{"subject_id":"3a3cc48d009981b7950de319b4aad9a1","topico":"Sequenciação textual e articulação entre orações e parágrafos","stems":["A linguagem não é um artefato cultural que aprendemos da maneira como aprendemos a dizer a hora ou como o governo federal está funcionando. Ao contrário, é claramente uma peça da constituição biológica de nosso cérebro. A linguagem é uma habilidade complexa e especializada, que se desenvolve espontaneamente na criança, sem qualquer esforço consciente ou instrução formal, que se manifesta sem que se perceba sua lógica subjacente, que é qualitativamente a mesma em todo indivíduo, e que difere de capacidades mais gerais de processamento de informações ou de comportamento inteligente. Por esses motivos, alguns cientistas cognitivistas descreveram a linguagem como uma faculdade psicológica, um órgão mental, um sistema neural ou um módulo computacional. Mas prefiro o simples e banal termo “instinto”. Ele transmite a ideia de que as pessoas sabem falar mais ou menos da mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias. A capacidade de tecer teias não foi inventada por alguma aranha genial não reconhecida e não depende de receber a educação adequada ou de ter aptidão para arquitetura ou negócios imobiliários. As aranhas tecem teias porque têm cérebro de aranha, o que as impele a tecer e lhes dá competência para fazê-lo com sucesso. Pensar a linguagem como um instinto inverte a sabedoria popular, especialmente da forma como foi aceita nos cânones das ciências humanas e sociais. A linguagem não é uma invenção cultural, assim como tampouco a postura ereta o é. Não é uma manifestação da capacidade geral de usar símbolos: uma criança de três anos é um gênio gramatical, mas é bastante incompetente em termos de artes visuais, iconografia religiosa, sinais de trânsito e outros itens básicos do currículo de semiótica. Embora a linguagem seja uma habilidade magnífica exclusiva do Homo sapiens entre as espécies vivas, isso não implica que o estudo dos seres humanos deva ser retirado do campo da biologia, pois existem outras habilidades magníficas exclusivas de uma espécie viva em particular no reino animal. Alguns tipos de morcegos capturam insetos voadores mediante um sonar Doppler. Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando as posições das constelações com as horas do dia e épocas do ano. No show de talentos da natureza, somos apenas uma espécie de primatas com nosso próprio espetáculo, um jeito todo especial de comunicar informação. Do ponto de vista do cientista, a complexidade da linguagem é parte de nossa herança biológica inata; não é algo que os pais ensinam aos filhos ou algo que tenha de ser elaborado na escola. O conhecimento tácito de gramática de uma criança em idade pré-escolar é mais sofisticado que o mais volumoso manual de estilo ou o mais moderno sistema de linguagem de computador, e o mesmo se aplica a qualquer ser humano saudável. A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Seja qual for o caminho que nos faça regressar ao princípio, sempre chegaremos à mesma conclusão: que o pacto social estabelece entre os cidadãos uma tal igualdade que todos ficam obrigados às mesmas condições e todos devem gozar dos mesmos direitos. E assim, pela natureza do pacto, todo ato de soberania, isto é, todo autêntico ato de uma vontade geral, obriga ou favorece igualmente todos os cidadãos; de tal modo que o soberano apenas conhece a nação e não distingue ninguém entre aqueles que a compõem. O que é isto, senão um ato de soberania? Não é um acordo entre o superior e o inferior, mas um pacto entre o todo e cada um dos seus membros: pacto legítimo, pois tem por base o contrato social; equitativo, por ser comum a todos; útil, porque só pode ter como finalidade o bem geral; e sólido, uma vez que tem por garantia a força pública e o poder supremo. Julgue os itens a seguir, referentes a aspectos linguísticos e aos sentidos do texto apresentado.","Texto CB3A1-I Ao final do período de revoluções e guerras que caracterizaram a virada do século XVIII para o XIX, os recém-emancipados países da América e os antigos Estados europeus se viram diante da necessidade de criar estruturas de governo, marcando a transição do Antigo Regime ao constitucionalismo e do colonialismo à independência. Os arquitetos da nova ordem se inspiraram em fontes antigas e modernas: de Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.) e Políbio (c.200 a.C. – c.118 a.C.) a John Locke (1632 – 1704) e Montesquieu (1689 – 1755). Um dos principais problemas com os quais lideranças e pensadores políticos se confrontaram estava materializado em uma passagem do poeta satírico romano Juvenal (c.55 – c.127), em que se lê: “Quis custodiet ipsos custodes?”, traduzida como “Quem vigia os vigias?” ou “Quem controla os controladores?”. “Uma coisa é teorizar sobre a separação em três poderes, como lemos em Montesquieu. Outra coisa é colocar em prática”, observa a historiadora Monica Duarte Dantas, do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo. “Aí surgem os problemas, porque um poder pode tentar assumir as atribuições de outro. Não era possível antever todas as questões que iriam aparecer, até porque havia assuntos que diziam respeito a mais de um poder. Na prática, era preciso definir a quem competia o quê. Essas questões emergiram rapidamente nos séculos XVIII e XIX, quando se tentou colocar em prática a separação de poderes.” Alguém que acompanhasse os trabalhos de elaboração de textos constitucionais no início do século XIX não necessariamente apostaria que, ao final desse período, estaria consolidado um modelo de organização do Estado em que o poder se desdobraria em três partes: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, conforme apresentado pelo filósofo francês Montesquieu em O espírito das leis (1748). Havia projetos com quatro, cinco ou até mais poderes. Na França, o filósofo político franco-suíço Benjamin Constant (1767 – 1830) imaginou meia dezena: o Judiciário, o Executivo, dois poderes representativos, correspondentes ao Legislativo — o da opinião (Câmara Baixa) e o da tradição (Câmara Alta) —, e um poder “neutro”, exercido pelo monarca. O revolucionário venezuelano Simon Bolívar (1783 – 1830) chegou a formular a ideia, em 1819, de um “poder moral” que deveria cuidar, sobretudo, de educação. As mesmas preocupações estavam na cabeça dos deputados na primeira Assembleia Constituinte do Brasil, em 1823. Até que, em novembro, o conflito de poderes se concretizou: tropas enviadas pelo imperador Dom Pedro I (1789 – 1834) dissolveram a assembleia. Em março do ano seguinte, quando o imperador outorgou a primeira Constituição brasileira, ela se afastava pouco do projeto elaborado em 1823, mas continha uma diferença crucial: os poderes eram quatro e incluíam um Moderador. Entretanto, só em dois países esse quarto poder chegou a ser formalmente inscrito no texto constitucional, como uma instituição em separado. O Brasil, com o título 5.º da Constituição de 1824, e Portugal, em 1826, com a Carta Constitucional outorgada também por Dom Pedro — em Portugal, IV, e não I —, no breve período de seis dias em que acumulou a coroa de ambos os países. As funções do Poder Moderador, tanto na doutrina de Constant quanto na Constituição brasileira, guardam semelhanças com algumas das funções que hoje cabem às cortes supremas — no Brasil, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de garantir que a atuação dos poderes, seja na formulação de leis, seja na administração pública ou no julgamento de casos, não se choque com as normas constitucionais. Considerando os sentidos e a organização do texto CB3A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos e à estruturação do texto CB3A1-I, julgue os itens subsequentes.","Texto CB1A1 Muitas regiões do mundo, inclusive o Brasil, estão vivendo o chamado “paradoxo verde”, expressão cunhada pelo economista alemão Hans-Werner Sinn (2008) para se referir a como políticas climáticas mais restritivas podem exercer pressão crescente sobre os preços de energia e ter efeitos indesejáveis, como incentivar a antecipação da extração e produção de combustíveis fósseis, acelerando, portanto, as mudanças climáticas. Um aspecto crucial é a necessidade de acordos internacionais que mantenham de maneira eficaz e justa grandes quantidades remanescentes de combustíveis fósseis no solo. O estudo recente de Welsby, publicado na revista Nature em 2021, mostra que a produção existente de carvão, petróleo e gás deve ser descontinuada. Mesmo quando governos não controlam diretamente a produção, suas leis, políticas e acordos podem definir, em grande medida, quanto é extraído e produzido. O BOGA (Beyond Oil and Gas Alliance) é um exemplo recente de acordo internacional que pode redefinir o futuro do setor de petróleo e gás (O&G – oil and gas). Emissões evitadas hoje tornam menos arriscada a necessidade de medidas drásticas, ainda não suficientemente desenvolvidas, como projetos de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS) e de tecnologias de emissões negativas (NET), comumente citados em anúncios de empresas do setor de O&G. Ademais, quanto mais cedo sofrermos os impactos das mudanças climáticas, mais cedo e por mais tempo teremos impactos físicos que levam a danos sociais e econômicos. Nesse sentido, emissões evitadas hoje valem mais do que emissões evitadas no futuro; mais do que metas de emissão zero em 2050, são necessárias ações imediatas nos próximos anos, para reduzir rapidamente as emissões de gases do efeito estufa. No futuro, grandes nomes da indústria de O&G podem ser conhecidos como aqueles que negligenciaram a ciência e não enfrentaram o desafio da emergência climática quando ainda tinham tempo. Por outro lado, podem aproveitar a já estreita janela de oportunidade para liderar uma nova economia cada vez mais eficiente, interconectada e limpa. Considerando as ideias veiculadas pelo texto CB1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação ao emprego dos elementos de coesão no texto CB1A1, julgue os próximos itens.","Texto CB2A1-I Ser mais humano em meio a um mundo cada vez mais digital — esse é o grande desafio das organizações para o ano de 2022 no Brasil e em todo o mundo. O equilíbrio entre home office e escritório, em um modelo híbrido de trabalho, deve ser a tendência para os próximos anos. E, no contexto da vida pós-pandemia, há desafios que os departamentos de recursos humanos (RH) vão enfrentar para manter uma relação saudável e positiva entre empresas e colaboradores e garantir, ainda, a produtividade do negócio. E no meio de tudo isso, a tecnologia mais uma vez surge como a viabilizadora de bons resultados. O primeiro desafio do RH é demonstrar segurança em um mundo de incertezas. É fundamental que toda a comunicação da companhia com seus colaboradores seja feita de maneira clara, precisa e sem hesitação, para evitar dúvidas e ansiedades, transmitindo-se segurança às equipes de trabalho. Nesse sentido, uma plataforma digital workplace, a famosa intranet, é uma ferramenta indispensável para sustentar uma comunicação de fato eficiente. Não há mais espaço para um modelo de trabalho independente e não colaborativo nas organizações, depois de quase dois anos de mudanças profundas nas relações de trabalho. Se o RH não dá as respostas certas no tempo certo, os gestores tendem a agir sozinhos em busca de soluções para seus desafios de atração e retenção de talentos. O resultado é uma desvalorização da área de recursos humanos, que é um dos pilares para a produtividade e sustentabilidade de qualquer empresa. O suporte da tecnologia ganha um papel cada vez mais estratégico para apoiar a tomada de decisão, que precisa ser cada vez mais humanizada. Não se trata de usar a tecnologia para automatizar e otimizar processos em uma estrutura “robotizada”, mas de ampliar o uso de ferramentas que humanizem as relações a partir de dados mais ricos e informações mais completas e valiosas, para buscar o melhor tanto para os colaboradores quanto para a própria empresa. Em 2022, o foco deve ser encontrar soluções que possam resolver os desafios da gestão de capital humano das organizações. Mesmo com toda a tecnologia existente, a ideia não é substituir pessoas, mas conferir-lhes poder para que suas tomadas de decisões sejam ainda melhores. É a tecnologia viabilizando relações mais humanas, precisas, por meio de dados reais, confiáveis. Esse é o caminho para o futuro. Considerando as ideias do texto CB2A1-I e sua tipologia, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue os seguintes itens.","Ora, graças a Deus, lá se foi mais um. Um ano, quero dizer. Menos um na conta, mais uma prestação paga. E tem quem fique melancólico. Tem quem deteste ver à porta a cara do mascate em cada primeiro do mês, cobrando o vencido. Quando compram fiado, têm a sensação de que o homem deu de presente, e se esquecem das prestações, que serão, cada uma, uma facada. Nem se lembram dessa outra prestação que se paga a toda hora, tabela Price insaciável comendo juros de vida, todo dia um pouquinho mais; um cabelo que fica branco, mais um milímetro de pele que enruga, uma camada infinitesimal acrescentada à artéria que endurece, um pouco mais de fadiga no coração, que também é carne e se cansa com aquele bater sem folga. E o olho que enxerga menos, e o dente que caria e trata de abrir lugar primeiro para o pivô, depois para a dentadura completa. O engraçado é que muito poucos reconhecem isso. Convencem-se de que a morte chega de repente, que não houve desgaste preparatório, e nos apanha em plena flor da juventude, ou em plena frutificação da maturidade; se imaginam uma rosa que foi colhida em plena beleza desabrochada. Mas a rosa, se a não apanha o jardineiro, que será ela no dia seguinte, após o mormaço do sol e a friagem do sereno? A hora da colheita não interessa ― de qualquer modo, o destino dela era murchar, perder as pétalas, secar, sumir-se. A gente, porém, não pode pensar muito nessas coisas. Tem que pensar em alegrias, sugestionar-se, sugestionar os outros. Vamos dar festas, vamos aguardar o ano novo com esperanças e risadas e beijos congratulatórios. Desejar uns aos outros saúde, riqueza e venturas. Fazer de conta que não se sabe; sim, como se a gente nem desconfiasse. Tudo que nos espera: dentro do corpo o que vai sangrar, doer, inflamar, envelhecer. As cólicas de fígado, as dores de cabeça, as azias, os reumatismos, as gripes com febre, quem sabe o tifo, o atropelamento. Tudo escondido, esperando. Sem falar nos que vão ficar tuberculosos, nas mulheres que vão fazer cesariana. Os que vão perder o emprego, os que se verão doidos com as dívidas, os que hão de esperar nas filas ― que seremos quase todos. E os que, não morrendo, hão de ver a morte lhes entrando de casa adentro, carregando o filho, pai, amor, amizade. As missas de sétimo dia, as cartas de rompimento, os bilhetes de despedida. E até guerra, quem sabe? Desgostos, desgostos de toda espécie. Qual de nós passa um dia, dois dias, sem um desgosto? Quanto mais um ano! Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração padrão e que não há restrições de Seja como for, está claro que a distinção entre o que seria natural e o que seria cultural não faz o menor sentido para os aborígenes australianos. Afinal de contas, no mundo deles, tudo é natural e cultural ao mesmo tempo. Para que se possa falar de natureza, é preciso que o homem tome distância do meio ambiente no qual está mergulhado, é preciso que se sinta exterior e superior ao mundo que o cerca. Ao se extrair do mundo por meio de um movimento de recuo, ele poderá perceber este mundo como um todo. Pensando bem, entender o mundo como um todo, como um conjunto coerente, diferente de nós mesmos e de nossos semelhantes, é uma ideia muito esquisita. Como diz o grande poeta português Fernando Pessoa, vemos claramente que há montanhas, vales, planícies, florestas, árvores, flores e mato, vemos claramente que há riachos e pedras, mas não vemos que há um todo ao qual isso tudo pertence, afinal só conhecemos o mundo por suas partes, jamais como um todo. Mas, a partir do momento em que nos habituamos a representar a natureza como um todo, ela se torna, por assim dizer, um grande relógio, do qual podemos desmontar o mecanismo e cujas peças e engrenagem podemos aperfeiçoar. Na realidade, essa imagem começou a ganhar corpo relativamente tarde, a partir do século XVII, na Europa. Esse movimento, além de tardio na história da humanidade, só se produziu uma única vez. Para retomar uma fórmula muito conhecida de Descartes, o homem se fez então “mestre e senhor da natureza”. Resultou daí um extraordinário desenvolvimento das ciências e das técnicas, mas também a exploração desenfreada de uma natureza composta, a partir de então, de objetos sem ligação com os humanos: plantas, animais, terras, águas e rochas convertidos em meros recursos que podemos usar e dos quais podemos tirar proveito. Naquela altura, a natureza havia perdido sua alma e nada mais nos impedia de vê-la unicamente como fonte de riqueza. No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, bem como às ideias nele expressas, julgue os itens a seguir.","informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração padrão e que não há restrições de No fim do século XVIII e começo do XIX, a despeito de algumas grandes fogueiras, a melancólica festa de punição vai-se extinguindo. Nessa transformação, misturaram-se dois processos. Não tiveram nem a mesma cronologia, nem as mesmas razões de ser. De um lado, a supressão do espetáculo punitivo. O cerimonial da pena vai sendo obliterado e passa a ser apenas um novo ato de procedimento ou de administração. A punição pouco a pouco deixou de ser uma cena. E tudo o que pudesse implicar de espetáculo desde então terá um cunho negativo; e como as funções da cerimônia penal deixavam pouco a pouco de ser compreendidas, ficou a suspeita de que tal rito que dava um “fecho” ao crime mantinha com ele afinidades espúrias: igualando-o, ou mesmo ultrapassando-o em selvageria, acostumando os espectadores a uma ferocidade de que todos queriam vê-los afastados, mostrando-lhes a frequência dos crimes, fazendo o carrasco se parecer com criminoso, os juízes com os assassinos, invertendo no último momento os papéis, fazendo do supliciado um objeto de piedade e de admiração. A execução pública é vista então como uma fornalha em que se acende a violência. A punição vai-se tornando, pois, a parte mais velada do processo penal, provocando várias consequências: deixa o campo da percepção quase diária e entra no da consciência abstrata; sua eficácia é atribuída à sua fatalidade, não à sua intensidade visível; a certeza de ser punido é que deve desviar o homem do crime e não mais o abominável teatro; a mecânica exemplar da punição muda as engrenagens. Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","Texto CB1A1-I Em 2015, pesquisadores argentinos anunciaram a descoberta dos fósseis da maior criatura da Terra. Eles estimaram que o dinossauro tivesse 40 metros de comprimento e 20 metros de altura (quando esticava o pescoço). Com 77 toneladas, teria sido tão pesado quanto 14 elefantes africanos e teria tido sete toneladas a mais do que o recordista anterior, o argentinossauro, também localizado na Patagônia. Um mês após o anúncio dos argentinos, paleontólogos brasileiros apresentaram um fóssil resgatado em Presidente Prudente (SP), que afirmaram ser do maior dinossauro do país. O Austroposeidon magnificus, como o chamaram, tinha 25 metros de comprimento e viveu há 70 milhões de anos, segundo os estudiosos. E o Planalto Central abrigou gigantes como esses? Embora escavações nunca tenham sido feitas no Distrito Federal e no Entorno até então, especialistas detectaram indícios de esqueletos de animais extintos e de instrumentos usados por homens das cavernas na região. O ser humano não conviveu com os dinossauros em nenhuma parte do mundo. Os dinossauros foram extintos há milhões de anos, antes do surgimento da humanidade. Mas o primeiro registro da presença humana no Planalto Central coincide com a fase de extinção dos primeiros animais que habitaram a região, bichos grandes e ferozes, como o tigre-dentes-de-sabre. Os homens da caverna também tinham a companhia de outros animais enormes, como o megatério, uma espécie de preguiça, e o gliptodonte, um tatu gigante de até um metro de altura. Por uma faixa de terra onde hoje é a América Central, animais do norte chegaram ao sul. Entre eles, o mastodonte, os cães-urso e os ancestrais dos cavalos, todos antigos moradores do cerrado. Apesar da longa coexistência, não há nenhuma evidência confiável de que o homem tenha caçado os animais gigantes de forma sistemática no território nacional ou mesmo na América do Sul, ao contrário do que ocorreu na América do Norte, onde mamutes e mastodontes eram presas constantes das populações humanas. O desaparecimento da megafauna no território nacional provavelmente não teve relação direta com a chegada do ser humano, como algumas hipóteses para essa extinção sugerem. Os pesquisadores Mark Hubbe e Alex Hubbe acreditam que a extinção dos animais tenha sido desencadeada por uma mudança climática. Na teoria deles, as espécies da megafauna teriam se extinguido gradualmente a partir da última grande glaciação, no fim do período chamado Pleistoceno (há aproximadamente 12 mil anos). Os maiores não teriam vivido além de dez mil anos atrás, e os menores teriam avançado um pouco além da nova era, até quatro mil anos atrás. Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nCom relação aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1-I no interior de São Paulo, o paranaense Adílson dos Anjos circula entre velhas placas de computador, discos rígidos monitores com tubos queimados e outras velharias do mundo da informática. Ao ar livre, as pilhas, que alcançam difusa e provocam um incessante piscar de olhos. Por trás delas, um corredor estreito, formado por antigos poeira fina que sobe do chão. Com uma chave de fenda na mão direita, Adílson Desparafusa as partes mais volumosas de uma CPU carcomida, crava sua ferramenta em fendas vergar parte do alumínio do aparelho. Com um solavanco, arranca do corpo da máquina uma chapa fina deposita-a perto dos pés. O resto faz voar por cima de sua cabeça: com um ruído estridente, tudo se espatifa Há cerca de um ano, Adílson vive com os cerca de 600 reais que ganha por mês coletando, separando e de e-lixo. Todos os meses, ele transforma 20 toneladas de sucata eletrônica em quilos e quilos de alumínio, ferro, Não há dados no Brasil a respeito do número de pessoas que vivem do mercado de sucata eletrônica, nem dados e a consequente ausência de projetos voltados para o bom aproveitamento dos detritos eletrônicos atestam que o Na Europa e nos Estados Unidos, estudos sobre o assunto atestam que o montante de lixo digital em eletrônica, sozinha, já abocanha uma fatia maior do que a das fraldas infantis no bolo de resíduos sólidos gerados Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nCom relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens seguintes.","Texto CB1A1BBB sempre vi a alfabetização de adultos como um ato político e um ato de conhecimento, por isso mesmo, como um ato criador. memorização mecânica dos ba-be-bi-bo-bu, dos la-le-li-lo-lu. Daí que também não pudesse reduzir a alfabetização ao ensino processo o alfabetizador fosse “enchendo” com suas palavras as cabeças supostamente “vazias” dos alfabetizandos. Pelo processo da alfabetização tem, no alfabetizando, o seu sujeito. O fato de ele necessitar da ajuda do educador, como ocorre em educador anular a sua criatividade e a sua responsabilidade na construção de sua linguagem escrita e na leitura desta Na verdade, tanto o alfabetizador quanto o alfabetizando, ao pegarem, por exemplo, um objeto, como faço percebem o objeto sentido e são capazes de expressar verbalmente o objeto sentido e percebido. Como eu, o dizer caneta. Eu, porém, sou capaz de não apenas sentir a caneta, de perceber a caneta, de dizer caneta, mas também de alfabetização é a criação ou a montagem da expressão escrita da expressão oral. Esta montagem não pode ser feita pelo momento de sua tarefa criadora. Creio desnecessário me alongar mais, aqui e agora, a propósito da complexidade desse processo. A um ponto, porém, referido várias vezes neste texto, gostaria de voltar, ler e, consequentemente, para a proposta de alfabetização a que me consagrei. Refiro-me a que a leitura do mundo precede continuidade da leitura daquele. Na proposta a que me referi acima, este movimento do mundo à palavra e da palavra ao flui do mundo mesmo através da leitura que dele fazemos. De alguma maneira, porém, podemos ir mais longe e dizer do mundo, mas por uma certa forma de “escrevê-lo” ou de “reescrevê-lo”, quer dizer, de transformá-lo através de nossa Esse movimento dinâmico é um dos aspectos centrais, para mim, do processo de alfabetização. Daí que sempre tenha da alfabetização deveriam vir do universo vocabular dos grupos populares, expressando a sua real linguagem, os seus sonhos. Deveriam vir carregadas da significação de sua experiência existencial e não da experiência do educador. assim as palavras do povo, grávidas de mundo. Elas nos vinham através da leitura do mundo que os grupos populares e chamo de codificações, que são representações da realidade. Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto CB1A1BBB, julgue os itens que se seguem."],"questions":[{"id":"cf36458db6d5","number":7,"stem":0,"statement":"A eliminação do trecho “sabem tecer teias” (terceiro período do segundo parágrafo) prejudicaria as relações de sentido e de coerência do texto.","answer":"C","source":{"slug":"IBAMA_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho fecha a comparação que define o termo instinto: as pessoas sabem falar mais ou menos da mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias. Eliminado, a comparação fica sem segundo termo e os dois períodos seguintes, sobre a capacidade de tecer teias e sobre por que as aranhas tecem, perdem o antecedente que os motiva. A supressão quebra a coesão e a linha argumentativa.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Trecho que ancora a retomada nos períodos seguintes","citation":null,"trap_note":"Para julgar se um trecho pode ser suprimido, leia o que vem depois dele, não o período em que ele está. Se o período seguinte retoma um termo que só existe no trecho suprimido, a eliminação deixa referência sem antecedente e o item que promete não prejudicar está errado."}},{"id":"5d9f5aa74bc6","number":5,"stem":1,"statement":"No segundo período, o emprego dos elementos coesivos “E assim”, “isto é”, “de tal modo que” forma uma sequência textual que se conclui com a noção de que, para o soberano, todos são iguais no conjunto da nação.","answer":"C","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Cada conectivo faz um trabalho diferente e os três se encadeiam. E assim retoma como conclusão a igualdade firmada no período anterior; isto é reformula, definindo o que é ato de soberania; de tal modo que introduz a consequência, e é nela que a cadeia desemboca: o soberano apenas conhece a nação e não distingue ninguém entre aqueles que a compõem. O ponto de chegada nomeado pelo item é literalmente o conteúdo da oração consecutiva.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Cadeia conclusivo + explicativo + consecutivo dentro de um mesmo período","citation":null,"trap_note":"Quando o item lista três ou mais conectivos, identifique a relação de cada um separadamente e só então pergunte onde a cadeia termina. O ponto de chegada que o item afirma tem de ser o conteúdo da última oração da série, não a impressão geral do período."}},{"id":"dd3e8f4065a1","number":9,"stem":2,"statement":"A oração “marcando a transição do Antigo Regime ao constitucionalismo e do colonialismo à independência” (primeiro período do primeiro parágrafo) expressa uma oposição à informação apresentada na oração imediatamente anterior.","answer":"E","source":{"slug":"CNMP_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"A oração reduzida de gerúndio não contraria nada: ela desdobra o que acaba de ser dito, pois a necessidade de criar estruturas de governo é o que marca a transição do Antigo Regime ao constitucionalismo e do colonialismo à independência. Não há conectivo adversativo nem conteúdo contrastante entre as duas orações; o gerúndio posposto acrescenta resultado e circunstância concomitante.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"expressa uma oposição","corrected_statement":"A oração “marcando a transição do Antigo Regime ao constitucionalismo e do colonialismo à independência” (primeiro período do primeiro parágrafo) expressa uma consequência da informação apresentada na oração imediatamente anterior.","concept":"Gerúndio posposto de consequência × relação de oposição","citation":null,"trap_note":"Oposição exige marca: mas, porém, contudo, embora, ao contrário, ou conteúdos efetivamente incompatíveis. Oração reduzida de gerúndio posposta quase nunca opõe — ela soma, explica ou conclui. Procure o conectivo real antes de aceitar a relação que o item nomeia."}},{"id":"18a286ec65cf","number":14,"stem":3,"statement":"No terceiro período do último parágrafo, a expressão “Nesse sentido” estabelece um vínculo entre o conteúdo do período que ela introduz e o dos dois primeiros períodos do parágrafo.","answer":"C","source":{"slug":"MME_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O último parágrafo tem cinco períodos. Os dois primeiros afirmam que emissões evitadas hoje reduzem a necessidade de medidas drásticas e que impactos sofridos mais cedo duram mais tempo. Nesse sentido é anafórico e conclusivo: o terceiro período, emissões evitadas hoje valem mais do que emissões evitadas no futuro, é o que decorre daquelas duas afirmações. O vínculo e o alcance descritos pelo item são os que o conectivo efetivamente estabelece.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Nesse sentido recolhe o conteúdo anterior e dele conclui","citation":null,"trap_note":"Nesse sentido, Dessa forma, Assim e Portanto apontam para trás. Ao julgar, delimite quanto de texto anterior o conectivo recolhe — um período, dois, o parágrafo inteiro — e compare com o escopo que o item afirma. O erro costuma estar no alcance, não na natureza da relação."}},{"id":"c7e3c4e1eece","number":8,"stem":4,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto, o primeiro e o segundo períodos do quarto parágrafo poderiam ser unidos em um só período com o emprego da expressão ou seja, entre vírgulas, após “humanizada”, desde que feito o devido ajuste de maiúscula para minúscula na palavra “Não”.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O primeiro período do quarto parágrafo termina em tomada de decisão, que precisa ser cada vez mais humanizada, e o segundo explicita o que essa humanização significa, pela estrutura não se trata de... mas de.... Ou seja é o articulador de reformulação explicativa, exatamente a relação que já existia entre os dois períodos, e a junção proposta, com vírgulas e minúscula em não, produz período gramatical e coerente.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Ou seja reformula e explicita o segmento anterior","citation":null,"trap_note":"Em item que propõe unir dois períodos com um articulador, teste duas coisas nesta ordem: a frase resultante fica gramatical, e a relação que o articulador impõe é a que já havia entre os dois períodos. Se o segundo período já explicava o primeiro, ou seja cabe; se ele contrapunha, não cabe."}},{"id":"585472517355","number":10,"stem":5,"statement":"No trecho “murchar, perder as pétalas, secar, sumir-se” (último período do segundo parágrafo), os verbos, dispostos em enumeração, expressam uma sequência lógica de acontecimentos.","answer":"C","source":{"slug":"INSS_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Os quatro verbos não são sinônimos empilhados: murchar, perder as pétalas, secar e sumir-se nomeiam fases sucessivas e irreversíveis da degradação da flor, do início ao desaparecimento. A ordem em que estão dispostos é a ordem em que os fatos ocorreriam, e é isso que o item chama de sequência lógica de acontecimentos.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Enumeração icônica: a ordem dos termos reproduz a ordem dos fatos","citation":null,"trap_note":"Enumeração pode ser acumulação simples ou gradação sucessiva. Teste invertendo a ordem dos termos: se a inversão soa errada porque desrespeita o curso dos fatos, a enumeração é sequencial e o item que afirma sequência está certo."}},{"id":"70b46908128b","number":8,"stem":6,"statement":"As expressões “daí” e “a partir de então”, no penúltimo período do texto, e “Naquela altura”, no último período, estabelecem uma sucessão temporal composta de três momentos distintos.","answer":"E","source":{"slug":"FUNPRESP_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"As três expressões são anafóricas e recuperam o mesmo marco: o momento, situado a partir do século XVII, em que o homem se fez mestre e senhor da natureza. Daí sequer é temporal — em Resultou daí ele é consecutivo e indica a origem do resultado. Sem momentos distintos não há sucessão: há uma única referência retomada três vezes.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"estabelecem uma sucessão temporal composta de três momentos distintos","corrected_statement":"As expressões “daí” e “a partir de então”, no penúltimo período do texto, e “Naquela altura”, no último período, remetem a um mesmo momento, aquele em que o homem se fez “mestre e senhor da natureza”.","concept":"Retomada do mesmo marco temporal × sucessão de momentos distintos","citation":null,"trap_note":"Antes de aceitar que vários marcadores formam uma linha do tempo, resolva a referência de cada um. Se todos recuperam o mesmo antecedente, não há sucessão, há repetição. E daí, por isso, donde costumam ser consecutivos, não temporais."}},{"id":"914b5c3f5cab","number":8,"stem":7,"statement":"No final do segundo parágrafo, o trecho “a certeza de ser punido é que deve desviar o homem do crime” reforça e esclarece o que se afirma em relação à punição no trecho “sua eficácia é atribuída à sua fatalidade”.","answer":"C","source":{"slug":"SERIS_AL_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Os dois trechos estão na mesma enumeração de consequências, separados por ponto e vírgula, no fecho do parágrafo. Sua eficácia é atribuída à sua fatalidade, não à sua intensidade visível enuncia o princípio em termos abstratos; a certeza de ser punido é que deve desviar o homem do crime traduz fatalidade em termos concretos e reencena a mesma oposição, agora contra o abominável teatro. O segundo segmento reformula e reforça o primeiro.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Paráfrase que reformula em outro nível de abstração e reforça","citation":null,"trap_note":"Em enumeração separada por ponto e vírgula, os segmentos tendem a ser paralelos, não sucessivos: um reformula o outro em outro grau de abstração. Se o mesmo par de oposição reaparece (fatalidade/intensidade e depois certeza/teatro), o segundo segmento reforça, não acrescenta informação nova."}},{"id":"b57fc8a61628","number":12,"stem":8,"statement":"Os dois primeiros períodos do segundo parágrafo estabelecem uma relação de causa e consequência, em que o primeiro período consiste na causa e o segundo, na consequência.","answer":"E","source":{"slug":"ANM_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Os dois períodos são O ser humano não conviveu com os dinossauros em nenhuma parte do mundo e Os dinossauros foram extintos há milhões de anos, antes do surgimento da humanidade. A extinção anterior ao surgimento da humanidade é o que explica a não convivência: o segundo período justifica o primeiro, e não o contrário. O item acerta que há causa e efeito entre eles e troca as posições.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"o primeiro período consiste na causa e o segundo, na consequência","corrected_statement":"Os dois primeiros períodos do segundo parágrafo estabelecem uma relação de causa e consequência, em que o segundo período consiste na causa e o primeiro, na consequência.","concept":"Direção da relação causal entre períodos justapostos","citation":null,"trap_note":"Quando dois períodos justapostos guardam causa e efeito sem conectivo, insira porque entre eles nas duas ordens possíveis. Só uma produz sentido, e é ela que diz qual período é a causa. Item que nomeia causa e consequência acerta a relação e erra a seta com frequência."}},{"id":"068903229a13","number":6,"stem":9,"statement":"O trecho “Desparafusa (...) sua cabeça” (ℓ. 14 a 21) detalha a “linha de produção repetitiva” (ℓ.13) mantida por Adílson no trabalho com o e-lixo.","answer":"C","source":{"slug":"SLU_DF_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"A linha 13 anuncia em bloco que Adílson mantém uma linha de produção repetitiva; as linhas 14 a 21 decompõem esse bloco nas ações sucessivas que o constituem: desparafusa, crava, faz vergar, arranca, deposita, faz voar. O genérico vem primeiro e o detalhamento depois, que é a relação de particularização nomeada pelo item.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Anúncio genérico seguido de detalhamento em ações sucessivas","citation":null,"trap_note":"Uma sequência de verbos de ação logo depois de um substantivo abstrato (processo, rotina, etapa, linha de produção) quase sempre detalha esse substantivo. Confira a ordem antes de aceitar: o genérico antes, o específico depois. Invertida a ordem, a relação nomeada pelo item deixa de valer."}},{"id":"61d2d56f6305","number":17,"stem":10,"statement":"O autor emprega, no terceiro parágrafo, expressões de caráter ordenador que fazem referência ao próprio texto.","answer":"C","source":{"slug":"SEDUC_AL_17","ano":2017},"explanation":{"verdict_reason":"O terceiro parágrafo é costurado por expressões que apontam para o próprio texto e para o ponto da exposição em que o leitor está: aqui e agora, referido várias vezes neste texto, gostaria de voltar, Na proposta a que me referi acima, podemos ir mais longe. Nenhuma delas localiza um fato no mundo; todas localizam um trecho dentro do texto. É dêixis textual, e é exatamente o que o item chama de caráter ordenador.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Dêixis textual: expressões que ordenam o texto e remetem a ele mesmo","citation":null,"trap_note":"Separe o que a expressão localiza. Se localiza um fato no mundo (ontem, em 1989, naquela cidade), é dêixis situacional; se localiza um trecho dentro do próprio texto (acima, adiante, neste texto, como se viu, aqui), é dêixis textual e serve à sequenciação. Item que fala em expressões ordenadoras está pedindo a segunda."}}]}