{"subject_id":"3a3cc48d009981feb384d12c9563b92c","topico":"Subordinação adverbial: causal, concessiva, condicional, consecutiva etc.","stems":["menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu. Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data. No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes. As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito. Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue os itens a seguir.","“A liberdade medieval”, disse o historiador Lord Acton, “difere da moderna nisto: a primeira depende de propriedade”. Mas a diferença é certamente uma diferença apenas em grau, não em espécie. O dinheiro pode ter menos influência num tribunal moderno do que num tribunal medieval. Mas e fora do tribunal? Fora, é verdade, estou legalmente livre para trabalhar ou não trabalhar, como eu bem escolher, porque não sou um servo. Estou legalmente livre para viver aqui em vez de lá, porque não estou preso à terra. Eu sou livre, dentro de limites razoáveis, para me divertir como eu bem quiser. Estou legalmente livre para casar-me com qualquer pessoa; nenhum lorde me obriga a casar-me com uma garota ou viúva da mansão senhorial. A lista de todas as minhas liberdades legais ocuparia páginas e mais páginas datilografadas. Ninguém, em toda a história, foi tão livre quanto eu sou agora. Mas vejamos o que acontece se eu tento fazer uso da minha liberdade legal. Não sendo um servo, eu resolvo parar de trabalhar; como resultado, começo a passar fome na próxima segunda-feira. Não sendo ligado à terra, eu opto por viver em Grosvenor Square e Taormina; infelizmente, o aluguel da minha casa em Londres equivale ao quíntuplo da minha renda anual. Não sendo submetido às perseguições de intrometidos eclesiásticos, eu decido que seria agradável levar uma jovem ao hotel Savoy para desfrutarmos de um jantar; mas não tenho roupas adequadas, e acabo gastando mais no entretenimento da minha noite do que consigo ganhar em uma semana. Todas as minhas liberdades legais acabam sendo, na prática, tão estreitamente dependentes de propriedade como eram as liberdades dos meus antepassados medievais. Os ricos podem comprar vastas quantidades de liberdade; os pobres precisam se virar sem ela, muito embora, por lei e teoricamente, eles tenham tanto direito à mesma quantidade de liberdade quanto têm os ricos. Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","mencionados. Creio que, em geral, deixando de lado a opinião dos especialistas, damos demasiada importância à opinião dos outros, tanto em assuntos cruciais quanto em assuntos de pequena monta. A regra básica é que uma pessoa deve respeitar a opinião pública apenas o suficiente para não morrer de fome nem ir para a cadeia. Tudo o que passar desse ponto significa submeter-se voluntariamente a uma tirania desnecessária, e, possivelmente, isso é o que acaba interferindo na própria felicidade. Examinemos, por exemplo, a questão de como as pessoas gastam seu dinheiro. Elas o gastam naquilo que não satisfaz seus gostos pessoais, simplesmente porque acreditam que o respeito dos vizinhos depende de terem carro ou de abrirem suas residências para jantares. Na verdade, uma pessoa que possa claramente comprar um carro, mas que prefira gastar o dinheiro em viagens ou numa boa biblioteca, acabará sendo muito mais respeitada do que se houvesse feito exatamente como todas as outras. Não há sentido em zombar deliberadamente da opinião pública; isso é admitir seu domínio, ainda que às avessas. Mas ser autenticamente indiferente a ela é uma força e uma fonte de felicidade. E uma sociedade de homens e mulheres que não se submetem demasiadamente aos convencionalismos é mais interessante do que uma sociedade em que todos se comportam da mesma maneira. A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Novos dados da União Interparlamentar (UIP) e da ONU Mulheres revelam um progresso limitado no alcance da igualdade de gênero na liderança política. A edição de 2025 do mapa Mulheres na política mostra que os homens continuam a superar as mulheres em mais de três vezes nas posições executivas e legislativas em todo o mundo. Globalmente, a presença feminina nos parlamentos subiu apenas 0,3%, alcançando 27,2% em relação ao ano anterior. Já nos ministérios, houve queda de 0,4%. Segundo Sima Bahous, diretora executiva da ONU Mulheres, o progresso não só é lento como há retrocesso em várias partes do mundo. “Trinta anos após a Declaração de Pequim, a promessa de igualdade de gênero na liderança política permanece não cumprida. Não podemos aceitar um mundo onde metade da população seja sistematicamente excluída da tomada de decisões”, frisou. Bahous também lembrou que cotas, reformas eleitorais e vontade política são soluções para desmantelar barreiras sistêmicas. “O tempo das medidas paliativas acabou. É hora de os governos agirem para assegurar que as mulheres tenham um assento igual em todas as mesas onde o poder é exercido”, destacou. A presidente da UIP, Tulia Ackson, classificou o ritmo de avanço como “glacial” e ressaltou a urgência de medidas concretas para garantir representação igualitária. O secretário-geral da UIP, Martin Chungong, defendeu o engajamento ativo de homens como parte da solução. Ainda, o mapa de 2025 mostra que, enquanto as mulheres lideram importantes pastas ligadas a direitos humanos, igualdade de gênero e proteção social, os homens dominam áreas como relações exteriores, orçamento e defesa. Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os seguintes itens.","A inteligência artificial (IA) é um tópico frequente de discussão desde o aumento da popularidade de ferramentas como o ChatGPT. Uma análise do Fundo Monetário Internacional (FMI) abrangendo diferentes países avaliou que, no Brasil, 41% dos empregos têm alta exposição à IA. Esse critério do estudo — exposição de empregos à IA — engloba tanto trabalhos que vão se beneficiar da tecnologia como aqueles que estarão ameaçados por ela no futuro. Para avaliar se o impacto da IA será bom ou ruim no mercado de trabalho, o relatório do FMI criou outra categoria: a complementaridade. Empregos com alta complementaridade são aqueles que se beneficiarão com a IA, mas não serão extintos por ela. Por exemplo, profissionais como administradores ou advogados terão grandes ganhos de produtividade com a IA. Suas atividades não estarão ameaçadas, pois a execução delas sempre dependerá de um grande componente humano. Já os empregos de baixa complementaridade são os mais ameaçados pela IA, uma vez que podem ser totalmente substituídos pelas novas tecnologias, dada a pouca necessidade de um componente humano. É o caso de operadores de telemarketing. É nesse ponto que a IA pode fazer crescer a desigualdade social. Conforme o FMI, trabalhadores com mais educação e mais jovens têm melhores condições de encontrar empregos de alta complementaridade (beneficiados pela IA); os com menos escolaridade e mais velhos estarão mais sujeitos a empregos de baixa complementaridade (ameaçados pela IA). Segundo o FMI, para aproveitar plenamente o potencial da IA, cada país deve estabelecer suas prioridades de acordo com seu nível atual de desenvolvimento. As economias de mercado emergentes avançadas e mais desenvolvidas devem investir na inovação e integração da IA ao mesmo tempo em que promovem quadros regulamentares adequados para otimizar os benefícios do aumento de sua utilização. Para as economias de mercados emergentes e em desenvolvimento menos preparadas, a criação de infraestruturas e a construção de uma força de trabalho digitalmente qualificada são fundamentais. Para todas as economias, as redes de segurança social e a reciclagem dos trabalhadores ameaçados pela IA são cruciais para garantir a inclusão. A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.","Texto CG2A1 Foi em 1975 que a Organização das Nações Unidas (ONU) começou a celebrar o dia 8 de março como o Dia Internacional das Mulheres, na busca por evidenciar a discussão sobre a importância da igualdade de gênero, do combate à violência e da garantia dos direitos de meninas e mulheres. Mas a celebração tem suas origens no começo do século XX, em manifestações ligadas aos direitos das mulheres trabalhadoras. A data passou a ser definitivamente estabelecida a partir do dia 8 de março de 1917, com a realização de uma manifestação de operárias por pão e paz, na atual cidade de São Petersburgo, na Rússia. Nove anos antes, em 8 de março de 1908, já havia ocorrido um encontro massivo em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América (EUA), em defesa do sufrágio universal, com a presença de um comitê feminino local para apoiar o voto das mulheres. No Brasil, as mulheres só passaram a exercer o direito ao voto em 1932. As casadas, porém, só o puderam fazer em 1934, e até 1962 elas só podiam trabalhar fora se o marido anuísse. Atualmente, a presença das mulheres na educação brasileira é forte. Hoje, as meninas apresentam, inclusive, maior sucesso na trajetória escolar. Entre a população adulta com mais de 25 anos de idade, 49,5% das mulheres e 45% dos homens concluíram o ensino médio, de acordo com dados da PNAD Contínua 2018. No ensino superior, elas compõem 55% das matrículas de graduação. Na docência, esse fato se repete: elas também são maioria. Ainda assim, nem tudo é um mar de rosas. Conforme as mulheres vão progredindo na carreira acadêmica, por exemplo, esse cenário muda. No Brasil, apenas um em cada quatro pesquisadores seniores são mulheres. A maternidade e a desigualdade na divisão das tarefas domésticas são alguns dos fatores que dificultam o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal das mulheres — mas não dos homens. Julgue os itens que se seguem, com base nas ideias veiculadas no texto CG2A1.\n\n\n\nJulgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CG2A1.","Texto CB1A1 Um projeto de lei que determina critérios mínimos de qualidade para escolas públicas de educação básica foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, em abril deste ano. Conforme estabelece o projeto de lei, o poder público deverá equipar todas as unidades do ensino básico com bibliotecas, laboratórios de ciências e informática, acesso à Internet, quadras poliesportivas cobertas, instalações com condições adequadas de acessibilidade, energia elétrica, abastecimento de água potável, esgoto sanitário e manejo de resíduos sólidos. “As condições listadas não constituem luxo ou privilégio, mas requisitos necessários ao estabelecimento de um padrão mínimo de qualidade nas escolas brasileiras e garantia do exercício digno do direito público subjetivo à educação básica”, justifica o autor da proposta. “O que há no projeto é o mínimo para que uma escola funcione, atendendo os estudantes e os profissionais da educação com dignidade. A ausência de laboratórios, de Internet, de bibliotecas e de uma estrutura física adequada é algo que impacta diretamente na qualidade da educação oferecida aos estudantes, uma vez que a educação não é uma transmissão de conhecimento, mas sim a construção deste”, considera a secretária de assuntos educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Guelda Andrade. “Um ar-condicionado, por exemplo, em algumas regiões do país, não é questão de luxo. É uma condição que faz parte dessa estrutura mínima e digna para que a educação aconteça... A falta disso traz prejuízos drásticos tanto no aprendizado dos estudantes quanto no cotidiano dos profissionais da educação”, reforça Guelda Andrade. Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os itens a seguir.","Considerando aspectos linguísticos do texto CB2A1, julgue os itens a seguir.","menos que seja explicitamente informado o contrário, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Dinheiro traz felicidade? Engana-se quem pensa que esta é só uma pergunta filosófica de boteco. Muito pelo contrário: quem se debruça para valer sobre a questão são vencedores do Nobel de Economia, o psicólogo israelense Daniel Kahneman e o economista americano Argus Deaton. Kahneman é considerado um dos fundadores da economia comportamental, uma área que se apoia na psicologia para entender quais fatores afetam as decisões financeiras de alguém. Foi por integrar conhecimentos da psicologia à economia que ele recebeu o prêmio da Academia Real de Ciências da Suécia, em 2002. Oito anos depois, Kahneman se juntou a Argus — que receberia o Nobel de Economia em 2015 por seus trabalhos sobre consumo, pobreza e bem-estar social — para tentar responder à grande questão. Eles publicaram um estudo que correlaciona o nível de renda de mil americanos com seu grau de satisfação pessoal e bem-estar emocional, segundo respostas fornecidas em um questionário entre 2008 e 2009. Eles chegaram à seguinte conclusão: quanto mais dinheiro alguém ganha, mais feliz e satisfeita essa pessoa se sente. Só que essa correlação não é tão evidente na faixa de pessoas que ganham entre 60 e 90 mil dólares por ano (entre R$ 5 e 7,5 mil mensais). E, entre aqueles que recebiam valores maiores que estes, mais dinheiro já não significava mais felicidade. O estudo foi amplamente divulgado na época. Mas ele também foi rebatido por Matthew Killingsworth, um pesquisador da Universidade da Pensilvânia que coleta dados sobre felicidade. Ele publicou uma pesquisa, em 2021, sugerindo que a felicidade média aumenta consistentemente com a renda. E então, qual seria a conclusão correta? Para resolver o impasse, Kahneman juntou-se a Killingsworth e Barbara Mellers, também da Universidade da Pensilvânia. Os pesquisadores reanalisaram os dados coletados nos Estados Unidos da América em 2010 e 2021 para entender onde cada estudo deixou a desejar. E assim chegaram a uma conclusão mais sutil: de que pessoas felizes se sentem ainda melhores conforme ganham mais dinheiro; por outro lado, entre pessoas infelizes, o bem-estar para de aumentar quando certo nível de renda é alcançado. No que se refere às características discursivas e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, bem como às ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir.","A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB4A1, julgue os itens seguintes.","Texto CB1A2-II O poder manifesta-se em relações de uso do território, materializado ou virtualizado pelas formas de atuação dos atores sociais locais. Sendo assim, poder é uma relação estabelecida entre interesses divergentes com fins específicos de utilização do território. Os conflitos gerados pelo uso do território também são formas de poder, embora muitas vezes o poder esteja em risco. O poder é a objetivação política do território utilizado para se atingir determinado objetivo, e um de seus recursos é o convencimento do outro. Quais são os atores sociais que mais partilham o poder e que interesses estão em jogo? Em que esfera social ou política o poder se torna mais ativo? Estamos numa diferenciação entre o poder formal, institucional, e o poder informal advindo dos movimentos sociais. O formal seria aquele da instituição política, vinculada à ideia da esfera municipal, estadual e federal; e o poder informal é o da sociedade civil organizada, incorporado no papel dos movimentos sociais diversos e de seus representantes junto às três esferas que mencionamos. Não estamos querendo dizer que entre essas escalas não acontecem associações; o que queremos, para fim de análise, é diferenciar seu campo de negociação. Sabemos que, entre essas escalas, ocorrem interferências, seja no poder formal, seja no poder informal, e que, entre esses poderes, há uma dialética na definição das formas de desenvolvimento e de uso no território. Julgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A2-II e às ideias nele apresentadas.","A expectativa de vida da população brasileira ao nascer subiu no ano de 2021, segundo dados da Tábua Completa de Mortalidade de 2021 divulgados em novembro do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados, publicados no Diário Oficial da União, mostram que o número subiu de 76,8 para 77 anos na comparação com 2020. Anualmente, o IBGE divulga esses números para o total da população brasileira, com data de referência em 1.º de julho do ano anterior e para todas as idades, conforme prevê o artigo 2.º do Decreto n.º 3.266/1999. As informações sobre a expectativa de vida da população são usadas para a tomada de decisão em várias políticas públicas. Esse dado é utilizado, por exemplo, para determinar o fator previdenciário no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social. Na divulgação dos números de 2020, o IBGE informou que as mortes decorrentes da pandemia de covid-19 não foram incluídas no levantamento e que essas informações só devem ser incorporadas na divulgação de 2023, referente ao ano de 2022. Mesmo assim, a inclusão seria apenas em caráter preliminar. Portanto, a divulgação seguiu a mesma metodologia do ano anterior, sem o impacto da pandemia. “É bem provável que em 2023 a gente tenha uma Tábua preliminar (corrigida pela covid-19) para o Brasil; para as unidades da Federação, são necessários os dados do Ministério da Saúde, que demoram um pouco mais”, explicou a demógrafa Izabel Guimarães Marri, gerente de população do IBGE na ocasião. “Em 2024, a gente vai ter a Tábua (referente a 2023) com todos os ajustes e estudos por unidades da Federação”, previu. Julgue os itens que se seguem, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.","Texto CG1A1-I Na Índia do século XX, Gandhi usou a roca de fiar para valorizar as práticas e os costumes tradicionais como instrumentos de inclusão social do seu povo, ao proporcionar-lhe realizar um ofício de forma sustentável. Esse uso faz que a roca seja considerada a primeira “tecnologia apropriada” do mundo. No Brasil, o movimento da “tecnologia apropriada” é conhecido como “tecnologia social”. Tecnologia social é entendida como um conjunto de técnicas e metodologias transformadoras, desenvolvidas e(ou) aplicadas na interação com a população e apropriadas por ela, que representam soluções para a inclusão social e para a melhoria das condições de vida. O conceito de tecnologia social remete a uma proposta inovadora de desenvolvimento, considerando uma abordagem ativista de participação coletiva no processo de implantação, organização e desenvolvimento, aliando saber popular, cooperação social e conhecimento técnico-científico. Ela tem como base a disseminação de soluções para problemas voltados a demandas de renda, trabalho, educação, conhecimento, cultura, alimentação, saúde, habitação, recursos hídricos, saneamento básico, energia, ambiente, igualdade de raça e gênero, por exemplo, sendo importante, essencialmente, que essas soluções sejam efetivas, reaplicáveis e que promovam a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida das populações em situação de vulnerabilidade social. Por fim, o conceito de tecnologia social (TS) estabelece quatro dimensões: 1) conhecimento, ciência, tecnologia; 2) participação, cidadania e democracia; 3) educação; 4) relevância social. A respeito das ideias do texto CG1A1-I e de suas características estruturais, julgue os itens a seguir.\n\n\n\nNo que se refere aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto CG1A1-I, julgue os itens que se seguem.","Oh, Deus, meu Deus, que misérias e enganos não experimentei, quando simples criança me propunham vida reta e obediência aos mestres, a fim de mais tarde brilhar no mundo e me ilustrar nas artes da língua, servil instrumento da ambição e da cobiça dos homens. Fui mandado à escola para aprender as primeiras letras, cuja utilidade eu, infeliz, ignorava. Todavia, batiam-me se no estudo me deixava levar pela preguiça. As pessoas grandes louvavam esta severidade. Muitos dos nossos predecessores na vida tinham traçado estas vias dolorosas, por onde éramos obrigados a caminhar, multiplicando os trabalhos e as dores aos filhos de Adão. Encontrei, porém, Senhor, homens que Vos imploravam, e deles aprendi, na medida em que me foi possível, que éreis alguma coisa de grande e que podíeis, apesar de invisível aos sentidos, ouvir-nos e socorrer-nos. Ainda menino, comecei a rezar-Vos como a “meu auxílio e refúgio”, desembaraçando-me das peias da língua para Vos invocar. Embora criança, mas com ardente fervor, pedia-Vos que na escola não fosse açoitado. Quando me não atendíeis — “o que era para meu proveito” —, as pessoas mais velhas e até os meus próprios pais, que, afinal, me não desejavam mal, riam-se dos açoites — o meu maior e mais penoso suplício. Contudo, pecava por negligência, escrevendo, lendo e aprendendo as lições com menos cuidado do que de nós exigiam. Senhor, não era a memória ou a inteligência que me faltavam, pois me dotastes com o suficiente para aquela idade. Mas gostava de jogar, e aqueles que me castigavam procediam de modo idêntico! As ninharias, porém, dos homens chamam-se negócios; e as dos meninos, sendo da mesma natureza, são punidas pelos grandes, sem que ninguém se compadeça da criança, nem do homem, nem de ambos. Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir.","Texto CB2A1-I Assim como cidadania e cultura formam um par integrado de significações, cultura e territorialidade são, de certo modo, sinônimos. A cultura, forma de comunicação do indivíduo e do grupo com o universo, é herança, mas também um reaprendizado das relações profundas entre o ser humano e o seu meio, um resultado obtido por intermédio do próprio processo de viver. Incluindo o processo produtivo e as práticas sociais, a cultura é o que nos dá a consciência de pertencer a um grupo, do qual é o cimento. É por isso que as migrações agridem o indivíduo, roubando-lhe parte do ser, obrigando-o a uma nova e dura adaptação em seu novo lugar. Desterritorialização é frequentemente outra palavra para significar alienação, estranhamento, que são, também, desculturização. Esse processo é, também, o que comanda as migrações, que são, por si sós, processos de desterritorialização e, paralelamente, processos de desculturização. O novo ambiente opera como uma espécie de denotador. Sua relação com o novo morador se manifesta dialeticamente como territorialidade nova e cultura nova, que interferem reciprocamente, mudando paralelamente territorialidade e cultura, e mudando o ser humano. Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue os seguintes itens.\n\n\n\nCom relação aos aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A2-II A pseudociência difere da ciência errônea. A ciência prospera com seus erros, eliminando-os um a um. Conclusões falsas são tiradas todo o tempo, mas elas constituem tentativas. As hipóteses são formuladas de modo a poderem ser refutadas. Uma sequência de hipóteses alternativas é confrontada com os experimentos e a observação. A ciência tateia e cambaleia em busca de melhor compreensão. Alguns sentimentos de propriedade individual são certamente ofendidos quando uma hipótese científica não é aprovada, mas essas refutações são reconhecidas como centrais para o empreendimento científico. A pseudociência é exatamente o oposto. As hipóteses são formuladas de modo a se tornar invulneráveis a qualquer experimento que ofereça uma perspectiva de refutação, para que em princípio não possam ser invalidadas. Talvez a distinção mais clara entre a ciência e a pseudociência seja o fato de que a primeira sabe avaliar com mais perspicácia as imperfeições e a falibilidade humanas do que a segunda. Se nos recusamos radicalmente a reconhecer em que pontos somos propensos a cair em erro, podemos ter quase certeza de que o erro nos acompanhará para sempre. Mas, se somos capazes de uma pequena autoavaliação corajosa, quaisquer que sejam as reflexões tristes que isso possa provocar, as nossas chances melhoram muito. Considerando as ideias do texto CB1A2-II, julgue os itens seguintes.\n\n\n\nA respeito dos aspectos linguísticos do texto CB1A2-II, julgue os itens que se seguem.","As forças da natureza são obviamente indiferentes a modos de produção, tempo e espaço. Mas são as estruturas sociais que determinam as consequências, o grau de sofrimento e quem morre mais. Em 1989, o terremoto de São Francisco, de intensidade 7,1 na escala Richter, causou a morte de 63 pessoas e deixou cerca de 3.700 feridos. Em 2010, o terremoto em Porto Príncipe, no Haiti, de magnitude 7,0 na escala Richter, matou mais de 300 mil pessoas e deixou 300 mil feridos. Dez meses depois, uma epidemia de cólera matou 9 mil pessoas. Quando a natureza atinge a existência humana, o impulso primário é buscar o culpado mais à mão no imaginário. Pode ser Deus, a cruel natureza ou o enigmático ente a que se denomina destino. Mas muito frequentemente destino é uma expressão que encobre com um véu de irracionalidade o que é apenas obra humana. O vírus atinge o planeta. O vírus ameaça a humanidade. Planeta ou humanidade designam tanto os habitantes de Manhattan, da Avenue Foch, em Paris, do Leblon, no Rio de Janeiro, ou dos Jardins, em São Paulo, como também designam os 800 milhões de pessoas que passam fome no mundo, segundo dados da Organização das Nações Unidas (2017). No planeta vive o 1% das pessoas que detém renda maior que os restantes 99% da população mundial. Vivem 42 pessoas cuja riqueza é igual à de 3,7 bilhões dos mais pobres que lutam para sobreviver, para suprir necessidades básicas. Vivem os que têm renda para ficar em casa e fazer suas compras de alimentos pela Internet, os que não vão comer hoje por causa da pandemia e os que já não comiam antes da pandemia. Vivem os que podem se isolar e os que moram em aglomerados miseráveis, em um cômodo apenas, para os quais as palavras “confinamento”, “isolamento” ou “quarentena” são piadas de mau gosto. Vivem 4,5 bilhões de pessoas que não têm saneamento nem água encanada, desprovidas das condições mínimas de higiene. No que se refere às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","Texto CB1A1-II são úteis, devemos necessariamente aceitar que sábado e domingo são dias inúteis. É inútil, portanto: ir ao cinema e almoçar com a família, tomar cerveja com os amigos, ler um livro, passar a madrugada acordado vendo séries. se medidas pela régua da produtividade. Claro que se podem defender filmes, séries, peças e livros afirmando-se profissional. Também é possível defender o piquenique com os pessoas que cultivam laços familiares e sociais são mais estáveis, seguras e resilientes no trabalho. Mas a lógica que seus incrementos à carreira, que justifica a própria felicidade por sua contrapartida laboral, é a lógica dos que de útil no supostamente inútil a enxergar o que há de inútil no útil. discordem, são absolutamente inúteis. Não se ofendam, eu também sou. Daqui a cinquenta, cem, mil, dez mil anos, daqui a cinquenta, cem, mil, dez mil anos, já não haja mais ninguém aqui para se lembrar de coisa alguma, pois a aliás, também é inútil. Às vezes eu penso no cara que inventou o pelos corredores de uma de suas fábricas, dizendo para a secretária ligar para a sua esposa e avisar que não volta aramezinho de fechar pão. Um gênio ele devia se achar. E cada um de nós tem seu aramezinho de fechar pão e se para o futuro do cosmos. Com relação às ideias do texto CB1A1-II, julgue os próximos itens.\n\n\n\nA respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens que se seguem.","O papel fundante da memória dos mortos para o desenvolvimento da cultura teve algo de acidental, pois o mecanismo poderoso de propagação dos hábitos, das ideias e dos comportamentos dos ancestrais foi o afeto. A lembrança de quem partiu, bem visível nos chimpanzés, que se enlutam quando perdem um ente querido, tornou-se uma marca indelével de nossa espécie. Isso não aconteceu sem contradições, é claro. Com o amor pelos mortos surgiu também o medo deles. Do Egito a Papua-Nova Guiné, em distintos momentos e lugares, floresceram rituais para neutralizar, apaziguar e satisfazer aos espíritos desencarnados. Na Inglaterra medieval, temiam-se tanto os mortos que cadáveres eram mutilados e queimados para se garantir sua permanência nas covas. Entre os Yanomami, a queima dos pertences é uma parte essencial dos rituais fúnebres. A Igreja Católica até hoje considera que os restos mortais dos santos são valiosas relíquias religiosas. A propagação dos memes de entidades espirituais foi, portanto, impulsionada pelos afetos positivos e negativos em relação aos mortos. Foi a memória das técnicas e dos conhecimentos carregados pelos avós e pais falecidos que transformou esse processo em algo adaptativo, um verdadeiro círculo virtuoso simbólico. Não é exagero dizer que o motor essencial da nossa explosão cultural foi a saudade dos mortos. A crença na autoridade divina para orientar decisões humanas levou a um acúmulo acelerado de conhecimentos empíricos sobre o mundo, sob a forma de preceitos, mitos, dogmas, rituais e práticas. Ainda que apoiada em coincidências e superstições de todo tipo, essa crença foi o embrião de nossa racionalidade. Causas e efeitos foram sendo aprendidos pela corroboração ou não da eficácia dos símbolos religiosos. A respeito das ideias, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem.","No que se refere às estruturas linguísticas do texto CB1A1AAA, julgue os itens seguintes."],"questions":[{"id":"860168ee37ae","number":3,"stem":0,"statement":"A oração “Se a mudança não tivesse sido adotada” (segundo período do último parágrafo) expressa uma hipótese.","answer":"C","source":{"slug":"STM_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Se a mudança não tivesse sido adotada” traz o mais-que-perfeito composto do subjuntivo e uma principal no futuro do pretérito composto — “teriam de ser considerados planetas”. Essa correlação constrói a hipótese contrafactual: supõe-se o contrário do que de fato ocorreu, para enunciar o que teria decorrido daí. Contrafactual continua sendo hipótese, e é isso que o item afirma.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"condicional contrafactual é uma espécie de hipótese","citation":null,"trap_note":"Não recuse o rótulo genérico quando o item usa “hipótese” para uma condicional irreal. Hipótese é o gênero; real, eventual e irreal são as espécies. O item só erra se trocar a espécie por outra, ou se chamar a condicional de concessão, causa ou tempo."}},{"id":"9a8a5f826c35","number":3,"stem":1,"statement":"No segundo parágrafo, as orações “Não sendo um servo” (segundo período), “Não sendo ligado à terra” (terceiro período) e “Não sendo submetido às perseguições de intrometidos eclesiásticos” (quarto período) expressam circunstância de concessão nos respectivos períodos em que aparecem.","answer":"E","source":{"slug":"PF_25_ADM","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Nos três períodos, o gerúndio enuncia a razão pela qual o narrador se julga livre para agir: por não ser servo, resolve parar de trabalhar; por não estar ligado à terra, opta por viver em outro lugar; por não estar submetido a perseguições eclesiásticas, decide levar alguém ao Savoy. As reduzidas explicam a liberdade legal, não a contrariam. A concessão viria se o fato apresentado devesse impedir o outro, e aqui ele o autoriza.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"expressam circunstância de concessão nos respectivos períodos em que aparecem","corrected_statement":"No segundo parágrafo, as orações “Não sendo um servo” (segundo período), “Não sendo ligado à terra” (terceiro período) e “Não sendo submetido às perseguições de intrometidos eclesiásticos” (quarto período) expressam circunstância de causa nos respectivos períodos em que aparecem.","concept":"gerúndio causal × gerúndio concessivo","citation":null,"trap_note":"A reduzida de gerúndio é ambígua e só o conteúdo a desambigua. Pergunte se o fato da reduzida favorece ou contraria o da principal: favorecendo, é causa; contrariando, é concessão, e nesse caso o português costuma exigir “mesmo” ou “ainda” antes do gerúndio."}},{"id":"d79a48bea902","number":5,"stem":0,"statement":"No primeiro período do texto, a oração “Desde que não seja um satélite natural” estabelece uma relação concessiva com a oração que a sucede.","answer":"E","source":{"slug":"STM_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Desde que” é locução conjuntiva condicional e equivale a “se” com valor restritivo: o corpo celeste só merece o status de planeta na hipótese de não ser um satélite natural. A oração enuncia um requisito, coerente com as três condições que o período enumera logo depois. Concessão faria o oposto — apresentaria um obstáculo que não impede o resultado, e o texto não admite essa leitura.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"estabelece uma relação concessiva com a oração que a sucede","corrected_statement":"No primeiro período do texto, a oração “Desde que não seja um satélite natural” estabelece uma relação condicional com a oração que a sucede.","concept":"desde que é condição; embora é concessão","citation":null,"trap_note":"“Desde que”, “contanto que”, “salvo se” e “a menos que” são condicionais; “embora”, “ainda que”, “conquanto”, “mesmo que” e “posto que” são concessivos. As duas famílias pedem subjuntivo, e é por isso que se confundem — separe-as pela pergunta: a oração enuncia um requisito ou um obstáculo vencido?"}},{"id":"3411fa373637","number":6,"stem":2,"statement":"No trecho “mais interessante do que uma sociedade” (último período do texto), o termo “do” poderia ser eliminado sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias do texto.","answer":"C","source":{"slug":"SUSEP_25","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"Em comparativas de desigualdade, o segundo termo pode ser introduzido por “do que” ou apenas por “que”: as duas formas são igualmente corretas e a preposição “de” é facultativa. Eliminado o “do”, resta “mais interessante que uma sociedade em que todos se comportam da mesma maneira”, construção correta e de sentido idêntico. Nada na oração comparativa depende do “do”.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"mais… do que e mais… que são igualmente corretos","citation":null,"trap_note":"Guarde as facultatividades que a banca oferece como armadilha e que de fato passam: “do que” por “que” na comparativa, “seja… seja” por “quer… quer” na alternativa, e “nem sequer” por “sequer” sob negação. Em todas, a supressão não altera nem valor nem correção."}},{"id":"43ecaed37a75","number":14,"stem":3,"statement":"As orações ‘para assegurar’ (terceiro período do terceiro parágrafo) e “para garantir representação igualitária” (primeiro período do quarto parágrafo) exercem função adverbial e expressam circunstância de finalidade.","answer":"E","source":{"slug":"CD_25_NS","ano":2025},"explanation":{"verdict_reason":"“Para assegurar que as mulheres tenham um assento igual” modifica o verbo “agirem” e é, de fato, adverbial final. Já “para garantir representação igualitária” está presa a “medidas concretas” no trecho “ressaltou a urgência de medidas concretas para garantir representação igualitária”: ela restringe o substantivo, e não o verbo, exercendo função de adjunto do nome. O valor de finalidade é o mesmo nas duas, mas a função sintática não.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"exercem função adverbial","corrected_statement":"As orações ‘para assegurar’ (terceiro período do terceiro parágrafo) e “para garantir representação igualitária” (primeiro período do quarto parágrafo) expressam circunstância de finalidade, mas apenas a primeira exerce função adverbial.","concept":"finalidade adverbial × finalidade presa a um substantivo","citation":null,"trap_note":"Valor e função são perguntas diferentes. Uma oração com “para” pode ter valor final e ainda assim não ser adverbial, se estiver ligada a um substantivo — medidas para garantir, esforços para conter, instrumentos para medir. Pergunte a que palavra a oração se prende antes de aceitar o rótulo adverbial."}},{"id":"4b682af0a5ef","number":4,"stem":4,"statement":"No terceiro período do segundo parágrafo, o vocábulo “como” está empregado como conjunção conformativa.","answer":"E","source":{"slug":"INOVERSASUL_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O terceiro período do segundo parágrafo é “Por exemplo, profissionais como administradores ou advogados terão grandes ganhos de produtividade com a IA”. O “como” ali introduz exemplos de profissionais, não uma oração, e sequer há verbo depois dele. Conformidade exige que o segundo termo seja a fonte ou a norma segundo a qual algo se afirma — “conforme”, “segundo”, “de acordo com”, “como diz o autor” —, e nada disso ocorre no período.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"o vocábulo “como” está empregado como conjunção conformativa","corrected_statement":"No terceiro período do segundo parágrafo, o vocábulo “como” está empregado com valor exemplificativo.","concept":"como exemplificativo diante de lista × como conformativo junto a verbo de dizer","citation":null,"trap_note":"“Como” muda de valor conforme a vizinhança: causal abrindo o período, comparativo depois de “tão” ou “tanto”, conformativo junto a verbo de dizer ou a uma norma, exemplificativo diante de uma lista. Antes de nomear o valor, verifique se há oração depois dele — não havendo, não é conjunção subordinativa adverbial."}},{"id":"e04db2553ebf","number":5,"stem":5,"statement":"O vocábulo “Conforme” introduz, no segundo período do quinto parágrafo, uma oração que expressa, em relação à oração subsequente, circunstância de conformidade.","answer":"E","source":{"slug":"MP_TO_24_SERVIDOR","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"O período é “Conforme as mulheres vão progredindo na carreira acadêmica, por exemplo, esse cenário muda”. Duas grandezas variam juntas — quanto mais a carreira avança, mais o cenário muda —, e “Conforme” equivale ali a “à medida que”, valor proporcional. Conformidade exigiria que a oração indicasse a fonte ou o padrão segundo o qual algo se afirma, como em “conforme o FMI” ou “conforme prevê o decreto”.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"circunstância de conformidade","corrected_statement":"O vocábulo “Conforme” introduz, no segundo período do quinto parágrafo, uma oração que expressa, em relação à oração subsequente, circunstância de proporcionalidade.","concept":"conforme proporcional (à medida que) × conforme conformativo (segundo)","citation":null,"trap_note":"“Conforme” tem dois valores e a prova cobra os dois. Diante de uma fonte ou de um verbo de dizer, prever ou determinar, é conformidade; diante de um processo que avança junto com outro, é proporção. O teste é substituir por “à medida que”: cabendo, não é conformidade."}},{"id":"6d16c08afd64","number":6,"stem":6,"statement":"No último parágrafo, a oração ‘para que a educação aconteça’ subordina-se à oração ‘que faz parte dessa estrutura mínima e digna’, expressando a consequência da existência da referida estrutura.","answer":"E","source":{"slug":"FNDE_24_PSS","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Para que a educação aconteça” é oração subordinada adverbial final: responde a para quê e traz o verbo no subjuntivo, apontando um resultado ainda não realizado. Consequência é o oposto — pressupõe um fato já dado e vem marcada por intensificador anterior, do tipo “tão”, “tanto” ou “a tal ponto”, com “que” ou “de modo que”. O ar-condicionado é condição buscada, não efeito produzido.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"expressando a consequência da existência da referida estrutura","corrected_statement":"No último parágrafo, a oração ‘para que a educação aconteça’ subordina-se à oração ‘que faz parte dessa estrutura mínima e digna’, expressando a finalidade da existência da referida estrutura.","concept":"finalidade aponta para resultado pretendido; consequência, para resultado ocorrido","citation":null,"trap_note":"Separe finalidade de consequência pelo modo verbal e pelo intensificador. Final pede subjuntivo e nenhum intensificador antes; consecutiva pede indicativo e um “tão”, “tanto”, “tal” ou “a tal ponto” antes do conector. “Para que” é sempre final."}},{"id":"abe9bfb3c837","number":7,"stem":7,"statement":"A oração “para não incomodar os moradores” (último período do segundo parágrafo) expressa circunstância de causa.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_CACHOEIRO_24_ADM","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Para não incomodar os moradores” responde a para quê o padeiro avisava gritando, e não a por quê algo aconteceu. É oração adverbial final reduzida de infinitivo, introduzida por “para”, apontando um resultado pretendido e ainda não realizado no momento do gritar. Causa exigiria um fato já dado, expresso por “porque”, “já que”, “uma vez que” ou por “por” mais infinitivo.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"expressa circunstância de causa","corrected_statement":"A oração “para não incomodar os moradores” (último período do segundo parágrafo) expressa circunstância de finalidade.","concept":"para + infinitivo é finalidade, não causa","citation":null,"trap_note":"Causa e finalidade se separam pela pergunta e pelo tempo. Causa responde a por quê e aponta para trás, para um fato já ocorrido; finalidade responde a para quê e aponta para a frente, para um resultado ainda pretendido. “Para” mais infinitivo é o marcador mais frequente de finalidade na prova."}},{"id":"72f2af0c48e0","number":8,"stem":8,"statement":"Observa-se uma relação de proporcionalidade entre as orações que compõem o trecho “quanto mais dinheiro alguém ganha, mais feliz e satisfeita essa pessoa se sente” (primeiro período do quarto parágrafo).","answer":"C","source":{"slug":"BDMG_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"A construção “quanto mais… mais…” é a marca prototípica da subordinada adverbial proporcional: duas grandezas variam simultaneamente e na mesma direção, de modo que o aumento de uma acompanha o aumento da outra. Aqui, renda e satisfação crescem juntas. É exatamente a definição de proporcionalidade.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"quanto mais… mais é proporção","citation":null,"trap_note":"Proporção exige duas grandezas variando juntas. Os marcadores são “à medida que”, “à proporção que”, “ao passo que” e as correlações “quanto mais… mais”, “quanto menos… menos”. Não havendo variação conjunta, não há proporção, por mais que a frase pareça comparar."}},{"id":"8d0d7ff6d2da","number":14,"stem":9,"statement":"Mantendo-se a coerência e a correção gramatical do texto, a oração “não havendo suplentes” (segundo parágrafo) poderia ser substituída por se não houvesse suplentes.","answer":"C","source":{"slug":"CPNUJE_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Não havendo suplentes” é reduzida de gerúndio com valor condicional: a eleição far-se-ia daquela maneira na hipótese de não haver suplentes. A expansão proposta explicita a condição e respeita a correlação verbal, porque a principal já está no futuro do pretérito — “far-se-ia” —, forma que pede exatamente o imperfeito do subjuntivo “houvesse”. Coerência e correção se mantêm.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"gerúndio com valor condicional expandido por se + imperfeito do subjuntivo","citation":null,"trap_note":"Ao expandir uma reduzida de gerúndio, primeiro identifique o valor pelo contexto — pode ser causa, condição, concessão ou tempo — e depois confira o tempo do verbo da principal. “Far-se-ia” e “houvesse” combinam; “faz-se” e “houvesse” não combinariam."}},{"id":"c594717cd363","number":21,"stem":10,"statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, o termo “embora” introduz uma oração que expressa, em relação à oração anterior, sentido explicativo.","answer":"E","source":{"slug":"PREF_MOSSORO_RN_24","ano":2024},"explanation":{"verdict_reason":"“Embora” é conjunção subordinativa concessiva, e o período confirma o valor: os conflitos são formas de poder apesar de o poder estar muitas vezes em risco. A concessão apresenta um fato que deveria impedir o outro e não impede — é causa frustrada. Sentido explicativo é justamente o oposto: apresentaria a razão pela qual se afirmou a oração anterior, papel de “porque”, “pois” anteposto ou “já que”.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"expressa, em relação à oração anterior, sentido explicativo","corrected_statement":"No terceiro período do primeiro parágrafo, o termo “embora” introduz uma oração que expressa, em relação à oração anterior, sentido concessivo.","concept":"concessão é causa frustrada, não explicação","citation":null,"trap_note":"Memorize o par pelo prefixo: por- remete a “porque” e marca causa (porquanto, por isso); con- acompanha “embora” e marca concessão (conquanto, contudo que). E confirme pela principal: cabendo “mesmo assim” nela, a subordinada é concessiva."}},{"id":"f3713fbeaa70","number":17,"stem":11,"statement":"No terceiro período do segundo parágrafo, ambas as orações iniciadas pelo vocábulo “que” expressam circunstância de causa em relação à primeira oração do período — “Na divulgação (...) informou”.","answer":"E","source":{"slug":"DATAPREV_23","ano":2023},"explanation":{"verdict_reason":"As duas orações abertas por “que” — que as mortes não foram incluídas no levantamento e que essas informações só devem ser incorporadas na divulgação de 2023 — dizem o que o IBGE informou. São orações substantivas objetivas diretas, complementos do verbo “informou”, e o “que” ali é conjunção integrante, não conector adverbial. Sem elas o verbo fica sem objeto, o que é a prova de que completam, e não circunstanciam.","distortion_type":"atribuicao_errada","distorted_span":"expressam circunstância de causa em relação à primeira oração do período","corrected_statement":"No terceiro período do segundo parágrafo, ambas as orações iniciadas pelo vocábulo “que” exercem a função de complemento do verbo “informou”.","concept":"que integrante completa o verbo; que adverbial circunstancia o período","citation":null,"trap_note":"Teste suprimindo a oração. Se o verbo da principal fica sem complemento e o período deixa de ter sentido, a oração é substantiva, não adverbial. Circunstância é sempre dispensável do ponto de vista sintático; complemento não é."}},{"id":"12d0e247beb4","number":8,"stem":12,"statement":"O trecho “ao proporcionar-lhe realizar um ofício de forma sustentável” (primeiro parágrafo) exprime a causa da ação de Gandhi em relação ao uso da roca.","answer":"E","source":{"slug":"BANCO_DO_NORDESTE_22","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"O que motiva o uso da roca já está expresso antes, na oração final “para valorizar as práticas e os costumes tradicionais como instrumentos de inclusão social”. A reduzida aberta por “ao” mais infinitivo enuncia o meio e o momento em que essa valorização se dá — ao proporcionar ao povo um ofício sustentável —, e não a causa do gesto de Gandhi. O item atribui à reduzida o papel que cabe à oração final do período.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"exprime a causa da ação de Gandhi em relação ao uso da roca","corrected_statement":"O trecho “ao proporcionar-lhe realizar um ofício de forma sustentável” (primeiro parágrafo) exprime o modo pelo qual se deu a ação de Gandhi em relação ao uso da roca.","concept":"ao + infinitivo marca tempo ou meio, não causa","citation":null,"trap_note":"“Ao” mais infinitivo equivale, por regra, a “quando” mais verbo flexionado, e daí desliza para meio ou modo. Causa por infinitivo vem com “por” — “por não trabalharem a terra” —, nunca com “ao”. Quando o item propuser causa, verifique se o período já não tem outra oração encarregada dela."}},{"id":"d115606d4068","number":22,"stem":13,"statement":"No trecho “batiam-me se no estudo me deixava levar pela preguiça” (segundo parágrafo), a substituição do termo “se” por quando seria gramaticalmente correta e manteria a coerência do texto.","answer":"C","source":{"slug":"SEDUC_AL_21","ano":2022},"explanation":{"verdict_reason":"No trecho, o “se” não introduz uma hipótese isolada: descreve um hábito recorrente da infância, e por isso equivale a “toda vez que”. Nesse uso iterativo, condição e tempo se tocam, e “quando” recobre exatamente o mesmo valor sem exigir qualquer mudança de modo ou tempo verbal — “batiam-me quando no estudo me deixava levar pela preguiça”. Correção e coerência se preservam.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"se habitual equivale a quando em enunciado iterativo","citation":null,"trap_note":"Nem toda troca entre valores diferentes falha. “Se” e “quando” são intercambiáveis quando o período enuncia um hábito ou uma generalização, porque o tempo hipotético e a condição coincidem. O que decide é o conteúdo da relação, nunca o rótulo da conjunção."}},{"id":"3d95c107f399","number":6,"stem":14,"statement":"Seria mantida a coerência do texto se a oração “Incluindo o processo produtivo e as práticas sociais” (terceiro período do primeiro parágrafo) fosse substituída tanto por Por incluir o processo produtivo e as práticas sociais quanto por Como inclui o processo produtivo e as práticas sociais.","answer":"C","source":{"slug":"IBAMA_21","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"A reduzida de gerúndio “Incluindo o processo produtivo e as práticas sociais” explica por que a cultura é o que nos dá a consciência de pertencer a um grupo — é ela que abrange esses dois domínios. As duas expansões oferecidas reproduzem esse valor causal por caminhos diferentes e ambos corretos: “Por incluir” usa preposição mais infinitivo, “Como inclui” usa conjunção causal mais indicativo, com “como” em início de período. Nenhuma delas altera a relação nem a sintaxe.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"reduzida de gerúndio com valor causal aceita expansão por preposição ou por conjunção","citation":null,"trap_note":"Valor semântico não depende de haver conjunção: reduzidas de gerúndio, de infinitivo e de particípio carregam causa, condição, concessão e tempo sem conector nenhum. E toda expansão tem duas vias — preposição mais infinitivo, ou conjunção mais verbo flexionado. Confira que a via escolhida traga a forma verbal certa."}},{"id":"80af6610648b","number":37,"stem":15,"statement":"A oração “de modo a poderem ser refutadas” (quarto período do primeiro parágrafo) expressa circunstância de finalidade.","answer":"C","source":{"slug":"TCE_RJ_21_ANALISTA","ano":2021},"explanation":{"verdict_reason":"“As hipóteses são formuladas de modo a poderem ser refutadas” descreve uma intenção do cientista: as hipóteses são construídas com o propósito de que a refutação seja possível. A locução “de modo a” mais infinitivo aponta resultado pretendido, e o contraste com o parágrafo seguinte confirma — na pseudociência, formulam-se hipóteses de modo a que não possam ser invalidadas. É finalidade.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"de modo a + infinitivo é finalidade; de modo que + indicativo é consequência","citation":null,"trap_note":"“De modo que”, “de sorte que” e “de forma que” com verbo no indicativo enunciam consequência já ocorrida; as mesmas locuções com infinitivo ou subjuntivo, e sem intensificador antes, enunciam finalidade. O modo verbal decide, não a locução."}},{"id":"6ba27ee59dbb","number":8,"stem":16,"statement":"No trecho “Vivem 42 pessoas cuja riqueza é igual à de 3,7 bilhões dos mais pobres que lutam para sobreviver, para suprir necessidades básicas” (terceiro parágrafo), as orações introduzidas por “para” indicam as causas por que os 3,7 bilhões de pessoas que fazem parte do grupo dos mais pobres do mundo lutam.","answer":"E","source":{"slug":"DPDF_20_ANALISTA","ano":2020},"explanation":{"verdict_reason":"“Para sobreviver” e “para suprir necessidades básicas” respondem a para quê os mais pobres lutam, não a por quê lutam. São orações adverbiais finais reduzidas de infinitivo: enunciam o objetivo da luta, um resultado ainda não alcançado. A causa da luta seria a pobreza, que o texto enuncia por outros meios, e nunca vem introduzida por “para” mais infinitivo.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"indicam as causas por que os 3,7 bilhões de pessoas que fazem parte do grupo dos mais pobres do mundo lutam","corrected_statement":"No trecho “Vivem 42 pessoas cuja riqueza é igual à de 3,7 bilhões dos mais pobres que lutam para sobreviver, para suprir necessidades básicas” (terceiro parágrafo), as orações introduzidas por “para” indicam as finalidades por que os 3,7 bilhões de pessoas que fazem parte do grupo dos mais pobres do mundo lutam.","concept":"para + infinitivo depois de verbo de esforço é finalidade","citation":null,"trap_note":"Depois de verbos como lutar, trabalhar, estudar, agir e esforçar-se, o “para” que vem em seguida é sempre final. A banca aproveita a ambiguidade do português falado, em que “por que luta” e “para que luta” se confundem — na prova, não se confundem."}},{"id":"c757f1f6f744","number":13,"stem":17,"statement":"O segmento “Se aceitamos que, de segunda a sexta-feira, os dias são úteis” (ℓ. 1 e 2) expressa uma hipótese real, ou seja, expressa um fato existente.","answer":"C","source":{"slug":"SLU_DF_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"“Se aceitamos que…” traz o verbo no presente do indicativo, e é isso que define a condicional real: o falante apresenta a condição como algo efetivamente admitido, do qual a conclusão decorre. A hipótese irreal ou eventual viria no subjuntivo — “se aceitássemos”, “se tivéssemos aceitado” — e afastaria o fato do mundo. Descrever a condição como hipótese real, isto é, como fato existente, corresponde ao modo empregado.","distortion_type":"correto","distorted_span":null,"corrected_statement":null,"concept":"se + indicativo é condição real; se + subjuntivo é hipótese eventual ou irreal","citation":null,"trap_note":"O modo verbal grada a condicional em três degraus: indicativo para a condição tomada como dada, imperfeito do subjuntivo para a hipótese possível, mais-que-perfeito do subjuntivo para a contrafactual. Item que nomeie o degrau errado é errado, ainda que acerte que há condição."}},{"id":"e434929b2e05","number":17,"stem":18,"statement":"No trecho “Na Inglaterra medieval, temiam-se tanto os mortos que cadáveres eram mutilados e queimados para se garantir sua permanência nas covas” (antepenúltimo período do primeiro parágrafo), a substituição de “que” por quanto preservaria os sentidos e a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"FUB_19","ano":2019},"explanation":{"verdict_reason":"A construção “temiam-se tanto os mortos que cadáveres eram mutilados” é consecutiva: o intensificador “tanto” antecipa um “que” que introduz o resultado do grau de medo. “Quanto” só aparece em correlação comparativa — “tanto… quanto” compara duas grandezas e não enuncia consequência alguma. A troca desfaz a consecutiva, muda a relação e deixa o período sem o segundo termo de comparação que “quanto” exigiria.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"a substituição de “que” por quanto preservaria os sentidos e a correção gramatical do texto","corrected_statement":"No trecho “Na Inglaterra medieval, temiam-se tanto os mortos que cadáveres eram mutilados e queimados para se garantir sua permanência nas covas” (antepenúltimo período do primeiro parágrafo), a substituição de “que” por quanto prejudicaria os sentidos e a correção gramatical do texto.","concept":"tanto… que é consecutiva; tanto… quanto é comparativa","citation":null,"trap_note":"“Tanto”, “tão”, “tal” e “a tal ponto” antes do conector são a marca da consecutiva quando o conector é “que”, e a marca da comparativa quando o conector é “quanto”, “como” ou “qual”. Uma letra separa consequência de comparação."}},{"id":"f318da5ac97e","number":6,"stem":19,"statement":"A inserção de caso fossem imediatamente antes do termo “submetidas” (R.15) explicitaria o sentido condicional do trecho “submetidas a dadas condições” (R. 15 e 16) sem que houvesse prejuízo para a correção gramatical do texto.","answer":"E","source":{"slug":"EBSERH_18_MEDICA","ano":2018},"explanation":{"verdict_reason":"A reduzida de particípio “submetidas a dadas condições” tem de fato valor condicional, mas a expansão proposta quebra a correlação verbal. O verbo da principal está no presente do indicativo — “explodem espontaneamente” —, e “caso fossem” é imperfeito do subjuntivo, forma que exige futuro do pretérito na principal. O período resultante seria agramatical; a expansão correta seria “caso sejam submetidas”.","distortion_type":"troca_de_termo","distorted_span":"sem que houvesse prejuízo para a correção gramatical do texto","corrected_statement":"A inserção de caso sejam imediatamente antes do termo “submetidas” (R.15) explicitaria o sentido condicional do trecho “submetidas a dadas condições” (R. 15 e 16) sem que houvesse prejuízo para a correção gramatical do texto.","concept":"condicional exige correlação de tempos entre prótase e apódose","citation":null,"trap_note":"Em item que manda expandir uma reduzida, acertar o valor não basta. O período condicional tem três correlações fixas: se + presente do indicativo com presente ou futuro; se + imperfeito do subjuntivo com futuro do pretérito; se + mais-que-perfeito do subjuntivo com futuro do pretérito composto. Fora delas, a correção cai antes do sentido."}}]}