{"subject_id":"3a3cc48d009981f48baad73c537f352c","topico":"Julgamento de paráfrases: sentido original + correção gramatical","stems":["A respeito das estruturas linguísticas empregadas no texto CG1A1 e da organização de suas ideias, julgue os itens que se seguem.","Acerca dos sentidos e de aspectos gramaticais do texto CG1A1, julgue os próximos itens.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu. Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data. No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes. As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito. Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1 Em 2015, o professor Robert Waldinger participou de uma conferência apresentando uma palestra chamada “O que torna uma vida boa? Lições sobre o mais longo estudo sobre felicidade”. O tema se tornou, anos depois, um livro do palestrante sobre o assunto, que entrou na lista dos mais vendidos, segundo o jornal The New York Times. Professor de psiquiatria em Harvard, Waldinger é o quarto pesquisador a dirigir o Estudo sobre Desenvolvimento Adulto, que existe na universidade desde 1938 e está em andamento até hoje. O trabalho é o maior já realizado sobre o tema e monitora questões relativas a bem-estar, desenvolvimento e felicidade. Atualmente, a pesquisa está na segunda geração e dela participam os filhos dos primeiros participantes. O principal achado da pesquisa chama a atenção: a chave para uma vida mais feliz e saudável são os relacionamentos que cultivamos. Boas relações ajudam a reduzir os níveis de estresse e também influenciam a maneira como lidamos com dificuldades e situações desafiadoras. Waldinger afirma que cultivar relacionamentos recíprocos, que contam com apoio mútuo e espaço para crescimento, é o que traz mais felicidade. Por outro lado, passar muito tempo no trabalho é um constante arrependimento dos participantes do estudo. Além desses, há outros fatores que interferem na saúde mental e na sensação de felicidade — e um deles pode ser dinheiro. O pesquisador ressalta que ter muito dinheiro ou fama não tem relação direta com a felicidade. Contudo, a pobreza impacta a satisfação com a vida. Waldinger aponta que, enquanto não se tem as necessidades básicas garantidas, sentir-se feliz e pleno é uma tarefa difícil. Por outro lado, a partir do momento em que necessidades como alimentação, moradia e educação estão garantidas, ganhar mais dinheiro não significa sentir felicidade. É aí que está a importância de cultivar bons relacionamentos. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nEm relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto CG1A1, julgue os itens a seguir.","Julgue os itens que se seguem, referentes ao vocabulário e à estrutura linguística do texto CG4A1.","Texto CG1A1 Entre as décadas de 1890 e 1930, período caracterizado pelo processo de modernização das grandes cidades, observou-se uma das maiores transformações técnicas nas habitações: a sua articulação aos sistemas de infraestrutura urbana. Com a chegada dos serviços de abastecimento de energia e saneamento no interior da moradia, surgiu a necessidade de espaços e práticas específicas para o funcionamento da nova aparelhagem, o que implicava a reorganização dos ambientes e da vida doméstica. Um dos grandes feitos da tecnologia das canalizações foi concentrar e organizar os fluxos de água pura e servida, antes dispersos pelo espaço da cidade, e estabelecer, assim, maior controle sobre a captação e o descarte da água. Simultaneamente à oferta da infraestrutura sanitária, existia uma série de ações deliberadas para a extinção do uso compartilhado e gratuito da água, como a destruição dos chafarizes, para forçar a conexão das residências às redes urbanas, e a proibição do uso dos rios e córregos para banho, lavagem de roupa ou despejo de dejetos. Além dos riscos que ofereciam à saúde pública, essas práticas, comuns até então, passaram a ser consideradas como expressão do atraso civilizacional das grandes cidades do país, obstáculos em seu processo de modernização. Nesse sentido, o cerceamento de determinadas práticas no espaço público respondia ao enquadramento de ordem do sistema de higiene, pelo qual se promovia a casa como lugar privilegiado do domínio sobre o consumo da água e de eliminação dos dejetos. Trata-se do processo que François Béguin, engenheiro de materiais e ex-líder do Grupo de Energia e Meio Ambiente, na França, denomina de “domesticação da circulação dos fluidos”, em referência ao pioneiro sistema urbano de redes nas cidades industriais inglesas do século XIX. Béguin mostra que, embora não tenham sido desenvolvidos para as habitações residenciais, o aparelhamento técnico e as atividades de captação de água, lavagem de roupa, banhos, despejo de água servida etc. passaram a ter lugar nos espaços domésticos. A configuração arquitetônica foi transformada com a instalação de dispositivos e equipamentos, bem como com a formulação de ambientes especiais, como os banheiros. Julgue os itens seguintes, relativos às ideias do texto CG1A1.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, com base na estruturação linguística do texto CG1A1 e no vocabulário nele empregado.","Texto CG1A1 Em um mundo que corre contra o relógio para descarbonizar a economia e conter o avanço das mudanças climáticas, medir e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) das atividades diretas dos negócios está longe de ser suficiente. Na maioria dos setores, é na cadeia de valor que acontece a maior parte das emissões, ou seja, fora do “muro” das fábricas, dos escritórios e de outros negócios. Isso inclui as operações dos fornecedores, até mesmo os pequenos, e o modo como os clientes usam um produto ou serviço. Fazer o diagnóstico da pegada de carbono de toda a cadeia e agir para reduzi-la está na ordem do dia. Não só porque é a coisa certa a se fazer, mas porque o mundo caminha para exigir das empresas que se responsabilizem pelo que acontece em sua cadeia de valor. O Acordo de Paris e outras iniciativas internacionais reforçaram o compromisso de países e empresas de reduzirem suas emissões para limitar o aquecimento global a uma temperatura de 1,5 °C a 2 °C acima dos níveis pré-industriais até 2100. Além disso, muitos países estão introduzindo regulamentações e padrões de sustentabilidade que exigem uma abordagem mais abrangente para medir emissões de carbono. A União Europeia (UE), por exemplo, estabeleceu uma série de metas e compromissos de redução de emissões para seus Estados-membros. Um dos objetivos é a redução das suas emissões de GEE em pelo menos 40% até 2030, em comparação com os níveis de 1990. Além disso, o impacto ambiental das marcas é cada vez mais considerado pelos consumidores ao redor do mundo. A pesquisa Future Consumer Index, da consultoria Ernest&Young, realizada com 21.000 entrevistados de 27 países, evidencia essa percepção. Entre os brasileiros, por exemplo, 73% se declararam profundamente preocupados com a fragilidade do planeta. A falta de informação, transparência e padronização, no entanto, também continua sendo um desafio mencionado pelos consumidores, que ainda não enxergam o impacto das escolhas que fazem para o meio ambiente quando compram um produto. Dessa forma, a pegada de carbono de um produto torna-se um fator relevante de atenção da indústria. Além da preocupação ambiental e regulatória, esse tema se tornou uma questão de mercado. Entender como as emissões de GEE ganharam destaque na mesa de discussões de presidentes e diretores-executivos é importante para compreender como o tema foi ganhando força nas últimas décadas. De acordo com as ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1 e do vocabulário nele empregado, julgue os próximos itens.","A linguagem não é um artefato cultural que aprendemos da maneira como aprendemos a dizer a hora ou como o governo federal está funcionando. Ao contrário, é claramente uma peça da constituição biológica de nosso cérebro. A linguagem é uma habilidade complexa e especializada, que se desenvolve espontaneamente na criança, sem qualquer esforço consciente ou instrução formal, que se manifesta sem que se perceba sua lógica subjacente, que é qualitativamente a mesma em todo indivíduo, e que difere de capacidades mais gerais de processamento de informações ou de comportamento inteligente. Por esses motivos, alguns cientistas cognitivistas descreveram a linguagem como uma faculdade psicológica, um órgão mental, um sistema neural ou um módulo computacional. Mas prefiro o simples e banal termo “instinto”. Ele transmite a ideia de que as pessoas sabem falar mais ou menos da mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias. A capacidade de tecer teias não foi inventada por alguma aranha genial não reconhecida e não depende de receber a educação adequada ou de ter aptidão para arquitetura ou negócios imobiliários. As aranhas tecem teias porque têm cérebro de aranha, o que as impele a tecer e lhes dá competência para fazê-lo com sucesso. Pensar a linguagem como um instinto inverte a sabedoria popular, especialmente da forma como foi aceita nos cânones das ciências humanas e sociais. A linguagem não é uma invenção cultural, assim como tampouco a postura ereta o é. Não é uma manifestação da capacidade geral de usar símbolos: uma criança de três anos é um gênio gramatical, mas é bastante incompetente em termos de artes visuais, iconografia religiosa, sinais de trânsito e outros itens básicos do currículo de semiótica. Embora a linguagem seja uma habilidade magnífica exclusiva do Homo sapiens entre as espécies vivas, isso não implica que o estudo dos seres humanos deva ser retirado do campo da biologia, pois existem outras habilidades magníficas exclusivas de uma espécie viva em particular no reino animal. Alguns tipos de morcegos capturam insetos voadores mediante um sonar Doppler. Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando as posições das constelações com as horas do dia e épocas do ano. No show de talentos da natureza, somos apenas uma espécie de primatas com nosso próprio espetáculo, um jeito todo especial de comunicar informação. Do ponto de vista do cientista, a complexidade da linguagem é parte de nossa herança biológica inata; não é algo que os pais ensinam aos filhos ou algo que tenha de ser elaborado na escola. O conhecimento tácito de gramática de uma criança em idade pré-escolar é mais sofisticado que o mais volumoso manual de estilo ou o mais moderno sistema de linguagem de computador, e o mesmo se aplica a qualquer ser humano saudável. A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1 Falar de acesso à Internet no Brasil é, ainda, falar de desigualdade. Embora a digitalização tenha avançado em diversos segmentos — da educação à economia —, cerca de 20% da população brasileira permanece desconectada ou sem condições de usufruir dos recursos digitais. A democratização da Internet é, portanto, um imperativo de inclusão social, desenvolvimento econômico e cidadania. Apesar de o Brasil ter ultrapassado a marca de 80% da população com algum tipo de acesso à Internet, o país ainda apresenta um cenário de profundas desigualdades regionais e sociais no que se refere à qualidade, velocidade e estabilidade da conexão. Os dados da pesquisa TIC Domicílios 2023, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, revelam que 88% da população urbana está conectada, mas esse índice cai para 60% nas áreas rurais. As regiões Norte e Nordeste apresentam baixos indicadores de infraestrutura de conectividade, sendo ainda dependentes de redes móveis instáveis, enquanto o Sudeste concentra a maior parte dos investimentos em fibra óptica e banda larga de alta velocidade. A disparidade segue a lógica de expansão do setor de telecomunicações no país — fortemente orientada pela rentabilidade —, que privilegia centros urbanos e regiões com maior poder aquisitivo. Segundo dados do IBGE de 2022, enquanto quase 90% dos domicílios localizados no Sudeste têm acesso à Internet, os números caem para cerca de 70% no Norte e no Nordeste, com situação mais grave nas áreas rurais. O Brasil enfrenta também um déficit preocupante de letramento digital. Segundo levantamento feito pela ANATEL em 2024, apenas 30% da população brasileira possui habilidades digitais básicas, e menos de 20% atinge um nível intermediário de proficiência em letramento digital. A carência tecnológica forma uma barreira à inserção dessa população no mercado de trabalho e no sistema educacional, além de reforçar a exclusão social. Um ponto preocupante também é que a falta de letramento digital aumenta a vulnerabilidade à desinformação e a fraudes. Em um país marcado por desigualdades históricas, a exclusão digital se soma a outras formas de marginalização. Com base nas ideias veiculadas no texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens seguintes, relativos ao vocabulário e a outros aspectos linguísticos do texto CB1A1.","Novos dados da União Interparlamentar (UIP) e da ONU Mulheres revelam um progresso limitado no alcance da igualdade de gênero na liderança política. A edição de 2025 do mapa Mulheres na política mostra que os homens continuam a superar as mulheres em mais de três vezes nas posições executivas e legislativas em todo o mundo. Globalmente, a presença feminina nos parlamentos subiu apenas 0,3%, alcançando 27,2% em relação ao ano anterior. Já nos ministérios, houve queda de 0,4%. Segundo Sima Bahous, diretora executiva da ONU Mulheres, o progresso não só é lento como há retrocesso em várias partes do mundo. “Trinta anos após a Declaração de Pequim, a promessa de igualdade de gênero na liderança política permanece não cumprida. Não podemos aceitar um mundo onde metade da população seja sistematicamente excluída da tomada de decisões”, frisou. Bahous também lembrou que cotas, reformas eleitorais e vontade política são soluções para desmantelar barreiras sistêmicas. “O tempo das medidas paliativas acabou. É hora de os governos agirem para assegurar que as mulheres tenham um assento igual em todas as mesas onde o poder é exercido”, destacou. A presidente da UIP, Tulia Ackson, classificou o ritmo de avanço como “glacial” e ressaltou a urgência de medidas concretas para garantir representação igualitária. O secretário-geral da UIP, Martin Chungong, defendeu o engajamento ativo de homens como parte da solução. Ainda, o mapa de 2025 mostra que, enquanto as mulheres lideram importantes pastas ligadas a direitos humanos, igualdade de gênero e proteção social, os homens dominam áreas como relações exteriores, orçamento e defesa. Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os seguintes itens.","Em 1988, ano do centenário da abolição da escravatura no Brasil, foi promulgada a atual Constituição Federal, a primeira a tratar da questão racial e a que tornou o racismo crime inafiançável e imprescritível. Naquele ano de memória e avanço civilizatório, foi feita uma pequena pesquisa sobre racismo. Seus resultados mostravam um cenário contraditório: ao mesmo tempo em que 97% dos entrevistados afirmavam não ter preconceito racial, 98% dos entrevistados diziam conhecer pessoas racistas e ter presenciado situações de discriminação racial. A melhor descrição da situação foi feita anos depois pela historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz: “A conclusão informal é de que todo brasileiro parece se sentir como uma ilha de democracia racial, cercado de racistas por todos os lados.” Hoje, o debate sobre o racismo cresceu. As cotas raciais são um sucesso social e acadêmico comprovado. Tendem a ser cada vez menos numerosos os que acreditam na democracia racial e cada vez maior o número dos que sabem que o racismo deve ser extirpado. Entretanto, a tendência de reconhecer mais o racismo não se repete em relação ao machismo. Todos reconhecem que há discriminação contra pretos e pardos, mas não contra as mulheres; todos reconhecem que há racismo, mas não reconhecem que há machismo — embora os mais jovens não se revelem machistas. Todas as gerações negam a discriminação contra as mulheres, apesar de a geração dos que nasceram no novo milênio ser a que menos percebe a discriminação de gênero, tanto mulheres quanto homens. No Brasil de hoje, há uma regra social implícita, segundo a qual ninguém pode deixar de reconhecer o racismo, mas a sociedade não reconhece a discriminação contra a mulher como relevante. Julgue os próximos itens, relativos ao texto precedente.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Analisando-se a literatura produzida sobre justiça restaurativa desde o final da década de 70 do século passado, verifica-se que há diferentes abordagens, produzidas por estudiosos dos mais diversos campos do conhecimento (filosofia, psicologia social, antropologia, ciências jurídicas, pedagogia, assistência social, entre outros), incluídos acadêmicos, facilitadores de justiça restaurativa, servidores públicos e entusiastas da justiça restaurativa que buscam disseminar e fortalecer a sua implementação em nível institucional. Dada essa pluralidade de abordagens, surgiram diversas definições de justiça restaurativa na literatura ao longo das últimas décadas, razão pela qual alguns autores atuais apontam que o conceito de justiça restaurativa ainda estaria “em aberto”. Contudo, parece haver na literatura certo consenso de que tal pluralidade seria algo positivo, por possibilitar a adaptação do conceito a diferentes contextos culturais. Alguns autores também sugerem que a justiça restaurativa seria um conceito “guarda-chuva”, ou seja, um conceito que abarca uma vasta gama de formulações, desde que sejam conservados os elementos essenciais da justiça restaurativa. A respeito das ideias e de aspectos discursivos e linguísticos do texto precedente, julgue os itens subsecutivos.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Em um mundo cada vez mais acelerado e hiperconectado, que recompensa o imediatismo, a cultura da urgência obscurece a linha entre o que é realmente importante e o que não é. No trabalho, a cultura da urgência pode envolver lidar com solicitações frequentes de última hora, prazos ou carga de trabalho irrealistas e estimular a expectativa de que se esteja disponível mesmo depois do expediente. Na vida pessoal, as manifestações da cultura da urgência incluem estender-se demais nos relacionamentos, verificar com frequência as atualizações das mídias sociais, por medo de perder alguma coisa, e responder imediatamente a chamadas e mensagens de texto, mesmo quando isso for inconveniente. Fazer parte da cultura do “sempre ligado” muitas vezes exige a realização de várias tarefas. No entanto, pesquisas mostram que o cérebro humano não tem a arquitetura neurocognitiva para realizar duas ou mais tarefas simultaneamente. Portanto, toda vez que realizamos uma multitarefa, o cérebro fica mais lento e sua produtividade pode ser reduzida em até 40%. Além disso, “a atração pela distração que impulsiona a maioria das multitarefas pode ser difícil de ser desligada”, afirma a neurocientista Friederike Fabritius. “Como resultado, você pode achar difícil se concentrar mesmo quando não está realizando multitarefas”, ela diz. Enquanto isso, a superestimulação constante — um contribuinte significativo para a cultura da urgência — dessensibiliza o sistema de dopamina. Em resumo, “quanto mais superestimulada uma pessoa estiver, menos alegria poderá sentir”, diz Fabritius. A superestimulação constante também impede o pensamento reflexivo. Quando o cérebro está sobrecarregado pela necessidade constante de processar informações e tomar decisões rapidamente, ele geralmente recorre ao pensamento superficial. Isso compromete sua capacidade de se envolver em um trabalho profundo que exija longos períodos de concentração sem distrações. Por fim, a cultura da urgência, com o passar do tempo, também pode ser prejudicial à saúde física, contribuindo para hipertensão, privação do sono, colesterol alto e distúrbios inflamatórios. A respeito das ideias veiculadas no texto apresentado e de seus aspectos linguísticos, julgue os itens a seguir.","diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Com o avanço das novas tecnologias da informação e comunicação, observa-se na atualidade um processo de migração dos ambientes reais e analógicos para os virtuais e digitais. Inúmeros são os benefícios do oferecimento de produtos e da prestação de serviços no ambiente digital. No entanto, a exposição em rede costuma atrair riscos que, embora invisíveis, apresentam um potencial destrutivo alto: os ciberataques e o seu impacto para as organizações, as empresas e as pessoas envolvidas. Os ataques cibernéticos podem ter como alvos pessoas, organizações políticas e sociais, empresas públicas e privadas, postos fiscais, tribunais, bases militares, autarquias e ministérios do Estado, variando conforme a motivação que os ensejou: interrupção de sistemas e serviços essenciais, resgate de valores em troca de arquivos criptografados, extração de dados, repercussão política ou até mesmo a lesão física de pessoas. Com referência às ideias e às estruturas linguísticas do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","Quando se fala que o surgimento da escrita não foi apenas a aquisição de mais um modo de expressão, mas também uma revolução, é porque ela mudou toda uma forma de organizar os pensamentos. Na cultura oral, a memória é que determina o conhecimento, portanto só sabemos o que podemos recordar, como pontuou o filósofo e historiador cultural Walter Ong. Dessa forma, o pensamento foi moldado a partir da repetição oral, dos padrões rítmicos ou de alguma forma mnemônica, e de um ritmo mais lento na evolução dos acontecimentos. Quando o suporte sai do corpo da pessoa e vai para a argila, a cerâmica, a pedra, mais tarde para o pergaminho e o papel — suportes que criam a possibilidade de a pessoa retomar a leitura para relembrar ou refletir sobre um acontecimento —, a própria elaboração do pensamento e a transmissão do conhecimento são afetadas. Para além disso, sendo a leitura em suporte escrito uma atividade individualizada, solitária na maioria das vezes, ela modifica a relação de comunicação que se tinha antes na cultura oral, na qual há unidade entre quem fala e quem ouve. O resultado disso teria sido tão impactante que Ong classifica a escrita como uma tecnologia ainda mais extrema que a impressão e os computadores, por exemplo. “A escrita, a impressão e os computadores são todos meios de tecnologizar a palavra. A escrita é, de certo modo, a mais drástica das três tecnologias. Ela iniciou o que a impressão e os computadores apenas continuam, a redução do som dinâmico a um espaço mudo, o afastamento da palavra em relação ao presente vivo, único lugar em que as palavras faladas podem existir. Ao contrário da linguagem natural, oral, a escrita é inteiramente artificial”, escreveu ele. Julgue os itens seguintes, relativos aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto precedente.","A humanidade produz 400 milhões de toneladas de plástico por ano, e apenas 10% dele é reaproveitado, até mesmo porque a reciclagem de alguns tipos é econômica ou tecnicamente inviável. Mas pode haver solução. Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia, liderados pela engenheira química e ambiental Kandis Abdul-Aziz, criou um método que transforma o plástico em fertilizante: ele é misturado a palha de milho e se torna um tipo de carvão extremamente poroso, ideal para fertilizar o solo. Para transformar o plástico em carvão, a equipe utiliza plásticos como o PET, empregado em garrafas, e o isopor, misturados a resíduos de milho — restos de talos, folhas, cascas e espigas. Os pesquisadores aquecem essa mistura em um reator, sem oxigênio, para romper a estrutura molecular original e obter carbono elementar, que dá origem ao carvão. Esse processo de decomposição por altas temperaturas, chamado pirólise, já é frequentemente usado com outros restos agrícolas. Esse carvão pode aumentar o teor de nutrientes como potássio e nitrogênio no solo, além de melhorar a retenção deles. Mas uma de suas aplicações mais promissoras é o uso dele para diminuir a chamada lixiviação de nitrogênio (remoção ou dissolução desse nutriente pela ação da água sobre o solo) e aumentar o teor de carbono orgânico presente no solo, o que otimizaria sua saúde e o crescimento das plantações. Quanto aos próximos passos para o desenvolvimento da técnica, a equipe liderada por Kandis Abdul-Aziz está pensando em combinar os plásticos com outros resíduos agrícolas comuns na Califórnia, além da palha de milho. O estado é um dos maiores produtores de frutas cítricas dos Estados Unidos da América, mas a maioria dos resíduos, como cascas, sementes e polpa, é descartada e acaba em aterros sanitários. Além de produzir uma mercadoria valiosa como o carvão, o processo desenvolvido pelos pesquisadores pode fornecer uma alternativa sustentável para elementos que geralmente são considerados lixo. Com relação à tipologia, às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Defendemos que a divulgação científica (DC) é produzida pela esfera da cultura científica em colaboração com outras esferas de atividades humanas. Assim, a DC é um produto gerado na interseção de esferas de criação ideológicas, cujas atividades disputam motivos, propósitos, regras, agentes, ferramentas culturais, entre tantos outros elementos. Em uma análise a partir da cultura científica, teremos a apropriação da comunicação, do jornalismo, da mídia e suas técnicas como ferramentas culturais para a produção da DC, enquanto o universo de referência, os princípios e os valores continuam sendo próprios da cultura científica. Por outro lado, se partirmos da esfera da mídia, teremos a apropriação de conhecimentos, fatos e histórias da ciência, enquanto as formas de produção do suporte são próprias da esfera midiática. Podemos estender esse exercício para todas as esferas que atuam na DC, como a educação, por exemplo, condição que reforça nossa compreensão de que a DC é produzida em meio à interseção da cultura científica com outras esferas de atuação humana. Embora existam coerções e interseções com outros campos, não há como deslocar princípios ontológicos da cultura científica que são inerentes aos conceitos, às metodologias e às práticas da ciência — fato que sustenta e fortalece a interpretação do divulgador como um representante da cultura científica. A DC, portanto, é produzida em meio a uma interseção de esferas de criação ideológica; a cultura científica, no entanto, exerce maior influência sobre o produto gerado. Tal concepção evidencia que a interseção na qual a DC é produzida não é composta por esferas equipolentes. Ainda que a cultura científica tenha maior influência na determinação dos produtos da DC, trata-se de produtos gerados em meio a disputas, cujos escopos variam de acordo com os suportes de DC e os meios de comunicação em que são veiculados. Não é preciso ser um especialista em DC para notar as diferenças entre veículos de DC que, por vezes, sustentam coerções da indústria cultural e, por isso, usufruem livremente do sensacionalismo e da fetichização do conhecimento científico, visando ao aumento das vendas, e veículos que claramente têm interesse em ensinar conceitos científicos que estão fortemente baseados em coerções provenientes da educação científica. Considerando os aspectos linguísticos do texto apresentado e as ideias nele veiculadas, julgue os próximos itens.","A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB4A1, julgue os itens seguintes.","Texto CG4A1 Globalmente, as mulheres representam de 8% a 17% da força de trabalho na mineração. O Brasil está na ponta positiva do espectro, com representação média feminina de 17% — ainda que os números sejam mais baixos que os do setor industrial brasileiro em geral, em que esse percentual fica em torno de 25%. Na alta liderança, as mulheres representam 20% dos cargos de chefia e 21% dos conselhos administrativos na mineração. De acordo com uma pesquisa global da McKinsey, além de colocar em prática valores de igualdade e equidade, a diversidade melhora o desempenho operacional. Equipes diversas são mais produtivas, aderindo 11% mais ao cronograma de produção; têm práticas mais seguras, com uma frequência de acidentes 67% menor; e são mais criativas e resilientes. Signatária dos Princípios de Empoderamento da Mulher da ONU, uma mineradora global criou, em 2018, um programa de trainee 100% feminino e, no ano seguinte, realizou seu primeiro processo seletivo exclusivo para mulheres engenheiras, analistas e gestoras. A medida tem impulsionado o índice de participação feminina da empresa, que passou de 13% para 22% entre 2019 e 2022. Há, ainda, um obstáculo anterior, como aponta uma gerente de governança do setor: “A mineração tem muitos cargos em ciências exatas, mas não encontramos muitas universitárias nesses cursos”. De fato, se, por um lado, as brasileiras têm maior grau de escolaridade do que os homens, por outro, elas são minoria nos cursos de STEM (ciências, tecnologia, engenharias e matemática): 10% das universitárias e 28% de homens universitários estão matriculados em graduações nessas áreas. A fim de vencer esse obstáculo, mineradoras globais passaram a oferecer, em parceria com universidades, bolsas de estudos para mulheres nas áreas de engenharia e ciências exatas. Julgue os itens que se seguem, referentes às ideias do texto CG4A1.\n\n\n\nJulgue os itens seguintes, acerca de aspectos linguísticos e do vocabulário empregado no texto CG4A1.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Sentimos a dor, mas não a ausência da dor; sentimos a inquietação, mas não a ausência da inquietação; o temor, mas não a segurança. Sentimos o desejo e o anelo, como sentimos a fome e a sede; mas, uma vez satisfeitos, tudo acaba, assim como o bocado que, uma vez engolido, deixa de existir para a nossa sensação. Enquanto possuímos os três maiores bens da vida, saúde, mocidade e liberdade, não temos consciência deles, e só os apreciamos depois de os havermos perdido, porque esses também são bens negativos. Só notamos os dias felizes da nossa vida passada depois de darem lugar aos dias de tristeza. À medida que os nossos prazeres aumentam, tornam-nos cada vez mais insensíveis; o hábito já não é um prazer. Por isso mesmo, a nossa faculdade de sofrer é mais viva; todo hábito suprimido causa um sentimento doloroso. As horas correm tanto mais rápidas quanto mais agradáveis são, tanto mais demoradas quanto mais tristes, porque o gozo não é positivo, diferentemente da dor, cuja presença se faz sentir. O aborrecimento dá-nos a noção do tempo; a distração tira-a. Não se poderia absolutamente imaginar uma grande e viva alegria se esta não sucedesse a uma grande miséria, porque nada há que possa atingir um estado de alegria serena e durável; o mais que se consegue fazer é distrair, satisfazer a vaidade. É por este motivo que todos os poetas são obrigados a colocar os seus heróis em situações cheias de ansiedades e de tormentos, a fim de os livrarem delas: drama e poesia épica só nos mostram homens que lutam, que sofrem mil torturas, e cada romance oferece-nos em espetáculo os espasmos e as convulsões do pobre coração humano. Voltaire, o feliz Voltaire, que tão favorecido foi pela natureza, pensa como eu, quando diz: “A felicidade não passa de um sonho; só a dor é real”. E acrescenta: “Há oitenta anos que o experimento; não sei fazer outra coisa senão resignar-me e dizer a mim mesmo que as moscas nasceram para serem comidas pelas aranhas, e os homens, para serem devorados pelos pesares”. Julgue os itens a seguir, referentes às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.","Embora haja relação entre os conceitos, racismo difere de preconceito racial e de discriminação racial. O preconceito racial é o juízo que se baseia em estereótipos acerca de indivíduos que pertençam a determinado grupo racializado e que pode ou não resultar em práticas discriminatórias. As ideias de que negros são violentos e inconfiáveis, de que judeus são avarentos ou de que orientais são “naturalmente” preparados para as ciências exatas são exemplos de preconceitos. A discriminação racial, por sua vez, é a atribuição de tratamento diferenciado a membros de grupos racialmente identificados. Portanto, a discriminação tem como requisito fundamental o poder, ou seja, a possibilidade efetiva do uso da força, sem o qual não é possível atribuir vantagens ou desvantagens por conta da raça. Assim, a discriminação pode ser direta ou indireta. A discriminação direta é o repúdio ostensivo a indivíduos ou grupos, motivado pela condição racial, exemplo do que ocorre em países que proíbem a entrada de negros, judeus, muçulmanos, pessoas de origem árabe ou persa, ou ainda em lojas que se recusem a atender clientes de determinada raça. Adilson José Moreira afirma que o conceito de discriminação direta “pressupõe que as pessoas são discriminadas a partir de um único vetor e também que a imposição de um tratamento desvantajoso requer a existência da intenção de discriminar”. Por isso, conclui Moreira, o conceito de discriminação direta é “incompleto” para lidar com a complexidade do fenômeno da discriminação. Já a discriminação indireta é um processo em que a situação específica de grupos minoritários é ignorada — discriminação de fato —, ou sobre ela são impostas regras de “neutralidade racial”, sem que se leve em conta a existência de diferenças sociais significativas — discriminação pelo direito ou discriminação por impacto adverso. A discriminação indireta é “marcada pela ausência de intencionalidade explícita de discriminar pessoas. Isso pode acontecer porque a norma ou prática não leva em consideração ou não pode prever de forma concreta as consequências da norma.”, segundo Moreira. A consequência de práticas de discriminação direta e indireta ao longo do tempo leva à estratificação social, um fenômeno intergeracional em que o percurso de vida de todos os membros de um grupo social — o que inclui as chances de ascensão social, de reconhecimento e de sustento material — é afetado. Considerando as ideias veiculadas no texto apresentado e seus aspectos linguísticos, julgue os seguintes itens.","Texto CB1A1-I A forma peculiar como se processou a independência da América portuguesa teve consequências fundamentais no seu subsequente desenvolvimento. Tendo-se transferido o governo português para o Brasil sob a proteção inglesa e tendo-se operado a independência da colônia sem descontinuidade na chefia do governo, os privilégios econômicos de que se beneficiava a Inglaterra em Portugal passaram automaticamente para o Brasil independente. Com efeito, se bem haja conseguido separar-se de Portugal em 1822, o Brasil necessitou de vários decênios mais para eliminar a tutela que, graças a sólidos acordos internacionais, mantinha sobre ele a Inglaterra. Esses acordos foram firmados em momentos difíceis e constituíam, na tradição das relações luso-inglesas, pagamentos em privilégios econômicos de importantes favores políticos. Os acordos de 1810 foram firmados contra a garantia da Inglaterra de que nenhum governo imposto por Napoleão em Portugal seria reconhecido. Por eles se transferiam para o Brasil todos os privilégios de que gozavam os ingleses em Portugal — inclusive os de extraterritorialidade — e se lhes reconhecia demais uma tarifa preferencial. Tudo indica que, negociando esses acordos, o governo português tinha estritamente em vista a continuidade da casa reinante em Portugal, enquanto os ingleses se preocupavam em firmar-se definitivamente na colônia, cujas perspectivas comerciais eram bem mais promissoras que as de Portugal. Considerando as ideias veiculadas no texto CB1A1-I e as relações de coesão nele estabelecidas, julgue os próximos itens.\n\n\n\nAcerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.","Texto CG2A1 Foi em 1975 que a Organização das Nações Unidas (ONU) começou a celebrar o dia 8 de março como o Dia Internacional das Mulheres, na busca por evidenciar a discussão sobre a importância da igualdade de gênero, do combate à violência e da garantia dos direitos de meninas e mulheres. Mas a celebração tem suas origens no começo do século XX, em manifestações ligadas aos direitos das mulheres trabalhadoras. A data passou a ser definitivamente estabelecida a partir do dia 8 de março de 1917, com a realização de uma manifestação de operárias por pão e paz, na atual cidade de São Petersburgo, na Rússia. Nove anos antes, em 8 de março de 1908, já havia ocorrido um encontro massivo em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América (EUA), em defesa do sufrágio universal, com a presença de um comitê feminino local para apoiar o voto das mulheres. No Brasil, as mulheres só passaram a exercer o direito ao voto em 1932. As casadas, porém, só o puderam fazer em 1934, e até 1962 elas só podiam trabalhar fora se o marido anuísse. Atualmente, a presença das mulheres na educação brasileira é forte. Hoje, as meninas apresentam, inclusive, maior sucesso na trajetória escolar. Entre a população adulta com mais de 25 anos de idade, 49,5% das mulheres e 45% dos homens concluíram o ensino médio, de acordo com dados da PNAD Contínua 2018. No ensino superior, elas compõem 55% das matrículas de graduação. Na docência, esse fato se repete: elas também são maioria. Ainda assim, nem tudo é um mar de rosas. Conforme as mulheres vão progredindo na carreira acadêmica, por exemplo, esse cenário muda. No Brasil, apenas um em cada quatro pesquisadores seniores são mulheres. A maternidade e a desigualdade na divisão das tarefas domésticas são alguns dos fatores que dificultam o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal das mulheres — mas não dos homens. Julgue os itens que se seguem, com base nas ideias veiculadas no texto CG2A1.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CG2A1.","Julgue os seguintes itens, relativos aos aspectos linguísticos do texto CG2A1.","considere que todos os programas mencionados estão em No Brasil, pode dizer-se que só excepcionalmente tivemos um sistema administrativo e um corpo de funcionários puramente dedicados a interesses objetivos e fundados nesses interesses. Ao contrário, é possível acompanhar, ao longo de nossa história, o predomínio constante das vontades particulares que encontram seu ambiente próprio em círculos fechados e pouco acessíveis a uma ordenação impessoal. Dentre esses círculos, foi sem dúvida o da família aquele que se exprimiu com mais força e desenvoltura em nossa sociedade. E um dos efeitos decisivos da supremacia incontestável, absorvente, do núcleo familiar — a esfera, por excelência, dos chamados “contatos primários”, dos laços de sangue e de coração — está em que as relações que se criam na vida doméstica sempre forneceram o modelo obrigatório de qualquer composição social entre nós. Isso ocorre mesmo onde as instituições democráticas, fundadas em princípios neutros e abstratos, pretendem assentar a sociedade em normas antiparticularistas. Em relação às propriedades linguísticas e semânticas do texto precedente, julgue os itens seguintes.","Texto CG1A1 Em Tratado de medicina legal, Agostinho José de Souza Lima define a perícia médica como toda sindicância promovida por autoridade policial ou judiciária acompanhada de exame e cujos peritos, dada a natureza do exame, são ou devem ser médicos. Disso decorre que o perito médico é a pessoa entendida e experimentada em temas de medicina que, designada pela autoridade competente, deverá esclarecer um fato de natureza médica mais ou menos duradouro. A perícia médico-legal surgiu da necessidade de solução para casos concretos. A princípio, havia apenas alguns vestígios de perícia médica nas legislações primitivas; depois, os indícios da prática ficaram mais evidentes, principalmente na Idade Média, até a atividade definir-se e concretizar-se na Renascença, com a sua instituição oficial no Código Carolino, em 1532. A perícia médico-legal já era tarefa do Estado desde o tempo dos egípcios, conforme consta dos papiros da época. Embora a medicina egípcia estivesse impregnada de magia e divindade, e empregasse, na cura das doenças, os encantamentos, os amuletos e o exorcismo, alguns historiadores veem indícios de perícia no Antigo Egito. Os sacerdotes médicos verificavam, por exemplo, se a morte fora violenta ou natural; a prática do embalsamento exigia a mesma verificação. As leis de Menés, o mais antigo faraó da história, mandavam adiar o castigo das mulheres grávidas, excluindo-as das penas aflitivas, o que implicava a intervenção do perito para o diagnóstico da gravidez. O Código de Hamurabi, uma compilação de leis sumerianas, previa penas severas para os casos de erro médico, o que subtendia a prova do erro. A legislação hebraica, superior às precedentes — porque exigia duas testemunhas para a condenação do suspeito, a responsabilidade das testemunhas e do juiz, a garantia dos tribunais, a publicidade dos debates, a igualdade perante a lei e a ausência de meios de tortura —, mostrava o sentimento de justiça unido à rigidez do dogma religioso. Segundo essa legislação, os conhecimentos médicos deveriam ser aplicados pelo sacerdote, que também exercia a função de médico. Julgue os itens que se seguem, com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1.\n\n\n\nA respeito da estrutura linguística e do vocabulário empregados no texto CG1A1, julgue os próximos itens.","Uma curiosa característica da historiografia geral, política e social foi a relativamente pequena atenção dada à história da justiça ou, se quisermos ser mais limitados, à história do Poder Judiciário. Pode-se levantar uma hipótese: a justiça foi percebida como um poder alheio àquilo que se chamou comumente política a partir do século XIX, ou seja, a luta e a disputa para ocupar posições de governo, de mando em geral e de decisão em lugar dos outros. Uma segunda hipótese: os historiadores não se sentem à vontade com um campo muito específico, como são o direito e o dos juristas. O direito se constitui em esfera especial e profissional à qual se tem acesso apenas por meio de um curso universitário, enquanto a política permite acesso aos lugares de poder por meio de eleições e não exige, pois, nenhum preparo intelectual determinado. Qualquer um do povo pode ser político, mas nem todos podem ser juristas ou juízes profissionais. Julgue os itens que se seguem, relativos ao conteúdo do texto precedente e a aspectos linguísticos a ele pertinentes.","Texto CB1A1 O racismo estrutural é uma realidade cotidiana no Brasil, e as denúncias de atitudes racistas estão se tornando mais visíveis. Porém, o racismo institucional, que acontece dentro de organizações públicas e privadas em diversos setores, ainda é um conceito pouco familiar para muitas pessoas. Mesmo afetando diretamente milhões de brasileiros, esse tipo de racismo é menos conhecido. O racismo institucional vai além das atitudes individuais e ações isoladas. Ele está enraizado nas políticas, nos procedimentos e nas práticas das organizações. Isso significa que não se trata apenas de como as pessoas se comportam, mas também de como as estruturas e normas podem favorecer ou prejudicar grupos raciais específicos. Essas manifestações de racismo dentro das instituições podem ser observadas em várias áreas, desde a maneira como o pessoal é selecionado e promovido até a distribuição de recursos. Isso pode resultar em desigualdades sistêmicas que afetam grupos pertencentes a minorias raciais, limitando suas oportunidades e o reconhecimento de suas contribuições. Essa dimensão do racismo é frequentemente menos reconhecida do que as formas mais óbvias de preconceito racial, mas seu impacto é duradouro e pode contribuir significativamente para a manutenção de desigualdades com base na raça. O racismo institucional é um conceito-chave para compreender como as estruturas e práticas das organizações podem perpetuar a discriminação racial, mesmo que não haja intenções individuais de discriminar. É um problema complexo que requer atenção, portanto, reconhecer e abordar as maneiras como se manifesta o racismo institucional é fundamental para promover a igualdade racial nos espaços de trabalho. Julgue os itens que se seguem, relativos às ideias veiculadas no texto CB1A1.\n\n\n\nCom relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os itens seguintes.","Um balanço feito pelo Instituto Sou da Paz e pelo INSPER mostrou que, em 2021, o Distrito Federal registrou a menor taxa de homicídios dos últimos 45 anos, mesmo com o aumento da população. Em Alagoas, os indicadores do mesmo crime caíram 14,8%. De acordo com o Segundo Balanço das Políticas de Gestão para Resultados na Segurança Pública, em São Paulo reduziu-se em 49% o roubo de veículos entre 2014 e 2021. O documento evidencia iniciativas estaduais que representam boas práticas na área de segurança pública. Segundo a diretora executiva do Instituto Sou da Paz, a pesquisa encontrou 11 estados com programas de gestão de resultado. O destaque é o Espírito Santo, que tem uma ação mais longeva e consegue manter um programa central que envolve as polícias com resultados importantes na redução dos homicídios. “São programas que, embora não sejam uma panaceia, conseguem contribuir muito para a integração das polícias, dão uma ferramenta para o secretário de segurança coordenar, dão uma visão de longo prazo para a segurança pública nos estados, o que não é algo trivial”, disse a diretora. “O estabelecimento de diretrizes baseadas em evidências é essencial para a promoção de melhorias na segurança pública dos estados brasileiros”, afirmou um professor do Centro de Gestão e Políticas Públicas do INSPER. Ele acrescentou que o balanço apresentado pelo instituto e pelo Sou da Paz buscou analisar o que funciona para a área, quais estados alcançaram sucesso nos últimos anos e como os gestores podem orientar propostas para conseguir os melhores resultados possíveis. Em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens a seguir.","De acordo com o Plano das Nações Unidas sobre Discursos de Ódio, a prática do discurso de ódio se caracteriza como um tipo de comunicação falada, escrita ou comportamental que ataca ou utiliza linguagem pejorativa ou discriminatória em referência a uma pessoa ou grupo, com base em fatores de identidade, como religião, etnia, gênero, entre outros. Diferentemente da desinformação (prática não intencional de compartilhamento de informações imprecisas), ou da distribuição intencional de informações falsas com o intuito de provocar dano, o discurso de ódio se expressa de forma violenta contra grupos delimitados. O discurso de ódio online pode ser reproduzido em diferentes formatos, mas geralmente contém características típicas do meio digital, como o anonimato do(a) autor(a), o alcance expandido do ataque, a instantaneidade da mensagem e a formação de comunidades em torno do discurso. Considerando aspectos linguísticos do texto precedente e as ideias nele veiculadas, julgue os itens que se seguem.","Se houvesse um concurso para eleger a cidade brasileira com mais filhos ilustres, a pequena Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, levaria com folga. Entre os 5.570 municípios brasileiros, difícil encontrar outro interiorano (capital é covardia, ora) que tenha gerado tantas figuras notórias para o país. Talvez Sobral, no Ceará, se aproxime em quantidade (terra do cantor Belchior, do humorista Renato Aragão, do artista plástico Zenon Barreto e do cineasta Luiz Carlos Barreto, o “Barretão”). Mas somente a pacata cidade capixaba viu nascer elenco tão sortido do folclore nacional, a ponto de receber de Vinicius de Moraes o epíteto de “capital secreta”. São cachoeirenses: o cantor e compositor Roberto Carlos; o mais importante cronista brasileiro, Rubem Braga; o compositor Sergio Sampaio; a atriz naturista Luz del Fuego; o produtor musical e diretor Carlos Imperial; o ator Jece Valadão (que foi criado lá, apesar de ter nascido no distrito de Muqui); e a atriz Darlene Glória. Também viveram por lá as irmãs Danuza e Nara Leão. Em relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Atualmente, a mulher madura enfrenta enormes desafios. Um deles é a carreira. Hoje, no Brasil, há mais de 55 milhões de pessoas com 50 anos ou mais de idade, dos quais a maioria são mulheres. Nessa fase da vida, boa parte das pessoas enfrenta dificuldade de ingresso — ou reingresso — no mercado de trabalho. A despeito das políticas afirmativas nas empresas para a população mais madura, há uma lacuna crescente entre a necessidade de recolocação e o apetite das organizações para contratar pessoas pertencentes a esse segmento da sociedade. No caso das mulheres, o cenário é ainda mais desafiador, dado que a renda feminina, ao longo da vida profissional, é historicamente menor que a do homem, o que requer da mulher esforço adicional para o equilíbrio orçamentário e resulta em menor capacidade de poupança no longo prazo. No mundo dos investimentos, o cenário é igualmente crítico. Pesquisa da Associação dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), mostra que atualmente 65% das mulheres com mais de 45 anos de idade não têm nenhum investimento financeiro. Quando pensam sobre aposentadoria, 18% delas desejam se aposentar antes dos 60 anos e a metade, entre 60 e 70 anos. Porém, impressiona o fato de 12% delas acreditarem que, com a aposentadoria, os recursos que as sustentarão virão do trabalho ativo. 65% dessas mulheres depositam as esperanças no INSS. Esses números mostram que a independência financeira da mulher madura está longe de ser alcançada. Na equação em que as variáveis tempo e dinheiro são fundamentais, a escassez da primeira vai obrigatoriamente onerar a segunda. Considerando as ideias, a estrutura linguística e o vocabulário do texto precedente, julgue os próximos itens.","Texto CB1A2-I Segundo nosso modo de ver, a evolução sociocultural é gerada por uma série de revoluções tecnológicas correspondentes a inovações prodigiosas no aparelho produtivo ou militar. Essas inovações, ao ativar as sociedades onde amadurecem, provocam sua expansão na forma de um processo civilizatório no curso do qual tanto aquelas sociedades como todas as que caem sob sua influência transitam de uma a outra etapa evolutiva. Cada etapa corresponde a uma formação econômico-social, vale dizer, a uma combinação específica de modos de produção com certas formas de ordenação da vida social e com conteúdos ideológicos correspondentes. O processo pode ser descrito como uma ruptura provocada pelas contradições entre as inovações acumuladas nas forças produtivas materiais da sociedade e nas relações de produção preexistentes, ruptura esta que aciona o trânsito de uma formação econômico-social a outra. Em relação a aspectos linguísticos do texto CB1A2-I e às ideias nele apresentadas, julgue os próximos itens.","Julgue os itens que se seguem, referentes a aspectos linguísticos do texto CG1A1.","Texto CB1A1-II A palavra ficção nos remete a histórias inventadas (total ou parcialmente). Pode ser uma fantasia, que envolva monstros, heróis ou fantasmas, pode ser uma ficção científica, que envolva tecnologias que vão muito além daquelas que existem hoje, e também pode ser um romance comum, totalmente realista, mas com enredo, personagens ou ambientes inventados. Dessa forma, uma matéria jornalística jamais poderia ser considerada ficcional, já que um dos pilares do jornalismo é a busca pela verdade e a publicização das informações com precisão e veracidade. Um jornal que noticiasse ficções estaria ferindo um de seus princípios mais fundamentais. Apesar de essa definição de ficção ser bem popular, os críticos e teóricos de cinema franceses Jacques Aumont e Michel Marie afirmam que a ficção é uma forma de discurso que faz referência a personagens ou a ações que só existem na imaginação daquele que a escreve ou lê. Segundo eles, a ficção não é uma mentira, mas um simulacro da realidade, uma das possíveis maneiras de se representar o real. Assim, podemos dizer que todo relato é uma tentativa de representar a realidade por meio de palavras. Um relato de um acontecimento não é o próprio acontecimento em si. Os fatos ficam no passado, depois que acontecem. Qualquer tentativa de retomá-los no presente, por meio de uma história, será uma representação, será uma construção da mente de uma pessoa. Logo, será uma ficção. Julgue os itens a seguir com base nas ideias apresentadas no texto CB1A1-II.\n\n\n\nA respeito dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens que se seguem.","Quando eu cheguei à seção onde tinha de votar, achei três mesários e cinco eleitores. Os eleitores falavam do tempo. Contavam os maiores verões que temos tido; um deles opinava que o verão, em si mesmo, não era mau, mas que as febres é que o tornavam detestável. A quanto não ia a amarela? Chegaram mais três eleitores, depois um, depois sete, que, pelo ar, pareciam da mesma casa. Os minutos iam com aquele vagar do costume quando a gente está com pressa. Mais três eleitores. Nove horas e meia. Os conhecidos faziam roda. Uns falavam mal dos gelados, outros tratavam do câmbio. Nove e três quartos. Trinta e cinco eleitores. Alguns almoçados. Os almoçados interpretavam o regulamento eleitoral diferentemente dos que o não eram. Daí algumas conversações particulares à meia voz, dizendo uns que a chamada devia começar às dez horas em ponto, outros que antes. — Meus senhores, vai começar a chamada — disse o presidente da mesa. Eram dez horas menos um minuto. Havia quarenta e sete eleitores. Abriram-se as urnas, que foram mostradas aos eleitores, a fim de que eles vissem que não havia nada dentro. Os cinco mesários já estavam sentados, com os livros, papéis e penas. O presidente fez esta advertência: — Previno aos senhores eleitores que as cédulas que contiverem nomes riscados e substituídos não serão apuradas; é disposição da lei nova. Quis protestar contra a lei nova. Pareceu-me opressiva da liberdade eleitoral. Pois eu escolho um nome, para presidente da República, suponhamos; ou senador, ou deputado que seja; em caminho, ao descer do bonde, acho que o nome não é tão bom como o outro, e não posso entrar numa loja, abrir a cédula e trocar o voto? — Antônio José Pereira — chamava o mesário. — Está na Europa — dizia um eleitor, explicando o silêncio. — Pôncio Pilatos! — Morreu, senhor; está no Credo. Tinha começado a chamada e prosseguia lentamente para não dar lugar a reclamações. Nove décimos dos eleitores não respondiam por isto ou por aquilo. — Padre Diogo Antônio Feijó! — prosseguia o mesário. Pausa. — Padre Diogo Antônio Feijó! Pausa. Eu gemia em silêncio. Consultei o relógio; faltavam sete minutos para as onze, e ainda não começara o meu quarteirão. Quis espairecer, levantei-me, fui até a porta, onde achei dois eleitores, fumando e falando de moças bonitas. Conhecia-os; eram do meu quarteirão. Enfim, começou o meu quarteirão; respirei, mas respirei cedo, porque a lista era quase toda composta de abstencionistas, e os nomes dos ausentes ou mortos gastam mais tempo, pela necessidade de esperar que os donos apareçam. Chegou a minha vez. Votei e corri a almoçar. Relevem a vulgaridade da ação. Tartufo, neste ponto, emendaria o seu próprio autor: “Ah! Pour être électeur, je n’en suis pas moins homme [Ah! Um eleitor, mas nem por isso menos homem].” Acerca das características do texto precedente, bem como das ideias nele veiculadas e de seus aspectos linguísticos, julgue os itens seguintes.","Texto CB1A1-III Aprendemos desde cedo que a linguagem verbal serve para comunicar e frequentemente dizemos que o importante é a comunicação. Quando se fala em comunicação, muitas vezes, pensamos que se está falando na transmissão de informações. Comunicar não se limita, entretanto, a transmitir informações. Realmente, há momentos em que desejamos apenas fornecer uma informação, mas, muito frequentemente, temos outros objetivos, como: dar uma ordem, expressar um sentimento, fazer um pedido, exercer algum tipo de influência, fazer o outro mudar de opinião... O ser humano vive em sociedade, isto é, fazemos parte de grupos sociais e agimos em conjunto com nossos semelhantes; interagimos. Na verdade, é para interagir que nos comunicamos, falamos e escrevemos. Por isso, não podemos nos esquecer de que a comunicação, ou a interação, envolve mais do que simplesmente informação; envolve, sobretudo, alguma forma de ação sobre o outro. Considerando os aspectos textuais e linguísticos do texto CB1A1-III, bem como as ideias nele veiculadas, julgue os itens seguintes.","O híbrido tem por finalidade nomear algo ou alguém cuja formação é múltipla, derivada de fontes heterogêneas. Tal termo passa a ser empregado nos estudos da cultura a partir dos deslocamentos e das migrações acentuadas do século XX. Na literatura, com mais propriedade nos estudos pós-coloniais, é abordado por Homi Bhabha, que, por sua vez, o trouxe da concepção de Bakhtin de “hibridismo linguístico”. O híbrido constitui a identidade do duplo, dinâmica, flexível, plurivocal e multimodal em contraposição à concepção hierárquica da identidade pura, única, autêntica, univocal, monolítica e uniforme que, além de infecunda, é anticomunitária. Como termo amplamente usado por vários críticos e estudiosos, gera polêmica e controvérsias, atingindo patamares de significação positiva ou negativa de acordo com a nuança que lhe seja empregada. Stelamaris Coser afirma que, ao se reverter “o movimento do centro para a periferia que caracterizou a era colonial e fez das colônias ‘o local dos sincretismos e hibridismos’, os grandes ‘centros globais’ são agora internacionalizados e hibridizados neste novo momento histórico pós-(neo)colonial”. Nesse caso, não se trata de enaltecer ideologicamente os encontros culturais, tampouco de anular os conflitos e choques que resultam das diferenças, mas, acima de tudo, de perceber o hibridismo que forma a realidade interamericana e a força criativa que dele resulta. Ainda segundo Coser, “uma inevitável transformação cultural é resultante da entrada, circulação e crescente poder dessa multiplicidade de vozes, visões e estilos que renovam e modificam a face da nação”. Igualmente, para Stuart Hall, a ocorrência do hibridismo (cultural, linguístico e literário) permite que o “novo” entre no mundo inscrito pelas forças hegemônicas e as modifique, passando a ser uma condição necessária à modernidade das comunidades construídas entre os impasses de perdas e ganhos sócio-históricos. Em relação às ideias e propriedades linguísticas do texto precedente, julgue os itens seguintes.","Texto CB1A1-I Os pais pediram que o menino fosse dormir cedo para que pudesse acordar à hora da passagem do ano. A julgar pela insistência da recomendação, o ano não passaria se ele não se deitasse. O que seria, francamente, um problemão — e para o mundo todo. Se o ano não virasse, tudo o que estava para acontecer a partir da meia-noite bruscamente ficaria retido nas malas, nos pacotes, na escuridão. Por respeito à humanidade, o garoto acatou. Quer dizer, mais ou menos — ficaria na cama de olhos fechados, igual quando brincava de morto, mas dormir mesmo não dormiria. Só estando acordado seria possível devassar de vez o mistério da passagem do ano. Os adultos mentem muito, sabia. Até mesmo sua mãe, que lhe pede não mentir nunca, inventava histórias quando ele perguntava “como era a cara do ano velho e do ano novo”. Sempre lhe respondiam, com sorrisos enigmáticos que não esclarecem nada, que tudo dependia da sua maneira de olhar. Mas olhar o quê? O ano velho indo embora tal qual um balão, “subindo, perdendo gás, perdendo gás, até acabar muito chocho”? Ou a chegada do novo, que descia de paraquedas na praça General Osório, trazendo uma mochila munida de “talco, escova de dentes e pombas”, para soltar em sinal de paz e alegria? Pouca coisa fazia sentido naquela cabeça de menino. Confinado em seu quarto, correu para a janela depois do beijo materno de boa noite e ali ficou, vigia do réveillon. Era preciso guardar o céu, pois com certeza “o ano passa no ar”. Mas o que faria, então, tanta gente na rua, tanto carro buzinando, sem ninguém olhando para cima? Já estavam, decerto, acostumados. “É ruim, ficar acostumado: não se vê mais nada, as coisas vão se apagando”, concluiu a criança da crônica de Drummond. Ninguém ia perceber a passagem do ano. Desiludido, o menino pegou no sono e acordou no chão, apavorado com o estrondo da virada. Foi correndo para a sala, onde os adultos, falando um pouco arrastado, tinham perdido o jeito comum, o jeito diurno. “Ele passou?”, quis saber. Carinhosa, a mãe levou-o de volta para o quarto, encostou o rosto em seu rosto e rogou-lhe que dormisse outra vez. O ano passara sem que ele o visse. Bem que sua mãe tinha alertado: só dependia da maneira de olhar... e ele não acertara com a maneira. Julgue os itens que se seguem, a respeito das ideias e estruturas linguísticas do texto CB1A1-I.","Texto CB1A1-I Os pais pediram que o menino fosse dormir cedo para que pudesse acordar à hora da passagem do ano. A julgar pela insistência da recomendação, o ano não passaria se ele não se deitasse. O que seria, francamente, um problemão — e para o mundo todo. Se o ano não virasse, tudo o que estava para acontecer a partir da meia-noite bruscamente ficaria retido nas malas, nos pacotes, na escuridão. Por respeito à humanidade, o garoto acatou. Quer dizer, mais ou menos — ficaria na cama de olhos fechados, igual quando brincava de morto, mas dormir mesmo não dormiria. Só estando acordado seria possível devassar de vez o mistério da passagem do ano. Os adultos mentem muito, sabia. Até mesmo sua mãe, que lhe pede não mentir nunca, inventava histórias quando ele perguntava “como era a cara do ano velho e do ano novo”. Sempre lhe respondiam, com sorrisos enigmáticos que não esclarecem nada, que tudo dependia da sua maneira de olhar. Mas olhar o quê? O ano velho indo embora tal qual um balão, “subindo, perdendo gás, perdendo gás, até acabar muito chocho”? Ou a chegada do novo, que descia de paraquedas na praça General Osório, trazendo uma mochila munida de “talco, escova de dentes e pombas”, para soltar em sinal de paz e alegria? Pouca coisa fazia sentido naquela cabeça de menino. Confinado em seu quarto, correu para a janela depois do beijo materno de boa noite e ali ficou, vigia do réveillon. Era preciso guardar o céu, pois com certeza “o ano passa no ar”. Mas o que faria, então, tanta gente na rua, tanto carro buzinando, sem ninguém olhando para cima? Já estavam, decerto, acostumados. “É ruim, ficar acostumado: não se vê mais nada, as coisas vão se apagando”, concluiu a criança da crônica de Drummond. Ninguém ia perceber a passagem do ano. Desiludido, o menino pegou no sono e acordou no chão, apavorado com o estrondo da virada. Foi correndo para a sala, onde os adultos, falando um pouco arrastado, tinham perdido o jeito comum, o jeito diurno. “Ele passou?”, quis saber. Carinhosa, a mãe levou-o de volta para o quarto, encostou o rosto em seu rosto e rogou-lhe que dormisse outra vez. O ano passara sem que ele o visse. Bem que sua mãe tinha alertado: só dependia da maneira de olhar... e ele não acertara com a maneira. Julgue os itens que se seguem, a respeito das ideias e estruturas linguísticas do texto CB1A1-I.\n\n\n\nConsiderando os aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-I Dizer que o petróleo é um elemento de influência nas relações geopolíticas contemporâneas é repetir o óbvio. Desde que ele se tornou a matriz energética básica da sociedade industrial e o elemento fundamental para o funcionamento da economia moderna, ter ou controlar as fontes de petróleo e as rotas por onde ele é transportado representa questão de vida ou morte para as sociedades contemporâneas. Quando pensamos na geopolítica do petróleo neste início do século XXI, o primeiro fato que nos vem à mente são os conflitos do Oriente Médio, como a guerra Irã-Iraque e a guerra do Golfo em 1990-1991. Reduzir esses conflitos ao elemento “petróleo” seria um erro, pois questões outras estavam e estão envolvidas. Contudo, não se deve esquecer que aí estão as maiores reservas petrolíferas do mundo. No entanto, se examinarmos com alguma atenção as notícias do dia a dia, veremos como o problema do petróleo dentro da geopolítica contemporânea não é algo que afeta apenas os países do Oriente Médio. A busca pelo “ouro negro” está tendo impacto em outras regiões do mundo. Em nível menor, países como o Brasil têm enfrentado os mesmos problemas das maiores potências no que se refere a suprir suas necessidades energéticas, e isso tende apenas a piorar. Aqui cabe uma reflexão sobre os efeitos geopolíticos da futura mudança da matriz energética global. Mesmo sendo algo pouco provável em curto e médio prazo, o próprio esgotamento do petróleo vai obrigar a economia global a convocar outras fontes de energia, como a nuclear ou as células de hidrogênio. As alterações na sociedade global que tal mudança provocará serão, evidentemente, imensas, mas ninguém parece ainda ter refletido a contento sobre seus impactos geopolíticos. Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nAinda com relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1 Em 1947, o físico brasileiro César Lattes causou grande impacto nos meios científicos internacionais e conquistou reconhecimento com sua descoberta que elucidou alguns problemas pendentes de solução no campo da radiação cósmica e confirmou a teoria do físico japonês Hideki Yukawa sobre a existência de uma partícula supostamente responsável pela ligação entre prótons e nêutrons nos núcleos atômicos. Esse último aspecto foi bastante para dar um relevo todo especial à descoberta, enriquecendo seu significado com a possibilidade de novas aberturas no controle das forças nucleares, tão cobiçado depois das explosões atômicas. Toda a imprensa mundial e brasileira aclamou a descoberta, e a ciência brasileira saiu do porão para a sala de visitas. No ano seguinte, Lattes voltou a causar impacto após conseguir a produção artificial daquela partícula em um acelerador do tipo circular, em Berkeley, nos Estados Unidos da América. E em 1949, a física no Brasil começou a se institucionalizar com a criação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Junto com ela, a ciência, em geral, também organizava sua entidade representativa, com o surgimento da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) naquele mesmo ano. Foi nesse caldo cultural que o almirante Álvaro Alberto ganhou mais argumentos para persuadir o governo brasileiro. Segundo seus depoimentos reproduzidos na coletânea 50 anos do CNPq contados pelos presidentes, organizada por Shozo Motoyama, em maio de 1949, após a leitura de relatórios sobre a questão atômica, o presidente Dutra enviou ao Congresso Nacional um anteprojeto para criação do Conselho Nacional de Pesquisas, já prevendo seu papel na política nuclear. Depois de uma longa tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, nascia o CNPq, com o almirante como seu primeiro presidente. Considerando as ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CG1A1, julgue os itens subsecutivos.","O eucalipto é cortado, e dele se faz o papel. Processo quase alquímico. O inflexível se dobra, o marrom se torna branco, onde cabiam folhas verdes agora cabem ideias maduras. Chegada a obra-prima, alguém trabalha o preenchê-la. E era isso que fascinava tanto o jornalista Pinheiro Júnior — fosse jovem fosse experiente. — Por que arquitetura? Por que arquitetura quando o senhor já havia contribuído tanto com esse talento, com esse dom? — Uma das coisas que mais me atraiu na Última Hora foi a diagramação da UH, a paginação da UH. Enquanto os outros jornais eram jornais duros, feios, a UH era um jornal bonito, era um jornal, inclusive, a cores. Os outros jornais não eram. Arquitetura, em jornalismo, é exatamente a diagramação dos jornais. Com base na leitura e nos sentidos do texto anterior, julgue os itens que se seguem.","A iniciativa Mãe Servidora, inserida no contexto do programa Pró-Equidade de Gênero, reflete um esforço significativo da ANTT para promover o equilíbrio entre a vida profissional e familiar de suas colaboradoras. Essa ação é direcionada especialmente para mães servidoras, no regime de trabalho presencial, com filhos menores de sete anos de idade, oferecendo a elas a oportunidade de reduzir a jornada de trabalho semanal em quatro horas em um dia específico. O objetivo principal é fortalecer a interação entre mãe e filho durante os anos cruciais de formação da criança, beneficiando-se tanto o bem-estar da servidora quanto o da família como um todo. Em caso de dúvidas, fale com a Coordenação de Projetos Especiais de Gestão de Pessoas (COPEP), pelo email <copep@antt.gov.br>. A respeito de aspectos linguísticos desse texto, julgue os itens a seguir.","Texto CG1A1-I A apropriação colonial das terras indígenas muitas vezes se iniciava com alguma alegação genérica de que os povos forrageadores viviam em um estado de natureza — o que significava que eram considerados parte da terra, mas sem nenhum direito a sua propriedade. A base para o desalojamento, por sua vez, tinha como premissa a ideia de que os habitantes daquelas terras não trabalhavam. Esse argumento remonta ao Segundo tratado sobre o governo (1690), de John Locke, em que o autor defendia que os direitos de propriedade decorrem necessariamente do trabalho. Ao trabalhar a terra, o indivíduo “mistura seu trabalho” a ela; nesse sentido, a terra se torna, de certo modo, uma extensão do indivíduo. Os nativos preguiçosos, segundo os discípulos de Locke, não faziam isso. Não eram, segundo os lockianos, “proprietários de terras que faziam melhorias”; apenas as usavam para atender às suas necessidades básicas com o mínimo de esforço. James Tully, uma autoridade em direitos indígenas, aponta as implicações históricas desse pensamento: considera-se vaga a terra usada para a caça e a coleta e, “se os povos aborígenes tentam submeter os europeus a suas leis e costumes ou defender os territórios que durante milhares de anos tinham erroneamente pensado serem seus, então são eles que violam o direito natural e podem ser punidos ou ‘destruídos’ como animais selvagens”. Da mesma forma, o estereótipo do nativo indolente e despreocupado, levando uma vida sem ambições materiais, foi utilizado por milhares de conquistadores, administradores de latifúndios e funcionários coloniais europeus na Ásia, na África, na América Latina e na Oceania como pretexto para obrigar os povos nativos ao trabalho, com meios que iam desde a escravização pura e simples ao pagamento de taxas punitivas, corveias e servidão por dívida. Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nConsiderando as estruturas morfossintáticas e os aspectos semânticos do texto CG1A1-I, julgue os seguintes itens.","Texto CB1A1-II Há 70 anos, em 3 de outubro de 1953, era criada a PETROBRÁS, uma empresa estatal que detinha o monopólio da prospecção e exploração do petróleo no território brasileiro. A criação da empresa foi fruto da campanha “O petróleo é nosso”, iniciada após a eleição de Getúlio Vargas para seu segundo período na Presidência. Sete décadas após sua criação, ficaram para trás o acento agudo e o foco exclusivo no território brasileiro. A PETROBRAS do século XXI opera em 14 países, prioritariamente nas áreas de exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo, gás natural e seus derivados, e ganhou reputação internacional no desenvolvimento de tecnologia avançada para a exploração petrolífera em águas profundas e ultraprofundas. Ficou para trás também o caráter 100% estatal. Atualmente, a PETROBRAS está organizada como sociedade de economia mista, submete-se às regras gerais da administração pública e não mais detém o monopólio da exploração do petróleo em território nacional. Seu papel, no entanto, vai além da obtenção de lucro e envolve aspectos como geração de emprego e renda, além da promoção do desenvolvimento local nos lugares onde instala suas unidades e empreendimentos. Estes, muitas vezes, se situam em regiões remotas, que não despertam o apetite de companhias privadas. Permanece, assim, uma empresa estratégica para diversos aspectos do desenvolvimento econômico do país. A respeito dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nConsiderando ainda os aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens seguintes.","Texto CB1A2-I A Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em sua 41.ª sessão, reconhece os impactos profundos e dinâmicos, positivos e negativos da inteligência artificial (IA) nas sociedades, no meio ambiente, nos ecossistemas e nas vidas humanas, inclusive na mente humana, em parte devido às novas formas como seu uso influencia o pensamento, a interação e a tomada de decisões e afeta a educação, as ciências humanas, sociais e naturais, a cultura, a comunicação e a informação. A Conferência considera que as tecnologias de IA podem ser de grande utilidade para a humanidade e podem beneficiar todos os países, mas também suscitam questões éticas fundamentais, por exemplo, em relação às distorções que podem incorporar e exacerbar, o que resultaria potencialmente em discriminação, desigualdade, exclusão digital, exclusão em geral e ameaça à diversidade cultural, social e biológica, além de divisões sociais ou econômicas. Suscitam, ainda, questões relativas à necessidade de transparência e compreensibilidade do funcionamento dos algoritmos e dos dados com que eles foram alimentados, além de seu potencial impacto sobre, entre outros aspectos, a dignidade humana; os direitos humanos e as liberdades fundamentais; a igualdade de gênero; a democracia; os processos sociais, econômicos, políticos e culturais; as práticas científicas e de engenharia; o bem-estar dos animais; o meio ambiente e os ecossistemas. A Conferência reconhece, ainda, que as tecnologias de IA podem aprofundar as divisões e as desigualdades existentes no mundo, dentro dos países e entre eles, e que a justiça, a confiança e a equidade devem ser defendidas para que nenhum país e nenhum indivíduo sejam deixados para trás, seja em razão do acesso justo às tecnologias de IA e de seus benefícios, seja em razão de medidas de proteção contra suas implicações negativas. Reconhecem-se as diferentes circunstâncias de diferentes países e respeita-se o desejo de algumas pessoas de não participar de todos os desenvolvimentos tecnológicos. Com base nas considerações acima, entre outras, a UNESCO aprova a presente Recomendação sobre a Ética da Inteligência Artificial. A respeito das ideias veiculadas no texto CB1A2-I, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens seguintes, referentes aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto CB1A2-I.","Considerando aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1 Muitas regiões do mundo, inclusive o Brasil, estão vivendo o chamado “paradoxo verde”, expressão cunhada pelo economista alemão Hans-Werner Sinn (2008) para se referir a como políticas climáticas mais restritivas podem exercer pressão crescente sobre os preços de energia e ter efeitos indesejáveis, como incentivar a antecipação da extração e produção de combustíveis fósseis, acelerando, portanto, as mudanças climáticas. Um aspecto crucial é a necessidade de acordos internacionais que mantenham de maneira eficaz e justa grandes quantidades remanescentes de combustíveis fósseis no solo. O estudo recente de Welsby, publicado na revista Nature em 2021, mostra que a produção existente de carvão, petróleo e gás deve ser descontinuada. Mesmo quando governos não controlam diretamente a produção, suas leis, políticas e acordos podem definir, em grande medida, quanto é extraído e produzido. O BOGA (Beyond Oil and Gas Alliance) é um exemplo recente de acordo internacional que pode redefinir o futuro do setor de petróleo e gás (O&G – oil and gas). Emissões evitadas hoje tornam menos arriscada a necessidade de medidas drásticas, ainda não suficientemente desenvolvidas, como projetos de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS) e de tecnologias de emissões negativas (NET), comumente citados em anúncios de empresas do setor de O&G. Ademais, quanto mais cedo sofrermos os impactos das mudanças climáticas, mais cedo e por mais tempo teremos impactos físicos que levam a danos sociais e econômicos. Nesse sentido, emissões evitadas hoje valem mais do que emissões evitadas no futuro; mais do que metas de emissão zero em 2050, são necessárias ações imediatas nos próximos anos, para reduzir rapidamente as emissões de gases do efeito estufa. No futuro, grandes nomes da indústria de O&G podem ser conhecidos como aqueles que negligenciaram a ciência e não enfrentaram o desafio da emergência climática quando ainda tinham tempo. Por outro lado, podem aproveitar a já estreita janela de oportunidade para liderar uma nova economia cada vez mais eficiente, interconectada e limpa. Considerando as ideias veiculadas pelo texto CB1A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nCada um dos itens a seguir apresenta proposta de reescrita para trechos do texto CB1A1. Julgue esses itens quanto à correção gramatical e à coerência das ideias originais do texto.","Texto CB2A1-I Ser mais humano em meio a um mundo cada vez mais digital — esse é o grande desafio das organizações para o ano de 2022 no Brasil e em todo o mundo. O equilíbrio entre home office e escritório, em um modelo híbrido de trabalho, deve ser a tendência para os próximos anos. E, no contexto da vida pós-pandemia, há desafios que os departamentos de recursos humanos (RH) vão enfrentar para manter uma relação saudável e positiva entre empresas e colaboradores e garantir, ainda, a produtividade do negócio. E no meio de tudo isso, a tecnologia mais uma vez surge como a viabilizadora de bons resultados. O primeiro desafio do RH é demonstrar segurança em um mundo de incertezas. É fundamental que toda a comunicação da companhia com seus colaboradores seja feita de maneira clara, precisa e sem hesitação, para evitar dúvidas e ansiedades, transmitindo-se segurança às equipes de trabalho. Nesse sentido, uma plataforma digital workplace, a famosa intranet, é uma ferramenta indispensável para sustentar uma comunicação de fato eficiente. Não há mais espaço para um modelo de trabalho independente e não colaborativo nas organizações, depois de quase dois anos de mudanças profundas nas relações de trabalho. Se o RH não dá as respostas certas no tempo certo, os gestores tendem a agir sozinhos em busca de soluções para seus desafios de atração e retenção de talentos. O resultado é uma desvalorização da área de recursos humanos, que é um dos pilares para a produtividade e sustentabilidade de qualquer empresa. O suporte da tecnologia ganha um papel cada vez mais estratégico para apoiar a tomada de decisão, que precisa ser cada vez mais humanizada. Não se trata de usar a tecnologia para automatizar e otimizar processos em uma estrutura “robotizada”, mas de ampliar o uso de ferramentas que humanizem as relações a partir de dados mais ricos e informações mais completas e valiosas, para buscar o melhor tanto para os colaboradores quanto para a própria empresa. Em 2022, o foco deve ser encontrar soluções que possam resolver os desafios da gestão de capital humano das organizações. Mesmo com toda a tecnologia existente, a ideia não é substituir pessoas, mas conferir-lhes poder para que suas tomadas de decisões sejam ainda melhores. É a tecnologia viabilizando relações mais humanas, precisas, por meio de dados reais, confiáveis. Esse é o caminho para o futuro. Considerando as ideias do texto CB2A1-I e sua tipologia, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nEm relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue os seguintes itens.","Texto CG1A1-I Entre 2016 e 2020, 35 mil crianças e adolescentes de 0 a 19 anos de idade foram mortos de forma violenta no Brasil — uma média de 7 mil por ano. Além disso, de 2017 a 2020, 180 mil sofreram violência sexual — uma média de 45 mil por ano. É o que revela o documento Panorama da Violência Letal e Sexual contra Crianças e Adolescentes no Brasil, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Segundo o documento, a violência se dá de forma diferente de acordo com a idade da vítima. Crianças morrem, com frequência, em decorrência da violência doméstica, perpetrada por um agressor conhecido. O mesmo vale para a violência sexual contra elas, cometida dentro de casa, por pessoas próximas. Já os adolescentes morrem, majoritariamente, fora de casa, vítimas da violência armada urbana e do racismo. Conforme os dados constantes no referido documento, a maioria das vítimas de mortes violentas é adolescente. Das 35 mil mortes violentas de pessoas com idade até 19 anos identificadas entre 2016 e 2020, mais de 31 mil tinham idade entre 15 e 19 anos. A violência letal, nos estados com dados disponíveis para a série histórica, teve um pico entre 2016 e 2017, e vem caindo, voltando aos patamares dos anos anteriores. Ao mesmo tempo, o número de crianças de até 4 anos de idade vítimas de violência letal aumenta, o que traz um sinal de alerta. “A violência contra a criança acontece, principalmente, em casa. A violência contra adolescentes acontece na rua, com foco em meninos negros. Embora sejam fenômenos complementares e simultâneos, é crucial entendê-los também em suas diferenças, para desenhar políticas públicas efetivas de prevenção e resposta às violências”, afirma Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil. Os dados publicados no panorama foram obtidos pelo FBSP, por meio da Lei de Acesso à Informação. Foram solicitados a cada estado brasileiro os dados de boletins de ocorrência dos últimos cinco anos, referentes a mortes violentas intencionais (homicídio doloso; feminicídio; latrocínio; lesão corporal seguida de morte; e mortes decorrentes de intervenção policial) e violência sexual (estupros e estupros de vulneráveis) contra crianças e adolescentes. Essas informações não são sistematicamente reunidas e padronizadas, tratando-se, portanto, de uma análise inédita e essencial para a prevenção e a resposta à violência contra meninas e meninos. Em relação às ideias veiculadas no texto CG1A1-I, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nA respeito de aspectos gramaticais e semânticos do texto CG1A1-I, julgue os itens subsequentes.","Texto CB1A1-I As pessoas que driblaram o desemprego trabalhando por conta própria desde o início da pandemia estão ganhando 31% menos em comparação com as que optaram por esse tipo de trabalho dois anos antes da covid-19. Entre estas, o rendimento médio mensal era de R$ 2.074, enquanto, entre aquelas, o rendimento é de R$ 1.434. Os dados, publicados no Boletim Emprego em Pauta, são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e foram obtidos a partir de uma análise comparativa que levou em conta os resultados referentes ao quarto trimestre de 2021 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Ao final de 2021, o número de trabalhadores por conta própria havia crescido 6,6%. A maioria não tem nenhuma proteção social, o que confirma a precarização do trabalho até mesmo para quem conseguiu se manter no mercado por conta própria. Três em cada quatro pessoas que trabalham por conta própria deixam de contribuir para a previdência social, ou seja, apenas 12,7% desses trabalhadores conseguem pagar a contribuição previdenciária para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para terem alguma segurança no futuro com a aposentadoria e outros benefícios. Entre os mais antigos, o percentual era de 58,3%. Os técnicos do DIEESE sugerem as seguintes hipóteses para explicar esse percentual menor de inscrição no cadastro nacional da pessoa jurídica (CNPJ) entre aqueles que começaram a trabalhar mais recentemente por conta própria: a baixa remuneração e a incerteza do negócio, assim como a preocupação com o endividamento que a regularização do trabalho pode gerar. Em relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.","É notável que todo o percurso filosófico desenvolvido por Karl Popper trouxe grandes contribuições para a epistemologia da primeira metade do século XX, bem como críticas ao positivismo lógico, pensamento que era considerado na época como imperioso. Nas páginas das obras do filósofo austríaco, constata-se não só seu incômodo perante os problemas da indução e do verificacionismo, mas também a preocupação epistemológica, ética, social e política, isto é, formas de verificar e observar — empirismo — os objetos na natureza de modo racional. Essas questões pressupõem não somente seu modo de compreender e tentar solucionar problemas filosóficos, mas também o que foi enfatizado diversas vezes em seus escritos, que é esta a proposta da busca de um mundo melhor: a defesa de uma sociedade aberta, crítica e libertária. De início, vale considerar a análise da tolerância como fundamento do método falseacionista, do racionalismo crítico e da prática política no pensamento de Karl Popper. No que se refere às ideias e a aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","Texto CB3A1 Em 2007, o Brasil recebeu a exposição de anatomia intitulada Bodies revealed: fascinating + real, traduzida como Corpo humano: real e fascinante. Cerca de 670 mil pessoas de diversas cidades brasileiras puderam visitar a exposição na qual os objetos expostos eram nada menos do que 16 cadáveres e 225 órgãos humanos. Adentrar em um salão repleto de cadáveres estripados e mutilados deveria suscitar a mesma sensação de uma câmara dos horrores, já que os mortos são notoriamente objetos de tabu, fontes de mana, considerados impuros, perigosos e, não raramente, repugnantes. Entretanto, os corpos dissecados da exposição, apresentados esfolados ou fatiados, inteiros ou em partes, eviscerados ou não, e tematicamente organizados em sistemas — esquelético, muscular, nervoso, respiratório, digestório, excretor, reprodutor, circulatório — eram tratados como objetos de “arte”. Ao contrário daqueles grandes vidros de formol que distorcem a imagem do seu conteúdo desbotado, largamente usados em laboratórios e museus para conservar restos biológicos, Bodies revealed é um espetáculo cadavérico no qual corpos dissecados e partes corporais — reduzidos a formas, cores e texturas — são espetacularmente exibidos em pedestais, displays e caixas transparentes, distribuídos meticulosamente em espaços organizados e iluminados para realçar suas formas e cores. Há um evidente sensacionalismo mórbido nas exposições de corpos humanos, visto que não haveria o mesmo impacto se os corpos expostos fossem sintéticos ou de animais. Isto evidencia o fato de que a relação que se estabelece entre nós, espectadores, e os cadáveres expostos tem uma dimensão social, distinta da que teríamos se fossem apenas modelos de plástico ou cera, ainda que reproduções perfeitas, ou de um cadáver animal, qualquer que seja a técnica de conservação. As exposições de corpos humanos até podem oferecer motivações mais nobres do que o simples entretenimento mórbido, mas sem abrirem mão da morbidez como peça fundamental do espetáculo. Com efeito, o tom geral daqueles que defendem essas exposições apela para a utilidade educativa de se usarem corpos humanos reais, dissecados e modelados, em posições didáticas, pois essa técnica possibilita o acesso a “espécimes” cuja riqueza de detalhes e de informações era antes acessível apenas aos anatomistas. No que se refere aos sentidos do texto CB3A1, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nA respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1, julgue os itens que se seguem.","Texto 1A1 A obrigatoriedade do fornecimento do DNA e a submissão daqueles ainda não condenados e em liberdade condicional à entrega de seu material genético foram assuntos bastante discutidos no cenário estadunidense. A grande abrangência dos crimes que autorizam a extração do DNA assim como a permanência da informação por tempo indeterminado no índice também são questões controversas. O foco é a privacidade e a intimidade do indivíduo. Prevê a Constituição estadunidense direito à inviolabilidade da intimidade e da privacidade da pessoa, de modo a obstar buscas e apreensões desarrazoadas e sem mandados pelo Estado. O propósito básico da quarta emenda constitucional estadunidense é proteger a privacidade e a segurança dos indivíduos contra invasões arbitrárias de autoridades governamentais. Assim, para surtir efeito, um mandado de busca e apreensão deve ser motivado por uma causa provável (suspeita individualizada da prática de um delito) e deferido, antes da execução, por um juiz imparcial. A coleta de sangue ou outro material biológico deve atender aos ditames da quarta emenda (procedida mediante mandado/decisão motivada), sob pena de ilegalidade. Ocorre que, para a inclusão do DNA no banco de dados nacional, nem sempre há suspeita individualizada da prática de crime: a coleta ocorre quando o sujeito já foi condenado, está detido ou está sendo processado por algum crime, mas o material será armazenado em banco de dados para esclarecer crimes futuros e não será necessariamente utilizado para o esclarecimento do crime atual — diferentemente, por exemplo, de um mandado de busca e apreensão com o fim de apreender drogas, em que há suspeita individualizada da existência de entorpecentes e de que o sujeito pratica mercancia, ocasião em que se expede mandado. Então, para a coleta de sangue ou outro material biológico pelo Estado não representar uma ofensa a esse direito constitucional — que proíbe buscas e apreensões desarrazoadas —, é necessária a existência de uma necessidade especial ou um interesse do Estado predominante ao interesse do jurisdicionado. Essas são as exceções reconhecidas pela Corte Suprema estadunidense para que haja busca e apreensão sem mandado: quando houver uma razão especial, além da normal necessidade da aplicação da lei, ou quando os interesses do Estado superarem os do particular. Em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto 1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem com base em aspectos linguísticos do texto 1A1.","Aprimorar a saúde mental e física, prevenir doenças, ajudar a suportar o estresse, lidar com sentimentos de impotência e racionalizar fracassos de modo mais positivo e produtivo: são essas as promessas de um amplo leque de técnicas que, baseadas na ciência, podem adequar-se a necessidades ou circunstâncias de qualquer um. Algumas visam alterar estilos cognitivos e emocionais — ou seja, como racionalizar as causas de sucessos e fracassos —, outras se concentram em repetir chavões de autoafirmação. Há ainda técnicas voltadas para treinar a esperança — pensamento orientado por objetivos em que as pessoas percebem que podem produzir itinerários para metas desejadas e a motivação necessária para segui-los —, praticar a gratidão e o perdão ou cultivar o otimismo — uma diferença individual variável que reflete em que medida as pessoas mantêm expectativas favoráveis sobre o futuro. Em síntese, todos esses métodos compartilham alguns atributos. De um lado, são feitos sob medida para um consumo rápido; de outro lado, dizem proporcionar retornos rápidos e mensuráveis em troca de pouco investimento e esforço. Considerando as ideias e as propriedades linguísticas do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Uma das maiores festividades do Brasil! Essa é a Festa Nacional da Uva, o mais dinâmico símbolo de Caxias do Sul e da Serra Gaúcha. O evento comunitário é uma celebração da cultura dos imigrantes italianos, que fizeram da região sua morada. Em cada edição, milhares de pessoas ficam imersas na cultura, gastronomia, diversidade e alegria. No ano de 2022, não foi diferente. Mais de 350 mil pessoas visitaram a festa e se encantaram com as inúmeras atrações que valorizaram a gente e a cultura do lugar, como a vila dos distritos, a praça das cidades, a exposição de uvas, o pavilhão da agroindústria e os mais de 150 artistas regionais. Em termos de gastronomia, além dos restaurantes já existentes nos pavilhões, a vila dos distritos, a praça de alimentação e a praça das doceiras convidavam os visitantes a se deliciarem com opções que iam da típica polenta brustolada até o crepe, bem como com inúmeras opções de doces. A feira multissetorial contou com a presença de mais de 250 expositores de diversos segmentos. O centro de eventos recebeu expositores de vinícolas tradicionais da Serra Gaúcha, além de cervejarias, que também expuseram seus produtos no inédito bier garden, no mirante da festa. Além disso, o centro de eventos recebeu a praça das cidades, atração que reuniu 20 cidades vizinhas para mostrarem um pouco de sua cultura, sua arte, sua história e seus encantos. A tradicional exposição de uvas também aconteceu e foi um sucesso! Mais de 200 expositores apresentaram exemplares de diversas variedades da estrela da festa: a uva. A inovação e a tecnologia estiveram presentes no solo de inovação, atração inédita que trouxe diversas palestras, workshops, desafios e muitas oportunidades de colocar a mão na massa e vislumbrar uma infinidade de possibilidades para o futuro. Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens seguintes.","Texto CB1A1 A governabilidade refere-se à capacidade política de governar, que deriva da relação de legitimidade do Estado e do seu governo com a sociedade. Está presente quando a população legitima o exercício do poder pelo Estado. A legitimidade, nesse contexto, deve ser entendida como a aceitação do poder do governo ou do Estado pela sociedade. Nesse sentido, os cidadãos e a cidadania organizada são a fonte ou a origem principal da governabilidade, ou seja, é a partir deles (e de sua capacidade de articulação em partidos, associações e demais instituições representativas) que surgem e se desenvolvem as condições para a governabilidade plena. Vinculada à dimensão estatal, governabilidade diz respeito às condições sistêmicas e institucionais sob as quais se dá o exercício do poder, tais como as características do sistema político, a forma de governo, as relações entre os poderes, o sistema de intermediação de interesses. Representa, assim, um conjunto de atributos essenciais ao exercício do governo, sem os quais nenhum poder pode ser exercido. Há três dimensões inerentes ao conceito de governabilidade: capacidade do governo de identificar problemas críticos e de formular políticas adequadas ao enfrentamento desses problemas, capacidade de mobilizar meios e recursos necessários à execução e à implantação das políticas públicas e capacidade de liderança do Estado, sem a qual as decisões se tornam ineficientes. A governabilidade, então, significa que o governo deve tomar decisões amparadas em um processo que inclua a participação dos diversos setores da sociedade, dos poderes constituídos, das instituições públicas e privadas e dos segmentos representativos da sociedade, para garantir que as escolhas atendam aos anseios da sociedade e contem com seu apoio na implementação de programas e projetos e na fiscalização dos serviços públicos. Sob esse enfoque, significa a participação dos diversos setores da sociedade nos processos decisórios que dizem respeito às ações do poder público, uma vez que incorpora a articulação do aparelho estatal ao sistema político de uma sociedade, ampliando o leque possível e indispensável à legitimidade e ao suporte das ações governamentais em busca de sua eficácia. Em resumo, governabilidade refere-se às condições do ambiente político em que se efetivam ou se devem efetivar as ações da administração, à base de legitimidade dos governos, à credibilidade e à imagem públicas da burocracia. Desse modo, o desafio da governabilidade consiste em conciliar os muitos interesses desses atores (na maioria, divergentes) e reuni-los em um objetivo comum (ou em vários objetivos comuns) a ser perseguido por todos. Assim, a capacidade de articular-se em alianças políticas e pactos sociais constitui-se em fator crítico para a viabilização dos objetivos do Estado. Essa tentativa de articulação que a governabilidade procura é uma forma de intermediação de interesses. Acerca das ideias do texto CB1A1, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nNo que concerne aos aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os próximos itens.","Texto CG1A1-I A linguagem usada para descrever os alimentos que comemos pode ter um grande efeito em como os percebemos: orgânicos, artesanais, caseiros e selecionados soam um pouco mais tentadores que os prosaicos enlatados ou reidratados. Outro adjetivo que pode abrir nosso apetite é natural, enquanto tendemos a associar processado a produtos com uma longa lista de ingredientes impronunciáveis. Mas, no que diz respeito à nossa saúde, será que o natural é sempre melhor do que o processado? Na verdade, o fato de um alimento estar in natura não significa automaticamente que ele é saudável. Alimentos naturais podem conter toxinas, e um processamento mínimo pode torná-los mais seguros. O feijão, por exemplo, contém lectinas, que podem causar vômitos e diarreia. Elas são eliminadas quando os grãos ficam de molho durante horas e depois são cozidos na água fervente. O processamento também torna seguro o consumo de leite de vaca. O leite é pasteurizado desde o fim do século 19, para matar bactérias nocivas à saúde humana. Antes disso, era distribuído localmente, porque não havia uma boa refrigeração nas casas. As vacas eram ordenhadas todos os dias, e as pessoas levavam leite para vender nos bairros, mas as cidades ficaram maiores, o leite ficou mais distante e demorou mais para chegar ao consumidor, o que favorecia a multiplicação dos patógenos. As evidências crescentes de que alguns organismos presentes no leite pudessem ser prejudiciais à saúde levaram ao desenvolvimento de dispositivos para aquecimento do líquido e à invenção da pasteurização, que logo foi adotada na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos da América. O processamento também pode ajudar a preservar os alimentos e torná-los mais acessíveis. A fermentação faz com que o queijo se mantenha estável por mais tempo e, em alguns casos, reduz a quantidade de lactose, tornando-o mais digerível para quem tem uma intolerância leve à presença desse tipo de açúcar. No passado, o processamento dos alimentos era feito principalmente para aumentar sua vida útil. Por muito tempo, conservar os alimentos com a adição de ingredientes como açúcar ou sal foi essencial para as pessoas sobreviverem ao inverno. O processamento nos permitiu estar onde estamos hoje, pois evitou que passássemos fome. Muitos alimentos devem ser processados para ser consumidos, como o pão. Não poderíamos sobreviver apenas com grãos. O processamento permite que vitaminas e minerais, como vitamina D, cálcio e ácido fólico, sejam adicionados a certos alimentos processados, incluindo-se pães e cereais. Iniciativas como essas ajudaram a reduzir várias deficiências de nutrientes entre a população em geral — mas não tornaram necessariamente a comida nutricionalmente equilibrada. É preciso observar que alguns alimentos ultraprocessados podem estar associados a consequências indesejadas para a saúde, mas nem todos os alimentos processados são ruins. Os legumes e verduras congelados, o leite pasteurizado e a batata cozida, por exemplo, podem ser melhores para nós do que seus equivalentes não processados. Mas aqui está o segredo: todos esses alimentos também se parecem muito com sua forma natural, e é isso que precisamos ter em mente. Sempre que formos capazes de reconhecer que um alimento processado está próximo da sua forma natural, incluí-lo em nossa dieta pode até ser benéfico para nós. Em relação ao texto CG1A1-I e aos sentidos nele expressos, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nJulgue os seguintes itens, a respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","Texto CG1A1-I É uma falácia comum supor que mudanças graduais, pequenas, só podem engendrar resultados graduais, incrementais. Mas esse é um raciocínio linear, que parece ser nosso modo padrão de pensar a respeito do mundo. Isso pode decorrer do simples fato de que a maior parte dos fenômenos perceptíveis para os seres humanos, em escalas de tempo e de magnitude habituais e dentro do escopo limitado de nossos sentidos, tende a seguir direções lineares — duas pedras parecem duas vezes mais pesadas que uma; é necessária uma quantidade de comida três vezes maior para alimentar um número três vezes maior de pessoas, e assim por diante. No entanto, fora da esfera das ocupações humanas práticas, a natureza está cheia de fenômenos não lineares. Processos de extrema complexidade podem emergir de regras ou partes enganosamente simples, e pequenas mudanças num fator subjacente a um sistema complexo podem engendrar mudanças radicais e qualitativas em outros fatores que dele dependem. Pense neste exemplo muito simples: imagine que você tenha um bloco de gelo na sua frente e esteja aquecendo-o pouco a pouco. Na maior parte do tempo, o aquecimento por um grau a mais não causa nenhum efeito interessante: a única coisa que você tem e que não tinha um minuto atrás é um bloco de gelo ligeiramente menos gelado. Mas, então, chega-se a 0 °C e, assim que essa temperatura crítica é atingida, você vê uma mudança abrupta, espetacular. A estrutura cristalina do gelo desagrega-se, e, de repente, as moléculas de água começam a escorregar e a fluir livremente umas em torno das outras. Sua água congelada torna-se líquida, graças a um grau crítico de energia térmica. Nesse ponto-chave, mudanças incrementais cessaram de ter efeitos incrementais e precipitaram uma súbita mudança qualitativa chamada transição de fase. No que se refere aos sentidos do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os itens seguintes, referentes a propostas de reescrita para trechos do texto CG1A1-I.","Texto CG1A1-I Uma forte tendência na moderna medicina americana é buscar, na prática médica milenar oriental, explicações para paradigmas existentes no século em que vivemos. Essa medicina entende que o bem-estar mental e o espiritual fazem parte da saúde. Existe uma preocupação especial, nesta prática, com o funcionamento normal do organismo. Esse conceito novo de atuar na preservação da qualidade de vida do paciente vem sendo denominado como medicina de gerenciamento do envelhecimento. O fundamento desta área da medicina baseia-se na ideia de que o paciente pode envelhecer com doenças ou com saúde. Com o avanço da tecnologia e das pesquisas, muitos estudos já consolidaram o que então era apenas uma hipótese: que o corpo humano foi desenvolvido para não adoecer e que, quando há uma falha, ocasionando alguma doença, isso ocorre por motivos que podem, sim, ser evitados. Talvez o que mais tenha corroborado essa afirmação tenha sido a descoberta do radical livre, em 1900. Em 50 anos, se conheceu toda a sua química. Em 1954, pela primeira vez, essas substâncias reativas e tóxicas foram relacionadas a uma doença inexorável, o envelhecimento. O radical livre é um elemento gerado no organismo desde o momento da concepção, e sua produção é contínua, durante toda a nossa existência. Até certa idade, o organismo consegue neutralizar esses elementos, mas chega uma fase em que sua produção excede a sua degradação e sobrepuja a dos mecanismos de defesa naturais (antioxidantes). Ocorre, então, o início das alterações estruturais que culminam na lesão celular. Doenças relacionadas com o envelhecimento estão intimamente associadas com o aumento de radicais livres. A medicina do gerenciamento do envelhecimento preocupa-se em conceituar e promover a saúde de forma diferente. Em vez de aguardar passivamente pelo dano ou pelas doenças, ela atua na vida das pessoas de forma preventiva e preditiva, muito antes que as patologias se manifestem. A proposta consiste em ajustar todos os parâmetros biológicos, metabólicos e hormonais aos mesmos níveis encontrados em um indivíduo de aproximadamente 30 anos – fase em que todos nós atingimos o apogeu de nossa performance e idade a partir da qual começamos a envelhecer. Julgue os itens subsequentes, considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.","A palavra stalking, em inglês, significa perseguição, e é o termo utilizado pelo legislador na tipificação de um crime que engloba condutas que atentem contra a liberdade, a intimidade e a dignidade. Entende-se o stalking, ou o crime de perseguição, como um delito que exige uma perseguição reiterada pelo autor, não consentida pela vítima, que lhe cause medo, angústia e sentimentos afins, além de repercutir diretamente na sua vida de maneiras diversas. Embora, em tese, qualquer pessoa possa figurar como vítima desse crime, sabe-se que a mulher é o principal alvo nessa espécie delitiva — não é à toa que a criminalização da referida conduta era, havia tempos, uma das prioridades da bancada feminina da Câmara dos Deputados. Tanto é assim que são utilizadas como exemplo do que seria o stalking as situações em que a mulher é perseguida por um ex-companheiro que não se conforma com o término da relação ou em que alguém possui um sentimento de posse em relação à mulher e não desiste de persegui-la. Tal conduta abrange desde a violência psicológica, que pode causar danos imensuráveis à saúde da vítima, além de problemas no seu próprio cotidiano, no trabalho, na convivência profissional e familiar, até outras formas de violência, que podem culminar em resultados nefastos e irreparáveis. A tipificação do stalking, portanto, é um avanço significativo no combate à violência contra a mulher. No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens a seguir.","Texto CB1A1-I Em 2015, pesquisadores argentinos anunciaram a descoberta dos fósseis da maior criatura da Terra. Eles estimaram que o dinossauro tivesse 40 metros de comprimento e 20 metros de altura (quando esticava o pescoço). Com 77 toneladas, teria sido tão pesado quanto 14 elefantes africanos e teria tido sete toneladas a mais do que o recordista anterior, o argentinossauro, também localizado na Patagônia. Um mês após o anúncio dos argentinos, paleontólogos brasileiros apresentaram um fóssil resgatado em Presidente Prudente (SP), que afirmaram ser do maior dinossauro do país. O Austroposeidon magnificus, como o chamaram, tinha 25 metros de comprimento e viveu há 70 milhões de anos, segundo os estudiosos. E o Planalto Central abrigou gigantes como esses? Embora escavações nunca tenham sido feitas no Distrito Federal e no Entorno até então, especialistas detectaram indícios de esqueletos de animais extintos e de instrumentos usados por homens das cavernas na região. O ser humano não conviveu com os dinossauros em nenhuma parte do mundo. Os dinossauros foram extintos há milhões de anos, antes do surgimento da humanidade. Mas o primeiro registro da presença humana no Planalto Central coincide com a fase de extinção dos primeiros animais que habitaram a região, bichos grandes e ferozes, como o tigre-dentes-de-sabre. Os homens da caverna também tinham a companhia de outros animais enormes, como o megatério, uma espécie de preguiça, e o gliptodonte, um tatu gigante de até um metro de altura. Por uma faixa de terra onde hoje é a América Central, animais do norte chegaram ao sul. Entre eles, o mastodonte, os cães-urso e os ancestrais dos cavalos, todos antigos moradores do cerrado. Apesar da longa coexistência, não há nenhuma evidência confiável de que o homem tenha caçado os animais gigantes de forma sistemática no território nacional ou mesmo na América do Sul, ao contrário do que ocorreu na América do Norte, onde mamutes e mastodontes eram presas constantes das populações humanas. O desaparecimento da megafauna no território nacional provavelmente não teve relação direta com a chegada do ser humano, como algumas hipóteses para essa extinção sugerem. Os pesquisadores Mark Hubbe e Alex Hubbe acreditam que a extinção dos animais tenha sido desencadeada por uma mudança climática. Na teoria deles, as espécies da megafauna teriam se extinguido gradualmente a partir da última grande glaciação, no fim do período chamado Pleistoceno (há aproximadamente 12 mil anos). Os maiores não teriam vivido além de dez mil anos atrás, e os menores teriam avançado um pouco além da nova era, até quatro mil anos atrás. Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens que se seguem.\n\n\n\nCom relação aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens que se seguem.","Já dizia Machado de Assis que “De médico e louco todo mundo tem um pouco”. O ditado ficou famoso pelo livro O Alienista, de 1882, que faz um debate sobre a loucura. Uma frase parecida é da nordestina Nise da Silveira, grande admiradora do autor brasileiro: “Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas muito ajuizadas”. Nise Magalhães da Silveira ajudou a escrever e revolucionar a história da psiquiatria no Brasil e no mundo. Nascida no ano de 1905 em Maceió – AL, ela ficou conhecida por humanizar o tratamento psiquiátrico e era contrária às formas de tratamento agressivas usadas em sua época, como o eletrochoque. Inspirada em Carl Jung, um dos pais da psiquiatria, Nise foi uma das primeiras mulheres a se formar em medicina no Brasil. Em meados de 1940, ela foi pioneira na terapia ocupacional, método que utiliza atividades recreativas no tratamento de distúrbios psíquicos. A alagoana se destacou por usar a arte como uma forma de expressão e de dar voz aos conflitos internos vivenciados principalmente pelos esquizofrênicos. Em 1956, Nise fundou a Casa das Palmeiras, um passo na direção da luta contra os hospícios, que chegaria a seu ápice com a Lei Antimanicomial, de 2001. A partir do esforço da psiquiatra e de seus pacientes, foi criado o Museu do Inconsciente, aberto até hoje no Rio de Janeiro junto ao Instituto Municipal Nise da Silveira, atual nome do Centro Psiquiátrico de Engenho de Dentro, onde a médica construiu seu projeto. Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens subsequentes.",", será igual a: 1,00 ponto, caso a resposta do candidato esteja em 1,00 ponto negativo, caso a resposta do candidato esteja em","informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração padrão e que não há restrições de Seja como for, está claro que a distinção entre o que seria natural e o que seria cultural não faz o menor sentido para os aborígenes australianos. Afinal de contas, no mundo deles, tudo é natural e cultural ao mesmo tempo. Para que se possa falar de natureza, é preciso que o homem tome distância do meio ambiente no qual está mergulhado, é preciso que se sinta exterior e superior ao mundo que o cerca. Ao se extrair do mundo por meio de um movimento de recuo, ele poderá perceber este mundo como um todo. Pensando bem, entender o mundo como um todo, como um conjunto coerente, diferente de nós mesmos e de nossos semelhantes, é uma ideia muito esquisita. Como diz o grande poeta português Fernando Pessoa, vemos claramente que há montanhas, vales, planícies, florestas, árvores, flores e mato, vemos claramente que há riachos e pedras, mas não vemos que há um todo ao qual isso tudo pertence, afinal só conhecemos o mundo por suas partes, jamais como um todo. Mas, a partir do momento em que nos habituamos a representar a natureza como um todo, ela se torna, por assim dizer, um grande relógio, do qual podemos desmontar o mecanismo e cujas peças e engrenagem podemos aperfeiçoar. Na realidade, essa imagem começou a ganhar corpo relativamente tarde, a partir do século XVII, na Europa. Esse movimento, além de tardio na história da humanidade, só se produziu uma única vez. Para retomar uma fórmula muito conhecida de Descartes, o homem se fez então “mestre e senhor da natureza”. Resultou daí um extraordinário desenvolvimento das ciências e das técnicas, mas também a exploração desenfreada de uma natureza composta, a partir de então, de objetos sem ligação com os humanos: plantas, animais, terras, águas e rochas convertidos em meros recursos que podemos usar e dos quais podemos tirar proveito. Naquela altura, a natureza havia perdido sua alma e nada mais nos impedia de vê-la unicamente como fonte de riqueza. No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, bem como às ideias nele expressas, julgue os itens a seguir.","No mundo de hoje, as telecomunicações representam muito mais do que um serviço básico; são um meio de promover o desenvolvimento, melhorar a sociedade e salvar vidas. Isso será ainda mais verdade no mundo de amanhã. A importância das telecomunicações ficou evidente nos dias que se seguiram ao terremoto que devastou o Haiti, em janeiro de 2010. As tecnologias da comunicação foram utilizadas para coordenar a ajuda, otimizar os recursos e fornecer informações sobre as vítimas, das quais se precisava desesperadamente. A União Internacional das Telecomunicações (UIT) e os seus parceiros comerciais forneceram inúmeros terminais satélites e colaboraram no fornecimento de sistemas de comunicação sem fio, facilitando as operações de socorro e limpeza. Saúdo essas iniciativas e, de um modo geral, o trabalho da UIT e de outras entidades que promoveram o acesso à banda larga em zonas rurais e remotas de todo o mundo. Um maior acesso pode significar mais progressos no domínio da realização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. A Internet impulsiona a atividade econômica, o comércio e até a educação. A telemedicina está melhorando os cuidados com a saúde, os satélites de observação terrestre são usados para combater as alterações climáticas e as tecnologias ecológicas contribuem para a existência de cidades mais limpas. Ao passo que essas inovações se tornam mais importantes, a necessidade de atenuar o fosso tecnológico é mais urgente. Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.","Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB4A1-I, julgue os próximos itens.","A PETROBRAS responde por cerca de 80% dos combustíveis ofertados no Brasil. Para isso, muito foi investido em infraestrutura, com operações que consomem quase 100 bilhões de reais ao ano, conforme dados de 2021. O caminho do petróleo do poço até virar combustível no carro das pessoas é longo e complexo. Começa na procura: acertar onde furar e encontrar petróleo exige conhecimento técnico de geólogos e geofísicos e bastante investimento. E, mesmo com um time de experts do mais alto nível, achar petróleo não é certo. Transportar o petróleo do mar até as refinarias é também uma tarefa complexa, para a qual são utilizados dutos e navios. Em terra, ele é tratado em refinarias, que separam desse óleo as frações de gasolina, diesel e gás de cozinha, entre outros derivados. Os produtos são então disponibilizados às diversas distribuidoras que hoje atendem o mercado brasileiro, responsáveis por fazer chegar cada um deles aos consumidores finais.","A atividade política, para os antigos, estava associada à prática das virtudes e à busca por uma ordem moral duradoura. A corrupção, por sua vez, era identificada com vícios como a ambição, a ganância pelo poder, a covardia etc., ou seja, tudo aquilo que causa caos social, desordem e violência. Essa noção de corrupção associada ao desvirtuamento e à falta de cuidado com o bem comum atravessaria a Idade Média e chegaria até o início da modernidade com os teóricos políticos do Renascimento. Contudo, com a ampliação das relações comerciais decorrentes das grandes navegações, o crescimento urbano, o advento da indústria, a ascensão da burguesia como classe política — por meio de revoluções como a inglesa (1640-1668) e a francesa (1789-1799) —, o sistema político começou a ser pensado de forma diferente. A concepção antiga das virtudes como guias da política não funcionava mais na modernidade. Era necessária uma concepção de política que levasse em conta os interesses individuais e as ambições, que faziam parte do mundo moderno. Mas como fazer isso sem deixar que tais interesses e ambições degenerassem o sistema político? Montesquieu foi quem ofereceu o melhor modelo, que, em grande parte, ainda se faz presente até hoje nos regimes democráticos. Segundo Montesquieu, para que os interesses pessoais dos governantes não triunfassem sobre o bem público e para que o corpo político não se corrompesse, seriam necessárias as leis positivas, isto é, um conjunto de medidas jurídicas que se ajustassem à realidade dos interesses de determinada sociedade e impusesse controle sobre ela, sendo capaz de intermediar os homens e suas necessidades. Esse modelo foi seguido pelas democracias liberais do século XIX. No entanto, desde a transição do século XIX para o século XXI, o mundo ficou cada vez mais integrado, tanto econômica quanto politicamente, sobretudo após as guerras mundiais. Essa integração, apesar de ter trazido inúmeros benefícios, também trouxe grandes dificuldades. Julgue os itens que se seguem, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto anterior.","Texto CB1A1-I Não é preciso temer as máquinas, à maneira do Exterminador do futuro, para se preocupar com a sobrevivência da democracia em um mundo dominado pela inteligência artificial (IA). No fim das contas, a democracia sempre teve como alicerces os pressupostos de que nosso conhecimento do mundo é imperfeito e incompleto; de que não há resposta definitiva para grande parte das questões políticas; e de que é sobretudo por meio da deliberação e do debate que expressamos nossa aprovação e nosso descontentamento. Em certo sentido, o sistema democrático tem se mostrado capaz de aproveitar nossas imperfeições da melhor maneira: uma vez que de fato não sabemos tudo, e tampouco podemos testar empiricamente todas as nossas suposições teóricas, estabelecemos certa margem de manobra democrática, uma folga política, em nossas instituições, a fim de evitar sermos arrastados pelos vínculos do fanatismo e do perfeccionismo. Agora, novas melhorias na IA, viabilizadas por operações massivas de coleta de dados, aperfeiçoadas ao máximo por grupos digitais, contribuíram para a retomada de uma velha corrente positivista do pensamento político. Extremamente tecnocrata em seu âmago, essa corrente sustenta que a democracia talvez tenha tido sua época, mas que hoje, com tantos dados à nossa disposição, afinal estamos prestes a automatizar e simplificar muitas daquelas imperfeições que teriam sido — deliberadamente — incorporadas ao sistema político. Dessa forma, podemos delegar cada vez mais tarefas a algoritmos que, avaliando os resultados de tarefas anteriores e quaisquer alterações nas predileções individuais e nas curvas de indiferença, se reajustariam e revisariam suas regras de funcionamento. Alguns intelectuais proeminentes do Vale do Silício até exaltam o surgimento de uma “regulação algorítmica”, celebrando-a como uma alternativa poderosa à aparentemente ineficaz regulação normal. Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nJulgue os itens a seguir, que apresentam propostas de substituição ou de reescrita para trechos do texto CB1A1-I.","As forças da natureza são obviamente indiferentes a modos de produção, tempo e espaço. Mas são as estruturas sociais que determinam as consequências, o grau de sofrimento e quem morre mais. Em 1989, o terremoto de São Francisco, de intensidade 7,1 na escala Richter, causou a morte de 63 pessoas e deixou cerca de 3.700 feridos. Em 2010, o terremoto em Porto Príncipe, no Haiti, de magnitude 7,0 na escala Richter, matou mais de 300 mil pessoas e deixou 300 mil feridos. Dez meses depois, uma epidemia de cólera matou 9 mil pessoas. Quando a natureza atinge a existência humana, o impulso primário é buscar o culpado mais à mão no imaginário. Pode ser Deus, a cruel natureza ou o enigmático ente a que se denomina destino. Mas muito frequentemente destino é uma expressão que encobre com um véu de irracionalidade o que é apenas obra humana. O vírus atinge o planeta. O vírus ameaça a humanidade. Planeta ou humanidade designam tanto os habitantes de Manhattan, da Avenue Foch, em Paris, do Leblon, no Rio de Janeiro, ou dos Jardins, em São Paulo, como também designam os 800 milhões de pessoas que passam fome no mundo, segundo dados da Organização das Nações Unidas (2017). No planeta vive o 1% das pessoas que detém renda maior que os restantes 99% da população mundial. Vivem 42 pessoas cuja riqueza é igual à de 3,7 bilhões dos mais pobres que lutam para sobreviver, para suprir necessidades básicas. Vivem os que têm renda para ficar em casa e fazer suas compras de alimentos pela Internet, os que não vão comer hoje por causa da pandemia e os que já não comiam antes da pandemia. Vivem os que podem se isolar e os que moram em aglomerados miseráveis, em um cômodo apenas, para os quais as palavras “confinamento”, “isolamento” ou “quarentena” são piadas de mau gosto. Vivem 4,5 bilhões de pessoas que não têm saneamento nem água encanada, desprovidas das condições mínimas de higiene. No que se refere às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A2 população do planeta, e os processos de urbanização espalham globalmente, mas de forma desigual, tanto os benefícios quanto planejamento urbano e a gestão das cidades e áreas metropolitanas vêm sendo inseridos em discussões na busca de urbano, a fim de mitigar os impactos nocivos e adaptar o ordenamento territorial e a distribuição socioespacial das O movimento de (re)pensar o planejamento das cidades para que se obtenha um modelo em que o desenvolvimento urbano ser essencial daqui a alguns anos, considerando-se tanto as desigualdades que esses processos carregam em si quanto os Por um lado, uma parcela da população urbana usufrui dos avanços técnico-científicos, da infraestrutura e do conforto por outro lado, grande parte do mundo sofre com as consequências socioeconômicas das políticas econômicas e de e vulnerabilidade no mercado de trabalho e na gestão e no planejamento urbanos. As cidades, sejam elas grandes enquanto aglomerações urbanas, são permeadas, em diversos níveis, por questões de desigualdade socioeconômica e melhorar as condições ambientais, como propostas de consumo consciente e saneamento básico: o meio urbano e o padrão do promover mudanças nos padrões insustentáveis de consumo. Considerando as ideias do texto CB1A2, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nCom relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto CB1A2, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1-I no interior de São Paulo, o paranaense Adílson dos Anjos circula entre velhas placas de computador, discos rígidos monitores com tubos queimados e outras velharias do mundo da informática. Ao ar livre, as pilhas, que alcançam difusa e provocam um incessante piscar de olhos. Por trás delas, um corredor estreito, formado por antigos poeira fina que sobe do chão. Com uma chave de fenda na mão direita, Adílson Desparafusa as partes mais volumosas de uma CPU carcomida, crava sua ferramenta em fendas vergar parte do alumínio do aparelho. Com um solavanco, arranca do corpo da máquina uma chapa fina deposita-a perto dos pés. O resto faz voar por cima de sua cabeça: com um ruído estridente, tudo se espatifa Há cerca de um ano, Adílson vive com os cerca de 600 reais que ganha por mês coletando, separando e de e-lixo. Todos os meses, ele transforma 20 toneladas de sucata eletrônica em quilos e quilos de alumínio, ferro, Não há dados no Brasil a respeito do número de pessoas que vivem do mercado de sucata eletrônica, nem dados e a consequente ausência de projetos voltados para o bom aproveitamento dos detritos eletrônicos atestam que o Na Europa e nos Estados Unidos, estudos sobre o assunto atestam que o montante de lixo digital em eletrônica, sozinha, já abocanha uma fatia maior do que a das fraldas infantis no bolo de resíduos sólidos gerados Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nCom relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os itens seguintes.","Texto CB1A1-I um sujeito discrimina ou exclui outro, a partir de concepções equivocadas, oriundas de hábitos, costumes, sentimentos ou a pessoa e o ato que ela executa. Isso quer dizer que, se houver uma ideia favorável de uma pessoa, tudo o que ela fizer ou errado, falso ou impreciso. Inversamente, se houver uma ideia desfavorável sobre alguém, tudo o que essa pessoa disser ou comporte corretamente. A ideia favorável ou desfavorável sobre a pessoa vem caso do comportamento preconceituoso, o julgamento sobre a pessoa ou seus atos. O preconceito, portanto, pode ser positivo características consideradas positivas da pessoa se estendem para seus atos, ou vice-versa, mesmo quando não são corretos. sociedade (ou pelo menos não provoca reações). O que incomoda é o preconceito negativo, acompanhado de reação Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens subsequentes.\n\n\n\nJulgue os próximos itens, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.","Em 1978, recebi o título de doutor honoris causa da Sorbonne. Dei, então, um testemunho pessoal, aproveitando a oportunidade única de autoapreciação que a velha Universidade me abria. Sendo quem sou, jamais a perderia. “Senhoras e senhores: Obrigado. Muito obrigado pelo honroso título que me conferem. Eu me pergunto se o mereci. Talvez sim, não, certamente, por qualquer feito, ou qualidade minha. Sim, como consolidação de meus muitos fracassos. Fracassei como antropólogo no propósito mais generoso que me propus: salvar os índios do Brasil. Sim, simplesmente salvá-los. Isto foi o que quis. Isto é o que tento há trinta anos. Sem êxito. Fracassei também na minha principal meta como Ministro da Educação: a de pôr em marcha um programa educacional que permitisse escolarizar todas as crianças brasileiras. Elas não foram escolarizadas. Menos da metade das nossas crianças completam quatro séries de estudos primários. Fracassei, por igual, nos dois objetivos maiores que me propus como político e como homem do governo: o de realizar a reforma agrária e de pôr sob o controle do Estado o capital estrangeiro de caráter mais aventureiro e voraz. Outro fracasso meu, nosso, que me dói especialmente rememorar neste augusto recinto da Sorbonne foi o de reitor da Universidade de Brasília. Tentamos lá, com o melhor da intelectualidade brasileira, e tentamos em vão, dar à nova capital do Brasil a universidade necessária ao desenvolvimento nacional autônomo. Ousamos ali — e esta foi a maior façanha da minha geração — repensar radicalmente a universidade, como instituição central da civilização, com o objetivo de refazê-la desde as bases. Refazê-la para que, em vez de ser universidade-fruto, reflexo do desenvolvimento social e cultural prévio da sociedade que mantém, fosse uma universidade-semente, destinada a cumprir a função inversa, de promover o desenvolvimento. Nosso propósito era plantar na cidade-capital a sede da consciência crítica brasileira que para lá convocasse todo o saber humano e todo élan revolucionário, para a única missão que realmente importa ao intelectual dos povos que fracassaram na história: a de expressar suas potencialidades por uma civilização própria. O que pedíamos à Universidade de Brasília é que se organizasse para atuar como um acelerador da história, que nos ajudasse a superar o círculo vicioso do subdesenvolvimento, o qual, quanto mais progride, mais gera dependência e subdesenvolvimento. Desses fracassos da minha vida inteira, que são os únicos orgulhos que eu tenho dela, eu me sinto compensado pelo título que a Universidade de Paris VII me confere aqui, agora. Compensado e estimulado a retomar minha luta contra o genocídio e o etnocídio das populações indígenas; e contra todos que querem manter o povo brasileiro atado ao atraso e à dependência. Obrigado. Muito obrigado.” A respeito das ideias, dos aspectos linguísticos e da classificação tipológica do texto anterior, julgue os itens seguintes.","vida de Geraldo Viramundo: sua troca de correspondência com os estudantes, julgando estar a se corresponder com sua amada. é impossível dar a exata medida do grau de maluquice que inspiraram tais cartas: infelizmente se perderam e de nenhuma esforços em rebuscar coleções, arquivos e alfarrábios em minha terra. Sou forçado, pois, a limitar-me aos elementos de que Viramundo em Ouro Preto, e dando viço às suas peregrinações. Com referência aos sentidos do texto precedente e às estruturas linguísticas nele empregadas, julgue os itens a seguir.","aperfeiçoado pelos avanços científicos e tecnológicos que, por sua vez, proporcionaram a reestruturação da produção e a transformando o empregado em simples mercadoria inserta no processo de produção. Nesse contexto, o trabalhador se vê dignidade: o trabalho. A luta dos trabalhadores, portanto, não é mais apenas por condições melhores de subsistência, mas Em face desse cenário, a opinião pública passa a questionar o papel do Estado e das instituições dominantes, no da atividade econômica. A sociedade requer das organizações uma nova configuração da atividade econômica, pautada na ambiente, a fim de minimizar problemas sociais como concentração de renda, precarização das relações de trabalho agravados, entre outros motivos, por propostas que concebem um Estado que seja parco em prestações sociais e no qual a existência, só recorrendo ao Poder Público subsidiariamente, na impossibilidade de autossatisfação de suas necessidades. Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens que se seguem.","imprescindibilidade dessa agência de segurança para a viabilidade do poder de coerção estatal. Em outras sua ausência culminaria na impossibilidade de manutenção de relações pacificadas. Devido a seu protagonismo e sua normas legais, o Estado democrático não pode abdicar dessa instituição. parâmetros democráticos, é essencial que haja a implementação de um modelo de policiamento que o equilíbrio entre os pressupostos de liberdade e segurança. No que tange às organizações policiais, falar em necessariamente, a discussão sobre o desenvolvimento do policiamento comunitário, o único modelo de policiamento componentes centrais. Para analisar essa participação, é preciso verificar se a ação promovida pelo modelo de controle social legítimo da atividade policial e se ela produz uma participação equânime. Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os próximos itens.","Texto CB2A1AAA como forma única de conhecimento são muitas e espalham-se em diversas frentes. Embora não possamos desconsiderar o as revoluções consideráveis no campo da medicina, da física, da química e das próprias ciências sociais e humanas —, essa dar conta de resolver o problema que ela própria ajudou a construir. capacidade dessa ciência, criada pelos interesses do desenvolvimento e da exploração da natureza, de oferecer Pensar a crise socioambiental no contexto da razão moderna é pensar que essa crise é o resultado do triunfo do só de uma crise ecológica, mas também de uma crise civilizatória de amplas dimensões, do funcionamento de um sobrevivência, sustentado pela separação homem/natureza, com repercussões para toda a vida social. Considerando as ideias e estruturas linguísticas do texto CB2A1AAA, julgue os itens a seguir.","objetivas. Texto CB3A1AAA instituições, de inspetor e bedel — é um dos profissionais mais atuantes na esfera educacional. Ele transita por toda a escola, ser procurado quando há algum problema que precisa ser solucionado rapidamente. Contudo, ele nem sempre é entendem que quem atua nessa função deve apenas controlar os espaços coletivos para impedir a ocorrência de agressões, comportamentos suspeitos e até mesmo revistar armários e mochilas. Esse tipo de controle, além de perigoso — pois os manifestando com mais violência —, contribui para reforçar a desconfiança entre a instituição e os estudantes. E uma relação democráticos, que deveria ser um dos objetivos de todas as escolas. Como qualquer profissional do ambiente escolar, os realizar ações formativas para que eles saibam como interagir com as crianças e os jovens nos diversos espaços (como o Com uma boa formação, eles serão capazes de trazer informações importantes sobre a convivência entre os alunos educacional, juntamente com o diretor e a equipe docente, planeje e execute intervenções. A respeito dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CB3A1AAA, julgue os próximos itens.","Texto CB1A1BBB própria criança é pedir-lhe nada menos que fazer uma revolução, se é verdade que até agora o centro de gravidade foi do movimento da educação nova — que Claparède compara à que Copérnico realizou na astronomia, e que ele define, com programas que gravitam em torno da criança e não mais a criança que gira em torno de um programa decidido fora dela. o educador”. Com relação às ideias do texto CB1A1BBB e aos seus aspectos linguísticos, julgue os itens a seguir.","Texto para os itens de 7 a 11 vários problemas. Grande parte dos médicos e da população acreditava que a doença se transmitia pelo contato com roupas, acreditava em uma nova teoria: o transmissor da febre amarela era um mosquito. Assim, suspendeu as desinfecções, método sanitárias com brigadas que percorreram casas, jardins, quintais e ruas, para eliminar focos de insetos. Sua atuação provocou Em 1904, a oposição a Oswaldo Cruz atingiu seu ápice. Com o recrudescimento dos surtos de varíola, o população. Os jornais lançaram uma campanha contra a medida. O congresso protestou e foi organizada a Liga Contra rebelião popular e, no dia 14, a Escola Militar da Praia Vermelha se levantou. O governo derrotou a rebelião, mas Oswaldo Cruz acabou vencendo a batalha. Em 1907, a febre amarela estava erradicada do Rio de Janeiro. Em 1908, vacinação. O Brasil finalmente reconhecia o valor do sanitarista. Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto, julgue os itens que se seguem.","Cada um dos itens a seguir, que apresenta uma proposta de reescrita de trecho do texto — entre aspas —, deve ser julgado certo se, ao mesmo tempo, a proposta estiver gramaticalmente correta e não acarretar prejuízo ao sentido original do texto, ou errado, em caso contrário.","Julgue os itens que se seguem, referentes aos sentidos e a aspectos gramaticais do texto."],"questions":[{"id":"772528ab24e4","number":12,"stem":0,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e da coesão do texto, o trecho \"cabe ao governo estruturar mecanismos de financiamento estáveis\" (primeiro período do sexto parágrafo) poderia ser reescrito como cabe o governo à estruturação de mecanismos de financiamento estáveis.","answer":"E","source":{"slug":"INFRASA_26_ANALISTA","ano":2026},"explanation":{"verdict_reason":"“Caber”, no sentido de competir a alguém, é transitivo indireto: o responsável é objeto indireto e a tarefa é o sujeito — cabe ao governo estruturar mecanismos. A proposta põe “o governo” como sujeito e a tarefa como complemento preposicionado, invertendo os dois papéis e deixando o verbo sem a regência que ele exige. A construção resultante não existe na norma.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"cabe o governo à estruturação de mecanismos de financiamento estáveis","corrected_statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e da coesão do texto, o trecho \"cabe ao governo estruturar mecanismos de financiamento estáveis\" (primeiro período do sexto parágrafo) poderia ser reescrito como cabe ao governo a estruturação de mecanismos de financiamento estáveis.","concept":"“caber a alguém fazer algo”: quem faz é objeto indireto","citation":null,"trap_note":"Verbos como caber, competir, convir, cumprir e agradar montam a frase ao contrário do que a intuição sugere: a pessoa é objeto indireto e a ação é sujeito. Reescrita que promove a pessoa a sujeito inverte os papéis e derruba a regência junto."}},{"id":"8e33b2842e90","number":14,"stem":1,"statement":"O trecho \"sigam atrás dos esforços de outros países\" (primeiro período do quarto parágrafo) poderia ser reescrito, sem prejuízo dos sentidos originais e da correção gramatical do texto, da seguinte forma: persigam os esforços de outros países.","answer":"E","source":{"slug":"INFRASA_26_ANALISTA","ano":2026},"explanation":{"verdict_reason":"“Seguir atrás dos esforços de outros países” é ficar para trás, acompanhar de longe o que os outros já fizeram; “perseguir os esforços de outros países” é ir no encalço deles, com intenção de alcançá-los. Uma expressão descreve atraso, a outra descreve empenho. A frase proposta é gramatical e diz o contrário do que o texto avalia.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"persigam os esforços de outros países","corrected_statement":"O trecho \"sigam atrás dos esforços de outros países\" (primeiro período do quarto parágrafo) poderia ser reescrito, sem prejuízo dos sentidos originais e da correção gramatical do texto, da seguinte forma: fiquem atrás dos esforços de outros países.","concept":"“seguir atrás de” (ficar para trás) × “perseguir” (ir no encalço)","citation":null,"trap_note":"Locução verbal desmontada em verbo único raramente é sinônimo. Seguir atrás, dar conta, fazer as vezes, pôr em prática e ir ao encontro mudam de valor assim que se troca o bloco por um verbo só."}},{"id":"65d3812b807c","number":8,"stem":2,"statement":"No primeiro período do texto, o trecho “obedecer a três condições” poderia ser reescrito, mantendo-se a coerência do texto e sua correção gramatical, da seguinte forma: obedecer às três condições a seguir.","answer":"C","source":{"slug":"STM_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Obedecer” é transitivo indireto e rege “a”; no original o complemento vem indeterminado, “a três condições”, e na proposta vem determinado pelo artigo e pelo especificador “a seguir”, o que produz a crase: às três condições a seguir. As três condições são de fato enumeradas logo depois, de modo que o especificador é verdadeiro. Regência mantida, acento exigido e devidamente posto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Determinar o complemento de “obedecer a” torna a crase obrigatória","citation":null,"trap_note":"Numeral feminino aceita as duas formas: obedecer a três condições, sem artigo, e obedecer às três condições, com ele. A presença de um especificador como “a seguir”, “seguintes” ou “citadas” determina o substantivo e torna o acento obrigatório."}},{"id":"0da41c9806cc","number":9,"stem":3,"statement":"O trecho “que existe na universidade desde 1938 e está em andamento até hoje” (primeiro período do segundo parágrafo) poderia ser reescrito, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto, da seguinte forma: existente na universidade desde 1938 e ainda em andamento.","answer":"C","source":{"slug":"MP_CE_25_SERVIDOR","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"A relativa “que existe na universidade desde 1938” é reduzida ao adjetivo cognato “existente”, que concorda com o antecedente e conserva o adjunto “na universidade desde 1938”. Na segunda parte, “está em andamento até hoje” vira “ainda em andamento”, com o advérbio exprimindo a mesma continuidade. Nenhum termo fica sem o complemento que exigia.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Relativa reduzida a adjetivo mantém o antecedente","citation":null,"trap_note":"Reduzir relativa a particípio ou a adjetivo é operação neutra desde que a forma nova concorde com o antecedente e leve consigo os adjuntos. O erro aparece quando o adjetivo fica sem substantivo, ou quando o particípio inverte o agente."}},{"id":"4f8a3c5fc466","number":9,"stem":4,"statement":"Estaria preservada a correção gramatical do trecho “91% dos profissionais liberais não querem se tornar gestores de pessoas” (segundo período do primeiro parágrafo) caso ele fosse reescrito da seguinte forma: 91% dos profissionais liberais não almeja cargo de gestão de pessoas.","answer":"E","source":{"slug":"STM_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Com sujeito formado por porcentagem, o verbo concorda com o numeral ou com o especificador que vem depois de “de”: 91% dos profissionais liberais almejam. Como 91 é plural e “profissionais” também, não há nada na frase que licencie o singular “almeja”. O item promete manter a correção gramatical, e é a concordância que cai.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"91% dos profissionais liberais não almeja cargo de gestão de pessoas","corrected_statement":"Estaria preservada a correção gramatical do trecho “91% dos profissionais liberais não querem se tornar gestores de pessoas” (segundo período do primeiro parágrafo) caso ele fosse reescrito da seguinte forma: 91% dos profissionais liberais não almejam cargo de gestão de pessoas.","concept":"Concordância com sujeito expresso em porcentagem","citation":null,"trap_note":"Porcentagem no singular só puxa verbo no singular quando o número é 1 — 1% dos eleitores compareceu. De 2% em diante o plural é o esperado, e o singular oferecido pela banca é erro, não estilo."}},{"id":"9985bf3aa0b3","number":10,"stem":5,"statement":"Estariam preservadas a correção gramatical do texto e a coerência de suas ideias caso o trecho “existia uma série de ações deliberadas” (segundo período do segundo parágrafo) fosse reescrito da seguinte forma: existiam ações deliberadas.","answer":"C","source":{"slug":"CAU_MG_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Em “uma série de ações deliberadas”, o núcleo do sujeito é “série”, e o singular “existia” é o que a norma pede. Retirado o coletivo, o sujeito passa a ser “ações”, plural, e o verbo tem de acompanhar: existiam ações deliberadas. A proposta faz exatamente esse ajuste, e a informação — havia ações deliberadas — permanece.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Mudou o núcleo do sujeito, muda a concordância do verbo","citation":null,"trap_note":"Expressões partitivas (uma série de, a maioria de, grande parte de, um dos que) admitem o verbo no singular. Suprimi-las obriga ao plural. A reescrita certa é a que refaz a concordância; a errada é a que conserva o verbo como estava."}},{"id":"888e76f33d13","number":10,"stem":6,"statement":"O trecho “é na cadeia de valor que acontece a maior parte das emissões” (segundo período do primeiro parágrafo) poderia ser reescrito, mantendo-se a correção gramatical e a coerência do texto, da seguinte forma: a maior parte das emissões acontece na cadeia de valor.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_RS_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"A operação é desfazer a clivagem “é… que”, devolvendo o adjunto ao lugar natural depois do verbo. A frase resultante não perde nenhuma preposição nem concordância, e o conteúdo é o mesmo: a maior parte das emissões ocorre na cadeia de valor. Some apenas o realce sobre o adjunto, e o item promete correção gramatical e coerência, não ênfase.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Desfazer construção clivada é operação neutra","citation":null,"trap_note":"Desmontada a clivagem, o termo realçado só pede vírgula quando fica anteposto ao verbo. Voltando para depois do verbo, como aqui, não há pontuação a acrescentar e o item tende a ser certo."}},{"id":"5bcf679efbb7","number":10,"stem":7,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, o penúltimo período do quarto parágrafo poderia ser reescrito da seguinte forma: Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando às horas do dia e épocas do ano as posições das constelações.","answer":"C","source":{"slug":"IBAMA_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Comparar” admite as duas regências, com “a” e com “com”, de modo que “comparando às horas do dia” é tão correto quanto “comparando com as horas do dia”, e o acento se justifica pelo artigo diante de “horas”. O objeto direto “as posições das constelações” foi apenas posposto ao objeto indireto, ordem que a norma permite. Quem compara o quê com o quê continua igual.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“comparar algo a algo” e “comparar algo com algo” convivem","citation":null,"trap_note":"Antes de marcar erro numa preposição trocada, verifique se o verbo tem mais de uma regência aceita. Comparar, obedecer, agradar, informar e satisfazer aceitam mais de uma construção, e a banca conta com o candidato que só conhece uma."}},{"id":"0d384ce3ff5c","number":14,"stem":8,"statement":"O último período do quarto parágrafo poderia ser reescrito, sem prejuízo da coerência e da correção gramatical do texto, da seguinte forma: Outro ponto preocupante é o aumento da vulnerabilidade à desinformação e a fraudes causado pela falta de letramento digital.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"A proposta nominaliza a oração — “a falta de letramento digital aumenta a vulnerabilidade” vira “o aumento da vulnerabilidade… causado pela falta de letramento digital” — e devolve todos os argumentos do verbo como complementos do nome, com as preposições exigidas. A causa continua sendo a falta de letramento e o efeito continua sendo o aumento da vulnerabilidade. “Também” vira “Outro”, que mantém o valor aditivo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Nominalização que preserva causa, efeito e preposições","citation":null,"trap_note":"Nominalizar é legítimo quando cada argumento do verbo reaparece como complemento do nome com a preposição certa, e quando o agente não vira paciente. Siga a direção da causa: quem causava tem de continuar causando."}},{"id":"7088e1d05755","number":15,"stem":9,"statement":"Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto caso o trecho “Ainda, o mapa de 2025 mostra que” (último parágrafo) fosse assim reescrito: O mapa de 2025 mostra, ainda, que.","answer":"C","source":{"slug":"CD_25_NS","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Ainda”, na abertura do período e isolado por vírgula, funciona como conectivo aditivo, equivalente a além disso. Levado para dentro da oração e mantido entre vírgulas, continua isolado e conserva esse mesmo valor de acréscimo, sem colar-se ao verbo e virar advérbio de tempo. A estrutura “o mapa mostra que” permanece íntegra.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“ainda” isolado por vírgulas mantém valor de conectivo aditivo","citation":null,"trap_note":"O que decide o deslocamento de “ainda”, “igualmente”, “logo” e “também” é a pontuação, não a posição. Enquanto continuarem isolados por vírgulas, seguem ligando as ideias; colados ao verbo, viram advérbio de tempo ou de modo e o elo se perde."}},{"id":"ef5050070cf3","number":26,"stem":10,"statement":"Os dois primeiros períodos do segundo parágrafo poderiam ser reescritos em um único período, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto, da seguinte forma: Atualmente, considerando o avanço do debate sobre o racismo, as cotas raciais já são aceitas como um sucesso social e acadêmico.","answer":"E","source":{"slug":"CD_25_NS","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"O texto enuncia dois fatos independentes: o debate sobre racismo cresceu e as cotas são um sucesso comprovado. A proposta subordina o segundo ao primeiro com “considerando o avanço do debate”, criando um nexo que o texto não estabelece, e ainda troca “são um sucesso comprovado” por “são aceitas como um sucesso”, que converte constatação em percepção alheia. Inventa-se causa e enfraquece-se o fato.","distortion_type":"relacao_causal","distorted_span":"considerando o avanço do debate sobre o racismo, as cotas raciais já são aceitas como um sucesso social e acadêmico","corrected_statement":"Os dois primeiros períodos do segundo parágrafo poderiam ser reescritos em um único período, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto, da seguinte forma: Atualmente, o debate sobre o racismo cresceu, e as cotas raciais são um sucesso social e acadêmico comprovado.","concept":"Coordenação convertida em subordinação cria causa inexistente","citation":null,"trap_note":"Fundir dois períodos em um é a operação em que a banca instala relações que o texto não tinha. Duas afirmações lado a lado não se implicam: transformá-las em causa, condição ou conclusão é acrescentar informação, ainda que a frase fique elegante."}},{"id":"5f6b8f7f3b4b","number":2,"stem":11,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, o segmento “desde que sejam conservados os elementos essenciais da justiça restaurativa” (final do segundo parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte forma: uma vez que à justiça restaurativa conserve-se os elementos essenciais à ela.","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Três defeitos na mesma linha: “uma vez que” exprime causa, ao passo que “desde que” com subjuntivo exprime condição, que é o valor do original; “conserve-se os elementos” põe o verbo no singular diante do sujeito plural “os elementos essenciais”; e “à ela” traz acento grave diante de pronome pessoal, onde crase nunca ocorre. Basta um deles para derrubar o item.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"uma vez que à justiça restaurativa conserve-se os elementos essenciais à ela","corrected_statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, o segmento “desde que sejam conservados os elementos essenciais da justiça restaurativa” (final do segundo parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte forma: desde que se conservem os elementos essenciais a ela.","concept":"Condição × causa; “se” apassivador no plural; crase antes de pronome","citation":null,"trap_note":"Crase diante de pronome pessoal, de palavra masculina, de verbo e de pronome demonstrativo “esta/essa” é impossível. Esse é o rastreamento mais rápido que existe numa proposta de reescrita — faça-o antes de pensar em sentido."}},{"id":"024ff7916f65","number":2,"stem":12,"statement":"O trecho ‘a atração pela distração que impulsiona a maioria das multitarefas pode ser difícil de ser desligada’ (primeiro período do terceiro parágrafo) poderia ser reescrito, sem prejuízo das ideias originais e da correção gramatical do texto, da seguinte forma: a atração pela distração impulsionada pela maioria das multitarefas podem ser difíceis de desligar.","answer":"E","source":{"slug":"TRT10_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"No original, a atração pela distração é que impulsiona a maioria das multitarefas; na proposta, “impulsionada pela maioria das multitarefas” inverte os papéis e faz da atração o que é impulsionado. Além disso, o sujeito continua sendo “a atração”, no singular, e a proposta flexiona no plural, “podem ser difíceis”. Quebram-se ao mesmo tempo o sentido e a concordância.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"a atração pela distração impulsionada pela maioria das multitarefas podem ser difíceis de desligar","corrected_statement":"O trecho ‘a atração pela distração que impulsiona a maioria das multitarefas pode ser difícil de ser desligada’ (primeiro período do terceiro parágrafo) poderia ser reescrito, sem prejuízo das ideias originais e da correção gramatical do texto, da seguinte forma: a atração pela distração que impulsiona a maioria das multitarefas pode ser difícil de desligar.","concept":"Relativa ativa transformada em particípio passivo inverte o agente","citation":null,"trap_note":"Quando a reescrita troca uma oração relativa (“que impulsiona”) por um particípio (“impulsionada por”), siga o agente: quem fazia passa a sofrer. Depois disso, confira a concordância do verbo com o núcleo do sujeito, que costuma ter ficado longe."}},{"id":"af335b500af6","number":4,"stem":13,"statement":"Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto caso o primeiro período do primeiro parágrafo fosse reescrito da seguinte forma: Por conta do crescimento de novas tecnologias da comunicação e da informação, a atualidade vivencia um processo onde observam-se a migração de ambientes de natureza real e analógica para ambientes de natureza virtual e digital.","answer":"E","source":{"slug":"CNJ_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Onde” retoma lugar físico, e “processo” não é lugar: a forma culta é “em que”. Na mesma oração, “observam-se a migração” põe o verbo no plural diante de um sujeito singular, “a migração”, e usa ênclise depois de palavra atrativa. Três defeitos de correção numa só linha.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"um processo onde observam-se a migração de ambientes de natureza real e analógica","corrected_statement":"Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto caso o primeiro período do primeiro parágrafo fosse reescrito da seguinte forma: Por conta do crescimento de novas tecnologias da comunicação e da informação, a atualidade vivencia um processo em que se observa a migração de ambientes de natureza real e analógica para ambientes de natureza virtual e digital.","concept":"“onde” só para lugar; “se” apassivador concorda com o sujeito","citation":null,"trap_note":"Quando aparecer “se” diante de verbo transitivo direto, ache o sintagma que vem depois: ele é o sujeito e manda no verbo. Aqui o sujeito é “a migração”, singular, e a banca ofereceu o plural — o inverso do truque habitual, que é oferecer o singular com sujeito plural."}},{"id":"639f070a0d0d","number":4,"stem":14,"statement":"Não haveria prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto caso se substituísse “sendo” (segundo período do segundo parágrafo) por por ser.","answer":"C","source":{"slug":"MP_GO_24_SERVIDOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O gerúndio “sendo” com sujeito expresso introduz uma causal reduzida, e “por ser” faz exatamente o mesmo trabalho, mantendo o sujeito “a leitura em suporte escrito” e o predicativo “uma atividade individualizada”. Não há mudança de regência nem de pontuação, e a relação lógica continua sendo de causa. A substituição é neutra.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Gerúndio causal × “por” mais infinitivo: mesma relação","citation":null,"trap_note":"Redução por gerúndio e redução por infinitivo preposicionado são intercambiáveis quando o sujeito é o mesmo e a relação é a mesma. Confira só isto: quem é o sujeito do verbo reduzido e que valor a preposição carrega."}},{"id":"bf78c898c7c0","number":6,"stem":15,"statement":"Mantendo-se a coerência e a correção gramatical do texto, o trecho “a reciclagem de alguns tipos é econômica ou tecnicamente inviável” (primeiro parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte forma: a reciclagem de alguns tipos é inviável do ponto de vista econômico ou técnico.","answer":"C","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Econômica ou tecnicamente inviável” tem os dois advérbios modificando “inviável”, e “inviável do ponto de vista econômico ou técnico” diz o mesmo com um adjunto preposicionado. A supressão do sufixo no primeiro advérbio coordenado é recurso corrente da norma, e a proposta apenas o desfaz. Não há alteração de estrutura nem de conteúdo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Advérbio em -mente × locução adverbial equivalente","citation":null,"trap_note":"Em advérbios coordenados, só o último leva -mente: econômica ou tecnicamente. Reconhecer isso evita ler como erro o que é norma, e evita aceitar como equivalente uma troca que desloque o advérbio para outro núcleo."}},{"id":"ec80ed927f80","number":6,"stem":16,"statement":"O segmento “visando ao aumento das vendas” (último período do último parágrafo) poderia ser reescrito, sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, da seguinte maneira: tendo em vista o aumento das vendas.","answer":"C","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Visar”, no sentido de ter em vista, é transitivo indireto e pede a preposição “a”, por isso o original traz “visando ao aumento”. A locução “ter em vista” é transitiva direta e dispensa preposição, de modo que “tendo em vista o aumento das vendas” está igualmente correta. Mudou o verbo, mudou a regência junto — que é precisamente o que a maioria das reescritas erradas não faz.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“visar a” × “ter em vista” algo: regências distintas e corretas","citation":null,"trap_note":"Ao trocar o verbo, releia o encontro dele com o complemento. Preposição a mais ou a menos nesse ponto decide o item sozinha. Quando a proposta ajusta a preposição à nova regência, como aqui, ela costuma sobreviver."}},{"id":"052f9e0341f9","number":7,"stem":17,"statement":"A correção gramatical e a coerência do texto seriam preservadas caso as vírgulas que isolam a oração “a que parece Rui ter concorrido” (primeiro período do sexto parágrafo) fossem suprimidas.","answer":"C","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A oração adjetiva admite as duas pontuações: com vírgulas é explicativa, sem vírgulas é restritiva, e as duas são gramaticais desde que o par seja retirado inteiro, como o item propõe. O que se perde é a leitura explicativa, e o item promete apenas correção gramatical e coerência, não a identidade de sentidos. O período continua bem construído e encadeado.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Adjetiva explicativa × restritiva: as duas são corretas","citation":null,"trap_note":"Retirar as duas vírgulas de uma adjetiva é legítimo; retirar só uma é erro. E repare no que o item promete: sob “correção e coerência”, a passagem de explicativa a restritiva sobrevive; sob “os sentidos originais”, normalmente não."}},{"id":"83c458c18438","number":7,"stem":18,"statement":"O primeiro período do segundo parágrafo poderia ser reescrito, sem prejuízo de suas ideias e da correção gramatical, da seguinte forma: Consoante uma pesquisa global da McKinsey, a diversidade evidencia valores de igualdade e equidade, e ainda, melhora o desempenho operacional.","answer":"E","source":{"slug":"ANM_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Colocar em prática valores de igualdade e equidade” é agir segundo esses valores; “evidenciar valores” é apenas torná-los visíveis. A troca esvazia a ação que o texto atribui à diversidade. Soma-se a isso a vírgula entre “e ainda” e o verbo “melhora”, que separa o conectivo do termo que ele coordena.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"a diversidade evidencia valores de igualdade e equidade, e ainda, melhora o desempenho operacional","corrected_statement":"O primeiro período do segundo parágrafo poderia ser reescrito, sem prejuízo de suas ideias e da correção gramatical, da seguinte forma: Consoante uma pesquisa global da McKinsey, a diversidade coloca em prática valores de igualdade e equidade e ainda melhora o desempenho operacional.","concept":"Pôr em prática × evidenciar: agir não é mostrar","citation":null,"trap_note":"Pares quase sinônimos que a banca explora: evidenciar × praticar, indicar × comprovar, sugerir × determinar, permitir × obrigar. Todos deixam a frase impecável e trocam o que o texto afirma."}},{"id":"1e7d5bd262d8","number":7,"stem":19,"statement":"O trecho “É por este motivo que todos os poetas são obrigados a colocar os seus heróis em situações cheias de ansiedades e de tormentos, a fim de os livrarem delas” (décimo período) poderia ser reescrito, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto, da seguinte forma: Este é o motivo por que os poetas são todos obrigados a inserir os seus heróis em situações repletas de ansiedades e tormentos, para que os livrem delas.","answer":"C","source":{"slug":"FUNPRESP_24_EXE","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Todas as operações são neutras: a clivagem “É por este motivo que” é desfeita em “Este é o motivo por que”, com a preposição preservada; “todos os poetas” vira “os poetas… todos”, sem perder a universalidade; “colocar” é substituído por “inserir”, que rege igual; e a reduzida “a fim de os livrarem” é desenvolvida em “para que os livrem”, com o mesmo sujeito e o mesmo valor final. Nada de regência, concordância ou pontuação se altera.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Desclivagem, deslocamento de “todos” e desenvolvimento de reduzida final","citation":null,"trap_note":"Deslocar “todos” só muda o sentido quando ele sai de dentro do sintagma que quantificava. Continuando preso ao mesmo núcleo (os poetas… todos), o alcance é o mesmo e a operação é inofensiva."}},{"id":"6379b0c0ae3f","number":8,"stem":20,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias do texto, o segmento “um processo em que a situação específica de grupos minoritários é ignorada” (primeiro período do quarto parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte maneira: um processo cuja situação específica de grupos minoritários é ignorada.","answer":"E","source":{"slug":"CAMARA_MUNICIPAL_MACEIO_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Remontada, a frase proposta diz outra coisa: “cujo” estabelece posse entre o antecedente e o substantivo que vem logo depois, de modo que “um processo cuja situação” faz a situação pertencer ao processo. No original, “em que” apenas localiza o fato dentro do processo, e a situação é dos grupos minoritários. O pronome relativo mudou a relação entre os termos, e com ela a ideia do parágrafo.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias do texto","corrected_statement":"Com prejuízo da coerência das ideias do texto, o segmento “um processo em que a situação específica de grupos minoritários é ignorada” (primeiro período do quarto parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte maneira: um processo cuja situação específica de grupos minoritários é ignorada.","concept":"“cujo” marca posse; “em que” marca circunstância","citation":null,"trap_note":"“Cujo” é o pronome que a CEBRASPE mais oferece como falso sinônimo de “em que”, “no qual” e “que”. Teste sempre lendo a relação de posse em voz alta: o antecedente é dono do substantivo seguinte? Se não for, a troca já derruba o item."}},{"id":"67cf85c1f6fb","number":9,"stem":21,"statement":"Sem prejuízo da coerência e da correção gramatical do texto, o trecho “o governo português tinha estritamente em vista a continuidade da casa reinante em Portugal” (último período) poderia ser reescrito da seguinte forma: o governo português visava precisamente à continuidade da casa reinante em Portugal.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Visar”, no sentido de ter por objetivo, é transitivo indireto e rege “a”; como “continuidade” é feminino determinado, o encontro da preposição com o artigo produz o acento grave, que a proposta escreve corretamente. “Estritamente” e “precisamente” funcionam aqui como o mesmo advérbio restritivo sobre o objetivo do governo. Regência, crase e sentido se mantêm.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“visar à continuidade”: transitivo indireto com crase","citation":null,"trap_note":"Quando a proposta troca “ter em vista algo” por “visar a algo”, ela precisa acrescentar a preposição e, diante de feminino determinado, o acento. Proposta que acrescenta os dois costuma ser a certa; a que esquece o acento cai na correção."}},{"id":"55d35dee27e9","number":9,"stem":22,"statement":"O primeiro período do quarto parágrafo poderia ser reescrito, sem prejuízo das ideias e da correção gramatical do texto, da seguinte forma: Nos dias de hoje, a presença das mulheres, na educação brasileira, são notáveis.","answer":"E","source":{"slug":"MP_TO_24_SERVIDOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O núcleo do sujeito é “a presença”, singular, e o verbo tem de ficar no singular: a presença das mulheres é notável. A proposta flexiona no plural por atração de “mulheres”, que é apenas adjunto. Ela ainda isola “na educação brasileira” entre vírgulas, separando o complemento de que a presença depende.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"a presença das mulheres, na educação brasileira, são notáveis","corrected_statement":"O primeiro período do quarto parágrafo poderia ser reescrito, sem prejuízo das ideias e da correção gramatical do texto, da seguinte forma: Nos dias de hoje, a presença das mulheres na educação brasileira é notável.","concept":"O verbo concorda com o núcleo, não com o adjunto adnominal","citation":null,"trap_note":"Sujeito com estrutura “núcleo singular + de + plural” é o lugar favorito da banca para plantar concordância errada. Isole o núcleo antes de julgar: a presença, o índice, o número, o grupo, a maioria."}},{"id":"10f55ce8b1b9","number":10,"stem":23,"statement":"Mantendo-se a correção gramatical e a coerência do texto, o trecho “o que é necessário não são apenas pessoas” (primeiro período do sexto parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte forma: é necessário não apenas pessoas.","answer":"C","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A proposta desfaz a construção clivada “o que é necessário não são apenas pessoas”, e o que resta é a estrutura impessoal “é necessário” seguida de substantivo sem determinante. Nessa configuração a norma mantém a expressão invariável — é necessário paciência, é necessário pessoas —, de modo que não há erro de concordância. Perde-se apenas o realce, e o item promete correção e coerência, não ênfase.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“é necessário” fica invariável diante de substantivo sem determinante","citation":null,"trap_note":"Ênfase não é sentido. Desfazer realce (“é… que”, “o que… é”) não altera a informação, e o item que promete apenas correção gramatical e coerência sobrevive à perda do destaque."}},{"id":"341efee477d1","number":10,"stem":24,"statement":"O terceiro período do texto poderia ser reescrito, sem prejuízo dos seus sentidos e da correção gramatical, da seguinte forma: O círculo familiar foi o único de nossa sociedade a se exprimir com vigor e vivacidade.","answer":"E","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O original usa superlativo relativo: entre os círculos, o da família foi o que se exprimiu com mais força — os outros também se exprimiram, apenas com menos intensidade. A proposta troca isso por exclusividade, “o único… a se exprimir”, que nega aos demais círculos qualquer expressão. Grau comparativo virou exclusão.","distortion_type":"generalizacao","distorted_span":"O círculo familiar foi o único de nossa sociedade a se exprimir com vigor e vivacidade.","corrected_statement":"O terceiro período do texto poderia ser reescrito, sem prejuízo dos seus sentidos e da correção gramatical, da seguinte forma: O círculo familiar foi o que mais se exprimiu, em nossa sociedade, com vigor e vivacidade.","concept":"Superlativo relativo (“o que mais”) × exclusividade (“o único”)","citation":null,"trap_note":"Único, apenas, somente, exclusivamente e nenhum outro convertem uma comparação em exclusão. Sempre que a reescrita introduzir uma dessas palavras, pergunte se o texto excluía os demais ou apenas os classificava abaixo."}},{"id":"31663c29efaf","number":10,"stem":25,"statement":"O trecho “havia apenas alguns vestígios de perícia médica nas legislações primitivas” (segundo período do segundo parágrafo) poderia ser reescrito, com manutenção da correção gramatical e da coerência de suas ideias, da seguinte forma: encontraram-se, nas legislações primitivas, apenas alguns vestígios de perícia médica.","answer":"C","source":{"slug":"MPS_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A proposta converte a construção existencial em passiva sintética, e a concordância está feita: o sujeito posposto é “alguns vestígios”, plural, e o verbo vai ao plural, encontraram-se. O adjunto “nas legislações primitivas” apenas se antecipa, isolado por vírgulas, e “apenas” continua incidindo sobre “alguns vestígios”. Sentido e norma se sustentam.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“se” apassivador com sujeito posposto no plural","citation":null,"trap_note":"Guarde o par: encontraram-se vestígios, com o verbo no plural, é passiva sintética correta; encontrou-se vestígios é o erro que a banca planta na maioria das vezes. Ache o sintagma depois do verbo e concorde com ele."}},{"id":"5155c379586d","number":11,"stem":26,"statement":"Seriam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto se o primeiro parágrafo fosse reescrito da seguinte forma: Uma característica curiosa da historiografia geral, política e social, se quisermos ser mais limitados, foi a atenção relativamente pequena dada à história da justiça ou à história do Poder Judiciário.","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"No original, “se quisermos ser mais limitados” está entre as duas formulações e justifica a segunda, mais estreita: história da justiça ou, se quisermos ser mais limitados, história do Poder Judiciário. Deslocada para junto de “historiografia geral, política e social”, a ressalva passa a qualificar o campo de onde se parte, e a alternativa entre os dois recortes desaparece. O texto passa a dizer outra coisa.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"social, se quisermos ser mais limitados, foi a atenção relativamente pequena","corrected_statement":"Seriam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto se o primeiro parágrafo fosse reescrito da seguinte forma: Uma característica curiosa da historiografia geral, política e social foi a atenção relativamente pequena dada à história da justiça ou, se quisermos ser mais limitados, à história do Poder Judiciário.","concept":"Ressalva deslocada deixa de justificar a alternativa que introduzia","citation":null,"trap_note":"Oração intercalada vale para o termo ao lado do qual está. Movida para outro ponto do período, ela passa a justificar outra coisa — e a operação não deixa marca gramatical nenhuma, por isso o item promete correção e sentido juntos."}},{"id":"45aabcf3ddcc","number":11,"stem":27,"statement":"Mantendo-se as ideias e a correção gramatical do texto, o terceiro período do segundo parágrafo poderia ser reescrito da seguinte forma: Isso significa que o racismo institucional não se trata apenas de como as pessoas se comportam, mas, também, de como as estruturas e as normas podem proteger ou prejudicar grupos raciais específicos.","answer":"E","source":{"slug":"CODEVASF_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Tratar-se de” é construção impessoal e não admite sujeito: escreve-se trata-se de um problema complexo, nunca o racismo institucional se trata de. Ao inserir o sujeito, a proposta produz uma frase que a norma rejeita. E “favorecer” vira “proteger”, o que muda o que o texto atribui às estruturas: favorecer é beneficiar no jogo das desigualdades, proteger é resguardar de dano.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"o racismo institucional não se trata apenas de como as pessoas se comportam","corrected_statement":"Mantendo-se as ideias e a correção gramatical do texto, o terceiro período do segundo parágrafo poderia ser reescrito da seguinte forma: Isso significa que não se trata apenas de como as pessoas se comportam, mas, também, de como as estruturas e as normas podem favorecer ou prejudicar grupos raciais específicos.","concept":"“tratar-se de” é impessoal e não aceita sujeito","citation":null,"trap_note":"Verbos que não admitem sujeito são fonte fixa de itens: haver (existir), fazer (tempo) e tratar-se de. Qualquer reescrita que ponha um sintagma nominal antes deles já está errada, e o defeito se vê sem precisar entender o texto."}},{"id":"5b6856a50fa0","number":11,"stem":23,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto, o trecho “Uma vez que a conexão cruzada é feita” (oitavo parágrafo) poderia ser reescrito como: Uma vez feita.","answer":"E","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"Reduzir “Uma vez que a conexão cruzada é feita” a “Uma vez feita” só funciona se o sujeito reaparecer depois do particípio — uma vez feita a conexão cruzada. Sem ele, o particípio fica sem o termo com que concorda e o leitor perde o que foi feito. A redução, do jeito proposto, apaga o sujeito da oração.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto","corrected_statement":"Haveria prejuízo da coerência do texto caso o trecho “Uma vez que a conexão cruzada é feita” (oitavo parágrafo) fosse reescrito como: Uma vez feita.","concept":"Redução de oração exige que o sujeito seja recuperável","citation":null,"trap_note":"Toda redução de oração se testa com a mesma pergunta: quem é o sujeito do verbo novo? Se ele não estiver expresso nem for recuperável sem ambiguidade, a redução falha, por mais natural que a forma curta pareça."}},{"id":"dfc69ced3570","number":12,"stem":28,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, o trecho ‘essencial para a promoção’ (primeiro período do último parágrafo) poderia ser reescrito como essencial à promoção.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_GUARDA","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O adjetivo “essencial” admite complemento com “para” e com “a”, e “promoção” é feminino determinado pelo artigo, de modo que a preposição se funde com ele e o acento grave é obrigatório: essencial à promoção. A proposta faz a troca e acerta o acento. Não há diferença de sentido entre as duas regências.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“essencial a” admite crase diante de substantivo feminino determinado","citation":null,"trap_note":"Adjetivos como essencial, necessário, útil, favorável e relativo aceitam “a” e “para”. Quando a proposta muda para “a”, o teste é o do artigo: se o feminino vinha determinado, o acento grave tem de aparecer — e a banca costuma esquecê-lo justamente aí."}},{"id":"671ecbdbf507","number":12,"stem":17,"statement":"Mantendo-se a correção gramatical, o sentido original e as relações sintáticas entre os termos das orações, o trecho “no caso de ‘morte do deputado (...) nova eleição no mesmo distrito.” (segundo parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte forma: se ocorresse “morte do deputado, opção por outro distrito, ou perda do seu lugar por qualquer motivo”, procederiam, no mesmo distrito, uma nova eleição.","answer":"E","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"No sentido de realizar, “proceder” é transitivo indireto e exige a preposição: proceder-se-ia a nova eleição. A proposta o usa como transitivo direto e ainda flexiona o verbo no plural diante do sujeito singular “uma nova eleição”. Falham ao mesmo tempo a regência e a concordância, e o item prometia manter as relações sintáticas entre os termos.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"procederiam, no mesmo distrito, uma nova eleição","corrected_statement":"Mantendo-se a correção gramatical, o sentido original e as relações sintáticas entre os termos das orações, o trecho “no caso de ‘morte do deputado (...) nova eleição no mesmo distrito.” (segundo parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte forma: se ocorresse “morte do deputado, opção por outro distrito, ou perda do seu lugar por qualquer motivo”, proceder-se-ia, no mesmo distrito, a nova eleição.","concept":"“proceder a” é transitivo indireto no sentido de realizar","citation":null,"trap_note":"Verbos que mudam de regência conforme o sentido são matéria-prima deste tópico: proceder, assistir, visar, aspirar, implicar, obedecer. Depois de trocar o verbo, releia o encontro dele com o complemento antes de qualquer outra coisa."}},{"id":"9ec451258421","number":12,"stem":29,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos originais do texto, o trecho “De acordo com o Plano das Nações Unidas sobre Discursos de Ódio, a prática do discurso de ódio se caracteriza como um tipo de comunicação falada, escrita ou comportamental” (primeiro parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte forma: Segundo o Plano das Nações Unidas sobre Discursos de Ódio, caracteriza-se essa prática como um tipo de comunicação (falada, escrita ou comportamental).","answer":"E","source":{"slug":"TRF6_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O demonstrativo “essa” retoma algo já mencionado, e no período proposto — que é o primeiro do texto — não há antecedente: a expressão “a prática do discurso de ódio” é justamente o que está sendo apresentado pela primeira vez. Substituí-la por “essa prática” deixa o leitor sem saber de que prática se fala. A coesão referencial se rompe logo na abertura.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"caracteriza-se essa prática como um tipo de comunicação","corrected_statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos originais do texto, o trecho “De acordo com o Plano das Nações Unidas sobre Discursos de Ódio, a prática do discurso de ódio se caracteriza como um tipo de comunicação falada, escrita ou comportamental” (primeiro parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte forma: Segundo o Plano das Nações Unidas sobre Discursos de Ódio, a prática do discurso de ódio caracteriza-se como um tipo de comunicação (falada, escrita ou comportamental).","concept":"Demonstrativo anafórico exige antecedente já expresso","citation":null,"trap_note":"Reescrita que troca um sintagma pleno por “esse”, “tal”, “o referido” ou “ele” só se sustenta se o referente já tiver aparecido antes no texto. No primeiro período de um texto não há antecedente, e a substituição derruba o item pela coesão, não pela gramática."}},{"id":"4a39526cca6a","number":13,"stem":30,"statement":"Sem alteração do sentido do segundo período do texto, ele poderia ser reescrito da seguinte forma: Entre os principais municípios brasileiros, seria impossível encontrar outro que, não sendo interiorano, tenha gerado tantas figuras importantes para o país.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O original diz que é difícil encontrar outro município interiorano com tantos filhos ilustres; a proposta afirma ser impossível encontrar outro que não seja interiorano. A negação foi parar dentro da qualificação e inverteu o grupo comparado, e “difícil” virou “impossível”, que não admite exceção. Ainda se troca “os 5.570 municípios brasileiros” por “os principais municípios”, reduzindo o universo.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"seria impossível encontrar outro que, não sendo interiorano, tenha gerado tantas figuras importantes para o país","corrected_statement":"Sem alteração do sentido do segundo período do texto, ele poderia ser reescrito da seguinte forma: Entre os 5.570 municípios brasileiros, seria difícil encontrar outro que, sendo interiorano, tenha gerado tantas figuras importantes para o país.","concept":"Negação deslocada inverte o conjunto comparado","citation":null,"trap_note":"Quando a reescrita muda uma negação de lugar, refaça a conta de quem está dentro e quem está fora do conjunto. E desconfie de difícil virando impossível: modalizar para o extremo é a forma mais barata de tornar falsa uma frase verdadeira."}},{"id":"27ac469806eb","number":16,"stem":31,"statement":"O período “Hoje, no Brasil, há mais de 55 milhões de pessoas com 50 anos ou mais de idade, dos quais a maioria são mulheres.” (terceiro período do primeiro parágrafo) poderia ser reescrito, com manutenção das ideias e da correção do texto, da seguinte forma: A maioria das 55 milhões de pessoas com 50 anos ou mais de idade, que vivem hoje no Brasil, são mulheres.","answer":"E","source":{"slug":"FUNPRESP_24_EXE","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O texto diz “mais de 55 milhões de pessoas”; a reescrita fixa o número em 55 milhões e apaga o “mais de”. Um dado aproximado com piso vira um dado exato, e a informação do texto deixa de ser reproduzida. É alteração de conteúdo, não de forma.","distortion_type":"numero_errado","distorted_span":"A maioria das 55 milhões de pessoas","corrected_statement":"O período “Hoje, no Brasil, há mais de 55 milhões de pessoas com 50 anos ou mais de idade, dos quais a maioria são mulheres.” (terceiro período do primeiro parágrafo) poderia ser reescrito, com manutenção das ideias e da correção do texto, da seguinte forma: A maioria das mais de 55 milhões de pessoas com 50 anos ou mais de idade, que vivem hoje no Brasil, são mulheres.","concept":"“mais de” é parte do dado, não enfeite","citation":null,"trap_note":"Quantificadores aproximativos — mais de, cerca de, quase, até, pelo menos — carregam informação. A reescrita que os suprime altera o dado, ainda que não mexa em nenhum algarismo."}},{"id":"68ab9aca0e47","number":17,"stem":32,"statement":"A correção gramatical e o sentido do segundo período do texto seriam preservados caso o trecho “um processo civilizatório no curso do qual tanto aquelas sociedades como todas as que caem sob sua influência transitam de uma a outra etapa evolutiva” fosse rescrito da seguinte forma: um processo civilizatório cujo curso aquelas e todas sociedades por elas influenciadas passam de uma etapa evolutiva a outra.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“No curso do qual” é adjunto adverbial e precisa da preposição; “cujo curso”, sem “em”, deixa o sintagma solto dentro da relativa, sem função. Falta ainda o artigo em “todas sociedades”, que a norma exige — todas as sociedades. A relativa proposta não se sustenta gramaticalmente.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"cujo curso aquelas e todas sociedades por elas influenciadas passam de uma etapa evolutiva a outra","corrected_statement":"A correção gramatical e o sentido do segundo período do texto seriam preservados caso o trecho “um processo civilizatório no curso do qual tanto aquelas sociedades como todas as que caem sob sua influência transitam de uma a outra etapa evolutiva” fosse rescrito da seguinte forma: um processo civilizatório em cujo curso aquelas e todas as sociedades por elas influenciadas passam de uma etapa evolutiva a outra.","concept":"“cujo” conserva a preposição exigida pelo verbo da relativa","citation":null,"trap_note":"“Cujo” não dispensa preposição: se o termo exercia função que pedia “em”, “de”, “a” ou “por”, ela vem antes do pronome — em cujo curso, a cujo pedido, de cuja existência. Suprimir a preposição é o erro que a banca repete com esse pronome."}},{"id":"4a1cc678a86f","number":17,"stem":33,"statement":"O trecho “Segundo sua tese, as pessoas não vão mais possuir coisas, vão apenas ter acesso a elas.” (terceiro período do segundo parágrafo) poderia ser reescrito, sem prejuízo do sentido original e da correção gramatical do texto, da seguinte forma: De acordo com sua teoria, as pessoas vão ter acesso apenas às coisas e não mais possuí-las.","answer":"E","source":{"slug":"EMBRAPA_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"No original, “apenas” restringe o verbo: as pessoas vão apenas ter acesso, em vez de possuir. Na proposta, ele passa a restringir o complemento: vão ter acesso apenas às coisas, como se houvesse outra coisa a que não teriam acesso. O advérbio mudou o termo sobre o qual incide, e a oposição possuir × acessar se desfaz.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"as pessoas vão ter acesso apenas às coisas e não mais possuí-las","corrected_statement":"O trecho “Segundo sua tese, as pessoas não vão mais possuir coisas, vão apenas ter acesso a elas.” (terceiro período do segundo parágrafo) poderia ser reescrito, sem prejuízo do sentido original e da correção gramatical do texto, da seguinte forma: De acordo com sua teoria, as pessoas não vão mais possuir as coisas, vão apenas ter acesso a elas.","concept":"“apenas” incide sobre o termo imediatamente à direita","citation":null,"trap_note":"Apenas, só, também, mesmo e até incidem sobre o que vem logo depois. Deslocá-los não fere a gramática e quase sempre fere o sentido — e o item que propõe o deslocamento costuma prometer as duas coisas de uma vez."}},{"id":"b90ebc134375","number":23,"stem":34,"statement":"Mantendo-se o sentido original e a correção gramatical do texto, o primeiro período do quarto parágrafo poderia ser reescrito da seguinte maneira: Pode-se afirmar que, dessa forma, todo o relato trata-se de uma tentativa de representar a realidade por meio do uso de palavras.","answer":"E","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Tratar-se de” não admite sujeito, e a proposta lhe dá um — “todo o relato trata-se de” —, além de usar ênclise depois da conjunção “que”, que impõe próclise. E “todo relato”, sem artigo, significa qualquer relato, ao passo que “todo o relato” significa o relato inteiro: muda-se de universalidade para totalidade. Falham a norma e o sentido.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"todo o relato trata-se de uma tentativa de representar a realidade","corrected_statement":"Mantendo-se o sentido original e a correção gramatical do texto, o primeiro período do quarto parágrafo poderia ser reescrito da seguinte maneira: Pode-se afirmar que, dessa forma, todo relato é uma tentativa de representar a realidade por meio do uso de palavras.","concept":"“todo” sem artigo é cada um; com artigo é o inteiro","citation":null,"trap_note":"Guarde o par: todo aluno passou (cada um deles) × todo o aluno (o aluno inteiro). Acrescentar ou retirar o artigo depois de “todo” muda a quantificação, e a frase continua perfeita — é troca de sentido sem rastro gramatical."}},{"id":"849434408eed","number":24,"stem":35,"statement":"O trecho “fumando e falando de moças bonitas” (antepenúltimo parágrafo) poderia ser reescrito, sem prejuízo do sentido original e da correção gramatical do texto, da seguinte forma: que fumavam e falavam de moças bonitas.","answer":"C","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A reduzida de gerúndio é desenvolvida em oração adjetiva, e o sujeito recuperado é o mesmo: os dois eleitores que estavam à porta. O tempo passa a pretérito imperfeito, que é o valor durativo que o gerúndio já tinha naquele contexto narrativo. Não há mudança de regência, de pontuação nem de referente.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Gerúndio desenvolvido em adjetiva com o mesmo sujeito","citation":null,"trap_note":"Desenvolver reduzida é neutro quando o sujeito do verbo novo é recuperável sem ambiguidade. Se houvesse outro substantivo entre o antecedente e o gerúndio, a relativa poderia se prender ao termo errado — é aí que a operação falha."}},{"id":"705aca499873","number":25,"stem":36,"statement":"Seria mantida a correção gramatical do texto se o trecho “nos esquecer” (último período) fosse reescrito como esquecer.","answer":"E","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"São dois verbos distintos: “esquecer”, sem pronome, é transitivo direto e pede complemento sem preposição — não podemos esquecer que; “esquecer-se” é pronominal e rege “de” — não podemos nos esquecer de que. A proposta retira o pronome e conserva o “de”, produzindo a mistura que a norma rejeita. O item promete manter a correção, e ela não se mantém.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"Seria mantida a correção gramatical do texto","corrected_statement":"Não seria mantida a correção gramatical do texto se o trecho “nos esquecer” (último período) fosse reescrito como esquecer.","concept":"Esquecer algo × esquecer-se de algo","citation":null,"trap_note":"Mesma lógica em lembrar, recordar e olvidar: sem pronome, o complemento vem direto; com pronome, vem preposicionado. Retirar o pronome e deixar a preposição — ou o contrário — é o erro que a banca constrói com esses verbos."}},{"id":"eff228745a04","number":26,"stem":37,"statement":"O segundo período do primeiro parágrafo poderia ser reescrito, sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, da seguinte forma: O uso desse termo, o híbrido, não nota-se nos estudos da cultura antes do forte movimento de deslocamentos e migrações advindo do século XX.","answer":"E","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O advérbio de negação é palavra atrativa e impõe próclise obrigatória: não se nota. A proposta escreve “não nota-se”, com ênclise depois de “não”, o que a norma não admite em nenhum contexto. O item promete a correção gramatical, e ela cai nessa colocação.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"não nota-se","corrected_statement":"O segundo período do primeiro parágrafo poderia ser reescrito, sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, da seguinte forma: O uso desse termo, o híbrido, não se nota nos estudos da cultura antes do forte movimento de deslocamentos e migrações advindo do século XX.","concept":"Advérbio de negação atrai o pronome para antes do verbo","citation":null,"trap_note":"Palavras atrativas: negação (não, nunca, jamais, nada), conjunção subordinativa, pronome relativo, advérbio sem vírgula e pronome indefinido. Depois de qualquer uma delas, ênclise é erro, e um erro que decide o item em dois segundos."}},{"id":"268743c57343","number":5,"stem":38,"statement":"Os sentidos do texto e a sua correção gramatical seriam preservados caso o primeiro período do terceiro parágrafo fosse reescrito da seguinte forma: Confinado em seu quarto, correu para a janela depois do beijo de boa noite de sua mãe e ali, vigia do réveillon, ficou.","answer":"C","source":{"slug":"SERPRO_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Beijo materno” e “beijo de boa noite de sua mãe” designam o mesmo ato, e o aposto “vigia do réveillon” apenas antecipa-se ao verbo continuando isolado por vírgulas, que é o que a norma exige. O sujeito, o tempo verbal e a sequência de ações permanecem. Deslocamento dentro do mesmo período, sem mudar o termo a que o aposto se prende, não altera sentido nem correção.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Aposto deslocado permanece isolado por vírgulas","citation":null,"trap_note":"Deslocamento é a operação que mais engana porque nunca fere a gramática. A pergunta é sempre a mesma: de que termo a expressão dependia antes e de que termo depende depois. Se for o mesmo, o item tende a ser certo."}},{"id":"4a84fbf0c71a","number":7,"stem":39,"statement":"A correção gramatical e a coerência do texto seriam preservadas caso se suprimisse a vírgula empregada logo após o vocábulo “mãe” (segundo período do segundo parágrafo).","answer":"E","source":{"slug":"SERPRO_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"As duas vírgulas em torno de “que lhe pede não mentir nunca” formam par e isolam uma oração adjetiva explicativa. Suprimir só a primeira desmonta o par e deixa uma vírgula solta separando o sujeito do verbo — “sua mãe que lhe pede não mentir nunca, inventava histórias” —, o que a norma não admite. A supressão isolada quebra a pontuação do período.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"A correção gramatical e a coerência do texto seriam preservadas","corrected_statement":"A correção gramatical do texto seria prejudicada caso se suprimisse a vírgula empregada logo após o vocábulo “mãe” (segundo período do segundo parágrafo).","concept":"Vírgulas de oração explicativa funcionam em par","citation":null,"trap_note":"Sinal de pontuação que isola vem aos pares. Retirar um só deixa a frase com vírgula entre sujeito e verbo ou entre verbo e complemento, e isso derruba a correção independentemente do sentido."}},{"id":"7ff58ab3926b","number":9,"stem":40,"statement":"A correção gramatical e a coerência do texto seriam mantidas caso o trecho “nos vem à mente” (primeiro período do segundo parágrafo) fosse reescrito da seguinte maneira: vem a nossa mente.","answer":"C","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NTJ","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Diante de pronome possessivo feminino singular o artigo é facultativo, de modo que tanto “à nossa mente” quanto “a nossa mente” atendem à norma. A outra mudança é a supressão do pronome “nos”, que apenas explicitava o possuidor já indicado por “nossa”. Nada de regência se perde: “vir a” continua com a preposição exigida.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Crase facultativa diante de possessivo feminino singular","citation":null,"trap_note":"Há três casos de crase facultativa: antes de possessivo feminino singular, antes de nome próprio feminino de pessoa e depois de “até”. Item que proponha a forma sem acento nesses três contextos costuma ser certo, e a banca aposta que você a leia como erro."}},{"id":"df94eabf7dbb","number":11,"stem":41,"statement":"A correção gramatical e a coerência das ideias do texto seriam preservadas caso o trecho “com o almirante como seu primeiro presidente” (final do segundo parágrafo) fosse reescrito da seguinte forma: cujo primeiro presidente foi o almirante Álvaro Alberto.","answer":"C","source":{"slug":"CNPQ_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"Aqui “cujo” está no lugar em que a norma o admite: o antecedente é o CNPq e o substantivo seguinte, “primeiro presidente”, é aquilo que ele possui — o primeiro presidente do CNPq. O pronome vem sem artigo, concorda com o possuído e a relativa tem verbo próprio, “foi”. A informação e o encadeamento do parágrafo permanecem.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Uso legítimo de “cujo”: antecedente possuidor, nome possuído","citation":null,"trap_note":"Guarde o contraste: “cujo” é certo quando o antecedente possui o substantivo que vem logo depois e a relativa tem verbo próprio; é errado quando ele faz o papel de sujeito ou objeto do verbo, ou quando perde a preposição que a função exigia."}},{"id":"e36ab89b4d30","number":12,"stem":42,"statement":"Mantendo-se a correção gramatical do texto, o último parágrafo poderia ser reescrito da seguinte forma, sem prejuízo do seu sentido original: Uma das coisas que mais me atraiu na Última Hora foi a sua diagramação, a sua paginação. Enquanto os outros jornais eram duros, feios, em preto e branco, a UH era um jornal bonito, em cores. Arquitetura, em jornalismo, é exatamente a diagramação dos jornais.","answer":"C","source":{"slug":"CAU_BR_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"A proposta apenas substitui as repetições de “da UH” pelo possessivo “sua”, elimina a redundância “jornais eram jornais duros” e condensa “era um jornal, inclusive, a cores. Os outros jornais não eram.” em “em preto e branco… em cores”, que diz o mesmo contraste. O sujeito, os tempos verbais e a oposição entre a UH e os demais jornais permanecem. Nenhuma informação do depoimento se perde.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Condensação que preserva a oposição entre os dois termos","citation":null,"trap_note":"Reescrita que só enxuga repetição costuma ser certa. O que derruba esse tipo de item é a supressão de um termo que carregava informação, e não a de um termo que apenas repetia o anterior."}},{"id":"e9633d197329","number":13,"stem":43,"statement":"Estaria mantida a correção gramatical do segundo período do primeiro parágrafo caso o segmento “para mães servidoras” fosse reescrito como à mães servidoras, visto que o termo “mães” está especificado.","answer":"E","source":{"slug":"ANTT_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"A crase é a fusão do artigo com a preposição, e diante de substantivo plural sem determinante não há artigo nenhum: dirigido a mães servidoras. A proposta ainda escreve o acento na forma singular, “à mães”, que não existe em nenhum contexto. A justificativa dada pelo item também não procede: estar especificado não cria artigo.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"à mães servidoras","corrected_statement":"Não estaria mantida a correção gramatical do segundo período do primeiro parágrafo caso o segmento “para mães servidoras” fosse reescrito como à mães servidoras, visto que o termo “mães” está especificado.","concept":"Sem artigo não há crase: plural indeterminado nunca leva acento","citation":null,"trap_note":"Em plural, o acento grave só aparece quando o artigo está lá: às mães, à mães nunca. E desconfie de item que vem com a própria justificativa colada — a explicação falsa é parte da armadilha."}},{"id":"4720e60f3254","number":16,"stem":44,"statement":"A correção gramatical e a coerência das ideias do quarto período do primeiro parágrafo seriam preservadas caso ele fosse reescrito da seguinte maneira O sujeito “mistura seu trabalho” à terra quando a cultiva, e, assim, ela, em alguma medida, passa a ser uma parte dele.","answer":"C","source":{"slug":"TJ_ES_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"A reduzida “Ao trabalhar a terra” é desenvolvida em “quando a cultiva”, com o mesmo sujeito e o mesmo valor temporal; “mistura seu trabalho a ela” vira “à terra”, com a crase que a preposição e o artigo exigem; e “a terra se torna uma extensão do indivíduo” vira “ela passa a ser uma parte dele”, com os pronomes retomando corretamente terra e sujeito. A ordem muda, os papéis não.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Desenvolvimento de reduzida temporal com sujeito preservado","citation":null,"trap_note":"Ao desenvolver uma reduzida, confira duas coisas: o sujeito do verbo novo é o mesmo e a preposição do complemento acompanhou a mudança. Aqui “a ela” vira “à terra” com acento, e é esse tipo de ajuste que separa a reescrita boa da armadilha."}},{"id":"bef56645c8b9","number":16,"stem":45,"statement":"No primeiro período do texto, o trecho “que detinha o monopólio” poderia ser reescrito como: cujo monopólio tinha, mantendo-se a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_23_NTJ","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Cujo” só cabe quando o antecedente possui o substantivo que vem logo em seguida, e ele próprio não pode ser sujeito nem objeto do verbo da relativa. Em “uma empresa estatal cujo monopólio tinha”, o monopólio passaria a ser da própria empresa e o verbo “tinha” fica sem sujeito que o justifique. A relativa proposta não se sustenta.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"cujo monopólio tinha","corrected_statement":"No primeiro período do texto, o trecho “que detinha o monopólio” não poderia ser reescrito como: cujo monopólio tinha, sob pena de prejuízo à correção gramatical do texto.","concept":"“cujo” liga possuidor e possuído; não substitui “que” sujeito","citation":null,"trap_note":"Este tópico oferece “cujo” em série. A regra é mecânica: antecedente + cujo + substantivo sem artigo, e a relação tem de ser de posse. Se o pronome estiver fazendo o papel de sujeito do verbo seguinte, a troca é impossível."}},{"id":"d3b8be57d440","number":18,"stem":46,"statement":"A correção gramatical do texto e a coerência de suas ideias seriam mantidas caso o segundo período do terceiro parágrafo fosse reescrito da seguinte forma: A Conferência reconhece as variadas circunstâncias de diferentes países; ademais, respeita o desejo que algumas pessoas têm de não participar de todos os desenvolvimentos tecnológicos.","answer":"C","source":{"slug":"BCB_24","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"A proposta desfaz duas passivas sintéticas (“Reconhecem-se”, “respeita-se”) recuperando o sujeito que o parágrafo inteiro já vinha usando, “A Conferência”, e substitui a coordenação aditiva “e” por “ademais” precedido de ponto e vírgula — outro aditivo. “O desejo de algumas pessoas de não participar” vira “o desejo que algumas pessoas têm de não participar”, construção igualmente regular. Nenhuma regência, concordância ou pontuação se quebra, e o encadeamento das ideias continua o mesmo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Passiva sintética desfeita com sujeito recuperado do contexto","citation":null,"trap_note":"Converter “se” apassivador em voz ativa é legítimo quando o agente pode ser recuperado do próprio texto. O que se confere depois é só isto: o verbo novo concorda com o sujeito reposto e o conectivo trocado carrega a mesma relação."}},{"id":"9e0a3212128d","number":20,"stem":47,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical ou do sentido original do texto, o terceiro parágrafo poderia ser reescrito da seguinte forma: No Brasil, promulgou-se o Alvará de 28 de abril de 1809 por Dom João VI, o príncipe regente, tornando o Brasil um dos primeiros países do mundo a reconhecer a proteção dos direitos do inventor, seguido apenas pela República de Veneza (1474), pela Inglaterra (1623), pelos Estados Unidos da América (1790) e pela França (1791).","answer":"E","source":{"slug":"INPI_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"As datas desmentem a reescrita: Veneza em 1474, Inglaterra em 1623, Estados Unidos em 1790 e França em 1791 são todas anteriores ao Alvará de 1809, de modo que o Brasil foi precedido por esses países, e não seguido por eles. A proposta ainda constrói uma passiva sintética com agente expresso — “promulgou-se o Alvará… por Dom João VI” —, construção que a norma não admite.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"seguido apenas pela República de Veneza (1474), pela Inglaterra (1623), pelos Estados Unidos da América (1790) e pela França (1791)","corrected_statement":"Sem prejuízo da correção gramatical ou do sentido original do texto, o terceiro parágrafo poderia ser reescrito da seguinte forma: No Brasil, o Alvará de 28 de abril de 1809 foi promulgado por Dom João VI, o príncipe regente, tornando o Brasil um dos primeiros países do mundo a reconhecer a proteção dos direitos do inventor, precedido apenas pela República de Veneza (1474), pela Inglaterra (1623), pelos Estados Unidos da América (1790) e pela França (1791).","concept":"Passiva sintética não admite agente; preceder × seguir","citation":null,"trap_note":"Duas verificações que se pagam sozinhas: “se” apassivador com “por alguém” na mesma frase é agramatical, e ordem cronológica se confere pelos números que o próprio item traz. Datas anteriores só podem preceder."}},{"id":"9857a16ea301","number":23,"stem":48,"statement":"“mais do que metas de emissão zero em 2050, são necessárias ações imediatas nos próximos anos, para reduzir rapidamente as emissões de gases do efeito estufa” (terceiro período do último parágrafo): a rápida redução das emissões de gases do efeito estufa requer que hajam ações imediatas nos próximos anos, e não metas de emissão zero em 2050.","answer":"E","source":{"slug":"MME_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"“Haver” no sentido de existir é impessoal e não admite sujeito, de modo que fica invariável na terceira pessoa do singular: requer que haja ações imediatas. A proposta flexiona no plural por atração de “ações”, que é objeto direto e não sujeito. O erro está na forma verbal, e o item prometia manter a correção.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"requer que hajam ações imediatas nos próximos anos","corrected_statement":"“mais do que metas de emissão zero em 2050, são necessárias ações imediatas nos próximos anos, para reduzir rapidamente as emissões de gases do efeito estufa” (terceiro período do último parágrafo): a rápida redução das emissões de gases do efeito estufa requer que haja ações imediatas nos próximos anos, e não metas de emissão zero em 2050.","concept":"“haver” existencial é impessoal e fica no singular","citation":null,"trap_note":"O plural de “haver” existencial é o erro mais plantado em reescrita: houveram problemas, hajam dúvidas, haviam pessoas. O teste é trocar por “existir”, que tem sujeito e vai ao plural: existem ações, logo há ações."}},{"id":"61ad9058baf7","number":24,"stem":48,"statement":"“O estudo recente de Welsby, publicado na revista Nature em 2021, mostra que a produção existente de carvão, petróleo e gás deve ser descontinuada.” (terceiro período do primeiro parágrafo): A produção atual de carvão, petróleo e gás deve ser interrompida, como comprova o artigo de Weslby, recém-publicado na revista Nature, em 2021.","answer":"C","source":{"slug":"MME_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"A proposta apenas reorganiza o período: a oração que era principal vira o núcleo da afirmação e a fonte é reposta na comparativa “como comprova o artigo de Weslby”, com a data e o veículo preservados. “Existente” vira “atual” e “descontinuada” vira “interrompida”, adjetivos de mesmo valor nesse contexto, e a atribuição ao estudo permanece explícita. Nenhuma preposição ou concordância se perde.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Fonte da informação preservada ao reordenar o período","citation":null,"trap_note":"O que derruba reescrita com citação de fonte é a fonte sumir ou a afirmação deixar de ser atribuída a ela e passar a valer por si. Enquanto o texto continuar dizendo quem afirma, a reordenação é livre."}},{"id":"e6fc69919560","number":25,"stem":48,"statement":"“Ademais, quanto mais cedo sofrermos os impactos das mudanças climáticas, mais cedo e por mais tempo teremos impactos físicos que levam a danos sociais e econômicos” (segundo período do segundo parágrafo): Ademais, quanto antes formos atingidos pelos impactos das mudanças climáticas, antes e por maior período conviveremos com impactos físicos que causam danos sociais e econômicos.","answer":"C","source":{"slug":"MME_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"A estrutura proporcional “quanto mais… mais” é reproduzida com “quanto antes… antes”, que é a forma sintética do mesmo correlato. “Sofrermos os impactos” vira “formos atingidos pelos impactos”, passiva com o mesmo agente; “por mais tempo” vira “por maior período”; “que levam a danos” vira “que causam danos”, com a mesma direção causal. A correlação entre as duas orações permanece intacta.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Correlação proporcional preservada na reescrita","citation":null,"trap_note":"Em “quanto mais X, mais Y”, o que se confere é se os dois braços continuam variando na mesma direção. Reescrita que inverte um dos braços muda tudo; reescrita que só troca os advérbios por sinônimos é neutra."}},{"id":"c19de34d5c67","number":4,"stem":49,"statement":"No último período do primeiro parágrafo, seria mantida a correção gramatical do texto caso o segmento “como a viabilizadora de bons resultados” fosse reescrito da seguinte maneira: para viabilizar bons resultados.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O item promete apenas a correção gramatical. “Surgir como a viabilizadora de bons resultados” e “surgir para viabilizar bons resultados” são duas construções regulares: a primeira com predicativo introduzido por “como”, a segunda com oração reduzida de infinitivo final. Nenhuma preposição fica sobrando ou faltando, e o sujeito continua sendo “a tecnologia”.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Predicativo com “como” × reduzida final com “para”","citation":null,"trap_note":"Leia até o fim o que o item se compromete a manter. Sob a promessa isolada de correção gramatical, mudanças de ênfase e de nuance não derrubam o item — só derruba um defeito de norma na frase reconstruída."}},{"id":"1ffb5ed03b67","number":4,"stem":50,"statement":"O período “Crianças morrem, com frequência, em decorrência da violência doméstica, perpetrada por um agressor conhecido.” (segundo parágrafo) poderia ser reescrito, com manutenção das ideias e da correção gramatical do texto, da seguinte forma: Crianças morrem, frequentemente, decorrente da violência doméstica, cujo agressor é conhecido.","answer":"E","source":{"slug":"PC_AL_22_DELEGADO","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Em decorrência da violência doméstica” é locução prepositiva e funciona como adjunto adverbial; “decorrente” é adjetivo e precisa de um substantivo com que concordar, que na proposta não existe. Além disso, “cujo agressor é conhecido” faz o agressor pertencer à violência doméstica, ao passo que o original diz que a violência foi perpetrada por um agressor conhecido. Falham a correção e a relação entre os termos.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"decorrente da violência doméstica, cujo agressor é conhecido","corrected_statement":"O período “Crianças morrem, com frequência, em decorrência da violência doméstica, perpetrada por um agressor conhecido.” (segundo parágrafo) poderia ser reescrito, com manutenção das ideias e da correção gramatical do texto, da seguinte forma: Crianças morrem, frequentemente, em decorrência da violência doméstica, perpetrada por um agressor conhecido.","concept":"Locução adverbial “em decorrência de” × adjetivo “decorrente”","citation":null,"trap_note":"Enxugar uma locução prepositiva até o adjetivo cognato (“em decorrência de” → “decorrente”, “em face de” → “face”) deixa o adjetivo sem substantivo. Reconstrua a frase e pergunte com que palavra o termo novo concorda."}},{"id":"305fa00322ed","number":4,"stem":51,"statement":"Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto caso se substituísse, no primeiro período do texto, o segmento “em comparação com as” por quando comparadas as.","answer":"E","source":{"slug":"INSS_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Em comparação com as que optaram” traz a preposição que introduz o segundo termo da comparação. Na forma proposta, “quando comparadas as que optaram”, o sintagma fica sem preposição nenhuma e passa a disputar a função de sujeito com “As pessoas”, com que o particípio já concorda. A norma exigiria “quando comparadas às que optaram” ou “com as que optaram”.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"quando comparadas as","corrected_statement":"Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto caso se substituísse, no primeiro período do texto, o segmento “em comparação com as” por quando comparadas às.","concept":"O segundo termo da comparação exige preposição","citation":null,"trap_note":"Ao trocar uma locução prepositiva por particípio (“em comparação com” → “comparadas”), verifique se a preposição do segundo termo sobreviveu. É o mesmo defeito de “superior que”, “preferir mais do que” e “diferente que”: falta a preposição que liga os dois termos comparados."}},{"id":"b977fbb13315","number":5,"stem":52,"statement":"No trecho “pensamento que era considerado na época como imperioso” (primeiro período), a exclusão do segmento “que era” manteria a correção gramatical e os sentidos do texto.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Retirado “que era”, a oração adjetiva se reduz ao particípio “considerado”, que continua concordando com “pensamento” e conserva os adjuntos “na época” e “como imperioso”. O valor explicativo permanece, porque nada ali restringia o antecedente — o pensamento em causa já vinha identificado como positivismo lógico. Nenhum termo fica sem o complemento que exigia.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Relativa reduzida a particípio pela supressão de “que era”","citation":null,"trap_note":"“Que é/era/foi” costuma ser suprimível diante de particípio ou adjetivo sem prejuízo nenhum. O que derruba a supressão é o verbo carregar informação própria de tempo ou modo que a forma reduzida não consiga reter."}},{"id":"71fd1b138a8a","number":6,"stem":53,"statement":"O segundo período do primeiro parágrafo poderia ser reescrito, com manutenção da coerência e da correção gramatical do texto, da seguinte forma: Aproximadamente 670 mil pessoas de diversas cidades brasileiras visitaram a exposição, na qual os objetos expostos eram nada menos do que 16 cadáveres e 225 órgãos humanos.","answer":"C","source":{"slug":"POLC_AL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O item promete apenas coerência e correção gramatical. “Puderam visitar” e “visitaram” relatam a mesma visitação efetivamente ocorrida, o número permanece, e a relativa “na qual os objetos expostos eram…” continua explicativa, agora com a vírgula que a norma admite diante desse tipo de oração. Nenhuma regência ou concordância se rompe.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Perífrase com “poder” substituída pelo verbo pleno","citation":null,"trap_note":"Suprimir um auxiliar modal costuma derrubar o item quando a promessa é de sentidos — possibilidade não é fato. Sob a promessa de correção e coerência, porém, ela sobrevive, desde que o texto já relatasse o fato como ocorrido."}},{"id":"cde4f171f7bb","number":9,"stem":54,"statement":"O primeiro período do último parágrafo poderia ser reescrito, com manutenção das ideias e da correção gramatical do texto, da seguinte forma: Assim, para que a coleta de sangue ou outro material biológico pelo Estado não represente uma ofensa, a esse direito constitucional que proíbe buscas e apreensões desarrazoadas, é necessário a existência de uma necessidade especial ou um interesse do Estado predominante ao interesse do jurisdicionado.","answer":"E","source":{"slug":"POLC_AL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"A proposta insere vírgula entre “uma ofensa” e o complemento “a esse direito constitucional”, separando o nome de seu complemento nominal, o que a pontuação não admite. Além disso, o sujeito “a existência de uma necessidade especial” vem determinado pelo artigo, e nessa condição o predicativo concorda: é necessária a existência. Dois defeitos de correção, cada um bastante para derrubar o item.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"é necessário a existência de uma necessidade especial","corrected_statement":"O primeiro período do último parágrafo poderia ser reescrito, com manutenção das ideias e da correção gramatical do texto, da seguinte forma: Assim, para que a coleta de sangue ou outro material biológico pelo Estado não represente uma ofensa a esse direito constitucional que proíbe buscas e apreensões desarrazoadas, é necessária a existência de uma necessidade especial ou um interesse do Estado predominante ao interesse do jurisdicionado.","concept":"“é necessário” varia quando o sujeito vem determinado","citation":null,"trap_note":"A regra tem dois lados: sem artigo, invariável (é necessário paciência); com artigo, concorda (é necessária a paciência). A banca oferece sempre o lado errado. E vírgula entre nome e complemento nominal é erro autônomo, que encerra o item sozinho."}},{"id":"d01c27a4bc1c","number":10,"stem":54,"statement":"Haveria prejuízo da correção gramatical do texto caso o trecho “em que se expede mandado” (segundo período do terceiro parágrafo) fosse reescrito como em que expede-se mandado.","answer":"C","source":{"slug":"POLC_AL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Em que” traz o pronome relativo “que”, palavra atrativa que obriga à próclise: em que se expede mandado. A forma proposta, com ênclise depois do relativo, contraria a colocação pronominal da norma culta. Como o item afirma que haveria prejuízo da correção, ele está certo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Pronome relativo atrai o pronome oblíquo","citation":null,"trap_note":"Itens que admitem a perda em vez de prometer manutenção tendem a ser certos neste tópico. Mesmo assim, confira a perda alegada: aqui ela existe, porque depois de relativo a ênclise é vedada."}},{"id":"edcbc703230f","number":11,"stem":55,"statement":"Estariam preservados a correção e os sentidos do texto se o segundo período fosse reescrito da seguinte forma: Algumas visam alterar estilos cognitivos e emocionais, ou seja, como racionalizar as causas de sucessos e fracassos; outras se concentram em repetir chavões de autoafirmação.","answer":"C","source":{"slug":"FUB_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"A operação é de pontuação: o travessão duplo que isolava o aposto explicativo é substituído por vírgulas, e a vírgula que separava as duas orações coordenadas vira ponto e vírgula. A norma admite os dois recursos para cada função, e o ponto e vírgula é justamente o sinal indicado quando as orações coordenadas já trazem vírgulas internas. Estrutura e conteúdo permanecem.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Travessão, vírgula e ponto e vírgula como equivalentes de pontuação","citation":null,"trap_note":"Troca de sinal de pontuação só derruba o item quando muda a hierarquia da frase ou deixa um par incompleto. Travessão duplo por vírgulas duplas, e vírgula por ponto e vírgula entre coordenadas longas, são substituições que a norma aceita."}},{"id":"7d9cd08ba220","number":12,"stem":56,"statement":"O sentido original do texto e a sua correção gramatical seriam preservados caso o terceiro parágrafo fosse reescrito da seguinte forma: A vila dos distritos, a praça de alimentação e a praça das doceiras convidavam os visitantes a se deliciarem com opções que iam da típica polenta brustolada até o crepe, em termos de gastronomia, além dos restaurantes já existentes nos pavilhões, bem como com inúmeras opções de doces.","answer":"E","source":{"slug":"BANRISUL_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"No original, “Em termos de gastronomia, além dos restaurantes já existentes nos pavilhões” abre o período e enquadra tudo o que vem depois. Movida para o meio, a expressão fica entre o convite e o complemento “bem como com inúmeras opções de doces”, que passa a depender de nada: o leitor perde de que oferta os doces são acréscimo. A ordem nova desfaz o encadeamento do parágrafo.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"em termos de gastronomia, além dos restaurantes já existentes nos pavilhões","corrected_statement":"O sentido original do texto e a sua correção gramatical seriam preservados caso o terceiro parágrafo fosse reescrito da seguinte forma: Em termos de gastronomia, além dos restaurantes já existentes nos pavilhões, a vila dos distritos, a praça de alimentação e a praça das doceiras convidavam os visitantes a se deliciarem com opções que iam da típica polenta brustolada até o crepe, bem como com inúmeras opções de doces.","concept":"Adjunto de enquadramento deslocado para o meio quebra a coesão","citation":null,"trap_note":"Expressão que abre o período costuma enquadrar tudo o que vem depois. Empurrada para o meio, ela deixa órfãos os termos que dependiam dela — procure sempre um “além de”, “bem como” ou “também” que tenha perdido o termo a que se somava."}},{"id":"e4f15a5fd7e8","number":13,"stem":57,"statement":"No quarto parágrafo do texto, o período “A governabilidade, então, significa que o governo deve tomar decisões amparadas em um processo que inclua a participação dos diversos setores da sociedade” poderia ser reescrito da seguinte forma, o que manteria a correção gramatical e os sentidos textuais: A governabilidade, assim, significa que o governo tomará decisões respaldadas em um processo que prescinda da participação dos diversos setores da sociedade.","answer":"E","source":{"slug":"SEPLAN_RR_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Prescindir de” significa dispensar, passar sem — o oposto exato de “incluir”. O texto define governabilidade como decisão amparada em processo que inclui a participação dos diversos setores; a proposta a define como processo que dispensa essa participação. A frase fica correta e afirma o contrário do texto.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"prescinda da participação dos diversos setores da sociedade","corrected_statement":"No quarto parágrafo do texto, o período “A governabilidade, então, significa que o governo deve tomar decisões amparadas em um processo que inclua a participação dos diversos setores da sociedade” poderia ser reescrito da seguinte forma, o que manteria a correção gramatical e os sentidos textuais: A governabilidade, assim, significa que o governo tomará decisões respaldadas em um processo que contemple a participação dos diversos setores da sociedade.","concept":"Prescindir de = dispensar, não “precisar de”","citation":null,"trap_note":"Prescindir é lido como precisar por semelhança sonora e significa exatamente o contrário. Da mesma família de armadilhas: ratificar × retificar, infligir × infringir, ratear × rasgar, eminente × iminente. A frase nunca denuncia a troca."}},{"id":"dde087ed1037","number":13,"stem":58,"statement":"Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência das ideias do texto caso o último período do primeiro parágrafo fosse assim reescrito: Entretanto, no que se refere à saúde humana, cabe questionar se o natural é sempre melhor que o processado.","answer":"C","source":{"slug":"PREF_SAO_CRISTOVAO_SE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"“Mas” e “Entretanto” são ambos adversativos; “no que diz respeito a” e “no que se refere a” delimitam o mesmo âmbito; e a interrogativa “será que o natural é sempre melhor” passa a interrogativa indireta com “cabe questionar se”, sem exigir ponto de interrogação. O advérbio “sempre” permanece, de modo que a dúvida do autor continua com o mesmo alcance. Nenhuma regência ou pontuação se rompe.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Interrogativa direta convertida em indireta com “se”","citation":null,"trap_note":"Ao converter pergunta direta em indireta, some o ponto de interrogação e entra “se”. Confira apenas se os modalizadores do período original — sempre, talvez, apenas — foram todos transportados; é neles que a banca mexe quando quer derrubar o item."}},{"id":"44f5853a28f2","number":15,"stem":59,"statement":"A correção gramatical e a coerência do texto seriam preservadas caso o quarto período do segundo parágrafo fosse reescrito da seguinte maneira: A estrutura cristalina do gelo desagrega-se, e as moléculas d’água subitamente passam a escoar e a se dissipar, sem empecilhos, umas à volta das outras.","answer":"C","source":{"slug":"ANP_22_PSS","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"Leia o que o item promete: correção gramatical e coerência, não os sentidos. A proposta mantém a estrutura sintática inteira — sujeito, coordenação, advérbio deslocado para antes do verbo, adjunto isolado por vírgulas — e continua descrevendo a passagem do gelo ao estado líquido, de modo que o encadeamento do parágrafo não se rompe. As trocas lexicais e a apócope em “d’água” são legítimas na escrita culta.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“Correção e coerência” é promessa mais fraca do que “os sentidos”","citation":null,"trap_note":"Antes de julgar, leia o que o item se comprometeu a manter. Correção mais coerência admite variação de nuance; “os sentidos originais” não admite. Muita reescrita que seria errada sob a promessa forte é certa sob a fraca."}},{"id":"a5c5a7fc41a7","number":6,"stem":60,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical do texto e de seu sentido original, o trecho “Talvez o que mais tenha corroborado esta afirmação tenha sido a descoberta do radical livre, em 1900” (último período do segundo parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte forma: Possivelmente o que mais tenha ratificado esta hipótese tenha sido a descoberta, em 1900, do radical livre.","answer":"C","source":{"slug":"SESAU_AL_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Talvez” e “Possivelmente” são modalizadores de mesmo grau, e ambos convivem com o subjuntivo que o período mantém; “corroborar” e “ratificar” significam confirmar. A troca de “afirmação” por “hipótese” acompanha o próprio texto, que dois períodos antes falava do que “então era apenas uma hipótese”. E o adjunto “em 1900” apenas se antecipa dentro do mesmo sintagma que datava a descoberta.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Modalizadores equivalentes e adjunto deslocado dentro do mesmo sintagma","citation":null,"trap_note":"Deslocar um adjunto de tempo é inofensivo enquanto ele continuar preso ao mesmo termo — aqui, à descoberta. O item cairia se “em 1900” passasse a datar outra coisa, como a afirmação ou a doença; é essa a pergunta a fazer, e não se a frase ficou mais bonita."}},{"id":"d0f91e95ad8d","number":7,"stem":61,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical do texto e de seus sentidos originais, o trecho “as situações em que a mulher é perseguida por um ex-companheiro que não se conforma com o término da relação” (segundo parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte forma: aqueles casos onde a mulher é perseguida por ex-companheiro que não é conformado com o fim do relacionamento.","answer":"E","source":{"slug":"PC_SE_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Onde” é advérbio de lugar e só retoma antecedente que designe espaço físico; com “casos”, a norma pede “em que”. Além disso, “conformar-se” é pronominal e exprime o ato de aceitar: “não se conforma”. A proposta o transforma em “não é conformado”, particípio passivo que descreve estado e não o ato do ex-companheiro.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"aqueles casos onde a mulher é perseguida por ex-companheiro que não é conformado com o fim do relacionamento","corrected_statement":"Sem prejuízo da correção gramatical do texto e de seus sentidos originais, o trecho “as situações em que a mulher é perseguida por um ex-companheiro que não se conforma com o término da relação” (segundo parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte forma: aqueles casos em que a mulher é perseguida por ex-companheiro que não se conforma com o fim do relacionamento.","concept":"“onde” exige lugar físico; verbo pronominal não vira particípio","citation":null,"trap_note":"“Onde” retomando caso, situação, momento, processo ou circunstância é erro clássico da banca — a forma culta é “em que”. E verbo pronominal (conformar-se, tratar-se, contrapor-se) não tem passiva correspondente."}},{"id":"7927a7883091","number":7,"stem":62,"statement":"A correção gramatical e o sentido do último período do primeiro parágrafo do texto seriam mantidos se ele fosse reescrito da seguinte maneira: Apesar de nunca terem sido feitas escavações no Distrito Federal e no Entorno até então, especialistas localizaram indícios de esqueletos de animais extintos, assim como de instrumentos usados por homens das cavernas na região.","answer":"C","source":{"slug":"ANM_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Embora” mais subjuntivo e “apesar de” mais infinitivo exprimem a mesma concessão, e o infinitivo composto “terem sido feitas” conserva a passiva e o plural de “escavações”. “Detectaram” e “localizaram” designam o mesmo ato de identificar indícios, e “assim como” retoma a adição que “e” fazia, com a preposição “de” repetida no segundo termo, como a regência exige. Tudo o que era exigido foi reposto.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Concessiva desenvolvida em reduzida de infinitivo composto","citation":null,"trap_note":"Ao passar de “embora” para “apesar de”, o verbo tem de ir para o infinitivo e a passiva tem de ser refeita por inteiro. Confira se o plural sobreviveu e se a preposição do segundo termo coordenado foi repetida — é onde o item costuma cair."}},{"id":"2aa77efa31f4","number":8,"stem":63,"statement":"Mantendo-se o sentido do texto e as relações originais entre os termos e as orações, o último período do terceiro parágrafo poderia ser reescrito corretamente da seguinte forma: A alagoana se destacou por usar a arte como uma forma de expressão e por dar voz aos conflitos internos vivenciados, principalmente pelos esquizofrênicos.","answer":"E","source":{"slug":"SESAU_AL_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"A vírgula inserida antes de “principalmente pelos esquizofrênicos” desliga esse sintagma do particípio “vivenciados”, do qual era agente. No original, os conflitos são vividos principalmente por esquizofrênicos; na proposta, a expressão passa a modificar o ato de dar voz. O item promete manter as relações originais entre os termos, e é exatamente essa relação que se desfaz.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"vivenciados, principalmente pelos esquizofrênicos","corrected_statement":"Mantendo-se o sentido do texto e as relações originais entre os termos e as orações, o último período do terceiro parágrafo poderia ser reescrito corretamente da seguinte forma: A alagoana se destacou por usar a arte como uma forma de expressão e por dar voz aos conflitos internos vivenciados principalmente pelos esquizofrênicos.","concept":"Vírgula que isola o agente o desprende do particípio","citation":null,"trap_note":"Acrescentar ou retirar uma vírgula é operação de sentido, não só de forma. Termo isolado por vírgula sobe para modificar a oração inteira; termo colado modifica a palavra vizinha. Pergunte a que palavra o sintagma se prendia antes."}},{"id":"293271f10f37","number":9,"stem":64,"statement":"Estariam preservados o sentido e a correção gramatical do texto caso a expressão “De acordo com” (terceiro período do segundo parágrafo) fosse substituída por Consoante.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_RJ_21_TECNICO","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Consoante”, usada como preposição, equivale a conforme, segundo e de acordo com, e introduz a mesma relação de conformidade, indicando a fonte da informação. Ela rege diretamente o sintagma nominal, sem exigir outra preposição. Nem a estrutura do período nem a relação lógica se alteram.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Conectivos de conformidade permutam livremente","citation":null,"trap_note":"Conforme, consoante, segundo e de acordo com formam um grupo que se troca sem consequência. O perigo é a troca entre grupos: conformidade por causa, delimitação (“no que se refere a”) por causa (“devido a”). Nomeie a relação antes e depois."}},{"id":"3b958bd7649e","number":9,"stem":65,"statement":"Seriam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto caso o trecho “Mas, a partir do momento em que nos habituamos a representar a natureza como um todo, ela se torna, por assim dizer, um grande relógio” (sétimo período) fosse reescrito da seguinte forma: Porém, desde que passamos a compreender a natureza como uma totalidade em si, ela se transformou em uma espécie de grande maquinário.","answer":"C","source":{"slug":"FUNPRESP_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"Neste item a promessa é de correção gramatical e coerência, não de identidade de sentidos. “Desde que” com verbo no indicativo tem valor temporal, o mesmo de “a partir do momento em que”, e não introduz condição; “totalidade em si” e “grande maquinário” continuam a metáfora do relógio desmontável que o parágrafo desenvolve. A frase nova é regular e se encaixa no raciocínio do autor.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"“desde que” é temporal com indicativo, condicional com subjuntivo","citation":null,"trap_note":"O modo verbal desambigua o conectivo. “Desde que passamos” é tempo; “desde que passemos” seria condição. Antes de acusar troca de relação lógica, olhe o modo do verbo que vem depois do conectivo."}},{"id":"12bc7db386bd","number":14,"stem":66,"statement":"Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos originais do texto, o trecho “As tecnologias da comunicação foram utilizadas para coordenar a ajuda” (segundo parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte forma: Usaram-se as tecnologias da comunicação afim de coordenar a ajuda.","answer":"E","source":{"slug":"TELEBRAS_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"A conversão de voz está impecável: “Usaram-se as tecnologias da comunicação” traz o verbo no plural concordando com o sujeito posposto. O item morre na grafia da proposta: “afim de” é adjetivo mais preposição e significa semelhante, parecido; a locução que exprime finalidade é “a fim de”, escrita separada. Basta varrer a forma sugerida em busca de erro para encerrar a questão.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"afim de coordenar a ajuda","corrected_statement":"Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos originais do texto, o trecho “As tecnologias da comunicação foram utilizadas para coordenar a ajuda” (segundo parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte forma: Usaram-se as tecnologias da comunicação a fim de coordenar a ajuda.","concept":"“a fim de” (finalidade) × “afim” (semelhante)","citation":null,"trap_note":"A proposta de reescrita é texto de prova e pode trazer erro grosseiro dentro dela. Leia a sugestão letra por letra antes de discutir equivalência: “afim de”, “apartir de”, “à um”, “cuja a” e “dia-a-dia” encerram o item sozinhos."}},{"id":"adf19108d375","number":16,"stem":67,"statement":"A correção gramatical e os sentidos do texto seriam preservados caso o trecho “é o de mantê-lo em um cerco informativo” (terceiro parágrafo) fosse reescrito da seguinte forma: é o de lhe manter em um cerco informativo.","answer":"E","source":{"slug":"TELEBRAS_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Manter” é transitivo direto e pede pronome oblíquo de objeto direto: mantê-lo. “Lhe” é a forma de objeto indireto e não cabe aí. O item promete manter a correção gramatical, e ela cai na escolha do pronome.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"é o de lhe manter em um cerco informativo","corrected_statement":"A correção gramatical e os sentidos do texto seriam preservados caso o trecho “é o de mantê-lo em um cerco informativo” (terceiro parágrafo) fosse reescrito da seguinte forma: é o de o manter em um cerco informativo.","concept":"Verbo transitivo direto pede “o/a”, não “lhe”","citation":null,"trap_note":"“Lhe” só substitui complemento preposicionado com “a” ou “para”. Diante de verbo transitivo direto — ver, manter, ouvir, convidar, encontrar —, a forma é o, a, os, as, com as variantes lo e no depois de certas terminações."}},{"id":"de75f717a1de","number":18,"stem":68,"statement":"Se o trecho “A PETROBRAS responde por cerca de 80% dos combustíveis ofertados no Brasil” fosse reescrito como A PETROBRAS está à frente de aproximadamente 80% dos combustíveis que produz-se no Brasil, seriam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"PETROBRAS_21_NS","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“Que” é pronome relativo e atrai o pronome oblíquo para antes do verbo: que se produz. A proposta usa ênclise depois do relativo, o que a norma não admite. E há troca de conteúdo: responder por combustíveis ofertados é participar da oferta no mercado, não necessariamente produzi-los.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"aproximadamente 80% dos combustíveis que produz-se no Brasil","corrected_statement":"Se o trecho “A PETROBRAS responde por cerca de 80% dos combustíveis ofertados no Brasil” fosse reescrito como A PETROBRAS está à frente de aproximadamente 80% dos combustíveis que se ofertam no Brasil, seriam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto.","concept":"Próclise obrigatória depois de pronome relativo","citation":null,"trap_note":"Colocação pronominal é o erro mais fácil de achar numa proposta: depois de que, quem, onde, não, nunca, ninguém, talvez e conjunção subordinativa, o pronome vem antes. Varra a sugestão atrás de um hífen depois dessas palavras."}},{"id":"2652d9be3bff","number":18,"stem":69,"statement":"Mantendo-se a correção gramatical e o sentido original do texto, o segundo período do segundo parágrafo poderia ser reescrito da seguinte forma: Contudo, por meio de revoluções como a inglesa (1640-1668) e a francesa (1789-1799), houve a ampliação das relações comerciais decorrentes das grandes navegações, o crescimento urbano, o advento da indústria, a ascensão da burguesia como classe política, por isso o sistema político começou a ser pensado de forma diferente.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_RJ_21_TECNICO","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"No original, “por meio de revoluções como a inglesa e a francesa” está encaixado entre travessões e qualifica apenas a ascensão da burguesia como classe política. Levado para a abertura do período, o sintagma passa a explicar também a ampliação das relações comerciais, o crescimento urbano e o advento da indústria, que o texto atribui às grandes navegações. O alcance do adjunto foi esticado e a causalidade do parágrafo mudou.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"por meio de revoluções como a inglesa (1640-1668) e a francesa (1789-1799), houve a ampliação das relações comerciais","corrected_statement":"Mantendo-se a correção gramatical e o sentido original do texto, o segundo período do segundo parágrafo poderia ser reescrito da seguinte forma: Contudo, houve a ampliação das relações comerciais decorrentes das grandes navegações, o crescimento urbano, o advento da indústria e a ascensão da burguesia como classe política, por meio de revoluções como a inglesa (1640-1668) e a francesa (1789-1799), por isso o sistema político começou a ser pensado de forma diferente.","concept":"Adjunto movido para a abertura passa a valer para toda a enumeração","citation":null,"trap_note":"Termo entre travessões ou parênteses vale só para o item ao lado. Posto no começo do período, passa a valer para a lista inteira. Reescrita que muda um adjunto de lugar numa enumeração quase sempre amplia o que ele explica."}},{"id":"7b3c3c623051","number":19,"stem":70,"statement":"A correção gramatical e a coerência do texto seriam preservadas se o primeiro período do primeiro parágrafo fosse reescrito da seguinte forma: Há motivos para se preocupar com a sobrevivência da democracia em um mundo dominado pela inteligência artificial, mesmo sem temer as máquinas à maneira do Exterminador do futuro.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_RJ_21_ANALISTA","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"A proposta converte a construção negativa “Não é preciso temer… para se preocupar” em afirmativa “Há motivos para se preocupar… mesmo sem temer”, com a concessiva assumindo o papel que a negação tinha. Regência, pontuação e ordem dos termos permanecem regulares, e o encadeamento com o restante do parágrafo se mantém. O item promete correção gramatical e coerência, e as duas resistem.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Negação convertida em concessiva sem perda de nexo","citation":null,"trap_note":"“Não é preciso X para Y” equivale a “Y mesmo sem X”. Reconhecer essa equivalência evita marcar como erro uma reescrita que apenas muda a polaridade da estrutura sem mudar a relação entre as duas ideias."}},{"id":"e98610275cb1","number":20,"stem":69,"statement":"Sem prejuízo para o sentido original e para a correção gramatical do texto, a oração “apesar de ter trazido inúmeros benefícios” (último período do último parágrafo) poderia ser reescrita da seguinte forma: ainda que tragam inúmeros benefícios.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_RJ_21_TECNICO","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"O sujeito da oração é “Essa integração”, singular, e o infinitivo pessoal composto “ter trazido” situa o fato como já ocorrido. A proposta flexiona o verbo no plural, “tragam”, sem sujeito plural a que corresponder, e ainda desloca o fato para o presente do subjuntivo, transformando benefício consumado em benefício eventual. Falham a concordância e o tempo.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"ainda que tragam inúmeros benefícios","corrected_statement":"Sem prejuízo para o sentido original e para a correção gramatical do texto, a oração “apesar de ter trazido inúmeros benefícios” (último período do último parágrafo) poderia ser reescrita da seguinte forma: ainda que tenha trazido inúmeros benefícios.","concept":"Concessiva: manter sujeito e tempo ao desenvolver a reduzida","citation":null,"trap_note":"“Apesar de” mais infinitivo e “ainda que” mais subjuntivo são equivalentes, mas o desenvolvimento obriga a explicitar pessoa e tempo. É aí que a banca troca o número do verbo e o aspecto do fato, de consumado para hipotético."}},{"id":"2b63ed0d24e4","number":20,"stem":70,"statement":"A correção gramatical e os sentidos do texto seriam preservados se, no final do segundo parágrafo, o trecho “a fim de evitar sermos arrastados pelos vínculos do fanatismo e do perfeccionismo” fosse reescrito da seguinte forma: com a intensão de impedir que sejamos atraídos pelo fanatismo e perfeccionismo.","answer":"E","source":{"slug":"TCE_RJ_21_ANALISTA","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"A proposta grafa “intensão”, que é substantivo de intenso e significa intensidade; a palavra que exprime propósito é “intenção”, com ç. Além disso, ser arrastado pelos vínculos do fanatismo é ser levado à força, ao passo que ser atraído é ser seduzido — a força deixa de existir. Erram a grafia e o sentido.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"com a intensão de impedir que sejamos atraídos pelo fanatismo e perfeccionismo","corrected_statement":"A correção gramatical e os sentidos do texto seriam preservados se, no final do segundo parágrafo, o trecho “a fim de evitar sermos arrastados pelos vínculos do fanatismo e do perfeccionismo” fosse reescrito da seguinte forma: com a intenção de impedir que sejamos arrastados pelo fanatismo e pelo perfeccionismo.","concept":"Intenção (propósito) × intensão (intensidade)","citation":null,"trap_note":"Pares homófonos aparecem dentro da proposta de reescrita porque ela é texto de prova: intenção × intensão, sessão × seção, tráfego × tráfico, descrição × discrição, iminente × eminente. Varra a sugestão em busca de um deles antes de discutir equivalência."}},{"id":"1f46b7c8ad7a","number":5,"stem":71,"statement":"O sentido original do texto e sua correção gramatical seriam mantidos caso seus dois primeiros períodos passassem a compor um único período, da seguinte maneira: As forças da natureza são obviamente indiferentes a modos de produção, tempo e espaço, mas, são as estruturas sociais que determinam as consequências, o grau de sofrimento e quem morre mais.","answer":"E","source":{"slug":"DPDF_20_ANALISTA","ano":2020},"explanation":{"verdict_reason":"A proposta junta os dois períodos com “mas” e põe uma vírgula logo depois da conjunção, isolando o que não é intercalação nenhuma. Vírgula depois de conjunção adversativa só cabe quando há termo deslocado entre ela e o resto da oração, e aqui não há. O período fica malpontuado, e o item prometia manter a correção.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"mas, são as estruturas sociais que determinam as consequências","corrected_statement":"O sentido original do texto e sua correção gramatical seriam mantidos caso seus dois primeiros períodos passassem a compor um único período, da seguinte maneira: As forças da natureza são obviamente indiferentes a modos de produção, tempo e espaço, mas são as estruturas sociais que determinam as consequências, o grau de sofrimento e quem morre mais.","concept":"Vírgula após conjunção só com termo intercalado","citation":null,"trap_note":"Reescrita que funde dois períodos em um obriga a conferir a pontuação da emenda. Vírgula solta depois de mas, porém, contudo ou entretanto é erro sempre que não houver um segundo sinal fechando uma intercalação."}},{"id":"8cbbcc11d729","number":7,"stem":71,"statement":"Sem prejuízo do sentido original e da correção gramatical do texto, o segundo período do terceiro parágrafo (“Planeta... Unidas (2017)).” poderia ser reescrito da seguinte forma: Os habitantes de Manhattan, os da Avenue Foch, em Paris, os do Leblon, no Rio de Janeiro, ou os dos Jardins, em São Paulo, tanto quanto os 800 milhões de pessoas que, segundo dados da Organização das Nações Unidas (2017), passam fome no mundo, enquadram-se na designação dos termos planeta e humanidade.","answer":"C","source":{"slug":"DPDF_20_ANALISTA","ano":2020},"explanation":{"verdict_reason":"O original afirma que planeta e humanidade designam tanto um grupo quanto o outro; a proposta inverte a ordem e faz dos dois grupos o sujeito de “enquadram-se na designação dos termos planeta e humanidade”. Designar e enquadrar-se na designação são as duas faces da mesma relação, e todos os elementos — inclusive a fonte da ONU, apenas deslocada para dentro da relativa — reaparecem. A equivalência é exata.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Inverter sujeito e complemento sem inverter a relação","citation":null,"trap_note":"Trocar a ordem dos termos só altera o sentido quando altera quem age e quem sofre. Aqui os dois lados continuam na mesma relação de designação, e por isso a inversão é inofensiva — o teste é sempre refazer a pergunta quem faz o quê."}},{"id":"753340b97ec0","number":14,"stem":72,"statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto, o trecho “uma parcela da população urbana usufrui dos avanços técnico-científicos, da infraestrutura e do conforto que a vida urbana e sua produção econômica disponibilizam” (R. 17 a 19) poderia ser reescrito da seguinte forma: uma parcela da população urbana usufrui dos avanços técnico-científicos, da infraestrutura e do conforto disponibilizados pela vida urbana e pela produção econômica deles.","answer":"E","source":{"slug":"TC_DF_20_ACE","ano":2020},"explanation":{"verdict_reason":"No original, “sua produção econômica” é a produção da vida urbana, que junto com ela disponibiliza os avanços. Na proposta, “deles” retoma os avanços e o conforto, de modo que a produção econômica passa a pertencer àquilo que é disponibilizado — o possuidor muda e a frase perde o nexo. A conversão para particípio é gramatical; o pronome é que erra o alvo.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"pela produção econômica deles","corrected_statement":"Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto, o trecho “uma parcela da população urbana usufrui dos avanços técnico-científicos, da infraestrutura e do conforto que a vida urbana e sua produção econômica disponibilizam” (R. 17 a 19) poderia ser reescrito da seguinte forma: uma parcela da população urbana usufrui dos avanços técnico-científicos, da infraestrutura e do conforto disponibilizados pela vida urbana e pela produção econômica dela.","concept":"Possessivo trocado por pronome oblíquo muda o possuidor","citation":null,"trap_note":"Ao trocar “sua” por “dele/dela/deles”, refaça a conta do referente na frase nova: o pronome se prende ao substantivo mais próximo compatível em gênero e número, que raramente é o mesmo que “sua” retomava."}},{"id":"4f8bf83b3910","number":7,"stem":73,"statement":"Sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto, o trecho “O resto faz voar por cima de sua cabeça” (ℓ. 20 e 21) poderia ser reescrito da seguinte maneira: As outras partes arremessa por cima da própria cabeça.","answer":"C","source":{"slug":"SLU_DF_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"A proposta antepõe o objeto direto ao verbo — “As outras partes arremessa” —, ordem que a norma admite e que o próprio texto já usava em “O resto faz voar”. “Faz voar por cima da cabeça” e “arremessa por cima da cabeça” descrevem o mesmo gesto, e “da própria cabeça” apenas explicita que a cabeça é do sujeito, o que “sua” já indicava. Sujeito, ação e referente permanecem.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Objeto direto anteposto e “próprio” desfazendo ambiguidade","citation":null,"trap_note":"“Próprio” no lugar de “seu” costuma ser ganho de clareza, não mudança de sentido, quando o possuidor já era o sujeito. O que derrubaria o item seria a troca do possuidor, e não a troca da forma que o indica."}},{"id":"e020bfceeffc","number":9,"stem":74,"statement":"A correção gramatical do texto seria mantida caso o trecho “tudo o que essa pessoa disser ou fizer pode ser rejeitado” (R. 9 e 10) fosse reescrito da seguinte forma: tudo o que essa pessoa dizer ou fazer pode ser rejeitado.","answer":"E","source":{"slug":"PGM_RR_19_PROCURADOR","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"Depois de “tudo o que” o texto exige futuro do subjuntivo, e nos verbos irregulares essa forma não coincide com o infinitivo: disser e fizer, nunca dizer e fazer. A proposta troca justamente esses dois, e o erro é de flexão, não de estilo. O item só promete a correção gramatical, e é ela que cai.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"tudo o que essa pessoa dizer ou fazer pode ser rejeitado","corrected_statement":"A correção gramatical do texto seria mantida caso o trecho “tudo o que essa pessoa disser ou fizer pode ser rejeitado” (R. 9 e 10) fosse reescrito da seguinte forma: tudo o que essa pessoa disser ou fizer poderá ser rejeitado.","concept":"Futuro do subjuntivo irregular: disser, fizer, vier, puser","citation":null,"trap_note":"Nos verbos regulares o futuro do subjuntivo é igual ao infinitivo, e é por isso que a troca passa despercebida nos irregulares. Teste com o pretérito perfeito: eu disse, logo quando eu disser; eu fiz, logo quando eu fizer."}},{"id":"9e7bbb503f13","number":11,"stem":75,"statement":"Sem prejuízo do sentido original e da correção gramatical do texto, o trecho ‘Talvez sim, não, certamente, por qualquer feito, ou qualidade minha. Sim, como consolidação de meus muitos fracassos’ (terceiro parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte forma: Decerto não, por nenhum feito ou qualidade minha, mas, talvez sim, como consolidação dos meus tantos fracassos.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"No original há duas modalidades diferentes: um talvez para a pergunta sobre merecer e um sim categórico para a segunda hipótese, a dos fracassos. A proposta transfere o “talvez” justamente para a parte afirmada sem ressalva, de modo que o orador passa a duvidar daquilo que assumia. A frase fica correta e a força da afirmação diminui.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"mas, talvez sim, como consolidação dos meus tantos fracassos","corrected_statement":"Sem prejuízo do sentido original e da correção gramatical do texto, o trecho ‘Talvez sim, não, certamente, por qualquer feito, ou qualidade minha. Sim, como consolidação de meus muitos fracassos’ (terceiro parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte forma: Decerto não, por nenhum feito ou qualidade minha, mas sim, como consolidação dos meus tantos fracassos.","concept":"Deslocar o advérbio modalizador altera o grau de certeza","citation":null,"trap_note":"Talvez, possivelmente, decerto, certamente e o futuro do pretérito medem o compromisso do autor com o que diz. Reescrita que muda um desses de lugar transforma afirmação em hipótese, ou o contrário — e não deixa marca gramatical nenhuma."}},{"id":"9e074894ba29","number":2,"stem":76,"statement":"A correção gramatical do texto seria prejudicada caso o trecho “Eis que se inicia” (R.1) fosse reescrito da seguinte forma: Eis que inicia-se.","answer":"C","source":{"slug":"MP_PI_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"“Eis que” contém o “que”, palavra atrativa que impõe próclise obrigatória: o pronome tem de vir antes do verbo, como no original “se inicia”. A proposta usa ênclise, “inicia-se”, contrariando a regra de colocação. Como o item afirma justamente que a correção seria prejudicada, ele está certo.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Palavra atrativa (“que”) exige próclise","citation":null,"trap_note":"Quando o item admite uma perda em vez de prometer manutenção, ele costuma estar certo: a banca mente prometendo tudo, não confessando o dano. Ainda assim, confira a perda alegada — aqui ela é real, porque conjunção, pronome relativo, advérbio de negação e palavra negativa atraem o pronome."}},{"id":"0da787a3f2ce","number":6,"stem":77,"statement":"A correção gramatical e os sentidos originais do texto seriam mantidos caso o trecho “A luta (...) humano.” (R. 8 a 10) fosse reescrito da seguinte forma: Logo, a luta dos trabalhadores apenas deixou de ser por mais condições de melhor subsistência para priorizar a própria dignidade do ser humano.","answer":"E","source":{"slug":"PGE_PE_18_SERVIDOR","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"O original constrói uma adição corretiva: a luta não é mais apenas por subsistência, mas também pela dignidade — as duas coisas permanecem. A proposta troca isso por uma substituição pura, “deixou de ser por… para priorizar…”, que cancela a primeira metade, e ainda desloca “apenas” para junto do verbo, onde ele passa a restringir o deixar de ser. A frase fica correta e diz outra coisa.","distortion_type":"inversao","distorted_span":"A correção gramatical e os sentidos originais do texto seriam mantidos","corrected_statement":"Os sentidos originais do texto não seriam mantidos caso o trecho “A luta (...) humano.” (R. 8 a 10) fosse reescrito da seguinte forma: Logo, a luta dos trabalhadores apenas deixou de ser por mais condições de melhor subsistência para priorizar a própria dignidade do ser humano.","concept":"“não apenas X, mas também Y” soma; “deixou de X para Y” substitui","citation":null,"trap_note":"Nomeie a relação antes e depois da reescrita: adição, exclusão, oposição, causa, finalidade. “Não só… mas também” virando “não… mas sim” ou “deixou de… para” apaga a primeira metade da afirmação, e a frase nova não denuncia isso por nenhum defeito de forma."}},{"id":"6ac9274aa9e2","number":7,"stem":78,"statement":"A correção gramatical e os sentidos do texto serão preservados caso se reescreva o último período do texto da seguinte forma: Para analisar essa participação, é preciso verificar se ela funciona como controle social legítimo da atividade policial e se acaso ela produz uma participação equânime. Vulneráveis (DAGV) da Polícia Civil de Sergipe atende a um público específico, que frequentemente se torna vítima mulheres, crianças e adolescentes têm recebido atenção constante no DAGV, onde o atendimento ganha força e se A unidade surgiu como delegacia especializada em setembro de 2004. Agentes e delegados de atendimento a centralizam procedimentos relativos a crimes contra o público vulnerável registrados em outras delegacias, abrem de queixas.","answer":"E","source":{"slug":"PC_SE_18_DELEGADO","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"O original manda verificar se a ação promovida pelo modelo funciona como controle social legítimo; a proposta substitui esse sujeito pelo pronome “ela”, que na frase reescrita retoma “essa participação”, e passa a atribuir à participação o papel que era da ação. Some ainda “acaso”, que converte a verificação de um fato em hipótese eventual. Muda quem faz o quê e muda a modalidade.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"se ela funciona como controle social legítimo da atividade policial e se acaso ela produz uma participação equânime","corrected_statement":"A correção gramatical e os sentidos do texto não serão preservados caso se reescreva o último período do texto da seguinte forma: Para analisar essa participação, é preciso verificar se ela funciona como controle social legítimo da atividade policial e se acaso ela produz uma participação equânime.","concept":"Pronome que troca de antecedente troca o agente da ação","citation":null,"trap_note":"Reescrita que substitui um sintagma nominal por pronome obriga a refazer a pergunta do referente na frase nova, não na original. Se o pronome puder se prender a outro termo, o sentido já mudou — e inserções como “acaso”, “talvez” e “poderia” transformam constatação em hipótese."}},{"id":"a7b255108038","number":13,"stem":79,"statement":"Sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto, o trecho “local que agrupava residências e instalações para criação de animais e plantio” (R. 13 e 14) poderia ser reescrito da seguinte forma: onde se agrupavam residências e instalações destinadas à criação de animais e ao plantio.","answer":"C","source":{"slug":"EMAP_18","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"“Local que agrupava” vira “onde se agrupavam”: o advérbio relativo cabe porque o antecedente é lugar, e a passiva sintética traz o verbo no plural concordando com o sujeito posposto “residências e instalações”. Em seguida, “instalações para criação de animais e plantio” recebe o particípio “destinadas” e as preposições que ele exige, com crase diante de “a criação” e “ao plantio”. Regência, concordância e sentido permanecem.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"Passiva sintética com verbo no plural e preposições ajustadas","citation":null,"trap_note":"Em “se” mais verbo transitivo direto, o sintagma posposto é o sujeito e manda no verbo: agrupavam-se residências. Quando a proposta faz essa concordância e ainda repõe as preposições do nome, ela costuma ser a alternativa certa."}},{"id":"f49061a6f7ce","number":4,"stem":80,"statement":"O trecho “Embora não possamos (...) assistiram” (R. 3 e 4) pode ser reescrito, sem prejuízo da coerência e da correção gramatical do texto, da seguinte maneira: Ainda que não pode desconsiderar que os últimos séculos assistiram o avanço científico.","answer":"E","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"“Ainda que” é conjunção concessiva e exige subjuntivo: ainda que não possamos. A proposta usa o presente do indicativo e ainda troca a primeira pessoa do plural por uma terceira pessoa sem sujeito. Some a isso a regência: “assistir”, no sentido de presenciar, é transitivo indireto — assistiram ao avanço científico.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"Ainda que não pode desconsiderar que os últimos séculos assistiram o avanço científico","corrected_statement":"O trecho “Embora não possamos (...) assistiram” (R. 3 e 4) pode ser reescrito, sem prejuízo da coerência e da correção gramatical do texto, da seguinte maneira: Ainda que não possamos desconsiderar o avanço científico a que os últimos séculos assistiram.","concept":"Concessiva pede subjuntivo; “assistir a” no sentido de presenciar","citation":null,"trap_note":"Ao trocar “embora” por “ainda que”, “mesmo que” ou “conquanto”, o modo tem de continuar subjuntivo — todas exigem. E “assistir” só dispensa preposição quando significa prestar assistência: o médico assiste o paciente, mas o público assiste ao jogo."}},{"id":"2cdb53304553","number":7,"stem":81,"statement":"Seriam mantidos a correção gramatical e o sentido original do texto se o trecho “O monitor (...) na esfera educacional” (R. 1 a 3) fosse reescrito da seguinte forma: Também chamado de inspetor ou bedel, o monitor é um dos profissionais mais atuantes na área educacional, em algumas instituições.","answer":"E","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"No original, “em algumas instituições” está dentro do inciso e restringe apenas os nomes alternativos do monitor: é em algumas instituições que ele se chama inspetor ou bedel. Levado para o fim do período, o adjunto passa a restringir o que se afirma do monitor — ele seria um dos mais atuantes só em algumas instituições. O termo mudou de alvo e o texto passa a dizer outra coisa.","distortion_type":"escopo_ampliado","distorted_span":"na área educacional, em algumas instituições","corrected_statement":"Seriam mantidos a correção gramatical e o sentido original do texto se o trecho “O monitor (...) na esfera educacional” (R. 1 a 3) fosse reescrito da seguinte forma: Também chamado, em algumas instituições, de inspetor ou bedel, o monitor é um dos profissionais mais atuantes na área educacional.","concept":"Adjunto restritivo deslocado muda o termo que restringe","citation":null,"trap_note":"Adjunto que estava dentro de um inciso vale só para o inciso. Reposicionado no fim do período, passa a valer para a oração principal. Pergunte sempre: o que estava sendo limitado antes e o que passa a ser limitado depois."}},{"id":"b95ff6dbf07b","number":8,"stem":82,"statement":"A correção gramatical e o sentido original do texto seriam mantidos caso o trecho “se é verdade que até agora” (R.3) fosse reescrito da seguinte forma: verdade é que até agora.","answer":"E","source":{"slug":"SEE_16_DF","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"“Se é verdade que” abre uma condição admitida para argumentar — o autor aceita a premissa sem afirmá-la. “Verdade é que” a afirma categoricamente, como fato assente. A supressão do “se” elimina a hipótese e transforma concessão em asserção.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"verdade é que até agora","corrected_statement":"A correção gramatical e o sentido original do texto seriam mantidos caso o trecho “se é verdade que até agora” (R.3) fosse reescrito da seguinte forma: caso seja verdade que até agora.","concept":"Condição admitida × afirmação categórica","citation":null,"trap_note":"Hipótese apresentada como fato consumado é uma das trocas mais frequentes da banca em texto. Um “se” retirado, um futuro do pretérito virando presente, um “pode” virando “é”: a frase fica correta e o compromisso do autor com o que diz muda de patamar."}},{"id":"5c1bbe42ebc7","number":10,"stem":83,"statement":"O sentido original do texto e a sua correção gramatical seriam preservados caso o período “Com o recrudescimento (...) massa da população” (R. 12 a 14) fosse reescrito da seguinte forma: Por conta do agravamento da epidemia de varíola, foi promovido por Oswaldo Cruz uma massiva vacinação da população.","answer":"E","source":{"slug":"ANVISA_16","ano":2016},"explanation":{"verdict_reason":"A proposta põe o período na voz passiva analítica, e o particípio tem de concordar com o sujeito paciente. O sujeito é “uma massiva vacinação da população”, feminino singular, de modo que a forma exigida é foi promovida. Como o sujeito ficou posposto e distante, o defeito escapa à leitura rápida — que é exatamente o que a banca explora.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"foi promovido por Oswaldo Cruz uma massiva vacinação da população","corrected_statement":"O sentido original do texto e a sua correção gramatical seriam preservados caso o período “Com o recrudescimento (...) massa da população” (R. 12 a 14) fosse reescrito da seguinte forma: Por conta do agravamento da epidemia de varíola, foi promovida por Oswaldo Cruz uma massiva vacinação da população.","concept":"Particípio da passiva analítica concorda com o sujeito paciente","citation":null,"trap_note":"Toda vez que a reescrita converter a voz, procure o sujeito depois do verbo. Passiva com sujeito posposto é o lugar preferido da banca para plantar um erro de concordância que a frase disfarça."}},{"id":"7b2a5a72c492","number":5,"stem":84,"statement":"“Esses atos (...) membros da família” (R. 20 e 21): É capaz desses atos gerarem sentimento de insegurança nos membros da família.","answer":"E","source":{"slug":"TJDFT_15_SERVIDOR","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"A locução “ser capaz de” exige um sujeito que pratique a ação: são os atos que são capazes de gerar insegurança. A proposta a usa impessoalmente, “É capaz desses atos gerarem…”, com o valor de talvez, que pertence à fala coloquial e não à norma culta escrita — e o enunciado do bloco exige que a proposta esteja gramaticalmente correta. O item cai na correção, antes mesmo de se discutir equivalência.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"É capaz desses atos gerarem sentimento de insegurança nos membros da família.","corrected_statement":"“Esses atos (...) membros da família” (R. 20 e 21): Esses atos são capazes de gerar sentimento de insegurança nos membros da família.","concept":"“ser capaz de” pede sujeito; “é capaz que” é coloquial","citation":null,"trap_note":"Neste bloco de itens a banca não promete nada: o enunciado manda julgar certo só se a proposta estiver correta e não alterar o sentido. Basta uma das duas falhar. Comece pela norma, que é mais rápida de conferir."}},{"id":"5a0eb31c305a","number":7,"stem":84,"statement":"“Obviamente os membros da família (...) da agressão” (R. 9 a 11): Os integrantes da família apavoram-se, de fato, perante à possibilidade da agressão.","answer":"E","source":{"slug":"TJDFT_15_SERVIDOR","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"“Perante” já é preposição e rege diretamente o substantivo: perante a possibilidade, perante o juiz. A proposta escreve “perante à possibilidade”, acumulando uma segunda preposição e um acento grave que a construção não admite. Não há como manter a correção gramatical com esse acento na frase.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"perante à possibilidade da agressão","corrected_statement":"“Obviamente os membros da família (...) da agressão” (R. 9 a 11): Os integrantes da família apavoram-se, de fato, perante a possibilidade da agressão.","concept":"Preposição não rege preposição: “perante a”, nunca “perante à”","citation":null,"trap_note":"Crase impossível é o erro mais barato de achar numa proposta de reescrita. Depois de “perante”, “desde”, “durante”, “sob”, “contra” e diante de palavra masculina, de verbo ou de pronome, o acento grave nunca entra."}},{"id":"9f29d173ffb3","number":22,"stem":85,"statement":"O terceiro período do primeiro parágrafo do texto poderia ser corretamente reescrito da seguinte forma: Agora cita-se o aspecto econômico relacionado, por princípio, a condições relativas à propriedade privada, a economia de mercado, a ausência ou minimização do controle estatal, a livre empresa e a iniciativa privada.","answer":"E","source":{"slug":"TCU_15_TFCE","ano":2015},"explanation":{"verdict_reason":"Advérbio anteposto ao verbo, sem vírgula que o isole, atrai o pronome: a forma exigida é “Agora se cita”, não “Agora cita-se”. E a enumeração perde o paralelismo: o primeiro item traz “relativas à propriedade privada”, com crase, e os demais termos femininos e determinados aparecem sem acento — a economia, a ausência, a livre empresa, a iniciativa. O item afirma que a reescrita seria correta, e ela não é.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"Agora cita-se o aspecto econômico","corrected_statement":"O terceiro período do primeiro parágrafo do texto poderia ser corretamente reescrito da seguinte forma: Agora se cita o aspecto econômico relacionado, por princípio, a condições relativas à propriedade privada, à economia de mercado, à ausência ou minimização do controle estatal, à livre empresa e à iniciativa privada.","concept":"Advérbio sem vírgula atrai próclise; crase se repete na enumeração","citation":null,"trap_note":"Numa enumeração regida pela mesma preposição, o acento que aparece no primeiro item tem de aparecer em todos os femininos determinados. Ver a crase só na abertura da lista é sinal de que a banca a suprimiu no resto."}}]}