{"subject_id":"3a3cc48d009981d1a3a2ef42a2a4e6dd","topico":"Coordenação: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas, explicativas","stems":["Texto CB2A1 Existem muitas formas de fazer ciência — na sala de aula, na universidade, em grupos de pesquisa, institutos públicos, em centros privados. Também é possível partir da própria ciência para incentivar outras pessoas na trajetória científica, difundir o conhecimento de pesquisadores, revelar seus achados e descobertas. E pode-se fazer tudo isso junto. Mônica Santos Dahmouche é um bom exemplo disso, como física, professora, divulgadora científica, coordenadora da implantação do Museu Ciência e Vida, incentivadora de feiras, olimpíadas e hackathons de ciência e várias outras frentes, com um olhar especial para a visibilidade feminina nas ciências. “Eu imaginava que faria concurso para uma universidade, teria meu grupo de pesquisa, orientaria alunos. Faço isso hoje, mas de diferentes formas. Jamais tinha pensado em trabalhar em um museu de ciências. Tem sido uma jornada maravilhosa”, conta a professora. Nos últimos anos, Mônica mergulhou em projetos voltados a futuras meninas cientistas e à atuação diversa de mulheres na área. “Desde 2018 me emociona e mobiliza poder mostrar a elas a beleza de fazer ciência, especialmente ciências exatas, mais desiguais em termos de equidade de gênero”, afirma. A iniciativa já se transformou em exposições temáticas no próprio Museu Ciência e Vida e na criação, com amigas também cientistas, de uma rede de mulheres das áreas de ciências, tecnologias, engenharias e matemática (STEM). O grupo já gestou até um livro, Exatas é com elas: tecendo redes no estado do Rio de Janeiro. Seu motivo de orgulho mais recente é o podcast Mulheres da Hora, idealizado por ela e produzido pelo Museu Ciência e Vida e pela Fundação CECIERJ. A produção abrange histórias de mulheres que se destacam em áreas como ciências exatas, engenharia e computação. “O objetivo é mostrar o que se pode fazer em uma carreira de ciência e tecnologia, para além da docência na universidade ou da pesquisa”, afirma. Seja qual for o caminho escolhido, ressalta Mônica, uma formação de excelência é a base para voar. Em relação ao texto CB2A1, aos seus sentidos e às ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1 Em um mundo que corre contra o relógio para descarbonizar a economia e conter o avanço das mudanças climáticas, medir e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) das atividades diretas dos negócios está longe de ser suficiente. Na maioria dos setores, é na cadeia de valor que acontece a maior parte das emissões, ou seja, fora do “muro” das fábricas, dos escritórios e de outros negócios. Isso inclui as operações dos fornecedores, até mesmo os pequenos, e o modo como os clientes usam um produto ou serviço. Fazer o diagnóstico da pegada de carbono de toda a cadeia e agir para reduzi-la está na ordem do dia. Não só porque é a coisa certa a se fazer, mas porque o mundo caminha para exigir das empresas que se responsabilizem pelo que acontece em sua cadeia de valor. O Acordo de Paris e outras iniciativas internacionais reforçaram o compromisso de países e empresas de reduzirem suas emissões para limitar o aquecimento global a uma temperatura de 1,5 °C a 2 °C acima dos níveis pré-industriais até 2100. Além disso, muitos países estão introduzindo regulamentações e padrões de sustentabilidade que exigem uma abordagem mais abrangente para medir emissões de carbono. A União Europeia (UE), por exemplo, estabeleceu uma série de metas e compromissos de redução de emissões para seus Estados-membros. Um dos objetivos é a redução das suas emissões de GEE em pelo menos 40% até 2030, em comparação com os níveis de 1990. Além disso, o impacto ambiental das marcas é cada vez mais considerado pelos consumidores ao redor do mundo. A pesquisa Future Consumer Index, da consultoria Ernest&Young, realizada com 21.000 entrevistados de 27 países, evidencia essa percepção. Entre os brasileiros, por exemplo, 73% se declararam profundamente preocupados com a fragilidade do planeta. A falta de informação, transparência e padronização, no entanto, também continua sendo um desafio mencionado pelos consumidores, que ainda não enxergam o impacto das escolhas que fazem para o meio ambiente quando compram um produto. Dessa forma, a pegada de carbono de um produto torna-se um fator relevante de atenção da indústria. Além da preocupação ambiental e regulatória, esse tema se tornou uma questão de mercado. Entender como as emissões de GEE ganharam destaque na mesa de discussões de presidentes e diretores-executivos é importante para compreender como o tema foi ganhando força nas últimas décadas. De acordo com as ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1 e do vocabulário nele empregado, julgue os próximos itens.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu. Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data. No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes. As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito. Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue os itens a seguir.","Julgue os itens que se seguem, referentes ao vocabulário e à estrutura linguística do texto CG4A1.","Texto CG1A1-I Investir em educação na primeira infância representa, além de vantagens para o desenvolvimento individual, retorno social e econômico. O economista norte-americano James Heckman, um dos ganhadores do prêmio Nobel na área econômica no ano 2000, conduziu pesquisa que acompanhou, ao longo do tempo, várias crianças com e sem acesso a ensino de qualidade. O objetivo era conferir os impactos da educação no curto, no médio e no longo prazo. “Os resultados desse trabalho mostram que cada dólar investido traz um retorno social de sete dólares”, aponta Karina Fasson, da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, organização da sociedade civil que trabalha pela causa da primeira infância. Ela afirma que “as ações educativas voltadas para o começo da vida têm o poder de minimizar a carga que as demais políticas públicas carregam”. Isso quer dizer que investir em educação na primeira infância é uma estratégia eficaz para reduzir os custos sociais no futuro. Segundo Fasson, quando se pensa em políticas públicas, o retorno é mais significativo na fase pré-escolar que em qualquer outra etapa da vida. “No longo prazo, quem é mais estimulado tem maior aprendizado e maior progressão escolar, e isso tem reflexos na inserção no mercado de trabalho e nos salários, além de favorecer menor envolvimento em situações de vulnerabilidade, como a criminalidade e o uso de drogas, e tem consequências também na saúde das pessoas”, ressalta. Tudo isso, a especialista afirma, não só tem efeito na trajetória educacional, mas também repercute ao longo da vida do indivíduo e impacta a sociedade como um todo. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nA respeito do vocabulário e da estrutura linguística do texto CG1A1-I, julgue os itens que se seguem.","A humanidade produz 400 milhões de toneladas de plástico por ano, e apenas 10% dele é reaproveitado, até mesmo porque a reciclagem de alguns tipos é econômica ou tecnicamente inviável. Mas pode haver solução. Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia, liderados pela engenheira química e ambiental Kandis Abdul-Aziz, criou um método que transforma o plástico em fertilizante: ele é misturado a palha de milho e se torna um tipo de carvão extremamente poroso, ideal para fertilizar o solo. Para transformar o plástico em carvão, a equipe utiliza plásticos como o PET, empregado em garrafas, e o isopor, misturados a resíduos de milho — restos de talos, folhas, cascas e espigas. Os pesquisadores aquecem essa mistura em um reator, sem oxigênio, para romper a estrutura molecular original e obter carbono elementar, que dá origem ao carvão. Esse processo de decomposição por altas temperaturas, chamado pirólise, já é frequentemente usado com outros restos agrícolas. Esse carvão pode aumentar o teor de nutrientes como potássio e nitrogênio no solo, além de melhorar a retenção deles. Mas uma de suas aplicações mais promissoras é o uso dele para diminuir a chamada lixiviação de nitrogênio (remoção ou dissolução desse nutriente pela ação da água sobre o solo) e aumentar o teor de carbono orgânico presente no solo, o que otimizaria sua saúde e o crescimento das plantações. Quanto aos próximos passos para o desenvolvimento da técnica, a equipe liderada por Kandis Abdul-Aziz está pensando em combinar os plásticos com outros resíduos agrícolas comuns na Califórnia, além da palha de milho. O estado é um dos maiores produtores de frutas cítricas dos Estados Unidos da América, mas a maioria dos resíduos, como cascas, sementes e polpa, é descartada e acaba em aterros sanitários. Além de produzir uma mercadoria valiosa como o carvão, o processo desenvolvido pelos pesquisadores pode fornecer uma alternativa sustentável para elementos que geralmente são considerados lixo. Com relação à tipologia, às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Quando se fala que o surgimento da escrita não foi apenas a aquisição de mais um modo de expressão, mas também uma revolução, é porque ela mudou toda uma forma de organizar os pensamentos. Na cultura oral, a memória é que determina o conhecimento, portanto só sabemos o que podemos recordar, como pontuou o filósofo e historiador cultural Walter Ong. Dessa forma, o pensamento foi moldado a partir da repetição oral, dos padrões rítmicos ou de alguma forma mnemônica, e de um ritmo mais lento na evolução dos acontecimentos. Quando o suporte sai do corpo da pessoa e vai para a argila, a cerâmica, a pedra, mais tarde para o pergaminho e o papel — suportes que criam a possibilidade de a pessoa retomar a leitura para relembrar ou refletir sobre um acontecimento —, a própria elaboração do pensamento e a transmissão do conhecimento são afetadas. Para além disso, sendo a leitura em suporte escrito uma atividade individualizada, solitária na maioria das vezes, ela modifica a relação de comunicação que se tinha antes na cultura oral, na qual há unidade entre quem fala e quem ouve. O resultado disso teria sido tão impactante que Ong classifica a escrita como uma tecnologia ainda mais extrema que a impressão e os computadores, por exemplo. “A escrita, a impressão e os computadores são todos meios de tecnologizar a palavra. A escrita é, de certo modo, a mais drástica das três tecnologias. Ela iniciou o que a impressão e os computadores apenas continuam, a redução do som dinâmico a um espaço mudo, o afastamento da palavra em relação ao presente vivo, único lugar em que as palavras faladas podem existir. Ao contrário da linguagem natural, oral, a escrita é inteiramente artificial”, escreveu ele. Julgue os itens seguintes, relativos aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto precedente.","Considerando aspectos linguísticos do texto CB2A1, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A2-II O poder manifesta-se em relações de uso do território, materializado ou virtualizado pelas formas de atuação dos atores sociais locais. Sendo assim, poder é uma relação estabelecida entre interesses divergentes com fins específicos de utilização do território. Os conflitos gerados pelo uso do território também são formas de poder, embora muitas vezes o poder esteja em risco. O poder é a objetivação política do território utilizado para se atingir determinado objetivo, e um de seus recursos é o convencimento do outro. Quais são os atores sociais que mais partilham o poder e que interesses estão em jogo? Em que esfera social ou política o poder se torna mais ativo? Estamos numa diferenciação entre o poder formal, institucional, e o poder informal advindo dos movimentos sociais. O formal seria aquele da instituição política, vinculada à ideia da esfera municipal, estadual e federal; e o poder informal é o da sociedade civil organizada, incorporado no papel dos movimentos sociais diversos e de seus representantes junto às três esferas que mencionamos. Não estamos querendo dizer que entre essas escalas não acontecem associações; o que queremos, para fim de análise, é diferenciar seu campo de negociação. Sabemos que, entre essas escalas, ocorrem interferências, seja no poder formal, seja no poder informal, e que, entre esses poderes, há uma dialética na definição das formas de desenvolvimento e de uso no território. Julgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A2-II e às ideias nele apresentadas.","acordo com o comando a que cada um deles esteja vinculado, marque, na A palavra carreta começou a ser empregada para definir o que até então era chamado de carroça; é possível pensar que fora definido o termo carreteiro para designar quem conduzia as carretas. As primeiras carretas foram utilizadas para várias finalidades. Em um primeiro momento, auxiliaram no processo de colonização, mas também ajudaram em situações de guerra, quando estavam carregadas de materiais bélicos e demais apetrechos militares. Serviram de apoio ainda para comerciantes, mascates, conhecidos também como vivandeiros, que transportavam os mais variados tipos de mercadorias, desde produtos alimentícios até produtos mais simples, como pentes e espelhos. Dessa maneira, surgia o carreteiro e, junto a ele, as representações que iriam compor a identidade desses profissionais. Em relação às ideias e a aspectos gramaticais do texto apresentado, julgue os itens que se seguem.","Julgue os próximos itens, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Nos últimos anos, uma das tendências mais surpreendentes das ciências sociais pode ser descrita como a descoberta da ignorância. À primeira vista, parece bizarra a escolha desse objeto de estudo, pois há mais de trinta anos nos dizem que vivemos numa sociedade do conhecimento. Está cada vez mais claro, entretanto, que hoje vivemos também numa sociedade da ignorância, em que, de fato, sabemos pouco sobre as doenças, o meio ambiente e o funcionamento dos negócios e da política. Essa desconfortável tomada de consciência nos coloca um desafio. Como estudar a falta de conhecimento? Uma das respostas tem sido examinar as práticas correntes de ocultação de informações ou circulação de fake news, descrevendo essas atividades como exemplos da construção, produção ou fabricação da ignorância, quando, por exemplo, encobrem calamidades ou defendem que determinada droga não tem efeitos colaterais perigosos. Seria mais preciso falar de manutenção do que de produção da ignorância. Outra resposta a esse novo desafio seria estudar a história social da ignorância, perguntando quem ignora o quê em dado lugar e em dada época, quais são as causas dessa ignorância e, acima de tudo, que consequências ela produz. A humanidade nunca soube tantas coisas como hoje, mas cada indivíduo tem conhecimento apenas de uma parte ínfima desse saber. Quanto mais se tem a saber, mais se pode ignorar. Julgue os itens que se seguem, a respeito das ideias e estruturas linguísticas do texto precedente.","A cibersegurança, embora seja um tema há muito discutido em âmbito global, é um campo relativamente novo no Brasil. No entanto, tem ganhado destaque por conta da intensa migração de dados para ambientes em nuvem e da interconexão praticamente global de dispositivos na Internet. A proliferação de dispositivos conectados à Internet, desde eletrodomésticos até equipamentos industriais, aumentou consideravelmente a superfície de ataque, transformando o cenário de riscos. O que antes parecia ficção científica, como geladeiras ou medidores de pressão de gasodutos conectados à rede de computadores, agora é uma realidade tangível. Entretanto, a adoção apressada de tecnologias conectadas à Internet muitas vezes ocorre sem a devida atenção à segurança. Essa falta de consideração em relação à cibersegurança pode expor empresas a riscos substanciais, pois a falta de preparação e avaliação da superfície de ataque pode permitir que brechas sejam exploradas por agentes maliciosos. Uma das principais questões, quando se fala em cibersegurança, é a de que não existe uma “bala de prata”, ou seja, uma solução única para todas as falhas que podem ocorrer. Cada organização possui características, riscos e necessidades distintos, o que exige a criação de soluções personalizadas para mitigar ameaças específicas. Nesse sentido, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) desempenhou um papel significativo no cenário de cibersegurança ao estabelecer diretrizes para a prevenção de vazamentos e a proteção de dados. Empresas são agora obrigadas a adotar medidas proativas para evitar incidentes de segurança e garantir a privacidade dos dados. O investimento em cibersegurança deve ser entendido como um seguro de carro: deve-se investir na prevenção para minimizar os danos de um eventual incidente. Julgue os itens que se seguem, com base nas ideias, no vocabulário e na estruturação linguística do texto precedente.","As regiões metropolitanas e as grandes cidades brasileiras concentram hoje a atenção das autoridades de gestão territorial em nível local, regional e nacional. O conhecimento da complexa realidade dessas áreas em suas múltiplas dimensões e de modo dinâmico torna-se imprescindível para geri-las de forma eficiente. Não se trata apenas do levantamento de dados brutos, mas da proficiente manipulação e interpretação desses dados a partir de processamentos quantitativos (matemáticos e lógicos) sobre uma base espacial, de forma a revelar características e processos intrínsecos aos fenômenos em análise. Dito de outra forma, não basta somente a confecção de mapas digitais coloridos ilustrando, por exemplo, a exclusão social de uma determinada cidade por quantis, mas é fundamental que, com o auxílio de técnicas apropriadas de análise espacial, se possam extrair tendências do padrão de manifestação da exclusão social de forma contínua no espaço. Ou ainda, não é suficiente apenas mapear a ocorrência de crimes em um sistema georreferenciado, mas sim estudá-los de forma dinâmica, entendendo a sua proliferação no espaço e no tempo em articulação com inúmeras variáveis socioeconômicas e biofísicas, e como as estradas podem atuar como vetores de expansão da criminalidade. Nessa linha de pensamento, elaborar mapas estáticos de uso do solo urbano não mais atende às necessidades atuais dos gestores locais, mas é necessário que se permitam simulações de diferentes cenários futuros de expansão urbana e dinâmica de uso do solo em ambiente computacional. Aí reside o desafio da geoinformação em gestão urbana e regional, que pode ser entendida como um paradigma emergente na pesquisa multi e interdisciplinar que se dedica a explorar a extrema complexidade de problemas socioambientais em um ambiente de Sistemas de Informações Geográficas (SIG). Openshaw (2000) argumenta que a geoinformação não se reduz ao uso de técnicas computacionais para solucionar problemas espaciais, mas se refere, ao contrário, a uma forma totalmente nova de se fazer ciência em um contexto geográfico. Em relação aos aspectos linguísticos do texto apresentado anteriormente, julgue os próximos itens.","Texto CB1A2-I A Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em sua 41.ª sessão, reconhece os impactos profundos e dinâmicos, positivos e negativos da inteligência artificial (IA) nas sociedades, no meio ambiente, nos ecossistemas e nas vidas humanas, inclusive na mente humana, em parte devido às novas formas como seu uso influencia o pensamento, a interação e a tomada de decisões e afeta a educação, as ciências humanas, sociais e naturais, a cultura, a comunicação e a informação. A Conferência considera que as tecnologias de IA podem ser de grande utilidade para a humanidade e podem beneficiar todos os países, mas também suscitam questões éticas fundamentais, por exemplo, em relação às distorções que podem incorporar e exacerbar, o que resultaria potencialmente em discriminação, desigualdade, exclusão digital, exclusão em geral e ameaça à diversidade cultural, social e biológica, além de divisões sociais ou econômicas. Suscitam, ainda, questões relativas à necessidade de transparência e compreensibilidade do funcionamento dos algoritmos e dos dados com que eles foram alimentados, além de seu potencial impacto sobre, entre outros aspectos, a dignidade humana; os direitos humanos e as liberdades fundamentais; a igualdade de gênero; a democracia; os processos sociais, econômicos, políticos e culturais; as práticas científicas e de engenharia; o bem-estar dos animais; o meio ambiente e os ecossistemas. A Conferência reconhece, ainda, que as tecnologias de IA podem aprofundar as divisões e as desigualdades existentes no mundo, dentro dos países e entre eles, e que a justiça, a confiança e a equidade devem ser defendidas para que nenhum país e nenhum indivíduo sejam deixados para trás, seja em razão do acesso justo às tecnologias de IA e de seus benefícios, seja em razão de medidas de proteção contra suas implicações negativas. Reconhecem-se as diferentes circunstâncias de diferentes países e respeita-se o desejo de algumas pessoas de não participar de todos os desenvolvimentos tecnológicos. Com base nas considerações acima, entre outras, a UNESCO aprova a presente Recomendação sobre a Ética da Inteligência Artificial. A respeito das ideias veiculadas no texto CB1A2-I, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens seguintes, referentes aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto CB1A2-I.","Texto CB2A1-I Ser mais humano em meio a um mundo cada vez mais digital — esse é o grande desafio das organizações para o ano de 2022 no Brasil e em todo o mundo. O equilíbrio entre home office e escritório, em um modelo híbrido de trabalho, deve ser a tendência para os próximos anos. E, no contexto da vida pós-pandemia, há desafios que os departamentos de recursos humanos (RH) vão enfrentar para manter uma relação saudável e positiva entre empresas e colaboradores e garantir, ainda, a produtividade do negócio. E no meio de tudo isso, a tecnologia mais uma vez surge como a viabilizadora de bons resultados. O primeiro desafio do RH é demonstrar segurança em um mundo de incertezas. É fundamental que toda a comunicação da companhia com seus colaboradores seja feita de maneira clara, precisa e sem hesitação, para evitar dúvidas e ansiedades, transmitindo-se segurança às equipes de trabalho. Nesse sentido, uma plataforma digital workplace, a famosa intranet, é uma ferramenta indispensável para sustentar uma comunicação de fato eficiente. Não há mais espaço para um modelo de trabalho independente e não colaborativo nas organizações, depois de quase dois anos de mudanças profundas nas relações de trabalho. Se o RH não dá as respostas certas no tempo certo, os gestores tendem a agir sozinhos em busca de soluções para seus desafios de atração e retenção de talentos. O resultado é uma desvalorização da área de recursos humanos, que é um dos pilares para a produtividade e sustentabilidade de qualquer empresa. O suporte da tecnologia ganha um papel cada vez mais estratégico para apoiar a tomada de decisão, que precisa ser cada vez mais humanizada. Não se trata de usar a tecnologia para automatizar e otimizar processos em uma estrutura “robotizada”, mas de ampliar o uso de ferramentas que humanizem as relações a partir de dados mais ricos e informações mais completas e valiosas, para buscar o melhor tanto para os colaboradores quanto para a própria empresa. Em 2022, o foco deve ser encontrar soluções que possam resolver os desafios da gestão de capital humano das organizações. Mesmo com toda a tecnologia existente, a ideia não é substituir pessoas, mas conferir-lhes poder para que suas tomadas de decisões sejam ainda melhores. É a tecnologia viabilizando relações mais humanas, precisas, por meio de dados reais, confiáveis. Esse é o caminho para o futuro. Considerando as ideias do texto CB2A1-I e sua tipologia, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue os seguintes itens.","Texto CB1A1-I Com altos índices de evasão escolar, baixo engajamento e conteúdos pouco conectados à realidade dos alunos, o ensino médio já era, antes da pandemia de covid-19, a etapa mais desafiadora da educação básica. Com o fechamento das escolas e o distanciamento dos estudantes do convívio educacional, os últimos anos escolares passaram a trazer ainda mais dificuldades a serem enfrentadas — reforçadas pelas desigualdades raciais, socioeconômicas e de acesso à Internet. Nenhuma avaliação diagnóstica precisou os prejuízos totais da pandemia para a aprendizagem dos alunos, mas há alguns estudos que ajudam a entender melhor o cenário. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) apontou que houve piora em todas as séries avaliadas. Segundo a pesquisa amostral, em matemática, o desempenho alcançado no 3.º ano do ensino médio foi de 255,3 pontos na escala de proficiência, inferior aos 261,7 obtidos pelos estudantes ao final do 9.º ano do ensino fundamental no Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) de 2019. Em língua portuguesa, os estudantes do 9.º ano apresentaram uma queda de 12 pontos, e os do 3.º ano do ensino médio, de 11 pontos. Após o retorno presencial, estados e municípios ainda têm muito trabalho para identificar os reais prejuízos, dimensioná-los e encontrar caminhos e soluções para que professores e estudantes possam retomar a aprendizagem. Para Suelaine Carneiro, coordenadora de educação na Geledés, organização da sociedade civil que se posiciona em defesa de mulheres e homens negros, “há um consenso de que não foi possível atender todos os alunos” na educação pública. “Os dados indicam um baixo número de participação dos estudantes, somado à impossibilidade de os familiares acompanharem a resolução das tarefas”, afirma. Mas não fica apenas nisso. “Em termos de aprendizagem, os dados também mostram dificuldades no que diz respeito à compreensão e à resolução das tarefas.” De acordo com ela, a situação de alunos negros requer ainda mais atenção. “É preciso prestar atenção nessa condição: a pessoa já estava vulnerável socialmente, sem a possibilidade de realizar um isolamento dentro de casa, pois vive em uma casa pequena ou onde não há cômodos suficientes”, contextualiza Suelaine. Agravada pela pandemia, que engrossou o número de trabalhadores desempregados, a questão econômica foi um dos grandes fatores que impactou a vida dos estudantes do ensino médio. “Temos alunos que estão trabalhando no horário de aula, dizendo que precisam ajudar a família, e aos fins de semana assistem às atividades”, relata a professora Lucenir Ferreira, da Escola Estadual Mário Davi Andreazza, em Boa Vista (RR). Lucenir conta que muitos alunos chegam a falar que não conseguem aprender nada e desabafam por sentir que a aprendizagem foi prejudicada, principalmente os que estão em processo de preparação para o vestibular. Apesar dos desafios, Suelaine acredita que os impactos não são irreversíveis, como outros especialistas têm apontado. “Você pode recuperar dois anos se houver políticas públicas, compromisso público com a educação, de forma a desenvolver diferentes ações”, diz ela. FimDoTexto Considerando as informações veiculadas no texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação aos aspectos gramaticais do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.","informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração padrão e que não há restrições de O texto mais célebre de A República é sem dúvida a Alegoria da Caverna, em que Platão, utilizando-se de linguagem alegórica, discute o processo pelo qual o ser humano pode passar da visão habitual que tem das coisas, “a visão das sombras”, unidirecional, condicionada pelos hábitos e preconceitos que adquire ao longo de sua vida, até a visão do Sol, que representa a possibilidade de alcançar o conhecimento da realidade em seu sentido mais elevado e compreendê-la em sua totalidade. A visão do Sol representa não só o alcance da Verdade e, portanto, do conhecimento em sua acepção mais completa, já que o Sol é “a causa de tudo”, mas também, como diz Sócrates na conclusão dessa passagem: “Nos últimos limites do mundo inteligível, aparece-me a ideia do Bem, que se percebe com dificuldade, mas que não se pode ver sem se concluir que ela é a causa de tudo o que há de reto e de belo. Acrescento que é preciso vê-la se se quer comportar-se com sabedoria, seja na vida privada, seja na vida pública.”. De acordo com este texto, a possibilidade de um indivíduo tornar-se justo e virtuoso depende de um processo de transformação pelo qual deve passar. Assim, afasta-se das aparências, rompe com as cadeias de preconceitos e condicionamentos e adquire o verdadeiro conhecimento. Tal processo culmina com a visão da forma do Bem, representada pela matéria do Sol. O sábio é aquele que atinge essa percepção. Para Platão, conhecer o Bem significa tornar-se virtuoso. Aquele que conhece a justiça não pode deixar de agir de modo justo. Em relação às ideias, aos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens subsecutivos.","Nossas cidades estão perdendo suas árvores rapidamente, mas até nisso somos um país desigual. Os bairros mais nobres do Rio de Janeiro e de São Paulo seguem maravilhosamente arborizados, alguns cada vez mais, frequentemente com árvores das mesmas espécies das que foram cortadas na frente da sua casa ou do seu trabalho por serem supostamente inadequadas, para não causarem danos à infraestrutura. As castanholas, também conhecidas como sete-copas, são uma espécie extremamente abundante no Rio de Janeiro, mas demonizadas em outras regiões menos urbanizadas, como no Pará, por exemplo, sob o argumento de que “A raiz dela cresce demais” ou de que “Vai quebrar a calçada”. Árvores com raízes robustas e que crescem por grandes distâncias são acusadas de destruir a pavimentação, ao passo que aquelas de raízes reduzidas caem com facilidade. As espécies de crescimento rápido são as que mais assustam os técnicos responsáveis pela arborização exageradamente tementes à infraestrutura. Todavia, as outras demoram uma eternidade para crescer, a vida passa ligeiramente e todos querem ver a tão sonhada arborização avançada. Não podem ficar muito altas, especificam os técnicos, nem derrubar muitas folhas. Se derrubarem frutos grandes, como mangas, por exemplo, nem pensar! Podem amassar a lataria de um carro! Flores e pequenos frutos podem manchar a pintura! Há também aquelas árvores que atraem morcegos. Melhor não! Espinhos estão fora de questão. E se alguém se machuca? Na autobiografia de Woody Allen, ele afirma algo interessante: mais do que os outros, o inferno é o gosto dos outros. A expectativa é que, nas próximas décadas, a temperatura das cidades suba consideravelmente devido às mudanças climáticas globais. Nesse contexto, é muito bem-vinda qualquer sombra que venha a reduzir a temperatura do asfalto, da calçada ou de uma parede. O canto dos pássaros e dos insetos e o colorido das flores também têm importante papel na qualidade de vida dos cidadãos, comprovadamente reduzindo o estresse e o risco de depressão. Esses são outros benefícios da arborização que, geralmente, não são incluídos no contexto técnico, mas que devem ser mais bem pesados na equação dos riscos e benefícios da arborização. A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-I um sujeito discrimina ou exclui outro, a partir de concepções equivocadas, oriundas de hábitos, costumes, sentimentos ou a pessoa e o ato que ela executa. Isso quer dizer que, se houver uma ideia favorável de uma pessoa, tudo o que ela fizer ou errado, falso ou impreciso. Inversamente, se houver uma ideia desfavorável sobre alguém, tudo o que essa pessoa disser ou comporte corretamente. A ideia favorável ou desfavorável sobre a pessoa vem caso do comportamento preconceituoso, o julgamento sobre a pessoa ou seus atos. O preconceito, portanto, pode ser positivo características consideradas positivas da pessoa se estendem para seus atos, ou vice-versa, mesmo quando não são corretos. sociedade (ou pelo menos não provoca reações). O que incomoda é o preconceito negativo, acompanhado de reação Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens subsequentes.\n\n\n\nJulgue os próximos itens, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.","Matriz_402_EMAPCB2_ Pag","Texto CB1A1AAA número de cursos frequentados, a qualificação dos professores seria extraordinária. Se a qualidade das escolas pudesse ser frequentadas pelos seus professores, aconteceria uma revolução em cada escola. Os professores fazem cursos, acumulam aos desafios que encaram na sala de aula. Esta preocupante realidade brasileira não difere de continuada de professores, decorrente da institucionalização de um subsistema de formação e do investimento de milhões de ou nada se alterou na atitude dos professores, pouco ou nada terá mudado nas suas práticas. porque se tenha insistido na crença da transferibilidade linear de saberes pretensamente adquiridos. Talvez porque se tenha como o professor ensina. Que o modelo predominante da formação universitária é, por vezes, a negação do que se porque se descurasse a necessidade de criar dispositivos de autoformação cooperativa, que rompessem com a cultura do escolas. Talvez... Não será difícil caracterizar os programas de formação primordial é o de adaptar os professores a “novas” técnicas ou processos. esta prática de formação não tenha servido ao que se propôs. E não se poderá imputar a responsabilidade à incipiente programas ou ao tradicional individualismo dos professores. Estes programas mantêm grande número de professores como Acredito que a formação acontece quando um professor se decifra através de um diálogo entre o eu que age efetivo projeto, identifica as suas fragilidades e compreende que é obra imperfeita de imperfeitos professores. Considerando as ideias expressas no texto CB1A1AAA e a sua tipologia, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, com relação aos aspectos gramaticais do texto CB1A1AAA.","Texto CB2A1AAA como forma única de conhecimento são muitas e espalham-se em diversas frentes. Embora não possamos desconsiderar o as revoluções consideráveis no campo da medicina, da física, da química e das próprias ciências sociais e humanas —, essa dar conta de resolver o problema que ela própria ajudou a construir. capacidade dessa ciência, criada pelos interesses do desenvolvimento e da exploração da natureza, de oferecer Pensar a crise socioambiental no contexto da razão moderna é pensar que essa crise é o resultado do triunfo do só de uma crise ecológica, mas também de uma crise civilizatória de amplas dimensões, do funcionamento de um sobrevivência, sustentado pela separação homem/natureza, com repercussões para toda a vida social. Considerando as ideias e estruturas linguísticas do texto CB2A1AAA, julgue os itens a seguir.","Texto CB2A6AAA prosperidade que, apegando-se a certas soluções onde, na melhor hipótese, se abrigam verdades parciais, progresso. É bem característico, para citar um exemplo, o que ocorre com a miragem da alfabetização. Quanta inútil nossos males ficariam resolvidos de um momento para o outro se estivessem amplamente difundidas as escolas A muitos desses pregoeiros do progresso seria difícil convencer de que a alfabetização em massa não é e capitalista que admiram. Desacompanhada de outros elementos fundamentais da educação, que a completem, nas mãos de um cego. No que se refere às ideias e aos sentidos do texto CB2A6AAA e à sua classificação quanto ao tipo e ao gênero textual, julgue os próximos itens.\n\n\n\nJulgue os itens a seguir, que tratam de aspectos gramaticais do texto CB2A6AAA."],"questions":[{"id":"2647011a85cc","number":6,"stem":0,"statement":"No segundo período do segundo parágrafo, a conjunção ‘mas’ está empregada com sentido aditivo.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"A fala contrapõe o que a professora imaginava para a própria carreira ao que de fato faz: “Faço isso hoje, mas de diferentes formas”. O segundo membro restringe e corrige o alcance do primeiro, comportamento próprio da adversativa — não há informação nova somada, há ressalva ao que acabou de ser dito. Fora da correlação com um membro negativo exclusivo, “mas” não é aditivo.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"está empregada com sentido aditivo","corrected_statement":"No segundo período do segundo parágrafo, a conjunção ‘mas’ está empregada com sentido adversativo.","concept":"adversativa que restringe o alcance da afirmação anterior","citation":null,"trap_note":"“Mas” só é aditivo dentro da correlação com um membro negativo exclusivo antes dele. Fora dessa correlação, chamar “mas” de aditivo é praticamente sempre errado — e esse item reaparece a cada prova, mudando apenas o texto."}},{"id":"2792e0ddd885","number":9,"stem":1,"statement":"No primeiro período do primeiro parágrafo, as orações construídas com as formas verbais “descarbonizar”, “conter”, “medir” e “reduzir” são coordenadas entre si e exercem a mesma função sintática.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_RS_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"As quatro formas não estão no mesmo nível sintático. “Descarbonizar” e “conter” integram a oração final reduzida aberta por “para”, subordinada a “corre contra o relógio”; “medir” e “reduzir” formam o sujeito de “está longe de ser suficiente”. Há coordenação, mas duas a duas e dentro de blocos distintos, e as funções são diferentes: adjunto adverbial de finalidade num caso, sujeito no outro.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"são coordenadas entre si e exercem a mesma função sintática","corrected_statement":"No primeiro período do primeiro parágrafo, as orações construídas com as formas verbais “descarbonizar”, “conter”, “medir” e “reduzir” são coordenadas duas a duas e exercem funções sintáticas distintas.","concept":"coordenação dentro de blocos não é coordenação entre todos","citation":null,"trap_note":"Quando o item enumera três ou mais formas verbais e afirma que todas se coordenam, verifique de que oração cada uma depende. Coordenação só existe entre orações do mesmo nível; infinitivos vizinhos podem estar encaixados em pontos diferentes do período."}},{"id":"32189695bebc","number":10,"stem":2,"statement":"No segmento “mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes” (terceiro parágrafo), a conjunção “mas” está empregada com sentido aditivo, podendo, portanto, ser substituída, sem alteração do sentido original do texto, pela conjunção e.","answer":"E","source":{"slug":"STM_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho contrapõe duas exigências: o planeta anão deve obedecer às duas primeiras condições, mas não precisa cumprir a terceira. O segundo membro dispensa justamente o que a enumeração levava a esperar que também fosse exigido, o que caracteriza a adversativa. Substituído por “e”, o contraste entre o que é exigido e o que é dispensado desaparece e o texto passa a somar duas determinações de mesmo peso.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"está empregada com sentido aditivo","corrected_statement":"No segmento “mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes” (terceiro parágrafo), a conjunção “mas” está empregada com sentido adversativo, não podendo ser substituída, sem alteração do sentido original do texto, pela conjunção e.","concept":"adversativa entre exigência e dispensa","citation":null,"trap_note":"Quando o segundo membro dispensa, excetua ou limita o que o primeiro impôs, o valor é adversativo. Trocar por “e” nesses casos nivela obrigação e dispensa e altera o que o texto determina."}},{"id":"1155656bf22e","number":10,"stem":3,"statement":"A conjunção “mas” (quinto parágrafo) pode ser substituída no texto por no entanto, sem que isso promova incorreção gramatical ou prejudique a coerência das ideias do texto.","answer":"C","source":{"slug":"STM_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O quinto parágrafo afirma que o Brasil tem hoje a maior parcela populacional jovem de sua história e, com “mas”, contrapõe a projeção de queda para 25 milhões até o fim do século. “No entanto” pertence à mesma família adversativa e, como o original já traz vírgula logo depois da conjunção, a locução deslocável encaixa-se sem novo ajuste de pontuação. Valor e correção se mantêm.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"mas, porém, contudo, todavia, entretanto e no entanto compartilham o valor adversativo","citation":null,"trap_note":"As adversativas dividem o valor, mas não a mobilidade: “mas” fica obrigatoriamente no início da oração, enquanto “porém”, “contudo”, “todavia”, “entretanto” e “no entanto” podem deslocar-se e então exigem vírgulas. Em item de substituição, confira a pontuação resultante antes de aceitar a troca."}},{"id":"17c85aa57e63","number":6,"stem":4,"statement":"No último período do texto, o conectivo “mas também” indica uma adição de ideias.","answer":"C","source":{"slug":"SEMED_ARACAJU_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O último período traz a correlação completa: “não só tem efeito na trajetória educacional, mas também repercute ao longo da vida do indivíduo”. Com “não só” no primeiro membro, a negação recai sobre a exclusividade, e o segundo membro soma-se ao primeiro em vez de contrariá-lo — o investimento tem os dois efeitos. O valor é de adição.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"correlação “não só… mas também” é aditiva","citation":null,"trap_note":"A correlação aditiva tem duas partes obrigatórias. Localize o membro negativo — “não só”, “não apenas”, “não somente” — antes de aceitar que “mas também” some; sem ele, o “mas” continua adversativo."}},{"id":"d6dc49a47ab6","number":7,"stem":5,"statement":"No trecho “A humanidade produz 400 milhões de toneladas de plástico por ano, e apenas 10% dele é reaproveitado” (primeiro parágrafo), o vocábulo “e” poderia ser substituído por mas, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias do texto.","answer":"C","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A coordenada aditiva pode carregar valor adversativo pelo contraste entre os conteúdos que liga: produz-se uma quantidade imensa de plástico e aproveita-se apenas 10%. O “e” aqui une fatos que se frustram mutuamente, e “mas” apenas explicita esse contraste. Como as duas são conjunções coordenativas e ocupam a mesma posição, não há alteração de regência nem de coerência.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“e” com valor adversativo aceita troca por “mas”","citation":null,"trap_note":"Conjunção aditiva não garante valor aditivo: quando o segundo membro frustra a expectativa criada pelo primeiro, o “e” é adversativo e a troca por “mas” passa. O caminho contrário é raro — trocar um “mas” genuinamente adversativo por “e” apaga o contraste e derruba o item."}},{"id":"025e46e8fbb8","number":7,"stem":6,"statement":"No primeiro período do primeiro parágrafo, o segmento “mas também” correlaciona ideias que se opõem, visto que o vocábulo “mas” veicula noção de oposição.","answer":"E","source":{"slug":"MP_GO_24_SERVIDOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho é “não foi apenas a aquisição de mais um modo de expressão, mas também uma revolução”. Com “não… apenas” abrindo a correlação, o segundo membro não se opõe ao primeiro: soma-se a ele, porque a escrita foi as duas coisas. A justificativa do item — que “mas” veicula oposição — é exatamente o que a correlação aditiva desfaz.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"correlaciona ideias que se opõem","corrected_statement":"No primeiro período do primeiro parágrafo, o segmento “mas também” correlaciona ideias que se somam, visto que o vocábulo “mas” integra correlação aditiva.","concept":"“não apenas X, mas também Y” soma X e Y","citation":null,"trap_note":"Repare no “apenas”. Com “apenas”, “só” ou “somente” no primeiro membro, a negação recai sobre a exclusividade e os dois termos valem. Sem eles, “não X, mas Y” exclui X e o valor volta a ser adversativo."}},{"id":"285e67274a93","number":10,"stem":7,"statement":"No último período do segundo parágrafo, o vocábulo “mas” é empregado com valor adversativo.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"No último período do segundo parágrafo o padeiro apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando que não era ninguém. O segundo fato frustra a expectativa criada pelo primeiro — quem toca a campainha espera ser atendido, e não pedir desculpa por tocá-la —, e é essa quebra que caracteriza a adversativa. O valor apontado é o correto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"adversativa marca quebra de expectativa","citation":null,"trap_note":"Para confirmar valor adversativo, pergunte que expectativa a primeira oração cria e se a segunda a frustra. Se frustra, há adversidade, mesmo que não haja nenhuma palavra negativa nos dois membros."}},{"id":"517bbb581b5f","number":25,"stem":8,"statement":"Os sentidos e a correção gramatical do último período do texto seriam mantidos caso o termo “seja”, em suas duas ocorrências, fosse substituído pelo vocábulo quer.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Seja no poder formal, seja no poder informal” é coordenação alternativa correlata: as duas hipóteses são apresentadas como indiferentes entre si, e não como excludentes. “Quer… quer” é a outra forma consagrada dessa mesma correlação e tem regência idêntica — repete-se antes de cada membro e não exige nenhum ajuste no restante do período. Valor e correção se preservam.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"seja… seja equivale a quer… quer (alternativas correlatas)","citation":null,"trap_note":"As alternativas correlatas formam um conjunto fechado e intercambiável: ou… ou, ora… ora, quer… quer, seja… seja, já… já. Em item de substituição, confira apenas se o substituto também se repete antes dos dois membros; repetindo-se, a troca costuma passar."}},{"id":"5866deebcdb2","number":1,"stem":9,"statement":"No segundo período do segundo parágrafo, identificam-se três orações; a segunda delas exprime ideia de acréscimo, e a terceira, circunstância de tempo.","answer":"C","source":{"slug":"ANTT_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O período tem três verbos flexionados e, portanto, três orações: “auxiliaram no processo de colonização”, “mas também ajudaram em situações de guerra” e “quando estavam carregadas de materiais bélicos e demais apetrechos militares”. A segunda soma uma utilidade nova à primeira — as carretas serviram para as duas coisas, e nenhuma cancela a outra —, o que é acréscimo. A terceira, aberta por “quando”, é adverbial temporal. Contagem e valores conferem.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"acréscimo por “mas também” + circunstância de tempo por “quando”","citation":null,"trap_note":"Item que conta orações se resolve contando verbos flexionados, não vírgulas. Feita a contagem, nomeie cada relação pelo conector que a abre — e lembre que “mas também” perde o valor adversativo quando as duas informações se somam em vez de se anularem."}},{"id":"3fb59deb1b74","number":6,"stem":10,"statement":"No primeiro período do terceiro parágrafo, a oração introduzida pelo vocábulo “pois” consiste em uma explicação para o que se afirma na oração imediatamente antecedente.","answer":"C","source":{"slug":"BCB_24","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O terceiro parágrafo afirma que a força de trabalho se torna mais vulnerável e, logo depois de “pois”, diz por que isso ocorre: as leis trabalhistas ainda se baseiam em um antigo sistema binário. Anteposto ao verbo da oração que introduz, “pois” é explicativo e equivale a “porque” — a oração seguinte justifica o que acaba de ser afirmado, em vez de deduzir algo dele. O teste é antepor “eu digo isso porque”, e ele cabe aqui.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"pois anteposto é explicativo; posposto, conclusivo","citation":null,"trap_note":"Em coordenação, o valor de “pois” depende da posição. Abrindo a oração logo após a vírgula, vale por “porque” e explica o que foi dito antes; deslocado para depois do verbo e entre vírgulas, vale por “portanto”. Nunca decida pelo vocábulo isolado."}},{"id":"38e26830d590","number":7,"stem":11,"statement":"As orações que formam o último período do texto estão coordenadas com base em uma relação semântica de contraste.","answer":"E","source":{"slug":"CAPES_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O último período do texto é “Quanto mais se tem a saber, mais se pode ignorar”. A estrutura “quanto mais… mais…” não coordena nada: é subordinação adverbial proporcional, em que duas grandezas variam juntas. O período de contraste coordenado é o anterior, o do “mas” — o item descreve com exatidão uma relação que está no período vizinho, não no apontado.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"estão coordenadas com base em uma relação semântica de contraste","corrected_statement":"As orações que formam o último período do texto estabelecem entre si uma relação semântica de proporcionalidade.","concept":"“quanto mais… mais” é proporção subordinada, não coordenação","citation":null,"trap_note":"Conte os períodos antes de julgar. A banca costuma descrever corretamente uma relação existente no período vizinho ao indicado. E lembre: proporção exige duas grandezas variando juntas, e nunca é coordenação."}},{"id":"f88ad9c97a32","number":8,"stem":12,"statement":"No segundo período do segundo parágrafo, a conjunção “pois” poderia ser substituída por então, sem prejuízo do sentido e da correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"DATAPREV_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"O texto afirma que a falta de atenção à cibersegurança pode expor empresas a riscos substanciais e, depois de “pois”, diz por quê: a falta de preparação e de avaliação da superfície de ataque permite que brechas sejam exploradas. Anteposto ao verbo, “pois” é explicativo e equivale a “porque”. “Então” é conclusivo e apontaria para o lado contrário do raciocínio, convertendo a razão em consequência.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"poderia ser substituída por então","corrected_statement":"No segundo período do segundo parágrafo, a conjunção “pois” poderia ser substituída por porque, sem prejuízo do sentido e da correção gramatical do texto.","concept":"explicação × conclusão apontam em sentidos opostos","citation":null,"trap_note":"Explicação e conclusão são o eixo mais explorado do assunto. A explicação vem antes do fato e o justifica; a conclusão vem depois do argumento e o deduz. Trocar “pois” por “então”, “logo” ou “portanto” inverte a seta, por mais natural que a leitura resultante pareça."}},{"id":"43c7d06b7382","number":15,"stem":13,"statement":"Em todas as suas ocorrências nos 3º, 4º e 5º períodos do primeiro parágrafo, a conjunção “mas” introduz no texto uma ideia de contraste.","answer":"E","source":{"slug":"CAU_BR_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Nos três períodos o “mas” vem depois de um membro negativo com advérbio de exclusão: “não se trata apenas do levantamento de dados brutos, mas…”, “não basta somente a confecção de mapas…, mas…”, “não é suficiente apenas mapear…, mas sim…”. Em todos, a negação recai sobre a exclusividade, e o segundo termo soma-se ao primeiro — dados brutos e manipulação, mapas e extração de tendências, mapeamento e estudo dinâmico. Nenhuma das três ocorrências estabelece contraste.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"a conjunção “mas” introduz no texto uma ideia de contraste","corrected_statement":"Em todas as suas ocorrências nos 3º, 4º e 5º períodos do primeiro parágrafo, a conjunção “mas” introduz no texto uma ideia de acréscimo.","concept":"“não apenas X, mas Y” inclui X","citation":null,"trap_note":"O advérbio de exclusão é o divisor. “Não X, mas Y” elimina X e é adversativo; “não apenas X, mas Y” conserva X e é aditivo. Uma palavra — apenas, só, somente — decide o valor de todo o período."}},{"id":"4f025264da17","number":21,"stem":14,"statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, a expressão “mas também” caracteriza-se como elemento de conexão entre orações no qual a conjunção “mas” expressa sentido aditivo.","answer":"E","source":{"slug":"BCB_24","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"No período não há “não só” nem “não apenas” antes do “mas”: o texto afirma dois fatos favoráveis — as tecnologias podem ser úteis e podem beneficiar todos os países — e em seguida contrapõe-lhes um fato desfavorável, as questões éticas que suscitam. O “também” apenas acrescenta a segunda ressalva; quem estabelece a relação entre as orações é “mas”, e essa relação é adversativa. A correlação aditiva “não só… mas também” exige o primeiro membro negativo, inexistente aqui.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"a conjunção “mas” expressa sentido aditivo","corrected_statement":"No primeiro período do segundo parágrafo, a expressão “mas também” caracteriza-se como elemento de conexão entre orações no qual a conjunção “mas” expressa sentido adversativo.","concept":"“mas também” sem “não só” anterior continua adversativo","citation":null,"trap_note":"Procure o primeiro membro antes de julgar “mas também”. Havendo “não só”, “não apenas”, “não somente” ou “não se trata só de” antes, a correlação é aditiva; não havendo, “mas” conserva o valor adversativo e o “também” é só advérbio de inclusão."}},{"id":"a71d04ace010","number":10,"stem":15,"statement":"No segundo período do quarto parágrafo, o trecho introduzido pela conjunção “mas” tem sentido aditivo, o que se confirma pelo emprego do advérbio de negação no início do período.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O período é “Não se trata de usar a tecnologia para automatizar e otimizar processos em uma estrutura robotizada, mas de ampliar o uso de ferramentas que humanizem as relações”. Não há ali “apenas”, “só” nem “somente”: a negação recai sobre o conteúdo inteiro, e o segundo membro substitui o primeiro em vez de somar-se a ele. A presença do advérbio de negação, longe de confirmar valor aditivo, é justamente o que torna a construção retificativa.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"tem sentido aditivo, o que se confirma pelo emprego do advérbio de negação no início do período","corrected_statement":"No segundo período do quarto parágrafo, o trecho introduzido pela conjunção “mas” tem sentido adversativo, de retificação daquilo que foi negado no início do período.","concept":"“não X, mas Y” sem advérbio de exclusão é retificação adversativa","citation":null,"trap_note":"Negação antes do “mas” não prova adição. Procure o advérbio de exclusão: com “apenas/só/somente”, o primeiro termo continua valendo e há soma; sem ele, o segundo membro corrige e substitui o primeiro, e o valor é adversativo."}},{"id":"e0892769647f","number":18,"stem":16,"statement":"No segundo período do quinto parágrafo, a conjunção ‘pois’ introduz uma conclusão.","answer":"E","source":{"slug":"SEE_PE_22_ESPECIAL_MUSICA","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho é “a pessoa já estava vulnerável socialmente, sem a possibilidade de realizar um isolamento dentro de casa, pois vive em uma casa pequena ou onde não há cômodos suficientes”. O que vem depois de “pois” é a razão do que se acaba de afirmar, não o que dele se deduz: a casa pequena explica por que o isolamento era impossível. Anteposto ao verbo, “pois” equivale a “porque” e introduz explicação.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"a conjunção ‘pois’ introduz uma conclusão","corrected_statement":"No segundo período do quinto parágrafo, a conjunção ‘pois’ introduz uma explicação.","concept":"pois anteposto explica; não conclui","citation":null,"trap_note":"Teste a direção: cabendo “eu digo isso porque” antes da oração, é explicação; cabendo “por isso” entre as duas partes, é conclusão. Os dois nunca cabem ao mesmo tempo, e é esse eixo que mais derruba candidato em conectores."}},{"id":"8f5ab36f1def","number":1,"stem":17,"statement":"Dado o fato de o vocábulo “mas”, em sua primeira ocorrência no segundo período do primeiro parágrafo, ter sido empregado com sentidos adversativo, de oposição, os sentido originais do texto seriam mantidos caso ele fosse substituído por porém.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_21_NS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"A primeira ocorrência de “mas” no período pertence ao bloco “representa não só o alcance da Verdade… mas também”, correlação aditiva: a visão do Sol representa as duas coisas. O item parte, portanto, de uma premissa falsa ao afirmar que esse “mas” é adversativo, e é essa premissa que decide o julgamento — “porém” é adversativo puro e não reproduz a correlação iniciada por “não só”.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"ter sido empregado com sentidos adversativo, de oposição","corrected_statement":"Dado o fato de o vocábulo “mas”, em sua primeira ocorrência no segundo período do primeiro parágrafo, integrar a correlação aditiva “não só… mas também”, os sentido originais do texto não seriam mantidos caso ele fosse substituído por porém.","concept":"premissa falsa derruba o item mesmo com troca aparentemente inofensiva","citation":null,"trap_note":"Item que abre com “dado o fato de…”, “haja vista…” ou “uma vez que…” traz duas afirmações: a justificativa e a proposta. Julgue a justificativa primeiro — sendo ela falsa, o item cai, ainda que a substituição proposta parecesse inofensiva."}},{"id":"2d25d7c9a1c8","number":4,"stem":18,"statement":"No primeiro período do texto, a conjunção “mas” introduz uma ressalva à afirmação de que “Nossas cidades estão perdendo suas árvores rapidamente”.","answer":"C","source":{"slug":"ICMBIO_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O primeiro período afirma a perda rápida das árvores e, com “mas”, limita o alcance dessa afirmação: a perda não atinge todos igualmente, porque o país é desigual também nisso. Ressalva é exatamente o que faz a coordenada adversativa — ela não nega a oração anterior, restringe-a. Descrever o “mas” como introdutor de ressalva é nomear corretamente o valor adversativo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"adversativa restringe, não nega","citation":null,"trap_note":"“Ressalva”, “restrição”, “contraste”, “oposição” e “quebra de expectativa” são rótulos que a banca usa para o mesmo valor adversativo. Não recuse o item só porque o rótulo escolhido não foi a palavra “oposição”."}},{"id":"3ade3584a087","number":7,"stem":19,"statement":"Na linha 15, a conjunção “portanto” encerra uma ideia de conclusão em relação ao que se afirma no período anterior.","answer":"C","source":{"slug":"PGM_RR_19_PROCURADOR","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"O período anterior estabelece que a ideia favorável ou desfavorável sobre a pessoa vem de fatos exteriores e afeta o julgamento de seus atos; o período da linha 15 apresenta o que disso se deduz — o preconceito pode ser positivo ou negativo. “Portanto” vem depois do argumento e enuncia o resultado do raciocínio, que é a definição de conclusiva. Intercalada entre vírgulas, a conjunção não perde esse valor.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"conclusiva vem depois do argumento","citation":null,"trap_note":"Conclusão e explicação apontam para lados opostos do mesmo raciocínio: a conclusão vem depois do argumento, a explicação vem antes do fato. Teste inserindo “por isso” entre as duas partes — cabendo, é conclusão."}},{"id":"ff032b4428eb","number":18,"stem":20,"statement":"A palavra “portanto” (R.18) introduz, no período em que ocorre, uma ideia de conclusão.","answer":"C","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"O parágrafo descreve a estrutura tripartite das primeiras cidades, da qual o porto fazia parte, e o período da linha 18 extrai daí o resultado: não se trata, portanto, de uma criação aleatória apenas vinculada à atividade comercial. “Portanto” vem depois das premissas e enuncia o que delas se deduz, papel próprio da conjunção conclusiva. Intercalada entre vírgulas, ela mantém o valor.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"conclusiva deduz do que foi exposto antes","citation":null,"trap_note":"Conclusiva só se confirma se o que vem antes funcionar como premissa. Leia o período anterior: se ele apresenta fatos e o seguinte apresenta o que se tira deles, o conclusivo está certo, esteja a conjunção no início do período ou intercalada."}},{"id":"00ebcdf4e495","number":12,"stem":21,"statement":"No contexto em que ocorre, a conjunção “E” (R.32) possui sentido adversativo, podendo ser substituída, sem prejuízo para os sentidos do texto, pela conjunção mas.","answer":"E","source":{"slug":"SEDUC_AL_17","ano":2017},"explanation":{"verdict_reason":"O período anterior diz que talvez a prática de formação não tenha servido ao que se propôs; o que vem depois de “E” prossegue na mesma direção — tampouco se poderá imputar a responsabilidade à concepção, à escassez de recursos, à falta de financiamento ou ao individualismo dos professores. São duas negativas somadas dentro do mesmo argumento, sem quebra de expectativa entre elas. Trocar por “mas” criaria uma oposição que o texto não estabelece.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"possui sentido adversativo","corrected_statement":"No contexto em que ocorre, a conjunção “E” (R.32) possui sentido aditivo, não podendo ser substituída, sem prejuízo para os sentidos do texto, pela conjunção mas.","concept":"“E” encadeando negações sucessivas é aditivo","citation":null,"trap_note":"Antes de aceitar que um “E” é adversativo, verifique se o segundo membro contraria o primeiro ou o reforça. Duas negações seguidas na mesma linha argumentativa somam; a adversidade exige que a segunda frustre o que a primeira levava a esperar."}},{"id":"c8aad52bbc40","number":1,"stem":22,"statement":"A expressão “mas também” (R.17) introduz no período em que ocorre uma ideia de oposição.","answer":"E","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"O trecho é “Falamos não só de uma crise ecológica, mas também de uma crise civilizatória de amplas dimensões”. A correlação “não só… mas também” soma as duas crises: o texto afirma que se trata das duas ao mesmo tempo, e não que uma exclua ou contrarie a outra. Não há oposição entre os membros.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"introduz no período em que ocorre uma ideia de oposição","corrected_statement":"A expressão “mas também” (R.17) introduz no período em que ocorre uma ideia de adição.","concept":"“não só… mas também” é aditivo","citation":null,"trap_note":"Sempre que o item nomear o valor de “mas também”, volte ao início do período e procure o “não só”. Encontrado, o valor é aditivo — e a banca repete esse item, com a mesma formulação, em textos diferentes."}},{"id":"08e7a6b64956","number":24,"stem":23,"statement":"A supressão do vocábulo “nem” (R.13) preservaria o sentido e a correção gramatical do texto.","answer":"C","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"O período já está negado por “a alfabetização em massa não é condição obrigatória”; “nem sequer” funciona ali como reforço dessa negação, e não como conjunção aditiva negativa ligando duas orações — não há segunda oração a ligar. Suprimido o “nem”, resta “não é condição obrigatória sequer para o tipo de cultura técnica e capitalista que admiram”, construção correta e de mesmo sentido, porque “sequer” sob escopo de negação equivale a “nem sequer”.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“nem sequer” é reforço de negação, não coordenação","citation":null,"trap_note":"Antes de tratar “nem” como aditiva negativa, verifique se há duas orações para ligar. Em “nem sequer”, “nem mesmo”, “nem ao menos”, a palavra reforça uma negação já existente e costuma ser suprimível; ligando orações, não é."}}]}