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Nuvem: características NIST, IaaS × PaaS × SaaS, modelos de implantação, regiões/AZs
Nuvem não é 'servidor de outra pessoa': é a definição do NIST — cinco características essenciais, três modelos de serviço, quatro modelos de implantação. Faltando uma característica, não é nuvem.
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A ideia que organiza o assunto
Antes da nuvem, quem ia colocar um sistema no ar tinha de responder a uma pergunta impossível: quanta máquina eu vou precisar daqui a três anos? Errar para cima significava comprar onze meses de servidor ocioso; errar para baixo, cair no único dia que importava. E entre a decisão de comprar e o servidor rodando havia licitação, entrega e instalação — meses. Recurso de TI era bem de capital, e bem de capital se compra antes de saber se você vai precisar dele.
A nuvem desfaz esse nó trocando a natureza do recurso: de bem comprado para serviço consumido. Você não compra capacidade, aluga pelo tempo em que ela existe e devolve quando não precisa mais.
Mas para a prova isso ainda é vago demais. O que organiza o assunto é a estrutura que o NIST SP 800-145 deu a essa ideia, e ela cabe em três números: 5 características essenciais, 3 modelos de serviço, 4 modelos de implantação.
Essa estrutura é o método de resolver o item. As cinco características são o teste de admissão: faltando uma, aquilo não é nuvem — e é por isso que hosting e co-location, mesmo rodando em datacenter alheio, ficam de fora. Os três modelos de serviço respondem a uma pergunta só: onde passa a linha entre o que o provedor administra e o que você administra. Os quatro modelos de implantação respondem a outra: para quem essa infraestrutura existe. Antes de julgar qualquer item, identifique qual das três listas ele está tratando. Metade das questões cai sozinha quando você percebe que o item pegou um elemento de uma lista e o apresentou como se fosse de outra.
Por que se usa (e o que custa)
Tudo o que se ganha decorre da mesma troca. Se é serviço, você paga pelo que usou e não pelo que reservou; sobe um piloto na sexta e o destrói na segunda sem ter comprado nada; testa uma arquitetura nova sem convencer ninguém a assinar ordem de compra. Daí a agilidade para publicar aplicações, daí a redução do TCO, daí a melhora do ROI — e daí até a redução de emissão de carbono, porque um datacenter compartilhado entre milhares de clientes opera com taxa de ocupação muito maior que o seu.
O que se paga vem do mesmo lugar. Recurso compartilhado é recurso sobre o qual você perde controle: não se sabe em qual máquina física os dados estão, com frequência nem em qual prédio. A independência de localização é parte da definição de nuvem, não um defeito dela. A fronteira de segurança deixa de coincidir com a parede da sua sala — é a desperimetrização, listada como risco, não como benefício. E há a dependência do provedor: migrar para fora custa mais do que migrar para dentro.
A formulação honesta, que a banca gosta de cobrar pelos dois lados: a nuvem não elimina os problemas de infraestrutura, transfere-os para um contrato. O que era problema de engenharia vira problema de acordo de nível de serviço.
Como funciona
As cinco características essenciais
Autoatendimento sob demanda. O consumidor provisiona capacidade — tempo de servidor, armazenamento — unilateralmente, conforme a necessidade, sem interação humana com o provedor. Não se abre chamado nem se renegocia contrato: clica-se.
Amplo acesso à rede. Os recursos estão disponíveis pela rede e são acessados por mecanismos padronizados, de qualquer dispositivo — celular, tablet, estação de trabalho. É daqui que sai a palavra ubíquo.
Agrupamento de recursos. Os recursos do provedor são reunidos em um reservatório comum para servir a vários consumidores, em modelo multi-inquilino (multi-tenant), atribuídos e reatribuídos dinamicamente. É aqui que mora a independência de localização: o cliente em geral não tem controle nem conhecimento da localização exata dos recursos, podendo no máximo especificá-la em nível alto — país, estado, datacenter.
Elasticidade rápida. A capacidade é provisionada e liberada elasticamente, em alguns casos automaticamente, acompanhando a demanda. Para o consumidor, a capacidade disponível parece ilimitada e apropriável em qualquer quantidade a qualquer momento. Repare no verbo: parece.
Serviço mensurado. O uso é monitorado, controlado e relatado automaticamente, o que dá transparência tanto ao provedor quanto ao consumidor. Sem medição não há pagamento por uso; sem medição individualizada por cliente não há nuvem.
Duas palavras que a banca embaralha o tempo todo. Escalabilidade é a capacidade de o sistema crescer para suportar mais carga — propriedade de projeto, que um sistema mal concebido não adquire só por mudar de lugar. Elasticidade é ajustar dinamicamente, para cima e para baixo, os recursos alocados conforme a demanda observada, em tempo de execução. Toda elasticidade pressupõe escalabilidade; o contrário não vale.
Os três modelos de serviço
Monte a pilha de baixo para cima e a linha aparece.
| camada | IaaS | PaaS | SaaS |
|---|---|---|---|
| aplicação | cliente | cliente | provedor |
| dados | cliente | cliente | cliente/provedor |
| runtime, middleware | cliente | provedor | provedor |
| sistema operacional | cliente | provedor | provedor |
| virtualização, servidores, armazenamento, rede, instalações | provedor | provedor | provedor |
IaaS entrega os blocos de infraestrutura — processamento, armazenamento, rede — cada recurso como componente de serviço separado, contratável isoladamente e cobrado por uso. O consumidor escolhe e configura o sistema operacional, e é ele quem o mantém atualizado e seguro. É a fronteira mais cobrada de todas.
PaaS entrega o ambiente pronto de execução e desenvolvimento — sistema operacional, runtime, middleware, banco de dados, ferramentas — sobre o qual o consumidor implanta aplicações que ele mesmo escreveu ou adquiriu. Pelo NIST, o consumidor não administra nem controla a infraestrutura subjacente: nem rede, nem servidores, nem sistema operacional, nem armazenamento.
SaaS entrega a aplicação pronta, executando na infraestrutura do provedor. O consumidor não administra nada da pilha — e, em consequência direta, a infraestrutura de nuvem SaaS executa apenas as aplicações disponibilizadas pelo provedor: implantar software próprio ali seria PaaS.
Um corolário que resolve muito item: a responsabilidade é compartilhada, e essa linha não coincide com a de administração. O provedor responde pela segurança da nuvem — instalações, hardware, camada de virtualização. O cliente responde pela segurança na nuvem: tudo o que provisionou acima da virtualização, inclusive no IaaS, e sobretudo os dados. Nenhum modelo transfere ao provedor a responsabilidade pelos dados do cliente.
Os quatro modelos de implantação
| modelo | para quem existe | quem pode operar |
|---|---|---|
| privada | uma única organização, com suas várias unidades de negócio | a própria organização, um terceiro, ou ambos |
| comunitária | um grupo específico de organizações com preocupação comum — missão, segurança, conformidade | uma ou mais das organizações, um terceiro, ou ambos |
| pública | uso aberto ao público em geral | organização empresarial, acadêmica, governamental, ou combinação |
| híbrida | composição de duas ou mais das anteriores, que permanecem entidades distintas, ligadas por tecnologia que permite portabilidade de dados e aplicações | conforme as nuvens componentes |
Três observações que a banca transforma em item. Pública qualifica a quem o serviço é ofertado, não quem o opera: nuvem pública não é nuvem de órgão público, nem é gratuita, nem é aberta. Privada não exige operação própria — o NIST admite expressamente que um terceiro a opere e a hospede fora das instalações da organização. E a VPC é um recorte logicamente isolado dentro de uma nuvem pública, entregue como nuvem privada — o que não a torna híbrida.
Regiões e zonas de disponibilidade
Esta camada não está no NIST; é como os grandes provedores materializam o agrupamento de recursos.
Uma região é uma área geográfica que contém várias zonas de disponibilidade. É a unidade que o cliente escolhe, e escolhe olhando conformidade e soberania de dados, latência até os usuários, catálogo de serviços e preço, que varia de região para região.
Uma zona de disponibilidade é um ou mais datacenters discretos dentro da região, com energia, refrigeração e rede independentes e não compartilhadas com as outras zonas. Ela pertence a exatamente uma região. A distância entre zonas é calculada para que um mesmo evento — enchente, incêndio, falta de energia — não atinja duas, e ao mesmo tempo curta o bastante para manter latência de poucos milissegundos, o que viabiliza replicação síncrona. Dentro de uma mesma zona o critério é o oposto: proximidade.
Daí o padrão de projeto: alta disponibilidade se faz com múltiplas zonas dentro da região; recuperação de desastre se faz com múltiplas regiões. E replicação entre regiões custa dinheiro e tem efeito jurídico — por isso é configurada e contratada pelo cliente, nunca acontece sozinha.
O que decide os itens
Característica essencial × característica essencial — o item descreve uma corretamente e assina o nome da vizinha:
| se o item fala em… | a característica é |
|---|---|
| provisionar sozinho, sem falar com ninguém, sem aditivo contratual | autoatendimento sob demanda |
| acesso de qualquer dispositivo, ubíquo, por mecanismos padronizados | amplo acesso à rede |
| reservatório comum, vários consumidores, multi-tenant, localização desconhecida | agrupamento de recursos |
| alocar e liberar conforme a demanda, em tempo de execução | elasticidade rápida |
| monitorar, controlar e relatar uso; transparência para os dois lados | serviço mensurado |
Elasticidade × escalabilidade — o par mais explorado do tópico, e a banca ataca nos dois sentidos. Liberar recurso e acompanhar a demanda em execução é elasticidade; suportar crescimento é escalabilidade. Se o item só fala em aumentar, desconfie do rótulo.
Quem administra o quê — leia a tabela de serviço de trás para frente:
| se o cliente administra… | o modelo é |
|---|---|
| sistema operacional, middleware e aplicação | IaaS |
| aplicação e dados apenas | PaaS |
| nada da pilha; só configura a aplicação | SaaS |
E a pergunta única que decide IaaS × PaaS: quem instala e atualiza o sistema operacional? Se é o cliente, é IaaS.
Modelo de implantação, pelo rótulo trocado — a distorção preferida:
| descrição do item | o nome certo |
|---|---|
| recursos exclusivos de uma organização, isolados de outras | privada |
| grupo de organizações com missão ou conformidade comum; nuvem de governo | comunitária |
| aberta ao público em geral, vendida por quem a opera | pública |
| composição de duas ou mais nuvens que permanecem distintas | híbrida |
| parte de uma nuvem pública isolada logicamente para um cliente | VPC (privada sobre provedor público) |
Região × zona de disponibilidade — região contém zona, zona contém datacenter, e a zona pertence a uma única região. Separação para sobreviver a desastre é entre zonas e entre regiões; dentro da zona, o que manda é a proximidade e a latência.
Virtualização × contêiner × nuvem — a virtualização viabiliza a nuvem, não é exemplo dela; duas VMs no mesmo servidor não são nuvem, porque faltam autoatendimento, elasticidade e medição. Entre VM e contêiner, a pergunta é: há sistema operacional convidado? Se há, é VM; se o núcleo é compartilhado com o hospedeiro, é contêiner — e por isso o contêiner não dá liberdade de escolher sistema operacional.
Possibilidade × garantia — “rodar na nuvem não garante escalabilidade” costuma ser item correto; “migrar para a nuvem garante desempenho e economia” costuma ser errado. É a mesma distinção vista dos dois lados.
Ressalva presente × ressalva suprimida — “escalabilidade praticamente infinita” está certo; “espaço ilimitado” está errado. O advérbio é o item.
Números que caem
A estrutura do NIST é contagem pura, e trocar um desses números é a forma mais barata de escrever um item errado.
| características essenciais | 5 — sob demanda, acesso à rede, agrupamento, elasticidade, medição |
| modelos de serviço | 3 — IaaS, PaaS, SaaS |
| modelos de implantação | 4 — privada, comunitária, pública, híbrida |
| norma de referência | NIST SP 800-145 (definição); SP 500-292 (arquitetura de referência) |
| zonas por região | várias (tipicamente 3 ou mais); cada zona pertence a 1 região |
| latência entre zonas da mesma região | poucos milissegundos — permite replicação síncrona |
| camadas da pilha até o cliente | IaaS: cliente cuida de 3 (SO, middleware, aplicação); PaaS: 2; SaaS: 0 |
Como a CEBRASPE derruba você aqui
Troca de rótulo dentro da mesma lista. É o padrão dominante do tópico: o item descreve perfeitamente um conceito e assina o nome do vizinho. Nos modelos de implantação — “Nuvem pública” para recursos dedicados e isolados de uma só organização, que é a privada; “Nuvem híbrida é aquela compartilhada por diversas organizações”, que é a comunitária; “Na denominada nuvem comunitária” para infraestrutura aberta ao público em geral, que é a pública. Nos modelos de serviço — “SaaS (software como um serviço) é um modelo de serviço em nuvem que tem a capacidade de oferecer uma infraestrutura de processamento e armazenamento”, que é IaaS; “Na plataforma como serviço (PaaS)” para aplicação pronta consumida pelo navegador, que é SaaS; “deverá ser utilizado um PaaS” para instância descrita por CPU, memória e disco, que é IaaS. E nas cinco características — “escalabilidade é a capacidade que um sistema tem de se adaptar às alterações de carga de trabalho” e “a característica pool de recursos” para o provisionamento que acompanha a demanda: as duas descrevem elasticidade. A defesa é uma só: leia a descrição primeiro, decida qual conceito é, e só então olhe o nome que o item deu. Ao contrário, você lê a descrição já de dentro do rótulo.
Inversão de hierarquia, de papéis e de sinal econômico. Quase um terço dos itens. Hierarquia: “uma região é um subconjunto de recursos de computação dentro de uma zona de disponibilidade” e “uma zona de disponibilidade pode conter várias regiões” — é a região que contém as zonas. Papéis: “o usuário, e não o provedor” para quem administra a infraestrutura no PaaS; “as primeiras usam uma infraestrutura compartilhada” aplicado à nuvem privada; “um dos exemplos de utilização da computação em nuvem é a virtualização”, quando a virtualização sustenta a nuvem, é anterior a ela e existe sem ela. Característica essencial negada: “exige que o contrato de fornecimento de serviço seja alterado” nega o autoatendimento; “não é necessário que o serviço tenha a capacidade de mensurar o uso dos recursos da nuvem de forma individualizada” nega o serviço mensurado; “seja informada sobre a localização geográfica exata de armazenamento dos seus dados” nega a independência de localização. E o sinal econômico: “aumentar o total cost of owership (TCO)”, “demanda grande investimento inicial”. Monte a seta — quem contém quem, quem administra o quê, o que sobe e o que desce — antes de ler o item.
O absoluto disfarçado de característica. “Espaço ilimitado”, “devem necessariamente ser operados e geridos pela própria organização”, “deve sempre fazer parte da rede interna da própria organização”, “oferecido apenas por órgãos públicos”, “garante maior velocidade das informações e melhoria da relação custo-benefício”. O NIST escreveu parece ilimitada e pode ser possuída, gerenciada e operada pela organização, por terceiro ou por ambos; e público qualifica a quem se oferta, não quem opera. As ressalvas estão lá de propósito, e o item que as remove remove o que tornava a frase verdadeira. O mesmo vale para a afirmação que abraça os três modelos de uma vez: “Nos modelos IaaS (infrastructure as a service), PaaS (plataform as a service) e SaaS (software as a service)” o sistema operacional seria entregue e mantido pelo provedor, o que vale em dois dos três — quando o item falar dos três, teste primeiro no IaaS, que é quase sempre o contraexemplo. O espelho também cai: item que mantém a ressalva costuma estar certo.
Ação real, lado errado da responsabilidade compartilhada. A linha no IaaS passa logo acima da virtualização, e o item a desloca. “Além do sistema operacional e dos dados dos clientes” põe duas camadas do cliente na conta do provedor. “Na infraestrutura de tecnologia da informação do cliente do serviço” tira de dentro da nuvem o firewall, o balanceador e os grupos de segurança, que são serviços do provedor configurados pelo cliente. “Que é feita automaticamente pelo serviço de nuvem” transforma a escolha de região do cliente, com efeito de custo e de conformidade, em automatismo. Antes de julgar a frase, decida de quem é a tarefa naquele modelo.
Escopo esticado para fora da nuvem. A regra certa aplicada onde ela não alcança: “quanto hosting e co-location”, que não são nuvem porque lhes faltam as cinco características; “tanto o ambiente computacional convencional como o de computação em nuvem” para a redundância obtida por duplicação de infraestrutura, que é o caminho do ambiente convencional; “de uma mesma zona de disponibilidade” para o afastamento que na verdade separa zonas distintas; “máquinas virtuais e contêineres” para a descrição que só serve à máquina virtual; “não havendo necessidade de pagamento por sua utilização” para a nuvem pública, que é explorada comercialmente e cobrada por uso. Pergunte a que objeto exato a definição pertence antes de deixá-la valer para o vizinho.
Erros clássicos
Achar que nuvem é virtualização com outro nome. Virtualização é a tecnologia que permite agrupar e fatiar recursos; nuvem é o modelo de serviço construído sobre ela, e exige as cinco características. Pela mesma razão, hosting e co-location não são nuvem: rodam na casa de outro, mas sem autoatendimento e sem medição.
Ler “pública” como “do governo” e “privada” como “na minha sala”. Público qualifica a quem se oferta. Nuvem privada pode ser operada e hospedada por terceiro; nuvem pública é majoritariamente operada por empresas privadas. E a nuvem de governo, ofertada a órgãos com requisitos comuns, tende a ser comunitária.
Confundir híbrida com VPC. Híbrida é composição de duas ou mais nuvens que continuam distintas; VPC é recorte isolado dentro de uma nuvem pública. Recorte não é composição — conte as nuvens.
Entregar os dados junto com a infraestrutura. Em nenhum modelo o cliente se livra da responsabilidade pelos seus dados e por quem os acessa. No IaaS ele responde por tudo acima da virtualização, sistema operacional inclusive; no SaaS, o que lhe resta é exigir as garantias no acordo de nível de serviço.
Supor que a nuvem resolve latência. Nuvem é centralizada e distante; demanda de resposta em tempo real — a típica da Internet das Coisas — é atendida por processamento na borda, ficando para a nuvem o armazenamento e a análise posterior.
Contar com replicação e isolamento que ninguém configurou. Dados não se replicam entre regiões por conta própria, zona de disponibilidade não protege contra erro de aplicação, e alta disponibilidade dentro de uma região não é plano de recuperação de desastre. Na nuvem, o que não foi arquitetado não existe — só está mais fácil de contratar.
LidoPraticado