{"subject_id":"3a3cc48d009981a4937aefe59f8a1816","topico":"Reescrita mantendo sentido: ordem, voz ativa ↔ passiva, substituições","stems":["Acerca dos sentidos e de aspectos gramaticais do texto CG1A1, julgue os próximos itens.","menos que seja explicitamente informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração-equipamentos mencionados. Considerando a informação como um conceito que coexiste com a comunicação, conseguimos visualizá-la em dois sentidos. O primeiro, estritamente técnico ou tecnológico, diz respeito à informação como quantidade mensurável (dados); o segundo sentido é qualitativo e vinculado ao papel da informação como controle e redundância nos sistemas de comunicação. Aqui, a informação está relacionada à organização, na estrutura e na regulação dentro de sistemas; trata-se da informação como um meio de organizar e estabilizar sistemas, de maneira que a repetição (redundância) assegure a integridade da informação na comunicação. Dito isto, vale destacar o que se tem consolidado ao longo das últimas décadas como tecnologias da informação e da comunicação, em que a captura, a “mineração” e o processamento de dados condensam os fluxos da experiência humana, transformados em capital informativo e vendidos diuturnamente nas e pelas estruturas tecnológicas plataformizadas que abduzem nossa atenção. Nesse percurso, comunicação e informação caminham juntas e compõem o sistema central das tecnologias que, a partir das plataformas, interagem com a humanidade e que são denominadas de “inteligência” artificial primitiva ou generativa. Para muitos, tais tecnologias situam-se em um estágio pós-humano ou anti-humano. A respeito dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens a seguir.","Linguagem Simples é o nome dado no Brasil a um conjunto de técnicas de redação e de design da informação usadas para produzir textos claros para o público-alvo das comunicações oficiais. Quando falamos em “público-alvo”, estamos tratando especificamente da parcela da população a quem a informação se destina. Uma pessoa pode, por exemplo, redigir um texto para um site de câmara municipal com o objetivo de que seja compreendido por cidadãos com ensino médio completo; um folheto sobre malária para uma população ribeirinha de baixa escolaridade; ou, ainda, um estudo legislativo para embasar o trabalho de um deputado. Em qualquer dessas situações, tanto o público como a instituição vão se beneficiar do uso da Linguagem Simples. Embora no Brasil o termo “Linguagem Simples” tenha prevalecido, o mote da técnica não é exatamente “quanto mais simples, melhor”, mas “quanto mais claro, melhor”. Tendo-se em mente que a clareza, e não a simplicidade, é a meta última da técnica, é possível e desejável usá-la até mesmo para redigir um texto técnico para o público especialista em determinado assunto. Em casos como esse, trocar palavras difíceis por outras mais fáceis não será a primeira preocupação. A Linguagem Simples vai muito além da escolha de palavras. A técnica engloba diretrizes relacionadas à arquitetura da informação, à estrutura das frases e ao design, com o objetivo de reduzir o tempo e a dificuldade para o cérebro processar informações. Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","Texto CG1A1 Entre as décadas de 1890 e 1930, período caracterizado pelo processo de modernização das grandes cidades, observou-se uma das maiores transformações técnicas nas habitações: a sua articulação aos sistemas de infraestrutura urbana. Com a chegada dos serviços de abastecimento de energia e saneamento no interior da moradia, surgiu a necessidade de espaços e práticas específicas para o funcionamento da nova aparelhagem, o que implicava a reorganização dos ambientes e da vida doméstica. Um dos grandes feitos da tecnologia das canalizações foi concentrar e organizar os fluxos de água pura e servida, antes dispersos pelo espaço da cidade, e estabelecer, assim, maior controle sobre a captação e o descarte da água. Simultaneamente à oferta da infraestrutura sanitária, existia uma série de ações deliberadas para a extinção do uso compartilhado e gratuito da água, como a destruição dos chafarizes, para forçar a conexão das residências às redes urbanas, e a proibição do uso dos rios e córregos para banho, lavagem de roupa ou despejo de dejetos. Além dos riscos que ofereciam à saúde pública, essas práticas, comuns até então, passaram a ser consideradas como expressão do atraso civilizacional das grandes cidades do país, obstáculos em seu processo de modernização. Nesse sentido, o cerceamento de determinadas práticas no espaço público respondia ao enquadramento de ordem do sistema de higiene, pelo qual se promovia a casa como lugar privilegiado do domínio sobre o consumo da água e de eliminação dos dejetos. Trata-se do processo que François Béguin, engenheiro de materiais e ex-líder do Grupo de Energia e Meio Ambiente, na França, denomina de “domesticação da circulação dos fluidos”, em referência ao pioneiro sistema urbano de redes nas cidades industriais inglesas do século XIX. Béguin mostra que, embora não tenham sido desenvolvidos para as habitações residenciais, o aparelhamento técnico e as atividades de captação de água, lavagem de roupa, banhos, despejo de água servida etc. passaram a ter lugar nos espaços domésticos. A configuração arquitetônica foi transformada com a instalação de dispositivos e equipamentos, bem como com a formulação de ambientes especiais, como os banheiros. Julgue os itens seguintes, relativos às ideias do texto CG1A1.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, com base na estruturação linguística do texto CG1A1 e no vocabulário nele empregado.","mencionados. Creio que, em geral, deixando de lado a opinião dos especialistas, damos demasiada importância à opinião dos outros, tanto em assuntos cruciais quanto em assuntos de pequena monta. A regra básica é que uma pessoa deve respeitar a opinião pública apenas o suficiente para não morrer de fome nem ir para a cadeia. Tudo o que passar desse ponto significa submeter-se voluntariamente a uma tirania desnecessária, e, possivelmente, isso é o que acaba interferindo na própria felicidade. Examinemos, por exemplo, a questão de como as pessoas gastam seu dinheiro. Elas o gastam naquilo que não satisfaz seus gostos pessoais, simplesmente porque acreditam que o respeito dos vizinhos depende de terem carro ou de abrirem suas residências para jantares. Na verdade, uma pessoa que possa claramente comprar um carro, mas que prefira gastar o dinheiro em viagens ou numa boa biblioteca, acabará sendo muito mais respeitada do que se houvesse feito exatamente como todas as outras. Não há sentido em zombar deliberadamente da opinião pública; isso é admitir seu domínio, ainda que às avessas. Mas ser autenticamente indiferente a ela é uma força e uma fonte de felicidade. E uma sociedade de homens e mulheres que não se submetem demasiadamente aos convencionalismos é mais interessante do que uma sociedade em que todos se comportam da mesma maneira. A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1 Falar de acesso à Internet no Brasil é, ainda, falar de desigualdade. Embora a digitalização tenha avançado em diversos segmentos — da educação à economia —, cerca de 20% da população brasileira permanece desconectada ou sem condições de usufruir dos recursos digitais. A democratização da Internet é, portanto, um imperativo de inclusão social, desenvolvimento econômico e cidadania. Apesar de o Brasil ter ultrapassado a marca de 80% da população com algum tipo de acesso à Internet, o país ainda apresenta um cenário de profundas desigualdades regionais e sociais no que se refere à qualidade, velocidade e estabilidade da conexão. Os dados da pesquisa TIC Domicílios 2023, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, revelam que 88% da população urbana está conectada, mas esse índice cai para 60% nas áreas rurais. As regiões Norte e Nordeste apresentam baixos indicadores de infraestrutura de conectividade, sendo ainda dependentes de redes móveis instáveis, enquanto o Sudeste concentra a maior parte dos investimentos em fibra óptica e banda larga de alta velocidade. A disparidade segue a lógica de expansão do setor de telecomunicações no país — fortemente orientada pela rentabilidade —, que privilegia centros urbanos e regiões com maior poder aquisitivo. Segundo dados do IBGE de 2022, enquanto quase 90% dos domicílios localizados no Sudeste têm acesso à Internet, os números caem para cerca de 70% no Norte e no Nordeste, com situação mais grave nas áreas rurais. O Brasil enfrenta também um déficit preocupante de letramento digital. Segundo levantamento feito pela ANATEL em 2024, apenas 30% da população brasileira possui habilidades digitais básicas, e menos de 20% atinge um nível intermediário de proficiência em letramento digital. A carência tecnológica forma uma barreira à inserção dessa população no mercado de trabalho e no sistema educacional, além de reforçar a exclusão social. Um ponto preocupante também é que a falta de letramento digital aumenta a vulnerabilidade à desinformação e a fraudes. Em um país marcado por desigualdades históricas, a exclusão digital se soma a outras formas de marginalização. Com base nas ideias veiculadas no texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens seguintes, relativos ao vocabulário e a outros aspectos linguísticos do texto CB1A1.","O streaming hoje não é apenas um canal de distribuição. Ele se tornou um modelo de consumo cultural, baseado na personalização, na conveniência e na acessibilidade. Os algoritmos ajudam a moldar a experiência de cada usuário, enquanto o conteúdo pode ser acessado a qualquer hora e em qualquer dispositivo. Além disso, o streaming reduziu as barreiras entre criadores, marcas e audiência. Com a explosão das plataformas sob demanda, a lógica da programação linear perdeu força. Hoje, a audiência se dispersa por uma infinidade de opções, e o grande público foi substituído por múltiplas comunidades de interesse. Considerando a organização do texto precedente, seus sentidos e sua estrutura gramatical, julgue os itens que se seguem.","Julgue os itens que se seguem, referentes ao vocabulário e à estrutura linguística do texto CG4A1.","Texto CB2A1 Existem muitas formas de fazer ciência — na sala de aula, na universidade, em grupos de pesquisa, institutos públicos, em centros privados. Também é possível partir da própria ciência para incentivar outras pessoas na trajetória científica, difundir o conhecimento de pesquisadores, revelar seus achados e descobertas. E pode-se fazer tudo isso junto. Mônica Santos Dahmouche é um bom exemplo disso, como física, professora, divulgadora científica, coordenadora da implantação do Museu Ciência e Vida, incentivadora de feiras, olimpíadas e hackathons de ciência e várias outras frentes, com um olhar especial para a visibilidade feminina nas ciências. “Eu imaginava que faria concurso para uma universidade, teria meu grupo de pesquisa, orientaria alunos. Faço isso hoje, mas de diferentes formas. Jamais tinha pensado em trabalhar em um museu de ciências. Tem sido uma jornada maravilhosa”, conta a professora. Nos últimos anos, Mônica mergulhou em projetos voltados a futuras meninas cientistas e à atuação diversa de mulheres na área. “Desde 2018 me emociona e mobiliza poder mostrar a elas a beleza de fazer ciência, especialmente ciências exatas, mais desiguais em termos de equidade de gênero”, afirma. A iniciativa já se transformou em exposições temáticas no próprio Museu Ciência e Vida e na criação, com amigas também cientistas, de uma rede de mulheres das áreas de ciências, tecnologias, engenharias e matemática (STEM). O grupo já gestou até um livro, Exatas é com elas: tecendo redes no estado do Rio de Janeiro. Seu motivo de orgulho mais recente é o podcast Mulheres da Hora, idealizado por ela e produzido pelo Museu Ciência e Vida e pela Fundação CECIERJ. A produção abrange histórias de mulheres que se destacam em áreas como ciências exatas, engenharia e computação. “O objetivo é mostrar o que se pode fazer em uma carreira de ciência e tecnologia, para além da docência na universidade ou da pesquisa”, afirma. Seja qual for o caminho escolhido, ressalta Mônica, uma formação de excelência é a base para voar. Em relação ao texto CB2A1, aos seus sentidos e às ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, referentes a aspectos linguísticos do texto CB2A1.","Para o príncipe não é coisa somenos a escolha de seus ministros, que são bons ou não, conforme a prudência daquele. E o primeiro juízo que se faz da mente de um príncipe é observar os homens que ele tem a seu lado. Quando eles são capazes e fiéis, podemos considerá-lo sábio, porque soube reconhecê-los suficientemente e mantê-los fiéis; quando, porém, não forem assim, pode-se fazer mau juízo dele, pois o primeiro erro que comete é o desta escolha. Considerando os sentidos e aspectos sintáticos do texto precedente, julgue os seguintes itens.","Texto CG1A1 Em um mundo que corre contra o relógio para descarbonizar a economia e conter o avanço das mudanças climáticas, medir e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) das atividades diretas dos negócios está longe de ser suficiente. Na maioria dos setores, é na cadeia de valor que acontece a maior parte das emissões, ou seja, fora do “muro” das fábricas, dos escritórios e de outros negócios. Isso inclui as operações dos fornecedores, até mesmo os pequenos, e o modo como os clientes usam um produto ou serviço. Fazer o diagnóstico da pegada de carbono de toda a cadeia e agir para reduzi-la está na ordem do dia. Não só porque é a coisa certa a se fazer, mas porque o mundo caminha para exigir das empresas que se responsabilizem pelo que acontece em sua cadeia de valor. O Acordo de Paris e outras iniciativas internacionais reforçaram o compromisso de países e empresas de reduzirem suas emissões para limitar o aquecimento global a uma temperatura de 1,5 °C a 2 °C acima dos níveis pré-industriais até 2100. Além disso, muitos países estão introduzindo regulamentações e padrões de sustentabilidade que exigem uma abordagem mais abrangente para medir emissões de carbono. A União Europeia (UE), por exemplo, estabeleceu uma série de metas e compromissos de redução de emissões para seus Estados-membros. Um dos objetivos é a redução das suas emissões de GEE em pelo menos 40% até 2030, em comparação com os níveis de 1990. Além disso, o impacto ambiental das marcas é cada vez mais considerado pelos consumidores ao redor do mundo. A pesquisa Future Consumer Index, da consultoria Ernest&Young, realizada com 21.000 entrevistados de 27 países, evidencia essa percepção. Entre os brasileiros, por exemplo, 73% se declararam profundamente preocupados com a fragilidade do planeta. A falta de informação, transparência e padronização, no entanto, também continua sendo um desafio mencionado pelos consumidores, que ainda não enxergam o impacto das escolhas que fazem para o meio ambiente quando compram um produto. Dessa forma, a pegada de carbono de um produto torna-se um fator relevante de atenção da indústria. Além da preocupação ambiental e regulatória, esse tema se tornou uma questão de mercado. Entender como as emissões de GEE ganharam destaque na mesa de discussões de presidentes e diretores-executivos é importante para compreender como o tema foi ganhando força nas últimas décadas. De acordo com as ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1 e do vocabulário nele empregado, julgue os próximos itens.","Em 1988, ano do centenário da abolição da escravatura no Brasil, foi promulgada a atual Constituição Federal, a primeira a tratar da questão racial e a que tornou o racismo crime inafiançável e imprescritível. Naquele ano de memória e avanço civilizatório, foi feita uma pequena pesquisa sobre racismo. Seus resultados mostravam um cenário contraditório: ao mesmo tempo em que 97% dos entrevistados afirmavam não ter preconceito racial, 98% dos entrevistados diziam conhecer pessoas racistas e ter presenciado situações de discriminação racial. A melhor descrição da situação foi feita anos depois pela historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz: “A conclusão informal é de que todo brasileiro parece se sentir como uma ilha de democracia racial, cercado de racistas por todos os lados.” Hoje, o debate sobre o racismo cresceu. As cotas raciais são um sucesso social e acadêmico comprovado. Tendem a ser cada vez menos numerosos os que acreditam na democracia racial e cada vez maior o número dos que sabem que o racismo deve ser extirpado. Entretanto, a tendência de reconhecer mais o racismo não se repete em relação ao machismo. Todos reconhecem que há discriminação contra pretos e pardos, mas não contra as mulheres; todos reconhecem que há racismo, mas não reconhecem que há machismo — embora os mais jovens não se revelem machistas. Todas as gerações negam a discriminação contra as mulheres, apesar de a geração dos que nasceram no novo milênio ser a que menos percebe a discriminação de gênero, tanto mulheres quanto homens. No Brasil de hoje, há uma regra social implícita, segundo a qual ninguém pode deixar de reconhecer o racismo, mas a sociedade não reconhece a discriminação contra a mulher como relevante. Julgue os próximos itens, relativos ao texto precedente.","Embora haja relação entre os conceitos, racismo difere de preconceito racial e de discriminação racial. O preconceito racial é o juízo que se baseia em estereótipos acerca de indivíduos que pertençam a determinado grupo racializado e que pode ou não resultar em práticas discriminatórias. As ideias de que negros são violentos e inconfiáveis, de que judeus são avarentos ou de que orientais são “naturalmente” preparados para as ciências exatas são exemplos de preconceitos. A discriminação racial, por sua vez, é a atribuição de tratamento diferenciado a membros de grupos racialmente identificados. Portanto, a discriminação tem como requisito fundamental o poder, ou seja, a possibilidade efetiva do uso da força, sem o qual não é possível atribuir vantagens ou desvantagens por conta da raça. Assim, a discriminação pode ser direta ou indireta. A discriminação direta é o repúdio ostensivo a indivíduos ou grupos, motivado pela condição racial, exemplo do que ocorre em países que proíbem a entrada de negros, judeus, muçulmanos, pessoas de origem árabe ou persa, ou ainda em lojas que se recusem a atender clientes de determinada raça. Adilson José Moreira afirma que o conceito de discriminação direta “pressupõe que as pessoas são discriminadas a partir de um único vetor e também que a imposição de um tratamento desvantajoso requer a existência da intenção de discriminar”. Por isso, conclui Moreira, o conceito de discriminação direta é “incompleto” para lidar com a complexidade do fenômeno da discriminação. Já a discriminação indireta é um processo em que a situação específica de grupos minoritários é ignorada — discriminação de fato —, ou sobre ela são impostas regras de “neutralidade racial”, sem que se leve em conta a existência de diferenças sociais significativas — discriminação pelo direito ou discriminação por impacto adverso. A discriminação indireta é “marcada pela ausência de intencionalidade explícita de discriminar pessoas. Isso pode acontecer porque a norma ou prática não leva em consideração ou não pode prever de forma concreta as consequências da norma.”, segundo Moreira. A consequência de práticas de discriminação direta e indireta ao longo do tempo leva à estratificação social, um fenômeno intergeracional em que o percurso de vida de todos os membros de um grupo social — o que inclui as chances de ascensão social, de reconhecimento e de sustento material — é afetado. Considerando as ideias veiculadas no texto apresentado e seus aspectos linguísticos, julgue os seguintes itens.","Por quase dois séculos, apesar da controvérsia provocada pela Revolução Francesa, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão encarnou a promessa de direitos humanos universais. Em 1948, quando as Nações Unidas adotaram a Declaração Universal dos Direitos Humanos, seu artigo 1.º dizia: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”. Em 1789, o artigo 1.º da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão já havia proclamado: “Os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos”. As origens dos documentos não nos dizem necessariamente nada de significativo sobre as suas consequências. Importa realmente que o esboço tosco de Jefferson tenha passado por 86 alterações feitas por ele mesmo, pelo Comitê dos Cinco ou pelo Congresso? A Declaração da Independência dos Estados Unidos da América (EUA) não tinha natureza constitucional. Declarava simplesmente intenções, e passaram-se quinze anos antes que os estados finalmente ratificassem uma Bill of Rights, muito diferente, em 1791. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão afirmava salvaguardar as liberdades individuais, mas não impediu o surgimento de um governo francês que reprimiu os direitos, e futuras constituições francesas — houve muitas delas — formularam declarações diferentes ou passaram sem nenhuma declaração. Ainda mais perturbador é que aqueles que, com tanta confiança, declaravam, no final do século XVIII, que os direitos eram universais vieram a demonstrar que tinham algo muito menos inclusivo em mente. As pessoas não ficaram surpresas por eles considerarem que as crianças, os insanos, os prisioneiros ou os estrangeiros eram incapazes ou indignos de plena participação no processo político, pois pensavam da mesma maneira. Mas eles também excluíam aqueles sem propriedade, os escravos, os negros livres, em alguns casos as minorias religiosas e, sempre e por toda parte, as mulheres. Em anos recentes, essas limitações a “todos os homens” provocaram muitos comentários, e alguns estudiosos até questionaram se as declarações tinham um verdadeiro significado de emancipação. Os fundadores, os que estruturaram e os que redigiram as declarações, têm sido julgados elitistas, racistas e misóginos por sua incapacidade de considerar todos verdadeiramente iguais em direitos. Como é que esses homens, vivendo em sociedades construídas sobre a escravidão, a subordinação e a subserviência aparentemente natural, chegaram a imaginar homens nada parecidos com eles, e, em alguns casos, também mulheres, como iguais? Se pudéssemos compreender como isso veio a acontecer, compreenderíamos melhor o que os direitos humanos significam para nós hoje em dia. A respeito de aspectos linguísticos do texto precedente bem como das ideias nele veiculadas, julgue os próximos itens.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. A noção de igualdade, à luz da hermenêutica negra, deve levar em consideração as particularidades e desigualdades que a categoria raça carrega, porque, sendo o racismo estrutural e estruturante, a ideia de como a raça afeta as vidas daqueles que interpretam a norma e também daqueles que são afetados por ela se distingue entre os grupos sociais. As pessoas não possuem a mesma experiência social, a depender do seu lugar social, razão pela qual podem interpretar o direito exclusivamente a partir de sua lógica interna. Com base na perspectiva da igualdade como princípio e projeto constitucional, a obra propositadamente intitulada Pensando como um negro: ensaio de hermenêutica jurídica fornece substratos para um raciocínio crítico antirracista na interpretação das normas e aplicação nas relações jurídicas, centralizando a questão a ser discutida e decidida a partir da visão do negro como elemento atuante no caso concreto, na condição de agente ou paciente. A hermenêutica negra, assim, preenche lacuna de interpretação, visto a mesma fonte poder ser interpretada pela ótica do dominante e do dominado, competindo ao Poder Judiciário equilibrar a aplicação da norma positivada na busca da concretização de uma solução justa. Julgue os itens subsequentes, em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.","Texto CB1A1 Um projeto de lei que determina critérios mínimos de qualidade para escolas públicas de educação básica foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, em abril deste ano. Conforme estabelece o projeto de lei, o poder público deverá equipar todas as unidades do ensino básico com bibliotecas, laboratórios de ciências e informática, acesso à Internet, quadras poliesportivas cobertas, instalações com condições adequadas de acessibilidade, energia elétrica, abastecimento de água potável, esgoto sanitário e manejo de resíduos sólidos. “As condições listadas não constituem luxo ou privilégio, mas requisitos necessários ao estabelecimento de um padrão mínimo de qualidade nas escolas brasileiras e garantia do exercício digno do direito público subjetivo à educação básica”, justifica o autor da proposta. “O que há no projeto é o mínimo para que uma escola funcione, atendendo os estudantes e os profissionais da educação com dignidade. A ausência de laboratórios, de Internet, de bibliotecas e de uma estrutura física adequada é algo que impacta diretamente na qualidade da educação oferecida aos estudantes, uma vez que a educação não é uma transmissão de conhecimento, mas sim a construção deste”, considera a secretária de assuntos educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Guelda Andrade. “Um ar-condicionado, por exemplo, em algumas regiões do país, não é questão de luxo. É uma condição que faz parte dessa estrutura mínima e digna para que a educação aconteça... A falta disso traz prejuízos drásticos tanto no aprendizado dos estudantes quanto no cotidiano dos profissionais da educação”, reforça Guelda Andrade. Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os itens a seguir.","Quando se fala que o surgimento da escrita não foi apenas a aquisição de mais um modo de expressão, mas também uma revolução, é porque ela mudou toda uma forma de organizar os pensamentos. Na cultura oral, a memória é que determina o conhecimento, portanto só sabemos o que podemos recordar, como pontuou o filósofo e historiador cultural Walter Ong. Dessa forma, o pensamento foi moldado a partir da repetição oral, dos padrões rítmicos ou de alguma forma mnemônica, e de um ritmo mais lento na evolução dos acontecimentos. Quando o suporte sai do corpo da pessoa e vai para a argila, a cerâmica, a pedra, mais tarde para o pergaminho e o papel — suportes que criam a possibilidade de a pessoa retomar a leitura para relembrar ou refletir sobre um acontecimento —, a própria elaboração do pensamento e a transmissão do conhecimento são afetadas. Para além disso, sendo a leitura em suporte escrito uma atividade individualizada, solitária na maioria das vezes, ela modifica a relação de comunicação que se tinha antes na cultura oral, na qual há unidade entre quem fala e quem ouve. O resultado disso teria sido tão impactante que Ong classifica a escrita como uma tecnologia ainda mais extrema que a impressão e os computadores, por exemplo. “A escrita, a impressão e os computadores são todos meios de tecnologizar a palavra. A escrita é, de certo modo, a mais drástica das três tecnologias. Ela iniciou o que a impressão e os computadores apenas continuam, a redução do som dinâmico a um espaço mudo, o afastamento da palavra em relação ao presente vivo, único lugar em que as palavras faladas podem existir. Ao contrário da linguagem natural, oral, a escrita é inteiramente artificial”, escreveu ele. Julgue os itens seguintes, relativos aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto precedente.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Texto CB2A1 Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante, me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um locaute, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que, obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido, conseguirão não sei bem o que do governo. Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E, enquanto tomo café, vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento, ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: — Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo? “Então você não é ninguém?” Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina — e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno. Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque, no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou um artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!” E assobiava pelas escadas. Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto CB2A1, julgue os itens que se seguem.","diretórios, recursos e equipamentos mencionados. São dois pinheiros altos, e atrás deles o mar. Na linha do horizonte, as linhas parecem estar boiando, nessa luz indecisa da manhã de inverno. O homem lança um olhar apressado à paisagem cheia de vento e de sol, e se volta para o interior do apartamento; precisa providenciar as instalações elétricas; um amigo lhe disse uma coisa horrendamente prosaica, a saber: convém trocar o ralo do chuveiro por um desses que se pode fechar, porque assim é evitado o ingresso de baratas. É preciso pensar nisso; e também onde colocar o telefone; e em providenciar o telefone para ser colocado. (...) O colchão não veio? Mas ficaram de mandar trazer no sábado, sem falta. Ali está a cama nua; ali, homem, em breve tu dormirás, amarás, sonharás, morrerás talvez, quem sabe? Assim, dentro do apartamento, só existem problemas; entediado, o homem se volta para a varanda, para o mar. Em alguns minutos, houve um movimento de nuvens e de luz; há manchas verdes, três ou quatro, perto das ilhas que estão mais nítidas; parece que se ergueram um pouco no horizonte. Que planura terrena, que montanha imponente, que paisagem no mundo vale o mar? Não o mar do alto-mar, mas esse mar de costa e ilhas, sempre investindo sobre as pedras e sobre as terras, esse que leva homens e coisas dos homens, que recebe plantas que descem os rios boiando, esse mar humano e vivo, e entretanto batendo aos nossos pés a canção do eterno, chamando para o desconhecido, anunciando ao nosso mundo que este mundo não tem fim. Chega o porteiro, diz algumas coisas sobre calafates e ladrilhos, água e contrato. O homem desce lentamente, vai andando, encontra um amigo na esquina, o amigo pergunta se é verdade que ele agora vai morar ali no bairro, em que apartamento. Ele responde qualquer coisa, diz que é um apartamento pequeno, que ainda está arrumando, que não tem habite-se, mas dentro dele, consigo mesmo, ele pensa apenas: são dois pinheiros grandes e, atrás deles, o mar. considere que todos os programas mencionados estão em Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens seguintes.","Um balanço feito pelo Instituto Sou da Paz e pelo INSPER mostrou que, em 2021, o Distrito Federal registrou a menor taxa de homicídios dos últimos 45 anos, mesmo com o aumento da população. Em Alagoas, os indicadores do mesmo crime caíram 14,8%. De acordo com o Segundo Balanço das Políticas de Gestão para Resultados na Segurança Pública, em São Paulo reduziu-se em 49% o roubo de veículos entre 2014 e 2021. O documento evidencia iniciativas estaduais que representam boas práticas na área de segurança pública. Segundo a diretora executiva do Instituto Sou da Paz, a pesquisa encontrou 11 estados com programas de gestão de resultado. O destaque é o Espírito Santo, que tem uma ação mais longeva e consegue manter um programa central que envolve as polícias com resultados importantes na redução dos homicídios. “São programas que, embora não sejam uma panaceia, conseguem contribuir muito para a integração das polícias, dão uma ferramenta para o secretário de segurança coordenar, dão uma visão de longo prazo para a segurança pública nos estados, o que não é algo trivial”, disse a diretora. “O estabelecimento de diretrizes baseadas em evidências é essencial para a promoção de melhorias na segurança pública dos estados brasileiros”, afirmou um professor do Centro de Gestão e Políticas Públicas do INSPER. Ele acrescentou que o balanço apresentado pelo instituto e pelo Sou da Paz buscou analisar o que funciona para a área, quais estados alcançaram sucesso nos últimos anos e como os gestores podem orientar propostas para conseguir os melhores resultados possíveis. Em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens a seguir.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Dinheiro traz felicidade? Engana-se quem pensa que esta é só uma pergunta filosófica de boteco. Muito pelo contrário: quem se debruça para valer sobre a questão são vencedores do Nobel de Economia, o psicólogo israelense Daniel Kahneman e o economista americano Argus Deaton. Kahneman é considerado um dos fundadores da economia comportamental, uma área que se apoia na psicologia para entender quais fatores afetam as decisões financeiras de alguém. Foi por integrar conhecimentos da psicologia à economia que ele recebeu o prêmio da Academia Real de Ciências da Suécia, em 2002. Oito anos depois, Kahneman se juntou a Argus — que receberia o Nobel de Economia em 2015 por seus trabalhos sobre consumo, pobreza e bem-estar social — para tentar responder à grande questão. Eles publicaram um estudo que correlaciona o nível de renda de mil americanos com seu grau de satisfação pessoal e bem-estar emocional, segundo respostas fornecidas em um questionário entre 2008 e 2009. Eles chegaram à seguinte conclusão: quanto mais dinheiro alguém ganha, mais feliz e satisfeita essa pessoa se sente. Só que essa correlação não é tão evidente na faixa de pessoas que ganham entre 60 e 90 mil dólares por ano (entre R$ 5 e 7,5 mil mensais). E, entre aqueles que recebiam valores maiores que estes, mais dinheiro já não significava mais felicidade. O estudo foi amplamente divulgado na época. Mas ele também foi rebatido por Matthew Killingsworth, um pesquisador da Universidade da Pensilvânia que coleta dados sobre felicidade. Ele publicou uma pesquisa, em 2021, sugerindo que a felicidade média aumenta consistentemente com a renda. E então, qual seria a conclusão correta? Para resolver o impasse, Kahneman juntou-se a Killingsworth e Barbara Mellers, também da Universidade da Pensilvânia. Os pesquisadores reanalisaram os dados coletados nos Estados Unidos da América em 2010 e 2021 para entender onde cada estudo deixou a desejar. E assim chegaram a uma conclusão mais sutil: de que pessoas felizes se sentem ainda melhores conforme ganham mais dinheiro; por outro lado, entre pessoas infelizes, o bem-estar para de aumentar quando certo nível de renda é alcançado. No que se refere às características discursivas e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, bem como às ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir.","Preconceito e discriminação são termos próximos. Por vezes, juridicamente, parecem até a mesma coisa, como se depreende do texto da Lei n.º 7.716, de 5 de janeiro de 1989, complementada pela Lei n.º 9.459, de 15 de maio de 1997: “Serão punidos, na forma desta lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Mesmo assim, o preconceito pode ser definido como uma ideia de distinção, exclusão ou preferência baseada em raça, sexo, religião, origem social ou geográfica etc.; já a discriminação diz respeito à ação decorrente do preconceito. O preconceito é uma opinião; a discriminação, um comportamento real e efetivo. Sendo um pensamento, o preconceito, a rigor, não é crime. Quando se torna uma ação concreta ou uma afirmação pública, passa a ser discriminação e, a partir daí, é alvo da lei. O preconceito é considerado por nós a matriz que origina o ato discriminatório. Sem preconceito, não existiria discriminação. Ausente de sua expressão concreta discriminatória, o preconceito seria apenas uma fantasmagoria psíquica. Em referência às ideias veiculadas no texto apresentado e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens seguintes.","Texto CG2A1 Foi em 1975 que a Organização das Nações Unidas (ONU) começou a celebrar o dia 8 de março como o Dia Internacional das Mulheres, na busca por evidenciar a discussão sobre a importância da igualdade de gênero, do combate à violência e da garantia dos direitos de meninas e mulheres. Mas a celebração tem suas origens no começo do século XX, em manifestações ligadas aos direitos das mulheres trabalhadoras. A data passou a ser definitivamente estabelecida a partir do dia 8 de março de 1917, com a realização de uma manifestação de operárias por pão e paz, na atual cidade de São Petersburgo, na Rússia. Nove anos antes, em 8 de março de 1908, já havia ocorrido um encontro massivo em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América (EUA), em defesa do sufrágio universal, com a presença de um comitê feminino local para apoiar o voto das mulheres. No Brasil, as mulheres só passaram a exercer o direito ao voto em 1932. As casadas, porém, só o puderam fazer em 1934, e até 1962 elas só podiam trabalhar fora se o marido anuísse. Atualmente, a presença das mulheres na educação brasileira é forte. Hoje, as meninas apresentam, inclusive, maior sucesso na trajetória escolar. Entre a população adulta com mais de 25 anos de idade, 49,5% das mulheres e 45% dos homens concluíram o ensino médio, de acordo com dados da PNAD Contínua 2018. No ensino superior, elas compõem 55% das matrículas de graduação. Na docência, esse fato se repete: elas também são maioria. Ainda assim, nem tudo é um mar de rosas. Conforme as mulheres vão progredindo na carreira acadêmica, por exemplo, esse cenário muda. No Brasil, apenas um em cada quatro pesquisadores seniores são mulheres. A maternidade e a desigualdade na divisão das tarefas domésticas são alguns dos fatores que dificultam o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal das mulheres — mas não dos homens. Julgue os itens que se seguem, com base nas ideias veiculadas no texto CG2A1.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CG2A1.","O setor público enfrenta o desafio particular de oferecer serviços públicos cada vez melhores a uma população gradualmente mais bem informada, mais consciente de seus direitos e com expectativas crescentes quanto ao papel do Estado. Devido aos recursos limitados, desenvolver serviços públicos inovadores tem sido visto crescentemente como fator fundamental para sustentar um alto nível de serviços para cidadãos e negócios, bem como para enfrentar desafios sociais e aprimorar o bem-estar social da população. Diante desse cenário, o discurso científico sobre inovação em compras públicas ganhou maior atenção nas últimas décadas. A União Europeia reconheceu as compras públicas como instrumento de inovação e de provimento de mercados pioneiros para novos produtos, definindo-as como compras de bens e serviços que ainda não existem, que precisam ser aperfeiçoados ou que requerem pesquisa e inovação para atender às necessidades especificadas pelos usuários. As compras públicas representam grande parte da execução da despesa pública. Entre países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a média de gastos públicos representa 12% do GDP (equivalente ao PIB) por ano. No Brasil, anualmente o governo federal gasta, em média, 5% do PIB em compras apenas de bens e serviços. Quando se incluem nos cálculos as despesas efetuadas por estados, municípios e estatais, o percentual chega próximo a 15% do PIB, ou R$ 900 bilhões. Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1-I Investir em educação na primeira infância representa, além de vantagens para o desenvolvimento individual, retorno social e econômico. O economista norte-americano James Heckman, um dos ganhadores do prêmio Nobel na área econômica no ano 2000, conduziu pesquisa que acompanhou, ao longo do tempo, várias crianças com e sem acesso a ensino de qualidade. O objetivo era conferir os impactos da educação no curto, no médio e no longo prazo. “Os resultados desse trabalho mostram que cada dólar investido traz um retorno social de sete dólares”, aponta Karina Fasson, da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, organização da sociedade civil que trabalha pela causa da primeira infância. Ela afirma que “as ações educativas voltadas para o começo da vida têm o poder de minimizar a carga que as demais políticas públicas carregam”. Isso quer dizer que investir em educação na primeira infância é uma estratégia eficaz para reduzir os custos sociais no futuro. Segundo Fasson, quando se pensa em políticas públicas, o retorno é mais significativo na fase pré-escolar que em qualquer outra etapa da vida. “No longo prazo, quem é mais estimulado tem maior aprendizado e maior progressão escolar, e isso tem reflexos na inserção no mercado de trabalho e nos salários, além de favorecer menor envolvimento em situações de vulnerabilidade, como a criminalidade e o uso de drogas, e tem consequências também na saúde das pessoas”, ressalta. Tudo isso, a especialista afirma, não só tem efeito na trajetória educacional, mas também repercute ao longo da vida do indivíduo e impacta a sociedade como um todo. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nA respeito do vocabulário e da estrutura linguística do texto CG1A1-I, julgue os itens que se seguem.","A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB4A1, julgue os itens seguintes.","Quando falamos em direito, estamos falando inicialmente de um enorme conjunto de regras obrigatórias, o chamado direito positivo. Mas o vocábulo direito é usado também para os estudos, o curso de direito, a assim chamada “ciência do direito”. Numa terceira acepção, a palavra designa os direitos de cada um de nós, chamados de direitos subjetivos, pois somos os sujeitos, os titulares, desses direitos. Ninguém ignora que paira sobre nossas cabeças uma gigantesca teia de normas, que atinge praticamente todas as nossas atividades. Muitos pensadores têm destacado que o direito atual parece ter invadido tudo: há direito em toda parte, para todos, para tudo. A contrapartida é que, assim como temos de seguir as normas, os outros também têm de obedecer a elas e, desse modo, respeitar os direitos de cada um de nós, os ditos direitos subjetivos. Vivemos num tempo em que as questões legais se tornaram corriqueiras. Apesar dessa popularização, ainda existe uma enorme dificuldade de acesso às coisas do direito. Ao mesmo tempo, os mecanismos da justiça são cada vez mais acionados, até para resolver quem fica com o cachorro depois da separação, ou se o condomínio pode impedir seus moradores de ter animais. A sobrecarga dos tribunais, e sua lentidão, é parcialmente consequência desse excesso de litigiosidade e da incapacidade das pessoas de resolver com bom senso, compreensão e respeito as questões de convivência em sociedade. Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","O precursor do que viria a ser um jornal foi o romano Acta Diurna, (Atos Diários), lançado em 59 a.C. Mas não se parecia com a publicação que você encontra na banca: era esculpido em pedra ou metal, conforme a época, e ficava exposto em locais públicos, como o Fórum de Roma. Todos os dias havia uma edição nova, que apresentava desde avisos oficiais do império, como decretos do imperador, decisões do Senado e de magistrados, até eventos da sociedade: nascimentos, casamentos e óbitos de cidadãos notáveis. Criado por ordem de Júlio César (100 a.C. – 44 a.C.), ele era guardado para fins de pesquisa e também tinha cópias enviadas para partes distantes do Império Romano, de modo que governadores ficassem a par de novas leis. Foi o Acta Diurna que introduziu a expressão latina publicare et propagare, que significa “tornar público e propagar”. Julgue os próximos itens, que dizem respeito às ideias do texto precedente e à sua estrutura linguística.","Texto CG2A1 O desenvolvimento da educação sanitária, a partir dos Estados Unidos da América, esteve associado à saúde pública, tendo sido instrumento das ações de prevenção das doenças, e caracterizou-se pela transmissão de conhecimento. No entanto, mesmo que realizada de forma massiva, como no caso das campanhas sanitárias no Brasil, a perspectiva não contemplava a dimensão histórico-social do processo saúde-doença. Com o movimento pela reforma sanitária no Brasil, as críticas mais contundentes relacionavam-se ao fato de que o social não era considerado na prática da saúde pública, senão em perspectiva restrita, de modo que a educação passou a ser uma atividade paralela, cuja finalidade seria a de auxiliar a efetivação dos objetivos eminentemente técnicos dos programas de saúde pública. Entretanto, em uma perspectiva crítica, a educação parte da análise das realidades sociais, buscando revelar as suas características e as relações que as condicionam e as determinam. Essa perspectiva pode ater-se à explicação das finalidades reprodutivistas dos processos educativos ou trabalhar no âmbito de suas contradições, buscando transformar essas finalidades, estabelecendo como meta a construção de sujeitos e de projetos societários transformadores. Da mesma forma, no campo da saúde, a compreensão do processo saúde-doença como expressão das condições objetivas de vida, isto é, como resultante das condições de habitação, alimentação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços de saúde, descortina a saúde e a doença como produções sociais, passíveis de ação e transformação, e aponta também para um plano coletivo, e não somente individual, de intervenção. Essa maneira de conceber a saúde tem sido caracterizada como um conceito ampliado, pois não reduz a saúde à ausência de doença, promovendo a ideia de que uma situação de vida saudável não se resolve somente com a garantia do acesso aos serviços de saúde, mas depende, sobretudo, da garantia de condições de vida dignas que, em conjunto, podem proporcionar a situação de saúde. Nesse sentido, são indissociáveis o conceito de saúde e a noção de direito social. FimDoTexto A partir das ideias suscitadas pelo texto CG2A1, julgue os itens seguintes.\n\n\n\nA respeito das estruturas linguísticas do texto CG2A1, julgue os próximos itens.","Um cientista empenhado em pesquisa — no campo da física, por exemplo — pode atacar diretamente o problema que enfrenta. Pode penetrar, de imediato, no cerne da questão, isto é, no cerne de uma estrutura organizada. Com efeito, conta sempre com a existência de uma estrutura de doutrinas científicas já existentes e com uma situação-problema que é reconhecida como problema nessa estrutura. Essa é a razão por que pode entregar a outros a tarefa de adequar ao quadro geral do conhecimento científico a sua contribuição. O filósofo vê-se em posição diversa. Ele não se coloca diante de uma estrutura organizada, mas, antes, em face de algo que semelha um amontoado de ruínas (embora, talvez, haja tesouros ocultos). Não lhe é dado apoiar-se no fato de existir uma situação-problema, geralmente reconhecida como tal, pois não existir algo semelhante é possivelmente o fato geralmente reconhecido. Com efeito, tornou-se agora questão frequente, nos círculos filosóficos, saber se a filosofia chegará a colocar um problema genuíno. Apesar de tudo, há quem acredite que a filosofia possa colocar problemas genuínos acerca das coisas e quem, portanto, ainda tenha a esperança de ver esses problemas discutidos, e afastados aqueles monólogos desalentadores que hoje passam por discussão filosófica. Se, por acaso, se julgam incapazes de aceitar qualquer das orientações existentes, tudo o que lhes resta fazer é começar de novo, desde o princípio. Em relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens subsequentes.","Texto CB1A1 Um projeto de lei que determina critérios mínimos de qualidade para escolas públicas de educação básica foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, em abril deste ano. Conforme estabelece o projeto de lei, o poder público deverá equipar todas as unidades do ensino básico com bibliotecas, laboratórios de ciências e informática, acesso à Internet, quadras poliesportivas cobertas, instalações com condições adequadas de acessibilidade, energia elétrica, abastecimento de água potável, esgoto sanitário e manejo de resíduos sólidos. “As condições listadas não constituem luxo ou privilégio, mas requisitos necessários ao estabelecimento de um padrão mínimo de qualidade nas escolas brasileiras e garantia do exercício digno do direito público subjetivo à educação básica”, justifica o autor da proposta. “O que há no projeto é o mínimo para que uma escola funcione, atendendo os estudantes e os profissionais da educação com dignidade. A ausência de laboratórios, de Internet, de bibliotecas e de uma estrutura física adequada é algo que impacta diretamente na qualidade da educação oferecida aos estudantes, uma vez que a educação não é uma transmissão de conhecimento, mas sim a construção deste”, considera a secretária de assuntos educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Guelda Andrade. “Um ar-condicionado, por exemplo, em algumas regiões do país, não é questão de luxo. É uma condição que faz parte dessa estrutura mínima e digna para que a educação aconteça... A falta disso traz prejuízos drásticos tanto no aprendizado dos estudantes quanto no cotidiano dos profissionais da educação”, reforça Guelda Andrade. Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os próximos itens, a respeito dos sentidos e aspectos linguísticos do texto CB1A1.","considere que todos os programas mencionados estão em O senso comum é acumulado ao longo da vida de cada um de nós e acaba sendo transmitido de geração em geração. É um tipo de conhecimento não científico, formado pelas nossas impressões subjetivas sobre o mundo, fruto das nossas experiências pessoais. Embora esse seja um tipo de conhecimento popular e prático que nos orienta no dia a dia, por não ser testado, verificado ou analisado por uma metodologia científica, permanece um alto grau de incerteza sobre a sua validade, ou seja, é um conhecimento tradicionalmente bem aceito, que pode ou não estar correto ou em consonância com a realidade. Trata-se, contudo, apenas de um mito, assim como muitos outros ensinados e perpetuados pela força da tradição e da crença, tal qual afirma Tolstói em sua obra Uma confissão: “Sei que a maior parte dos homens raramente são capazes de aceitar as verdades mais simples e óbvias se essas os obrigarem a admitir a falsidade das conclusões que eles, orgulhosamente, ensinaram aos outros, e que teceram, fio por fio, trançando-as no tecido da própria vida.”. É claro que a maioria das pessoas reconhece também que a ciência é importante e necessária, mas, ainda assim, temos dificuldade em abrir mão das nossas crenças e do nosso senso comum, mesmo quando necessário. Tendemos a nos manter fiéis àquilo que “testemunhamos com nossos próprios olhos”. Confiar nos “nossos olhos” — na nossa percepção pessoal — é um processo natural e compreensível, uma vez que essa é a ferramenta com que somos equipados “de fábrica” e que nos ajudou a sobreviver até aqui ao longo da nossa evolução. Julgue os itens subsequentes, referentes às características textuais e aos aspectos linguísticos do texto precedente, bem como às ideias nele veiculadas.","Barcelona está experimentando o sentido de construir um plano de cidade interconectada liderada por seus residentes e, com isso, pensando pilotos de economia compartilhada, com o objetivo de aproveitar ao máximo os dados locais — algo inovador por estar na contramão do que as cidades inteligentes fizeram ao longo dos últimos anos. O geógrafo Christopher Gaffney, da Universidade de Zurich, aponta como falha a estratégia carioca. Segundo o especialista, embora o uso desses sistemas no Brasil seja significativo, as tecnologias das cidades inteligentes não estão sendo utilizadas para resolver problemas de desigualdade ou de governança sistêmica. A análise feita pelo geógrafo identifica que o Rio focou muito em projetos de curto prazo e em uma coleta de dados que não é feita de forma sistemática, com a visão de alimentar o planejamento urbano de longo prazo. Para Daniel Locktoroff, empresário e ex-vice-prefeito de planejamento urbano de Nova Iorque, uma das principais barreiras para a transformação profunda e rápida dos centros urbanos é a falta de diálogo entre aqueles que vivem nas cidades de hoje e os que constroem as tecnologias do amanhã. A chief technology officer de Barcelona, Francesca Bria, afirma que as cidades inteligentes foram implementadas a partir de uma lógica centrada na tecnologia e não no cidadão. Estratégias assim fazem com que as cidades tomem como ponto de partida a infraestrutura e, só depois disso, pensem nos reais problemas que queriam solucionar. Segundo ela, há o risco de terminarmos em uma caixa-preta, em que as cidades perdem o controle sobre seus dados e, por conseguinte, sobre o potencial que esses dados têm na hora de fornecer insumos para a gestão. Considerando aspectos linguísticos do texto apresentado e as ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1 Em Tratado de medicina legal, Agostinho José de Souza Lima define a perícia médica como toda sindicância promovida por autoridade policial ou judiciária acompanhada de exame e cujos peritos, dada a natureza do exame, são ou devem ser médicos. Disso decorre que o perito médico é a pessoa entendida e experimentada em temas de medicina que, designada pela autoridade competente, deverá esclarecer um fato de natureza médica mais ou menos duradouro. A perícia médico-legal surgiu da necessidade de solução para casos concretos. A princípio, havia apenas alguns vestígios de perícia médica nas legislações primitivas; depois, os indícios da prática ficaram mais evidentes, principalmente na Idade Média, até a atividade definir-se e concretizar-se na Renascença, com a sua instituição oficial no Código Carolino, em 1532. A perícia médico-legal já era tarefa do Estado desde o tempo dos egípcios, conforme consta dos papiros da época. Embora a medicina egípcia estivesse impregnada de magia e divindade, e empregasse, na cura das doenças, os encantamentos, os amuletos e o exorcismo, alguns historiadores veem indícios de perícia no Antigo Egito. Os sacerdotes médicos verificavam, por exemplo, se a morte fora violenta ou natural; a prática do embalsamento exigia a mesma verificação. As leis de Menés, o mais antigo faraó da história, mandavam adiar o castigo das mulheres grávidas, excluindo-as das penas aflitivas, o que implicava a intervenção do perito para o diagnóstico da gravidez. O Código de Hamurabi, uma compilação de leis sumerianas, previa penas severas para os casos de erro médico, o que subtendia a prova do erro. A legislação hebraica, superior às precedentes — porque exigia duas testemunhas para a condenação do suspeito, a responsabilidade das testemunhas e do juiz, a garantia dos tribunais, a publicidade dos debates, a igualdade perante a lei e a ausência de meios de tortura —, mostrava o sentimento de justiça unido à rigidez do dogma religioso. Segundo essa legislação, os conhecimentos médicos deveriam ser aplicados pelo sacerdote, que também exercia a função de médico. Julgue os itens que se seguem, com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1.\n\n\n\nA respeito da estrutura linguística e do vocabulário empregados no texto CG1A1, julgue os próximos itens.","O híbrido tem por finalidade nomear algo ou alguém cuja formação é múltipla, derivada de fontes heterogêneas. Tal termo passa a ser empregado nos estudos da cultura a partir dos deslocamentos e das migrações acentuadas do século XX. Na literatura, com mais propriedade nos estudos pós-coloniais, é abordado por Homi Bhabha, que, por sua vez, o trouxe da concepção de Bakhtin de “hibridismo linguístico”. O híbrido constitui a identidade do duplo, dinâmica, flexível, plurivocal e multimodal em contraposição à concepção hierárquica da identidade pura, única, autêntica, univocal, monolítica e uniforme que, além de infecunda, é anticomunitária. Como termo amplamente usado por vários críticos e estudiosos, gera polêmica e controvérsias, atingindo patamares de significação positiva ou negativa de acordo com a nuança que lhe seja empregada. Stelamaris Coser afirma que, ao se reverter “o movimento do centro para a periferia que caracterizou a era colonial e fez das colônias ‘o local dos sincretismos e hibridismos’, os grandes ‘centros globais’ são agora internacionalizados e hibridizados neste novo momento histórico pós-(neo)colonial”. Nesse caso, não se trata de enaltecer ideologicamente os encontros culturais, tampouco de anular os conflitos e choques que resultam das diferenças, mas, acima de tudo, de perceber o hibridismo que forma a realidade interamericana e a força criativa que dele resulta. Ainda segundo Coser, “uma inevitável transformação cultural é resultante da entrada, circulação e crescente poder dessa multiplicidade de vozes, visões e estilos que renovam e modificam a face da nação”. Igualmente, para Stuart Hall, a ocorrência do hibridismo (cultural, linguístico e literário) permite que o “novo” entre no mundo inscrito pelas forças hegemônicas e as modifique, passando a ser uma condição necessária à modernidade das comunidades construídas entre os impasses de perdas e ganhos sócio-históricos. Em relação às ideias e propriedades linguísticas do texto precedente, julgue os itens seguintes.","Texto CB1A2 A expressão racismo ambiental foi criada na década de 80 do século passado pelo Dr. Benjamin Franklin Chavis Jr., em meio a protestos contra o depósito de resíduos tóxicos no condado de Warren, no estado da Carolina do Norte (EUA), onde a maioria da população era negra. De acordo com a pensadora negra brasileira Tania Pacheco, o racismo ambiental é constituído por injustiças sociais e ambientais que recaem de forma implacável sobre etnias e populações mais vulneráveis. Não se configura apenas por meio de ações que tenham uma intenção racista, mas, igualmente, por meio de ações que tenham impacto “racial”, não obstante a intenção que lhes tenha dado origem. No Brasil, nas cidades e nos centros urbanos, o racismo ambiental tem um impacto significativo na população que vive em favelas e periferias, onde historicamente a maioria da população é negra. A falta de acesso a serviços básicos, como água potável e saneamento, de estrutura urbana e de condições de moradia digna afeta a saúde e a qualidade de vida dos moradores e agrava ainda mais os impactos das mudanças climáticas, ocasionando enchentes e deslizamentos. Algumas medidas que podem ser tomadas para diminuir o racismo ambiental incluem a criação de políticas públicas que levem em conta as desigualdades sociais e econômicas, a garantia do direito à participação das comunidades afetadas na tomada de decisão, a promoção da educação ambiental e a valorização do conhecimento tradicional das comunidades. Em relação às ideias veiculadas no texto CB1A2, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CB1A2, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-II A palavra ficção nos remete a histórias inventadas (total ou parcialmente). Pode ser uma fantasia, que envolva monstros, heróis ou fantasmas, pode ser uma ficção científica, que envolva tecnologias que vão muito além daquelas que existem hoje, e também pode ser um romance comum, totalmente realista, mas com enredo, personagens ou ambientes inventados. Dessa forma, uma matéria jornalística jamais poderia ser considerada ficcional, já que um dos pilares do jornalismo é a busca pela verdade e a publicização das informações com precisão e veracidade. Um jornal que noticiasse ficções estaria ferindo um de seus princípios mais fundamentais. Apesar de essa definição de ficção ser bem popular, os críticos e teóricos de cinema franceses Jacques Aumont e Michel Marie afirmam que a ficção é uma forma de discurso que faz referência a personagens ou a ações que só existem na imaginação daquele que a escreve ou lê. Segundo eles, a ficção não é uma mentira, mas um simulacro da realidade, uma das possíveis maneiras de se representar o real. Assim, podemos dizer que todo relato é uma tentativa de representar a realidade por meio de palavras. Um relato de um acontecimento não é o próprio acontecimento em si. Os fatos ficam no passado, depois que acontecem. Qualquer tentativa de retomá-los no presente, por meio de uma história, será uma representação, será uma construção da mente de uma pessoa. Logo, será uma ficção. Julgue os itens a seguir com base nas ideias apresentadas no texto CB1A1-II.\n\n\n\nA respeito dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1-I Dizer que o petróleo é um elemento de influência nas relações geopolíticas contemporâneas é repetir o óbvio. Desde que ele se tornou a matriz energética básica da sociedade industrial e o elemento fundamental para o funcionamento da economia moderna, ter ou controlar as fontes de petróleo e as rotas por onde ele é transportado representa questão de vida ou morte para as sociedades contemporâneas. Quando pensamos na geopolítica do petróleo neste início do século XXI, o primeiro fato que nos vem à mente são os conflitos do Oriente Médio, como a guerra Irã-Iraque e a guerra do Golfo em 1990-1991. Reduzir esses conflitos ao elemento “petróleo” seria um erro, pois questões outras estavam e estão envolvidas. Contudo, não se deve esquecer que aí estão as maiores reservas petrolíferas do mundo. No entanto, se examinarmos com alguma atenção as notícias do dia a dia, veremos como o problema do petróleo dentro da geopolítica contemporânea não é algo que afeta apenas os países do Oriente Médio. A busca pelo “ouro negro” está tendo impacto em outras regiões do mundo. Em nível menor, países como o Brasil têm enfrentado os mesmos problemas das maiores potências no que se refere a suprir suas necessidades energéticas, e isso tende apenas a piorar. Aqui cabe uma reflexão sobre os efeitos geopolíticos da futura mudança da matriz energética global. Mesmo sendo algo pouco provável em curto e médio prazo, o próprio esgotamento do petróleo vai obrigar a economia global a convocar outras fontes de energia, como a nuclear ou as células de hidrogênio. As alterações na sociedade global que tal mudança provocará serão, evidentemente, imensas, mas ninguém parece ainda ter refletido a contento sobre seus impactos geopolíticos. Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.","Texto CB3A1-I A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que institui a Política Nacional de Linguagem Simples nos órgãos e nas entidades da administração pública direta e indireta. Os objetivos da política incluem possibilitar que as pessoas consigam encontrar, entender e usar facilmente as informações publicadas por órgãos e entidades, reduzir os custos administrativos e o tempo gasto com atividades de atendimento ao cidadão, e facilitar a participação e o controle da gestão pública pela população. O texto aprovado é substitutivo ao Projeto de Lei n.º 6.256/2019. A proposta conceitua linguagem simples como o conjunto de técnicas para transmitir informações de maneira clara e objetiva, como redigir as frases em ordem direta, preferencialmente em voz ativa, usar frases curtas, evitar redundâncias e palavras desnecessárias e estrangeiras, entre outras. Essas técnicas deverão ser observadas na redação de textos destinados ao cidadão. “Em nosso substitutivo, sugerimos mudanças no texto original para que constassem todas as técnicas, e não apenas algumas, referentes à redação em linguagem simples”, explicou o relator. “Também deixamos clara a intenção de que a linguagem simples seja adotada especificamente nas comunicações para o cidadão, por intermédio de sites, jornais impressos, aplicativos e publicidade, não atingindo, portanto, todos os atos da administração pública, como pretendia o projeto original”, completou. Em relação ao texto CB3A1-I e seus sentidos, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1-I A PETROBRAS demonstra compromisso com a sustentabilidade por meio do desenvolvimento de estratégias para acelerar a descarbonização e atuar sempre de forma ética e transparente, com operações seguras, respeito às pessoas e ao meio ambiente e com foco na geração de valor. Seis dos dez compromissos de sustentabilidade estabelecidos pela empresa estão associados a carbono. Os outros quatro compromissos referem-se a segurança hídrica, conservação da biodiversidade, gestão de resíduos e responsabilidade social, e esse último inclui investimentos em projetos socioambientais, programas em direitos humanos, relacionamento comunitário e contribuição para a solução de problemas sociais e ambientais, envolvendo oportunidades de atuação junto aos públicos de interesse e clientes de produtos da PETROBRAS. No que diz respeito aos desafios da transição energética, a PETROBRAS contribui para a mitigação da mudança climática por meio do investimento de recursos e tecnologias na produção de petróleo de baixo carbono no Brasil, gerando energia, divisas e riquezas relevantes para o financiamento de uma transição energética responsável, bem como para a capacidade de ofertar gás e energia despachável para viabilizar a elevada participação de energias renováveis na matriz elétrica brasileira. Além disso, investe em novas possibilidades de produtos e negócios de menor intensidade de carbono, promove pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias e soluções de baixo carbono e investe em projetos socioambientais para a recuperação e conservação de florestas. Julgue os seguintes itens, relativos às ideias do texto CB1A1-I e à sua tipologia.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens subsequentes.","Julgue os itens a seguir, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","Texto CG1A1-I O Estado moderno exerce um papel importante na moldagem da distribuição de renda e do bem-estar entre seus cidadãos, moderando as desigualdades geradas pela economia de mercado. Ele busca esses objetivos por intermédio de várias políticas públicas, como o estabelecimento do arcabouço legal do ambiente de negócios, a regulação da concorrência econômica, a provisão de bens e serviços públicos, a promoção de transferências monetárias às famílias de baixa renda e a arrecadação dos tributos necessários a seu financiamento. Entre as principais funções do Estado, sob a ótica das finanças públicas, está a função redistributiva. Essa função está basicamente associada a ajustamentos no perfil da distribuição de renda, uma vez que as alocações de mercado podem levar a uma situação de desigualdade não apoiada pelos anseios gerais da população. Nesse caso, o equilíbrio de mercado pode passar a gerar conflitos e a interferir no funcionamento da própria sociedade. Um importante instrumento à disposição do Estado para exercer sua função distributiva é, naturalmente, o sistema tributário. Por meio dele, o governo pode ajustar a renda dos cidadãos, taxando mais algumas rendas e menos outras, de forma a atingir uma distribuição final mais equitativa. Um sistema tributário progressivo é aquele no qual os impostos aumentam mais que proporcionalmente com o aumento da renda dos contribuintes. O sistema regressivo ocorre quando o pagamento dos impostos aumenta menos que proporcionalmente com a renda dos contribuintes e proporcional (ou neutro) quando os impostos aumentam proporcionalmente com a renda. O sistema de impostos progressivo tende a reduzir a desigualdade de renda entre os cidadãos. No contexto do sistema tributário de qualquer país, o tributo que melhor possibilita a aplicação do princípio da progressividade é o imposto de renda da pessoa física (IRPF). O IRPF brasileiro apresenta elevada progressividade em termos de desvio da proporcionalidade e moderada capacidade redistributiva, em função da baixa representatividade da arrecadação frente à renda bruta total do país. A progressividade do tributo brasileiro advém essencialmente da estrutura de alíquotas, sendo que a estrutura das deduções do rendimento bruto é proporcional e, portanto, neutra em termos de progressividade. Considerando os sentidos do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-I À medida que o homem cria, recria e decide, vão se formando as épocas históricas. E é também criando, recriando e decidindo como deve participar nessas épocas. É por isso que obtém melhor resultado toda vez que, integrando-se no espírito delas, se apropria de seus temas e reconhece suas tarefas concretas. Ponha-se ênfase, desde já, na necessidade permanente de uma atitude crítica, a única com a qual o homem poderá apreender os temas e tarefas de sua época para ir se integrando nela. Uma época, por outro lado, realiza-se na proporção em que seus temas forem captados e suas tarefas, resolvidas. E se supera na medida em que os temas e as tarefas não correspondem a novas ansiedades emergentes. Uma época da história apresentará uma série de aspirações, de desejos, de valores, em busca de sua realização. Formas de ser, de comportar-se, atitudes mais ou menos generalizadas, das quais somente os visionários que se antecipam têm dúvidas e frente às quais sugerem novas fórmulas. A passagem de uma época para outra caracteriza-se por fortes contradições que se aprofundam, dia a dia, entre valores emergentes em busca de afirmações, de realizações, e valores do ontem em busca de preservação. Quando isso ocorre, verifica-se o que chamamos transição. Observa-se um aspecto fortemente dramático que vai atingir as mudanças de que se nutre a sociedade. Porque é dramático, é fortemente desafiador. E a transição se torna então um tempo de opções. Nutrindo-se de mudanças, a transição é mais que as mudanças. Implica realmente a marcha que faz a sociedade na procura de novos temas, de novas tarefas ou, mais precisamente, de sua objetivação. As mudanças se produzem numa mesma unidade de tempo, sem afetá-la profundamente. É que se verificam dentro do jogo normal, resultante da própria busca de plenitude que fazem estes temas. Quando, por fim, estes temas começam a esvaziar e a perder sua significação, emergindo novos temas, a sociedade começa a passar para outra época. Nestas fases, mais do que nunca, se faz indispensável a integração. Mais do que nunca se faz indispensável o desenvolvimento de uma mente crítica, com a qual o homem possa se defender dos perigos dos irracionalismos, encaminhamentos distorcidos da emoção, característica dessas fases de transição. Com relação às ideias e à tipologia do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CG2A1-I Até você terminar de ler este parágrafo, mais um acidente de trabalho será notificado no Brasil. Em menos de quatro horas, mais uma pessoa morrerá em decorrência de um desses acidentes. Segundo dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab), que consideram apenas registros envolvendo pessoas com carteira assinada, os acidentes e as mortes, no Brasil, cresceram nos últimos dois anos. Em 2020, foram 446.881 acidentes de trabalho notificados; em 2021, o número subiu 37%, alcançando 612.920 notificações. Em 2020, 1.866 pessoas morreram nessas ocorrências; no ano passado, foram 2.538 mortes, um aumento de 36%. Na avaliação do ministro Alberto Balazeiro, as situações de precarização do trabalho tendem a gerar mais acidentes, e estudos mostram que trabalhadores terceirizados estão mais suscetíveis a condições de risco e à falta de políticas adequadas de prevenção. “Além disso, situações de crise levam empregadores a, inadvertidamente, esquecer ou não investir em medidas de proteção coletiva e eliminação de riscos”, assinala. Por ano, os acidentes de trabalho representam perdas financeiras na média de R$ 13 bilhões. O montante considera valores pagos pelo INSS em benefícios de natureza acidentária. Além disso, mais de 46 mil dias de trabalho são perdidos, contabilizando-se todos aqueles em que as pessoas não trabalharam em razão de afastamentos previdenciários acidentários. Em relação às ideias do texto CG2A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CG2A1-I, julgue os próximos itens.","Há muitas especulações sobre qual meio de transporte teria sido “inventado” primeiro, desde o início da evolução humana, antes mesmo do surgimento da escrita. Referentemente a esse período, o fato é que muito pouco pode ser comprovado, o que nos deixa com algumas hipóteses e poucas certezas. É provável que o ser humano tenha pensado em formas de solucionar problemas como transportar sua caça ou transpor obstáculos, mas afirmar com exatidão que isso se transformou em algum meio de transporte da forma como conhecemos hoje é bem mais complicado. Sabemos que o homem pré-histórico se deslocava em função do clima e da oferta de alimentos. Os pés humanos foram os primeiros responsáveis por esses deslocamentos. A melhor solução para o transporte a partir dessa época surgiu com a domesticação de animais selvagens. O homem pode ter notado a facilidade de lidar com determinadas espécies animais a ponto de utilizar sua força para transportar seus pertences. Julgue os itens subsequentes, em relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente.","Texto CB3A1-I Ao final do período de revoluções e guerras que caracterizaram a virada do século XVIII para o XIX, os recém-emancipados países da América e os antigos Estados europeus se viram diante da necessidade de criar estruturas de governo, marcando a transição do Antigo Regime ao constitucionalismo e do colonialismo à independência. Os arquitetos da nova ordem se inspiraram em fontes antigas e modernas: de Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.) e Políbio (c.200 a.C. – c.118 a.C.) a John Locke (1632 – 1704) e Montesquieu (1689 – 1755). Um dos principais problemas com os quais lideranças e pensadores políticos se confrontaram estava materializado em uma passagem do poeta satírico romano Juvenal (c.55 – c.127), em que se lê: “Quis custodiet ipsos custodes?”, traduzida como “Quem vigia os vigias?” ou “Quem controla os controladores?”. “Uma coisa é teorizar sobre a separação em três poderes, como lemos em Montesquieu. Outra coisa é colocar em prática”, observa a historiadora Monica Duarte Dantas, do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo. “Aí surgem os problemas, porque um poder pode tentar assumir as atribuições de outro. Não era possível antever todas as questões que iriam aparecer, até porque havia assuntos que diziam respeito a mais de um poder. Na prática, era preciso definir a quem competia o quê. Essas questões emergiram rapidamente nos séculos XVIII e XIX, quando se tentou colocar em prática a separação de poderes.” Alguém que acompanhasse os trabalhos de elaboração de textos constitucionais no início do século XIX não necessariamente apostaria que, ao final desse período, estaria consolidado um modelo de organização do Estado em que o poder se desdobraria em três partes: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, conforme apresentado pelo filósofo francês Montesquieu em O espírito das leis (1748). Havia projetos com quatro, cinco ou até mais poderes. Na França, o filósofo político franco-suíço Benjamin Constant (1767 – 1830) imaginou meia dezena: o Judiciário, o Executivo, dois poderes representativos, correspondentes ao Legislativo — o da opinião (Câmara Baixa) e o da tradição (Câmara Alta) —, e um poder “neutro”, exercido pelo monarca. O revolucionário venezuelano Simon Bolívar (1783 – 1830) chegou a formular a ideia, em 1819, de um “poder moral” que deveria cuidar, sobretudo, de educação. As mesmas preocupações estavam na cabeça dos deputados na primeira Assembleia Constituinte do Brasil, em 1823. Até que, em novembro, o conflito de poderes se concretizou: tropas enviadas pelo imperador Dom Pedro I (1789 – 1834) dissolveram a assembleia. Em março do ano seguinte, quando o imperador outorgou a primeira Constituição brasileira, ela se afastava pouco do projeto elaborado em 1823, mas continha uma diferença crucial: os poderes eram quatro e incluíam um Moderador. Entretanto, só em dois países esse quarto poder chegou a ser formalmente inscrito no texto constitucional, como uma instituição em separado. O Brasil, com o título 5.º da Constituição de 1824, e Portugal, em 1826, com a Carta Constitucional outorgada também por Dom Pedro — em Portugal, IV, e não I —, no breve período de seis dias em que acumulou a coroa de ambos os países. As funções do Poder Moderador, tanto na doutrina de Constant quanto na Constituição brasileira, guardam semelhanças com algumas das funções que hoje cabem às cortes supremas — no Brasil, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de garantir que a atuação dos poderes, seja na formulação de leis, seja na administração pública ou no julgamento de casos, não se choque com as normas constitucionais. Considerando os sentidos e a organização do texto CB3A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos e à estruturação do texto CB3A1-I, julgue os itens subsequentes.","Texto CB1A1-II Há 70 anos, em 3 de outubro de 1953, era criada a PETROBRÁS, uma empresa estatal que detinha o monopólio da prospecção e exploração do petróleo no território brasileiro. A criação da empresa foi fruto da campanha “O petróleo é nosso”, iniciada após a eleição de Getúlio Vargas para seu segundo período na Presidência. Sete décadas após sua criação, ficaram para trás o acento agudo e o foco exclusivo no território brasileiro. A PETROBRAS do século XXI opera em 14 países, prioritariamente nas áreas de exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo, gás natural e seus derivados, e ganhou reputação internacional no desenvolvimento de tecnologia avançada para a exploração petrolífera em águas profundas e ultraprofundas. Ficou para trás também o caráter 100% estatal. Atualmente, a PETROBRAS está organizada como sociedade de economia mista, submete-se às regras gerais da administração pública e não mais detém o monopólio da exploração do petróleo em território nacional. Seu papel, no entanto, vai além da obtenção de lucro e envolve aspectos como geração de emprego e renda, além da promoção do desenvolvimento local nos lugares onde instala suas unidades e empreendimentos. Estes, muitas vezes, se situam em regiões remotas, que não despertam o apetite de companhias privadas. Permanece, assim, uma empresa estratégica para diversos aspectos do desenvolvimento econômico do país. A respeito dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1 A regulamentação do direito quilombola — reconhecido no artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição Federal de 1988 (CF) — passou anos sem qualquer instrumento legal de abrangência nacional que guiasse sua efetivação. Em 2001, o Decreto n.º 3.912 delimitou o período entre 1888 até 5 de outubro de 1988 para a caracterização das comunidades “remanescentes de quilombos”, utilizando uma noção de quilombo vinculada à definição colonial da Convenção Ultramarina de 1740. Tal decreto foi revogado pelo de n.º 4.887/2003, que, por sua vez, aboliu a exigência de permanência no território e, com base no critério de autodefinição previsto na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para povos indígenas e tribais, definiu a categoria “remanescentes de quilombos” como “grupos étnico-raciais, segundo critérios de autoatribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida” (Decreto n.º 4.887/2003, art. 2.°). O decreto também estabeleceu a necessidade de desapropriação das áreas reivindicadas por particulares, bem como a titulação coletiva das terras dos quilombos, e impediu a alienação das propriedades tituladas. A previsão de autodefinição é de suma relevância porquanto parte do pressuposto de que não cabe ao poder público, nem a nenhum pesquisador, imputar identidades sociais. Esse princípio vai de par com o Decreto Federal n.º 6.040/2007, que instituiu a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, definindo-os como “grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição”. Com base nos sentidos veiculados no texto CB1A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.","A expectativa de vida da população brasileira ao nascer subiu no ano de 2021, segundo dados da Tábua Completa de Mortalidade de 2021 divulgados em novembro do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados, publicados no Diário Oficial da União, mostram que o número subiu de 76,8 para 77 anos na comparação com 2020. Anualmente, o IBGE divulga esses números para o total da população brasileira, com data de referência em 1.º de julho do ano anterior e para todas as idades, conforme prevê o artigo 2.º do Decreto n.º 3.266/1999. As informações sobre a expectativa de vida da população são usadas para a tomada de decisão em várias políticas públicas. Esse dado é utilizado, por exemplo, para determinar o fator previdenciário no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social. Na divulgação dos números de 2020, o IBGE informou que as mortes decorrentes da pandemia de covid-19 não foram incluídas no levantamento e que essas informações só devem ser incorporadas na divulgação de 2023, referente ao ano de 2022. Mesmo assim, a inclusão seria apenas em caráter preliminar. Portanto, a divulgação seguiu a mesma metodologia do ano anterior, sem o impacto da pandemia. “É bem provável que em 2023 a gente tenha uma Tábua preliminar (corrigida pela covid-19) para o Brasil; para as unidades da Federação, são necessários os dados do Ministério da Saúde, que demoram um pouco mais”, explicou a demógrafa Izabel Guimarães Marri, gerente de população do IBGE na ocasião. “Em 2024, a gente vai ter a Tábua (referente a 2023) com todos os ajustes e estudos por unidades da Federação”, previu. Julgue os itens que se seguem, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.","Texto CB3A1-II Foi só a OpenAI lançar, em novembro de 2022, o ChatGPT, a versão 3.5 conversacional e acessível a todos, para que os especialistas em comunicação, matemática, computação, lógica, linguística, tecnologia da informação etc. começassem a se preocupar com os danos da inteligência artificial (IA) generativa. Essa diz respeito a um dos tipos da IA de nível narrow, ou seja, compartimentada e (ainda) limitada. Apesar do cipoal de estudos e opiniões apresentados sobre a inovação tecnológica baseada em dados inseridos na sociedade das plataformas, até hoje vemos lives em que moderadores perguntam o que é e como funciona o ChatGPT. Vale destacar: por “dados”, devemos considerar informações obtidas de determinado período no passado, com o intuito de prever efeitos no futuro. Obviamente, internautas que estão a par do que se trata e já experimentaram ao menos uma pergunta ao robô simpático em eterno plantão torcem o nariz, pois já sabem o básico: querem mais. Eles sabem, inclusive, que somos cada vez mais usados pelas máquinas e constatam que é imprescindível aguçar e explorar ao máximo a intencionalidade em face da IA. Como isso é possível? Ao fazer perguntas de elevada qualidade — preferencialmente, advindas de um pensamento crítico — no proveito de se produzir um bom objeto de análise. Ainda, fazê-lo de forma contextualizada, sinalizando-se para qual finalidade, determinado público etc., de modo a obter respostas mais refinadas em tempo real. Em relação às ideias do texto CB3A1-II, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nA respeito de aspectos gramaticais do texto CB3A1-II, julgue os itens subsequentes.","Texto CB1A2-I A Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em sua 41.ª sessão, reconhece os impactos profundos e dinâmicos, positivos e negativos da inteligência artificial (IA) nas sociedades, no meio ambiente, nos ecossistemas e nas vidas humanas, inclusive na mente humana, em parte devido às novas formas como seu uso influencia o pensamento, a interação e a tomada de decisões e afeta a educação, as ciências humanas, sociais e naturais, a cultura, a comunicação e a informação. A Conferência considera que as tecnologias de IA podem ser de grande utilidade para a humanidade e podem beneficiar todos os países, mas também suscitam questões éticas fundamentais, por exemplo, em relação às distorções que podem incorporar e exacerbar, o que resultaria potencialmente em discriminação, desigualdade, exclusão digital, exclusão em geral e ameaça à diversidade cultural, social e biológica, além de divisões sociais ou econômicas. Suscitam, ainda, questões relativas à necessidade de transparência e compreensibilidade do funcionamento dos algoritmos e dos dados com que eles foram alimentados, além de seu potencial impacto sobre, entre outros aspectos, a dignidade humana; os direitos humanos e as liberdades fundamentais; a igualdade de gênero; a democracia; os processos sociais, econômicos, políticos e culturais; as práticas científicas e de engenharia; o bem-estar dos animais; o meio ambiente e os ecossistemas. A Conferência reconhece, ainda, que as tecnologias de IA podem aprofundar as divisões e as desigualdades existentes no mundo, dentro dos países e entre eles, e que a justiça, a confiança e a equidade devem ser defendidas para que nenhum país e nenhum indivíduo sejam deixados para trás, seja em razão do acesso justo às tecnologias de IA e de seus benefícios, seja em razão de medidas de proteção contra suas implicações negativas. Reconhecem-se as diferentes circunstâncias de diferentes países e respeita-se o desejo de algumas pessoas de não participar de todos os desenvolvimentos tecnológicos. Com base nas considerações acima, entre outras, a UNESCO aprova a presente Recomendação sobre a Ética da Inteligência Artificial. A respeito das ideias veiculadas no texto CB1A2-I, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens seguintes, referentes aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto CB1A2-I.","Texto CB1A1-II Em 23/3/2023, o presidente da PETROBRAS, Jean Paul Prates, afirmou à imprensa que a companhia não deve praticar o preço de paridade internacional (PPI). “Se lá fora o preço do petróleo diminuiu, entendo que diminuiu também em termos de insumos para as refinarias, logo isso tem de refletir no preço para o consumidor final. Não é necessário que o preço do combustível esteja amarrado ao preço do importador, que é o nosso principal concorrente. Ao contrário. Paridade de importação não é preço que a companhia deve praticar.” Prates disse que, em sua gestão como presidente da estatal, não haverá o “dogma do preço de paridade internacional (PPI)”, abrindo espaço para a negociação de preços que levem em consideração o cenário econômico nacional. Instituída em 2016, a política do PPI prevê que a PETROBRAS alinhe os valores que cobra das distribuidoras pelo combustível ao que é cobrado pelas importadoras que trazem o petróleo refinado em forma de diesel e gasolina para o Brasil. Questionado se haverá redução no preço da gasolina, Jean Paul Prates disse que as equipes estão avaliando o mercado sobre possíveis oscilações no preço do combustível. “A gente está avaliando a referência internacional e o mercado brasileiro. Essa é a nossa política agora. O mercado nacional é composto pelo que é produzido aqui com o produto importado. Sempre que a gente puder ter o preço mais barato para vender para o nosso cliente, para o nosso consumidor brasileiro, a gente vai fazer isso”, concluiu. O presidente da companhia também garantiu que a venda dos ativos do Polo Bahia Terra, em negociação entre a PETROBRAS e um consórcio formado por PetroReconcavo e Eneva, está sendo reavaliada sob uma nova ótica e que nada está decidido. Segundo ele, “o que está assinado será cumprido; o que não está assinado será revisto”. Em relação às ideias do texto CB1A1-II, julgue os próximos itens.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1-I Um dos principais motores do avanço da ciência é a curiosidade humana, descompromissada de resultados concretos e livre de qualquer tipo de tutela ou orientação. A produção científica movida simplesmente por essa curiosidade tem sido capaz de abrir novas fronteiras do conhecimento e de, no longo prazo, gerar valor e mais qualidade de vida para o ser humano. O empreendimento científico e tecnológico é, sem dúvida alguma, o principal responsável por tudo que a humanidade construiu ao longo de sua história. Suas realizações estão presentes desde o domínio do fogo até as imensas potencialidades da moderna ciência da informação, passando pela domesticação dos animais, pelo surgimento da agricultura e indústria modernas e, é claro, pela espetacular melhora da qualidade de vida de toda a humanidade no último século. Além da curiosidade humana, outro motor importantíssimo do avanço científico é a necessidade de solução dos problemas que afligem a humanidade. Viver mais tempo e com mais saúde, trabalhar menos e ter mais tempo disponível para o lazer, reduzir as distâncias que separam os seres humanos — por meio de mais canais de comunicação ou de melhores meios de transporte — são alguns dos desafios e aspirações humanas para cuja solução, durante séculos, a ciência e a tecnologia têm contribuído. Apesar dos feitos extraordinários da ciência e dos investimentos públicos em ciência e tecnologia, verifica-se uma espécie de movimento de deslegitimação social do conhecimento científico no mundo todo. Recentemente, Tim Nichols, um reconhecido pesquisador norte-americano, chegou a anunciar a “morte da expertise”, título de seu livro sobre o conhecimento na sociedade atual, no qual ele descreve o sentimento de descrença do cidadão comum no conhecimento técnico e científico e, mais que isso, um certo orgulho da própria ignorância sobre vários temas complexos, especialmente sobre qualquer coisa relativa às políticas públicas. Vários fenômenos sociais recentes, como o movimento antivacina ou mesmo a desconfiança sobre a fatalidade do aquecimento global, apesar de todas as evidências científicas, parecem corroborar a análise de Nichols. A despeito da qualidade de vida ter melhorado nos últimos séculos, em grande medida graças ao avanço científico e tecnológico, a desigualdade vem aumentando no período mais recente. Thomas Piketty evidenciou um crescimento da desigualdade de renda nas últimas décadas em todo o mundo, além de mostrar que, no início deste século, éramos tão desiguais quanto no início do século passado. Esse é um problema mundial, mas é mais agudo em países em desenvolvimento, como o Brasil, onde ainda abundam problemas crônicos do subdesenvolvimento, que vão desde o acesso à saúde e à educação de qualidade até questões ambientais e urbanas. É, portanto, nesta sociedade desigual, repleta de problemas e onde boa parte da população não compreende o que é um átomo, que a atividade científica e tecnológica precisa se desenvolver e se legitimar. Também é esta sociedade que decidirá, por meio dos seus representantes, o quanto de recursos públicos deverá ser alocado para a empreitada científica e tecnológica. Em relação às ideias do texto CG1A1-I e à sua tipologia, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-I As pessoas que driblaram o desemprego trabalhando por conta própria desde o início da pandemia estão ganhando 31% menos em comparação com as que optaram por esse tipo de trabalho dois anos antes da covid-19. Entre estas, o rendimento médio mensal era de R$ 2.074, enquanto, entre aquelas, o rendimento é de R$ 1.434. Os dados, publicados no Boletim Emprego em Pauta, são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e foram obtidos a partir de uma análise comparativa que levou em conta os resultados referentes ao quarto trimestre de 2021 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Ao final de 2021, o número de trabalhadores por conta própria havia crescido 6,6%. A maioria não tem nenhuma proteção social, o que confirma a precarização do trabalho até mesmo para quem conseguiu se manter no mercado por conta própria. Três em cada quatro pessoas que trabalham por conta própria deixam de contribuir para a previdência social, ou seja, apenas 12,7% desses trabalhadores conseguem pagar a contribuição previdenciária para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para terem alguma segurança no futuro com a aposentadoria e outros benefícios. Entre os mais antigos, o percentual era de 58,3%. Os técnicos do DIEESE sugerem as seguintes hipóteses para explicar esse percentual menor de inscrição no cadastro nacional da pessoa jurídica (CNPJ) entre aqueles que começaram a trabalhar mais recentemente por conta própria: a baixa remuneração e a incerteza do negócio, assim como a preocupação com o endividamento que a regularização do trabalho pode gerar. Em relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.","Texto CG2A1-I Apesar da existência de uma legislação própria para o tema, o volume de crimes cibernéticos no Brasil vem crescendo, sobretudo em tempos de pandemia, com o consequente desenvolvimento de uma maior dependência dos sistemas conectados. Em 2020, foram registradas 156.692 denúncias, um número bastante superior ao apresentado no ano de 2019, quando 75.428 casos foram contabilizados. Delitos relacionados à pornografia infantil caracterizam 98.244 denúncias, sendo este o crime mais cometido. Infrações relacionadas a racismo e discriminação estão no segundo lugar dos casos registrados, de acordo com a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, uma parceria da ONG Safernet e com o Ministério Público Federal. Os crimes cibernéticos de natureza financeira — como invasão de computadores, roubo de senhas e dados bancários, além de golpes gerais de extorsão — também aumentaram, e grande parte das ações tiram proveito da pandemia. Em 2020, houve registros do aumento em 41.000% de sites com termos relacionados a “coronavírus” e a “covid” em seu domínio. Golpes recentes praticados no Brasil utilizam fundos de garantia e informações sobre calendário de vacinação para chamar a atenção das vítimas: em junho de 2021, criminosos usaram o FGTS para roubar dinheiro pela Internet; em maio de 2021, hackers usaram a procura pela vacina contra o coronavírus para interceptar dados bancários. Crimes cibernéticos podem assumir várias formas, mas há dois tipos mais praticados: crimes que visam o ataque a computadores — seja para obter dados, seja para extorquir as vítimas, seja para causar prejuízos a terceiros — e crimes que usam computadores para realizar outras atividades ilegais — nesses casos, dispositivos e redes servem como ferramentas para o criminoso. Julgue os itens que se seguem, relativos às ideias veiculadas no texto CG2A1-I.\n\n\n\nAcerca das estruturas linguísticas do texto CG2A1-I, julgue os itens a seguir.","Texto CB2A1-I Ser mais humano em meio a um mundo cada vez mais digital — esse é o grande desafio das organizações para o ano de 2022 no Brasil e em todo o mundo. O equilíbrio entre home office e escritório, em um modelo híbrido de trabalho, deve ser a tendência para os próximos anos. E, no contexto da vida pós-pandemia, há desafios que os departamentos de recursos humanos (RH) vão enfrentar para manter uma relação saudável e positiva entre empresas e colaboradores e garantir, ainda, a produtividade do negócio. E no meio de tudo isso, a tecnologia mais uma vez surge como a viabilizadora de bons resultados. O primeiro desafio do RH é demonstrar segurança em um mundo de incertezas. É fundamental que toda a comunicação da companhia com seus colaboradores seja feita de maneira clara, precisa e sem hesitação, para evitar dúvidas e ansiedades, transmitindo-se segurança às equipes de trabalho. Nesse sentido, uma plataforma digital workplace, a famosa intranet, é uma ferramenta indispensável para sustentar uma comunicação de fato eficiente. Não há mais espaço para um modelo de trabalho independente e não colaborativo nas organizações, depois de quase dois anos de mudanças profundas nas relações de trabalho. Se o RH não dá as respostas certas no tempo certo, os gestores tendem a agir sozinhos em busca de soluções para seus desafios de atração e retenção de talentos. O resultado é uma desvalorização da área de recursos humanos, que é um dos pilares para a produtividade e sustentabilidade de qualquer empresa. O suporte da tecnologia ganha um papel cada vez mais estratégico para apoiar a tomada de decisão, que precisa ser cada vez mais humanizada. Não se trata de usar a tecnologia para automatizar e otimizar processos em uma estrutura “robotizada”, mas de ampliar o uso de ferramentas que humanizem as relações a partir de dados mais ricos e informações mais completas e valiosas, para buscar o melhor tanto para os colaboradores quanto para a própria empresa. Em 2022, o foco deve ser encontrar soluções que possam resolver os desafios da gestão de capital humano das organizações. Mesmo com toda a tecnologia existente, a ideia não é substituir pessoas, mas conferir-lhes poder para que suas tomadas de decisões sejam ainda melhores. É a tecnologia viabilizando relações mais humanas, precisas, por meio de dados reais, confiáveis. Esse é o caminho para o futuro. Considerando as ideias do texto CB2A1-I e sua tipologia, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue os seguintes itens.","Texto CG1A1-I Em 721, um concílio romano presidido pelo papa Gregório II proibiu o casamento com uma commater, isto é, a madrinha de um filho, ou a mãe de um filho de quem se fosse padrinho. Isso levou o papado a se alinhar com a legislação promulgada, algumas décadas antes, em Bizâncio. A adoção marcadamente rápida desses princípios sugere que o clero franco já sustentava concepções similares. Isso é ilustrado por um caso curioso contado por um clérigo franco anônimo, em 727. Ele censurava a maneira traiçoeira pela qual a infame concubina Fredegunda havia conseguido se tornar a esposa legal do rei Quilpérico. Durante uma longa ausência do rei, ela persuadira sua rival, a rainha Audovera, a tornar-se madrinha da própria filha recém-nascida. Assim, a ingênua Audovera foi subitamente transformada na commater de seu próprio marido, impossibilitando qualquer relação conjugal posterior e deixando o caminho livre para Fredegunda. Essa artimanha mostra que, poucos anos após o concílio romano de 721, o autor anônimo e seu público estavam bem familiarizados com os impedimentos derivados do parentesco espiritual. Não fosse o caso, seria impossível acusar Fredegunda de seu ardiloso truque. As cartas do missionário Bonifácio conferem testemunho adicional a esse fato. Em 735, ele perguntou ao bispo escocês Pethlem se era permitido que alguém se casasse com uma viúva que era mãe de seu afilhado. “Todos os padres da Gália e na terra dos francos afirmavam que isso era um pecado grave”, escreveu ele. Soava-lhe estranho, já que ele nunca ouvira falar nisso antes. A questão devia preocupá-lo porque, no mesmo ano, escreveu a respeito para dois outros clérigos anglo-saxões. Evidentemente, o missionário até então não estava familiarizado com esse impedimento ao casamento, embora o clero continental, a quem ele se dirigia, considerasse a questão muito grave. Considerando os sentidos e as ideias do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nA correção gramatical, a coerência e os sentidos originais do texto CG1A1-I seriam preservados caso,","Texto CG2A1-II A Constituição Federal de 1988 (CF) apresentou grandes avanços em relação aos direitos sociais: introduziu instrumentos de democracia direta (plebiscito, referendo e iniciativa popular), instituiu a democracia participativa e abriu a possibilidade de criação de mecanismos de controle social, como, por exemplo, os conselhos de direitos, de políticas e de gestão de políticas sociais específicas. Foi com o retorno do exercício dos direitos civis e políticos que os conselhos como esferas públicas entraram em cena na institucionalidade democrática, como mecanismos institucionais de participação da sociedade civil organizada. A CF criou as condições jurídico-políticas para a criação e a funcionalidade de órgãos de natureza plurirrepresentativa, com função de controle social e de participação social na gestão da coisa pública. Os conselhos de políticas públicas e de direitos constituem, portanto, formas concretas de espaços institucionais de exercício da participação social. Vê-se, assim, que a implementação efetiva dos direitos depende da realização de políticas públicas, cujas linhas gerais estão previstas na CF, assim como da participação popular na formulação das políticas públicas de saúde, assistência social, educação e direitos da criança e do adolescente. Essa participação ocorre por meio dos conselhos respectivos, em especial dos conselhos municipais, que estão mais próximos dos interesses da comunidade. Se, em âmbito nacional, os conselhos de políticas públicas — saúde, educação e outros — foram paulatinamente criados como órgãos de gestão e de monitoramento da gestão das políticas sociais, no campo dos conselhos de direitos e defesa dos direitos humanos, foi somente após a CF, com a institucionalização do Estado Democrático de Direito, que os órgãos de defesa dos direitos humanos ampliaram-se na cena política brasileira. Julgue os itens seguintes, de acordo com as ideias do texto CG2A1-II.\n\n\n\nCom referência às estruturas linguísticas e ao vocabulário empregados no texto CG2A1-II, julgue os itens que se seguem.","Texto CB2A1-I A astrônoma Jocelyn Bell Burnell disse sobre Ron Drever: “Ele realmente curtia ser tão engenhoso”. Ela tinha ido da Irlanda do Norte para Glasgow para estudar física e Drever foi arbitrariamente designado para ser seu supervisor. Ele contava ao grupo de seus poucos orientandos as ideias mais interessantes que surgiam em sua mente, inclusive as que levaram ao experimento de Hughes-Drever (embora ela não tivesse se dado conta de que ele o realizara no quintal da propriedade rural de sua família), mas nenhuma que os ajudasse a passar nos exames. Após a frustração inicial, ao ver que ele não ia ajudá-la em seu dever de casa de física de estado sólido, ela acabou admirando seu profundo entendimento de física fundamental e seu notável talento como pesquisador. Drever, por sua vez, seria influenciado pelas iminentes e vitais descobertas de sua ex-aluna de graduação. A respeito de Bell Burnell, disse: “Ela também era obviamente melhor do que a maioria deles… então cheguei a conhecê-la muito bem”. Drever escreveu uma carta de recomendação para apoiar o pedido de emprego dela à principal instalação de radioastronomia na Inglaterra, em meados da década de 60, Jodrell Bank. Mas, ele continua, “não a admitiram, e a história conta que foi porque era mulher. Mas isso não é oficial, você sabe. Ela ficou muito desapontada”. Drever acrescenta, esperando que se reconheça a obviedade daquele absurdo: “Sua segunda opção era ir para Cambridge. Vê como são as coisas?”. Ele considerou isso uma reviravolta muito feliz. “Então ela foi para Cambridge e descobriu pulsares. Vê como são as coisas?”, ele diz, rindo. De acordo com os sentidos veiculados no texto CB2A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1-I É uma falácia comum supor que mudanças graduais, pequenas, só podem engendrar resultados graduais, incrementais. Mas esse é um raciocínio linear, que parece ser nosso modo padrão de pensar a respeito do mundo. Isso pode decorrer do simples fato de que a maior parte dos fenômenos perceptíveis para os seres humanos, em escalas de tempo e de magnitude habituais e dentro do escopo limitado de nossos sentidos, tende a seguir direções lineares — duas pedras parecem duas vezes mais pesadas que uma; é necessária uma quantidade de comida três vezes maior para alimentar um número três vezes maior de pessoas, e assim por diante. No entanto, fora da esfera das ocupações humanas práticas, a natureza está cheia de fenômenos não lineares. Processos de extrema complexidade podem emergir de regras ou partes enganosamente simples, e pequenas mudanças num fator subjacente a um sistema complexo podem engendrar mudanças radicais e qualitativas em outros fatores que dele dependem. Pense neste exemplo muito simples: imagine que você tenha um bloco de gelo na sua frente e esteja aquecendo-o pouco a pouco. Na maior parte do tempo, o aquecimento por um grau a mais não causa nenhum efeito interessante: a única coisa que você tem e que não tinha um minuto atrás é um bloco de gelo ligeiramente menos gelado. Mas, então, chega-se a 0 °C e, assim que essa temperatura crítica é atingida, você vê uma mudança abrupta, espetacular. A estrutura cristalina do gelo desagrega-se, e, de repente, as moléculas de água começam a escorregar e a fluir livremente umas em torno das outras. Sua água congelada torna-se líquida, graças a um grau crítico de energia térmica. Nesse ponto-chave, mudanças incrementais cessaram de ter efeitos incrementais e precipitaram uma súbita mudança qualitativa chamada transição de fase. No que se refere aos sentidos do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os itens seguintes, referentes a propostas de reescrita para trechos do texto CG1A1-I.","Texto CB1A1-I Com altos índices de evasão escolar, baixo engajamento e conteúdos pouco conectados à realidade dos alunos, o ensino médio já era, antes da pandemia de covid-19, a etapa mais desafiadora da educação básica. Com o fechamento das escolas e o distanciamento dos estudantes do convívio educacional, os últimos anos escolares passaram a trazer ainda mais dificuldades a serem enfrentadas — reforçadas pelas desigualdades raciais, socioeconômicas e de acesso à Internet. Nenhuma avaliação diagnóstica precisou os prejuízos totais da pandemia para a aprendizagem dos alunos, mas há alguns estudos que ajudam a entender melhor o cenário. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) apontou que houve piora em todas as séries avaliadas. Segundo a pesquisa amostral, em matemática, o desempenho alcançado no 3.º ano do ensino médio foi de 255,3 pontos na escala de proficiência, inferior aos 261,7 obtidos pelos estudantes ao final do 9.º ano do ensino fundamental no Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) de 2019. Em língua portuguesa, os estudantes do 9.º ano apresentaram uma queda de 12 pontos, e os do 3.º ano do ensino médio, de 11 pontos. Após o retorno presencial, estados e municípios ainda têm muito trabalho para identificar os reais prejuízos, dimensioná-los e encontrar caminhos e soluções para que professores e estudantes possam retomar a aprendizagem. Para Suelaine Carneiro, coordenadora de educação na Geledés, organização da sociedade civil que se posiciona em defesa de mulheres e homens negros, “há um consenso de que não foi possível atender todos os alunos” na educação pública. “Os dados indicam um baixo número de participação dos estudantes, somado à impossibilidade de os familiares acompanharem a resolução das tarefas”, afirma. Mas não fica apenas nisso. “Em termos de aprendizagem, os dados também mostram dificuldades no que diz respeito à compreensão e à resolução das tarefas.” De acordo com ela, a situação de alunos negros requer ainda mais atenção. “É preciso prestar atenção nessa condição: a pessoa já estava vulnerável socialmente, sem a possibilidade de realizar um isolamento dentro de casa, pois vive em uma casa pequena ou onde não há cômodos suficientes”, contextualiza Suelaine. Agravada pela pandemia, que engrossou o número de trabalhadores desempregados, a questão econômica foi um dos grandes fatores que impactou a vida dos estudantes do ensino médio. “Temos alunos que estão trabalhando no horário de aula, dizendo que precisam ajudar a família, e aos fins de semana assistem às atividades”, relata a professora Lucenir Ferreira, da Escola Estadual Mário Davi Andreazza, em Boa Vista (RR). Lucenir conta que muitos alunos chegam a falar que não conseguem aprender nada e desabafam por sentir que a aprendizagem foi prejudicada, principalmente os que estão em processo de preparação para o vestibular. Apesar dos desafios, Suelaine acredita que os impactos não são irreversíveis, como outros especialistas têm apontado. “Você pode recuperar dois anos se houver políticas públicas, compromisso público com a educação, de forma a desenvolver diferentes ações”, diz ela. FimDoTexto Considerando as informações veiculadas no texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação aos aspectos gramaticais do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.","Texto CB1A1-II A palavra “corrupção” tem origem nas palavras latinas corruptio e corrumpere, que indicam algo que foi corrompido, deturpado. Por ela ser um termo polissêmico, entendemos que a sua história conceitual é incerta. É usual o tratamento da corrupção sob uma perspectiva moralista, como algo resultante da falta de caráter dos indivíduos. Contudo, tal abordagem não apresenta validade científica, já que moral é um atributo individual, dotado de subjetividade e culturalmente circunscrito. A manifestação de práticas corruptas pode-se dar em ambientes públicos ou privados, a partir de numerosos tipos de ação e em variada magnitude. Em todos os casos, a corrupção sempre se materializa a partir de trocas entre os agentes. Em relação a quem participa da troca corrupta, em situações nas quais há participação de agentes públicos, distinguem-se três tipos de corrupção: a grande corrupção, a corrupção burocrática (a pequena corrupção) e a corrupção legislativa. A primeira normalmente se refere a atos da elite política que cria políticas econômicas que a beneficiem. A segunda tem a ver com atos da burocracia em relação aos superiores hierárquicos ou ao público. A terceira se relaciona à compra de votos dos legisladores. Nas três formas, encontramos algum tipo de pagamento. Isso nos leva a concluir que a corrupção tem uma natureza essencialmente econômica: ela é uma troca socialmente indesejada. Com isso, queremos dizer que, apesar de não se configurar necessariamente como ilegal em todos os seus tipos, ela se configura como um jogo de soma zero entre a sociedade e os participantes do ato corrupto. Com base nas ideias do texto CB1A1-II, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens subsequentes.","Texto CG1A1-II Muito se tem pesquisado sobre os impactos positivos da educação, que valeram inclusive um prêmio Nobel de economia a James Heckman, em 2000, por ele ter evidenciado, em um estudo longitudinal, as inegáveis vantagens de pré-escolas de qualidade para a obtenção futura de emprego e salários e para a redução de encarceramento. Mas uma nova pesquisa, feita aqui no Brasil, sobre uma política pública de visível efeito na aprendizagem, o ensino médio integral, um programa realizado por Pernambuco ao longo de 16 anos, trouxe evidências que também transcendem a educação. O estudo, feito por pesquisadores da USP e do INSPER, mostrou que, com o aumento da carga horária e um currículo que incorpora ideias de Antonio Carlos Gomes da Costa, que concebeu a proposta para a escola piloto, o Ginásio Pernambucano, no qual há tempo para se trabalhar o projeto de vida do aluno e o protagonismo juvenil, reduz-se em 50% a taxa de homicídio de homens jovens. Não se trata do primeiro estudo sobre os efeitos da escola em tempo integral. Outros analisaram salários dos formados e empregabilidade de mulheres, mas a melhora nos índices de criminalidade foi capturada apenas nessa interessante pesquisa. Visitei muitas escolas de ensino médio em Pernambuco, em áreas de grande vulnerabilidade. O resultado de uma política que se construiu ao longo de anos, tendo passado por diferentes governos e se fortalecido, é visível não só pelas melhores condições de trabalho dos professores, com dedicação exclusiva a uma única escola, como também pelo clima escolar. Não é por acaso que tantos estados, com governadores de partidos diferentes, têm-se inspirado no exemplo pernambucano, como Paraíba, Ceará, Maranhão e Goiás. O país pode aprender com nações com bons sistemas educacionais, nenhum deles com quatro horas de aula por dia, e, ainda, com o que dá certo por aqui. Considerando os sentidos e as propriedades linguísticas do texto CG1A1-II, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens subsequentes, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1-II.","Oh, Deus, meu Deus, que misérias e enganos não experimentei, quando simples criança me propunham vida reta e obediência aos mestres, a fim de mais tarde brilhar no mundo e me ilustrar nas artes da língua, servil instrumento da ambição e da cobiça dos homens. Fui mandado à escola para aprender as primeiras letras, cuja utilidade eu, infeliz, ignorava. Todavia, batiam-me se no estudo me deixava levar pela preguiça. As pessoas grandes louvavam esta severidade. Muitos dos nossos predecessores na vida tinham traçado estas vias dolorosas, por onde éramos obrigados a caminhar, multiplicando os trabalhos e as dores aos filhos de Adão. Encontrei, porém, Senhor, homens que Vos imploravam, e deles aprendi, na medida em que me foi possível, que éreis alguma coisa de grande e que podíeis, apesar de invisível aos sentidos, ouvir-nos e socorrer-nos. Ainda menino, comecei a rezar-Vos como a “meu auxílio e refúgio”, desembaraçando-me das peias da língua para Vos invocar. Embora criança, mas com ardente fervor, pedia-Vos que na escola não fosse açoitado. Quando me não atendíeis — “o que era para meu proveito” —, as pessoas mais velhas e até os meus próprios pais, que, afinal, me não desejavam mal, riam-se dos açoites — o meu maior e mais penoso suplício. Contudo, pecava por negligência, escrevendo, lendo e aprendendo as lições com menos cuidado do que de nós exigiam. Senhor, não era a memória ou a inteligência que me faltavam, pois me dotastes com o suficiente para aquela idade. Mas gostava de jogar, e aqueles que me castigavam procediam de modo idêntico! As ninharias, porém, dos homens chamam-se negócios; e as dos meninos, sendo da mesma natureza, são punidas pelos grandes, sem que ninguém se compadeça da criança, nem do homem, nem de ambos. Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Texto CB2A1-I Assim como cidadania e cultura formam um par integrado de significações, cultura e territorialidade são, de certo modo, sinônimos. A cultura, forma de comunicação do indivíduo e do grupo com o universo, é herança, mas também um reaprendizado das relações profundas entre o ser humano e o seu meio, um resultado obtido por intermédio do próprio processo de viver. Incluindo o processo produtivo e as práticas sociais, a cultura é o que nos dá a consciência de pertencer a um grupo, do qual é o cimento. É por isso que as migrações agridem o indivíduo, roubando-lhe parte do ser, obrigando-o a uma nova e dura adaptação em seu novo lugar. Desterritorialização é frequentemente outra palavra para significar alienação, estranhamento, que são, também, desculturização. Esse processo é, também, o que comanda as migrações, que são, por si sós, processos de desterritorialização e, paralelamente, processos de desculturização. O novo ambiente opera como uma espécie de denotador. Sua relação com o novo morador se manifesta dialeticamente como territorialidade nova e cultura nova, que interferem reciprocamente, mudando paralelamente territorialidade e cultura, e mudando o ser humano. Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue os seguintes itens.","Texto CB1A1-I A história da saúde não é a história da medicina, pois apenas de 10% a 20% da saúde são determinados pela medicina, e essa porcentagem era ainda menor nos séculos anteriores. Os outros três determinantes da saúde são o comportamento, o ambiente e a biologia – idade, sexo e genética. As histórias da medicina centradas no atendimento à saúde não permitem uma compreensão global da melhoria da saúde humana. A história dessa melhoria é uma história de superação. Antes dos primeiros progressos, a saúde humana estava totalmente estagnada. Da Revolução Neolítica, há 12 mil anos, até meados do século XVIII, a expectativa de vida dos seres humanos ocidentais não evoluíra de modo significativo. Estava paralisada na faixa dos 25-30 anos. Foi somente a partir de 1750 que o equilíbrio histórico se modificou positivamente. Vários elementos alteraram esse contexto, provocando um aumento praticamente contínuo da longevidade. Há 200 anos, as suecas detinham o recorde mundial com uma longevidade de 46 anos. Em 2019, eram as japonesas que ocupavam o primeiro lugar, com uma duração média de vida de 88 anos. Mesmo sem alcançar esse recorde, as populações dos países industrializados podem esperar viver atualmente ao menos 80 anos. Desde 1750, cada geração vive um pouco mais do que a anterior e prepara a seguinte para viver ainda mais tempo. Julgue os itens subsequentes, de acordo com o exposto no texto CB1A1-I.\n\n\n\nNo que se refere a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens seguintes.","“Cada língua indígena é um reservatório único de conhecimento medicinal”. Assim escrevem os pesquisadores Rodrigo Cámara-Leret e Jordi Bascompte em um recente estudo que faz um alerta: o perigo do desaparecimento de antigos conhecimentos de plantas medicinais a partir da extinção das línguas indígenas. Em geral, quando se fala em plantas com propriedades medicinais, as discussões giram em torno da extinção da biodiversidade. Nessa pesquisa, contudo, os cientistas focaram no que costuma ser esquecido: o impacto da extinção das línguas para a perda desse conhecimento, tradicionalmente transmitido oralmente. Antes de tudo, a equipe do estudo precisava entender em que medida acontecia a perda de conhecimento linguisticamente único. No caso das plantas medicinais, era preciso entender em que grau o conhecimento delas estava atrelado a apenas uma língua indígena. Dessa forma, seria possível compreender quais saberes seriam perdidos no caso de extinção de determinado idioma. Para isso, os pesquisadores analisaram três conjuntos de dados etnobotânicos (a ciência que estuda a relação entre humanos e plantas). Eles contavam com cerca de 3,6 mil plantas medicinais, 236 línguas indígenas e 12,5 mil “serviços de plantas medicinais” — combinações entre espécies de plantas e a subcategoria medicinal para a qual elas eram indicadas, como “figueira-brava (Ficus insipida) + sistema digestivo”. Os dados são referentes a três regiões com grande diversidade linguística e biológica: América do Norte, noroeste da Amazônia e Nova Guiné. Depois de analisarem os dados, os cientistas apontaram que o conhecimento indígena sobre as plantas medicinais está, de fato, apoiado na singularidade linguística. No noroeste da Amazônia, 91% do conhecimento medicinal não é compartilhado entre línguas — e se concentra em apenas um idioma. Em Nova Guiné, essa taxa é de 84%; na América do Norte, 73%. Além disso, eles observaram a porcentagem desse conhecimento que se concentra, especificamente, em línguas ameaçadas de extinção. Na América do Norte, 86% do conhecimento medicinal único ocorre, justamente, em idiomas em risco. No noroeste da Amazônia, 100%. Para os cientistas, uma das hipóteses é a alta rotatividade cultural. Isso significa que, para uma mesma planta, os povos indígenas possuem diversos conhecimentos e aplicações exclusivos. Sem uma Wikipédia para reunir informações, cada cultura acumulou, ao longo do tempo, as próprias descobertas sobre cada espécie. O estudo ajuda a mostrar que cada língua (e cultura) indígena tem percepções únicas que, inclusive, podem vir a oferecer seus conhecimentos medicinais também a outras sociedades. FimDoTexto Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB4A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1-I Uma forte tendência na moderna medicina americana é buscar, na prática médica milenar oriental, explicações para paradigmas existentes no século em que vivemos. Essa medicina entende que o bem-estar mental e o espiritual fazem parte da saúde. Existe uma preocupação especial, nesta prática, com o funcionamento normal do organismo. Esse conceito novo de atuar na preservação da qualidade de vida do paciente vem sendo denominado como medicina de gerenciamento do envelhecimento. O fundamento desta área da medicina baseia-se na ideia de que o paciente pode envelhecer com doenças ou com saúde. Com o avanço da tecnologia e das pesquisas, muitos estudos já consolidaram o que então era apenas uma hipótese: que o corpo humano foi desenvolvido para não adoecer e que, quando há uma falha, ocasionando alguma doença, isso ocorre por motivos que podem, sim, ser evitados. Talvez o que mais tenha corroborado essa afirmação tenha sido a descoberta do radical livre, em 1900. Em 50 anos, se conheceu toda a sua química. Em 1954, pela primeira vez, essas substâncias reativas e tóxicas foram relacionadas a uma doença inexorável, o envelhecimento. O radical livre é um elemento gerado no organismo desde o momento da concepção, e sua produção é contínua, durante toda a nossa existência. Até certa idade, o organismo consegue neutralizar esses elementos, mas chega uma fase em que sua produção excede a sua degradação e sobrepuja a dos mecanismos de defesa naturais (antioxidantes). Ocorre, então, o início das alterações estruturais que culminam na lesão celular. Doenças relacionadas com o envelhecimento estão intimamente associadas com o aumento de radicais livres. A medicina do gerenciamento do envelhecimento preocupa-se em conceituar e promover a saúde de forma diferente. Em vez de aguardar passivamente pelo dano ou pelas doenças, ela atua na vida das pessoas de forma preventiva e preditiva, muito antes que as patologias se manifestem. A proposta consiste em ajustar todos os parâmetros biológicos, metabólicos e hormonais aos mesmos níveis encontrados em um indivíduo de aproximadamente 30 anos – fase em que todos nós atingimos o apogeu de nossa performance e idade a partir da qual começamos a envelhecer. Julgue os itens subsequentes, considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","A palavra stalking, em inglês, significa perseguição, e é o termo utilizado pelo legislador na tipificação de um crime que engloba condutas que atentem contra a liberdade, a intimidade e a dignidade. Entende-se o stalking, ou o crime de perseguição, como um delito que exige uma perseguição reiterada pelo autor, não consentida pela vítima, que lhe cause medo, angústia e sentimentos afins, além de repercutir diretamente na sua vida de maneiras diversas. Embora, em tese, qualquer pessoa possa figurar como vítima desse crime, sabe-se que a mulher é o principal alvo nessa espécie delitiva — não é à toa que a criminalização da referida conduta era, havia tempos, uma das prioridades da bancada feminina da Câmara dos Deputados. Tanto é assim que são utilizadas como exemplo do que seria o stalking as situações em que a mulher é perseguida por um ex-companheiro que não se conforma com o término da relação ou em que alguém possui um sentimento de posse em relação à mulher e não desiste de persegui-la. Tal conduta abrange desde a violência psicológica, que pode causar danos imensuráveis à saúde da vítima, além de problemas no seu próprio cotidiano, no trabalho, na convivência profissional e familiar, até outras formas de violência, que podem culminar em resultados nefastos e irreparáveis. A tipificação do stalking, portanto, é um avanço significativo no combate à violência contra a mulher. No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens a seguir.","No mundo de hoje, as telecomunicações representam muito mais do que um serviço básico; são um meio de promover o desenvolvimento, melhorar a sociedade e salvar vidas. Isso será ainda mais verdade no mundo de amanhã. A importância das telecomunicações ficou evidente nos dias que se seguiram ao terremoto que devastou o Haiti, em janeiro de 2010. As tecnologias da comunicação foram utilizadas para coordenar a ajuda, otimizar os recursos e fornecer informações sobre as vítimas, das quais se precisava desesperadamente. A União Internacional das Telecomunicações (UIT) e os seus parceiros comerciais forneceram inúmeros terminais satélites e colaboraram no fornecimento de sistemas de comunicação sem fio, facilitando as operações de socorro e limpeza. Saúdo essas iniciativas e, de um modo geral, o trabalho da UIT e de outras entidades que promoveram o acesso à banda larga em zonas rurais e remotas de todo o mundo. Um maior acesso pode significar mais progressos no domínio da realização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. A Internet impulsiona a atividade econômica, o comércio e até a educação. A telemedicina está melhorando os cuidados com a saúde, os satélites de observação terrestre são usados para combater as alterações climáticas e as tecnologias ecológicas contribuem para a existência de cidades mais limpas. Ao passo que essas inovações se tornam mais importantes, a necessidade de atenuar o fosso tecnológico é mais urgente. Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","Muito tem sido escrito e debatido sobre a afirmativa de que a “Internet é terra de ninguém”. Tal afirmativa não é de hoje, mas ainda alimenta uma sensação de impunidade ou de falsa responsabilidade do que é postado ou compartilhado na Internet e pelas redes sociais. A expressão fakes news, em particular, representa um estrangeirismo que mascara diversos crimes cometidos contra a honra, como injúria, calúnia e difamação. Sob um olhar semântico, dizer “compartilhei fake news de alguém” não carrega qualquer sentimento de culpa, ou se carrega, ela é mínima. Agora, dizer “cometi um crime contra honra” já traz outras implicações, não só de ordem jurídica, mas também de grande responsabilidade pessoal. No que se refere às ideias, aos sentidos e às construções linguísticas do texto precedente, assim como a sua tipologia, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1-I Não é preciso temer as máquinas, à maneira do Exterminador do futuro, para se preocupar com a sobrevivência da democracia em um mundo dominado pela inteligência artificial (IA). No fim das contas, a democracia sempre teve como alicerces os pressupostos de que nosso conhecimento do mundo é imperfeito e incompleto; de que não há resposta definitiva para grande parte das questões políticas; e de que é sobretudo por meio da deliberação e do debate que expressamos nossa aprovação e nosso descontentamento. Em certo sentido, o sistema democrático tem se mostrado capaz de aproveitar nossas imperfeições da melhor maneira: uma vez que de fato não sabemos tudo, e tampouco podemos testar empiricamente todas as nossas suposições teóricas, estabelecemos certa margem de manobra democrática, uma folga política, em nossas instituições, a fim de evitar sermos arrastados pelos vínculos do fanatismo e do perfeccionismo. Agora, novas melhorias na IA, viabilizadas por operações massivas de coleta de dados, aperfeiçoadas ao máximo por grupos digitais, contribuíram para a retomada de uma velha corrente positivista do pensamento político. Extremamente tecnocrata em seu âmago, essa corrente sustenta que a democracia talvez tenha tido sua época, mas que hoje, com tantos dados à nossa disposição, afinal estamos prestes a automatizar e simplificar muitas daquelas imperfeições que teriam sido — deliberadamente — incorporadas ao sistema político. Dessa forma, podemos delegar cada vez mais tarefas a algoritmos que, avaliando os resultados de tarefas anteriores e quaisquer alterações nas predileções individuais e nas curvas de indiferença, se reajustariam e revisariam suas regras de funcionamento. Alguns intelectuais proeminentes do Vale do Silício até exaltam o surgimento de uma “regulação algorítmica”, celebrando-a como uma alternativa poderosa à aparentemente ineficaz regulação normal. Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os itens a seguir, que apresentam propostas de substituição ou de reescrita para trechos do texto CB1A1-I.","Texto CB1A2-I O uso da palavra está, necessariamente, ligado à questão da eficácia. Visando a uma multidão indistinta, a um grupo definido ou a um auditório privilegiado, o discurso procura sempre produzir um impacto sobre seu público. Esforça-se, frequentemente, para fazê-lo aderir a uma tese: ele tem, então, uma visada argumentativa. Mas o discurso também pode, mais modestamente, procurar modificar a orientação dos modos de ver e de sentir: nesse caso, ele tem uma dimensão argumentativa. Como o uso da palavra se dota do poder de influenciar seu auditório? Por quais meios verbais, por quais estratégias programadas ou espontâneas ele assegura a sua força? Essas questões, das quais se percebe facilmente a importância na prática social, estão no centro de uma disciplina cujas raízes remontam à Antiguidade: a retórica. Para os antigos, a retórica era uma teoria da fala eficaz e também uma aprendizagem ao longo da qual os homens da cidade se iniciavam na arte de persuadir. Com o passar do tempo, entretanto, ela tornou-se, progressivamente, uma arte do bem dizer, reduzindo-se a um arsenal de figuras. Voltada para os ornamentos do discurso, a retórica chegou a se esquecer de sua vocação primeira: imprimir ao verbo a capacidade de provocar a convicção. É a esse objetivo que retornam, atualmente, as reflexões que se desenvolvem na era da democracia e da comunicação. Julgue os itens a seguir, com base nas ideias do texto CB1A2-I.\n\n\n\nJulgue os itens subsequentes, relativos aos aspectos linguísticos do texto CB1A2-I.","Diante da lei está um porteiro. Um homem do campo dirige-se a este porteiro e pede para entrar na lei. Mas o porteiro diz que agora não pode permitir-lhe a entrada. O homem do campo reflete e depois pergunta se então não pode entrar mais tarde. “É possível”, diz o porteiro, “mas agora não”. Uma vez que a porta da lei continua como sempre aberta, e o porteiro se põe de lado, o homem se inclina para o interior através da porta. Quando nota isso, o porteiro ri e diz: “Se o atrai tanto, tente entrar apesar da minha proibição. Mas veja bem: eu sou poderoso. E sou apenas o último dos porteiros. De sala para sala, porém, existem mais porteiros, cada um mais poderoso que o outro. O camponês não esperava tais dificuldades: a lei deve ser acessível a todos e a qualquer hora, pensa ele. Ele faz muitas tentativas para ser admitido, e cansa o porteiro com os seus pedidos. O homem, que se havia equipado para a viagem com muitas coisas, lança mão de tudo, por mais valioso que seja, para subornar o porteiro. Este aceita tudo. Durante todos esses anos, o homem observa o porteiro quase sem interrupção. Esquece outros porteiros e este primeiro parece-lhe o único obstáculo para a entrada na lei. Nos primeiros anos, amaldiçoa em voz alta o acaso infeliz. Antes de morrer, todas as experiências daquele tempo convergem na sua cabeça para uma pergunta que até então não havia feito ao porteiro. Faz-lhe um aceno para que se aproxime. “O que é que você ainda quer saber?”, pergunta o porteiro. “Você é insaciável.” “Todos aspiram à lei”, diz o homem. “Como se explica que, em tantos anos, ninguém além de mim pediu para entrar?” O porteiro percebe que o homem já está no fim e, para ainda alcançar sua audição em declínio, ele berra: “Aqui ninguém mais podia ser admitido, pois esta entrada estava destinada só a você. Agora eu vou embora e fecho-a”. Com referência às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Antropólogo, sociólogo, educador, escritor e político brasileiro, a personalidade multifacetada de Darcy Ribeiro torna longa a lista de “fazimentos”, como ele próprio gostava de chamar suas realizações. Graduou-se em ciências sociais, em 1946, na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Suas primeiras experiências profissionais foram no Serviço de Proteção aos Índios (SPI). Em 1956, Darcy organizou e passou a dirigir o Museu do Índio, sediado no Rio de Janeiro. Em 1957, conheceu Anísio Teixeira e passou a ter contato com o universo da educação. Foi coordenador do Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais, vinculado ao INEP. “Juscelino Kubitschek pediu a Anísio para criar o sistema educacional do Distrito Federal e implementar uma universidade em Brasília”, destaca Murilo Camargo, lembrando que o projeto iniciado em 1962 foi interrompido em 1964, com a ascensão do regime militar, e passou por muitas mudanças de configuração, sobretudo com a reforma universitária de 1968. Com o regime militar, o educador foi exilado para o Uruguai. Em Montevidéu, ajudou na reorganização da Universidade da República do Uruguai e de instituições públicas do continente americano, além da Universidade de Argel, na Argélia. De volta ao Brasil, em 1976, passou a se dedicar à educação pública. Vice-governador de Leonel Brizola, no governo do Rio de Janeiro, implantou os Centros Integrados de Ensino Público (CIEP), projeto pedagógico inspirado nas concepções de Anísio Teixeira e que garantia assistência em tempo integral aos estudantes, com atividades recreativas e culturais para além do ensino formal. Ao longo da vida, o antropólogo escreveu obras sobre etnologia, antropologia, educação, além de romances. Em 1992, Darcy Ribeiro foi eleito para a cadeira n.º 11 da Academia Brasileira de Letras, que ocupou até sua morte, em fevereiro de 1997. Com referência às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1-I um sujeito discrimina ou exclui outro, a partir de concepções equivocadas, oriundas de hábitos, costumes, sentimentos ou a pessoa e o ato que ela executa. Isso quer dizer que, se houver uma ideia favorável de uma pessoa, tudo o que ela fizer ou errado, falso ou impreciso. Inversamente, se houver uma ideia desfavorável sobre alguém, tudo o que essa pessoa disser ou comporte corretamente. A ideia favorável ou desfavorável sobre a pessoa vem caso do comportamento preconceituoso, o julgamento sobre a pessoa ou seus atos. O preconceito, portanto, pode ser positivo características consideradas positivas da pessoa se estendem para seus atos, ou vice-versa, mesmo quando não são corretos. sociedade (ou pelo menos não provoca reações). O que incomoda é o preconceito negativo, acompanhado de reação Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens subsequentes.\n\n\n\nJulgue os próximos itens, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.","Texto CB1A1-II são úteis, devemos necessariamente aceitar que sábado e domingo são dias inúteis. É inútil, portanto: ir ao cinema e almoçar com a família, tomar cerveja com os amigos, ler um livro, passar a madrugada acordado vendo séries. se medidas pela régua da produtividade. Claro que se podem defender filmes, séries, peças e livros afirmando-se profissional. Também é possível defender o piquenique com os pessoas que cultivam laços familiares e sociais são mais estáveis, seguras e resilientes no trabalho. Mas a lógica que seus incrementos à carreira, que justifica a própria felicidade por sua contrapartida laboral, é a lógica dos que de útil no supostamente inútil a enxergar o que há de inútil no útil. discordem, são absolutamente inúteis. Não se ofendam, eu também sou. Daqui a cinquenta, cem, mil, dez mil anos, daqui a cinquenta, cem, mil, dez mil anos, já não haja mais ninguém aqui para se lembrar de coisa alguma, pois a aliás, também é inútil. Às vezes eu penso no cara que inventou o pelos corredores de uma de suas fábricas, dizendo para a secretária ligar para a sua esposa e avisar que não volta aramezinho de fechar pão. Um gênio ele devia se achar. E cada um de nós tem seu aramezinho de fechar pão e se para o futuro do cosmos. Com relação às ideias do texto CB1A1-II, julgue os próximos itens.\n\n\n\nA respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1-III de Fígaro, de Mozart. Aproximando-se o final do espetáculo, o personagem mais importante, Fígaro, faz um que vi, o diretor de cena teve a ideia de acender as luzes da plateia durante o canto de Fígaro, que saiu do palco e Logo atrás de mim, uma senhora furiosa levantou-se. Fez o sinal de “não” nas fuças do pobre cantor ter prestado mais atenção. O tema nuclear de As Bodas de Fígaro é atual: trata-se de desmascarar, denunciar e punir Aquela senhora furiosa revoltou-se antes do tempo e não viu a condenação do conde brutal. Tal modo mais injusto, as mulheres são mantidas em nossas sociedades, é compreensível. Mas indignou-se cedo Indignação: eis o problema. Nunca tive simpatia por essa palavra. Pressupõe cólera e desprezo. Quando estamos droga. Arrebata a alma, enfurece as vísceras, dilata os pulmões e nos faz acreditar na veemência do nosso ódio. A solidão indignada faz grandes discursos interiores contra aquilo que erigimos como inimigo. Serve para dar arquitetamos vinganças e reparações. Depois, o balão murcha, sobrando apenas nossa miserável impotência. duas, ou em um pequeno grupo, a indignação leva ao descontrole. Nervosos, falamos alto e dizemos coisas que, nós que falamos, mas algo que está em nós e que ocupou nosso corpo esvaziado de qualquer poder reflexivo: a Com relação às ideias do texto CB1A1-III, julgue os itens seguintes.\n\n\n\nA respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-III, julgue os itens subsecutivos.","vida de Geraldo Viramundo: sua troca de correspondência com os estudantes, julgando estar a se corresponder com sua amada. é impossível dar a exata medida do grau de maluquice que inspiraram tais cartas: infelizmente se perderam e de nenhuma esforços em rebuscar coleções, arquivos e alfarrábios em minha terra. Sou forçado, pois, a limitar-me aos elementos de que Viramundo em Ouro Preto, e dando viço às suas peregrinações. Com referência aos sentidos do texto precedente e às estruturas linguísticas nele empregadas, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1AAA sensíveis, dessas a que tudo lhes toca e tange. Se a gente lhe perguntasse: “Como vais, Juca?”, ao que qualquer pessoa não era assim tão simples. Primeiro fazia uma cara de indecisão, depois um sorriso triste contrabalançado por um consciência era cortado pela voz do interlocutor, que começava a falar chãmente em outras coisas, que, aliás, o Juca não estava egoístas, mais coriáceas, mais impenetráveis do reino animal. Pois, meus amigos, da última vez que vi o Juca, o impasse Estavam-lhe ministrando a extrema-unção. E, quando o sacerdote lhe fez a tremenda pergunta, chamando-o pelo na sua face devastada pela erosão da morte, a Dúvida começava a redesenhar, reanimando-a, aqueles seus trejeitos e foi “sim” nem “não”; seria acaso um “talvez”, se o padre não fosse tão compreensivo. Ou apressado. Despachou-o num E eu imagino o Juca a indagar, até hoje: — Mas o senhor acha mesmo, sargento Gabriel, que Com relação às estruturas linguísticas e aos sentidos do texto CB1A1AAA, julgue os itens a seguir.","No que se refere às estruturas linguísticas do texto CB1A1AAA, julgue os itens seguintes.","aperfeiçoado pelos avanços científicos e tecnológicos que, por sua vez, proporcionaram a reestruturação da produção e a transformando o empregado em simples mercadoria inserta no processo de produção. Nesse contexto, o trabalhador se vê dignidade: o trabalho. A luta dos trabalhadores, portanto, não é mais apenas por condições melhores de subsistência, mas Em face desse cenário, a opinião pública passa a questionar o papel do Estado e das instituições dominantes, no da atividade econômica. A sociedade requer das organizações uma nova configuração da atividade econômica, pautada na ambiente, a fim de minimizar problemas sociais como concentração de renda, precarização das relações de trabalho agravados, entre outros motivos, por propostas que concebem um Estado que seja parco em prestações sociais e no qual a existência, só recorrendo ao Poder Público subsidiariamente, na impossibilidade de autossatisfação de suas necessidades. Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens que se seguem.","Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto antecedente, julgue os itens seguintes.","A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do trecho da letra de música anteriormente apresentado, julgue os itens que se seguem.","Acerca dos aspectos linguísticos do texto precedente e das ideias nele contidas, julgue os próximos itens.","Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os próximos itens.","Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anteriormente apresentado, julgue os itens subsequentes.","Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto apresentado, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1AAA qualquer coisa muito interessante sobre ácido desoxirribonucleico. Ou quando acho uma carta que fale sobre desoxirribonucleico, uma carta que termine com “Muito amor, papai”. Francis Crick descobriu o desenho do DNA e escreveu Estrutura, foi o que ele falou. Antes de despedir-se ainda disse: “Quando chegar em casa, vou te mostrar o modelo”. Não guarde o resto do dinheiro para seus caramelos e, quando chegar, eu mostro a você o mecanismo copiador básico a partir Não sou de choro fácil, mas um composto orgânico cujas moléculas contêm as instruções genéticas que coordenam me comove. Cromossomas me animam, ribossomas me espantam. A divisão celular não me deixa dormir, e olha que eu passarem os aviões, mas isso nunca acontece de madrugada — a noite se guarda toda para o infinito silêncio. uma carabina, mas não sei se vem ao caso. Nenhuma palavra quer ferir outras palavras: nem desoxirribonucleico, nem sinônimos, veja só, ácido desoxirribonucleico e DNA são exatamente a mesma coisa, e os do resto das palavras você os canhões. Que coisa mais linda esse ácido despenteado, caramba. Olhei com mais atenção o desenho da estrutura e Julgue os itens a seguir, com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA, no qual a autora Matilde Campilho aborda a descoberta, em 1953, da estrutura da molécula do DNA, correalizada pelos cientistas James Watson e Francis Crick.","Texto CB1A1AAA número de cursos frequentados, a qualificação dos professores seria extraordinária. Se a qualidade das escolas pudesse ser frequentadas pelos seus professores, aconteceria uma revolução em cada escola. Os professores fazem cursos, acumulam aos desafios que encaram na sala de aula. Esta preocupante realidade brasileira não difere de continuada de professores, decorrente da institucionalização de um subsistema de formação e do investimento de milhões de ou nada se alterou na atitude dos professores, pouco ou nada terá mudado nas suas práticas. porque se tenha insistido na crença da transferibilidade linear de saberes pretensamente adquiridos. Talvez porque se tenha como o professor ensina. Que o modelo predominante da formação universitária é, por vezes, a negação do que se porque se descurasse a necessidade de criar dispositivos de autoformação cooperativa, que rompessem com a cultura do escolas. Talvez... Não será difícil caracterizar os programas de formação primordial é o de adaptar os professores a “novas” técnicas ou processos. esta prática de formação não tenha servido ao que se propôs. E não se poderá imputar a responsabilidade à incipiente programas ou ao tradicional individualismo dos professores. Estes programas mantêm grande número de professores como Acredito que a formação acontece quando um professor se decifra através de um diálogo entre o eu que age efetivo projeto, identifica as suas fragilidades e compreende que é obra imperfeita de imperfeitos professores. Considerando as ideias expressas no texto CB1A1AAA e a sua tipologia, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, com relação aos aspectos gramaticais do texto CB1A1AAA.","Texto CB1A1BBB suicidou-se em seguida é um sintoma da revivescência de um sentimento que parecia ter morrido no coração dos homens: senhores parece que não sabem o que é a vontade dos outros. Eles se julgam com o direito de impor o seu amor ou o seu diferentes dos ladrões à mão armada; mas o certo é que estes não nos arrebatam senão o dinheiro, enquanto esses tais noivos ente, de pistola na mão. O ladrão ainda nos deixa com vida, se lhe passamos o dinheiro; os tais passionais, porém, matam logo. Nós já tínhamos os maridos que matavam as esposas De resto, semelhantes cidadãos são idiotas. É de se supor que quem quer casar deseje que a sua futura mulher venha para o boa-vontade, sem coação de espécie alguma, com ardor até, com ânsia e grandes desejos; como é então que se castigam as coisa equivalente? Todas as considerações que se possam fazer tendentes domínio outro que não aquele que venha da afeição não devem ser desprezadas. Esse obsoleto domínio à valentona, do homem Todos os experimentadores e observadores dos fatos morais têm mostrado a insanidade de generalizar a eternidade nas leis ou a cano de revólver é um absurdo tão grande como querer impedir que o Sol varie a hora do seu matem, pelo amor de Deus. Com relação aos sentidos e aos aspectos gramaticais do texto CB1A1BBB, julgue os itens que se seguem.","Texto CB2A1BBB maior dinamismo, nos últimos anos, para atender à demanda de seus usuários, nas mais diferentes situações de interatividade. escrita, até mesmo na área digital. Por isso, necessitamos sempre assimilar novos conhecimentos e expressá-los com A construção do pensamento — e sua exposição de forma clara e persuasiva — constitui um dos objetivos mais profissional e, muitas vezes, pessoal. É evidente que a interlocução comunicativa permite o entendimento, argumentar com maior propriedade em defesa de nossos direitos e deveres como cidadãos. A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB2A1BBB, julgue os itens que se seguem.","Texto CB3A1BBB haver-se com senhoras. Felizmente, lembrou-se da promessa que a si mesmo fizera de ser forte e implacável. Foi jantar. em casa, muito melhor que no trem de ferro. Lá vestia a capa, embora tivesse os olhos descobertos; cá trazia à vista os olhos mostrando as mãos, que eram bonitas, e um princípio de braço. Demais, aqui era a dona da casa, falava mais, desfazia-se em No que se refere à tipologia e a aspectos linguísticos do texto CB3A1BBB — um fragmento de obra de Machado de Assis —, julgue os itens seguintes.","consegui-la. Enquanto o direito tiver de repelir o ataque causado pela injustiça — e isso durará enquanto o mundo A vida do direito é a luta: a luta de povos, de governos, de classes, de indivíduos. Todo o direito do mundo contrapôs teve de ser eliminado e todo direito, o direito de um povo ou o de um indivíduo, teve de ser conquistado com luta. Por isso, a justiça segura, em uma das mãos, a balança, com a qual pesa o direito, e, na outra, a espada, com a qual o defende. é a fraqueza do direito. Ambas se completam e o verdadeiro estado de direito só existe onde a força, com a qual a justiça justiça maneja a balança. O direito é um labor contínuo, não apenas dos situação de precisar defender seu direito participa desse trabalho, levando sua contribuição para a concretização da Com referência às ideias apresentadas no texto precedente e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens a seguir.","A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto, julgue os itens que se seguem.","Julgue os itens que se seguem, referentes aos sentidos e a aspectos gramaticais do texto.","XXX n.º 524/1991/SG-PR Brasília, 5 de março de 2005. Vossa Excelência o Deputado Pedro Antonio Secretário-Geral de Recursos Humanos da Câmara Federal 1. Em atendimento ao Projeto Interinstitucional de Capacitação Técnica dos Servidores Públicos do Governo Federal, tenho a honra de solicitar a Sua Senhoria o agendamento de visita técnica e reunião para intercâmbio de procedimentos e rotinas entre os funcionários das unidades de Edições Técnicas da Câmara Federal e do Tribunal de Justiça. 2. Solicitamos, conforme entendimentos prévios entre os órgãos, que seja marcado a data de 1º/4/2005 para a referida visita, que deverá ocorrer no período vespertino, entre as 14h e as 18h. 3. Ao todo serão deslocados nesta data para as dependências da Unidade de Edições Técnicas da Câmara Federal cinco funcionários que trabalham diretamente com revisão de textos, preparação de originais e editoração eletrônica. 4. Preciso que a confirmação do agendamento seja enviada o mais rapidamente possível a fim de que possamos chamar os funcionários e dizer que eles têm esse compromisso e que não podem faltar. Cordialmente, Nilma Ariela Diretora de Recursos Humanos do Tribunal de Justiça Com base na normatização das correspondências oficiais prevista no Manual de Redação da Presidência da República, julgue os itens a seguir, tendo como referência o texto precedente."],"questions":[{"id":"c7b4c31aaf9c","number":17,"stem":0,"statement":"A substituição do vocábulo \"estratégias\" (segundo período do segundo parágrafo) por metas preservaria a correção gramatical e os sentidos do texto.","answer":"E","source":{"slug":"INFRASA_26_ANALISTA","ano":2026},"explanation":{"verdict_reason":"Estratégia e meta ocupam pontos opostos do mesmo raciocínio: a meta é o resultado que se quer alcançar, a estratégia é o caminho escolhido para alcançá-lo. A frase permaneceria gramatical, porque os dois substantivos são femininos plurais e cabem na mesma posição, mas o texto passaria a nomear o fim onde nomeava o meio. Trocar meio por fim é alteração de sentido, não de vocabulário.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"por metas preservaria a correção gramatical e os sentidos do texto","corrected_statement":"A substituição do vocábulo \"estratégias\" (segundo período do segundo parágrafo) por metas prejudicaria os sentidos do texto.","concept":"Meio × fim: estratégia não é meta","citation":null,"trap_note":"Pares meio/fim são a substituição preferida da banca quando a frase não pode quebrar: estratégia e meta, método e objetivo, instrumento e finalidade. Gramaticalmente intercambiáveis, semanticamente opostos."}},{"id":"de70b1dc0c63","number":2,"stem":1,"statement":"A construção “o que se tem consolidado” (primeiro período do segundo parágrafo) poderia ser reescrita como o que vem sendo consolidado, sem prejuízo da correção gramatical e do sentido do texto.","answer":"C","source":{"slug":"TELEBRAS_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Tem-se consolidado” e “vem sendo consolidado” exprimem o mesmo aspecto: processo iniciado no passado e ainda em curso. A primeira forma usa o “se” apassivador com pretérito perfeito composto; a segunda usa a locução com “vir” mais gerúndio da passiva analítica, e o particípio concorda com o relativo “o que”, de valor masculino singular. Nenhum agente precisava ser preservado, pois não havia agente expresso.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Aspecto continuativo: “tem-se” × “vem sendo”","citation":null,"trap_note":"“Tem feito”, “vem fazendo” e “vem sendo feito” exprimem continuidade e se intercambiam. Confira só duas coisas: se a voz se mantém e se o particípio concorda com o sujeito na versão analítica."}},{"id":"41dc12b9566b","number":4,"stem":2,"statement":"A substituição de “a meta última” (segundo período do terceiro parágrafo) por a última meta alteraria o sentido veiculado originalmente no texto e poderia comprometer a coerência textual.","answer":"C","source":{"slug":"CD_25_NS","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Posposto, “último” tem valor qualificativo e significa derradeiro no sentido de supremo, definitivo: a meta última é o objetivo maior da técnica, que o texto identifica com a clareza. Anteposto, passa a ordinal e indica posição numa série, a última de várias metas. Como o parágrafo opõe a clareza à simplicidade como finalidade principal, e não como etapa final, a troca de posição afeta o sentido e ameaça a coerência — exatamente o que o item afirma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“Meta última” (definitiva) × “última meta” (final da série)","citation":null,"trap_note":"Este é o grupo restrito de adjetivos que mudam de sentido com a posição. Antes do substantivo tendem ao valor subjetivo ou ordinal; depois, ao valor objetivo ou qualificativo. Único, simples, certo, grande, velho e último estão nele."}},{"id":"2c1df832193b","number":7,"stem":3,"statement":"A correção gramatical e a coerência do texto seriam mantidas caso se substituísse o trecho inicial “Entre as décadas de 1890 e 1930” (primeiro período do primeiro parágrafo) por Da década de 1890 à de 1930.","answer":"C","source":{"slug":"CAU_MG_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Entre... e...” e “de... a...” são as duas maneiras de delimitar um intervalo, e a segunda exige as preposições correspondentes: “Da década de 1890” traz a contração de “de” com o artigo, e “à de 1930” traz a fusão da preposição “a” com o artigo feminino que retoma “década”, elíptico. O acento grave está corretamente empregado justamente porque o substantivo elidido é feminino e determinado. O período continua correto e o recorte temporal é o mesmo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Intervalo com “entre... e” × “de... a”, com crase no segundo limite","citation":null,"trap_note":"Ao converter “entre A e B” em “de A a B”, o teste é a crase do segundo limite: havendo substantivo feminino elíptico e determinado, o acento é obrigatório. A banca costuma oferecer a versão sem acento."}},{"id":"eaaa03887d84","number":8,"stem":3,"statement":"A oração que constitui o primeiro período do texto é construída na voz passiva.","answer":"C","source":{"slug":"CAU_MG_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Em “observou-se uma das maiores transformações técnicas nas habitações”, o “se” é apassivador e “uma das maiores transformações” é sujeito paciente, o que se comprova pela possibilidade de reescrita analítica: uma das maiores transformações foi observada. Trata-se, portanto, de voz passiva sintética. O teste da conversão é o que separa o “se” apassivador do “se” indeterminador do sujeito.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Teste da conversão para identificar a passiva sintética","citation":null,"trap_note":"Para saber se o “se” apassiva, tente a passiva analítica com “ser” mais particípio. Se a frase resultante fizer sentido e o termo posposto virar sujeito, é voz passiva; se não couber, o “se” apenas indetermina o sujeito."}},{"id":"b6803101ac31","number":10,"stem":4,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias do texto, o vocábulo “houvesse” (terceiro período do segundo parágrafo) poderia ser substituído por tivesse.","answer":"C","source":{"slug":"SUSEP_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Haver” e “ter” funcionam igualmente como auxiliares na formação dos tempos compostos, de modo que “se houvesse feito” e “se tivesse feito” são formas equivalentes do mais-que-perfeito composto do subjuntivo. A flexão permanece na terceira pessoa do singular e o particípio não muda. Não se trata do “haver” impessoal, que não tem substituto em “ter”.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“Haver” e “ter” como auxiliares de tempo composto","citation":null,"trap_note":"Separe os dois “haver”: como auxiliar, troca-se livremente por “ter”; como verbo pleno de existência, é impessoal e não admite “ter” no lugar. O particípio ao lado é o sinal de que se trata do auxiliar."}},{"id":"2b254a5208dd","number":11,"stem":5,"statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, a substituição de “no que se refere” por devido manteria a correção gramatical e os sentidos do texto.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“No que se refere a” delimita o âmbito em que as desigualdades aparecem; “devido a” enuncia causa. Com a troca, o texto passaria a afirmar que a qualidade, a velocidade e a estabilidade da conexão causam as desigualdades, quando o original diz que é nesses aspectos que elas se manifestam. A frase continuaria bem construída, já que a preposição “a” está presente nas duas locuções — o que cai é o sentido.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"por devido manteria a correção gramatical e os sentidos do texto","corrected_statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, a substituição de “no que se refere” por no tocante manteria a correção gramatical e os sentidos do texto.","concept":"Delimitação de âmbito × relação de causa","citation":null,"trap_note":"Conectivo trocado é relação lógica trocada. “Quanto a”, “no que se refere a” e “no tocante a” delimitam; “devido a”, “em razão de” e “graças a” causam. A frase fica igualmente correta, e é justamente aí que o item se esconde."}},{"id":"15563123257e","number":12,"stem":6,"statement":"As relações sintáticas e o sentido do segundo período do primeiro parágrafo seriam preservados caso fosse introduzida a sequência que é imediatamente antes do termo “baseado”.","answer":"C","source":{"slug":"TELEBRAS_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Baseado na personalização, na conveniência e na acessibilidade” é oração reduzida de particípio que modifica “um modelo de consumo cultural”. Inserir “que é” apenas a desenvolve em oração adjetiva, com o relativo retomando o mesmo antecedente e o verbo de ligação explicitando o que o particípio já ligava. As relações sintáticas ficam as mesmas, apenas expressas por termos que antes estavam implícitos.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Reduzida de particípio desenvolvida com “que é”","citation":null,"trap_note":"Reduzida de particípio e oração adjetiva com verbo de ligação são a mesma estrutura, uma implícita e outra explícita. Desenvolvê-la é seguro quando o particípio já concordava com o antecedente do relativo."}},{"id":"89ab91fe437f","number":14,"stem":7,"statement":"A reescrita do trecho “caso a oportunidade não esteja alinhada com seus gostos pessoais e seus desejos” (segundo período do terceiro parágrafo) como caso a oportunidade não esteja em consonância com o que apreciam e desejam manteria a coerência e a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"STM_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Estar alinhada com” e “estar em consonância com” regem a mesma preposição e exprimem a mesma ideia de correspondência. O par de substantivos “seus gostos pessoais e seus desejos” é convertido em oração substantiva com dois verbos coordenados, “o que apreciam e desejam”, ambos transitivos diretos e ambos com o mesmo objeto retomado pelo relativo. A correspondência entre a oportunidade e as preferências permanece a mesma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Sintagma nominal convertido em oração substantiva com “o que”","citation":null,"trap_note":"Ao transformar substantivos em verbos, confira se os dois verbos coordenados aceitam o mesmo complemento retomado pelo relativo. Se um deles exigir preposição, a coordenação quebra e o item cai."}},{"id":"e221cd85e77b","number":15,"stem":8,"statement":"A correção gramatical e os sentidos do texto seriam preservados se o trecho “idealizado por ela e produzido pelo Museu Ciência e Vida e pela Fundação CECIERJ” (primeiro período do quinto parágrafo) fosse reescrito da seguinte maneira: que ela idealizou e o Museu Ciência e Vida e a Fundação CECIERJ produziram.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Os dois particípios formam reduzidas de particípio na voz passiva, cada um com seu agente expresso por “por”. A reescrita as desenvolve em orações adjetivas na voz ativa: os agentes sobem a sujeito — “ela”, “o Museu Ciência e Vida e a Fundação CECIERJ” — e o relativo “que” assume a função de objeto direto dos dois verbos, retomando “o podcast”. Nenhum agente se perde e o verbo concorda com o sujeito composto em “produziram”.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Reduzidas de particípio passivas desenvolvidas na voz ativa","citation":null,"trap_note":"Conversão de passiva em ativa é legítima quando o agente está expresso: ele vira sujeito e o antigo sujeito paciente vira objeto. Com dois agentes coordenados, confira também a concordância do verbo no plural."}},{"id":"fd315f137341","number":17,"stem":9,"statement":"A substituição do trecho “não forem assim” (último período) por não o forem manteria a correção gramatical e a coerência do texto.","answer":"C","source":{"slug":"STM_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Assim” retoma, como predicativo, os adjetivos “capazes e fiéis” do período anterior. O pronome oblíquo “o” exerce exatamente essa função quando acompanha verbo de ligação: “não o forem” vale por “não forem capazes e fiéis”, e é forma invariável, que não concorda com o antecedente plural. A construção é da norma culta e o encadeamento com a oração anterior se mantém.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Pronome “o” como predicativo retomando adjetivo anterior","citation":null,"trap_note":"O “o” predicativo é invariável e retoma adjetivo ou oração inteira: “se forem competentes, sê-lo-ão sempre”, “não o são”. Item que exigir concordância com o antecedente plural nesse pronome está errado."}},{"id":"c7b86be4e152","number":18,"stem":10,"statement":"Sem prejuízo das ideias originais e da correção gramatical do texto, o quarto parágrafo poderia ser reescrito em um único período, da seguinte forma: A União Europeia (UE), por exemplo, estabeleceu, para seus Estados-membros, metas e compromissos de redução de emissões, entre cujos objetivos se inclui a redução das suas emissões de GEE em, pelo menos, 40% até 2030, em comparação aos níveis de 1990.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_RS_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"A fusão dos dois períodos em um só transforma a segunda informação em oração adjetiva encaixada por “entre cujos objetivos se inclui”, em que o relativo “cujo” liga corretamente “objetivos” a “metas e compromissos”. A preposição “entre” aparece antes do relativo, como a norma exige, e o verbo concorda com “a redução”, seu sujeito. Os deslocamentos restantes são de adjunto, todos entre vírgulas, e “em comparação aos níveis” mantém regência admissível.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Fusão de períodos por relativo “cujo” precedido de preposição","citation":null,"trap_note":"Com “cujo”, confira três coisas na frase nova: o antecedente à esquerda, o substantivo à direita (sem artigo) e a preposição antes do relativo, nunca depois. Passando nas três, a reescrita se sustenta."}},{"id":"d57abca56ffa","number":18,"stem":5,"statement":"Estariam preservados a correção gramatical e os sentidos do texto caso, no segundo período do quarto parágrafo, o segmento “em 2024” fosse deslocado para imediatamente depois de “feito”.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Em 2024” é adjunto adverbial de tempo que modifica “feito”, e colocá-lo imediatamente depois do particípio apenas o aproxima do termo que já modificava. Nenhum outro termo fica entre o particípio e seu agente, “pela ANATEL”, que continua legível como tal. Não há vírgula a acrescentar nem regência a refazer, e a informação é a mesma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Deslocamento de adjunto que não muda o termo modificado","citation":null,"trap_note":"Deslocamento só altera o sentido quando muda o termo sobre o qual o adjunto incide. Se antes e depois ele continua preso ao mesmo verbo ou particípio, a reescrita é neutra."}},{"id":"4cd2a207a37c","number":21,"stem":11,"statement":"Nos trechos “reconhecem que há discriminação” e “reconhecem que há machismo” (segundo período do terceiro parágrafo), a substituição do segmento “que há” por a existência de manteria tanto a correção gramatical quanto o paralelismo sintático no período.","answer":"C","source":{"slug":"CD_25_NS","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Reconhecer” é transitivo direto e recebe tanto a oração substantiva objetiva introduzida por “que” quanto o sintagma nominal “a existência de discriminação”, sem exigir preposição em nenhum dos casos. A nominalização devolve o complemento do verbo “haver” como complemento do nome “existência”, com a preposição “de” que ele pede. Feita a troca nos dois trechos, as duas orações continuam com a mesma estrutura, e é isso que preserva o paralelismo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Oração objetiva com “que” nominalizada em “a existência de”","citation":null,"trap_note":"Paralelismo exige que a mesma operação seja aplicada a todos os membros da série. Item que nominaliza os dois trechos mantém o paralelismo; item que nominaliza um e deixa o outro como oração o destrói."}},{"id":"6b916c5bb47d","number":1,"stem":12,"statement":"O sentido e a correção gramatical do primeiro período do quarto parágrafo seriam mantidos caso o trecho “sem que se leve” fosse alterado para sem se levar.","answer":"C","source":{"slug":"CAMARA_MUNICIPAL_MACEIO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A troca é de uma oração desenvolvida por uma oração reduzida de infinitivo: a conjunção “sem que” mais subjuntivo equivale a “sem” mais infinitivo, e a partícula “se” permanece nos dois casos indeterminando o sujeito. Reconstruída, a frase fica “sem se levar em conta a existência de diferenças sociais significativas” — sem quebra de regência, de concordância ou de pontuação, e com o mesmo conteúdo. Nada se perde porque o sujeito já era indeterminado na forma original.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Oração desenvolvida com “sem que” × reduzida de infinitivo com “sem”","citation":null,"trap_note":"Desenvolver ou reduzir uma oração é operação neutra quando o sujeito da subordinada é o mesmo ou é indeterminado. Reconstrua a frase inteira e confira só isto: quem é o sujeito do infinitivo. Se ele não puder ser recuperado, a redução falha."}},{"id":"d66cb5040e1b","number":1,"stem":13,"statement":"Mantendo-se a correção gramatical e a coerência das ideias do texto, o primeiro período do terceiro parágrafo poderia ser reescrito da seguinte maneira: Aqueles que, com tanta confiança, declaravam, no final do século XVIII, que os direitos eram universais vieram a demonstrar que tinham algo muito menos inclusivo em mente, o que é ainda mais assustador.","answer":"C","source":{"slug":"STJ_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O original destaca o juízo do autor por meio de predicativo anteposto — “Ainda mais perturbador é que...” —, e a reescrita devolve a oração à ordem direta, deixando o juízo para o fim, retomado pelo relativo “o que”, que se refere a todo o conteúdo anterior. Nada se perde: o sujeito da oração principal continua sendo “Aqueles que... declaravam”, e o adjetivo apenas troca por sinônimo. Muda a distribuição da ênfase, não a coerência.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Predicativo anteposto convertido em comentário com “o que”","citation":null,"trap_note":"O relativo “o que” retoma toda a oração anterior, e é o que permite mover um juízo do início para o fim do período. Se ele tiver um antecedente nominal claro em vez do período inteiro, a reescrita muda de referente e o item cai."}},{"id":"f63750e57956","number":1,"stem":14,"statement":"Mantendo-se o sentido e a correção gramatical do texto, o trecho “a mesma fonte poder ser interpretada pela ótica do dominante e do dominado” (último parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte forma: as mesmas fontes poder serem interpretadas sob a ótica do dominante e a do dominado.","answer":"E","source":{"slug":"TRT10_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Na reescrita, quem tem sujeito próprio é o infinitivo do auxiliar, e é ele que deve flexionar: “as mesmas fontes poderem ser interpretadas”. A forma oferecida faz o contrário — deixa “poder” invariável e flexiona “serem”, que é o verbo principal da locução e não admite flexão nessa posição. A construção proposta é agramatical, e o item morre na correção.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"as mesmas fontes poder serem interpretadas","corrected_statement":"Mantendo-se o sentido e a correção gramatical do texto, o trecho “a mesma fonte poder ser interpretada pela ótica do dominante e do dominado” (último parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte forma: as mesmas fontes poderem ser interpretadas sob a ótica do dominante e sob a do dominado.","concept":"Em locução verbal, quem flexiona é o auxiliar","citation":null,"trap_note":"Infinitivo flexionado marca o sujeito próprio da oração reduzida, e numa locução isso recai sobre o auxiliar: poderem ser, deverem ficar, terem sido. “Poder serem” e “devem serem” são construções inexistentes."}},{"id":"2b4ad63f5070","number":1,"stem":15,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias originais do texto, o primeiro período do primeiro parágrafo poderia ser assim reescrito: Em abril do ano corrente, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou um projeto de lei que determina critérios mínimos de qualidade para escolas públicas de educação básica.","answer":"C","source":{"slug":"FNDE_24_PSS","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A reescrita converte a passiva “foi aprovado na CCJ” em ativa, promovendo a CCJ a sujeito e rebaixando o projeto de lei a objeto direto, com a relativa que o modifica intacta. O adjunto temporal apenas migra para o início, devidamente separado por vírgula, e “em abril deste ano” vira “em abril do ano corrente”, expressão equivalente. Nada fica sem complemento e nada muda de conteúdo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Conversão passiva → ativa com recuperação do agente","citation":null,"trap_note":"A passiva com agente expresso (“na CCJ”, “pelo governo”) é sempre reversível: o agente sobe a sujeito e o sujeito desce a objeto direto. É a passiva sem agente que costuma não ter volta."}},{"id":"2130c8f6ce7b","number":1,"stem":16,"statement":"Os sentidos e a correção gramatical do texto estariam preservados caso o trecho “o surgimento da escrita não foi apenas a aquisição de mais um modo de expressão, mas também uma revolução” (primeiro período do primeiro parágrafo) fosse assim reescrito: o surgimento da escrita não foi a aquisição de mais um modo de expressão, mas sim uma revolução.","answer":"E","source":{"slug":"MP_GO_24_SERVIDOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Não apenas... mas também” é correlação aditiva: as duas coisas valem, a escrita foi aquisição de um modo de expressão e foi revolução. “Não... mas sim” é correlação corretiva: nega a primeira e afirma só a segunda. A frase proposta é gramatical, mas passa a excluir o que o original somava, e o parágrafo seguinte, que explica em que a escrita foi também um modo de expressão, deixa de encaixar.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"Os sentidos e a correção gramatical do texto estariam preservados","corrected_statement":"Os sentidos e a correção gramatical do texto estariam preservados caso o trecho “o surgimento da escrita não foi apenas a aquisição de mais um modo de expressão, mas também uma revolução” (primeiro período do primeiro parágrafo) fosse assim reescrito: o surgimento da escrita não foi apenas a aquisição de mais um modo de expressão, mas foi também uma revolução.","concept":"Correlação aditiva “não só... mas também” × corretiva “não... mas sim”","citation":null,"trap_note":"Retirar “apenas”, “só” ou “também” de uma correlação transforma soma em exclusão. É a mudança de sentido mais barata que a banca consegue fazer, e a frase continua impecável gramaticalmente."}},{"id":"68ed87999966","number":2,"stem":17,"statement":"Estariam mantidos os sentidos do segundo período do primeiro parágrafo caso se deslocasse o termo “alguma” para imediatamente depois de “coisa”.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Alguma coisa” é indefinido de valor positivo: o narrador leu algo nos jornais. Posposto ao substantivo, o mesmo vocábulo assume valor negativo reforçado — “coisa alguma” equivale a “nenhuma coisa” —, e o período passaria a dizer que ele não leu nada. A construção seria gramatical, mas afirma o contrário do original.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Estariam mantidos os sentidos do segundo período do primeiro parágrafo","corrected_statement":"Estariam alterados os sentidos do segundo período do primeiro parágrafo caso se deslocasse o termo “alguma” para imediatamente depois de “coisa”.","concept":"“alguma coisa” (positivo) × “coisa alguma” (negativo)","citation":null,"trap_note":"Alguns indefinidos mudam de polaridade com a posição: alguma coisa/coisa alguma, algum motivo/motivo algum. Anteposto, afirmam; pospostos, negam. Deslocamento aqui não é estilo, é troca de sinal."}},{"id":"f300f80929ae","number":2,"stem":18,"statement":"Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto caso o trecho “Em alguns minutos, houve um movimento de nuvens e de luz; há manchas verdes, três ou quatro, perto das ilhas que estão mais nítidas” (terceiro parágrafo) fosse assim reescrito: Em alguns minutos, um movimento de nuvens e de luz ocorreu; manchas verdes, três ou quatro, aparecerão perto das ilhas mais nítidas.","answer":"E","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho descreve o que o personagem vê naquele instante, e por isso alterna passado imediato e presente: houve um movimento, há manchas verdes. A reescrita põe “aparecerão” no futuro, transformando o que está diante dos olhos em previsão, o que desfaz a cena. A troca de “houve” por “ocorreu” seria admissível; o que derruba o item é o tempo do segundo verbo.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto","corrected_statement":"Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto caso o trecho “Em alguns minutos, houve um movimento de nuvens e de luz; há manchas verdes, três ou quatro, perto das ilhas que estão mais nítidas” (terceiro parágrafo) fosse assim reescrito: Em alguns minutos, um movimento de nuvens e de luz ocorreu; manchas verdes, três ou quatro, aparecem perto das ilhas mais nítidas.","concept":"Presente descritivo substituído por futuro","citation":null,"trap_note":"Numa reescrita com vários verbos, confira o tempo de cada um. A banca troca corretamente o primeiro e altera o segundo, contando com que a inspeção pare no começo da frase."}},{"id":"2745386ed849","number":2,"stem":19,"statement":"As relações de coesão e coerência do texto seriam preservadas caso a oração ‘embora não sejam uma panaceia’ (último período do segundo parágrafo) fosse reescrita como mesmo não sendo uma panaceia.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_GUARDA","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Embora não sejam uma panaceia” é oração concessiva desenvolvida; “mesmo não sendo uma panaceia” é a mesma concessão em forma reduzida de gerúndio, com “mesmo” assumindo o papel concessivo da conjunção. O sujeito da reduzida continua sendo “programas”, recuperável da oração principal, e a negação permanece no mesmo lugar. Coesão e coerência não se alteram.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Concessiva desenvolvida × reduzida de gerúndio com “mesmo”","citation":null,"trap_note":"Reduzir uma concessiva só funciona com marcador concessivo explícito (“mesmo”, “ainda que” desfeito em “mesmo sendo”): o gerúndio sozinho vira causa ou tempo. Reconstrua e veja se a oposição continua legível."}},{"id":"e70cadf1112d","number":5,"stem":20,"statement":"A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados caso o segundo período do último parágrafo fosse reescrito da seguinte maneira: Para entender onde cada estudo deixou a desejar, os dados coletados pelos pesquisadores nos Estados Unidos da América em 2010 e 2021 foram reanalisados.","answer":"E","source":{"slug":"BDMG_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"No original, os pesquisadores são agentes de “reanalisaram”, e os dados apenas foram coletados, sem que o texto diga por quem. Na reescrita, a passiva apaga o agente de “reanalisados” e prende “pelos pesquisadores” a “coletados”, atribuindo a eles a coleta. O agente sobreviveu na frase, mas grudado no verbo errado — e com isso o texto passa a afirmar o que não afirmava.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados","corrected_statement":"A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados caso o segundo período do último parágrafo fosse reescrito da seguinte maneira: Para entender onde cada estudo deixou a desejar, os dados coletados nos Estados Unidos da América em 2010 e 2021 foram reanalisados pelos pesquisadores.","concept":"Agente da passiva ligado ao particípio errado","citation":null,"trap_note":"Na conversão para a passiva, siga o agente: ele tem de ficar junto do verbo de que era sujeito. Quando há dois particípios na frase, a banca costuma pendurar o “por” no mais próximo, e quem praticou a ação muda."}},{"id":"e91141746234","number":5,"stem":16,"statement":"A correção gramatical e os sentidos do texto seriam preservados caso o trecho “que a impressão e os computadores” (primeiro período do terceiro parágrafo) fosse reescrito como da impressão e dos computadores.","answer":"E","source":{"slug":"MP_GO_24_SERVIDOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Mais extrema que a impressão e os computadores” é comparativo de superioridade, e o segundo termo da comparação se introduz por “que” ou “do que”. A preposição “de” só aparece no superlativo relativo, que delimita um conjunto — “a mais drástica das três tecnologias”, como o próprio texto faz adiante. Com “da impressão e dos computadores”, o comparativo fica sem o conectivo que exige e a construção deixa de ser gramatical.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"da impressão e dos computadores","corrected_statement":"A correção gramatical e os sentidos do texto seriam preservados caso o trecho “que a impressão e os computadores” (primeiro período do terceiro parágrafo) fosse reescrito como do que a impressão e os computadores.","concept":"Comparativo com “que/do que” × superlativo relativo com “de”","citation":null,"trap_note":"Comparativo compara dois termos e pede “que/do que”; superlativo relativo destaca um dentro de um conjunto e pede “de”. Trocar um conectivo pelo outro quebra a construção, não apenas o estilo."}},{"id":"453780e25086","number":6,"stem":21,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, poderia ser incluída a palavra qualquer imediatamente antes de “ação” (terceiro período do primeiro parágrafo).","answer":"E","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O texto traz “diz respeito à ação decorrente do preconceito”, com a crase justificada pela preposição de “dizer respeito a” mais o artigo definido feminino. Inserida a palavra “qualquer” logo antes de “ação”, o artigo desaparece — pronome indefinido não o admite —, e o acento passa a ser erro: o correto seria “a qualquer ação”. Ainda por cima o indefinido generaliza o que o texto apresentava como a ação determinada que decorre do preconceito.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto","corrected_statement":"Haveria prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto caso fosse incluída a palavra qualquer imediatamente antes de “ação” (terceiro período do primeiro parágrafo).","concept":"Inserção de determinante desfaz a crase e generaliza o referente","citation":null,"trap_note":"Inserir ou retirar uma palavra mexe no que está à volta dela. Antes de aceitar a inserção, releia a sequência já montada: um acento grave que fique diante de “qualquer”, “uma” ou “cada” denuncia o item."}},{"id":"5755de0e51a7","number":6,"stem":22,"statement":"A correção gramatical e o sentido original do primeiro período do texto seriam mantidos caso a forma verbal “evidenciar” fosse substituída por dar destaque.","answer":"E","source":{"slug":"MP_TO_24_SERVIDOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Evidenciar” é transitivo direto e por isso recebe “a discussão” sem preposição. “Dar destaque” é locução que rege preposição: dá-se destaque a alguma coisa. Substituída a forma verbal sem tocar no complemento, o texto ficaria com “dar destaque a discussão” — sem a preposição exigida e sem o acento que a fusão com o artigo produziria, “à discussão”.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"fosse substituída por dar destaque","corrected_statement":"A correção gramatical e o sentido original do primeiro período do texto seriam mantidos caso a forma verbal “evidenciar” fosse substituída por dar destaque à.","concept":"Verbo transitivo direto trocado por locução de regência indireta","citation":null,"trap_note":"Ao trocar verbo por locução, refaça o encontro com o complemento. Objeto direto feminino determinado mais locução que rege “a” é receita de crase — e a banca oferece a substituição sem ela."}},{"id":"94c55fa5c4f1","number":6,"stem":23,"statement":"O trecho “A União Europeia reconheceu as compras públicas como instrumento de inovação e de provimento de mercados pioneiros para novos produtos” (segundo período do segundo parágrafo) poderia ser reescrito, mantendo-se a correção e os sentidos do texto, da seguinte forma: A União Europeia concebe as compras públicas como forma de inovar e de provir mercados pioneiros para novos produtos.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_AC_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A reescrita desfaz a nominalização “provimento de mercados” e escolhe o verbo errado: o verbo correspondente a provimento é prover, transitivo direto, ao passo que provir é intransitivo e pede “de” (algo provém de algum lugar). “Provir mercados pioneiros” não se constrói em português. Some-se a isso a troca de “reconheceu”, pretérito perfeito, por “concebe”, presente, que desloca o fato no tempo — de modo que falham as duas coisas prometidas.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"concebe as compras públicas como forma de inovar e de provir","corrected_statement":"O trecho “A União Europeia reconheceu as compras públicas como instrumento de inovação e de provimento de mercados pioneiros para novos produtos” (segundo período do segundo parágrafo) poderia ser reescrito, mantendo-se a correção e os sentidos do texto, da seguinte forma: A União Europeia reconheceu as compras públicas como forma de inovar e de prover mercados pioneiros para novos produtos.","concept":"Desfazer nominalização exige o verbo de que o nome deriva","citation":null,"trap_note":"Quando o item troca um substantivo abstrato pelo verbo correspondente, confira duas coisas: se o verbo é mesmo o cognato certo (prover/provimento, não provir) e se os complementos do nome reaparecem com a regência que o verbo pede."}},{"id":"2def530e44f9","number":7,"stem":7,"statement":"Os sentidos originais e a correção do texto seriam mantidos caso a expressão “aqueles ligados às” (terceiro período do primeiro parágrafo) fosse substituída por as.","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em “aqueles ligados às”, o demonstrativo retoma um termo já mencionado e o particípio “ligados a” estabelece o vínculo entre esse termo retomado e o que vem depois. Reduzida a expressão ao artigo “as”, desaparecem as duas coisas: a retomada do antecedente e a relação de vínculo, e o texto passa a falar diretamente daquilo a que os elementos estavam ligados. A substituição não é de forma, é de referente.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"Os sentidos originais e a correção do texto seriam mantidos","corrected_statement":"Os sentidos originais e a correção do texto não seriam mantidos caso a expressão “aqueles ligados às” (terceiro período do primeiro parágrafo) fosse substituída por as.","concept":"Demonstrativo com particípio relacional não equivale a artigo","citation":null,"trap_note":"Quando a banca encurta uma expressão, verifique o que foi jogado fora junto. “Aqueles ligados a X” fala dos elementos vinculados a X; “as X” fala de X. Some a relação, muda o referente."}},{"id":"2d87115973ae","number":7,"stem":24,"statement":"O segundo período do primeiro parágrafo poderia ser reescrito, mantendo-se a correção gramatical e os sentidos originais do texto, da seguinte forma: No ano 2000, o economista norte-americano James Heckman (um dos ganhadores do prêmio Nobel na área econômica), conduziu uma pesquisa que acompanhou, ao longo do tempo, várias crianças, com e sem acesso à educação de qualidade.","answer":"E","source":{"slug":"SEMED_ARACAJU_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"No original, “no ano 2000” está dentro do aposto e data o prêmio Nobel, não a pesquisa. Levado para o início do período, o adjunto passa a datar “conduziu”, e o texto afirma que a pesquisa foi realizada em 2000 — informação que não está no original. Some-se a isso a vírgula colocada entre o sujeito e o verbo, depois do parêntese, que é erro de pontuação: falham ao mesmo tempo o sentido e a correção.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"No ano 2000, o economista norte-americano James Heckman","corrected_statement":"O segundo período do primeiro parágrafo poderia ser reescrito, mantendo-se a correção gramatical e os sentidos originais do texto, da seguinte forma: O economista norte-americano James Heckman, um dos ganhadores do prêmio Nobel na área econômica no ano 2000, conduziu uma pesquisa que acompanhou, ao longo do tempo, várias crianças, com e sem acesso à educação de qualidade.","concept":"Adjunto retirado do aposto passa a modificar o verbo principal","citation":null,"trap_note":"Datas e lugares deslocados são armadilha frequente: dentro de um aposto eles qualificam o aposto, no início do período qualificam o predicado. E olhe a pontuação da frase nova — vírgula entre sujeito e verbo derruba o item sozinha."}},{"id":"41aec5afa517","number":8,"stem":21,"statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, a substituição da forma verbal “é” pela expressão se trata de manteria a correção gramatical do texto e, ao mesmo tempo, proporcionaria maior grau de formalidade ao texto.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Tratar-se de” é construção impessoal: não tem sujeito, e por isso só se usa sem nada antes do verbo, como em “trata-se de uma opinião”. Com o sujeito expresso, “o preconceito se trata de uma opinião” é agramatical, porque o verbo pessoal “ser” do original estava justamente ligando esse sujeito ao predicativo. A promessa de manter a correção cai, e o aumento de formalidade é irrelevante diante disso.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"pela expressão se trata de manteria a correção gramatical","corrected_statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, a substituição da forma verbal “é” pela expressão se trata de prejudicaria a correção gramatical do texto.","concept":"“Tratar-se de” é impessoal e não admite sujeito","citation":null,"trap_note":"Verbo impessoal não recebe sujeito: “haver” (existir), “fazer” (tempo) e “tratar-se de” entram na frase sozinhos. Se a reescrita deixar um sintagma nominal antes deles, o item está errado."}},{"id":"659774da1a1c","number":8,"stem":24,"statement":"A expressão ‘para o começo da vida’ (segundo período do segundo parágrafo) poderia ser substituída, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência textual, por à primeira infância.","answer":"C","source":{"slug":"SEMED_ARACAJU_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O particípio “voltadas” admite tanto a regência com “para” quanto com “a”, de modo que “voltadas à primeira infância” é construção correta, com a crase justificada pela preposição exigida e pelo artigo feminino de “primeira infância”. No plano do sentido, o texto trata justamente de educação na primeira infância, e a expressão retoma o mesmo referente de “o começo da vida”. Correção e coerência ficam ambas preservadas.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Substituição sinonímica com ajuste de regência e crase","citation":null,"trap_note":"Ao trocar uma expressão por outra, refaça a regência do termo regente: “voltado para” e “voltado a” convivem, mas só a segunda pode gerar crase. O item é certo quando a forma proposta traz o acento que a nova regência criou."}},{"id":"8fc2a8208bc8","number":8,"stem":25,"statement":"A expressão “uma vez que” (terceiro período do quarto parágrafo) poderia ser substituída, sem prejuízo da correção gramatical e do sentido original do texto, por vez que.","answer":"E","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A locução conjuntiva consagrada na norma culta é “uma vez que”, em que o numeral integra a expressão e não pode ser retirado. “Vez que”, sozinho, não é reconhecido como conectivo pelo padrão exigido em prova, de modo que a reescrita deixaria a oração sem conjunção legítima. O sentido causal pretendido até se manteria, mas a construção não se sustenta.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"por vez que","corrected_statement":"A expressão “uma vez que” (terceiro período do quarto parágrafo) poderia ser substituída, sem prejuízo da correção gramatical e do sentido original do texto, por visto que.","concept":"Locução conjuntiva é bloco fechado: “uma vez que”","citation":null,"trap_note":"Locução conjuntiva não se desmonta: “uma vez que”, “à medida que”, “ao passo que”, “de modo que”. Retirar um elemento não encurta a expressão, destrói o conectivo — e o item que propuser isso está errado."}},{"id":"1d74e256a4f9","number":8,"stem":23,"statement":"A correção gramatical e os sentidos do texto seriam mantidos caso se substituísse a forma verbal “incluem” (último período do terceiro parágrafo) por considera.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_AC_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Quando se incluem nos cálculos as despesas efetuadas por estados, municípios e estatais” é voz passiva sintética: “as despesas” é sujeito e comanda a flexão, por isso o verbo está no plural. A forma oferecida, “considera”, está no singular e deixaria o verbo sem concordar com o sujeito plural. O sentido até se aproximaria, mas a correção gramatical cai, e isso basta para o item ser errado.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"por considera","corrected_statement":"A correção gramatical e os sentidos do texto seriam mantidos caso se substituísse a forma verbal “incluem” (último período do terceiro parágrafo) por consideram.","concept":"Concordância na voz passiva sintética com “se”","citation":null,"trap_note":"Sempre que houver “se” antes de verbo transitivo direto, procure o sintagma que vem depois: ele é o sujeito, e o verbo concorda com ele. A banca oferece a forma no singular contando com que você leia “se” como sujeito indeterminado."}},{"id":"67fb2a633b6d","number":9,"stem":26,"statement":"Sem prejuízo de sua correção gramatical ou de seu sentido original, o último período do texto poderia ser reescrito da seguinte forma: Esse excesso de litigiosidade bem como as pessoas, cuja a incapacidade em resolver questões de convivência social, com bom senso, compreensão e respeito têm sua parcela de culpa na sobrecarga dos tribunais, e em sua lentidão.","answer":"E","source":{"slug":"MP_TO_24_SERVIDOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A frase proposta acumula erros de construção: “cuja a incapacidade” junta relativo possessivo e artigo, o que a norma não admite, pois “cujo” já vem determinado; “incapacidade em resolver” troca a preposição que o substantivo rege, que é “de”; e o verbo “têm” fica sem sujeito identificável, já que “as pessoas” está encaixado na relativa. Basta ler a reescrita como texto para ver que ela não se sustenta.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"cuja a incapacidade em resolver questões de convivência social","corrected_statement":"Sem prejuízo de sua correção gramatical ou de seu sentido original, o último período do texto poderia ser reescrito da seguinte forma: Esse excesso de litigiosidade, bem como a incapacidade das pessoas de resolver com bom senso, compreensão e respeito as questões de convivência social, tem parcela de culpa na sobrecarga dos tribunais e em sua lentidão.","concept":"“Cujo” não admite artigo; regência de complemento nominal","citation":null,"trap_note":"“Cujo a”, “cujo o” e “cuja a” são erro de construção em qualquer contexto — é a marca mais barata de uma reescrita falsa. Vendo uma delas, o item já está decidido, sem precisar avaliar o sentido."}},{"id":"55c99bc37730","number":10,"stem":27,"statement":"A expressão “lançado em” (primeiro período) poderia ser substituída, mantendo-se a correção gramatical do texto, por publicado apartir de.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A forma oferecida traz “apartir” escrito em uma palavra só, quando a locução prepositiva é “a partir de”, sempre separada — só existe o verbo “apartar”, de outro sentido. Ainda que se corrigisse a grafia, “a partir de 59 a.C.” marcaria o início de um período, e não a data pontual do lançamento que o texto registra. A reescrita já falha na correção, antes de qualquer discussão de sentido.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"por publicado apartir de","corrected_statement":"A expressão “lançado em” (primeiro período) poderia ser substituída, mantendo-se a correção gramatical do texto, por publicado em.","concept":"Locução “a partir de” é sempre grafada separadamente","citation":null,"trap_note":"Leia a forma proposta letra por letra. Grafias aglutinadas indevidas — apartir, apesar de escrito certo, derrepente, aonde por onde — resolvem o item sozinhas, sem análise sintática."}},{"id":"7beb708e95da","number":10,"stem":28,"statement":"Estariam mantidos os sentidos originais do texto caso se substituísse o vocábulo “contundentes” (segundo parágrafo) por atinentes.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Contundente” qualifica a crítica pela força com que atinge o alvo: são as críticas mais duras. “Atinente” significa apenas referente a, relativo a, e nem sequer se sustenta sozinho, pois pede complemento com “a”. Trocada a palavra, o texto deixaria de graduar a intensidade das críticas e passaria a classificá-las por assunto.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"Estariam mantidos os sentidos originais do texto","corrected_statement":"Estariam alterados os sentidos originais do texto caso se substituísse o vocábulo “contundentes” (segundo parágrafo) por atinentes.","concept":"Adjetivo de intensidade × adjetivo relacional","citation":null,"trap_note":"Adjetivos parecidos no som costumam pertencer a campos diferentes: contundente gradua, atinente relaciona. Pergunte se o adjetivo novo ainda permite o superlativo “mais” que estava no texto — se não permitir, ele não é sinônimo."}},{"id":"344e58b33d10","number":11,"stem":29,"statement":"No último período do segundo parágrafo, a substituição do termo “se”, em “saber se”, pelo vocábulo que acarretaria alteração de sentido, mas não prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"As duas conjunções integrantes encaixam oração substantiva objetiva direta, de modo que a construção continua gramatical com qualquer das duas. Só que “se” marca interrogativa indireta — o que está em causa é a dúvida — e “que” marca declarativa, afirmando o conteúdo como certo. Saber se a filosofia chegará a colocar um problema não é saber que ela chegará, e é exatamente essa diferença que o item enuncia.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Conjunção integrante “se” (dúvida) × “que” (afirmação)","citation":null,"trap_note":"Correção e sentido falham separadamente, e o item pode afirmar uma e negar a outra. Quando ele já admite “alteração de sentido”, sua única tarefa é testar a correção da frase reconstruída."}},{"id":"0e5e6a06e214","number":11,"stem":30,"statement":"O termo “Conforme” (segundo período do primeiro parágrafo) poderia ser substituído por Consoante, sem prejuízo da correção gramatical e do sentido do texto.","answer":"C","source":{"slug":"FNDE_24_PSS","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Conforme” e “consoante” são conjunções conformativas equivalentes: ambas introduzem oração que declara a conformidade do que se afirma com o que a fonte estabelece. Reconstruído, o período fica “Consoante estabelece o projeto de lei, o poder público deverá equipar...”, sem alteração de regência, de ordem ou de pontuação. A sinonímia é plena nesse emprego.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Conjunções conformativas: conforme, consoante, segundo, como","citation":null,"trap_note":"Conforme, consoante, segundo e como intercambiam-se livremente quando iniciam oração conformativa. O cuidado é outro: “conforme” e “segundo” também funcionam como preposição, e aí a troca pode exigir ajuste de regência."}},{"id":"01e828d579f0","number":12,"stem":30,"statement":"A correção gramatical e os sentidos do texto seriam preservados caso fosse eliminado o trecho ‘é algo que’ (segundo período do terceiro parágrafo).","answer":"C","source":{"slug":"FNDE_24_PSS","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“É algo que” é moldura de realce: sem ela sobra “A ausência de laboratórios, de Internet, de bibliotecas e de uma estrutura física adequada impacta diretamente na qualidade da educação”. O sujeito continua o mesmo e passa a reger diretamente o verbo “impacta”, que mantém a regência com “em”. Nada fica sem complemento e nenhuma informação se perde: some apenas a ênfase dada pelo predicativo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Supressão de moldura de realce (“é algo que”, “é ... que”)","citation":null,"trap_note":"Molduras de realce podem ser retiradas sem prejuízo se o verbo que sobra continuar com o mesmo sujeito e os mesmos complementos. Refaça a frase por extenso: o que sai é ênfase, não informação."}},{"id":"e0bce5fcb607","number":12,"stem":31,"statement":"Estariam mantidos o sentido original, a correção gramatical e a coerência do texto caso o primeiro período do terceiro parágrafo fosse assim reestruturado: É claro também que a ciência é importante e necessária e a maioria das pessoas reconhece, mas, mesmo quando necessário, ainda assim, temos dificuldade em abrir mão das nossas crenças e do nosso senso comum.","answer":"E","source":{"slug":"CNJ_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A reestruturação desmonta a oração subordinada e deixa “a maioria das pessoas reconhece” sem objeto direto, quando “reconhecer” exige complemento — é justamente a oração “que a ciência é importante e necessária” que ele regia. Além disso, a coordenação com “É claro também que...” faz da constatação do autor e do reconhecimento das pessoas duas afirmações independentes, desfazendo a concessão que o período originalmente armava com “mas”. Falham correção e coerência ao mesmo tempo.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Estariam mantidos o sentido original, a correção gramatical e a coerência do texto","corrected_statement":"Não estariam mantidos o sentido original, a correção gramatical e a coerência do texto caso o primeiro período do terceiro parágrafo fosse assim reestruturado: É claro também que a ciência é importante e necessária e a maioria das pessoas reconhece, mas, mesmo quando necessário, ainda assim, temos dificuldade em abrir mão das nossas crenças e do nosso senso comum.","concept":"Reestruturação que deixa verbo transitivo sem complemento","citation":null,"trap_note":"Em reescrita longa, faça o inventário dos complementos: cada verbo transitivo da frase nova precisa encontrar o seu. Oração objetiva desmembrada e transformada em coordenada deixa o verbo regente órfão."}},{"id":"ab39fcf6e7ee","number":12,"stem":7,"statement":"Seriam mantidas a coerência das ideias e a correção gramatical do texto caso o vocábulo “até” (terceiro período do segundo parágrafo) fosse deslocado para o início do período, feitos os devidos ajustes de inicial maiúscula e minúscula.","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Até”, com valor de inclusão, incide sobre o termo que vem imediatamente depois dele e o apresenta como caso extremo, inesperado. Levado para o início do período, deixa de destacar aquele termo e passa a incluir o período inteiro, mudando o que o texto apresenta como surpreendente. A frase continuaria bem construída, mas o elemento realçado seria outro.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"Seriam mantidas a coerência das ideias e a correção gramatical do texto","corrected_statement":"Não seriam mantidas a coerência das ideias e a correção gramatical do texto caso o vocábulo “até” (terceiro período do segundo parágrafo) fosse deslocado para o início do período, feitos os devidos ajustes de inicial maiúscula e minúscula.","concept":"“Até” de inclusão incide sobre o termo imediatamente seguinte","citation":null,"trap_note":"Palavras denotativas de inclusão e exclusão — até, mesmo, inclusive, apenas, só, somente — marcam o termo que vem logo depois. Mudar o lugar delas é mudar o alvo do realce, e o item que prometer manutenção de sentido está errado."}},{"id":"72ba0341e1e3","number":13,"stem":25,"statement":"O trecho “far-se-ia” (segundo parágrafo) poderia ser substituído, mantendo-se a coerência e a correção gramatical do texto, por seria feita.","answer":"C","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Far-se-ia” reúne futuro do pretérito com “se” apassivador em mesóclise, isto é, é passiva sintética. Convertida em analítica, resulta “seria feita”, com o mesmo tempo verbal no auxiliar e o particípio concordando com o sujeito, que continua o mesmo e continua não tendo agente expresso. A mesóclise desaparece porque não há mais pronome a colocar.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Mesóclise com “se” apassivador convertida em passiva analítica","citation":null,"trap_note":"Formas em mesóclise com “se” quase sempre são passivas sintéticas: far-se-ia, dir-se-ia, exigir-se-á. A conversão para “ser” mais particípio é legítima, e o que se confere é a concordância do particípio com o sujeito."}},{"id":"b15d79977ce0","number":14,"stem":28,"statement":"Sem prejuízo da correção ou da coerência textual, o trecho “buscando transformar essas finalidades” (segundo período do terceiro parágrafo) poderia ser reescrito como em busca da transformação dessas finalidades.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A reescrita nominaliza a oração reduzida de gerúndio: “buscando transformar essas finalidades” vira “em busca da transformação dessas finalidades”. Os dois complementos reaparecem com a preposição que os nomes exigem — “busca de” e “transformação de” —, e o demonstrativo se contrai corretamente em “dessas”. A relação de finalidade com a oração principal permanece a mesma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Nominalização de reduzida de gerúndio com repreposição","citation":null,"trap_note":"Nominalizar exige devolver preposição a cada complemento que era direto. Feita essa devolução — “busca de”, “transformação de” —, a reescrita é legítima; faltando uma delas, o item cai por regência."}},{"id":"4293c6ee6eec","number":15,"stem":32,"statement":"Estariam preservadas a correção gramatical e a coerência das ideias do texto caso o segmento “uma das principais barreiras para a transformação profunda e rápida dos centros urbanos é a falta de diálogo entre aqueles que vivem nas cidades de hoje e os que constroem as tecnologias do amanhã” (último período do primeiro parágrafo) fosse assim reescrito: um dos obstáculos decisivos na transformação profunda e rápida dos centros urbanos consiste da falta de iteração entre cidadãos e desenvolvedores de tecnologia.","answer":"E","source":{"slug":"SEPLAG_CE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Dois problemas na frase proposta. “Consistir” rege a preposição “em” — consiste na falta, nunca “consiste da falta”. E “iteração” significa repetição, termo da matemática e da computação; a palavra que o texto exige é “interação”, o diálogo entre moradores e desenvolvedores. Correção e sentido falham juntos.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"consiste da falta de iteração entre cidadãos e desenvolvedores de tecnologia","corrected_statement":"Estariam preservadas a correção gramatical e a coerência das ideias do texto caso o segmento “uma das principais barreiras para a transformação profunda e rápida dos centros urbanos é a falta de diálogo entre aqueles que vivem nas cidades de hoje e os que constroem as tecnologias do amanhã” (último período do primeiro parágrafo) fosse assim reescrito: um dos obstáculos decisivos na transformação profunda e rápida dos centros urbanos consiste na falta de interação entre cidadãos e desenvolvedores de tecnologia.","concept":"Regência de “consistir em” e o par interação × iteração","citation":null,"trap_note":"Reescrita longa costuma esconder mais de um defeito: confira a regência de cada verbo novo e desconfie de palavras quase homógrafas — iteração e interação, eminente e iminente, deferir e diferir, tráfego e tráfico."}},{"id":"660235a00b90","number":17,"stem":33,"statement":"Estariam mantidos os sentidos do último período do terceiro parágrafo caso se deslocasse o termo “severas” para antes do substantivo “penas”.","answer":"C","source":{"slug":"MPS_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Severas” é adjetivo de valor objetivo, que qualifica as penas pelo rigor, e adjetivos desse tipo não mudam de significado conforme venham antes ou depois do substantivo. Nas duas ordens a concordância é a mesma, no feminino plural, e nenhum termo fica sem função. O que muda é apenas o realce estilístico, não o conteúdo, e é a manutenção dos sentidos que o item afirma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Posição do adjetivo: valor objetivo não se altera com a anteposição","citation":null,"trap_note":"Alguns adjetivos mudam de sentido com a posição — grande homem × homem grande, pobre mulher × mulher pobre. A maioria, porém, só muda de ênfase. Antes de aceitar ou rejeitar o deslocamento, teste se o adjetivo pertence àquele grupo restrito."}},{"id":"5a38609a3f50","number":22,"stem":34,"statement":"A correção gramatical e a coerência das ideias do último período do texto seriam mantidas se o trecho “passando a ser” fosse substituído por tornando-se.","answer":"C","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Passar a ser” e “tornar-se” são locuções de mudança de estado equivalentes, ambas seguidas de predicativo — aqui, “uma condição necessária à modernidade”. A forma reduzida de gerúndio se mantém, ligada ao mesmo sujeito, e a preposição exigida por “necessária” não se altera. Correção e encadeamento de ideias ficam preservados.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Verbos de mudança de estado com predicativo","citation":null,"trap_note":"Verbos como tornar-se, passar a ser, ficar e virar pedem predicativo, não objeto. A reescrita se sustenta se o termo que vinha depois continuar sendo predicativo — e cai se virar complemento preposicionado sem preposição."}},{"id":"9167b6a7b8ab","number":23,"stem":35,"statement":"No último parágrafo, o deslocamento da oração “para diminuir o racismo ambiental” para o início do período não prejudicaria a correção gramatical nem os sentidos originais do texto, desde que feitos os devidos ajustes de letra inicial maiúscula e minúscula no período.","answer":"E","source":{"slug":"FNDE_24_PSS","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"No original, a oração final está encaixada dentro da relativa e qualifica “tomadas”: são medidas que podem ser tomadas com essa finalidade. Levada para o início do período, ela passa a modificar o predicado principal “incluem”, e o texto deixa de dizer quais medidas se tomam para dizer que, com esse objetivo, as medidas incluem tais coisas. A finalidade muda de alvo, e o item promete manter os sentidos originais, que não se mantêm.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"não prejudicaria a correção gramatical nem os sentidos originais do texto","corrected_statement":"No último parágrafo, o deslocamento da oração “para diminuir o racismo ambiental” para o início do período prejudicaria os sentidos originais do texto, ainda que feitos os devidos ajustes de letra inicial maiúscula e minúscula no período.","concept":"Oração final encaixada em relativa × oração final do período","citation":null,"trap_note":"Antes de aceitar um deslocamento, pergunte de qual verbo o termo depende na posição original e de qual passará a depender na nova. Se ele sair de dentro de uma oração encaixada para a oração principal, o sentido mudou, mesmo que a frase continue bem formada."}},{"id":"9f67b70e83ae","number":24,"stem":36,"statement":"Dada sua função na oração, o termo “da mente” (quarto período do quarto parágrafo) pode ser substituído pelo adjetivo mental, sem prejuízo da correção gramatical e do sentido original do trecho.","answer":"E","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Da mente de uma pessoa” é um bloco só: “mente” é o núcleo e “de uma pessoa” é o complemento que o especifica. Substituído apenas “da mente” por “mental”, o complemento fica sem o nome a que se prendia e passa a ligar-se a “construção”, de modo que o texto deixaria de dizer que a construção é da mente de alguém e passaria a dizer que é uma construção mental atribuída a uma pessoa. A adjetivação só seria possível se todo o bloco fosse substituído.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"sem prejuízo da correção gramatical e do sentido original do trecho","corrected_statement":"Dada sua função na oração, o termo “da mente” (quarto período do quarto parágrafo) não pode ser substituído pelo adjetivo mental, sob pena de prejuízo da correção gramatical e do sentido original do trecho.","concept":"Locução adjetiva com complemento próprio não se adjetiva em parte","citation":null,"trap_note":"Locução adjetiva só vira adjetivo quando é substituída por inteiro. Se o substantivo dentro dela tiver complemento próprio, trocar apenas parte do bloco deixa o complemento pendurado em outro núcleo."}},{"id":"91e3da8b6a9c","number":28,"stem":34,"statement":"Por sua natureza adverbial, o termo “Igualmente” (último período do texto) poderia ser deslocado para imediatamente depois de “Stuart Hall” ou para depois da forma verbal “permite”, sem prejuízo do sentido original do texto, desde que feitos os devidos ajustes de letra inicial maiúscula e minúscula no período e suprimida a vírgula que segue o referido advérbio.","answer":"E","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"No início do período e isolado por vírgula, “Igualmente” funciona como conectivo textual: liga o que Stuart Hall pensa ao que Coser dissera antes, valendo por “do mesmo modo”. Deslocado para dentro da oração e sem a vírgula, passa a advérbio de modo preso ao verbo — “permite igualmente” significa que o hibridismo também permite aquilo, e o elo com o parágrafo anterior se desfaz. A frase resultante é correta, mas não diz o mesmo.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"sem prejuízo do sentido original do texto","corrected_statement":"Por sua natureza adverbial, o termo “Igualmente” (último período do texto) não poderia ser deslocado para imediatamente depois de “Stuart Hall” ou para depois da forma verbal “permite”, sob pena de prejuízo do sentido original do texto.","concept":"Advérbio conectivo isolado por vírgula × advérbio de modo junto ao verbo","citation":null,"trap_note":"Advérbio isolado por vírgula no início do período costuma ser conectivo e organizar o texto; o mesmo advérbio colado ao verbo vira modificador dele. Retirar a vírgula e deslocá-lo não é mudar de lugar: é mudar de função."}},{"id":"3ae62ec6c24d","number":1,"stem":37,"statement":"O segmento “por onde” (último período do primeiro parágrafo) poderia ser substituído por pelas quais, sem prejuízo da correção gramatical e do sentido do texto.","answer":"C","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NTJ","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Onde” equivale a “em que” e retoma lugar; precedido de “por”, o conjunto “por onde” equivale a “pelas quais”, com o relativo concordando em gênero e número com “as rotas”. A preposição exigida por “transportar” continua expressa nas duas formas, e o antecedente é o mesmo. A substituição é apenas de forma do relativo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“por onde” × “pelas quais”: relativo com antecedente de lugar","citation":null,"trap_note":"Ao trocar “onde” por “o qual”, confira duas coisas: a preposição, que precisa acompanhar o relativo, e a flexão, que precisa concordar com o antecedente. Erro nessas duas é o que a banca costuma plantar."}},{"id":"a19a8f282d9c","number":2,"stem":38,"statement":"No último parágrafo, os termos ‘nosso’, ‘sugerimos’ e ‘deixamos’, na primeira pessoa do plural, poderiam ser substituídos pelas respectivas formas na primeira pessoa do singular — meu, sugeri, deixei —, sem prejuízo dos sentidos veiculados na fala do relator.","answer":"E","source":{"slug":"TBG_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O relator fala em nome do colegiado que assinou o substitutivo: “em nosso substitutivo, sugerimos”, “deixamos clara a intenção”. Passadas as formas para o singular, a autoria deixa de ser coletiva e passa a ser exclusivamente dele, o que altera quem responde pelas mudanças no texto. A construção continuaria correta, mas a fala deixaria de dizer o que diz.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"sem prejuízo dos sentidos veiculados na fala do relator","corrected_statement":"No último parágrafo, os termos ‘nosso’, ‘sugerimos’ e ‘deixamos’, na primeira pessoa do plural, não poderiam ser substituídos pelas respectivas formas na primeira pessoa do singular — meu, sugeri, deixei —, sob pena de prejuízo dos sentidos veiculados na fala do relator.","concept":"Primeira pessoa do plural com valor coletivo","citation":null,"trap_note":"Troca de pessoa verbal é troca de referente. O plural pode ser de modéstia, mas em fala institucional costuma designar o colegiado: reduzi-lo ao singular restringe a autoria e altera o sentido."}},{"id":"bcf33e53dab5","number":4,"stem":39,"statement":"Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência das ideias do texto caso o segmento “A PETROBRAS demonstra compromisso com a sustentabilidade por meio do desenvolvimento de estratégias” (primeiro período do primeiro parágrafo) fosse assim reescrito: O compromisso da PETROBRAS com a sustentabilidade é demonstrado por meio do desenvolvimento de estratégias.","answer":"C","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NM","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O objeto direto “compromisso com a sustentabilidade” passa a sujeito, recebe o determinante e o complemento que identificam o antigo sujeito — “da PETROBRAS” — e o verbo assume a forma passiva “é demonstrado”, com o particípio concordando no masculino singular. O adjunto “por meio do desenvolvimento de estratégias” não se altera, pois já era adjunto nas duas versões. A informação é a mesma, e a empresa continua sendo quem demonstra.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Ativa convertida em passiva com o agente retomado por adjunto adnominal","citation":null,"trap_note":"Nem sempre o agente reaparece com “por”: às vezes ele se encaixa como adjunto adnominal do novo sujeito, “o compromisso da PETROBRAS”. O que importa é que ele sobreviva em algum lugar e continue sendo quem pratica a ação."}},{"id":"f78e8591868e","number":5,"stem":40,"statement":"Estariam mantidas a coerência das ideias do texto e sua correção gramatical caso o trecho “a migração desses meios de comunicação para a Internet aumenta o volume de informações em circulação e eleva o seu poder de influência” (terceiro período do terceiro parágrafo) fosse assim reescrito: quando migraram para a Internet, esses meios de comunicação aumentaram o volume de informações em circulação e elevaram o seu poder de influência.","answer":"E","source":{"slug":"CGE_RJ_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O texto enuncia um fato geral, em presente atemporal: a migração para a Internet aumenta o volume de informações e eleva o poder de influência, sempre que ocorre. A reescrita põe os verbos no pretérito perfeito e transforma a nominalização em oração temporal, convertendo o processo contínuo em acontecimento concluído no passado. A frase resultante é correta, mas deixa de dizer o que o texto afirma.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Estariam mantidas a coerência das ideias do texto e sua correção gramatical","corrected_statement":"Estariam mantidas a coerência das ideias do texto e sua correção gramatical caso o trecho “a migração desses meios de comunicação para a Internet aumenta o volume de informações em circulação e eleva o seu poder de influência” (terceiro período do terceiro parágrafo) fosse assim reescrito: quando migram para a Internet, esses meios de comunicação aumentam o volume de informações em circulação e elevam o seu poder de influência.","concept":"Presente atemporal × pretérito perfeito na reescrita","citation":null,"trap_note":"Ao desfazer uma nominalização, olhe o tempo do verbo que aparece no lugar dela. Presente genérico descreve regra; pretérito perfeito narra episódio encerrado. A troca de tempo muda o sentido sem tocar na gramática."}},{"id":"63b4b8f16c65","number":5,"stem":41,"statement":"Estaria mantido o sentido original do texto caso se substituísse “taxando” (segundo período do terceiro parágrafo) por para taxar.","answer":"E","source":{"slug":"SEFIN_FORTALEZA_CE_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O gerúndio “taxando” exprime o meio pelo qual o governo ajusta a renda: ajusta-a taxando mais umas rendas e menos outras. “Para taxar” converteria esse meio em finalidade, e o texto passaria a dizer que o governo ajusta a renda com o objetivo de taxar. Meio e fim trocam de lugar, e ainda se cria conflito com a finalidade que o período já enuncia adiante, em “de forma a atingir uma distribuição final mais equitativa”.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"Estaria mantido o sentido original do texto","corrected_statement":"Não estaria mantido o sentido original do texto caso se substituísse “taxando” (segundo período do terceiro parágrafo) por para taxar.","concept":"Gerúndio de modo/meio × oração final com “para”","citation":null,"trap_note":"Gerúndio ao lado do verbo principal costuma dizer como a ação se realiza; “para” mais infinitivo diz por que ela se realiza. Trocar um pelo outro inverte a relação entre instrumento e objetivo, sem tocar na gramática."}},{"id":"0665896441fe","number":6,"stem":40,"statement":"A substituição do vocábulo “pretendida” (segundo período do primeiro parágrafo) pelo vocábulo almejada ou pela oração a que aspira manteria a correção gramatical e o sentido do texto.","answer":"C","source":{"slug":"CGE_RJ_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Pretender” e “almejar” são transitivos diretos e sinônimos no sentido de desejar algo, de modo que o particípio “almejada” ocupa exatamente a mesma posição de “pretendida”. A segunda alternativa converte o particípio em oração adjetiva com “aspirar”, que no sentido de desejar é transitivo indireto e rege “a” — daí a preposição antes do relativo em “a que aspira”. As duas propostas respeitam a regência que cada verbo pede.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“Almejar” transitivo direto × “aspirar a” transitivo indireto","citation":null,"trap_note":"Quando o item oferece duas alternativas, as duas precisam passar. Aqui o cuidado é a preposição de “aspirar a”: colocada antes do relativo, a construção é correta; sem ela, o item seria errado."}},{"id":"5b0252e2663c","number":7,"stem":41,"statement":"No trecho “às famílias de baixa renda” (segundo período do primeiro parágrafo), a substituição de “às” por das não prejudicaria a correção gramatical nem o sentido original do texto.","answer":"E","source":{"slug":"SEFIN_FORTALEZA_CE_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em “transferências monetárias às famílias de baixa renda”, a preposição “a” marca o destino: o dinheiro vai para as famílias. Com “das”, a preposição passa a ser “de” e o sintagma indica origem ou posse, de modo que as famílias passariam a ser a fonte das transferências. O texto trata de política de repasse do Estado, e a substituição inverte o sentido do fluxo.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"por das não prejudicaria a correção gramatical nem o sentido original do texto","corrected_statement":"No trecho “às famílias de baixa renda” (segundo período do primeiro parágrafo), a substituição de “às” por das prejudicaria o sentido original do texto.","concept":"Preposição “a” (destino) × “de” (origem ou posse)","citation":null,"trap_note":"Trocar a preposição de um complemento nominal é trocar o papel do termo. Com nomes de transferência — entrega, pagamento, repasse, doação — “a” aponta quem recebe e “de” aponta quem dá."}},{"id":"f6ae23ed3022","number":8,"stem":42,"statement":"A coerência e a correção gramatical do texto seriam mantidas, embora seus sentidos fossem alterados, caso o trecho “É por isso que obtém melhor resultado” (último período do primeiro parágrafo) fosse reescrito da seguinte forma: É por isso que se obtém melhores resultados.","answer":"E","source":{"slug":"MEC_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Com “obter”, verbo transitivo direto, o “se” da forma proposta é apassivador, e “melhores resultados” passa a sujeito paciente. Sendo plural, ele exige o verbo no plural: “se obtêm melhores resultados”. A forma oferecida deixa o verbo no singular, de modo que a correção gramatical, que o item dá por mantida, é justamente o que se quebra.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"A coerência e a correção gramatical do texto seriam mantidas","corrected_statement":"A coerência e a correção gramatical do texto seriam mantidas, embora seus sentidos fossem alterados, caso o trecho “É por isso que obtém melhor resultado” (último período do primeiro parágrafo) fosse reescrito da seguinte forma: É por isso que se obtêm melhores resultados.","concept":"Concordância do verbo com o sujeito paciente na passiva sintética","citation":null,"trap_note":"Quando a reescrita introduz um “se” junto de verbo transitivo direto, procure o sintagma nominal que sobrou: ele virou sujeito. Se a banca ainda por cima o passou para o plural, a concordância precisa acompanhar."}},{"id":"e1c8b02d7541","number":8,"stem":43,"statement":"O sentido original e a correção gramatical do último período do texto seriam preservados se o trecho “Além disso, mais de 46 mil dias de trabalho são perdidos” fosse assim reescrito: Além disso, perde-se mais de 46 mil dias de trabalho.","answer":"E","source":{"slug":"DATAPREV_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Perder” é transitivo direto, de modo que na forma proposta o “se” é apassivador e “mais de 46 mil dias de trabalho” é sujeito paciente. A expressão “mais de” não altera o número do núcleo, que é plural, e por isso o verbo teria de ir ao plural: “perdem-se mais de 46 mil dias”. A reescrita mantém o singular e quebra a concordância que a passiva sintética exige.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Além disso, perde-se mais de 46 mil dias de trabalho","corrected_statement":"O sentido original e a correção gramatical do último período do texto seriam preservados se o trecho “Além disso, mais de 46 mil dias de trabalho são perdidos” fosse assim reescrito: Além disso, perdem-se mais de 46 mil dias de trabalho.","concept":"Concordância com sujeito iniciado por “mais de”","citation":null,"trap_note":"“Mais de”, “cerca de”, “perto de” não mudam o número do numeral que vem depois: mais de 46 mil dias continua plural. Convertida a passiva analítica em sintética, é aí que a banca planta o singular."}},{"id":"94e130b95414","number":10,"stem":44,"statement":"No início do texto, a substituição da forma verbal “Há” por Existe manteria os sentidos do texto, seu grau de formalidade e sua correção gramatical.","answer":"E","source":{"slug":"ANTT_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Haver” no sentido de existir é impessoal e fica sempre no singular, e é por isso que “Há muitas especulações” está correto. “Existir”, ao contrário, é verbo pessoal: “muitas especulações” seria seu sujeito e exigiria a forma no plural, “Existem”. A forma oferecida está no singular, e a reescrita quebra a concordância verbal.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"por Existe manteria","corrected_statement":"No início do texto, a substituição da forma verbal “Há” por Existem manteria os sentidos do texto, seu grau de formalidade e sua correção gramatical.","concept":"“Haver” impessoal × “existir” pessoal: concordância","citation":null,"trap_note":"É a troca mais repetida da banca: “haver” não tem sujeito e não flexiona; “existir”, “ocorrer”, “acontecer” e “faltar” têm sujeito e concordam com ele. Trocado o verbo, reconstrua a frase e conte o sujeito."}},{"id":"b70aa77f75ba","number":12,"stem":45,"statement":"No início do terceiro parágrafo, o trecho “Alguém que acompanhasse” poderia ser substituído por Caso se acompanhassem, mantendo-se a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"CNMP_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Alguém” é sujeito de duas orações ao mesmo tempo: da relativa “que acompanhasse os trabalhos” e da principal, “não necessariamente apostaria”. A proposta o elimina, transformando a hipótese em oração condicional com “se” indeterminador, e o verbo da principal fica sem sujeito, sem que o item autorize qualquer ajuste. A frase resultante não se sustenta gramaticalmente.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"por Caso se acompanhassem","corrected_statement":"No início do terceiro parágrafo, o trecho “Alguém que acompanhasse” não poderia ser substituído por Caso se acompanhassem, sob pena de prejuízo da correção gramatical do texto.","concept":"Supressão do sujeito comum a duas orações","citation":null,"trap_note":"Antes de aceitar a supressão de um termo, verifique quantas funções ele acumulava. Sujeito que serve à relativa e à oração principal não pode ser apagado só de um lado: some o sujeito do verbo que ficou."}},{"id":"e67542a47938","number":13,"stem":46,"statement":"No quarto período do segundo parágrafo, a forma verbal “submete-se” poderia ser substituída pela locução deve respeitar, sem prejuízo do sentido e da correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NTJ","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Submeter-se” é pronominal e rege a preposição “a”, o que explica a crase em “às regras gerais”. “Respeitar” é transitivo direto e não rege preposição alguma, de modo que a substituição produziria “deve respeitar às regras gerais”, com preposição e acento indevidos. Além disso, sofrer submissão não é o mesmo que ter o dever de respeitar: entra um valor de obrigação que o original não tem.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"pela locução deve respeitar","corrected_statement":"No quarto período do segundo parágrafo, a forma verbal “submete-se” não poderia ser substituída pela locução deve respeitar, sob pena de prejuízo do sentido e da correção gramatical do texto.","concept":"Troca de verbo muda a regência e o complemento preposicionado","citation":null,"trap_note":"Substituir um verbo obriga a reescrever o complemento. Reconstrua a frase inteira: se o “a” preposicional ou a crase sobreviverem junto de um verbo transitivo direto, o item está errado."}},{"id":"c96024a3868e","number":14,"stem":47,"statement":"Não haveria prejuízo da coesão e da coerência textual caso o trecho “sem qualquer instrumento legal de abrangência nacional que guiasse sua efetivação” (primeiro período do texto) fosse assim reescrito: sem que qualquer instrumento legal de abrangência nacional guiasse sua efetivação.","answer":"C","source":{"slug":"CNMP_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"No original, “sem” é preposição e rege um sintagma nominal (“qualquer instrumento legal...”) que traz encaixada uma relativa no imperfeito do subjuntivo. Na reescrita, “sem que” é locução conjuntiva e o mesmo sintagma passa a sujeito de “guiasse”, que continua no imperfeito do subjuntivo. Os dois arranjos são gramaticais e dizem a mesma coisa: durante anos nenhum instrumento guiou a efetivação do direito.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“sem” + sintagma nominal × “sem que” + oração","citation":null,"trap_note":"Quando a reescrita converte um complemento nominal em oração, verifique se o nome vira sujeito do verbo novo e se o modo verbal se mantém. Feito isso, a equivalência é legítima."}},{"id":"42afd41100e2","number":15,"stem":47,"statement":"Estariam mantidos os sentidos e a correção do segundo período do último parágrafo do texto caso o segmento “vai de par com” fosse substituído por segue par à par com.","answer":"E","source":{"slug":"CNMP_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Basta reconstruir o trecho e ler a forma proposta: “segue par à par com”. O acento grave exigiria artigo feminino diante de “par”, que é substantivo masculino — a locução consagrada é “par a par”, sem acento, como em “a par de”. O item morre na correção antes mesmo de se discutir se “seguir par a par” diz o mesmo que “ir de par com”.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"segue par à par com","corrected_statement":"Não estariam mantidos os sentidos e a correção do segundo período do último parágrafo do texto caso o segmento “vai de par com” fosse substituído por segue par à par com.","concept":"Locução com núcleo masculino não admite crase","citation":null,"trap_note":"Em item de reescrita, leia a forma proposta como se fosse texto de prova e procure erro nela. Um acento indevido dentro da sugestão já decide o item, e você nem precisa julgar a equivalência semântica."}},{"id":"74458e83d0ae","number":16,"stem":48,"statement":"A substituição da palavra “sobre” (primeiro período do segundo parágrafo) por sob não prejudicaria a correção gramatical nem a coerência do texto, mas alteraria o seu sentido original.","answer":"E","source":{"slug":"DATAPREV_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Informações sobre” significa informações a respeito de algo, e é essa a leitura exigida pelo período. “Sob” indica posição inferior ou submissão e não se combina com “informações” nesse contexto: a sequência “as informações sob a expectativa de vida da população” não se interpreta. Não se trata, portanto, de mudança de sentido com correção preservada — a construção deixa de ser aceitável.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"não prejudicaria a correção gramatical nem a coerência do texto","corrected_statement":"A substituição da palavra “sobre” (primeiro período do segundo parágrafo) por sob prejudicaria a correção gramatical e a coerência do texto.","concept":"“sobre” (assunto) × “sob” (posição inferior)","citation":null,"trap_note":"Sobre e sob não são variantes: a primeira introduz assunto ou posição superior, a segunda só posição inferior ou subordinação. Um item que prometa correção mantida com essa troca está apostando na semelhança gráfica."}},{"id":"bedd8ca82ef6","number":17,"stem":49,"statement":"Em “Essa diz respeito a um dos tipos da IA de nível narrow” (primeiro parágrafo), a substituição do trecho “diz respeito a” por trata-se de manteria a correção gramatical e o sentido expresso no período.","answer":"E","source":{"slug":"TBG_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Dizer respeito a” é locução verbal pessoal, e “Essa” é seu sujeito, retomando a IA generativa. “Tratar-se de” é impessoal e não admite sujeito: a forma correta é “trata-se de um dos tipos”, sem nada antes. Mantido o pronome, a frase resultante — “Essa trata-se de” — é agramatical, e a correção prometida se perde.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"por trata-se de manteria a correção gramatical e o sentido expresso no período","corrected_statement":"Em “Essa diz respeito a um dos tipos da IA de nível narrow” (primeiro parágrafo), a substituição do trecho “diz respeito a” por trata-se de prejudicaria a correção gramatical do período.","concept":"“Tratar-se de” é impessoal; “dizer respeito a” tem sujeito","citation":null,"trap_note":"Antes de aceitar a troca de um verbo por outro, pergunte se o novo admite sujeito. Verbo impessoal colocado onde havia sujeito expresso derruba o item, e essa é uma das substituições mais repetidas da banca."}},{"id":"f02d3cf06362","number":19,"stem":50,"statement":"A substituição da expressão “deixados para trás” (primeiro período do terceiro parágrafo) pelo vocábulo negligenciados não prejudicaria a correção gramatical nem a coerência das ideias do texto.","answer":"C","source":{"slug":"BCB_24","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O item propõe uma substituição lexical dentro de uma passiva: “sejam deixados para trás” passa a “sejam negligenciados”. O particípio novo é da mesma classe, flexiona no plural masculino como o anterior e dispensa a preposição que a locução exigia, de modo que a estrutura não se altera. E o item não afirma identidade de sentido: afirma correção gramatical e coerência das ideias, e ser negligenciado cabe no encadeamento do parágrafo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Substituição de locução por verbo único dentro da voz passiva","citation":null,"trap_note":"Leia o que o item promete manter. “Correção gramatical e coerência” é uma exigência mais fraca do que “os sentidos originais”: a primeira admite deslize de nuance, a segunda não."}},{"id":"6c77d239e2b6","number":19,"stem":51,"statement":"Estariam mantidos os sentidos do segundo período do primeiro parágrafo caso o trecho ‘logo isso tem de refletir no preço para o consumidor final’ fosse assim reescrito: e isso tem de refletir logo no preço para o consumidor final.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NM","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"No início da oração, “logo” é conjunção conclusiva e vale por “portanto”: a queda do preço lá fora leva à conclusão de que o preço final deve cair. Deslocado para junto do verbo e substituído por “e”, o mesmo vocábulo passa a advérbio de tempo, com valor de “em breve”, e a conclusão vira simples adição de uma informação temporal. A frase continua correta, mas a relação lógica entre as duas ideias desaparece.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"Estariam mantidos os sentidos do segundo período do primeiro parágrafo","corrected_statement":"Estariam alterados os sentidos do segundo período do primeiro parágrafo caso o trecho ‘logo isso tem de refletir no preço para o consumidor final’ fosse assim reescrito: e isso tem de refletir logo no preço para o consumidor final.","concept":"“Logo” conjunção conclusiva × “logo” advérbio de tempo","citation":null,"trap_note":"Alguns vocábulos mudam de classe com a posição: logo, mesmo, antes, bem. No início da oração, “logo” conclui; junto do verbo, marca tempo. Deslocar é trocar a relação entre as orações, não a ordem das palavras."}},{"id":"5c9cbbefba3c","number":24,"stem":50,"statement":"Estariam preservados o sentido original e a correção gramatical do primeiro período do terceiro parágrafo caso se deslocasse o termo “ainda”, com as vírgulas que o isolam, para imediatamente depois da forma verbal “podem”.","answer":"E","source":{"slug":"BCB_24","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Deslocado, o advérbio muda de alvo. Junto de “reconhece”, “ainda” soma um novo ato de reconhecimento ao que a Conferência já reconheceu antes; junto de “podem”, passa a somar mais um efeito possível das tecnologias. A construção resultante é gramatical, e é por isso que o item é errado apenas na outra metade: o sentido original não sobrevive à mudança de escopo.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"Estariam preservados o sentido original","corrected_statement":"Estaria preservada a correção gramatical, mas não o sentido original, do primeiro período do terceiro parágrafo caso se deslocasse o termo “ainda”, com as vírgulas que o isolam, para imediatamente depois da forma verbal “podem”.","concept":"Advérbio deslocado muda o termo sobre o qual incide","citation":null,"trap_note":"Advérbio não tem posição fixa, mas tem alcance: ele modifica o que está mais perto. Deslocar “ainda”, “também”, “apenas”, “só” e “não” quase nunca fere a correção e quase sempre fere o sentido — e o item costuma prometer as duas coisas."}},{"id":"83fd9da3566f","number":5,"stem":52,"statement":"No primeiro período do primeiro parágrafo, a supressão da vírgula empregada após “humana” não prejudicaria a correção gramatical do texto, mas alteraria o seu sentido original.","answer":"C","source":{"slug":"MCOM_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em “é a curiosidade humana, descompromissada de resultados concretos e livre de qualquer tipo de tutela”, os adjetivos vêm depois da vírgula e valem como acréscimo explicativo sobre toda a curiosidade humana. Sem o sinal, passam a restringir o substantivo: seria aquela curiosidade que é descompromissada, por oposição a outra que não é. A norma admite as duas construções, e o que muda é o escopo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjetivo explicativo × restritivo: a vírgula define o escopo","citation":null,"trap_note":"Guarde o par de fórmulas: “não prejudicaria a correção, mas alteraria o sentido” é típico de modificador que pode ser lido das duas maneiras; “prejudicaria a correção” exige aposto, vocativo ou intercalação."}},{"id":"70a40f79d9b5","number":7,"stem":53,"statement":"Estaria preservada a coerência das ideias do último parágrafo do texto caso o segmento “mais recentemente” fosse deslocado para imediatamente depois do termo “própria”.","answer":"C","source":{"slug":"INSS_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Mais recentemente” é adjunto adverbial de tempo que modifica “começaram a trabalhar”, e “por conta própria” é adjunto de modo do mesmo verbo. Trocando a ordem entre dois adjuntos do mesmo predicado, cada um continua modificando o que já modificava. A oposição do parágrafo, entre os que começaram há pouco e os mais antigos, permanece legível.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Permuta de adjuntos do mesmo predicado","citation":null,"trap_note":"Dois adjuntos que dependem do mesmo verbo podem trocar de lugar entre si. O deslocamento só é perigoso quando o termo salta para dentro ou para fora de uma oração encaixada."}},{"id":"f8518ed0c673","number":8,"stem":54,"statement":"Os sentidos e a correção do texto seriam preservados se, no último parágrafo, o trecho “seja para obter dados, seja para extorquir as vítimas, seja para causar prejuízos a terceiros” fosse reescrito da seguinte maneira: para obtenção de dados, para extorsão das vítimas e para causar prejuízos a terceiros.","answer":"E","source":{"slug":"PGE_RJ_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"A correlação “seja... seja... seja...” apresenta as finalidades como alternativas entre si; a reescrita as enfileira com “e”, somando-as, de modo que o ataque passaria a ter as três finalidades ao mesmo tempo. Além disso, a lista perde o paralelismo: dois termos viram sintagmas nominais (“obtenção de dados”, “extorsão das vítimas”) e o terceiro permanece oração de infinitivo (“causar prejuízos a terceiros”). Alternância não é soma, e a promessa de manter os sentidos cai por aí.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"Os sentidos e a correção do texto seriam preservados","corrected_statement":"Os sentidos e a correção do texto seriam preservados se, no último parágrafo, o trecho “seja para obter dados, seja para extorquir as vítimas, seja para causar prejuízos a terceiros” fosse reescrito da seguinte maneira: seja para obtenção de dados, seja para extorsão das vítimas, seja para prejuízo de terceiros.","concept":"Correlação alternativa “seja... seja” × enumeração aditiva com “e”","citation":null,"trap_note":"Nominalizar uma enumeração exige nominalizar todos os itens: quando a banca converte só parte deles, o paralelismo cai junto. E troca de conectivo é troca de relação lógica — alternância, adição, oposição e causa não são intercambiáveis."}},{"id":"cf9fbec6a3ac","number":11,"stem":55,"statement":"No segundo período do último parágrafo, o termo “ainda” poderia ser deslocado para imediatamente depois de “decisões”, sem alteração dos sentidos originais do texto.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em “sejam ainda melhores”, o advérbio intensifica o comparativo: as decisões passariam a ser melhores do que já são. Deslocado para antes do verbo, “ainda” é lido como advérbio de tempo, com valor de permanência — as decisões continuarem a ser melhores —, e a gradação desaparece. A frase segue correta, mas a leitura muda com a posição.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"sem alteração dos sentidos originais do texto","corrected_statement":"No segundo período do último parágrafo, o termo “ainda” não poderia ser deslocado para imediatamente depois de “decisões”, sob pena de alteração dos sentidos originais do texto.","concept":"“Ainda” intensificador de comparativo × “ainda” temporal","citation":null,"trap_note":"“Ainda” colado a um comparativo intensifica; solto antes do verbo, marca tempo. É o mesmo vocábulo com dois valores, e a posição é o que decide qual deles vale."}},{"id":"a5c79ff9f0c7","number":12,"stem":56,"statement":"no segundo período do segundo parágrafo, se substituísse “ardiloso” por doloso.","answer":"C","source":{"slug":"PGE_RJ_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Ardiloso” e “doloso” convergem no traço de fraude deliberada, que é o que o texto atribui ao expediente de Fredegunda: uma manobra armada para enganar. Como adjetivos, ambos ocupam a mesma posição de adjunto adnominal antes de “truque”, sem mexer em concordância ou regência. O encadeamento do parágrafo, que trata de acusá-la de engano, permanece coerente.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Substituição de adjetivo dentro do mesmo campo semântico","citation":null,"trap_note":"Substituição de adjetivo é certa quando o traço que o texto explora se mantém. Leia o que está ao redor: se a frase seguinte continua fazendo sentido com o adjetivo novo, o traço sobreviveu."}},{"id":"52b72e3ec710","number":13,"stem":56,"statement":"no sexto período do segundo parágrafo, se suprimisse o vocábulo “antes”.","answer":"C","source":{"slug":"PGE_RJ_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em “nunca ouvira falar nisso antes”, a anterioridade já está duplamente marcada: pelo advérbio “nunca” e pelo mais-que-perfeito “ouvira”, que situa o fato antes de outro passado. O advérbio “antes” apenas reforça o que a forma verbal já diz, de modo que sua supressão não retira informação nem deixa termo sem função. Correção, coerência e sentido seguem intactos.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Advérbio redundante diante do mais-que-perfeito","citation":null,"trap_note":"Supressão só prejudica quando o que sai carregava informação exclusiva. Se o valor já estiver marcado pelo tempo verbal ou por outro termo, a retirada é neutra — é o caso de “antes” junto de mais-que-perfeito."}},{"id":"1a08d62dd211","number":13,"stem":57,"statement":"Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto caso o trecho “instituiu a” (primeiro parágrafo) fosse substituído por deu início à.","answer":"C","source":{"slug":"PGE_RJ_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Instituir” e “dar início a” são equivalentes no contexto de uma Constituição que inaugura a democracia participativa, e a locução mantém o mesmo objeto. Como “dar início” rege a preposição “a” e o substantivo “democracia” vem com artigo feminino, a fusão se marca com acento: “deu início à democracia participativa”. A forma proposta traz a crase corretamente, de modo que correção e sentido sobrevivem.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Verbo transitivo direto trocado por locução verbal com regência indireta","citation":null,"trap_note":"Quando o verbo é substituído por uma locução, a regência muda com ele: o objeto direto de “instituiu” vira objeto indireto de “deu início a”. Confira a preposição — e, sendo feminino o termo seguinte, confira também o acento grave."}},{"id":"37365b2e0ff5","number":15,"stem":58,"statement":"Seria preservada a correção gramatical do texto caso o segmento “(embora ela não tivesse se dado conta de que ele o realizara no quintal da propriedade rural de sua família)” (primeiro parágrafo) fosse assim reescrito: (conquanto ela não tivesse notado que ele o havia realizado no quintal da propriedade rural de sua família).","answer":"C","source":{"slug":"MPC_SC_22_SERVIDOR","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Conquanto” é conjunção concessiva sinônima de “embora” e, como ela, pede subjuntivo — que permanece em “não tivesse notado”. A troca de “dado conta de que” por “notado que” elimina a preposição exigida pela locução, e o verbo novo é transitivo direto, de modo que a oração objetiva segue encaixada sem preposição. “Realizara” e “havia realizado” são as formas simples e composta do mais-que-perfeito, equivalentes.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Concessivas equivalentes e mais-que-perfeito simples × composto","citation":null,"trap_note":"Trocar locução verbal por verbo simples muda a regência: “dar-se conta de que” pede preposição, “notar que” não. Se a preposição sumir junto com a locução, está certo; se ficar sobrando, o item cai."}},{"id":"a4d6e028a14b","number":15,"stem":57,"statement":"No início do primeiro período do segundo parágrafo, caso os vocábulos “Foi” e “que” fossem suprimidos, a correção e o sentido do texto seriam mantidos desde que o vocábulo “com”, no início da sentença, fosse grafado com inicial maiúscula e uma vírgula fosse empregada logo após “políticos”.","answer":"C","source":{"slug":"PGE_RJ_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Foi... que” é construção de realce, que destaca o adjunto “com o retorno do exercício dos direitos civis e políticos”. Retirados os dois elementos, o adjunto continua no início do período e apenas precisa da vírgula que separa adjunto adverbial anteposto, exatamente o ajuste que o item exige. A oração que sobra tem sujeito, verbo e complementos intactos: perde-se a ênfase, não a informação.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Desfazer a construção clivada “ser... que”","citation":null,"trap_note":"Desfeita a clivagem, o termo realçado volta a ser adjunto — e adjunto adverbial deslocado longo pede vírgula. Um item que proponha retirar “é/foi” e “que” sem prever essa vírgula normalmente está errado; o que a prevê, normalmente está certo."}},{"id":"df6caaf01038","number":16,"stem":59,"statement":"A correção gramatical e a coerência do texto seriam preservadas caso o terceiro período do segundo parágrafo fosse assim reescrito: Entretanto, assim que se atinge a temperatura de 0 °C, observa-se uma mudança abrupta, espetacular.","answer":"C","source":{"slug":"ANP_22_PSS","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Entretanto” substitui “Mas” como conectivo adversativo e o restante compacta duas orações em uma: a temporal “assim que se atinge a temperatura de 0 °C” absorve tanto o “chega-se a 0 °C” quanto o “assim que essa temperatura crítica é atingida”, que eram redundantes. O sujeito indeterminado por “se” substitui o “você” genérico em “observa-se”, sem mudar quem observa. A coerência do parágrafo segue intacta e nenhuma regência se altera.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Condensação de orações redundantes com indeterminação por “se”","citation":null,"trap_note":"Uma reescrita pode ser mais curta e ainda assim equivalente: o teste não é contar palavras, é verificar se alguma informação desapareceu. Redundância eliminada não é informação perdida."}},{"id":"589f2f43c4b7","number":17,"stem":60,"statement":"Em “Para Suelaine Carneiro” (início do quarto parágrafo), a palavra “Para” poderia ser substituída por Segundo, sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"SEE_PE_22_ESPECIAL_MUSICA","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Diante de nome de pessoa que enuncia uma opinião, “para” e “segundo” funcionam igualmente como introdutores de fonte, equivalendo a “na opinião de”, “de acordo com”. Ambos são preposicionais e não exigem ajuste no que vem depois. O período segue com o mesmo sujeito e o mesmo conteúdo atribuído à mesma pessoa.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“Para” e “segundo” como marcadores de fonte da opinião","citation":null,"trap_note":"Preposições que introduzem fonte se substituem sem consequência sintática. O cuidado é outro: “segundo” também é conjunção conformativa, e nesse emprego pede oração, não sintagma nominal."}},{"id":"1332ee7bd327","number":17,"stem":61,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias do texto, o trecho “Em relação a quem participa da troca corrupta, em situações nas quais há participação de agentes públicos, distinguem-se três tipos de corrupção” (segundo parágrafo) poderia ser assim reescrito: Relativamente àqueles que participam da troca corrupta, em situações nas quais participam agentes públicos, três tipos diferentes de corrupção são identificados.","answer":"C","source":{"slug":"MPC_SC_22_SERVIDOR","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Relativamente a” rege a mesma preposição de “em relação a”, e diante do demonstrativo masculino plural a contração correta é “àqueles”, como está. A oração “distinguem-se três tipos de corrupção”, passiva sintética, vira passiva analítica “três tipos diferentes de corrupção são identificados”, com o sujeito plural comandando a flexão. Nenhum termo fica sem complemento e o encadeamento com o parágrafo continua o mesmo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Passiva sintética convertida em passiva analítica sem agente","citation":null,"trap_note":"Conversão entre as duas passivas é legítima justamente quando não há agente a preservar. O que se confere é a concordância: na sintética e na analítica o verbo segue o mesmo sujeito, e ele costuma estar depois do verbo."}},{"id":"7b3e5d679fc3","number":18,"stem":58,"statement":"No terceiro período do segundo parágrafo, a substituição da expressão “para apoiar” por em apoio não causaria prejuízo à correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"MPC_SC_22_SERVIDOR","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Para apoiar” é oração reduzida de infinitivo e “o pedido de emprego dela” é seu objeto direto. Nominalizado o verbo, o complemento não pode continuar direto: o substantivo “apoio” exige preposição, e a construção teria de ser “em apoio ao pedido”. Do jeito proposto, “uma carta de recomendação em apoio o pedido de emprego dela” fica sem a preposição que o nome rege, e a correção gramatical se perde.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"por em apoio não causaria prejuízo à correção gramatical","corrected_statement":"No terceiro período do segundo parágrafo, a substituição da expressão “para apoiar” por em apoio a não causaria prejuízo à correção gramatical do texto.","concept":"Nominalização exige repreposicionar o complemento do verbo","citation":null,"trap_note":"Verbo rege objeto direto; substantivo abstrato correspondente rege complemento nominal com preposição. Ao nominalizar, a banca costuma não devolver a preposição — reconstrua a frase e leia o encontro do nome com seu complemento."}},{"id":"a5ca147b8ae1","number":20,"stem":62,"statement":"Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto caso a oração “reduz-se em 50% a taxa de homicídio de homens jovens” (terceiro parágrafo) fosse assim reescrita: a taxa de homicídio de homens jovens é reduzida em 50%.","answer":"C","source":{"slug":"SEE_PE_22_EDUCACAO_BASICA","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Reduz-se em 50% a taxa de homicídio” é passiva sintética, com “a taxa de homicídio de homens jovens” como sujeito posposto. A passiva analítica “a taxa de homicídio de homens jovens é reduzida em 50%” traz o mesmo sujeito antes do verbo, com o particípio concordando em gênero e número, e mantém o agente igualmente não expresso nas duas versões. O adjunto “em 50%” fica intacto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Passiva sintética × analítica: mesmo sujeito, agente ausente","citation":null,"trap_note":"Quando a passiva original não tem agente, a conversão para a outra passiva é livre. O único cuidado é a concordância do particípio com o sujeito, que na sintética costuma estar depois do verbo e passa despercebido."}},{"id":"f92274e8f851","number":30,"stem":63,"statement":"Mantendo-se a coerência do texto, o trecho “com menos cuidado do que de nós exigiam” (quinto parágrafo) poderia ser corretamente reescrito da seguinte forma: com menos zelo do que nos era exigido.","answer":"C","source":{"slug":"SEDUC_AL_21","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“De nós exigiam” é oração de sujeito indeterminado na voz ativa, com “nós” como complemento introduzido por “de”. A reescrita a converte em passiva analítica sem agente — “nos era exigido” —, em que o pronome oblíquo assume a função de objeto indireto e o particípio fica na forma neutra, sem antecedente que exija flexão. “Cuidado” e “zelo” são sinônimos no contexto e o comparativo “menos... do que” permanece completo nos dois lados.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Ativa de sujeito indeterminado convertida em passiva sem agente","citation":null,"trap_note":"Quando a ativa já tem sujeito indeterminado, não há agente a perder na passagem para a passiva. Confira apenas o pronome: quem era complemento preposicionado precisa reaparecer com a função correspondente."}},{"id":"37255f6a869d","number":3,"stem":64,"statement":"Os sentidos do segundo período do primeiro parágrafo seriam alterados, embora sua correção gramatical fosse mantida, caso o segmento “forma de comunicação do indivíduo e do grupo com o universo” fosse deslocado para o início do período, reescrevendo-se o trecho “A cultura, forma de comunicação do indivíduo e do grupo com o universo, é herança” da seguinte maneira: Forma de comunicação do indivíduo e do grupo com o universo, a cultura é herança.","answer":"E","source":{"slug":"IBAMA_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Antecipar o aposto explicativo para o início do período é operação neutra: ele continua se referindo a “a cultura”, agora por adiante em vez de por trás, e a vírgula continua separando-o do sujeito. Não há mudança de função, de regência ou de conteúdo — apenas de ordem, e com ela de ênfase. Como o sentido não se altera, é a afirmação de alteração que torna o item errado.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Os sentidos do segundo período do primeiro parágrafo seriam alterados","corrected_statement":"Os sentidos do segundo período do primeiro parágrafo seriam mantidos, assim como sua correção gramatical, caso o segmento “forma de comunicação do indivíduo e do grupo com o universo” fosse deslocado para o início do período, reescrevendo-se o trecho “A cultura, forma de comunicação do indivíduo e do grupo com o universo, é herança” da seguinte maneira: Forma de comunicação do indivíduo e do grupo com o universo, a cultura é herança.","concept":"Aposto explicativo anteposto ao termo a que se refere","citation":null,"trap_note":"Aposto explicativo pode vir antes ou depois do termo que explica, desde que a vírgula acompanhe. Mudança de ordem sem mudança de função é mudança de ênfase, e ênfase não é sentido."}},{"id":"0ec53ce10fc9","number":5,"stem":65,"statement":"A inserção de uma vírgula imediatamente após o termo “aumento” (nono período) prejudicaria a correção gramatical e o sentido original do texto.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_PB_22_MEDICO","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Em “um aumento praticamente contínuo da longevidade”, o adjetivo e seu modificador formam com o substantivo um bloco que não admite separação por vírgula: adjunto adnominal não se isola do núcleo que qualifica. Inserida a vírgula depois de “aumento”, o adjetivo ficaria solto, e a leitura mais provável passaria a ligar “praticamente contínuo da longevidade” a outro termo. O item afirma justamente o prejuízo, e é o que ocorre.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Vírgula não separa núcleo de seu adjunto adnominal","citation":null,"trap_note":"Nem todo item de pontuação propõe inserir vírgula onde ela cabe: alguns afirmam o prejuízo, e aí o certo é confirmar que a vírgula realmente quebra um bloco. Núcleo e adjunto adnominal formam um desses blocos."}},{"id":"07ce279a523b","number":6,"stem":66,"statement":"Mantém a correção gramatical e a coerência do texto a seguinte reescrita para o trecho “O estudo ajuda a mostrar que cada língua (e cultura) indígena tem percepções únicas” (último parágrafo): O estudo ajuda a mostrar que cada língua e cultura indígenas têm percepções únicas.","answer":"C","source":{"slug":"ICMBIO_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Desfeito o parêntese, “língua e cultura” formam sujeito composto, e a reescrita ajusta as duas concordâncias que isso exige: o adjetivo posposto a dois substantivos vai ao plural — “indígenas” —, e o verbo concorda com o sujeito composto — “têm”. O pronome “cada” continua distribuindo os dois núcleos sem impedir o plural, já que passa a determinar o conjunto. Correção e coerência ficam preservadas.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Concordância do adjetivo posposto a dois substantivos","citation":null,"trap_note":"Quando a reescrita transforma um parêntese em coordenação, duas concordâncias mudam de uma vez: a do adjetivo e a do verbo. Confira as duas na frase nova — a banca costuma ajustar só uma."}},{"id":"9dca39bd4e31","number":7,"stem":67,"statement":"Seriam mantidos a correção gramatical e os sentidos do texto caso se substituísse o trecho “A comunicação tem-se transformado” (primeiro parágrafo) por Está transformada a comunicação.","answer":"E","source":{"slug":"TELEBRAS_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Tem-se transformado” é pretérito perfeito composto e exprime processo que vem se repetindo e continua em curso. “Está transformada” é locução de estado e exprime o resultado já alcançado, um processo encerrado. As duas construções são corretas, mas dizem coisas diferentes: uma descreve a mudança acontecendo, a outra, a mudança concluída.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Seriam mantidos a correção gramatical e os sentidos do texto","corrected_statement":"Não seriam mantidos os sentidos do texto caso se substituísse o trecho “A comunicação tem-se transformado” (primeiro parágrafo) por Está transformada a comunicação.","concept":"Pretérito perfeito composto (processo) × locução de estado (resultado)","citation":null,"trap_note":"“Tem feito”, “tem sido”, “tem-se transformado” marcam repetição e continuidade; “está feito”, “está transformado” marcam estado resultante. A banca troca uma pela outra contando com que você veja apenas dois passados."}},{"id":"6880eb8f587e","number":8,"stem":68,"statement":"O trecho “essas substâncias reativas e tóxicas foram relacionadas a uma doença inexorável, o envelhecimento” (primeiro período do terceiro parágrafo) poderia ser corretamente reescrito da seguinte forma: relacionou-se essas substâncias reativas e tóxicas a uma doença inexorável: o envelhecimento.","answer":"E","source":{"slug":"SESAU_AL_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Convertida a passiva analítica em sintética, “essas substâncias reativas e tóxicas” continua sendo sujeito paciente, agora posposto ao verbo, e comanda a concordância: o correto seria “relacionaram-se essas substâncias”. A forma proposta deixa o verbo no singular, como se “se” fosse índice de indeterminação do sujeito, o que não cabe diante de verbo transitivo direto com o paciente expresso. A troca da vírgula por dois-pontos antes do aposto seria admissível; o que derruba o item é a concordância.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"relacionou-se essas substâncias reativas e tóxicas","corrected_statement":"O trecho “essas substâncias reativas e tóxicas foram relacionadas a uma doença inexorável, o envelhecimento” (primeiro período do terceiro parágrafo) poderia ser corretamente reescrito da seguinte forma: relacionaram-se essas substâncias reativas e tóxicas a uma doença inexorável: o envelhecimento.","concept":"Passiva sintética com sujeito posposto exige concordância","citation":null,"trap_note":"Esta é a conversão mais cobrada do tópico e a que mais derruba: ao passar da analítica para a sintética, o sujeito vai para depois do verbo e a concordância sai do campo de visão. Localize-o antes de julgar."}},{"id":"4d53e63ca352","number":10,"stem":69,"statement":"Mantendo-se a coerência e a correção gramatical do texto, o vocábulo “imensuráveis”, em “que pode causar danos imensuráveis à saúde da vítima” (último parágrafo), poderia ser substituído por vastos.","answer":"C","source":{"slug":"PC_SE_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Imensurável” e “vasto” são adjetivos de grande extensão e cabem igualmente como adjunto adnominal de “danos”, concordando no masculino plural. A regência de “causar danos a” não se altera, e a crase de “à saúde” permanece justificada pelo mesmo motivo. O item promete coerência e correção, não sinonímia exata, e as duas se mantêm.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Substituição de adjetivo sem efeito sobre regência","citation":null,"trap_note":"Troca de adjetivo raramente mexe na estrutura: o risco está na concordância e no que o adjetivo pressupõe. Confira se ele continua cabendo no mesmo campo de sentido do substantivo que qualifica."}},{"id":"927288b95fb3","number":12,"stem":70,"statement":"Em “muito mais do que um serviço básico” (primeiro parágrafo), a retirada do vocábulo “do” não comprometeria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"TELEBRAS_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Nas comparações de superioridade e inferioridade, a norma admite tanto “mais que” quanto “mais do que”: o “do” é expletivo, não integra a regência de nada. Retirado, sobra “muito mais que um serviço básico”, construção plenamente correta. O item só afirma manutenção da correção gramatical, e ela se mantém.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“mais do que” × “mais que”: o “do” é expletivo","citation":null,"trap_note":"Elemento expletivo (o “do” de “mais do que”, o “é que” de realce, o “de” de “apesar de que”) pode sair sem prejuízo. O teste é refazer a frase e ver se algum termo ficou sem o complemento que exigia."}},{"id":"9814353ada41","number":13,"stem":71,"statement":"Sem prejuízo dos sentidos originais e da correção gramatical do texto, o trecho “falsa responsabilidade do que é postado ou compartilhado” (segundo período) poderia ser substituído por falsa responsabilidade do que se posta ou se compartilha.","answer":"C","source":{"slug":"PETROBRAS_21_NS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“O que é postado ou compartilhado” é passiva analítica sem agente expresso; “o que se posta ou se compartilha” é a mesma passiva na forma sintética, com o “se” apassivador. Como não havia agente a preservar, a conversão não retira informação, e o relativo “o que” continua exercendo a função de sujeito paciente nos dois arranjos. A regência de “responsabilidade de” permanece intacta.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Passiva analítica sem agente convertida em sintética","citation":null,"trap_note":"A conversão entre as duas passivas é o par mais testado do tópico. Regra prática: sem agente, a troca é livre; com agente, só a analítica o comporta."}},{"id":"3e192a759020","number":16,"stem":72,"statement":"No segundo período do terceiro parágrafo, a substituição da palavra “âmago” por cerne manteria os sentidos e a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_RJ_21_ANALISTA","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Âmago” e “cerne” designam ambos o núcleo, a parte central de algo, e aqui se aplicam ao mesmo referente: aquilo que há de mais essencial na corrente de pensamento descrita. São substantivos masculinos, de modo que a contração “em seu” permanece inalterada. Nem a estrutura nem o conteúdo se movem.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Sinonímia plena entre substantivos de mesmo gênero","citation":null,"trap_note":"Substituição de substantivo é segura quando gênero e número coincidem, porque artigos, pronomes e adjetivos ao redor não precisam mudar. Divergindo o gênero, confira tudo o que concorda com ele."}},{"id":"7f68777b6615","number":18,"stem":72,"statement":"No último período do texto, a substituição de “até exaltam” por chegam a exaltar manteria a correção gramatical e a coerência do texto.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_RJ_21_ANALISTA","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Até” antes do verbo tem valor de inclusão, marcando que a ação chega a um ponto extremo; “chegar a” mais infinitivo expressa a mesma ideia por meio de locução verbal. O sujeito “Alguns intelectuais proeminentes do Vale do Silício” continua comandando a flexão, agora no auxiliar, e o complemento de “exaltar” permanece direto. Correção e coerência se mantêm.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“até” de inclusão × locução “chegar a” mais infinitivo","citation":null,"trap_note":"Ao converter advérbio em locução verbal, verifique onde foi parar a flexão: ela migra para o auxiliar, e o verbo principal fica no infinitivo. Se o complemento continuar do mesmo tipo, a troca se sustenta."}},{"id":"65740ec19440","number":27,"stem":73,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, a eliminação do vocábulo “a”, em todas as suas ocorrências, não prejudicaria a correção gramatical do texto, mas implicaria mudança de sentido.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_RJ_21_ANALISTA","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Visar” admite as duas regências: com preposição “a”, significa ter por objetivo; sem preposição, significa mirar, apontar ou pôr visto. Eliminados os “a”, a frase continua gramatical, porque a regência direta existe, mas o gerúndio deixa de exprimir a finalidade do discurso e passa a sugerir que ele toma o auditório como alvo. É por isso que o item separa as duas coisas e afirma mudança de sentido sem perda de correção.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Regência de “visar”: com “a” é ter por objetivo","citation":null,"trap_note":"Verbos de regência dupla — visar, aspirar, assistir, proceder, implicar — mudam de sentido com a preposição, não apenas de construção. Retirar o “a” costuma manter a correção e derrubar o sentido, e o item que prometer os dois estará errado."}},{"id":"98d84eb2778e","number":17,"stem":74,"statement":"A forma verbal “está”, empregada no primeiro período do texto, poderia ser substituída por se posta, sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"DPDF_20_ANALISTA","ano":2020},"explanation":{"verdict_reason":"“Está” exprime aqui a permanência do porteiro em um lugar, e “postar-se” significa exatamente colocar-se e permanecer em posto, conservando o valor locativo com o adjunto “diante da lei”. A forma pronominal mantém a terceira pessoa do singular, concordando com “um porteiro”, sujeito posposto nas duas versões. Nem a ordem nem a regência se alteram.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Verbo de estado substituído por pronominal de mesmo valor locativo","citation":null,"trap_note":"Ao trocar um verbo por forma pronominal, confira se o pronome é compatível com o sujeito e se o adjunto de lugar continua encaixando. Mantidos os dois, a permuta preserva sentido e correção."}},{"id":"2c59dbb75694","number":4,"stem":75,"statement":"No período “Com o regime militar, o educador foi exilado para o Uruguai.”, seriam mantidos os sentidos do texto se a locução “foi exilado” fosse substituída por exilou-se.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"“Foi exilado” é voz passiva: o educador é paciente de uma ação praticada por outrem, e o texto atribui essa ação ao regime militar. “Exilou-se” é pronominal de sentido reflexivo e põe o próprio educador como quem decide partir. A frase resultante seria correta, mas quem exila deixa de ser o regime e passa a ser a vítima — os papéis se invertem.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"seriam mantidos os sentidos do texto","corrected_statement":"No período “Com o regime militar, o educador foi exilado para o Uruguai.”, não seriam mantidos os sentidos do texto se a locução “foi exilado” fosse substituída por exilou-se.","concept":"Passiva × forma pronominal reflexiva: quem pratica a ação","citation":null,"trap_note":"A passiva com “ser” mais particípio diz que outro agiu sobre o sujeito; a forma pronominal diz que o sujeito agiu sobre si. Quando a banca troca uma pela outra, pergunte quem passou a fazer o que — o agente desaparece e o paciente ocupa o lugar dele."}},{"id":"38001cec818d","number":10,"stem":76,"statement":"Seriam mantidos a correção gramatical e o sentido original do texto caso o trecho “Em geral, o preconceito positivo não é percebido pela sociedade” (R. 19 e 20) fosse assim reescrito: Não se percebe o preconceito positivo, em geral, pela sociedade.","answer":"E","source":{"slug":"PGM_RR_19_PROCURADOR","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"A reescrita troca a passiva analítica “não é percebido pela sociedade” pela passiva sintética “não se percebe”, mas conserva o agente “pela sociedade”. É justamente isso que a norma não admite: a passiva pronominal com “se” não aceita agente da passiva expresso. A frase proposta é agramatical, e a correção prometida não se sustenta — antes mesmo de se discutir o deslocamento de “em geral”.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Não se percebe o preconceito positivo, em geral, pela sociedade","corrected_statement":"Seriam mantidos a correção gramatical e o sentido original do texto caso o trecho “Em geral, o preconceito positivo não é percebido pela sociedade” (R. 19 e 20) fosse assim reescrito: Em geral, a sociedade não percebe o preconceito positivo.","concept":"Passiva sintética não admite agente da passiva","citation":null,"trap_note":"Passiva analítica guarda o agente com “por”; passiva sintética o apaga. Se a banca converte uma na outra e o “pela/pelo” continua lá, o item está errado por construção."}},{"id":"088d92e17cb8","number":16,"stem":77,"statement":"Os sentidos e a correção gramatical do texto seriam preservados caso a expressão “cada um de nós” (ℓ.36) fosse substituída por todos nós.","answer":"E","source":{"slug":"SLU_DF_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"“Cada um de nós” é expressão distributiva de núcleo singular — “cada um” —, e por isso o verbo está no singular, “tem seu aramezinho”. “Todos nós” é plural e obrigaria a flexionar “temos”, ajuste que o item não prevê, além de substituir a distribuição um a um por uma afirmação sobre o conjunto. Quebram-se ao mesmo tempo a concordância e o valor distributivo.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Os sentidos e a correção gramatical do texto seriam preservados","corrected_statement":"Os sentidos e a correção gramatical do texto não seriam preservados caso a expressão “cada um de nós” (ℓ.36) fosse substituída por todos nós.","concept":"“Cada um de nós” (distributivo singular) × “todos nós” (coletivo plural)","citation":null,"trap_note":"Expressões partitivas e distributivas têm núcleo próprio: em “cada um de nós”, o núcleo é “um”, e o verbo vai ao singular. Trocá-las por um plural arrasta a concordância de todo o período."}},{"id":"de667f2a19a1","number":23,"stem":78,"statement":"O deslocamento do termo “furiosa” (ℓ.8) para imediatamente após a forma verbal “levantou-se” (ℓ.9) manteria a coerência do texto.","answer":"C","source":{"slug":"SLU_DF_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"Antes do verbo, “furiosa” é adjunto adnominal de “senhora” e apenas a caracteriza; depois de “levantou-se”, passa a predicativo do sujeito e atribui o estado no momento em que ela se levanta. A concordância com o núcleo feminino singular é a mesma nas duas posições, e o texto continua apresentando a mesma personagem no mesmo estado. O item promete apenas a manutenção da coerência, e ela se mantém.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjunto adnominal × predicativo do sujeito conforme a posição","citation":null,"trap_note":"Adjetivo deslocado para depois do verbo muda de função: vira predicativo e passa a dizer o estado do sujeito durante a ação. Repare no que o item promete — coerência sobrevive, identidade de sentido nem sempre."}},{"id":"c9d88f9eb22d","number":3,"stem":79,"statement":"Os sentidos do texto seriam alterados caso o trecho “estar a se corresponder” (R.3) fosse assim reescrito: estar se correspondendo.","answer":"E","source":{"slug":"MP_PI_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"“Estar a” mais infinitivo e “estar” mais gerúndio são as duas formas de exprimir o mesmo aspecto durativo, a ação em curso; a primeira é apenas mais literária. O pronome oblíquo continua próclítico ao verbo principal nos dois arranjos, e o sujeito de “corresponder-se” permanece o mesmo. Como não há alteração de sentido, a afirmação de que os sentidos mudariam é o que torna o item errado.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Os sentidos do texto seriam alterados","corrected_statement":"Os sentidos do texto seriam mantidos caso o trecho “estar a se corresponder” (R.3) fosse assim reescrito: estar se correspondendo.","concept":"Aspecto durativo: “estar a” + infinitivo = “estar” + gerúndio","citation":null,"trap_note":"Nem todo item de reescrita afirma manutenção: alguns afirmam prejuízo. Quando o enunciado diz que o sentido mudaria, teste a equivalência do mesmo jeito — se as duas formas dizem o mesmo, a afirmação de mudança é a mentira."}},{"id":"a68926fb4e08","number":4,"stem":80,"statement":"Caso o advérbio “heroicamente” (R.7) fosse deslocado para logo após “contrabalançado” (R.6), haveria alteração de sentido do texto, embora fosse preservada sua correção gramatical.","answer":"C","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"Advérbio em -mente não tem posição fixa, e por isso o deslocamento não fere a sintaxe: ele continua modificando um verbo ou particípio da mesma oração. O que muda é sobre qual deles ele incide, e com isso o que o texto qualifica como heroico. O item separa corretamente as duas coisas, afirmando alteração de sentido com preservação da correção.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Mobilidade do advérbio e mudança do termo modificado","citation":null,"trap_note":"Advérbio é o termo mais móvel da oração e, por isso mesmo, o mais sensível: quase nunca quebra a correção e quase sempre mexe no sentido. Item que prometa manter as duas coisas ao deslocá-lo merece desconfiança imediata."}},{"id":"3498547e0bc6","number":7,"stem":81,"statement":"A correção gramatical do texto seria mantida, se o período “Noticiam os jornais que o governo vende, quando avariada, grande quantidade dessas pólvoras” (R. 20 e 21) fosse reescrito como Uma grande quantidade dessas pólvoras é vendida pelo governo, quando avariadas — noticia-se nos jornais, embora a ênfase nas informações desse período fosse alterada.","answer":"C","source":{"slug":"EBSERH_18_MEDICA","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"A reescrita converte “o governo vende grande quantidade dessas pólvoras” em passiva analítica: o objeto direto vira sujeito, “é vendida” assume a flexão e o sujeito antigo reaparece como agente da passiva em “pelo governo”. A oração declarativa “Noticiam os jornais que...” vira comentário com “se” indeterminador (“noticia-se nos jornais”), isolado por travessão. Tudo o que a passiva exige está lá, e o próprio item já ressalva que a ênfase muda.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Conversão ativa → passiva analítica com agente expresso","citation":null,"trap_note":"Na passagem para a passiva, confira a sobrevivência do agente: quem era sujeito da ativa tem de reaparecer introduzido por “por” (ou desaparecer legitimamente na passiva sintética). Some o agente sem aviso, o sentido muda."}},{"id":"787741b4f4e1","number":7,"stem":82,"statement":"A inserção da expressão que seja imediatamente antes da palavra “pautada” (R.15) — que seja pautada — não comprometeria a correção gramatical nem alteraria os sentidos originais do texto. Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, marco da modernidade, segundo Axel Honneth, advém de uma busca por demandas por distribuição igualitária em demandas por mais dignidade e respeito. O autor descreve o campo de ação social por conservação e reconhecimento. O conflito, diz ele, força os sujeitos a se reconhecerem mutuamente e impulsiona a criação do sujeito de direitos constitui um mínimo necessário para a perpetuação da sociedade, porque é pelo respeito mútuo de relacionar socialmente. Nesse contexto, a Lei Maria da Penha teria o papel de violências (incluída a psicológica) pelo direito; afinal, é constatando as obrigações que temos diante do direito alheio sujeitos de direitos. De acordo com Honneth, as demandas por direitos — como aqueles que se referem à igualdade de gênero reconhecimento anteriormente denegado, criam conflitos práticos indispensáveis para a mobilidade social.","answer":"C","source":{"slug":"PGE_PE_18_SERVIDOR","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"“Pautada na...” é oração reduzida de particípio que modifica “configuração”. Inserir “que seja” apenas a desenvolve em oração adjetiva explicativa com verbo no subjuntivo, sem mexer em regência nem em pontuação: o particípio continua concordando com o mesmo núcleo feminino singular. Desenvolver uma reduzida em desenvolvida é operação neutra quando o antecedente da relativa é o mesmo termo que o particípio já modificava.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Reduzida de particípio desenvolvida em oração adjetiva","citation":null,"trap_note":"Ao desenvolver uma reduzida, o teste é achar o antecedente: se o termo que o particípio modificava puder ser sujeito do verbo novo, a reescrita se sustenta. Se o relativo passar a apontar para outro nome, o sentido muda."}},{"id":"c383e46340e2","number":7,"stem":83,"statement":"Sem alteração do seu sentido original e da sua correção gramatical, o primeiro parágrafo do texto poderia ser assim reescrito: Descobrir que, hoje, quase todas as traduções são feitas com a ajuda de máquinas pode assustar, na medida em que vivemos tempos nos quais nos sentimos amedrontados e paranoicos, mas também fascinados, pela presença da inteligência artificial no dia-a-dia.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"A frase proposta traz “dia-a-dia” com hifens, grafia abolida pelo Acordo Ortográfico: a locução substantiva escreve-se “dia a dia”, sem hifens, e só ganha hífen a forma substantivada em compostos específicos, que não é o caso. O item promete manutenção da correção gramatical, e a reescrita já a contraria na grafia. Não é preciso avançar até a discussão de sentido.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"no dia-a-dia","corrected_statement":"Sem alteração do seu sentido original e da sua correção gramatical, o primeiro parágrafo do texto poderia ser assim reescrito: Descobrir que, hoje, quase todas as traduções são feitas com a ajuda de máquinas pode assustar, na medida em que vivemos tempos nos quais nos sentimos amedrontados e paranoicos, mas também fascinados, pela presença da inteligência artificial no dia a dia.","concept":"Locuções repetidas escrevem-se sem hífen: dia a dia, fim de semana","citation":null,"trap_note":"Reescrita longa também se decide por ortografia. Grafias como dia-a-dia, fim-de-semana e à-toa denunciam o item antes de qualquer análise sintática — e a mesma repetição, sem hífen, também não leva crase."}},{"id":"019da0754bf1","number":8,"stem":81,"statement":"A correção gramatical do penúltimo parágrafo do texto seria preservada, embora seu sentido fosse alterado, caso o advérbio “não” (R.23) fosse deslocado para imediatamente após “governo” (R.22).","answer":"C","source":{"slug":"EBSERH_18_MEDICA","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"O advérbio de negação pode ocupar mais de uma posição sem ferir a sintaxe, desde que fique adjacente ao termo que nega. Colocado logo depois de “governo”, ele continua bem construído, mas passa a negar outro elemento do período, e o alcance da negação é o que define o que se afirma. O item acerta justamente por separar as duas coisas: correção preservada, sentido alterado.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Alcance da negação muda com a posição do “não”","citation":null,"trap_note":"Deslocar o “não” é o caso-modelo da dupla independente: a gramática aguenta, o sentido não. Um item que prometa manter as duas está errado; um que prometa manter só a correção costuma estar certo."}},{"id":"b65569711632","number":11,"stem":83,"statement":"A correção e os sentidos do texto seriam preservados caso o trecho “até a menos sofisticada das recriações de uma língua a outra não se faz palavra por palavra” (R. 20 e 21) fosse reescrito da seguinte maneira: não se traduz palavra por palavra nem mesmo os textos mais simples.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"Com “traduzir”, transitivo direto, o “se” da forma proposta é apassivador, e “os textos mais simples” é sujeito paciente no plural: o verbo teria de ir ao plural, “não se traduzem”. Além disso, o original fala das recriações de uma língua a outra, e a reescrita as substitui pelos textos traduzidos, trocando o referente do sujeito. Correção e sentido falham juntos.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"não se traduz palavra por palavra nem mesmo os textos mais simples","corrected_statement":"A correção e os sentidos do texto seriam preservados caso o trecho “até a menos sofisticada das recriações de uma língua a outra não se faz palavra por palavra” (R. 20 e 21) fosse reescrito da seguinte maneira: não se traduzem palavra por palavra nem mesmo as recriações mais simples.","concept":"Concordância na passiva sintética e troca do referente do sujeito","citation":null,"trap_note":"Quando a reescrita inverte a ordem e deixa o sujeito depois do verbo, a concordância some de vista. Localize o sintagma nominal e pergunte se o verbo está flexionado por ele — não pelo “se”."}},{"id":"4b39e5852352","number":13,"stem":84,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical do texto, os vocábulos “é” (R.17) e “que” (R.19) poderiam ser suprimidos, desde que fosse inserida uma vírgula imediatamente após a palavra “alheio” (R.18).","answer":"C","source":{"slug":"PGE_PE_18_SERVIDOR","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"Trata-se outra vez da moldura de realce “é... que”, agora destacando a oração reduzida de gerúndio. Suprimidos “é” e “que”, o gerúndio volta à condição de adjunto anteposto e a vírgula depois de “alheio” marca onde ele termina, devolvendo à oração seguinte seu sujeito e seu verbo. A estrutura resultante é gramatical, e o item promete apenas a manutenção da correção.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Clivagem “é... que” com oração reduzida em destaque","citation":null,"trap_note":"Desfeita uma clivagem, sobra um adjunto anteposto — e ele pede vírgula. Por isso os itens desse tipo costumam vir acompanhados de uma condição de pontuação: ela é parte do teste, não enfeite."}},{"id":"dc3315aea981","number":13,"stem":85,"statement":"No verso “Às vezes é ela quem diz” (v.2), a supressão de “é” e “quem” prejudicaria a coerência do trecho.","answer":"E","source":{"slug":"PC_SE_18_DELEGADO","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"“É ela quem diz” é construção clivada: “é” e “quem” apenas põem o sujeito em destaque. Suprimidos os dois, resta “Às vezes ela diz”, com o mesmo sujeito, o mesmo verbo e o mesmo conteúdo — cai a ênfase sobre quem fala, não o encadeamento das ideias. Afirmar prejuízo à coerência é inverter o resultado da operação.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"prejudicaria a coerência do trecho","corrected_statement":"No verso “Às vezes é ela quem diz” (v.2), a supressão de “é” e “quem” não prejudicaria a coerência do trecho.","concept":"Clivada “é ... quem” realça o sujeito sem alterar o conteúdo","citation":null,"trap_note":"Ênfase e coerência são coisas distintas. Retirar realce muda o foco da frase; só compromete a coerência se algum termo ficar sem a função que exercia."}},{"id":"a14fddce89ac","number":14,"stem":86,"statement":"A correção gramatical e as informações do texto seriam preservadas caso o período “À primeira vista, (...) do nosso valor em si” (R. 6 a 9) fosse assim reescrito: Como é possível ser vaidoso sem ser orgulhoso, parece algo, à um primeiro olhar, difícil de se entender. Serviço de tráfego de embarcações (vessel traffic service – VTS) navegação, com capacidade de monitorar ativamente o tráfego aquaviário, melhorando a segurança e eficiência desse tráfego, ou risco de acidente de grandes proporções. Internacionalmente, os sistemas de VTS são sendo seus aspectos técnicos detalhados em recomendações da International Association of Maritime Aids to Navigation and autoridade marítima do país, definir as normas de execução de VTS e autorizar a sua implantação e operação. um radar com capacidade de acompanhar o tráfego nas imediações do porto, um sistema de identificação de sistema de comunicação em VHF, um circuito fechado de TV, sensores ambientais (meteorológicos e hidrológicos) e um esses sensores operam integrados em um centro de controle, ao qual cabe, na sua área de responsabilidade, identificar e poluição, planejar a movimentação de embarcações e divulgar informações ao navegante. Adicionalmente, o Centro VTS eficiência das operações portuárias, como a atualização de horários de chegada e partida de embarcações.","answer":"E","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"A reescrita traz “à um primeiro olhar”, com acento grave diante de artigo indefinido e de substantivo masculino. Faltam as duas condições da crase ao mesmo tempo: não há artigo definido feminino a fundir, e “olhar” é masculino. O item promete preservar a correção gramatical, e a forma proposta já a contraria no segundo vocábulo.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"à um primeiro olhar","corrected_statement":"A correção gramatical e as informações do texto seriam preservadas caso o período “À primeira vista, (...) do nosso valor em si” (R. 6 a 9) fosse assim reescrito: Como é possível ser vaidoso sem ser orgulhoso, parece algo, a um primeiro olhar, difícil de se entender.","concept":"Crase impossível diante de artigo indefinido e de palavra masculina","citation":null,"trap_note":"Em reescrita longa, varra primeiro os acentos graves da forma proposta. “À um”, “à qualquer”, “à ele” e “à cada” são impossíveis em qualquer contexto e resolvem o item de imediato."}},{"id":"30790c777ade","number":16,"stem":87,"statement":"A correção gramatical e os sentidos do texto seriam mantidos caso fosse suprimido o trecho “que era” (R.15).","answer":"C","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"“Que era” é o par relativo mais verbo de ligação; suprimi-lo deixa o predicativo ligado diretamente ao antecedente, que passa a funcionar como aposto ou adjunto do mesmo nome. A informação atribuída continua sendo atribuída ao mesmo termo, porque o relativo apenas retomava esse termo, e a forma verbal apenas o ligava ao predicativo. Nada fica sem função e o período segue gramatical.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Redução de relativa com verbo de ligação","citation":null,"trap_note":"Relativa com “ser” costuma poder ser apagada: o que ela liga ao antecedente fica ligado do mesmo jeito. Confira só se o termo que sobra continua concordando com o antecedente e se a pontuação ao redor ainda o isola."}},{"id":"71f7afafa6d0","number":17,"stem":88,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, a oração “A receita satisfaz a voracidade de nossa cultura pelo remédio” (R. 26 e 27) poderia ser reescrita da seguinte maneira: A receita atende à avidez da nossa cultura pelo remédio.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"“Satisfazer” é transitivo direto e “atender”, no sentido de dar satisfação a algo, constrói-se com a preposição “a”, o que explica a crase em “à avidez”, diante de substantivo feminino determinado. “Voracidade” e “avidez” são sinônimos no contexto, e o complemento “pelo remédio” permanece regido do mesmo modo. A reescrita ajusta a regência que a troca de verbo exigia.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“Satisfazer” transitivo direto × “atender a” com crase","citation":null,"trap_note":"Este é o caso simétrico da armadilha usual: aqui a banca devolveu a preposição e o acento que o verbo novo exigia, e por isso o item é certo. A conferência é sempre a mesma — o complemento acompanhou a mudança de regência?"}},{"id":"c4d8eed767de","number":19,"stem":89,"statement":"O sentido do texto seria preservado se o trecho “Todos esses sensores operam integrados em um centro de controle” (R. 19 e 20) fosse substituído por: Todos esses sensores integrados operam em um centro de controle.","answer":"E","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"Em “operam integrados”, o particípio é predicativo do sujeito e diz como os sensores funcionam: de forma integrada. Antecipado para junto de “sensores”, passa a adjunto adnominal e a selecionar de quais sensores se fala — os que estão integrados —, deixando em aberto como eles operam. A frase permanece correta, mas a informação muda de natureza: o que era modo de operação vira característica do equipamento.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"O sentido do texto seria preservado","corrected_statement":"O sentido do texto não seria preservado se o trecho “Todos esses sensores operam integrados em um centro de controle” (R. 19 e 20) fosse substituído por: Todos esses sensores integrados operam em um centro de controle.","concept":"Particípio predicativo × particípio adjunto adnominal","citation":null,"trap_note":"Particípio ou adjetivo depois do verbo diz como a ação se dá; antes do substantivo, diz que tipo de coisa é. Deslocá-lo por cima do verbo é mudar a função, e com ela a informação."}},{"id":"b095c3fafaf2","number":6,"stem":90,"statement":"A substituição da expressão “Olhei com mais atenção” (R.30) por Atentei-me para manteria o sentido geral e a correção gramatical do trecho original.","answer":"E","source":{"slug":"STM_17_ANALISTA_TECNICO","ano":2017},"explanation":{"verdict_reason":"A expressão original guarda um comparativo: olhar com mais atenção supõe um olhar anterior menos atento, e é disso que o trecho trata. “Atentei-me para” não carrega essa gradação e desloca o ato do campo da visão para o da concentração, além de trazer a forma pronominal onde a regência consagrada é “atentar para”. Sentido e construção saem prejudicados, e o item promete os dois.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"por Atentei-me para manteria o sentido geral e a correção gramatical","corrected_statement":"A substituição da expressão “Olhei com mais atenção” (R.30) por Atentei-me para não manteria o sentido geral e a correção gramatical do trecho original.","concept":"Perda do grau comparativo na substituição lexical","citation":null,"trap_note":"Quando o trecho original contém “mais”, “tão”, “menos” ou “ainda”, procure essa marca na forma proposta. Substituição que engole o grau muda o sentido mesmo quando o verbo escolhido é sinônimo."}},{"id":"8c8a4003425a","number":8,"stem":91,"statement":"Sem prejuízo das informações veiculadas no texto, a forma verbal “responda” (R.7) poderia ser substituída por atenda.","answer":"C","source":{"slug":"SEDUC_AL_17","ano":2017},"explanation":{"verdict_reason":"“Responder a” e “atender a” convergem no sentido de corresponder a uma exigência, e ambos se constroem com a mesma preposição, de modo que o complemento do texto permanece intacto. A substituição não mexe em concordância nem em pontuação. O item promete apenas a manutenção das informações veiculadas, e é isso que a sinonímia entrega.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Verbos sinônimos com a mesma regência","citation":null,"trap_note":"Substituição lexical é segura quando o verbo novo pede a mesma preposição do antigo. Mude a regência e o complemento precisa mudar junto — e o item quase nunca avisa disso."}},{"id":"c96a0162e671","number":9,"stem":92,"statement":"Feitos os devidos ajustes de pontuação, a retirada do trecho “Eles, não” (R.13) manteria o sentido geral do texto, porém reduziria a ênfase com a qual o autor se refere à crueldade dos “noivos assassinos” (R. 9 e 10).","answer":"C","source":{"slug":"STM_17_ANALISTA_TECNICO","ano":2017},"explanation":{"verdict_reason":"“Eles, não” é fragmento de valor enfático: retoma por elipse o verbo da oração anterior para contrapor os dois grupos que o texto vinha comparando. Retirado o fragmento e refeita a pontuação, a oposição continua expressa pelo próprio encadeamento das orações, e nenhuma informação nova se perde. O que desaparece é a força do contraste, exatamente como o item afirma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Elipse enfática: supressão reduz ênfase, não informação","citation":null,"trap_note":"Item que já admite perda de ênfase está pedindo outra coisa: se alguma informação sumiu. Repare que ele costuma vir com a ressalva “feitos os devidos ajustes de pontuação”, e essa ressalva é o que torna a supressão viável."}},{"id":"4680e9d13878","number":7,"stem":93,"statement":"A substituição da expressão “todo aquele” (R.10) por todos manteria o sentido original e a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"“Todo aquele” é expressão de valor genérico no singular, que individualiza — vale por qualquer um que preencha a condição descrita em seguida. “Todos” é plural e obrigaria a flexionar no plural tudo o que com ele concorda: o verbo da relativa e o da oração principal. Como o item propõe a troca sem esses ajustes, a concordância se quebra, e ainda se perde o traço distributivo do singular.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"por todos manteria o sentido original e a correção gramatical","corrected_statement":"A substituição da expressão “todo aquele” (R.10) por todos não manteria o sentido original e a correção gramatical do texto.","concept":"“Todo aquele” (genérico singular) × “todos” (plural)","citation":null,"trap_note":"Substituição que muda o número arrasta a concordância de tudo o que depende do termo. Reconstrua a frase inteira e confira verbo, pronome e adjetivo: o item quase nunca autoriza os ajustes necessários."}},{"id":"166d190e5d7d","number":8,"stem":93,"statement":"A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados caso o trecho “expressá-los com objetividade e competência” (R. 6 e 7) fosse reescrito da seguinte maneira: expressá-los objetiva e competentemente.","answer":"C","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"“Com objetividade e competência” é locução adverbial de modo, e os advérbios em -mente correspondentes exprimem exatamente o mesmo valor. Em série coordenada, a norma admite que o sufixo apareça apenas no último elemento, ficando o anterior na forma feminina do adjetivo: “objetiva e competentemente”. O verbo e seu objeto direto pronominal permanecem intactos.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Locução adverbial convertida em advérbios em -mente coordenados","citation":null,"trap_note":"Em advérbios coordenados, o -mente pode vir só no último, e o primeiro fica no feminino do adjetivo. Ver “objetiva e competentemente” não é erro de concordância: é a regra da série."}},{"id":"c6c33abe046d","number":9,"stem":94,"statement":"O sentido original do texto seria alterado caso a expressão “a si mesmo” (R.3) fosse substituída por lhe.","answer":"C","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"“A si mesmo” é pronome reflexivo tônico: a promessa foi feita pela personagem a ela própria. “Lhe” é pronome oblíquo de terceira pessoa e, nessa posição, remeteria a outra pessoa, alguém a quem a promessa teria sido feita. Reconstruída a frase, o beneficiário da promessa deixa de ser o próprio sujeito, e é exatamente essa alteração que o item afirma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Reflexivo “a si mesmo” × oblíquo “lhe” de terceira pessoa","citation":null,"trap_note":"“Si”, “consigo” e “a si mesmo” só remetem ao próprio sujeito; “lhe” remete a outro. Trocar um pelo outro sempre mexe no sentido, mesmo quando a frase continua impecável."}},{"id":"2ac4031053e4","number":7,"stem":95,"statement":"A correção gramatical e o sentido original do texto seriam preservados caso a oração “que se lhe contrapôs” (R. 7 e 8) fosse reescrita como que foi contraposto a ele. Socioambiental Viver Direito do TJDFT foi instituído por meio da Portaria GPR n.º 1.313/2012. As bases do Programa Viver apresentados, respectivamente, nos artigos 1.º, 2.º e 3.º da referida portaria, os quais são transcritos abaixo: Socioambiental do TJDFT Viver Direito, cuja base é a Agenda Socioambiental do TJDFT que, em permanente revisão, existentes no âmbito do Poder Judiciário do Distrito Federal e Territórios, visando à preservação e à recuperação do meio torná-lo e mantê-lo ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável. Socioambiental Viver Direito objetiva indicar e programar ações bem como sensibilizar os públicos interno e externo resíduos gerados pelo órgão, ao combate a todas as formas de desperdício dos recursos naturais e à inclusão de critérios compras e nas contratações de serviços da instituição. Art. 3.º Define-se como meta permanente do Viver adoção de práticas ecologicamente eficientes, que visem poupar matéria-prima, água e energia, bem como enfatizem a social, com base no desenvolvimento do ser humano e na preservação da vida.","answer":"E","source":{"slug":"TJDFT_15_SERVIDOR","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"Em “que se lhe contrapôs”, o “se” é parte integrante do verbo pronominal contrapor-se, e “lhe” é o complemento indireto regido por ele: o direito contrapôs-se a alguma coisa, isto é, o sujeito age. A reescrita “que foi contraposto a ele” é passiva analítica e transforma esse sujeito em paciente de um agente não expresso, invertendo os papéis. Verbo pronominal dessa natureza não tem passiva correspondente, e por isso a equivalência prometida não existe.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"que foi contraposto a ele","corrected_statement":"A correção gramatical e o sentido original do texto não seriam preservados caso a oração “que se lhe contrapôs” (R. 7 e 8) fosse reescrita como que foi contraposto a ele.","concept":"“se” parte integrante do verbo não é “se” apassivador","citation":null,"trap_note":"Antes de aceitar uma conversão para a passiva, pergunte o que o “se” está fazendo ali. Apassivador admite a passiva analítica; parte integrante do verbo pronominal, não — e a troca inverte quem faz e quem sofre a ação."}},{"id":"2b506fa53478","number":15,"stem":96,"statement":"Sem prejuízo para a correção gramatical ou para o sentido do período, o trecho “como ideologia revolucionária (...) os privilégios da nobreza” (R. 30 a 32) poderia ser substituído por: que era uma ideologia revolucionária articulada por novos setores emergentes e forjados na luta contra os privilégios da nobreza.","answer":"C","source":{"slug":"TCU_15_TFCE","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"A construção com “como” introduz predicativo que atribui uma qualificação ao termo anterior; a reescrita apenas a desenvolve em oração adjetiva, com o relativo “que” retomando esse mesmo termo e o verbo de ligação explicitando a atribuição. Os particípios “articulada” e “forjados” conservam os complementos que já tinham, com as preposições que exigiam. Nem a função nem o conteúdo se alteram.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Predicativo com “como” desenvolvido em oração adjetiva com “que era”","citation":null,"trap_note":"Desenvolver “como X” em “que era X” é operação neutra desde que o relativo aponte para o mesmo termo. Confira o antecedente: se o “que” puder ser lido como retomando outro nome, o sentido muda."}},{"id":"ef1c48bfb923","number":15,"stem":96,"statement":"Sem prejuízo para a correção gramatical ou para o sentido do período, o trecho “como ideologia revolucionária articulada por novos setores emergentes e forjados na luta contra os privilégios da nobreza” poderia ser substituído por: que era uma ideologia revolucionária articulada por novos setores emergentes e forjados na luta contra os privilégios da nobreza.","answer":"C","source":{"slug":"TCU_15_TFCE","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"O segmento introduzido por “como” funciona como predicativo, atribuindo ao termo anterior a qualidade de ideologia revolucionária. A reescrita com “que era uma ideologia revolucionária …” converte esse predicativo em oração adjetiva explicativa, com verbo de ligação expresso. A relação predicativa e o conteúdo se mantêm, e a construção é igualmente correta.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Predicativo introduzido por “como” ↔ oração adjetiva com verbo de ligação","citation":null,"trap_note":"“Como” com valor de “na condição de” introduz predicativo e se desdobra em “que é/era”. A troca só falha se o “como” for comparativo ou conformativo."}},{"id":"49bfcca3bd2b","number":20,"stem":97,"statement":"A forma verbal “denota” (no primeiro período do primeiro parágrafo) poderia ser corretamente substituída, no texto, pelo seu sinônimo manifesta.","answer":"C","source":{"slug":"TCU_15_TFCE","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"“Denotar” e “manifestar” convergem no sentido de revelar, dar mostras de, e ambos são transitivos diretos, de modo que o complemento do período permanece sem preposição. A flexão é a mesma, terceira pessoa do singular, e o sujeito não muda. A substituição é de vocabulário, sem efeito sintático.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Sinônimos transitivos diretos: denotar e manifestar","citation":null,"trap_note":"Em item de substituição lexical, a pergunta prática é dupla: o novo verbo é sinônimo neste emprego e pede o mesmo tipo de complemento? Respondendo sim às duas, a reescrita se sustenta."}},{"id":"e60287631a67","number":23,"stem":98,"statement":"Atenderia às exigências da impessoalidade e da formalidade da correspondência oficial, além do emprego da norma padrão, a seguinte reescrita para o último parágrafo do texto: Solicita-se que a confirmação do agendamento seja enviada o mais breve possível a fim de que a data e o horário sejam informados aos funcionários deste órgão que participarão da visita.","answer":"C","source":{"slug":"TJDFT_15_SERVIDOR","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"O parágrafo original usa primeira pessoa (“Preciso que...”) e linguagem coloquial (“chamar os funcionários e dizer que eles têm esse compromisso”). A reescrita troca a pessoa pela partícula apassivadora (“Solicita-se que...”), mantém a voz passiva no encaixe (“seja enviada”, “sejam informados”) e substitui o registro coloquial por fórmula impessoal. Impessoalidade, formalidade e norma padrão ficam todas atendidas.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Impessoalização por “se” na redação oficial","citation":"Manual de Redação da Presidência da República","trap_note":"Em item de reescrita de expediente oficial, confira três coisas na frase nova: sumiu a primeira pessoa, sumiu o coloquialismo, e a solicitação continua sendo uma solicitação. Se as três passarem, o item é certo."}}]}