":"CAU_MG_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Os termos listados não estão no mesmo nível sintático. A conexão das residências às redes urbanas é objeto direto de forçar, dentro da oração final; a proibição do uso dos rios e córregos é que se coordena com a destruição dos chafarizes, ambas exemplificando as ações deliberadas; banho, lavagem de roupa e despejo de dejetos formam, entre si, a enumeração dos complementos de para. São três séries distintas, não uma.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"são coordenadas entre si e exercem a mesma função sintática na oração em que se inserem","corrected_statement":"As expressões “lavagem de roupa” e “ou despejo de dejetos” (segundo período do segundo parágrafo) são coordenadas entre si e exercem a mesma função sintática na oração em que se inserem.","concept":"coordenação só existe entre termos do mesmo nível","citation":null,"trap_note":"Enumeração separada por vírgulas não prova coordenação: confira se cada item se liga ao mesmo núcleo e responde à mesma pergunta. Um elemento de outro nível derruba o conjunto."}},{"id":"5b7bd3940cce","number":14,"stem":5,"statement":"O termo “sábio” (terceiro período) exerce no texto a função sintática de adjunto adverbial, expressando o modo como se pode considerar o príncipe que escolhe bem os seus ministros.","answer":"E","source":{"slug":"STM_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Sábio é adjetivo, e adjetivo não exerce a função de adjunto adverbial — essa é função de advérbio. Em podemos considerá-lo sábio, a qualidade é atribuída ao pronome lo, objeto direto de considerar, por intermédio do verbo: sábio é predicativo do objeto. Considerar, julgar, achar, eleger e nomear são justamente os verbos que abrem essa terceira posição.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"exerce no texto a função sintática de adjunto adverbial","corrected_statement":"O termo “sábio” (terceiro período) exerce no texto a função sintática de predicativo do objeto, expressando a qualidade atribuída ao príncipe que escolhe bem os seus ministros.","concept":"adjetivo é adjunto adnominal ou predicativo, nunca adjunto adverbial","citation":null,"trap_note":"A classe limita a função. Adjetivo só tem duas saídas: adjunto adnominal, colado ao substantivo, ou predicativo, chegando até ele por um verbo. Advérbio só tem uma, que é adjunto adverbial."}},{"id":"6e0b5fdae624","number":15,"stem":6,"statement":"No último período do segundo parágrafo, o sujeito da oração “mas se complementam” é “investimentos em infraestrutura convencional”.","answer":"E","source":{"slug":"CAU_MG_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"A coordenada mantém o sujeito da oração anterior: Essas ações não substituem investimentos em infraestrutura convencional, mas se complementam. Quem não substitui e quem se complementa é Essas ações; investimentos em infraestrutura convencional é objeto direto de substituem. O item promove a sujeito o objeto da oração vizinha.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"o sujeito da oração “mas se complementam” é “investimentos em infraestrutura convencional”","corrected_statement":"No último período do segundo parágrafo, o sujeito da oração “mas se complementam” é “Essas ações”.","concept":"sujeito de coordenada elíptica × objeto da oração anterior","citation":null,"trap_note":"Em oração coordenada sem sujeito expresso, o sujeito é o da oração anterior — nunca o objeto dela. Reponha o sujeito por escrito antes de julgar."}},{"id":"a7de7759afae","number":2,"stem":7,"statement":"No primeiro período do último parágrafo, o sujeito da oração “trata-se de produtos gerados em meio a disputas” corresponde a “produtos da DC”.","answer":"E","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Tratar-se de é construção impessoal: o verbo é transitivo indireto, o se indetermina o sujeito e a oração não admite sujeito expresso. O que vem depois — de produtos gerados em meio a disputas — é complemento regido da preposição de, não sujeito. Não há no período termo que possa ocupar a posição que o item preenche.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"o sujeito da oração “trata-se de produtos gerados em meio a disputas” corresponde a “produtos da DC”","corrected_statement":"No primeiro período do último parágrafo, a oração “trata-se de produtos gerados em meio a disputas” tem sujeito indeterminado.","concept":"tratar-se de: sujeito indeterminado","citation":null,"trap_note":"O que vem depois de trata-se é sempre complemento com de. Se fosse sujeito, o verbo concordaria com ele — e a norma culta não admite tratam-se de produtos."}},{"id":"ddf4e65a98ad","number":4,"stem":8,"statement":"Os sujeitos das formas verbais “optamos” (quarto período) e “podemos” (quinto período) têm referentes distintos.","answer":"C","source":{"slug":"ANVISA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em Alguns dirão que optamos por privar trabalhadores dos benefícios, o nós é o dos autores, a quem a crítica é atribuída. Em o único bem tangível em que podemos pôr as mãos aqui e agora, o nós é genérico e abrange qualquer pessoa. A mesma desinência de primeira pessoa do plural pode ter alcances diferentes, e é o que o item afirma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"nós autoral × nós genérico","citation":null,"trap_note":"Sujeito oculto de primeira pessoa do plural não tem referente automático: pergunte, em cada ocorrência, quem cabe dentro desse nós."}},{"id":"9e8f60f7d905","number":6,"stem":9,"statement":"Na oração que inicia o texto — “A expressão ‘inteligência artificial’ é muito popular” —, o núcleo do sujeito é ‘inteligência artificial’, que transmite a ideia principal da citada afirmação.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito é A expressão “inteligência artificial”, e seu núcleo é expressão: o que é popular, segundo a oração, é a expressão, e não a tecnologia que ela nomeia. O termo entre aspas é aposto especificativo, que diz qual expressão está em causa. Núcleo do sujeito é sempre o substantivo de que os demais termos dependem.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"o núcleo do sujeito é ‘inteligência artificial’","corrected_statement":"Na oração que inicia o texto — “A expressão ‘inteligência artificial’ é muito popular” —, o núcleo do sujeito é ‘expressão’.","concept":"núcleo do sujeito × aposto especificativo","citation":null,"trap_note":"O núcleo é o que sobra quando se apagam determinantes, adjuntos e apostos. Palavra entre aspas logo depois de expressão, termo, palavra ou vocábulo é especificação, nunca núcleo."}},{"id":"2aaf6a767ed0","number":8,"stem":10,"statement":"No quarto parágrafo, o sujeito da oração “É um problema complexo” (terceiro período) corresponde a “a discriminação racial” (segundo período).","answer":"E","source":{"slug":"CODEVASF_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Quem é um problema complexo é o racismo institucional, sujeito do período anterior e assunto do parágrafo inteiro. A discriminação racial aparece como objeto direto de perpetuar, dentro da oração encaixada como as estruturas e práticas das organizações podem perpetuar a discriminação racial — posição de complemento, não de sujeito. O sujeito oculto retoma o sujeito anterior, não o termo mais próximo do ponto.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"corresponde a “a discriminação racial”","corrected_statement":"No quarto parágrafo, o sujeito da oração “É um problema complexo” (terceiro período) corresponde a “O racismo institucional” (segundo período).","concept":"sujeito oculto retoma o sujeito, não o objeto da oração anterior","citation":null,"trap_note":"O termo colado ao ponto final é a isca preferida da banca. Reponha o sujeito por escrito — X é um problema complexo — e veja qual dos candidatos o período sustenta."}},{"id":"e7cf0686a733","number":8,"stem":11,"statement":"Na oração “Quando não estavam discutindo os estatutos” (último período), o sujeito está oculto, mas, pela organização dos períodos do texto, conclui-se que ele corresponde a Bernardino e Lélia, mencionados no período imediatamente anterior.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito da temporal está expresso adiante, na oração principal do mesmo período: os operários e todos que queriam proteção mútua estavam dançando. É esse sujeito que se recupera para Quando não estavam discutindo os estatutos. Bernardino e Lélia aparecem antes apenas como colegas de banco, e não como quem discutia estatutos.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"conclui-se que ele corresponde a Bernardino e Lélia, mencionados no período imediatamente anterior","corrected_statement":"Na oração “Quando não estavam discutindo os estatutos” (último período), o sujeito está oculto, mas, pela organização dos períodos do texto, conclui-se que ele corresponde aos operários, mencionados na oração principal.","concept":"sujeito da adverbial anteposta vem da oração principal","citation":null,"trap_note":"Quando a temporal abre o período, o sujeito oculto costuma ser o da principal que vem depois. Leia o período inteiro antes de recuar ao parágrafo anterior."}},{"id":"b8404fe3eef1","number":9,"stem":12,"statement":"O texto apresenta, em diferentes trechos, orações invertidas, em que o sujeito aparece posposto ao verbo, como é o caso dos exemplos a seguir: ‘publica o Sr. Homero Pires uma circular’ e ‘pôs o Dr. Homero Pires a seguinte nota’ no primeiro período do quarto parágrafo, e ‘não houve reclamação’, no sétimo parágrafo.","answer":"E","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Os dois primeiros exemplos são mesmo de ordem inversa: em publica o Sr. Homero Pires uma circular e em pôs o Dr. Homero Pires a seguinte nota, o sujeito vem depois do verbo. O terceiro não serve. Em não houve reclamação, haver é impessoal: a oração não tem sujeito nenhum, e reclamação é o objeto direto. Um exemplo incompatível derruba a afirmação inteira.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"e ‘não houve reclamação’, no sétimo parágrafo","corrected_statement":"O texto apresenta, em diferentes trechos, orações invertidas, em que o sujeito aparece posposto ao verbo, como é o caso dos exemplos a seguir: ‘publica o Sr. Homero Pires uma circular’ e ‘pôs o Dr. Homero Pires a seguinte nota’ no primeiro período do quarto parágrafo.","concept":"haver impessoal não tem sujeito posposto","citation":null,"trap_note":"Quando o item lista exemplos, teste um por um: basta que um não caiba para o conjunto cair. E haver existencial é justamente o exemplo plantado nas listas de sujeito posposto, porque a posição do termo é a mesma e a função não é."}},{"id":"1b4e5aa90b70","number":9,"stem":13,"statement":"No último parágrafo, os termos “plenamente” (primeiro período) e “digitalmente” (penúltimo período) exercem a função sintática de adjunto adverbial, referindo-se o primeiro a um verbo — “aproveitar” — e o segundo, a um adjetivo — “qualificada”.","answer":"C","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em aproveitar plenamente o potencial, o advérbio modifica o verbo; em força de trabalho digitalmente qualificada, modifica o particípio adjetivado. Nos dois casos a função é adjunto adverbial, porque advérbio, prenda-se ao que se prender, só exerce essa função. O item descreve corretamente a função e o termo modificado por cada um.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"adjunto adverbial preso a verbo × preso a adjetivo","citation":null,"trap_note":"Advérbio que modifica adjetivo continua sendo adjunto adverbial, nunca adjunto adnominal. Adnominal é sempre termo nominal: artigo, adjetivo, locução adjetiva, numeral ou pronome adjetivo."}},{"id":"f2b18fffe466","number":10,"stem":14,"statement":"No segmento “É preciso pensar nisso” (segundo período do segundo parágrafo), o sujeito da primeira oração é indeterminado, o que se confirma pela flexão verbal na terceira pessoa do singular.","answer":"E","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito de É preciso está expresso: é a oração pensar nisso. Construções como é preciso, é necessário, é bom e é proibido trazem o predicativo à frente e o sujeito depois, em forma de oração reduzida de infinitivo — o que é preciso? pensar nisso. Sujeito indeterminado só existe onde nada pode preencher a posição, e a terceira pessoa do singular aqui é a concordância normal com sujeito oracional.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"o sujeito da primeira oração é indeterminado","corrected_statement":"No segmento “É preciso pensar nisso” (segundo período do segundo parágrafo), o sujeito da primeira oração é a oração “pensar nisso”, o que se confirma pela flexão verbal na terceira pessoa do singular.","concept":"sujeito oracional posposto ao predicativo","citation":null,"trap_note":"Verbo na terceira pessoa do singular não prova indeterminação: é também a concordância com sujeito oracional. Pergunte o que é preciso, o que é necessário — se houver resposta dentro do período, o sujeito está lá."}},{"id":"f17aa9f60230","number":12,"stem":14,"statement":"No quarto parágrafo, o termo “o porteiro” complementa o sentido da forma verbal “Chega”. Grain poisoning of cattle and sheep","answer":"E","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Chegar é intransitivo e não tem complemento. Em Chega o porteiro, diz algumas coisas sobre calafates e ladrilhos, o termo posposto é o sujeito: quem chega é o porteiro, como mostra a desinversão e como confirma a concordância — e é o mesmo sujeito que continua em diz. O que vem depois do verbo nem sempre é objeto.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"complementa o sentido da forma verbal “Chega”","corrected_statement":"No quarto parágrafo, o termo “o porteiro” exerce a função de sujeito da forma verbal “Chega”.","concept":"sujeito posposto de verbo intransitivo","citation":null,"trap_note":"Chegar, surgir, ocorrer, faltar e restar não têm objeto. Sempre que o item falar em complemento com um desses verbos, o termo apontado é o sujeito."}},{"id":"714ec0543034","number":12,"stem":15,"statement":"No terceiro período, o sujeito da forma verbal “mantinha” é “a Inglaterra”.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Quem mantinha a tutela sobre o Brasil era a Inglaterra: dentro da oração adjetiva, o sujeito aparece no fim, depois do verbo e do adjunto intercalado. O relativo que não é o sujeito — retoma a tutela e funciona como objeto direto de mantinha. A concordância confirma, porque o singular do verbo acompanha a Inglaterra.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"sujeito posposto em oração adjetiva","citation":null,"trap_note":"O relativo que pode ser sujeito ou objeto da oração que abre. Quando houver outro sintagma nominal dentro da relativa e o verbo concordar com ele, esse sintagma é o sujeito e o relativo é o complemento."}},{"id":"9e60e14cf8da","number":16,"stem":16,"statement":"No primeiro parágrafo, o sujeito da forma verbal “conta” (terceiro período) retoma “Um cientista empenhado em pesquisa” (primeiro período).","answer":"C","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em conta sempre com a existência de uma estrutura de doutrinas científicas, a terceira pessoa do singular não traz sujeito expresso porque ele já foi enunciado e continua o mesmo: quem conta com a estrutura é o cientista empenhado em pesquisa. Sujeito oculto é forma de retomada tão legítima quanto o pronome, e a desinência verbal é o que o recupera.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"sujeito oculto retoma o sujeito anterior","citation":null,"trap_note":"Sujeito oculto não é sujeito indeterminado: ele é determinado e recuperável pela desinência e pelo período anterior. Só há indeterminação quando ninguém, no texto, pode preencher a posição."}},{"id":"82a8d034c41f","number":17,"stem":17,"statement":"No quarto período do texto, o termo “o progresso científico” assume duas funções sintáticas distintas: sujeito da forma verbal “molda” e complemento do particípio “moldado”.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em o progresso científico molda e é moldado pelas ideias compartilhadas, o mesmo sintagma é sujeito das duas orações coordenadas: sujeito agente de molda e sujeito paciente de é moldado. Verbo na voz passiva não tem complemento — quem pratica a ação aparece como agente da passiva, pelas ideias. O item converte em complemento aquilo que continua sendo sujeito.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"assume duas funções sintáticas distintas","corrected_statement":"No quarto período do texto, o termo “o progresso científico” exerce a mesma função nas duas orações: é sujeito de “molda” e de “é moldado”.","concept":"voz passiva: sujeito paciente × agente da passiva","citation":null,"trap_note":"Verbo na passiva não tem objeto direto. O que vem depois de por ou de pelo é agente da passiva; o sujeito continua sendo quem sofre a ação."}},{"id":"daca5bff348d","number":18,"stem":17,"statement":"No quinto período do texto, o vocábulo “juntas” funciona como adjunto adverbial que veicula a circunstância do modo como a ação de caminhar se desenvolve.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Juntas está no feminino plural para concordar com arte e ciência, e palavra que se flexiona para acompanhar um nome é adjetivo, não advérbio. Se fosse adjunto adverbial de modo, a forma seria invariável — elas caminharam junto. Chegando ao sujeito por intermédio do verbo, juntas é predicativo do sujeito.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"funciona como adjunto adverbial que veicula a circunstância do modo","corrected_statement":"No quinto período do texto, o vocábulo “juntas” funciona como predicativo do sujeito “arte e ciência”, com o qual concorda em gênero e número.","concept":"adjetivo flexionado × advérbio invariável","citation":null,"trap_note":"Ponha o termo no masculino ou no singular. Se ele muda de forma para acompanhar o nome, é adjetivo — adjunto adnominal ou predicativo. Se não muda, é advérbio, e aí sim é adjunto adverbial."}},{"id":"71960a0bba8d","number":8,"stem":18,"statement":"O termo “drasticamente” (terceiro período do primeiro parágrafo) exerce, na oração em que se insere, a mesma função sintática que o termo “mais” (primeiro período do segundo parágrafo).","answer":"C","source":{"slug":"BCB_24","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Advérbio não tem outra função possível na oração: qualquer que seja a palavra a que se prenda — verbo, adjetivo ou outro advérbio —, ele é adjunto adverbial. Drasticamente exprime modo ou intensidade e mais exprime intensidade; a circunstância varia, a função não. Por isso os dois termos exercem a mesma função sintática.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"advérbio exerce sempre a função de adjunto adverbial","citation":null,"trap_note":"Não confunda o termo modificado com a função exercida: o adjunto adverbial pode prender-se a verbo, a adjetivo ou a advérbio e continua adjunto adverbial. O que muda é a circunstância, não a função."}},{"id":"f8e81fd5e2ba","number":9,"stem":19,"statement":"O sujeito da forma verbal “confirmou” (primeiro período do primeiro parágrafo) é “César Lattes”.","answer":"E","source":{"slug":"CNPQ_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Elucidou e confirmou estão dentro da oração adjetiva aberta por que, cujo antecedente é sua descoberta: foi a descoberta que elucidou problemas pendentes e confirmou a teoria de Hideki Yukawa. O sujeito de confirmou é o relativo que; César Lattes é sujeito de causou e conquistou, na oração principal. O item transporta para a adjetiva o sujeito da principal.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"é “César Lattes”","corrected_statement":"O sujeito da forma verbal “confirmou” (primeiro período do primeiro parágrafo) é o pronome relativo “que”, que retoma “sua descoberta”.","concept":"sujeito da oração adjetiva é o relativo, não o sujeito da principal","citation":null,"trap_note":"Um sintagma só pode ser sujeito do verbo que está dentro da mesma oração. Em período longo, marque as fronteiras das orações antes de decidir."}},{"id":"c19141fae0bc","number":13,"stem":20,"statement":"No final do quinto parágrafo, o termo “estes temas” exerce a função de sujeito.","answer":"C","source":{"slug":"MEC_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O parágrafo fecha em resultante da própria busca de plenitude que fazem estes temas. Quem faz a busca de plenitude são estes temas, sujeito posposto ao verbo; o relativo que retoma busca de plenitude e é o objeto direto de fazem. A concordância decide sozinha: o plural de fazem só pode vir de estes temas.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"sujeito posposto em oração adjetiva","citation":null,"trap_note":"Ponha o verbo da relativa no singular e veja o que muda: só o sujeito acompanha a flexão. É o teste que separa sujeito de objeto quando os dois cabem na mesma posição."}},{"id":"78d856858cb8","number":13,"stem":21,"statement":"O sujeito da oração apresentada no primeiro período do texto é “a atenção das autoridades de gestão territorial”.","answer":"E","source":{"slug":"CAU_BR_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Quem concentra são As regiões metropolitanas e as grandes cidades brasileiras, sujeito composto com que concorda o plural de concentram. A atenção das autoridades de gestão territorial é aquilo que se concentra: objeto direto. Trocar sujeito por objeto é o desenho mais repetido do tópico, e a concordância desfaz a troca imediatamente.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"é “a atenção das autoridades de gestão territorial”","corrected_statement":"O sujeito da oração apresentada no primeiro período do texto é “As regiões metropolitanas e as grandes cidades brasileiras”.","concept":"sujeito × objeto direto: teste da concordância","citation":null,"trap_note":"Ponha o verbo no singular e veja o que muda: só o sujeito acompanha a flexão. Objeto direto não faz o verbo mudar de forma."}},{"id":"c8fb7b80b13c","number":18,"stem":22,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, o segmento “a primeira patente” funciona como complemento direto da locução verbal “foi concedida”.","answer":"E","source":{"slug":"INPI_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Foi concedida está na voz passiva analítica, e verbo na passiva não tem objeto direto: quem sofre a ação é o sujeito. Em foi concedida ao inventor Filippo Brunelleschi, em Veneza, a primeira patente, o sujeito paciente é a primeira patente, posposto, e a concordância do particípio no feminino singular confirma. Ao inventor Filippo Brunelleschi é objeto indireto.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"funciona como complemento direto da locução verbal “foi concedida”","corrected_statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, o segmento “a primeira patente” funciona como sujeito paciente da locução verbal “foi concedida”.","concept":"voz passiva: sujeito paciente × objeto direto","citation":null,"trap_note":"Verbo na passiva não tem objeto direto. Converta para a ativa — concederam a primeira patente ao inventor — e o que era sujeito paciente reaparece como objeto: é o teste que separa as duas funções."}},{"id":"5eb872dfef4c","number":7,"stem":23,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, a forma verbal “Está” apresenta sujeito oculto, cujo referente é “legitimidade”, no período imediatamente anterior.","answer":"E","source":{"slug":"SEPLAN_RR_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Quem está presente quando a população legitima o exercício do poder é a governabilidade, sujeito do período anterior e tema do parágrafo inteiro. Legitimidade aparece ali dentro de um adjunto — deriva da relação de legitimidade do Estado e do seu governo com a sociedade —, e termo encaixado em adjunto não é candidato a sujeito da oração seguinte. O item acerta que o sujeito é oculto e erra o referente.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"cujo referente é “legitimidade”","corrected_statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, a forma verbal “Está” apresenta sujeito oculto, cujo referente é “A governabilidade”, no período imediatamente anterior.","concept":"sujeito oculto retoma o sujeito anterior, não termo do adjunto","citation":null,"trap_note":"Sujeito oculto retoma, em regra, o sujeito do período anterior — não o último substantivo lido. Apague adjuntos e complementos e veja o que sobra na posição de sujeito."}},{"id":"9858942fd88d","number":9,"stem":24,"statement":"No último período do texto, o termo “Essas informações” exerce a função de sujeito das orações expressas pelas formas verbais “são” e “tratando-se”.","answer":"E","source":{"slug":"PC_AL_22_DELEGADO","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Essas informações é sujeito de são sistematicamente reunidas e padronizadas — até aí o item acerta. Mas tratar-se de é construção impessoal: o verbo é transitivo indireto, o se indetermina o sujeito e a oração não admite sujeito expresso. Atribuir-lhe sujeito é dar função a uma posição que a construção não tem.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"das orações expressas pelas formas verbais “são” e “tratando-se”","corrected_statement":"No último período do texto, o termo “Essas informações” exerce a função de sujeito da oração expressa pela forma verbal “são”.","concept":"tratar-se de não admite sujeito","citation":null,"trap_note":"Tratar-se de é sempre oração de sujeito indeterminado. Item que apontar sujeito para essa construção está errado por construção, sem precisar procurar o referente."}},{"id":"d724a8b00456","number":10,"stem":25,"statement":"A expressão “de forma sustentável” (primeiro parágrafo) relaciona-se com o termo “ofício”, modificando seu sentido.","answer":"E","source":{"slug":"BANCO_DO_NORDESTE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"De forma sustentável é locução adverbial de modo e prende-se ao verbo realizar: informa como o ofício é realizado, não que tipo de ofício é. A prova é a troca por um advérbio — realizar um ofício sustentavelmente —, que só cabe porque a expressão modifica o verbo. Se modificasse ofício, seria locução adjetiva e teria outra forma: um ofício sustentável.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"relaciona-se com o termo “ofício”","corrected_statement":"A expressão “de forma sustentável” (primeiro parágrafo) relaciona-se com a forma verbal “realizar”, modificando seu sentido.","concept":"locução adverbial de modo × locução adjetiva","citation":null,"trap_note":"Troque a locução por um advérbio terminado em -mente. Se a frase sobrevive, o termo é adjunto adverbial e se prende ao verbo; se o que cabe ali é um adjetivo, é adjunto adnominal e se prende ao substantivo."}},{"id":"6fdebd82f8b9","number":10,"stem":23,"statement":"As formas verbais “Vinculada” (primeiro período do terceiro parágrafo) e “Representa” (segundo período do terceiro parágrafo) têm como sujeito o mesmo elemento textual: “dimensão” (primeiro período do terceiro parágrafo).","answer":"E","source":{"slug":"SEPLAN_RR_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"As duas formas têm mesmo o mesmo sujeito, mas ele é governabilidade, não dimensão. Vinculada à dimensão estatal é oração reduzida de particípio que se refere ao sujeito da principal e com ele concorda no feminino singular; em Representa, assim, um conjunto de atributos essenciais, o sujeito oculto é o mesmo. Dimensão está dentro do complemento à dimensão estatal.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"“dimensão” (primeiro período do terceiro parágrafo)","corrected_statement":"As formas verbais “Vinculada” (primeiro período do terceiro parágrafo) e “Representa” (segundo período do terceiro parágrafo) têm como sujeito o mesmo elemento textual: “governabilidade” (primeiro período do terceiro parágrafo).","concept":"sujeito da reduzida de particípio anteposta","citation":null,"trap_note":"Particípio e gerúndio antepostos não têm sujeito próprio: tomam o sujeito da oração principal, que vem depois. Leia o período inteiro antes de procurar o referente atrás."}},{"id":"fd04ee366730","number":12,"stem":26,"statement":"Na oração “onde ainda abundam problemas crônicos do subdesenvolvimento” (terceiro período do último parágrafo), o termo “problemas” funciona como núcleo do complemento verbal de “abundam”.","answer":"E","source":{"slug":"MCOM_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Abundar significa existir em grande quantidade e é intransitivo: não pede objeto. O plural de abundam já denuncia a função do termo posposto, porque o verbo concorda com problemas crônicos do subdesenvolvimento — esse sintagma é o sujeito, e problemas é o seu núcleo. Complemento verbal não faz o verbo mudar de número.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"núcleo do complemento verbal de “abundam”","corrected_statement":"Na oração “onde ainda abundam problemas crônicos do subdesenvolvimento” (terceiro período do último parágrafo), o termo “problemas” funciona como núcleo do sujeito de “abundam”.","concept":"sujeito posposto de verbo intransitivo: teste da concordância","citation":null,"trap_note":"Ponha o termo posposto no singular e veja o verbo mudar junto: só o sujeito arrasta a flexão. É o teste mais rápido para desfazer a confusão entre sujeito e objeto em ordem inversa."}},{"id":"526ca385063a","number":12,"stem":27,"statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, o termo “o tratamento da corrupção sob uma perspectiva moralista” desempenha a função de sujeito.","answer":"C","source":{"slug":"MPC_SC_22_SERVIDOR","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em é usual o tratamento da corrupção sob uma perspectiva moralista, o predicativo abre o período e o sujeito vem depois do verbo de ligação. Perguntando o que é usual?, chega-se ao sintagma inteiro, cujo núcleo — tratamento — concorda com o singular de é. Posposição é questão de ordem, não de função.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"sujeito posposto ao predicativo","citation":null,"trap_note":"A ordem direta não é obrigatória. Em é usual, é preciso, é necessário e semelhantes, o sujeito vem sempre depois do verbo — como nome ou como oração."}},{"id":"8f71353a4192","number":14,"stem":28,"statement":"No trecho “Drever acrescenta, esperando que se reconheça a obviedade daquele absurdo” (segundo parágrafo), o segmento “esperando que se reconheça a obviedade daquele absurdo” é o complemento verbal de “acrescenta”.","answer":"E","source":{"slug":"MPC_SC_22_SERVIDOR","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O segmento é oração reduzida de gerúndio, e gerúndio não preenche complemento verbal: acrescenta circunstância — aqui, a expectativa com que Drever fala. O complemento de acrescenta é o discurso citado que vem depois dos dois-pontos, e a vírgula que antecede o gerúndio já sinaliza a natureza acessória do trecho.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"é o complemento verbal de “acrescenta”","corrected_statement":"No trecho “Drever acrescenta, esperando que se reconheça a obviedade daquele absurdo” (segundo parágrafo), o segmento “esperando que se reconheça a obviedade daquele absurdo” é adjunto adverbial de “acrescenta”.","concept":"reduzida de gerúndio é adjunto, não complemento","citation":null,"trap_note":"Complemento verbal se recupera por um pronome ou por isso colado ao verbo; reduzida de gerúndio nunca cabe nessa posição. As substantivas se abrem com que ou com infinitivo."}},{"id":"56e189d799e4","number":15,"stem":29,"statement":"No trecho “Uma das maiores festividades do Brasil! Essa é a Festa Nacional da Uva” (primeiro parágrafo), o segmento “Uma das maiores festividades do Brasil” exerce a função de sujeito da forma verbal “é”.","answer":"E","source":{"slug":"BANRISUL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"São dois períodos, e o ponto de exclamação é a fronteira entre eles. Uma das maiores festividades do Brasil! é frase nominal — não tem verbo e não exerce função dentro da oração seguinte. No período seguinte, quem é a Festa Nacional da Uva é Essa, demonstrativo que retoma a frase anterior: Essa é o sujeito, e a Festa Nacional da Uva é o predicativo.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"exerce a função de sujeito da forma verbal “é”","corrected_statement":"No trecho “Uma das maiores festividades do Brasil! Essa é a Festa Nacional da Uva” (primeiro parágrafo), o segmento “Uma das maiores festividades do Brasil” constitui frase nominal, retomada pelo pronome “Essa”, sujeito da forma verbal “é”.","concept":"frase nominal × sujeito da oração seguinte","citation":null,"trap_note":"Função sintática só existe dentro da oração. Antes de atribuir uma, confirme que o termo e o verbo estão na mesma oração — pontuação forte entre os dois já responde."}},{"id":"20dc7f6f87fe","number":17,"stem":30,"statement":"No segundo parágrafo, o sujeito da oração “trouxe evidências” é “uma política pública de visível efeito”.","answer":"E","source":{"slug":"SEE_PE_22_EDUCACAO_BASICA","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Quem trouxe evidências foi uma nova pesquisa: tudo o que se intercala entre esse sintagma e o verbo — feita aqui no Brasil, sobre uma política pública de visível efeito na aprendizagem, o ensino médio integral, um programa realizado por Pernambuco — são adjuntos e apostos que caracterizam a pesquisa. O item promove a sujeito um termo que está dentro de um desses adjuntos.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"o sujeito da oração “trouxe evidências” é “uma política pública de visível efeito”","corrected_statement":"No segundo parágrafo, o sujeito da oração “trouxe evidências” é “uma nova pesquisa”.","concept":"núcleo do sujeito × termo dentro do adjunto","citation":null,"trap_note":"Quanto mais longe o verbo estiver do sujeito, mais material intercalado a banca tem para oferecer. Apague apostos e adjuntos e leia a oração reduzida ao esqueleto."}},{"id":"0c6843e6ef63","number":3,"stem":31,"statement":"Em ‘A palavra me escapou por completo’ (sétimo parágrafo), o pronome ‘me’ exprime a reflexividade da ação praticada pelo sujeito oracional sobre si mesmo.","answer":"E","source":{"slug":"TELEBRAS_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito da oração é a palavra, e quem é atingido pelo pronome é o falante: a palavra escapou a mim. Reflexividade exige que o pronome e o sujeito designem o mesmo ser, o que não ocorre aqui — o sujeito é coisa, o pronome é pessoa. O me é objeto indireto.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"exprime a reflexividade da ação praticada pelo sujeito oracional sobre si mesmo","corrected_statement":"Em ‘A palavra me escapou por completo’ (sétimo parágrafo), o pronome ‘me’ exerce a função de objeto indireto, indicando a quem a palavra escapou.","concept":"reflexividade exige identidade entre sujeito e pronome","citation":null,"trap_note":"Antes de aceitar um pronome como reflexivo, nomeie o sujeito. Se o sujeito for coisa e o pronome for pessoa, não há reflexividade: há complemento."}},{"id":"0ea880a60613","number":8,"stem":32,"statement":"No terceiro parágrafo, o termo “As espécies de crescimento rápido”, além de sujeito da oração introduzida pela forma verbal “são” (primeiro período), também funciona como sujeito das orações “Não podem ficar muito altas”, “Se derrubarem frutos grandes” e “Podem amassar a lataria de um carro!”.","answer":"E","source":{"slug":"ICMBIO_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"As espécies de crescimento rápido é sujeito apenas de são as que mais assustam os técnicos. Nas orações seguintes o texto enuncia as exigências dos técnicos sobre as árvores em geral — não podem ficar muito altas, nem derrubar muitas folhas — e, em Podem amassar a lataria de um carro!, quem pode amassar são os frutos grandes mencionados na oração imediatamente anterior. A cadeia de sujeitos ocultos troca de referente ao longo do parágrafo.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"também funciona como sujeito das orações “Não podem ficar muito altas”, “Se derrubarem frutos grandes” e “Podem amassar a lataria de um carro!”","corrected_statement":"No terceiro parágrafo, o termo “As espécies de crescimento rápido” funciona como sujeito da oração introduzida pela forma verbal “são” (primeiro período).","concept":"sujeito oculto muda de referente na sequência","citation":null,"trap_note":"Sujeito oculto não se herda por inércia. A cada verbo, pergunte quem pratica aquela ação: em enumerações e em discurso citado o referente troca sem aviso."}},{"id":"c3ff0c113c5a","number":8,"stem":33,"statement":"No último período do segundo parágrafo, o termo “ações voltadas para as drogas lícitas e ilícitas” constitui o sujeito da forma verbal “contemplam”.","answer":"C","source":{"slug":"MJSP_21_PSS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Em contemplam-se ações voltadas para as drogas lícitas e ilícitas, o se é pronome apassivador e a oração equivale a são contempladas ações. O verbo está no plural exatamente porque ações é o sujeito paciente, ainda que posposto. A ordem inversa não altera a função sintática.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"voz passiva sintética: sujeito paciente posposto","citation":null,"trap_note":"Com verbo transitivo direto mais se, o sintagma que vem depois é sujeito, não objeto — e é por isso que o verbo vai ao plural. É o mesmo mecanismo que decide os itens de concordância com se."}},{"id":"9885a416eacd","number":8,"stem":34,"statement":"No último período do texto, o termo “Aquele” exerce a função sintática de sujeito da oração “que conhece a justiça”.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_21_NS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Aquele é o sujeito da oração principal: Aquele não pode deixar de agir de modo justo. Dentro da oração adjetiva que conhece a justiça, o sujeito é o pronome relativo que, que retoma Aquele, e a justiça é o objeto direto de conhece. Um termo só exerce função na oração a que pertence, e Aquele pertence à principal.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"sujeito da oração “que conhece a justiça”","corrected_statement":"No último período do texto, o termo “Aquele” exerce a função sintática de sujeito da oração principal, à qual se subordina a oração “que conhece a justiça”.","concept":"antecedente do relativo × sujeito da oração adjetiva","citation":null,"trap_note":"O antecedente e o relativo não ocupam a mesma posição: o relativo exerce função dentro da adjetiva, o antecedente exerce função na oração que a abriga. Delimite as orações antes de atribuir sujeito."}},{"id":"9c982fe61634","number":13,"stem":35,"statement":"No segundo parágrafo, na citação do general prussiano Carl von Clausewitz, o adjetivo ‘contraditória’, em ‘Grande parte das notícias recebidas na guerra é contraditória’, expressa, em tom pejorativo, um atributo do termo ‘guerra’.","answer":"E","source":{"slug":"TELEBRAS_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Contraditória é predicativo do sujeito e concorda com ele. O sujeito é Grande parte das notícias recebidas na guerra, e o que se declara contraditório são as notícias, não a guerra. Na guerra é adjunto adverbial de lugar preso ao particípio recebidas, e adjetivo predicativo não alcança um termo encaixado dentro de um adjunto.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"um atributo do termo ‘guerra’","corrected_statement":"No segundo parágrafo, na citação do general prussiano Carl von Clausewitz, o adjetivo ‘contraditória’, em ‘Grande parte das notícias recebidas na guerra é contraditória’, expressa, em tom pejorativo, um atributo do sujeito ‘Grande parte das notícias recebidas na guerra’.","concept":"predicativo qualifica o sujeito, não termo do adjunto","citation":null,"trap_note":"Predicativo concorda com o sujeito. Antes de dizer a que palavra um adjetivo se refere, isole o sujeito inteiro e teste a concordância — o substantivo mais próximo do adjetivo raramente é o alvo."}},{"id":"f51c6e596c89","number":19,"stem":36,"statement":"A expressão “essa relação intrínseca com a cultura” (R. 31 e 32) exerce a função de sujeito da oração iniciada pela forma verbal “Faz” (R.31).","answer":"C","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"Fazer parte de significa integrar, e quem integra alguma coisa é o sujeito. A oração abre pelo verbo e guarda o sujeito para o fim — Faz parte da autonomia da universidade pública essa relação intrínseca com a cultura —, como mostra a desinversão: essa relação intrínseca com a cultura faz parte da autonomia da universidade pública. O singular de Faz concorda com relação.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"sujeito posposto em oração de ordem inversa","citation":null,"trap_note":"Período que começa pelo verbo quase sempre traz o sujeito adiante. Desinverta e confira a concordância: o termo que faz o verbo mudar de número é o sujeito, por mais longe que esteja."}},{"id":"8234f5d7f897","number":12,"stem":37,"statement":"O termo “ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável” (R. 14 e 15) exerce a função de predicativo.","answer":"C","source":{"slug":"TJDFT_15_SERVIDOR","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"A sequência é formada por adjetivos, e adjetivo só tem duas funções possíveis: adjunto adnominal, quando se prende diretamente a um substantivo dentro do mesmo sintagma, ou predicativo, quando atribui a qualidade por intermédio de um verbo. Aqui os três adjetivos não determinam um núcleo nominal ao qual estejam encostados: chegam ao termo que qualificam através do verbo, e é isso que os define como predicativo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"adjetivo: adjunto adnominal × predicativo","citation":null,"trap_note":"A pergunta é sempre a mesma: o adjetivo está grudado ao substantivo ou chega até ele por meio de um verbo? Havendo verbo no caminho, é predicativo."}},{"id":"9de9b5530b3f","number":19,"stem":38,"statement":"A oração “radicalizar a política de ampliação do acesso à justiça” (R.12) e o termo “consenso” (R.14) exercem a mesma função sintática nos períodos em que ocorrem.","answer":"E","source":{"slug":"TJDFT_15_SERVIDOR","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"Em é preciso radicalizar a política de ampliação do acesso à justiça, a oração reduzida de infinitivo é o sujeito, posposto ao predicativo preciso: o que é preciso? radicalizar a política. Em Há consenso de que o acesso à justiça não se limita ao direito de acessar o Judiciário, haver está empregado como impessoal e a oração não tem sujeito; consenso é o objeto direto. Sujeito de um lado, objeto direto do outro.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"exercem a mesma função sintática nos períodos em que ocorrem","corrected_statement":"A oração “radicalizar a política de ampliação do acesso à justiça” (R.12) e o termo “consenso” (R.14) exercem funções sintáticas distintas nos períodos em que ocorrem.","concept":"sujeito oracional posposto × objeto direto de haver impessoal","citation":null,"trap_note":"Haver no sentido de existir não tem sujeito, e o termo que o segue é sempre objeto direto — por isso o verbo fica invariável no singular. Item que compare funções sintáticas obriga a nomear as duas, uma de cada vez."}}]}