{"subject_id":"3a3cc48d009981c19119d787fa3ebc83","topico":"Ponto e vírgula, dois-pontos, travessão, parênteses, aspas","stems":["menos que seja explicitamente informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração-equipamentos mencionados. Considerando a informação como um conceito que coexiste com a comunicação, conseguimos visualizá-la em dois sentidos. O primeiro, estritamente técnico ou tecnológico, diz respeito à informação como quantidade mensurável (dados); o segundo sentido é qualitativo e vinculado ao papel da informação como controle e redundância nos sistemas de comunicação. Aqui, a informação está relacionada à organização, na estrutura e na regulação dentro de sistemas; trata-se da informação como um meio de organizar e estabilizar sistemas, de maneira que a repetição (redundância) assegure a integridade da informação na comunicação. Dito isto, vale destacar o que se tem consolidado ao longo das últimas décadas como tecnologias da informação e da comunicação, em que a captura, a “mineração” e o processamento de dados condensam os fluxos da experiência humana, transformados em capital informativo e vendidos diuturnamente nas e pelas estruturas tecnológicas plataformizadas que abduzem nossa atenção. Nesse percurso, comunicação e informação caminham juntas e compõem o sistema central das tecnologias que, a partir das plataformas, interagem com a humanidade e que são denominadas de “inteligência” artificial primitiva ou generativa. Para muitos, tais tecnologias situam-se em um estágio pós-humano ou anti-humano. A respeito dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens a seguir.","A linguagem não é um artefato cultural que aprendemos da maneira como aprendemos a dizer a hora ou como o governo federal está funcionando. Ao contrário, é claramente uma peça da constituição biológica de nosso cérebro. A linguagem é uma habilidade complexa e especializada, que se desenvolve espontaneamente na criança, sem qualquer esforço consciente ou instrução formal, que se manifesta sem que se perceba sua lógica subjacente, que é qualitativamente a mesma em todo indivíduo, e que difere de capacidades mais gerais de processamento de informações ou de comportamento inteligente. Por esses motivos, alguns cientistas cognitivistas descreveram a linguagem como uma faculdade psicológica, um órgão mental, um sistema neural ou um módulo computacional. Mas prefiro o simples e banal termo “instinto”. Ele transmite a ideia de que as pessoas sabem falar mais ou menos da mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias. A capacidade de tecer teias não foi inventada por alguma aranha genial não reconhecida e não depende de receber a educação adequada ou de ter aptidão para arquitetura ou negócios imobiliários. As aranhas tecem teias porque têm cérebro de aranha, o que as impele a tecer e lhes dá competência para fazê-lo com sucesso. Pensar a linguagem como um instinto inverte a sabedoria popular, especialmente da forma como foi aceita nos cânones das ciências humanas e sociais. A linguagem não é uma invenção cultural, assim como tampouco a postura ereta o é. Não é uma manifestação da capacidade geral de usar símbolos: uma criança de três anos é um gênio gramatical, mas é bastante incompetente em termos de artes visuais, iconografia religiosa, sinais de trânsito e outros itens básicos do currículo de semiótica. Embora a linguagem seja uma habilidade magnífica exclusiva do Homo sapiens entre as espécies vivas, isso não implica que o estudo dos seres humanos deva ser retirado do campo da biologia, pois existem outras habilidades magníficas exclusivas de uma espécie viva em particular no reino animal. Alguns tipos de morcegos capturam insetos voadores mediante um sonar Doppler. Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando as posições das constelações com as horas do dia e épocas do ano. No show de talentos da natureza, somos apenas uma espécie de primatas com nosso próprio espetáculo, um jeito todo especial de comunicar informação. Do ponto de vista do cientista, a complexidade da linguagem é parte de nossa herança biológica inata; não é algo que os pais ensinam aos filhos ou algo que tenha de ser elaborado na escola. O conhecimento tácito de gramática de uma criança em idade pré-escolar é mais sofisticado que o mais volumoso manual de estilo ou o mais moderno sistema de linguagem de computador, e o mesmo se aplica a qualquer ser humano saudável. A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu. Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data. No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes. As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito. Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue os itens a seguir.","Texto CB2A1 Existem muitas formas de fazer ciência — na sala de aula, na universidade, em grupos de pesquisa, institutos públicos, em centros privados. Também é possível partir da própria ciência para incentivar outras pessoas na trajetória científica, difundir o conhecimento de pesquisadores, revelar seus achados e descobertas. E pode-se fazer tudo isso junto. Mônica Santos Dahmouche é um bom exemplo disso, como física, professora, divulgadora científica, coordenadora da implantação do Museu Ciência e Vida, incentivadora de feiras, olimpíadas e hackathons de ciência e várias outras frentes, com um olhar especial para a visibilidade feminina nas ciências. “Eu imaginava que faria concurso para uma universidade, teria meu grupo de pesquisa, orientaria alunos. Faço isso hoje, mas de diferentes formas. Jamais tinha pensado em trabalhar em um museu de ciências. Tem sido uma jornada maravilhosa”, conta a professora. Nos últimos anos, Mônica mergulhou em projetos voltados a futuras meninas cientistas e à atuação diversa de mulheres na área. “Desde 2018 me emociona e mobiliza poder mostrar a elas a beleza de fazer ciência, especialmente ciências exatas, mais desiguais em termos de equidade de gênero”, afirma. A iniciativa já se transformou em exposições temáticas no próprio Museu Ciência e Vida e na criação, com amigas também cientistas, de uma rede de mulheres das áreas de ciências, tecnologias, engenharias e matemática (STEM). O grupo já gestou até um livro, Exatas é com elas: tecendo redes no estado do Rio de Janeiro. Seu motivo de orgulho mais recente é o podcast Mulheres da Hora, idealizado por ela e produzido pelo Museu Ciência e Vida e pela Fundação CECIERJ. A produção abrange histórias de mulheres que se destacam em áreas como ciências exatas, engenharia e computação. “O objetivo é mostrar o que se pode fazer em uma carreira de ciência e tecnologia, para além da docência na universidade ou da pesquisa”, afirma. Seja qual for o caminho escolhido, ressalta Mônica, uma formação de excelência é a base para voar. Em relação ao texto CB2A1, aos seus sentidos e às ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, referentes a aspectos linguísticos do texto CB2A1.","Texto CB1A1 Falar de acesso à Internet no Brasil é, ainda, falar de desigualdade. Embora a digitalização tenha avançado em diversos segmentos — da educação à economia —, cerca de 20% da população brasileira permanece desconectada ou sem condições de usufruir dos recursos digitais. A democratização da Internet é, portanto, um imperativo de inclusão social, desenvolvimento econômico e cidadania. Apesar de o Brasil ter ultrapassado a marca de 80% da população com algum tipo de acesso à Internet, o país ainda apresenta um cenário de profundas desigualdades regionais e sociais no que se refere à qualidade, velocidade e estabilidade da conexão. Os dados da pesquisa TIC Domicílios 2023, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, revelam que 88% da população urbana está conectada, mas esse índice cai para 60% nas áreas rurais. As regiões Norte e Nordeste apresentam baixos indicadores de infraestrutura de conectividade, sendo ainda dependentes de redes móveis instáveis, enquanto o Sudeste concentra a maior parte dos investimentos em fibra óptica e banda larga de alta velocidade. A disparidade segue a lógica de expansão do setor de telecomunicações no país — fortemente orientada pela rentabilidade —, que privilegia centros urbanos e regiões com maior poder aquisitivo. Segundo dados do IBGE de 2022, enquanto quase 90% dos domicílios localizados no Sudeste têm acesso à Internet, os números caem para cerca de 70% no Norte e no Nordeste, com situação mais grave nas áreas rurais. O Brasil enfrenta também um déficit preocupante de letramento digital. Segundo levantamento feito pela ANATEL em 2024, apenas 30% da população brasileira possui habilidades digitais básicas, e menos de 20% atinge um nível intermediário de proficiência em letramento digital. A carência tecnológica forma uma barreira à inserção dessa população no mercado de trabalho e no sistema educacional, além de reforçar a exclusão social. Um ponto preocupante também é que a falta de letramento digital aumenta a vulnerabilidade à desinformação e a fraudes. Em um país marcado por desigualdades históricas, a exclusão digital se soma a outras formas de marginalização. Com base nas ideias veiculadas no texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens seguintes, relativos ao vocabulário e a outros aspectos linguísticos do texto CB1A1.","Texto CG2A1 O termo “soluções baseadas na natureza” foi cunhado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A ideia é ele ser um conceito guarda-chuva: um único termo que consegue abranger uma grande gama de estratégias, técnicas, ações e atividades que envolvem a natureza para resolver problemas sociais, econômicos e ambientais do mundo atual. Quando falamos especificamente de acesso à água, as florestas aparecem como uma das principais soluções baseadas na natureza para dar segurança aos nossos sistemas de abastecimento. Elas podem trazer benefícios para a sociedade ao mesmo tempo que se apresentam como investimentos economicamente viáveis, a ponto de uma série de pesquisas começar a abordar a vegetação nativa como uma forma de infraestrutura — a infraestrutura natural. Chamamos de “Infraestrutura natural” investimentos e intervenções em conservação, manejo e restauração da vegetação nativa e de florestas. Essas ações não substituem investimentos em infraestrutura convencional, mas se complementam, aumentando os benefícios e gerando maior resiliência onde são implantadas. Atualmente, a maior parte dos investimentos em infraestruturas para o abastecimento de água das cidades é feita em infraestruturas convencionais, como reservatórios, represas e estações de tratamento. Essas obras podem ganhar muito se forem planejadas em sintonia com a infraestrutura natural. Em uma paisagem degradada, ou com solo que sofre processos severos de erosão, uma grande carga de sedimentos — terra e sujeira, por exemplo — acaba indo para os rios e reservatórios, o que aumenta os custos de dragagem e acarreta maior uso de produtos químicos no tratamento da água, além de diminuir a vida útil dos reservatórios. Com a restauração de florestas em paisagens degradadas e em áreas prioritárias para o abastecimento de água, como no entorno de reservatórios, as árvores evitam que grande parte dos sedimentos chegue aos cursos d’água, funcionando como barreiras naturais e gerando economia no uso de produtos químicos e nos custos de energia das estações de tratamento. Isso sem contar os benefícios mais amplos, como recuperação do solo, captura de gases de efeito estufa, que ajuda a mitigar as mudanças climáticas, formação de corredores ecológicos para espécies ameaçadas e aumento da resiliência a impactos de eventos climáticos extremos, como secas ou inundações. Dessa forma, a infraestrutura natural é um investimento inteligente do ponto de vista socioeconômico, que traz retornos no longo prazo e produz bons resultados para toda a sociedade. As empresas de saneamento no país todo só têm a ganhar ao investir na restauração florestal. Com base nas ideias veiculadas no texto CG2A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nConsiderando a estruturação linguística do texto CG2A1, julgue os itens subsecutivos.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Dinheiro traz felicidade? Engana-se quem pensa que esta é só uma pergunta filosófica de boteco. Muito pelo contrário: quem se debruça para valer sobre a questão são vencedores do Nobel de Economia, o psicólogo israelense Daniel Kahneman e o economista americano Argus Deaton. Kahneman é considerado um dos fundadores da economia comportamental, uma área que se apoia na psicologia para entender quais fatores afetam as decisões financeiras de alguém. Foi por integrar conhecimentos da psicologia à economia que ele recebeu o prêmio da Academia Real de Ciências da Suécia, em 2002. Oito anos depois, Kahneman se juntou a Argus — que receberia o Nobel de Economia em 2015 por seus trabalhos sobre consumo, pobreza e bem-estar social — para tentar responder à grande questão. Eles publicaram um estudo que correlaciona o nível de renda de mil americanos com seu grau de satisfação pessoal e bem-estar emocional, segundo respostas fornecidas em um questionário entre 2008 e 2009. Eles chegaram à seguinte conclusão: quanto mais dinheiro alguém ganha, mais feliz e satisfeita essa pessoa se sente. Só que essa correlação não é tão evidente na faixa de pessoas que ganham entre 60 e 90 mil dólares por ano (entre R$ 5 e 7,5 mil mensais). E, entre aqueles que recebiam valores maiores que estes, mais dinheiro já não significava mais felicidade. O estudo foi amplamente divulgado na época. Mas ele também foi rebatido por Matthew Killingsworth, um pesquisador da Universidade da Pensilvânia que coleta dados sobre felicidade. Ele publicou uma pesquisa, em 2021, sugerindo que a felicidade média aumenta consistentemente com a renda. E então, qual seria a conclusão correta? Para resolver o impasse, Kahneman juntou-se a Killingsworth e Barbara Mellers, também da Universidade da Pensilvânia. Os pesquisadores reanalisaram os dados coletados nos Estados Unidos da América em 2010 e 2021 para entender onde cada estudo deixou a desejar. E assim chegaram a uma conclusão mais sutil: de que pessoas felizes se sentem ainda melhores conforme ganham mais dinheiro; por outro lado, entre pessoas infelizes, o bem-estar para de aumentar quando certo nível de renda é alcançado. No que se refere às características discursivas e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, bem como às ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir.","A ideia de que a mente pertence a um domínio separado, distinto do corpo, foi teorizada bem cedo, em grandes textos como o Fédon, de Platão (IV a.C.) e a Suma teológica, de Tomás de Aquino (1265-1274), um texto fundador da concepção cristã da alma. Mas foi o filósofo francês René Descartes (1596-1650) quem estabeleceu aquilo que é hoje conhecido como dualismo: a tese de que a mente dotada de consciência é feita de uma substância imaterial que não está sujeita às leis da física. Ridicularizar Descartes tornou-se moda em neurociência. Depois da publicação, em 1994, de O erro de Descartes, o best-seller de Antonio Damasio, muitos manuais contemporâneos que tratam de consciência passaram a criticar Descartes, alegando que ele teria atrasado a pesquisa em neurociência. A verdade, porém, é que Descartes foi um cientista pioneiro, fundamentalmente um reducionista, cuja análise mecânica da mente humana, muito à frente de seu tempo, foi o primeiro exercício de biologia sintética e de modelagem teórica. O dualismo de Descartes não foi um capricho de momento — fundamentava-se em um argumento lógico que afirmava a impossibilidade, para qualquer máquina, de imitar a liberdade da mente consciente. Em relação às ideias e estruturas linguísticas do texto apresentado, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1 Um projeto de lei que determina critérios mínimos de qualidade para escolas públicas de educação básica foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, em abril deste ano. Conforme estabelece o projeto de lei, o poder público deverá equipar todas as unidades do ensino básico com bibliotecas, laboratórios de ciências e informática, acesso à Internet, quadras poliesportivas cobertas, instalações com condições adequadas de acessibilidade, energia elétrica, abastecimento de água potável, esgoto sanitário e manejo de resíduos sólidos. “As condições listadas não constituem luxo ou privilégio, mas requisitos necessários ao estabelecimento de um padrão mínimo de qualidade nas escolas brasileiras e garantia do exercício digno do direito público subjetivo à educação básica”, justifica o autor da proposta. “O que há no projeto é o mínimo para que uma escola funcione, atendendo os estudantes e os profissionais da educação com dignidade. A ausência de laboratórios, de Internet, de bibliotecas e de uma estrutura física adequada é algo que impacta diretamente na qualidade da educação oferecida aos estudantes, uma vez que a educação não é uma transmissão de conhecimento, mas sim a construção deste”, considera a secretária de assuntos educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Guelda Andrade. “Um ar-condicionado, por exemplo, em algumas regiões do país, não é questão de luxo. É uma condição que faz parte dessa estrutura mínima e digna para que a educação aconteça... A falta disso traz prejuízos drásticos tanto no aprendizado dos estudantes quanto no cotidiano dos profissionais da educação”, reforça Guelda Andrade. Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os itens a seguir.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Sentimos a dor, mas não a ausência da dor; sentimos a inquietação, mas não a ausência da inquietação; o temor, mas não a segurança. Sentimos o desejo e o anelo, como sentimos a fome e a sede; mas, uma vez satisfeitos, tudo acaba, assim como o bocado que, uma vez engolido, deixa de existir para a nossa sensação. Enquanto possuímos os três maiores bens da vida, saúde, mocidade e liberdade, não temos consciência deles, e só os apreciamos depois de os havermos perdido, porque esses também são bens negativos. Só notamos os dias felizes da nossa vida passada depois de darem lugar aos dias de tristeza. À medida que os nossos prazeres aumentam, tornam-nos cada vez mais insensíveis; o hábito já não é um prazer. Por isso mesmo, a nossa faculdade de sofrer é mais viva; todo hábito suprimido causa um sentimento doloroso. As horas correm tanto mais rápidas quanto mais agradáveis são, tanto mais demoradas quanto mais tristes, porque o gozo não é positivo, diferentemente da dor, cuja presença se faz sentir. O aborrecimento dá-nos a noção do tempo; a distração tira-a. Não se poderia absolutamente imaginar uma grande e viva alegria se esta não sucedesse a uma grande miséria, porque nada há que possa atingir um estado de alegria serena e durável; o mais que se consegue fazer é distrair, satisfazer a vaidade. É por este motivo que todos os poetas são obrigados a colocar os seus heróis em situações cheias de ansiedades e de tormentos, a fim de os livrarem delas: drama e poesia épica só nos mostram homens que lutam, que sofrem mil torturas, e cada romance oferece-nos em espetáculo os espasmos e as convulsões do pobre coração humano. Voltaire, o feliz Voltaire, que tão favorecido foi pela natureza, pensa como eu, quando diz: “A felicidade não passa de um sonho; só a dor é real”. E acrescenta: “Há oitenta anos que o experimento; não sei fazer outra coisa senão resignar-me e dizer a mim mesmo que as moscas nasceram para serem comidas pelas aranhas, e os homens, para serem devorados pelos pesares”. Julgue os itens a seguir, referentes às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.","Quando se fala que o surgimento da escrita não foi apenas a aquisição de mais um modo de expressão, mas também uma revolução, é porque ela mudou toda uma forma de organizar os pensamentos. Na cultura oral, a memória é que determina o conhecimento, portanto só sabemos o que podemos recordar, como pontuou o filósofo e historiador cultural Walter Ong. Dessa forma, o pensamento foi moldado a partir da repetição oral, dos padrões rítmicos ou de alguma forma mnemônica, e de um ritmo mais lento na evolução dos acontecimentos. Quando o suporte sai do corpo da pessoa e vai para a argila, a cerâmica, a pedra, mais tarde para o pergaminho e o papel — suportes que criam a possibilidade de a pessoa retomar a leitura para relembrar ou refletir sobre um acontecimento —, a própria elaboração do pensamento e a transmissão do conhecimento são afetadas. Para além disso, sendo a leitura em suporte escrito uma atividade individualizada, solitária na maioria das vezes, ela modifica a relação de comunicação que se tinha antes na cultura oral, na qual há unidade entre quem fala e quem ouve. O resultado disso teria sido tão impactante que Ong classifica a escrita como uma tecnologia ainda mais extrema que a impressão e os computadores, por exemplo. “A escrita, a impressão e os computadores são todos meios de tecnologizar a palavra. A escrita é, de certo modo, a mais drástica das três tecnologias. Ela iniciou o que a impressão e os computadores apenas continuam, a redução do som dinâmico a um espaço mudo, o afastamento da palavra em relação ao presente vivo, único lugar em que as palavras faladas podem existir. Ao contrário da linguagem natural, oral, a escrita é inteiramente artificial”, escreveu ele. Julgue os itens seguintes, relativos aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto precedente.","Embora haja relação entre os conceitos, racismo difere de preconceito racial e de discriminação racial. O preconceito racial é o juízo que se baseia em estereótipos acerca de indivíduos que pertençam a determinado grupo racializado e que pode ou não resultar em práticas discriminatórias. As ideias de que negros são violentos e inconfiáveis, de que judeus são avarentos ou de que orientais são “naturalmente” preparados para as ciências exatas são exemplos de preconceitos. A discriminação racial, por sua vez, é a atribuição de tratamento diferenciado a membros de grupos racialmente identificados. Portanto, a discriminação tem como requisito fundamental o poder, ou seja, a possibilidade efetiva do uso da força, sem o qual não é possível atribuir vantagens ou desvantagens por conta da raça. Assim, a discriminação pode ser direta ou indireta. A discriminação direta é o repúdio ostensivo a indivíduos ou grupos, motivado pela condição racial, exemplo do que ocorre em países que proíbem a entrada de negros, judeus, muçulmanos, pessoas de origem árabe ou persa, ou ainda em lojas que se recusem a atender clientes de determinada raça. Adilson José Moreira afirma que o conceito de discriminação direta “pressupõe que as pessoas são discriminadas a partir de um único vetor e também que a imposição de um tratamento desvantajoso requer a existência da intenção de discriminar”. Por isso, conclui Moreira, o conceito de discriminação direta é “incompleto” para lidar com a complexidade do fenômeno da discriminação. Já a discriminação indireta é um processo em que a situação específica de grupos minoritários é ignorada — discriminação de fato —, ou sobre ela são impostas regras de “neutralidade racial”, sem que se leve em conta a existência de diferenças sociais significativas — discriminação pelo direito ou discriminação por impacto adverso. A discriminação indireta é “marcada pela ausência de intencionalidade explícita de discriminar pessoas. Isso pode acontecer porque a norma ou prática não leva em consideração ou não pode prever de forma concreta as consequências da norma.”, segundo Moreira. A consequência de práticas de discriminação direta e indireta ao longo do tempo leva à estratificação social, um fenômeno intergeracional em que o percurso de vida de todos os membros de um grupo social — o que inclui as chances de ascensão social, de reconhecimento e de sustento material — é afetado. Considerando as ideias veiculadas no texto apresentado e seus aspectos linguísticos, julgue os seguintes itens.","Texto CB1A1 O racismo estrutural é uma realidade cotidiana no Brasil, e as denúncias de atitudes racistas estão se tornando mais visíveis. Porém, o racismo institucional, que acontece dentro de organizações públicas e privadas em diversos setores, ainda é um conceito pouco familiar para muitas pessoas. Mesmo afetando diretamente milhões de brasileiros, esse tipo de racismo é menos conhecido. O racismo institucional vai além das atitudes individuais e ações isoladas. Ele está enraizado nas políticas, nos procedimentos e nas práticas das organizações. Isso significa que não se trata apenas de como as pessoas se comportam, mas também de como as estruturas e normas podem favorecer ou prejudicar grupos raciais específicos. Essas manifestações de racismo dentro das instituições podem ser observadas em várias áreas, desde a maneira como o pessoal é selecionado e promovido até a distribuição de recursos. Isso pode resultar em desigualdades sistêmicas que afetam grupos pertencentes a minorias raciais, limitando suas oportunidades e o reconhecimento de suas contribuições. Essa dimensão do racismo é frequentemente menos reconhecida do que as formas mais óbvias de preconceito racial, mas seu impacto é duradouro e pode contribuir significativamente para a manutenção de desigualdades com base na raça. O racismo institucional é um conceito-chave para compreender como as estruturas e práticas das organizações podem perpetuar a discriminação racial, mesmo que não haja intenções individuais de discriminar. É um problema complexo que requer atenção, portanto, reconhecer e abordar as maneiras como se manifesta o racismo institucional é fundamental para promover a igualdade racial nos espaços de trabalho. Julgue os itens que se seguem, relativos às ideias veiculadas no texto CB1A1.\n\n\n\nCom relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os itens seguintes.","A inteligência artificial (IA) é um tópico frequente de discussão desde o aumento da popularidade de ferramentas como o ChatGPT. Uma análise do Fundo Monetário Internacional (FMI) abrangendo diferentes países avaliou que, no Brasil, 41% dos empregos têm alta exposição à IA. Esse critério do estudo — exposição de empregos à IA — engloba tanto trabalhos que vão se beneficiar da tecnologia como aqueles que estarão ameaçados por ela no futuro. Para avaliar se o impacto da IA será bom ou ruim no mercado de trabalho, o relatório do FMI criou outra categoria: a complementaridade. Empregos com alta complementaridade são aqueles que se beneficiarão com a IA, mas não serão extintos por ela. Por exemplo, profissionais como administradores ou advogados terão grandes ganhos de produtividade com a IA. Suas atividades não estarão ameaçadas, pois a execução delas sempre dependerá de um grande componente humano. Já os empregos de baixa complementaridade são os mais ameaçados pela IA, uma vez que podem ser totalmente substituídos pelas novas tecnologias, dada a pouca necessidade de um componente humano. É o caso de operadores de telemarketing. É nesse ponto que a IA pode fazer crescer a desigualdade social. Conforme o FMI, trabalhadores com mais educação e mais jovens têm melhores condições de encontrar empregos de alta complementaridade (beneficiados pela IA); os com menos escolaridade e mais velhos estarão mais sujeitos a empregos de baixa complementaridade (ameaçados pela IA). Segundo o FMI, para aproveitar plenamente o potencial da IA, cada país deve estabelecer suas prioridades de acordo com seu nível atual de desenvolvimento. As economias de mercado emergentes avançadas e mais desenvolvidas devem investir na inovação e integração da IA ao mesmo tempo em que promovem quadros regulamentares adequados para otimizar os benefícios do aumento de sua utilização. Para as economias de mercados emergentes e em desenvolvimento menos preparadas, a criação de infraestruturas e a construção de uma força de trabalho digitalmente qualificada são fundamentais. Para todas as economias, as redes de segurança social e a reciclagem dos trabalhadores ameaçados pela IA são cruciais para garantir a inclusão. A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","Julgue os itens que se seguem, referentes a aspectos linguísticos do texto CG1A1.","Texto CG5A1 Tudo está interconectado. Na Amazônia, que abrange uma área comparável à dos 48 estados contíguos aos Estados Unidos da América, nenhum detalhe é por acaso. Portanto, não se trata da necessidade de focar uma área específica ou certas espécies. Os ciclos naturais alterados causam a oscilação de um delicado equilíbrio, que afeta os níveis local, regional e até global e que se aproxima cada vez mais de um ponto de não retorno. No cenário atual, isso significa menos de 20 anos. A floresta amazônica produz pelo menos metade de sua própria chuva. Quando chove, as raízes das árvores e demais plantas absorvem a água, que satura a superfície das folhas. Depois, há o processo de evapotranspiração: as árvores transpiram umidade, ou seja, a água que caiu como chuva retorna à atmosfera. Até que chove novamente, e todo o ciclo se reinicia. Esse “rio gigante no céu” fornece água (em forma de chuva) para os países andinos e também ao Uruguai, ao Paraguai, ao centro e ao sul do Brasil e ao norte da Argentina. Em suma, influencia uma região que gera 70% do PIB da América do Sul, de acordo com a The Nature Conservancy, organização não governamental que trabalha em escala global para a conservação do meio ambiente. No entanto, esses padrões de chuva estão ameaçados, tanto na América do Sul quanto na América do Norte. Da mesma forma, flora e fauna estão em perigo. É importante lembrar que a Amazônia é o lar de 10% da biodiversidade mundial. E aqui também temos um ciclo: quando as árvores são cortadas, muitos predadores desaparecem, e o comportamento de pássaros e insetos polinizadores é alterado. Assim, há menos plantas, menos chuva, mais emissões de carbono, mais secas, menos água, desequilíbrio e ameaças à nossa saúde e qualidade de vida. Tudo está conectado. Para toda ação há uma reação. De acordo com as ideias veiculadas no texto CG5A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, relativos ao vocabulário e à estrutura linguística do texto CG5A1.","Texto CG1A1 Em Tratado de medicina legal, Agostinho José de Souza Lima define a perícia médica como toda sindicância promovida por autoridade policial ou judiciária acompanhada de exame e cujos peritos, dada a natureza do exame, são ou devem ser médicos. Disso decorre que o perito médico é a pessoa entendida e experimentada em temas de medicina que, designada pela autoridade competente, deverá esclarecer um fato de natureza médica mais ou menos duradouro. A perícia médico-legal surgiu da necessidade de solução para casos concretos. A princípio, havia apenas alguns vestígios de perícia médica nas legislações primitivas; depois, os indícios da prática ficaram mais evidentes, principalmente na Idade Média, até a atividade definir-se e concretizar-se na Renascença, com a sua instituição oficial no Código Carolino, em 1532. A perícia médico-legal já era tarefa do Estado desde o tempo dos egípcios, conforme consta dos papiros da época. Embora a medicina egípcia estivesse impregnada de magia e divindade, e empregasse, na cura das doenças, os encantamentos, os amuletos e o exorcismo, alguns historiadores veem indícios de perícia no Antigo Egito. Os sacerdotes médicos verificavam, por exemplo, se a morte fora violenta ou natural; a prática do embalsamento exigia a mesma verificação. As leis de Menés, o mais antigo faraó da história, mandavam adiar o castigo das mulheres grávidas, excluindo-as das penas aflitivas, o que implicava a intervenção do perito para o diagnóstico da gravidez. O Código de Hamurabi, uma compilação de leis sumerianas, previa penas severas para os casos de erro médico, o que subtendia a prova do erro. A legislação hebraica, superior às precedentes — porque exigia duas testemunhas para a condenação do suspeito, a responsabilidade das testemunhas e do juiz, a garantia dos tribunais, a publicidade dos debates, a igualdade perante a lei e a ausência de meios de tortura —, mostrava o sentimento de justiça unido à rigidez do dogma religioso. Segundo essa legislação, os conhecimentos médicos deveriam ser aplicados pelo sacerdote, que também exercia a função de médico. Julgue os itens que se seguem, com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1.\n\n\n\nA respeito da estrutura linguística e do vocabulário empregados no texto CG1A1, julgue os próximos itens.","Julgue os itens subsequentes, em relação a estruturas linguísticas do texto CB2A1.","Se houvesse um concurso para eleger a cidade brasileira com mais filhos ilustres, a pequena Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, levaria com folga. Entre os 5.570 municípios brasileiros, difícil encontrar outro interiorano (capital é covardia, ora) que tenha gerado tantas figuras notórias para o país. Talvez Sobral, no Ceará, se aproxime em quantidade (terra do cantor Belchior, do humorista Renato Aragão, do artista plástico Zenon Barreto e do cineasta Luiz Carlos Barreto, o “Barretão”). Mas somente a pacata cidade capixaba viu nascer elenco tão sortido do folclore nacional, a ponto de receber de Vinicius de Moraes o epíteto de “capital secreta”. São cachoeirenses: o cantor e compositor Roberto Carlos; o mais importante cronista brasileiro, Rubem Braga; o compositor Sergio Sampaio; a atriz naturista Luz del Fuego; o produtor musical e diretor Carlos Imperial; o ator Jece Valadão (que foi criado lá, apesar de ter nascido no distrito de Muqui); e a atriz Darlene Glória. Também viveram por lá as irmãs Danuza e Nara Leão. Em relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","A principal pesquisa internacional sobre educação, feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostrou que, no período de 2012 a 2022, houve um aumento acentuado no nível de ansiedade em relação à matemática entre os alunos da grande maioria dos 81 países avaliados, especialmente no Brasil. Na média dos países da OCDE e parceiros, 65% dos estudantes têm ansiedade em relação às suas notas em matemática e cerca de 40% dos estudantes se sentem nervosos, tensos ou desamparados ao resolverem problemas matemáticos. No Brasil, esses índices são ainda mais altos: 79,5% e 62,3%, respectivamente. Na maioria dos países houve um aumento nesses índices de ansiedade em relação à matemática em comparação com 2012. Coreia do Sul, Singapura e Tailândia foram os únicos países onde os índices de ansiedade caíram entre 2012 e 2022. Segundo a OCDE, esses resultados são preocupantes. “Isso pode impactar não apenas desempenho, mas sua prontidão para o aprendizado ao longo da vida”, diz o relatório. A cada edição, o PISA escolhe um tema para fazer um aprofundamento — em 2022, o estudo se dedicou a entender como os alunos lidam com estratégias de aprendizado e quais suas posturas em relação à vida. Julgue os itens que se seguem, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.","Texto CG2A1 O desenvolvimento da educação sanitária, a partir dos Estados Unidos da América, esteve associado à saúde pública, tendo sido instrumento das ações de prevenção das doenças, e caracterizou-se pela transmissão de conhecimento. No entanto, mesmo que realizada de forma massiva, como no caso das campanhas sanitárias no Brasil, a perspectiva não contemplava a dimensão histórico-social do processo saúde-doença. Com o movimento pela reforma sanitária no Brasil, as críticas mais contundentes relacionavam-se ao fato de que o social não era considerado na prática da saúde pública, senão em perspectiva restrita, de modo que a educação passou a ser uma atividade paralela, cuja finalidade seria a de auxiliar a efetivação dos objetivos eminentemente técnicos dos programas de saúde pública. Entretanto, em uma perspectiva crítica, a educação parte da análise das realidades sociais, buscando revelar as suas características e as relações que as condicionam e as determinam. Essa perspectiva pode ater-se à explicação das finalidades reprodutivistas dos processos educativos ou trabalhar no âmbito de suas contradições, buscando transformar essas finalidades, estabelecendo como meta a construção de sujeitos e de projetos societários transformadores. Da mesma forma, no campo da saúde, a compreensão do processo saúde-doença como expressão das condições objetivas de vida, isto é, como resultante das condições de habitação, alimentação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços de saúde, descortina a saúde e a doença como produções sociais, passíveis de ação e transformação, e aponta também para um plano coletivo, e não somente individual, de intervenção. Essa maneira de conceber a saúde tem sido caracterizada como um conceito ampliado, pois não reduz a saúde à ausência de doença, promovendo a ideia de que uma situação de vida saudável não se resolve somente com a garantia do acesso aos serviços de saúde, mas depende, sobretudo, da garantia de condições de vida dignas que, em conjunto, podem proporcionar a situação de saúde. Nesse sentido, são indissociáveis o conceito de saúde e a noção de direito social. FimDoTexto A partir das ideias suscitadas pelo texto CG2A1, julgue os itens seguintes.\n\n\n\nJulgue os itens a seguir, relativos à estruturação linguística do texto CG2A1.","Texto CG3A1 A crise durou minutos. Fiquei encolhido, trêmulo, com a testa gelada, o corpo retesado, os músculos das costas contraídos e a boca cerrada para não bater os dentes, à espera do calor que as cobertas não traziam. O termômetro marcou 40,2 graus. Os calafrios eram o prenúncio de uma doença que por pouco não me levou desta para outra melhor, como diria minha avó. Tomei um comprimido de dipirona e dormi novamente. Às sete, levantei indisposto, com o corpo moído e as pernas combalidas, para ir a uma reunião na faculdade de medicina. Foi uma luta para não pegar no sono no meio da discussão. No jardim da faculdade, a caminho da rua, achei prudente voltar para casa. Um pouco de repouso me deixaria em condições de ir à penitenciária do estado depois do almoço, para o atendimento aos presos, atividade iniciada nesse presídio após a implosão do Carandiru. Apesar da intenção, não consegui sair. Passei a tarde qual cachorro decrépito, caindo em cima do computador enquanto tentava escrever minha coluna de jornal. Afora a falta de energia, no entanto, nenhum sintoma de gripe, resfriado ou outra enfermidade. À noitinha a febre retornou alta, acompanhada dos mesmos calafrios e de dor nas costas. Tentei fazer o que muitas vezes aconselhei a meus pacientes nessas crises: respirar fundo e relaxar. Não sei onde aprendi recomendação tão inútil para quem não é monge budista nem vive nas montanhas do Tibete. Relaxar, com o corpo tremendo feito vara verde? Na febre alta, as toxinas cravam as garras nos músculos e entorpecem o cérebro. O pensamento fica fragmentado, fugidio, em estado de introspecção. A astenia deixa o corpo avesso aos mínimos esforços. Com base nas ideias veiculadas no texto CG3A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nNo que diz respeito ao emprego dos sinais de pontuação no texto CG3A1, julgue os itens a seguir.","Retardei o passo. A tarde estava brilhante, mas o calor era o do inferno, os transeuntes a desfilarem pela fornalha com uma expressão de condenados, os rostos lustrosos, o olhar pesado. Um homem de terno branco esbarrou em mim. Caiu-lhe a pasta. Resmungou enquanto se inclinava para apanhá-la. A culpa fora minha e por isso pensei em voltar-me para pedir-lhe desculpas, mas prossegui preguiçosamente pela rua afora. Para que desculpas? Fazia calor e era cansativo ser amável num calor assim. A vontade queria o ócio. O corpo queria nudez. Voltei a cara para o céu ardente. Havia poucas nuvens, mas a tempestade já conspirava no ar. Melhor escolher um outro dia, não? Afinal, tio Samuel não me esperava mesmo, talvez fosse até aborrecê-lo com a minha presença, os loucos estranham às vezes a invasão nos seus mundos. Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens subsecutivos.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Texto CB1A1-I A emergência de uma grande variedade de plataformas digitais, desde o final da década de 1990, provocou uma mudança econômica radical e uma reorganização de mercados e arranjos de trabalho. A economia de plataforma não está apenas mudando a forma como o trabalho é realizado e remunerado. Os mercados de trabalho também estão se transformando drasticamente, levando a uma situação em que o “emprego padrão” é cada vez mais suplementado ou substituído por trabalho temporário “fora do padrão”, mediado por plataformas. Em um contexto de crescente instabilidade macroeconômica, de desregulamentação das relações de trabalho — em função do impacto disruptivo de tecnologias digitais na intermediação dessas relações —, verifica-se a emergência de novas formas de emprego “fora do padrão”, que reforçam diversos tipos de “flexibilidade” — temporal, espacial, gerencial e funcional, entre outras. Grande parte dessas novas formas de emprego está vinculada à mediação de plataformas digitais, que conectam ofertantes e demandantes de trabalho. As plataformas digitais facilitam a articulação entre ofertantes e demandantes de trabalho que, de outra forma, poderiam ter dificuldades para interagir entre si, tornando a realização de transações mais eficiente do que seria possível em relacionamentos bilaterais entre as partes, fornecendo infraestrutura e regras para sua realização. No âmbito dessas plataformas, a correspondência (matching) entre ofertantes e demandantes de trabalho pode ser feita de forma eficaz, por exemplo, por meio de algoritmos que diminuem a quantidade de tempo utilizado para encontrar trabalhadores adequados para tarefas específicas, além de oferecer a base para o controle e gerenciamento dessas tarefas. No entanto, a força de trabalho torna-se mais vulnerável, pois as leis trabalhistas ainda se baseiam em um antigo sistema “binário”, segundo o qual quem é empregado recebe direitos — por exemplo, aviso de demissão ou férias pagas —, mas para quem é contratado o acesso a esses direitos tende a ser restringido. Assim, se o modelo de plataformas de trabalho com a interveniência de uma gestão algorítmica oferece vantagens no que se refere à flexibilidade sobre formas convencionais de organização e gestão do trabalho, esse mesmo modelo suscita questões relevantes como a distribuição desigual de oportunidades, benefícios e riscos entre os agentes envolvidos, bem como os possíveis custos sociais advindos de uma eventual precarização das relações de trabalho. Acerca dos sentidos veiculados no texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.","Julgue os próximos itens, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.","A cibersegurança, embora seja um tema há muito discutido em âmbito global, é um campo relativamente novo no Brasil. No entanto, tem ganhado destaque por conta da intensa migração de dados para ambientes em nuvem e da interconexão praticamente global de dispositivos na Internet. A proliferação de dispositivos conectados à Internet, desde eletrodomésticos até equipamentos industriais, aumentou consideravelmente a superfície de ataque, transformando o cenário de riscos. O que antes parecia ficção científica, como geladeiras ou medidores de pressão de gasodutos conectados à rede de computadores, agora é uma realidade tangível. Entretanto, a adoção apressada de tecnologias conectadas à Internet muitas vezes ocorre sem a devida atenção à segurança. Essa falta de consideração em relação à cibersegurança pode expor empresas a riscos substanciais, pois a falta de preparação e avaliação da superfície de ataque pode permitir que brechas sejam exploradas por agentes maliciosos. Uma das principais questões, quando se fala em cibersegurança, é a de que não existe uma “bala de prata”, ou seja, uma solução única para todas as falhas que podem ocorrer. Cada organização possui características, riscos e necessidades distintos, o que exige a criação de soluções personalizadas para mitigar ameaças específicas. Nesse sentido, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) desempenhou um papel significativo no cenário de cibersegurança ao estabelecer diretrizes para a prevenção de vazamentos e a proteção de dados. Empresas são agora obrigadas a adotar medidas proativas para evitar incidentes de segurança e garantir a privacidade dos dados. O investimento em cibersegurança deve ser entendido como um seguro de carro: deve-se investir na prevenção para minimizar os danos de um eventual incidente. Julgue os itens que se seguem, com base nas ideias, no vocabulário e na estruturação linguística do texto precedente.","Texto CB1A1-I Os pais pediram que o menino fosse dormir cedo para que pudesse acordar à hora da passagem do ano. A julgar pela insistência da recomendação, o ano não passaria se ele não se deitasse. O que seria, francamente, um problemão — e para o mundo todo. Se o ano não virasse, tudo o que estava para acontecer a partir da meia-noite bruscamente ficaria retido nas malas, nos pacotes, na escuridão. Por respeito à humanidade, o garoto acatou. Quer dizer, mais ou menos — ficaria na cama de olhos fechados, igual quando brincava de morto, mas dormir mesmo não dormiria. Só estando acordado seria possível devassar de vez o mistério da passagem do ano. Os adultos mentem muito, sabia. Até mesmo sua mãe, que lhe pede não mentir nunca, inventava histórias quando ele perguntava “como era a cara do ano velho e do ano novo”. Sempre lhe respondiam, com sorrisos enigmáticos que não esclarecem nada, que tudo dependia da sua maneira de olhar. Mas olhar o quê? O ano velho indo embora tal qual um balão, “subindo, perdendo gás, perdendo gás, até acabar muito chocho”? Ou a chegada do novo, que descia de paraquedas na praça General Osório, trazendo uma mochila munida de “talco, escova de dentes e pombas”, para soltar em sinal de paz e alegria? Pouca coisa fazia sentido naquela cabeça de menino. Confinado em seu quarto, correu para a janela depois do beijo materno de boa noite e ali ficou, vigia do réveillon. Era preciso guardar o céu, pois com certeza “o ano passa no ar”. Mas o que faria, então, tanta gente na rua, tanto carro buzinando, sem ninguém olhando para cima? Já estavam, decerto, acostumados. “É ruim, ficar acostumado: não se vê mais nada, as coisas vão se apagando”, concluiu a criança da crônica de Drummond. Ninguém ia perceber a passagem do ano. Desiludido, o menino pegou no sono e acordou no chão, apavorado com o estrondo da virada. Foi correndo para a sala, onde os adultos, falando um pouco arrastado, tinham perdido o jeito comum, o jeito diurno. “Ele passou?”, quis saber. Carinhosa, a mãe levou-o de volta para o quarto, encostou o rosto em seu rosto e rogou-lhe que dormisse outra vez. O ano passara sem que ele o visse. Bem que sua mãe tinha alertado: só dependia da maneira de olhar... e ele não acertara com a maneira. Julgue os itens que se seguem, a respeito das ideias e estruturas linguísticas do texto CB1A1-I.\n\n\n\nConsiderando os aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1 A regulamentação do direito quilombola — reconhecido no artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição Federal de 1988 (CF) — passou anos sem qualquer instrumento legal de abrangência nacional que guiasse sua efetivação. Em 2001, o Decreto n.º 3.912 delimitou o período entre 1888 até 5 de outubro de 1988 para a caracterização das comunidades “remanescentes de quilombos”, utilizando uma noção de quilombo vinculada à definição colonial da Convenção Ultramarina de 1740. Tal decreto foi revogado pelo de n.º 4.887/2003, que, por sua vez, aboliu a exigência de permanência no território e, com base no critério de autodefinição previsto na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para povos indígenas e tribais, definiu a categoria “remanescentes de quilombos” como “grupos étnico-raciais, segundo critérios de autoatribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida” (Decreto n.º 4.887/2003, art. 2.°). O decreto também estabeleceu a necessidade de desapropriação das áreas reivindicadas por particulares, bem como a titulação coletiva das terras dos quilombos, e impediu a alienação das propriedades tituladas. A previsão de autodefinição é de suma relevância porquanto parte do pressuposto de que não cabe ao poder público, nem a nenhum pesquisador, imputar identidades sociais. Esse princípio vai de par com o Decreto Federal n.º 6.040/2007, que instituiu a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, definindo-os como “grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição”. Com base nos sentidos veiculados no texto CB1A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1-II Em 1898, Nikola Tesla impressionou quem assistiu à sua apresentação na Feira Electrical Exhibition, que aconteceu no (então recém-inaugurado) Madison Square Garden, em Nova York. Em uma piscina, o cientista colocou um barco em miniatura — que, de repente, começou a se mover sozinho. A plateia, boquiaberta, logo o indagou sobre o feito. Tesla disse que havia equipado o barco com um “sistema inteligente”, capaz de responder, inclusive, a comandos de direção. As pessoas, então, gritaram para que a miniatura navegasse para frente, para o lado, para trás… E o barquinho obedeceu, como se estivesse “ouvindo” as ordens. Mentira. Tesla estava comandando tudo à distância. Cortesia de sua invenção: o primeiro sistema de controle remoto via ondas de rádio. Hoje, claro, ninguém cairia no truque do barquinho. Mas, naquela época, quase ninguém conhecia as propriedades da radiotransmissão — a primeira transmissão transatlântica, feita pelo italiano Guglielmo Marconi, havia acontecido apenas um ano antes, em 1897. Tesla, assim como Marconi, foi um dos precursores desse campo de estudo, que revolucionou o modo como nos comunicamos. Com base nas ideias do texto CB1A1-II, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, em relação a estruturas linguísticas do texto CB1A1-II.","Texto CB1A1 Muitas regiões do mundo, inclusive o Brasil, estão vivendo o chamado “paradoxo verde”, expressão cunhada pelo economista alemão Hans-Werner Sinn (2008) para se referir a como políticas climáticas mais restritivas podem exercer pressão crescente sobre os preços de energia e ter efeitos indesejáveis, como incentivar a antecipação da extração e produção de combustíveis fósseis, acelerando, portanto, as mudanças climáticas. Um aspecto crucial é a necessidade de acordos internacionais que mantenham de maneira eficaz e justa grandes quantidades remanescentes de combustíveis fósseis no solo. O estudo recente de Welsby, publicado na revista Nature em 2021, mostra que a produção existente de carvão, petróleo e gás deve ser descontinuada. Mesmo quando governos não controlam diretamente a produção, suas leis, políticas e acordos podem definir, em grande medida, quanto é extraído e produzido. O BOGA (Beyond Oil and Gas Alliance) é um exemplo recente de acordo internacional que pode redefinir o futuro do setor de petróleo e gás (O&G – oil and gas). Emissões evitadas hoje tornam menos arriscada a necessidade de medidas drásticas, ainda não suficientemente desenvolvidas, como projetos de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS) e de tecnologias de emissões negativas (NET), comumente citados em anúncios de empresas do setor de O&G. Ademais, quanto mais cedo sofrermos os impactos das mudanças climáticas, mais cedo e por mais tempo teremos impactos físicos que levam a danos sociais e econômicos. Nesse sentido, emissões evitadas hoje valem mais do que emissões evitadas no futuro; mais do que metas de emissão zero em 2050, são necessárias ações imediatas nos próximos anos, para reduzir rapidamente as emissões de gases do efeito estufa. No futuro, grandes nomes da indústria de O&G podem ser conhecidos como aqueles que negligenciaram a ciência e não enfrentaram o desafio da emergência climática quando ainda tinham tempo. Por outro lado, podem aproveitar a já estreita janela de oportunidade para liderar uma nova economia cada vez mais eficiente, interconectada e limpa. Considerando as ideias veiculadas pelo texto CB1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação ao uso dos sinais de pontuação e a outros aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os itens seguintes.","Texto CB1A2-I A Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em sua 41.ª sessão, reconhece os impactos profundos e dinâmicos, positivos e negativos da inteligência artificial (IA) nas sociedades, no meio ambiente, nos ecossistemas e nas vidas humanas, inclusive na mente humana, em parte devido às novas formas como seu uso influencia o pensamento, a interação e a tomada de decisões e afeta a educação, as ciências humanas, sociais e naturais, a cultura, a comunicação e a informação. A Conferência considera que as tecnologias de IA podem ser de grande utilidade para a humanidade e podem beneficiar todos os países, mas também suscitam questões éticas fundamentais, por exemplo, em relação às distorções que podem incorporar e exacerbar, o que resultaria potencialmente em discriminação, desigualdade, exclusão digital, exclusão em geral e ameaça à diversidade cultural, social e biológica, além de divisões sociais ou econômicas. Suscitam, ainda, questões relativas à necessidade de transparência e compreensibilidade do funcionamento dos algoritmos e dos dados com que eles foram alimentados, além de seu potencial impacto sobre, entre outros aspectos, a dignidade humana; os direitos humanos e as liberdades fundamentais; a igualdade de gênero; a democracia; os processos sociais, econômicos, políticos e culturais; as práticas científicas e de engenharia; o bem-estar dos animais; o meio ambiente e os ecossistemas. A Conferência reconhece, ainda, que as tecnologias de IA podem aprofundar as divisões e as desigualdades existentes no mundo, dentro dos países e entre eles, e que a justiça, a confiança e a equidade devem ser defendidas para que nenhum país e nenhum indivíduo sejam deixados para trás, seja em razão do acesso justo às tecnologias de IA e de seus benefícios, seja em razão de medidas de proteção contra suas implicações negativas. Reconhecem-se as diferentes circunstâncias de diferentes países e respeita-se o desejo de algumas pessoas de não participar de todos os desenvolvimentos tecnológicos. Com base nas considerações acima, entre outras, a UNESCO aprova a presente Recomendação sobre a Ética da Inteligência Artificial. A respeito das ideias veiculadas no texto CB1A2-I, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens seguintes, referentes aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto CB1A2-I.","Texto 1A1 A obrigatoriedade do fornecimento do DNA e a submissão daqueles ainda não condenados e em liberdade condicional à entrega de seu material genético foram assuntos bastante discutidos no cenário estadunidense. A grande abrangência dos crimes que autorizam a extração do DNA assim como a permanência da informação por tempo indeterminado no índice também são questões controversas. O foco é a privacidade e a intimidade do indivíduo. Prevê a Constituição estadunidense direito à inviolabilidade da intimidade e da privacidade da pessoa, de modo a obstar buscas e apreensões desarrazoadas e sem mandados pelo Estado. O propósito básico da quarta emenda constitucional estadunidense é proteger a privacidade e a segurança dos indivíduos contra invasões arbitrárias de autoridades governamentais. Assim, para surtir efeito, um mandado de busca e apreensão deve ser motivado por uma causa provável (suspeita individualizada da prática de um delito) e deferido, antes da execução, por um juiz imparcial. A coleta de sangue ou outro material biológico deve atender aos ditames da quarta emenda (procedida mediante mandado/decisão motivada), sob pena de ilegalidade. Ocorre que, para a inclusão do DNA no banco de dados nacional, nem sempre há suspeita individualizada da prática de crime: a coleta ocorre quando o sujeito já foi condenado, está detido ou está sendo processado por algum crime, mas o material será armazenado em banco de dados para esclarecer crimes futuros e não será necessariamente utilizado para o esclarecimento do crime atual — diferentemente, por exemplo, de um mandado de busca e apreensão com o fim de apreender drogas, em que há suspeita individualizada da existência de entorpecentes e de que o sujeito pratica mercancia, ocasião em que se expede mandado. Então, para a coleta de sangue ou outro material biológico pelo Estado não representar uma ofensa a esse direito constitucional — que proíbe buscas e apreensões desarrazoadas —, é necessária a existência de uma necessidade especial ou um interesse do Estado predominante ao interesse do jurisdicionado. Essas são as exceções reconhecidas pela Corte Suprema estadunidense para que haja busca e apreensão sem mandado: quando houver uma razão especial, além da normal necessidade da aplicação da lei, ou quando os interesses do Estado superarem os do particular. Em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto 1A1, julgue os itens que se seguem.","Texto CB3A1 Em 2007, o Brasil recebeu a exposição de anatomia intitulada Bodies revealed: fascinating + real, traduzida como Corpo humano: real e fascinante. Cerca de 670 mil pessoas de diversas cidades brasileiras puderam visitar a exposição na qual os objetos expostos eram nada menos do que 16 cadáveres e 225 órgãos humanos. Adentrar em um salão repleto de cadáveres estripados e mutilados deveria suscitar a mesma sensação de uma câmara dos horrores, já que os mortos são notoriamente objetos de tabu, fontes de mana, considerados impuros, perigosos e, não raramente, repugnantes. Entretanto, os corpos dissecados da exposição, apresentados esfolados ou fatiados, inteiros ou em partes, eviscerados ou não, e tematicamente organizados em sistemas — esquelético, muscular, nervoso, respiratório, digestório, excretor, reprodutor, circulatório — eram tratados como objetos de “arte”. Ao contrário daqueles grandes vidros de formol que distorcem a imagem do seu conteúdo desbotado, largamente usados em laboratórios e museus para conservar restos biológicos, Bodies revealed é um espetáculo cadavérico no qual corpos dissecados e partes corporais — reduzidos a formas, cores e texturas — são espetacularmente exibidos em pedestais, displays e caixas transparentes, distribuídos meticulosamente em espaços organizados e iluminados para realçar suas formas e cores. Há um evidente sensacionalismo mórbido nas exposições de corpos humanos, visto que não haveria o mesmo impacto se os corpos expostos fossem sintéticos ou de animais. Isto evidencia o fato de que a relação que se estabelece entre nós, espectadores, e os cadáveres expostos tem uma dimensão social, distinta da que teríamos se fossem apenas modelos de plástico ou cera, ainda que reproduções perfeitas, ou de um cadáver animal, qualquer que seja a técnica de conservação. As exposições de corpos humanos até podem oferecer motivações mais nobres do que o simples entretenimento mórbido, mas sem abrirem mão da morbidez como peça fundamental do espetáculo. Com efeito, o tom geral daqueles que defendem essas exposições apela para a utilidade educativa de se usarem corpos humanos reais, dissecados e modelados, em posições didáticas, pois essa técnica possibilita o acesso a “espécimes” cuja riqueza de detalhes e de informações era antes acessível apenas aos anatomistas. No que se refere aos sentidos do texto CB3A1, julgue os itens a seguir.","Texto CG2A1-I Apesar da existência de uma legislação própria para o tema, o volume de crimes cibernéticos no Brasil vem crescendo, sobretudo em tempos de pandemia, com o consequente desenvolvimento de uma maior dependência dos sistemas conectados. Em 2020, foram registradas 156.692 denúncias, um número bastante superior ao apresentado no ano de 2019, quando 75.428 casos foram contabilizados. Delitos relacionados à pornografia infantil caracterizam 98.244 denúncias, sendo este o crime mais cometido. Infrações relacionadas a racismo e discriminação estão no segundo lugar dos casos registrados, de acordo com a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, uma parceria da ONG Safernet e com o Ministério Público Federal. Os crimes cibernéticos de natureza financeira — como invasão de computadores, roubo de senhas e dados bancários, além de golpes gerais de extorsão — também aumentaram, e grande parte das ações tiram proveito da pandemia. Em 2020, houve registros do aumento em 41.000% de sites com termos relacionados a “coronavírus” e a “covid” em seu domínio. Golpes recentes praticados no Brasil utilizam fundos de garantia e informações sobre calendário de vacinação para chamar a atenção das vítimas: em junho de 2021, criminosos usaram o FGTS para roubar dinheiro pela Internet; em maio de 2021, hackers usaram a procura pela vacina contra o coronavírus para interceptar dados bancários. Crimes cibernéticos podem assumir várias formas, mas há dois tipos mais praticados: crimes que visam o ataque a computadores — seja para obter dados, seja para extorquir as vítimas, seja para causar prejuízos a terceiros — e crimes que usam computadores para realizar outras atividades ilegais — nesses casos, dispositivos e redes servem como ferramentas para o criminoso. Julgue os itens que se seguem, relativos às ideias veiculadas no texto CG2A1-I.\n\n\n\nAcerca das estruturas linguísticas do texto CG2A1-I, julgue os itens a seguir.","Faz parte da natureza humana a incansável busca por relacionamentos ideais. Em se tratando de carreira ou de relações românticas, a tendência é sempre a mesma: apego à falível ideia de que há alguém ou algo perfeito — seja qual for o objeto de desejo. Perfeição significa ausência de falhas ou defeitos em relação a um padrão ideal, no entanto isso não existe, pois ninguém nem lugar nenhum são infalíveis. A perfeição é irreal e inalcançável. O componente das organizações são as pessoas, que trazem em suas bagagens as falhas. Portanto, não haveria a possibilidade de existir uma empresa perfeita. Embora algumas companhias já comecem a expor suas imperfeições um pouco mais nas redes sociais, reconhecendo seus erros, e estimulem seus líderes a demonstrar vulnerabilidade, ainda há o discurso estereotipado de que aquele trabalho é o melhor do mundo ou de que aquela empresa é a melhor de todas. Apesar de ser louvável a busca por construir um excelente ambiente de trabalho, disseminar a ilusão de perfeição pode ser altamente prejudicial para as empresas e para seus funcionários, que podem acabar frustrados diante da realidade, muitas vezes mais dura do que o ideal prometido. No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Texto CB3A1 Em 2007, o Brasil recebeu a exposição de anatomia intitulada Bodies revealed: fascinating + real, traduzida como Corpo humano: real e fascinante. Cerca de 670 mil pessoas de diversas cidades brasileiras puderam visitar a exposição na qual os objetos expostos eram nada menos do que 16 cadáveres e 225 órgãos humanos. Adentrar em um salão repleto de cadáveres estripados e mutilados deveria suscitar a mesma sensação de uma câmara dos horrores, já que os mortos são notoriamente objetos de tabu, fontes de mana, considerados impuros, perigosos e, não raramente, repugnantes. Entretanto, os corpos dissecados da exposição, apresentados esfolados ou fatiados, inteiros ou em partes, eviscerados ou não, e tematicamente organizados em sistemas — esquelético, muscular, nervoso, respiratório, digestório, excretor, reprodutor, circulatório — eram tratados como objetos de “arte”. Ao contrário daqueles grandes vidros de formol que distorcem a imagem do seu conteúdo desbotado, largamente usados em laboratórios e museus para conservar restos biológicos, Bodies revealed é um espetáculo cadavérico no qual corpos dissecados e partes corporais — reduzidos a formas, cores e texturas — são espetacularmente exibidos em pedestais, displays e caixas transparentes, distribuídos meticulosamente em espaços organizados e iluminados para realçar suas formas e cores. Há um evidente sensacionalismo mórbido nas exposições de corpos humanos, visto que não haveria o mesmo impacto se os corpos expostos fossem sintéticos ou de animais. Isto evidencia o fato de que a relação que se estabelece entre nós, espectadores, e os cadáveres expostos tem uma dimensão social, distinta da que teríamos se fossem apenas modelos de plástico ou cera, ainda que reproduções perfeitas, ou de um cadáver animal, qualquer que seja a técnica de conservação. As exposições de corpos humanos até podem oferecer motivações mais nobres do que o simples entretenimento mórbido, mas sem abrirem mão da morbidez como peça fundamental do espetáculo. Com efeito, o tom geral daqueles que defendem essas exposições apela para a utilidade educativa de se usarem corpos humanos reais, dissecados e modelados, em posições didáticas, pois essa técnica possibilita o acesso a “espécimes” cuja riqueza de detalhes e de informações era antes acessível apenas aos anatomistas. No que se refere aos sentidos do texto CB3A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1-I A linguagem usada para descrever os alimentos que comemos pode ter um grande efeito em como os percebemos: orgânicos, artesanais, caseiros e selecionados soam um pouco mais tentadores que os prosaicos enlatados ou reidratados. Outro adjetivo que pode abrir nosso apetite é natural, enquanto tendemos a associar processado a produtos com uma longa lista de ingredientes impronunciáveis. Mas, no que diz respeito à nossa saúde, será que o natural é sempre melhor do que o processado? Na verdade, o fato de um alimento estar in natura não significa automaticamente que ele é saudável. Alimentos naturais podem conter toxinas, e um processamento mínimo pode torná-los mais seguros. O feijão, por exemplo, contém lectinas, que podem causar vômitos e diarreia. Elas são eliminadas quando os grãos ficam de molho durante horas e depois são cozidos na água fervente. O processamento também torna seguro o consumo de leite de vaca. O leite é pasteurizado desde o fim do século 19, para matar bactérias nocivas à saúde humana. Antes disso, era distribuído localmente, porque não havia uma boa refrigeração nas casas. As vacas eram ordenhadas todos os dias, e as pessoas levavam leite para vender nos bairros, mas as cidades ficaram maiores, o leite ficou mais distante e demorou mais para chegar ao consumidor, o que favorecia a multiplicação dos patógenos. As evidências crescentes de que alguns organismos presentes no leite pudessem ser prejudiciais à saúde levaram ao desenvolvimento de dispositivos para aquecimento do líquido e à invenção da pasteurização, que logo foi adotada na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos da América. O processamento também pode ajudar a preservar os alimentos e torná-los mais acessíveis. A fermentação faz com que o queijo se mantenha estável por mais tempo e, em alguns casos, reduz a quantidade de lactose, tornando-o mais digerível para quem tem uma intolerância leve à presença desse tipo de açúcar. No passado, o processamento dos alimentos era feito principalmente para aumentar sua vida útil. Por muito tempo, conservar os alimentos com a adição de ingredientes como açúcar ou sal foi essencial para as pessoas sobreviverem ao inverno. O processamento nos permitiu estar onde estamos hoje, pois evitou que passássemos fome. Muitos alimentos devem ser processados para ser consumidos, como o pão. Não poderíamos sobreviver apenas com grãos. O processamento permite que vitaminas e minerais, como vitamina D, cálcio e ácido fólico, sejam adicionados a certos alimentos processados, incluindo-se pães e cereais. Iniciativas como essas ajudaram a reduzir várias deficiências de nutrientes entre a população em geral — mas não tornaram necessariamente a comida nutricionalmente equilibrada. É preciso observar que alguns alimentos ultraprocessados podem estar associados a consequências indesejadas para a saúde, mas nem todos os alimentos processados são ruins. Os legumes e verduras congelados, o leite pasteurizado e a batata cozida, por exemplo, podem ser melhores para nós do que seus equivalentes não processados. Mas aqui está o segredo: todos esses alimentos também se parecem muito com sua forma natural, e é isso que precisamos ter em mente. Sempre que formos capazes de reconhecer que um alimento processado está próximo da sua forma natural, incluí-lo em nossa dieta pode até ser benéfico para nós. Em relação ao texto CG1A1-I e aos sentidos nele expressos, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, a respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","Texto CB2A1-I Ser mais humano em meio a um mundo cada vez mais digital — esse é o grande desafio das organizações para o ano de 2022 no Brasil e em todo o mundo. O equilíbrio entre home office e escritório, em um modelo híbrido de trabalho, deve ser a tendência para os próximos anos. E, no contexto da vida pós-pandemia, há desafios que os departamentos de recursos humanos (RH) vão enfrentar para manter uma relação saudável e positiva entre empresas e colaboradores e garantir, ainda, a produtividade do negócio. E no meio de tudo isso, a tecnologia mais uma vez surge como a viabilizadora de bons resultados. O primeiro desafio do RH é demonstrar segurança em um mundo de incertezas. É fundamental que toda a comunicação da companhia com seus colaboradores seja feita de maneira clara, precisa e sem hesitação, para evitar dúvidas e ansiedades, transmitindo-se segurança às equipes de trabalho. Nesse sentido, uma plataforma digital workplace, a famosa intranet, é uma ferramenta indispensável para sustentar uma comunicação de fato eficiente. Não há mais espaço para um modelo de trabalho independente e não colaborativo nas organizações, depois de quase dois anos de mudanças profundas nas relações de trabalho. Se o RH não dá as respostas certas no tempo certo, os gestores tendem a agir sozinhos em busca de soluções para seus desafios de atração e retenção de talentos. O resultado é uma desvalorização da área de recursos humanos, que é um dos pilares para a produtividade e sustentabilidade de qualquer empresa. O suporte da tecnologia ganha um papel cada vez mais estratégico para apoiar a tomada de decisão, que precisa ser cada vez mais humanizada. Não se trata de usar a tecnologia para automatizar e otimizar processos em uma estrutura “robotizada”, mas de ampliar o uso de ferramentas que humanizem as relações a partir de dados mais ricos e informações mais completas e valiosas, para buscar o melhor tanto para os colaboradores quanto para a própria empresa. Em 2022, o foco deve ser encontrar soluções que possam resolver os desafios da gestão de capital humano das organizações. Mesmo com toda a tecnologia existente, a ideia não é substituir pessoas, mas conferir-lhes poder para que suas tomadas de decisões sejam ainda melhores. É a tecnologia viabilizando relações mais humanas, precisas, por meio de dados reais, confiáveis. Esse é o caminho para o futuro. Considerando as ideias do texto CB2A1-I e sua tipologia, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue os seguintes itens.","Aprimorar a saúde mental e física, prevenir doenças, ajudar a suportar o estresse, lidar com sentimentos de impotência e racionalizar fracassos de modo mais positivo e produtivo: são essas as promessas de um amplo leque de técnicas que, baseadas na ciência, podem adequar-se a necessidades ou circunstâncias de qualquer um. Algumas visam alterar estilos cognitivos e emocionais — ou seja, como racionalizar as causas de sucessos e fracassos —, outras se concentram em repetir chavões de autoafirmação. Há ainda técnicas voltadas para treinar a esperança — pensamento orientado por objetivos em que as pessoas percebem que podem produzir itinerários para metas desejadas e a motivação necessária para segui-los —, praticar a gratidão e o perdão ou cultivar o otimismo — uma diferença individual variável que reflete em que medida as pessoas mantêm expectativas favoráveis sobre o futuro. Em síntese, todos esses métodos compartilham alguns atributos. De um lado, são feitos sob medida para um consumo rápido; de outro lado, dizem proporcionar retornos rápidos e mensuráveis em troca de pouco investimento e esforço. Considerando as ideias e as propriedades linguísticas do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1-I A teoria das causas cerebrais dos transtornos mentais passou gradualmente a ironizar tudo o que se relacionava com a forma de vida do sujeito, compreendida como unidade entre linguagem, desejo e trabalho. As narrativas de sofrimento da comunidade ou dos familiares com quem se vive, a própria versão do paciente, o seu “lugar de fala” diante do transtorno, tornaram-se epifenômenos, acidentes que não alteram a rota do que devemos fazer: correção educacional de pensamentos distorcidos e medicação exata. Quarenta anos depois, acordamos em meio a uma crise global de saúde mental, com elevação de índices de suicídio, medicalização massiva receitada por não psiquiatras e insuficiência de recursos para enfrentar o problema. Esse é o custo de desprezar a cultura como instância geradora de mediações de linguagem necessárias para que enfrentemos o sofrimento antes que ele evolua para a formação de sintomas. Esse é o desserviço dos que imaginam que teatro, literatura, cinema e dança são apenas entretenimento acessório — como se a ampliação e a diversidade de nossa experiência cultural não fossem essenciais para desenvolver capacidade de escuta e habilidades protetivas em saúde mental. Como se eles não nos ensinassem como sofrer e, reciprocamente, como tratar o sofrimento no contexto coletivo e individual do cuidado de si. Acerca das ideias do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os próximos itens, relativos aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","Texto CB2A1-I A astrônoma Jocelyn Bell Burnell disse sobre Ron Drever: “Ele realmente curtia ser tão engenhoso”. Ela tinha ido da Irlanda do Norte para Glasgow para estudar física e Drever foi arbitrariamente designado para ser seu supervisor. Ele contava ao grupo de seus poucos orientandos as ideias mais interessantes que surgiam em sua mente, inclusive as que levaram ao experimento de Hughes-Drever (embora ela não tivesse se dado conta de que ele o realizara no quintal da propriedade rural de sua família), mas nenhuma que os ajudasse a passar nos exames. Após a frustração inicial, ao ver que ele não ia ajudá-la em seu dever de casa de física de estado sólido, ela acabou admirando seu profundo entendimento de física fundamental e seu notável talento como pesquisador. Drever, por sua vez, seria influenciado pelas iminentes e vitais descobertas de sua ex-aluna de graduação. A respeito de Bell Burnell, disse: “Ela também era obviamente melhor do que a maioria deles… então cheguei a conhecê-la muito bem”. Drever escreveu uma carta de recomendação para apoiar o pedido de emprego dela à principal instalação de radioastronomia na Inglaterra, em meados da década de 60, Jodrell Bank. Mas, ele continua, “não a admitiram, e a história conta que foi porque era mulher. Mas isso não é oficial, você sabe. Ela ficou muito desapontada”. Drever acrescenta, esperando que se reconheça a obviedade daquele absurdo: “Sua segunda opção era ir para Cambridge. Vê como são as coisas?”. Ele considerou isso uma reviravolta muito feliz. “Então ela foi para Cambridge e descobriu pulsares. Vê como são as coisas?”, ele diz, rindo. De acordo com os sentidos veiculados no texto CB2A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue os itens que se seguem.","Uma das maiores festividades do Brasil! Essa é a Festa Nacional da Uva, o mais dinâmico símbolo de Caxias do Sul e da Serra Gaúcha. O evento comunitário é uma celebração da cultura dos imigrantes italianos, que fizeram da região sua morada. Em cada edição, milhares de pessoas ficam imersas na cultura, gastronomia, diversidade e alegria. No ano de 2022, não foi diferente. Mais de 350 mil pessoas visitaram a festa e se encantaram com as inúmeras atrações que valorizaram a gente e a cultura do lugar, como a vila dos distritos, a praça das cidades, a exposição de uvas, o pavilhão da agroindústria e os mais de 150 artistas regionais. Em termos de gastronomia, além dos restaurantes já existentes nos pavilhões, a vila dos distritos, a praça de alimentação e a praça das doceiras convidavam os visitantes a se deliciarem com opções que iam da típica polenta brustolada até o crepe, bem como com inúmeras opções de doces. A feira multissetorial contou com a presença de mais de 250 expositores de diversos segmentos. O centro de eventos recebeu expositores de vinícolas tradicionais da Serra Gaúcha, além de cervejarias, que também expuseram seus produtos no inédito bier garden, no mirante da festa. Além disso, o centro de eventos recebeu a praça das cidades, atração que reuniu 20 cidades vizinhas para mostrarem um pouco de sua cultura, sua arte, sua história e seus encantos. A tradicional exposição de uvas também aconteceu e foi um sucesso! Mais de 200 expositores apresentaram exemplares de diversas variedades da estrela da festa: a uva. A inovação e a tecnologia estiveram presentes no solo de inovação, atração inédita que trouxe diversas palestras, workshops, desafios e muitas oportunidades de colocar a mão na massa e vislumbrar uma infinidade de possibilidades para o futuro. Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens seguintes.","Texto CG1A1-I Uma forte tendência na moderna medicina americana é buscar, na prática médica milenar oriental, explicações para paradigmas existentes no século em que vivemos. Essa medicina entende que o bem-estar mental e o espiritual fazem parte da saúde. Existe uma preocupação especial, nesta prática, com o funcionamento normal do organismo. Esse conceito novo de atuar na preservação da qualidade de vida do paciente vem sendo denominado como medicina de gerenciamento do envelhecimento. O fundamento desta área da medicina baseia-se na ideia de que o paciente pode envelhecer com doenças ou com saúde. Com o avanço da tecnologia e das pesquisas, muitos estudos já consolidaram o que então era apenas uma hipótese: que o corpo humano foi desenvolvido para não adoecer e que, quando há uma falha, ocasionando alguma doença, isso ocorre por motivos que podem, sim, ser evitados. Talvez o que mais tenha corroborado essa afirmação tenha sido a descoberta do radical livre, em 1900. Em 50 anos, se conheceu toda a sua química. Em 1954, pela primeira vez, essas substâncias reativas e tóxicas foram relacionadas a uma doença inexorável, o envelhecimento. O radical livre é um elemento gerado no organismo desde o momento da concepção, e sua produção é contínua, durante toda a nossa existência. Até certa idade, o organismo consegue neutralizar esses elementos, mas chega uma fase em que sua produção excede a sua degradação e sobrepuja a dos mecanismos de defesa naturais (antioxidantes). Ocorre, então, o início das alterações estruturais que culminam na lesão celular. Doenças relacionadas com o envelhecimento estão intimamente associadas com o aumento de radicais livres. A medicina do gerenciamento do envelhecimento preocupa-se em conceituar e promover a saúde de forma diferente. Em vez de aguardar passivamente pelo dano ou pelas doenças, ela atua na vida das pessoas de forma preventiva e preditiva, muito antes que as patologias se manifestem. A proposta consiste em ajustar todos os parâmetros biológicos, metabólicos e hormonais aos mesmos níveis encontrados em um indivíduo de aproximadamente 30 anos – fase em que todos nós atingimos o apogeu de nossa performance e idade a partir da qual começamos a envelhecer. Julgue os itens subsequentes, considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","Texto CB1A1-I Não é preciso temer as máquinas, à maneira do Exterminador do futuro, para se preocupar com a sobrevivência da democracia em um mundo dominado pela inteligência artificial (IA). No fim das contas, a democracia sempre teve como alicerces os pressupostos de que nosso conhecimento do mundo é imperfeito e incompleto; de que não há resposta definitiva para grande parte das questões políticas; e de que é sobretudo por meio da deliberação e do debate que expressamos nossa aprovação e nosso descontentamento. Em certo sentido, o sistema democrático tem se mostrado capaz de aproveitar nossas imperfeições da melhor maneira: uma vez que de fato não sabemos tudo, e tampouco podemos testar empiricamente todas as nossas suposições teóricas, estabelecemos certa margem de manobra democrática, uma folga política, em nossas instituições, a fim de evitar sermos arrastados pelos vínculos do fanatismo e do perfeccionismo. Agora, novas melhorias na IA, viabilizadas por operações massivas de coleta de dados, aperfeiçoadas ao máximo por grupos digitais, contribuíram para a retomada de uma velha corrente positivista do pensamento político. Extremamente tecnocrata em seu âmago, essa corrente sustenta que a democracia talvez tenha tido sua época, mas que hoje, com tantos dados à nossa disposição, afinal estamos prestes a automatizar e simplificar muitas daquelas imperfeições que teriam sido — deliberadamente — incorporadas ao sistema político. Dessa forma, podemos delegar cada vez mais tarefas a algoritmos que, avaliando os resultados de tarefas anteriores e quaisquer alterações nas predileções individuais e nas curvas de indiferença, se reajustariam e revisariam suas regras de funcionamento. Alguns intelectuais proeminentes do Vale do Silício até exaltam o surgimento de uma “regulação algorítmica”, celebrando-a como uma alternativa poderosa à aparentemente ineficaz regulação normal. Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nCom relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.","Texto CG1A1-II Amado nos levou com um grupo para descansarmos na fazenda de um amigo. Esta confirmava as descrições que eu lera no livro de Freyre: embaixo, as habitações de trabalhadores, a moenda, onde se mói a cana, uma capela ao longe; na colina, uma casa. O amigo de Amado e sua família estavam ausentes; tive uma primeira amostra da hospitalidade brasileira: todo mundo achava normal instalar-se na varanda e pedir que servissem bebidas. Amado encheu meu copo de suco de caju amarelo-pálido: ele pensava, como eu, que se conhece um país em grande parte pela boca. A seu pedido, amigos nos convidaram para comer o prato mais típico do Nordeste: a feijoada. Eu lera no livro de Freyre que as moças do Nordeste casavam-se outrora aos treze anos. Um professor me apresentou sua filha, muito bonita, muito pintada, olhos de brasa: quatorze anos. Nunca encontrei adolescentes: eram crianças ou mulheres feitas. Estas, no entanto, fanavam-se com menos rapidez do que suas antepassadas; aos vinte e seis e vinte e quatro anos, respectivamente, Lucia e Cristina irradiavam juventude. A despeito dos costumes patriarcais do Nordeste, elas tinham liberdades; Lucia lecionava, e Cristina, desde a morte do pai, dirigia, nos arredores de Recife, um hotel de luxo pertencente à família; ambas faziam um pouco de jornalismo, e viajavam. Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CG1A1-II, julgue os seguintes itens.","Em O processo, a antevisão do inferno em que se transformaria a burocracia moderna, das culpas imputadas, da tortura anônima e da morte que caracterizam os regimes totalitários do século vinte já é um lugar-comum. O trucidamento (literal) de que K. tornou-se um ícone do homicídio político. “A colônia penal” de Kafka transformou-se em realidade pouco depois de sua morte, quando também os temas da aniquilação e dos “vermes”, de sua Metamorfose, adquiriram macabra realidade. A realização concreta de suas premonições, com pormenores de clarividência, está indissociavelmente relacionada às suas fantasias aparentemente desvairadas. Haveria algum sentido em pensar que, de alguma forma, as previsões claramente formuladas na ficção de Kafka, em O processo principalmente, teriam contribuído para que de fato ocorressem? Seria possível que uma profecia articulada de maneira tão impiedosa tivesse outro destino que não a sua realização? As três irmãs de K. e sua Milena morreram em campos de concentração. O judeu da Europa Central que Kafka ironizou e celebrou foi extinto de maneira abominável. Em termos espirituais, existe a possibilidade de Franz Kafka ter sentido seus dons proféticos como uma visitação de culpa, de que a capacidade de antever o tivesse exposto demais às suas emoções. K. torna-se o cúmplice, perplexo, porém quase impaciente, do crime perpetrado contra ele. Coexistem, em todos os suicídios, a apologia e a aquiescência. Como diz o sacerdote, em triste zombaria (seria mesmo zombaria?): “A justiça nada quer de ti. Acolhe-te quando vens e te deixa ir quando partes”. Essa formulação está muito próxima de ser uma definição da vida humana, da liberdade de ser culpado, que é a liberdade concedida ao homem expulso do Paraíso. Quem, senão Kafka, teria sido capaz de dizer isso em tão poucas palavras? Ou se saber condenado por ter sido capaz de fazê-lo? Acerca dos sentidos, das ideias e dos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens a seguir.","Antropólogo, sociólogo, educador, escritor e político brasileiro, a personalidade multifacetada de Darcy Ribeiro torna longa a lista de “fazimentos”, como ele próprio gostava de chamar suas realizações. Graduou-se em ciências sociais, em 1946, na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Suas primeiras experiências profissionais foram no Serviço de Proteção aos Índios (SPI). Em 1956, Darcy organizou e passou a dirigir o Museu do Índio, sediado no Rio de Janeiro. Em 1957, conheceu Anísio Teixeira e passou a ter contato com o universo da educação. Foi coordenador do Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais, vinculado ao INEP. “Juscelino Kubitschek pediu a Anísio para criar o sistema educacional do Distrito Federal e implementar uma universidade em Brasília”, destaca Murilo Camargo, lembrando que o projeto iniciado em 1962 foi interrompido em 1964, com a ascensão do regime militar, e passou por muitas mudanças de configuração, sobretudo com a reforma universitária de 1968. Com o regime militar, o educador foi exilado para o Uruguai. Em Montevidéu, ajudou na reorganização da Universidade da República do Uruguai e de instituições públicas do continente americano, além da Universidade de Argel, na Argélia. De volta ao Brasil, em 1976, passou a se dedicar à educação pública. Vice-governador de Leonel Brizola, no governo do Rio de Janeiro, implantou os Centros Integrados de Ensino Público (CIEP), projeto pedagógico inspirado nas concepções de Anísio Teixeira e que garantia assistência em tempo integral aos estudantes, com atividades recreativas e culturais para além do ensino formal. Ao longo da vida, o antropólogo escreveu obras sobre etnologia, antropologia, educação, além de romances. Em 1992, Darcy Ribeiro foi eleito para a cadeira n.º 11 da Academia Brasileira de Letras, que ocupou até sua morte, em fevereiro de 1997. Com referência às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","decorrente, principalmente, da redução de barreiras ao comércio mundial, da maior velocidade das inovações tem exigido mudanças efetivas na atuação do comércio internacional. passa pela concorrência, visto que é por meio da garantia e da possibilidade de entrar no mercado internacional, se consubstancia a plena expansão das atividades comerciais e se alcança o resultado último dessa interatuação: o preço Defesa da concorrência e defesa comercial são instrumentos à disposição dos Estados para lidar com distintos diferença o efeito que cada instrumento busca neutralizar. A política de defesa da concorrência busca advindas do exercício de poder de mercado. A política de defesa comercial busca proteger a indústria nacional Acerca de aspectos linguísticos do texto precedente e das ideias nele contidas, julgue os itens a seguir.","Julgue os itens a seguir, relativos aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado.","Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto apresentado, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1AAA número de cursos frequentados, a qualificação dos professores seria extraordinária. Se a qualidade das escolas pudesse ser frequentadas pelos seus professores, aconteceria uma revolução em cada escola. Os professores fazem cursos, acumulam aos desafios que encaram na sala de aula. Esta preocupante realidade brasileira não difere de continuada de professores, decorrente da institucionalização de um subsistema de formação e do investimento de milhões de ou nada se alterou na atitude dos professores, pouco ou nada terá mudado nas suas práticas. porque se tenha insistido na crença da transferibilidade linear de saberes pretensamente adquiridos. Talvez porque se tenha como o professor ensina. Que o modelo predominante da formação universitária é, por vezes, a negação do que se porque se descurasse a necessidade de criar dispositivos de autoformação cooperativa, que rompessem com a cultura do escolas. Talvez... Não será difícil caracterizar os programas de formação primordial é o de adaptar os professores a “novas” técnicas ou processos. esta prática de formação não tenha servido ao que se propôs. E não se poderá imputar a responsabilidade à incipiente programas ou ao tradicional individualismo dos professores. Estes programas mantêm grande número de professores como Acredito que a formação acontece quando um professor se decifra através de um diálogo entre o eu que age efetivo projeto, identifica as suas fragilidades e compreende que é obra imperfeita de imperfeitos professores. Considerando as ideias expressas no texto CB1A1AAA e a sua tipologia, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, com relação aos aspectos gramaticais do texto CB1A1AAA.","Texto CB2A1AAA como forma única de conhecimento são muitas e espalham-se em diversas frentes. Embora não possamos desconsiderar o as revoluções consideráveis no campo da medicina, da física, da química e das próprias ciências sociais e humanas —, essa dar conta de resolver o problema que ela própria ajudou a construir. capacidade dessa ciência, criada pelos interesses do desenvolvimento e da exploração da natureza, de oferecer Pensar a crise socioambiental no contexto da razão moderna é pensar que essa crise é o resultado do triunfo do só de uma crise ecológica, mas também de uma crise civilizatória de amplas dimensões, do funcionamento de um sobrevivência, sustentado pela separação homem/natureza, com repercussões para toda a vida social. Considerando as ideias e estruturas linguísticas do texto CB2A1AAA, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1BBB própria criança é pedir-lhe nada menos que fazer uma revolução, se é verdade que até agora o centro de gravidade foi do movimento da educação nova — que Claparède compara à que Copérnico realizou na astronomia, e que ele define, com programas que gravitam em torno da criança e não mais a criança que gira em torno de um programa decidido fora dela. o educador”. Com relação às ideias do texto CB1A1BBB e aos seus aspectos linguísticos, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1AAA cultura. Quais são as condições de preservação, de apropriação da cultura, e de reflexão crítica sobre ela? Mesmo um para mostrar a precariedade dessas condições. O ritmo do tempo histórico é marcado pelo círculo produção e consumo, culturais”. Os fatores de desagregação cultural incluem o imediatismo e o caráter efêmero e disperso dos interesses que distorção da informação, a mercantilização extremada dos meios de comunicação. intensamente submetidos a mecanismos industriais, sem que se assuma qualquer medida no sentido de garantir acesso instância em que se pode resistir, de alguma maneira e por algum tempo, a esse processo, sendo a instituição em que a sem os critérios de utilidade e oportunidade socialmente introjetados a partir da mídia. determinações pragmáticas e economicistas, é necessário um espaço público de preservação, de apropriação e de reflexão. a critérios da expectativa de retorno de investimento. Por isso, a universidade, como instituição pública, pode assumir a princípio, se revestem os bens de cultura historicamente legados ao presente. relação intrínseca com a cultura, que permite que o acesso não seja filtrado por mecanismos de outras instâncias da vida na instituição pública pode-se articular em algum grau — que garante o conhecimento, a apropriação intelectual, a reflexão, De acordo com as ideias do texto CB1A1AAA,\n\n\n\nJulgue os próximos itens, referentes a aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA e à sua tipologia.","Acerca dos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes."],"questions":[{"id":"beb7edf62397","number":3,"stem":0,"statement":"No trecho “a captura, a „mineração‟ e o processamento de dados” (primeiro período do segundo parágrafo), o emprego de aspas em „mineração‟ cumpre o propósito de realçar uma oposição de sentido entre esse termo e o termo “captura”, que, assim como o primeiro, funciona como núcleo do sujeito.","answer":"E","source":{"slug":"TELEBRAS_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Captura”, “mineração” e “processamento de dados” são três núcleos coordenados do mesmo sujeito: somam-se, não se opõem. As aspas em “mineração” marcam o emprego metafórico do termo, tomado da atividade extrativa para descrever a extração de dados. Não há oposição de sentido a realçar entre um núcleo e outro da série.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"cumpre o propósito de realçar uma oposição de sentido","corrected_statement":"No trecho “a captura, a „mineração‟ e o processamento de dados” (primeiro período do segundo parágrafo), o emprego de aspas em „mineração‟ cumpre o propósito de assinalar o sentido metafórico desse termo, que, assim como o primeiro, funciona como núcleo do sujeito.","concept":"Aspas de metáfora em núcleo de enumeração","citation":null,"trap_note":"Termos ligados por vírgula e “e” dentro de uma mesma série estão somados por definição. Qualquer item que atribua às aspas a função de opor um deles aos outros contraria a própria estrutura da enumeração."}},{"id":"817018995c37","number":4,"stem":1,"statement":"Os dois-pontos no último período do terceiro parágrafo são empregados com a finalidade de introduzir uma explicação sobre o fato de que crianças aprendem a falar uma língua tão rapidamente, apesar de não dominarem o uso de símbolos em geral.","answer":"E","source":{"slug":"IBAMA_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"A oração anterior aos dois-pontos nega que a linguagem seja manifestação de uma capacidade geral de usar símbolos, e o que vem depois sustenta essa negação: a criança de três anos domina a gramática e fracassa nos demais sistemas simbólicos. O sinal justifica a tese enunciada imediatamente antes. A velocidade com que as crianças aprendem a falar não está em discussão naquele período.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"introduzir uma explicação sobre o fato de que crianças aprendem a falar uma língua tão rapidamente","corrected_statement":"Os dois-pontos no último período do terceiro parágrafo são empregados com a finalidade de justificar a afirmação de que a linguagem não é uma manifestação da capacidade geral de usar símbolos.","concept":"Dois-pontos justificam a oração imediatamente anterior","citation":null,"trap_note":"O que os dois-pontos explicam está sempre logo antes deles, não em outro ponto do parágrafo. Quando o item desloca o objeto da explicação para uma ideia vizinha, ele erra mesmo descrevendo bem a função do sinal."}},{"id":"1645e0d1580a","number":5,"stem":0,"statement":"As vírgulas que isolam o trecho “a partir das plataformas” (segundo período do segundo parágrafo) poderiam ser substituídas por travessões, sem prejuízo da correção gramatical.","answer":"C","source":{"slug":"TELEBRAS_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“A partir das plataformas” é adjunto intercalado entre o pronome relativo “que” e o verbo “interagem”, isolado por um par de vírgulas obrigatório. O par de travessões cumpre a mesma função de isolamento, apenas com mais realce, e continua marcando as duas fronteiras do encaixe. A correção se preserva porque o par permanece par.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Termo intercalado: par de vírgulas ou par de travessões","citation":null,"trap_note":"Em intercalação, o que a norma exige é o par, não o sinal. Trocar os dois sinais de uma vez é lícito; trocar ou apagar apenas um deles é o erro que a banca repete."}},{"id":"ce5ecd74ed59","number":6,"stem":2,"statement":"No trecho subsequente aos dois-pontos no primeiro período do texto, as formas verbais “estar” e “ter” introduzem as condições obrigatórias para a classificação de um corpo celeste como planeta, por isso estão empregadas no modo imperativo.","answer":"E","source":{"slug":"STM_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Depois dos dois-pontos vêm “estar em órbita”, “ter massa suficiente” e “ter a vizinhança de sua órbita livre”: formas nominais de infinitivo, sem flexão de pessoa. O imperativo é modo de mandar, dirige-se a um interlocutor e teria outra forma — esteja, tenha. Os dois-pontos ali introduzem uma enumeração de condições, e o infinitivo é justamente o que permite listá-las sem sujeito expresso.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"estão empregadas no modo imperativo","corrected_statement":"No trecho subsequente aos dois-pontos no primeiro período do texto, as formas verbais “estar” e “ter” introduzem as condições obrigatórias para a classificação de um corpo celeste como planeta, estando empregadas no infinitivo.","concept":"Infinitivo em enumeração de requisitos × imperativo","citation":null,"trap_note":"Obrigatoriedade de conteúdo não é modo verbal. Requisito listado depois de dois-pontos aparece no infinitivo; o imperativo só existe quando há alguém a quem se ordena, e a forma verbal o denuncia."}},{"id":"3d7205be9c54","number":9,"stem":3,"statement":"A vírgula empregada após “livro” (último período do quarto parágrafo) poderia ser substituída por dois-pontos, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência textual.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Depois de “livro” vem o título da obra, aposto que especifica o termo anterior. A vírgula é o sinal usual para introduzir esse aposto, e os dois-pontos exercem exatamente a mesma função de anunciar o que vem esclarecer o nome recém-citado. Nenhuma relação sintática se altera.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Vírgula × dois-pontos para introduzir aposto","citation":null,"trap_note":"Aposto no fim do período aceita vírgula, dois-pontos ou travessão. A escolha é de ênfase: a vírgula integra, os dois-pontos anunciam, o travessão destaca — e nenhuma das três compromete a correção."}},{"id":"437597bf9e06","number":9,"stem":4,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, a supressão do segundo travessão não prejudicaria a correção gramatical do texto nem as relações sintáticas estabelecidas entre os termos da primeira oração.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Os dois travessões formam par e isolam “da educação à economia” dentro da oração concessiva anteposta. Suprimir apenas o segundo deixa o primeiro aberto: o texto perde a marca de onde o aparte termina e o segmento passa a se derramar sobre a oração principal, que ainda precisa da vírgula de fechamento da concessiva. Desfazer metade de um par nunca devolve um período correto — ou saem os dois sinais, ou ficam os dois.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"não prejudicaria a correção gramatical do texto nem as relações sintáticas estabelecidas entre os termos da primeira oração","corrected_statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, a supressão do segundo travessão prejudicaria a correção gramatical do texto e as relações sintáticas estabelecidas entre os termos da primeira oração.","concept":"Par de travessões é indivisível","citation":null,"trap_note":"Vale para vírgula, travessão e parêntese igualmente: sinal de isolamento é indivisível. Quando o item manda apagar um só dos dois, a resposta é quase sempre Errado, e a pergunta a fazer é o que sobra ligado a quê."}},{"id":"45db336f181f","number":16,"stem":5,"statement":"Os sinais de travessão no terceiro período do penúltimo parágrafo poderiam ser substituídos, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto, por sinais de parênteses.","answer":"C","source":{"slug":"CAU_MG_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Terra e sujeira, por exemplo” é um aposto exemplificador encaixado entre o sujeito “uma grande carga de sedimentos” e o verbo “acaba”. Os parênteses cumprem exatamente esse papel de isolar o aparte, subordinando-o em vez de destacá-lo. A troca mexe no realce; a estrutura sintática e a coerência permanecem intactas.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Aposto exemplificador entre travessões ou parênteses","citation":null,"trap_note":"Quando o trecho isolado já contém vírgula própria — aqui, antes de “por exemplo” —, travessões e parênteses são preferíveis ao par de vírgulas, mas os três continuam corretos. O que nunca se pode é quebrar o par."}},{"id":"76e6f58fc556","number":2,"stem":6,"statement":"No terceiro parágrafo, os travessões isolam uma oração de natureza explicativa.","answer":"C","source":{"slug":"BDMG_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Entre os travessões está “que receberia o Nobel de Economia em 2015 por seus trabalhos sobre consumo, pobreza e bem-estar social”, oração adjetiva encabeçada por pronome relativo cujo antecedente é um nome próprio já determinado. Antecedente único não admite restrição: a oração acrescenta informação, e por isso vem isolada — aqui, por travessões em vez do par de vírgulas.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjetiva explicativa isolada por par de travessões","citation":null,"trap_note":"Nome próprio como antecedente força a leitura explicativa da adjetiva. Confirmado isso, o par de travessões, o par de vírgulas e o par de parênteses são apenas escolhas de realce para a mesma estrutura."}},{"id":"ad25c6923e93","number":5,"stem":7,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, os dois pontos são empregados para introduzir uma explicação.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_AC_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Os dois-pontos vêm depois de “aquilo que é hoje conhecido como dualismo” e abrem o enunciado que diz em que consiste esse dualismo — a tese da mente feita de substância imaterial. O sinal esclarece o termo que o antecede, e não introduz enumeração nem fala citada.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Dois-pontos que explicam um conceito nomeado antes","citation":null,"trap_note":"Depois de um nome técnico recém-apresentado, dois-pontos quase sempre trazem a definição. É o emprego mais frequente do sinal em texto expositivo, e a banca o confirma com itens Certo tanto quanto o ataca com rótulos falsos."}},{"id":"1a7e9f39d5a5","number":5,"stem":8,"statement":"No segundo período do último parágrafo, as reticências indicam a incompletude da ideia expressa.","answer":"E","source":{"slug":"FNDE_24_PSS","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período terminado em reticências — “É uma condição que faz parte dessa estrutura mínima e digna para que a educação aconteça…” — está sintática e semanticamente completo: tem sujeito, verbo e a oração final que o encerra. As reticências ali marcam a suspensão da fala transcrita, o corte de uma pausa do entrevistado, e o período seguinte retoma o mesmo argumento. Marcar suspensão não é o mesmo que deixar a ideia incompleta.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"indicam a incompletude da ideia expressa","corrected_statement":"No segundo período do último parágrafo, as reticências indicam a suspensão da fala transcrita, cuja ideia, contudo, se apresenta completa.","concept":"Reticências de suspensão × ideia inacabada","citation":null,"trap_note":"Teste a completude antes de aceitar o rótulo: leia o período sem as reticências. Se ele se sustenta sozinho, o sinal marca pausa, hesitação ou corte de citação — não interrupção do pensamento."}},{"id":"be0343ce2b87","number":6,"stem":9,"statement":"No penúltimo período, os dois-pontos foram empregados para introduzir uma citação que serve como argumento a favor da ideia central do texto.","answer":"C","source":{"slug":"FUNPRESP_24_EXE","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"No penúltimo período, os dois-pontos introduzem a fala de Voltaire de que a felicidade não passa de um sonho e só a dor é real. O texto apresenta Voltaire como alguém que pensa como eu, ou seja, a citação é trazida como reforço da tese do autor, e seu conteúdo coincide com a ideia central do texto. Função sintática e função argumentativa apontam na mesma direção.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Dois-pontos introdutórios de citação como argumento de autoridade","citation":null,"trap_note":"Item que combina pontuação e argumentação exige checar as duas metades: o que os dois-pontos introduzem e para que serve o que foi introduzido. Aqui a expressão pensa como eu é o que garante a segunda metade."}},{"id":"988b800a4507","number":6,"stem":10,"statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, seriam preservadas a correção gramatical e a coerência das ideias do texto caso o trecho “suportes que criam a possibilidade de a pessoa retomar a leitura para relembrar ou refletir sobre um acontecimento” fosse isolado por vírgulas em vez dos travessões.","answer":"C","source":{"slug":"MP_GO_24_SERVIDOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho isolado é aposto explicativo de uma enumeração de suportes, e não traz vírgulas internas que pudessem se confundir com o par. Nessas condições, o par de vírgulas substitui o par de travessões sem qualquer perda de fronteira: o leitor continua vendo onde o aparte começa e onde termina.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Par de travessões substituível por par de vírgulas","citation":null,"trap_note":"A pergunta que decide essas trocas é sempre a mesma: o trecho isolado tem vírgulas dentro dele? Se não tem, os três pares de sinais são equivalentes; se tem, o par de vírgulas perde nitidez, mas a banca costuma ainda assim considerá-lo correto."}},{"id":"b45d34ca5115","number":9,"stem":11,"statement":"Os usos das aspas têm finalidades distintas em ‘incompleto’ (último período do terceiro parágrafo) e ‘neutralidade racial’ (primeiro período do quarto parágrafo).","answer":"C","source":{"slug":"CAMARA_MUNICIPAL_MACEIO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"As aspas em “incompleto” reproduzem literalmente a palavra de Adilson José Moreira, citado nominalmente no período — é aspa de citação. As aspas em “neutralidade racial” não citam ninguém: marcam a reserva do autor diante de uma neutralidade apenas alegada, que o próprio texto trata como instrumento de discriminação indireta. Mesma marca, dois empregos: transcrever palavra alheia e tomar distância de um termo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Aspas de citação × aspas de distanciamento","citation":null,"trap_note":"Ao ver duas ocorrências de aspas no mesmo texto, pergunte de quem é a palavra. Se há um autor nomeado ao lado, é citação; se não há a quem atribuir, é o próprio autor sinalizando ironia, reserva ou sentido figurado."}},{"id":"f4140d65a339","number":10,"stem":12,"statement":"Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência das ideias do texto caso os dois primeiros períodos do segundo parágrafo fossem unidos por meio da substituição do ponto empregado após “isoladas” pelo sinal de dois-pontos, feitos os devidos ajustes de letra inicial maiúscula e minúscula no período.","answer":"C","source":{"slug":"CODEVASF_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O primeiro período afirma que o racismo institucional vai além de atitudes individuais; o segundo diz onde ele está — enraizado nas políticas, nos procedimentos e nas práticas das organizações. A relação entre os dois é de esclarecimento, e é justamente essa a relação que os dois-pontos tornam explícita ao unir os períodos. Feitos os ajustes de maiúscula, o resultado é correto e mais coeso.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Ponto final substituído por dois-pontos entre afirmação e esclarecimento","citation":null,"trap_note":"Unir dois períodos por dois-pontos só funciona quando o segundo explica, detalha ou exemplifica o primeiro. Se a relação for de oposição ou de simples sucessão, o sinal mente e o item vira Errado."}},{"id":"b6c0fa4c58e3","number":10,"stem":13,"statement":"No último período do primeiro parágrafo, a substituição dos travessões por parênteses preservaria tanto a coesão textual quanto a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Exposição de empregos à IA” é aposto que explicita o que o autor chama de critério do estudo. Travessões e parênteses isolam igualmente esse tipo de aposto; a diferença é de ênfase — o travessão destaca, o parêntese subordina —, e nenhuma das duas afeta a amarração do aposto ao termo que ele explica. Coesão e correção permanecem.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Aposto explicativo isolado por travessões ou parênteses","citation":null,"trap_note":"Travessão e parêntese são intercambiáveis em aposto e em comentário do autor. Se o item alegar prejuízo de correção nessa troca, desconfie: o que muda é o realce, e realce não é correção."}},{"id":"49c5fb82cde8","number":13,"stem":14,"statement":"No primeiro parágrafo do texto, o emprego das aspas indica a reprodução de um trecho da fala de Don Tapscott na entrevista mencionada no texto.","answer":"C","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O primeiro parágrafo apresenta uma entrevista com Don Tapscott e, depois de resumir o que ele afirma, abre aspas em “Não vivemos na era da informação. Estamos na era da colaboração. A era da inteligência conectada”. É transcrição literal da fala do entrevistado dentro do relato do autor — a função citacional das aspas.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Aspas de citação em relato de entrevista","citation":null,"trap_note":"Quando o entorno nomeia quem fala e o verbo de dizer aparece antes das aspas, o item que chama aquilo de citação está certo. Duvide apenas se as aspas recaírem sobre uma palavra isolada, e não sobre um enunciado inteiro."}},{"id":"ff5b20e895ca","number":13,"stem":15,"statement":"Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto caso o sinal de dois-pontos empregado no terceiro período do segundo parágrafo fosse substituído por vírgula e a ela se seguisse o termo assim.","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Os dois-pontos após “evapotranspiração” explicam o termo recém-nomeado: dizem em que o processo consiste. Substituídos por vírgula seguida de “assim”, o trecho posterior deixa de definir o processo e passa a apresentá-lo como consequência do que foi dito antes. O sinal e o conectivo não expressam a mesma relação, e a troca reescreve o encadeamento das ideias.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto","corrected_statement":"Estariam alterados os sentidos do texto caso o sinal de dois-pontos empregado no terceiro período do segundo parágrafo fosse substituído por vírgula e a ela se seguisse o termo assim.","concept":"Dois-pontos explicativos × conectivo consecutivo","citation":null,"trap_note":"Trocar um sinal de pontuação por um conectivo nunca é operação neutra: o sinal deixa a relação implícita, o conectivo a nomeia. Se o conectivo proposto nomeia relação diferente — consequência no lugar de explicação —, o sentido muda mesmo quando a frase continua correta."}},{"id":"2b80fb6bf27c","number":14,"stem":16,"statement":"A correção gramatical do primeiro período do quarto parágrafo seria mantida caso se suprimisse a vírgula empregada logo após o travessão em “e ausência de meios de tortura —,”.","answer":"E","source":{"slug":"MPS_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A vírgula depois do travessão de fechamento é a segunda de um par que isola “superior às precedentes — porque exigia duas testemunhas… —” entre o sujeito “A legislação hebraica” e o verbo “mostrava”. Suprimi-la desfaz metade do par: sobra a vírgula aberta depois de “hebraica”, que passa a separar o sujeito do seu verbo. Ou saem as duas, ou ficam as duas.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"seria mantida caso se suprimisse a vírgula empregada logo após o travessão","corrected_statement":"A correção gramatical do primeiro período do quarto parágrafo seria prejudicada caso se suprimisse a vírgula empregada logo após o travessão em “e ausência de meios de tortura —,”.","concept":"Vírgula de fechamento de intercalação depois de travessão","citation":null,"trap_note":"A sequência “—,” costuma esconder um par de vírgulas maior, dentro do qual os travessões abrem um segundo encaixe. Apagar a vírgula que vem depois do travessão deixa a primeira vírgula do par separando sujeito de verbo — o erro mais cobrado do assunto."}},{"id":"7b52507b48c5","number":14,"stem":17,"statement":"Estaria mantida a correção gramatical do texto caso se substituíssem por vírgula tanto o travessão empregado no primeiro parágrafo quanto o empregado no sexto parágrafo.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Os dois travessões visados abrem orações coordenadas no fim do período — “— mas não encontro o pão costumeiro” e “— e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados”. Diante de conjunção coordenativa, a vírgula é o sinal padrão, e o travessão apenas acrescenta suspensão e ênfase. A troca devolve períodos igualmente corretos.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Travessão de realce antes de oração coordenada × vírgula","citation":null,"trap_note":"Antes de aceitar a troca de travessão por vírgula, verifique se o travessão não é de diálogo. O travessão que abre a fala de uma personagem não tem substituto: ali a vírgula destruiria a marcação do discurso direto."}},{"id":"d326919685e9","number":14,"stem":18,"statement":"A retirada dos parênteses que isolam o trecho “que foi criado lá, apesar de ter nascido no distrito de Muqui” (penúltimo período) alteraria as relações coesivas e os sentidos estabelecidos originalmente no texto.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período é uma enumeração de cachoeirenses cujos itens já vêm separados por ponto e vírgula, e os parênteses rebaixam a ressalva sobre Jece Valadão a um plano secundário, fora da série. Retirados, a oração iniciada por “que” passa a ler-se como restritiva, colada ao nome, e a vírgula interna de “apesar de ter nascido” fica solta entre itens separados por ponto e vírgula. Muda o encadeamento e muda o sentido.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Parênteses subordinam o aparte e o mantêm fora da enumeração","citation":null,"trap_note":"Parêntese não é ornamento: ele hierarquiza. Dentro de enumeração já pontuada por ponto e vírgula, é o sinal que impede o aparte de ser lido como mais um item da lista — e por isso sua retirada altera relações coesivas."}},{"id":"757d5ffa2cfa","number":16,"stem":19,"statement":"No último parágrafo, o trecho introduzido pelo travessão permaneceria coerente e correto caso fosse reescrito da seguinte forma: no ano de 2022, estudo focou na compreensão das formas como os estudantes abordam as estratégias de aprendizagem e em como vêem a vida.","answer":"E","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A reescrita não sobrevive à leitura literal. “Estudo focou na compreensão…” deixa o substantivo sem determinante, embora o referente já esteja definido no período anterior — o estudo do PISA em 2022 —, o que exige “o estudo”. Some-se a grafia “vêem”, que perdeu o acento circunflexo no Acordo Ortográfico e hoje se escreve veem. A proposta quebra a correção em dois pontos independentes.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"permaneceria coerente e correto","corrected_statement":"No último parágrafo, o trecho introduzido pelo travessão não permaneceria correto caso fosse reescrito da seguinte forma: no ano de 2022, estudo focou na compreensão das formas como os estudantes abordam as estratégias de aprendizagem e em como vêem a vida.","concept":"Reescrita de trecho isolado por travessão: julgar a string proposta","citation":null,"trap_note":"Item de pontuação que traz uma reescrita por extenso quase nunca se decide pelo sinal: leia a frase nova como se fosse original e cace artigo faltante, concordância quebrada e grafia desatualizada antes de discutir o travessão."}},{"id":"2db1aa748ec3","number":17,"stem":20,"statement":"Estaria mantida a correção gramatical do quarto parágrafo caso se substituíssem por parênteses as duas vírgulas que intercalam o trecho “isto é, como resultante das condições de habitação (...) e acesso a serviços de saúde”.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"As duas vírgulas isolam um aparte explicativo encabeçado por “isto é” entre o sujeito e o verbo “descortina”. Parênteses fazem o mesmo isolamento e, aqui, com vantagem: o trecho intercalado traz uma longa enumeração interna pontuada por vírgulas, e o parêntese marca sem ambiguidade onde ele começa e termina. A correção do período se mantém.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Par de vírgulas de intercalação substituível por parênteses","citation":null,"trap_note":"Quanto mais vírgulas houver dentro do trecho intercalado, mais natural é a troca do par de vírgulas por parênteses ou travessões. O que a norma não admite é trocar só uma das duas vírgulas."}},{"id":"7928aa4ef26a","number":18,"stem":21,"statement":"No segundo período do último parágrafo, a substituição do sinal de dois-pontos após “crises” por um travessão prejudicaria a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Depois de “nessas crises” vem o conteúdo daquilo que o autor aconselhava: respirar fundo e relaxar. Tanto os dois-pontos quanto o travessão simples podem anunciar esse desdobramento no fim do período — o travessão apenas dá mais realce à pausa. Não há prejuízo de correção; há troca de tom.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"prejudicaria a correção gramatical do texto","corrected_statement":"No segundo período do último parágrafo, a substituição do sinal de dois-pontos após “crises” por um travessão manteria a correção gramatical do texto.","concept":"Dois-pontos × travessão simples para anunciar no fim do período","citation":null,"trap_note":"No fim do período, dois-pontos e travessão simples cumprem o mesmo ofício de anunciar. A substituição é lícita nos dois sentidos; o que a banca explora é o candidato supor que cada sinal tem um lugar exclusivo."}},{"id":"9a7bcf01f8d5","number":38,"stem":22,"statement":"Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência das ideias veiculadas no texto caso a vírgula empregada após a palavra “presença” (último período) fosse substituída por travessão.","answer":"C","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A vírgula depois de “presença” separa uma oração coordenada justaposta que explica a hipótese anterior: os loucos estranham a invasão de seus mundos. O travessão simples faz o mesmo isolamento com mais realce e, por estar no fim do período, não precisa de par — o ponto final fecha o segmento. Estrutura e encadeamento das ideias permanecem.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Vírgula de coordenação justaposta substituível por travessão simples","citation":null,"trap_note":"No fim do período, vírgula, travessão e dois-pontos disputam o mesmo lugar para introduzir explicação ou comentário. Trocas entre eles tendem a ser Certo; o que muda é a intensidade do destaque."}},{"id":"9f61c039ea2b","number":3,"stem":23,"statement":"No quarto período do primeiro parágrafo, o trecho isolado entre travessões expressa a causa da desregulamentação das relações de trabalho.","answer":"C","source":{"slug":"BCB_24","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O segmento isolado — “em função do impacto disruptivo de tecnologias digitais na intermediação dessas relações” — é encabeçado por “em função de”, locução prepositiva de valor causal, e explica por que as relações de trabalho se desregulamentam. Os travessões apenas marcam o encaixe; quem estabelece a causa é a locução.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Travessões isolam; o valor semântico vem do conectivo interno","citation":null,"trap_note":"Travessão, parêntese e par de vírgulas não significam nada por si: isolam. Para nomear a relação expressa pelo trecho isolado, olhe o conectivo que o abre — em função de, ou seja, isto é, porque, apesar de."}},{"id":"95fa5c02e559","number":7,"stem":24,"statement":"A correção gramatical do quarto período do primeiro parágrafo seria preservada caso se suprimisse a vírgula empregada logo após o travessão que segue o vocábulo “relações”, pois o emprego dos travessões no período dispensa a necessidade da vírgula.","answer":"E","source":{"slug":"BCB_24","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"A vírgula que vem depois do travessão de fechamento não pertence ao par de travessões: ela fecha o longo adjunto adverbial anteposto “Em um contexto de crescente instabilidade macroeconômica, de desregulamentação das relações de trabalho”, que só então dá lugar a “verifica-se a emergência…”. Os travessões isolam apenas o encaixe interno; retirada a vírgula, o adjunto anteposto fica colado ao verbo e o período perde a fronteira obrigatória. Os dois sinais têm funções independentes e não se anulam.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"o emprego dos travessões no período dispensa a necessidade da vírgula","corrected_statement":"A correção gramatical do quarto período do primeiro parágrafo seria prejudicada caso se suprimisse a vírgula empregada logo após o travessão que segue o vocábulo “relações”, pois o emprego dos travessões no período não dispensa a vírgula que fecha o adjunto adverbial anteposto.","concept":"Vírgula depois do travessão de fechamento: sinais com funções distintas","citation":null,"trap_note":"A sequência “—,” quase sempre é legítima: o travessão fecha o encaixe e a vírgula fecha outra estrutura, normalmente um adjunto anteposto ou uma intercalação maior. Antes de aceitar que um sinal torna o outro supérfluo, verifique o que cada um separa."}},{"id":"22262fa31df0","number":9,"stem":25,"statement":"O emprego das aspas na expressão ‘bala de prata’ (primeiro período do terceiro parágrafo) indica que essa expressão consiste em um termo técnico.","answer":"E","source":{"slug":"DATAPREV_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Bala de prata” é metáfora corrente para solução única e definitiva, e o próprio texto a traduz logo em seguida com “ou seja, uma solução única para todas as falhas”. As aspas marcam o emprego figurado da expressão, tomada de empréstimo à linguagem comum. Termo técnico é exatamente o que ela não é — se fosse, dispensaria a paráfrase que a segue.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"indica que essa expressão consiste em um termo técnico","corrected_statement":"O emprego das aspas na expressão ‘bala de prata’ (primeiro período do terceiro parágrafo) indica que essa expressão está empregada em sentido figurado.","concept":"Aspas de sentido figurado × aspas de termo técnico","citation":null,"trap_note":"Se o texto explica a expressão aspeada logo depois, com “ou seja” ou “isto é”, ela não é termo técnico consagrado: é figura que o autor precisa traduzir. Terminologia técnica aparece aspeada quando é introduzida e definida, não quando é parafraseada como imagem."}},{"id":"5c036f7acf54","number":9,"stem":26,"statement":"O uso das aspas no segundo período do segundo parágrafo e no terceiro período do quarto parágrafo destaca trechos referentes a indagações do personagem identificado no texto como “o menino”.","answer":"C","source":{"slug":"SERPRO_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Os trechos aspeados retomam literalmente as perguntas do menino sobre a virada do ano — como seria a cara do ano velho e do ano novo, o ano que “passa no ar”. As aspas ali reproduzem a fala e a curiosidade da personagem dentro da narração em terceira pessoa, e é esse contraste de vozes que elas marcam.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Aspas que reproduzem a fala da personagem no discurso do narrador","citation":null,"trap_note":"Em texto narrativo, aspas dentro da voz do narrador quase sempre devolvem a palavra a uma personagem. Verifique quem poderia ter dito aquilo: se a formulação não cabe ao narrador, é discurso direto encaixado."}},{"id":"d5589fc19fcd","number":11,"stem":27,"statement":"Estaria preservada a correção gramatical do texto caso os travessões empregados no primeiro período do primeiro parágrafo fossem substituídos por vírgulas.","answer":"C","source":{"slug":"CNMP_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Reconhecido no artigo 68 do ADCT da CF” é segmento explicativo encaixado entre o sujeito e o verbo. Qualquer um dos três recursos de isolamento — par de vírgulas, par de travessões, par de parênteses — cumpre a função; o que muda é o realce, máximo no travessão e mínimo no parêntese. Como o trecho não contém vírgulas internas que compitam com o par, a substituição não gera ambiguidade.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Travessões × vírgulas × parênteses: mesmo isolamento, graus diferentes de realce","citation":null,"trap_note":"A troca entre os três pares de isolamento é quase sempre Certo. Ela só falha quando o trecho isolado já tem vírgulas próprias (aí a vírgula confunde) ou quando o travessão é de diálogo."}},{"id":"f8b98584f92c","number":18,"stem":28,"statement":"A correção gramatical e a coerência do texto seriam preservadas caso o travessão empregado logo depois do vocábulo “miniatura” (primeiro período do segundo parágrafo) fosse substituído por uma vírgula.","answer":"C","source":{"slug":"SERPRO_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Depois de “miniatura” vem uma oração adjetiva explicativa — “que, de repente, começou a se mover sozinho” —, e oração desse tipo é separada por vírgula. O travessão simples faz o mesmo isolamento com mais realce, o que aqui prepara o efeito de surpresa; trocado por vírgula, o período mantém a estrutura e a leitura explicativa, porque a adjetiva continua separada do antecedente.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Travessão simples × vírgula antes de adjetiva explicativa","citation":null,"trap_note":"Travessão único no fim do período equivale à vírgula que abre um aposto, uma adjetiva explicativa ou uma oração coordenada. A substituição custa ênfase, não correção — e ênfase perdida não torna o item Errado quando ele promete apenas correção e coerência."}},{"id":"38e2f1a6217a","number":19,"stem":29,"statement":"No terceiro período do último parágrafo, o emprego do sinal de ponto e vírgula permite vincular o argumento utilizado após esse sinal de pontuação com a expressão “Nesse sentido”.","answer":"C","source":{"slug":"MME_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O período começa por “Nesse sentido” e traz duas afirmações de mesmo peso sobre a urgência das emissões evitadas, separadas por ponto e vírgula. Ao coordenar as duas em um único período, em vez de fechá-lo com ponto, o sinal mantém a segunda sob o alcance do conectivo inicial: ela continua sendo desdobramento do mesmo raciocínio.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Ponto e vírgula coordena orações de mesmo peso sob um conectivo comum","citation":null,"trap_note":"Segunda função do ponto e vírgula, ao lado da separação de itens com vírgulas internas: coordenar orações de igual peso. O efeito é manter o que vem depois dentro do escopo do conectivo que abriu o período — coisa que o ponto final desfaria."}},{"id":"730c6fa3fbd2","number":20,"stem":30,"statement":"A correção do texto seria mantida caso, no segundo período do segundo parágrafo, o sinal de ponto e vírgula, em todas as suas ocorrências, fosse substituído por vírgula.","answer":"C","source":{"slug":"BCB_24","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O ponto e vírgula ali separa itens de uma enumeração cujos membros já trazem vírgulas internas (“os processos sociais, econômicos, políticos e culturais”). Esse emprego é recurso de clareza hierárquica, não exigência gramatical: a vírgula é o separador básico de enumeração e continua apta a exercer a função. A troca torna a lista mais difícil de ler, mas o item promete apenas a correção — e essa se mantém.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Ponto e vírgula em enumeração: clareza, não obrigatoriedade","citation":null,"trap_note":"Leia o que exatamente o item promete preservar. Quando promete só a correção gramatical e a mudança apenas piora a legibilidade, a tendência é Certo; quando promete também os sentidos ou a coerência, verifique se alguma relação lógica se perdeu."}},{"id":"7eb84bf6f65b","number":2,"stem":31,"statement":"No último parágrafo do texto, o trecho que segue os dois pontos — “quando houver (...) particular” — apresenta duas das possíveis exceções apontadas no período para a inexigibilidade de mandado de busca e apreensão.","answer":"E","source":{"slug":"POLC_AL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O período abre com “Essas são as exceções reconhecidas pela Corte Suprema estadunidense”, formulação exaustiva: os dois-pontos especificam integralmente aquilo que “Essas” anuncia. O trecho posterior não traz uma amostra de um conjunto maior; traz o conjunto inteiro, composto por dois casos. Dizer que apresenta duas das possíveis exceções contraria o alcance que o próprio período lhes dá.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"duas das possíveis exceções apontadas no período","corrected_statement":"No último parágrafo do texto, o trecho que segue os dois pontos — “quando houver (...) particular” — apresenta as duas exceções apontadas no período para a inexigibilidade de mandado de busca e apreensão.","concept":"Dois-pontos que especificam termo catafórico: a lista é exaustiva","citation":null,"trap_note":"Quando os dois-pontos respondem a um termo catafórico definido — “estas são as exceções”, “os requisitos são”, “o critério é” —, o que vem depois é a lista completa. Item que a apresenta como parcial troca exaustividade por amostra."}},{"id":"d2ce1bb525ac","number":4,"stem":32,"statement":"No quarto período do primeiro parágrafo, as aspas no vocábulo ‘arte’ indicam o questionamento feito pelo autor a respeito de corpos dissecados constituírem objetos de arte.","answer":"C","source":{"slug":"POLC_AL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O texto vinha caracterizando a exposição como espetáculo de cadáveres e sensacionalismo mórbido; ao dizer que os corpos eram tratados como objetos de “arte”, o autor aspeia a palavra para não assumi-la. As aspas marcam reserva quanto ao estatuto artístico que a mostra reivindica — não citam ninguém nem definem termo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Aspas de reserva sobre um estatuto reivindicado","citation":null,"trap_note":"Palavra de prestígio aspeada em meio a um texto crítico quase sempre significa “assim chamado”. O mesmo vale para “espécimes”, mais adiante nesse texto: o autor empresta o vocabulário de quem defende a exposição."}},{"id":"deb54a88ee32","number":6,"stem":33,"statement":"No quarto parágrafo, logo após “vítimas”, a substituição do sinal de dois-pontos por ponto final, com o devido ajuste de maiúscula e minúscula, manteria a correção do texto, mas não a sua coerência.","answer":"E","source":{"slug":"PGE_RJ_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Os dois-pontos depois de “vítimas” anunciam os exemplos que vêm em seguida, separados entre si por ponto e vírgula. Trocados por ponto final, com o ajuste de maiúscula, o texto continua correto — e continua coerente: a sequência de golpes segue lida como exemplificação do que se acabou de afirmar, porque a relação está no conteúdo, e não apenas no sinal. A perda que o item alega não ocorre.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"mas não a sua coerência","corrected_statement":"No quarto parágrafo, logo após “vítimas”, a substituição do sinal de dois-pontos por ponto final, com o devido ajuste de maiúscula e minúscula, manteria a correção do texto e também a sua coerência.","concept":"Dois-pontos anunciam uma relação que o conteúdo já sustenta","citation":null,"trap_note":"Trocar dois-pontos por ponto final raramente quebra a coerência quando o que vem depois é exemplo ou detalhamento reconhecível pelo conteúdo. A coerência se perde quando o trecho posterior depende de um termo catafórico anterior — “o segredo”, “estas são as razões”, “o seguinte”."}},{"id":"ce41b67762b9","number":6,"stem":34,"statement":"No primeiro parágrafo, a substituição do travessão por vírgula manteria a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"BANRISUL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O travessão do primeiro parágrafo abre, no fim do período, a ressalva “seja qual for o objeto de desejo”, oração adverbial concessiva posposta à principal. Oração dessa natureza é separada por vírgula sem dificuldade; o travessão apenas acentua a pausa. Trocado por vírgula, o período continua correto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Travessão simples × vírgula diante de oração posposta","citation":null,"trap_note":"Toda vez que o travessão for único e estiver no fim do período, pergunte se uma vírgula caberia ali. Se o que ele introduz é aposto, adjetiva explicativa, adverbial posposta ou coordenada, a resposta é sim."}},{"id":"2f06ea47e0ca","number":7,"stem":35,"statement":"Estariam mantidas a coerência e a correção gramatical do texto se, no último período do texto, a conjunção “pois” fosse suprimida e, em seguida, a vírgula empregada após “didáticas” fosse substituída por dois-pontos.","answer":"C","source":{"slug":"POLC_AL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"A conjunção “pois” liga a oração final ao que a antecede por relação explicativa, e essa é exatamente uma das relações que os dois-pontos expressam sem conectivo. Suprimida a conjunção e trocada a vírgula pelos dois-pontos, a explicação continua anunciada, agora pelo sinal em vez da palavra. Correção e encadeamento se mantêm.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Dois-pontos substituem o conectivo explicativo","citation":null,"trap_note":"Conectivo e sinal de pontuação podem trocar de lugar quando expressam a mesma relação: “pois”, “porque” e “ou seja” cedem espaço aos dois-pontos. O que não se faz é manter os dois — conjunção explicativa precedida de dois-pontos é redundância."}},{"id":"f1c0c67d9fe3","number":8,"stem":36,"statement":"O sinal de dois-pontos no último parágrafo introduz a síntese das informações apresentadas anteriormente no mesmo parágrafo.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_SAO_CRISTOVAO_SE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Os dois-pontos vêm depois de “Mas aqui está o segredo”, expressão que anuncia algo ainda não dito, e o que se segue é informação nova — que os alimentos processados recomendáveis se parecem com sua forma natural. O sinal especifica um termo catafórico; não retoma nem resume o que o parágrafo já havia afirmado.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"introduz a síntese das informações apresentadas anteriormente no mesmo parágrafo","corrected_statement":"O sinal de dois-pontos no último parágrafo introduz o esclarecimento do termo anunciado imediatamente antes dele.","concept":"Dois-pontos de especificação × dois-pontos de síntese","citation":null,"trap_note":"Síntese exige que o conteúdo posterior já esteja no texto. Se o trecho após os dois-pontos traz informação nova, o rótulo correto é esclarecimento, enumeração ou citação — nunca resumo."}},{"id":"5ae793bde6a9","number":9,"stem":37,"statement":"No quarto parágrafo, o emprego das aspas em ‘robotizada’ indica que essa palavra foi inventada pelo autor do texto, com base na palavra robô.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Robotizada” é particípio de robotizar, verbo dicionarizado e de uso corrente — nada nele foi inventado pelo autor. As aspas marcam o emprego figurado do adjetivo aplicado a uma estrutura de trabalho, e o distanciamento de quem descreve um modelo que critica. Rotular como criação vocabular o que é palavra existente confunde aspas de sentido figurado com aspas de neologismo.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"indica que essa palavra foi inventada pelo autor do texto, com base na palavra robô","corrected_statement":"No quarto parágrafo, o emprego das aspas em ‘robotizada’ indica que essa palavra está empregada em sentido figurado, com distanciamento do autor.","concept":"Aspas de sentido figurado × aspas de neologismo","citation":null,"trap_note":"Neologismo exige palavra que não existe fora daquele texto. Antes de aceitar o rótulo, pergunte se a palavra circula normalmente na língua: circulando, as aspas marcam figuração, ironia ou reserva, nunca criação."}},{"id":"1631e4778200","number":10,"stem":38,"statement":"Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência das ideias do texto caso fossem suprimidos do primeiro período, concomitantemente, os dois-pontos, empregados após “produtivo”, e o vocábulo “essas”.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Os dois-pontos do período marcam a retomada de um sujeito longo e antecipado — a série de infinitivos — pelo pronome “essas”, que o resume antes do verbo “são”. Suprimidos ao mesmo tempo o sinal e o pronome, a enumeração volta a ser o sujeito direto de “são”, sem nada entre ele e o verbo. É a ordem direta, e ali nenhum sinal é admitido.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Dois-pontos de retomada de sujeito antecipado","citation":null,"trap_note":"Quando o item propõe suprimir dois elementos ao mesmo tempo, verifique se um depende do outro. Aqui os dois-pontos só existem por causa do pronome de retomada: caindo os dois juntos, o período se reorganiza; caindo só um, ficaria sinal entre sujeito e verbo."}},{"id":"b81fd1b2c792","number":11,"stem":39,"statement":"O emprego dos dois-pontos no segundo período do primeiro parágrafo se justifica por introduzir exemplos.","answer":"E","source":{"slug":"SEDUC_AL_21","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Os dois-pontos vêm depois de “a rota do que devemos fazer”, expressão que anuncia um conteúdo sem enunciá-lo, e o que se segue — correção educacional de pensamentos distorcidos e medicação exata — é esse conteúdo, não uma amostra dele. O sinal especifica o termo anterior; exemplificar suporia um conjunto maior do qual se extraíssem casos, e o período não apresenta nenhum.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"se justifica por introduzir exemplos","corrected_statement":"O emprego dos dois-pontos no segundo período do primeiro parágrafo se justifica por especificar o conteúdo anunciado pela expressão que os antecede.","concept":"Dois-pontos de especificação × de exemplificação","citation":null,"trap_note":"Exemplificação pede que o conjunto exista antes e que a lista seja parcial, normalmente sinalizada por “como”, “por exemplo”, “tais quais”. Sem essas marcas, dois-pontos depois de termo catafórico especificam, e especificar é dizer tudo."}},{"id":"4da337c7a8dd","number":12,"stem":40,"statement":"No texto, as aspas são empregadas para destacar citações.","answer":"C","source":{"slug":"MPC_SC_22_SERVIDOR","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Todas as ocorrências de aspas no texto encerram falas atribuídas nominalmente a Jocelyn Bell Burnell e a Ron Drever, introduzidas por verbos de dizer — “disse sobre Ron Drever”, “ele continua”, “Drever acrescenta”. É o emprego citacional puro: transcrição literal da palavra de terceiros no interior do texto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Aspas de citação identificadas pelo verbo dicendi","citation":null,"trap_note":"Verbo de dizer ao lado (disse, afirma, acrescenta, conta, escreveu) é a assinatura da aspa de citação. Sem ele, procure os outros valores: ironia, sentido figurado, estrangeirismo, neologismo, termo alheio."}},{"id":"00c68ab15881","number":14,"stem":41,"statement":"O propósito do uso do ponto de exclamação no início do texto é chamar a atenção do leitor para o evento em questão.","answer":"C","source":{"slug":"BANRISUL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O texto abre com uma exclamação nominal — “Uma das maiores festividades do Brasil!” — antes mesmo de nomear a festa. O ponto de exclamação imprime entonação enfática ao anúncio e funciona como chamariz, coerente com o caráter promocional do texto, que só no período seguinte identifica o evento.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Ponto de exclamação com função apelativa em texto promocional","citation":null,"trap_note":"Sinais de entonação — exclamação, interrogação, reticências — são julgados pelo efeito sobre o leitor, não por regra sintática. Em abertura de texto publicitário, a exclamação chama atenção; em fala transcrita, marca emoção da personagem."}},{"id":"ae9f19cafc3b","number":11,"stem":42,"statement":"No trecho “A proposta consiste em ajustar todos os parâmetros biológicos, metabólicos e hormonais aos mesmos níveis encontrados em um indivíduo de aproximadamente 30 anos — fase em que todos nós atingimos o apogeu de nossa performance e idade a partir da qual começamos a envelhecer” (último período), o travessão foi empregado para introduzir uma ideia adicional, sendo correta sua substituição pelo sinal de ponto e vírgula.","answer":"E","source":{"slug":"SESAU_AL_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Depois do travessão vem um aposto explicativo de “30 anos” — a fase de apogeu, a idade a partir da qual se envelhece —, preso ao termo que o antecede. Ponto e vírgula não introduz aposto: ele separa itens de enumeração com vírgulas internas ou coordena orações de mesmo peso, e nenhuma das duas coisas existe ali. A substituição romperia a ligação do aposto com o termo explicado.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"sendo correta sua substituição pelo sinal de ponto e vírgula","corrected_statement":"No trecho “A proposta consiste em ajustar todos os parâmetros biológicos, metabólicos e hormonais aos mesmos níveis encontrados em um indivíduo de aproximadamente 30 anos — fase em que todos nós atingimos o apogeu de nossa performance e idade a partir da qual começamos a envelhecer” (último período), o travessão foi empregado para introduzir um aposto explicativo, não sendo correta sua substituição pelo sinal de ponto e vírgula.","concept":"Travessão de aposto não equivale a ponto e vírgula","citation":null,"trap_note":"As trocas livres são entre travessão, parênteses e par de vírgulas. Ponto e vírgula está fora desse grupo: ele separa membros de igual estatuto, e não amarra um segmento ao termo anterior. Item que o oferece como equivalente do travessão de aposto é Errado."}},{"id":"255e1b2e010b","number":14,"stem":43,"statement":"No segundo parágrafo, o sinal de dois-pontos introduz uma explicação.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_RJ_21_ANALISTA","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"A oração anterior aos dois-pontos afirma que o sistema democrático aproveita nossas imperfeições da melhor maneira; o que vem depois diz como e por quê — não sabemos tudo, não podemos testar todas as suposições, logo criamos uma folga política. O sinal introduz o desenvolvimento explicativo da afirmação que o antecede.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Dois-pontos de explicação de uma afirmação anterior","citation":null,"trap_note":"Explicação, enumeração e citação esgotam quase tudo o que os dois-pontos fazem. Quando o trecho seguinte responde “por quê” ou “como”, é explicação; quando lista itens, é enumeração; quando reproduz fala, é citação."}},{"id":"f0508e75b26b","number":15,"stem":44,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, o emprego do ponto e vírgula decorre da intercalação da oração “onde se mói a cana” na enumeração dos termos que descrevem a fazenda.","answer":"E","source":{"slug":"MJSP_21_PSS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O ponto e vírgula do período separa dois blocos descritivos paralelos e já internamente pontuados por vírgulas: “embaixo, as habitações de trabalhadores, a moenda, onde se mói a cana, uma capela ao longe” e “na colina, uma casa”. É a função clássica do sinal — separar membros de uma enumeração que contêm vírgulas próprias. A oração “onde se mói a cana” é isolada por vírgulas, não pelo ponto e vírgula, e nada tem a ver com a escolha dele.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"decorre da intercalação da oração “onde se mói a cana”","corrected_statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, o emprego do ponto e vírgula decorre da necessidade de separar dois blocos da enumeração que já contêm vírgulas internas.","concept":"Ponto e vírgula separa itens que já trazem vírgulas","citation":null,"trap_note":"Diante de um ponto e vírgula, conte as vírgulas do que está de cada lado dele. Se os blocos já são pontuados por dentro, a justificativa é hierárquica; procurar a razão numa estrutura isolada por outro sinal é o erro que a banca arma."}},{"id":"f1e5ea73a5cc","number":28,"stem":45,"statement":"No trecho “Como diz o sacerdote, em triste zombaria (seria mesmo zombaria?)”, os parênteses, que poderiam ser substituídos por travessões, foram empregados para isolar uma digressão feita pelo autor do texto.","answer":"E","source":{"slug":"DPDF_20_ANALISTA","ano":2020},"explanation":{"verdict_reason":"O que está entre parênteses — “seria mesmo zombaria?” — não se afasta do assunto: interroga a palavra que o autor acabou de escrever no próprio período, “zombaria”. É ressalva imediata sobre a própria formulação, e os parênteses servem justamente para rebaixá-la a comentário lateral sem interromper a frase. Digressão supõe desvio do tema tratado, o que não ocorre.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"para isolar uma digressão feita pelo autor do texto","corrected_statement":"No trecho “Como diz o sacerdote, em triste zombaria (seria mesmo zombaria?)”, os parênteses, que poderiam ser substituídos por travessões, foram empregados para isolar uma ressalva do autor sobre a palavra que ele mesmo acabara de empregar.","concept":"Parênteses de ressalva do autor × digressão","citation":null,"trap_note":"Digressão se afasta do assunto; ressalva e comentário voltam-se sobre o que se acabou de dizer. Teste pelo referente: se o aparte retoma uma palavra do próprio período, não é digressão."}},{"id":"bd536b9bf3a8","number":3,"stem":46,"statement":"No primeiro período do texto, o emprego das aspas em ‘fazimentos’ se justifica por marcar que tal vocábulo é um neologismo, empregado em um contexto coloquial.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"O próprio período diz a que servem as aspas: “fazimentos”, “como ele próprio gostava de chamar suas realizações”. A palavra é atribuída expressamente a Darcy Ribeiro — é o vocábulo dele, reproduzido pelo autor, e não uma criação do autor do texto. O contexto, além disso, é o de um perfil biográfico em registro formal, não coloquial.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"se justifica por marcar que tal vocábulo é um neologismo, empregado em um contexto coloquial","corrected_statement":"No primeiro período do texto, o emprego das aspas em ‘fazimentos’ se justifica por marcar que tal vocábulo é palavra do próprio Darcy Ribeiro, reproduzida pelo autor do texto.","concept":"Aspas de palavra alheia × aspas de neologismo do autor","citation":null,"trap_note":"Procure a atribuição explícita no entorno: “como ele chamava”, “no dizer de”, “o que se convencionou chamar”. Havendo atribuição, a aspa é de palavra alheia, e qualquer rótulo que devolva a autoria ao redator do texto está errado."}},{"id":"85442ee49c6d","number":4,"stem":47,"statement":"Na linha 12, os dois-pontos introduzem um esclarecimento a respeito do “resultado último dessa interatuação”.","answer":"C","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"Os dois-pontos vêm logo após a expressão “o resultado último dessa interatuação”, que anuncia algo sem dizer o quê, e o que se segue nomeia esse algo. É o emprego básico do sinal: anunciar o esclarecimento de um termo que ficou em aberto no período.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Dois-pontos que especificam um termo catafórico","citation":null,"trap_note":"Dois-pontos sempre anunciam. O que decide o item é o que eles anunciam: enumeração, fala citada ou esclarecimento de um termo anterior. Localize a expressão que ficou em suspenso antes do sinal e a resposta aparece."}},{"id":"fc1560553e32","number":7,"stem":48,"statement":"A substituição do parêntese, na linha 4, por travessão não comprometeria a correção gramatical do texto, desde que o parêntese na linha 5 fosse suprimido.","answer":"C","source":{"slug":"MP_PI_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"Sinais de isolamento não se misturam: não se abre com travessão e se fecha com parêntese. Por isso a substituição proposta só funciona com a condição que o próprio item impõe — retirar o parêntese de fechamento. E ela se sustenta porque o travessão, ao contrário do parêntese, dispensa o sinal de fechamento quando o trecho isolado encerra o período: o ponto final o absorve. O parêntese nunca goza dessa liberdade.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Travessão de fechamento absorvido pelo ponto final; parênteses sempre aos pares","citation":null,"trap_note":"Parênteses são obrigatoriamente dois. Travessões também, exceto quando o segmento isolado vai até o fim do período — ali o segundo travessão desaparece. É por isso que uma troca entre os dois sinais às vezes exige suprimir uma marca, e não substituí-la."}},{"id":"2157dc651925","number":20,"stem":49,"statement":"A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados se as vírgulas empregadas logo após “marítimo” (R.22) e “poluição” (R.23) e a conjunção “e” (R.23) fossem substituídas por ponto e vírgula.","answer":"C","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"Os três pontos visados são separadores de uma mesma série: duas vírgulas entre itens e a conjunção “e” que fecha a enumeração. O ponto e vírgula é separador legítimo de itens de série, e substituir também o “e” apenas troca a coordenação sindética pela assindética, sem alterar quem se soma a quem. A pausa fica maior e a hierarquia mais visível; a estrutura e o sentido continuam os mesmos.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Vírgulas de enumeração substituíveis por ponto e vírgula","citation":null,"trap_note":"Vírgula e ponto e vírgula são intercambiáveis em enumeração desde que a troca seja uniforme em toda a série. O que não se faz é misturar: item separado por vírgula seguido de item separado por ponto e vírgula desorganiza a hierarquia da lista."}},{"id":"290a96e92954","number":11,"stem":50,"statement":"O emprego das aspas em “reformadores” (R.28) e “novas” (R.29) indica que o autor faz referência a esses conceitos de um modo crítico.","answer":"C","source":{"slug":"SEDUC_AL_17","ano":2017},"explanation":{"verdict_reason":"O texto denuncia programas de formação que apenas adaptam o professor a técnicas apresentadas como novas e a um discurso de reforma que nada reforma. Ao aspear “reformadores” e “novas”, o autor não cita ninguém nem define termo técnico: sinaliza que emprega as palavras com reserva, atribuindo-as ao discurso que critica. É a aspa de distanciamento irônico.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Aspas de ironia e reserva do autor","citation":null,"trap_note":"Quando a palavra aspeada é elogiosa mas o entorno é de crítica, as aspas invertem o valor: leia-as como “assim chamados”. Esse é o emprego mais cobrado depois da citação."}},{"id":"17afdf052582","number":2,"stem":51,"statement":"Mantém-se a correção gramatical do período caso os travessões empregados no primeiro parágrafo sejam substituídos por parênteses.","answer":"C","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"Os travessões do parágrafo isolam um aparte encaixado no interior do período, e parênteses exercem exatamente a mesma função de isolamento, com menos destaque. A vírgula que aparece depois do travessão de fechamento não depende dele: fecha a oração concessiva anteposta e permanece onde está, agora depois do parêntese. A correção do período se preserva.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Travessões trocados por parênteses sem mexer na vírgula vizinha","citation":null,"trap_note":"Ao trocar par de travessões por parênteses, a pontuação que estava fora do par continua fora dele. Só se torna Errado se a troca obrigar a suprimir ou deslocar a vírgula que estrutura a oração maior."}},{"id":"55ee96830153","number":9,"stem":52,"statement":"Os travessões foram empregados no texto (R. 4 e 5) para isolar uma expressão de natureza explicativa.","answer":"C","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho entre os travessões acrescenta ao movimento da educação nova a comparação com a revolução de Copérnico, atribuída a Claparède. É informação acessória, que não restringe nem identifica o termo anterior: retirada, o período continua completo. Travessões, nesse emprego, isolam um aparte de natureza explicativa.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Travessões que isolam aparte explicativo","citation":null,"trap_note":"O teste do aparte é a supressão: se o período sobrevive sem o trecho isolado, ele é explicativo; se a frase fica truncada ou muda de referência, o segmento é essencial e não deveria estar isolado."}},{"id":"ccfe3850b068","number":16,"stem":53,"statement":"Na linha 8, por introduzir uma enumeração exemplificativa de “fatores de desagregação cultural”, a forma verbal “incluem” poderia ser seguida tanto de vírgula quanto de dois-pontos, sem que houvesse prejuízo para a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"“Incluem” é verbo transitivo direto e o que vem depois dele é seu objeto — a lista dos fatores. Entre verbo e complemento não cabe sinal algum: nem vírgula, nem dois-pontos. O fato de a série ser exemplificativa não cria licença nenhuma; os dois-pontos só introduzem enumeração quando o período se completa antes deles, o que não ocorre aqui.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"poderia ser seguida tanto de vírgula quanto de dois-pontos","corrected_statement":"Na linha 8, por introduzir uma enumeração exemplificativa de “fatores de desagregação cultural”, a forma verbal “incluem” não poderia ser seguida nem de vírgula nem de dois-pontos, sob pena de prejuízo para a correção gramatical do texto.","concept":"Verbo e complemento: nenhum sinal entre eles, nem os dois-pontos","citation":null,"trap_note":"A proibição de separar verbo de complemento não vale só para a vírgula. Dois-pontos depois de verbo transitivo seguido de seu objeto (“os fatores incluem: a, b, c”) é o mesmo erro com outro sinal — corriqueiro na escrita profissional e cobrado como erro pela banca."}},{"id":"ee3ed8251297","number":8,"stem":54,"statement":"No primeiro parágrafo, as aspas foram empregadas em trechos que reproduzem discursos de outras pessoas, e não da autora do texto.","answer":"C","source":{"slug":"TJDFT_15_SERVIDOR","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"As expressões entre aspas no primeiro parágrafo — a mulher que “gosta de apanhar”, a criança que “provoca” os pais — não são formulações da autora: são o discurso corrente que inverte a culpa e atribui à vítima a responsabilidade pela agressão. A autora as reproduz para denunciá-las, e as aspas são justamente a marca de que a voz ali é alheia.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Aspas que reproduzem voz alheia da qual o autor se distancia","citation":null,"trap_note":"Quando o trecho entre aspas contraria a tese defendida no texto, as aspas quase sempre marcam voz de outrem, citada para ser criticada. Concordância entre a frase aspeada e o argumento do autor é o sinal contrário."}}]}