{"subject_id":"3a3cc48d009981c7a478c05330226290","topico":"Classes de palavras (10 classes)","stems":["A respeito das estruturas linguísticas empregadas no texto CG1A1 e da organização de suas ideias, julgue os itens que se seguem.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu. Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data. No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes. As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito. Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue os itens a seguir.","Texto CG2A1 Um dos principais benefícios da comunicação não violenta (CNV) é a promoção da empatia e da compaixão entre as pessoas. Ao reconhecer as necessidades e os sentimentos dos outros, somos capazes de nos colocar em seus lugares e compreender suas perspectivas, o que facilita a resolução de conflitos e a construção de relações mais saudáveis. Como afirma Marshall Bertram Rosenberg, em sua obra Comunicação não violenta, “a CNV nos guia na reformulação do nosso modo de expressão e escuta dos outros, pela concentração em quatro áreas: o que observamos, o que sentimos, do que necessitamos e o que pedimos para nos enriquecer a vida”. A CNV promove uma escuta, um respeito e uma empatia profundos. Algumas pessoas usam a CNV para reagir compassivamente a si mesmas; outras, para estabelecer maior profundidade em suas relações pessoais, e outras, ainda, para gerar relacionamentos eficazes no trabalho ou na política. No mundo inteiro, utiliza-se a CNV para mediar disputas e conflitos em todos os níveis. Particularmente no que se refere à função ministerial, é preciso que se evite o que o autor chama de comunicação alienante da vida, isto é, “os juízos morais, que atribuem erro ou ruindade às pessoas que não agem conforme certos valores”. Com efeito, um órgão acusatório inevitavelmente terá que formular, de modo técnico, imputações acerca da prática de ilícitos (uma denúncia criminal narrará a prática de uma conduta que se amolda a um tipo penal), o que não significa, contudo, que os agentes públicos que integram a instituição estejam autorizados a proferir julgamentos morais. No modelo de um Ministério Público dialógico, ou seja, aquele que efetivamente se abre à interlocução com a sociedade, a CNV é fator que transforma o discurso em prática, pois propicia o diálogo face a face com os mais diferentes e antagônicos setores e, a partir disso, a construção de confiança e o desenvolvimento do compromisso e da compreensão comuns entre os atores envolvidos. De acordo com as ideias veiculadas no texto CG2A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CG2A1.","Texto CG1A1 Em um mundo que corre contra o relógio para descarbonizar a economia e conter o avanço das mudanças climáticas, medir e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) das atividades diretas dos negócios está longe de ser suficiente. Na maioria dos setores, é na cadeia de valor que acontece a maior parte das emissões, ou seja, fora do “muro” das fábricas, dos escritórios e de outros negócios. Isso inclui as operações dos fornecedores, até mesmo os pequenos, e o modo como os clientes usam um produto ou serviço. Fazer o diagnóstico da pegada de carbono de toda a cadeia e agir para reduzi-la está na ordem do dia. Não só porque é a coisa certa a se fazer, mas porque o mundo caminha para exigir das empresas que se responsabilizem pelo que acontece em sua cadeia de valor. O Acordo de Paris e outras iniciativas internacionais reforçaram o compromisso de países e empresas de reduzirem suas emissões para limitar o aquecimento global a uma temperatura de 1,5 °C a 2 °C acima dos níveis pré-industriais até 2100. Além disso, muitos países estão introduzindo regulamentações e padrões de sustentabilidade que exigem uma abordagem mais abrangente para medir emissões de carbono. A União Europeia (UE), por exemplo, estabeleceu uma série de metas e compromissos de redução de emissões para seus Estados-membros. Um dos objetivos é a redução das suas emissões de GEE em pelo menos 40% até 2030, em comparação com os níveis de 1990. Além disso, o impacto ambiental das marcas é cada vez mais considerado pelos consumidores ao redor do mundo. A pesquisa Future Consumer Index, da consultoria Ernest&Young, realizada com 21.000 entrevistados de 27 países, evidencia essa percepção. Entre os brasileiros, por exemplo, 73% se declararam profundamente preocupados com a fragilidade do planeta. A falta de informação, transparência e padronização, no entanto, também continua sendo um desafio mencionado pelos consumidores, que ainda não enxergam o impacto das escolhas que fazem para o meio ambiente quando compram um produto. Dessa forma, a pegada de carbono de um produto torna-se um fator relevante de atenção da indústria. Além da preocupação ambiental e regulatória, esse tema se tornou uma questão de mercado. Entender como as emissões de GEE ganharam destaque na mesa de discussões de presidentes e diretores-executivos é importante para compreender como o tema foi ganhando força nas últimas décadas. De acordo com as ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1 e do vocabulário nele empregado, julgue os próximos itens.","Texto CG2A1 O termo “soluções baseadas na natureza” foi cunhado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A ideia é ele ser um conceito guarda-chuva: um único termo que consegue abranger uma grande gama de estratégias, técnicas, ações e atividades que envolvem a natureza para resolver problemas sociais, econômicos e ambientais do mundo atual. Quando falamos especificamente de acesso à água, as florestas aparecem como uma das principais soluções baseadas na natureza para dar segurança aos nossos sistemas de abastecimento. Elas podem trazer benefícios para a sociedade ao mesmo tempo que se apresentam como investimentos economicamente viáveis, a ponto de uma série de pesquisas começar a abordar a vegetação nativa como uma forma de infraestrutura — a infraestrutura natural. Chamamos de “Infraestrutura natural” investimentos e intervenções em conservação, manejo e restauração da vegetação nativa e de florestas. Essas ações não substituem investimentos em infraestrutura convencional, mas se complementam, aumentando os benefícios e gerando maior resiliência onde são implantadas. Atualmente, a maior parte dos investimentos em infraestruturas para o abastecimento de água das cidades é feita em infraestruturas convencionais, como reservatórios, represas e estações de tratamento. Essas obras podem ganhar muito se forem planejadas em sintonia com a infraestrutura natural. Em uma paisagem degradada, ou com solo que sofre processos severos de erosão, uma grande carga de sedimentos — terra e sujeira, por exemplo — acaba indo para os rios e reservatórios, o que aumenta os custos de dragagem e acarreta maior uso de produtos químicos no tratamento da água, além de diminuir a vida útil dos reservatórios. Com a restauração de florestas em paisagens degradadas e em áreas prioritárias para o abastecimento de água, como no entorno de reservatórios, as árvores evitam que grande parte dos sedimentos chegue aos cursos d’água, funcionando como barreiras naturais e gerando economia no uso de produtos químicos e nos custos de energia das estações de tratamento. Isso sem contar os benefícios mais amplos, como recuperação do solo, captura de gases de efeito estufa, que ajuda a mitigar as mudanças climáticas, formação de corredores ecológicos para espécies ameaçadas e aumento da resiliência a impactos de eventos climáticos extremos, como secas ou inundações. Dessa forma, a infraestrutura natural é um investimento inteligente do ponto de vista socioeconômico, que traz retornos no longo prazo e produz bons resultados para toda a sociedade. As empresas de saneamento no país todo só têm a ganhar ao investir na restauração florestal. Com base nas ideias veiculadas no texto CG2A1, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nConsiderando a estruturação linguística do texto CG2A1, julgue os itens subsecutivos.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Analisando-se a literatura produzida sobre justiça restaurativa desde o final da década de 70 do século passado, verifica-se que há diferentes abordagens, produzidas por estudiosos dos mais diversos campos do conhecimento (filosofia, psicologia social, antropologia, ciências jurídicas, pedagogia, assistência social, entre outros), incluídos acadêmicos, facilitadores de justiça restaurativa, servidores públicos e entusiastas da justiça restaurativa que buscam disseminar e fortalecer a sua implementação em nível institucional. Dada essa pluralidade de abordagens, surgiram diversas definições de justiça restaurativa na literatura ao longo das últimas décadas, razão pela qual alguns autores atuais apontam que o conceito de justiça restaurativa ainda estaria “em aberto”. Contudo, parece haver na literatura certo consenso de que tal pluralidade seria algo positivo, por possibilitar a adaptação do conceito a diferentes contextos culturais. Alguns autores também sugerem que a justiça restaurativa seria um conceito “guarda-chuva”, ou seja, um conceito que abarca uma vasta gama de formulações, desde que sejam conservados os elementos essenciais da justiça restaurativa. A respeito das ideias e de aspectos discursivos e linguísticos do texto precedente, julgue os itens subsecutivos.","diretórios, recursos e equipamentos mencionados. São dois pinheiros altos, e atrás deles o mar. Na linha do horizonte, as linhas parecem estar boiando, nessa luz indecisa da manhã de inverno. O homem lança um olhar apressado à paisagem cheia de vento e de sol, e se volta para o interior do apartamento; precisa providenciar as instalações elétricas; um amigo lhe disse uma coisa horrendamente prosaica, a saber: convém trocar o ralo do chuveiro por um desses que se pode fechar, porque assim é evitado o ingresso de baratas. É preciso pensar nisso; e também onde colocar o telefone; e em providenciar o telefone para ser colocado. (...) O colchão não veio? Mas ficaram de mandar trazer no sábado, sem falta. Ali está a cama nua; ali, homem, em breve tu dormirás, amarás, sonharás, morrerás talvez, quem sabe? Assim, dentro do apartamento, só existem problemas; entediado, o homem se volta para a varanda, para o mar. Em alguns minutos, houve um movimento de nuvens e de luz; há manchas verdes, três ou quatro, perto das ilhas que estão mais nítidas; parece que se ergueram um pouco no horizonte. Que planura terrena, que montanha imponente, que paisagem no mundo vale o mar? Não o mar do alto-mar, mas esse mar de costa e ilhas, sempre investindo sobre as pedras e sobre as terras, esse que leva homens e coisas dos homens, que recebe plantas que descem os rios boiando, esse mar humano e vivo, e entretanto batendo aos nossos pés a canção do eterno, chamando para o desconhecido, anunciando ao nosso mundo que este mundo não tem fim. Chega o porteiro, diz algumas coisas sobre calafates e ladrilhos, água e contrato. O homem desce lentamente, vai andando, encontra um amigo na esquina, o amigo pergunta se é verdade que ele agora vai morar ali no bairro, em que apartamento. Ele responde qualquer coisa, diz que é um apartamento pequeno, que ainda está arrumando, que não tem habite-se, mas dentro dele, consigo mesmo, ele pensa apenas: são dois pinheiros grandes e, atrás deles, o mar. considere que todos os programas mencionados estão em Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens seguintes.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Abre-se uma janela do Centro Operário. Será a aula de Dona Palmira em 1920 ou há reunião para discutir os estatutos? Durante toda a minha infância, eles discutiram os estatutos. Eu não podia entender nada, mas havia pontos terrivelmente sérios. Era “Centro Operário de Proteção Mútua” ou “Centro Operário E de Proteção Mútua”? Pela noite afora, ano após ano, um mulato meio velho e magro, de óculos, o dedo em riste, a voz rascante, atacava com extraordinária ferocidade aquele E. Não conseguiu derrubá-lo; os operários talvez se sentissem fracos, sozinhos, precisavam daquele E que os conjugava com outras camadas sociais. Ficou o E, meu pai foi diretor e, quando morreu, teve auxílio no enterro, tudo sem ser operário, tudo graças àquele E. Sem o E eu talvez não tivesse estudado ali, não me sentaria no comprido banco, onde o último da esquerda era o preto Bernardino, e à direita, o rosto lindo de Lélia, com seus cabelos doces e uma covinha quando sorria. Quando não estavam discutindo os estatutos, ou providenciando um enterro de sócio, com a bandeira do Centro em cima do caixão, os operários E todos que queriam proteção mútua estavam dançando; sons de pistom atravessam meu sono infantil; eu achava estranho e ao mesmo tempo alegre e feliz haver baile na mesma sala onde eu tinha aulas. Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Julgue os seguintes itens, relativos aos aspectos linguísticos do texto CG2A1.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Sentimos a dor, mas não a ausência da dor; sentimos a inquietação, mas não a ausência da inquietação; o temor, mas não a segurança. Sentimos o desejo e o anelo, como sentimos a fome e a sede; mas, uma vez satisfeitos, tudo acaba, assim como o bocado que, uma vez engolido, deixa de existir para a nossa sensação. Enquanto possuímos os três maiores bens da vida, saúde, mocidade e liberdade, não temos consciência deles, e só os apreciamos depois de os havermos perdido, porque esses também são bens negativos. Só notamos os dias felizes da nossa vida passada depois de darem lugar aos dias de tristeza. À medida que os nossos prazeres aumentam, tornam-nos cada vez mais insensíveis; o hábito já não é um prazer. Por isso mesmo, a nossa faculdade de sofrer é mais viva; todo hábito suprimido causa um sentimento doloroso. As horas correm tanto mais rápidas quanto mais agradáveis são, tanto mais demoradas quanto mais tristes, porque o gozo não é positivo, diferentemente da dor, cuja presença se faz sentir. O aborrecimento dá-nos a noção do tempo; a distração tira-a. Não se poderia absolutamente imaginar uma grande e viva alegria se esta não sucedesse a uma grande miséria, porque nada há que possa atingir um estado de alegria serena e durável; o mais que se consegue fazer é distrair, satisfazer a vaidade. É por este motivo que todos os poetas são obrigados a colocar os seus heróis em situações cheias de ansiedades e de tormentos, a fim de os livrarem delas: drama e poesia épica só nos mostram homens que lutam, que sofrem mil torturas, e cada romance oferece-nos em espetáculo os espasmos e as convulsões do pobre coração humano. Voltaire, o feliz Voltaire, que tão favorecido foi pela natureza, pensa como eu, quando diz: “A felicidade não passa de um sonho; só a dor é real”. E acrescenta: “Há oitenta anos que o experimento; não sei fazer outra coisa senão resignar-me e dizer a mim mesmo que as moscas nasceram para serem comidas pelas aranhas, e os homens, para serem devorados pelos pesares”. Julgue os itens a seguir, referentes às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.","O precursor do que viria a ser um jornal foi o romano Acta Diurna, (Atos Diários), lançado em 59 a.C. Mas não se parecia com a publicação que você encontra na banca: era esculpido em pedra ou metal, conforme a época, e ficava exposto em locais públicos, como o Fórum de Roma. Todos os dias havia uma edição nova, que apresentava desde avisos oficiais do império, como decretos do imperador, decisões do Senado e de magistrados, até eventos da sociedade: nascimentos, casamentos e óbitos de cidadãos notáveis. Criado por ordem de Júlio César (100 a.C. – 44 a.C.), ele era guardado para fins de pesquisa e também tinha cópias enviadas para partes distantes do Império Romano, de modo que governadores ficassem a par de novas leis. Foi o Acta Diurna que introduziu a expressão latina publicare et propagare, que significa “tornar público e propagar”. Julgue os próximos itens, que dizem respeito às ideias do texto precedente e à sua estrutura linguística.","A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os próximos itens.","Democracia é uma palavra resultante da composição dos substantivos gregos demos (povo) e kratos (força, superioridade, poder político). Assim, pode-se dizer que democracia é o regime político em que o povo exerce o poder. Entre os gregos, a palavra povo poderia designar tanto os homens adultos livres, residentes e nascidos na cidade-Estado, como a parte menos elevada da população, a classe não nobre da sociedade, que representava sua maioria. Mulheres não eram consideradas cidadãs e não tinham o direito de participar da vida política da cidade-Estado. Para o jurista Friedrich Müller, o povo deve sempre corresponder à totalidade dos atingidos pelas normas. Hoje, em boa parte das sociedades modernas, o conceito de povo abrange todos os adultos integrados na sociedade, independentemente de seu gênero, sua raça, sua cor e seu credo religioso. Nesse contexto, todas e todos têm direito a igual participação na produção das leis e na eleição para cargos públicos. Acerca das ideias veiculadas no texto anterior e de seus aspectos linguísticos, julgue os itens subsequentes.","Quando eu cheguei à seção onde tinha de votar, achei três mesários e cinco eleitores. Os eleitores falavam do tempo. Contavam os maiores verões que temos tido; um deles opinava que o verão, em si mesmo, não era mau, mas que as febres é que o tornavam detestável. A quanto não ia a amarela? Chegaram mais três eleitores, depois um, depois sete, que, pelo ar, pareciam da mesma casa. Os minutos iam com aquele vagar do costume quando a gente está com pressa. Mais três eleitores. Nove horas e meia. Os conhecidos faziam roda. Uns falavam mal dos gelados, outros tratavam do câmbio. Nove e três quartos. Trinta e cinco eleitores. Alguns almoçados. Os almoçados interpretavam o regulamento eleitoral diferentemente dos que o não eram. Daí algumas conversações particulares à meia voz, dizendo uns que a chamada devia começar às dez horas em ponto, outros que antes. — Meus senhores, vai começar a chamada — disse o presidente da mesa. Eram dez horas menos um minuto. Havia quarenta e sete eleitores. Abriram-se as urnas, que foram mostradas aos eleitores, a fim de que eles vissem que não havia nada dentro. Os cinco mesários já estavam sentados, com os livros, papéis e penas. O presidente fez esta advertência: — Previno aos senhores eleitores que as cédulas que contiverem nomes riscados e substituídos não serão apuradas; é disposição da lei nova. Quis protestar contra a lei nova. Pareceu-me opressiva da liberdade eleitoral. Pois eu escolho um nome, para presidente da República, suponhamos; ou senador, ou deputado que seja; em caminho, ao descer do bonde, acho que o nome não é tão bom como o outro, e não posso entrar numa loja, abrir a cédula e trocar o voto? — Antônio José Pereira — chamava o mesário. — Está na Europa — dizia um eleitor, explicando o silêncio. — Pôncio Pilatos! — Morreu, senhor; está no Credo. Tinha começado a chamada e prosseguia lentamente para não dar lugar a reclamações. Nove décimos dos eleitores não respondiam por isto ou por aquilo. — Padre Diogo Antônio Feijó! — prosseguia o mesário. Pausa. — Padre Diogo Antônio Feijó! Pausa. Eu gemia em silêncio. Consultei o relógio; faltavam sete minutos para as onze, e ainda não começara o meu quarteirão. Quis espairecer, levantei-me, fui até a porta, onde achei dois eleitores, fumando e falando de moças bonitas. Conhecia-os; eram do meu quarteirão. Enfim, começou o meu quarteirão; respirei, mas respirei cedo, porque a lista era quase toda composta de abstencionistas, e os nomes dos ausentes ou mortos gastam mais tempo, pela necessidade de esperar que os donos apareçam. Chegou a minha vez. Votei e corri a almoçar. Relevem a vulgaridade da ação. Tartufo, neste ponto, emendaria o seu próprio autor: “Ah! Pour être électeur, je n’en suis pas moins homme [Ah! Um eleitor, mas nem por isso menos homem].” Acerca das características do texto precedente, bem como das ideias nele veiculadas e de seus aspectos linguísticos, julgue os itens seguintes.","Retardei o passo. A tarde estava brilhante, mas o calor era o do inferno, os transeuntes a desfilarem pela fornalha com uma expressão de condenados, os rostos lustrosos, o olhar pesado. Um homem de terno branco esbarrou em mim. Caiu-lhe a pasta. Resmungou enquanto se inclinava para apanhá-la. A culpa fora minha e por isso pensei em voltar-me para pedir-lhe desculpas, mas prossegui preguiçosamente pela rua afora. Para que desculpas? Fazia calor e era cansativo ser amável num calor assim. A vontade queria o ócio. O corpo queria nudez. Voltei a cara para o céu ardente. Havia poucas nuvens, mas a tempestade já conspirava no ar. Melhor escolher um outro dia, não? Afinal, tio Samuel não me esperava mesmo, talvez fosse até aborrecê-lo com a minha presença, os loucos estranham às vezes a invasão nos seus mundos. Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens subsecutivos.","Fábula de um arquiteto A arquitetura como construir portas, de abrir; ou como construir o aberto; construir, não como ilhar e prender, nem construir como fechar secretos; construir portas abertas, em portas; casas exclusivamente portas e teto. O arquiteto: o que abre para o homem (tudo se sanearia desde casas abertas) portas por-onde, jamais portas-contra; por onde, livres: ar luz razão certa. Até que, tantos livres o amedrontando, renegou dar a viver no claro e aberto. Onde vãos de abrir, ele foi amurando opacos de fechar; onde vidro, concreto; até fechar o homem: na capela útero, com confortos de matriz, outra vez feto. Considerando o texto e a imagem da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, obra de Oscar Niemayer, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1-I A PETROBRAS demonstra compromisso com a sustentabilidade por meio do desenvolvimento de estratégias para acelerar a descarbonização e atuar sempre de forma ética e transparente, com operações seguras, respeito às pessoas e ao meio ambiente e com foco na geração de valor. Seis dos dez compromissos de sustentabilidade estabelecidos pela empresa estão associados a carbono. Os outros quatro compromissos referem-se a segurança hídrica, conservação da biodiversidade, gestão de resíduos e responsabilidade social, e esse último inclui investimentos em projetos socioambientais, programas em direitos humanos, relacionamento comunitário e contribuição para a solução de problemas sociais e ambientais, envolvendo oportunidades de atuação junto aos públicos de interesse e clientes de produtos da PETROBRAS. No que diz respeito aos desafios da transição energética, a PETROBRAS contribui para a mitigação da mudança climática por meio do investimento de recursos e tecnologias na produção de petróleo de baixo carbono no Brasil, gerando energia, divisas e riquezas relevantes para o financiamento de uma transição energética responsável, bem como para a capacidade de ofertar gás e energia despachável para viabilizar a elevada participação de energias renováveis na matriz elétrica brasileira. Além disso, investe em novas possibilidades de produtos e negócios de menor intensidade de carbono, promove pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias e soluções de baixo carbono e investe em projetos socioambientais para a recuperação e conservação de florestas. Julgue os seguintes itens, relativos às ideias do texto CB1A1-I e à sua tipologia.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens subsequentes.","Texto CB1A1-I Em uma de suas últimas entrevistas, o antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997) relatou que havia fugido do hospital onde se submetia a tratamento contra um câncer, para terminar o livro que considerava o coroamento de sua obra: O povo brasileiro, publicado em 1995. Na mesma entrevista, reconhecia ser um homem de “muitas peles”: foi etnólogo indigenista, antropólogo, educador, gestor público, político militante e romancista. Entretanto, dizia ter fracassado em sua missão de tornar o Brasil aquilo que “poderia ser”. “Darcy Ribeiro é uma figura fascinante e um dos autores latino-americanos que projetaram mais futuros. Em alguns dos textos, ele parece comentar em voz alta as alternativas, utópicas e distópicas, para o Brasil e a América Latina”, observa o sociólogo Fabrício Pereira da Silva. “Este é um momento excelente para reexaminar suas ideias, suas utopias e seus projetos.” Sua carreira de educador teve início na Escola Brasileira de Administração Pública, da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, onde, durante dois anos, ensinou etnologia brasileira. Na mesma época, participou da fundação do Museu do Índio, em 1953, e, dois anos mais tarde, da criação do primeiro curso de pós-graduação em antropologia cultural no Brasil. Ao deixar o Serviço de Proteção aos Índios, lecionou na Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nesse período, desenvolveu trabalhos com o pedagogo Anísio Teixeira (1900-1971), uma das principais referências em educação no Brasil e defensor do ensino básico integral. Sua influência perduraria por toda a trajetória de Darcy Ribeiro e se concretizaria no projeto dos centros integrados de educação pública (CIEP), escolas de tempo integral criadas no Rio de Janeiro nos anos 80 do século passado. A crítica ao colonialismo, a análise dos povos latino-americanos e a valorização do ponto de vista indígena fazem da obra de Darcy Ribeiro uma fonte de inspiração para pesquisadores do campo de estudos pós-coloniais e decoloniais, de acordo com Pereira da Silva. “São releituras e apropriações, porque, quando ele publicou, esses termos não eram usados. A tendência ao evolucionismo e ao eurocentrismo de seus primeiros anos deu lugar, no exílio, a uma visão mais diversificada, em que a América Latina aparece como um polo civilizacional”, afirma. Apesar de ter sido reitor, fundador e reformador de universidades, Darcy viveu a maior parte de sua carreira fora de instituições universitárias brasileiras. Entretanto, jamais deixou de refletir sobre seu projeto para o ensino superior. Publicou livros como A universidade necessária e La universidad latinoamericana, em que expôs seu projeto baseado em interdisciplinaridade, investimento em pesquisa científica avançada, compromisso social e participação do corpo discente na tomada de decisões. A respeito das ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CG2A1-II Estima-se que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente por causa da depressão e da ansiedade, custando à economia mundial quase 1 trilhão de dólares. Os dados são do relatório Diretrizes sobre Saúde Mental no Trabalho, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em setembro de 2022, e confirmam a necessidade de se trazer o debate ainda mais à tona. Na mesma época, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicou uma nota conjunta com a OMS, na qual as novas diretrizes são explicadas por meio de estratégias práticas para governos, empregadores, trabalhadores e suas organizações, nos setores públicos e privados. “De acordo com as diretrizes globais, 60% da população mundial trabalha e esse trabalho pode impactar a saúde mental tanto de forma positiva quando negativa. As diretrizes também apontam questões importantes referentes à inserção e à permanência de pessoas com problemas de saúde mental no mercado de trabalho. Além do estigma e das barreiras que essas pessoas vivenciam para ingressar no mercado de trabalho, a ausência de estruturas de suporte afeta a sustentação das atividades laborais”, explica a consultora nacional de saúde mental da OMS, Cláudia Braga. De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em 2022, 209.124 mil pessoas foram afastadas do trabalho por transtornos mentais, entre depressão, distúrbios emocionais e Alzheimer, enquanto, em 2021, foram registrados 200.244 afastamentos. “Esse cenário nos mostra a importância de discutirmos essas questões e esperamos que essas diretrizes possam nortear os debates sobre as responsabilidades dos diferentes atores, de modo a mobilizarmos esforços para prevenir os impactos negativos do trabalho na saúde mental, promover e proteger a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores e trabalhadoras, assim como dar suporte às pessoas com problemas de saúde mental para que tenham seus direitos garantidos”, afirma a consultora da OMS. Julgue os itens que se seguem, considerando as ideias e estruturas linguísticas do texto CG2A1-II.","A expectativa de vida da população brasileira ao nascer subiu no ano de 2021, segundo dados da Tábua Completa de Mortalidade de 2021 divulgados em novembro do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados, publicados no Diário Oficial da União, mostram que o número subiu de 76,8 para 77 anos na comparação com 2020. Anualmente, o IBGE divulga esses números para o total da população brasileira, com data de referência em 1.º de julho do ano anterior e para todas as idades, conforme prevê o artigo 2.º do Decreto n.º 3.266/1999. As informações sobre a expectativa de vida da população são usadas para a tomada de decisão em várias políticas públicas. Esse dado é utilizado, por exemplo, para determinar o fator previdenciário no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social. Na divulgação dos números de 2020, o IBGE informou que as mortes decorrentes da pandemia de covid-19 não foram incluídas no levantamento e que essas informações só devem ser incorporadas na divulgação de 2023, referente ao ano de 2022. Mesmo assim, a inclusão seria apenas em caráter preliminar. Portanto, a divulgação seguiu a mesma metodologia do ano anterior, sem o impacto da pandemia. “É bem provável que em 2023 a gente tenha uma Tábua preliminar (corrigida pela covid-19) para o Brasil; para as unidades da Federação, são necessários os dados do Ministério da Saúde, que demoram um pouco mais”, explicou a demógrafa Izabel Guimarães Marri, gerente de população do IBGE na ocasião. “Em 2024, a gente vai ter a Tábua (referente a 2023) com todos os ajustes e estudos por unidades da Federação”, previu. Julgue os itens que se seguem, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.","Texto CG1A1-I A linguagem usada para descrever os alimentos que comemos pode ter um grande efeito em como os percebemos: orgânicos, artesanais, caseiros e selecionados soam um pouco mais tentadores que os prosaicos enlatados ou reidratados. Outro adjetivo que pode abrir nosso apetite é natural, enquanto tendemos a associar processado a produtos com uma longa lista de ingredientes impronunciáveis. Mas, no que diz respeito à nossa saúde, será que o natural é sempre melhor do que o processado? Na verdade, o fato de um alimento estar in natura não significa automaticamente que ele é saudável. Alimentos naturais podem conter toxinas, e um processamento mínimo pode torná-los mais seguros. O feijão, por exemplo, contém lectinas, que podem causar vômitos e diarreia. Elas são eliminadas quando os grãos ficam de molho durante horas e depois são cozidos na água fervente. O processamento também torna seguro o consumo de leite de vaca. O leite é pasteurizado desde o fim do século 19, para matar bactérias nocivas à saúde humana. Antes disso, era distribuído localmente, porque não havia uma boa refrigeração nas casas. As vacas eram ordenhadas todos os dias, e as pessoas levavam leite para vender nos bairros, mas as cidades ficaram maiores, o leite ficou mais distante e demorou mais para chegar ao consumidor, o que favorecia a multiplicação dos patógenos. As evidências crescentes de que alguns organismos presentes no leite pudessem ser prejudiciais à saúde levaram ao desenvolvimento de dispositivos para aquecimento do líquido e à invenção da pasteurização, que logo foi adotada na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos da América. O processamento também pode ajudar a preservar os alimentos e torná-los mais acessíveis. A fermentação faz com que o queijo se mantenha estável por mais tempo e, em alguns casos, reduz a quantidade de lactose, tornando-o mais digerível para quem tem uma intolerância leve à presença desse tipo de açúcar. No passado, o processamento dos alimentos era feito principalmente para aumentar sua vida útil. Por muito tempo, conservar os alimentos com a adição de ingredientes como açúcar ou sal foi essencial para as pessoas sobreviverem ao inverno. O processamento nos permitiu estar onde estamos hoje, pois evitou que passássemos fome. Muitos alimentos devem ser processados para ser consumidos, como o pão. Não poderíamos sobreviver apenas com grãos. O processamento permite que vitaminas e minerais, como vitamina D, cálcio e ácido fólico, sejam adicionados a certos alimentos processados, incluindo-se pães e cereais. Iniciativas como essas ajudaram a reduzir várias deficiências de nutrientes entre a população em geral — mas não tornaram necessariamente a comida nutricionalmente equilibrada. É preciso observar que alguns alimentos ultraprocessados podem estar associados a consequências indesejadas para a saúde, mas nem todos os alimentos processados são ruins. Os legumes e verduras congelados, o leite pasteurizado e a batata cozida, por exemplo, podem ser melhores para nós do que seus equivalentes não processados. Mas aqui está o segredo: todos esses alimentos também se parecem muito com sua forma natural, e é isso que precisamos ter em mente. Sempre que formos capazes de reconhecer que um alimento processado está próximo da sua forma natural, incluí-lo em nossa dieta pode até ser benéfico para nós. Em relação ao texto CG1A1-I e aos sentidos nele expressos, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, a respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","Texto CB1A1-I As pessoas que driblaram o desemprego trabalhando por conta própria desde o início da pandemia estão ganhando 31% menos em comparação com as que optaram por esse tipo de trabalho dois anos antes da covid-19. Entre estas, o rendimento médio mensal era de R$ 2.074, enquanto, entre aquelas, o rendimento é de R$ 1.434. Os dados, publicados no Boletim Emprego em Pauta, são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e foram obtidos a partir de uma análise comparativa que levou em conta os resultados referentes ao quarto trimestre de 2021 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Ao final de 2021, o número de trabalhadores por conta própria havia crescido 6,6%. A maioria não tem nenhuma proteção social, o que confirma a precarização do trabalho até mesmo para quem conseguiu se manter no mercado por conta própria. Três em cada quatro pessoas que trabalham por conta própria deixam de contribuir para a previdência social, ou seja, apenas 12,7% desses trabalhadores conseguem pagar a contribuição previdenciária para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para terem alguma segurança no futuro com a aposentadoria e outros benefícios. Entre os mais antigos, o percentual era de 58,3%. Os técnicos do DIEESE sugerem as seguintes hipóteses para explicar esse percentual menor de inscrição no cadastro nacional da pessoa jurídica (CNPJ) entre aqueles que começaram a trabalhar mais recentemente por conta própria: a baixa remuneração e a incerteza do negócio, assim como a preocupação com o endividamento que a regularização do trabalho pode gerar. Em relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.","Texto CG1A1-I Considerado o principal idealizador das grandes mudanças que marcaram a educação brasileira no século 20, Anísio Teixeira (1900-1971) foi pioneiro na implantação de escolas públicas de todos os níveis, que refletiam seu objetivo de oferecer educação gratuita para todos. A marca do pensador Anísio era uma atitude de inquietação permanente diante dos fatos, considerando a verdade não como algo definitivo, mas que se busca continuamente. O mundo em transformação requer um novo tipo de homem, consciente e bem-preparado para resolver seus próprios problemas, acompanhando a tríplice revolução da vida atual: intelectual, pelo incremento das ciências; industrial, pela tecnologia; e social, pela democracia. Essa concepção exige, segundo Anísio, “uma educação em mudança permanente, em permanente reconstrução”. As novas responsabilidades da escola eram, portanto, educar em vez de instruir; formar homens livres em vez de homens dóceis; preparar para um futuro incerto em vez de transmitir um passado claro; e ensinar a viver com mais inteligência, mais tolerância e mais felicidade. Para isso, seria preciso reformar a escola, começando-se por dar a ela uma nova visão da psicologia infantil. O próprio ato de aprender, dizia Anísio, durante muito tempo significou simples memorização; depois seu sentido passou a incluir a compreensão e a expressão do que fora ensinado; por último, envolveu algo mais: ganhar um modo de agir. Só aprendemos quando assimilamos uma coisa de tal jeito que, chegado o momento oportuno, sabemos agir de acordo com o aprendido. Para o pensador, não se aprendem apenas ideias ou fatos, mas também atitudes, ideais e senso crítico — desde que a escola disponha de condições para exercitá-los. Assim, uma criança só pode praticar a bondade em uma escola onde haja condições reais para desenvolver o sentimento. A nova psicologia da aprendizagem obriga a escola a se transformar num local onde se vive, e não em um centro preparatório para a vida. Como não aprendemos tudo o que praticamos, e sim aquilo que nos dá satisfação, o interesse do aluno deve orientar o que ele vai aprender. Portanto, é preciso que ele escolha suas atividades. Para ser eficiente, dizia Anísio, a escola pública para todos deve ser de tempo integral para professores e alunos, como a escola parque, por ele fundada em 1950, em Salvador, que mais tarde inspirou os centros integrados de educação pública (CIEP) do Rio de Janeiro e as demais propostas de escolas de tempo integral que se sucederam. Cuidando da higiene e saúde da criança, bem como da sua preparação para a cidadania, essa escola é apontada como solução para a educação básica no livro Educação não é privilégio. Além de integral, pública, laica e obrigatória, ela deveria ser também municipalizada, para atender aos interesses de cada comunidade. O ensino público deveria ser articulado numa rede até a universidade. Em relação ao texto CG1A1-I, às ideias nele expressas e à sua construção, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nConsiderando aspectos sintáticos e semânticos do texto CG1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1-I Em 721, um concílio romano presidido pelo papa Gregório II proibiu o casamento com uma commater, isto é, a madrinha de um filho, ou a mãe de um filho de quem se fosse padrinho. Isso levou o papado a se alinhar com a legislação promulgada, algumas décadas antes, em Bizâncio. A adoção marcadamente rápida desses princípios sugere que o clero franco já sustentava concepções similares. Isso é ilustrado por um caso curioso contado por um clérigo franco anônimo, em 727. Ele censurava a maneira traiçoeira pela qual a infame concubina Fredegunda havia conseguido se tornar a esposa legal do rei Quilpérico. Durante uma longa ausência do rei, ela persuadira sua rival, a rainha Audovera, a tornar-se madrinha da própria filha recém-nascida. Assim, a ingênua Audovera foi subitamente transformada na commater de seu próprio marido, impossibilitando qualquer relação conjugal posterior e deixando o caminho livre para Fredegunda. Essa artimanha mostra que, poucos anos após o concílio romano de 721, o autor anônimo e seu público estavam bem familiarizados com os impedimentos derivados do parentesco espiritual. Não fosse o caso, seria impossível acusar Fredegunda de seu ardiloso truque. As cartas do missionário Bonifácio conferem testemunho adicional a esse fato. Em 735, ele perguntou ao bispo escocês Pethlem se era permitido que alguém se casasse com uma viúva que era mãe de seu afilhado. “Todos os padres da Gália e na terra dos francos afirmavam que isso era um pecado grave”, escreveu ele. Soava-lhe estranho, já que ele nunca ouvira falar nisso antes. A questão devia preocupá-lo porque, no mesmo ano, escreveu a respeito para dois outros clérigos anglo-saxões. Evidentemente, o missionário até então não estava familiarizado com esse impedimento ao casamento, embora o clero continental, a quem ele se dirigia, considerasse a questão muito grave. Considerando os sentidos e as ideias do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação às estruturas morfossintáticas do texto CG1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1-II Com a dor, o silêncio. Denso, ácido. Estagnado. Um silêncio de caco de vidro moído esfolando o corpo por dentro. Um desesperar, nada por vir. Dalva parou de falar com Venâncio. Não olhou mais para ele, considerou que ele não estava mais vivo, ignorou sua presença. Nenhuma reação. Nem quando ele chorou, quando ficou sem comer, quando parou de se lavar, nem quando ameaçou morrer, nem quando mandou valente, cuspiu na cara dela, sugigou prometendo uma nova surra, jurando morte, morrendo esmagado pelo que não podia ser desfeito. Nada. Ele suplicou sincero, desamparado, e ela, nem um olhar, nenhum perdão possível. Nas primeiras semanas, Dalva não comia, não bebia, não acendia a luz, morria um pouco a cada dia. Levantou-se depois de uma longa visita de luto da mãe, saiu de casa sem deixar pistas e, para desespero de Venâncio, só voltou ao entardecer do dia seguinte. Desse dia em diante, passou a sair todas as manhãs. Caminhava lenta, magra, ombros fechados de quem desistiu. Ninguém sabe ao certo aonde ia. Na hora mais triste das tardes, quando a saudade parece apertar o coração do mundo, Dalva voltava para casa. Dizem que a tristeza dessa hora está nas entranhas da gente, infiltrada nas nossas menores porções há milênios. Nasceu do pavor infinito do anoitecer, hora em que as mulheres não sabiam se seus homens voltariam vivos da caça. Muitas vezes não voltaram. Hora em que os homens, ao voltar da caça, não sabiam se encontrariam suas mulheres mortas. Muitas vezes encontraram. Perder amores é escurecer por dentro, uma memória do corpo que o entardecer evoca quando tinge o céu de vermelho. Para quem está sozinho depois de ter amado, o fim do dia é muito triste. Era nessa hora que ela voltava. Em relação ao texto CG1A1-II e a suas propriedades linguísticas, julgue os próximos itens.","Oh, Deus, meu Deus, que misérias e enganos não experimentei, quando simples criança me propunham vida reta e obediência aos mestres, a fim de mais tarde brilhar no mundo e me ilustrar nas artes da língua, servil instrumento da ambição e da cobiça dos homens. Fui mandado à escola para aprender as primeiras letras, cuja utilidade eu, infeliz, ignorava. Todavia, batiam-me se no estudo me deixava levar pela preguiça. As pessoas grandes louvavam esta severidade. Muitos dos nossos predecessores na vida tinham traçado estas vias dolorosas, por onde éramos obrigados a caminhar, multiplicando os trabalhos e as dores aos filhos de Adão. Encontrei, porém, Senhor, homens que Vos imploravam, e deles aprendi, na medida em que me foi possível, que éreis alguma coisa de grande e que podíeis, apesar de invisível aos sentidos, ouvir-nos e socorrer-nos. Ainda menino, comecei a rezar-Vos como a “meu auxílio e refúgio”, desembaraçando-me das peias da língua para Vos invocar. Embora criança, mas com ardente fervor, pedia-Vos que na escola não fosse açoitado. Quando me não atendíeis — “o que era para meu proveito” —, as pessoas mais velhas e até os meus próprios pais, que, afinal, me não desejavam mal, riam-se dos açoites — o meu maior e mais penoso suplício. Contudo, pecava por negligência, escrevendo, lendo e aprendendo as lições com menos cuidado do que de nós exigiam. Senhor, não era a memória ou a inteligência que me faltavam, pois me dotastes com o suficiente para aquela idade. Mas gostava de jogar, e aqueles que me castigavam procediam de modo idêntico! As ninharias, porém, dos homens chamam-se negócios; e as dos meninos, sendo da mesma natureza, são punidas pelos grandes, sem que ninguém se compadeça da criança, nem do homem, nem de ambos. Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome? “Posso ajudá-lo, cavalheiro?” “Pode. Eu quero um daqueles, daqueles...” “Pois não?” “Um... como é mesmo o nome?” “Sim?” “Pomba! Um... um... Que cabeça a minha! A palavra me escapou por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima.” “Sim, senhor.” “O senhor vai dar risada quando souber.” “Sim, senhor.” “Olha, é pontuda, certo?” “O quê, cavalheiro?” “Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta; a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?” “Infelizmente, cavalheiro...” “Ora, você sabe do que eu estou falando.” “Estou me esforçando, mas...” “Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?” “Se o senhor diz, cavalheiro.” Acerca das ideias, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1-I A história da saúde não é a história da medicina, pois apenas de 10% a 20% da saúde são determinados pela medicina, e essa porcentagem era ainda menor nos séculos anteriores. Os outros três determinantes da saúde são o comportamento, o ambiente e a biologia – idade, sexo e genética. As histórias da medicina centradas no atendimento à saúde não permitem uma compreensão global da melhoria da saúde humana. A história dessa melhoria é uma história de superação. Antes dos primeiros progressos, a saúde humana estava totalmente estagnada. Da Revolução Neolítica, há 12 mil anos, até meados do século XVIII, a expectativa de vida dos seres humanos ocidentais não evoluíra de modo significativo. Estava paralisada na faixa dos 25-30 anos. Foi somente a partir de 1750 que o equilíbrio histórico se modificou positivamente. Vários elementos alteraram esse contexto, provocando um aumento praticamente contínuo da longevidade. Há 200 anos, as suecas detinham o recorde mundial com uma longevidade de 46 anos. Em 2019, eram as japonesas que ocupavam o primeiro lugar, com uma duração média de vida de 88 anos. Mesmo sem alcançar esse recorde, as populações dos países industrializados podem esperar viver atualmente ao menos 80 anos. Desde 1750, cada geração vive um pouco mais do que a anterior e prepara a seguinte para viver ainda mais tempo. Julgue os itens subsequentes, de acordo com o exposto no texto CB1A1-I.\n\n\n\nNo que se refere a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens seguintes.","Texto CB1A1BBB sempre vi a alfabetização de adultos como um ato político e um ato de conhecimento, por isso mesmo, como um ato criador. memorização mecânica dos ba-be-bi-bo-bu, dos la-le-li-lo-lu. Daí que também não pudesse reduzir a alfabetização ao ensino processo o alfabetizador fosse “enchendo” com suas palavras as cabeças supostamente “vazias” dos alfabetizandos. Pelo processo da alfabetização tem, no alfabetizando, o seu sujeito. O fato de ele necessitar da ajuda do educador, como ocorre em educador anular a sua criatividade e a sua responsabilidade na construção de sua linguagem escrita e na leitura desta Na verdade, tanto o alfabetizador quanto o alfabetizando, ao pegarem, por exemplo, um objeto, como faço percebem o objeto sentido e são capazes de expressar verbalmente o objeto sentido e percebido. Como eu, o dizer caneta. Eu, porém, sou capaz de não apenas sentir a caneta, de perceber a caneta, de dizer caneta, mas também de alfabetização é a criação ou a montagem da expressão escrita da expressão oral. Esta montagem não pode ser feita pelo momento de sua tarefa criadora. Creio desnecessário me alongar mais, aqui e agora, a propósito da complexidade desse processo. A um ponto, porém, referido várias vezes neste texto, gostaria de voltar, ler e, consequentemente, para a proposta de alfabetização a que me consagrei. Refiro-me a que a leitura do mundo precede continuidade da leitura daquele. Na proposta a que me referi acima, este movimento do mundo à palavra e da palavra ao flui do mundo mesmo através da leitura que dele fazemos. De alguma maneira, porém, podemos ir mais longe e dizer do mundo, mas por uma certa forma de “escrevê-lo” ou de “reescrevê-lo”, quer dizer, de transformá-lo através de nossa Esse movimento dinâmico é um dos aspectos centrais, para mim, do processo de alfabetização. Daí que sempre tenha da alfabetização deveriam vir do universo vocabular dos grupos populares, expressando a sua real linguagem, os seus sonhos. Deveriam vir carregadas da significação de sua experiência existencial e não da experiência do educador. assim as palavras do povo, grávidas de mundo. Elas nos vinham através da leitura do mundo que os grupos populares e chamo de codificações, que são representações da realidade. Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto CB1A1BBB, julgue os itens que se seguem.","objetivas. Texto CB3A1AAA instituições, de inspetor e bedel — é um dos profissionais mais atuantes na esfera educacional. Ele transita por toda a escola, ser procurado quando há algum problema que precisa ser solucionado rapidamente. Contudo, ele nem sempre é entendem que quem atua nessa função deve apenas controlar os espaços coletivos para impedir a ocorrência de agressões, comportamentos suspeitos e até mesmo revistar armários e mochilas. Esse tipo de controle, além de perigoso — pois os manifestando com mais violência —, contribui para reforçar a desconfiança entre a instituição e os estudantes. E uma relação democráticos, que deveria ser um dos objetivos de todas as escolas. Como qualquer profissional do ambiente escolar, os realizar ações formativas para que eles saibam como interagir com as crianças e os jovens nos diversos espaços (como o Com uma boa formação, eles serão capazes de trazer informações importantes sobre a convivência entre os alunos educacional, juntamente com o diretor e a equipe docente, planeje e execute intervenções. A respeito dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CB3A1AAA, julgue os próximos itens.","Texto CB2A6AAA prosperidade que, apegando-se a certas soluções onde, na melhor hipótese, se abrigam verdades parciais, progresso. É bem característico, para citar um exemplo, o que ocorre com a miragem da alfabetização. Quanta inútil nossos males ficariam resolvidos de um momento para o outro se estivessem amplamente difundidas as escolas A muitos desses pregoeiros do progresso seria difícil convencer de que a alfabetização em massa não é e capitalista que admiram. Desacompanhada de outros elementos fundamentais da educação, que a completem, nas mãos de um cego. No que se refere às ideias e aos sentidos do texto CB2A6AAA e à sua classificação quanto ao tipo e ao gênero textual, julgue os próximos itens.\n\n\n\nJulgue os itens a seguir, que tratam de aspectos gramaticais do texto CB2A6AAA."],"questions":[{"id":"389f9bf1944b","number":9,"stem":0,"statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, a substituição do termo \"justa\" por justamente alteraria o sentido do texto e as relações sintáticas originalmente estabelecidas.","answer":"C","source":{"slug":"INFRASA_26_ANALISTA","ano":2026},"explanation":{"verdict_reason":"Em 'transição energética justa', o termo é adjetivo, concorda com 'transição' e funciona como adjunto adnominal, dizendo que tipo de transição se discute. 'Justamente' seria advérbio invariável, preso ao verbo ou realçando um termo com o sentido de precisamente: deixaria de modificar o nome e passaria a modificar a predicação. A troca altera, portanto, as duas coisas que o item afirma, o sentido e as relações sintáticas.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjetivo adjunto adnominal × advérbio em -mente adjunto adverbial","citation":null,"trap_note":"Trocar adjetivo por advérbio em -mente nunca é neutro: muda a classe, muda o termo modificado e muda a função sintática. A banca usa essa substituição nos dois sentidos."}},{"id":"ea747d3d7d8d","number":7,"stem":1,"statement":"No segundo período do segundo parágrafo, depreende-se do emprego do artigo “O” que o vocábulo “então” está empregado como substantivo.","answer":"E","source":{"slug":"STM_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Em 'O então ainda considerado nono planeta', o artigo determina o núcleo 'planeta', que está quatro palavras adiante, e não o vocábulo imediatamente seguinte. 'Então' permanece advérbio de tempo, incidindo sobre 'considerado' com o valor de naquela época. Do emprego do artigo nada se depreende a respeito da classe de 'então', porque não é a ele que o artigo se refere.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"depreende-se do emprego do artigo “O” que o vocábulo “então” está empregado como substantivo","corrected_statement":"No segundo período do segundo parágrafo, o artigo “O” determina o substantivo “planeta”, e o vocábulo “então” está empregado como advérbio.","concept":"O artigo determina o núcleo do sintagma, não o termo mais próximo","citation":null,"trap_note":"Artigo substantiva a palavra que ele determina, e ele determina o núcleo, que pode estar várias palavras à frente. Ache o núcleo antes de concluir por substantivação."}},{"id":"8622d9704f21","number":9,"stem":2,"statement":"No penúltimo período do primeiro parágrafo, o termo “ainda” expressa circunstância de tempo.","answer":"E","source":{"slug":"MP_CE_25_SERVIDOR","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O período enumera usos da técnica: algumas pessoas a usam para uma coisa, outras para outra, e outras, ainda, para uma terceira. O vocábulo não situa nada no tempo: acrescenta mais um item à série, equivalendo a além disso, também. É advérbio de inclusão, e a prova é que não se pode trocá-lo por então nem por até agora sem desmanchar a enumeração.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"o termo “ainda” expressa circunstância de tempo","corrected_statement":"No penúltimo período do primeiro parágrafo, o termo “ainda” expressa inclusão, acrescentando mais um item à enumeração.","concept":"ainda de inclusão em enumeração","citation":null,"trap_note":"O mesmo advérbio serve a várias circunstâncias. Antes de aceitar a que o item oferece, substitua por um sinônimo puro dessa circunstância; se a frase quebra, a circunstância é outra."}},{"id":"b70c45c7cb7b","number":13,"stem":3,"statement":"É facultativo o emprego do artigo definido masculino — o — após o vocábulo “pelo” (segundo período do segundo parágrafo).","answer":"E","source":{"slug":"TCE_RS_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho é 'que se responsabilizem pelo que acontece em sua cadeia de valor'. O 'o' fundido em 'pelo' não é artigo: é pronome demonstrativo equivalente a aquilo, e funciona como antecedente do pronome relativo 'que' — pelo que vale por por aquilo que. Por isso ele é obrigatório, e um artigo depois de 'pelo' produziria a sequência agramatical pelo o que.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"É facultativo o emprego do artigo definido masculino","corrected_statement":"Não se admite o emprego do artigo definido masculino — o — após o vocábulo “pelo” (segundo período do segundo parágrafo), que já traz fundido um pronome demonstrativo.","concept":"o que, no que, pelo que: o é pronome demonstrativo, não artigo","citation":null,"trap_note":"Diante de um que relativo, o o de o que, do que, no que e pelo que é pronome demonstrativo equivalente a aquilo — nunca artigo e nunca facultativo, porque é ele o antecedente do relativo."}},{"id":"18b3f3f173d0","number":14,"stem":4,"statement":"No segmento “toda a sociedade” (penúltimo período do último parágrafo), a supressão do artigo definido mantém a correção gramatical e os sentidos originais do texto.","answer":"E","source":{"slug":"CAU_MG_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Todo diante de substantivo sem artigo vale por qualquer (toda sociedade = qualquer sociedade); com artigo, vale por inteiro (toda a sociedade = a sociedade inteira). Suprimir o artigo continua gramatical, mas troca a totalidade de um conjunto determinado por uma generalização. A correção se mantém; os sentidos, não — e o item promete as duas coisas.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"e os sentidos originais do texto","corrected_statement":"No segmento “toda a sociedade” (penúltimo período do último parágrafo), a supressão do artigo definido mantém a correção gramatical, mas altera os sentidos originais do texto.","concept":"todo + artigo = inteiro; todo sem artigo = qualquer","citation":null,"trap_note":"Quando o item promete manter correção e sentido, julgue as duas promessas em separado: a banca costuma acertar uma para vender a outra."}},{"id":"8f68a700e04a","number":1,"stem":5,"statement":"No texto, o vocábulo “certo” (segundo período do segundo parágrafo) está empregado como pronome indefinido, com sentido equivalente ao de algum.","answer":"C","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em 'parece haver na literatura certo consenso', o termo vem anteposto ao substantivo, sem artigo, e não lhe atribui qualidade: indica que existe um consenso não especificado, equivalendo a algum. Nessa posição é pronome indefinido. Posposto e determinado — o consenso certo — seria adjetivo, com sentido de correto: a posição inverte classe e sentido.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"certo anteposto = pronome indefinido; posposto = adjetivo","citation":null,"trap_note":"Certo, mesmo, próprio, vários, bastante e tal mudam de classe com a posição. Anteposto e sem artigo, o termo determina e é pronome; posposto, qualifica e é adjetivo."}},{"id":"f0f2001050ba","number":1,"stem":6,"statement":"Classificam-se como substantivos no texto os vocábulos “olhar” (primeiro período do segundo parágrafo), “eterno” e “desconhecido” (ambos no último período do terceiro parágrafo).","answer":"C","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Nos três casos há determinante antes da palavra: 'um olhar apressado', 'a canção do eterno', 'chamando para o desconhecido'. O artigo converte o infinitivo e os adjetivos em nomes, que passam a aceitar adjunto adnominal ('apressado') e a ocupar posições de núcleo. Infinitivo e adjetivo substantivados são substantivos no contexto em que ocorrem.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Substantivação de infinitivo e de adjetivo pelo artigo","citation":null,"trap_note":"A pergunta não é de que classe a palavra veio, e sim que classe ela está exercendo. Artigo à frente é o sinal mais confiável de substantivação."}},{"id":"4b3f18dae8d0","number":4,"stem":7,"statement":"No sexto período do texto, os vocábulos “velho”, “magro” e “rascante” são adjetivos que qualificam o citado “mulato”.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O sexto período descreve 'um mulato meio velho e magro, de óculos, o dedo em riste, a voz rascante'. 'Velho' e 'magro' qualificam de fato o mulato, mas 'rascante' está preso a 'a voz', e a concordância no feminino singular prova: é a voz que é rascante. O item acerta dois adjetivos e mente no terceiro, e um único erro basta.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"e “rascante” são adjetivos que qualificam o citado “mulato”","corrected_statement":"No sexto período do texto, os vocábulos “velho” e “magro” são adjetivos que qualificam o citado “mulato”, ao passo que “rascante” qualifica “voz”.","concept":"A concordância identifica o nome que o adjetivo modifica","citation":null,"trap_note":"Em enumeração de características, cada adjetivo se prende ao nome com que concorda, não ao primeiro nome do período. Confira gênero e número um a um antes de aceitar a lista."}},{"id":"03cda5477f79","number":5,"stem":7,"statement":"Enquanto, no trecho “precisavam daquele E que os conjugava com outras camadas sociais” (sétimo período), o vocábulo “E” se comporta como um substantivo, no trecho “os operários E todos que queriam proteção mútua estavam dançando” (último período), o mesmo vocábulo está empregado como conjunção aditiva.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em 'precisavam daquele E que os conjugava', a letra vem determinada pelo demonstrativo 'aquele', é núcleo do complemento e serve de antecedente ao relativo 'que': está substantivada. Em 'os operários E todos que queriam proteção mútua estavam dançando', a mesma letra une dois sintagmas de igual função dentro do sujeito, valor de conjunção aditiva. A palavra é a mesma; a classe é a que a estrutura exige em cada caso.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Substantivação por determinante × emprego conectivo","citation":null,"trap_note":"Qualquer palavra determinada por artigo, demonstrativo ou numeral vira substantivo, inclusive uma letra, um porquê, um sim. A classe é decidida pelo emprego, não pela etiqueta de dicionário."}},{"id":"3a988374d411","number":8,"stem":8,"statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, os vocábulos “revolucionária” e “simultânea” qualificam a palavra “ideia”.","answer":"E","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período é 'Mas e se a mesma ideia revolucionária ocorrer a dois homens, simultânea e independentemente?'. Só 'revolucionária' é adjetivo preso a 'ideia'; 'simultânea' está coordenado a 'independentemente' e vale como advérbio, porque em série de advérbios em -mente o sufixo aparece apenas no último e os anteriores ficam na forma feminina. A palavra modifica 'ocorrer': diz como a ideia ocorreu, não como a ideia é.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"“simultânea” qualificam a palavra “ideia”","corrected_statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, o vocábulo “revolucionária” qualifica a palavra “ideia”, ao passo que “simultânea” equivale a um advérbio, por estar coordenado a “independentemente”.","concept":"Elisão do sufixo -mente em advérbios coordenados","citation":null,"trap_note":"Forma feminina não prova adjetivo. Em lenta e cuidadosamente, clara e objetivamente, o primeiro termo é advérbio com o -mente elidido. Teste: se o -mente do vizinho puder ser devolvido ao termo, ele é advérbio."}},{"id":"9256672f978b","number":9,"stem":9,"statement":"No fragmento “o mais que se consegue fazer é distrair” (nono período), o termo “mais” classifica-se como advérbio e intensifica o sentido da forma verbal “consegue”.","answer":"E","source":{"slug":"FUNPRESP_24_EXE","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em 'o mais que se consegue fazer é distrair', o artigo 'o' antecede 'mais' e o substantiva: o mais equivale a o máximo e é o sujeito da oração, ligado pelo verbo 'é' ao predicativo 'distrair'. Advérbio não admite artigo nem ocupa posição de sujeito, e o determinante é a prova da substantivação. O termo também não gradua 'consegue': ele nomeia a quantidade máxima que se alcança.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"classifica-se como advérbio e intensifica o sentido da forma verbal “consegue”","corrected_statement":"No fragmento “o mais que se consegue fazer é distrair” (nono período), o termo “mais” está substantivado pelo artigo “o” e exerce a função de sujeito da oração.","concept":"Artigo substantiva: o mais = o máximo","citation":null,"trap_note":"O artigo é a prova de substantivação: qualquer palavra que o aceite (o jantar, o porquê, o mais, o não) está funcionando como substantivo. A classe segue o emprego, e o determinante denuncia o emprego."}},{"id":"5b0938b30201","number":11,"stem":10,"statement":"No terceiro período, a palavra “notáveis”, que caracteriza o substantivo “cidadãos”, é classificada como adjetivo.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em 'óbitos de cidadãos notáveis', o termo vem posposto a 'cidadãos', com ele concorda no plural e lhe restringe o sentido: é adjetivo em função de adjunto adnominal. O item nomeia corretamente a classe e o substantivo caracterizado, e não acrescenta nenhuma segunda afirmação.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjetivo posposto como adjunto adnominal","citation":null,"trap_note":"Quando o item acerta classe e alvo, ele é Certo. O tópico também pune o candidato que passou a desconfiar por hábito de toda classificação oferecida."}},{"id":"5fe8c9394a36","number":12,"stem":11,"statement":"No trecho “Mantenha a caixa-d’água bem fechada”, o vocábulo “bem” classifica-se como advérbio e sua função é intensificar o sentido da forma verbal “Mantenha”.","answer":"E","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"'Bem' é mesmo advérbio, mas o termo que ele intensifica é o particípio-adjetivo 'fechada', não a forma verbal: a caixa deve ficar bem fechada. Advérbio modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio, e aqui a vizinhança imediata e o sentido apontam para o adjetivo. O item acerta a classe e erra o alvo, o que basta para derrubá-lo.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"intensificar o sentido da forma verbal “Mantenha”","corrected_statement":"No trecho “Mantenha a caixa-d’água bem fechada”, o vocábulo “bem” classifica-se como advérbio e sua função é intensificar o sentido do adjetivo “fechada”.","concept":"Advérbio intensificando adjetivo, não o verbo","citation":null,"trap_note":"Acertar a classe e errar o termo modificado produz meio item verdadeiro, e meio item verdadeiro é Errado. Depois de confirmar que é advérbio, pergunte sobre o que exatamente ele incide."}},{"id":"8dce6dc36e03","number":18,"stem":12,"statement":"A palavra “Hoje” (primeiro período do último parágrafo) classifica-se como advérbio de tempo.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em 'Hoje, em boa parte das sociedades modernas, o conceito de povo abrange...', o vocábulo é invariável e circunstancia o verbo 'abrange', situando-o no tempo presente: advérbio de tempo. A posição deslocada para o início do período é típica do adjunto adverbial e não altera a classe.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Advérbio de tempo em posição deslocada","citation":null,"trap_note":"Advérbio é invariável e móvel. Se o termo vai para o começo, o meio ou o fim sem mudar de forma, é advérbio; a circunstância se lê pela pergunta quando, onde ou como."}},{"id":"9ee047738d12","number":20,"stem":13,"statement":"O vocábulo “vagar” (sexto período do primeiro parágrafo) classifica-se como verbo e foi empregado para expressar a ideia de vagueza.","answer":"E","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em 'Os minutos iam com aquele vagar do costume', a palavra está determinada pelo demonstrativo 'aquele' e é núcleo de uma locução adverbial de modo introduzida por 'com': é substantivo e significa lentidão. O homônimo verbal existe — vagar no sentido de andar sem destino ou estar desocupado —, mas não cabe numa posição que pede nome, e vagueza não é o sentido nem de um nem de outro.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"classifica-se como verbo e foi empregado para expressar a ideia de vagueza","corrected_statement":"O vocábulo “vagar” (sexto período do primeiro parágrafo) classifica-se como substantivo e foi empregado para expressar a ideia de lentidão.","concept":"Homônimo verbo × substantivo decidido pelo determinante","citation":null,"trap_note":"Classe errada e sentido errado costumam vir juntos. O determinante antes da palavra fecha a classe, e a classe fechada já derruba o sentido proposto."}},{"id":"b52d601c7473","number":35,"stem":14,"statement":"No trecho “A vontade queria o ócio. O corpo queria nudez.” (nono e décimo períodos), os vocábulos “ócio” e “nudez” classificam-se, gramaticalmente, como substantivo e adjetivo, respectivamente.","answer":"E","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Os dois vocábulos ocupam a posição de objeto direto — são aquilo que se queria — e ambos são substantivos. 'Nudez' é substantivo abstrato formado pelo sufixo -ez, que constrói nomes de qualidade a partir de adjetivos (nu dá nudez), e nome de qualidade continua sendo nome. A ausência de artigo diante de 'nudez' altera apenas a determinação, não a classe.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"como substantivo e adjetivo, respectivamente","corrected_statement":"No trecho “A vontade queria o ócio. O corpo queria nudez.” (nono e décimo períodos), os vocábulos “ócio” e “nudez” classificam-se, gramaticalmente, como substantivos.","concept":"Substantivo abstrato de qualidade em -ez, -eza, -dade","citation":null,"trap_note":"Nome de qualidade é substantivo: beleza, tristeza, nudez, honestidade. O adjetivo atribui a qualidade a um nome; o substantivo abstrato nomeia a própria qualidade."}},{"id":"1ee61b3dc826","number":1,"stem":15,"statement":"O verbo “construir”, presente reiteradamente nos cinco versos iniciais do texto, é empregado no poema como substantivo.","answer":"E","source":{"slug":"CAU_BR_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Nos cinco versos iniciais, 'construir' aparece sem determinante e conserva a regência verbal: rege objeto direto em 'construir portas', 'construir o aberto', 'construir portas abertas'. Infinitivo que mantém complemento e não admite artigo continua sendo verbo, ainda que ocupe posições de nome. A substantivação exigiria determinante e perda da complementação, como em o construir.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"é empregado no poema como substantivo","corrected_statement":"O verbo “construir”, presente reiteradamente nos cinco versos iniciais do texto, é empregado no poema no infinitivo, conservando o seu valor verbal.","concept":"Infinitivo com complemento não está substantivado","citation":null,"trap_note":"Dois testes para o infinitivo: aceita determinante? perdeu o complemento? Só quando as duas respostas forem sim é que ele passou a substantivo."}},{"id":"cd3c513a6626","number":6,"stem":16,"statement":"Nos trechos “para viabilizar a elevada participação de energias renováveis” (primeiro período do segundo parágrafo) e “negócios de menor intensidade de carbono” (segundo período do segundo parágrafo), os vocábulos “elevada” e “menor” classificam-se gramaticalmente como adjetivos.","answer":"C","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NM","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em 'a elevada participação de energias renováveis' e em 'negócios de menor intensidade de carbono', os dois termos concordam com o substantivo que acompanham e lhe atribuem uma propriedade gradual, funcionando como adjunto adnominal. 'Menor' é a forma comparativa sintética de pequeno e não deixa de ser adjetivo por exprimir grau. Nenhum dos dois é invariável, o que já exclui a classe dos advérbios.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Comparativo sintético (maior, menor, melhor, pior) é adjetivo","citation":null,"trap_note":"Maior, menor, melhor e pior são adjetivos em grau comparativo. A banca sugere advérbio porque eles parecem indicar quantidade, mas eles concordam com o nome."}},{"id":"c4c285acd29c","number":10,"stem":17,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, os vocábulos “indigenista”, “público” e “militante” são adjetivos que qualificam, respectivamente, os termos “etnólogo”, “gestor” e “político”.","answer":"C","source":{"slug":"SEDUC_RECIFE_23_PROFESSOR","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"'foi etnólogo indigenista, antropólogo, educador, gestor público, político militante e romancista' é uma enumeração de predicativos, e dentro dela cada substantivo pode trazer o seu próprio modificador. Indigenista, público e militante são adjetivos pospostos, cada um colado ao substantivo que o antecede, e a concordância confirma o pareamento proposto. Nenhum deles está deslocado para modificar um núcleo mais distante.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjetivo posposto qualifica o substantivo imediatamente anterior","citation":null,"trap_note":"Em enumeração, o adjetivo posposto prende-se ao substantivo que ele segue, não ao primeiro nome do período. A banca inverte esse pareamento com frequência: confira um a um pela concordância."}},{"id":"7118ca0a710c","number":12,"stem":18,"statement":"No segundo período do primeiro parágrafo, o vocábulo “ainda” classifica-se como advérbio e expressa circunstância de intensidade, podendo ser substituído por “muito”, sem prejuízo ao sentido e à correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"DATAPREV_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em 'confirmam a necessidade de se trazer o debate ainda mais à tona', o vocábulo incide sobre 'mais' e reforça a gradação: é advérbio de intensidade. A substituição por muito preserva a construção e o valor de reforço. Em outros contextos o mesmo advérbio marca tempo ou inclusão, mas diante de um comparativo ele intensifica.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"ainda diante de comparativo exprime intensidade","citation":null,"trap_note":"A circunstância do advérbio se lê pela vizinhança: ainda antes de mais, menos ou melhor intensifica; antes de verbo, costuma marcar tempo; isolado entre vírgulas numa série, marca inclusão."}},{"id":"c958aaba76de","number":18,"stem":19,"statement":"No primeiro período do último parágrafo, o vocábulo ‘bem’ intensifica o sentido do termo ‘provável’.","answer":"C","source":{"slug":"DATAPREV_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Em 'É bem provável que em 2023 a gente tenha uma Tábua preliminar', o verbo 'É' é de ligação e 'provável' é o predicativo; quem recebe a intensificação é o predicativo. 'Bem' equivale a muito e gradua a probabilidade, sem tocar no verbo. É o emprego intensificador do advérbio, distinto do qualificador de dormiu bem.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"bem como advérbio de intensidade sobre adjetivo","citation":null,"trap_note":"Bem e mal intensificam (bem provável, mal acabado) ou qualificam (dormiu bem). Olhe o termo vizinho: adjetivo ao lado, é intensidade."}},{"id":"cbf1dc566301","number":5,"stem":20,"statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, o vocábulo “seguro” é empregado como adjetivo que confere qualidade positiva ao termo “processamento”.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_SAO_CRISTOVAO_SE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O período é 'O processamento também torna seguro o consumo de leite de vaca': quem passa a ser seguro é o consumo, não o processamento. 'Seguro' é adjetivo, mas predicativo do objeto direto 'o consumo', qualidade que o verbo 'tornar' lhe atribui. O processamento é o sujeito, isto é, quem provoca a qualidade, não quem a recebe.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"confere qualidade positiva ao termo “processamento”","corrected_statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, o vocábulo “seguro” é empregado como adjetivo que confere qualidade positiva ao termo “consumo”.","concept":"Predicativo do objeto com tornar, considerar, julgar","citation":null,"trap_note":"Com tornar, considerar, achar, julgar e chamar, o adjetivo qualifica o objeto, não o sujeito. Pergunte quem ficou assim: a resposta nomeia o termo qualificado."}},{"id":"d3ee91a223bb","number":5,"stem":21,"statement":"O vocábulo “obtidos” (terceiro período do primeiro parágrafo) e o vocábulo “crescido” (primeiro período do segundo parágrafo) constituem adjetivos nos contextos sintáticos em que se inserem, haja vista a concordância dos referidos termos, respectivamente, com “dados” (terceiro período do primeiro parágrafo) e com “número” (primeiro período do segundo parágrafo).","answer":"E","source":{"slug":"INSS_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"'Os dados (...) foram obtidos' é locução de voz passiva: o particípio integra a locução e por isso flexiona com o sujeito paciente, continuando forma verbal. Já 'havia crescido' é tempo composto com o auxiliar haver, e nesse caso o particípio é invariável: ele não concorda com 'número', apenas coincide com o masculino singular. A justificativa do item é falsa para o segundo caso e, no primeiro, concordância não converte particípio em adjetivo.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"constituem adjetivos nos contextos sintáticos em que se inserem","corrected_statement":"O vocábulo “obtidos” (terceiro período do primeiro parágrafo) e o vocábulo “crescido” (primeiro período do segundo parágrafo) constituem formas verbais nos contextos sintáticos em que se inserem, integrando, respectivamente, uma locução de voz passiva e um tempo composto.","concept":"Particípio em locução verbal × particípio adjetivo","citation":null,"trap_note":"Particípio com ser ou estar concorda e é verbo (voz passiva); com ter ou haver é invariável e é verbo (tempo composto); só é adjetivo quando qualifica um nome fora de locução. Concordância não prova adjetivo."}},{"id":"245b7f8cff02","number":7,"stem":22,"statement":"No primeiro período do quinto parágrafo, a palavra “ideais” é um adjetivo que qualifica “atitudes”.","answer":"E","source":{"slug":"SEE_PE_22_EDUCACAO_BASICA","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O período é 'não se aprendem apenas ideias ou fatos, mas também atitudes, ideais e senso crítico'. 'Ideais' está coordenado a 'atitudes' e a 'senso crítico', formando uma lista de coisas que se aprendem: é o plural do substantivo ideal, não do adjetivo homônimo. A própria estrutura prova: um adjetivo que qualificasse 'atitudes' não poderia estar separado dela por vírgula e ligado a 'senso crítico' pela conjunção e.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"a palavra “ideais” é um adjetivo que qualifica “atitudes”","corrected_statement":"No primeiro período do quinto parágrafo, a palavra “ideais” é um substantivo coordenado a “atitudes” e a “senso crítico”.","concept":"Homonímia ideal substantivo × ideal adjetivo resolvida pela coordenação","citation":null,"trap_note":"Palavra que serve a duas classes se decide pela estrutura, nunca pelo dicionário: veja o que a determina, com o que ela concorda e a que ela está coordenada."}},{"id":"b6c07336115c","number":10,"stem":23,"statement":"No terceiro período do texto, o termo “marcadamente” qualifica o adjetivo “rápida”.","answer":"C","source":{"slug":"PGE_RJ_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em 'A adoção marcadamente rápida desses princípios', o termo em -mente incide sobre o adjetivo 'rápida' e gradua a rapidez. Advérbio modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio, e continua advérbio quando o alvo é um adjetivo. A invariabilidade confirma: a forma não muda para acompanhar o feminino de 'adoção'.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Advérbio incidindo sobre adjetivo","citation":null,"trap_note":"Advérbio que modifica adjetivo continua advérbio e continua adjunto adverbial. A banca oferece adjunto adnominal justamente porque o termo está dentro de um sintagma nominal."}},{"id":"b3baccb4fe1b","number":12,"stem":20,"statement":"Na oração “que logo foi adotada na Europa” (último período do terceiro parágrafo), o vocábulo “logo” está empregado como advérbio de tempo.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_SAO_CRISTOVAO_SE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em 'a invenção da pasteurização, que logo foi adotada na Europa', 'logo' equivale a em breve, pouco depois, e situa no tempo a adoção da técnica: é advérbio de tempo incidindo sobre a locução verbal. O mesmo vocábulo tem outro emprego, o de conjunção conclusiva equivalente a portanto, mas esse exigiria ligar duas orações independentes, o que não ocorre aqui.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"logo advérbio de tempo × logo conjunção conclusiva","citation":null,"trap_note":"Logo, mas, ainda, como e que mudam de classe conforme o papel na estrutura: se articula duas orações, é conectivo; se apenas circunstancia o verbo, é advérbio."}},{"id":"7b79c33be04d","number":17,"stem":24,"statement":"No trecho “Um desesperar, nada por vir” (primeiro parágrafo), o vocábulo “desesperar” está empregado como substantivo.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_SAO_CRISTOVAO_SE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em 'Um desesperar, nada por vir', o infinitivo vem precedido do artigo indefinido 'Um' e perde a regência verbal: não tem sujeito nem complemento, e passa a nomear um estado. É a definição de infinitivo substantivado. A coordenação com 'nada' na sequência confirma a leitura nominal.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Infinitivo substantivado pelo determinante","citation":null,"trap_note":"O determinante é o teste da substantivação do infinitivo: o jantar, um desesperar, o ser. Sem determinante e com complemento próprio, o infinitivo continua verbo."}},{"id":"945d6d79c138","number":27,"stem":25,"statement":"A substituição do termo “infeliz” (primeiro período do segundo parágrafo) por infelizmente alteraria os sentidos originais do texto.","answer":"C","source":{"slug":"SEDUC_AL_21","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Em 'cuja utilidade eu, infeliz, ignorava', o adjetivo isolado por vírgulas refere-se ao sujeito 'eu' e o qualifica: quem era infeliz era o narrador menino. 'Infelizmente' seria advérbio e passaria a comentar toda a proposição, marcando como lamentável o fato de ele ignorar a utilidade das letras. Sai a qualificação de uma pessoa e entra a avaliação de um fato, de modo que o sentido muda.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjetivo apositivo qualifica o sujeito; advérbio em -mente avalia o enunciado","citation":null,"trap_note":"Adjetivo intercalado qualifica alguém; advérbio em -mente comenta o fato inteiro. A troca parece cosmética e nunca é: muda o termo modificado."}},{"id":"fa151af25be4","number":2,"stem":26,"statement":"No período ‘Posso ajudá-lo, cavalheiro?’ (segundo parágrafo), o personagem emprega uma forma pronominal de terceira pessoa para se dirigir diretamente ao seu interlocutor.","answer":"C","source":{"slug":"TELEBRAS_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O pronome oblíquo de 'ajudá-lo' é o átono de terceira pessoa, mas o interlocutor é a segunda pessoa do discurso, o freguês que está ali na loja. Isso acontece porque as formas de tratamento (o senhor, você, Vossa Senhoria) são substantivos ou locuções de terceira pessoa e arrastam verbo e pronome para a terceira pessoa, embora se dirijam a quem ouve. O item descreve exatamente esse descompasso entre pessoa gramatical e pessoa do discurso.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Forma de tratamento: terceira pessoa gramatical para a segunda pessoa do discurso","citation":null,"trap_note":"Pessoa gramatical não é pessoa do discurso. Sempre que aparecer o senhor, você ou Vossa Excelência, espere pronomes e verbos de terceira pessoa apontando para o interlocutor."}},{"id":"c1d8cd350f1e","number":5,"stem":26,"statement":"Os adjetivos ‘conhecidíssima’ (sétimo parágrafo) e ‘pontuda’ (décimo primeiro parágrafo) qualificam o mesmo termo no texto, mas do emprego do primeiro se depreende mais intensidade que do segundo.","answer":"C","source":{"slug":"TELEBRAS_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Os dois adjetivos predicam o mesmo referente, o objeto que o freguês não consegue nomear: 'É uma coisa simples, conhecidíssima' e 'é pontuda' partilham o mesmo sujeito. 'Conhecidíssima' está no superlativo absoluto sintético, formado com o sufixo -íssimo, que é justamente o recurso de intensificação do adjetivo; 'pontuda' está no grau normal. Mesmo termo qualificado, intensidade maior no primeiro.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Grau do adjetivo: superlativo absoluto sintético em -íssimo","citation":null,"trap_note":"Adjetivo em -íssimo, -érrimo ou -ílimo é superlativo absoluto: intensidade, não comparação. Quando o item falar em mais intensidade, olhe o sufixo antes de discutir sentido."}},{"id":"42eaa6c84d73","number":6,"stem":27,"statement":"O termo “positivamente” (oitavo período) é empregado como adjetivo de sentido quantitativo e se refere ao fato de a expectativa de vida humana aumentar numericamente, e não diminuir.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_PB_22_MEDICO","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Em 'o equilíbrio histórico se modificou positivamente', a palavra é invariável, termina em -mente e incide sobre a forma verbal, dizendo de que modo a mudança ocorreu: é advérbio. Adjetivo teria de concordar com um substantivo, e não há substantivo com que concordar. O sentido tampouco é quantitativo: o advérbio marca a direção favorável da mudança, não a sua medida.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"é empregado como adjetivo de sentido quantitativo","corrected_statement":"O termo “positivamente” (oitavo período) é empregado como advérbio de modo e se refere ao fato de a expectativa de vida humana aumentar numericamente, e não diminuir.","concept":"Advérbio em -mente é invariável; adjetivo concorda","citation":null,"trap_note":"Palavra terminada em -mente e invariável é advérbio. Se o item a chama de adjetivo, procure o substantivo com que ela concordaria: não haverá nenhum."}},{"id":"d4efa1303bd4","number":9,"stem":26,"statement":"Em ‘Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo’ (décimo terceiro parágrafo), a palavra ‘aí’ expressa ideia de lugar.","answer":"E","source":{"slug":"TELEBRAS_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"'Aí' é advérbio de dupla lotação: vale por lugar (nesse lugar) e por tempo (então, em seguida). Na descrição do objeto a sequência é temporal — tem uma ponta, depois vem assim, aí vem reto de novo —, e o advérbio encadeia as etapas do traçado. A prova é a substituição: trocar 'aí' por então mantém o texto; trocar por nesse lugar o desmancha.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"a palavra ‘aí’ expressa ideia de lugar","corrected_statement":"Em ‘Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo’ (décimo terceiro parágrafo), a palavra ‘aí’ expressa ideia de tempo.","concept":"Advérbio de circunstância variável: aí de tempo × aí de lugar","citation":null,"trap_note":"Advérbio não tem circunstância fixa: aí, então, já, ainda e onde mudam de valor conforme o contexto. Substitua por um sinônimo puro da circunstância alegada; se a frase estranhar, a circunstância é outra."}},{"id":"8328aac8d5bd","number":19,"stem":28,"statement":"No período em que ocorrem, as formações vocabulares “ba-be-bi-bo-bu” (R.5) e “la-le-li-lo-lu” (R.5) designam qualidades de “memorização”.","answer":"E","source":{"slug":"SEDUC_AL_17","ano":2017},"explanation":{"verdict_reason":"Em 'memorização mecânica dos ba-be-bi-bo-bu, dos la-le-li-lo-lu', quem qualifica 'memorização' é o adjetivo 'mecânica'. As duas sequências vêm precedidas de artigo, fundido na preposição em dos, o que as substantiva: elas nomeiam aquilo que se memoriza, não a maneira como se memoriza. Completam o substantivo, portanto, em vez de atribuir-lhe qualidade.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"designam qualidades de “memorização”","corrected_statement":"No período em que ocorrem, as formações vocabulares “ba-be-bi-bo-bu” (R.5) e “la-le-li-lo-lu” (R.5) estão substantivadas e completam o sentido de “memorização”.","concept":"Substantivação pelo artigo × qualificação","citation":null,"trap_note":"Qualidade é adjetivo; conteúdo é substantivo. Se o termo vem com determinante e nomeia aquilo sobre o que o nome recai, ele completa o substantivo, não o qualifica."}},{"id":"8761508a95b6","number":4,"stem":29,"statement":"O vocábulo “suspeitos” (R.11) foi empregado, no texto, como substantivo, no sentido de aqueles sobre os quais recaem suspeitas.","answer":"E","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"Em 'observar comportamentos suspeitos', o termo vem posposto ao substantivo 'comportamentos', com ele concorda em masculino plural e lhe restringe o sentido: é adjetivo em função de adjunto adnominal. Para ser substantivo — os suspeitos, aqueles sobre quem recai suspeita — precisaria ocupar o lugar do núcleo, com determinante próprio. Aqui o núcleo já existe e é 'comportamentos'.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"como substantivo, no sentido de aqueles sobre os quais recaem suspeitas","corrected_statement":"O vocábulo “suspeitos” (R.11) foi empregado, no texto, como adjetivo, qualificando o substantivo “comportamentos”.","concept":"Adjetivo × adjetivo substantivado: quem decide é o núcleo","citation":null,"trap_note":"Um adjetivo só está substantivado quando ocupa o lugar do núcleo do sintagma. Havendo ao lado um substantivo com que ele concorde, ele é adjunto adnominal e continua adjetivo."}},{"id":"13f0a002e739","number":25,"stem":30,"statement":"O vocábulo “Quanta” (R.6) classifica-se, na oração em que ocorre, como pronome interrogativo.","answer":"C","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho é 'Quanta inútil retórica se tem desperdiçado'. O vocábulo determina o substantivo 'retórica', com ele concorda em feminino singular e exprime quantidade indefinida: é pronome interrogativo em emprego adjetivo, da série que, quem, qual, quanto. Esses pronomes ocorrem tanto na interrogação direta e indireta quanto na exclamação, sem mudar de classe, e a concordância descarta a leitura adverbial.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Pronome interrogativo quanto em frase exclamativa","citation":null,"trap_note":"Quanto flexionado e determinando substantivo é pronome; invariável e modificando verbo ou adjetivo (quanto custa, quão belo), é advérbio. A flexão decide a classe."}}]}