{"subject_id":"3a3cc48d009981ed8c5eeb2e7cce7a1b","topico":"Parônimos e homônimos: mas/mais, há/a, onde/aonde, senão/se não, mal/mau","stems":["menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Abre-se uma janela do Centro Operário. Será a aula de Dona Palmira em 1920 ou há reunião para discutir os estatutos? Durante toda a minha infância, eles discutiram os estatutos. Eu não podia entender nada, mas havia pontos terrivelmente sérios. Era “Centro Operário de Proteção Mútua” ou “Centro Operário E de Proteção Mútua”? Pela noite afora, ano após ano, um mulato meio velho e magro, de óculos, o dedo em riste, a voz rascante, atacava com extraordinária ferocidade aquele E. Não conseguiu derrubá-lo; os operários talvez se sentissem fracos, sozinhos, precisavam daquele E que os conjugava com outras camadas sociais. Ficou o E, meu pai foi diretor e, quando morreu, teve auxílio no enterro, tudo sem ser operário, tudo graças àquele E. Sem o E eu talvez não tivesse estudado ali, não me sentaria no comprido banco, onde o último da esquerda era o preto Bernardino, e à direita, o rosto lindo de Lélia, com seus cabelos doces e uma covinha quando sorria. Quando não estavam discutindo os estatutos, ou providenciando um enterro de sócio, com a bandeira do Centro em cima do caixão, os operários E todos que queriam proteção mútua estavam dançando; sons de pistom atravessam meu sono infantil; eu achava estranho e ao mesmo tempo alegre e feliz haver baile na mesma sala onde eu tinha aulas. Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Texto CG2A1 O desenvolvimento da educação sanitária, a partir dos Estados Unidos da América, esteve associado à saúde pública, tendo sido instrumento das ações de prevenção das doenças, e caracterizou-se pela transmissão de conhecimento. No entanto, mesmo que realizada de forma massiva, como no caso das campanhas sanitárias no Brasil, a perspectiva não contemplava a dimensão histórico-social do processo saúde-doença. Com o movimento pela reforma sanitária no Brasil, as críticas mais contundentes relacionavam-se ao fato de que o social não era considerado na prática da saúde pública, senão em perspectiva restrita, de modo que a educação passou a ser uma atividade paralela, cuja finalidade seria a de auxiliar a efetivação dos objetivos eminentemente técnicos dos programas de saúde pública. Entretanto, em uma perspectiva crítica, a educação parte da análise das realidades sociais, buscando revelar as suas características e as relações que as condicionam e as determinam. Essa perspectiva pode ater-se à explicação das finalidades reprodutivistas dos processos educativos ou trabalhar no âmbito de suas contradições, buscando transformar essas finalidades, estabelecendo como meta a construção de sujeitos e de projetos societários transformadores. Da mesma forma, no campo da saúde, a compreensão do processo saúde-doença como expressão das condições objetivas de vida, isto é, como resultante das condições de habitação, alimentação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços de saúde, descortina a saúde e a doença como produções sociais, passíveis de ação e transformação, e aponta também para um plano coletivo, e não somente individual, de intervenção. Essa maneira de conceber a saúde tem sido caracterizada como um conceito ampliado, pois não reduz a saúde à ausência de doença, promovendo a ideia de que uma situação de vida saudável não se resolve somente com a garantia do acesso aos serviços de saúde, mas depende, sobretudo, da garantia de condições de vida dignas que, em conjunto, podem proporcionar a situação de saúde. Nesse sentido, são indissociáveis o conceito de saúde e a noção de direito social. FimDoTexto A partir das ideias suscitadas pelo texto CG2A1, julgue os itens seguintes.\n\n\n\nA respeito das estruturas linguísticas do texto CG2A1, julgue os próximos itens.","Na base da estratificação social, como a camada mais explorada, sem qualquer representação ou direito, ficava a grande massa escrava de trabalhadores das minas, das lavouras e dos transportes. Todo o aparato ostensivo de repressão vigiava, em cada vila, a esses miseráveis, para prevenir as fugas, a vadiagem e, sobretudo, as rebeliões. A insurreição surge, porém, na classe alta, de que se destaca uma elite letrada, que se propõe formular um projeto alternativo ao colonial de reordenação da sociedade. Trata-se do mais ousado dos projetos libertários da história colonial brasileira, uma vez que previa estruturar uma república de molde norte-americano, que aboliria a escravidão, decretaria a liberdade de comércio e promoveria a industrialização. A eclosão da mal chamada Inconfidência Mineira deveria ter lugar em 1789. Presos por denúncia, todos os inconfidentes foram desterrados para a África, onde morreram, exceto Tiradentes, a figura principal da conspiração, enforcado após três anos de cárcere e, depois, esquartejado e exposto nos lugares onde antes conspirara, para escarmento da população. Julgue os próximos itens, em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.","A respeito da classificação da Constituição Federal de 1988, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1-I Dizer que o petróleo é um elemento de influência nas relações geopolíticas contemporâneas é repetir o óbvio. Desde que ele se tornou a matriz energética básica da sociedade industrial e o elemento fundamental para o funcionamento da economia moderna, ter ou controlar as fontes de petróleo e as rotas por onde ele é transportado representa questão de vida ou morte para as sociedades contemporâneas. Quando pensamos na geopolítica do petróleo neste início do século XXI, o primeiro fato que nos vem à mente são os conflitos do Oriente Médio, como a guerra Irã-Iraque e a guerra do Golfo em 1990-1991. Reduzir esses conflitos ao elemento “petróleo” seria um erro, pois questões outras estavam e estão envolvidas. Contudo, não se deve esquecer que aí estão as maiores reservas petrolíferas do mundo. No entanto, se examinarmos com alguma atenção as notícias do dia a dia, veremos como o problema do petróleo dentro da geopolítica contemporânea não é algo que afeta apenas os países do Oriente Médio. A busca pelo “ouro negro” está tendo impacto em outras regiões do mundo. Em nível menor, países como o Brasil têm enfrentado os mesmos problemas das maiores potências no que se refere a suprir suas necessidades energéticas, e isso tende apenas a piorar. Aqui cabe uma reflexão sobre os efeitos geopolíticos da futura mudança da matriz energética global. Mesmo sendo algo pouco provável em curto e médio prazo, o próprio esgotamento do petróleo vai obrigar a economia global a convocar outras fontes de energia, como a nuclear ou as células de hidrogênio. As alterações na sociedade global que tal mudança provocará serão, evidentemente, imensas, mas ninguém parece ainda ter refletido a contento sobre seus impactos geopolíticos. Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAinda com relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-I À medida que o homem cria, recria e decide, vão se formando as épocas históricas. E é também criando, recriando e decidindo como deve participar nessas épocas. É por isso que obtém melhor resultado toda vez que, integrando-se no espírito delas, se apropria de seus temas e reconhece suas tarefas concretas. Ponha-se ênfase, desde já, na necessidade permanente de uma atitude crítica, a única com a qual o homem poderá apreender os temas e tarefas de sua época para ir se integrando nela. Uma época, por outro lado, realiza-se na proporção em que seus temas forem captados e suas tarefas, resolvidas. E se supera na medida em que os temas e as tarefas não correspondem a novas ansiedades emergentes. Uma época da história apresentará uma série de aspirações, de desejos, de valores, em busca de sua realização. Formas de ser, de comportar-se, atitudes mais ou menos generalizadas, das quais somente os visionários que se antecipam têm dúvidas e frente às quais sugerem novas fórmulas. A passagem de uma época para outra caracteriza-se por fortes contradições que se aprofundam, dia a dia, entre valores emergentes em busca de afirmações, de realizações, e valores do ontem em busca de preservação. Quando isso ocorre, verifica-se o que chamamos transição. Observa-se um aspecto fortemente dramático que vai atingir as mudanças de que se nutre a sociedade. Porque é dramático, é fortemente desafiador. E a transição se torna então um tempo de opções. Nutrindo-se de mudanças, a transição é mais que as mudanças. Implica realmente a marcha que faz a sociedade na procura de novos temas, de novas tarefas ou, mais precisamente, de sua objetivação. As mudanças se produzem numa mesma unidade de tempo, sem afetá-la profundamente. É que se verificam dentro do jogo normal, resultante da própria busca de plenitude que fazem estes temas. Quando, por fim, estes temas começam a esvaziar e a perder sua significação, emergindo novos temas, a sociedade começa a passar para outra época. Nestas fases, mais do que nunca, se faz indispensável a integração. Mais do que nunca se faz indispensável o desenvolvimento de uma mente crítica, com a qual o homem possa se defender dos perigos dos irracionalismos, encaminhamentos distorcidos da emoção, característica dessas fases de transição. Com relação às ideias e à tipologia do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto 1A1 A obrigatoriedade do fornecimento do DNA e a submissão daqueles ainda não condenados e em liberdade condicional à entrega de seu material genético foram assuntos bastante discutidos no cenário estadunidense. A grande abrangência dos crimes que autorizam a extração do DNA assim como a permanência da informação por tempo indeterminado no índice também são questões controversas. O foco é a privacidade e a intimidade do indivíduo. Prevê a Constituição estadunidense direito à inviolabilidade da intimidade e da privacidade da pessoa, de modo a obstar buscas e apreensões desarrazoadas e sem mandados pelo Estado. O propósito básico da quarta emenda constitucional estadunidense é proteger a privacidade e a segurança dos indivíduos contra invasões arbitrárias de autoridades governamentais. Assim, para surtir efeito, um mandado de busca e apreensão deve ser motivado por uma causa provável (suspeita individualizada da prática de um delito) e deferido, antes da execução, por um juiz imparcial. A coleta de sangue ou outro material biológico deve atender aos ditames da quarta emenda (procedida mediante mandado/decisão motivada), sob pena de ilegalidade. Ocorre que, para a inclusão do DNA no banco de dados nacional, nem sempre há suspeita individualizada da prática de crime: a coleta ocorre quando o sujeito já foi condenado, está detido ou está sendo processado por algum crime, mas o material será armazenado em banco de dados para esclarecer crimes futuros e não será necessariamente utilizado para o esclarecimento do crime atual — diferentemente, por exemplo, de um mandado de busca e apreensão com o fim de apreender drogas, em que há suspeita individualizada da existência de entorpecentes e de que o sujeito pratica mercancia, ocasião em que se expede mandado. Então, para a coleta de sangue ou outro material biológico pelo Estado não representar uma ofensa a esse direito constitucional — que proíbe buscas e apreensões desarrazoadas —, é necessária a existência de uma necessidade especial ou um interesse do Estado predominante ao interesse do jurisdicionado. Essas são as exceções reconhecidas pela Corte Suprema estadunidense para que haja busca e apreensão sem mandado: quando houver uma razão especial, além da normal necessidade da aplicação da lei, ou quando os interesses do Estado superarem os do particular. Em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto 1A1, julgue os itens que se seguem.","Texto CG1A1-II O ordenamento jurídico pátrio, embasado pela Constituição Federal de 1988, apresenta capítulo próprio para a defesa do meio ambiente — algo que nunca havia ocorrido antes na história das constituições brasileiras. O artigo 225 da Carta Magna transmite a ideia da imprescindibilidade de um meio ambiente ecologicamente equilibrado, criando o dever, tanto para o poder público quanto para a coletividade, de sua preservação. Esse comando é subjacente a todas as relações da República, sejam elas travadas sob a ordem econômico-financeira, sejam elas derivadas da gestão de direitos e garantias individuais e coletivos. Ou seja, tudo deverá passar pelo crivo do meio ambiente sadio e equilibrado para a presente e as futuras gerações. O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, aduziu a interpretação de que o meio ambiente ecologicamente equilibrado inscrito na Carta Cidadã faz parte do rol de cláusulas pétreas, mas, por não estar contido no parágrafo 4.º do artigo 60, é tido como uma cláusula pétrea heterotópica, pela sua posição topográfica em outro capítulo. Diante disso, consagra-se que toda atividade passível de gerar impacto no meio ambiente deverá ser bem discutida, de modo a evitar quaisquer interferências negativas ao equilíbrio ambiental. Além disso, inúmeros princípios foram pulverizados nas legislações esparsas que dão supedâneo ao compromisso inarredável de um meio ambiente livre e contínuo em sua função. Mais recentemente, o legislador ordinário, na esteira da campanha internacional para com os cuidados do meio ambiente e dos animais, acrescentou novos parágrafos ao art. 32 da Lei n.º 9.605/1998 (que dispõe sobre penalidades às ações lesivas ao meio ambiente), por meio da Lei n.º 14.064/2020. Com isso, trouxe o aumento de pena para os atos de maus-tratos, ferimentos, mutilações, entre outros, contra cães e gatos. Uma inovação na matéria, pois confere proteção específica, de forma exclusiva e precisa, a dois animais domesticáveis que fazem parte da convivência de uma grande parcela do povo brasileiro. Primeiramente, é imprescindível analisar tal sanção no que se refere aos animais silvestres, domésticos ou domesticados (da nossa fauna ou de outros países, mas que aqui se encontrem), sem a especificação de nenhuma espécie, nenhum epíteto. Ora, a pena é de detenção, de três meses a um ano, e multa. No entanto, com o parágrafo 1.º-A, há uma rotação inevitável de aumento de pena para tais condutas quando estas forem desferidas contra cães e gatos, e uma sanção de reclusão, de dois anos a cinco anos, multa e proibição da guarda. Certamente, trata-se de situação peculiar e que traz implicâncias de várias searas ao ordenamento jurídico. Com base nas ideias do texto CG1A1-II, julgue os itens seguintes.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, que se referem a aspectos linguísticos do texto CG1A1-II.","Texto CG1A1-II Com a dor, o silêncio. Denso, ácido. Estagnado. Um silêncio de caco de vidro moído esfolando o corpo por dentro. Um desesperar, nada por vir. Dalva parou de falar com Venâncio. Não olhou mais para ele, considerou que ele não estava mais vivo, ignorou sua presença. Nenhuma reação. Nem quando ele chorou, quando ficou sem comer, quando parou de se lavar, nem quando ameaçou morrer, nem quando mandou valente, cuspiu na cara dela, sugigou prometendo uma nova surra, jurando morte, morrendo esmagado pelo que não podia ser desfeito. Nada. Ele suplicou sincero, desamparado, e ela, nem um olhar, nenhum perdão possível. Nas primeiras semanas, Dalva não comia, não bebia, não acendia a luz, morria um pouco a cada dia. Levantou-se depois de uma longa visita de luto da mãe, saiu de casa sem deixar pistas e, para desespero de Venâncio, só voltou ao entardecer do dia seguinte. Desse dia em diante, passou a sair todas as manhãs. Caminhava lenta, magra, ombros fechados de quem desistiu. Ninguém sabe ao certo aonde ia. Na hora mais triste das tardes, quando a saudade parece apertar o coração do mundo, Dalva voltava para casa. Dizem que a tristeza dessa hora está nas entranhas da gente, infiltrada nas nossas menores porções há milênios. Nasceu do pavor infinito do anoitecer, hora em que as mulheres não sabiam se seus homens voltariam vivos da caça. Muitas vezes não voltaram. Hora em que os homens, ao voltar da caça, não sabiam se encontrariam suas mulheres mortas. Muitas vezes encontraram. Perder amores é escurecer por dentro, uma memória do corpo que o entardecer evoca quando tinge o céu de vermelho. Para quem está sozinho depois de ter amado, o fim do dia é muito triste. Era nessa hora que ela voltava. Em relação ao texto CG1A1-II e a suas propriedades linguísticas, julgue os próximos itens."],"questions":[{"id":"99edbab0d83d","number":2,"stem":0,"statement":"No trecho “Será a aula de Dona Palmira em 1920 ou há reunião para discutir os estatutos?”, a forma verbal “há” poderia ser substituída pelo artigo feminino a, sem alteração do sentido do texto.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em ou há reunião para discutir os estatutos, há é o verbo haver impessoal e afirma a existência de uma reunião, sem determiná-la — por isso o substantivo vem sem artigo. Substituí-lo pelo artigo a troca um verbo por um determinante: a segunda alternativa perde o próprio predicado, passa a ser mais um predicativo de Será e, de indeterminada, a reunião passa a ser tomada como já conhecida. Muda a classe, muda a estrutura da oração e muda o que a pergunta afirma existir.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"poderia ser substituída pelo artigo feminino a, sem alteração do sentido do texto","corrected_statement":"No trecho “Será a aula de Dona Palmira em 1920 ou há reunião para discutir os estatutos?”, a forma verbal “há” não poderia ser substituída pelo artigo feminino a sem alteração do sentido do texto.","concept":"Há (verbo haver, existir) × a (artigo ou preposição)","citation":null,"trap_note":"O par há × a decide-se pela classe antes do sentido: há é sempre verbo e pode ser trocado por existe ou faz; a é artigo ou preposição e nunca sustenta sozinho uma oração."}},{"id":"bb1db624adb4","number":11,"stem":1,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência textual, o vocábulo “senão” (segundo parágrafo) poderia ser substituído por se não.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Senão, escrito junto, vale por a não ser, exceto, e é o que o período pede: o social não era considerado na prática da saúde pública, senão em perspectiva restrita — isto é, só era considerado de forma restrita. Se não, separado, é a conjunção condicional se seguida da negação e introduz oração com verbo (se não fosse considerado). Escrita a forma separada, o trecho fica sem o verbo que a condicional exige e a ressalva se desfaz.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"poderia ser substituído por se não","corrected_statement":"Haveria prejuízo da correção gramatical e da coerência textual caso o vocábulo “senão” (segundo parágrafo) fosse substituído por se não.","concept":"Senão (a não ser, exceto) × se não (condicional negativa)","citation":null,"trap_note":"Teste com caso: se couber caso não, escreve-se separado; se couber a não ser ou do contrário, escreve-se junto. Sem verbo depois, a forma separada é sempre impossível."}},{"id":"e1ed8b7d722d","number":29,"stem":2,"statement":"Em “A eclosão da mal chamada Inconfidência Mineira deveria ter lugar em 1789” (quinto período), o vocábulo “mal” está empregado como adjetivo.","answer":"E","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Em a mal chamada Inconfidência Mineira, mal modifica o particípio chamada e diz de que modo a designação foi feita: incorretamente. Modificador de particípio é advérbio, classe invariável — a prova é que a forma não acompanha o gênero do núcleo, pois o adjetivo correspondente seria má. O adjetivo mau qualifica substantivo (mau humor); o advérbio mal qualifica verbo, particípio ou adjetivo.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"está empregado como adjetivo","corrected_statement":"Em “A eclosão da mal chamada Inconfidência Mineira deveria ter lugar em 1789” (quinto período), o vocábulo “mal” está empregado como advérbio.","concept":"Mal (advérbio, invariável) × mau (adjetivo, flexiona)","citation":null,"trap_note":"Dois testes encerram o par: mal se opõe a bem e mau se opõe a bom; e, se a palavra flexiona em gênero com o substantivo (má), é adjetivo. Diante de particípio, é sempre advérbio."}},{"id":"3fa1eb645ad3","number":31,"stem":3,"statement":"Quanto à origem, a Constituição Federal de 1988 é considerada uma constituição outorgada, uma vez que o povo não participou de sua elaboração, senão mediante representantes eleitos.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_AC_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Quanto à origem, outorgada é a constituição imposta unilateralmente por quem detém o poder, sem participação popular, e promulgada (ou democrática) é a elaborada por assembleia constituinte eleita pelo povo. A Constituição de 1988 foi feita pela Assembleia Nacional Constituinte eleita em 1986, e o próprio preâmbulo se declara obra dos representantes do povo brasileiro. A justificativa apresentada no item — participação por meio de representantes eleitos — é exatamente a definição de constituição promulgada, de modo que a premissa contradiz a conclusão.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"é considerada uma constituição outorgada","corrected_statement":"Quanto à origem, a Constituição Federal de 1988 é considerada uma constituição promulgada, uma vez que o povo participou de sua elaboração mediante representantes eleitos.","concept":"Outorgada (imposta) × promulgada (constituinte eleita)","citation":"CF/1988, preâmbulo","trap_note":"Quando o item traz a própria justificativa depois de uma vez que, leia-a antes do resto: aqui ela descreve o conceito oposto ao que o item nomeia. Justificativa que prova o contrário da tese é assinatura frequente da banca."}},{"id":"27334c29732e","number":4,"stem":4,"statement":"A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados caso o segmento “em 1990-1991” (segundo parágrafo) fosse reescrito da seguinte maneira: no período de 1990 há 1991.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NTJ","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Reescreva e leia a forma proposta: no período de 1990 há 1991. Há é forma do verbo haver e, na indicação de tempo, marca tempo já decorrido a partir do presente (há dois anos), nunca o limite final de um intervalo. Quem liga os dois extremos de um período é a preposição a — de 1990 a 1991 —, e a troca de preposição por verbo quebra a correção gramatical antes de qualquer discussão de sentido.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"no período de 1990 há 1991","corrected_statement":"A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados caso o segmento “em 1990-1991” (segundo parágrafo) fosse reescrito da seguinte maneira: no período de 1990 a 1991.","concept":"De X a Y (preposição) × há (verbo haver, tempo decorrido)","citation":null,"trap_note":"O teste de há × a é substituir por faz: se faz dois anos cabe, escreve-se há; se a frase pede distância ou intervalo até um ponto (daqui a dois anos, de 1990 a 1991), escreve-se a."}},{"id":"9a8d126678e4","number":9,"stem":5,"statement":"A substituição da forma verbal “apreender” (primeiro período do segundo parágrafo) por aprender preservaria os sentidos do texto.","answer":"E","source":{"slug":"MEC_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Apreender é captar, assimilar, tomar para si — e o texto o emprega nesse valor ao dizer que só com atitude crítica o homem poderá apreender os temas e tarefas de sua época, na mesma linha do parágrafo anterior, que fala em apropriar-se de seus temas. Aprender é adquirir conhecimento por estudo ou experiência, e seu objeto natural é uma matéria, não as tarefas de uma época. A troca desloca o que era apropriação crítica para simples aquisição de saber.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"por aprender preservaria os sentidos do texto","corrected_statement":"A substituição da forma verbal “apreender” (primeiro período do segundo parágrafo) por aprender não preservaria os sentidos do texto.","concept":"Apreender (captar, apropriar-se) × aprender (adquirir saber)","citation":null,"trap_note":"Nos parônimos de significado, procure no texto o verbo que reformula o da questão. Aqui, apropria-se de seus temas confirma apreender e exclui aprender sem que se precise recorrer à memória."}},{"id":"0fddd4d49a70","number":4,"stem":6,"statement":"A substituição do trecho “procedida mediante” (primeiro período do terceiro parágrafo) por precedida de manteria a correção e a coerência do texto, embora alterasse seu sentido.","answer":"E","source":{"slug":"POLC_AL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Proceder mediante mandado é realizar a coleta por meio do mandado; preceder de mandado é tê-lo como ato anterior. No texto, a diferença desaparece, porque o próprio parágrafo afirma que o mandado deve ser deferido, antes da execução, por um juiz imparcial — a coleta feita mediante mandado é precisamente a coleta antecedida por ele. A substituição mantém correção e coerência, como o item promete, mas não produz a alteração de sentido que o item afirma existir, e é essa segunda parte que o derruba.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"embora alterasse seu sentido","corrected_statement":"A substituição do trecho “procedida mediante” (primeiro período do terceiro parágrafo) por precedida de manteria a correção e a coerência do texto, sem alterar seu sentido.","concept":"Proceder mediante × preceder de: convergem quando o texto exige anterioridade","citation":null,"trap_note":"Item que concede uma perda quase sempre é certo, mas a concessão também é uma afirmação e precisa ser verificada. Se o texto já garante o que a nova forma diz, a perda anunciada não ocorre e o item cai por excesso de concessão."}},{"id":"f13d5bd34e61","number":17,"stem":7,"statement":"O vocábulo “implicâncias” (último período do último parágrafo) tem, no texto, o mesmo sentido de implicações.","answer":"C","source":{"slug":"PC_AL_22_DELEGADO","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Implicância corre na língua comum com o sentido de birra, antipatia — mas é também o substantivo do verbo implicar, e é essa acepção que o período seleciona: trata-se de situação peculiar e que traz implicâncias de várias searas ao ordenamento jurídico. O que uma inovação legislativa traz ao ordenamento são desdobramentos, consequências, isto é, implicações. O par é de parônimos, e desta vez o contexto faz os dois convergirem.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Implicância pelo verbo implicar: desdobramento, consequência","citation":null,"trap_note":"Parônimo não é sempre erro. Antes de recusar a glosa, veja se o contexto seleciona a acepção compartilhada pelas duas palavras — aqui, o que se traz ao ordenamento jurídico só pode ser consequência."}},{"id":"c857aa744228","number":18,"stem":8,"statement":"Estaria mantida a correção gramatical do texto caso o termo “aonde”, em “Ninguém sabe ao certo aonde ia” (segundo parágrafo), fosse substituído por onde.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_SAO_CRISTOVAO_SE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Aonde é a fusão da preposição a com onde e só cabe junto de verbo que peça a preposição a — verbos de movimento e destino. Em Ninguém sabe ao certo aonde ia, o verbo é ir, que rege a (ia a algum lugar), de modo que a preposição é exigida e não pode ser suprimida. Onde, sem preposição, indica permanência e serve a verbos como estar e morar; posto ali, deixaria o verbo ir sem o complemento que sua regência impõe.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"fosse substituído por onde","corrected_statement":"Não estaria mantida a correção gramatical do texto caso o termo “aonde”, em “Ninguém sabe ao certo aonde ia” (segundo parágrafo), fosse substituído por onde.","concept":"Aonde com verbo de movimento; onde com verbo de permanência","citation":null,"trap_note":"Neste par a regência decide sozinha, ao contrário do que acontece na maioria dos itens de vocabulário. Localize o verbo e pergunte se ele pede a: ir, chegar, dirigir-se e levar pedem, logo aonde; estar, morar e ficar não pedem, logo onde."}}]}